GAZETA DA ZONA LESTE


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A Polícia Militar prendeu 18 suspeitos durante a Operação Impacto Quebra-Vidro, realizada no último dia 24, na capital. Entre os detidos, cinco eram foragidos da Justiça. > VEJA + PÁGINA 4




















Depois de mais de uma década associado a mocinhos românticos, Nicolas Prattes encara em “A Nobreza do Amor” um ponto de virada na carreira. Disposto a romper com a própria imagem, o ator buscou um personagem que o tirasse da inércia profissional e ampliasse suas possibilidades em cena. “Queria sair da caixinha. Sou jovem na teledramaturgia e preciso me desafiar para aprender”, resume o ator, que vive o playboy Mirinho. > VEJA + PÁGINA 7

A Prefeitura de São Paulo lançou no último dia 23, o Boulevard São João, projeto em parceria com o Governo do Estado e a iniciativa privada que vai transformar um dos endereços mais emblemáticos da cidade. > VEJA + PÁGINA 3





Aevasão escolar raramente começa dentro da escola. Começa antes, quando o jovem deixa de enxergar sentido em estar ali. Quando falta perspectiva, a sala de aula deixa de ser caminho e passa a ser obrigação — e é aí que o risco aumenta. Não porque a ausência do ensino empurre diretamente para o crime, mas porque derruba uma das principais barreiras de proteção que o jovem possui. Na prática, o crime não surge do nada: ele ocupa espaços. Onde faltam oportunidades, presença e vínculos reais, alguém ou algo preenche o vazio, e o jovem que já se sente invisível torna-se alvo fácil. Há um ponto pouco discutido: o pertencimento. Todo indivíduo precisa sentir que faz parte de algo. Quando esse sentimento não vem da escola, da família ou da comunidade, tende a surgir em outros lugares, e o crime organizado explora isso. Por outro lado, quando o jovem encontra um espaço onde é visto, cobrado e valorizado, o cenário muda. O esporte, além de técnica, constrói disciplina, rotina, referência e identidade; muitas vezes é o primeiro ambiente em que esses jovens percebem seu valor e que alguém acredita neles. Não resolve tudo, mas é um ponto de partida. Segurança pública, educação e políticas sociais precisam caminhar juntas, contínuas e integradas. Ignorar o pertencimento é ignorar parte essencial da equação. A questão não é só evitar que o jovem entre no crime, mas garantir que ele tenha outras possibilidades antes de precisar escolher — e isso começa quando deixa de ser invisível.

POR KARINA RODRIGUES
Aexpectativa de vida das mulheres deu um salto expressivo de 70 anos, em meados de 1990, para 80 anos, na atualidade. Um ganho de uma década inteira, que não apenas amplia o tempo de vida, mas redefine a forma como enxergamos a segunda metade da existência, hoje tratada como questão de saúde. O primeiro erro é a maioria das mulheres pensar que os sintomas se iniciam quando a menstruação cessa. Infelizmente, esse fato está muito longe da verdade, já que os hormônios femininos iniciam a queda e trazem sintomas geralmente a partir de 38 ou 40 anos. Este período ainda não é a menopausa em si, mas o climatério. Nesta fase, os hormônios se alteram e todo o organismo entra em transformação. A mudança biológica é tão forte que o cérebro da mulher literalmente diminui de tamanho, sofrendo uma poda neural.
Sensação de cansaço, insônia, queda de libido e ressecamento vaginal, suores, palpitações e calores (os famosos fogachos) são as queixas mais recorrentes em consultórios. Mas, é importante ressaltar sintomas estranhos como sensação de que tem um bichinho andando na pele, choques pelo corpo, zumbido nos ouvidos e tonturas. É comum confundir
as manifestações com depressão, estresse e insatisfação com o parceiro(a). Para confirmar, é importante fazer os exames e, ao menor sinal de alteração, conversar com o médico. Lembrando que vale trocar de profissional caso não se sinta acolhida. Na minha tese de doutorado, mapeei que as mulheres desta geração apresentam a característica de ter o desejo de buscar paz, isolamentos (solitude) saudável e espiritualidade. Algumas personalidades (arquétipos) renegados na primeira metade da vida podem vir à tona e é importante estar pronta para acolhê-los.
Os sintomas em si são muito individuais e podem durar de meses até 10 anos). Mas, a boa notícia é que a maior parte dos sintomas tem reversão com a reposição hormonal. Para as mulheres que não podem fazer esse tratamento, existem substitutos naturais, inclusive através de alimentos que podem ajudar, e muito, a atravessar este período. Cada mulher é única e deve entender como o climatério está acontecendo no corpo dela especificamente. Nutricionista, ginecologista, endócrino, psicólogo e outros profissionais devem estar na lista. Ainda, é preciso lembrar de fazer exercícios físicos, o que parece uma dica muito batida, mas é essencial para o envelhecer saudável.
Karina Rodrigues é neurocientistas e doutoranda em Psicologia dos Arquétipos Femininos e Menopausa pela UNINI no México



