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José MAN - A Minha Amada Lisboa

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José MAN

A Minha Amada Lisboa

Lisboa, à beira do imenso Tejo, é a cidade onde nasci, na qual me revejo, cresci e me sinto bem. Desde miúdo que aprendi a amá-la, mesmo com o que não me agrada. Que prazer foi viajar por seis dos seus bairros históricos (Bica, Bairro Alto, Mouraria, Alfama, Graça e São Vicente) de ancestrais tradições. Subir às suas colinas e contemplar dos seus miradouros as silhuetas ondulantes e o colorido já envelhecido do extenso casario dolorosamente construído, repleto de vivências. Ecos de longínquas memórias e evocações de um povo trabalhador e bairrista.

Pisei escadinhas, ruas, travessas e becos labirínticos. Passei por pátios e vilas, esplanadas e chafarizes, retiros de fadistas, tascas, cafés, restaurantes e bares; por lojas simples e requintadas. Contemplei casas de estilos diversos: muitas modestas, algumas apalaçadas. Extasiei-me com igrejas monumentais, estátuas evocando nossos maiores, museus, e incríveis vistas panorâmicas em magnífcos miradouros.

Percorri os seus espaços encantatórios, lugares de silêncios, afectos, encantos, fascínios, emoções, crenças e solidões; refúgios de abandonos, encontros e desencontros; ressonâncias de expectativas, inquietações, ansiedades e interrogações. Desafos de alentos, desânimos e desencantos; de quietudes e exaltações; êxtases de grandezas e esplendores.

Apeteceu-me tocar as suas paredes antigas com as sensoriais texturas já dilaceradas, modeladas pela luz radiosa e as sombras húmidas, em suaves harmonias e ordens ocultas. Desejei-a festiva e transcendente, de cores vibrantes: dos luminosos amarelos, laranjas e rosas, do vermelho sanguíneo, dos térreos castanhos e dos místicos anis e violetas, pulsando vida até à infnitude do horizonte com as suas formas recortadas no límpido azul.

04. Alfama IV
Acrílico x Tela | 60 x 90 cm | 2019

José MAN

José Manuel MAN nasceu em Lisboa, a 1 de Março de 1941. Foi professor de artes visuais no ensino secundário (1976/06). Dirigiu cursilhos de serigrafia no Centro de Formação de Professores de Cascais (1999/04). Realizou um conjunto de 22 quadros sobre os atletas portugueses nos Jogos Olímpicos (1988) e um mural cerâmico de 160 m² na Escola Secundária de S. João do Estoril (1998). Fundou o grupo de poesia Palavras Vivas, que dirigiu e no qual actuou (1998/06). Foi dirigente da VIRAGEM –Associação de Artes Plásticas de Cascais, desde a sua fundação (1983), e Presidente da Direcção (1986/92). É membro da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA) desde 2002. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (1968), na GRAVURA, pela qual foi editado. Vem referenciado em diversos livros de arte e no Grande Livro dos Portugueses (Círculo de Leitores, 1991). Organizou, entre outras, a exposição 56 Artistas da António Arroio (1986). Está representado no Museu de Södertälje – Suécia, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu Nacional de Desporto, Museu Malhoa, Museu de Luanda, Museu Caixa Geral de Depósitos, Museu Amadeo SouzaCardoso, Centro de Arte Contemporânea – Amadora, Museu da Cidade – Lisboa e Fundação D. Luís – Cascais, além de outros organismos, museus municipais e colecções particulares.

Iniciou actividade jornalística (1972) tendo-a exercido profissionalmente no República (1975). É autor dos livros Companheiros da Minha Estrada (2001), A Vi(r) agem de Um Sonho Interrompido (2012), A Corrida no Concelho de Cascais (2013), Armando Aldegalega, Uma Vida a Correr por Paixão (2023) e A Minha História de Vida (2025). Praticou halterofilia de competição (1967/74), tendo exercido o cargo de Presidente da Direcção da respectiva Federação (1974/77), e corrida (1979/2015), desporto no qual participou em cinco centenas de provas, incluindo nove maratonas. Desde 1959, realizou 51 exposições individuais e esteve representado em mais de duas centenas de exposições colectivas, das quais se destacam: Colectivas (em Portugal) 2005 – VIII Bienal de Artes Plásticas Cidade do Montijo. 2002 – 100 Anos 100 Artistas, na SNBA. 1997 – IX Bienal da Vila Nova de Cerveira, Prémio Nacional de Pintura Júlio Resende. 1997/2009 – I, II, III, IV, V, VII Prémio Amadeu de Souza-Cardoso, Amarante. 1988 – I Bienal de Gravura da Amadora; II Bienal dos Açores e Atlântico. 1986 – III Bienal de Artes Plásticas, Lagos. 1981 –Arte Abstrata Portuguesa, na SNBA. 1976 – Gravura Portuguesa, na Secretaria de Estado da Cultura e Fundação C. Gulbenkian. 1974 – Salão de Março e II Exposição AICA, na SNBA. 1973 – VII Salão de Arte Moderna da Cidade de Luanda. 1972 –I Bienal Nacional dos Artistas Novos, Vila Nova de Famalicão. 1970 – I Salão Mobil de Arte na SNBA.

Colectivas (no estrangeiro) 1999 – Pintura Moderna Portuguesa, Bruxelas. 1988 – Prémio di Gráfica, Pomero; Arte Portuguesa Contemporânea, Vilnius. 1978 – Gravura Portuguesa Contemporânea, Rio de Janeiro, S. Paulo, Brasília e Florença. 1977 – Gravura Moderna Portuguesa, Belgrado, Atenas e Madrid. 1976 – Arte Moderna Portuguesa na Galeria NIKI, Tóquio; Pintura Contemporânea Portuguesa, Södertälje, Estocolmo e Caracas; Jovem Pintura Portuguesa, Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian, Paris. 1975 – Gravura Moderna Portuguesa, Teatro Nacional de Bucareste. 1974 – Bienal Ibizagrafic 74, Museu de Arte Contemporânea de Ibiza. 1973 – XII Prémio Internacional de Dibuix Joan Miró, Munique. 1972 – IV Biennale de la Gravura, Museu Nacional de Cracóvia. 1970 – 41st Seattle Print Exhibition, Washington; IX Prémio Dibuix Joan Miró, Barcelona.

11. Bairro Alto II
Acrílico x Tela | 70 x 50 cm | 2017

16. Mouraria I

Acrílico x Tela | 80 x 120 cm | 2018

Segunda Capa:

17. Mouraria II

Acrílico x Tela | 90 x 60 cm | 2018

www.saomamede.com galeria@saomamede.com

Abril - Maio 2026

R. Miguel Bombarda, 624

4050-379 Porto Tel/Fax +351 226 099 589 M +351 934 388 500

R. Escola Politécnica, 167 1250-101 Lisboa Tel +351 213 973

Capa: 07. Bica I
Acrílico x Tela | 60 x 100 cm | 2023

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