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Nova operação para inibir pancadão
Um dos assuntos mais discutidos na reunião do Conseg Parque São Jorge foi o pancadão na região da Unicid. Na quinta-feira, dia 17, foi realizada mais uma operação. > VEJA + Página 4
tatuapé - 358 anos
Câmara Municipal realiza sessão solene A Câmara Municipal de São Paulo realizou, no dia 11 de setembro, uma sessão solene pela passagem do 358º aniversário do bairro do Tatuapé. O evento aconteceu no auditório da Unicid, no Tatuapé. O evento foi proposto pela vereadora Edir Sales, que reuniu autoridades e prestou homenagens. > VEJA + Página 3
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CIDADE
GCM completa 40º aniversário
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo chega aos 40 anos com ampliação do efetivo, valorização profissional e investimentos em equipamentos, viaturas e tecnologia. O aniversário da Guarda foi comemorado em solenidade no Distrito Anhembi, na última sexta-feira, dia 18. > VEJA + Página 4
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opinião
SAÚDE MENTAL
O Especialista O abismo orquestrado por um presidente em fim de carreira Invisível POR RONALDO LOYOLA
C
POR SERGIO CARREIRO DE TEVES
ada reunião, apresentação de resultados ou conversa de corredor funciona como uma pequena cena simbólica. Nelas, a credibilidade é testada não apenas pelo que se diz, mas por como se diz. Uma voz vacilante, um olhar que evita a plateia ou uma postura retraída podem soterrar a técnica mais sofisticada. A ausência de presença cênica transforma especialistas brilhantes em coadjuvantes de sua própria história profissional. É nesse ponto que surge a Inteligência Cênica, uma competência humana essencial para navegar ambientes complexos. Não se trata de fingimento ou manipulação. Trata-se da capacidade de ajustar a forma sem trair o conteúdo: comunicar a própria verdade com clareza, intenção e integridade. O ator revela; o impostor disfarça. A diferença está na ética que sustenta o comportamento. Inteligência Cênica apoia-se em quatro dimensões fundamentais. Leitura de Contexto: perceber o ambiente antes de agir, identificar tensões, ritmos, expectativas e silêncios. Comunicação Estratégica: falar com propósito, escolhendo palavras, tom e estrutura que reforcem a mensagem. Presença Cênica: ocupar o espaço com confiança, alinhando corpo, voz e intenção. E, sustentando tudo, Ética: o compromisso de usar essas habilidades para expressar, não distorcer, quem se é. Na era da Inteligência Artificial, essa maestria humana torna-se ainda mais urgente. Máquinas processam dados; não decodificam microexpressões, hesitações ou jogos de poder. Elas não “leem a sala”. Essa sensibilidade continuará sendo exclusivamente humana e será diferencial competitivo decisivo. A técnica precisa de voz, corpo e presença para ganhar força e gerar impacto. Desenvolver Inteligência Cênica não diminui mérito; amplifica-o. Transforma competência em visibilidade com propósito, permitindo que o talento deixe de ser recurso silencioso e passe a ser agente ativo de transformação. O sucesso não pertence apenas aos que executam, mas aos que assumem o protagonismo da própria trajetória. Ser um especialista invisível é um alerta: o trabalho vai além da função técnica. É um palco de evolução humana. E, nesse palco, a maior falha não é errar o texto, mas permitir que o talento se torne irrelevante por falta de coragem de entrar, verdadeiramente, em cena. Ronaldo Loyola é executivo multidisciplinar
O
silêncio do palácio, à noite, costuma ser preenchido pelo eco de fantasmas passados ou pelo peso das decisões presentes. Para o velho mandatário, contudo, o silêncio era um inimigo barulhento. Ele caminhava pelos corredores com o passo vacilante de quem já confunde o ontem com o amanhã, mas com os olhos fixos em um único farol: a cadeira presidencial. Uma obsessão indômita, quase mística, que parecia ser o último fio de lucidez a sustentá-lo no cargo. Sem dúvida, ele percebe que está terminando e pouco se importa com os destinos do país; o que lhe satisfaz são a vingança e o ódio. À mesa, os relatórios econômicos acumulavam-se como poeira. Os números gritavam em tinta vermelha. O Brasil está à beira do abismo. O rombo das contas públicas, outrora um fantasma abstrato debatido por tecnocratas de gravata, transformara-se em