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Gazeta do Tatuapé - 2589

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ANO 51

a c e s s e n o s s o p o r ta l : w w w. g A Z E TA V I R T U A L . c o m . b r

SÃO PAULO, 28 DE DEZEMBRO DE 2025

N0 2.589

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RODOANEL NORTE

Impacto na mobilidade da área metropolitana

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VIRADA DO ANO

Réveillon na Paulista terá 14 horas de show

A primeira metade do trecho norte do Rodoanel Mário Covas, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, foi inaugurada no último dia 22, e tem o objetivo de contribuir diretamente para o desafogamento da Marginal Tietê e para a melhoria das condições de circulação na Região Metropolitana de São Paulo. > VEJA + Página 4

A Prefeitura de São Paulo realiza o Réveillon da Avenida Paulista 2026, com 14 horas ininterruptas de música a partir das 14 do dia 31 de dezembro. Além dos shows, a festa paulistana também terá uma queima de fogos silenciosa, de 15 minutos, a maior registrada na cidade desde então. > VEJA + Página 3

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2 OPINIA~ O GAZETA 40 ANOS ACONTECENDO editorial

O que você plantou para colher em 2026? POR EVERALDO DE DEUS

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cada início de ano, um novo ciclo se abre, trazendo expectativas e desejos que começam a ser desenhados aos poucos, como quem prepara o terreno para o que virá. É nesse movimento que surge o convite à reflexão: nada existe sem a marca do tempo. É ele que molda nossa trajetória e nos permite avançar na grande jornada da vida. É comum que as pessoas desejem felicidade, conquistas e transformações para o ano que chega. Mas esse desejo é apenas o primeiro passo. As festas de fim de ano não celebram apenas a mudança de calendário; elas revelam impulsos profundos, muitas vezes inconscientes, que expressam nossa vontade de renovar e melhorar. Assim seguimos, caminhando e tecendo sonhos no vasto tapete existencial. Interessante notar que cada passo que se desprende do chão vira passado, e nele deixamos marcas que, por vezes, resistem ao tempo. Essa é uma das grandes magias da existência: a capacidade de enfrentar dificuldades e seguir adiante. Muitos conseguem, mas outros permanecem presos às mesmas narrativas, repetindo dramas e consequências que acabam projetando novamente para o “novo ano”. Já percebeu como o passado pode retornar com a mesma intensidade de algo inédito? Diante disso, surge a pergunta inevitável: o que nos aguarda em 2026? Embora previsões sempre despertem curiosidade, a Lei de causa e efeito nos oferece uma pista importante: tudo o que virá está profundamente ligado às atitudes que tomamos na vida prática. Ações positivas ou negativas geram consequências que moldam o cenário futuro. Somos responsáveis por tudo aquilo que criamos e alimentamos. Muitas vezes sofremos por não encontrarmos uma forma de desfazer os efeitos de escolhas adoecidas. Por isso, é essencial viver cada oportunidade com presença e intensidade. Que nossas ações façam com que os encontros deixem as pessoas melhores, e não apenas tocadas superficialmente. Assim, acumulamos um “capital imaterial” capaz de transformar realidades e suavizar consequências difíceis. Que 2026 nos transborde de desejos verdadeiros e nos encha de realizações, permitindo que avancemos com mais consciência, propósito e leveza na grande jornada que se aproxima.

