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Gazeta da Zona Leste - 2014

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GAZETA DA ZONA LESTE

nº 2.014

DESDE 1978

SÃO PAULO, 5 DE SETEMBRO DE 2026

ECONOMIA

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

gazetavirtual.com.br DIVULGAÇÃO

SEGIO BARZAGHI

Banco do Povo libera R$ 200 mi

ENTREVISTA

Alexandre Borges expõe o vazio de Ulisses, de ‘Quem Ama Cuida’ Viciado em jogos, ou ludólatra, o personagem de Alexandre Borges mergulha em uma espiral de fragilidade emocional, dependência financeira e decisões cada vez mais arriscadas na novela das 21h da Globo. Para o ator, o drama ultrapassa a ficção e dialoga diretamente com um tempo marcado por excessos, pressões e comportamentos compulsivos > VEJA + PÁGINA 7

ECONOMIA

Guia da Reforma Tributária

Prefeitura retoma parceria com o Banco do Povo e libera microcrédito com juros reduzidos. MEIs, informais e pequenos negócios podem solicitar até R$ 21 mil. Atendimento e orientação gratuitos pela ADE SAMPA. > VEJA + PÁGINA 4

EXCURSÕES RODOVIÁRIAS

Empresas do Simples terão de escolher como recolher CBS e IBS na transição da Reforma Tributária. Fiesp lança plataforma gratuita com diagnóstico, simulador e materiais técnicos. Ferramentas ajudam empreendedores a avaliar impactos e planejar o negócio. > VEJA + PÁGINA 3

PA R AT Y C O M PA S S E I O DE 06 A 08/11/2026 DE BARCO 02 NOITES / 03 DIAS Pousada Porto Imperial no Centro Histórico + Passeio de Barco

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5 de setembro de 2026

GAZETA DA ZONA LESTE

editorial editorial

Entre a fé e a renúncia

CIÊNCIA

URBANISMO

O corpo se assemelha a um palimpsesto

O que fazer com os grandes imóveis abandonados de São Paulo?

POR FRANCISCO X. AMARAL

A

s religiões, cada uma a seu modo, prometem felicidade ao homem. Entretanto, esta felicidade ele não a alcançará aqui na terra, pois aqui, neste plano da existência, ela é inatingível. Para alcançá-la, o homem deve conduzir sua vida dentro de certos preceitos e normas rígidas. A felicidade plena ele só a terá em outra dimensão, na companhia de Deus, seu criador. O homem, assim, aqui vive na expectativa desta outra vida, preparando-se, controlando desejos, reprimindo impulsos, esmagando vontades. Nesta linha doutrinária, o homem busca satisfazer sua sede pelo divino, acreditando ser o caminho possível para a comunhão com Deus, quando, por meio da fé, ele terá respostas às suas indagações angustiantes sobre a razão da existência. Aqui, neste plano de compreensão finita, ele se vê impotente diante da absoluta grandeza do universo, no embate entre a sua pequenez, frente à plenitude do infinito. Neste apregoado “vale de lágrimas”, imerso na rigidez das crenças, o homem se curva, ele mais se entrega, ele mais procura conter-se aqui na terra, para merecer a glória da eternidade. Conclui-se que a rigidez das normas religiosas de conduta oprime a liberdade do homem, inibe a satisfação de sua vontade, impõe limites aos seus desejos, enfim, leva-o a uma espécie de aniquilamento de si mesmo, de sua própria existência. A religiosidade exacerbada é um instrumento de dominação poderoso, que encarcera o homem dentro de si mesmo, extraindo quase sempre, senão a expectativa da felicidade terrena, a simples possibilidade de fugazes momentos felizes. Francisco Xavier é advogado

