Prefeitura inaugura o 124º parque da cidade
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A Prefeitura de São Paulo inaugurou, no último dia 7, o Parque da Mooca Vereador José Índio, um novo marco de recuperação ambiental e qualifi cação urbana da Zona Leste. Este é o 124º parque da cidade e o 16º parque entregue pela gestão de Ricardo Nunes. > VEJA + PÁGINAS 4 e 5 MOOCA






ENTREVISTA

Daniel de Oliveira comemora reação imediata a ‘Coração Acelerado’
Depois de anos distante das novelas tradicionais, Daniel de Oliveira reencontrou em Alaorzinho um personagem capaz de devolver um prazer antigo: acompanhar a repercussão quase instantânea do público. Em “Coração Acelerado”, novela das 19h da Globo. > VEJA + PÁGINA 7

Vagas em feiras de artesanato
A Prefeitura de São Paulo está com inscrições abertas para artesãos e manualistas interessados em participar das feiras de artesanato do Mãos e Mentes Paulistanas. Na Zona Leste, os eventos acontecerão no Mercado Municipal da Penha e Mercado Municipal de Vila Formosa. > VEJA + PÁGINA 3

Uma cidade cada vez mais tecnológica e inteligente

POR ALESSANDRA ANDRADE
Acapital paulista, em meio ao seu rico patrimônio histórico, arquitetônico e urbanístico, também se destaca como avançado hub de tecnologia. Para traduzir isso em dados concretos, realizamos, na São Paulo Negócios, o inédito estudo “Avança Tech / Inteligência Artificial”, ouvindo 52 representantes do ecossistema ligado ao tema. Estimamos que o setor tenha movimentado R$ 1,7 bilhão na cidade em 2025. As áreas internas das empresas desenvolvedoras de IA que mais utilizam a tecnologia são o marketing e vendas (14,5%), tecnologia da informação (13,6%) e administrativo-financeiro (12,1%). Cabe enfatizar que nosso estudo confirma que São Paulo é “a capital da inovação” no Brasil, reunindo 223 mil empresas que operam com soluções tecnológicas. Também foi o primeiro município do País a receber as certificações para Cidades Inteligentes, Resilientes e Sustentáveis. Nos últimos quatro anos, o município foi responsável por 684 patentes internacionais. Esse potencial é confirmado pelos respondentes do estudo, pois 32,6% deles afirmaram que o mercado de IA na capital paulista está mais avançado do que em todas as demais regiões brasileiras e da América Latina. Outro dado relevante é que ocupamos o segundo lugar no nosso continente e o 21º no mundo em número de profissionais de tecnologia. A invejável posição tecnológica tem sido estimulada por um consistente arcabouço legal do município e iniciativas como o programa Sampa Sandbox (que permite testar modelos de negócio inovadores sob supervisão do poder público) e o Distrito de Inovação, que integra empresas de base tecnológica, centros de pesquisa, universidades, investidores e startups. Não é sem razão que São Paulo é uma cidade cada vez mais inteligente!
Segurança
Segurança pública no Tatuapé: é hora de fortalecer quem protege a sociedade