Everaldo de Deus é psicanalista clínico, pedagogo mestre em Educação e especialista em Neuropsicopedagogia

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ENSINO NA ERA DIGITAL

COMPORTAMENTO

Promessas de Ano Novo e a ilusão do ‘agora vai’

O consumidor que não reclama é o novo alerta vermelho do varejo

POR MARCELO HUGO DA ROCHA

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odo fim de ano repete o mesmo ritual: taças erguidas, fogos no céu e uma lista de promessas que, no calor da virada, parecem possíveis. “Dessa vez vai ser diferente”, dizem muitos, embalados pela euforia coletiva. Mas a ciência do comportamento mostra que esse entusiasmo dura pouco: a maioria das metas de Ano Novo fracassa antes do fim de fevereiro. O motivo? Expectativas irreais, falta de planejamento emocional e o falso otimismo que confunde desejo com prontidão. Metas falham por má estrutura, não por má vontade. Criar resoluções sem entender as emoções que as sustentam é como construir uma casa sem fundação. A força de vontade é limitada e se esgota com o estresse; confiar apenas nela costuma levar à frustração. Além disso, muitos confundem empolgação com motivação duradoura. A mais eficaz nasce do alinhamento entre o que se quer e o que faz sentido — a motivação intrínseca. Quando a meta não conversa com valores internos, a procrastinação prospera. Outro erro é tentar mudar tudo de uma vez. Grandes transformações dependem de pequenas vitórias. Os micro-hábitos são exemplo disso: ajustes sutis e consistentes que reprogramam o cérebro para mudanças sustentáveis. Em vez de metas genéricas como

“vou ser mais saudável”, prefira algo concreto: “caminharei 15 minutos antes do café da manhã, três vezes por semana”. Cada pequena ação confirma que o recomeço está em curso. Mas não basta agir no automático. A mudança só se mantém com regulação emocional: reconhecer e lidar com emoções que sabotam o progresso. Medo, ansiedade, culpa e autocrítica paralisam decisões e alimentam o adiamento. A saída é desenvolver consciência emocional: identificar o que se sente, acolher o desconforto e seguir mesmo assim. Aqui está um roteiro prático para transformar promessas em conquistas: 1 - Autoavaliação – Reflita sobre o que tem significado para você e por que deseja mudar. 2 - Microplanejamento – Divida o objetivo em etapas pequenas e mensuráveis. 3 - Regulação emocional – Observe suas reações diante dos obstáculos e ajuste o ritmo sem culpa. A virada inspira, mas não transforma sozinha. A mudança acontece quando o entusiasmo da meia-noite vira hábito diário, sustentado por paciência, autoconhecimento e gentileza consigo mesmo. No fim, o futuro não começa em 1º de janeiro, e sim no primeiro passo que você escolhe dar hoje.

POR JHOLY MELLO

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o varejo, ainda há uma crença confortável: enquanto o cliente não reclama, está tudo bem. É um equívoco que custa milhões. O cliente que não reclama não está satisfeito, está desistindo. E a desistência silenciosa é hoje o maior ponto cego das empresas. Dados de mercado mostram que mais de 70% dos consumidores que abandonam uma marca nunca registraram qualquer insatisfação formal. Eles não enviam e-mail, não acionam o SAC e não respondem pesquisas. Apenas deixam de comprar. Essa evasão invisível é mais cara do que qualquer problema explícito, porque rompe o relacionamento sem oferecer à empresa a chance de correção. A raiz do fenômeno é conhecida, mas pouco enfrentada: experiências genéricas, comunicação descontextualizada e baixa capacidade das marcas de interpretar sinais sutis de desengajamento. No Brasil, onde grande parte do varejo ainda opera com dados fragmentados, o silêncio do consumidor não é percebido como sintoma, é tratado como ausência de problema. O que pesquisas recentes mostram é exatamente o contrário. Mudanças micro

