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FUCAS BALANÇO 2002

TRANQÜILIDADE

PARA VOCÊ


Nossa missão de cada dia do sonho de abandonar os óculos,

Representantes Regionais, a

dação é uma coisa muito impor-

na bem-vinda hora da aposentado-

competente equipe do Comitê de

tante para nós. Não só porque é

ria ou mesmo no momento triste do

Investimentos e os membros do

uma prática transparente mostrar

falecimento de alguém da família.

Conselho de Curadores. Afinal de

os números de cada programa e o

De alguma forma, a Fucas está

contas, os resultados que apresen-

desempenho que tivemos. É impor-

sempre presente.

tamos aqui são os frutos desse

Publicar o balanço da Fun-

tante porque permite refletir sobre

A publicação deste relatório

a relevância que a Fucas tem para

é, também, uma homenagem a

a vida dos associados, para pro-

todos os que possibilitam que a

porcionar-lhes tranqüilidade e

Fucas cumpra a sua missão:

segurança cotidianamente.

nossos funcionários eficientes e

Poderíamos fazer desfilar

trabalho coletivo. A todos, um grande abraço. Diretoria Executiva

dedicados, nossos incansáveis

números e estatísticas, mas preferimos ilustrar os indicadores com histórias de associados, relatando momentos em que a Fundação realiza plenamente a sua vocação de ajudar a conquistar melhor qualidade de vida. Isso pode acontecer no feliz momento do nascimento de bebês - novos associados! -, na realização Boing, Araújo e Osmar

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Saúde 13 Fundação Casan Presidente: Carlos Artur Araújo Diretor Administrativo: Valmir Boing Diretor Financeiro: Osmar de Oliveira Couto Junior

Aposentadoria

Representantes Regionais Roseli Pereira Rogério Luiz Fernandes Luiza Inês de Pinho Orli José de Souza Valdeci Cordeiro Dirceu Boni Diana dos Santos Loreci P. dos Santos Jadir da Silva

Pai de gêmeos recebeu benefício em dose dupla

16

Conselho de Curadores Enéas Souza Neto Júlio César Grando Jurandir da Silva Figueiredo José Pedro Bellani Valmir Ferreira da Silva Gelson Luiz Merísio

Empréstimos

Conselho Fiscal José Nelson de Souza João Guilherme Vieira Gilberto Pacheco

20

Avenida Hercílio Luz, 599 Ed. Miquerinos, 4º andar Centro, Florianópolis, SC CEP.: 88020-010 Fone: (48) 224-6799 www.fucas.com.br Redação e edição: Quorum Comunicação (48) 334-4555 Reportagens, edição e projeto gráfico: Gastão Cassel (DRT/RS 6166). Reportagem e foto em Rio do Sul: Orlando Pereira Reportagem e foto em Lages: Sabrina Lehmann Fotos: Deise Freitas, Sônia Vill (stills) e Gastão Cassel. Impressão CTP: Gráfica Coan, Tubarão, SC. Tiragem: 3 mil exemplares

Foram distribuídos mais de 600 mil tiquetes

Na hora difícil o Seguro de Vida em Grupo pode fazer a diferença

Sindicato 22

Diretores da Fucas avaliam 2002 e traçam perspectivas para 2003

Balanço Patrimonial


Conheça todos os programas para cuidar de sua saúde

6

Alimentação 14

Programas de aposentadoria asseguram tranqüilidade

Auxílio Natalidade Saiba quanto a Fucas emprestou aos associados em 2002

18

Seguros O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Águas e Saneamento diz que trabalha em harmonia com a Fucas

21

Entrevista com a Diretoria 25


Diversos programas da Fucas proporcionam cuidado para a sua

SAÚDE

Foto: Sônia Vill

Plano de Saúde Fucas Plus Plano Vida Agregados Plano Odontológico Convênio Farmácia Auxílio Oftálmico Auxílio Farmácia SOS Unimed Auxílio Traslado/Estadia Auxílio Cirurgia Oftalmológica Auxílio Odontológico Auxílio Saúde Especial Empréstimo Saúde Empréstimo Oftálmico

6


Fundação luta para conter os custos e manter a qualidade dos serviços A equipe da Coordenadoria de Saúde da Fucas está brigando para manter equilibrados os custos dos serviços de saúde e assegurar a qualidade do atendimento aos associados. Nas diversas áreas da saúde houve aumento nos preços por conta da instabilidade econômica que o país atravessou em 2002. A assistência médica e hospitalar passa por um processo de transformação. Novas regras vêm impulsionando o mercado e trazendo aumento nos custos dos planos

de saúde. No caso dos planos da Fundação, enfrenta-se situações bem desfavoráveis como a restituição dos serviços realizados pelo Sistema Único de Saúde aos nossos associados. Além disso, há o recolhimento de INSS sobre os serviços de cooperativas (Unimed) e as taxas para a Agência Nacional de Saúde. Outro aspecto a se considerar são as diversas formas que os prestadores de serviço criam para buscar um nível maior de remune-

ração. Com um controle bastante rigoroso nas autorizações, acompanhado de uma auditoria médica e revisão das contas, conseguimos frear os avanços desses custos indevidos. Por outro lado, A Fundação está absorvendo os problemas decorrentes das mudanças que se projetam para a Casan, que faz a ocorrência de doenças desencadeadas por essa razão (estresse, depressão, etc.) crescer assustadoramente.