POR
WALTER CIGLIONI
OTatuapé é reconhecido como um dos bairros mais importantes, desenvolvidos e valorizados da cidade de São Paulo. Sua forte atividade comercial, seus serviços, suas escolas, hospitais e áreas de convivência fazem da região uma referência de qualidade de vida. No entanto, cresce entre moradores, comerciantes e trabalhadores uma preocupação que não pode mais ser ignorada: a segurança pública. Nos últimos anos, a sensação de insegurança passou a fazer parte da rotina de muitas famílias. Furtos, roubos de celulares, crimes patrimoniais e a presença crescente de indivíduos envolvidos com atividades ilícitas têm gerado apreensão entre aqueles que trabalham e vivem na região. É fundamental destacar que as forças de segurança têm realizado um trabalho digno de reconhecimento. O 30º Distrito Policial do Tatuapé, atualmente comandado pelo delegado Marcos Galli Casseb, tornou-se referência pela seriedade, profissionalismo e eficiência de suas investigações. Trata-se de um policial altamente preparado, que conduz sua equipe com competência e compromisso público, buscando diariamente respostas para os desafios da criminalidade urbana.
Também merece destaque os policiais militares que atuam na região e enfrentam diariamente situações de risco, muitas vezes colo-
cando a própria vida em perigo para garantir a proteção da população. O problema é que, muitas vezes, o esforço das polícias Civil e Militar não encontra o mesmo resultado esperado pelo cidadão. A população observa criminosos sendo presos e, pouco tempo depois, retornando às ruas. Essa percepção gera descrença e alimenta o sentimento de impunidade. Não se trata de questionar garantias constitucionais ou o direito à ampla defesa, pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito. Mas é legítimo discutir se o sistema está conseguindo equilibrar adequadamente os direitos individuais e a proteção da sociedade. O combate ao crime exige investimentos em inteligência policial, tecnologia, integração entre instituições e fortalecimento das estruturas de investigação. Mais do que aumentar efetivos, é necessário ampliar a capacidade do Estado de prevenir e desarticular organizações criminosas. O Tatuapé merece continuar sendo um bairro seguro e acolhedor. Valorizar nossas forças de segurança e aperfeiçoar os mecanismos de justiça é um compromisso que interessa a toda a sociedade.
Walter Ciglioni é Jornalista, graduado em Jornalismo e Relações Públicas foi candidato ao Governo do Estado de São Paulo em 2014 e ainda e Integrante da OAB-SP nas Comissões de Cidadania e Formação Política, além das Comissões Especiais de Política Criminal e Penitenciária, Direito Tributário, Direito Internacional e Direito Constitucional.


sociedade
Cultura como campo de disputa política

POR DEYVID CORREA
Durante muito tempo, tratamos a cultura como se fosse uma moldura: algo acessório, bonito, talvez, mas secundário. A política, dizíamos, estava nas urnas, nos partidos, nos palácios. A cultura ficava para o cinema, a música, a televisão, as redes, esse vasto território do “não tão importante”.
O erro foi justamente esse. Cultura não acompanha a política de fora; ela prepara o terreno em que a política se torna possível. Enquanto uns discutiam a política do poder, outros disputavam o poder da política pela via da cultura.
Hoje, no Brasil e fora dele, já não parece razoável separar uma coisa da outra. A linguagem molda a percepção; a percepção molda o juízo; e o juízo, cedo ou tarde, encontra a urna, a rua ou a lei. Quem domina o imaginário popular não governa apenas gostos, mas inclinações, simpatias e repulsas.
O que mais me chama atenção nesse processo é a nossa demora em percebê-lo. Há quem ainda ache que falar de cultura é perder tempo; eu diria o contrário: é perder menos tempo do que perder o terreno inteiro. O Brasil de hoje mostra, com certa ironia, que
gazeta há 20 anos
Aa sociedade nem sempre pensa primeiro e sente depois. Muitas vezes, sente primeiro, repete depois e só muito mais tarde pensa. Quem ignora isso renuncia a compreender o país real, que não mora apenas nos gabinetes, mas também nas telas, nas músicas e nas conversas de esquina.
Negligenciar a cultura é renunciar a influência. Quem não participa da formação lenta do senso comum acaba chegando tarde ao debate, quando a sensibilidade coletiva já foi moldada por outros, e a política, nesse estágio, passa a disputar efeitos de algo que começou muito antes.
Se isso é verdade, a mudança precisa começar por uma revisão de postura. Não basta denunciar hegemonias; é preciso construir presença. Isso significa formar artistas, escritores, professores, comunicadores, produtores culturais e gente capaz de criar linguagem, ocupar meios e falar com o país real e não apenas com o País dos convertidos.
Influência duradoura não nasce de indignação ocasional, mas de presença paciente. Quem abandona a cultura ao adversário pode até ganhar um debate, mas dificilmente ganhará uma geração.
Deyvid Correa é advogado especialista em Direito Societário e Planejamento Patrimonial e Sucessório
O QUE ERA NOTÍCIA EM 18 de junho de 2006 EDIÇÃONº 1006
CIC Leste perde serviços
secretária da Justiça, Eunice Prudente, vistoriou, no dia 9, a unidade do Centro de Integração da Cidadania (CIC Leste Itaim Paulista), para avaliar os estragos causados por um incêndio criminoso provocado na madrugada do dia 15 de maio. Estiveram presentes representantes de associações de moradores da Zona Leste, entidades sociais, autoridades policiais, jurídicas e membros da coordenadoria do Centro de Integração da Cidadania. O prédio em que funcionavam diversas atividades de atendimento
ao público, como defesa do consumidor, carteira de trabalho documento de identidade, entre outros, ficou completamente inutilizável. A implosão do prédio ocorreu no dia 14 de junho na presença de representantes e líderes comunitários. A implosão foi coordenada pela Subprefeitura local e a limpeza do terreno deve durar pelo menos uma semana. PROTEÇÃO SOCIAL
Segundo juiz José Maurício Conte, a unidade de atendimento judicial, anexa ao prédio afetado, não sofreu danos e o serviço continua sendo feito normalmente.

