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DIVULGAÇÃO

A cidade de São Paulo vai entrar no clima da Copa do Mundo de 2026 com uma iluminação especial em alguns dos principais cartões-postais da capital. Em dias dos jogos do Brasil, monumentos, pontes, edifícios históricos e espaços públicos passarão a receber as cores verde e amarelo nos dias de jogos do Brasil. > VEJA + PÁGINA 3



ENTREVISTA
Fã declarado das novelas brasileiras, Chay Suede encara cada novo trabalho no gênero como uma oportunidade de aprendizado e inspiração. Na pele do protagonista Pedro em “Quem Ama Cuida”, o ator revela que um dos fatores decisivos para aceitar o convite foi a chance de reencontrar nos estúdios com Letícia Colin, que vive a mocinha Adriana, com quem já dividiu cenas marcantes em produções anteriores. > VEJA + PÁGINA 7

Nos dias 8, 9 e 10 de junho, as 1.036 mães e mulheres da comunidade escolar pré-selecionadas para o Programa Operação Trabalho – POT Mães Guardiãs, da Prefeitura de São Paulo, devem comparecer nas unidades dos Centros POT. > VEJA + PÁGINA 5

editorialeditorialeditorial

POR CLARA LAFACE
Ainteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e já faz parte da vida profissional de forma concreta. Ela muda a maneira como trabalhamos, pesquisamos e organizamos demandas. Existe entusiasmo em relação à IA, e ele faz sentido. A tecnologia acelera tarefas, amplia possibilidades e resolve problemas que antes consumiam tempo, dinheiro e energia. Empresas estão revendo modelos de trabalho e profissionais de diferentes áreas já sentem os efeitos dessa transformação. Ignorar esse movimento seria ingenuidade. O risco está em tratar a tecnologia como resposta para tudo, inclusive para questões que pertencem à vida humana. Produtividade importa, mas não segura uma organização sozinha. Uma empresa pode produzir mais e, ainda assim, criar ambientes exaustivos e profissionais cada vez mais distantes de si mesmos. A IA sugere caminhos, mas não substitui escuta, responsabilidade e a sensibilidade e capacidade de lidar com nuances. Por isso, temas como saúde mental, relações, propósito e empatia ganharam tanta relevância nas discussões. Quanto mais a tecnologia avança, mais evidente fica que algumas necessidades continuam profundamente humanas. Pessoas querem trabalhar melhor, mas também querem ser reconhecidas, ouvidas e respeitadas. Querem crescer, mas não querem se tornar peças descartáveis dentro de uma engrenagem cada vez mais veloz. O futuro não nos leva, necessariamente, para um mundo menos humano. Talvez ele apenas nos obrigue a recuperar o valor daquilo que parecia óbvio demais para receber atenção. Criar, sentir, escutar, decidir, liderar, influenciar e se adaptar continuam sendo capacidades centrais. A tecnologia muda ferramentas, ritmos e possibilidades, mas não elimina a necessidade de gente preparada para lidar com gente.
sicionamento de marca pessoal

