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Gazeta da Zona Leste - 2010

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GAZETA DA ZONA LESTE

nº 2.010

DESDE 1978

SÃO PAULO, 8 DE AGOSTO DE 2026

DE OLHO NA CARTEIRINHA

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

gazetavirtual.com.br DIVULGAÇÃO

SEGIO BARZAGHI

Campanha de multivacinação contra o sarampo

ENTREVISTA

Cauã Reymond investiga o submundo do futebol em ‘Jogada de Risco’ A curiosidade de Cauã Reymond sobre o que rola fora das quatro linhas foi o ponto de partida para “Jogada de Risco”. Fascinado pelos bastidores do futebol, o ator transformou esse interesse em um projeto desenvolvido ao longo de cerca de seis anos e apostou em uma história que explora negociações, relações de poder e dilemas éticos. Para ele, essa inquietação não é apenas pessoal, mas compartilhada por milhões de brasileiros. > VEJA + PÁGINA 7 DIVULGAÇÃO

MERCADO LIVRE

Procon notifica Mercado Livre por venda de placas irregulares A Prefeitura de São Paulo iniciou na última segunda-feira, dia 3, a Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026. A ação segue até 1º de setembro e inclui a intensificação da vacinação contra o sarampo. > VEJA + PÁGINA 3

O Procon notificou o Mercado Livre para explicar, em dez dias, como a plataforma impede a venda de placas de moto e carro sem o credenciamento exigido pelo Contran. As peças, vendidas por R$ 20 a R$ 30, facilitam a adulteração de motos roubadas. > VEJA + PÁGINA 5

PA R AT Y C O M PA S S E I O DE 06 A 08/11/2026 DE BARCO 02 NOITES / 03 DIAS Pousada Porto Imperial no Centro Histórico + Passeio de Barco R�A SERRA DE BRA�AN�A� ����� � TAT�AP��

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GAZETA DA ZONA LESTE

editorial editorial

O que significa ser pai hoje POR FAUSTO FLOR CARVALHO

S

er pai nunca foi simples, mas talvez nunca tenha sido tão desafiador quanto agora. Vivemos um tempo com várias gerações convivendo juntas, separadas por uma tecnologia que aproxima distantes e afasta quem está perto. No consultório, vejo crianças mais isoladas e pais que, apesar da boa vontade, não sabem por onde começar. O maior engano da paternidade moderna é confundir provisão com presença. Muitos trabalham intensamente acreditando que garantir conforto basta. Mas nenhum sucesso fora de casa compensa a ausência dentro dela. E não falo só do pai que viaja, mas do que está ao lado do filho, porém preso ao celular. Esse abandono virtual é uma das formas mais comuns de negligência hoje. Ser pai é estar presente de verdade: olhar nos olhos, ter tempo sem pressa, conhecer medos e sonhos. É reconhecer virtudes, impor limites com afeto e entender que neutralidade, na criação, vira omissão. É também preparar, não apenas proteger. Em um mundo de imediatismo, ensinar frustração, espera e limites é uma das maiores heranças. Quem não aprende isso em casa sofre lá fora. E criar bem é tarefa de parceria, com a mãe e a rede de afeto. Ser pai é pensar no legado: não bens, mas caráter, valores e exemplos que permanecem. O maior patrimônio de um filho é quem ele se torna. E há uma verdade essencial: nunca é tarde para mudar. A criação pode ser revista em qualquer fase. Reconhecer erros é o primeiro passo para reconstruir vínculos. Não existe pai perfeito. Existe o pai possível, que erra, aprende e recomeça. Neste Dia dos Pais, fica o convite: troque a culpa pela presença. Seus filhos não precisam de perfeição, precisam de você por perto. Fausto Flor Carvalho é pediatra e psicanalista