POR ARNALDO G. DE PAIVA

P

alimpsesto é o nome dado a um manuscrito antigo em pergaminho reutilizado, material produzido a partir da pele de animais. O texto anterior era raspado para dar lugar a uma nova escrita, mas seus vestígios permaneciam. O corpo humano pode ser comparado a um palimpsesto, pois também é continuamente “reescrito”: a maioria das células é substituída por novas, a partir da divisão de células anteriores. Aqui vale diferenciar renovação de regeneração. Antes de cada divisão, o DNA é replicado e sua informação é transmitida às células-filhas. As novas células não surgem do nada, porque carregam informação e componentes herdados das células que as precederam. A medicina tradicionalmente classifica as células em lábeis, estáveis e permanentes. Durante muito tempo, estas últimas foram consideradas praticamente incapazes de voltar a se dividir depois de diferenciadas. O avanço das técnicas de estudo celular trouxe nuances a essa classificação. O coração é um exemplo. Hoje se sabe que existe uma pequena taxa de renovação dos cardiomiócitos, células musculares responsáveis pela contração cardíaca. Os cardiomiócitos perma-

Arnaldo Pinto Guedes de Paiva Neto é médico geriatra

POR NABIL BONDUKI

S

ão Paulo convive com uma contradição: enquanto faltam moradias, equipamentos públicos e serviços, grandes imóveis permanecem abandonados por anos, sem cumprir sua função social. É o caso de quatro antigos shoppings: Shopping Capital, na Mooca; Coquinho, em Artur Alvim; Shopping 25 de Março, em Santo Amaro; e Mart Center, na Vila Guilherme. São áreas enormes, bem localizadas e com grande potencial para ganhar novos usos. Mas o problema é muito maior. São Paulo tem cerca de 220 imóveis ociosos que já passaram pelas etapas previstas na legislação e poderiam avançar para a desapropriação. O Estatuto da Cidade e o Plano Diretor permitem notificar os proprietários, aplicar o IPTU progressivo no tempo e, depois de cinco anos, desapropriar o imóvel para garantir sua função

social. Esse processo, no entanto, enfrenta obstáculos. Além da falta de prioridade da Prefeitura, existe um entrave na legislação federal: o pagamento da desapropriação com títulos da dívida pública depende de autorização do Senado, que nunca foi concedida para esse tipo de operação. Precisamos destravar esse processo e criar mecanismos que facilitem a destinação de imóveis ociosos para moradia, equipamentos públicos, cultura e outros usos de interesse da população. Essa é uma questão que pretendo levar ao Congresso Nacional como deputado federal. Não faz sentido continuar expandindo a cidade enquanto grandes áreas já urbanizadas permanecem vazias e sem utilidade. Aproveitar o que já existe é fazer a propriedade cumprir sua função social e construir uma São Paulo mais justa e equilibrada. Nabil Bonduki é arquiteto e urbanista, professor da FAU-USP, vereador de São Paulo e candidato a deputado federal

QUE ERA NOTÍCIA EM10 de setembro de 2006 gazeta há 20 anos OEDIÇÃO Nº 1018 AÇÃO SOCIAL - Assembléia Geral da Rede Salesiana

N

o próximo dia 15, o bairro de Itaquera será o palco da 1ª Assembléia Geral da Rede Salesiana de Ação Social (Resas), que ocorrerá no Centro de Formação e Cultura da Obra Social Dom Bosco, na Avenida do Contorno, s/nº. Cerca de mil participantes entre educadores, educadores de apoio e voluntários, estarão presentes no evento, que terá dois eixos de debate: família e educador social. A Assembléia marca o lançamento oficial da Resas/São Paulo, informa o padre Rosalvi-