Os números do Fucas-Plus

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Sem plano de saúde, tratamento consumiria 40% da renda familiar “É Deus no céu e a Fucas na terra.” A definição é de Jonilda Garcia Pereira, 38 anos, casada há 23 com o assistente administrativo da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, Casan, em Lages, Amarildo Pagani, que começou a trabalhar na empresa pouco antes de casar. Jonilda utiliza o convênio médico mantido pela Fundação. O plano Fucas Plus viabiliza tratamentos de saúde, como consultas médicas e exames. No caso de Jonilda, o Fucas Plus está possibilitando o controle dos problemas decorrentes da vasculite, um tipo de reumatismo que causa o entupimento das veias, dificultando a circulação. O plano é utilizado sempre que necessário, e as idas ao consultório médico dependem do comportamento do organismo. Pagani calcula que o tratamento, que inclui vários medicamentos e exames periódicos, consumiria cerca de 40% do orçamento da família. “Através da Fundação temos um auxílio que nos garante ótimo atendimento,

Em Lages, Fucas promove a qualidade de vida de Amarildo Pagani e Jonilda. Eles usam o Fucas Plus. sem contar a facilidade de pagamento. Se tivéssemos que fazer uma consulta particular, ainda não teríamos começado o tratamento.” O assistente da Casan acredita que sem os benefícios do Fucas Plus não teria condições de pagar o tratamento. “É um dinheiro que acaba sobrando para investirmos em qualidade de vida e em cultura”, diz referindo-se, nesse aspecto, ao filho Felipe, de 19 anos, que Pagani tenciona ver cursando uma faculdade em breve. Mesmo com todos os problemas de saúde enfrentados por Jonilda, que auxilia no orçamento familiar com um salão de beleza, o casal afirma que com o suporte oferecido pela Fundação o tratamento está sendo feito corretamen-

te e a avaliação médica é constante. “Preciso de seis medicamentos diferentes por dia. Se não tivéssemos esse plano, não sei o que seria de mim. Estou muito bem graças à Fundação Casan”, enfatiza a cabeleireira. Pagani ressalta que recebeu todo suporte financeiro à sua família quando foi necessário ir a Florianópolis para realizar exames médicos. A alimentação, a hospedagem e o deslocamento foram pagos pelo Fucas Plus. “Acredito que nem eu nem 99% da população teríamos condições financeiras para fazer todo esse acompanhamento médico se não tivéssemos nosso convênio. Usamos muito o Fucas Plus e nos sentimos seguros”. Texto e foto: Sabrina Lehmann

O Plano Vida Agregados tinha em dezembro 496 beneficiários e movimentou R$ 634.036,53 em 2002 O Plano Vida Agregados Aposentados tinha em dezembro 402 beneficiários e movimentou R$ 535.305,46 em 2002 8


Aumento do preço de remédios aparece nos números do Convênio e do Auxílio

CIA FARMÁCIA

A Fucas possui dois programas para facilitar a compra de medicamentos. O Auxílio Farmácia reembolsa 65% das despesas de servidores associados à Fucas e seus dependentes, quando na compra de medicamentos com receituário médico/odotológico em farmácias conveniadas ou não (desde que o associado não possua débito com a Fucas). O limite do reembolso por associado titular no ano será de R$ 500,00. Acima deste valor, terá direito apenas o associado que usar medicamentos de uso contínuo ou que esteja fazendo tratamento para as especialidades de cardiologia, oncologia, neurologia e

infectologia. Nesses casos, os associados terão que preencher um cadastro junto à Fucas. Não serão reembolsados nesse programa medicamentos utilizados no tratamento para fertilidade da mulher ou do homem, anticoncepcionais, viagra ou

remédios do gênero, e medicamentos para fins estéticos. Também não serão reembolsados medicamentos manipulados na especialidade de dermatologia. O Convênio Farmácia permite ao associado efetuar a compra de medicamentos em

Convênio Farmácia Meses

Benef. 2001

Compras 2001

Benef. 2002

Compras 2002

% Aumento

Janeiro

1109

R$ 95.402,04

1151

R$ 98.374,75

3,12

Fevereiro

1148

R$ 92.789,56

1156

R$ 98.857,08

6,54

Março

1061

R$ 79.491,23

1116

R$ 87.746,09

10,38

Abril

1180

R$ 111.236,10

1204

R$ 113.152,95

1,72

Maio

1152

R$ 100.005,18

1241

R$ 118.385,78

18,38

Junho

1185

R$ 104.490,55

1209

R$ 115.202,24

10,25

Julho

1167

R$ 103.700,82

1216

R$ 113.624,63

9,57

Agosto

1178

R$ 104.712,85

1214

R$ 113.714,27

8,60

Setembro

1145

R$ 107.948,74

1192

R$ 110.079,19

1,97

Outubro

1147

R$

1208

R$ 113.654,50

15,24

Novembro

1157

R$ 103.938,57

1202

R$ 113.223,33

8,93

Dezembro

1141

R$

1185

R$ 112.928,24

14,44

14294

R$ 1.308.943,05

TOTAL

13770

98.626,64 98.682,30

R$ 1.201.024,58

9


farmácia conveniada com a Fucas, utilizando apenas a carteira de sócio da Fundação Casan como forma de pagamento à vista. Através desse convênio com as farmácias, as despesas são

encaminhadas para a Fundação Casan e descontadas dos associados apenas no final do mês. Embora esse benefício se estenda a todos os associados, aqueles que possuírem algum débito de farmácia junto à Fucas serão automaticamente cancelados para a compra de medicamentos pelo convênio, sendo liberados após o pagamento dos débitos.

O aumento do número de consultas médicas aumenta também a procura por remédios. Por isso, se nota o aumento dos números que também são impulsionados pela majoração de preços dos medicamentos. A maior procura por médicos está possivelmente associada à instabilidade dos servidores da Casan em conseqüência das diversas especulações sobre o futuro da empresa.

