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Gazeta da Zona Leste - 2012

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GAZETA DA ZONA LESTE

nº 2.012

DESDE 1978

SÃO PAULO, 22 DE AGOSTO DE 2026

VILAS REENCONTRO

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

gazetavirtual.com.br DIVULGAÇÃO

SEGIO BARZAGHI

Vida nova, dignidade, independência e autonomia

ENTREVISTA

Leandra Leal é Zilá, de ‘Coração Acelerado’ Entre todos os elogios que recebeu por Zilá, há um que Leandra Leal faz questão de destacar. “É o que mais gosto de receber – que meu sotaque está bom”, afirma a atriz, que encarou um trabalho específico de prosódia para interpretar uma personagem goiana. “Quando a gente vai fazer uma personagem de outro território, tem sempre uma preocupação, um cuidado de representar dignamente”, explica. > VEJA + PÁGINA 7

DIA D

Campanha de Multivacinação

Desde a criação do Programa Reencontro, em 2022, 1.358 pessoas acolhidas pelo projeto já deixaram o serviço de moradia transitória de uma das 13 unidades da Vila Reencontro. > VEJA + PÁGINA 4

EXCURSÕES RODOVIÁRIAS

A Secretaria Municipal da Saúde realiza, hoje, sábado, dia 22, o Dia D da Campanha de Multivacinação - De Olho na Carteirinha 2026. Todas as 483 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital estarão abertas das 8 às 17 horas. > VEJA + PÁGINA 5

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22 de agosto de 2026

GAZETA DA ZONA LESTE

editorial editorial

Espera-se muito mais dos candidatos POR YORKI ESTEFAN

O

Brasil precisa de propostas capazes de enfrentar seus problemas estruturais. A construção civil tem contribuições importantes para esse debate e o SindusCon-SP as está levando aos candidatos à Presidência. Entre elas, está a preservação do FGTS como principal instrumento de financiamento habitacional. Na infraestrutura, urge reequilibrar contratos de obras públicas defasados e derrubar vetos à Lei de Licitações que prejudicam o setor e a administração pública. Na política ambiental, devem-se estimular fabricantes de materiais de construção a fazerem e divulgarem inventários de consumo de água e emissões de Gases de Efeito Estufa, além de ampliar e fortalecer a logística reversa. Essas propostas estimulam o desenvolvimento sustentável e a geração de empregos, porém o país enfrenta problemas muito mais profundos. As candidaturas não abordam a contenção dos gastos públicos nem medidas para reduzir a dívida que mantém juros estratosféricos. Tampouco tratam da renovação de setores da classe política que usam recursos públicos para fins privados. Prevalece a polarização, que vira disputa pelo poder, não programas que beneficiem o país. É insuportável o marasmo das instituições e das candidaturas diante desses desafios. Educação, saúde, meio ambiente e economia, que deveriam estar no topo das prioridades, seguem relegados a notas de rodapé. O panorama exige novas lideranças e propostas que atinjam o âmago das questões e sensibilizem o eleitorado. Yorki Estefan é presidente do SindusCon-SP

EXPEDIENTE

opinião

direito

A violência que não aparece nas estatísticas

Em defesa da advocacia criminal

POR ALINE TEIXEIRA

Q

uando falamos sobre violência contra a mulher, normalmente pensamos nos casos que chegam às manchetes ou entram para as estatísticas. Mas existe uma realidade muito maior, silenciosa e difícil de medir: a violência que não é denunciada. Todos os dias, milhares de mulheres sofrem assédio, perseguição, importunação sexual, violência psicológica e ameaças sem procurar ajuda. Muitas não registram boletim de ocorrência por medo, vergonha, dependência financeira ou pela falta de confiança de que serão acolhidas. O resultado é um retrato incompleto da violência no Brasil. Atrás de cada número, existem inúmeras histórias que permanecem invisíveis. Enfrentar esse cenário exige mais do que punir agressores. É preciso fortalecer a prevenção e a rede de proteção. Ampliar o funcionamento das Delegacias da Mulher em regime de 24 horas, garantir atendimento especializado em municípios que ainda não possuem unidades, acelerar a concessão de

