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Alexandre Manuel - Lost in Abstraction

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ALEXANDRE MANUEL Lost in Abstraction

SÃOMAMEDE GALERIA DE ARTE


01. Tiger Mouth 150x150cm | 2018


NA MONOCROMIA NAS BRUMAS DO SILÊNCIO Após um doutoramento em semiótica sobre o tema dramatização no jornal televisivo, e de lecionar durante

João Moniz Artista plástico e curador

algum tempo numa universidade francesa, Alexandre Manuel decidiu dedicar-se a tempo inteiro à fotografia. Com diversas exposições tanto em Portugal como no estrangeiro, (Alemanha,, Suiça, Brasil,...) o trabalho de Alexandre já se encontra em várias coleções privadas no mundo. Durante o seu percurso profissional tem sido distinguido com vários prémios internacionais. Em 2014, chegou a finalista dos prestigiados Sony World Awards. Em 2015 ganhou o título de fotógrafo europeu do ano em paisagem, prémio organizado pela Associação dos Fotógrafos Profissionais Europeus. Nos anos seguintes ganhou ainda vários prémios internacionais na categoria profissional: primeiro lugar na categoria paisagem nos ND Awards; primeiro lugar na categoria abstrato nos Spider Black and White Awards, USA (imagem da Capa); segundo lugar na categoria paisagem no Prix de la photographie de Paris; segundo lugar na categoria abstrato nos Monovision Awards

e terceiro lugar na categoria

paisagem nos Tokyo International Awards e Monochrome Awards. Alexandre também participou em feiras de artes internacionais como recentemente na MIA de Milão onde foi seleccionado como recomendado pelo arquiteto e colecionador Fábio Novembre.

É com um prazer imenso que apresento este fotógrafo que utiliza desde de sempre as suas viagens para nos levar numa caminhada iniciática sobre as maravilhas da natureza. O seu trabalho desper tou-me, pela capacidade de ser obreiro nos caminhos das memorias desconhecidas que todos temos em nós, a metafísica do desejo, o ver em si. Ao utilizar atmosferas no enquadramento das suas fotografias, relacionando se com a sua visão interior e a forma com que analisa e arquiteta o mundo, faz com que as mesmas pareçam linhas desenhadas em estruturas que encontra na sua observação linear dos movimentos em que assenta a natureza. Acrescentando, assim quase de uma forma pictórica da fotografia para o papel, uma ordem brumosa, que nos leva a um encantamento contemplativo entre a realidade e o mundo observado por ele, que vê e sente a essência no interior das realidades. Alexandre Manuel dá-nos assim uma visão conduzida para a fotografia, quase representando um minimalismo visual e natural em que o mundo fixa a sua ordem, como se o mundo tivesse ordenação, deixando-o contemplativo na observação. Eis o que é a fotografia no modo de ver

deste fotógrafo, que comunica de uma forma tão par ticular, onde ele penetra no fundo das realidades que retrata, contempla e renasce no essencial que capta e nos faz entender numa plástica par ticular e sonhadora o que pode ser a fotografia. O belo está no interior de cada um de nós, a fotografia é a projeção do essencial num ponto fixo de um instante em que o fotógrafo imor taliza e capta o momento até nós. A grande viagem no éter, tema escolhido por ele para esta exposição, que nos leva a respirar o que ele nos transmite… a poesia que está na essência de cada fotografia.


As fotografias são monocromáticas, frias e silenciosas mas por vezes a remanência da presença do homem sobressai através de silhuetas, estruturas abandonadas ou natureza explorada. A nossa “passagem” efémera parece tornar-se assim quase eterna, na medida em que o ser humano faz também parte integrante da natureza. Ao contrário da fotografia documental ou clássica, onde o conceito do “estar lá” é inerente, as fotografias tentam destituir o valor do “nunca mais acontecerá”, de memória e criar um sentimento de continuidade absoluto. A noção de souvenir é substituída pela imanência da natureza, e pela conjunção do observador e da paisagem. As minhas fotografias não são testemunhas de um momento nem de uma época, elas tentam “ser” independentes como as pinturas. Éteres são fotografias sem os valores sociais que habitualmente lhes atribuem, sem a dramatização e sem a tirania do Pathos que inunda o mundo mediático. Elas querem ser quase vazias, puras e independentes.

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03. Lost in Abstraction #3 100x100cm | 2019 05. Golem 75x135cm | 2016 06. Lost in Abstraction #1 100x100cm | 2016 07. Lost in Abstraction #2 100x100cm | 2017 08. Celeste #2 100x100cm | 2017

Texto João Moniz | Grafismo Galeria São Mamede Impressão Gráfica Vilar do Pinheiro | Tiragem 300 exemplares

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04. Rising Hope #2 75x135cm | 2018

www.saomamede.com galeria@saomamede.com Maio/2019

[capa] 02. Anthropomorphis 100x100cm | 2017

R. Miguel Bombarda, 624 4050-379 Porto Tel/Fax +351 226 099 589 M +351 934 388 500

R. Escola Politécnica, 167 1250-101 Lisboa Tel +351 213 973 255 Fax +351 213 952 385

SÃOMAMEDE GALERIA DE ARTE


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