Auxílio Farmácia Benefi. em 2001

Auxílio Farmácia 2001 Beneficiários 2002

Auxílio Farmácia 2002 % Aumento 2001/2002

Janeiro

484

R$ 23.711,66

459

R$ 24.420,10

2,99

Fevereiro

546

R$ 29.450,05

557

R$ 30.050,56

2,04

Março

570

R$ 29.607,05

573

R$ 30.255,72

2,19

Abril

653

R$ 36.081,68

660

R$ 35.192,30

-2,46

Maio

585

R$ 29.361,76

702

R$ 38.977,01

32,75

Junho

669

R$ 38.730,31

662

R$ 35.948,58

-7,18

Julho

634

R$ 32.091,69

702

R$ 38.053,13

18,58

Agosto

655

R$ 34.244,63

744

R$ 41.158,19

20,19

Setembro

601

R$ 29.513,06

736

R$ 27.460,40

-6,96

Outubro

606

R$ 30.293,83

715

R$ 38.408,73

26,79

Novembro

587

R$ 28.285,20

691

R$ 35.489,11

25,47

540

R$ 25.577,68

654

R$ 35.732,77

39,70

7130

R$ 366.948,60

7855

Dezembro TOTAL

R$ 411.146,60

Veja os números de outros auxílios e serviços SOS Unimed Traslado/Estadia Benefício que reembolsa despesas de viagem e estadia de participantes do Fucas Plus que necessitem de atendimento em outra cidade. Em 2002 foram 99 beneficiados e R$ 13.042,84 reembolsados.

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O serviço de atendimento de urgência SOS Unimed tinha em dezembro 378 beneficiários através da Fucas e movimentou R$ 18.166,60 em mensalidades.

Auxílio Saúde Especial Criado em outubro, teve dois usuários em dezembro e movimentou R$ 487,50.

Foto: Sônia Vill

Meses


R$ 357.807,00 foi o total de despesas do

PLANO ODONTOLÓGICO Foto: Gastão Cassel

Adalberto Braglia Filho tem medo de dentista. Quando criança, morando em Criciúma, associou a palavra dentista a verdadeiras sessões de torturas. “Só tinha aquelas brocas com engrenagens, e os caras metiam o boticão e arrancavam dente mesmo”, relembra o funcionário do Setor de Transportes da Regional Florianópolis da Casan. Hoje, no entanto, Adalberto não tem problemas dentários e pratica saúde bucal preventiva. “Esta semana a minha dentista ligou dizendo que já havia vencido minha carência e que eu devia aparecer lá para fazer uma revisão”, conta Adalberto. A família de Adalberto é

Em 2002 foram realizados 4.905 tratamentos dentários através da Fucas

Adalberto: ação preventiva

coberta pelo Plano Odontológico da Fucas e tem atuação preventiva. “Meus filhos de 13 e 17 anos não sabem o que é dor de dente, pois eles vão preventivamente ao dentista”, comemora Adalberto. Os sogros também foram inscritos como agregados e desfrutam do serviço adontológico.

Auxílio cobre até 65% de implantes, próteses e órtese dentária A esposa de Adalberto tem um problema crônico de formação dos dentes e precisou realizar vários implantes que foram cobertos pelo Auxílio Odontológico, recentemente criado pela Fucas especialmente

para casos de implantes e próteses dentárias. A Fundação cobre até 65% das despesas com limite de R$ 1.200,00. Adalberto considera o Plano e o Auxílio odontológicos dois dos mais importante serviços prestados pela Fucas.

EM 3 MESES DE EXISTÊNCIA O AUXÍLIO ODONTOLÓGICO ATENDEU 116 ASSOCIADOS E MOVIMENTOU R$ 24.705,64

Foram atendidos 1.124 titulares e 2.408 dependentes O Plano Agregado Odontológico tinha 323 beneficiários em dezembro e movimentou R$ 50.004,75 em 2002. O número de atendimentos aumentou em relação aos anos anteriores, pois a Fundação tem incentivado as ações preventivas, de modo a reduzir a complexidade e os custos dos tratamentos 11


Novo auxílio permite dar

ADEUS AOS ÓCULOS Usar óculos de grau é coisa do passado para Salete Teresinha Rossetti Cava, 41 anos. Esposa do funcionário da Casan José Roberto Cava, lotado na Regional de Rio do Sul, a sua vida mudou da noite para o dia desde 30 de novembro de 2002, quando se submeteu, em Joinville, à cirurgia de hipermetropia e astigmatismo nas duas vistas. Isso somente foi possível graças ao Auxílio Cirurgia Oftalmológica, criado recentemente para atender os associados da Fundação Casan. José Roberto foi um dos primeiros sócios a utilizar esse serviço. O drama de Salete vinha desde a infância, mas os pais só perceberam que ela tinha problemas para enxergar aos 14 anos. Desde então, Salete passou a usar óculos. Para se ter idéia, a insuficiência dela era de quase seis graus em cada vista. O astigmatismo aumentava a tal ponto que nas consultas, realizadas a cada um

Salete e José Roberto, de Rido do Sul, guardam o óculos como lembrança

ano e meio, o médico recomendava o aumento de grau das lentes. Depois que a Fucas possibilitou esse tipo de cirurgia, no dia 30 de novembro ela foi até Joinville consultar. Na mesma data se submeteu à primeira cirurgia. No intervalo de um dia o procedimento ocorreu com a outra cirurgia. “Não precisei de muito tempo entre o agendamento da consulta e a realização do meu maior desejo”, Auxílio Cirurgia Oftalmológica recorda. Mês Usuários Valor Auxílio Com o Auxílio Cirurgia out/02 1 R$ 1.560,00 Oftalmológica Salete conseguiu nov/02 1 R$ 1.560,00 realizar o seu sonho, ou seja, voltar dez/02 4 R$ 5.980,00 a enxergar sem o auxílio de óculos. TOTAL 6 R$ 9.100,00

