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Gazeta da Zona Leste - 1979

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GAZETA DA ZONA LESTE

nº 1.979

DESDE 1978

SÃO PAULO, 28 DE DEZEMBRO DE 2025

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ENTREVISTA

César Tralli exibe vigor no ‘Jornal Nacional’ César Tralli jura que não sabe o momento ou motivo que fez a direção da Globo decidir pelo seu nome para substituir William Bonner na bancada do “Jornal Nacional”. “Sempre trabalhei bastante. Comecei cedo no jornalismo e meu amor e entusiasmo pela profissão nunca perderam força. Completo 55 anos no final de dezembro e sigo com muita energia e disposição, ressalta. > VEJA + PÁGINA 7 DIVULGAÇÃO

Mais 140 ônibus elétricos pelas ruas A cidade de São Paulo amplia sua frota municipal com mais 140 ônibus elétricos entregues, no último dia 17, consolidando a capital como referência nacional em mobilidade sustentável.. > VEJA + PÁGINA 3

SEGURANÇA

Atenção para evitar surpresas desagradáveis O período de fim de ano registra um aumento nas invasões a residências e condomínios, uma vez que criminosos se aproveitam do menor fluxo de pessoas e do esvaziamento das áreas residenciais. > VEJA + PÁGINA 4


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28 de dezembro de 2025

GAZETA DA ZONA LESTE

editorial editorial

O que você plantou para colher em 26? POR EVERALDO DE DEUS

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cada início de ano, abre se um novo ciclo, trazendo perspectivas de mudança que vão sendo rascunhadas dia após dia. É nesse movimento que surge o convite à reflexão: nada existe sem a marca do tempo, e é ele que sustenta nossa grande jornada. É natural desejar felicidade e realizações para o ano que chega, mas esse desejo é apenas o ponto de partida. As festas de confraternização não celebram apenas a virada; elas expressam impulsos inconscientes que revelam nossa vontade de melhorar. Assim seguimos, tecendo projetos e sonhos no tapete da existência. Curioso pensar que cada passo que se afasta do chão vira passado, e nele deixamos pegadas que resistem ao tempo. Eis a magia da vida: a capacidade de atravessar dificuldades. Muitos superam, mas outros repetem velhas narrativas, iludindo se com dramas que carregam para o “novo ano”. Já percebeu como o passado pode retornar com a força de uma novidade? Diante disso, surge a pergunta: o que nos espera em 2026? Embora previsões sejam tentadoras, a Lei de causa e efeito nos lembra que o novo cenário depende de nossas atitudes — positivas ou negativas — e de suas consequências inevitáveis. Somos responsáveis por tudo o que criamos. Muitas vezes sofremos por não encontrarmos uma forma de desfazer os efeitos de ações adoecidas. Por isso, vale viver cada oportunidade com intensidade. Que nossas atitudes façam com que os encontros deixem as pessoas melhores do que nos encontraram. Assim, acumulamos um “capital imaterial” capaz de transformar realidades e suavizar consequências. Que 2026 nos transborde de desejos genuínos e nos encharque de realizações, fortalecendo a jornada que se abre diante de nós.

ENSINO NA ERA DIGITAL

DIREITOS HUMANOS

Promessas de Ano Novo e a ilusão do ‘agora vai’

A arte como memória viva

POR MARCELO HUGO

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odo fim de ano repete o mesmo ritual: taças erguidas, fogos no céu e uma lista de promessas que, no calor da virada, parecem possíveis. “Dessa vez vai ser diferente”, dizem muitos, embalados pela euforia coletiva. Mas a ciência do comportamento mostra que esse entusiasmo dura pouco: a maioria das metas de Ano Novo fracassa antes do fim de fevereiro. O motivo? Expectativas irreais, falta de planejamento emocional e o falso otimismo que confunde desejo com prontidão. Metas falham por má estrutura, não por má vontade. Criar resoluções sem entender as emoções que as sustentam é como construir uma casa sem fundação. A força de vontade é limitada e se esgota com o estresse; confiar apenas nela costuma levar à frustração. Além disso, muitos confundem empolgação com motivação duradoura. A mais eficaz nasce do alinhamento entre o que se quer e o que faz sentido — a motivação intrínseca. Quando a meta não conversa com valores internos, a procrastinação prospera. Outro erro é tentar mudar tudo de uma vez. Grandes transformações dependem de pequenas vitórias. Os micro-hábitos são exemplo disso: ajustes sutis e consistentes que reprogramam o cérebro para mudanças sustentá-

