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Bruno Pedrosa - Asolando, Sonho e Realidade

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BRUNO PEDROSA Asolando, sonho e realidade

SÃOMAMEDE GALERIA DE ARTE


02 Joie de Vivre 130x100 cm | 2018


Massimiliano Sabbion

Trecho de: “Bruno Pedrosa. Memórias visivas como lágrimas sobre o vidro

Bruno Pedrosa nasce em 11.01.1950 no Ceará, Brasil, com o nome de Raimundo Pinheiro Pedroza XIV, como quiz seu avô. Descende de família aristocrática portuguesa, proprietária de Sesmarias no Brasil. Desde muito jovem mostra um grande interesse pelo desenho e pelas artes plásticas, em 1967 realiza a sua primera exposição no Museu de Arte Contemporânea de Olinda. Em 1968 transfere-se para o Rio de Janeiro, recebendo a medalha de bronze e de prata do Salão Nacional de Belas Artes. Em 1974 licencia-se em Arqueologia, e em 1975 em Filosofia e Belas Artes, na UFRJ. Viaja muito pela América Latina com grande interesse nas civilizações incaicas e pré-incaicas. 1970 primeira exposição no exterior em New York. Dedica-se a vida monástica de 1976 a 1981 no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, mas continua com a sua atividade artística. Nestes anos torna-se amigo de intelectuais como Rachel de Queiróz, Jorge Amado e Roberto Burle-Marx. 1979 Pietro Maria Bardi, diretor do MASP e seu mentor, organiza a sua exposição e lançamento do álbum de desenhos do Mosteiro de São Bento no MASP. 1980 realiza o retrato do Papa João Paulo II hoje no acervo dos Museus Vaticanos. 1986 álbum de desenhos Retratos do Rio com poema de Carlos Drummond de Andrade. 1988 a 1990 série de desenhos e de um painél expressionista de 6 x 2,7 m, representando todas as atividades da família Roberto Marinho. 1990 com uma carreira já consolidada na América do Sul e E.U.A., transfere-se com a família para a Itália, ampliando a sua atuação na Europa, com exposições em museus e instituições públicas e colaboração com galerias. O seu trabalho começa a modificar-se, deixando o expressionismo figurativo para se transformar num abstrato não totalmente informal. 1996 inicia a utilizar o vidro de Murano. Hoje as suas obras de vidro estão no acervo de museus como o Corning Museum de New York. 1998 publicação do livro Pedrosa 1990 - 1998 de Giorgio Segato. 2002 publicação do livro Muranos, de Rosa Barovier Mentasti. 2003 a 2004 Prepara o ciclo de exposições itinerantes nas Embaixadas Brasileiras de Berlim, Roma, Paris e Madrid. 2006 Primeiro brasileiro a expôr na Basilica di Palladio em Vicenza, catálogo de Lionello Puppi. 2011 Partecipa da 54a Bienal de Veneza. 2011 a 2013 Ciclo de exposições itinerantes entre Brasil e Itália, Projeto Presságios, curador Maurizio Vanni. 2016 Publicação de sua pesquisa, sobre genealogia, O Povo do São José e mudança do atelier para Asolo, onde suas criações adquirem uma dimensão sonhadora. 2018 Comemora 50 anos de carreira.

...Um artista inicia os seus trabalhos com pequenos passos, partindo, lentamente, das suas certezas, do que conhece e ama, dos sabores e aromas que lhe são familiares. Traz consigo uma bagagem feita de cultura e de emoções pessoais, sendo natural que nos seus traços e nos seus cromatimos se reflita a representação teatral de um mundo real - o conceito do figurativo, de fixar num papel, num caderno ou numa tela o que vê com seus olhos aparece reflectido no seu trabalho filtrado pelas suas sensações. O seu caminho procede timidamente, aos arrancos, às vezes acelera, outras trava, pára e retrocede, até muda completamente de direção, talvez retorne sobre os seus passos ou os deixe para sempre: é hora de mudar, de criar novas visões, e é então que o artista se torna mais ousado e seguro, conhece os materiais, a matéria, as cores, domina as formas e os traços tornam-se calibrados e seguros, o artista sabe o que quer expressar e busca os meios para realizá-lo do melhor modo possível.

O mundo real já não é suficiente, sente que para falar com os meios à sua disposição já não deve imprimir o real sobre a tela, mas expressar o que sente e não apenas o que vê, fortalecendo-se dessa mudança quando entra em contato com novos sabores, novas linguagens e conceitos nunca antes utilizados ou expressos. Deixa que a mão já não seja controlada pela racionalidade, mas pelo turbilhão de uma série de vibrações que tomam a frente falando através de suas cores e seus elementos. Nesse sentido, Bruno Pedrosa realizou uma viagem que, como artista, o levou a expressar-se exatamente como a gota que desliza sobre a vidraça de um trem, imprevisível no seu percurso, livre de amarras, pesquisador discordante de si próprio através do que cria: do figurativo ao abstrato, do Brasil à Itália. É um troço da estrada que chegou para acompanhar novas pesquisas sem diagnosticar e hipotecar o futuro, sem pressagiar qual será o caminho que se deverá enfrentar como diz o próprio Bruno Pedrosa: “O verdadeiro presságio é não ter expectativas, é acordar toda s as manhãs para escrever ex-novo a nossa vida, é sair para as Índias e descobrir a América. “ ...

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04 Rinnovate conoscenze acrílico sb tela | 100x130 cm | 2018 05 Inconsapevoli addii acrílico sb tela | 100x130cm | 2018 06 Colline remote ed intime come sogni acrílico sb tela | 100x130 cm | 2018 09 Grenade acrílico sb tela | 90 x 130 cm | 2017 10 Waiting for the springtime acrílico sb tela | 100x80 cm | 2018 13 Suite asolana acrílico sb tela | 100x50 cm | 2017 18 Suite asolana acrílico sb tela | 100x50cm | 2017

Texto Massimiliano Sabbion | Fotografia Elinor Garnero Grafismo Galeria São Mamede | Impressão Gráfica Vilar do Pinheiro | Tiragem 300 exemplares

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01 Passeggiata per le coline asolane 130x190 cm | 2017 [capa] 03 Aurora ad Asolo 100x130 cm | 2018

www.saomamede.com galeria@saomamede.com Junho/2018

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