CENTRO CULTURAL
Gabrielle Zampolo São Carlos
CENTRO CULTURAL Trabalho de Graduação Interdisciplinar apresentado como parte de requisito à obtenção do grau de Bacharel, pelo Programa de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Unicep, Instituição de Ensino Superior. Autora: Gabrielle Zampolo Orientador: Marcos Paulo Marchetti São Carlos - 2022 1
A cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade". Edward B. Tylor, 1871 2 2
RESUMO Os espaços de cultura e entretenimento fazem parte da estruturação da cidade, pois eles geram e propagam conhecimentos e experiências, incentivam a integração e participação social, valorizando o convívio em sociedade e gerando oportunidades de crescimento pessoal e intelectual. Ao fazer um levantamento e análise da malha urbana na cidade de São Carlos-SP, através de pesquisas e mapas de estudo, nota-se que os equipamentos culturais públicos estão localizados apenas na região central da cidade, deixando as outras áreas com carência de espaços culturais. O objetivo central do trabalho é: abordar e analisar sobre o tema da cultura e sua importância para a formação do ser humano e sua vida em sociedade. Propondo assim, como solução, a criação de um Centro Cultural na região Noroeste da cidade. O terreno escolhido para a intervenção fica na Avenida João Dagnone, entre as Ruas Mário Pisani e a Francisco Possa, bairro São Carlos III, localizado perto da USP. O projeto proposto de um Centro Cultural tem como objetivo requalificar a área que vai ser implantado, proporcionando experiências culturais e de interatividade, a partir da criação de espaços projetados para a realização de aulas de música, dança, teatro, oficinas culturais, uma área para eventos e exposições, um teatro multiuso para jovens adolescentes e adultos.
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ABSTRACT Culture and entertainment spaces are part of the city's structure, as they generate and propagate knowledge and experiences, encourage social integration and participation, valuing living in society and generating opportunities for personal and intellectual growth. When doing a survey and analysis of the urban fabric in the city of São Carlos-SP, through research and study maps, it is noticed that the public cultural facilities are located only in the central region of the city, leaving the other areas with a lack of spaces cultural. The main objective of the work is: to approach and analyze the theme of culture and its importance for the formation of the human being and his life in society. Proposing, as a solution, the creation of a Cultural Center in the Northwest region of the city. The site chosen for the intervention is on Avenida João Dagnone, between Rua Mário Pisani and Rua Francisco Possa, in the São Carlos III neighborhood, located close to USP. The proposed project of a Cultural Center aims to requalify the area that will be implemented, providing cultural and interactivity experiences, from the creation of spaces designed for music, dance, theater classes, cultural workshops, an area for events and exhibitions, a multipurpose theater for young teenagers and adults.
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Fonte da Imagem:Banco de imagens Canvas 5
SUMÁRIO
RESUMO..........................................................................................3 ABSTRACT.......................................................................................4 INTRODUÇÃO…..............................................................................7 JUSTIFICATIVA................................................................................9 OBJETIVO.......................................................................................19 LOCALIZAÇÃO ...............................................................................21 REFERÊNCIAS PROJETUAIS ......................................................35 ESTRATÉGIAS PROJETUAIS….. ..................................................45 REFERÊNCIAS ..............................................................................75
INTRODUÇÃO O município de São Carlos, situado na região Centro-Leste e com uma população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) 2021, de 256.915 habitantes. São Carlos, desde o século XIX contribui com a economia da região. Em 1884 foi implantado a ferrovia, sendo um marco no desenvolvimento da cidade, pois era responsável pelo transporte da produção cafeeira do município até Porto de Santos, se tornando um dos mais importantes polos da indústria. Atualmente, a cidade é uma das maiores potências em termos de educação, ciências, indústria e agropecuária do estado de São Paulo, seu desenvolvimento é tão amplo que fica atrás somente da capital paulista e da cidade de Campinas. A cidade possui alguns edifícios públicos culturais, porém a maioria deles se encontra na região central da cidade. Entretanto, nos últimos anos, houve um revés na área e isso resultou na descontinuidade de vários pontos culturais. O Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira Odette dos Santos, o Centro Cultural Espaço 7 e o Instituto Cultural Janela Aberta ainda estão abertos, porém todos estão localizados na região central da cidade, deixando outras áreas desfavorecidas. Foi feito um levantamento na cidade de São Carlos, para mapear a região e visualizar os melhores pontos para a inserção de um novo equipamento cultural voltado para a população. Foi levado em consideração fatores como: As necessidades da comunidade, equipamentos culturais já existentes na cidade, a faixa etária, público alvo, renda mensal do responsável e a mobilidade. A partir deste estudo, foi escolhida a região Noroeste da cidade para a intervenção, o terreno escolhido na Avenida João Dagnone, entre as Ruas Mário Pisani e a Francisco Possa, bairro São Carlos III, localizado perto da USP. É uma área bem consolidada com predominância de lotes residenciais, comércio local e moradias estudantis. A região escolhida concentra população de baixa renda, com pouco acesso a equipamentos culturais e com disponibilidade de terra.
