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Edição 395 - Gazeta São Mateus

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DE OLHO NOS FATOS

ANO XXII -  Nº 395

Gazeta São Mateus

Parque São Rafael

1ª Quinzena de junho de 2015

Iguatemi

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

São Mateus sofre com ocupação irregular Atenção Saúde pública

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lixo acumulado atrás da AMA Jardim da Conquista, na Rua Sinha Moça com vazamento de esgoto ou águas servidas não combina com um equipamento para atendimento. Página 7

Avenida Jacu Pessego x Ragueb Chofhi

As árvores plantadas já foram arrancadas e surgiu um barraco no local.

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ONU chama atenção E ditorial Possível investigação irrita para desperdício de ex-presidente Lula alimentos no mundo e pede mudanças

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e o Lula deve, se sabia sobre o esquema do chamado mensalão, se sabia agora do chamado petróleo e mais se era o chefe dos esquemas, se tem uma série de laranjas para despistar...

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ão i n i p O

Impostos sem retorno e nós como vassalos

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s vezes me sinto como se ainda vivesse no tempo das colônias hereditárias, no século XVI no Brasil, quando os trabalhadores ou aqueles que não faziam parte da coroa portuguesa eram forçados na maior parte das vezes a trabalhar na agricultura, Página 2

Diretor da agência da ONU para meio ambiente convoca países a aderirem à economia verde e afirma que modo de vida atual não se sustenta por muito tempo

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‘Sem educação, Brasil terá jovens violentos’, diz Nobel da Paz

proveitando as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, Ativista pelo direito dos menores, indiano afirma que País deve priorizar formação de qualidade para adolescentes chamou atenção para uma questão pouco tratada quando se pensa Brasil precisa priorizar a garantia de educação de qualidade e em preservação ambiental: o desperdício de alimentos e o impacto inclusão para os adolescentes do País. Caso contrário, correrá disso no mundo. “Um terço de todos os alimentos produzidos no o risco de ver o surgimento de uma geração “frustrada” e “cada mundo a cada ano, ou cerca de 300 milhões de toneladas, é jogado no lixo. Página 3 Página 4 vez mais violenta”.

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Gazeta São Mateus

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E ditorial

Possível investigação irrita ex-presidente Lula

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e o Lula deve, se sabia sobre o esquema do chamado mensalão, se sabia agora do chamado petróleo e mais se era o chefe dos esquemas, se tem uma série de laranjas para despistar são dúvidas que começam a atingir até aqueles que mais o admiravam durante todo o seu período, desde a sua ascensão a liderança do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, depois expressiva liderança social e política despontando como a principal no Partido dos Trabalhadores, quando este, galvanizava a esperança e o apoio expressivo dos setores mais fragilizados e explorados na sociedade brasileira. Fez um governo, quando presidente por dois mandatos, que mudou a correlação de forças e até fez mover com suas políticas sociais, de inclusão e de desenvolvimento extratos da população tirando da linha abaixo da pobreza amplas camadas. Fez ainda inverter o sentido do desenvolvimento econômico e com medidas específicas, conta no seu currículo ter salvado setores inteiros da deterioração e falência. Ainda hoje é reconhecida liderança mundial, com destaque as políticas de inclusão e de combate à pobreza. Não está no mérito deste artigo avaliar se as medidas, todas, foram as mais acertadas, suas consequências se nefastas ou meritórias. A questão atual que envolve o Luiz Inácio Lula da Silva é outra. Nesses dias de junho ele se mostrou bastante contrariado pelo fato de seu mais próximo amigo, confidente, presidente do instituto do qual o Lula é o maior destaque e ainda seu só-

cio na LILS que é a empresa do Lula para suas palestras mundo afora, Paulo Okamotto, ter sido convocado para uma comissão parlamentar de inquérito CPI protocolada por um peemedebista e aprovada. Na convocação, Okamotto deverá, caso a convocação se mantenha, explicar em que condições o instituto teria recebido em doação R$ 3 milhões da empreiteira Camargo Corrêa, além dos R$ 1,527 milhão da mesma empresa através da LILS. E se alguém conhece Lula é o tal do Okamotto, perdendo por pouco para a esposa Marisa Leticia com conhecimentos em outras áreas da experiência humana com a liderança. O tal Okamotto, em 2005, foi o cara que diz ter pago uma dívida que o Lula teria com o PT que lhe havia feito um empréstimo. Note-se que na ocasião, Lula negou, mas o Okamotto pagou. E se o fez foi com o próprio bolso, coisa de amigão. E o Lula contrariado foi atrás do vice-presidente da República, Michel Temer, inconformado com a presepada do PMDB. Chegou a acusar o partido aliado de deliberadamente querer complicar sua vida. Por parte do PMDB, nem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como Temer, disseram ter alguma coisa a ver com isso e dizem ter sido pegos de surpresa. A irritação de Lula deu reflexos no Congresso e houve várias puxadas de orelha do mesmo com relação à descoordenação da bancada do seu partido no Congresso. Mas, ai o Lula deveria lembrar que nem mesmo as medidas de apoio e

necessárias no atual momento do governo da Dilma Roussef, do seu partido, têm sido dadas. O próprio Lula e setores sindicais não estão plenamente afinados com o que pretende o governo federal, apesar do 5º congresso do PT realizado no final de semana em Salvador ter indicado apoio _menos crítico ao governo e manutenção da aliança com o PMDB. Um discurso para o governo e outro para as classes ou categorias que estão pagando a maior parte da fatura pelos ajustes que estão em curso. Seguindo o chefe, Okamoto explicou que a convocação dele naquele momento teria a ver com a tentativa de desqualificar o partido, que estava realizando seu congresso nacional naqueles dias. Para ele faz parte da luta política e a tentativa de potencializar o desgaste do partido. Nesse diapasão e com a desconfiança crescente sobre a conduta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezenas de momentos e episódios e sendo ele ainda talvez a liderança nacional com a maior capacidade de blindagem usufruindo de um patrimônio de confiança para alguns inabalável, seria um bom momento para sagrar-se em vida como o maior santo que o país já teve, caso não dificulte investigações, seja investigado e prove sua inocência e correção de comportamento ao longo desses episódios. Como lembra aquele adágio popular quem não deve não teme. Lula teme porque deve alguma coisa é uma das dúvidas que mais cresce na atual conjuntura. (JMN)

