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Branislav Mihajlovic - Heavy Colors

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EM BUSCA DA COR

BRANISLAV MIHAJLOVIC

HEAVY COLORS

Exposição de Pintura

08 de Junho de 2024 / Figueira da Foz

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A.P.22-569/570 (O lago do Monet III) . óleo s/ tela - díptico . 100 X 180 cm

Em busca da cor, aquela cor essencial, aquela que significa vida, aquela que nos pode levar longe, muito longe. Em busca de uma cor que seja ao mesmo tempo pesada como a terra e leve como o espírito. Não sei se algum dia a vou encontrar, mas sei que a busca é o que é a essência da arte, talvez a essência do ser humano.

“Cores pesadas” são pinturas sobre sentimentos pesados. Foram criadas nos últimos anos, inspiradas por Portugal mas despertadas por uma viagem a Itália e uma visita a Pompeia. Lá, eu vi como a pintura da antiguidade é ainda emocionante e contemporânea, até hoje. Eu quero mergulhar nessa tradição e fazer algo puro e simples e ao mesmo tempo rico. Algo muito tradicional e ao mesmo tempo moderno.

Branislav Mihajlovic

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A.P.22-494 . óleo s/ papel . 60 x 50 cm
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A.P.22-520 . óleo s/ tela . 100 X 80 cm
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A.P.22-523, 524 (Floresta Encantada) . óleo s/ tela - díptico . 140 X 220 cm
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A.P. 22-495 . óleo s/ papel s/ tela . 60 X 50 cm A.P.22-505 . óleo s/ papel s/ madeira . 60 x 50 cm
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A.P.23-556 . óleo s/ tela . 110 x 140 cm

. óleo s/ papel . 60 x 50 cm

. óleo s/ papel . 60 x 50 cm

A.P.23-576 A.P.23-578 . óleo s/ papel . 60 x 50 cm A.P.23-575 A.P.23-577 . óleo s/ papel . 60 x 50 cm
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A.P.22-497 . óleo s/ papel s/ madeira . 60 x 50 cm A.P.23-551 . óleo s/ madeira . 60 x 50 cm

Pequenos formatos (s/ título) . óleos s/ papel s/ tela, 35 X 32 cm

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A.P.18-256, 257, 258 (Lisboa a Noite II) . óleos s/ tela s/ madeira - tríptico . 70 X 35 cm cada
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A.P.23-579 . óleo s/ papel . 50 x 60 cm A.P.22-492 . óleo s/ papel . 50 x 60 cm
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A.P.23-582 . óleo s/ papel . 50 x 60 cm A.P.23-581 . óleo s/ papel . 50 x 60 cm

. óleo s/ tela . 60 x 50 cm

A.P.23-547 A.P.23-546 . óleo s/ tela . 60 x 50 cm
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A.P.23-548 . óleo s/ tela . 60 x 50 cm
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A.P.24-588 . óleo s/ tela . 100 X 80 cm
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A.P.24-589 . óleo s/ tela . 100 X 80 cm

BRANISLAV MIHAJLOVIC

Nasceu em 1961 na cidade de Belgrado, antiga Jugoslávia. Finalizou os estudos de pintura em 1986 na Escola Superior de Belas Artes da Universidade de Belgrado, e o Mestrado em Pintura em 1989, na mesma escola.

Participou em mais de trezentas exposições colectivas, salões e Feiras de arte, e realizou mais de cem exposições individuais em Portugal, Sérvia, Holanda e Espanha. A sua obra está representada em várias colecções particulares e públicas.