gazeta há 40 anos

comportamentais, como aumento do intervalo entre compras, queda gradual do ticket ou abandono de carrinhos, antecedem a ruptura definitiva. São sinais objetivos de desgaste emocional e funcional com a marca. Ignorá-los é perder a oportunidade de intervir antes que a relação se desfaça. Marcas que conseguem unificar dados, construir visão longitudinal do cliente e personalizar interações por contexto, não por volume, aumentam significativamente as taxas de retenção. Mais do que realizar campanhas, tratam o relacionamento como ativo financeiro. O varejo que ainda reage apenas ao cliente “vocal” vive atrasado no tempo. O novo consumidor é híbrido, hiperconectado e pouco tolerante ao atrito. Quando se cala, não está poupando a marca; está sinalizando que encontrou outra que o entende melhor. Prevenir o silêncio é, portanto, uma obrigação estratégica. Envolve leitura de dados, integração entre canais, coerência de comunicação e respeito ao histórico do cliente. Reclamação é oportunidade, silêncio é ruptura. E num mercado em que a fidelidade é volátil, ouvir antes do barulho é a única forma de não transformar o cliente calado no início de uma perda anunciada. Jholy Mello é estrategista com mais de 15 anos de experiência em marketing, design, CRM no varejo e projetos que cruzam dados, criatividade e tecnologia

O QUE ERA NOTÍCIA EM 5 de janeiro de 1985 EDIÇÃO Nº 558

Jânio Quadros, mais uma vez na Prefeitura paulistana A TRANSMISSÃO DE POSSE

Marcelo Hugo da Rocha é psicólogo clínico e autor do livro “A Psicologia da Procrastinação”

DIREITOS HUMANOS

A arte como memória viva POR MARCOS GOES

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arte sempre foi uma forma de remontar e contar histórias silenciadas. Ela registra o que se perdeu no tempo, traz luz às comunidades que ficaram à sombra e devolve humanidade aos marginalizados. No Brasil, quando falamos dos indígenas, isso é ainda mais urgente. Porque a tentativa de apagamento não é apenas simbólica, é física, territorial, cultural e histórica. E continua acontecendo. Em “Povo Vivo”, remonto a história e temas cruciais da memória de quem está lutando pelo hoje. Dessa forma, é possível lembrar rostos, nomes e vozes das lideranças que estão aí, enaltecer as conquistas gigantes, títulos e premiações das pessoas que inspiram, ensinam, protegem e reinventam caminhos. Homenageá-los enquanto estão vivos é reconhecer o valor do que constroem. É afirmar que a sabedoria indígena não pertence ao passado, mas pulsa no presente. Ao revisitarmos alguns massacres e conflitos, não queremos alimentar a dor, mas iluminar a coragem ancestral que alimenta nossa sede de lutar pela natureza. Muitos episódios sangrentos constituem a memória desse país, retalhado, repleto de feridas, mas que segue marcado pela be-

leza resiliente de povos capazes de reinventar futuro. Reconhecer a história e a visão desses povos é uma verdadeira homenagem: à natureza, à resistência dos líderes indígenas que, com sua presença e ativismo, tentam assegurar às gerações futuras uma herança viva. E é exatamente aqui onde a arte se torna fundamental. Ela quebra as barreiras de qualquer silêncio, eterniza, educa e chama para viver. As pessoas só conhecerão as lideranças de hoje se nós, artistas, escritores, jornalistas, educadores, leitores, contarmos suas histórias. Não apenas para lembrar as lutas, mas para compreender que cada território, conhecimentos preservados e crianças indígenas falando a própria língua são vitórias civilizatórias, e precisam ser celebradas. Exaltá-los é oferecer-lhes a dignidade tantas vezes negada, é revelar às próximas gerações um passado como guia e encontrar nele inspiração, força e pertencimento. É afirmar que o Brasil não existe sem seus povos originários e o futuro real do planeta não é possível sem que eles vivam, respeitados e ouvidos. A arte, quando comprometida com a história, torna-se uma forma de justiça. Desejo que ela permaneça sendo o espaço onde o Brasil real enfim se reconhece. Marcos Goes é artista natural, ativista e escritor de Povo Vivo – Lideranças indígenas brasileiras resistentes

