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DE OLHO NOS FATOS
ANO XXII - Nº 398
Gazeta São Mateus
Parque São Rafael
2ª Quinzena de julho de 2015
Iguatemi
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Secretário Padilha toma café na Gazeta SM e ouve demandas
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secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha visitou a redação da Gazeta São Mateus onde em companhia do chefe de gabinete Álvaro Alves, do assessor da Subprefeitura de São Mateus Jose Rizzo, foi recebido para um café em companhia de Marcelo Doria, presidente da Câmara de Diretores Lojistas e da Dra. Cristina Rodrigues. Na ocasião conheceu um pouco melhor sobre a situação local pela boca de seus interlocutores. Página 3
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n Pági Alexandre Padilha, Lucy Mendonça, Marcelo Dória
Planetários permanecem fechados
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Planetário do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo continua fechado, mas não adianta ir ao outro instalado no Parque do Ibirapuera que também as portas estão fechadas para o público. Anos atrás esta mesma Gazeta publicou matéria informando que depois de fechado desde 2007 ele havia sido reaberto e novamente fechado, desta vez quase que definitivo. Pelo menos é a impressão que passa.
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Diálogo, Imprudência e Taxa de Rejeição
istoricamente o PT - Partido dos Trabalhadores sempre se destacou por dialogar, ouvir opiniões, considerar pontos de vista distintos, ser um partido democrático e comprometido com o bem-estar coletivo. Foi esse compromisso que o transformou em um dos maiores partidos políticos do Brasil.
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Plantetário do Parque do Carmo se deteriorando cada dia que passa
Jardim da Conquista completa 25 anos
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stamos nos esforçando para melhorar nossa organização, nosso crescimento e nossa força para lutar pelas melhorias para o Jardim da Conquista. Completando 25 anos, tomara que não tenhamos que esperar outros 25 para melhorar as condições de vida por aqui”, diz liderança.
Comemorando 25 anos de existência, o Jardim da Conquista ainda tem muito que evoluir para se transformar em uma comunidade em condições de moradia e vida digna aos seus mais de 40 mil habitantes.
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Avenida principal do Jd da Conquista, Somos Todos Iguais
Conselho Participativo discute orçamento para o ano que vem Página 6
Gazeta São Mateus
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Deputado ensaia radicalizar na redução da maioridade penal
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previsão de que algumas medidas tomadas pelo Congresso iam em direção ao retrocesso vai se confirmando. Muitos foram às vozes que criticaram a redução da maioridade penal como solução para o problema da eventual impunidade de crimes cometidos por menores de 18 anos, mas muitas mais foram às vozes ecoando pelas ruas, praças, casas e domicílios de gente de bem, mas descomprometidas com a complexidade do problema para que a maioridade, enfim fosse reduzida. Surfando na maré conservadora que até mesmo pelos fiascos dos chamados progressistas oficiais vem crescendo no seio da sociedade brasileira já há quem advogue no sentido de buscar saídas que no seu insano entendimento cortem o mal pela raiz. Nem bem baixou a poeira da vitória conservadora que novos pleitos querem transformar em leis e medidas para conter o que entendem ser a gestação do crime ou de criminosos. Um deputado do Distrito Federal, do PR e delegado de polícia como função de origem argumenta que “Um dia, chegaremos a um estágio em que teremos a possibilidade de determinar se um bebê, ainda no útero, tem tendências à criminalidade, e se sim, a mãe não terá permissão para dar à luz”. O nome do deputado: Laerte Bessa. Propondo essa medida extremada, o delegado-deputado segue a lógica que poderia ser prevista de que a criminalidade vai passar a recrutar para suas fileiras menores cada vez “menores”. Ao se diminuir a menoridade para os 16, o crime passará a recrutar os ainda menores, abaixo dessa idade. Como a solução, conforme as vozes dissonantes
previam, não era essa, ainda iremos ver conservadores e até muita gente honesta e correta, mas desinformada, pedir mais outras reduções da maioridade penal passando para os 14, depois para os 12 anos de idade e assim sucessivamente até chegar onde o delegado-deputado propõe: ao útero materno de onde o bebê em não sendo interrompido já sairá algemado da maternidade. A questão, entretanto, por conta dessa solução equivocada que não soluciona é não se iludir de onde saíram esses fetos. Duvido que sejam aqueles gestados nos bairros nobres; entre as celebridades; entre as famílias dos ricos e de políticos, que como sabemos é em grande maioria, criminosos de colarinho branco. Não, não será dessas proles os vitimados, afinal eles não querem se prejudicar e pretendem se perpetuar. Essa prole de futuros aspirantes às algemas será das outras classes e estamentos sociais. Se não abortados, como deseja o delegadodeputado, as algemas estarão disponíveis para os filhos e filhas das jovens pobres, das negras, do povo pobre e das periferias bem aos moldes do que são os próprios encarcerados de hoje, salvo um ou outro ricaço que ainda não conseguiu habeas corpus ou cumprir pena domiciliar. A ideia do deputado é limpar das ruas o que considera uma sujeira, em geral os meninos em situação de rua. Conforme revelado em entrevista pelo próprio delegado-deputado, a sua expectativa é que em longo prazo a ciência, de alguma forma, possa detectar os fetos que indiquem propensão ao crime e dessa forma poder exterminá-los via aborto. Desse raciocínio não há como escapar de traçar um paralelo
com o fascismo que foi o regime de Adolfo Hitler que, apoiado pela ‘maioria’ da população alemã na primeira metade do século passado pode implantar o nazismo. E o que foi parte do nazismo, senão a possibilidade de fazer experimentos laboratoriais em humanos que o nazismo considerava como sub-raça e onde achavam estar a semente e os criminosos em potencial da época. O que se vê nessa proposta, que não nos iludamos, muita gente irá apostar envergonhadamente, é que quando se propõem soluções erradas para os problemas, a tendência e remendar piorando. De qualquer forma, até agora o deputado não foi ‘interditado’ para avaliação psicológica e psiquiátrica e nem o será, afinal na democracia tudo é possível de ser proposto e analisado; até as sandices, mas a tramitação dessa proposta em especial deverá – e espero que encontre – dificuldades dentro do seu próprio time no Congresso, mesmo sendo ele da bancada BBB (Boi-BalaBíblia) que está entre as que mais ferozmente se levanta contra o aborto, muitos deles por causa da influência das religiões que professam de maioria evangélica. Como a solução proposta pelo Laerte Bessa, lembremonos do nome dele, interessa aos extratos mais abastados da população, mesmo que de forma dissimulada e eventualmente até algum remorso, ela não deve ser considerada como descartada. E, se eventualmente prosperar e for aprovada num futuro próximo, como irão se justificar, principalmente os que se apresentam e posam como religiosos? Farão concessões em seus dogmas porque acabar com o criminoso interessa? (JMN)
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O planeta chora e as empresas fazem marketing