medidas protetivas, investir em casas de acolhimento para mulheres e seus filhos e ampliar o acesso à assistência psicológica e jurídica são medidas fundamentais para romper o ciclo da violência. Ao mesmo tempo, a prevenção precisa começar antes da agressão. Investir em educação, promover campanhas permanentes de conscientização e capacitar profissionais da saúde, educação e segurança pública para identificar sinais de violência são políticas que ajudam a salvar vidas. Combater a violência contra a mulher significa criar condições para que ela se sinta segura para denunciar e tenha a certeza de que encontrará proteção, acolhimento e justiça. Nenhuma vítima deveria enfrentar esse caminho sozinha. Eu sou Aline Teixeira, candidata a deputada estadual, e acredito que uma sociedade verdadeiramente segura é aquela que não espera a violência acontecer para agir. Proteger as mulheres começa com prevenção, acolhimento e políticas públicas que funcionem de forma permanente, e não apenas diante de tragédias. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

POR THIAGO MASSICANO

A

declaração do presidente da República, ao podcast Inteligência Ltda., de que “o advogado criminalista não sabe defender inocente” e “criminalista defende bandido”, mereceu o repúdio da OAB-SP em nota pública de 31 de julho de 2026. A resposta institucional foi correta e tecnicamente irrepreensível. O art. 133 da Constituição é categórico: o advogado é indispensável à administração da justiça. Não é fórmula honorífica. É norma que estrutura o processo e condiciona a legitimidade da jurisdição. Sem defesa técnica não há processo válido, e sem processo válido não há sentença legítima. O criminalista não defende o crime. Defende a Constituição, o devido processo legal, a presunção de inocência (art. 5º, LVII), o contraditório e a ampla defesa (art. 5º, LV). Quando exige que o Estado prove aquilo que afirma, dentro das regras que ele próprio se comprometeu a observar, o advogado marca a diferença entre justiça e vingança, entre processo e linchamento. Confundir o defensor com o

defendido é vício antigo, expressamente combatido pelo Estatuto da Advocacia e pelo Código de Ética. É também a forma mais eficaz de esvaziar o direito de defesa que a Constituição assegura a todos. Enquanto não houver trânsito em julgado, ninguém é bandido, é acusado. E mesmo o condenado mantém direitos que só a advocacia técnica pode fazer valer. Amanhã, esse direito pode faltar a qualquer cidadão, inclusive ao mais insuspeito. A OAB, nos termos do art. 44 do seu Estatuto, tem por missão a defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e das prerrogativas da advocacia. Ao repudiar a declaração presidencial, agiu na exata medida do seu dever institucional. E a advocacia brasileira, unida em torno da Carta, seguirá firme, sem se deixar intimidar por generalizações. Porque defender a advocacia é defender a Constituição. Sem advocacia, não há justiça. Thiago Massicano, especialista em Direito Empresarial e do Consumidor, sócio-presidente da Massicano Advogados e presidente reeleito da OAB Subseção Tatuapé. Acompanhe outras informações sobre o Direito Empresarial e do Consumidor no site www.massicano.adv. br, que é atualizado semanalmente.

QUE ERA NOTÍCIA EM 27 de agosto de 2006 gazeta há 20 anos OEDIÇÃO Nº 1016 Planetário do Carmo terá sessões extras

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evido à grande demanda pelas sessões exibidas no Planetário do Carmo, e levando-se em consideração que todo o quadro de sessões disponíveis durante os dias de semana é destinado ao atendimento de escolas da Secretaria Municipal da Educação, o espaço de observação passou a oferecer sessões adicionais. O agendamento de sessões extras para os meses de agosto e setembro ocorreram na segunda-feira, dia 14. Os agendamentos para os meses seguintes serão feitos na primeira segunda-feira de cada mês. Eles PRODUÇÃO GRÁFICA E MONTAGEM FINAL:

GRUPO LESTE DE COMUNICAÇÕES

RUA SERRA DE BOTUCATU, 1.690

TELEFONE: 2095-8202 (PABX) E-MAIL: CONTATO@GRUPOLESTE.COM.BR

serão feitos exclusivamente por telefone, das 9 horas da manhã até o preenchimento das vagas. SESSÃO Cada instituição poderá inscrever até 45 pessoas por sessão. Elas ocorrerão às quartas-feiras, às 16 horas, e serão distribuídas contemplando os seguintes grupos: escolas particulares de ensino fundamental I, escolas particulares de ensino fundamental II e ensino médio. Os telefones para os agendamentos são 6522-8555 e 6521-1144. O preenchimento se dará por ordem de ligação, e não haverá a possibilidade de reserva para o mês seguinte.