POR MARCOS GOES

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arte sempre foi uma forma de remontar e contar histórias silenciadas. Ela registra o que se perdeu no tempo, traz luz às comunidades que ficaram à sombra e devolve humanidade aos marginalizados. No Brasil, quando falamos dos indígenas, isso é ainda mais urgente. Porque a tentativa de apagamento não é apenas simbólica, é física, territorial, cultural e histórica. E continua acontecendo. Em “Povo Vivo”, remonto a história e temas cruciais da memória de quem está lutando pelo hoje. Dessa forma, é possível lembrar rostos, nomes e vozes das lideranças que estão aí, enaltecer as conquistas gigantes, títulos e premiações das pessoas que inspiram, ensinam, protegem e reinventam caminhos. Homenageá-los enquanto estão vivos é reconhecer o valor do que constroem. É afirmar que a sabedoria indígena não pertence ao passado, mas pulsa no presente. Ao revisitarmos alguns massacres e conflitos, não queremos alimentar a dor, mas iluminar a coragem ancestral que alimenta nossa sede de lutar pela natureza. Muitos episódios sangrentos constituem a memória desse país, retalhado, repleto de feridas, mas que segue marcado pela beleza resiliente de povos capazes de reinventar futuro.

gazeta há 20 anos

Reconhecer a história e a visão desses povos é uma verdadeira homenagem: à natureza, à resistência dos líderes indígenas que, com sua presença e ativismo, tentam assegurar às gerações futuras uma herança viva. E é exatamente aqui onde a arte se torna fundamental. Ela quebra as barreiras de qualquer silêncio, eterniza, educa e chama para viver. As pessoas só conhecerão as lideranças de hoje se nós, artistas, escritores, jornalistas, educadores, leitores, contarmos suas histórias. Não apenas para lembrar as lutas, mas para compreender que cada território, conhecimentos preservados e crianças indígenas falando a própria língua são vitórias civilizatórias, e precisam ser celebradas. Exaltá-los é oferecer-lhes a dignidade tantas vezes negada, é revelar às próximas gerações um passado como guia e encontrar nele inspiração, força e pertencimento. É afirmar que o Brasil não existe sem seus povos originários e o futuro real do planeta não é possível sem que eles vivam, respeitados e ouvidos. A arte, quando comprometida com a história, torna-se uma forma de justiça. Desejo que ela permaneça sendo o espaço onde o Brasil real enfim se reconhece. Marcos Goes é artista natural, ativista e escritor de Povo Vivo – Lideranças indígenas brasileiras resistentes

O QUE ERA NOTÍCIA EM 22 de dezembro de 2005 EDIÇÃO Nº 982

GUAIANASES - Serra visita região é dá início a torneio de futebol

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prefeito José Serra visitou no último domingo, dia 18, a região de Guaianases, onde inaugurou uma praça de eventos, vistoriou as obras de canalização do Córrego das Justinas e deu início à “Copa José Serra de Futebol Amador 2006”, uma homenagem da comunidade. A praça de eventos, que estava lotada pela população, tem 7 mil m² e será usada para shows e festas. Já o Córrego das Justinas teve as obras de canalização iniciadas há uma semana -

Everaldo de Deus é psicanalista clínico, pedagogo mestre em Educação e especialista em Neuropsicopedagogia

EXPEDIENTE

veis. Em vez de metas genéricas como “vou ser mais saudável”, prefira algo concreto: “caminharei 15 minutos antes do café da manhã, três vezes por semana”. Cada pequena ação confirma que o recomeço está em curso. Mas não basta agir no automático. A mudança só se mantém com regulação emocional: reconhecer e lidar com emoções que sabotam o progresso. Medo, ansiedade, culpa e autocrítica paralisam decisões e alimentam o adiamento. A saída é desenvolver consciência emocional: identificar o que se sente, acolher o desconforto e seguir mesmo assim. Aqui está um roteiro prático para transformar promessas em conquistas: 1 - Autoavaliação – Reflita sobre o que tem significado para você e por que deseja mudar. 2 - Microplanejamento – Divida o objetivo em etapas pequenas e mensuráveis. 3 - Regulação emocional – Observe suas reações diante dos obstáculos e ajuste o ritmo sem culpa. A virada inspira, mas não transforma sozinha. A mudança acontece quando o entusiasmo da meia-noite vira hábito diário, sustentado por paciência, autoconhecimento e gentileza consigo mesmo. No fim, o futuro não começa em 1º de janeiro, e sim no primeiro passo que você escolhe dar hoje. Marcelo Hugo da Rocha é psicólogo clínico e autor do livro “A Psicologia da Procrastinação”

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o prazo de conclusão é de 15 dias. O campo de futebol, chamado de River Plate, foi reformado em parceria pela Subprefeitura e os clubes locais que mantêm campos particulares. Pelo projeto, nomeado Programa Esportes e Inclusão Social, a Subprefeitura repassa aos clubes recursos para reforma de alambrado e construção de lanchonetes e vestiários e o trabalho é executado em forma de mutirão pelos clubes. A Subprefeitura deverá investir R$ 25 mil.

