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Gazeta São Mateus - Edição 297

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16 anos de olho nos fatos

ANO XV - Nº 297

2ª Quinzena de Setembro/2009

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Desfile cívico marca os 61º anos de São Mateus

Domingo, dia 27 de setembro, foi um dia diferente para os munícipes de São Mateus. Com sol forte, todos puderam comemorar o 61º aniversário do bairro, organizado pela Subprefeitura São Mateus. A principal avenida , Mateo Bei, foi o palco para receber com alegria desfiles que agitaram os espectadores, tendo o apoio da Polícia Militar (PM), Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Companhia de Engenharia e Tráfego (CET). Página 9

Conremad de São Mateus participa de reunião na SVMA O Conselho Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Conremad - SM) de São Mateus, cujo presidente é o subprefeito Clóvis Luiz Chaves, participou de uma reunião, dia 17 de setembro, na Secretaria do Verde e Meio Ambiente(SVMA) com representantes da Dersa, Siurb e SVMA.

O objetivo do encontro foi buscar informações sobres os parques previstos para a região com as compensações ambientais da Jacu-Pêssego. A reunião foi pedida após vistoria realizada por membros do Conselho, da subprefeitura e da Secretaria do Verde. Página 9

Subprefeito de São Mateus atende alunos da escola Isaac Schraiber

Uma comitiva de quatro alunos da 3ª série do ensino médio da Escola Isaac Schrai-

ber procurou a assessoria de gabinete da subprefeitura, dia 15 de setembro, com o obje-

tivo de buscar respostas para alguns questionamentos referentes a um trabalho sobre o bairro de São Rafael, distrito de São Rafael. Após analisar as questões, Clóvis respondeu aos 8 questionamentos a próprio punho e recebeu o quarteto formado por Danillo, Thiago, Mirian e Aline para passar as informações relativas a: importância do São Rafael; projetos previstos para o bairro e distrito; questões ligadas ao meio ambiente, principalmente ao Córrego Cipoaba e o que a comunidade pode fazer para ajudar na conservação do bairro. Página 6

Terceiro Dia D Ambiental aconteceu em São Mateus A terceira edição do Dia D Ambiental aconteceu entre os dias 12 e 20 de setembro na Paróquia Imaculado Coração de Maria, do Setor Conquista sob responsabilidade do Padre Mauro Domesi. Como nos anos anteriores a finalidade das ações durante a semana é informar, esclarecer, orientar e especialmente conscientizar as pessoas sobre as questões ambientais e de cidadania. Página 5

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Escola Técnica Estadual de São Mateus A Escola Técnica Estadual de São Mateus, parceria do governo municipal com o estadual tem previsão de implantação para o início de 2010. Após muita especulação, o terreno localizado nas ruas Soledade de Minas e Felisburgo, uma doação da Prefeitura pôde receber o canteiro de obras da empresa

responsável pelo empreendimento e atualmente já é possível observar toda sua estrutura. A Etec São Mateus, que será administrada pelo Centro Paula Souza, terá doze salas de aula, nove laboratórios, biblioteca, quadra poliesportiva e capacidade para atender 1200 alunos. Página 8

Polícias e lideranças continuam discutindo a Polícia Comunitária

Dando continuidade ao encontro polícia e comunidade, entidade e lideranças, o jornal Gazeta São Mateus promoveu em parceria com as autoridades locais, a segunda reunia, desta vez para entender e debater melhor a adoção da nova política de Segurança do Estado de São Paulo que vem dando ênfase ao assunto: polícia comunitária. O encontro aconteceu no CPAM9 na Avenida Sapopemba, 12.370, no dia 23 de setembro e teve como coordenador o coronel da PM

Manoel Messias. Na mesa Dr. Antônio Carlos Palhares, delegado da 8ª seccional, o subprefeito de São Mateus, Clóvis Luis Chaves, entre outras autoridades. E foi exatamente o comandante da CPAM9, Coronel Messias que propôs uma pauta básica e horário de começo e fim do encontro. De início haveria uma apresentação do resumo do primeiro encontro e apresentação dos novos participantes. Ao final falariam o delegado seccional e o subpre-

Audiência do Plano Plurianual A subprefeitura São Mateus realizou na noite do dia 16 de setembro Audiência Pública sobre a Proposta Orçamentária 2010, Plano Plurianual 2010-2013. Essa audiência fez-se necessária em atendimento à Portaria Intersecretarial nº 008/2009 - da Se-

cretaria de Planejamento (Sempla) da Prefeitura de São Paulo. Estiveram presentes munícipes, lideres comunitários, associações de moradores, representantes de vereadores e imprensa local. Página 6

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feito. O coronel Messias confessou ter desafiado a diretora deste jornal quando disse desconhecer a existência de lideranças no bairro. “A Lucy Mendonça provou que eu estava errado e trouxe um monte de gente e outros tantos agora neste encontro”. A questão principal é a aproximação entre os cidadãos de bens, as lideranças com a polícia para melhorar as relações e a segurança, insistiu por diversas vezes o comandante. Página 8

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Gazeta São Mateus

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Opinião A família tem que educar desde a primeira infância

E ditorial Os economistas alternativos Tem demorado muito para se compreender que a economia só faz sentido se usada para atender as necessidades humanas. Para isso precisa respeitar os limites físicos impostos pela natureza que junto com o humano faz parte de um subsistema finito. Como o entendimento é lento urge promover a conciliação entre a economia e o meio ambiente superando o pensamento econômico tradicional que joga pelo crescimento infinito, coisa impossível. O tal do eixo do mercado não tem como ser estritamente o mercado, o objeto, a mercadoria e sim o indivíduo com suas necessidades elementares. Não basta mais fazer a economia crescer nem apenas intensificar a demanda por mais bens e serviços baixando juros e estimulando investimento. O ritmo econômico atual baseado na exploração desenfreada de recursos naturais e no superconsumo é insustentável. A prática econômica deve ser buscada para ser solidária, participativa e coletiva, trocando, assim, o atual modelo econômico baseado na competição pelo de cooperação. O objetivo primordial da atividade econômica não deve ser a produção de riqueza, mas, sim, o bem-estar das pessoas. Todas as afirmações acima vão na direção contrária à ortodoxia econômica e ferem uma espécie de pensamento único que tem dominado, inclusive, o cenário acadêmico das ciências econômicas. Com essa visão alternativa bem consubstanciada, os chamados economistas alternativos vão aos poucos ganhando mais espaço e relacionando temas como economia e meio ambiente e já conseguiram gerar referências difíceis de contestar, entre elas a economia ecológica. Trabalhos acadêmicos com essa preocupação brotam desde a década de 1970, mas em considerando o momento em que se vivia naquela década teve pouca repercussão. Na época a forma tradicional pensava que uma economia mais produtiva e abundante em matéria de bens e serviços seria a solução de todos os males que afligem o mundo. Deu outra coisa, transformou-se ela

própria no mal. O fato é que os economistas alternativos, ou os ecologistas da economia, têm trabalhado intensamente para propagarem suas idéias. Gente como o prêmio Nobel de Química, Frederick Soddy (1877-1956) - um dos precursores da economia ecológica cujas idéias o professor da Universidade de Maryland, Herman Daly, vem usando para fazer críticas consistentes ao atual sistema que insiste em não olhar para a questão ambiental como se deve. Daly tem insistido muito sobre a necessidade de levar em conta os efeitos da atividade econômica sobre os recursos naturais não renováveis. Daly salienta que uma vez ultrapassado a escala de crescimento ótimo, esse crescimento torna-se custoso e estúpido e tem um final já vaticinado: uma catástrofe ecológica que tende a reduzir sensivelmente o padrão de vida de todos os hóspedes do planeta Terra. Outro alternativo é o economista chileno Manfred Max-Neef. Para ele o crescimento econômico está alinhado à qualidade de vida das pessoas até certo ponto. Ultrapassado esse ponto, não há ganhos, mas sim perdas; não há benefícios, mas, custos, e, o principal deles, é a deterioração da qualidade de vida com a poluição das águas, do ar, dos solos, a degradação ambiental. Para Manfred Max-Neef, uma economia “saudável” se sustenta em seis postulados: 1. A economia está para servir as pessoas, e não as pessoas para servir a economia; 2. O desenvolvimento se refere a pessoas, e não aos objetos; 3. O crescimento não é o mesmo que desenvolvimento, e o desenvolvimento não precisa necessariamente de crescimento; 4. Nenhuma economia é possível à margem dos serviços que prestam os ecossistemas; 5. A economia é um subsistema de um sistema maior e finito, que é a biosfera, e, portanto, o crescimento permanente é impossível; e, 6. Nenhum processo ou interesse econômico, sob nenhuma circunstância, pode estar acima da referência à vida. São taxados de personas non gratas, mas de pensamentos muito pertinentes. (JMN)