DA REDAÇÃO

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Vou dedicar-me agora, com todas as minhas energias, como afirmei várias vezes, não para ser um prefeito apenas, mas para ser 'o prefeito', que é o que merece o povo.” Com apenas estas palavras o prefeito Jânio Quadros recebeu o cargo do ex-prefeito Mário Covas, no saguão do Pavilhão Manoel da Nóbrega, no Parque Ibirapuera. Completamente tomado pelo público, o Gabinete do Prefeito assistiu a uma cerimônia breve, que não durou mais que poucos minutos. O deputado federal e ex-prefeito Mário Covas, após transmitir o cargo a Jânio, fez um discurso em que afirmou acreditar em São Paulo e "na força de sua gente", e formulou votos de que a gestão do novo prefeito, "vá ao encontro dos anseios e aspirações do povo de nossa cidade". Com o plenário e as galerias tomadas, Jânio da Silva tomou posse dia de Ano Novo, como 52ª prefeito do Município de São Paulo, em sessão da Câmara Municipal. A solenidade começou às 10h15, com o presidente do Legislativo Municipal, vereador Marcos Mendonça, abrindo a sessão convocada para dar posse aos eleitos no último dia 15 de novembro. No seu discurso, Marcos Mendonça afirmou que a solenidade "representa, acima de tudo, a vitória do povo brasileiro, a vitória da reconquista da autonomia municipal, a vitória da democracia". O novo prefeito da cidade, acompanhado de sua esposa, Dona Eloá, e de seu vice, Arthur Alves Pinto, foi levado até a mesa por uma comissão de vereadores. Após a

execução do Hino Nacional Brasileiro, Jânio Quadros prestou juramento, afirmando: "Prometo, com lealdade, desempenhar as funções de prefeito, defendendo as instituições e cumprindo as leis". O mesmo juramento foi feito pelo vice-prefeito, após o que, os dois eleitos assinaram o termo de posse, apresentado pelo vereador Gabriel Ortega, vice-presidente da Câmara e que secretariou a sessão. Em seu pronunciamento, o prefeito Jânio Quadros declarou: "Não há discurso para fazer. Resta agora, votado e confio na Câmara para o povo humilde e sofrido, ser O Prefeito de São Paulo. E irei sê-lo”. "Serei o prefeito de todas as Vilas Maria sofridas, onde quer que se encontrem, De todos os desiludidos e desesperançados, dos que já perderam a fé. A eles, o meu trabalho, sempre acredito, com a cooperação da Câmara Municipal. Senhor presidente, este discurso, já vai longe. O momento é de trabalho. Obrigado a Vossa Excelência.” Compareceram à solenidade de posse do novo prefeito da cidade: o ministro das Relações Exteriores, Olavo Setúbal, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Nélson Pinheiro; o presidente em exercício da Assembléia Legislativa, Evandro Mesquita; o governador do Estado do Mato Grosso, Júlio Campos; o presidente da Comissão Naval contra-almirante Antônio Eduardo César de Andrade; o representante do comandante do 2º Exército, general de Brigada, Luis Carlos Rodrigues Dória; além de todos os novos integrantes do novo secretariado municipal e grande número de populares, inclusive vindos do Interior do Estado.

acontecendo Divulgação

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O evento idealizado pelo jornalista Cásper Líbero em 1925 foi ganhando cada vez mais força com o passar dos anos

EXPEDIENTE

PRODUÇÃO GRÁFICA E MONTAGEM FINAL:

GRUPO LESTE DE COMUNICAÇÕES

TRADIÇÃO PAULISTANA São Silvestre chega à 100ª edição

m 2025, a Corrida Internacional de São Silvestre chegará à sua 100ª edição. O evento idealizado pelo jornalista Cásper Líbero em 1925 foi ganhando cada vez mais força com o passar dos anos, até se tornar o principal evento do gênero no país e na América Latina. Ao longo desses anos, a prova acumulou momentos marcantes, como os da década de 1940, quando a corrida viveu uma fase de expansão e teve seu primeiro campeão vindo de fora do estado de São Paulo. FIM DA SUPREMACIA PAULISTA Por 16 anos, apenas atletas de