um monstro de carne e osso que batia à porta da República. Mas a lógica fiscal não faz sentido para quem habita o crepúsculo da razão. Para ele, o orçamento público deixou de ser um instrumento de gestão para se tornar o combustível de sua última grande ilusão. Vai ou racha: o que vale é o voto na urna e, para muitos, garantir mais quatro anos de vida nababesca e fastidiosa, de muitas viagens, muito dinheiro, luxo e elegância. Que se dane esse país de pobres — para ele, pobre se contenta com migalhas. Por isso, vamos aumentar o Bolsa Família: ele vai se lambuzar todo com mais dinheiro. O que são mais R$ 5,8 bilhões de rombo nas contas públicas em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027 diante da chance de manter-se no cargo por mais quatro anos? Isso não representa nada. "Aumente-se o Bolsa Família", ordenou na manhã seguinte, com a voz trêmula, mas o punho firme no autoritarismo de quem não aceita contestação. Não se tratava de justiça social ou de amparo aos vulneráveis — bandeiras nobres que o pragmatismo político havia esvaziado de significado há muito tempo. Era, puramente, o cálculo da sobrevivência. A caridade com o chapéu alheio tornou-se a blindagem final contra a rejeição popular. Cada bilhão injetado à força nas veias da economia era um voto comprado no mercado do desespero, uma tentativa desesperada de garantir que o trono continuasse seu. O rei sou eu! Mas o pior é que, se fosse com Bolsonaro, a nossa justiça eleitoral trataria o caso como crime eleitoral, compra de votos. Para o nosso velho presidente, porém, tudo vale — como na música do Tim Maia: "só não vale dançar homem com homem e mulher como mulher". Ou melhor: não valia; hoje vale tudo. A família já se desmoronou; nem se sabe mais quem é homem e quem é mulher, depois de tantos exageros. Nos bastidores, os conselheiros lamentavam, em sussurros, a irresponsabilidade que beirava a senilidade. "Ele já não enxerga o país", diziam uns. "Vê apenas o próprio rastro", completavam outros. A verdade é que o medo era o verdadeiro conselheiro do presidente. Não o medo do julgamento da história, que esse já lhe parecia distante e difuso, mas o pavor tangível do dia seguinte. O pavor de que um sucessor, ao abrir
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as gavetas trancadas e examinar os livros contábeis, desnudasse os descalabros de uma gestão pautada pelo excesso e pela maquiagem financeira. Aumentar o Bolsa Família não é custo: é investimento — investimento em votos. Já aumentar a aposentadoria é, para o velho presidente, um fardo pesado, um custo que não vale a pena. Sabe por quê? O cidadão com mais de 70 anos não é obrigado a votar; portanto, não serve para mais nada: é um trapo, um lixo que deveria ser banido da sociedade e só traz custos. A reeleição, portanto, não era um projeto de futuro; era uma estratégia de ocultação. Era o manto necessário para cobrir o rombo, a cortina de fumaça para esconder que o rei, além de nu, estava deixando a conta da festa para as próximas gerações pagarem. Nas galerias do Congresso, a oposição transformou o anúncio em um campo de batalha. Parlamentares se revezavam nos microfones, brandindo gráficos inflados e tabelas de inflação. Gritavam contra a "irresponsabilidade criminosa" e a "senilidade galopante" de um líder que queimava o futuro do país para salvar o próprio mandato. Requerimentos de comissões parlamentares eram protocolados em regime de urgência, e os líderes partidários convocavam coletivas de imprensa barulhentas, acusando o governo de maquiar as contas e estourar o teto fiscal para esconder o verdadeiro tamanho do buraco. Enquanto a oposição rugia nos palanques, nas ruas a reação era um misto de alívio imediato e terror silencioso. O cidadão comum recebia o acréscimo no benefício com a mão direita, mas já sentia a mão esquerda do mercado cobrando o preço no dia seguinte. Nas feiras e supermercados, o povo comentava, de cabeça baixa, que o dinheiro extra sumia antes mesmo de chegar ao caixa. "O presidente dá com uma mão e a inflação tira com as duas", sussurravam as donas de casa diante das prateleiras vazias. A população via-se presa em uma armadilha cruel: dependia do auxílio para o almoço, sabendo que a conta do jantar seria impagável. O medo, no fim, era o verdadeiro conselheiro do palácio. O pavor de que um sucessor, ao abrir as gavetas