G azeta S ão M ateus Expediente Empresa Jornalística Gazeta São Mateus Administração, Publicidade e Redação: Rua Libra, 85 - Jd. Santa Bárbara São Mateus - São Paulo - Cep: 08330-370 Fone:/Fax: 2962-3172 - Cel: 9431-7658 e-mail: gazetamateus@terra.com.br Diretora: Luci Mendonça Diretora Comercial: Cristina Mendonça da Silva Jornalista Responsável: Luci Mendonça – Mtb 43029-SP Redação: J. de Mendonça Neto Repórter Fotográfico: Giuseppe Celestino Diagramação: Dario Silveira - Cel: 7610-3222 (Obs: Matérias assinadas não representam, necessariamente, a opinião do jornal) Fotolito e Impressão: Gráfica Pana - Fone: 3208-2487 CNPJ - 02.740.573/0001-87 Proibida a reprodução total ou parcial dos textos Tiragem: 20 mil exemplares Circulação: São Mateus, Itaquera, Guaianazes, Vila Formosa, Mooca, Vila Prudente, São Miguel, Tatuapé e Mauá Distribuição gratuita

2ª Quinzena de Setembro/2009

Luci Mendonça

Diretora do Jornal

Está se aproximando o dia das Crianças, que se comemora em todo território nacional com muitos eventos assistencialistas. Pessoas com alguns recursos ficam mais sensibilizadas promovem festas para a infância com guloseimas e brinquedos. Claro que independente da origem da intenção se, de fato, querem homenagear as crianças ou querem promover a si próprios demagogicamente usando as crianças, as crianças gostam e aproveitam. Mas de que crianças, estamos falando? Falamos daquela que está na primeira infância – onde grande parte do caráter é formada não da segunda ou terceira infâncias, que vem depois dos sete anos onde alguma coisa do caráter já está se consolidando. Acho que os eventos, apesar de contemplar crianças e adolescentes deveriam estar mais focado para a primeira infância, como uma espécie de retribui-

ção ao ser humano aberto e disponível nessa fase onde ele está mais suscetível. É senso comum considerar o mundo adulto como de desumanidade e o mundo da criança como de humanidade. Também costumamos falar que as crianças não tem maldade, são inocentes e por ai vai. Pois bem, estudos e pesquisas científicas nos últimos 100 anos comprovam isso e coloca essa primeira infância como um período decisivo na formação da personalidade, do caráter e no modo de agir do adolescente, ou seja, a primeira infância compreendida nos primeiros seis anos é fundamental para a constituição da pessoa. Também entendemos que o adulto é resultado de sua própria natureza, das suas relações com a família e diferentes grupos sociais, com a cultura e com os valores, crenças, normas e práticas. “Educai as crianças e não será necessário castigar os homens”, dizia Pitágoras. Platão, Freud, Jean Jacques Rousseau disseram coisa parecida e a nossa famosa educadora Maria Montessore definia que o ambiente saudável, antes do ingresso na escola como “chave da educação e da cultura real da pessoa desde o seu nascimento”. De uma forma ou de outra esquecemos todos esses ensi-

namentos, uma vez que dos 22 milhões de crianças até seis anos, mais de 14 milhões estão fora de qualquer atendimento escolar, segundo dados do IBGE. Quantas outras tantas estão fora de creches. Somos também detentores do triste recorde de termos as crianças mais estressadas do mundo. Infelizmente não temos, no Brasil, dados estatísticos oficiais confiáveis com abrangência nacional sobre a violência contra a criança e o adolescente exceto quando ocorre morte da vítima ou prisão do agressor. A violência contra a criança no Brasil deveria merecer especial atenção: crianças abusadas e maltratadas em todas as classes sociais e regiões com abusos físicos, emocionais ou psicológicos, incluindo a exploração sexual comercial, além das diferentes formas de negligência como omissão, abandono da família e do Estado. Como conseqüência muitas categorias de transtornos mentais têm sido, há muito tempo, associadas ao abuso, negligência e violência na infância, principalmente os transtornos depressivos, de ansiedade, uso abusivo de alcool e drogas, transtornos de conduta com comportamentos transgressores, impulsivos, agressivos e violentos. Estão vendo? De novo o nosso senso e os fatos apon-

tam; as pesquisas científicas comprovam e os estudiosos reafirmam que cuidar da primeira infância é a fase mais importante, mas não é bem isso o que estamos fazendo. Mas quem deve cuidar da primeira infância? Já consideramos acima a situação das escolas iniciais e das creches, entretanto, a fase mais importante é aquela até seis anos onde a criança deveria estar mais próxima e recebendo boas influências e educação dos pais. Acontece que, infelizmente, com a qualidade dos pais atuais, já como resultado de gerações cujo comportamento é bem pior do que o pessoal das antigas, não se pode esperar grande coisa. Sendo bem clara tem gente que não cria, não educa, nem ensina seus filhos que vivem nas ruas desde a mais tenra idade, basta saber andar e falar; anos depois é possível ver meninas de 12, 13 até 17 anos, portanto ainda menores embebedadas ou drogadas chegando as suas casas apenas quando amanhece depois da famigerada “saída de balada”. É por conta dessa negligência da maioria que muitos de nós entende o desespero daquela mãe – passou nos telejornais – que indignada com o fato do seu filho envolvido em um assalto deu-lhe uns tapas ainda na delegacia. (LM)

IBGE abre 33.012 vagas para agentes O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está com as inscrições abertas para 33.012 vagas para Agentes Censitários. Serão 400 vagas de Agente Censitário Regional (ACR), 558 de Agente Censitário Administrativo (ACA), 6.722 Agentes Censitários Municipais (ACM), 23.900 Agentes Censitários Supervisores (ACS) e 1.432 de Agentes Censitários de Informática (ACI), distribuídas por todos os 5.565 municípios do Brasil. Os interessados poderão se inscrever até o dia 06 de outubro pela Internet (www.cesgranrio.org.br) ou em Postos de Inscrição nos Municípios / Área de Trabalho onde o candidato desejar trabalhar. A taxa de inscrição é de R$ 22,00 para as funções de Agente Censitário Munici-

pal (ACM), Agente Censitário Supervisor (ACS) e Agente Censitário de Informática (ACI); de R$ 18,00 para a função de Agente Censitário Administrativo (ACA) e de R$ 30,00 para a função de Agente Censitário Regional (ACR). Para concorrer é necessário ter, pelo menos, 18 anos de idade, ser brasileiro nato ou estrangeiro naturalizado, ter concluído o ensino médio (antigo 2º Grau), estar em pleno gozo dos direitos políticos e, no caso dos candidatos do sexo masculino, estar em dia com o Serviço Militar. Os locais de realização de prova serão informados a partir de 23 de novembro. O gabarito oficial será divulgado no dia seguinte à aplicação das provas. O resultado final para ACR tem divulgação prevista para 23 de dezembro, e para

as demais funções a partir de 20 de janeiro de 2010. As contratações dos ACR serão feitas a partir de janeiro e das demais funções a partir de março de 2010.A previsão de execução dos trabalhos é de até: 12 meses para o ACR, 10 meses para o ACM, 10 meses para o ACI, nove meses para

o ACS, e 12 meses para o ACA. Para todas as funções a jornada de trabalho será de 40 horas semanais, sendo oito horas diárias. As vagas para as funções de Agente Censitário Municipal e Agente Censitário Supervisor terão uma única inscrição e uma mesma prova.

21 de Setembro: Dia da Árvore O dia da árvore é comemorado em todo o mundo e em datas diferentes. Aqui no Brasil o dia 21 de setembro foi escolhi-

do pelos índios que cultuavam as árvores no começo da primavera, época em que eles preparavam o solo para cultivo.

Profº Janilson das Neves Pinheiro CRA/SP 45.080 OAB/SP 102.159-E CRC/SP 1SP156862/0-9 • ADMINISTRAÇÃO: De bens, empresas e condomínios; • ADVOCACIA: Causas Cíveis, Família e Trabalho; • ARQUITETURA: Projetos, Decoração e Desdobro; • CONTABILIDADE: Abertura, Alterações e Encerramentos; • INFORMÁTICA: Organização, Sistema e Programa; • ENGENHARIA: Plantas, Regularização e Construções; • QUALIDADE: Implementação e Implantação de Cursos

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Olha só a ilustração do que pode ocorrer se não cuidarmos da natureza. Essa é uma imagem baseada no efeito estufa: causado pelas queimadas, por gases liberados pelos carros e pelas industrias (como a petrobras). Nestes fatos mensionados há liberação de CO², que é o nosso vilão, principal causador do efeito estufa.O que podemos fazer para diminuir o efeito estufa?

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2ª Quinzena de Setembro/2009

Gazeta São Mateus

política RIACHO DOS MACHADOS: QUATRO DÉCADAS DE LUTA, UNIÃO E VITÓRIA “As pessoas precisam conhecer a história e valorizar aqueles que sempre lutaram” Homenagem do deputado estadual Adriano Diogo (PT)

Da esq. para a dir. em pé: Lourival Garcia, Modesto Santana, Abdon Oliveira, Manoel Missias, Fabio Rodrigues. Da esq. Para a dir. sentados: Lindalva Garcia, Nair Norimbene, Benedito Mensoni, Edite Lima de Souza, Manoel Barbosa e José Rodrigues.