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Impostos sem retorno e nós como vassalos

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s vezes me sinto como se ainda vivesse no tempo das colônias hereditárias, no século XVI e XVII no Brasil, quando os trabalhadores ou aqueles que não faziam parte da coroa portuguesa eram forçados na maior parte das vezes a trabalhar na agricultura, em terras que não eram suas e entregar metade ou mais da produção ao seu senhor. Basicamente a essência do regime feudal com um senhor de terras e seus vassalos. Fazendo um paralelo com os nossos dias poderíamos dizer que isso continua na forma de impostos. Quando reclamar de impostos, tenho certeza que não estou sozinha, muita, mas muita gente mesmo vai fazer coro com a minha reclamação; alguns mais outros menos. Alguns pensando que imposto nenhum deveria ser cobrado e outros compreendendo que de certa forma eles são legítimos. Estou entre estes que reconhece a necessidade de que impostos sejam cobrados quase em concordância com todos eles; impostos diretos e indiretos que são cobrados hoje. Onde estaria então o problema? É que a meu ver, da forma que tem estado desde que me entendo por gente e pago imposto, alguma coisa está fora da ordem. Acho que são muitos impostos, mas principalmente as alíquotas deles possam ser caras e exageradas quando comparadas ao retorno que dão. Desconfio e muita gente comigo também, que pagamos muito mais pelo que recebemos em termos de quantidade e qualidade. Pago xis e recebo xis menos. Algo como se

pagasse por uma feijoada suculenta e recebesse um feijão preto ralinho. Pago IPTU e devo pagar porque, em tese, deveria ser para melhorias em áreas públicas e comuns da cidade, mas não vejo tantas melhorias assim. Pago água e esgoto e vejo pouca água e muito racionamento e quase nada de tratamento de esgoto. Pago taxas estaduais e não consigo ver direito o que nos entregam de volta. Não tem dinheiro para remunerar professores, melhorar as escolas, a saúde os transportes e a segurança dentro do Estado, os novos e necessários investimentos na preservação ambiental e no armazenamento da água. Enfim, a lista seria imensa e você mesmo, caro leitor, pode lembrar-se de outros impostos que paga a preço de feijoada e recebe feijão ralo. A questão é que o volume dos recursos que chegam compulsoriamente aos cofres dos executivos dos governos: federal, estadual e municipal é uma incógnita e só sabem quanto os mais experts que são do ramo ou procuram nos lugares certos; de repente nos balanços anuais. É tanta cifra pra cá e pra lá que nós, simples mortais, não conseguimos chegar a uma conclusão. O fato é que o volume de recursos financeiro via impostos é que mantém de pé o Estado. O problema é que enquanto pagamos feijoada e comemos feijão com caldo ralo somos obrigados a ouvir que deputados federais, estaduais, vereadores, governadores, prefeitos e todos os seus secretariados além de juízes, promotores e todo o judiciário conseguem dar um jeitinho de sempre tirar para eles próprios um pouco mais

Lucy Mendonça jornalista responsável pelo Jornal Gazeta São Mateus MTB 43029-SP

aqui e ali seja em termos de salário direto ou através de benefícios indiretos, entre os mais escabrosos, o auxílio moradia para quem tem casa. E que belas casas! É nesse sentido que traço um paralelo com a situação feudal onde somos os vassalos de milhões de senhores, a maioria deles sequer sabemos para que serve. É nesse sentido que pagar imposto doí; não ver o retorno do que somos obrigados a pagar. Se ainda não bastasse vira e mexe a situação exige novos impostos. Basta lembrar o que foi, um dia, a CPMF, que em tese deveria ser usada para a saúde e que teve outros destinos nada nobres. Fora a escabrosa injustiça fiscal. Acho que deveria haver taxação de grandes fortunas como forma de justiça fiscal e há injustiça sim; basta pensar no exemplo do imposto direto. Vejamos: vou pagar o mesmo valor de imposto para abastecer o meu ‘celtinha’ que uso para trabalhar que o playboy, filho de magnatas dono do Camaro amarelo. Eita carrinho brega! Queria viver tempos de Suíça; com justiça social, com diferença salarial pequena entre as várias classes, com impostos transparentes e onde os parlamentares ganham bem, mas apenas o suficiente como qualquer ser normal e que nem carros pagos, nem moradias e vale refeição tem de forma especial como benefício. Ai sim, um país justo. (LM)

Marcelo Doria – Empresário; Graduado em Direito, Pós Graduado em Administração de Empresas pela PUC-SP, Especializado e Palestra em Varejo pela FGV-SP, Está na condição de Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de São Mateus e Conselheiro da Associação Comercial de São Paulo Distrital São Miguel Paulista. Email: presidente@ cdlsaomateus.com.br

G azeta S ão M ateus Expediente

Gazeta de São Mateus LTDA-ME CNPJ: 19.851.162/0001-61 Administração, Publicidade e Redação: Rua Libra, 85 - Jd. Santa Bárbara São Mateus - São Paulo - Cep: 08330-370 Fone:/Fax: 2962-3172 - Cel: 9 9431-7658 e-mail: gazetamateus@terra.com.br Diretora: Luci Mendonça Diretora Comercial: Cristina Mendonça da Silva Jornalista Responsável: Luci Mendonça – Mtb 43029-SP Redação: J. de Mendonça Neto Colaborador: Marcelo Doria Representante Comercial: Marcos Roberto Mendonça Diagramação: Thalita Belisia

(Obs: Matérias assinadas não representam, necessariamente, a opinião do jornal)

Fotolito e Impressão: Gráfica Pana - Fone: 3208-2487 CNPJ - 02.740.573/0001-87

Proibida a reprodução total ou parcial dos textos Tiragem: 20 mil exemplares Circulação: São Mateus, Iguatemi, Parque São Rafael, Itaquera, Guaianazes, Vila Formosa, Mooca, Vila Prudente, São Miguel, Tatuapé e Mauá Distribuição gratuita