EXPEDIENTE

QUALIDADE DE VIDA

EMPREENDEDORISMO

O peso cultural de não pedir ajuda

Os gargalos que travam o crescimento

POR MARIANA SCHAMAS

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ivemos em uma cultura que valoriza o “aguente firme”. Resistir ao sofrimento é visto como força, enquanto pedir ajuda ainda soa como fragilidade. Esse modo de pensar atrasa a prevenção e o tratamento da dor crônica. Muitas pessoas convivem com dor por anos até buscar atendimento e, quando ignorada, ela deixa de ser sintoma para se tornar doença. Segundo pesquisa da Vital Strategies e Umane, em parceria com a UFPel, 62% da população deixa de procurar ajuda médica quando precisa. A questão é entender por que isso acontece. O ser humano busca soluções rápidas sem refletir sobre as causas do adoecimento. Quando sente dor, normaliza o contexto: “É porque trabalho muito”, “fiquei muito em pé”, “minha cadeira é ruim”. O desconforto aparece e a pessoa tenta eliminá-lo para voltar ao mesmo padrão que a adoeceu. A dor é um alerta do organismo, mas aprendemos a atribuir significados diferentes a ela. Em alguns contextos, representa coragem ou superação; em outros, vergonha ou fraqueza. Nossa forma de reagir à dor é influenciada por experiências, crenças familiares, cultura e sociedade. Hoje sabemos que a dor é um fenômeno biopsicossocial, resultado da interação entre

fatores biológicos, psicológicos e sociais. Não é apenas resposta do corpo, mas também da interpretação que fazemos das experiências e do ambiente em que vivemos. Quantas vezes você já sentiu dor nas costas e pensou: “É normal, fiquei muito tempo sentado”? Em vez de refletir sobre o que precisa mudar, aceitamos a dor como parte da rotina e repetimos hábitos que mantêm o sofrimento. O contexto também molda nossa resposta. Muitos escondem a dor no trabalho para não parecerem frágeis, mas em casa expressam livremente o que sentem. Outros fazem o contrário. Isso mostra que a dor não depende só do corpo, mas dos significados que construímos ao longo da vida. Isso não significa que toda dor deva ser evitada. Algumas fazem parte do crescimento e da superação. O problema é transformar o sofrimento persistente em algo “normal” e deixar de escutar os sinais do corpo. Mudar essa relação exige consciência. O cérebro tende a repetir comportamentos familiares, mesmo quando fazem mal, mas também é capaz de aprender novos caminhos. Ao questionar crenças, modificar hábitos e buscar ajuda, criamos novas conexões e ampliamos nossa capacidade de cuidado. A verdadeira força não está em suportar a dor em silêncio, mas em reconhecer quando ela deixa de ser desafio e se torna convite para mudança. Mariana Schamas é cinesiologista e especialista em dor crônica

POR MAURICIO FRIZZARIN

O

segundo semestre costuma ser visto pelas empresas como período de aceleração. É quando muitas organizações intensificam ações comerciais, lançam produtos, reforçam campanhas e tentam recuperar metas. Em setores como varejo e serviços, também é a fase de preparação para datas que concentram grande parte do faturamento. O problema é que crescer não depende apenas de vender mais. Nesse período, muitas empresas descobrem que a operação não acompanha o ritmo. Processos manuais, informações desencontradas, tarefas administrativas e decisões sem dados passam a consumir tempo, elevar custos e limitar a expansão. Esses gargalos se acumulam silenciosamente e se tornam evidentes quando a demanda aumenta. Cinco fatores explicam essa dificuldade. O primeiro é o “Gargalo da Operação”: empresários ainda dedicam grande parte da rotina a tarefas que poderiam ser automatizadas, sobrando pouco espaço para estratégia e inovação. O segundo é o “Gargalo da Informação”, ligado à fragmentação de dados. Mesmo com digitalização, muitas empresas operam com sistemas que não se integram e controles paralelos. O resultado é retrabalho, erros e decisões baseadas em informações desatualizadas.