trancadas, desnudasse a farsa. A reeleição não era um projeto de futuro; era uma estratégia de ocultação — para que ninguém descubra nada, para que o meu filho e o meu irmão saiam livres o quanto antes e para que Alexandre de Moraes permaneça no Supremo, para minha glória e salvação. E ele vai permanecer: todas as manobras feitas por Gilmar Mendes têm esse destino, porque Lula mandou — Alexandre fica. Enquanto o país assistia, atônito, ao derretimento da responsabilidade fiscal — dividido entre o pragmatismo desesperado do povo e os discursos inflamados da oposição —, o velho presidente sorria para as câmaras, cego pelo brilho do próprio poder. Ele marchava firme em direção ao abismo, agarrado ao erário público, na esperança de que a queda, se viesse, só acontecesse depois que as urnas estivessem fechadas. Sergio Carreiro de Teves é jornalista, professor e advogado atuante nas áreas civil, trabalhista, tributarista, administrativa e comercial
A epidemia da ansiedade e a hipnoterapia como contenção POR EDUARDO RENE TRIGO
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ados científicos mostram que o Brasil, líder global em transtornos de ansiedade, vive uma epidemia silenciosa que começa na infância e acompanha milhões de pessoas até a vida adulta, afetando famílias, escolas e ambientes de trabalho. Uma pesquisa publicada no The Lancet Regional Health – Americas, com dados do GBD 2023, revelou que mais de 15 milhões de brasileiros de 5 a 29 anos convivem com algum transtorno mental, mais de 20% dessa população. O estudo alerta que uma criança brasileira tem mais chance de sofrer incapacidade por ansiedade do que por doenças físicas antes dos dez anos. A ansiedade, junto com a depressão, foi responsável por grande parte dos afastamentos do trabalho em 2025, ficando atrás apenas das doenças da coluna. Diante dessa epidemia, cresce a busca por tratamentos eficazes. Entre eles, a hipnoterapia tem se destacado como recurso terapêutico capaz de reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida. Ao contrário do mito que associa hipnose à perda de controle, a hipnoterapia é um estado de atenção focada e relaxamento que reduz a hipervigilância e permite acessar padrões emo-
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cionais e gatilhos de estresse armazenados no subconsciente. Para quem vive em constante “luta ou fuga”, a técnica atua tanto no corpo — reduzindo cortisol e frequência cardíaca — quanto na mente, ao ressignificar crenças limitantes, traumas e pensamentos catastróficos que alimentam a ansiedade. A ciência respalda essa prática: estudos de neuroimagem mostram alterações funcionais em áreas ligadas à regulação emocional durante a indução hipnótica. A hipnoterapia integra as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) do SUS e tem ganhado reconhecimento da população, impulsionando o mercado de terapias complementares no país. Esse crescimento exige formação sólida. A hipnoterapia lida com vulnerabilidades emocionais, e a atuação sem preparo pode gerar riscos, como retraumatização ou erros de avaliação clínica. Por isso, centros de formação precisam garantir domínio técnico, ética, compreensão linguística, manejo emocional e conhecimento em psicopatologias. O cenário brasileiro de saúde mental abre espaço para profissionais que buscam diferenciação com a hipnoterapia. A técnica tem potencial para ser uma das principais ferramentas no enfrentamento da epidemia de ansiedade, desde que aplicada com rigor científico e responsabilidade. Eduardo Rene Trigo é diretor do ACT Institute
O QUE ERA NOTÍCIA EM 21 de setembro de 1986 EDIÇÃO Nº 595
Aumento do IPTU assusta a população
DA REDAÇÃO
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Brasil vive um momento de muita ansiedade, em razão das medidas de ordem econômicas e sociais, que a cada instante, surgem no sentido de adaptar o Piano Cruzado à atual realidade. Algumas medidas são simpáticas, outras antipáticas, mas em tudo se vê o intuito do governo de acertar, de apagar os erros do passado e dar à população uma melhoria de vida, um momento mais alegre e tranqüilo. O povo tem colaborado com sua dosagem de paciência e compreensão, sempre há os elementos destoantes, como os sonegadores de alimentos, os atravessadores, os mal intencionados, que são verdadeiros parias da sociedade, que estavam acostumados aos ganhos fáceis e que não se conformam em viver em um país sério e voltado para um progresso honesto. Em meio a tudo isso, o povo foi tomado de assalto ao ler nos jornais desta semana, notícias como estas "PREFEITURA ELEVARÁ IPTU EM ATÉ 305%", "PREFEITO JÂNIO QUER AU MENTAR O IPTU PARA 1987", etc, etc. etc. Aí o povo pergunta, de que adianta ter colaborado com o presidente? De que adianta ter dado a nossa dosagem de sacrifício para o bem do País, se o prefeito, se esquece de tudo e já fala em aumentos absurdos e descabidos. Se o povo não tem a quem repassar os aumentos, pois os seus ganhos estão limitados, e os preços