O planeta caminha lentamente para um estrangulamento, para uma situação de desconforto crescente até o ponto de um dia e não tão longe assim ficar insuportável e por aqui e ali vemos apelos e mais apelos para que façamos nossa parte na preservação do meio ambiente e para que tomemos os cuidados para entregar um planeta melhor para nossos descendentes, filhos, netos, bisnetos e os que virão. Em contrapartida, também devemos entregar descendentes melhores para o planeta. Um, sem o outro, não funciona. E quando vamos ver quem está fazendo sua parte nem sempre o que vemos é exatamente aquilo que é ou deveria ser. Por parte dos moradores, daqueles que habitam essa terra que faz parte do planeta, nem todos, diria que uma insignificante minoria são cidadãos e fazem o certo naquilo que está ao seu alcance. É uma tristeza ainda ver a população não cuidar e até piorar a situação. Excesso de consumo, nenhuma reaproveitamento, nenhuma parcimônia no uso dos recursos e afoitos por mais e mais bens e produtos, muitos deles supérfluos que não são tão necessários apenas e tão somente para se iludir com o ridículo status de consumidor; de gente desejosa com o que tem de mais moderno, mais bonito e que passa aos olhos dos outros que vêm àquela mensagem de que eu posso, eu compro, eu consumo. O fato é que esse comportamento cabe nos corações e mentes de quem ainda não consegue entender
e aceitar o que está acontecendo, que seja, cada novo produto, em algum momento, utiliza para serem fabricadas matérias primas extraídas do planeta que, portanto, esta sendo impactado. Mas o eixo do meu incomodo vai mais em direção à enganação que muitas empresas fazem, utilizando-se de um marketing de bons moços, que cuidam e se preocupam com o meio ambiente, mas que tem como interesse mesmo é fabricar mais e mais, na maioria das vezes variações do mesmo produto para criar novas vontades de aquisição aos consumidores desavisados. Enquanto discursam, usam mensagens de salvação do planeta; de cuidados que tomam com o meio ambiente quando dizem estão fazendo sua parte às medidas efetivas que tomam, por vezes não passam nem um milímetro da suposta boa vontade. Usam e abusam daquele discurso que temos que preservar o planeta, mas que não o aplicam na prática. Em geral resume-se a ter qualquer ação empresarial para ficar bem aos olhos do consumidor, mas que em hipótese alguma afetem os lucros. Enquanto alguns governos, por vezes até a contra gosto tentam se adequar as rigorosas e necessárias medidas de preservação as empresas fazem muito pouco e às vezes absolutamente nada, mas usam de abusam de palavras como ‘sustentabilidade’, ‘meio ambiente’ e ‘ambiental’ apenas no faz de conta. O fato é que nós, enquanto cidadãos, estamos mais
Lucy Mendonça jornalista responsável pelo Jornal Gazeta São Mateus MTB 43029-SP
consumistas e inconsequentes deixamos de ser parte saudável dessa mesma natureza e nos tornamos doença dela sempre consumido o que vemos pela frente. A diferença entre nós e a empresa, entretanto, é que não temos o tal selo de sustentabilidade e não divulgamos que fazemos o que não fazemos; claro, com horrorosas exceções que diz que faz pelo meio ambiente, mas não faz. A escassez de água e mesmo a qualidade dela comprometida pelo nosso uso equivocado e abusivo; a perda da biodiversidade em consequência dos desmatamentos; animais em extinção porque roubamos deles espaços em seus habitats são nossas contribuições; das pessoas e das empresas que seguimos cegamente para a aniquilação dos meios naturais de sobrevivência. Um dia após o outro e será chegada a hora em que a falta de recursos será nossa inteira responsabilidade; de governos, de empresas e de cidadãos sem consciência. O governo peca quando não cumpre e exige mais; pecamos nós quando não fazemos nossa parte, mesmo que em pequenas contribuições e peca irremediavelmente as empresas que além de nada fazer ainda tem o desplante de dizer que fazem. Não me engana que eu não gosto. (LM)
Diálogo, Imprudência e Taxa de Rejeição.
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istoricamente o PT - Partido dos Trabalhadores sempre se destacou por dialogar, ouvir opiniões, considerar pontos de vista distintos, ser um partido democrático e comprometido com o bem-estar coletivo. Foi esse compromisso que o transformou em um dos maiores partidos políticos do Brasil. Porém, no dia 27/07/2015 foi implementada através de uma regulamentação a proibição do estacionamento, em uma das vias mais importantes da cidade de São Paulo a Avenida Mateo Bei, no bairro de São Mateus. Sendo uma medida que causa enorme impacto negativo ao comercio do bairro, sem nenhum debate com os geradores de empregos do bairro, serviço feito com agilidade na calada da noite. Imediatamente a Câmara dos Dirigentes lojistas de São Mateus CDLSão Mateus, marcou uma reunião na Subprefeitura de São Mateus, sendo prontamente e bem atendida pelo chefe de gabinete - Sr. Álvaro, estiveram presentes uma comissão de quinze comerciantes
e representantes da CET e da SPTrans. Nesta reunião os representantes da CET e SPTrans fundamentam tal regulamentação na mobilidade urbana e na velocidade dos coletivos, vale destacar que o estudo que foi realizado, no quesito velocidade de ônibus bem elaborado. Ocorre que não foram considerados os impactos econômicos desta regulamentação, o quanto de desemprego que essa medida vai gerar, quantos comércios terão que encerrar suas atividades, quantos ônibus deverão ser comprados para transportar mais trabalhadores para se empregar em outras regiões, por conta deste “ estudo” ou está “ experiência” que a Prefeitura de São Paulo está realizando. Oportuno destacar que todos os comerciantes e cidadãos de bem, são favoráveis a mobilidade urbana, não se trata de suplantar direitos, mas sim, equilibra-los através do dialogo propositivo, a fim de encontrar um denominador comum para a solução do problema. Dialogar de forma propositiva, considerar que o bairro de São Mateus
é maior do que muitas cidades do Brasil, e que é importante ouvir todos os atores da sociedade civil, antes de tomar uma medida fundamentada exclusivamente na velocidade dos ônibus em uma via comercial é no mínimo imprudente. A CDL-São Mateus, acredita no diálogo e está à disposição para construir uma solução para este problema, evitando que a Ta x a d e R e j e i ç ã o a o governo Fernando Haddad, continue, lamentavelmente, a bater recordes negativos. Marcelo Dória Empresário pós graduado em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Especializado em Varejo pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas – Centro de Excelência em Varejo. Esta na condição de Presidente da CDL-São Mateus
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Secretário Padilha toma café na Gazeta SM e ouve demandas
Secretário Alexandre Padilha, Lucy Mendonça, Marcelo Dória Presidente do CDL São Mateus
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ria, presidente da Câmara de Diretores Lojistas e pela Dra. Cristina Rodrigues. Na ocasião conheceu um pouco melhor sobre a situação local pela boca de seus interlocutores. De pronto Padilha, que já foi Ministro de Saúde no governo do presidente Lula e candidato derrotado ao governo do Estado nas últimas eleições
disse que faz parte de suas funções a relação com a Câmara Municipal, com os conselhos participativos, setoriais, com movimentos sociais e imprensa no âmbito da municipalidade. Coordena também o programa Prefeitura no bairro que já teve sua edição em São Mateus e que essas tarefas o fazem circular pela cidade.