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Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano | Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano | Revisão: Fabiana Nascimento | Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva

Impressão:

Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas


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MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Frota de ônibus elétricos ultrapassa 1,1 mil DA REDAÇÃO

Divulgação

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gestão Ricardo Nunes encerra o ano ampliando a frota municipal com mais 140 ônibus elétricos, entregues no último dia 17, consolidando a capital como referência nacional em mobilidade sustentável. Agora, São Paulo já conta com 1.149 ônibus sustentáveis, sendo 960 veículos 100% elétricos a bateria e 189 trólebus, formando a maior frota de veículos sustentáveis do Brasil. “Somente neste ano, entregamos 655 ônibus elétricos, com investimento de R$ 1,3 bilhão, um marco histórico para o transporte público e para o meio ambiente. Para o

Atual gestão da capital fortalece maior frota de ônibus elétricos do País

próximo ano, a previsão é a entrega de pelo menos mais 500 novos ônibus elétricos, reforçando o compromisso da administração com a redução das emissões e a melhoria da qualidade de vida da população”, comentou o prefeito Ricardo Nunes. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, São Paulo concentra 78% dos ônibus elétricos a bateria do País, resultado direto de uma política pública sólida e responsável, que coloca a cidade na vanguarda da eletromobilidade. “Os resultados já aparecem: o novo Inventário de Gases de Efeito Estufa aponta queda nas emissões do setor de trans-

portes, reflexo das ações estruturantes da atual gestão. E o futuro está planejado, já que no Programa de Metas 2025–2028 está prevista a substituição de 2.200 ônibus e de toda a frota de caminhões de coleta de lixo por veículos sustentáveis”, frisou o chefe do Executivo. Os 140 novos ônibus irão atuar em 30 linhas, com operação dividida entre oito concessionárias, que abrangem todas as regiões da cidade. Os veículos são dos tipos Básico e Padron, com acessibilidade, ar-condicionado, USB e Wi-Fi. Nove deles possuem câmeras do Smart Sampa (agora são 44 ônibus com câmeras do programa de monitoramento).


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VAI VIAJAR?

Como proteger seu condomínio e evitar invasões nas festas de fim de ano Divulgação

DA REDAÇÃO

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Luzes acesas ininterruptamente sinalizam que a casa está vazia, por isso o ideal é deixá-las apagadas ou utilizar sensores que acendem apenas ao escurecer

período de fim de ano registra um aumento nas invasões a residências e condomínios, uma vez que criminosos se aproveitam do menor fluxo de pessoas e do esvaziamento das áreas residenciais. Para evitar surpresas desagradáveis, a ex-delegada Marcia Gomes, ressalta algumas dicas práticas fundamentais para garantir a proteção do patrimônio. No âmbito dos condomínios, a recomendação é que os síndicos realizem uma inspeção rigorosa nos sistemas de segurança e nos circuitos de câmeras para assegurar que tudo esteja funcionando corretamente, enquanto os apartamentos permanecem

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vazios. “Se houver contrato com empresas de vigilância, é prudente solicitar a intensificação das rondas durante este período. Além disso, os moradores devem manter atenção redobrada ao que ocorre nas imediações, comunicando imediatamente à segurança ou à polícia sobre a presença de carros parados por muito tempo ou de pessoas estranhas circulando na região”, recomenda. Para o morador que pretende viajar, a especialista em segurança lista cuidados essenciais que começam pela discrição. “Cuidado com as informações postadas nas redes sociais”. Em condomínios, avise sobre a ausência apenas ao síndico e ao zelador. “Caso seja necessário que alguém visite a residên-

cia, essa decisão deve ser comunicada previamente”. Segundo Marcia, é importante nunca deixar as chaves do apartamento na portaria para evitar que caiam em mãos de assaltantes em caso de incidentes. No aspecto físico da unidade, o morador deve trancar todas as portas, fechar janelas, desligar o gás e as torneiras, além de retirar os eletrônicos das tomadas. Outro ponto de atenção destacado pela especialista diz respeito à iluminação: luzes acesas ininterruptamente sinalizam que a casa está vazia, por isso o ideal é deixá-las apagadas ou utilizar sensores que acendem apenas ao escurecer. “Por fim, recomenda-se deixar um telefone para contatos de emergência com a administração ou zelador.”

