GAZETA DA ZONA LESTE
nº 2.022
DESDE 1978
SÃO PAULO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
METRÔ DE SP
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
gazetavirtual.com.br DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Processo de modernização chega aos bilhetes
ENTREVISTA
Isabel Teixeira explora as contradições de Pilar em ‘Quem Ama Cuida’ Para Isabel Teixeira, uma novela não se sustenta apenas pela força de seus protagonistas. A atriz chama a atenção para a rede de relações que dá sentido à história e para a participação de todos os profissionais envolvidos, do texto à interpretação, passando pela equipe técnica. É uma dinâmica que exige disponibilidade para o encontro e disposição para construir a partir do trabalho do outro. > VEJA + PÁGINA 7 DIVULGAÇÃO
SMART SAMPA
Reconhecimento internacional
A partir de amanhã, domingo, 1º de novembro, os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson deixarão de ser aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô. A utilização dos tradicionais bilhetes pode ser feita até hoje, sábado, dia 31. > VEJA + PÁGINA 3
O Smart Sampa vem ganhando projeção internacional. Uma reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde apresentou o programa da Prefeitura de São Paulo como uma das maiores iniciativas de uso de tecnologia para segurança pública. > VEJA + PÁGINA 4
AMETISTA DO SUL COM ITÁ THERMAS RESORT - RS DE 28/02 A 05/03/27 05 NOITES / 06 DIAS RUA SERRA DE �RA�AN�A� ���5� � TATUA���
��� ����5-�����
Página 2
31 de outubro de 2026
GAZETA DA ZONA LESTE
editorial editorial
O espelho do infinito
CULTURA E POLÍTICA
Corrupção é notícia velha, Lugar de mulher também infelizmente é no poder
POR EDSON DE A. MORENO
A
ficção científica utiliza cenários futuristas e conceitos complexos para investigar o comportamento humano. Entre suas premissas, a hipótese dos múltiplos universos destaca-se ao confrontar a humanidade com o peso de suas escolhas. Ao sugerir que cada decisão gera uma nova vertente de existência, levanta-se o questionamento sobre a singularidade da experiência cotidiana, indicando que a realidade tangível pode ser uma grande ilusão ou apenas uma nova etapa na evolução da consciência. Diante da vastidão do cosmos, surge a angústia quanto ao impacto das ações individuais. Se todas as opções já se concretizaram em dimensões paralelas, o livre-arbítrio e o valor de uma única vida correm o risco de parecer insignificantes. O amor atua como uma constante gravitacional que transcende limites dimensionais e temporais. A amizade funciona como uma âncora para a identidade, garantindo que o indivíduo reconheça a si mesmo e ao outro, independentemente da realidade em que se encontre. A fé, por sua vez, converte a dúvida diante do desconhecido em uma escolha consciente dando sentido à jornada. Em “Interstellar”, de Christopher Nolan, o amor atravessa dimensões para salvar a humanidade, enquanto em Matrix, a superação da ilusão depende da fé no propósito individual e na confiança mútua. Portanto, a ficção científica revela que a busca humana pelo significado do cosmos não deve focar no domínio sobre outras dimensões, mas no fortalecimento dos laços interpessoais. Reconhecer a brevidade da realidade é um convite para valorizar o presente e as decisões diárias. Cabe à sociedade compreender que, em meio a um universo infinito, o verdadeiro ato de coragem consiste em nutrir afeto, lealdade e esperança, transformando o cotidiano no único refúgio genuíno da experiência humana.