Advogada revela situação do bairro Palanque
“Com a vida das empresas a situação melhorou, mas poderia melhorar ainda mais, caso a municipalidade, nesse aspecto de regularização e aporte de equipamentos não fosse omissa”, sentencia. Falta a presença do Estado o que implica em ações da prefeitura e do próprio governo do Estado. Por fim Cristina lembrou que o Palanque faz vizinhança com a cidade de Mauá e os bairros da 3ª Divisão, Limoeiro, com o Recanto com a Cidade Tiradentes e as proximidades da nascente do Aricanduva o que em tese implicaria em preservar a área ambientalmente. Na mesa ficou a dúvida com o que fazer com a situação que já existe e a indicação de que ainda é possível preservar as nascentes com a regularização e o estancamento das ocupações irregulares.
secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha visitou a redação da Gazeta São Mateus onde em companhia do chefe de gabinete Álvaro Alves, do assessor da Subprefeitura de São Mateus Jose Rizzo, foi recebido para um café em companhia de Marcelo Do-
Dizendo-se ansiosa pela regularização, Dra. Cristina Rodrigues, responsável pela unidade judiciária de São Mateus, uma parceria entre a Prefeitura e o Tribunal de Justiça relatou as dificuldades que enfrenta na Vara de Família para as questões que envolvam comprovantes de endereço, serviços de correio, entregas de ofícios. A irregularidade fundiária dificulta até mesmo citar as pessoas. Relata casos de dificuldade das mães que poderiam estar no programa de pensão alimentícia de menor incapaz por não conseguirem abrir contas em bancos. Em sua fala deixou claro que essa era parte do problema. Tem mais, no Palanque, onde mora e onde 58 empresas, indústrias, em sua maioria, geram sete mil empregos. Em apenas uma
das unidades instaladas 400 empregos diretos. E qual é a situação do Palanque? As empresas se instalaram dezenas de anos antes observando outras regras e hoje se encontram instaladas em local irregular, por conta da atualização da legislação. Em geral, as desconformidades são de natureza ambiental, apesar das empresas estarem adaptadas às exigências. O problema está no essencial que é a falta de regularização fundiária, também daquele local que por força dessa situação o mantem sem infraestrutura adequada, para dizer o mínimo. Naturalmente, Cristina observa que a situação já foi pior e que em sua adolescência grande parte do Palanque era usada como espaço de descarga irregular de lixo de toda a cidade.
Secretário Padilha ouviu atentamente os problemas da região
São Mateus ilegal em termos fundiários A situação do Palanque era apenas uma mostra do que se repete em outras áreas de São Mateus, em alguns casos regiões mais adensadas com comércio e negócios, o que cria uma situação inusitada. As empresas têm alvarás de funcionamento mesmo estando localizadas de forma irregular, por conta
da ausência de regularização fundiária que só pode ser feita pela municipalidade. Em alguns casos moradias, comércios e ativ id ad es localizadas em vias que sequer são reconhecidas. Para o secretário Padilha essa situação deve ser equacionada e arrumada tanto quanto possível na aprovação
Critico, diz que a máquina pública de São Paulo foi montada e cultivada ao longo do tempo para de certa forma se fazer independente e distante das demandas e do alcance da população e que a atual gestão busca reorientar esse foco priorizando o atendimento às periferias. “A máquina é imensa e funciona melhor se o povo estiver cobrando, acompanhando” considera. Por parte dos convidados ouviu que o maior problema da região é a sua ilegalidade formal, portanto, a regularização fundiária é demanda que se apresenta em grande parte de todo o território, independente de distrito. Alguns mais, outros menos a regularização fundiária à ser alcançada criaria as condições para que a própria municipalidade, caso tenha interesse, possa fazer chegar benfeitorias e equipamentos públicos. Até lá, as condições não são favoráveis e até um simples e viável equipamento definido não pode se efetivar. O secretário lembrou que parcelas importantes da periferia de São Mateus contam com a isenção do IPTU em acordo com a intenção politica da gestão da qual participa
que é de aumentar o imposto em áreas nobres, aparelhadas e mais ricas da cidade como compensação das isenções, mas que nem sempre se viabiliza e encontra obstáculos dentro da Câmara dos Vereadores. Segundo o secretário a política de regularização fundiária possível tem duas pernas e esclarece. “Uma é aquela que a lei nos permite que é a relação com os cartórios da cidade de São Paulo”. Essa relação vai permitir que grandes mutirões de regularização sejam feitos na própria região. “O prefeito Haddad, inclusive, chamou a atenção da secretaria da Habitação e das subprefeituras para que possamos já no segundo semestre e no ano que vem mapear e colocar equipes de medição de lotes nas áreas mais necessitadas. Vamos conversar com as pessoas e em acordo com os cartórios e o Tribunal de Justiça andar mais velozmente com isso”. O que chama de segunda perna depende de votação na Câmara que é a nova lei de zoneamento da cidade onde o executivo propõe novas regras para uso e ocupação dos espaços da cidade. “Veja, quem vai fazer um estabel-
ecimento comercial, um escritório, uma atividade que não só a de moradia na periferia da nossa cidade tinha que seguir regras que são adequadas apenas para as grandes avenidas. Existe muita dificuldade em abrir empresas em ruas da periferia, porque do jeito que está precisava prever espaços de estacionamento, de guarda de cargas, etc., ou seja, regras que impedem essas iniciativas e deixa de gerar empregos nos bairros”, explica. A intenção é simplificar esses procedimentos. Nesses termos a intenção vai de encontro aos anseios de dirigente da CDL, Marcelo Doria e dos demais presentes que anseiam por uma ‘São Mateus’ desenvolvida, geradora de emprego e renda. Na mesma lógica, Padilha lembrou-se das faculdades que serão viabilizadas para funcionar nas unidades do CEU localmente. Criando oportunidades de estudo, vai diminuir o deslocamento para outras regiões dos que pretendem estudar. Resumindo se a Câmara não criar grandes obstáculos se criará uma nova situação facilitadora.