POR
ARTHUR V. F. FURTADO
Os dados não deixam dúvidas: os professores estão doentes e submetidos a todo tipo de violência. Em 2025, por exemplo, o estado de São Paulo registrou a média de 95 afastamentos diários de docentes por problemas relacionados à saúde mental, segundo o Centro do Professorado Paulista. Pesquisa recente do Centro de Estatística Aplicada do Instituto de Matemática da USP, em conjunto com o Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo, apontou que 63,5% dos educadores da rede municipal afastaram-se por problemas de saúde ao longo de doze meses, enquanto 84% declararam sofrer algum tipo de transtorno mental. Nacionalmente, a pesquisa “Saúde Mental dos Educadores 2022”, realizada pela Nova Escola, em parceria com o Instituto Ame Sua Mente, demonstrou que 21,5% dos educadores consideram a sua saúde mental “ruim” ou “muito ruim”.
O caminho para se chegar a esse estado de coisas foi construído ao longo de décadas, especialmente por políticos oportunistas, acadêmicos fanatizados e burocratas sedentos de cargos. Primeiro, providenciou-se a completa precarização das escolas e da carreira docente, materializa-
da por prédios caindo aos pedaços, falta de material básico, diminuição progressiva da equipe de funcionários, baixos salários etc. Não bastava, porém, depredar a educação; era preciso encontrar um culpado para tamanho fracasso. O bode expiatório, é claro, foi o professor, tachado de despreparado, ineficiente, retrógrado, preguiçoso, elitista, tirânico e doutrinador. Assim, mesmo sem condições mínimas de trabalho e segurança, ele passou a ser tratado como a “Geni” do setor escolar, um rematado incompetente, mas que, paradoxalmente, recebe cada vez mais as incumbências negligenciadas pelo restante da sociedade. Como é bom, para os poderosos e omissos, culpar a vítima.
A educação brasileira está na lona e o apagão docente já se anuncia no horizonte. Para reverter essa trajetória, será preciso devolver racionalidade ao sistema educacional, pautando as reformas pelas evidências científicas e experiências bem-sucedidas, além de aprimorar o investimento, repensar maneiras de lidar com a violência dentro das escolas e devolver o comando das salas de aula a quem de direito: o professor. Do contrário, a docência continuará sendo sinônimo de adoecimento, e toda a sociedade brasileira continuará padecendo da enfermidade do analfabetismo e da ignorância.
Arthur V. F. Furtado é professor, coordenador pedagógico e doutor em Educação Escolar



Em um cenário cada vez mais dominado pela inteligência artificial, pela robótica e pela internet das coisas, enfrentamos um paradoxo evidente: quanto mais a tecnologia avança, mais as habilidades estritamente humanas se tornam diferenciais essenciais para o sucesso. Embora algoritmos sejam capazes de processar grandes volumes de dados e executar tarefas burocráticas com precisão cirúrgica, eles ainda encontram limites diante da chamada “substância humana”, o elemento mais complexo, sensível e imprevisível das estruturas organizacionais.
A grande revolução do nosso tempo não está apenas na tecnologia em si, mas na incorporação contínua de ferramentas de informação ao cotidiano, atuando como verdadeiros “assistentes”. No entanto, por mais que uma IA generativa consiga prever comportamentos a partir de métricas estatísticas, ela não é capaz de saber, de fato, o que uma pessoa está sentindo ou pensando. A sensibilidade humana é construída por vivências, condicionamentos sociais e dilemas éticos, dimensões que não se desenvolvem sem a experiência concreta da vida. Enquanto a máquina entrega respostas, o valor real do traba-
lho humano reside na capacidade de formular as perguntas certas e de se abrir para realidades diferentes. As máquinas podem ampliar a eficiência, mas não conseguem prover as habilidades relacionais que sustentam o compromisso e a colaboração. A conexão humana genuína nasce da autenticidade, o oferecimento de uma face verdadeira ao outro, e da atenção plena, expressa na disposição de estar presente em um diálogo, ouvindo e refletindo sobre o que se escuta. Práticas como escuta ativa e feedback respeitoso hoje deixam de ser meros “acessórios” para se tornarem ativos estratégicos, competências que nenhuma tecnologia consegue entregar de forma genuína. Um dos aspectos mais profundos que a IA jamais poderá emular é a busca humana por felicidade e autorrealização por meio do esforço. Para o ser humano, o trabalho é um espaço privilegiado de realização, no qual o resultado do empenho investido gera reconhecimento e senso de dignidade.
No fim, o grande diferencial daqui para frente será a capacidade de integrar a tecnologia aos propósitos humanos, lembrando que tudo o que construímos é, em última instância, feito por pessoas e para pessoas.
Reinaldo Rachid é engenheiro, especialista em desenvolvimento humano e autor de “Gerar valor com pessoas”
gazeta há 20 anos O QUE ERA NOTÍCIA EM 11 de junho de 2006
EDIÇÃONº 1005
Poluição Preocupa -
ADVERTEM - Emissões de gases de efeito estufa podem aumentar
Amaior parte dos países da Europa Ocidental, com exceção da Alemanha e do Reino Unido, aumentou suas emissões de gases de efeito estufa acima das metas estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto, enquanto a maior parte dos países de Europa Oriental tem metas maiores que as suas emissões atuais.
Nesse cenário, se as medidas adicionais
não forem estabelecidas, as emissões podem aumentar até 2012, quando termina a primeira fase de implementação do acordo. Estas foram algumas das principais informações divulgadas na reunião do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente SMA, realizada na última semana, em São Paulo.

