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A vida de 222 famílias passou a ter outro ritmo desde a última terça-feira, dia 30, quando a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado entregaram os apartamentos do Residencial Ipê, na Mooca. > VEJA + PÁGINA 4


ENTREVISTA
Isabel Teixeira busca novos caminhos em
Apesar de estar emendando novelas, Isabel Teixeira conviveu com expectativas e nervosismo a estreia de “Quem Ama Cuida”. “Eu tenho um frio na barriga inexplicável, um nervosismo. E, para mim, é muito especial a chegada do público”, afirma. > VEJA + PÁGINA 7

A Secretaria Municipal da Saúde recomenda que, crianças com idade entre os 6 meses e os 11 meses e 29 dias sejam levadas até as unidades de saúde para receber a vacina contra o sarampo, que passa a ser disponibilizada na cidade em “dose zero”. > VEJA + PÁGINA 3


LevoVocê Turismo Lindo passeio com café da manhã Colonial na Queijos Itupeva e visita à Colônia Helvetia em Indaiatuba/SP.



editorialeditorialeditorial

POR BRUNO PANDA LOPES
Aevasão escolar raramente começa dentro da escola. Começa antes, quando o jovem deixa de enxergar sentido em estar ali. Quando falta perspectiva, a sala de aula deixa de ser caminho e passa a ser obrigação e é aí que o risco aumenta. Não porque a ausência do ensino empurre diretamente para o crime, mas porque derruba uma das principais barreiras de proteção que o jovem possui. Na prática, o crime não surge do nada: ele ocupa espaços. Onde faltam oportunidades, presença e vínculos reais, alguém ou algo preenche o vazio, e o jovem que já se sente invisível torna-se alvo fácil. Há um ponto pouco discutido: o pertencimento. Todo indivíduo precisa sentir que faz parte de algo. Quando esse sentimento não vem da escola, da família ou da comunidade, tende a surgir em outros lugares, e o crime organizado explora isso. Por outro lado, quando o jovem encontra um espaço onde é visto, cobrado e valorizado, o cenário muda. O esporte, além de técnica, constrói disciplina, rotina, referência e identidade; muitas vezes é o primeiro ambiente em que esses jovens percebem seu valor e que alguém acredita neles. Não resolve tudo, mas é um ponto de partida. Segurança pública, educação e políticas sociais precisam caminhar juntas, contínuas e integradas. Ignorar o pertencimento é ignorar parte essencial da equação. A questão não é só evitar que o jovem entre no crime, mas garantir que ele tenha outras possibilidades antes de precisar escolher e isso começa quando deixa de ser invisível.
Panda
é
lista em Direitos Humanos e autor do livro “Protetores: o livro das magias ambíguas”

POR
WELINGTON ROCHA
Não há como negar que um déficit superior a R$ 3 bilhões em um único trimestre seja alarmante. Ainda que parte desse valor esteja ligada a contingências que podem ou não se concretizar no curto prazo o alerta permanece. E, como apontam auditores independentes, essas provisões podem estar superestimadas ou subestimadas, exigindo revisão criteriosa da administração dos Correios. Mesmo assim, é pouco provável que os empréstimos bilionários concedidos por consórcios de bancos sejam integralmente pagos, mesmo no longo prazo. A tendência continua sendo a mesma: a conta recai sobre o Tesouro, e, portanto, sobre os contribuintes.
Apesar de alguns avanços recentes em digitalização, logística e serviços financeiros, a situação estrutural não mudou de forma significativa. Como em qualquer empresa, a saída para a crise passa por dois caminhos aumento de receita e redução de custos mas não nessa ordem. O aumento de receita é desejável, porém lento. Depende de competitividade, inovação, qualidade de serviço e capacidade de operar em um mercado cada vez mais dominado por gigantes privados da logística. A transição para “uma plataforma de serviços mo-
derna, ágil e integrada à economia digital”, embora necessária, exige tempo, investimento e qualificação de pessoal três fatores que os Correios têm dificuldade de mobilizar na escala necessária. Por isso, a Prioridade Zero continua sendo reduzir custos. Não cortes marginais, mas reduções profundas. Isso exige mais que diagnóstico: exige coragem da alta administração para enfrentar ociosidades, sobreposições de atividades, estruturas inchadas e contratos que repassam ineficiências de fornecedores para a empresa. É preciso responder perguntas incômodas: os custos administrativos são compatíveis com a realidade? Onde estão imóveis, máquinas e equipes subutilizadas? Quais processos se duplicam entre agências e áreas administrativas? Quem está cobrando caro por serviços que não entregam eficiência?
Nada disso será resolvido sem um modelo de gestão orientado pela lógica de empresas privadas algo que, apesar de tentativas recentes, ainda não caracteriza plenamente os Correios. Daí a conclusão que permanece atual: a menos que a sociedade aceite continuar financiando prejuízos recorrentes, a única solução estrutural seria a desestatização. Mas, no cenário político de 2026, essa possibilidade segue distante.
Welington Rocha é presidente da FIPECAFI e professor sênior da FEA-USP