Aqueles que acompanham a luta pela canalização do Riacho dos Machados certamente conhecem esta mulher e já viram esta cena: dona Edite caminhando pela beira do riacho, carregando um livro de capa preta, onde ela registra quase todas as reuniões que participou. A primeira reunião registrada em ata ocorreu em 16 de Maio de 1987. Mas a luta é bem mais antiga. Ela se iniciou na década de 1960, quando o bairro não tinha água encanada, luz e rede de esgotos. Manoel Barbosa, 67 anos, nos conta como foi: “Cheguei aqui em 1967 e nunca saí da mesma rua e da mesma casa. Enfrentei muito barro, água de poço, sem iluminação, mas sempre lutando”. Outro morador antigo, Manoel Missias, 71 anos, mais conhecido como “Seu Manú”, nos conta como ingressou no movimento: “Cheguei em São Mateus em 1971 e desde essa época nós já tínhamos essa luta, que começou pelo movimento de saúde, que eu fazia parte. Em 1975, formamos uma comissão que era justamente para tratar de saúde, asfalto, transporte, água e a canalização do riacho. Me chamavam de

Mané da favela.” O movimento de saúde foi a porta de entrada de muitas pessoas, Edite Lima de Souza, 53 anos, foi uma delas. “Me mudei para o Jardim Tietê em 1976 e comecei no movimento de saúde com a Isa. Na época a gente viu a necessidade de formar uma comissão para lutar pela canalização do córrego e asfalto”, relembra. José Rodrigues, 57 anos, recorda da época que eles iam à Prefeitura, na gestão de Jânio Quadros: “Só ouvíamos não. Já a Erundina conseguiu um empréstimo no Banco Mundial para a canalização, mas na época o presidente Collor não liberou a verba”, lamenta Rodrigues. Ele conta que o dinheiro só saiu no governo de Paulo Maluf, que acabou desviando para outra prioridade. “Amargamos o governo do Maluf e Pitta, até quando chegou o governo da Marta, onde finalmente nossas reivindicações foram atendidas. Mas assim que Serra assume a Prefeitura ele barra a canalização e modifica o projeto para pior. E nisso as obras ficaram 4 anos paralisadas”, afirma Rodrigues, que conclui: “As pessoas precisam

conhecer a história e valorizar aqueles que sempre lutaram.” Dona Edite conta que a obra começou a ser executada em maio de 2004. “Os trabalhos estavam a todo vapor, mas Marta não ganhou e Serra parou a obra. Hoje, finalmente, essa canalização vai sair. Esse mérito é dos moradores e de muita gente que começou essa luta e já morreu ou se mudou”, conclui Edite, com a voz embargada. Quem também se emociona ao falar de companheiros de luta é Modesto Santana, 61 anos: “Muitas pessoas falavam que iriam morrer e não veriam esse córrego canalizado. Hoje a gente passa na frente da casa dessas pessoas e realmente vê que elas se foram e dá uma saudade.” “Tivemos muitas conquistas e também muita decepção, mas nunca perdemos a esperança. A gente percebe que quando é para a população mais pobre tudo é mais demorado. Mas a nossa união não nos deixou desanimar”, afirma Benedito Mensoni, 56 anos. Abdon Oliveira, 74 anos, conta que quando convidava alguns vizinhos para partici-

parem das reuniões ouvia muito não. “As pessoas não acreditavam que aquilo ia dar em alguma coisa. Eu sempre acreditei e aprendi a conviver com essas pessoas que não levam a vida a sério”. Lourival Garcia, 66 anos, destaca que o mais positivo foi a resistência do povo e os laços de amizade que foram fortalecidos durante a luta. Sua esposa, Lindalva Garcia, 56 anos, lembra que a participação dos jovens é muito importante. “Hoje é fundamental. A gente sabe que a luta tem que continuar. Nessas reuniões eu pensava no nosso bem estar, mais principalmente, no futuro dos meus filhos e netos”, afirma. Edson Xavier, 46 anos, “Algumas autoridades não respeitam esses moradores mais antigos e é aí que a gente entra para ser um escudo e dizer ‘respeitem nossos velhinhos’. Ninguém trabalha sozinho no Riacho dos Machados. Tenho muito respeito e carinho por todos”, afirma. “Nossa luta faz parte de um processo de quase 40 anos. Somos a conseqüência deste trabalho e eles são nossa referência de luta”, afirma Lourival Delfino, 49 anos.

Direito de Resposta A Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo solicita direito de resposta à matéria publicada no jornal Gazeta São Mateus, em sua edição da primeira quinzena de setembro de 2009, intitulada “Condomínios novos entregues por Kassab já estão com rachaduras e infiltrações”. A Prefeitura do Município de São Paulo, por meio da Sehab, vem esclarecer alguns pontos: 1) Com relação à afirmação de que “todos os moradores - novos e antigos - estão indignados por serem obrigados a pagar por imóveis com problemas estruturais”, vale ressaltar que são poucas as unidades habitacionais do Condomínio Vergueirinho/Nova Divinéia que apresentam problemas e nenhuma dessas unidades corre qualquer risco estrutural. Algumas apresentam pequenas fissuras, extremamente comuns em obras, ocasionadas pela acomodação natural em relação ao solo ou causadas pela dilatação e contração dos materiais, fruto da ação de calor e frio. Complementando essa informação, em reunião de representantes da Sehab com os moradores locais, realizada no dia 23 de setembro último, ficou acertado a continuidade das vistorias por parte da equipe técnica nas unidades que apresentaram algum tipo de problema, visando a solução o mais breve possível. Dessa forma, os técnicos responsáveis pelo empreendimento farão as necessárias intervenções, para que nenhum morador se sinta prejudicado. 2) Com relação às infiltrações verificadas, também ficou acordado com os moradores que serão vistoriadas e, se comprovadas, serão sanadas. Vale aqui ressaltar que os poucos casos apresentados podem ter sido causados por reformas particulares malfeitas, como a instalação de uma antena de TV, por exemplo, já que alguns rufos estavam danificados pela ação humana, facilitando assim a entrada de águas pluviais pelo telhado. Também ficou acertado que os moradores deverão ter alguns cuidados com relação às ati-

vidades do dia a dia, como a limpeza dos pisos. Recomenda-se o uso de panos úmidos em vez de grandes quantidades de água para a tarefa. 3) Outra questão levantada pela matéria, o elevado custo das contas de água e luz, foi amplamente debatido com a população local. Apesar de não serem responsabilidade da Prefeitura, já que a Eletropaulo é uma empresa privada e a Sabesp, uma autarquia estadual, ficou combinado que cada caso será estudado em particular, para checar se efetivamente existe alguma irregularidade na medição dos relógios. Aqui cabe esclarecer que as obras de infraestrutura realizadas no condomínio seguiram padrões estabelecidos já há muito, que são implantados com sucesso por toda a cidade de São Paulo. 4) Por fim, é importante ressaltar que o Condomínio Vergueirinho/Nova Divinéia foi construído para abrigar moradores que viviam em área de risco, sujeita a alto perigo de desabamentos e inundações. Todos foram contemplados com obras de infraestrutura, como instalação de redes de água, esgoto e telefonia, e previsão para breve da instalação de iluminação pública, pavimentação de ruas e reformas de guias e sarjetas, entre outras benfeitorias. E, mais importante, ao final do processo de regularização fundiária, última etapa da urbanização, os moradores se tornarão proprietários dos imóveis, passando da informalidade para a formalidade. Isso implica no respeito aos direitos e deveres de todos. Cordialmente, Bete Hoppe Assessoria de Imprensa Nota da redação: A matéria “Condomínios novos entregues por Kassab já estão com rachaduras e infiltrações” é de autoria do gabinete do deputado estadual Adriano Diogo (PT/SP) e sua divulgação visa dar publicidade a um assunto pertinente de interesse da comunidade.