Ailuminação representa cerca de 15% do consumo de eletricidade nas residências brasileiras. Isso significa que, ao adotarmos soluções mais eficientes, contribuímos diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Pode parecer pouco, mas cada lâmpada substituída por uma versão mais econômica é um gesto que, multiplicado por milhões de lares, gera um impacto significativo para o planeta. Como atuo em uma empresa especializada em soluções de iluminação, acompanho de perto a evolução tecnológica do setor. A boa notícia é que tornar a iluminação da casa mais eficiente nunca foi tão simples e acessível. Uma atitude que qualquer pessoa pode adotar é trocar lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos de LED. As lâmpadas LED consomem até 80% menos energia e são muito mais duráveis. Embora o investimento inicial possa ser um pouco maior, o retorno vem em pouco tempo, tanto na conta de luz quanto na vida útil do produto. Felizmente, essa substituição já vem ocorrendo em residências de todo o Brasil. Também vale aproveitar ao máximo a luz natural. Durante o dia,
abrir cortinas e janelas, além de usar paredes de cores claras e posicionar melhor os móveis, faz com que os ambientes fiquem mais iluminados sem depender da luz elétrica. Outro hábito essencial – e ainda negligenciado – é apagar as luzes ao sair de um cômodo. Uma solução prática é instalar luminárias com sensor de presença em áreas de passagem, como corredores e garagens. Assim, as luzes acendem apenas quando há movimento, evitando desperdícios de forma automática e sem depender da disciplina dos moradores. É simples de instalar, pois a luminária já vem de fábrica com o sensor. Além das soluções tradicionais, uma alternativa é usar luminárias solares em áreas externas, como jardins, garagens e varandas. Elas funcionam de forma autônoma, utilizando a luz do sol para recarregar as baterias. Isso elimina completamente o consumo de energia elétrica, além de dispensar custos com instalação, já que não exigem cabeamento. Essas ações mostram que a sustentabilidade começa em casa e está ao alcance de todos. Investir em iluminação eficiente é um gesto de responsabilidade ambiental que traz benefícios tanto para o planeta quanto para o bolso. É uma escolha inteligente em todos os sentidos.
Renan Pamplona Medeiros é diretor comercial e de operações da Blumenau Iluminação
gazeta há 20 anos O QUE ERA NOTÍCIA EM 7 de maio de 2006
EDIÇÃONº 1000
Banco do Povo Paulista será inaugurado na ZL
Ogovernador Cláudio Lembo assinou na quarta-feira, dia 3, autorização para a implantação do Banco do Povo Paulista na capital. A primeira unidade vai funcionar no bairro de Itaim Paulista, e cerca de 420 mil pessoas poderão ser beneficiadas. “Logo em seguida, vamos inaugurar mais três unidades e a partir daí várias regiões de São Paulo vão contar com os empréstimos do Banco do Povo”, disse o governador. Iniciado em 1998,
o Programa Banco do Povo Paulista tem como objetivo incentivar o crescimento de micro e pequenos empreendedores e cooperativas, visando a geração de renda e emprego. Os financiamentos vão de RS 200 a R$ 5.000 aos empreendedores e até R$ 25.000 para cooperativas e associações, com juros de 1% ao mês. As prestações são fixas e o prazo para pagamento é de 6 meses para capital de giro e de 18 meses para investimento fixo.