PAULISTANAS
500 vagas para feiras de artesanato

Inscrições para ações do Mãos e Mentes Paulistanas seguem abertas até 14 de junho, com eventos em todas as regiões da cidade
DA REDAÇÃO
APrefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), está com inscrições abertas para artesãos e manualistas interessados em participar das feiras de artesanato de julho do Mãos e Mentes Paulistanas, programa municipal de incentivo ao setor.
Ao todo, serão disponibilizadas 535 vagas gratuitas, distribuídas em 17 localidades em todas as regiões da capital. Na Zona Leste, os eventos acontecerão no Mercado Municipal da Penha e Mercado Municipal de Vila Formosa.
A iniciativa amplia o acesso ao mercado para empreendedores manuais,
promovendo oportunidades de geração de renda, visibilidade e fortalecimento de marca.
Para participar, os empreendedores contam com estrutura completa de barracas fornecida pelo programa, garantindo condições adequadas de exposição, padronização e comercialização dos produtos.
As inscrições podem ser realizadas até 14 de junho, para as feiras de interesse.
A seleção será realizada, em sua maioria, por sorteios ao vivo, transmitidos no canal oficial do programa no YouTube. Em
• Inscrições até 14 de junho no site da Prefeitura
• Data: 11 e 25 de julho de 2026
• Horário: 10 às 19 horas
• Vagas: 10 vagas por período
• Local: Mercado Municipal da Penha
• Endereço: Av. Gabriela Mistral, 160 - Penha de França. Feira de Artesanato Mercado Municipal de Vila Formosa
• Inscrições até 14 de junho no site da Prefeitura
• Data: 03 e 04, 10 e 11, 17 e 18, 24 e 25 de julho de 2026
• Horário: 10 às 19 horas
• Vagas: 08 vagas por








PARQUE DA CIDADE
Mooca é contemplada
DA REDAÇÃO
APrefeitura de São Paulo inaugurou, no último dia 7, o Parque da Mooca Vereador José Índio, um novo marco de recuperação ambiental e qualificação urbana da Zona Leste. O espaço transforma uma antiga área industrial em um parque público de 47.478 m² voltado ao lazer, à convivência e ao contato com a natureza. Este é o 124º parque da cidade e o 16º parque entregue pela gestão do prefeito Ricardo Nunes desde 2021, período em que foram incorporados mais de 5,4 milhões de metros quadrados de áreas verdes ao patrimônio ambiental da cidade.
“Hoje é um dia muito importante para a Zona Leste e para a Mooca. Estamos entregando este novo parque e prestando uma homenagem ao Zé Índio, que foi um grande batalhador e defensor desta região”, disse o prefeito Ricardo Nunes. Ele ainda comentou que a inauguração marca uma série de iniciativas voltadas ao meio ambiente neste mês. “O Junho Verde terá mais de 300 atividades e marca o avanço de novas ações ambientais na cidade. Além do início das obras do Parque Itapaiúna, estamos ampliando o monitoramento dos parques com tecnologia capaz de detectar focos de calor e permitir respostas mais rápidas no combate a incêndios”, destacou Ricardo Nunes.
O parque homenageia o vereador José Índio (1937 - 2019), uma importante liderança da Mooca, que teve longa trajetória na Câmara Municipal de São Paulo e também atuou como deputado federal, deixando sua marca na vida pública da cidade. A viúva de José Índio, Rosimeire do Nascimento, se emocionou com a homenagem. “Zé Índio lutou por esse bairro. Não era nascido aqui, porque ele era do Recife, mas chegou aqui aos 21 anos de idade e quando Deus o chamou, ele já tinha 82. Então, mais da metade da vida dele foi aqui nesse bairro, que ele amava demais.”