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Medidas facilitam embarque nas estações do Metrô e CPTM Mudanças como ampliação do embarque preferencial começaram pela estação Brás A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) está adotando uma série de medidas para facilitar o embarque dos passageiros em diversas estações do sistema metro-ferroviário da região metropolitana de São Paulo. As ações, que entraram em vigor no dia 14 de setembro, fazem parte da operação “Embarque Melhor” e ampliam as atividades adotadas, desde 2007, nos horários de pico nas estações de maior movimento. A primeira a receber a nova estratégia para embarque foi a estação Brás, da CPTM e do Metrô. Na CPTM, o embarque preferencial (para idosos, gestantes, obesos, deficientes e pessoas com crianças de colo) foi ampliado e o desembarque nos três últimos carros do Expresso Leste foi facilitado, sobretudo no pico da tarde. A estação Brás do Metrô recebeu ainda a ampliação do embarque preferencial. Na Linha 2-Verde do Metrô, uma operação orienta os usuários que embarcam nas estações Alto do Ipiranga, Santos-Imigrantes e Chácara Klabin com destino à Linha 1-Azul a efetuar a transferência na estação Ana Rosa (e não Paraíso), o que garante maior facilidade para o desembarque. A estação Tucuruvi do Metrô (Linha 1-Azul) também conta com uma nova operação que assegura aos usuários fazer a viagem sen-

tados no último carro de cada trem: a plataforma é isolada na região do último vagão e funcionários controlam uma fila para a entrada de, no máximo, 44 passageiros no último carro. Para garantir que o vagão chegue à estação terminal completamente livre, são emitidos avisos sonoros na estação “Parada Inglesa”, que alertam os passageiros para se dirigirem aos demais carros do trem. A operação acontece no horário de pico da manhã, entre as 7h e as 9h. A mesma operação também acontece na estação Osasco da CPTM, entretanto os funcionários controlam a entrada de até 50 passageiros no último vagão a cada viagem. Lá, a estratégia acontece todos os dias no pico da manhã, das 6h às 9h. A última ação foi inaugurada nesta segunda-feira, 28, na estação Sé do Metrô, para facilitar e organizar o fluxo dos usuários que desejam embarcar nos trens sentido Corinthians-Itaquera (Linha 3-Vermelha). Mais de 200 funcionários da estação irão orientar os passageiros na plataforma no horário de pico da tarde, entre 17h30 e 19h. A estação Tatuapé da CPTM também ganhou nesta segunda uma operação que facilitará o embarque de passageiros no horário de pico da tarde, entre 17 e 19h. Na plataforma, sentido Guaianazes (Linha 11-Coral), funcionários orientarão os passageiros a embarcar com mais segurança, organizando o fluxo.

Primavera vai acabar mais cedo Quem ainda quiser ver ipês-amarelos, jacarandás-mimosos e sibipirunas floridos, deve correr para os parques de São Paulo enquanto há tempo. O inverno chuvoso que acabou na semana passada antecipou a floração de várias espécies de árvores comumente encontradas na cidade. Com isso, a tendência é que esse colorido também desapareça fora de época, ainda nas primeiras semanas da primavera. "Não é que a primavera do nosso calendário vai ter menos flores. Foi a primavera das plantas que começou desta vez mais cedo", diz Adriana Fidalgo, pesquisadora do Instituto de Botânica de São Paulo. Ela explica que as chuvas de agosto e setembro estimularam o metabolismo das plantas. Combinada com dias ensolarados, as águas acabaram funcionando "como um gatilho" para a floração. Exemplo disso é a quaresmeira, típica dos três primeiros meses do ano, e que está florescendo em setembro. Os ipêsamarelos, cujas flores começavam a brotar apenas em setembro, já estavam coloridos em agosto. Agora, no final de setembro, estão vazios de flores. De acordo com a pesquisa-

dora, a antecipação da época das flores não é incomum. É um fenômeno típico em cidades grandes, onde as árvores têm mais contato com a poluição, além de estarem mais vulneráveis a alterações artificiais de temperatura e à pouca permeabilidade do solo. Isso não significa, no entanto, que o período das flores já tenha chegado ao fim. As azaleias, as paineiras e os malvaviscus, por exemplo, começaram a florescer em setembro. As primaveras também devem demorar para desaparecer da paisagem. Além dessas, ainda é possível encontrar sibipirunas (amarelas, já no auge), ipêsbrancos, patas-de-vaca (brancas e rosadas) e tipuanas (amarelas). "Várias outras plantas ainda estão brotando. Se as chuvas continuarem e o frio der trégua, podemos esperar mais flores para a estação", diz Adriana. A tendência, conforme previsão do CPTec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), é que isso de fato aconteça. A primavera deve ser chuvosa e ter temperaturas mais altas do que a média para o período.

Defensoria em Itaquera está em novo endereço Desde o dia 28/09, a Defensoria em Itaquera estará em novo endereço. Mais próxima da população da região, a Unidade de Atendimento está instalada na Rua Sabbado D’Angelo, número 2040, paralela a Avenida Jacu-Pêssego e de fácil acesso por meio de transporte público (trem e ônibus). O novo prédio, três vezes maior que o antigo, tem cerca de 1400 metros quadrados e atende aos requisitos de acessibilidade para pessoas com defi-

ciência e dificuldades de locomoção. Conta, ainda, com espaço para espera e para dezenove atendimentos simultâneos, além de uma brinquedoteca. Diariamente cerca de 120 pessoas procuram a Defensoria em Itaquera. No local são feitos acompanhamentos de casos em andamento na Justiça nas áreas cível e família. Também são atendidas pessoas que receberam mandados de citação ou intimação relacionados a processos com a mesma temática.


Gazeta São Mateus

Homenagem merecida

fOTO

CIDA

Saltos:

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2ª Quinzena de Setembro/2009

Siga o exemplo da natureza e renove-se

eles ficam nos pés, mas fazem a cabeça das mulheres Conheça os principais tipos de salto e como potencializar o uso de cada um

No dia 14/09/2009, a Sra. Aparecida Pianura Rodriguez, Técnica de Participação Comunitária do ER São Mateus, recebeu uma justa homenagem no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, por seus excelentes serviços prestados à comunidade. Aos seus 67 anos de vida, a Dona Cida, como é carinhosamente conhecida pela comunidade e colegas de trabalho, tem uma bela história de cidadania e voluntariado, melhorando a qualidade de vida da região em que mora e trabalha. Em maio de 1988, ingressou na Sabesp onde organizou vários mutirões de assentamento de rede de água e esgoto para regularização de áreas de ocupação na regional de São Mateus. Hoje atua fortemente na área de participação comunitária, buscando uma política soci-

al mais justa e humana em prol das famílias carentes e idôneas que não querem ficar à margem da sociedade e buscam realmente respeito e dignidade. O trabalho desta guerreira não se restringe à Sabesp, em 1980 foi fundadora da associação “Pro Melhoramento de São Rafael” da qual é presidente até hoje, foi presidente do “CDM – Clube Desportivo Municipal” durante 18 anos; faz parte da “Comissão de Festas do Parque São Rafael” e foi Diretora da Conseg da 55ª DP. Uma mulher de fibra, respeitável, corajosa, guerreira e temente a Deus... esta excelente profissional (e bisavó do Apolo) garante que seu trabalho não vai parar enquanto estiver viva. A nós, seus colegas de trabalho, cabe apenas agradecer por esta excelente parceria.

Eles são itens necessários no armário de qualquer mulher: altos, médios ou até baixos, os saltos garantem elegância ao andar e alongam a silhueta. Mas, se usados de forma errada, podem acabar com a saúde física de qualquer mortal. Saltos muito altos não combinam, por exemplo, com uma atividade que exija ficar em pé por um longo período, ou para mulheres com excesso de peso. Para fazer bonito, antes de mais nada, é preciso que o corpo se acostume com a postura que um salto exige. Se você não tem o hábito de usá-los, comece com os saltos mais baixos, para evoluir na altura. Outra dica que vai poupar sua coluna é optar por saltos quadrados ou plataforma, porque eles ajudam a distribuir o peso e sustentam melhor o corpo. O salto agulha, por exemplo, é lindo para uma festa, mas um verdadeiro terror para o dia a dia do trabalho. Ah, claro, e quando esti-

ver de salto, atenção redobrada na hora de pisar: evite buracos, vias com pedras ou areia e terra molhada. O balançar do quadril Você já deve ter reparado no caminhar exuberante da Gisele Bündchen, né? Pois bem, o jeito como ela anda, colocando um pé na frente do outro como se estivesse seguindo uma linha imaginária no chão, é uma das maneiras mais simples de valorizar o andar e potencializar o uso do salto. Claro que para nós, meras mortais, é praticamente impossível imitar a Gisele, mas dá para usá-la como inspiração. Uma outra tática é o treino de andar com um livro na cabeça. Alinhe a coluna e tente andar sem deixá-lo cair. Preste a atenção na sua postura, balance os braços para equilibrar o movimento e dê passadas curtas. Conseguiu? Então você está pronta para arrasar!

A primavera começa agora no nosso País. Com ela chega a renovação da natureza que, depois de um inverno não tão rigoroso quanto chuvoso, faz aparecerem os botões de flores, que em breve irão enfeitar as praças, os caminhos e até a casa em que vivemos. Na primavera tudo é transformação e renascimento. Plantas e flores de todas as cores começam a se firmar e crescer, colorindo a paisagem. Parece que tudo à nossa volta flui melhor, o calor tépido da estação nos envolve e ganhamos uma predisposição nova para sermos felizes, para amar mais e melhor, pois é nessa época que os pares se formam, enquanto voam contentes as abelhas, os pássaros e o próprio pólen, que parece se espalhar ao vento, até fazer florescerem todos os corações. O ser humano pode aprender muito com essas transformações sofridas pela natureza: assim como a primavera é o renascimento da vida no pla-

neta, as pessoas também encontram suas “primaveras particulares”, ou seja, seus momentos de regeneração, de vencer as dificuldades, de se conformarem com as perdas e, principalmente, de regenerar a existência, desistindo de todos os fracassos, recomeçando tudo, às vezes do ponto zero. Nessas circunstâncias, podemos falar de uma primavera na vida daqueles que resolvem deixar de sofrer e tentar novas e diferentes florações, abandonando aquilo que dá infelicidade e procurando algo de muito novo: um novo amor, um novo emprego, uma nova felicidade. Aí está a primavera, provando que tudo isso é possível. Basta ter coragem e entrar no clima. E você, que ainda está sofrendo por algo precioso que se perdeu, renove-se, siga o exemplo da natureza e pode ter certeza de que uma nova felicidade virá.