DA REDAÇÃO
APrefeitura de São Paulo lançou no último dia 23, o Boulevard São João, projeto em parceria com o Governo do Estado e a iniciativa privada que vai transformar um dos endereços mais emblemáticos da cidade em um espaço vivo, pulsante e voltado às pessoas.
A intervenção abrange cerca de 42 mil m² na Avenida São João, entre o Largo do Paissandu e a Praça Júlio Mesquita, unindo requalificação urbana, cultura e tecnologia, além de mais de 2.000 m² de painéis digitais, que vão exibir conteúdo cultural, transmissões ao vivo e projeções mapeadas, com
interação em tempo real com o público.
PROJETO AMPLO
O Boulevard São João nasce dentro de um conjunto mais amplo de ações que vêm mudando a realidade do Centro, com aumento da segurança, obras, reurbanização e maior presença de pessoas. A Prefeitura tem avançado na recuperação de áreas históricas, como os calçadões do Triângulo Histórico e o Quadrilátero da República, além de intervenções em marcos importantes como o Viaduto Santa Ifigênia e o Viaduto do Chá.
Em paralelo, a cidade registra crescimento expressivo no turismo e na economia de eventos — que saltou de R$ 42 milhões há dez anos para

R$ 360 milhões no último ano, um aumento de 672% — e recebeu 47 milhões de visitantes, sendo 2,5 milhões estrangeiros. O prefeito Ricardo Nunes apresentou o projeto e a importância da iniciativa. “É muito importante que a gente possa ter locais atrativos, então vai ser mais um grande espaço de turismo para nossa cidade e vai ficar muito bacana. Tudo respeitando a legislação, são quatro grandes painéis e a gente vai, com certeza, dar um grande passo depois de uma longa caminhada de discussão com a sociedade e de audiência pública que nos fez chegar nesse momento”, disse o prefeito.








DA REDAÇÃO
APolícia Militar prendeu 18 suspeitos durante a Operação Impacto Quebra-Vidro, realizada no último dia 24, na capital. Entre os detidos, cinco eram foragidos da Justiça. Um dos suspeitos foi preso na Vila Andrade, na Zona Oeste de São Paulo. A ação contou com apoio de um pedestre que alertou as equipes sobre a atuação criminosa na Avenida Sylvio Magalhães. O suspeito, que havia deixado recentemente o sistema prisional, foi localizado enquanto tentava se esconder em uma área de mata.
PRISÕES EM FLAGRANTE
Ao todo, 162 pessoas foram abordadas, com 11 prisões em flagrante. Também foram apreendidos três celulares, porções de drogas, R$ 172 em dinheiro e 12 bicicletas sem comprovação de origem.
A ação foi baseada em análise estratégica da PM, que mapeou dezenas de pontos da cidade a partir de registros criminais, imagens de monitoramento e dados de ocorrências recentes.
ÁREAS
No total, mais de 200 policiais militares foram mobilizados em 126 pontos da capital, com o uso



de 15 drones, três helicópteros e diversas viaturas. A operação teve como foco o combate a roubos e furtos em áreas de maior incidência.
“A Polícia Militar realizou a operação Impacto Quebra-Vidro visando diminuir a criminalidade, principalmente os delitos de roubo e furto de aparelhos celulares e itens de alto valor na região central de São Paulo. Atuamos principalmente em pontos estratégicos, como semáforos e locais de trânsito intenso, em que os criminosos quebram vidro dos veículos para levar os pertences”, explicou o tenente João Berton, do 13º Batalhão da Polícia Militar.