POR ALESSANDRA ANDRADE
Acapital paulista, em meio ao seu rico patrimônio histórico, arquitetônico e urbanístico, também se destaca como avançado hub de tecnologia. Para traduzir isso em dados concretos, realizamos, na São Paulo Negócios, o inédito estudo “Avança Tech / Inteligência Artificial”, ouvindo 52 representantes do ecossistema ligado ao tema.
Estimamos que o setor tenha movimentado R$ 1,7 bilhão na cidade em 2025. As áreas internas das empresas desenvolvedoras de IA que mais utilizam a tecnologia são o marketing e vendas (14,5%), tecnologia da informação (13,6%) e administrativo-financeiro (12,1%).
Dentre os entrevistados, 21,4% revelaram que têm parcerias com hubs de tecnologia e inovação, 18,8%, com startups e 18,2, com instituições de ensino e pesquisa. Cabe enfatizar que nosso estudo confirma que São Paulo é “a capital da inovação” no Brasil, reunindo 223 mil empresas que operam com soluções tecnológicas. Também foi o primeiro município do País a receber as certificações para Cidades Inteligentes (ISO 37.122), Resilientes (ISO 37.123) e Sustentáveis (ISO 37.120).
Nos últimos quatro anos, o
gazeta
Amunicípio foi responsável por 684 patentes internacionais, 24.349 artigos científicos e 1.587 negócios de capital de risco, respondendo por 1,02% de toda a inovação produzida no mundo. Também figura no 44º lugar dentre os centros urbanos globais com maior desenvolvimento de IA, segundo a Academia Brasileira de Ciências.
Esse potencial é confirmado pelos respondentes do estudo, pois 32,6% deles afirmaram que o mercado de IA na capital paulista está mais avançado do que em todas as demais regiões brasileiras e da América Latina.
Outro dado relevante é que ocupamos o segundo lugar no nosso continente e o 21º no mundo em número de profissionais de tecnologia. A invejável posição tecnológica tem sido estimulada por um consistente arcabouço legal do município e iniciativas como o programa Sampa Sandbox (que permite testar modelos de negócio inovadores sob supervisão do poder público) e o Distrito de Inovação, que integra empresas de base tecnológica, centros de pesquisa, universidades, investidores e startups.
Não é sem razão que São Paulo é uma cidade cada vez mais inteligente!
Alessandra Andrade é presidente da São Paulo Negócios, agência de promoção de investimentos e exportações
O QUE ERA NOTÍCIA EM 9 de julho de 2006
EDIÇÃONº 1009
maior expectativa da festa esteve voltada para a feira de artesanato com a apresentação de materiais reciclados, a arte e confecção de costureiras. A festa de aniversário do 26° ano de emancipação política do Itaim Paulista, promovida pela Subprefeitura, transcorreu em três dias, 23, 24 e 25 de junho, com muitas festividades espalhadas pelo bairro. Grandes nomes da música popular brasileira, como Rick e Renner, Mauricio Manieri, Grupo Tradição, Ceceu Muniz, Ronnie e Rangel, fizeram o show com a Rádio Nativa.
A Festa das Nações apresentou variadas culturas
com danças e comidas típicas, das colônias russa, portuguesa, árabe e japonesa.
LUTAS DE BOXE
A galera presente ficou atenta à luta de boxe, que foi contemplada com a presença do campeão Eder Jofre, e lutadores de outros municípios, como Poá, Itaquá, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Suzano, Bertioga com o boxe feminino, e participação importante da Liga do Boxe Alto Tietê filiada à Confederação Brasileira de Boxe, e à Febesp-Federação de Boxe do Estado de São Paulo, que se responsabilizou pela seqüência de lutas.