Foi uma visita muito agradável
Ao perguntar de quem é a posse das terras descritas,
Padilha foi informado que são áreas remanescentes de fazendas e sítios vinculadas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra). “Há 80 anos esse local vem sendo ocupado, restando pouca área rural. Hoje existe uma situação heterogênea, de
transição entre o rural e o urbano irregular. Temos também áreas de APP, zepam, zepag”, explica, a liderança, os complicadores.
da nova lei de zoneamento, lembrando que até a criação legal de novas ruas precisa ser feita via lei. Agora se a rua não é legal, sequer a manutenção dela pode ser realizada, consideram os presentes. Para dirigente lojista existe dívida com a região Marcelo Dória está convicto que a cidade tem uma dívida histórica com a região leste, local preferido para grandes ocupações ao longo dos anos com baixa densidade empresarial. “A Zona Leste manda por dia e trás de volta a noite um Uruguai inteiro, dois milhões e meio de pessoas que vão trabalhar e voltam para São Mateus. Precisamos trabalhar com pautas propositivas em São Mateus. Precisamos pensar em fazer aqui e gerar emprego localmente”, resume Dória. Dória alerta para uma proposta aparentemente
tomada pelo prefeito que pressionado pelo segmento da Habitação por moradias populares, a qual reconhece e respeita, entretanto propor moradias populares no Parque São Lourenço, originalmente proposto como polo industrial em São Mateus cria dificuldades ao inibir investimentos de ampliação de plantas industriais e instalação de novas unidades. Dá como exemplo o recuo observado por um empreendedor no setor de telemarketing que pretendia se instalar e gerar empregos localmente. “Não é conveniente e acertado colocar o polo como uma zeis, categoria de zoneamento que permitiria bolsões residenciais no local”. “O que precisamos”, lembra ele “é de melhor infraestrutura, de logística, de escoamento e ligação com outras regiões importantes para a produção local que emprega mão de
obra local”. O secretário de relações institucionais, enquanto saboreava o café, observa que se os projetos de preservação e implementação do polo estão em curso eles serão considerados, indicando que pode tranquilizar o setor empresarial quanto a isso. No meio da conversa foi lembrado que alguns donos de espaços passíveis de serem utilizados para expansão da planta industrial no polo usam o artifício de não negociar a instalação de novos empreendimentos especulando com espaços ociosos em busca de valorização. É quando Padilha observa que gravar aquela área como zeis pode forçar o proprietário a deixar de especular e disponibilizálo para negócios. Centro de São Mateus também é objeto de ajustes O uso e ocupação da parte mais pulsante de São
Mateus também foi objeto de queixas entre os presentes. A iluminação da Avenida Mateo Bei, e o uso mais ordenado dessa via pelos comerciantes, também foi indicada. Desde a adoção de via expressa para o transporte público por períodos determinados pela manhã e a tarde até de normatização para o uso de aparelhos de som e dos espaços das calçadas em frente as lojas por parte dos comerciantes. Foi um pouco assim mesmo, entre café, bolachas, cordialidade e anotações, o secretário de Relações Institucionais da Prefeitura pode conhecer um pouco melhor da realidade e aflições de São Mateus. A maior delas, a regularização fundiária que é nada mais nada menos que dar algum reconhecimento à situação em que o bairro se encontra. Mais uma realização da Gazeta São Mateus. (JMN)
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É necessário plantar mais Evite o desperdício árvores para compensar a T emissão de CO2 de seu carro
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oi em junho de 1972, em Estocolmo, que aconteceu a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, cujo objetivo era promover atividades de proteção e preservação, além de alertar o público mundial e governos para os perigos da negligência na tarefa de cuidar do meio ambiente. Os veículos automotores são os principais vilões para a atmosfera, uma vez que os gases emitidos, como dióxido de carbono,
metano e compostos orgânicos voláteis produzem uma reação provocando o efeito estufa. L e a n d r o Va n n i , Engenheiro, explica que a manutenção adequada no veículo pode reduzir em até 20% os gases de efeito estufa. “Com ações simples de manutenção como trocar óleo, filtros e velas conforme recomendação do fabricante e calibrar os pneus periodicamente podem, além de reduzir a poluição, reduzir o consumo de combustível
gerando benefícios para o seu bolso”, conta o engenheiro. Segundo a plataforma Economize o Planeta, nos grandes centros urbanos o setor de transportes, especialmente o veículo de passeio, é o maior responsável pela emissão de gases de efeito estufa. Em Minas Gerais, por exemplo, o setor de transportes representa 36,6% das emissões destes poluentes no estado. No Brasil, o CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente - estabeleceu o
Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, que definiu os primeiros limites de emissão para veículos leves, e também contribuiu para o atendimento aos Padrões de Qualidade do Ar instituídos pelo PRONAR. O engenheiro Vanni explica que veículos que não fazem a troca periódica do óleo de motor podem influenciar no maior índice de poluição do ar. Algumas dicas e atitudes que podem contribuir para a melhora do ar, consequentemente a melhora do meio ambiente: Faça periodicamente a revisão do seu veículo Faça a calibragem dos pneus a cada 15 dias, preferencialmente com pneus frios, a calibragem correta pode reduzir o consumo em até 5% Prefira utilizar biocombustíveis quando fo r ab as t ec e r s e u c a r r o Procure dar e pegar mais carona Quando for adquirir um veículo novo, prefira o s h í b ri d o s o u o s m a i s eficientes (que consomem menos combustível
O próprio fabricante deveria investir em postos de coleta de vidros e esmaltes vencidos para evitar essa contaminação, mas aqui na cidade de São Paulo somente uma das marcas possui um coletor que se encontra fixado em uma grande loja de cosméticos. Esta é uma ação importante, já que a embalagem de esmalte não pode descartada junto ao lixo comum, pois acaba indo para um aterro e ao q u e b r a r, o s c o m p o s t o s químicos entram em contato com o solo e atingem lençol freático, podendo causar contaminação da água. O consultor ambiental Alessandro Azzoni explica o passo a passo para higienizar e descartar os esmaltes de forma correta e não prejudicar o meio ambiente: Não jogue o vidro de
esmalte no lixo comum; Se houver esmalte dentro, utilize-o para pintar algo (salto de sapato, copos, vasos, esculturas), senão derrame o esmalte sobre uma folha de papel, e espere alguns minutos até que a química evapore. Coloque um pouco de removedor de esmalte dentro do vidro seco e mexa até dissolver o restante do produto. Faça isso duas vezes; Com o vidro limpo poderá descartar junto com os demais vidros para reciclagem; Separando o vidro e o plástico da tampa cada um no seu respectivo lugar; O papel usado poderá ser descartado no lixo comum, pois o esmalte já secou e sua química evaporou; Não é um procedimento difícil nem demorado e contribui para a preservação do meio ambiente
odos os dias, diversos alimentos que poderiam ser reaproveitados são jogados no lixo. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados todos os anos. Evitar esse desperdício é um grande desafio, mas com organização é possível reaproveitar os alimentos em casa. Muitas sobras podem
virar alimentos deliciosos e surpreendentes: o arroz pode se transformar em bolinhos, o feijão em tutu, a carne assada em carne moída e por aí vai. Além disso, as cascas, sementes, talos e folhas de frutas e vegetais costumam render soluções culinárias super criativas e são muito saudáveis. A casca da banana, por exemplo, contém mais que o dobro de vitamina C presente na fruta.