POR ANDRÉ L. NAKAMURA
C
asos de corrupção, lamentavelmente, não são novidade. Há décadas, relatos dessa natureza ocupam e recheiam as páginas dos jornais, a ponto de o escândalo deixar de surpreender e se aproximar da lógica do “homem mordendo o cachorro”, e não do “cachorro mordendo o homem”, como na conhecida metáfora jornalística sobre aquilo que é ou não notícia. A corrupção é muito mais antiga do que os escândalos políticos que diariamente estampam as manchetes e acompanha a própria história das relações de poder e da administração pública. Na carta que entrou para os livros de história da arte como marco inicial da literatura de informação no Brasil e como um dos primeiros registros de favorecimento pessoal na administração pública, Pero Vaz de Caminha intercede por um parente, Jorge de Osório, ao solicitar ao rei de Portugal a graça de permitir seu retorno, após ter sido degredado para a Ilha de São Tomé. Na literatura, a carta também se tornou um importante objeto de reflexão sobre a ganância, a busca pelo poder e a capacidade de agentes políticos de ultrapassar limites éticos para atender a interesses pessoais. Com a proximidade de novas eleições, personagens inesquecí-
veis saltam das páginas dos livros para os palcos, as telas e, muitas vezes, para a própria realidade. Em O Tempo e o Vento, clássico de Érico Veríssimo, a expressão “criam-se dificuldades para vender facilidades” já sintetizava uma prática atribuída a agentes públicos, revelando como a literatura, ao longo do tempo, também se tornou espaço de reflexão sobre os mecanismos de poder e as relações entre política e interesses pessoais. Odorico Paraguaçu decidiu preterir sua maior ambição (inaugurar o cemitério de Sucupira) para não prejudicar o faturamento de sua fábrica de azeite de dendê. “Um defunto de primeira qualidade” (de um funcionário que caíra num tonel do produto e morreu) que não pôde ser sepultado. “O melhor do Brasil é o brasileiro”, diz a sabedoria popular. Embora frequentemente atribuída a Câmara Cascudo, essa máxima tornou-se de domínio público e, acredito, o saudoso folclorista não teria feito nenhuma objeção quanto à autoria. Os brasileiros fazem piada inclusive com esse autoelogio naquela historieta sobre a criação do Brasil, em que Deus, tendo abençoado o país com inumeráveis belezas naturais, responde a um anjo que pergunta sobre a razão de tamanho privilégio: “Espere para ver o povinho que vou colocar lá”. André Luiz Nakamura é advogado
POR CLAU CAMARGO
S
omos aproximadamente 214 milhões de brasileiros, de acordo com dados oficiais do IBGE. A região Sudeste é responsável por 41,6% desse total. E o Estado de São Paulo lidera o ranking nacional, concentrando 21% de toda a nossa população. O último censo mostra que o país tem 6 milhões de mulheres a mais que homens, e juntas representamos de 52% a 53% do eleitorado. No entanto, a nível nacional, ainda ocupamos apenas 19% das cadeiras na Câmara e 20% no Senado Federal. Falta representatividade feminina! O cenário já foi pior, mas começou a melhorar a partir da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), instituída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que passou a exigir dos partidos políticos que assegurassem o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Apesar dos avanços alcançados com essa exigência, as mulheres ainda enfrentam outras dificuldades quando desejam disputar uma eleição, como menor volume de recursos financeiros e tempo de propaganda, ou até mesmo violência política de gênero, como agressões físicas ou verbais, tentativa de silenciamento e assédio. Mesmo assim, há quem não
esmoreça, por acreditar na necessidade e na importância de mulheres ocuparem cargos políticos. A diversidade de gênero reflete melhor a estrutura da sociedade e fortalece a legitimidade das decisões do Estado. Portanto, a presença de mulheres assegura a inclusão de pautas essenciais na agenda pública, como violência contra a mulher, acesso a creches, igualdade salarial, saúde reprodutiva e políticas de cuidado, entre tantas outras. Sem as mulheres ocupando esse espaço no poder, muitas vezes há uma forte resistência em avançarmos por esse caminho. Vale destacar que a presença feminina na política é fundamental para a democracia brasileira e ressaltar que a trajetória das mulheres na política é uma história de lutas e conquistas, desde a obtenção do direito ao voto feminino no Brasil, que aconteceu somente em 1932. Mas a luta continua, apesar dos avanços em algumas áreas. Mas para diminuir ainda mais a desigualdade de gênero na política que persiste em nosso País, e que reflete de diferentes formas em toda a nossa sociedade, temos o voto como instrumento para essa transformação. Lugar de mulher também é no poder! Clau Camargo é advogada especialista em Direito Trabalhista
QUE ERA NOTÍCIA EM 5 de novembro de 2006 gazeta há 20 anos OEDIÇÃO Nº 1026 Telecentro Parque Dom Paulo Evaristo Arns é inaugurado
N
o dia 27 de outubro, em cerimônia que reuniu o prefeito Gilberto Kassab, o vereador Adolfo Quintas, o subprefeito de Ermelino Matarazzo/Ponte Rasa, Eduardo Camargo Afonso, o secretário de Participação e Parceria, Netinho, e diversas lideranças comunitárias, foi inaugurado o Telecentro do Parque Dom Paulo Evaristo Arns. Esse Telecentro, o segundo da região de Ermelino, é um Telecentro Especial, pois faz parte
Edson de Albuquerque Moreno é administrador de empresas
EXPEDIENTE
POLÍTICA & DIREITOS DAS MULHERES
PRODUÇÃO GRÁFICA E MONTAGEM FINAL:
GRUPO LESTE DE COMUNICAÇÕES
RUA SERRA DE BOTUCATU, 1.690
TELEFONE: 2095-8202 (PABX) E-MAIL: CONTATO@GRUPOLESTE.COM.BR
de um conjunto de 6 unidades que serão inauguradas na cidade, equipadas com computadores adaptados para receber usuários com necessidades especiais, tais como pessoas com mobilidade reduzida e deficiências visuais e auditivas. Em Ermelino Matarazzo, o novo Telecentro será administrado pela ACDEM (Associação Casa dos Deficientes de Ermelino Matarazzo), associação sem fins lucrativos que atende cerca de 350 crianças e adolescentes especiais da região.