Com 47.478 m², o parque nasce do compromisso com a sustentabilidade e a integração urbana, sendo uma das ações centrais do Junho Verde 2026.
A viabilização do projeto foi possível graças a uma parceria com a iniciativa privada: a construtora Eztec doou a área à Prefeitura por meio do mecanismo de Transferência do Direito de Construir (TDC), com investimento de R$ 12 milhões nas obras, agora sob gestão da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Ao destacar a importância da inauguração, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Wanderley Soares, afirmou que a entrega
do novo parque integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da agenda ambiental da cidade. Segundo ele, a Prefeitura tem investido em áreas verdes, parques, arborização, recursos hídricos e adaptação climática, dentro de um conjunto de ações que somam R$ 130 bilhões em investimentos no quadriênio. “São Paulo vive um novo momento na agenda ambiental. A Prefeitura está olhando para o meio ambiente como parte central do planejamento da cidade”, afirmou.
O projeto foi concebido para ser um ponto de encontro, lazer e bem-estar. Em seu coração, uma figueira
centenária foi preservada e valorizada pelo paisagismo, que também desenhou um percurso principal de aproximadamente 800 metros para conectar todas as atrações. Entre os destaques estão playgrounds com brinquedos inclusivos, academia ao ar livre, cachorródromo, anfiteatro natural, mirante e áreas de contemplação. ATIVIDADES FÍSICAS
A chegada do parque foi celebrada pelos frequentadores já neste primeiro dia. “Antes, não tínhamos um local tão agradável e bem cuidado perto de casa. É um excelente espaço para passear, trazer os pets e valorizar ainda mais o nosso bairro”, conta a aposen-
tada Sueli Barbosa, de 56 anos, moradora da região há cinco anos.
Para quem busca uma pausa na rotina, o parque oferece um refúgio em meio à cidade. “É um lugar de escape para quem trabalha muito. Podemos praticar atividades físicas, fazer um piquenique e aproveitar com a família. Ficou muito bonito”, destaca o médico Eldson Ferreira, de 39 anos.
PONTO DE CONVIVÊNCIA
A importância do espaço como ponto de convivência também foi ressaltada pela fisioterapeuta Carolina Souza, que visitou o local com o marido e a filha, Cecília, de dois meses. “É fundamental ter áreas como esta para a convivência e o contato com a natureza. Isso transforma a interação entre as pessoas”, afirma.
A inauguração reforça a expansão das áreas verdes na Zona Leste. Desde 2021, a região recebeu os parques Fazenda da Juta, Cabeceiras do Aricanduva, Jardim Primavera e, agora, o Parque da Mooca Vereador José Índio.
JUNHO VERDE
O Junho Verde mobiliza diver-
sas secretarias municipais e reforça o compromisso da Prefeitura de São Paulo com a adaptação climática, a preservação ambiental e a educação para a sustentabilidade.
Em 2025, os parques municipais receberam mais de 57 milhões de visitantes. Atualmente, São Paulo possui mais de 50% de cobertura vegetal em seu território e pelo quarto ano foi eleita Cidade Árvore do Mundo pela FAO/ONU e pela Arbor Day Foundation. Esse reconhecimento internacional destaca as cidades referência na preservação e manejo sustentável das florestas urbanas. Além da ampliação dos parques, a gestão municipal instituiu projetos como o Plano Municipal de Arborização Urbana, Jardins de Chuva, Vagas Verdes e Bosques Urbanos.
A iniciativa fortalece a conexão da população com os espaços públicos e integra um conjunto de ações voltadas à ampliação das áreas verdes, recuperação ambiental, gestão dos recursos hídricos e preparação da cidade para os desafios das mudanças climáticas.