São Paulo haviam vencido a tradicional prova. A sequência foi interrompida em 1941, quando o mineiro José Tibúrcio dos Santos foi campeão da 17ª edição da São Silvestre. O atleta percorreu os sete quilômetros, distância da prova na época, em 22 minutos e 12 segundos. Ao todo, 1.289 corredores participaram, e 414 deles cruzaram a linha de chegada dez minutos após o vencedor. PRIMEIRA TRANSMISSÃO AO VIVO PELA RÁDIO GAZETA Em 1945, Vicente De Marco, pioneiro das transmissões es-

RUA SERRA DE BOTUCATU, 1.690

TELEFONE: 2095-8202 (PABX)

E-MAIL: CONTATO@GRUPOLESTE.COM.BR

Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas

portivas, teve a ideia de realizar uma cobertura ao vivo da corrida. Assim, em 1948, a Rádio Gazeta adquiriu modernos equipamentos de frequência modulada, compostos por dois transmissores e dois receptores conjuntos. Uma parte do sistema foi instalada em uma perua, e a outra, no topo do Edifício Gazeta. Após alguns testes bem-sucedidos, o equipamento foi utilizado pela primeira vez na transmissão ao vivo da Corrida de São Silvestre, um marco na história do rádio brasileiro. ORGANIZAÇÃO RESTRINGE NÚMERO DE COMPETIDORES Naquele mesmo ano, o nú-

Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano Revisão: Fabiana Nascimento Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva Diretor de Arte: Gabriel Henrique Pinho Romano

mero de inscrições precisou ser limitado por causa do volume de procura. A organização passou a realizar preliminares por todo o Brasil: cada estado tinha o direito de enviar o vencedor dessa fase, enquanto São Paulo podia inscrever até 250 atletas. No interior paulista, seletivas eram realizadas para definir quem disputaria a final na capital. O restante dos competidores eram estrangeiros convidados pela organização ou aprovados em seletivas em seus países, além de representantes de empresas patrocinadoras e funcionários de órgãos públicos ligados ao evento. Impressão:


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R É VE I LLO N N A PA U LI S TA

Evento terá 14 horas de música, 15 minutos de fogos silenciosos e mais de três mil policiais para garantir a proteção do público Festa promete atrair 8 milhões de pessoas e gerar mais de 9 mil empregos

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Prefeitura de São Paulo realiza o Réveillon da Avenida Paulista 2026, com 14 horas ininterruptas de música a partir das 14 do dia 31 de dezembro e um line-up com nove atrações, com alguns dos nomes de maior alcance popular no País. Além dos shows, a festa paulistana também terá uma queima de fogos silenciosa, de 15 minutos, a maior registrada na cidade desde então. Segundo levantamento da FGV, realizado em novembro de 2025, o público estimado é composto por 70,7% de moradores da capital e 29,3% de turistas e excursionistas. A movimentação gerada pelo evento deve resultar em mais de 9 mil empregos, entre diretos e indiretos. Pela manhã, acontece a 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que reunirá 55 mil atletas de 48 países e ampliará o fluxo de visitantes na região central. Durante a corrida, os inscritos na prova, terão acesso ao show do DJ KVSH, músico que vem crescendo cada vez mais no cenário. ATRAÇÕES MUSICAIS A programação artística da festa começa com artistas religiosos, gênero que vem ganhando força na capital. A partir das 14 horas já começa com Colo de Deus, um dos principais grupos católicos brasileiros, conhecido por produções contemporâneas que unem espiritualidade, pop e música autoral. Em seguida, Frei Gilson, fenômeno da música religiosa que reúne milhões de visualizações