Doce de casca de banana
Bata três copos de cascas de banana (lavadas) n o l i q u i d i f i c a d o r. E m seguida, acrescente dois copos de açúcar em uma panela e leve tudo ao fogo
brando. Deixe cozinhar, mexendo sempre, até o doce começar a soltar da panela. Deixe esfriar sobre um tabuleiro untado, enrole e passe no açúcar.
Chá de casca de abacaxi
Reciclagem de esmaltes
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esmalte foi o cosmético que mais apresentou novidades em cores, novas técnicas de aplicação, texturas e desenhos para as unhas das mulheres.
Mas os compostos químicos utilizados na composição de cada produto podem causar danos severos ao meio ambiente, principalmente se descartados de forma incorreta.
Lave bem as cascas e ferva com um litro de água filtrada. Após a á g u a f e r v e r, a p a g u e o fogo e deixe a panela tampada por dez
minutos. Pronto! Além de saborosa, a casca do abacaxi possui fibras, vitamina C e bromelina — uma enzima que ajuda a digerir proteínas.
Bolo de cascas de frutas
Esta pagina é toda sua. Participe, discuta e reflita!
N o l i q u i d i f i c a d o r, b a t a dois copos das cascas de frutas (lavadas) com um copo de leite. Coe o líquido e reserve. Em seguida, bata um c o p o d e a ç ú c a r, d u a s gemas e uma colher e meia de sopa de
O Jornal Gazeta São Mateus trará todas as quinzenas este espaço para debates e informações sobre preservação e consciência ambiental em meio urbano, com ênfase especial a questão da destinação final de resíduos. Esta pagina conta com o apoio da EcoUrbis Ambiental S/A,concessionária publica responsável pela coleta,transporte e destinação final de resíduos domiciliares e de saúde na Área Sudeste da capital paulista,que abrange 18 das 31 subprefeituras,e o objetivo e contribuir para ampliar cada vez mais a conscientização e educação ambiental da população. Envie suas sugestões de pauta para gazetamateus@terra.com.br .
manteiga. Acrescente as cascas batidas, duas xícaras e meia de farinha de trigo e uma colher de chá de fermento em pó. Junte duas claras batidas em neve, misture tudo e asse em forma untada.
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2ª Quinzena de julho de 2015
Planetários de SP permanecem fechados
O
Planetário do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo continua fechado, mas não adianta ir ao outro instalado no Parque do Ibirapuera que também as portas estão fechadas para o público. Anos atrás esta mesma Gazeta publicou matéria informando que depois de fechado desde 2007 ele havia sido reaberto e novamente fechado, desta vez quase que definitivo. Pelo menos é a impressão que passa. N a época es tava há quatro anos em reforma e ninguém na ocasião sabia quando ia reabrir. Depois de abrir e fechar a incerteza permanece. E é muito desperdício. Os planetários com equipamentos de alta tecnologia, entre os melhores da América do Sul. Quando não é um problema num equipamento é em outro. Na penúltima tentativa o projetor, um Universarium Zeiss VII/XIV tinha avarias, não funcionava e encontrava dificuldades de reposição de componentes. Enquanto isso, diversas pessoas, entre aquelas que têm uma ideia ou já conheceram o que pode ser visto com os planetários funcionando continuam se lamentando. Douglas Mendes, fotógrafo está entre eles. “Cheguei a visitar
A
Vista parcial do Planetário do Carmo
o planetário do Carmo em 2005 e era espetacular. Era um ótimo local para aprendizado na zona Leste”.A diretora deste veiculo Lucy Mendonça, também visitou o planetario de Carmo na época da sua inauguração, “É com muita tristeza que hoje vemos o que restou e o dinheiro foi pro ralo”. A responsabilidade pelo funcionamento dos planetários é da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura que revelou, tempos atrás, que no Planetário do Carmo foram detectados graves problemas estruturais no prédio e que, na ocasião, havia recebido o prédio por meio de doação ou compensação da então empresa Tel-
efônica. A reforma do prédio que deveria ser paga pela empresa por força de alguns entraves teria que ser assumida pela municipalidade. Feita a reforma no prédio surgiram os problemas no projetor que até por conta da inatividade teve que repor peças importadas para o equipamento voltar a permitir a projeção na cúpula. Vale observar que esse processo ainda estava em andamento em meados de 2010. De todo o problema a Telefônica divulgou nota informando sua versão do que vinha ocorrendo. A questão é lembrar e lamentar que os planetários continuem fechados em 2015 sejam pelos motivos
que forem. O que se perde em termos de opção de lazer e aprendizado não deve ser subestimado. Basta reconhecer que muitas crianças, adolescentes e jovens tiveram uma nova perspectiva de estudos e interesse na área das ciências exatas, principalmente Astrofísica e Astronomia. Jorge Saladino Rodrigues é um deles. “Foi a partir do meu contato com o planetário quando o visitava ainda durante o Ensino Médio que defini o que queria estudar e fazer no futuro”. Formado em Astrofísica, atualmente é professos pesquisador de uma grande universidade pública.