1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional do Tatuapé – SP
EDITAL PARA CONHECIMENTO DE TERCEIROS, EXPEDIDO NOS AUTOS DE INTERDIÇÃO DE THEREZINHA DE SOUZA SILVA, REQUERIDO POR MAURO TADEU SILVA - PROCESSO Nº 1000111-35.2026.8.26.0008.
O(A) MM. Juiz(a) de Direito da 1ª Vara de Família e Sucessões, do Foro Regional do Tatuapé, Estado de São Paulo, Dr(a). LUÍS EDUARDO SCAREBELLI, na forma da Lei, etc. FAZ SABER aos que o presente edital virem ou dele conhecimento tiverem que, por sentença proferida em 01/06/2026, foi decretada a INTERDIÇÃO de THEREZINHA DE SOUZA SILVA, CPF 2x7xx71x830, declarando-o(a) incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil e nomeado(a) como CURADOR(A), em caráter DEFINITIVO, o(a) Sr(a). Mauro Tadeu Silva. O presente edital será publicado por uma vez, e afixado na forma da lei. NADA MAIS. Dado e passado nesta cidade de São Paulo, aos 13 de junho de 2026.
LUÍS EDUARDO SCAREBELLI Juiz de Direito

O equipamento é o 124º parque da cidade e o 16º parque entregue pela gestão do prefeito Ricardo Nunes desde 2021

Toc Toc: uma comédia imperdível no Teatro Fernando Torres
Sucesso de público, a comédia TOC TOC, aclamada peça do autor francês Laurent Baffie, adaptada e dirigida por Alexandre Reinecke, estreia nova temporada no Teatro Fernando Torres, em São Paulo.
A trama se desenrola quando seis pacientes com diferentes Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOCs) se encontram na sala de espera do Dr. Stern. Com o atraso do médico, eles precisam aprender a lidar uns com os outros, resultando em situações hilárias e inesperadas.
“TOC TOC é uma comédia que vai além do simples entretenimento. É uma peça que joga luz sobre uma disfunção psicológica que acomete milhares de pessoas ao redor do mundo, o Transtorno Obsessivo Compulsivo, de maneira divertida e inteligente, sem ser

didático. Talvez seja aí que está o grande sucesso das montagens que vêm acontecendo em inúmeros países do Ocidente ao Oriente”, comenta o diretor.
Elenco: Iara Jamra, Daniel Dantas, Ricardo Tozzi, Andréa Mattar, Miguel Menezzes, Sara Freitas e Jade Mascarenhas.
Diretor: Alexandre Reinecke.
SERVIÇO
Teatro Fernando TorresRua Padre Estevão Pernet, 588 - Tatuapé. Temporada: até 05/07 aos sábados às 20h e domingos às 19h. Classificação: 14 Anos
Ingressos: Sábado (R$ 120 inteira) e Domingo (R$ 110 inteira). Quarta a Dom das 14h às 19h - Em dias com espetáculo, até o início do espetáculo. On-line: https://bileto.sympla.com.br.

ENTREVISTA
Daniel de Oliveira comemora reação imediata a ‘Coração Acelerado’
Depois de anos distante das novelas tradicionais, Daniel de Oliveira reencontrou em Alaorzinho um personagem capaz de devolver um prazer antigo: acompanhar a repercussão quase instantânea do público. Em “Coração Acelerado”, novela das 19h da Globo, criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, o ator vive um homem dividido entre o reencontro com um amor interrompido no passado e os conflitos provocados pelas próprias atitudes machistas. “Você pega um Uber, um táxi, compra um negócio e sente essa resposta imediata. E eu acho que essa é a grande beleza de tudo”, valoriza Daniel, que também destaca a mistura entre drama e humor do personagem. “Ele tem uma coisa dramática, profunda, que dói, mas também é engraçado”, resume.
Na trama, Alaorzinho tenta reconstruir a ligação com Janete, personagem de Leticia Spiller, após mais de duas décadas afastados por uma armação arquitetada pela irmã dela, Zilá, vivida por Leandra Leal. Para isso, precisa rever os comportamentos ultrapassados que teve, especialmente diante do desejo da amada de conquistar a própria liberdade e se tornar artista. “Hoje em dia, a gente não tem mais o que entender sobre atitudes machistas. Não tem mais espaço para isso”, afirma. “Está na hora – aliás, já passou da hora – de aprender, de colocar isso em prática”, completa.
P – Como está a repercussão sobre o Alaorzinho em “Coração Acelerado”?
R – Está maravilhosa! Não poderia ser melhor. É uma novela gostosa de assistir e de fazer. E fica tudo mais fácil com esses parceiros de cena que a gente tem e o pessoal da produção e direção. Eles deixam a gente à vontade e o texto já vem de um jeito que dá vontade de dizer aquilo, de criar em cima daquilo. São situações gostosas de passar por elas, nessa questão dos amores perdidos, das reviravoltas, está bem interessante participar e curtir essa resposta do público.
P – E as reações nas ruas?
R – Isso é doido, porque eu estava há muito tempo sem fazer novelas. Fiz “Guerreiros do Sol” e era um sucesso danado no Globoplay, mas no ar, na tevê aberta, na grade da emissora, é di-