Amaral

EXPEDIENTE

necem, portanto, majoritariamente os mesmos desde o nascimento, embora uma parcela menor seja renovada ao longo da vida. A maioria dos neurônios do córtex cerebral também praticamente não é substituída ao longo da vida. No cristalino, novas fibras são acrescentadas na periferia, enquanto as fibras centrais podem permanecer por toda a vida. No outro extremo, as hemácias circulam por cerca de 120 dias antes de serem substituídas; o epitélio intestinal se renova em poucos dias e a epiderme, em algumas semanas. Outros tecidos apresentam ritmos intermediários. O organismo, portanto, não possui um único relógio de renovação. Algumas inscrições biológicas são rapidamente substituídas; outras permanecem por muito mais tempo e outras quase não se renovam. Essa diferença de ritmos torna a imagem do palimpsesto especialmente adequada: o novo não surge de uma página em branco nem apaga completamente aquilo que veio antes. O que já foi considerado absolutamente fixo pode revelar movimentos mínimos antes invisíveis. Ainda assim, em meio às mudanças contínuas do organismo, preserva-se uma impressão de permanência. É essa continuidade que permite que o corpo se transforme sem perder os vestígios de sua história.

PRODUÇÃO GRÁFICA E MONTAGEM FINAL:

GRUPO LESTE DE COMUNICAÇÕES

RUA SERRA DE BOTUCATU, 1.690

TELEFONE: 2095-8202 (PABX) E-MAIL: CONTATO@GRUPOLESTE.COM.BR

no Morán Viñayo, coordenador geral da Rede. “A integração das obras em rede busca o fortalecimento das nossas ações diante da sociedade e do poder público. O que se quer com a Assembléia é mostrar essa integração, valorizar as diversas ações realizadas”, afirma. A Resas/São Paulo é a articulação de 18 obras sociais mantidas pelos salesianos nas cidades de Americana, Araras, Campinas, Campos do Jordão, Lorena, Pindamonhangaba, Piracicaba, São Carlos, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.

GAZETA DA ZONA LESTE

Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano | Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano | Revisão: Fabiana Nascimento | Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva

Impressão:

Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas


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ECONOMIA & REFORMA TRIBUTÁRIA

Fiesp lança ferramentas para orientar empresas na transição da Reforma Tributária Divulgação

A escolha impacta preços, custos e competitividade a partir de 2027

DA REDAÇÃO

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partir de setembro, empresas do Simples Nacional terão de decidir como recolher CBS e IBS durante a transição da Reforma Tributária: pela guia única do Simples ou de forma segregada, pelo regime geral. A escolha impacta preços, custos e competitividade a partir de 2027. Para orientar micro, pequenas e médias empresas, a Fiesp lançou o Guia Reforma Tributária, plataforma gratuita com materiais técnicos, linha do tempo da transição e ferramentas de planejamento. NOVA TRIBUTAÇÃO O ambiente digital oferece o Autodiagnóstico de Preparo, que avalia o nível de prontidão da empresa e recomenda conteúdos espe-

cíficos, e o Simulador de Impactos IBS/CBS, que estima efeitos da nova tributação sobre fornecedores, clientes, créditos e formação de preços. Mais de 20 empresas já testaram o projeto piloto. A plataforma também reúne materiais atualizados sobre regras, prazos e obrigações da transição fiscal. APURAÇÃO REGULAR DE CRÉDITOS A iniciativa responde às lacunas identificadas no Diagnóstico de Maturidade da Indústria, realizado pela Fiesp em 2026 com 312 indústrias: 48% estavam em estágio crítico ou reativo, e 44% das empresas do Simples desconheciam a possibilidade de migrar para a apuração regular de créditos. Os achados orientaram

debates nos conselhos da Fiesp e ações de capacitação, incluindo parceria com TCESP, MPC-SP e IRB no evento “Reforma Tributária nos Municípios”. A entidade reforça que a decisão sobre o modelo de recolhimento exige planejamento e análise individual de cada negócio. REFORMA TRIBUTÁRIA Para complementar o ecossistema, a Fiesp desenvolveu um chatbot de inteligência artificial, em fase piloto para sindicatos e empresas filiadas, que oferece respostas rápidas sobre Reforma Tributária, questões trabalhistas e crédito, com base de dados atualizada pela entidade. A ferramenta busca agilizar dúvidas operacionais e apoiar empresários na adaptação às novas regras.