Sete dicas para mandar bem na busca do Primeiro Emprego

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Brasil enfrenta um momento de retração econômica, neste cenário a concorrência pelas vagas de trabalho aumentam, e os jovens, em especial, aqueles que estão à procura da primeira oportunidade no mercado de trabalho, enfrentam maiores dificuldades na busca de uma vaga. Para superar este momento, os jovens devem estar mais atentos aos detalhes que podem atrapalhar o sucesso de suas pretensões profissionais, vale destacar: Conheça o segmento de mercado que pretende atuar – conhecer detalhes do mercado e do segmento que pretende é extremamente importante. Dica: se você pretende atuar no comércio o candidato deve ter noção e disposição de servir, ser paciente com os clientes, ser gentil, gostar de pessoas; Faça você mesmo seu currículo - existem vários mod-

elos de currículos disponíveis na internet, revise as informações, evite colocar fotos a menos que a empresa solicite e divulgue para parentes e amigos que está em busca de um emprego. Planejar locais e horários que pretende entregar o Currículo - recomenda-se planejar a entrega preferencialmente próximo de onde reside e no período da manhã ou logo no início de expediente da empresa; dica: entenda o processo seletivo das empresas que se interessa. Escolha bem o que vai vestir - cuidados com a apresentação pessoal do candidato são determinantes para o sucesso da entrevista, use roupas compatíveis com a função que pretende ocupar. Dica: Ao buscar uma vaga em uma loja de surf evitar ir roupa social; evite bonés e as mulheres cuidado com saias curtas e decotes.

Atenção com suas publicações nas mídias sociais - as empresas estão utilizando a análise do perfil do candidato nas mídias sociais para realizar a seleção dos seus candidatos. Dica: Evite comentários que você detesta estudar e trabalhar no seu perfil. Evite fazer perguntas inconvenientes - evite perguntar sobre quando vai sair de férias, ou se trabalha no ponto facultativo, se o pagamento sai adiantado. Dica: procure perguntar como pode se qualificar para atender as expectativas da empresa em relação ao seu trabalho. Seja autentico e persistente - seja você mesmo, procure ficar tranquilo, acreditar que tudo vai dar certo, procure entregar/enviar mais de uma vez o currículo para a empresa que você sonha em trabalhar. Agradeço a sua leitura e Boa sorte!


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Gazeta São Mateus

‘Sem educação, Brasil terá jovens

violentos’, diz Nobel da Paz Ativista pelo direito dos menores, indiano afirma que País deve priorizar formação de qualidade para adolescentes

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lerta. ‘Jovens estão se sentindo excluídos ou inseguros’ GENEBRA - O Brasil precisa priorizar a garantia de educação de qualidade e inclusão para os adolescentes do País. Caso contrário, correrá o risco de ver o surgimento de uma geração “frustrada” e “cada vez mais violenta”. O alerta é do vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2014, o indiano Kailash Satyarthi, reconhecido, ao lado da garota paquistanesa Malala Yousafzai, por sua luta pelos direitos das crianças e por ter dedicado 40 anos de sua vida para garantir a educação aos menores. Satyarthi insiste que a educação é a forma de lidar com o trabalho infantil. Em entrevista ao Estado, em Genebra, ele falou dos desafios do Brasil para lidar com sua população jovem. Qual a dimensão do trabalho infantil atualmente no mundo? Eu acredito que 168 mil-

hões de crianças ainda são vítimas de trabalho infantil e, dessas, 85 milhões estão trabalhando em situações extremamente precárias. Cada número tem um ser humano por trás. E, mesmo que uma única criança seja forçada a se tornar escrava, a ela será negada educação, acesso à saúde. Viver em uma situação de medo e violência não é aceitável. O lado bom é que o mundo está prestando mais e mais atenção ao tema. De que forma? Nós estamos nos tornando cada vez mais envolvidos, e vimos a diminuição do trabalho infantil. Saímos de cerca de 260 milhões, no final dos anos 1990, para cerca de 168 milhões atualmente. Nós também veremos que o número de crianças fora da escola diminuiu mais de 50% (130 milhões para 58 milhões). Vemos progresso. Mas, apesar do progresso, o problema ainda é muito grande. Quais devem ser

os próximos passos nesse combate? Cada criança importa. Não podemos continuar falando e fazendo planos, investimentos e leis. Temos de agir agora. Não podemos esperar. Eu perguntaria aos líderes mundiais: e se essas 168 milhões de crianças fossem seus filhos? Se fossem aos seus filhos que fosse negada educação, o que vocês fariam? Vocês não ficariam quietos nem por um minuto. Agiriam agora. O senhor vê também algum progresso na América Latina? Definitivamente. E o Brasil é um grande exemplo. Vemos um progresso enorme. Estive no Brasil várias vezes. Vinte anos atrás, quando conheci Cristovam Buarque (ex-governador do DF e ministro da Educação entre 2003 e 2004), ele estava lançando o programa Bolsa Escola, nós discutimos e nos tornamos amigos. Depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Bolsa Família, que implicou em diversos aspectos para a situação das crianças e das famílias. Mas tudo começou com o Bolsa Escola, que foi o primeiro programa de transferência financeira que visava a levar as crianças às escolas e mantê-las distante do trabalho infantil, da miséria e das ruas. É um grande exemplo. Qual o maior desafio agora para o Brasil? Acredito que o maior desafio seja em relação à qualidade do ensino e também à exclusão. Os jovens

estão se sentindo excluídos ou desconectados e inseguros. Então, como trazer segurança, uma sensação de cidadania global entre os jovens? Isso é possível por meio de uma educação verdadeira e de qualidade. Essa educação deve ser inclusiva. E quais os riscos se isso não acontecer? Eu temo que se uma educação de qualidade não for assegurada, corre-se o risco de que os adolescentes se tornem mais intolerantes e violentos no futuro, caso não tenham outros objetivos positivos e criativos na vida. Esse é um perigo. O segundo perigo que vejo, não apenas no Brasil mas em várias outras economias emergentes, é que a classe média crescente está pedindo ajudantes baratos para seus domicílios. Meninas e meninos estão se tornando esses ajudantes. A população entre 15 e 18 anos precisa receber uma atenção especial. Na sua avaliação, qual deve ser a prioridade para um governo como o do Brasil? A inclusão é o grande desafio, e lidar com a educação secundária, que afeta os adolescentes, é fundamental. Reter esses jovens nas escolas de segundo grau, de qualidade, é uma necessidade. Caso contrário, o sentimento de insegurança pode resultar em frustrações e violência. Isso pode se refletir, no futuro, em instabilidade política. Por isso, a nova geração precisa ser preparada. Jamil Chade - O Estado de S. Paulo