ferente. E quando tem injustiça no meio, como aquela armação toda da Zilá, gera comentários. O público às vezes fala que tem de ficar com uma irmã, com a outra, é por aí.
P – Alaorzinho começou a novela com um comportamento muito machista. Você acha que ele, aos poucos, consegue desconstruir isso?
R – Hoje em dia, a gente não tem mais o que entender sobre atitudes machistas. Não
tem mais espaço para isso. Por um lado, é algo que ganha força com páginas red pill, com uns babacas aí da internet, de uma geração que está mais na internet, às vezes, do que com a educação no dia a dia com os pais ou com alguém mais velho, que possa dar um Norte. Com mulheres e homens também. É preciso falar dos homens, porque a gente sempre dependeu muito das mulheres para nos educar e a gente tem de se educar também. Nós, homens. A gente
precisa entender de uma vez por todas, né? Por isso, essa violência contra a mulher, essa questão do assédio, do feminicídio, é muita coisa para as mulheres terem de ensinar aos homens sempre. Está na hora – aliás, já passou da hora –de aprender, de colocar isso em prática. Quem é machista em uma novela tem de se estrepar mesmo, para a gente mostrar o que acontece. Alaorzinho limita os sonhos da mulher que subiu no palco para cantar e fazer o que ela quer. Um sonho, um desejo dela. Então, corta a asa dele! Deixe que ela saia pelo mundo. Tem toda uma reviravolta para a gente colocar isso, porque houve um rompimento de mais de 20 anos.
P – Você é pai de três meninos. Se preocupa com isso na criação deles?
R – Totalmente! Se eu não me preocupar, como é que fica? A internet está aí, todos com acesso à internet, com milhões de coisas que a gente sabe que eles estão vendo, fora o que a gente não sabe que eles estão vendo. Então, o ensinamento, a ética, o respeito, ele deve ser ensinado e mostrado no dia a dia, na prática. Há muitos anos, eles cantaram uma música no carro. Eu parei e falei: “o que é isso, cara?”. Eles tinham aprendido essa música no colégio. Expliquei que não era legal e algumas coisas. Eles eram pequenos, nem sabiam direito o que estavam cantando. Mas fiz questão e isso ficou um pouco marcado para eles. Então, acho que a gente precisa adotar essa posição desde pequeno, porque eles vão ficando mais velhos e essas situações podem piorar.
P – Como funciona essa relação com a internet na sua casa?
R – Sempre teve limite. Até mesmo com a tevê. Tem coisas a que a criança não tem de assistir. Uma criança não precisa ver telejornal, por exemplo. Não precisa assistir “Big Brother”. Até mesmo para poder dormir na hora certa, dar aquela baixada de bola, acordar um pouco mais cedo. Óbvio que não é uma redoma de vidro, de isolar do planeta, porque isso não existe. Mas é ter cuidado e saber que cada fase tem a sua exposição a alguma coisa. Hoje, quando se liga a televisão, estão falando de guerra no Irã. Um negócio muito drástico! Falei de Irã porque já morei no Iraque durante um ano, na época em que estava a Guerra Irã-Iraque.