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ECONOMIA & EMPREENDEDORISMO

Linhas de crédito contam com taxas de juros reduzidas, prazos estendidos para pagamento e carência de até 90 dias DivuLgação

DA REDAÇÃO

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acesso ao crédito é um dos principais desafios para empreendedores brasileiros, especialmente das periferias e em fase inicial do negócio. Para ampliar as oportunidades de investimento, geração de emprego e renda e fortalecimento da economia local, a Prefeitura de São Paulo retomou o convênio com o Banco do Povo Paulista, que liberou R$ 200 milhões em linhas de microcrédito produtivo para micro e pequenos empreendedores da capital. O Banco do Povo é um programa gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de SP, que apoia empreendedores formais e informais ao ofertar linhas de crédito com taxas de juros reduzidas e prazos de pagamento acessíveis, o que possibilita investimentos nos pequenos negócios. PROCESSO DE CONCESSÃO Na capital, o acompanhamento no processo de concessão de crédito será gerido pelo Cred Sampa, programa municipal voltado ao acesso a crédito e produtos financeiros da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADE SAMPA), ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. A Agência vai orien-

O Banco do Povo é um programa gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de SP tar empreendedores informais, microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs), empresas de pequeno porte (EPPs) e produtores rurais a solicitar os empréstimos. Com taxas de juros que variam de 0,35% a 0,80% ao mês, eles poderão receber até R$ 21 mil, com prazos de pagamento de até 36 meses. “Ampliar o acesso ao microcrédito é fundamental para que pequenos empreendedores consigam investir, crescer e gerar renda. Com essa parceria com o Banco do Povo, estamos criando condições mais acessíveis para quem precisa tirar o negócio

do papel ou dar um passo além, fortalecendo a economia local e levando mais oportunidades para todas as regiões da cidade”, afirma Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. INVESTIMENTO E EXPANSÃO DOS NEGÓCIOS Segundo o Relatório de Inteligência: Barreiras de Acesso ao Crédito, divulgado pelo Sebrae em 2025, a dificuldade de obtenção de crédito pelos pequenos empreendedores compromete a capacidade de investimento e expansão dos negócios. Este entrave restringe o crescimento das

empresas e pode ameaçar sua sustentabilidade financeira, especialmente para aquelas que dependem de recursos externos para equilibrar o fluxo de caixa ou financiar operações essenciais. “O Banco do Povo Paulista é uma política pública que atende micro e pequenos empreendedores que buscam alavancar seu negócio e expandir sua atividade. Nosso objetivo é estimular o empreendedorismo no Estado e movimentar a economia, gerando mais renda, emprego e desenvolvimento regional”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Jorge Lima.

REQUISITOS, DOCUMENTAÇÃO E ETAPAS Os empreendedores formais podem acessar as linhas de microcrédito diretamente pelo novo sistema digital do Banco do Povo. Já os informais precisam ir até a agência para receber as orientações da ADE SAMPA A agência vai auxiliar na identificação da linha mais adequada a cada perfil e tirar dúvidas sobre requisitos, documentação e etapas. Para acesso ao crédito, é obrigatória a realização de um dos cursos de qualificação, disponibilizados no site do programa. O interessado deve desenvolver atividade produtiva no

município de São Paulo, não possuir restrições cadastrais no CADIN Estadual e no Serasa, não ter empréstimos ativos junto à instituição e apresentar a documentação exigida. Empreendedores informais deverão ter um avalista, que não pode ser o cônjuge. USO DO CRÉDITO A ADE SAMPA atua como facilitadora do acesso ao crédito, por meio de orientação aos empreendedores e visita técnica. A avaliação, aprovação e liberação dos recursos são de responsabilidade exclusiva do Banco do Povo. Após a liberação do empréstimo, é preciso comprovar o uso do crédito. “Simplificar o acesso ao crédito é uma estratégia fundamental para promover o desenvolvimento econômico e a inclusão produtiva. A parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Banco do Povo Paulista fortalece a economia dos bairros, gera renda nos territórios e contribui para uma cidade com mais oportunidades para quem empreende”, afirma o presidente da ADE SAMPA, Renan Vieira. ATENDIMENTO Empreendedor formal (MEI, ME, EPP): atendimento ADE SAMPA pelo site; solicitação direta ao Banco do Povo Paulista pelo site. Empreendedor informal (sem CNPJ): solicitação direta ao Banco do Povo Paulista: Sebrae Centro, Rua 24 de Maio, 32, Centro Histórico de São Paulo.