GAZETA DA ZONA LESTE
Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano | Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano | Revisão: Fabiana Nascimento | Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva
Impressão:
Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas
31 de outubro de 2026
Página 3
GAZETA DA ZONA LESTE
MODERNIZAÇÃO NO METRÔ
Troca de bilhetes magnéticos por QR Code Divulgação
Utilização dos tradicionais bilhetes magnéticos pode ser feita até hoje, dia 31, e trocas poderão ser realizadas a partir do dia 1º de novembro nas estações Paraíso e Tatuapé
DA REDAÇÃO
A
partir de amanhã, domingo, 1º de novembro, os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson deixarão de ser aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô. A utilização dos tradicionais bilhetes pode ser feita até hoje, sábado, dia 31. Para atender aos passageiros que ainda possuem bilhetes não utilizados, o Metrô disponibilizará, de 1º de novembro a 31 de janeiro de 2027, a troca destes bilhetes por QR Codes nas estações Paraíso e Tatuapé. O encerramento do uso do bilhete Edmonson marca o fim de uma tecnologia presente na
rotina dos passageiros desde o início da operação comercial do Metrô, em 1974. A medida faz parte do processo de modernização dos meios de acesso ao sistema, que hoje oferece diferentes alternativas de pagamento, com opções digitais, eletrônicas e por aproximação. COMO SERÁ FEITA A TROCA? O atendimento será realizado nos guichês de bilheterias em funcionamento das estações Paraíso (linhas 1-Azul e 2-Verde) e Tatuapé (Linha 3-Vermelha), das 6h às 22h. A substituição será destinada exclusivamente aos bilhetes Edmonson do Metrô de São Paulo, do tipo G-01
Unitário, que deverão estar válidos, em boas condições de conservação e sem sinais de utilização ou inutilização, como picotes, barras danificadas, rasgos ou outras marcas que comprometam sua integridade. Os passageiros que apresentarem até 10 bilhetes válidos poderão realizar a troca no momento da solicitação. Acima desse limite, os bilhetes deverão ser entregues para análise e validação, mediante apresentação de documento oficial de identificação e fornecimento de telefone ou e-mail para contato. Após a análise, o passageiro será informado sobre a data para retirada dos QR Codes correspondentes.