Câmara reúne especialistas vereadores e entidades

Lei de Zoneamento

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vento precede sequência de audiências públicas, que serão realizadas por toda a cidade a partir de 25/6 A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) realizou no dia 15/6 um debate na Câmara Municipal sobre a revisão da Lei de Zoneamento (PL 272/2015). O evento precede a série de audiências públicas que - de 25/6 até 3/10 - terão como objetivo propor adaptações à legislação que regra o uso do solo na capital. O encontro foi comando pelo vice-presidente da ACSP, Nelson Kheirallah, e reuniu o jurista Marcelo Manhães, presidente da Comissão de Direito Urbanístico da OAB-SP; o administrador de empresas Christian Bojlesen, representando a sociedade; e

o urbanista Valter Caldana, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie. O encontro organizado pela ACSP foi marcado pela ampla diversidade de opiniões, gerada pela presença maciça de associações de bairros e outros representantes da sociedade. Também expuseram seus pontos de vista os vereadores José Police Neto (PSD), Gilson Barreto (PSDB) e Paulo Frange (PTB) - este é, aliás, o relator da Lei de Zoneamento. Cidade real Kheirallah expôs alguns pontos defendidos pela Associação Comercial: simplificação total da legislação, desburocratização dos processos e continuidade das atividades existentes, entre

outros. "Precisamos defender a cidade real, que já existe", argumentou. Em sua exposição, o jurista Marcelo Manhães explicou os aspectos jurídicos que servem de pano de fundo para as discussões. No seu entendimento, a cidade não pode mais ser vista de forma regionalizada, mas sim pensada como um todo. Para ele, o processo de revisão da lei precisa enfrentar questões como a sobreposição de legislações, a legalidade de estabelecimentos já consolidados e a participação da sociedade. Christian Bojlesen, por sua vez, abordou o assunto a partir de uma perspectiva histórica, relembrando aspectos das primeiras leis de zoneamento da cidade. De forma geral, o administrador fez questão de defender - apresentando inclusive

exemplos de cidades dos Estados Unidos e Inglaterra -, que a ideia de corredor presente na atual versão do PL 272/2015 é benéfica à cidade. "Ao contrário do que muita gente diz, os corredores protegem as áreas residenciais do adensamento. Eles não alteram a verticalização das áreas e nem seus parâmetros urbanísticos, paisagísticos e ambientais". Já Valter Caldana frisou que "a cidade não é um palco inanimado das relações humanas". Segundo o urbanista, o maior desafio de São Paulo é se conhecer, resgatando sua história e suas vocações. "São Paulo não é uma cidade, mas várias". Paulo Frange foi enfático ao afirmar que o papel da casa legislativa é formular uma versão final que seja de consenso não apenas entre todos os seus membros, mas que possa extrair o que for de melhor para toda a cidade. Um dos pontos mais atacados por ele foi o capítulo que se dedica à fiscalização. De acordo com o petebista, esse trecho do projeto ainda está "muito pequeno". "Já iniciamos conversas com o Executivo para ampliar o poder da fiscalização, sempre com transparência e de forma eletrônica, para evitar aquilo que conhecemos como corrupção e que acontece de ponta a ponta da cidade", disse Frange.

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Em defesa da qualidade de vida

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Prefeitura enviou à Câmara nesta semana o projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo. A princípio, a legislação é um avanço, pois moderniza a legislação de ocupações industriais e comerciais e pode ajudar no adensamento de regiões hoje pouco utilizadas, como o centro de São Paulo. Mas há um grande problema na proposta: a ameaça às Zonas Estritamente Residenciais. O projeto de Fernando Haddad coloca em risco as poucas ilhas de tranquilidade que ainda existem, bairros residenciais poupados do caos urbano que domina a cidade. As Zonas Estritamente Residenciais passarão a ser consideradas Zonas Predominantemente Residenciais, o que permitirá a instalação de comércio e serviços. A proposta abalará a qualidade de vida em bairros como Pacaembu, Alto de Pinheiros, Jardim Boaçava, Jardim São Bento, Providência e os Jardins América, Europa e Paulista. As vias que cercam esses bairros terão aumentadas a possibilidades de uso comercial e de serviços. Ruas residenciais se transformarão em comerciais, levando trânsito e barulho, desvalorizando imóveis e prejudicando a

qualidade de vida. É uma discussão que afeta a vida de todos os paulistanos, por isso deveria ser levada mais a sério pelo prefeito. Mas ele prefere transformar em uma questão ideológica. Essas áreas formam o pulmão verde da cidade. Para o prefeito, porém, são bairros de luxo e de ricos e por isso devem ser castigados. Os moradores dessas regiões já pagam um IPTU mais caro, cuja arrecadação é distribuída por toda a cidade. Não se deve deteriorar uma região que tem maior qualidade. Deve-se buscar as que outras localidades subam de nível. Haddad ignora esses dados e usa argumentos tacanhos, como ao dizer que essa discussão diz respeito a apenas 0,1% da cidade. Não, prefeito! A preservação dessas ilhas de verde e tranquilidade interessa à cidade inteira. Como líder da oposição na Câmara, vou discutir a fundo a Lei de Uso e Ocupação do Solo para que sua versão final represente uma melhoria na qualidade de vida de todos os paulistanos. Andrea Matarazzo, vereador e líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo.

São Paulo terá 100% da frota de ônibus não poluente em 2018

Nenhum ônibus movido a combustível fóssil (petróleo ou a gás) será permitido na cidade de São Paulo a partir de 2018, segundo norma que constará no novo edital de licitação dos transportes.