O que é um planetário e porque você deveria poder visitar
e constelações, além de fenômenos astronômicos como eclipses, rotação de planetas, meteoros etc. Em grandes centros metropolitanos como São Paulo, em que a observação do céu é obstruída pelos prédios altos, prejudicada pela poluição atmosférica e pela iluminação noturna, planetários constituem ferramenta pedagógica indispensável para o ensino básico da astronomia. Um planetário com diretrizes pedagógicas modernas é espaço não só de popularização de conteúdo científico, mas também de reflexão e discussão sobre o papel da ciência e da tecnologia na sociedade e no meio ambiente. Se tivesse em funcionamento, o Planetário do Carmo representaria
uma importante conquista para a astronomia de São Paulo. O prédio tem 1.750 m² e é composto por sala de projeção, celóstato para visualização do Sol, auditório com 70 lugares, midiateca e área de exposições. O coração do Planetáriosua sala de projeçãotem capacidade para 220 lugares. O projetor central, modelo Universarium VIII, fabricado pela Carl Zeiss, é capaz de simular uma viagem espacial pelo Sistema Solar, eclipses, buracos negros e outros fenômenos cósmicos. Uma esplanada cósmica fica estrategicamente posicionada atrás do prédio. Lá estão localizados dois telescópios para observação monitorada do céu e atividades ligadas à astronomia.
Planetárias são salas que possuem uma cúpula no teto, na qual a configuração dos astros no céu, em qualquer instante e em qualquer lugar da Terra ou do Sistema Solar, pode ser simulada através
A Ceagesp pede socorro
de projeção luminosa. Na superfície côncava, imagens são reproduzidas através de um projetor localizado no centro da sala, de modo a simular os astros e seus movimentos, os principais círculos celestes
CONVITE União Geral dos Desempregados do Brasil Convida a todos a participar da Ação Social, neste dia vamos ter cabeleleiros, Poupa Tempo, exame de vista, exame de diabetes, exame odontológico, e muito mais venha participar traga sua família vamos ter muitas diversões para as crianças. Das 9 as 15 Dia 16/8
Av.Rodolfo Pirani 616. Jd Rodolfo Pirani.
Ceagesp está abandonada e vive uma situação degradante que nem de longe lembra aquele Ceasa imponente que tanto gostávamos de visitar para comprar flores, verduras e legumes da mais alta qualidade e ainda tomar uma deliciosa sopa de cebola nas madrugadas. Isso acabou. Recentemente visitei as instalações e tomei um susto com o que vi. Agora, para andar pelos corredores caóticos, temos de desviar de sacos de lixo, da sujeira espalhada, até de dependentes químicos que perambulam sem norte pelo local. Isso sem falar da infraestrutura totalmente destruída para os visitantes, que não têm banheiro apropriado para usar, e para os comerciantes, que não conseguem fazer adequadamente o transporte, o recebimento, o armazenamento e a exposição dos produtos. Os comerciantes permissionários estão desesperados com o estado de abandono do local e com os imensos custos das taxas de condomínio para manutenção, que não são revertidas para melhoria do ambiente. Isto tem prejudicado imensamente as vendas e a imagem da Ceagesp. A venda de flores ainda existe e as frutas e legumes também são comercializadas lá, mas
tudo sem higiene necessária. Estamos falando de algo que poderia ser um dos principais pontos turísticos de nossa cidade! A Ceagesp é administrada pelo governo federal, que a aparelhou com funcionários sem competência ou qualificação, aliás, como fez em todas as empresas estatais. O quadro é agravado porque os atuais administradores realmente não sabem o que fazem. Para reverter o problema, é urgente uma intervenção na Ceagesp. A administração deve ser feita pelos próprios comerciantes permissionários e por um conselho formado pelo poder público, associações de moradores do bairro e entidades de clientes do entreposto. Só com uma administração interessada nos reais problemas é que vamos reverter o quadro degradante. É possível transformar a Ceagesp em um dos mais bonitos pontos turísticos de São Paulo. Basta ser melhor gerenciada. *Andrea Matarazzo é vereador de São Paulo e líder do PSDB.
Junho bate recorde de calor no planeta desde fim do século 19
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unho de 2015 foi o mês mais quente no planeta desde que o registro de temperaturas começou a ser feito em 1880 – anunciou dia 20, a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, em inglês). Os seis primeiros meses do ano também foram marcados por temperaturas recordes para o período, o que demonstra que o aquecimento global continua a não dar trégua. O ano passado já havia sido o mais quente desde que se tem registro. A temperatura média em junho na terra e nos oceanos foi 0,88°C superior à média do século 20, acrescenta a Noaa em um comunicado. O recorde anterior de temperatura em um
mês de junho foi em 2014, e o do primeiro semestre do ano, em 2010. No primeiro semestre de 2015, a temperatura média foi 0,85°C superior à média do século 20, ainda de acordo com a Noaa. Em junho, a extensão dos gelos árticos chegou a 906.495 km2, 7,7% abaixo da média do período 1981-2015. Trata-se da terceira menor superfície de gelos árticos em um mês de junho desde 1979, quando começaram a ser feitas as observações por satélite. Na Antártida, a superfície gelada chegou a 984.195 km2, 7,2% a menos do que a média do período 1981-2010. (Fonte: G1)
Gazeta São Mateus
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2ª Quinzena de julho de 2015
Conselho participativo discute orçamento do ano que vem
S
ão Mateus realizou sua audiência para elaboração da Proposta de Lei Orçamentária 2016 no dia 18, na sede da subprefeitura aos moldes de outras na região da cidade que ocorriam no mesmo dia e que se completaram no dia 25. Na oportunidade os cidadãos poderiam fazer suas contribuições à proposta que também podia ser feita diretamente pela internet. Quem assim o desejasse poderia opinar sobre a destinação dos recursos públicos para obras e políticas municipais. Depois de coletadas as sugestões o Executivo as sistematizará e estas serão discutidas dentro do Conselho de Planejamento e Orçamento Participativo - (CPOP). Finalizada deverá ser encaminhado para a Câmara Municipal até 30 de setembro para apreciação dos vereadores. Então, em tese as pessoas dão sugestões, como aconteceu em São Mateus; vai para o Executivo que organiza para passar pelo CPOP e depois pela Câmara, portanto entre pedir na audiência e lograr êxito na peça orçamentária vai o longo e espinhoso caminho, mas não o suficiente para deixar de arriscar palpites e foi o que fizeram os poucos munícipes presentes na subprefeitura de São Mateus diante do subprefeito e um representante da secretaria de Finanças do Município e dezenas de outros servidores públicos. Um rosário de pedidos e uma unanimidade: r e g u l a r i z a ç ã o Coube ao representante da secretaria ordenar as falas dos presentes que se inscreveram. Primeira a falar, Fátima Magalhães é conselheira tutelar, membro do conselho de segurança e ativista que apontou a regularização fundiária como prioridade. Como exemplo citou o Jardim
Elizabete. Também perguntou por que foi excluída de uma suposta lista de quatro unidades básicas de saúde a do Jardim Santa Adélia, anteriormente prevista. O Riacho dos Machados foi descrito como uma obra que nunca termina por outra munícipe que fez
de obras, disseram outros. De novo a regularização fundiária mostrou-se a principal exigência. Pela ocupação Vila Bela ainda falaram no mesmo tom, pelo menos umas cinco pessoas, Algumas lembrando as dificuldades até mesmo de abrir crediários por conta
da principal avenida, da mesma forma que outros nem tanto reivindicavam novas unidades de saúde, mas sim que as já existem funcionasse com certa normalidade. A ausência de médicos em todos os horários de funcionamento em todas as unidades foi denunciada.