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CIDADES & PARTICIPAÇÃO POPULAR

Prefeitura abre inscrições para eleição dos Conselhos Participativos Municipais DA REDAÇÃO

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Prefeitura de São Paulo abriu as inscrições para a eleição dos Conselhos Participativos Municipais (CPMs) para o biênio 2027-2028. As inscrições são gratuitas, devem ser feitas exclusivamente pela internet e seguem até 16 de setembro de 2026. Podem se candidatar pessoas com 18 anos ou mais que atendam aos requisitos previstos no edital e residam no distrito pelo qual pretendem concorrer. A votação ocorrerá de 11 a 14 de novembro de 2026, pela internet, mas também haverá pontos presenciais de apoio nas 32 unidades do Descomplica SP. O cadastro será realizado pela plataforma oficial, com au-

tenticação por conta GOV. BR nível Prata ou Ouro. Os representantes eleitos pela população atuam nos 96 distritos da cidade, organizados pelas 32 Subprefeituras, acompanhando políticas públicas e levando ao Poder Público as demandas e prioridades de cada região. Ao todo, são disponibilizadas 608 vagas de titulares, distribuídas entre os 96 distritos e as 32 Subprefeituras. Desse total, 38 vagas são destinadas a imigrantes. Também haverá igual número de vagas para suplentes, desde que existam candidaturas habilitadas em quantidade suficiente. A composição final de cada Conselho Participativo Municipal deverá contar com, no mínimo, 50% de

mulheres, conforme previsto na legislação vigente. Uma das importantes contribuições dos CPMs é ajudar a definir as prioridades de investimento nos territórios, por meio do Orçamento Cidadão. Os conselheiros participam da indicação e priorização de demandas para a aplicação de R$ 10 milhões por Subprefeitura, totalizando R$ 320 milhões em toda a cidade. A participação popular complementa as políticas públicas da Prefeitura e contribui para direcionar recursos para intervenções como melhorias em unidades de saúde, revitalização de praças e espaços públicos e implantação e qualificação de áreas de lazer e esporte.

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Unidades do Descomplica SP oferecerão apoio presencial aos moradores durante a votação dos Conselhos Participativos Municipais

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GAZETA DA ZONA LESTE

TEATRO ‘Uma lágrima para Alfredo’, no Teatro das Artes

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m setembro de 2025, o Teatro das Artes de São Paulo inaugurou a Sala Multiuso Wilson Rodriguez, batizada em homenagem ao fundador da rede Teatros.art e um dos maiores incentivadores da cultura brasileira. “Eu devo muito da minha carreira em São Paulo a este grande amante do teatro”, afirma o ator Eduardo Martini, que estreia no espaço em 18 de setembro com a comédia inédita “Uma Lágrima para Alfredo”. Escrita por Raphael Gama e dirigida pelo próprio Martini, a peça traz a dupla dando vida a Dulce e Yolanda. As personagens protagonizam um encontro divertidíssimo e cheio de reviravoltas na sala de espera de um hospital, enquanto aguardam a morte dos maridos. Juntas, elas compartilham vivências e revelam segredos. Tendo o casamento como