Programa de aceleração vai selecionar até 25 estúdios de games para oferecer recursos e acesso ao mercado
DA REDAÇÃO
APrefeitura de São
Paulo está com inscrições abertas para a 5ª edição do Sampa Games, programa de aceleração voltado a estúdios independentes que desenvolvem jogos digitais, analógicos com tecnologia integrada ou experiências imersivas com realidade virtual ou aumentada.
DESENVOLVIMENTO DO NEGÓCIO
A iniciativa prevê o repasse de R$ 52 mil para cada projeto selecionado. Os recursos poderão ser utilizados no desenvolvimento do negócio, incluindo investimento em equipamentos, marketing, contratação de serviços especializados e aquisição de
softwares.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o próximo dia 22 pelo site da ADE SAMPA (Agência São Paulo de Desenvolvimento). Ao todo, serão selecionados até 25 negócios que já estejam em operação e em fase de validação de mercado.
FORTALECIMENTO DOS EMPREENDIMENTOS
Com início previsto para setembro de 2026, o programa terá duração de seis meses e oferecerá uma jornada completa de aceleração, com foco no fortalecimento dos empreendimentos e na ampliação da presença dos estúdios paulistanos no ecossistema de inovação, tecnologia e empreendedorismo. Os projetos inscritos
serão avaliados com base em critérios como potencial de monetização e escalabilidade, grau de inovação e originalidade, experiência técnica da equipe, visão de negócio, diversidade e impacto para o desenvolvimento local.
NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL
“O Sampa Games reforça o compromisso da Prefeitura em apoiar a economia criativa e a inovação, oferecendo não só recursos financeiros, mas também capacitação e acesso a mercados para que estúdios paulistanos possam crescer, gerar empregos e competir em nível nacional e internacional”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart.

Sucesso de público nas décadas de 1990 e 2000, com sessões lotadas em diversas cidades brasileiras, a comédia Aluga-se Um Namorado, escrita originalmente por James Sherman e adaptada por Gustavo Klein, chega ao Teatro Fernando Torres. A direção é de Eri Johnson, que também integra o elenco ao lado de Juliana Knust, Betty Erthal, Raymundo de Souza, João Lima Junior e Marcondes Oliveira
O espetáculo conta a história de Alex Schneider (Eri Johnson), um ator bem-humorado contratado por Sara (Ju Knust) para interpretar o papel de seu namorado, judeu e médico, diante de sua família, que segue rigorosamente as tradições judaicas. A farsa é armada porque, na verdade, o verdadeiro namorado

Com direção e atuação de Eri Johnson, Aluga-se Um Namorado faz curta temporada no Tatuapé




de Sara não é judeu. A partir daí, desenrola-se uma comédia marcada por mal-entendidos e situações inesperadas. Será que os pais de Sara (Betty Erthal e Raymundo de Souza) e seu irmão Joel (João Lima Junior), um psicanalista atento, vão descobrir a verdade? E o verdadeiro namorado (Marcondes Oliveira), será revelado? Sara acabará se apaixonando pelo ator? O enredo gira em torno dessas perguntas, com doses de humor e reviravoltas.
SERVIÇO
Temporada: até 31/05/2026sábado às 20h e Domingo às 19h. Teatro Fernando Torres - Rua Padre Estevão Pernet, 588 - Tatuapé. Ingressos na bilheteria do Teatro em dias com espetáculo, até o início do espetáculo ou pela Sympla.