congelados, como suportar este brutal e injustificado aumento? É inegável que a Prefeitura vive dos impostos, mas a voracidade tributária arrebata mais do que as tempestades. Não foi para isso que os economistas da República criaram um plano que precisa dar certo, custe o que custar. Se o povo está dando a sua cota de sacrifício, se o comerciante luta até fechar suas portas, se o industrial está envolvido em uma guerra com seus fornecedores, buscando baixar as matérias-primas, a Prefeitura não pode ficar alheia a tudo isso, ignorar a revolução branca porque passa o País é negar a evidência. É momento de revolução de conceitos, de caráter e dignidade, é momento de colaboração. A época do País governado de cima para baixo acabou, hoje o governo é de baixo para cima. Todo poder emana do povo, e não foi para isso que o povo elegeu o sr. Jânio Quadros, inegavelmente o povo está sendo apunhalado pelas costas. Com alterações na forma de cálculo do valor venal de um imóvel a Prefeitura deverá aumentar em 200%, em média, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), do próximo ano, podendo chegar, em alguns casos, a até 305%. O prefeito Jânio Quadros, desta vez, substituiu a exigência do decurso de prazo (como havia prometido) para aprovação do projeto por um regime de "especialíssima urgência".
VISITA AO BAIRRO Divulgação
Goleiro Sérgio (ex-Palmeiras) esteve no Tatuapé
O
goleiro Sérgio, que atuou durante muitos anos na equipe do Palmeiras, esteve na última quinta-feira, dia 17, no Tatuapé. Ele veio para gravar o Podcast Papo de Fratello e, na sequência, foi recepcionado por amigos na Pizzaria L'Arte Di Léo, localizada na Rua Serra de Bragança, 1505. Figura carismática, o ex-atleta é candidato a deputado estadual pelo partido Solidariedade. Perguntado sobre o motivo de pleitear uma cadeira na Alesp, Sérgio disse que tem uma visão diferente da política e que pode contribuir em muito para a me-
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lhoria vida dos paulistas. Ele participa de vários programas sociais. Como bandeira de campanha, ele apresenta principalmente projetos de inclusão. O principal trata de uma PPP (Parceria Público Privada) que prevê tirar crianças e adolescentes das ruas no contraturno escolar, exigindo frequência e boas notas para participar das clínicas de esportes que terão a mentoria de ex-atletas. O projeto contempla ainda incentivo fiscal por meio do ICMS para empresas que destinem parte dos impostos para financiar o salário dos ex-atletas.
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TATUA P É – 358 A NO S
Câmara Municipal reliza sessão solene na Unicid e retoma mobilização pela criação da Subprefeitura do Tatuapé
A
O evento reuniu autoridades, lideranças comunitárias e empresariais
Câmara Municipal de São Paulo realizou no dia 11 de setembro uma sessão solene pela passagem do 358º aniversário do bairro do Tatuapé. O evento aconteceu no auditório da Unicid, no Tatuapé. A sessão foi proposta pela vereadora Edir Sales, que abriu os trabalhos destacando sua ligação afetiva com o bairro. A cerimônia contou com a apresentação do coral da Guarda Civil Metropolitana. Estiveram presentes, além do estafe da vereadora, representantes da Unicid, da Subprefeitura da Mooca, dos Consegs Tatuapé e Parque São Jorge, da OAB, do Rotary Club, da Associação Comercial, do Senac, do Complexo Tatuapé, do Instituto Sorriso e de organizações empresariais e comunitárias, além de integrantes do Movimento Eu Amo Tatuapé. Um dos pontos altos do evento foi a apresentação do Tato, mascote do Complexo Tatuapé, que dançou e alegrou as crianças. Tato é um boneco de dois metros de altura em formato de tatu que tem feito shows nos corredores do Complexo Tatuapé.