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Terceiro ano do Dia D Ambiental acontece em São Mateus

A terceira edição do Dia D Ambiental aconteceu entre os dias 12 e 20 de setembro na Paróquia Imaculado Coração de Maria, no Jardim Rodolfo Pirani sob responsabilidade

do Padre Mauro Domesi. Como nos anos anteriores a finalidade das ações durante a semana é informar, esclarecer, orientar e especialmente conscientizar as pessoas sobre

as questões ambientais e de cidadania. Para tanto diversas atividades ligadas a Ecologia e Meio Ambiente foram realizadas. O programa Solidariedade Or-

gânica que já vem sendo desenvolvido há sete anos na paróquia através do repasse de hortaliças orgânicas plantadas em Ibiúna, interior de São Paulo foi praticamente à cerimônia de abertura do que veio a seguir com o envolvimento pleno da equipe de articulação que no mesmo dia promoveu um almoço festivo em prol da jornada da caridade feita pela paróquia. A RCC, Grupo de Oração Família de Nazaré, também fez a abertura da semana com a palestra sobre a criação, Livro do Gênesis, proferida por Donizete Pereira, vereador do PV de Santo André. No dia 16, foi à vez do deputado estadual Adriano Diogo (PT/SP) apresentar projetos ambientais de sua autoria de interesse da cidade, entre eles o lançamento do projeto

estadual “Piscininha” que estabelece normas que podem ser adotados por quase todos para conter as enchentes nos períodos de chuva. Outra importante preocupação ambiental foi abordada pela socióloga Zulmara Salvador na linha de continuidade ao programa municipal de compensação ambiental em São Mateus. Esclarecimentos sobre a questão do Aterro Sanitário São João foram dados através do programa Ver de Perto que ela explanou. As seis paróquias reunidas no Setor Conquistam participaram de formas diversas do programa Dia D. Durante esta terceira edição cerca de 120 crianças da catequese dessas paróquias participaram de uma gincana de reciclagem, além de terem assistido a um filme educativo de corte am-

biental. Uma belíssima celebração eucarística reuniu cerca de 250 pessoas presidida pelo Padre Mauro Domesi fez o encerramento do Dia D. No símbolo do evento: A Teia Positiva da Vida foram colocadas às atividades preparativas e as que acompanharam o evento. Conforme afirmou o padre: “Na teia positiva da vida tecemos ações que harmonizam o existir e consolidam esperança ativa. Isto tudo porque a vida do planeta terra está em nossas mãos e depende de nossa relação com ela”. O evento durante toda a semana aconteceu na Paróquia Imaculado Coração de Maria, da região episcopal Belém, na Avenida Rodolfo Pirani, no 445, JD Rodolfo Pirani – São Paulo.

Entrevista com o Padre Domesi Gazeta – Qual o balanço que o senhor faz desta terceira edição do Projeto Dia D? Pe. Domesi – As coisas vão evoluindo lentamente é claro. O despertar da consciência é um processo lento. Talvez o povo esteja desanimado com a série de problemas, principalmente de impunidade que estamos vendo e talvez às pessoas vão se acomodando porque não acreditam em solução, mas devagar vão aderindo. Gazeta – O senhor considera que mesmo com esses problemas que desanimam a gente deve continuar em frente? PD – Isso mesmo, temos que colocar a mão na massa. Temos que insistir na conscientização para que o cidadão entenda que ele tem responsabilidades e que ele é a chave para os parlamentares através das eleições. Temos que ter responsabilidade para apoiar bons comportamentos e projetos, até porque para aprovação das leis precisamos dos parlamentares. O projeto da piscininha, por exemplo, do deputado Adriano Diogo tem que ter o nosso apoio porque é bom para a comunidade no sentido de diminuir os problemas com as enchentes. Gazeta – O senhor considera uma grande conquista este projeto aprovado? PD – Em parte sim. Era um projeto que ele tinha como vereador, mas que foi aprovado agora como deputado e vale para o Estado todo. Terrenos ou novas construções acima de 500 m2 são obrigados a deixar certo espaço sem ser impermeabilizado para servir de ponto para que o solo absorva a água da chuva que é um processo natural. Digo em parte, porque agora é preciso fazer cumprir essa lei. Gazeta – De fato é um projeto que pode ser simples, mas ajuda nesse ciclo da natureza. PD – Com certeza. Acho que todos aqueles que tenham em suas casas condições de deixar esses pequenos espaços sem cimentar e usar para plantio e ajudar no escoamento da água ajuda e contribui para a preservação do verde e do meio ambiente. Não é possível continuarmos a cimentar toda essa cidade só em nome de facilitar a limpeza e outras desculpas. A natureza cobrará alto por essa insanidade. Gazeta – A propósito parece que grande parte do mundo agora vive debaixo de água?

PD – Tudo isso é resultado das mudanças climáticas provocadas pelo homem e o seu modelo de desenvolvimento. Esse é um ponto chave. Muitas vezes cobramos dos governos, mas não cuidamos nós mesmos dos pedaços que nos cabe. Tem muita gente que além de produzir muito lixo ainda joga irresponsavelmente pelas ruas e até nas portas da igreja com fraldas e garrafas depois do coletor já ter passado. É preciso se educar para mudar essas atitudes e o Projeto do Dia D tem a ver com isso. Gazeta – Com esse comportamento errado, até recursos da Prefeitura que poderiam ser usados em outras áreas acabam sendo gastos em coletas fora de lugar, como é o caso também dos lixos que jogam nos córregos. PD – Tem razão, por isso a importância de mostrar os efeitos climáticos que já estão aparecendo mundialmente. Ajuda a pensar essa realidade. É preciso valorizar a vida em todos os aspectos, inclusive da natureza. Gazeta – Voltando ao evento o senhor acha que a comunidade participou mais? PD – Vem crescendo. Tiveram mais cartazes, mais amostragem, fotografias. As crianças se envolveram e trabalharam e se educaram. Parece até que entenderam bem a mensagem do filme que passamos. De fato, as crianças podem até assimilar melhor os novos tempos. Houve também atos de reciclagem com pilhas, óleos usados que continuamos arrecadando durante o ano todo. Aqui é aberto dia e noite e o povo que participa da missa já trás seus reciclados. Estão se acostumando. O que reunimos em todo o Setor Conquista vai para a Cooperativa Chico Mendes. Também a maioria das escolas da região tem projetos próprios e contribuem com a reciclagem e a Chico Mendes. Gazeta – Além do povo quem mais participou? PD – A Eco Urbis continua conosco e temos essa necessidade do aterro que por enquanto é a medida mais viável. A Eco Urbis sempre procura mostra a diferença entre o lixão e o aterro e isso precisa ser esclarecido para que seja aprovado o aterro. Além deles temos outras parcerias e apoios aos quais agradecemos entre eles o jornal Gazeta de São Mateus que ajuda nesse projeto e na nossa caminhada de “Rastrear as digitais de Deus na Natureza”, como diz o papa.

Após o encerramento da semana que envolveu os eventos que compuseram o terceiro ano do Dia D da Paróquia Imaculado Coração de Maria, a reportagem conversou rapidamente como Padre Mauro Domese sobre o balanço das atividades, a adesão e outros assuntos. Acompanhe

Programa Ver de Perto Um meio ambiente saudável e equilibrado é um direito humano fundamental. Com base nessa premissa, mais do que promover o conhecimento sobre as questões ambientais, a EcoUrbis quer elevar o grau de informação sobre como o meio ambiente afeta a qualidade de vida e formar cidadãos conscientes, por meio das palestras e debates do Programa Ver de Perto. A palestra do programa no evento Dia D, na Paróquia Imaculado Coração de Maria teve como foco a construção de atitudes e valores e a promoção do conhecimento das questões e das dinâmicas sociais e ambientais, particularmente aquelas relacionadas à geração e destinação dos resíduos. Foram discutidas questões importantes como a grande quantidade de resíduos gerados em São Paulo, as estratégias e a impor-

tância da sua redução por meio da mudança de hábitos de consumo, os problemas e dificuldades relacionados à reciclagem e a importância de superá-los, assim como a destinação adequada do lixo em aterros sanitários, seu funcionamento, sua relevância para a gestão de resíduos, as tecnologias utilizadas para a proteção da saúde pública e do meio ambiente. Iniciado em 2006, o Programa Ver de Perto já beneficiou mais de 4 mil pessoas das comunidades, alunos e professores das escolas da região, assim como universidades, faculdades e entidades de pesquisa que visitam o Aterro São João ou participaram das atividades realizadas nas comunidades e nas escolas da região. Síntese da palestra da Zulmara Salvador, socióloga e técnica ambiental da Ecourbs

CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA DA CIDADE DE SÃO MATEUS ÁREA CONSEG 49º DP 2ª e 5ª CIA DO 38º BPM/M.