Desde 1992 vive e trabalha em Portugal.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS (SELEÇÃO)

2000 - “Pastel”, Galeria Art House, Cascais / “Pintura”, Belgrado, Jugoslávia / “Pintura”, Vrnjacka Banja, Jugoslávia / “Pintura”, Galeria La Villa, Estoril

2001 - “Pintura”, Galeria Bairro Alto, Lisboa / “Obras Recentes”, Galeria Iosephus, Lisboa “Última Viagem do Faraó”, Galeria LCR, Sintra

2002 - “Sinais de História”, Galeria Sala Maior, Porto / “Pintura”, Galeria La Villa, Estoril “Matéria Atrai Matéria”, Galeria Sacramento, Aveiro

2003 - “Emigração”, Galeria Vértice, Lisboa / “Pintura”, Galeria La Villa, Estoril “O Sonho de Jacob”, galeria Ao Quadrado, Santa Maria da Feira

2004 - “Pintura”, BelourArte Gallery, Sintra / “Quadros Sobre Passagem”, galeria Don Quixote, Vila Franca de Xira

2005 - “Casa Abandonada”, galeria Magia Imagem, Lisboa / “Obras Recentes”, galeria LM, Sintra

2006 - “ Milagres e Aparições”, galeria Nuno Sacramento, Aveiro / “Milagres e Aparições”, galeria João Redondo, Setubal / “Obra Gráfica”, Centro Português de Serigrafia, Lisboa

2007 - “Pintura “, Galeria Vertice, Lisboa / “Pequenos Formatos I”, Galeria Dom Quixite, Vila Franca de Xira / “Pintura”, Museu de Água, Lisboa / “Caminhando Sobre Água”, Museu de Água, Coimbra / “Quadros”, Galeria “Chaos”, Belgrado /”Hist. Bíblicas», Palácio Ribamar, Algés

2008 - “Contos de Lisboa”, galeria LM, Sintra

2009 - “Quadros”, galeria “Atrium”, Belgrado / “Espaços de Tradição”, Centro Cultural de Azambuja com escultor Carlos Ramos / “Obra Recente”, Galeria Sala Maior, Porto “Encontro”, Galeria Ao Quadrado, Sª Mª da Feira com escultor Paulo Neves / “Salas de Espera”, galeria BelArt, Novi Sad, Sérvia

2010 - “Salas de Espera”, gallery Ververs, Amsterdão / “Nave Industrial”, Galeria Microarte, Lisboa / “O Pó da Estrada”, Galeria LM, Sintra / “Pintura”, Museu Municipal, Cuprija, Sérvia

2011 - “Ida e volta”, AmiArte, Porto

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2012 - “Ida e Volta”, Galeria LM, Sintra / “Quadros Recentes”, (com ceramista António Lapa Vasconcelos), Casa de Fralães / “Ascensão”, Taguspark, Oeiras / “Escada de Jacob”, (com pintora Jelena Dorosev), Casa de Santa Maria, Cascais

2013 -“Red”, Galeria Helder Alfaiate, Ericeira

2014 - “Ausência”, galeria Rastro, Almancil

2015 - “40 Retratos”, Museu Municipal de Cuprija, Sérvia / “40 Retratos”, Museu Municipal de Vrnjacka Banja, Sérvia / “40 Retratos”, Museu Municipal de Jagodina, Sérvia “ Os Navegantes”, Coliseu Micaelense, Ponta Delgada, Açores / “Contos de Palácio”, galeria LM, Sintra / “Pintura Abstracta”, Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira

2016 - “Instantes de Luz no Palácio”, Museu Nacional de Palácio da Ajuda, Lisboa “Caminhos”, Galeria de Arte de Casino Estoril / “Pompeia”, Galeria M.A.C. Lisboa

2017 - “Milagres e Aparições”, Galeria Municipal de Barcelos / “Pompeia”, Galeria Municipal de Aljustrel / “Tempos de Ouro”, Galeria “Rastro”, Figueira da Foz

2018 - “Lx 3”, Galeria MAC, Lisboa, com Teresa Mendonça e Ricardo Paula / “Revelações”, Museu Santos Rocha, Figueira da Foz / “Horizontes”, Project Room, Cascais