O terceiro é o “Gargalo da Decisão”. O desafio atual não é falta de informação, mas excesso. Relatórios e indicadores se multiplicam, mas nem sempre geram conhecimento útil. Sem ferramentas que consolidem e interpretem dados, gestores continuam decidindo por percepção. O quarto é o “Gargalo da Tecnologia”: ainda há resistência à automação. Soluções de IA já permitem automatizar conciliações, atendimento inicial, organização documental e monitoramento de indicadores, liberando equipes para atividades de maior valor. Por fim, o “Gargalo da Liderança”: em muitas pequenas e médias empresas, o fundador concentra decisões operacionais, financeiras e comerciais, limitando o crescimento. Quando tudo depende de uma pessoa, a empresa cresce até o limite da agenda do líder. A tecnologia torna-se instrumento de gestão. Automatizar processos não substitui pessoas; permite que se concentrem no que exige criatividade e visão estratégica. A transformação digital começa antes do software: envolve revisão de processos e integração de informações. O segundo semestre é decisivo, mas o desafio não é vender mais, e sim eliminar gargalos. Empresas que transformarem operação em inteligência e devolverem tempo às equipes chegarão a 2027 com melhores resultados e estrutura preparada para crescer de forma sustentável. Mauricio Frizzarin é fundador e CEO da QYON

QUE ERA NOTÍCIA EM 13 de agosto de 2006 gazeta há 20 anos OEDIÇÃO Nº 1014 Festa de 450 anos da Mooca

A

Subprefeitura Mooca organiza a festa dos 450 anos do bairro acompanhada por associações de moradores, Associação Comercial, clubes de serviços como Rotary e Lions e pelos Conselhos de Segurança. A abertura oficial do evento ocorre amanhã, dia 14 e conta com uma programação repleta de eventos culturais, como exposições de fotografias e esculturas, concurso de frases, missa, ato cívico, desfile de moda, homenagem às pessoas que se destacaram no ano e até um jantar dançante no Clube Juventus. PRODUÇÃO GRÁFICA E MONTAGEM FINAL:

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Para o aniversário, a Subprefeitura também preparou atividades esportivas e investiu em reformas de passeios públicos e praças, em obras na própria sede e no entorno, além de construir canteiros e recapear vias. Segundo a assessoria de imprensa, a tradicional Rua Jumana, por exemplo, embora tenha sido aberta antes de 1923, não tinha sido contemplada, até o momento, com a construção de canteiro central. Agora a obra está pronta, com um paisagismo especial que traz a inscrição 450 “Mooca 450 anos”.

GAZETA DA ZONA LESTE

Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano | Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano | Revisão: Fabiana Nascimento | Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva

Impressão:

Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas


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GAZETA DA ZONA LESTE

AÇÕES CONTRA O SARAMPO

Campanha de multivacinação é intensificada Divulgação

Estratégia amplia a imunização contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos e inclui a aplicação das vacinas tríplice viral e tetraviral

DA REDAÇÃO

A

Prefeitura de São Paulo iniciou na última segunda-feira, dia 3, a Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, que será realizada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas. A ação segue até 1º de setembro e inclui a intensificação da vacinação contra o sarampo. Para ampliar a cobertura vacinal, incentivar a atualização da caderneta de vacinação e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no país, também será realizado, no dia 22 de agosto, o Dia D de vacinação, com as 483 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) abertas em toda a cidade. Na capital paulista, a vacinação contra o saram-

po será ampliada para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, de forma indiscriminada, durante a campanha. A estratégia foi definida após a identificação de casos da doença que apontam uma cadeia de transmissão associada à importação do vírus. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) recomenda que crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias sejam levadas às UBSs para receber a “dose zero” do imunizante. A doença é prevenida por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é aplicada aos 12 meses de idade, e da vacina tetraviral, administrada aos 15 meses, que também protege contra a varicela. De acordo com o calendário vacinal, pessoas de 5 a 29 anos e trabalhadores da saúde devem ter

duas doses do imunizante, com intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações. Já as pessoas de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose da tríplice viral para serem consideradas vacinadas. Como parte da estratégia de busca ativa, as unidades de saúde identificam, por meio dos sistemas de informação em imunização, pessoas com esquema vacinal incompleto e realizam a convocação daquelas que estão com doses em atraso nas diferentes regiões da cidade. A vacinação está disponível em todas as UBSs, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, no mesmo horário, inclusive aos sábados e feriados. Para conferir a lista com os endereços das unidades, acesse o Busca Saúde.