CONVITE REUNIÃO ORDINÁRIA Convidamos a todos a participarem de nossa reunião comunitária que se realizará: DIA 13/10/2009 às 19:30 horas Local: Núcleo de Defesa da Mulher - Casa Cidinha Kopcak Rua Margarida Cardoso dos Santos, 500 - São Mateus. Contaremos com a presença dos representantes da POLÍCIA CIVIL e MILITAR, CONSELHO TUTELAR, GCM, CET, SPTRANS, ILUME e SUBPREFEITURA DE SÃO MATEUS. Convidamos os moradores de nossa região: pais, mães, alunos, Diretores de escolas, representantes de ongs, comércio, líderes comunitários, sociedade em geral.Vamos juntos contribuir para a construção de uma comunidade mais segura. José Moreno Ramirez - Presidente do Conselho


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Subprefeito Clovis Chaves atende alunos da escola Isaac Schraiber Uma comitiva de quatro alunos da 3ª série do ensino médio da Escola Isaac Schraiber procurou a assessoria de gabinete da subprefeitura, dia 15 de setembro, com o objetivo de buscar respostas para alguns questionamentos referentes a um trabalho sobre o bairro de São Rafael, distrito de São Rafael. Após ouvir as necessidades dos alunos, a informação foi levada ao subprefeito Clóvis Luiz Chaves que imediatamente atendeu ao pedido dos estudantes. Após analisar as questões, Clóvis respondeu aos 8 questionamentos a próprio punho e recebeu o quarteto formado por Danillo, Thiago, Mirian e Aline para passar as informações relativas a: importância do São Rafael; projetos previstos para o bairro e distrito; questões ligadas ao meio ambiente, principalmente ao Córrego Cipoaba e o que a comunidade pode fazer para ajudar na conservação do bairro. “O distrito de São Rafael

é muito importante para toda região , pois possui jovens estudantes que serão o futuro de São Mateus. Muitos projetos de melhorias estão previstas, na habitação, melhora-

mento de vias e meio ambiente com o Parque Linear do Cipoaba. Ainda é preciso mais, mas algumas conquistas já foram alcançadas, hoje o distrito já tem agência ban-

Subprefeitura troca tampas de boca de lobo e coloca lixeiras A subprefeitura São Mateus iniciou no mês de setembro a troca de tampas de bocas de lobo e colocação de novas lixeiras nos três distritos que formam o bairro. Diversas tampas são destruídas pela passagem de veículos em cima ao fazerem uma curva ou até mesmo estacionarem sobre elas. A troca é importantes pois se elas ficam abertas podem oferecer risco aos pedestres, aos veículos e acabam se transformando em lixeiras, o que provoca entupimento e impede o escoamento das águas das chuvas, auxiliando assim com alagamento. Além desses fatores elas geram gastos que não estão no orçamento. Com objetivo de minimizar o problema das bocas de lobos

se transformarem em lixeiras, a subprefeitura fez um levantamento das mais críticas e além de colocar novas tampas, foram instaladas lixeiras dos dois lados. A intenção é que os pedestres joguem seu lixo nelas e não dentro do bueiro. Em pontos onde funcionam comércios, os encarregados pela ma-

nutenção conversam com os comerciantes e informam sobre o serviço que será executado, em alguns casos os donos de lojas assume a responsabilidade da manutenção e colocam chapas de ferro. O trabalho prevê a troca de cerca de 50 bocas de lobo e a colocação de um par de lixeira nas bocas de lobo mais críticas, ou seja, as que acumulam mais lixo quando estão quebradas, não existe uma data limite para o término do trabalho, mas diversas tampas já foram trocadas, assim como novas lixeira instaladas.

cária, Unidades de Saúde, AMA e diversas escolas. Para que a comunidade ajude o bairro é muito importante que não seja jogado lixo e entulho nas ruas e nos córregos, que o lixo seja armazenado de maneira adequada nos sacos plásticos e sejam colocados na rua na hora certa. Os entulhos podem ser descartados no Ecoponto Cipoaba, ele está aberto de 2ª a 6ª feira, das 8 às 17 horas e aos sábados também”, resume o subprefeito após o atendimento. Antes da saída, Clóvis e os estudantes registraram o momento em uma fotografia e finalizou dizendo: “A subprefeitura é como a casa de vocês, estamos a disposição para atendê-los, muito obrigado pela presença”. Clóvis atende a comunidade semanalmente às terças feiras no período da tarde e quartas - feira o dia inteiro. Aos interessados, basta entrar em contato com as secretárias e agendar uma audiência.

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Audiência do Plano Plurianual A subprefeitura São Mateus realizou na noite do dia 16 de setembro Audiência Pública sobre a Proposta Orçamentária 2010, Plano Plurianual 2010-2013. Essa audiência fez-se necessária em atendimento à Portaria Intersecretarial nº 008/2009 - da Secretaria de Planejamento (Sempla) da Prefeitura de São Paulo. Estiveram presentes munícipes, lideres comunitários, associações de moradores, representantes de vereadores e imprensa local. Cerca de 90 pessoas se acomodaram no auditório da subprefeitura para acompanhar e sugerir propostas para o orçamento. A mesa foi formada pelo subprefeito Clóvis Chaves; pelo chefe de gabinete Alexandre Penteado Pires; pelo coordenador da Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (CPDU) e pelo engenheiro Carlos Tatsuo Hoshii da Coordenadoria de Projetos de Obras (CPO). Para dar início às atividades, todos os presentes foram informados de como seria o procedimento da audiência. Clóvis abriu a audiência esclarecendo que “nós vamos falar em propostas, propostas feitas por vocês; nós vamos

encaminhá-las para Sempla que enviará para a câmara dos vereadores, pois é ela que dá a palavra final”, dessa maneira chegou a hora dos munícipes (representantes de associações ou líderes comunitários) falarem. Moradia, melhoria de vias, sinalização, educação, habitação, limpeza pública, coleta seletiva, educação ambiental, canalização de córrego e saúde foram os temas levantados por todos os que se inscreveram para falar. Apesar de todos os problemas apresentados, o nível da discussão foi muito boa, a maioria das explanações foram muito bem colocadas e pertinentes. O subprefeito agradeceu a presença de todos e disse que os pedidos serão encaminhados e que os munícipes “devem acionar os seus vereadores pois eles tem força para ajudar a resolver muitos problemas.

Estabelecimento irregular sofre ação da Subprefeitura A subprefeitura São Mateus emparedou no início de setembro um drive-in que funcionava na avenida Aricanduva, no número 7980. Além de funcionar como drive-in, este também era um prostíbulo, pois de acordo com moradores, “as moças ficavam se insinuando em plena luz do dia”. Esse estabelecimento já foi lacrado no mês de novembro de 2008, mas isso não foi o suficiente para que o responsável pelo local acertasse sua situação. Os lacres foram rompidos e as atividades continuaram. Os fiscais e agentes vistores da Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (CPDU) da subprefeitura organizaram a ação e novamente lacraram as portas do

local. Com o apoio de seis funcionários da coordenadoria de obras, um caminhão, cimento, areia e blocos de concreto os muros foram construídos e as entradas obstruídas. No momento em que os agentes da subprefeitura chegaram ao drive-in, junto com soldados da Polícia Militar o estabelecimento estava funcionando a todo vapor. O bar estava com as portas abertas e cerca de seis mulheres estavam trabalhando quando iniciou-se a ação. Assustadas com a situação, o responsável pelo estabelecimento foi chamado e informado sobre o ato. Apesar de toda a ação, para que o muro seja retirado, basta

que o proprietário acerte sua situação junto à subprefeitura São Mateus, pague suas multas e volte a funcionar, desde que, dentro da lei.