ponto de partida, a comédia aborda temas como maternidade, relacionamentos, família, homossexualidade e bullying. O projeto propõe refletir sobre a vida de mulheres acima dos 60 anos sob o olhar masculino dos dois atores, oferecendo uma análise bem-humorada da sociedade atual pela perspectiva de quem viveu outros tempos. SERVIÇO Uma Lágrima para Alfredo - Teatro das Artes (Sala multiuso Wilson Rodriguez) - Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros. Capacidade: 100 pessoas. Duração: 70 minutos. Classificação: 10 anos. Gênero: Comédia. Temporada: de 19 de setembro a 31 de outubro, sábados, às 21h. Ingressos: a partir de R$ 50,00. Ingressos on-line: eventim.com.br. Bilheteria: de terça a domingo das 13h às 20h.

de

Ingre s a par sos tir

R$10*

uma pop

Ópera punk

Teatro Arthur Azevedo

de 17/09 a 03/10

Qui a Sab às 20h Dom às 19h

ingressos em:

Estreia em São Paulo

*meia entrada

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam:

nio e

le e sos s, m o e ia e o es oo m e a-

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ENTREVISTA

Alexandre Borges expõe o vazio da ludomania com o Ulisses, de ‘Quem Ama Cuida’

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m meio às disputas pela fortuna e pelo controle da Joalheria Brandão, Ulisses acumula uma dívida bem mais difícil de quitar em “Quem Ama Cuida”. Viciado em jogos, ou ludólatra, o personagem de Alexandre Borges mergulha em uma espiral de fragilidade emocional, dependência financeira e decisões cada vez mais arriscadas na novela das 21h da Globo, criada e escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto. Para o ator, o drama ultrapassa a ficção e dialoga diretamente com um tempo marcado por excessos, pressões e comportamentos compulsivos. “Hoje em dia, a nossa sociedade é compulsiva: ficamos muito em celular, são muitas coisas, muitas informações. Há uma exigência grande de você ser sempre bem-sucedido, ter sucesso, ser o macho, a pessoa que vai brilhar, que vai ser tudo”, observa Alexandre. Aos 60 anos, ele admite que a experiência também provocou um movimento pessoal. “O Ulisses está sendo uma oportunidade muito grande para uma autorreflexão”, revela. As perdas provocadas atingem também os vínculos de Ulisses com a irmã Pilar, vivida por Isabel Teixeira; a cunhada Silvana, de Belize Pombal; e sua relação com o falecido Arthur, personagem de Antonio Fagundes. Dependente financeiramente da família e pressionado pelas próprias dívidas, ele tenta preservar relações que já vêm sendo corroídas por ressentimentos, interesses e pela disputa em torno da herança. “Ulisses é aquele irmão do meio que tentou salvar o que resta de uma relação entre os irmãos, mas ficou dividido porque foi acostumado a ter ajuda financeira e foi se acomodando”, analisa Alexandre. Para ele, o dinheiro apenas potencializa fraturas que já existiam. “A gente sabe que tudo que envolve dinheiro e herança muda muito as pessoas, são vários os exemplos do quanto isso desestrutura uma família”, lamenta. P – O que mudou na forma como você prepara um personagem hoje, em comparação com o início da carreira? R – Obrigado pela trajetória marcante! O processo não muda muito. O que muda, realmente, é o nosso interior. Para o ator, a passagem do tempo é bem importante. Em cada década, em cada momento que você vive, virão personagens que estão retratando esse momento. É meio óbvio, mas é isso. Eu sou de 1966, vi toda essa mudança do analógico para