12

Depois de 26 anos, hoje ela faz tudo sem óculos. Os últimos óculos ela inclusive resolveu guardar como recordação do problema que a afligiu todo esse tempo. José Roberto lembra que se não fosse o auxílio da Fucas, que bancou 65% do preço, incluindo pagamento do hotel, combustível e refeições, talvez tivesse que demorar mais um pouco para que o sonho da mulher se realizasse. Ele lembra que por outro plano de saúde a cirurgia só seria possível se o grau de hipermetropia e estigmatismo fosse superior a sete. Texto e foto: Orlando Pereira


Foto: Sônia Vill

Programa de Alimentação distribuiu

Cada funcionário recebe mensalmente 22 vales no valor de R$ 7,50 cada

Mês

jan/02 fev/02 mar/02 abr/02 mai/02 jun/02 jul/02 ago/02 set/02 out/02 nov/02 dez/02 TOTAL

Participantes

618.766 vales A Fucas administra um dos benefícios mais utilizados pelos servidores da Casan. O Programa de Alimentação do Trabalhador movimentou R$ 4.961.293,90 em 2002 e representa um elemento fundamental para a qualidade de vida dos associados. Os custos são divididos entre os empregados e a Casan.

Office Boy

Plantão

Fatur. Total

Part. Empreg.

2.279 2.299 2.325 2.324 2.325 2.310 2.292 2.287 2.273 2.267 2.268 2.252

748 748 748 748 748 748 748 748 748 748 748 748

1.076 1.052 1.052 986 1.054 1.006 1.030 1.024 1.042 1.042 1.048 1.048

431.865,60 498.714,80 417.099,90 487.631,00 451.532,60 448.729,10 451.310,10 448.177,30 444. 835,70 442.089,70 443.958,70 440.185,10

96.336,32 112.128,41 70.560,99 98.862,81 99.518,65 99.445,51 100.169,74 99.185,68 98.276,29 97.955,87 98.583,05 97.463,39

27.501

8976

12.460

4.961.293,90

1.168.486,71

Ref./ Servidor

% de Pagamento

01 a 17

15%

18 a 35

25%

36 em diante

25%

Custo Casan 335.529,28 386.586,39 346.538,91 388.768,19 352.013,95 349.283,59 351.140,36 348.991,62 346.559,41 344.133,83 345.375,65 342.721,71 3.792.807,19

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Foto: Gastão Cassel

Célio Donato Pereira, de Itajaí, curte a aposentadoria com as netas Nariana e Natália

PAD pagou R$ 7.023.589,68 para garantir uma boa

VIDA DE APOSENTADO Célio Donato Pereira trabalhou no antigo DAES - Departamento de Águas, Esgotos e Saneamento - até 1971, quando a Casan se estabeleceu em Itajaí. Hoje, o tempo em que as faturas de água eram datilografadas é só uma das lembranças dos 35 anos de trabalho. Célio está aposentado desde 1998 e recebia, até agora, complementação de salário através do PIA -Plano de Incentivo à Aposentadoria. No final de 2002 resgatou os valores do PAD -Plano de Auxílio Desemprego - e pretende viver da renda do Plano de Previdência Privada, que vai administrar seus recursos. “Não posso me queixar da vida de aposentado”, fala tranqüilamente Célio. Recebendo cerca de R$ 2.000,00 de complementação de salário, ele

aproveita o tempo nas atividades da casa. Vez ou outra pilota as panelas da casa onde vive com a esposa e um filho universitário. Mas gosta mesmo é de estar com as netas Nariana, de sete anos, e Natália, de cinco, que seguidamente se encarrega de buscar na escola. O aposentado de 58 anos viveu a vida toda em Itajaí, mas a aposentadoria abriu caminhos para novos horizontes. “Sempre que possível a gente viaja, é só ver uma excursão saindo que a gente embarca”, se diverte Célio, contabilizando passeios por Sete Lagoas, em Minas Gerais, pelas termas de Piratuba, entre outros roteiros interessantes. Contente com o atendimento que tem recebido na Fucas, Célio reclama de ter perdido o plano de

saúde. “Isso é uma perda imensa, apesar de ter o Plano Agregado, que custa quase cem reais por pessoa. Aqui em casa eu pago para três. Fica pesado.” Célio ainda não contabilizou exatamente o tamanho dos rendimentos que os valores resgatados do PAD vão assegurar. Ele aplicou num plano de previdência do Bradesco, mas ainda não retirou a primeira parcela. “Eu procurei o Banco do Brasil, mas aqui em Itajaí ninguém sabia direito como proceder, então fui ao Bradesco, que me atendeu muito bem”, relata. A expectativa de Célio é manter a sua qualidade de vida, continuar fazendo passeios com a esposa, formar o filho universitário e ver Nariana e Natália crescerem.

O PIA atendeu 110 aposentados em 2002, que receberam R$ 2,13 milhões 14


PAD O objetivo do PAD é proporcionar aos participantes tranqüilidade no caso de desemprego por demissão sem justa causa, através do recebimento de uma renda mensal vitalícia. O valor da renda mensal vitalícia será o equivalente à sua parcela ideal, calculada atuarialmente, junto aos fundos garantidores de benefício, no momento de seu afastamento definitivo dos quadros de servidores da Mantenedora (Casan). Esse valor poderá variar de um benefício mínimo de 10% até um máxi-

mo de 70% sobre a Remuneração Bruta Fixa (RBF) recebida, menos 95% do teto de benefício do INSS. Para garantir o pagamento da renda mensal vitalícia, a Mantenedora (Casan) aporta mensalmente aos fundos garantidores de benefício um montante de recursos financeiros que, ao longo do tempo e com o acréscimo das rentabilidades obtidas no mercado financeiro, forma os fundos necessários.

PPC O objetivo do Plano de Pensão e Pecúlio é proporcionar uma renda mensal vitalícia aos sucesso-

res do participante quando de seu falecimento. O valor da renda é determinado pelo participante e proporcional ao prêmio pago mensalmente.