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informação não é da prefeitura da cidade, mas de uma coluna do jornalista Leão Serva do jornal “Folha de São Paulo“. Segundo a publicação, os novos ônibus poderão ser elétricos, híbridos, movidos a etanol ou biodiesel. Os novos veículos articulados que deverão fazer parte do sistema estrutural, deverão ser adquiridos de imediato já com as novas configurações. Sistema trólebus A notícia soa como música para aqueles que querem a ampliação da consagrada tecnologia dos trólebus na cidade de São Paulo. Em

entrevista ao Via Trolebus em outubro de 2014, o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, afirmou que existem questões relacionados ao custo de energia e manutenção da rede elétrica ainda não resolvidas: “ Tem uma discussão que não conseguimos equacionar que é a questão do custo de energia, e instalação de rede. Enquanto não tem mais uma decisão mais macro ou de longo prazo, o que a gente esta fazendo é manter o que tem e funcionando bem” – disse Tatto na entrevista. Informações da Via Trolebus


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ONU chama atenção para desperdício de alimentos no mundo e pede mudanças Diretor da agência da ONU para meio ambiente convoca países a aderirem à economia verde e afirma que modo de vida atual não se sustenta por muito tempo

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proveitando as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, chamou atenção para uma questão pouco tratada quando se pensa em preservação ambiental: o desperdício de alimentos e o impacto disso no mundo. “Um terço de todos os alimentos produzidos no mundo a cada ano, ou cerca de 300 milhões de toneladas, é jogado no lixo. A comida que jogamos fora ainda serve para o consumo humano e poderia alimentar mais de 800 milhões de pessoas no mundo”, explicou, em artigo no site da ONU. Este, no entanto, não é todo o problema. O diretor ressaltou que a produção de alimentos em escala global é uma das principais responsáveis pelo desmatamento e o esgotamento da água. Nada menos que 80% do desmatamento é motivado pela expan-

são de áreas agricultáveis e pasto para animais de corte. A perda de espécies animais e de biodiversidade acaba sendo a “consequência natural”, deste processo descontrolado. O modelo de agricultura e pecuária extensivos também é responsável por mais de 70% do consumo de água doce. “Um hambúrguer de carne no seu prato no almoço poderia exigir uma incrível quantidade de 2.400 litros de água nessa produção. Você gostaria de batatas fritas com quê? Adicione mais 100 litros, isso sem mencionar o impacto dos pesticidas e das embalagens não degradáveis. Bon appétit”, ironizou Steiner. Sem modificar essa “fórmula”, o diretor avaliou que será difícil manter o nosso estilo de vida por muito tempo. E qualquer promessa ou projeto de tirar da pobreza absoluta cerca de um bilhão de pessoas que ainda carece de condições mínimas para viver será uma ilusão.

Até 2050, a população mundial deve chegar a 9 bilhões de pessoas. Todas precisando se alimentar. Isso vai ampliar a pressão sobre os recursos naturais. Somado a um provável aumento da poluição, a consequência para a humanidade pode ser catastrófica. “Secas recordes, inundações, poluição sufocante do ar e espécies ameaçadas de extinção tornaram-se notícias diárias”, lembrou Steiner, referindo aos últimos dez anos. A saída defendida por ele é aumentar radicalmente o que os economistas chamam de “produtividade”: produzir mais gastando menos. Modificar os padrões de produção e consumo, revertendo a lógica de extração, produção, consumo e desperdício para uma economia verde. “Que imite os processos naturais onde não existe o conceito de 'sobra', apenas comida para outro organismo ou processo”, explicou Steiner. Segundo o diretor da Pnu-

ma, o consumo global já é 1,5 vez maior do que a capacidade do planeta de suportar tanto a extração de matérias-primas quanto a produção de resíduos. Mesmo assim, Steiner acredita que a mudança está a caminho. “Embora não tão rápido como necessário”, ressaltou. De acordo com a ONU, 65 países já estão desenvolvendo ações de economia verde e estratégias relacionadas. Muitas outras aderiram à Parceria para a Ação pela Economia Verde (Page), articulação entre várias agências da ONU, para incentivar investimentos e desenvolvimento de políticas para tecnologias limpas, infraestrutura eficiente de recursos, ecossistemas em bom funcionamento, trabalhos verdes de qualidade e boa governança. O setor de energias renováveis é o melhor exemplo, segundo Steiner. Em 2014, este setor foi responsável por quase metade de toda a capacidade de geração elétrica, excluindo as grandes centrais hidroelétricas. “A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que incentivar a eficiência energética poderia, não só proporcionar uma redução de 10% dessa demanda até 2030, mas também economizar US$ 560 bilhões”, afirmou. “No geral, aproveitar tecnologias existentes e políticas apropriadas para aumentar a produtividade dos recursos poderia liberar US$ 3,7 trilhões por ano, em todo o mundo, que hoje são desperdiçados de outro modo. Estes fundos atualmente desperdiçados poderiam ser investidos em saúde, educação e desenvolvimento”, concluiu Steiner. Por Rodrigo Gomes, da RBA

Pesquisa com 111 rios brasileiros mostra que 23% têm água ruim ou péssima

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nálise do grau de poluição de 111 rios brasileiros, divulgada dia 18/6 pela organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica, revela que 23,3% das águas é ruim ou péssima. De acordo com a legislação brasileira, as águas nessa situação não podem sequer receber tratamento para consumo humano ou ser usadas para irrigação de lavouras. Os pesquisadores coletaram água em 301 pontos de rios e mananciais do Rio de Janeiro, de São Paulo, Brasília, Santa Catarina, Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e Distrito Federal, entre março de 2014 e fevereiro

de 2015. De acordo com a pesquisa, em 21,6% dos pontos de coleta, a água foi considerada ruim, e em 1,7%, péssima. Em 186 pontos (61,8%), os pesquisadores encontraram água considerada regular e 45 pontos (15%) mostraram boa qualidade. Nenhum dos rios analisados tem água totalmente limpa, segundo o levantamento. A classificação tem como base parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Em São Paulo, o número de pontos de coleta com qualidade ruim ou péssima caiu de 74,9% para 44,3% na comparação com o levantamento

anterior, feito entre março de 2013 e fevereiro de 2014 No mesmo período, o percentual de amostras com qualidade regular ou boa subiu de 25% para 55,4%. A coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, explica que a seca no estado diminuiu o escoamento para os rios, o que protegeu os cursos d’água da poluição. “Com a seca, os pontos monitorados deixaram de receber resíduos sólidos ou lixo, sedimentos com solos contaminados, fuligem de veículos e materiais particulados”, disse. No Rio de Janeiro, no entanto, a qualidade da água