aqui o cuidado não para


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VISITA À REDAÇÃO

Dra. Regina Maura e Fábio Belli apresentam propostas de campanha Saúde da mulher e programas de fortalecimento dos comércios locais das cidades estão entre as pautas defendidas

Divulgação

DA REDAÇÃO

R

ecebemos em nossa Redação na última quarta-feira, dia 5, a vice-prefeita de São Caetano do Sul, Regina Maura, e o comerciante Fábio Belli, ambos concorrerão às próximas eleições de outubro. Durante a conversa com os jornalistas, ficou patente que eles acreditam ter experiência suficiente em suas áreas de atuação para entender e atender às ne-

cessidades da população. POPULAÇÃO MAIS SAUDÁVEL Médica ginecologista e obstetra, especialista em gestão e economia da saúde, Regina Maura construiu uma trajetória de mais de três décadas dedicada à saúde pública, tornando-se uma das principais referências da área no Grande ABC. Agora, vice-prefeita de São Caetano e filiada ao PSD, foi homologada candidata a deputada fe-

deral nas eleições deste ano e pretende levar toda a expertise em gestão pública ao âmbito federal. Sua carreira reúne experiência clínica, gestão pública e formulação de políticas de saúde, tendo participado diretamente da modernização da rede municipal e da implantação de programas que contribuíram para consolidar o município entre os que apresentam os melhores indicadores de saúde do país.

A médica ginecologista Dra. Regina Maura e o comerciante Fábio Belli unem forças para levar luta das classes a Brasília e à Alesp

V E R E A D O R

R I C A R D O

T E I X E I R A

E

A N T O N I O

T E I X E I R A

OBRIGADA POR ME ENSINAR

O VALOR DA VIDA.

feliz dia a dos pais!! 0 9

D E

A G O S T O

À frente da Secretaria Municipal de Saúde, liderou projetos estruturantes voltados à ampliação e qualificação da assistência, coordenando equipes multiprofissionais e iniciativas voltadas à inovação da gestão pública. Se eleita para a Câmara dos Deputados, disse que vai defender pautas relacionadas à saúde, desmembradas em três vertentes: tratamento da endometriose e da menopausa , na saúde da mulher, para as pacientes do SUS ; atendimento aos idosos que vivem sozinhos em casa ; e, em terceiro lugar, a questão da violência contra a mulher. EMPREGO E RENDA PARA OS MUNICÍPIOS Nascido em Vila

Formosa, filho de um montador de móveis e de uma funcionária pública no ramo hospitalar, Fábio Belli conta que sempre se viu como vendedor. De família pobre, desde pequeno teve espírito empreendedor. Fez carreto em feiras-livres, vendeu geladinho no isopor e até firmou parceria com o dono de uma chácara que ficava defronte à sua casa e de quem vendia as couves. “Assim, garantia meu carretel de linha pra empinar pipas”, relembra. Iniciou a carreira profissional muito jovem, como representante comercial de grandes fábricas no ramo moveleiro. A primeira loja veio aos 26 anos, em São Caetano, expandindo posteriormen-

te para Ipiranga e para o Tatuapé. O comércio permanece no sangue, mas sempre encontrou dificuldades e achou-se parte de uma classe esquecida. Durante a trajetória de vida conheceu o empresário Omar Barakat Barakat, de quem se tornou grande amigo e que o aproximou do MDB, no qual é filiado e foi convidado a concorrer a uma cadeira na Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Caso se eleja deputado estadual, entre outros, destaca um projeto que batizou de Rede Cash, “o qual trará benefícios a comerciantes e consumidores. A ideia é fortalecer os comércios locais, gerando emprego e renda para os municípios.”