PIA O Programa de Incentivo à Aposentadoria – PIA possibilita aos servidores da Casan com tempo de serviço e idade exigidos pelo INSS, a possibilidade aposentadoria imediata, mantendo razoável padrão salarial, sem perder a vinculação ao Plano de Auxílio Desemprego e seus benefícios.

Em 2002 o PAD tinha 2.026 participantes e teve ingresso de R$ 3,60 milhões Em 2002 sacaram as reservas do PAD 84 participantes: R$ 7,02 milhões Participam do Plano 2.026 empregados que recolheram em 2002 R$ 446 mil

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AUXÍLIO EM DOSE DUPLA

Micael e Mizael são a alegria da casa de Valmir de Souza, funcionário da Regional Criciúma. Fucas pagou o Auxílio Natalidade em dobro. Quando foi fazer a primeira ultra-sonografia de seu pré-natal, Tatiana ficou assustada. Eram dois bebês. Valmir recebeu a notícia sem sobressaltos, com seu jeito tranqüilo. “É assim que Deus quer e vamos tocar em frente”, disse o funcionário da Casan. O casal redimensionou os planos de reforma da casa para abrigar Micael e Mizael, os gême-

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os que tiveram seus nomes inspirados em personagens bíblicos. Funcionário da Casan há 13 anos, Valmir de Souza está pra lá de orgulhoso de seus filhos: “Mesmo sendo gêmeos eles são bem grandes e têm muita saúde”. “Um nasceu com três quilos e meio e o outro, com três e trezentos gramas”, completa a informação Tatiana. Durante a gravidez, o

médico desistiu de medir o perímetro de sua barriga, pois a fita métrica usual já não era suficiente. Na casa em construção no bairro Floresta 2, em Criciúma, a rotina gira em torno da dupla, que já começa a engatinhar. Maycon, filho do primeiro casamento de Tatiana, se esforça para ajudar, mas mal consegue pegar no colo os irmãos rechonchudos. Mas os


meninos são tranqüilos, segundo os pais. Dormem bem e choram pouco, mas gostam de atenção o tempo todo. Como as despesas também vieram em dose dupla, Valmir apressou-se em fazer o registro dos meninos e encaminhá-los para a Fucas. O Auxílio Natalidade de três salários mínimos também veio dobrado e foi aplicado na compra de berços e fraldas descartáveis, e ainda foi possível destinar um pouco para a obra da casa, que Valmir faz questão de tocar sem recorrer a empréstimos. Investindo na saúde dos meninos, Tatiana pretende amamentá-los até um ano e meio, embora já tenha que alternar o seio com mamadeiras. Valmir e Tatiana comemoram os benefícios oferecidos pela Fucas. Usam o plano de saúde e o Auxílio Farmácia para suprir as demandas do acompanhamento do crescimento dos gêmeos e se sentem seguros com isso. “A gente sabe que o básico não vai faltar”, alivia-se Valmir.

Auxílios Natalidade concedidos em 2002 PERÍODO jan-02 fev-02 mar-02 abr-02 mai-02 jun-02 jul-02 ago-02 set-02 out-02 nov-02 dez-02 TOTAL

SOLICITAÇÕES 5 5 7 2 5 7 8 5 4 7 2 4 61

VALOR PAGO R$ 2.700,00 R$ 2.700,00 R$ 3.780,00 R$ 1.080,00 R$ 3.000,00 R$ 4.200,00 R$ 4.800,00 R$ 3.000,00 R$ 2.400,00 R$ 4.200,00 R$ 1.200,00 R$ 2.400,00 R$ 35.460,00

FONTE: Fundação Casan

Em 2002 a Fucas pagou R$ 35.460,00 de Auxílio Natalidade Fotos: Deise Freitas

61 bebês foram beneficiados Na casa em obras tudo gira em torno da alegria dos gêmeos

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EMPRÉSTIMOS movimentaram R$ 14.150.516,44

Os programas de empréstimos da Fucas movimentaram R$ 5.270.292,22 líquidos em 2002. Foram atendidas 3.113 solicitações de participantes nas oito modalidades de operações oferecidas pela Fundação. Só em repactuações foram negociados R$ 8.432.040,40.

Empréstimo Simples A modalidade mais procurada é o Empréstimo Simples, que não tem destinação definida. No último ano 2.945 empréstimos foram realizados, movimentando a quantia líquida de R$ 4,9 milhões. As repactuações ficaram em R$ 8,1 milhões. O mês de maior procura foi julho, com um volume de 398 operações entre novos empréstimos e repactuações.

As linhas de crédito oferecidas são indiscutivelmente as mais baixas do mercado, sendo a taxa de juros mais alta cobrada pela Fucas de 1,89% ao mês. Há taxas de cheque especial, por exemplo, que ultrapassam 13% ao mês.

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Empréstimo Simples Especial Conhecida como “Empréstimo Santa Edwiges”, esta modalidade se destina a reduzir o nível de endividamento mensal junto à Fucas e ajudar quem se encontra com crédito suspenso na praça, em função de inadimplência, ou está

em iminência de perder imóvel financiado ou ser despejado de imóvel alugado. A taxa de juros de 0,65% ao mês é um verdadeiro socorro, e o teto depende do tamanho da dívida e da capacidade de endividamento. Em 2002, 134 associados foram socorridos pelo Empréstimo Simples Especial, que mobilizou R$ 245.068,54 e mais R$ 907.103,17 em repactuações.

Empréstimo de Emergência Para ajudar os atingidos por situações calamitosas, como enchentes, a Fucas tem o empréstimo de emergência. Em 2002 cinco participantes precisaram dessa ajuda. R$ 11.004,84 foram utilizados para atender as solicitações.