Reforço no patrulhamento urbano contará com mais de 1.100 GCMs, drones e câmeras do programa Smart Sampa para garantir a proteção do público

nas redes sociais e, Padre Marcelo Rossi, nome histórico da música gospel e autor de um dos discos mais vendidos do país. João Gomes, vencedor do Grammy Latino 2025, sobe ao palco às 18 horas, trazendo piseiro e forró eletrônico para os presentes na festa. No clima de pagode, Belo se apresenta às 19h20, com um repertório composto pelas principais músicas do gênero do país. No sertanejo, gênero mais adorado pelo paulistano segundo pes-

quisa, três atrações. Maiara e Maraisa, dupla feminina dona de hits nacionais e presença constante nos principais rodeios, às 20h40, em seguida, às 22 horas, Ana Castela, maior nome do agronejo no Brasil, lidera rankings de streaming e arrasta multidões em todo o país e na contagem regressiva para o próximo ano, às 23h20, Simone Mendes, a cantora que acumula discos de platina e é uma das grandes vozes femininas da cena atual. Latino, ícone do pop brasilei-

ro e conhecido por sucessos que ultrapassam gerações, finaliza o evento, às 01h40. ESTRUTURA Para os shows, a estrutura montada será um palco de 17 metros por 20 metros, painel de LED cenográfico e dez torres de vídeo ao longo da Paulista que irão transmitir às 14 horas de música ininterruptas. Para garantir a segurança e o funcionamento da festa, a Prefeitura montou uma operação integrada envolvendo segurança,

saúde, limpeza urbana e mobilidade. A Polícia Militar empregará 1.950 policiais, com apoio de drones, policiais infiltrados, torres de observação e 200 câmeras com reconhecimento facial. A Guarda Civil Metropolitana reforçará o patrulhamento com mais de 1.100 agentes e apoio das 9.000 câmeras do sistema Smart Sampa, além do Smart Bus e do Smart Dog — garantindo vigilância total e resposta imediata. A limpeza urbana contará com 550 agentes dedicados exclusi-

vamente à Paulista na noite da virada, com uso de água de reuso e reforço à coleta seletiva. Na área da saúde, o evento terá sete postos médicos distribuídos pela avenida, além de ambulâncias, UTIs móveis, integração com unidades 24 horas e uma Sala de Situação que monitora, em tempo real, todas as ocorrências via Smart Sampa. A mobilidade também terá esquema especial, no dia 31, a operação incluirá 500 ônibus, 46 linhas e mais de 70 técnicos da SPTrans em campo. A CET mobilizará 290 agentes, 90 viaturas e 1.400 cavaletes para as interdições necessárias da São Silvestre e do Réveillon. TRÂNSITO A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) montou uma operação especial para monitorar o trânsito nas imediações da Avenida Paulista, a partir da terça-feira, dia 30. O evento é pensado visando garantir que toda a população possa apreciar a virada do ano com máxima tranquilidade e segurança. A partir das 20 horas, do dia 30, está previsto o início do bloqueio total da Avenida Paulista, nos dois sentidos, entre as ruas Teixeira da Silva e da Consolação. Já na quarta-feira, dia 31, após a Corrida de São Silvestre a Avenida Paulista permanecerá interditada, nos dois sentidos, entre a Alameda Campinas e a Rua da Consolação. A partir das 8 horas, do dia 1º de janeiro, início da liberação da Avenida Paulista em toda a extensão.


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S ÃO PAU LO

Governo de SP entrega primeiro trecho do Rodoanel Norte

Abertura da rodovia melhora o fluxo viário, reduz congestionamentos e retira veículos pesados das marginais