terrenos que estão ocupando, com barracos, em sua maioria é da prefeitura ou da Dersa, empresa consorciada com o Estado e responsável pela construção da estrada. A moradora, de nome Marta teme pelo destino daqueles moradores em função de ter constatado que o local que
outras observações sobre a necessidade de aumento da cota para São Mateus e da necessidade de intervirem para evitar as sucessivas ocupações que vem ocorrendo nos distritos do bairro, além do aumento da equipe de poda e corte de árvores. Foi apoiada por outros moradores, entre eles um do Parque da Flores que observou que uma verba de R$ 112 milhões para regularização já está reservada para aquele local e que só 30% desse valor havia sido empregado naquela finalidade com o prazo previsto se encerrando. Pela Vila Bela, uma ocupação já consolidada de São Mateus falaram diversas pessoas. O córrego Caguassú entre o trecho Carraozinho e o Sapopemba, no Jardim Santo André também merece atenção em termos
de endereços sem código de endereçamento postal. Também alertaram para a demanda sempre crescente de vagas em escolas e creches na localidade. Outros retomaram a questão do Riacho dos Machados no sentido de que obras nele ajudariam até a aliviar o transito da Avenida Mateo Bei, principal do bairro. Demora nas consultas em especialidades médicas também foram denunciadas. Regularização fundiária Se outras dezenas de pessoas falaram, a tônica comum era a necessidade de regularização fundiária nos mais diversos pontos de São Mateus, alguns envolvendo, inclusive, áreas comerciais e de geração de empregos. Nesse sentido houve quem sugerisse a regularização do uso e ocupação das calçadas
Poda de árvores, revitalização dos postos de saúde, obras nos córregos, aumento da cota parte de São Mateus no orçamento, melhoria do viário e de novo e sempre regularização fundiária eram demandas comuns dos vários representantes das comunidades próximas e mais distantes do centro de São Mateus. Algumas comunidades, como o do Jardim São Francisco, entretanto, apesar de novas demandas em função de sua precariedade reconheceu que a prefeitura tem dado certo apoio em termos de regularização da ocupação e no sentido de prover alguma infraestrutura. Também testemunhou quem ainda mora nas proximidades do Rodoanel sem saber se a responsabilidade pelos
tinha apenas 35 barracos hoje já comporta 108. Disse ainda que o prefeito haveria prometido moradia para eles, embora não detalhasse de que forma e em que condições. O tão ansiado Morro do Cruzeiro em forma de ponto turístico e preservado também foi sugerido como demanda importante para a região e para os quais já existem propostas e planos no poder público. As difíceis condições do Palanque, diz liderança A advogada Cristina Rodrigues moradora do Palanque criticou severamente as sucessivas invasões que São Mateus vem sendo palco. Também não poupou acusações de que muitas dessas eram promovidas por bandidos e estelionatários que usam da boa fé de incautos, sem contar ainda
os oportunistas mesmos. “Posso até entender que precisam de moradias, mas em que condições e onde é que eles estavam antes, uma vez que imagino que eles moravam em algum lugar”, pergunta-se. Cristina também apontou falhas graves na divulgação da audiência, visto a baixa representatividade e presença durante o encontro. E lá seguiu os outros munícipes falando sobre necessidades do Jardim Alto Alegre, do Parque São Rafael, nas imediações da Rodolfo Pirani, da Santa Adélia, do Riacho dos Machados, da Vila Bela, do Jardim da Conquista, Jardim Santo André e do centro comercial de São Mateus. A unanimidade: regularização fundiária. Terminal, Monotrilho e funcionalismo também foram pautadas O b r a s n o Te r m i n a l de ônibus São Mateus, continuidade da construção do Monotrilho originalmente pensado para passar por São Mateus em direção a Cidade Tiradentes e até um programa de cargos e salários para os servidores municipais estiveram nas falas de outros tantos presentes. To d a s r e g i a m e n t e anotadas em ata, segundo esclarecimentos da mesa que dirigia os trabalhos. Ao final, não sobrou q u e m q u i s e s s e f a l a r. Compilado os dados eles seriam encaminhados pelo Executivo ao CPOP. Convidado a encerrar o encontro o subprefeito Fábio Santos agradeceu a presença dos servidores que ajudaram a realizar a audiência naquele sábado, bem como a presença do representante da secretaria de Finanças, ao jornal Gazeta São Mateus e a todas as lideranças presentes. (LM/JMN)
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Jardim da Conquista completa 25 anos de vitórias e conquistas.
Estamos nos esforçando para melhorar nossa organização, nosso crescimento e nossa força para lutar pelas melhorias para o Jardim da Conquista. Completando 25 anos, tomara que não tenhamos que esperar outros 25 para melhorar as condições de vida por aqui”, diz liderança.
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omemorando 25 anos de existência, o Jardim da Conquista ainda tem muito que evoluir para se transformar em uma comunidade em condições de moradia e vida digna aos seus mais de 40 mil habitantes. Gente que mora ou trabalha no local. Segundo a presidente da Associação dos Moradores do Jardim da Conquista, Luiza Helena Moreira dos Santos, em exercício do cargo há pouco mais de um ano, os problemas ainda persistem e são tantos que até as comemorações foram adiadas para o dia 29 de agosto. Em visita a redação Luiza explicou que a ocupação daquelas terras teve início ao final da década de 80. Mais precisamente em 1989, ainda na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina. A área era ou ainda é da Cohab, mas as pressões por moradia eram tão intensas que famílias inteiras foram se apossando de lotes desordenados de terra no local que foi severamente desmatado em meio a vias de acesso, ruas de circulação precária. Já em outra gestão petista, da então prefeita Marta Suplicy, a prefeitura fez algumas ações no sentido de desalojar algumas ocupações para reservar espaços para futuras construções de equipamentos públicos e viários públicos visando dar sustentabilidade a ocupação desenfreada. Luiza lembra que como a presença do poder público é sempre demorada muitas dessas áreas foram novamente ocupadas criando mais as dificuldades. Ao longo do tempo, com a pressão popular, o poder público foi forçado a buscar
um mínimo de regularização possível para que até mesmo serviços básicos fossem oferecidos. Concretamente conseguiu assegurar a presença ainda deficitária de um sistema de transporte público, mas todas as carências em outros serviços públicos ainda persistem. Na área da saúde, por exemplo, apesar dos prédios existentes e em funcionamento o atendimento sempre está muito aquém da demanda. No caso específico a deficiência do atendimento médico. Ao longo de sua consolidação, explica Luiza, algumas partes do Jardim da Conquista foram regularizados através do pagamento integral de um valor acessível entre os moradores ocupantes e o credor, no caso a Cohab, mas outra parte ainda está em processo de regularização fundiária com suas especificidades. Helena lembra que há partes da ocupação que demanda acertos; outros em processo de melhor identificação e ainda dentro destes existem casos de inadimplência crescente. Ou seja, vinte e cinco anos ainda não são o suficiente para resolver com um mínimo de legalidade aquela situação. Durante todo esse tempo alguns esforços foram feitos pela municipalidade, principalmente através da Cohab para buscar essa regularização. Algumas vezes com tentativas de contratações específicas, através de licitação, de empresas de serviços para diagnosticar e planejar soluções no sentido de regularizar, mas mesmo esses esforços, lembra Luiza, não se consolida ou avança tanto quanto a situação exige.