Vacinação aos sábados ocorre nas AMAs/UBSs Integradas e o imunizante segue disponível para demais faixas etárias conforme calendário

DA REDAÇÃO
ASecretaria Municipal da Saúde (SMS) recomenda que, crianças com idade entre os 6 meses e os 11 meses e 29 dias sejam levadas até as unidades de saúde para receber a vacina contra o sarampo, que passa a ser disponibilizada na cidade de São Paulo em “dose zero”. A medida, que segue a orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, ocorre após registro de três casos de sarampo na capital, relacionados possivelmente à importação.
A doença é prevenida por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, aplicada aos 12 meses de idade, e da vacina tetraviral, administrada aos 15 meses, que também inclui proteção contra varicela. De acordo com



o calendário vacinal, pessoas de 5 até 29 anos de idade e trabalhadores da saúde devem ter duas doses de vacina (com intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações); e pessoas de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose da vacina SCR, para serem consideradas vacinadas.
PLATAFORMA BUSCA SAÚDE
Aos sábados, a vacinação está disponível nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas, das 7 às 19 horas. Durante a semana, o serviço ocorre em todas as 482 UBSs da capital, no mesmo horário. A população pode encontrar a unidade mais próxima pela plataforma Busca Saúde: http://buscasaude.prefeitura. sp.gov.br/ . A pasta intensificará ainda a busca ativa de pessoas suscetíveis, isto é, não vacinadas


ou com a vacinação incompleta, em diversas regiões da cidade.
CASOS Foram confirmados três casos de sarampo no município de São Paulo, após investigação laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Fiocruz-RJ. As origens estão em investigação e, possivelmente, estão relacionados à importação. O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa. Os grupos mais vulneráveis incluem crianças menores de 5 anos, pessoas desnutridas e indivíduos imunodeprimidos. A transmissão ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo a pessoas não vacinadas. A vacina tríplice viral é a única forma eficaz de prevenir a doença e tem sua eficácia amplamente comprovada.



DA REDAÇÃO
Avida de 222 famílias passou a ter outro ritmo desde a última terça-feira, dia 30, quando a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado entregaram os apartamentos do Residencial Ipê, na Mooca. O empreendimento, construído em terreno disponibilizado pela Administração Municipal, por meio da Parceria Público-Privada (PPP) da Habitação, garante moradia digna e reforça a política habitacional desenvolvida em conjunto pelos dois governos.
BOA LOCALIZAÇÃO
Com esta ação, a Prefeitura alcança a marca de 12.249 moradias entregues entre 2025 e 2026. Desde 2021, já são 20.136 unidades habitacionais entregues, consolidando o maior programa habitacional da história da cidade.
Durante a cerimônia, o prefeito Ricardo Nunes destacou a boa localização do conjunto habitacional. “Vocês estão recebendo seus apartamentos em um lugar muito bacana, lo-