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Polícias e lideranças continua discutindo a Polícia Comunitária Dando continuidade ao encontro polícia e comunidade, entidade e lideranças, o jornal Gazeta São Mateus promoveu em parceria com as autoridades locais, a segunda reunião, desta vez para entender e debater melhor a adoção da nova política de Segurança do Estado de São Paulo que vem dando ênfase ao assunto: polícia comunitária. O encontro aconteceu no CPAM9 na Avenida Sapopemba, 12.370 no dia 23 de setembro e teve como coordenador o coronel da PM Manoel Messias. Participaram Dr. Antônio Carlos Palhares, delegado da 8ª seccional, o subprefeito de São Mateus, Clóvis Luis Chaves, entre outras autoridades. E foi exatamente o comandante da CPAM9, Coronel Messias que propôs uma pauta básica e horário de começo e fim do encontro. De início haveria uma apresentação do resumo do primeiro encontro e a apresentação dos novos participantes. Ao final falariam o delegado seccional e o subprefeito. O coronel Messias confessou ter desafiado a diretora deste jornal quando disse desconhecer a existência de lideranças no bairro. “A Lucy Mendonça provou que eu estava errado e trouxe um monte de gente e outros tantos agora neste encontro”. A questão principal é a aproximação entre os cidadãos de bens, as lideranças com a polícia para melhorar as relações e a segurança, insistiu por diversas vezes o comandante. De acordo com a nova política de Segurança do Governo do Estado, da qual o Coronel Messias parece ser um entusiasta é preciso desenvolver formas de aproximar a comunidade da polícia para juntos poderem enfrentar as questões que dizem respeito a segurança, naturalmente, sem que as polícias abram mão de sua prerrogativas e responsabilidades no combate a criminalidade. “Se vamos nos entender em esforços precisaremos melhorar ainda mais nossa aproximação, entretanto é preciso que se entenda que esse espaço que estamos tentando criar não é apenas um fórum de reclamações individuais. Aqui será o espaço de discutir as medidas coletivas, não os fatos em si, mas as formas que podemos conduzir para ampliar os bons resultados coletivos”, adiantou. Após a introdução houve a apresentação sucinta dos presentes entre eles o subprefeito Clóvis, o atual presidente da CDL São Mateus,João Artur, dirigentes de conselhos de Segurança – Conseg; dirigentes de associações e do conselho gestor da Fazenda da Juta, o Padre Mauro Domesi, do Rodolfo Pirani e Alexandre Pires chefe de gabinete da Suprefeitura de São Mateus . Dando seguimento o coronel explicou o tamanho de

para o dia 14/10, às 19h00 onde se espera a constituição da comissão avance.

sua área e os batalhões que elas abrigam e que além de São Mateus contempla uma parte de Itaquera, Cidade Tiradentes, partes da Vila Prudente, Sapopemba e até Guaianases. Em seguida considerou as dificuldades para esse novo posicionamento de polícia comunitária que busca compartilhar com a sociedade organizada a preocupação com a Segurança. “A idéia é expandir o conceito de polícia comunitária, conversar e ampliar a relação, a convivência dentro desse processo, do gestor que somos nós e da comunidade olhando nos olhos para evoluir e melhorar dentro da legalidade”, sumarizou. Para que isso aconteça, entende o comandante, é preciso manter as conversas, não as questões individuais, as ocorrências em si que, entende o comandante, devem ser objetos de discussão nos conselhos de Segurança, os consegs que ele apoia. “Não podemos confundir os papéis. A comissão que estamos propondo não interfere e nem se confunde com os consegs. É outra coisa mais doutrinária. O conselho discute pontualmente, a comissão é mais macro”. A idéia defendida pelo comandante, em acordo com a secretaria de Segurança, é a adoção de uma espécie de polícia comunitária e a criação de um fórum que discuta e aprofunde essa relação. “Queremos criar uma comissão regional de polícia comunitária para gerenciar esse processo. Não escutaremos fatos isolados, discutiremos a segurança e também melhorar essa relação. Também devemos observar o Estado democrático de Direito, não estamos para mudar as leis, este não será o fórum disso” insistiu. Para o delegado titular da 8a seccional de Polícia Civil, Antônio Palhares os presentes já podiam reconhecer que o poder de polícia na região está atuante e unido. Citou as afinidades entre o Estado, a subprefeitura de São Mateus e as duas polícias. Também recém chegado a São Mateus insistiu que suas portas estão abertas para que as pessoas apresentem as demandas mais coletivas. “Tenho expe-

riência de polícia e vontade de trabalhar em São Mateus”, afirmou. “E tenho também muitos homens comigo e ainda vou ter mais. Também venho recebendo manifestações de investigadores que tem interesse em trabalhar nesta região. Diante disso devemos melhorar as nossas relações”, concluiu. Proposta inicial A proposta inicial foi feita pelo próprio comandante que sugeriu a criação simultânea de diversos núcleos por regiões que compõem a grande área coberta pelo comando. Arriscou que de 6 a 8 núcleos deveriam ser criados e nestes, localmente, a participação seria a mais ampla possível; diferente, da comissão regional que era a principal discussão da noite. Para estes, o comandante insinuou a necessidade de definir a sua composição em data próxima. Para entusiasmar ainda mais a platéia o comandante lembrou que a polícia tem uma comissão idêntica em esfera estadual e que caso seja criada, a comissão de São Mateus seria a primeira comissão regional dentro do Estado, e como tal, poderá indicar sugestões a esfera estadual. Entre os presentes pedidos de esclarecimentos e apoios Teve quem de partida já considerou a necessidade de desenvolver trabalhos com as crianças para orientá-las de forma a manterem-se distante da criminalidade. Houve quem sugeriu que os comerciantes deveriam participar da comissão e houve quem, como o presidente da CDL questionasse se seria preciso

alguma votação naquele instante. Outros lembraram o quão importante pode ser essa comissão, visto que as discussões em geral ficam restritas aos próprios bairros entre os seus moradores. Mas houve também quem falasse de pontualidades Foi o caso de Valdirene Andrade da Rocha que recentemente perdeu sua filha em acidente no semáforo da avenida Sapopemba, em frente ao quartel onde estavam se reunindo, por conta de um motorista que atravessou o sinal fechado. O Coronel Messias teve muita habilidade e cuidado em lidar com o questionamento indicando que aquele assunto seria tra-

tado pelo coronel Adriano, comandante do 38BPMM/9. Outra dirigente de associação lembrou a diferença do clima de satisfação das comunidades que já sentem saudades do tempo em que a polícia ficou ostensivamente nas ruas dos bairros por conta da Operação Satura. Retomando as considerações o coronel Messias voltou a falar na ênfase que deve ser dada ao processo de construção dessa nova relação entre comunidade e polícia. “Deverá haver mudanças para melhor de parte a parte. Tanto de nós, polícia, que já estamos adotando novos comportamentos e dos cidadãos. A existência dessa comissão vai dar formas e viabilizar isso”. Inquirido sobre eventual mudança no papel dos conselhos de segurança, o coronel assegurou que nada mudaria e que era salutar a presença de representantes dos conselhos nesta comissão. Em seguida o coronel pediu concordância quanto à estrutura que estava sendo proposta no que não foi contestado. Em seguida, em função do adiantado da hora, agendou-se uma próxima reunião

No fechamento informes e palavras das autoridades Logo após os informes, a diretora da Gazeta São Mateus agradeceu a participação de todos e disse esperar que nos próximos encontros e a eventual comissão a ser criada se some aos esforços de desenvolvimento nestes 61 anos de existência de São Mateus. O Dr. Palhares prometeu ser breve e disse estar com o mesmo propósito do coronel além de expressar o seu contentamento por trabalhar em São Mateus. Disse ainda que está providenciando a chegada de novos policiais interessados em trabalhar na região que, segundo ele, já tem melhorado. Aproveitou também para explicar o suposto fechamento de algumas delegacias. Para ele trata-se de otimizar o atendimento. Fechase alguns atendimentos, mas será plenamente compensado de outra forma, em alguns casos haverá plantões nas delegacias com até três delegados e escrivães de polícia simultaneamente. Finalizando foi a vez do subprefeito Clóvis Luis Chaves se pronunciar. “Assisto a polícia de mãos dadas e isso facilita em muito o nosso trabalho. Antigamente era diferente e quando um cidadão aparentemente não servia para mais nada a gente dizia que ele seria soldado. Hoje tudo mudou e até a seleção para os novos policiais chega a ser mais exigente do que muitas das boas faculdades. Tem vindo gente nova, mais preparada e isso é bom para a comunidade.”. Também chegou a citar a sua emoção com as formaturas do Proerd, ação da polícia militar junto a crianças e adolescentes quanto aos perigos das drogas.

Escola Técnica Estadual de São Mateus A Escola Técnica Estadual de São Mateus, parceria do governo municipal com o estadual tem previsão de implantação para o início de 2010. Após muita especulação, o terreno localizado nas ruas Soledade de Minas e Felisburgo, uma doação da Prefeitura pôde receber o canteiro de obras da empresa responsável pelo empreendimento e atualmente já é possível observar toda sua estrutura. O valor gira em torno dos R$ 7,6 milhões na construção e um investimento inicial em mobiliário e equipamentos de R$ 259 mil. A Etec São Mateus, que será administrada pelo Centro Paula Souza, terá doze salas de aula, nove laboratórios, biblioteca, quadra poliesportiva e capacidade para atender 1200 alunos. Inicialmente a

escola oferecerá 80 vagas no ensino médio e 320 em quatro cursos técnicos: eletrônica; administração; segurança do trabalho e nutrição e dietética, todos com 40 vagas no período da tarde e 40 no período da noite. Ao final da implantação, a unidade deve ter 240 alunos matriculados no Ensino Médio e 960 alunos no Ensino Técnico. Esse é o Plano de Expansão para a Educação Profissional do Governo do Estado, que trabalha em duas frentes: - Ensino Tecnológico - a meta é dobrar o número de Fatecs até 2010, chegando a 52 unidades (eram 26 em 2006). Hoje são 47 Fatecs, ou seja, 90,38% da meta foi atingida em apenas dois anos e meio; - Ensino Técnico - a meta é chegar a 177 mil alunos (em

cursos técnicos regulares, convênios com Secretaria de Educação, CEUs e curso a distância). Eram 126 unidades em 2006. Hoje são 166. “A formação profissional é muito importante na educação dos jovens, isso possibilita mão- de- obra qualificada para o mercado de trabalho”, alega Clóvis Luiz Chaves, subprefeito de São Mateus, um dos responsáveis pela escolha de São Mateus para a implantação da escola. Plano de Expansão O Estado de São Paulo vai entregar, ao todo, 100 mil novas matrículas no ensino técnico. Para garantir esse crescimento, deverão ser criadas 33,5 mil novas vagas até o fim de 2010. Até o segundo semestre de 2009 foram criadas 25.338 vagas, o que representa 75,6% da meta cumprida.