GAZETA DA ZONA LESTE

Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano | Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano | Revisão: Fabiana Nascimento | Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva

Impressão:

Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas


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CASA ABERTA SENAC

Atividades gratuitas na Zona Leste Divulgação

O evento oferece palestras, workshops, oficinas e prestação de serviços com a participação de docentes, estudantes, profissionais de mercado e personalidades

DA REDAÇÃO

N

o dia 28 de agosto, das 8 às 21 horas, o Senac São Paulo realiza mais uma edição do Casa Aberta Senac, evento que convida toda a população a conhecer de perto a proposta educacional da instituição por meio de vivências práticas, atividades interativas e conteúdos voltados ao desenvolvimento profissional. Com entrada gratuita, a iniciativa acontece simultaneamente unidades do Senac São Paulo em todo o Estado. Durante o dia, as unidades estarão de portas abertas com uma extensa programação pensada para quem deseja explorar novas possibilidades de carreira, se atualizar ou simplesmente vivenciar experiências em

workshops, oficinas, palestras, atendimentos, vivências práticas, apresentações artísticas e bate-papos com especialistas em atividades que contemplam as diferentes áreas do conhecimento oferecidas pela instituição, como: Beleza e Estética, Bem-estar, Comunicação e Marketing, Desenvolvimento Social, Design, Artes e Arquitetura, Educação, Gastronomia e Alimentação, Gestão e Negócios, Idiomas, Meio Ambiente, Moda, Saúde, Segurança e Saúde no Trabalho, Tecnologia da Informação e Turismo e Hospitalidade. Confira os destaques da programação em algumas das unidades da Zona Leste. SENAC VILA PRUDENTE Workshop Engenharia de Prompt: Potencialize Seus Estudos, Trabalho e Pesqui-

sas com IA, das 10h30 às 11h30. No encontro, os participantes conhecerão como a produção de bons prompt pode auxiliar a otimizar tempo no uso da Inteligência Artificial. SENAC PENHA Às 13h30, 14h30 e 16h, acontece a oficina Monte sua Focaccia: Sabores e Combinações, perfeita para quem deseja colocar a mão na massa e aprender a fazer focaccia com diferentes ingredientes e combinações de recheios. SENAC ITAQUERA Vale conferir a Batalha de Robôs, que acontece das 10 às 12 horas e de 13h30 às 17h30. A atividade é uma experiência que reúne tecnologia, criatividade e estratégia em que os participantes poderão controlar carrinhos desenvolvidos com Arduino.


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DAS RUAS PARA O LAR

Uma em cada quatro pessoas acolhidas nas Vilas Reencontro da Prefeitura deixa equipamento e conquista autonomia SECOM

DA REDAÇÃO

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ida nova, com muita dignidade, independência e autonomia. Desde a criação do Programa Reencontro, em 2022, 1.358 pessoas acolhidas pelo projeto já deixaram o serviço de moradia transitória de uma das 13 unidades da Vila Reencontro — equivalente a uma em cada quatro entre os 5.323 atendidos no período. Apenas no primeiro semestre deste ano, 436 atendidos do serviço conquistaram a sua independência, evidenciando o avanço consistente da política pública da atual gestão na promoção da autonomia das famílias. Jandira Silva Santos, 53 anos, é uma dessas pessoas que, após viverem um período na Vila, retomaram a rotina de uma forma mais estruturada. Atualmente, ela é uma das beneficiadas do programa de auxílio-aluguel pago pela Prefeitura e celebra essa nova fase da vida ao lado dos filhos Gustavo, 16 anos, e Guilherme, 17 anos. “É muito bom a gente ser independente, conseguir conquistar nossas coisinhas e viver em paz. Esse programa me ajudou muito, e ainda ajuda. Quando vejo alguém em dificuldade, me reconheço ali. Paro, converso e aconselho a pessoa: ‘procure uma