calizado a pouco mais de 1km da estação Bresser do metrô, a 200 metros das linhas de ônibus, a 10 minutos de caminhada da UBS e da UPA Mooca. É uma alegria muito grande realizar essa entrega hoje”, declarou o prefeito Ricardo Nunes, que complementou: atualmente temos 43 mil unidades habitacionais em construção, além das que já foram entregues.
O governador Tarcísio de Freitas, que também esteve presente, enfatizou que nunca foram entregues tantas casas na cidade de São Paulo. “A Prefeitura de São Paulo tem o maior programa habitacional da sua história, assim como o governo do Estado. Nós já realizamos o sonho de 90 mil famílias da casa própria, e temos mais de 115
Divulgação

mil em obras. Hoje é um dia de agradecimento, esse prédio ficou muito bonito, e vai mudar a vida das famílias. Mudem logo para assistir ao jogo do Brasil no domingo na casa nova, em um almoço de família especial”.
O Residencial Ipê recebeu investimento de R$ 40 milhões. Pelo convênio firmado entre Município e Estado, 135 apartamentos foram destinados a famílias cadastradas pela COHAB-SP e outros 87 à demanda da CDHU.
SOBRE O CONDOMÍNIO
Localizado em uma região consolidada da Mooca, o empreendimento oferece acesso facilitado ao transporte público e a diversos equipamentos urbanos, como estação de metrô, creches, escolas, Unidade Básica de Saúde (UBS) e o Parque da Mooca.
O Residencial Ipê é formado por três torres de nove pavimentos, com
apartamentos de aproximadamente 50 metros quadrados. Todas as unidades têm dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e lavanderia, sendo sete adaptadas para pessoas com deficiência.
MELHORIAS
URBANAS
Como parte da implantação do empreendimento, a Prefeitura realizou uma série de intervenções para qualificar o entorno. Foram entregues uma praça pública, a abertura da Rua Telmo Giolito Porto, ligando as ruas dos Trilhos e Bresser, com investimento de R$ 2,4 milhões, e a requalificação da Avenida Paes de Barros, que recebeu R$ 14,2 milhões para melhorar a mobilidade, os espaços públicos e a infraestrutura da região.
O Residencial Ipê integra um amplo conjunto de investimentos que vem transformando a Mooca e o Brás em um dos principais polos da política habitacional da capital. Também
por meio da PPP Municipal da Habitação estão em implantação os empreendimentos Bresser I, com 543 unidades; Bumerangue III, com 351 apartamentos; e Bumerangue I, com 847 moradias. Juntos, eles somam mais de 2.200 novas unidades destinadas à Habitação de Interesse Social (HIS) e à Habitação de Mercado Popular (HMP).
MODELO DA PPP
O Residencial Ipê foi construído por meio da PPP Pode Entrar, modalidade do maior programa habitacional da história da cidade de São Paulo. Nesse modelo, a iniciativa privada é responsável pela implantação, manutenção e conservação dos empreendimentos durante o período da concessão, enquanto a Prefeitura realiza a contraprestação contratual conforme a entrega das unidades. As famílias beneficiadas também contribuem com o pagamento dos imóveis de acordo com as regras do programa. Os apartamentos foram financiados pela CDHU por meio da Carta de Crédito Associativo, destinada a famílias com renda de até cinco salários-mínimos, prioritariamente oriundas de áreas de risco, beneficiárias de auxílio-moradia ou inscritas em editais públicos da Companhia. Durante as obras, os futuros moradores ficam isentos de qualquer pagamento. A primeira prestação é quitada apenas 30 dias após a entrega das chaves. O Governo do Estado também assume, durante a construção, despesas como ITBI, registro em cartório e seguro por morte ou invalidez permanente.