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Desfile cívico marca os 61º anos de São Mateus

Domingo, dia 27 de setembro, foi um dia diferente para os munícipes de São Mateus. Com sol forte, todos puderam comemorar o 61º aniversário do bairro, organizado pela Subprefeitura São Mateus. A principal avenida , Mateo Bei, foi palco para receber com alegria desfiles que agitaram os espectadores, tendo o apoio da Polícia Militar (PM), Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Companhia de Engenharia e Tráfego (CET). Com início às 9 da manhã, o Pastor Manoel Ramires Filho, da Igreja Evangélica Batista, abriu a festividade com suas palavras e trechos da Bíblia. Logo em seguida foi o hasteamento das bandeiras, com a presença do Subprefeito de São Mateus, Clóvis Luiz

Chaves, deputado Zico Prado e o vereador Gilson Barreto. Após as autoridades presentes darem suas felicitações, houve o início do desfile Cívico e Militar, com as viaturas da PM, GCM, Bombeiros e a da

Defesa Civil da Subprefeitura São Mateus. Ao final do desfile militar, foi a vez do desfile cívico, com a participação da EMEF Visconde de Taunay, Escola Recanto Infantil O Rei

Leão,CEU São Mateus, Colégio Santa Bárbara, EMEF Olival Costa, Clube Escola São Mateus, Dança do Ventre, Instituto Batista (dança Country), Associação Comunitária Sempre Viva, Associação Soka Gakkai Internacional, Modelos Garota Tem Tudo, desfile de carros antigos, e de motos do Tião Fraternidade Moto Clube - MC e para encerrar o Bloco Carnavalesco de São Mateus. Já na parte da tarde, na Avenida Maria Cursi, com o Show que a Transcontinental FM promoveu, levou aproximadamente 5 mil pessoas ao delírio com os artistas que prestigiaram o evento, como: To Fly, É D+, Frenesi, Maskavo, Acorrentadas, Pura Magia, Doce Encontro, Samprazer.

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Dia das Crianças pode ser um aprendizado sobre doação

O Dia das Crianças está para chegar. Os pequenos já estão escolhendo o que querem ganhar. As possibilidades são muitas. Os brinquedos estão cada vez mais incrementados. Se, no ano passado, determinada boneca cantava cinco músicas, esse ano ela canta sete. Pronto, é o suficiente para desejarem a nova versão, com apenas um detalhe diferente. É claro que as coisas não são assim para todos. Há aqueles que nem possuem uma boneca velha, tamanha é a pobreza em que vivem. Pobreza de dinheiro e de espírito, de pais que não conseguem se preparar de modo a presentear seus filhos em datas como essa.

Em datas como essa, a comunidade costuma se organizar e arrecadar brinquedos para distribuir para aqueles que não têm. E convoca as famílias para d o a r e m aqueles que não são mais usados. Muitas crianças doam. Entre elas, algumas de bom grado, outras contrariadas, quase que obrigadas. Têm aquelas que não doam de jeito nenhum. Vão acumulando brinquedos que nunca usam (às vezes, nem tempo teria para brincar com tantos), esquecidos num canto, perdendo peças ou quebrando, ficando inúteis. Parece que, ao tirar de uma criança algo que lhe pertence, vai lhe fazer uma falta tão grande que não poderá ser substituído por nada. E ao ser lembrada de que nunca brinca com aquele brinquedo, a criança diz que brinca sim ou que um dia irá brincar, que inclusive estava pensando nisso naquele momento.

Conremad de São Mateus participa de reunião na SVMA

O Conselho Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Conremad - SM) de São Mateus, cujo presidente é o subprefeito Clóvis Luiz Chaves, participou de uma reunião, dia 17 de setembro, na Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) com representantes da Dersa, Siurb e SVMA. O objetivo do encontro foi buscar informações sobres os parques previstos para a região com as compensações ambientais da Jacu-Pêssego. A reunião foi pedida após vistoria realizada por membros do Conselho, da subprefeitura e da Secretaria do Verde.

Em função do projeto acordado entre o Município e o Estado, dois parques estão por serem estabelecidos: o Parque Guabirobeira e o Parque Jd. da Conquista. As principais dúvidas levantadas pelos conselheiros foram: perímetro dos parques; limites do córrego Caaguaçu; necessidade de implantação dos parques junto com as obras; o processo de licenciamento da Jacu- Pêssego junto à SVMA e os recursos de compensações ambientais para a formação de parques lineares. Outros assuntos tratados Foram as compensações advindas da venda dos Crédi-

tos de Carbono. Os membros da SVMA apontaram a ausência de projetos como o principal responsável pela demora, mas verificou-se que a maioria esmagadora dos projetos estão sob responsabilidade da SVMA, alguns foram citados, sendo eles: - Parque da Flores: falta termo de permissão de uso de Cohab, subprefeitura encaminhará projeto; - Parque Aterro Sapopemba: está em análise de Deconte; - Parque Jardim da Conquista: diretrizes em andamento e próximas de serem concluídas; - Parque Limoeiro: está com levantamento altimétrico pronto; - Parque Nebulosas: projeto executivo via TCA. Além disso, foi indicado à Ecourbis a compra do topo do Morro do Cruzeiro para a implantação do parque e a contratação de projeto executivo para a realização das obras no córrego Cipoaba; mas o maior problema apontado está no fato de que na região existem muitas ocupações irregulares, o que prejudica no levanta-

Parabéns São Mateus Parabéns a todos os moradores deste bairro que celebra 61 anos. São Mateus além de ser um dos bairros mais marcante da historia e exemplo de perseverança. A palavra desenvolvimento faz parte da família Bei, Em 1948, Mateo Bei decide lotear e vender assim nasceu São Mateus os primeiros lotes são vendidos com sucesso, surgindo o nosso querido bairro. Que vocês amigos moradores continuem sendo referência de honra e trabalho para os nossos Pais. Dr. Fabio Guedes Médico clínico do povo de São Mateus

mento dos donos das áreas a serem ocupadas pelos parques. Apesar de sua preocupação com a demora no desenrolar dos projetos, Clóvis afirma que vai continuar trabalhando em função dos parques e que não vai deixar que a verba dos créditos de carbono se percam no decorrer dos meses “é muito importante que esses parques sejam implantados na região, pois conseguiremos proteger nossas nascentes e todo o meio ambiente de São Mateus”.

São Mateus 61 anos de lutas e progresso Uma nova época esta sendo criada em São Mateus. Valorização humana, consciência ecológica, desenvolvimento responsável, muitas obras. Com responsabilidade nosso bairro esta se modernizando São Mateus um bairro próspero que só se construiu com a mobilização de sua gente. Parabéns a população, que sempre acreditou em São Mateus. Que essa mesma garra persista nos anos que estão por vir. Hoje São Mateus é um recanto que todos gostariam de viver. Aqui temos acompanhado e defendido os interesse da nossa comunidade ao longo destes anos Que a união e a paz possa imperar para sempre em São Mateus Parabéns da equipe

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Gazeta São Mateus

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2ª Quinzena de Setembro/2009

Cuidado com excesso de creme dental em crianças A higiene oral deve começar cedo. Á partir da erupção (nascimento) do primeiro dente de leite é iniciada a escovação com escova especial para bebês e creme dental sem flúor. Após o primeiro ano de vida a criança precisa utilizar creme dental com baixo

TROCA DE TELHADO E VASAMENTO ACABE COM AS GOTEIRAS

teor de flúor( 500 ppm). A escovação deve ser realizada por adultos até a criança completar 6 anos, quando ela adquire melhor coordenação motora para estar realizando a escovação sozinha sob supervisão de um adulto. A quantidade também é

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importante, crianças pequenas não sabem expelir o excesso de creme dental. A ingestão elevada causa uma alteração dentária denominada ¨ Fluorose dental¨ que se caracteriza por manchas esbranquiçadas ou acastanhadas nos dentes permanentes. O ideal seria utilizar uma quantidade de creme dental semelhante á uma ervilha até que a criança saiba expelir o excesso. Dra. Rosana Saint Clair Odontopediatra F: 2010-9467

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