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MERCADO LIVRE

Procon Paulistano de olho em anúncios irregulares DA REDAÇÃO

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Procon Paulistano, órgão da Prefeitura de São Paulo, notificou a plataforma de comércio eletrônico Mercado Livre para prestar esclarecimentos sobre anúncios de placas de moto e carro, incluindo as de padrão Mercosul, ofertadas por vendedores cuja regularidade em relação ao credenciamento exigido pela legislação está sendo apurada. A plataforma terá dez dias para explicar ao Procon Paulistano, vinculado à Secretaria de Justiça, quais mecanismos utiliza para impedir a comercialização de placas por empresas sem o credenciamento exigido pela legislação. A medida faz parte do trabalho permanente de fiscalização do Procon Paulistano para coibir práticas que possam colocar consumi-

dores em risco ou contrariar a legislação. No comércio eletrônico, o órgão atua para promover maior transparência nas relações de consumo e impedir a oferta de produtos cuja fabricação ou comercialização dependam de autorização ou credenciamento específico. As placas estão à venda em sites na internet a preços baixos, em valores entre R$ 20 e R$ 30, e são de fácil instalação em motos roubadas. A prática facilita a ocultação da identidade dos criminosos e dificulta o rastreamento pela polícia. Os bandidos se aproveitam da enorme frota de motos, atualmente em torno de 1,3 milhão, e a facilidade para se dispersarem no trânsito intenso da cidade para cometer crimes graves e depois fugir. A notificação foi expedida após a equipe de fiscalização

identificar anúncios que podem estar em desacordo com a Resolução nº 969/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que restringe a fabricação e a estampagem de placas de identificação veicular a empresas devidamente credenciadas. A exigência busca assegurar a autenticidade, a rastreabilidade e a segurança do sistema de identificação veicular, além de proteger o consumidor contra ofertas irregulares. O Procon Paulistano ressalta que o não atendimento à notificação no prazo estabelecido poderá levar à adoção das medidas administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo a aplicação de multa, sem prejuízo da comunicação aos órgãos competentes e da eventual responsabilização civil e administrativa da empresa.

Fiscalização identificou ofertas que podem descumprir a legislação

Divugação


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TEATRO

Jabuticaba nasce no tronco, que tem nova temporada gratuita no Teatro Arthur Azevedo

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nspirado em casos reais de adoção, Jabuticaba nasce no tronco, novo trabalho da Cia. EmVersão, com direção, texto e idealização de Bernardo Fonseca Machado, ganha nova temporada gratuita no Teatro Arthur Azevedo, de 20 de agosto a 6 de setembro, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. O espetáculo é estrelado por Barroso, Fábia Mirassos, Jennifer Souza, Rodrigo de Castro e Vitória Cortez. Ambientado entre os anos de 1990 e 2008, na cidade de São Paulo, Jabuticaba nasce no tronco acompanha a trajetória de quatro crianças órfãs — Bento, Ifigênia, José e Miuza — que chegam juntas à casa de acolhimento de Maria, uma senhora viúva que recebe crianças para garantir sua subsistência.

Após um período de convivência e algumas visitas de casais interessados em adotar, cada uma delas segue para um destino diferente. Dezoito anos depois, os quatro se reencontram em um velório, momento em que precisam revisitar suas histórias e lidar com a busca por suas origens. Serviço: Jabuticaba nasce no tronco, com Cia. EmVersão Temporada: 20 de agosto a 6 de setembro de 2026. De quinta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. Teatro Arthur Azevedo - Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca. Ingressos: Grátis, distribuídos uma hora antes de cada sessão. Classificação: 10 anos. Duração: 130 minutos.