As dificuldades nas relações com a Cohab também foi detectada pela dirigente. “Antigamente a gente ligava para a empresa e conseguia pelo menos agendar reuniões e conversas para tratar desse assunto. Atualmente fazemos as mesmas ligações, mas somos orientados a aguardar contatos que em geral, nunca aco n t ecem ”, q u ei x a-s e. O fato é que a situação de irregularidade fundiária em São Mateus não é assunto apenas do Jardim da Conquista. Hoje, a principal demanda de amplos setores nos três distritos de São Mateus é regularização, pois é a ausência dela que dificulta até mesmo a presença de equipamentos públicos em quantidade mínima razoável para atender um grande número de habitantes. Da situação, sequer escapam, vários comércios em áreas mais desenvolvidas do bairro. Em se faltando muita coisa, liderança desconfia “Nem tenho tanta certeza, mas acredito que todas essas dificuldades para resolver a nossa regularização, entre outras, é a politicagem”, sugere Luiza Helena. “Desconfio que não haja interesse em que as coisas se resolvam rapidamente e de forma completa. Se isso acontecer, dependeremos menos, enquanto moradores, de conversar e buscar apoios e até favores políticos. Tenho a impressão que eles; os políticos e dirigentes percebem que sem dependermos deles menos força e moral eles teriam para nos pedir votos”, conclui. Nem seria tão descabida essa desconfiança. Ao longo de todos esses anos tem se
tornado rotina os moradores e lideranças que se organizam em busca de direitos mínimos para isso acabam falando com políticos. Até hoje, lembra a liderança, existem vários trechos em que não há ruas asfaltadas, coleta de lixo precária, ausência de saneamento básico, iluminação pública e até fornecimento regular de água e serviço de esgoto, portanto demanda junto à prefeitura e ao governo do Estado. Dessa forma a sina é continuar se relacionando subalternamente com esses poderes. Tem recursos aprovados para investir no Conquista Segundo a presidente da Associação existem R$ 19 milhões reservados para investir no Conquista, embora não precisasse onde. “Temos demandas, temos espaços próprios para fazer obras para melhorar a comunidade e, acredito, temos empresas que possam fazer e querem fazer essas obras. O que acontece, então”, indaga-se. Mas para ela não é somente isso que é estranho. “De uns tempos para agora a gente se depara ou fica sabendo de encontros e reuniões menores acontecendo aqui e ali para falar do Jardim da Conquista, onde não somos como entidade ou como moradores convidados a participar”. Referia-se a uma das vezes em que esteve na subprefeitura de são Mateus por outro motivo e descobriu que a situação de sua comunidade era discutida por assessores da sub e assessores de políticos na presença de um secretário. Para ela os mecanismos de comunicação e de estimulo a participação popular são muito ruins, quando não inexistentes. Plenária do orçamento
2016 é criticada pela baixa representatividade Como exemplo citou a baixa representatividade e de sentidas ausências de lideranças do Jardim da Conquista na audiência publica para discutir o Orçamento de 2016, realizado na subprefeitura dia 18, último. “É complicado esse tipo de ocorrência de pouca ou quase nenhuma divulgação. Um encontro dessa importância e pouquíssimas pessoas participando.” Voltando aos problemas que existem os quilos no Jardim da Conquista, Luiza Helena cita a situação da Avenida Somos Todos Iguais, onde se concentram a maior parte dos comércios importantes. Com estacionamento em ambos os lados da avenida, a presença de caminhões de entregas e a movimentação a mobilidade é desastrosa. Em linhas gerais há mais pesar do que coisas a serem comemoradas. “Temos prédios para atendimento da saúde pública, mas não somos atendidos porque faltam profissionais e principalmente médicos”. A regularização, ausência de áreas verdes e espaços públicos de lazer, aliados a problemas de insegurança, crianças ainda fora das creches, escolas com restrições de vagas fazem parte das queixas e para as quais se busca solução completam parte do quadro. Com dificuldades associação vai se recompondo Durante a sua gestão, Luiza encontrou uma série de problemas vindos das administrações anteriores, a maioria de natureza administrativa que a atual diretoria vem tentando resolver dentro de suas possibilidades, entretanto,
o que mais se destacou nesse período imediatamente anterior foi o aparelhamento da entidade por intensas disputas político-partidárias que ao final acabou afastando muita gente, entre aquela minoria que ainda tem alguma consciência comunitária. Hoje, lembra Luiza, há um esforço para evitar esse tipo de ocorrência. Com isso a atual gestão deu uma guinada começando por retirar dois caminhões de inservíveis do prédio da entidade, rebocou parte considerável, colocou piso e promove alguns eventos para arrecadar fundos para, por exemplo, fazer o conserto de banheiros. Enquanto isso vai se revigorando aos poucos com a presença do projeto de alfabetização de adultos, algumas oficinas de artes marciais, algum atendimento psicológico gratuito e aulas de inglês uma vez por semana. O fato é que apesar de um número expressivo de associados que existiam no cadastro, os quais deveriam pagar uma mensalidade de R$ 2 e que agora está em R$ 4, contavam-se nos dedos os que contribuíam, mas ai as razões podem ser as mais variadas, mas principalmente entre elas a falta de consciência comunitária da esmagadora maioria. “Estamos nos esforçando para melhorar nossa organização, nosso crescimento e nossa força para lutar pelas melhorias para o Jardim da Conquista. Completando 25 anos, tomara que não tenhamos que esperar outros 25 para melhorar as condições de vida por aqui”, concluiu a liderança.
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