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RÉVEILLON DA PAULISTA

14 horas de shows com música brasileira DA REDAÇÃO

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festa preparada para a virada de 2025 para 2026 na Avenida Paulista vai entrar para a história, com 14 horas de shows com alguns dos maiores nomes da música brasileira tocando de graça para a população. Caberá à cantora Simone Mendes a contagem regressiva para a chegada de 2026. A festa contará ainda com 15 minutos da maior queima de fogos silenciosos já registrada em São Paulo, utilizando 6,5 toneladas de artefatos sem ruído, além de um palco de 17 metros por 20 metros com painel de LED cenográfico e dez torres de vídeo distribuídas ao longo da avenida. A ce-

lebração coincide com a histórica 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que reunirá 55 mil atletas de 48 países. Juntamente com a programação de Natal, as iniciativas da Prefeitura devem movimentar a economia da capital em mais de R$ 2 bilhões, com 18 mil empregos gerados, segundo projeções da FGV, que também aponta que a expectativa é atrair 8 milhões de pessoas no Réveillon e na São Silvestre, reforçando o período como impulsionador da economia e da visibilidade internacional da cidade. ATRAÇÕES O início da programação da festa na Paulista celebra os 100 anos da

Corrida Internacional da São Silvestre, com o DJ KVSH, a partir das 8 horas do dia 31 de dezembro. Na parte da tarde, a partir das 14 horas, a programação destaca a força da música religiosa, com apresentações do grupo Colo de Deus, Frei Gilson e Padre Marcelo Rossi. A partir das 18 horas, entram em cena artistas que representam o gosto musical majoritário da capital, segundo pesquisa da JLeiva latino: o sertanejo. Com apresentações de João Gomes às 18 horas, Belo 19h20, Maiara e Maraísa às 20h40 e Ana Castela às 22 horas. Simone Mendes sobe ao palco às 23h20, seguida da apresentação de Latino, que encerra a festa às 2h30.

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15 minutos da maior queima de fogos silenciosos já registrada em São Paulo, utilizando 6,5 toneladas de artefatos sem ruído


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TEATRO

Um dia muito especial reestreia em janeiro

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ucesso de público em sua primeira temporada em 2025, Um Dia Muito Especial, estrelado por Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall, volta em cartaz para uma temporada no Teatro Bradesco, a partir de 10 de janeiro. O espetáculo, dirigido por Alexandre Reinecke e traduzido por Célia Tolentino, adapta aos palcos o filme homônimo estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni em 1977. A narrativa baseada no premiado filme homônimo de Ettore Scola traz a tocante história de vidas opostas que se encontram por acaso onde discutem o amor, a vida e as forças que unem e afastam as pessoas. Esta é a segunda vez que essa história será adaptada para o teatro no Brasil. SINOPSE Roma, 6 de maio de 1938. Enquanto Benito Mussolini e Adolf Hitler firmam sua aliança política — em uma parada com

Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall voltam em cartaz com “Um Dia Muito Especial” para temporada no Teatro Bradesco

massiva presença da população — Antonietta, dona de casa e mãe de seis filhos, é impedida de ir para ficar em casa cuidando dos afazeres domésticos. Em meio ao caos, seu pássaro de estimação voa até a janela do vizinho Gabriele. Ele, demitido da rádio por ser gay e na iminência de ser preso, não iria a um desfile com essa temática. Entre conversas sobre sonhos, frustrações e desejos, nasce uma amizade extraordinária e um amor platônico que, naquele dia, mudará suas vidas para sempre. SERVIÇO Um Dia Muito Especial Temporada: 10/01 a 15/02, com apresentações aos sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h. Teatro Bradesco - Bourbon Shopping Săo Paulo - R. Palestra Itália, 500 - 3° Piso – Perdizes. Ingressos: de R$ 60 a R$ 200 (bilheteria digital: uhuu). Duração: 90 minutos. Classificação etária: 10 anos.