Alexandre Borges continua enxergando na televisão aberta uma força difícil de substituir o digital acontecer. E é muito bonito. É uma evolução ver como a gente olhava no começo do século passado, não é? E tudo se transformando: veio o rádio, o cinema, a televisão, o telefone, enfim, há uma acessibilidade muito maior, conectando todos. Ao mesmo tempo, nossos sentimentos mais básicos não mudam: o amor, o ódio, a raiva, a alegria, o vazio, a busca. Você descobre uma coisa, mas daqui a pouco vem outra, novos mistérios surgem e você tem de entender as coisas acontecendo, as mudanças. P – Que tipo de mudanças marcantes você lembra? R – Eu, quando fui pai, por exemplo, lógico que isso interferiu na minha vida e no meu trabalho. Mesmo que seja su-

tilmente, mesmo que seja uma coisa que não pareça perceptível para as pessoas. O envelhecimento, a perda dos pais, são situações completamente diferentes, novas, que você nunca viveu e está tentando entender. A vida é isso, são acontecimentos, reflexões dos acontecimentos, é o que vai ficar na gente daquilo e o que vai desaparecer, porque o tempo cura… mas tem coisas que você também quer manter vivas na sua memória. O ator é um personagem, é uma pessoa que tem a alma sedenta por novas histórias, por coisas diferentes, por personas diferentes, que tem essa vontade de se transmutar. A gente esquece até um pouco da gente mesmo nesse processo criativo, em uma novela. Você vive 24 horas aquilo. Então, mesmo que eu esteja

fazendo coisas pessoais, o Ulisses está comigo. Minha alma o adotou e ele vai comigo para todos os lados. P – Ao longo dos anos, você transitou entre diversos formatos e gêneros. O que cada uma dessas linguagens ainda desperta em você como ator? R – É muito interessante essa diversidade de maneiras, de plataformas para você consumir um produto que você gosta. É um momento em que você pode assistir a tudo de uma vez, ou aos poucos. Ou da maneira tradicional também. Isso é muito interessante. Mas que tem uma coisa na televisão que eu aprendi com o diretor Jorge Fernando e ele tem razão: ver a novela ao vivo, na hora em que ela está passando. É algo único. Essa energia de que a coisa está acontecendo naquela hora, de que todo mundo está ligado na mesma coisa, na mesma hora marcada para ver. Isso é muito estimulante. Mesmo que você esteja sozinho, é diferente. Mas, claro, o conforto de poder escolher o melhor momento, o que você quer ver e como você quer ver, é maravilhoso. Traz praticidade, tem repercussão em redes sociais com cortes, com as pessoas interagindo e comentando na hora em que a novela está acontecendo. O futuro é agora! E estamos participando disso. P – A televisão vive um momento de transformação, com o público consumindo histórias em diferentes plataformas. Como você enxerga essa nova fase da dramaturgia e de que forma ela impacta o trabalho do ator? R – Desde muito pequeno, ainda criança, aos dez, 11, 12 anos, eu já queria ser ator. E a televisão foi muito importante nessa minha fantasia, nessa minha vontade, nessa minha decisão. Eu via novela. Brinco que eu sou um pouco também filho da televisão, ela foi um pouco a minha babá eletrônica. Fui filho de pais separados muito novo. Minha mãe trabalhava e eu ia para a escola, lutava, fazia dever, jogava uma bolinha e via novela. Começava com a das seis, das sete, a minha mãe chegava e a gente via a das nove, jantava… via os artistas e tudo era muito bem feito, com histórias brasileiras e dinâmicas, atores maravilhosos. Eu já tinha um contato com teatro, meu pai era diretor. Eu fiz muita peça infantil também. Então, eu sempre tive um pouco essa vontade de fazer novela e esse gostar de fazer novela, de trabalhar com pessoas que sempre admirei, que sempre vi.


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GRUPO MALVES

“Início de uma Nova História” marca a transformação de um sonho que começou em um cômodo no Brás