A população feminina entre 50 e 74 anos pode realizar a mamografia de forma espontânea nas carretas, sem necessidade de pedido médico ou agendamento prévio

DA REDAÇÃO
Graças ao Programa Mulheres de Peito, a população feminina entre 50 e 74 anos pode realizar a mamografia de forma espontânea nas carretas, sem necessidade de pedido médico ou agendamento prévio, somente do RG e cartão SUS. Já mulheres de 35 a 49 anos e aquelas com 75 anos ou mais precisam apresentar pedido médico para realizar o exame.
Todo o procedimento é gratuito. As imagens da mamografia são entregues logo após o exame, enquanto o laudo fica disponível pela internet em até 48 horas. No momento do atendimento, cada paciente recebe um protocolo com login e senha para acessar o resultado pelo celular ou computador.
Caso seja identificada alguma alteração, a paciente é encaminhada para uma unidade de referência do SUS, onde realiza exames complementares e, se necessário, inicia o tratamento. Além das carretas, o Governo de São Paulo também oferece agendamento gratuito de mamografia na rede fixa por meio do telefone 0800 779 0000. Mulheres de 50 a 74 anos também podem realizar o exame sem pedido médico.
A detecção precoce do câncer de mama está associada a maiores chances de cura e permite tratamentos menos agressivos. Por isso, especialistas reforçam a importância de manter os exames preventivos em dia e procurar avaliação médica sempre que houver alterações nas mamas.
SP POR TODAS
SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira que viabiliza serviços exclusivos para elas. Essas frentes estão nos pilares da gestão e incluem novas soluções lançadas em março de 2024. Um dos destaques é o auxílio-aluguel de R$ 500 para vítimas de violência doméstica. Também houve ampliação do monitoramento permanente de agressores com uso de tornozeleiras; o lançamento do aplicativo SPMulher Segura, que conecta a polícia de forma direta e ágil caso o agressor se aproxime; e a criação de novas salas da Delegacia da Defesa da Mulher 24 horas.


Há um cemitério, um caixão e uma amiga que partiu. E surpreendentemente, muito riso. É nesse território incomum, entre a dor da despedida e a graça de uma vida inteira de cumplicidade, que Arlete Salles estreia seu novo espetáculo, “Mande Notícias do Mundo de Lá”, dia 11 de julho de 2026, no Teatro Fernando Torres. Escrito e dirigido por Carlos Jardim, o espetáculo marca um divisor de águas na trajetória de uma das atrizes mais celebradas do país que, depois de décadas, encara o primeiro monólogo da sua carreira. A temporada vai até 2 de agosto, sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Em cena, Arlete Salles dá vida a Eulália Eugênia, uma mulher exuberante e cheia de histórias de pavor da morte. Ain-


da assim, ela precisa enfrentar seu pior pesadelo: ir ao cemitério dar adeus a Rosimere, amiga de muitos anos e de muitas aventuras. Como ninguém mais compareceu ao velório, é Eulália quem se aproxima do caixão para que a amiga saiba que não foi totalmente abandonada, e ali, entre lembranças e implicâncias antigas, nasce o humor afiado e a emoção genuína.
SERVIÇO:
Temporada: De 11 de julho de 2026 a 2 de agosto de 2026 Horários: Sábados, às 20h | Domingos, às 19h - Teatro Fernando Torres
Endereço: Rua Padre Estevão Pernet, 588, Tatuapé.
Duração: 70 minutos
Valores: Entre R$65 e R$140
Antecipados: https://bileto. sympla.com.br/event/121521