1ª Quinzena de junho de 2015

Caixa de leite é reciclável

A maioria das caixinhas de leite é feita a partir de uma mistura de materiais com propriedades diversas, o que dificulta a reciclagem. Mas existem algumas usinas especializadas na reciclagem desse tipo de embalagem

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oje em dia, não é só o leite que tem o privilégio de ser embalado com recipiente longa vida. É cada vez mais comum que produtos como polpa de tomate, creme de leite, sucos, água de coco e chá sejam revestidos o mesmo material, o que leva os fabricantes como Tetra Pak ou SIG Combibloc a desenvolverem novos tamanhos e formatos para as caixinhas. A embalagem longa vida, também chamada de embalagem cartonada, possui múltiplas camadas e varia de acordo com o tipo de alimento - a caixa de leite, por exemplo, precisa de seis camadas. Essas camadas passam por um processo de compressão sobre todas as folhas dos diferentes constituintes. Dicas para descartar, lavar? É importante descartar os materiais recicláveis limpos para não ocorrer a proliferação de doenças, odores, bem como para evitar a contaminação de itens recicláveis que estejam no mesmo local, pois caso ocorra a contaminação, a reciclagem dos materiais contaminados fica mais difícil. Adicionalmente faz sentido tvermos o conhecimento que estes materiais são, por muitas vezes, manuseados por pessoas nas cooperativas que praticam a seleção dos objetos. Contudo, é muito difícil retirar o odor e os resquícios do leite ou de outros alimentos e bebi-

piorou em 2014/2015. O percentual de pontos com água de qualidade ruim subiu de 40% para 66,7% na comparação com o levantamento anterior. A SOS Mata Atlântica atribui a poluição dos rios à falta de investimento em saneamento e tratamento de água, ao desmatamento e à perda da mata ciliar – vegetação nas margens de rios – desses cursos d’água. Para Malu, a qualidade das águas está diretamente ligada à crise hídrica que atinge diversas regiões do país. “O problema não é falta de chuva, é que as águas que existem estão poluídas”, destacou. Da Agência Brasil

Esta pagina é toda sua. Participe, discuta e reflita!

O Jornal Gazeta São Mateus trará todas as quinzenas este espaço para debates e informações sobre preservação e consciência ambiental em meio urbano, com ênfase especial a questão da destinação final de resíduos. Esta pagina conta com o apoio da EcoUrbis Ambiental S/A,concessionária publica responsável pela coleta,transporte e destinação final de resíduos domiciliares e de saúde na Área Sudeste da capital paulista,que abrange 18 das 31 subprefeituras,e o objetivo e contribuir para ampliar cada vez mais a conscientização e educação ambiental da população. Envie suas sugestões de pauta para gazetamateus@terra.com.br .

das das embalagens e frascos, o que faz com que gastemos uma quantidade considerável de água, algo pouco razoável em razão de sua escassez bem como soa irracional o uso de água tratada, com requisitos de qualidade elevados para ser potável, obtida a custos cada vez mais altos, exclusivamente para esse fim. Segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Limpurb), seis toneladas de lixo reciclável não são aproveitadas, diariamente, por não estarem limpas e secas. Para evitar esse desperdício, confira algumas dicas de como lavar sua embalagem com uma pegada mais leve: • Aproveite a água durante o processo de lavagem da louça; • Use uma esponja vegetal • Reutilize a água que sai da máquina de lavar. As caixinhas de leite, por serem feitas a partir de uma mistura de materiais com propriedades diversas, tornam-se bastante densas, potencialmente ocasionando problemas ambientais se inadequadamente descartadas, pois elas demoram muitos anos para serem decompostas na natureza. Mas, como a embalagem é reciclável, não deixe de fazer a destinação correta. Se tiver dúvida sobre o descarte consciente, em qual das categorias: se papel, plástico, metal opte pelo primeiro, por se tratar o papel do material predominante.


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1ª Quinzena de junho de 2015

PSDB decide apoiar redução da Artigo maioridade para crimes hediondos “Di” menor – inocente ou delinquente

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cúpula do PSDB decidiu no dia 09/6, fechar questão em torno da proposta de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos apenas em caso de crimes hediondos. Essa sugestão dos tucanos será apresentada formalmente como uma alternativa ao texto de redução da maioridade penal para qualquer tipo de crimes. A alternativa tucana foi apresentada inicialmente pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e, na Câmara, será novamente editada pelo deputado Jutahy Junior (PSDB-BA). O governador de São Paulo,

Geraldo Alckmin, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, e o senador Aécio Neves reunidos em Brasília com membros da bancada do partido O partido também resolveu fechar questão em torno da proposta do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), de aumentar de três para oito anos o tempo de internação em caso de prática de crime hediondo. Também houve consenso envolvendo a proposta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que triplica a pena para o maior de idade que induzir ou acompanhar menor de idade que

cometer crime. Atualmente, a pena por corrupção de menores chega a, no máximo, quatro anos. Pelo texto de Aécio, chegaria ao máximo de 12. “Há um consenso do PSDB em torno dessas propostas. São propostas ousadas e responsáveis. Todas elas tiveram a oposição do PT, até aqui”, afirmou Aécio após deixar reunião que contou com as presenças de deputados e senadores tucanos, além de Alckmin. O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), afirmou que as sugestões apresentadas pelos tucanos “arrefecem, mas

não resolvem” o debate sobre a redução da maioridade penal. Machado disse não ser capaz de dizer, neste momento, se a bancada petista apoiará as ideias tucanas. Ele disse, de antemão, que assim como no passado, o PT “seguramente” manterá a mesma postura contrária ao aumento do tempo de internação. “Se não mexer nessa questão da internação, é possível que tenha o voto do PT”, disse Sabá. Daniel Carvalho O Estado de S. Paulo