Página 4
31 de outubro de 2026
GAZETA DA ZONA LESTE
SMART SAMPA
3.600 prisões de foragidos e quase 7 mil presos em flagrante Divugação
Com 50 mil câmeras espalhadas pela cidade, maior sistema de videomonitoramento da América Latina é importante aliado na segurança da cidade
DA REDAÇÃO
D
esde novembro de 2024, a segurança nas ruas de São Paulo ganhou importante aliado. Com vigilância 24 horas, sete dias por semana e 365 dias por ano, o Smart Sampa, maior sistema de videomonitoramento da América Latina e mantido pela Prefeitura de São Paulo, já possibilitou a prisão de 3.629 foragidos da justiça, localizou 285 pessoas desaparecidas e ajudou na atuação de 6.850 prisões em flagrante. O sistema também foi responsável pela localização de 3.914 veículos roubados ou furtados. Desenvolvido com as mais modernas tecnologias que garantem rapidez e eficácia nas ocorrências do município, o Smart Sampa possui algoritmos avançados que geram
Negócios Locais Crie autoridade e venda mais anunciando para nossos
@gazetadotatuape
@revista_do_tatuape
@revistadamooca
alertas inteligentes capazes de identificar atos de intrusão, vandalismo e furtos. Os alertas também permitem a identificação de placas de veículos furtados ou roubados. PROJETO INOVADOR O sistema de reconhecimento facial, utilizado nos equipamentos, permite também a localização de pessoas desaparecidas e de foragidos da Justiça. O projeto inovador permite ainda a integração com vários órgãos do serviço público para maior agilidade no atendimento ao cidadão, como é o caso do SAMU, CET, polícias Militar e Civil, entre outros. O Smart Sampa também ajudou a GCM a recapturar pessoas que não retornaram ao sistema prisional após a saída temporária. Em um dos casos, na Zona Leste, um condenado por roubo
e receptação, de 48 anos, foi preso enquanto acompanhava a esposa em uma consulta médica. Ele ainda tinha mais de 18 anos de pena pela frente. Na mesma semana, outro homem condenado por roubo foi recapturado na região central após não retornar da saída temporária de fim de ano e ainda tinha cerca de seis anos de prisão a cumprir. RECONHECIMENTO INTERNACIONAL O Smart Sampa vem ganhando projeção internacional. Em julho de 2026, reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde, um dos veículos de maior prestígio, influência e credibilidade do jornalismo mundial, apresentou o programa da Prefeitura de São Paulo como uma das maiores iniciativas de uso de tecnologia para segurança pública.
260 MIL Seguidores
no Tatuapé, ! o ã i g e R e a c o o M
@gazetadazonaleste
E mais! Confira nossos números de visualização e oportunidades de anúncio em nossos portais:
www. gazetavirtual.com.br www.revistadotatuape.com.br
Quer saber mais? Manda um Zap!
11 98484-1111
Um dos melhores ENGAJAMENTO da Zona Leste!
31 de outubro de 2026
Página 5
GAZETA DA ZONA LESTE
FINADOS
Abre e Fecha na Saúde e nos Transportes DA REDAÇÃO
C
omo Dia de Finados cai na segunda-feira, dia 2, os serviços públicos estaduais terão alterações no esquema de funcionamento devido ao feriado prolongado. Os hospitais estaduais manterão o atendimento habitual de urgência e emergência, com funcionamento ininterrupto dos prontos-socorros, das unidades de internação e dos centros cirúrgicos. Os postos de coleta da Pró-Sangue das Clínicas e de Osasco funcionarão das 8 às 16 horas. Os postos Dante Pazzanese, Mandaqui e Barueri permanecerão fechados. Para mais informações, acesse o site da Pró-Sangue: www.prosangue.sp.gov.br. No dia 2 de novembro, as Farmácias de Medica-
mentos Especializados (FMEs) da Baixada Santista, do Hospital João Paulo II, do Hospital de Base de São José do Rio Preto, da Vila Mariana, de Mogi das Cruzes, de Campinas, de Bauru, de Jandira, Geraldo Bourroul, Maria Zélia, de Votuporanga, de Guarulhos, de Sorocaba, de Santana de Parnaíba, de Heliópolis, do Instituto do Coração (InCor) estarão fechadas. Os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) também permanecerão fechados na segunda-feira, dia 2. TRANSPORTES METROPOLITANOS Na CPTM, no sábado, dia 31, e no domingo, 1, as linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira operarão com intervalos equivalentes aos dos seus respectivos dias. Na segunda-feira, dia 2, a circulação seguirá a programação
praticada aos domingos. No feriado, na segunda, entre 9 e 16 horas, a circulação dos trens da Linha 11-Coral ficará interrompida no trecho entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, em razão de obras programadas. Como alternativa, os passageiros deverão utilizar a Linha 3-Vermelha do Metrô para o deslocamento. Já no Metrô, no sábado e no domingo, a circulação dos trens seguirá a programação habitual de cada dia, com oferta de viagens adequada à demanda. Durante a madrugada de sábado para domingo, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão ininterruptamente, com todas as estações abertas para embarque e desembarque de passageiros.