2019 - “Quadros”, Galeria MAC, Lisboa / “20 Anos”, Galeria LM, Sintra

2021 - “Miniaturas”, Micro galeria Giro, Vagos / “Heavy Colors”, Gal. do Casino Estoril

2022 - “Horizontes”, Galeria São Mamede, Lisboa

2023 - “Horizontes”, Galeria São Mamede, Porto / “Em Busca da Cor”, Galeria municipal Artur Bual, Amadora

2024 - “Heavy Colors”, Galeria o Rastro, Figueira da Foz

PRÉMIOS

1980 - Prémio de Outobro de Cidade de Belgrado para os trabalhos de alunos

1983 - Prémio de Concurso de Desenho “Nobelina”, Belgrado

1984 - Prémio de Desenho de Escola Superior das Belas Artes, Belgrado

1986 - Prémio de Outobro de Cidade de Belgrado para estudantes

2016 – Prémio Mestre Hilario Teixeira Lopes, Galeria MAC, Lisboa

2019 – Prémio Pintura, galeria MAC, Lisboa

COLECÇÕES PÚBLICAS:

Camaras Municipais de Loulé, Lisboa, Matosinhos, Azambuja, Mafra, Barcelos, Ponta Delgada, Banco Espirito Santo – Açores, Banco Atlântico Lisboa, Banco BIC Lisboa, Tribunal de Cadaval, Camaras Municipais de Belgrado, Vrnjacka Banja e Cupria, Sérvia. Museu de Arte Contemporânea, Belgrado, Museu Zepter, Belgrado, Museu Nacional de Palácio da Ajuda, Lisboa, Museu do Pão, Seia.

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Durante a maior parte da minha carreira eu fui pintor figurativo. Ainda me considero um artista figurativo, mas não sei se alguma vez voltarei à figuração. Isso pode acontecer ou não. Inicialmente a pintura abstracta foi apenas um desafio, uma ambição de explorar essa estrada desconhecida, o desejo de conhecer paisagens nunca visitadas, de aprender mais uma “línguagem plástica”. Abstracionismo, para mim, é uma via paralela. Algo semelhante a uma língua estrangeira que quero dominar, apenas com um manual de gramática, mas sem possuir o vocabulário. E por anos eu faria experiências apenas como um exercício mental e artístico com intuito de abrir novos caminhos, ou, para ser mais exacto, de arranjar novas maneiras de percorrer os mesmos caminhos. Os caminhos artísticos nunca são em linha recta, são sempre trajectos sinuosos e com muitas encruzilhadas. Em cada cruzamento há decisões a serem tomadas: para esquerda ou para direita, para a frente, ou para trás? Entrar por um caminho significa que outros ficam inexplorados. Os artistas, no geral, tomam decisões com alguma leveza e naturalidade, recorrendo à intuição e à curiosidade para ver até onde são levados. Existem muitos caminhos diferentes para se chegar ao mesmo ponto, porque nunca é o destino que importa, mas sim o caminho.

No fundo, pretendo explorar os mesmos valores que sempre procurei. Um quadro tem que ser, em primeiro lugar, um objecto eminentemente emocional. A boa pintura tem que tocar no coração e agitar a alma. Perante uma “obra de arte” estamos todos unidos, tocados e comovidos sem qualquer razão racional. Só numa segunda fase da contemplação da obra, surge o raciocínio e com ele, as questões: como foi feito o quadro? Porque nos toca? O que representa? Quem é o seu autor? Etc. Mas isso pouco importa se a obra de arte em questão não nos tocou na alma.

Branislav Mihajlovic

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A.P.24-604 (Pompeia) . óleo s/ tela . 115 X 90 cm

Organização

Galeria o Rastro

Produção

Galeria o Rastro

Design

Jaime Serpa

Fotografia

Branislav Mihajlovic

Tiragem

100 exemplares

Impressão e acabamento

Tipografia Priscos Braga

DEPOSITO LEGAL N.: 430537/17

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