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ENTREVISTA

César Tralli exibe vigor ao encarar bancada do tradicional ‘Jornal Nacional’

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xperiente e carismático, César Tralli jura que não sabe o momento ou motivo que fez a direção da Globo decidir pelo seu nome para substituir William Bonner na bancada do “Jornal Nacional”. Porém, acredita que a jornada dupla à frente do vespertino “Jornal Hoje” e do “Jornal GloboNews – Edição das 18h”, durante quatro anos, mostraram seu poder de entrega. “Sempre trabalhei bastante. Comecei cedo no jornalismo e meu amor e entusiasmo pela profissão nunca perderam força. Completo 55 anos no final de dezembro e sigo com muita energia e disposição. Ainda mais agora, depois de chegar à bancada do ‘JN’”, ressalta. Natural da cidade de São Paulo, Tralli passou pelo jornalismo impresso e pelo rádio antes de enveredar pela tevê. Após uma breve experiência no SBT e na Record, foi contratado como repórter pela Globo, onde está desde 1993. Um ano depois, aos 24 anos, acabou tornando-se o mais novo correspondente da emissora na sucursal de Londres, onde ficou até 2000 e pôde cobrir desde conflitos do Oriente Médio ao acidente que vitimou a Princesa Diana. “Foi um período de muito aprendizado e muitos perrengues. Jornalismo não é glamouroso como as pessoas imaginam. Não é nada chique estar no meio de guerras ou terremotos”, ressalta o jornalista, casado com a apresentadora da Record, Ticiane Pinheiro, e pai da pequena Manuella, de seis anos. P – Quando você estreou na Globo, em 1993, já fazia reportagens para o “Jornal Nacional”. Três décadas depois, como encara o posto de âncora do principal telejornal da emissora? R – Minha história com o “Jornal Nacional” é realmente antiga. Eu era jovenzinho e ficava muito empolgado ao pensar e produzir as matérias. Inclusive, estava na equipe quando o (William) Bonner assumiu a bancada. Continuei fazendo reportagens especiais por quase uma década e, sem dúvida, foi onde aprendi tudo o que sei. P – Em algum momento chegou a se imaginar na bancada do “Jornal Nacional”? R – Jamais. E não era um sonho

Antes da Globo, César Tralli foi repórter do sanguinolento “Aqui e Agora”, do SBT

também. Sou muito focado no presente, em como entregar o melhor de mim sempre. Estava feliz como repórter, onde tive a oportunidade de ser correspondente internacional, e com a transição para a função de âncora em outros telejornais. Então, não era um posto que eu almejava. P – Como surgiu a oportunidade? R – A informação sobre a vontade do Bonner em deixar a bancada era muito restrita. Eu só fiquei sabendo de fato quando o Ricardo Villela (di-

retor-geral de jornalismo da Globo) me chamou para almoçar e me fez o convite. Tive de guardar segredo e aguardar todo o processo de transição programado pela emissora. P – Você passou boa parte de sua carreira como âncora em jornais mais informais como o “SPTV” e o “Jornal Hoje”. Que cuidados e adaptações você buscou fazer em seu jeito de apresentar para o “Jornal Nacional”? R – É um jornal que exige uma

postura mais séria mesmo. Nos ensaios e gravações dos pilotos, quis respeitar rigorosamente aquilo que o “JN” é tradicionalmente: um telejornal absolutamente reconhecido e cheio de credibilidade. P – Você acha que vai sentir falta da liberdade de comentar uma ou outra notícia como você fazia nos telejornais vespertinos? R – É um outro momento e formato. Quando for possível, naturalmente vai acontecer. De qualquer forma, sempre prezei pela educação e tolerância. Nas vezes em que emiti alguma opinião no ar, foi sempre com o máximo de equilíbrio, respeito, sensatez. E sempre pensando no bem comum. P – Passada a estreia, qual balanço você faz sobre o novo posto dentro da Globo? R – O comprometimento e a responsabilidade são grandes, mas estou feliz. Eu brinco que no jornalismo não tem saldo de gols. Então, todo dia você começa do zero a zero. Você pode fazer uma edição histórica, marcar um golaço e no dia seguinte começa tudo de novo, com a preocupação em não errar e em fazer o jornalismo mais bem aprofundado possível. É essa lição que eu levo para o “JN”: da perseverança, determinação, humildade e vontade de fazer bem-feito. P – Apesar de ser conhecido do grande público, estar à frente do “Jornal Nacional” aumenta a visibilidade e, consequentemente, o assédio e a curiosidade do público. Como você lida com o poder da tevê de glamourizar as pessoas? R – Além de chegar na casa das pessoas diariamente, também sou casado com uma pessoa pública. Então, à medida que o tempo passa, mais e mais eu quero preservar minha intimidade. Procuro ser o mais discreto possível na vida pessoal. Nas minhas mídias sociais (demorei para me render) falo mais de notícias, de jornalismo, e menos de família e de intimidade. Quando digo algo nesse sentido, é para enaltecer o amor e a gratidão por tudo o que a vida me deu. Meu caminhar é de um autêntico capricorniano: um passo por vez.


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