O evento aconteceu no auditório da Unicid, no Tatuapé e contou com a participação da banda da Guarda Civil Metropolitana
DE "CAMINHO DO TATU" A BAIRRO DE REFERÊNCIA A história do bairro foi apresentada por meio de vídeos e referências históricas. O nome "Tatuapé" significa literalmente "caminho de tatu", em referência às trilhas
O evento foi pela vereadora Edir Sales, que reuniu autoridades e prestou homenagens
abertas pelos animais na vegetação. Em 1560, Braz Cubas teria atravessado o Ribeirão Tatuapé em busca de ouro; em 1668, o povoado começou a se formar após o Padre Mateus Nunes de Siqueira receber uma sesmaria, permanecendo a Casa do Tatuapé como marco histórico. No final do século XIX, Benedito Marengo desenvolveu um grande parreiral que abastecia São Paulo com uvas, e Analia Franco instalou uma associação assistencial na antiga Chácara Paraíso. Em 1875, a chegada da ferrovia acelerou a integração do bairro com o restante da cidade. Em 1926, o Corinthians comprou parte da antiga Fazenda São Jorge, dando origem ao Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha. Das décadas de 1930 a 1970, fábricas,
bondes e famílias imigrantes consolidaram a prosperidade local, até que, a partir dos anos 1970, antigas áreas industriais deram lugar a edifícios residenciais e comerciais. MOTORES DO DESENVOLVIMENTO Jair Morandi, um dos coordenadores do Movimento Eu Amo Tatuapé defendeu que "não se constrói um bairro sem educação" e apresentou o Complexo Tatuapé como um dos principais polos econômicos locais, com cerca de 450 lojas e aproximadamente 5 mil empregos. Ele citou a participação de 85 empresários nos Líderes do Tatuapé, projetando que o bairro pode se tornar a "capital da Zona Leste" em três anos. A visão para 2030 inclui movimento estimado de 30 mil pessoas por dia e cerca de 6 mil
novos CNPJs associados aos empreendimentos imobiliários. A reitora da Unicid, Andreia Maura Freire Lira, afirmou que receber a sessão fortalece o papel da instituição como participante ativa da comunidade. O atual CEO, Renato Padovezi, lembrou que a universidade, fundada em 1971, integra o Grupo Cruzeiro do Sul desde 2012 e conta hoje com cerca de 28 mil alunos. Danilo Senturelle, representando o Shopping Metrô Tatuapé e o Shopping Boulevard, colocou os dois shoppings à disposição da comunidade, dos empresários e dos órgãos públicos. Destacou o papel econômico e social dos centros comerciais e defendeu que suas atividades reflitam as necessidades do entorno. João Alexandre Moreira Martinez, gerente de duas unidades do Senac no bairro, falou sobre sua ligação pessoal com o Tatuapé e destacou o importante trabalho que a empresa realiza para os moradores da região, inclusive com bolsas de estudo. Guilherme Gonzalez, presidente do Conseg Tatuapé, defendeu a cooperação entre entidades, e Carol Panobianco, do Instituto Sorriso, apresentou campanhas de vacinação do Rotary Club e destacou a importância no da articulação entre instituições e comunidades. SUBPREFEITURA DO TATUAPÉ O ex-vereador Gilson Barreto lançou a proposta de criação da Subprefeitura do Tatuapé, argumentando que o crescimento populacional, imobiliário e econômico tornou a estrutura administrativa atual insuficiente. Edir Sales aderiu publicamente
à iniciativa e afirmou que pretende retomar o projeto arquivado, mobilizar a Câmara e promover audiências públicas. A Subprefeitura da Mooca, hoje responsável por seis bairros — Mooca, Tatuapé, Belém, Pari, Água Rasa e Brás —, foi descrita como sobrecarregada diante da dimensão da região. O subprefeito da Mooca, coronel Valmor Racorti, destacou o crescimento imobiliário do entorno e concordou com a fala do ex-veredor. Ele também citou parceria entre a Unicid e a subprefeitura para que estudantes de arquitetura visitem praças, conversem com a comunidade e contribuam para projetos urbanos. A cooperação deverá aproveitar o conhecimento acadêmico e a experiência dos engenheiros da administração pública. A Câmara disponibilizou seus canais oficiais para receber sugestões de projetos de lei e demandas dos moradores. Na sequência, foram entregues as homenagens a pessoas e empresas consideradas importantes para a história e o desenvolvimento do Tatuapé.