Depois de mais de uma década associado a mocinhos românticos, Nicolas Prattes encara em “A Nobreza do Amor” um ponto de virada na carreira. Disposto a romper com a própria imagem, o ator buscou um personagem que o tirasse inércia profissional e ampliasse suas possibilidades em cena. “Queria sair da caixinha. Sou jovem na teledramaturgia e preciso me desafiar para aprender”, resume o ator, que vive o playboy Mirinho.
Em “A Nobreza do Amor”, Mirinho é filho do Coronel Casemiro Bonafé, papel de Cássio Gabus Mendes. Ele é um bon-vivant que só quer aproveitar o dinheiro do pai, a quem tenta convencer a investir em suas ideias de negócios. Ao se encantar por Lúcia/Alika, de Duda Santos, ele disputa o coração de jovem princesa com Tonho, vivido por Ronald Sotto. “Mirinho é a inauguração de um jeito de atuar para mim, porque é meu primeiro personagem em novelas que não é movido por um bom sentimento. Ele é uma figura muito rica, cheio de camadas, em todos os aspectos”, valoriza.
P – Depois de mais de uma década como mocinho romântico, o que o atraiu nesse novo personagem em “A Nobreza do Amor”?
R – Tenho cerca de 12 anos fazendo personagens movidos por sentimentos bons. Esse cara é o oposto: é obsessivo, possessivo, superficial. É um desafio que me tira completamente da zona de conforto.
P – Como foi o processo de construção de um papel tão distante dos que você se acostumou?
R – Eu vou tateando, chegando devagar. Tento entender as motivações dele de forma humana, porque ninguém é 100% bom ou mau. Isso torna o trabalho mais completo.
P
– Esse personagem apresenta pouquíssimos bons sentimos. Como isso impacta sua atuação?
R – Impacta tudo. É um lugar emocional difícil, porque eu não me identifico com ele. Preciso entender de onde vem esse vazio para conseguir interpretá-lo com verdade. Desde o início, ele não recebe afeto – nem da mãe, nem do pai. Isso molda as escolhas dele, que são sempre uma tentativa frustrada de buscar esse amor.
P – Apesar de ser uma novela de época, você encontra algum ponto de diálogo do personagem com a atualidade?

Antes de protagonizar novelas na Globo,
R – Totalmente. A gente vê casos absurdos acontecendo e isso reforça a importância de educar para o respeito e o amor. Sou pai de coração de uma menina e a gente viu os absurdos que aconteceram agora em Copacabana – o caso do estupro coletivo – e nossos meninos têm de ser ensinados para o amor e o respeito. Interpretar esse cara me coloca em contato com isso. E preciso entender a educação e o amor que ele recebeu ou não. Vou tateando e chegando devagarinho.
P – Você acredita despertará alguma rejeição do público ao longo dos capítulos?
R – Espero que sintam raiva mesmo. Ele faz coisas difíceis de defender. Isso significa que o personagem está funcionando.
P – Após mais de uma década, você estava em busca de oportunidades diferenciadas na tevê?
R – Sim. Eu queria sair da caixinha. Sou jovem na teledramaturgia e preciso me desafiar pra aprender. Esse personagem me dá um alcance emocional muito maior.
P – Atualmente, você tem se dividido entre Rio de Janeiro e São Paulo. Como tem sido essa vida em duas cidades?
R – A gente vai se adaptando. É minha terceira novela ao lado da Sabrina (Sato, esposa). Temos conversamos muito. Mesmo com a correria de trabalhar e voltar para casa, a gente se realiza nisso. É fundamental estarmos felizes e realizados profissionalmente – tanto para mim quanto para ela.
Interpretar um personagem tão denso exige também um cuidado no pós-cena. Nicolas Prattes afirma que não consegue simplesmente encerrar o trabalho e seguir a rotina normalmente. Em vez disso, ele cria um tempo de transição. “Não vou direto para casa. Dou uma volta de carro, escuto música, tento zerar. Não são sentimentos fáceis de carregar”, afirma. Essa dificuldade começa ainda no processo de estudo. O ator revela que está aprendendo todos os dias e que, muitas vezes, ao ler um novo capítulo, se pergunta como vai dizer certas falas em cena. Isso porque não se identifica em nada com o personagem, o que torna tudo mais desafiador. “Eu estou aprendendo todos os dias. Recebi um capítulo ontem e, quando fui ler, pensei: ‘como é que eu falo isso para uma pessoa?’. Eu, literalmente, não me identifico em nada com o Mirinho”, ressalta.
Mesmo com a carga pesada do personagem, Nicolas Prattes encontra no humor uma válvula de escape dentro da própria construção. Ele conta que a trama é cheia de reviravoltas e imprevisível, mas que o Mirinho também abre espaço para um tipo de humor peculiar. “É tudo cheio de reviravoltas o tempo todo, não dá para prever o que vai acontecer. Eu estou com mais humor na minha vida e ele tem esse lado meio ‘porta-voz dos absurdos’, sabe? É como se fosse o senhorzinho dos absurdos. Então, de certa forma, ele me ajuda a colocar um humor ali também”, aponta.


