DA REDAÇÃO

Acidade de São Paulo vai entrar no clima da Copa do Mundo de 2026 com uma iluminação especial em alguns dos principais cartões-postais da capital. A partir dos amistosos da Seleção Brasileira, monumentos, pontes, edifícios históricos e espaços públicos passarão a receber as cores verde e amarelo nos dias de jogos do Brasil. A ação é promovida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Regula, e busca reforçar o clima de celebração e mobilização em torno do maior evento esportivo do planeta, além de valorizar os espaços públicos e a paisagem urbana da cidade.
Entre os locais que receberão iluminação cênica estão o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, o Viaduto do Chá, o Obelisco do Ibirapuera, a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, na Marginal Pinheiros, e a Ponte Estaiadinha, na Marginal Tietê. O centro histórico também fará parte do circuito visual da torcida, com iluminação especial no Theatro Municipal, no Shopping Light, no Edifício Martinelli e na Biblioteca Mário de Andrade que não será iluminada apenas no
Parque da Independência e do Parque Ibirapuera. Já o prédio da Secretaria Municipal de Esportes e o Parque das Bicicletas passarão a integrar a ação a partir do dia 6 de junho. A proposta é transformar os principais marcos urbanos da capital em símbolos de apoio à Seleção Brasileira durante a Copa, fortalecendo o sentimento de pertencimento, convivência e ocupação positiva dos espaços públicos. A ação envolve diferentes áreas da administração municipal, entre elas a SP Regula, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA),










DA REDAÇÃO
Em junho, estudantes da 3ª série do Ensino Médio da rede estadual participarão de uma nova etapa do sistema de avaliação da Secretaria da Educação de São Paulo. Com foco no monitoramento da aprendizagem em língua portuguesa e matemática, o Saresp passará a complementar o Provão Paulista Seriado, que segue como principal instrumento de acesso dos alunos da rede pública ao ensino superior. Os resultados serão divulgados antes do início do segundo semestre letivo e servirão de base para ações pedagógicas nas escolas.
O Saresp para 3ª série do Ensino Médio vai garantir a retomada da série histórica da avaliação e também a comparabilidade entre edições
passadas e as que virão. Isso porque o modelo da prova é o da teoria da resposta ao item (TRI), mesmo parâmetro do Saresp dos anos iniciais (2º e 5º anos) e anos finais (6º ao 9º ano). Os resultados do Saresp da 3ª série não serão utilizados para o cálculo do bônus de professores e profissionais da educação de 2027.
O Provão continua como referencial para o Ensino Médio. No entanto, será possível comparar o desempenho com as provas de 2022, último ano em que foi realizado.
Na prova prevista para 23 de junho, 339 mil estudantes da rede estadual responderão a 48 questões de múltipla escolha 24 de língua portuguesa e 24 de matemática elaboradas de acordo com o conteúdo programático do Currículo Paulista para a 1ª, 2ª e 3ª série. A prova é digi-
tal e deve ser feita no mesmo turno em que o aluno está matriculado (manhã, tarde ou noite). A avaliação será aplicada na semana após a Prova Paulista do 2º bimestre, de caráter formativo e aplicado a cada bimestre na rede. As escolas poderão utilizar os resultados das duas provas para compor, junto com atividades complementares, as notas do bimestre. Apesar das diferenças do formato, o conteúdo exigido no Provão Paulista e Saresp são semelhantes. Por isso, os alunos da 3ª série podem aproveitar a avaliação para se preparar para os exames do fim do ano, que ainda incluem outros componentes curriculares história, geografia, química, física, biologia e língua inglesa. O edital com as regras da avaliação está publicado no Diário Oficial do Estado.