Jandira Silva Santos: “É muito bom a gente ser independente, conquistar as nossas coisinhas e viver em paz.”

unidade do Cras ou um assistente social’”, diz Jandira, que hoje tem um CEP para chamar de seu, em Cidade Líder, na Zona Leste. Natural de Vitória da Conquista (BA) e morando em São Paulo há 45 anos, Jandira trabalha como auxiliar de serviços gerais em um condomínio. A vaga foi conquistada durante um mutirão do Cate (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo), outro serviço importante oferecido pela Prefeitura. Ela conta que a passagem pela Vila Reencontro foi fundamental para o processo

de reconstrução pessoal e familiar. “Cheguei lá (na Vila) apenas com a roupa do corpo, eu e meus filhos”, explica a ex-acolhida da Vila Reencontro Guaianases II. Após sofrer violência por parte da ex-sogra, que lhe quebrou o braço, Jandira foi parar nas ruas. Ao lado dos dois filhos pequenos, tomou a difícil decisão de romper com o ciclo de violência e buscou apoio no Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de sua região, que a encaminhou para os serviços de acolhimento da Prefeitura.

AUTONOMIA COMO FOCO As Vilas Reencontro integram a rede socioassistencial do município de São Paulo como um serviço de moradia transitória, voltado principalmente a famílias que já estiveram em situação de rua. A iniciativa oferece um ambiente mais estruturado e estável, criando condições para o fortalecimento de vínculos e a construção de novos projetos de vida. Com foco na autonomia, o programa atua de forma intersetorial, articulado a diversas políticas públicas, como

habitação, assistência e desenvolvimento social, direitos humanos e cidadania, saúde, trabalho e renda, educação, segurança alimentar e nutricional, além de cultura, esporte e lazer. A presença de imigrantes nas Vilas Reencontro também reforça o papel de São Paulo como cidade acolhedora. Atualmente, cerca de 1.038 estrangeiros, de mais de 30 nacionalidades, estão acolhidos no serviço. Em 2026, foram registradas 136 saídas qualificadas de imigrantes e, desde 2022, 289 conquistaram independência e saíram dos equipamentos.

PROGRAMA Com 3.748 vagas distribuídas em 13 unidades, o Programa Reencontro segue em expansão, ampliando a capacidade de atendimento e fortalecendo a atuação integrada da rede socioassistencial. Somente em 2025, as Vilas Reencontro registraram 3.251 acolhimentos e 652 saídas qualificadas, com a entrega das unidades Cidade Tiradentes e Armênia I. No início deste ano, foi inaugurada a Vila Reencontro Armênia II e até o final do ano, também estão previstas as implementações das Vilas Jabaquara III, com 520 novas vagas, e São Mateus I e II, que somarão 792 vagas adicionais. Estruturado em três eixos, conexão, cuidado e oportunidade, o programa vai além da oferta de moradia. A disponibilização de cursos profissionalizantes e outras estratégias de inclusão produtiva reforça o compromisso com a autonomia e a geração de renda. São consideradas saídas qualificadas os casos de moradia autônoma, retorno à convivência familiar (nuclear ou extensa) e inserção no mercado de trabalho. Os resultados consolidam o programa como uma importante porta de saída da rede socioassistencial, ampliando as perspectivas de vida com mais independência e segurança.


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DIA D DA MULTIVACINAÇÃO

483 UBSs abertas hoje, sábado, dia 22, na capital DA REDAÇÃO

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Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza, neste sábado, dia 22, o Dia D da Campanha de Multivacinação - De Olho na Carteirinha 2026. Todas as 483 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital estarão abertas das 8 às 17 horas para ampliar o acesso da população à vacinação e à atualização da caderneta. O público-alvo são crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. Serão ofertados os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, de acordo com a indicação para cada faixa etária e situação vacinal. Entre eles estão a pentava-

lente, poliomielite, meningocócica C, meningocócica ACWY, dengue e tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A orientação é que a população busque uma unidade de saúde, com um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação, para verificar as doses necessárias e atualizar o esquema vacinal, quando indicado. A vacinação contra o sarampo também estará disponível durante o Dia D para toda a população de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença e faz parte das ações de intensificação adotadas pelo mu-