Tato, mascote do Complexo Tatuapé, fez apresentação
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PARQUE SÃO J OR GE Conseg discute segurança, zeladoria e perturbação do sossego Os pancadões no entorno da Rua Cesário Galero foram um dos temas principais
O evento contou com o tradicional desfile da tropa. O prefeito, a secretária Juliana Lopes Bussacos, entre outras autoridades, participaram das festividades
C IDA DE
GCM completa 40º aniversário com estrutura modernizada
Solenidade de comemoração aconteceu no Distrito Anhembi
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Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo chega aos 40 anos com ampliação do efetivo, valorização profissional e investimentos em equipamentos, viaturas e tecnologia. O aniversário da Guarda foi comemorado em solenidade no Distrito Anhembi, na última sexta-feira, dia 18. Desde 2021, o orçamento anual da Secretaria Municipal de Segurança Urbana passou de R$ 700 milhões para R$ 1,9 bilhão, enquanto o salário inicial da carreira teve aumento de 98%. A corporação também incorporou dois mil novos agentes nesse período e está com concurso em andamento para a contratação imediata de mais 500 guardas. A Prefeitura prevê ampliar esse reforço para até dois mil novos servidores até 2028, totalizando quatro mil novos profissionais chamados pela atual gestão.
MAIOR DO PAÍS Atualmente, a GCM de São Paulo é a maior guarda municipal armada do país e tem efetivo superior ao das polícias militares de dez estados brasileiros. São sete mil homens e mulheres em atuação nas ruas da cidade, em rondas ostensivas e ações de prevenção à criminalidade. A corporação possui unidades especializadas em Operações Especiais, Defesa Ambiental, Canil, Ações Integradas, Apoio Motorizado, Defesa da Mulher e Ações Sociais. Seus agentes também estão presentes nas escolas, nos equipamentos públicos, nos grandes eventos e em operações conjuntas com outras forças de segurança. Durante a cerimônia, o prefeito Ricardo Nunes destacou que a valorização da corporação precisa estar associada à melhoria das condições de trabalho e da remuneração dos profissionais. “Reco-
nhecimento é dar condições de trabalho, é dar um salário digno, é dar remuneração. Porque não existe policial que vai trabalhar com dignidade se não levar para casa, no final do mês, um valor para sustentar a sua família”, afirmou o prefeito. SMART SAMPA Uma das principais ferramentas incorporadas ao trabalho da GCM é o Smart Sampa, maior programa de videomonitoramento da América Latina. O sistema possui 50 mil câmeras instaladas em pontos estratégicos do município e já recebeu mais de R$ 250 milhões para ampliação e manutenção. Lançado em julho de 2024, o programa auxiliou na prisão de mais de 3.560 foragidos da Justiça e de mais de 6.520 pessoas em flagrante. Também contribuiu para 3.650 ocorrências envolvendo veículos e para a localização de mais de 260 pessoas desaparecidas.
Megaoperação contra a perturbação do sossego na região na Rua Cesário Galero na última quinta-feira, dia 17
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a última segunda-feira, dia 14, o Conseg Parque São Jorge reuniu representantes das polícias Civil e Militar, da GCM, da CET, da Subprefeitura da Mooca, síndicos, comerciantes e moradores para discutir a agenda de segurança e zeladoria da região. O presidente da entidade, Eduardo Almeida, afirmou que a sede da Inspetoria Regional da Mooca, atualmente instalada no Parque Dom Pedro, está em local de difícil acesso, o que pode levar até duas horas de deslocamento até o Tatuapé. Ele afirmou que os sete CONSEGs da região buscam a realocação da inspetoria. Informou também que foram encaminhados vários ofícios solicitando reforço de efetivo e integração da área do
Tatuapé, evitando transferir o problema entre subdistritos. O comandante da GCM, presente à reunião, destacou que a estrutura atual se mostra insuficiente para a extensão territorial, mas que tecnologias como Smart Sampa, reconhecimento facial em UBSs, helicóptero Smart Cop e drones apoiam o planejamento das ações. PANCADÕES Almeida destacou que a megaoperação contra a perturbação do sossego na região da Rua Cesário Galero vem sendo considerada efetiva, como a da última quinta-feira, dia 17, mas não poderá ser repetida toda semana. Ele informou que realizou reunião com as atléticas da Unicid, que se comprometeram a buscar ambientes fechados
para seus eventos. O delegado titular do 52º DP, João Batista Filogônio, destacou que o ato continua sendo tratado como contravenção penal, com pena de 15 dias a 3 meses. Ele defendeu uma revisão legislativa da tipificação; casos coletivos com moradores formalmente identificados foram apontados como mais capazes de avançar junto ao Ministério Público. Furtos de celulares e correntes foram relatados nos quarteirões das ruas André Vidal, Henrique Sertório e Felipe Camarão, e nas proximidades da Celso Garcia e do Fórum. Moradores foram orientados a registrar boletins de ocorrência, essenciais para formar estatísticas e justificar operações específicas.