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história do Grupo Malves começa no interior de Minas Gerais, onde Mariza Souza nasceu, e ganha contornos em São Paulo, para onde se mudou ainda criança. A infância foi simples: a família morou em um cômodo no Brás, com banheiro compartilhado por mais de dez famílias. Criada principalmente pela mãe, Maria Alves, Mariza aprendeu cedo valores como esforço, constância, responsabilidade e independência. A mãe, que não teve as mesmas oportunidades de estudo, fez da educação da filha uma prioridade. Toda a trajetória de perseverança de Mariza está compilada em um livro escrito por ela, intitulado “Do cortiço ao mundo”, que será lançado em breve. MUDANÇA DE CARREIRA A trajetória profissional começou no segmento de veículos, onde Mariza trabalhou por anos em lojas de automóveis. Em 2009, decidiu mudar de carreira e iniciou a graduação em Ciências Contábeis. A decisão exigiu sacrifício: ela tinha um rendimento considerável e aceitou receber um salário sete vezes menor para entrar na contabilidade e aprender a profissão, abrindo mão de uma condição confortável para investir no futuro. O nome Malves surgiu antes da abertura oficial da empresa. Mariza fazia bicos nos finais de semana na bilheteria do Estádio do Morumbi, quando uma conversa com um colega sobre nomes para um futuro escritório deu origem a “M Alves” — homenagem à mãe, Maria Alves. Com o tempo, M Alves virou MAlves e depois Malves. FUNDAÇÃO E DESAFIOS A Malves Contabilidade foi fundada em 8 de julho de 2012, inicialmente como MEI, enquanto Mariza ainda concluía a graduação. A trajetória teve altos e baixos: sociedade

Empresa fundada em 2012 por Mariza Souza chega a 2026 como grupo empresarial com três frentes de atuação, nova identidade visual e um evento que celebra 14 anos de trajetória em 2013, encerrada em 2014; escritório próprio no Tatuapé em 2015; fechamento do espaço físico em 2017, com retorno temporário ao trabalho em casa. Mariza não encara o período como desistência, mas como um recuo necessário para avançar. Em 2018, a perda da mãe marcou profundamente sua vida, e a Malves passou a representar a continuidade do seu legado. RECOMEÇO E PANDEMIA Em 2019, Mariza reabriu o escritório em São Mateus, na Rua Gêmeos, com uma sala e um banheiro, mas com visão mais madura. Em 2020, a pandemia trouxe desafios para a empresa e os clientes. Mariza foi contaminada pela Covid-19, seu quadro se agravou e ela ficou dez dias internada na UTI. A experiência mudou sua percepção sobre vida, família, equipe e propósito. O crescimento trouxe desafios de gestão, e a partir de

2024 a empresa iniciou a reconstrução da equipe e a profissionalização da operação. Em fevereiro de 2025, a Malves passou a ocupar um prédio inteiro na Avenida Cláudio Augusto Fernandes, 322, no bairro de São Mateus — símbolo de crescimento, persistência e transformação.

GRUPO EMPRESARIAL Hoje, o Grupo Malves soma 14 anos de história, 12 pessoas na equipe, mais de 200 clientes e três frentes: Malves Contabilidade (contabilidade, fiscal, departamento pessoal, planejamento tributário, consultoria e BPO financeiro), Malves Segu-

ros (seguros empresariais, vida, saúde, automóvel e patrimonial) e Malves Assessoria Visto (passaportes, vistos e processos consulares). A mudança da marca reflete a evolução: as três empresas passam a compartilhar a mesma identidade Malves, com cores de identificação — laranja para Contabilidade, verde para Seguros e azul para Assessoria Visto. A proposta é criar unidade sem apagar a história. NOVO CAPÍTULO No dia 1º de setembro, Mariza reuniu os colaboradores e realizou um evento para marcar oficialmente a nova fase, com apresentação da história, da nova identidade, do Manual de Cultura, de novos projetos e homenagens. Durante a apresentação, Mariza destacou “Nossa história nos trouxe até aqui. Agora começa um novo capítulo.” Na entrevista, Mariza fez questão de enaltecer que a fé em Deus foi a principal força para superar os períodos de solidão, insegurança e risco de fracasso. Para as pessoas que estão começando a empreender, ela recomenda persistência e paciência, principalmente nos dois primeiros anos.

Mariza reuniu os colaboradores e realizou um evento para marcar oficialmente a nova fase


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