DA REDAÇÃO
Nos dias 8, 9 e 10 de junho as 1.036 mães e mulheres da comunidade escolar pré-selecionadas para o Programa Operação Trabalho – POT Mães Guardiãs, da Prefeitura de São Paulo, devem comparecer nas unidades dos Centros POT, equipamentos públicos de qualificação profissional, para apresentação de documentos que comprovem o perfil para participar da iniciativa.
A convocação, realizada pelas secretarias municipais da Educação e de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, é voltada a candidatas que se inscreveram no início deste ano. O Mães Guardiãs tem atuação na rede municipal, em modalidades de busca ativa e guardiãs da
alimentação escolar.
A lista de pré-selecionadas está disponível no Portal Cate e as candidatas devem conferir nome, primeiros números do celular, disponibilizado no ato da inscrição, (parte dos números estão cobertos em razão da LGPD) e local de comparecimento, assim como horários.
Os mesmos dados estão no site da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. O atendimento ocorre às 10h, nos dias 8, 9 e 10 de junho nos Centros POT. Também serão enviadas mensagens eletrônicas para as participantes, nos contatos fornecidos. Depois da análise dos documentos, as mulheres que estiverem aptas, assinam no ato o termo de compromisso e responsabilidade, que per-



mite a entrada no POT, sendo inseridas na rede municipal de ensino, conforme a necessidade das escolas.
A chamada atual é referente às Agentes de Busca Ativa Escolar, que atuam para evitar a evasão escolar de crianças e adolescentes da Capital. As Mães Guardiãs contam com apoio no acompanhamento da frequência escolar e nas visitas domiciliares, em casos necessários.
SERVIÇO Convocação para o POT Mães Guardiãs; lista no Portal Cate. Dias 8, 9 e 10 de junho, às 10 horas, nos Centros POT indicados na lista de convocadas. Documentos obrigatórios com cópia simples: RG; CPF; carteira de trabalho; e comprovante de residência.


Desde sua estreia, Olhos nos Olhos vem consolidando uma trajetória de grande repercussão junto ao público e crítica.
A narrativa de Olhos nos Olhos traz algumas das mais marcantes letras compostas por Chico. No entanto, as músicas aqui não são cantadas, e sim faladas, como um texto dramático, revelando novas camadas de interpretação de sua obra e uma sensação de redescoberta de pérolas de um dos mais importantes compositores de todos os tempos. “Sempre me fascinou o Contador de História. Ouvir é um ato de aprendizagem, uma inquietação do espírito, uma escuta que traz curiosidade. E assim, de repente, me vejo na posição de Contadora de História. Da minha história. Resolvi abrir minhas portas e esperar que o público visite a minha casa. Tudo acompanhado de poemas de Chico Buarque”, convida Ana Lúcia. Olhos nos Olhos marca os

Ana Lúcia e Chico são artistas da mesma geração (ele completou 81 anos em junho), viveram e testemunharam as mesmas transformações políticas, sociais e comportamentais acontecidas no Brasil e que repercutem até os dias de hoje. Suas trajetórias profissionais já se cruzaram algumas vezes. O primeiro musical de que Chico participou, Morte e Vida Severina, tinha Ana Lúcia no elenco. Anos mais tarde, ele compôs a canção Suburbano Coração para o espetáculo de mesmo nome, onde ela também estava em cena. Assim, a obra do compositor se ajusta perfeitamente às memórias e reflexões da atriz.
Serviço
Tucarena - Rua Bartira, 347 - Perdizes. Sessões: sexta e sábados, às 21h. Domingos, às 18h. Ingressos: Entre R$ 75,00 e R$ 150,00 pela Sympla. Duração: 75 minutos. Classificação: 12 anos.