Empréstimo Saúde A Fucas emprestou R$ 10.137,67 para oito participantes para viabilizar procedimentos médicos. Houve ainda repactuações no valor de R$ 1.103,28. Empréstimo Acidente de Veículo Apenas dois associados precisaram da Fucas para recuperar veículos acidentados. Foram destinados R$ 2.700,00 para esta modalidade.

Empréstimo Óbito A Fucas utilizou R$ 4.051,08 para financiar despesas decorrentes de óbito de dependentes de quatro associados.

Empréstimo Odontológico

Como evitar problemas financeiros

Dois associados procuraram esta modalidade de empréstimo, que tem por finalidade viabilizar tratamentos odontológicos não cobertos pelo Plano Odontológico. Foram utilizados R$ 3.495,00.

$ Organize seu orçamento para poder comprar à vista. Os juros do crediário continuam muito elevados. Comprando à vista, você pode obter descontos e evita fazer novas dívidas.

$ Faça compras no supermercado várias vezes ao mês, para evitar desperdícios e aproveitar ofertas que aparecem em diferentes períodos.

Empréstimo Oftálmico

$ O uso de convênios, vales-compras e cheques prédatados e cartões de crédito estimula o comprador a fazer gastos desnecessários. Este hábito, um dos piores em tempo de moeda estável, pode comprometer o salário de diversos meses futuros.

$ Anúncios de liquidação podem ser armadilhas. É preciso comparar para reconhecer uma pechincha.

A Fundação destinou R$ 2.839,00 para financiar aviamento de óculos e lentes de contato. Treze associados foram beneficiados com o empréstimo.

FORAM FEITAS 3.113 OPERAÇÕES DE EMPRÉSTIMOS EM 2002 O JURO MAIS ALTO COBRADO PELA FUCAS É DE 1,89% AO MÊS

$ A maioria dos convênios repassa para os usuários os custos das facilidades e do crédito. Com exceção dos produtos tabelados, como medicamentos, os demais produtos vendidos em farmácia, para alimentação e higiene, por exemplo, geralmente têm preços superiores aos das grandes lojas. Pesquise os preços.

$ Se o orçamento está desequilibrado, o melhor é resistir à tentação das compras. Conheça seus limites financeiros e não se deixe convencer por gastos desnecessários ou que podem ser adiados. Conquiste o apoio de sua família para o exercício da poupança. $ Combata pequenos desperdícios domésticos que, somados, podem representar grandes quantias. Feche as torneiras, desligue as luzes, fale menos tempo ao telefone.

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R$ 516.469,30 foram pagos aos participantes do

SEGURO Maria da Graça Prim não comemorou seus 10 anos de casada. No dia marcado para as comemorações seu esposo sofreu um derrame e, logo após, enquanto recebia atendimento, um infarto fulminante. Foi uma mudança brusca na vida dessa otimista e bem humorada secretária que trabalha há 32 anos na Casan. Sozinha com as filhas de sete e nove anos e com alguns problemas financeiros para resolver, Graça bateu na porta da Fucas para procurar soluções. “A diretoria da Fundação abriu as portas para mim, e então eu passei a me sentir mais segura e tranqüila”, conta a funcionária. A primeira providência foi encami-

O seguro de vida em grupo tem cobertura para o titular em caso de: - Indenização Especial por Morte Acidental; - Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente; - Invalidez Permanente Total por Doença. A cobertura do cônjuge é o valor da morte natural do associado. Os filhos de até 21 anos terão uma cobertura de 10% do seguro principal, Morte Natural, com um capital limitado a R$ 2 mil. Filhos com idade entre 21 e 25 anos, desde que estejam cursando nível superior, têm cobertura em caso de morte do segurado principal. O desconto mensal é de 2,88%.

Em dezembro de 2002 eram

Foto: Deise Freitas

Como funciona

nhar os papéis para o seguro. “Demorou um pouquinho para sair o dinheiro, mas não foi culpa da Fundação”, explica. Foram quatro meses de tramitação. Graça utilizou o dinheiro do seguro para equilibrar as finanças e saldar dívidas da reforma da casa, que estava acontecendo quando o incidente ocorreu. “A Fucas está presente em várias coisas da minha vida, na saúde das meninas, da minha mãe de 90 anos, e agora coloquei o meu irmão como agregado”, comenta. Há poucas semanas foi o Plano de Saúde de Graça que possibilitou que seu irmão realizasse uma tomografia computadorizada. “Levei mais um susto, mas já está tudo bem agora”. Os percalços não abalam o sorriso de Graça, que detesta gente “reclamona”. Um cartazete colocado atrás de sua mesa de trabalho anuncia: “Aqui não se fala em privatização e aposentadoria, é só trabalho e alegria”.

1.488 participantes do Seguro Fucas 20

“A Fundação abriu as portas para mim”


Fundação trabalha em harmonia com o

SINDICATO A Fundação está muito ligada a questões assitenciais, elementos complementares à remuneração. Que avaliação o Sindicato faz dos serviços prestados pela Fucas? Paladini – Vários serviços que a Fucas administra têm sua origem nos Acordos Coletivos. O Plano de Saúde e o Vale Alimentação foram conquistados nos Acordos. E a Fucas administra muito bem esses serviços. No campo previdenciário, da aposentadoria, é a mesma coisa. As negociações coletivas deram origem aos três principais programas da Fucas. Mas ela sempre se propõe a ampliá-los, criar mais benefícios. Isso é muito bom. O sistema de aposentadoria gerenciado pela Fucas é

Para Jucélio Paladini, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Águas e Saneamento de Santa Catarina, a autonomia da Fucas com relação à Casan é o que proporciona a ampliação do número de auxílios e serviços prestados. Foto: Deise Freitas