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Dupla face POR CAROL BORGES
E
m “Nas Profundezas do Amor”, Jéssica Córes encara uma personagem que passa por uma transformação radical. Depois de ser acusada injustamente, Serena desaparece e, após um incêndio que a deixa com graves queimaduras, ressurge com um novo rosto e sob a identidade de Carmem Quevedo. De volta à cidade do império Pedreira, ela está determinada a desco-
Primeiros momentos
Em “Por Você”, Fabrício Assis vive Ítalo, um adolescente sensível e introvertido, que não se sente à vontade no ambiente da academia de judô onde a mãe, Juli (Lucy Ramos), o matricula ao lado da irmã gêmea, Glorinha (Laura Luz). Ao longo da história, o personagem encontra em Bela (Sheron Menezzes) o apoio necessário para começar uma jornada de autoconhecimento e descobrir novas habilidades. Para o ator, a experiência também tem sido marcada pela sintonia com os colegas de elenco, que começou ainda nos testes para a novela. “Pra mim está sendo muito prazeroso. Os personagens são muito diferentes e nossa relação enquanto elenco é muito boa. A gente estava junto desde os testes. Ficamos muito felizes quando passamos. Está sendo muito divertido. A direção nos dá liberdade na construção dos personagens. Trabalhar com a Lucy e a Sheron é muito bom”, afirma.
Fim dos trabalhos
O Prime Video encerrou as filmagens do longa “Marília”. Gravada a partir de julho nas cidades de Goiânia e São Paulo, a produção é estrelada por
Hermila Guedes que interpretará Dona Ruth. O projeto tem estreia prevista para o ano que vem.
Bola em campo
A Globo renovou os direitos de transmissão da Copa do Brasil. O novo acordo contempla as edições do torneio entre 2027 e 2030. A renovação também inclui os direitos da Supercopa Masculina entre 2028 e 2031. A cada ano serão até 88 partidas exibidas, sendo 38 transmissões das fases finais dos dois torneios, diversas delas com exclusividade.
ney+, chegaram ao fim no Rio de Janeiro. A produção criada por José Júnior e produzida pela AfroReggae Audiovisual, Formata e Non Stop é protagonizada por Marcello Melo Jr e Vanessa Giacomo e conta com grandes nomes no elenco como Danni Suzuki, Marcelo Serrado, Giovanna Ewbank e Otaviano Costa.
No elenco
Nome definido
Xamã participará da série de comédia “Casamento Aberto e Outras Coisas que Não Existem”, original Netflix. Com direção de José Alvarenga Jr, a produção é criada e escrita por Alexandre Machado.
Próximo trabalho
A série “Emergência 53” ganhará uma nova temporada. A produção original Globoplay se aprofunda na rotina intensa e nos dramas humanos de profissionais que atuam na linha de frente de uma unidade móvel de urgência.
Com Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costa no elenco, a Netflix definiu o nome de sua nova produção nacional. Prevista para estrear este ano, “Dom de Iludir” tem direção de Mauro Mendonça Filho.
Mariana Lima está no elenco de “Lá na Minha Terra”, próxima trama das seis. O projeto tem estreia prevista para novembro.
Rotina na delegacia
As gravações de “Delegacia de Homicídios”, a primeira série policial brasileira do Dis-
Mais casos
Sobe o som
A nova temporada do “The Voice Brasil” estreia dia 30 de setembro. Matheus & Kauan, Lauana Prado, Paulo Ricardo e Diogo Nogueira integram o time de jurados. O programa irá ao ar no SBT e no Disney+.
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Canal Zap
Jéssica Córes
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brir a verdade e fazer justiça, mas carrega também as marcas de tudo o que viveu. Para Jéssica, essa mudança é justamente o que dá força à trajetória da personagem. “Serena passa por várias coisas, tem um trauma, está querendo mostrar a verdade dela, quem ela é. Mas a necessidade de ter uma vilã é o que movimenta essas ações, essa atitude, o que faz ela, de repente, de uma mulher dócil virar essa mulher mais firme”, explica.
Melhores amigos
Comandado por Sabrina Sato, o “Dog House Brasil” estreia dia 8 de outubro no GNT. A produção acompanha encontros emocionantes e a jornada de adoção de cães resgatados.