Destaque em novelas da Globo nos últimos anos, Isabel Teixeira vê o atual momento da carreira como uma reinvenção. Mesmo depois de décadas dedicadas à atuação, a atriz, que vive a vilã Pilar em “Quem Ama Cuida”, afirma que continua aprendendo e enxerga cada novo desafio na televisão como parte desse processo de renovação profissional. “Ao mesmo tempo que estou há décadas nessa profissão, também estou chegando agora. Letícia Colin É muito simbólico você viver a vida inteira em um ofício e ela se renovar por dentro, a gente começa a apreender cada vez mais”, vibra.
Na trama de Walcyr Carrasco, Pilar é uma mulher amargurada e tem inveja do sucesso do irmão Arthur (Antônio Fagundes). Acha que, por ser mulher, nunca teve as mesmas chances que ele. Viveu da pensão do ex-marido, no passado e mais tarde sobreviveu da mesada de Arthur. Com a morte do irmão, quer pegar para si a fortuna que ele deixou para a viúva, Adriana, papel de Letícia Colin.
A personagem ficou viúva duas vezes. Culpa a filha, Brigitte (Tatá Werneck) por ter abdicado de sua carreira e ter perdido seus melhores anos de juventude, mas não pensa isso de Ingrid (Agatha Moreira) e Rafael (João Vitor Silva), filhos do homem que ela considera ter sido seu grande amor. “A Pilar acredita na justiça, mas sob o ponto de vista dela. É importante dizer que ela só consegue enxergar a si mesma. Isso define a personagem”, afirma.
P
– Sua história com a tevê ainda é recente, mas tem encarado uma trajetória ascendente diante do vídeo. Como tem lidado com esse momento de crescimento na televisão?
R – Quero estar em movimento. Eu não paro de me movimentar. Sou uma aprendiz da televisão e quero continuar sendo. É muito simbólico viver a vida inteira num ofício e sentir que ele se renova por dentro. A gente começa a aprender cada vez mais.
P
– Como assim?
R – A Globo me deu uma oportunidade muito importante de aprendizado. Fiz uma vilã na novela das seis, depois outra na novela das sete, vivi experiências diferentes e agora me sinto pronta, na minha maturidade teledramatúrgica,

para esse desafio.
P – Em “Quem Ama Cuida”, você tem dividido cena com grandes nomes da tevê. Como tem sido essa troca nos bastidores?
R – Isso influencia muito. Eu olho para o Tony (Ramos), para o (Antônio)
Fagundes, e eles estão em movimento. Esse elenco tem muita troca. A gente não aprende novela na escola, aprende vendo, observando quem está ao nosso lado. A gente tem de lidar com vocação, preciso lembrar que sou uma atriz, então, peço permissão e me firmo na estrada e entro
na brincadeira, porque eles dois sabem brincar como ninguém. Está sendo muito incrível conviver com pessoas que eu tanto admiro, são duas figuras que praticamente fazem parte da nossa família.
P – Você engatou uma série de vilãs nas novelas nos últimos anos. Como tem sido essa construção?
R – Eu adoro as vilãs do Walcyr. Ele tem uma marca muito própria. São personagens com muitas camadas para explorar. “Amor à Vida”, por exemplo, é uma referência gigantesca para mim. Ele domina essa linguagem da novela das nove e é um rei da obra aberta. Me sinto pronta para viver esse desafio. Tenho, inclusive, pensado muito na Perpétua enquanto vivo a Pilar.
P – Por quê?
R – Eu assisti à Perpétua quando ainda era criança e a odiava muito a personagem. Acho que isso faz parte da função de uma grande vilã. É uma referência muito forte para mim.
P – A novela está no ar há dois mês. Já tem sido a resposta do público?
R – Escuto muito que amam odiar a Pilar. Essa é a ideia. Dependendo do autor e do estilo da novela que a gente está fazendo, essa é uma das funções da vilã: fazer o público odiá-la. Eu adoro esse termo “amar odiar” e me sinto honrada de ser tão odiada (risos). O que é, talvez, uma coisa até interessante, né? Canalizar o ódio nacional em um personagem de ficção em um momento de um Brasil que a gente pode ter muitas polaridades. Então, eu entro no carro e o motorista fala: “minha mãe está odiando você”. Eu digo: “fala para ela xingar bastante, que é pra xingar mesmo” (risos).
P – A Pilar acredita que está fazendo a coisa certa ou ela sabe exatamente até onde está disposta a ir para defender os próprios interesses?
R – Tudo é sob esse ponto de vista. Então, ela não consegue enxergar os outros e se acha vítima de todas as situações. Ao mesmo tempo, é muito estrategista: ela arma situações para realizar a justiça dela. Ela tem uma inteligência, nesse sentido, mal utilizada. Defino a Pilar assim: muito vaidosa, com uma autoestima elevadíssima, como nunca vista. Para mim, estão os pontos principais. E ela também é muito ligada à família. Diz ser, né?