Como é o relacionamento do Sindicato com a Fundação Casan? Paladini – É um bom relacionamento. Sobretudo depois da eleição do Boing e do Osmar. Melhorou significativamente a relação de entidade para entidade e também com a categoria. Houve um avanço político nesse relacionamento com os associados, que são os mesmos do Sindicato e da Fundação. Há um comprometimento de atender bem o pessoal e visões semelhantes. O Boing tem origem no Sindicato, foi diretor do Sindicato no passado. O Osmar sempre foi um quadro técnico, mas aberto ao diálogo. E o Araújo, que é indicado pela empresa, percebe que isso é bom para todos e colabora sempre, defende a independência da Fucas.

satisfatório? Paladini – É um programa que tem alguns problemas, entre eles o repasse das taxas que a Casan não está participando, que está acumulando um débito com a Fucas. E tem o problema que está no próprio nome Programa de Complementação de Aposentadoria, que faz com que os maiores beneficiados sejam os que ganham mais, pois têm complementações maiores, em detrimento de um grande número de pessoas que têm uma diferença menor a receber com relação ao que paga o INSS. Alterar isso tem

sido uma batalha da Fundação junto com o Sindicato. No último Acordo Coletivo foi determinado que criássemos um grupo de trabalho entre a Empresa, a Fundação e o Sindicato para estudar alternativas, mas a diretoria passada da Casan não cumpriu, como não cumpriu muita coisa. Tem várias dificuldades, especialmente por parte da Casan. O fundo de aposentadoria da Fucas nasceu tarde, nós constituímos ele em 1994, enquanto outras empresas já têm quase 30 anos de acumulação de reservas. Nós inclusive já viajamos juntos ao Rio de Janeiro para falar com consultores, ver alternativas. Mas todas elas esbarram no dinheiro, a Casan precisaria fazer um aporte financeiro.

Há o problema de ser uma massa com idade mais avançadas... Paladini – Sim. Nossos trabalhadores, na maioria, têm idade mais avançada e bom tempo de serviço, e isso gera dificuldades atuariais, dificuldades de constituir uma reserva para dar conta disso. E as alternativas que vamos encontrando sempre acabam beneficiando os maiores salários. Para quem ganha bem o plano é muito bom, mas para os outros é relativo, especialmente porque quando se aposentam perdem o plano de saúde. E é na velhice e na infância que a gente precisa mais de médico. Apesar da diretoria da Fundação ter um esforço enorme para melhorar isso, não tem tido eco na diretoria da Casan. Vamos ver como vai ser agora com a nova Diretoria, mas a Empresa tem dificuldades financeiras. A situação é crítica.

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Os novos

DESAFIOS da Fucas

A Fundação Casan tem fechado seus balanços sucessivamente com superávit. Para isso, tem navegado com desenvoltura no tumultuado mercado financeiro com a retaguarda de uma estrutura administrativa enxuta e informatizada. Os resultados têm voltado aos participantes na forma de benefícios e auxílios. Nesta entrevista a equipe da Diretoria da Fundação, composta pelo Presidente Carlos Artur Araújo, pelo Diretor Administrativo Valmir Boing e pelo Diretor Financeiro Osmar do Couto Júnior, fala das perspectivas da entidade com a nova gestão da Casan e de seus desafios para 2003.

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O ano 2002 foi um ano difícil do ponto de vista do mercado financeiro. Crise na Argentina, Bolsas caindo, expectativa com as eleições. Como foi o ano para a Fundação? Osmar – Foi um o ano mais difícil que atravessamos em termos de realidade de mercado. Mas, ao final, deu tudo certo. A rentabilidade da Fundação se mostrou atraente, e todos os eventos que tumultuaram parecem que já deixaram o mercado voltar à normalidade. Mas tivemos mesmo assim uma boa rentabilidade. Neste ano foi possível criar novos benefícios. Como foi esta opção? Existem planos de criar outros benefícios ainda? Araújo – Ao longo dos anos tivemos preocupação de acumular riquezas. A Fucas tinha um patrimônio muito pequeno. No que diz respeito aos recursos próprios da Fundação, houve, desde de 94, um acúmulo do que se chama de lucro suspenso, que é um lucro sem destinação, obtido através de nossas aplicações financeiras e operações. Em 2002 a gente deu um destino a esses recursos, e foi justamente a criação de novos benefícios. O interessante é que em 2002 a gente já repôs este lucro suspenso e no decorrer deste ano

vamos ter que olhar para o horizonte e ver onde vamos aplicar este excedente, que beneficio ou programa vamos ampliar. Boing – A razão de existir da Fundação é propiciar melhor qualidade de vida e segurança para nossos associados. Até o nosso lema diz isso: “Segurança para você”. Todo o nosso trabalho se volta à busca desse benefício aos associados e seus familiares. Não tenho dúvida ao afirmar que a Fucas é uma Fundação campeã por estar proporcionando auxílios e benefícios principalmente quando o associado mais precisa. Quando há a fatalidade de um óbito, nós estaremos ajudando, porque ninguém está preparado para as fatalidades. Da mesma maneira, quando há a felicidade de um nascimento, por exemplo, a Fucas também está presente. Nossos esforços são para obter esse alto índice de satisfação. Nosso programa de benefícios assistenciais é realmente maior que o da maioria das entidades co-irmãs. Como está o programa de aposentadorias? A Fucas passou nos últimos anos por altos desencaixes para sustentar o programa previdenciário. Osmar – A Fucas não tem exatamente um programa de


de R$ 300,00 por pessoa para ter as coberturas que a gente oferece. E em muitos casos o mercado não vai aceitar um participante com doenças preexistente, e isso a gente consegue absorver. É caro para quem não precisa de atendimento, mas para quem necessita acaba saindo muito mais barato.