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primeira metade do trecho norte do Rodoanel Mário Covas – do km 129 ao km 153 – entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias foi inaugurada na última segunda-feira, dia 22. A via foi planejada para retirar parte significativa do tráfego pesado das marginais e das vias urbanas da capital, contribuindo diretamente para o desafogamento da Marginal Tietê e para a melhoria das condições de circulação na Região Metropolitana de São Paulo. FLUIDEZ VIÁRIA Com a nova ligação entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, o Rodoanel Norte vai redirecionar caminhões e carretas que hoje atravessam áreas densamente urbanizadas. A estimativa é que aproximadamente 40 mil veículos, entre eles 10 mil caminhões, deixem de circular diariamente pela cidade de São Paulo, reduzindo conflitos com o tráfego local, aumentando a fluidez viária e diminuindo congestionamentos em corredores estratégicos da capital. TRECHO 1 O Trecho 1 do Rodoanel Norte tem 24 quilômetros de extensão, entre o km 129 e o km 153, e conta com pistas duplas e três faixas de rolamento por sentido. O conjunto de obras inclui quatro túneis, que somam dois quilômetros de extensão, além de viadutos e acessos. As intervenções foram retomadas em abril de 2024, após um período de seis anos de paralisação, com an-

Após mais de 25 anos desde a sua idealização oficial, o trecho norte do Rodoanel Mário Covas foi inaugurado nesta semana

tecipação de cerca de seis meses em relação ao cronograma contratual. Para o engenheiro Antonio Israel Neto, a entrega da rodovia terá grande impacto na mobilidade da Região Metropolitana de São Paulo. “O governo veio com o foco de que uma obra dessa não podia ficar parada como ficou por tanto tempo. É maravilhoso ver essa obra sendo realizada e beneficiando o estado.” TRECHO 2 As obras seguem em anda-

mento no Trecho 2, que dará continuidade ao Rodoanel até a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na capital paulista, com previsão de entrega no segundo semestre de 2026. Ao todo, o Rodoanel Norte terá 44 quilômetros de extensão, passando por São Paulo, Guarulhos e Arujá. O Trecho 2 está com cerca de 30% de execução, e o empreendimento deve gerar aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos ao longo de todo o período de obras.

A conclusão das obras do Rodoanel Norte beneficia não apenas a região. O empreendimento vai possibilitar a ligação do Porto de Santos com a rodovia Fernão Dias, que liga os estados de São Paulo e Minas Gerais ao Nordeste. Também irá facilitar o acesso dessas regiões ao Porto de Santos, expandindo o tráfego e o transporte de produtos e, consequentemente, a competitividade da Baixada Santista. SEGURANÇA A segurança e o atendimen-

VITRINENEGOCIOS ´

to aos usuários também fazem parte da estrutura do novo trecho. A rodovia contará com 32 câmeras de monitoramento, conectividade ao longo de toda a via, inclusive nos túneis, um Centro de Controle de Operações (CCO) no km 156 e uma Base da Polícia Militar Rodoviária. No km 135, será instalada uma Base do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), equipada com estacionamento, banheiros, água potável e área de descanso, além de

duas ambulâncias para atendimento pré-hospitalar, dois guinchos leves e um pesado, e seis painéis de mensagens variáveis. SIGA FÁCIL O Rodoanel Norte também contará com o sistema Siga Fácil, que substitui as praças tradicionais de pedágio por pórticos eletrônicos inteligentes. No trecho a ser entregue, haverá dois pórticos, localizados no km 135, em Guarulhos, nos sentidos interno e externo. O sistema permite a cobrança automática por meio de leitura de placa ou tag, elimina filas, reduz riscos de acidentes e possibilita que o motorista pague apenas pelo trecho percorrido, com prazo de até 30 dias para quitação da tarifa. Usuários com tag contam com desconto de 5%. DÉCADA DE 1950 O projeto do Rodoanel Metropolitano de São Paulo (oficialmente Rodoanel Mário Covas) foi concebido na década de 1950. No entanto, a ideia ganhou força e o projeto foi oficialmente idealizado em 1998 pelo então governador Mário Covas, quando as obras do primeiro trecho (Oeste) foram iniciadas. O plano original previa a divisão do traçado em quatro trechos e a conclusão de todo o anel viário até 2006, criando um corredor contínuo para o transporte de carga ao redor da cidade. As obras foram marcadas por atrasos e o último trecho, o Norte, tem previsão de conclusão total para o final de 2026.


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