nicípio diante da circulação do vírus. Na data, a vacina também será ofertada fora das UBS, em ações extramuros. Os locais podem ser consultados pelo link: https://prefeitura.sp.gov.br/ web/saude/w/vacina%C3%A7%C3%A3o-contra-o-sarampo Iniciada em 3 de agosto, a Campanha de Multivacinação segue até 1º de setembro. A SMS reforça a importância do Dia D para conferir a situação vacinal e manter a caderneta atualizada. Nos demais dias, as vacinas são oferecidas nas UBSs de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, e, aos sábados, nas AMAs/ UBSs Integradas, no mesmo horário.

Divugação

Unidades funcionarão das 8 às 17 horas para ampliar o acesso à imunização e atualizar a caderneta da população


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TEATRO

Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, ganha versão musical

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premiado romance autobiográfico Feliz Ano Velho, do escritor, dramaturgo e jornalista paulista Marcelo Rubens Paiva — autor de Ainda Estou Aqui, livro que deu origem ao filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional — está prestes a ganhar sua primeira versão musical com direção de Gustavo Barchilon e adaptação de Marilia Toledo. Escrito em 1982, o primeiro livro de Marcelo Rubens Paiva marcou diversas gerações, sobretudo a dos anos 1980, por retratar tão bem a juventude da época e por contar sem tabus a história do acidente que o autor sofreu em uma lagoa em Campinas e que o deixou tetraplégico. Para levar aos palcos essa trajetória de reabilitação e superação, cheia de reflexões sobre a vida, o musical reúne hits inesquecíveis

dos anos 1980, como sucessos de Legião Urbana, Titãs, Lulu Santos e Barão Vermelho. “A montagem busca uma linguagem diferente daquela que estamos acostumados a ver nos musicais tradicionais. Com uma estética atemporal, música, texto, imagem e atuação se misturam para contar essa história de um jeito novo. Assim como Feliz Ano Velho trouxe uma nova linguagem para a literatura de sua época, quero que o espetáculo também encontre uma nova forma de se comunicar com o público de hoje”, conta o diretor Gustavo Barchilon. SERVIÇO De 19 de setembro a 22 de novembro. Horários: sexta-feira, às 20h; sábado, às 17h e às 20h; domingo, às 15h e às 18h. Bilheteria digital: uhuu. Teatro Frei Caneca Rua Frei Caneca, 569, 7º andar – Consolação. Capacidade: 600 lugares. Classificação: 14 anos.


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ENTREVISTA

Zilá, de “Coração Acelerado”, atrai a mãe e espanta a filha de Leandra Leal

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eandra Leal vive uma situação curiosa na pele da vilã Zilá de “Coração Acelerado”. Enquanto sua mãe, Ângela Leal, acompanha atentamente cada capítulo e faz questão de comentar suas escolhas em cena, a filha mais velha da atriz, Julia, de 12 anos, demonstra certo incômodo com a personagem interpretada pela atriz. Na novela das 19h da Globo, criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, Zilá se mostrou uma mulher capaz de ultrapassar qualquer limite para conseguir o que deseja. “Minha mãe comenta de tudo comigo. Ela dá opinião sobre o que me favorece, o que não me favorece, sobre as escolhas que eu faço... É muito bom e delicado ter uma mãe tão crítica”, conta a atriz, que valoriza as conversas sobre o trabalho. A relação da filha com a personagem segue outro caminho. Apesar de acompanhar a novela e até ter visitado os bastidores das gravações, a menina rejeita completamente a antagonista. “Ela odeia! Ela me acha má e não gosta disso”, diverte-se Leandra. A atriz explica que a filha ainda estranha vê-la em algumas situações da ficção. “Normal, é a mãe dela ali”, analisa. No entanto, para a atriz, parece ser justamente essa mistura de drama, humor e muitas contradições que faz Zilá ser uma das personagens mais prazerosas de sua trajetória recente. P – Como foi para você fazer “Coração Acelerado”? R – Olha, eu me diverti muito, muito, muito mesmo fazendo a Zilá. Adoro! Venho gravar com o maior prazer! E é uma personagem que passa por coisas muito diferentes mesmo, que me dá bastante oportunidade para criar, para trabalhar em cima. E coisas muito dramáticas, engraçadas. Então, me dá muito prazer. P – E como tem sido o retorno das pessoas nas ruas? R – Eu vou falar a verdade: não tenho saído. Então, eu não sei. Porque, realmente, tenho feito poucas coisas na rua. Venho para a Globo, fico fazendo coisas com meus filhos, malho e vejo minha mãe. Mas a minha mãe adora a novela! P –E em relação à Zilá, você a defende ou tem certeza de que é uma pessoa errada? R – Eu acho difícil definir as pessoas assim. Acho que a Zilá passa muito dos limites para conseguir o que quer e tem