Araújo: “Passamos anos acumulando riquezas para a Fundação e agora estamos distribuindo na forma de novos benefícios”

do -, que funciona como um seguro-saúde. Mas ainda é um valor expressivo. Para quem tem menos de 60 anos é de R$ 96,23 por pessoa da família. Acima de 60 anos é de R$ 183,00 por pessoa. É um valor alto. Boing – Mas é importante ressaltar que mesmo sendo um valor um pouco pesado, é muito mais barato do que um plano de saúde no mercado, que pode passar

Vários aposentados reclamam a suspensão do plano de saúde quando eles se desligam. Isso é realmente um problema. Tem solução? Araújo – O nó é que o plano de saúde é pago pela empresa. Consultas: 80% é pago pela empresa. Internação: 90% é da empresa , e 10% do empregado. A Fucas só administra o plano. Então, quando o empregado se desliga da Casan, cessa a participação da empresa. Mas a Fucas foi buscar uma alternativa - o Plano Agrega-

Do ponto de vista administrativo, de atendimento, como está a Fundação? Boing – Nós temos uma estrutura enxuta, mas muito eficiente. Em parte, por conta da qualificação e do empenho de nossos funcionários. Em parte porque temos praticamente todas as rotinas administrativas

Fotos: Deise Freitas

aposentadoria. Temos o Plano de Auxílio ao Desemprego, que atende o pessoal que sai da empresa, especialmente quem se aposenta. Isso traz um diferencial muito grande com relação às outras fundações, pois lá as reservas do aposentado ficam na entidade até o fim da vida. Aqui não, as pessoas recebem esse dinheiro para aplicar da maneira que acharem conveniente, e isso faz com que tenhamos retiradas anuais muito fortes, de muitos milhões. Mas sem dúvida é um programa que gera muita expectativa e que tem efetivamente proporcionado um descanso mais tranqüilo.

Osmar – Para quem tem problema de saúde e que precisa de acompanhamento constante, o Agregado chega a ser melhor do que o plano mantido pela Casan. Pois, no caso do nosso plano, o participante paga apenas a mensalidade e mais nada, e no da empresa, há uma participação do empregado nos custos. E tem a vantagem de que a mensalidade pode ser abatida no Imposto de Renda.

Boing: “A razão de existir é promover a qualidade de vida e a segurança aos nossos associados”

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dificuldade da Casan de honrar um empréstimo de longo prazo que nós temos. É coisa de R$ 40 milhões no programa previdenciário e mais uma operação de empréstimo de mais uns R$ 23 milhões. Mas houve a manifestação de que através de um processo de desmobilização de patrimônio da Casan, liquidar essa pendência. É uma expectativa.

Osmar: “Foi um ano difícil no mercado financeiro, mas tudo acabou bem e tivemos um bom desempenho para a Fucas”

informatizadas, o que nos permite respostas rápidas, atendimento ágil e um bom suporte de informações para tomadas de decisão. Temos ainda o nosso sítio na Internet, que possibilita que vários serviços sejam feitos on-line, embora precisemos ampliar essa parte. Araújo – E temos o trabalho incansável dos Representantes Regionais e dos membros do Conselho de Curadores, todos empenhados em atender, dar respostas, servir os associados. Tem também a equipe do Comitê de Investimentos. Sem esse conjunto de esforços e pessoas, a gente aqui, da Diretoria, estaria de mãos atadas. Osmar – O bom atendimento ao nosso associado é o nosso objetivo permanente. Todo mundo orientado trabalha neste sentido. É claro que nem todos os pleitos a gente consegue atender, mas o que o Estatuto e as regras da Fundação permitem a gente faz. Nas páginas anteriores o presidente do Sindicato fala das suas relações com a Fucas. Como

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são as relações da Fucas com o Sindicato? Boing - Em todos os chamamentos do Sindicato, em suas lutas de manutenção de empresa pública e reivindicações da categoria, nossa administração sempre esteve ao seu lado, até mesmo porque vários programas administrados pela Fucas hoje foram conquistados e implantados através de Acordos Coletivos de Trabalho. Entre eles destacamos o Plano de Saúde/Odontológico, Plano de Alimentação do Trabalhador-PAT, Plano Auxílio Desemprego-PAD. Quais as perspectivas da Fucas diante de uma nova diretoria da empresa? Araújo – O relacionamento é de muita receptividade. Nossa preocupação é o horizonte da Casan. Vários municípios estão reivindicando o seu direito à exploração do serviço de águas e isso automaticamente pode fazer a Casan minguar, vai ter reflexo na Fucas. Quanto aos primeiros contatos com a nova diretoria a primeira preocupação foi com a

Osmar – A Casan sempre foi uma ótima credora da Fundação, sempre pagou em dia e de forma precisa. Agora é que houve uma inadimplência prolongada e que, pela capitalização de juros, levou a um valor expressivo e preocupante. A gente alertou a empresa sobre as conseqüências deste atraso, mas eles estão atentos para saldara dívida. É perfeitamente administrável, embora isso represente cerca de 40% do nosso patrimônio. Nós tratamos isso com muito cuidado, é um valor grande. Mas há a situação de entidades como a Celos, da Celesc, que tinha R$ 260 milhões a receber que foram equacionados com a federalização da dívida da empresa. Na Fusesc, do Besc, aconteceu a mesma coisa, no patamar dos R$ 400 milhões. E o futuro da Casan? Boing - A empresa possui um quadro técnico bastante qualificado e preparado para mudar totalmente o cenário em que se encontra. É possível, mesmo no curto prazo, reverter a situação atual, desde que a empresa seja direcionada para os bons princípios da administração, com ética e profissionalismo. Acreditamos que a nova Diretoria esteja imbuída desses princípios. Além disso, a sociedade brasileira acabou de construir o maior projeto político deste país, elegendo Luiz Inácio Lula da Silva como nosso Presidente. A esperança e a confiança são muito grandes.


BALANÇO 2002


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Relatório FUCAS 2002  

Relatório Anual da Fundação Casan 2002

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