Infância bem vivida é aqui
Divulgação
No dia 2 de novembro, as Farmácias de Medicamentos Especializados (FMEs) estarão fechadas
Do berçário à Educação Infantil, experiências que acolhem, ensinam e ampliam descobertas Na Baby Prime, aprender começa nas experiências vividas. Uma história compartilhada, uma descoberta no brincar, a música que acompanha a rotina. Vivências que acontecem naturalmente em português e também em inglês, por meio de um Programa Bilíngue imersivo, integrado ao cotidiano das crianças. São experiências planejadas e acompanhadas por profissionais que conhecem e respeitam as necessidades de cada fase da infância. Há 18 anos, unimos uma estrutura preparada para bebês e crianças, atenção individualizada e uma relação de confiança com as famílias. GROWING THROUGH ENGLISH Programa Bilíngue imersivo
Musicalização diária
MATRÍCULAS 2027 ABERTAS Agende uma visita e conheça de perto a experiência Baby Prime
R. Azevedo Soares, 2409 - Tatuapé
(11) 99829-3974
(11) 2225-1550
Atenção individualizada Aponte a câmera e fale com a nossa equipe.
babyprime.com.br
@babyprimeoficial
Página 6
GAZETA DA ZONA LESTE
31 de outubro de 2026
TEATRO
Novo sucesso de Marcelo Médici, Dona Lola volta a SP
D
epois de uma temporada com sessões esgotadas no Rio de Janeiro, Marcelo Médici volta a São Paulo com sua premiada comédia Dona Lola, para curta temporada no Teatro Uol. Dono do estrondoso sucesso Cada Um Com Seus Pobrema, que esteve em cartaz por 21 anos e tornou-se um marco do humor no teatro brasileiro, Médici homenageia em seu novo trabalho mulheres que foram fundamentais ao longo de seus 35 anos de carreira artística e de sua trajetória pessoal. Na trama, Lola é uma dona de casa que tem sua vida transformada ao se tornar um fenômeno das redes sociais com os vídeos postados pela sua neta. Após o inesperado sucesso, ela, fortemente incentivada por suas amigas mais próximas, decide se apresentar no teatro mesmo não sendo atriz, não tendo um espetáculo e muito menos sabendo o que dizer.
Claro que as presenças mais aguardadas na plateia são as das amigas que a convenceram a se apresentar, mas, por motivos distintos, elas não comparecem à apresentação, o que resulta na ira de Dona Lola, que acaba expondo a vida de suas amigas e, de certa forma, dizendo muito sobre si mesma. A montagem conta com participações luxuosas em off de Tony Ramos e Antonio Fagundes, fazendo as vozes das amigas Marli e Olga. O texto é ficcional, mas contém histórias reais e lembranças de muitas pessoas com quem Médici conviveu durante sua vida, além de situações e relatos absurdos e hilários. SERVIÇO Dona Lola - até 29 de novembro, aos sábados e domingos às 18h. Teatro Uol - Shopping Pátio Higienópolis - Avenida Higienópolis, 618. Ingressos: R$ 160,00 (inteira). Duração: 75 minutos.
31 de outubrobro de 2026
GAZETA DA ZONA LESTE
Página 7
ENTREVISTA
Isabel Teixeira explora as contradições de Pilar em ‘Quem Ama Cuida’ continuar sendo novela, cada vez mais sendo novela.
I
nterpretar uma personagem que desperta sentimentos tão antagônicos no público exige mais do que encontrar justificativas para suas atitudes. É preciso reconhecer suas contradições sem perder de vista aquilo que a torna capaz de atravessar limites. Em “Quem Ama Cuida”, de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, Isabel Teixeira encontra esse desafio em Pilar, uma mulher que não parece disposta a questionar as próprias convicções, mesmo quando suas escolhas provocam conflitos. A atriz não tem dúvidas sobre a natureza da personagem, tampouco pretende suavizá-la para torná-la mais palatável. “Eu acho que a gente não deve romantizar a Pilar. Ela é ruim mesmo. Ela tem um desvio ético”, defende. O interesse de Isabel, no entanto, está justamente em não reduzir a vilã a uma sequência de maldades. Com uma trajetória ligada ao teatro, a atriz se interessa pelas camadas que aparecem no cotidiano, pelos momentos em que uma personagem revela outras facetas sem necessariamente mudar de natureza. Essa investigação também passa pela relação com o público, que acompanha os acontecimentos, formula teorias e reage às atitudes de Pilar. Para Isabel, construir uma figura odiável é uma experiência que ultrapassa o trabalho individual e envolve quem está do outro lado da tela. “Eu acho muito legal construir com as pessoas uma personagem odiável, porque a gente constrói com o público”, afirma.