Fim da guerra às drogas poderia liberar 25% da população carcerária

uito se discute a res- presos. Outro dia, conversando peito da maioridade com um amigo, membro do penal do Brasil. Por Poder Judiciário que defende conta disso, pelo clamor popu- a não redução da menoridade lar, a Câmara dos Deputados penal, lhe falei: “Se o menor é deve votar nos próximos dias tão bonzinho, porque você não a nova lei sobre a redução da o leva para sua casa?”, confesso, maioridade penal. não obtive resposta. Entendo, com a devida Como advogado criminalvênia, que tal matéria deveria ista há mais de 30 anos, diuestar decidida há muito tempo e turnamente presenciamos nas não somente agora ir a plenário. delegacias a polícia se desdobrar O mundo mudou, tudo para descobrir o criminoso e, evoluiu. Se compararmos os quando prende, ouve a célebre costumes antes da década de 20 fase “não me toque sou ‘di’ com os de agora, não existe se- menor”. Às vezes, infelizmente, melhança. A história nos mostra o menor criminoso sai da delque um garoto naquele tempo egacia antes das testemunhas e era verdadeiramente uma cri- da vítima, pois a polícia pouco ança, não tinha o discernimento, ou nada pode fazer. o conhecimento e a vivacidade A sociedade não pode das crianças atuais, não exercia continuar calada, não pode as funções sociais e nem tinha permitir esse descaso legal, verresponsabilidade, portanto, não dadeiro absurdo. É necessário era cobrado como hoje. pressão em cima dos nossos O adolescente mudou legisladores, em movimento muito. Hoje tem tanto ou mais nacional, semelhante a de um conhecimento que um maior de Impeachment, para que se opere idade, pratica crimes hediondos, mudanças e a sociedade possa chefia quadrilha de criminosos, dar um passo à frente, buscando tanto na venda de drogas, quanto um pouco de paz. em assaltos ou sequestros. Tem Se nada fizermos e continumais periculosidade e inteligên- armos somente reclamando para cia para o crime que muitos nos mesmos, vamos continuar criminosos com mais idade. a conviver com esse estado de Se o menor hoje é consid- coisas, com os crimes violentos erado capaz para tantos atos praticados, perda de entes queda vida civil, destacando-se, ridos e importantes em nossas inclusive, para votar e eleger vidas, sabendo de antemão governadores e presidente da que o menor não é inocente, República, por que o absurdo de mas sim delinquente, e o que é ser isento da responsabilidade pior, será solto sumariamente, penal pelos crimes bárbaros dando risadas de nossa caras. que praticam? E a polícia, mais uma vez, será Ora, se assim fosse, mos- desmoralizada e ridicularizada, trariam fragilidade e não ar- com a palavra mágica “sou ‘di’ rogância e prepotência quando menor”. Bernardo Campos Carvalho é advogado criminalista há mais de 30 anos. Especialista em tribunal do juri, participou de muitos casos emblemáticos, entre eles o caso “Celso Daniel” e “Champinha”.

Uma taça de vinho equivale a 30 minutos de atividade física

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Especialistas defendem penas alternativas para crimes relacionados ao tráfico; na média, país tem hoje 1,7 preso para cada vaga, segundo o estudo ‘Mapa do Encarceramento’.

legalização das drogas ou a adoção de penas alternativas para o pequeno traficante poderia liberar até 25% das vagas em presídios para combater a superpopulação carcerária no país, que atualmente está em torno de 563 mil pessoas, que enfrentam um déficit no sistema prisional de 206 mil vagas, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Se a gente regulasse a produção, o comércio e o consumo de todas as substâncias, como uma atividade legal, a consequência seria colocar um quarto de presos na rua, imediatamente”,

A

afirma o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Cristiano Maronna. Segundo o estudo Mapa do Encarceramento – Os Jovens no Brasil, divulgado dia 03/6 pelo governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), as prisões por tráfico são 25,3% da população carcerária em regime fechado. “Os crimes contra o

patrimônio correspondem à metade das prisões, portanto, (para a sociedade brasileira) esse é o valor mais importante a ser defendido pela justiça criminal; em segundo lugar, vêm os crimes com drogas que não são violentos, e isso é só o comércio de drogas mesmo, como atividade econômica ilegal, enquanto os crimes violentos aparecem em terceiro lugar”, afirma Jacqueline Sinhoretto, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), autora do estudo divulgado hoje. A relação entre presos e vagas no país, segundo o

Mapa do Encarceramento, é de 1,7 preso para cada vaga, mas essa relação chega a 3,7 em Alagoas, a maior do país, e em São Paulo, que tem a maior população carcerária do país, com 190 mil presos, ou 37% do total, a relação é de 1,9. “Temos que encarar de frente o problema de como o país trata as drogas; eu acredito no caminho de volta, focado em penas alternativas”, afirma Ivan Marques, diretor do Instituto Sou da Paz, que também produz pesquisas sobre sistema carcerário e drogas. Por Helder Lima, da RBA

Envio de cartão de crédito não solicitado é considerada prática abusiva

dvogado especialista em direitos do consumidor explica quais os procedimentos para reclamar Após uma série de reclamações por parte de clientes que receberam cartões sem solicitação prévia, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o envio de cartão

de crédito não solicitado por consumidores é uma prática abusiva. O entendimento sobre a súmula foi publicada no Diário da Justiça na última segunda (08). Os clientes que recebem serviços ou produtos de empresas sem solicitação prévia podem reclamar. Esse direito já estava pre-

visto pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor) que considera prática abusiva o envio ou entrega sem solicitação. A partir de agora os clientes que receberem cartões de crédito não solicitados podem ser indenizados. Para tratar sobre essa questão, colocamos à dis-

posição o advogado especialista em direitos do consumidor e do fornecedor, Dori Boucault, para oferecer esclarecimentos e tirar dúvidas que ainda possam ter os consumidores sobre este assunto. Dr Dori poderá orientar os consumidores que se sentirem lesados com a prática abusiva.