O retorno
Thiago Rodrigues voltará às novelas da Globo. O ator está no elenco de “Avenida Brasil 2”, próxima trama das nove. O folhetim estreia em janeiro.
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S É R I E S / f i lm e s M u nd o ju rí di c o
(Netflix) Quando o passado vira sentença, ainda há espaço para reparação? Essa é a pergunta que move “Habeas Corpus”, nova série ficcional e primeiro drama jurídico da Netflix Brasil. Protagonizada por Marjorie Estiano e Any Gabrielly, a produção combina a tensão de tribunal com um melodrama de forte carga emocional, expondo aos poucos segredos, rivalidades, moralidades ambíguas e relações que se
intensificam a cada episódio. A história acompanha Inez (Marjorie Estiano), respeitada professora de Direito que lidera um grupo de revisão criminal para provar a inocência de um jovem condenado por um crime que afirma não ter cometido. O que ela não sabe é que sua aluna mais brilhante, Marina (Any Gabrielly), se aproxima dela com um objetivo secreto: corrigir uma injustiça que afetou profundamente a sua família no passado.
Hi stó ri a de te rro r
Em destaque
Edvana Carvalho protagonizará a série “Reposta ao Tempo”, original Globoplay. O projeto está em fase de pré-produção.
Nova temporada
A segunda temporada de “Estado De Fúria”, série original da HBO criada e dirigida por Félix Sabroso e produzida pela Producciones Mandarina para a HBO Max, estreia em 9 de outubro na plataforma de “streaming”.
De olho na urna
A Globo exibirá, no dia 1º de outubro, o debate entre candidatos à presidência da República. A mediação será de César Tralli.
(Disney+) O Disney+ lança a nova temporada de “American Horror Story: 13”. As novidades incluem o retorno de alguns dos personagens favoritos dos fãs, como Constance Langdon, Cor-
delia Goode e Madison Montgomery. Todas as temporadas anteriores de American Horror Story estão disponíveis no Disney+. Sarah Paulson, Evan Peters e Angela Bassett estrelam a produção.
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SÃO PAULO, 19 DE SETEMBRO DE 2026
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O encontro promovido pelo Senac reuniu representantes de serviço, projetos, coletivos e instituições para uma agradável manhã
TERRITÓRIO EM DIÁLOGO
Senac Tatuapé/Serra de Bragança promove 'Café com Lideranças'
O
Senac Tatuapé/Serra de Bragança reuniu, na última quinta-feira, dia 17, representantes de serviços, projetos, coletivos e instituições que atuam no território para uma manhã de encontro, escuta e troca. O encontro partiu de referências como Paulo Freire, sobre o diálogo e uma educação construída com as pessoas, e Nêgo Bispo, sobre reconhecer outros modos de produzir conhecimento e de construir comunidade, sem eleger um jeito de viver como medida para os demais. Participaram as entidades: Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, o Centro POP Mooca, o CEU Carrão, o CREAS Mooca, o GEDUC – Psicóloga Escolar, a Biblioteca CEU Carrão, o Eu Amo Tatuapé, o SAS Mooca, a Eloin Educação, o SFA Amigos da Vida IV – Mooca e o Serviço Família Acolhedora Tatuapé, além de representantes da Universidade da Cidade de São Paulo. CONEXÕES São trabalhos distintos, públicos diversos e múltiplas formas de atuação, mas, colocados em roda, começaram a surgir conexões: histórias que se cruzam, desafios compartilhados e iniciativas que podem se aproximar. Para a escola, a proposta representou uma mudança de perspectiva: não chegar ao território com respostas prontas, mas reconhecer que há diferentes saberes que, quando se encontram, podem se transformar em potência. ESTREIA A intenção, segundo os organizadores, é que esse seja apenas o primeiro de muitos encontros, com a construção de um planejamento e um calendário de ações continuadas, capazes de envolver tanto quem já chegou à roda quanto quem ainda pode chegar. A ideia é fazer o conhecimento circular entre espaços e pessoas, criando espaço para que diferentes vozes se encontrem e construam juntas — porque conhecer um território, antes de tudo, é estar disposto a caminhar por ele. O Senac mantém duas unidades no Tatuapé: Rua Coronel Luis Americano, 130 e Rua Serra de Bragança, 990. Mais informações em (11) 2191-2900.
VIU? Anunciando todo mundo vê!
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