P – Pilar é uma personagem que desperta reações fortes. Como você trabalha para construir uma vilã que não seja apenas uma sucessão de maldades? R – Acho que, até na construção de uma personagem como a Pilar, que é típica da teledramaturgia, existe uma modernidade quando ela não é chapada. Mesmo sendo uma personagem construída com essa função, ela tem dias em que está bem, dias em que está de bom humor. Até com a Rosa, que é o coração daquela casa, existem momentos de equilíbrio, em que as duas estão realmente conversando no cotidiano. Isso não significa que a Pilar seja uma pessoa boa, mas que ela tem outras dimensões. P – Você diz que não pretende romantizar a personagem. O que considera mais importante para entender a maneira como ela age? R – Ela tem um desvio ético. O jeito
Isabel é filha do cantor e compositor Renato Teixeira como entende os acontecimentos e o mundo parte de um ponto de vista que não tem escuta, que não abre o olhar. Tenho certeza, na minha construção, de que, se alguém chegar para ela e disser: “Olha, eu sei que você está pensando desse jeito, mas olha o que aconteceu comigo”, ela não vai ouvir. É uma pessoa que está muito voltada para si mesma. E acho interessante pensar que a cultura pode nos ajudar a olhar para o outro lado. Talvez alguém veja a Pilar e pense: “Que horror, será que eu também estou olhando só para mim?”.
P – Você também destaca a im-
portância do tempo da novela. O que essa experiência oferece ao público? R – A gente fica querendo que a novela se resolva rápido, porque também somos noveleiros. Mas acho que temos uma missão de passar para as novas gerações que a novela tem um tempo para acontecer. É muito legal acompanhar essa tensão, ficar pensando quando a personagem vai cair e se ela vai cair. E, quando cai, é uma delícia! Acho que a novela é muito diferente de uma série de streaming. Acredito que ela não vai morrer e que vai
P – Você tem uma trajetória importante no teatro. O que muda quando esse trabalho passa para a televisão? R – Minha vida no teatro é uma vida de fazer com. Eu não acredito no Olimpo, nessa ideia de que alguém está acima dos outros. O teatro ensina essa coletividade, mas sinto que o fazer com atinge sua máxima potência na teledramaturgia. No teatro, temos uma sala de ensaio permanente durante meses, que permite que as pessoas se conheçam profundamente. Na televisão, quando chega o momento da ação, todo mundo está junto, na mesma linha, cada um ocupando plenamente seu espaço. Quando o diretor diz “foi cena”, não é uma realização de uma pessoa, mas de todo aquele set. É uma das coisas mais bonitas desse trabalho. P – Você demonstra muito carinho pela televisão aberta e pelos programas de auditório. De onde vem essa relação? R – Sou brasileira à raiz. Vi muita televisão aberta, que era a única coisa que tinha, naquela TV grande ligada na casa da minha avó. Eu passava os fins de semana lá e assistia ao Bolinha, ao Chacrinha e, depois, ao Faustão. Acho que isso faz parte da nossa cultura, é popular. Fico muito feliz quando chego a um programa como o “Domingão”, porque ele faz parte dessa tradição e é feito para todo mundo. Tenho o maior prazer em estar ali, sendo verdadeira, inteira e me divertindo. P – Ao longo da carreira, você também precisou lidar com críticas ao seu trabalho. Como aprendeu a conviver com opiniões diferentes das suas? R – A crítica especializada é muito bem-vinda. Eu chorei quando recebi uma crítica no início da carreira, mas vamos aprendendo que isso faz parte e não acaba. Tem gente que gosta do meu trabalho e tem gente que não gosta, tudo bem. Eu sou uma atriz sem método. Meu método é como as batidas do coração: imperfeito, oscilante. O objetivo é tocar o coração de quem está assistindo. Se não toca, tudo bem, procure outra coisa que faça você se sentir vivo. E, se alguém fizer uma crítica que acaba comigo, vou ouvir, porque às vezes aquilo que parece destrutivo pode ser construtivo. Mas não vou desistir.
Página 8
31 de outubro de 2026
GAZETA DA ZONA LESTE
Moda praia verão 2027
Parlenda Tatuapé - R. Dona Januária, 20 - 11 95497-5979
loja virtual:
parlenda.net