Fã declarado das novelas brasileiras, Chay Suede encara cada novo trabalho no gênero como uma oportunidade de aprendizado e inspiração. Na pele do protagonista Pedro em “Quem Ama Cuida”, o ator revela que um dos fatores decisivos para aceitar o convite foi a chance de reencontrar nos estúdios com Letícia Colin, que vive a mocinha Adriana, com quem já dividiu cenas marcantes em produções anteriores. “As novelas brasileiras são uma grande fonte de inspiração para mim, tanto do ponto de vista estético quanto narrativo. Eu estava louco para reencontrar a Letícia em cena e ter uma convivência maior, como tivemos principalmente em ‘Segundo Sol’, quando interpretamos um casal de anti-heróis”, elogia.
Na história das nove, Pedro é um advogado que se vê lutando contra um sistema judicial implacável. Sua determinação em ajudar Adriana desde o início revela um lado sensível e compassivo. Fica devastado ao saber que ela se casará com seu padrinho Arthur (Antônio Fagundes). Ainda assim, a apoia quando, ela precisa de ajuda jurídica durante o julgamento. Ao longo do tempo, sua relação com Adriana se estreita e eles se apaixonam. Durante a prisão, Adriana se vê obrigada a se afastar de Pedro por condições alheias à sua vontade. Além disso, Pedro vive em crise com o pai Ademir (Dan Stulbach), também advogado, por não concordar com a forma escassa de escrúpulos com que o pai trabalha. “Isso bate de frente com o que o Pedro acredita: honestidade, clareza e propósito. E o pai era visto como herói, exemplo, porto seguro”, aponta.
P – Pedro vive uma série de conflitos pessoais ao longo do enredo das nove. O que mais chamou sua atenção nessa jornada?
R – O que me interessa é justamente o quanto esse conflito mexe na identidade dele. O Pedro construiu muitos dos próprios sonhos olhando para o pai. Ele imaginou ser advogado como ele, ser homem como ele, seguir os mesmos caminhos. Quando essa imagem começa a se desfazer, ele não perde apenas um ídolo, perde também algumas certezas sobre si mesmo.
P – Como assim?
R – O pai dele era visto como herói, exemplo, porto seguro. Isso bate de frente

O nome “Suede” foi inspirado no filme “Johnny Suede” (1991), estrelado por Brad Pitt
com tudo o que o Pedro acredita: honestidade, clareza e propósito. Quando ele passa a enxergar esse homem de perto, surgem contradições que ele não esperava encontrar. É um choque muito grande.
P – A novela começa quando essa relação já está desgastada. Como vocês construíram a história que veio antes desse descompasso?
R – Eu e o Dan pensamos muito nisso. A gente não quis partir dos conflitos. Preferi-
mos construir primeiro o amor, a admiração e a vida inteira que eles compartilharam. A novela começa em um momento crítico, mas acredito que o público vai perceber que existe uma história profunda entre eles.
P – De que forma vocês trabalharam para que esse conflito se aproximasse do público?
R – O fato de nenhum dos dois querer estar afastado. Existe um desejo genuíno de se reencontrarem, de serem uma família.
O problema é que as circunstâncias não permitem que isso aconteça da forma que eles gostariam. Isso gera uma tensão muito verdadeira.
P – O que fez seus olhos brilharem quando recebeu o convite para “Quem Ama Cuida”?
R – Foram os encontros. A possibilidade de trabalhar novamente com a Letícia Colin, de conhecer profissionalmente o Walcyr (Carrasco) e a Cláudia (Souto), e de fazer uma novela da Amora (Mautner). O desejo de compartilhar esse projeto com essas pessoas pesou muito na minha decisão.
P – Você tem engatado uma série de trabalhos de destaque no horário nobre nos últimos anos. Esse ritmo intenso é uma busca ou simplesmente os convites foram aparecendo?
R – Acho que um pouco de tudo. Sou muito fã do gênero e assisto às novelas brasileiras. Fazer novela tem sido um privilégio muito grande com personagens diferentes.
P – Mas você tem planos para desacelerar em algum momento?
R – Sim. Quero ficar mais com meus filhos. A Laura (Neiva, esposa) está me apoiando nesse momento, mas pretendo dar uma pausa para ficar com eles. Não é uma rotina fácil. Tem de ficar muito em estúdio, mas tento tirar o máximo de folgas possíveis.
A parceria com Dan Stulbach é um dos pontos que mais empolgam Chay Suede em “Quem Ama Cuida”. O ator conta que recebeu com entusiasmo a notícia de que dividiria cenas com o veterano e revela que, pouco antes do início dos trabalhos, havia reassistido a “Mulheres Apaixonadas”, novela na qual Dan foi revelado para o público de tevê. “Foi uma alegria imensa saber que estaria ao lado do Dan. Eu tenho essa minha saga de reassistir às novelas, né? Tinha acabado de ver ‘Mulheres Apaixonadas’”, conta. Chay destaca a capacidade de Dan de construir personagens cheios de nuances, profundidade e complexidade, características que considera raras e próprias dos grandes atores. “O trabalho dele é uma coisa chocante. São muitas camadas”, aponta.