Antes de “Coração Acelerado”, Leandra Leal ficou quase 11 anos longe das novelas uma moral bem duvidosa. Mas ela tem muitas justificativas. Como atriz, procuro entender quem eu estou interpretando. Zilá sempre se sentiu preterida, injustiçada. E tem uma carência gigante de pai e mãe. Porém, isso não justifica incriminar uma pessoa, fazer com que essa pessoa se separe de outra. Você namorar com alguém antes de outra pessoa não justifica querer destruir a vida dela se terminar com você. Então, não quer dizer que eu não a defenda, porque eu defendo! Estou fazendo a Zilá e entendo tudo isso nela. Mas, se eu olhar de fora, não justifica.

P – Você acha que a motivação dela era o amor por Alaorzinho (Daniel de Oliveira) ou pesava uma rivalidade mesmo com a irmã? R – Acho que era amor, sim. Zilá é muito passional, não acho que é aquela vilã que vai premeditando as coisas. Ela vai fazendo tudo meio atrapalhada mesmo. Mas, para a mulher que ela é, no lugar em que ela vive, se separar era algo como uma falência, um fracasso. E tem a questão social também. Mas essa coisa que ela começou a ter com Ronei (Thomás Aquino) tocou Zilá em um lugar de querer viver uma coisa real. Acho que,

de fato, o que acontece com Zilá é que ela nunca foi amada, né? Não se sentiu amada pelos pais, nunca foi amada pelo Alaorzinho e esse é um buraco grande para ela. A relação mais sólida de amor que ela experimentou foi com a filha. P – Você comentou que a sua mãe assiste à novela. Ela fala dessa relação com você? R – A minha mãe comenta de tudo comigo. Ela dá opinião sobre o que me favorece, o que não me favorece, as escolhas que eu faço... É muito bom e delicado ter uma mãe tão crítica. Mas, é muito bom, porque ela me dá altas dicas e troca bastante comigo. Ela adora ver novela, é uma parada que ela acha maneiro. E essa novela é muito divertida, leve, eu gosto muito da novela. P – Sua filha mais velha já vê novelas? Você deixa? R – Eu deixo! Cara, ela vê, mas... É engraçado, porque isso é uma coisa que eu não tinha vivido ainda. Fazia muito tempo que eu não atuava em novela. Vejo que a geração dela não tem um compromisso de ligar a tevê e assistir. Tem o Globoplay, onde ela pode ver no horário em que quer. Não é aquele hábito de chegar e ver, isso é difícil. Por outro lado, por exemplo, ela adora a novela das nove. Assim, ela adora a minha novela! Foi na gravação, gosta da coisa da música, enfim, são vários elementos para crianças ótimos ali. Mas a novela das nove também chega nela. E é muito doido isso. P – Você assistia a novelas na idade dela? R – Nossa, na idade dela, eu acho que eu via novela todo dia, nos três horários: das seis, das sete e das oito. E era uma vitória estar vendo a novela das oito, porque era algo tipo “fiquei grande”. Lembro de “Pantanal”, que passava à noite e era tipo uau para mim. Lembro de “Rainha da Sucata” também. P – O que sua filha fala da Zilá? R – Ela odeia! Ela me acha má e não gosta disso. Ela é pequena ainda (fez 12 anos em julho), não gosta de cena em que eu beijo alguém. P – Mas ela entende esse universo? Afinal, a mãe e a avó trabalham com isso... R – Sim, ela entende. Está acostumada. Mas é a mãe dela. Sei lá, ela acha estranho.


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