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ENTREVISTA

Cauã Reymond investiga o submundo do futebol em ‘Jogada de Risco’

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curiosidade de Cauã Reymond sobre o que rola fora das quatro linhas foi o ponto de partida para “Jogada de Risco”. Fascinado pelos bastidores do futebol, o ator transformou esse interesse em um projeto desenvolvido ao longo de cerca de seis anos e apostou em uma história que explora negociações, relações de poder e dilemas éticos. Para ele, essa inquietação não é apenas pessoal, mas compartilhada por milhões de brasileiros. “Minha ideia sempre foi contar os bastidores do futebol e eu percebi que as pessoas também tinham muita curiosidade em saber sobre isso”, afirma. Na série original Globoplay, Mauricio, papel de Cauã, é um exatacante de futebol que viu a carreira minguar por lesões e pela má administração do pai, Valdemar (Marcos Frota). Com a aposentadoria, ele migra para os bastidores decidido a emplacar como agente. Ao lado de Cris (Mariana Sena), sua grande parceira, ele aprende a proteger talentos enquanto negocia com dirigentes, mídia e patrocinadores. “Gosto de pensar que ele vai ascendendo como agente, aprendendo a driblar as dificuldades e a lidar com a sua própria ética. É aí que a série existe: no jogo por trás do jogo, num universo que mexe com o imaginário do Brasil e do mundo”, explica.

P – A trama de “Jogada de Risco” mergulha em um universo pouco explorado na ficção. O que mais despertou seu interesse nesse projeto? R – Minha ideia sempre foi contar os bastidores do futebol e eu percebi que as pessoas também tinham muita curiosidade em saber sobre isso. Vamos abordar o que a gente não vê no jogo: negociações, relações de poder, escolhas morais. É nesse universo que a série existe, no jogo por trás do jogo, que mexe com o imaginário do Brasil e do mundo. P – Apesar de a série não ser baseada em uma história real, ela traz um contexto esportivo muito autêntico. Como foi o trabalho de pesquisa? R – Antes do projeto entrar na Globo, eu fiz uma pesquisa gigantesca. Conversei com jogadores e agentes

chegou ao topo, viveu uma fase de artilheiro, jogou alguns jogos pela Seleção, mas teve a carreira interrompida por lesões e por uma gestão equivocada feita pelo próprio pai. Depois disso, abre um escritório para cuidar da carreira de outros atletas. Gosto de pensar que ele vai ascendendo como agente enquanto aprende a driblar as dificuldades e também a lidar com a própria ética.

Na série, o ator divide cenas com Juan Paiva e Ricardo Teodoro, colegas por quem nutre admiração e com quem já havia trabalhado anteriormente que fizeram e não fizeram tanto sucesso. Foi um processo muito rico. A série não é inspirada em fatos reais, mas é inspirada na realidade.

P – Ao longo da temporada, o

Maurício também carrega uma trajetória marcada por frustrações. Como esse passado influencia as escolhas dele? R – Ele foi um atacante que quase

P – Você está por traz da criação da série e ainda estreou na direção ao longo dos episódios. O que esse processo representou para você? R – Eu me dedico a “Jogada de Risco” há cerca de seis anos. Participei de todas as etapas, da idealização à construção do roteiro, da formação da equipe criativa e ainda dirigi algumas sequências. Foi um percurso intenso e muito enriquecedor. P – Mesmo após a Copa do Mundo, o assunto futebol segue em alta. Esse timing de lançamento foi proposital? R – Na verdade, pensamos a série para a Copa passada, mas esse tempo maior permitiu aprofundar algumas histórias e definir melhor os arcos. Eu sempre quis lançar perto de uma Copa e, felizmente, deu certo. O momento também provoca reflexões sobre o nosso futebol e a série levanta algumas dessas questões. P – Entre o fim de “Vale Tudo” e o início das gravações de “Jogada de Risco”, você teve pouco tempo para mudar completamente de personagem. Como foi essa transição? R – Foi difícil. Acabando “Vale Tudo”, eu já emendei “Jogada”. Tive apenas três semanas para dar tchau ao César e conhecer o Maurício. Eu precisava me despedir daquele personagem antes de mergulhar nesse novo universo. P – Depois de tantos anos envolvido com a série, qual é o sentimento de ver esse projeto indo ao ar? R – Minha vida sempre foi uma jogada de risco. Quando olho para o arco dramático da minha trajetória, de onde saí e onde estou hoje, sinto que percorri um caminho importante. Defender esse projeto durante tantos anos também foi uma grande aposta. Estou muito curioso para ver como o público vai receber essa história ao longo dos episódios.


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