É

isso mesmo, segundo uma pesquisa da Universidade de Alberta, no Canadá, a clássica taça de vinho que acompanha o jantar de muitas pessoas pode ser equivalente a cerca de 30 minutos de atividade física. Com isso, são minimizados os efeitos do sedentarismo, ajudando a evitar que os músculos envelheçam. Além disso, aumenta a densidade dos ossos e melhora a circulação do sangue.

O responsável por isso é o resveratrol, componente do vinho que também traz vários outros benefícios já conhecidos, como ajudar na prevenção do mal de Alzheimer. Mas, claro, essa substância não substitui os exercícios físicos; ela apenas auxilia no processo. Um estilo de vida saudável combinado com o consumo adequado de vinho é perfeito para a sua saúde. Guilherme Cury


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Denuncie: (11)2962-3172

São Mateus sofre com ocupação irregular

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Avenida Jacu Pessego com Ragueb Chofhi,área nobre cercada

Ocupações vêm sendo feitas debaixo do nariz do poder público

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ais especialmente das subprefeituras de Itaquera e São Mateus sem nenhuma providencia aparente no sentido de frear, inibir ou orientar, se for o caso, muito remoto dessas ocupações. Estão ocorrendo em alguns pontos da Avenida Jacu Pêssego, inclusive nas proximidades do trevo de encontro entre essa avenida e a Avenida Ragueb Chohfi. Também às margens do Rio ou Córrego Aricanduva avançando em direção ao Parque do Carmo, sabida-

mente área de preservação ambiental. Segundo moradores do bairro, até mesmo na Avenida Bento Guelfi uma área aparentemente particular vem sendo invadida com sua mata nativa sendo destruída para dar local para barracos pequenos. Ainda segundo esses moradores que não quiseram seus nomes citados esses pequenos barracos estão sendo vendidos inicialmente por R$ 2.500,00 podendo chegar até R$ 7 Mil a depender do tamanho e localização como se um empreendimento

fosse. Ainda segundo esses depoimentos os ‘corretores’ são pessoas conhecidas que praticaram golpes semelhantes e que curiosamente ainda não responderam pelos seus atos, no mínimo, irregular, no máximo criminoso. O que veremos nos próximos dias tem muito a ver com a omissão ou falta de ação que o poder público, eventualmente o Judiciário, se acionado e até mesmo a segurança pública, em função da ocorrência de crimes de estelionato. Tomara que não se acovardem.

a falta de uma política habitacional consistente envolvendo os três entes federativos governo central, estado e municípios estimulados pela falta de uma reforma agrária, de certo discernimento em investir fortemente em desenvolvimentos regionais estimulando as pessoas a se fixarem em seus locais de origem ajudam a criar uma situação sempre beligerante e explosiva. Nas grandes cidades, a exemplo de São Paulo, a falta de condições de acesso a moradia dignas menos por causa das ofertas e mais pelas dificuldades de financiamentos às classes mais empobrecidas criam as condições para as sempre no mínimo discutível e delicada invasão que alguns chamam de ocupação. Com a população crescente seja entre as próprias famílias já moradoras e aos que chegam à cidade em busca de melhores condições de vida cada vez mais crescente surge como saída ocupar terras supostamente ociosas. Mas, como na maioria dos casos são saídas pelo pior caminho; das dificuldades, dos enfrentamentos e

no caso de fixação e crescimento dessas ocupações saídas para um lugar inóspito, sem planejamento cercado de problemas básicos agravados pelo baixo nível de educação e escolaridade que, em geral, compõe essas populações. E São Mateus, tem sido ao longo da vida recente da cidade de São Paulo o destino de muita gente a procura de moradia, mesmo que irregular. Também tem sido objeto de desejo de aventureiros políticos e de lideranças corruptas que se dão bem com a carência real dessa demanda aliada a desinformação generalizada e até mesmo de gente com caráter duvidoso que não se envergonha em se dar bem, mesmo que para isso seja lesando alguém ou os outros. Não levantar essa lebre é se ‘fazer de morto’ num assunto movediço. Se algumas das ocupações feitas em São Mateus chegaram a algum lugar e eventualmente até entraram em um processo de melhorias e regularização o mesmo não se pode afirmar das ocupações mais recentes, em curso nesse mês de junho de 2015.

Denúncia / flagrante dos leitores:

Na Avenida Rodolfo Pirani x Bandeira do Aracanbi. Mais uma invasão em terreno público, eles chegam de mansinho e vão se apoderando da área. Colocaram uma barraca e já estão limpando a área derrubando árvores, tudo isso nas proximidades do leito do Córrego Mombaça em flagrante crime ambiental, não bastasse a invasão. Os moradores pedem providências urgentes.

Na Avenida Ragueb Chofi, bem próximo ao Viaduto da Jacú Pêssego no sentido de quem vem da Cidade Tiradentes para o Jardim Ricardo o terreno visto na foto é originalmente uma praça, mas foi invadida e todas as árvores e vegetação nativa foram arrancadas para dar lugar a uma ‘acomodação’. Em outra parte além de cercar o invasor arrancou as outras 18 árvores plantadas pela Prefeitura. Segundo o leitor a denúncia já havia sido feita no conselho de Segurança – Conseg, mas a prefeitura ou outros órgãos competentes nada fizeram. Ainda dá tempo de investigar o que está ocorrendo e impedir, se for o caso.


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Denuncie: (11)2962-3172 Denúncia / flagrante dos leitores:

Praça Edgar Carioca

O lixo acumulado atrás da AMA Jardim da conquista, na Rua Sinhá Moça com vazamento de esgoto ou águas servidas não combina com um equipamento para atendimento em saúde pública. Essas águas contaminadas saem do próprio equipamento.

Já na Praça Edgar Carioca, uma bela praça está meio abandonada, não é? Com os matos que deviam se podados crescendo. Os moradores apreciariam uma poda e limpeza urgente. E como não dá para perder a piada ia bem um rebanho de cabras, do Moisés, aquele dos Dez Mandamentos para dar uma aparada em áreas de São Mateus com seus cantos, praças, ciclovias abandonadas. Está certo que a população infelizmente ajuda a sujar, mas não dá para deixar como está.

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(11) 2962-3172/(11) 2713-2650


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