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O projeto proposto de um Centro Cultural tem como objetivo potencializar a cultura, requalificar a área que vai ser implantado, promover a integração e o convívio social dos usuários. Gerando assim, oportunidade de crescimento pessoal e intelectual. Através da criação de um espaço que ofereça e incentive aos jovens e adultos: O ensino, a criação e novas formas de expressão (musical, corporal, intelectual e artística), onde são realizadas diversas atividades, entre elas, aulas de música, artes, teatro, dança, workshops, área para eventos e exposições e uma área convivência. Proporcionando à população uma dinâmica cultural que contribua ao desenvolvimento pessoal, coletivo e em sociedade.
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Fonte da imagem: Edinbrugh 9
JUSTIFICATIVA Por meio de dados esse capítulo tem como propósito justificar a pertinência do tema.
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O QUE É CULTURA? Para a cultura ter um sentido universal multicultural como se tem hoje, ela passou por um longo processo. Ele começou na França, no século XVII, onde passou a ter um significado de cultivo de valores e hábitos nobres. Porém, com o passar do tempo, o termo vai adquirindo novos e mais amplos sentidos, tendo-se uma polarização do conceito, sendo assim, ele não é mais de uso exclusivo e individualista da nobreza, mas como um processo de civilização, tornando-se uma expressão livre e popular.
Segundo Santos (2006,s/n):
[...] a cultura pode ser tratada como uma realidade estanque, de características acabadas, capaz de explicar a vida da sociedade e o comportamento de seus membros: se a cultura não mudasse não haveria o que fazer senão aceitar como naturais as suas características, e estariam justificadas assim as suas relações de poder. (SANTOS, 2006, s/n)
Sendo assim, as primeiras definições da palavra cultura começaram a surgir através das reflexões referentes à diversidade humana, fazendo com que os pesquisadores e estudiosos começassem a pensar na especificidade humana através da diversidade dos povos e de seus costumes. Para Santos, existem duas concepções de cultura, a primeira é sobre a realidade social, sendo assim, a cultura se refere a tudo o que caracteriza a existência de um povo ou de grupos no interior de uma sociedade. A segunda, é sobre as crenças, as ideias e ao conhecimento de um povo. Cultura é um termo amplo e complexo que passa por constantes transformações. Ele remete e caracteriza a existência de um povo. É a herança social de uma comunidade ou grupo que é transmitida a seus descendentes, orientando seu comportamento, suas ações e expectativas na convivência em sociedade, é um agente de identificação pessoal e social, um modelo de comportamento que integra segmentos sociais e gerações.
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De acordo com o filósofo Olavo de Carvalho (2007, p. 1)
“Criar e selecionar valores é a função da cultura, da qual faz parte a filosofia política. A cultura, se não tem iniciativa própria, independente do mercado e do Estado, não é cultura de maneira alguma: é apenas propaganda. Fazer abstração dos princípios e valores, deixando-os por conta do mercado, é o mesmo que entregá-los à mercê do Estado, que não tem a menor dificuldade de tornar-se, quando quer, o maior comprador e vendedor de tudo”.
Podemos concluir que a função da cultura é gerar conhecimento e exercer o pensamento, criando valores essenciais para o desenvolvimento da sociedade. O ser humano precisa buscar pelo conhecimento, seguindo as suas preferências e valores, e não ficar a mercê somente daquilo que é oferecido, pois em muitos casos o que é oferecido não é o suficiente para a formação pessoal, moral e intelectual do indivíduo e no desenvolvimento da sua capacidade de relacionar-se com o próximo. Atualmente, o termo cultura está associado a várias atividades como o teatro, a música, as artes plásticas, manifestações culturais, entre outras. Segundo Pellegrin (2004, s/n) “as cidades não tem oferecido espaços de lazer suficientes para que todos desfrutem”. Por isso, é necessário encontrar novos estímulos, que podem vir, por exemplo, a partir do centros culturais, que são espaços voltados para disseminar conhecimento e estimular o desenvolvimento dos indivíduos, trabalhando novas formas de expressões, incentivando portanto, a integração e participação social, caminhando assim, para o desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária.
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CULTURA E CIDADANIA De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os direitos civis, os direitos políticos e os direitos sociais, são direitos fundamentais do ser humano, cuja matriz está na Declaração dos Direitos Humanos, de 1948, no art.27 (FERNANDES, Idem)
Artigo 27º da Declaração Universal dos Direitos Humanos Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
Porém, nem sempre foi assim, apenas na segunda metade do século XX, passou a ter um aumento no interesse das Constituições a fim de proteger a cultura. Foi uma conquista progressiva, devido à luta de movimentos sociais em prol da dignidade da pessoa humana, mas de extrema importância. De acordo com (FERNANDES, 2011) “Às três categorias precisam coexistir para que os direitos sejam plenos e sua articulação garanta o exercício da cidadania” Ou seja, os direitos humanos são os princípios de libertação da opressão e da dominação, sendo fundamentos de liberdade, da justiça e da paz. Fazendo com que prevaleça a liberdade individual, a igualdade e o ideal democratico, para assim, atingirmos progresso econômico, social e cultural. A Legislação Federal, possui linhas mestras que garantem os direitos fundamentais dos cidadãos e da organização do Estado, têm também regras e princípios gerais sobre aspectos variados da vida em sociedade. Na parte referente à cultura no Brasil, ela reforça os princípios de acesso a esse tipo de equipamento por toda a população, conduzindo assim, a defesa, a valorização, a promoção e a difusão de bens culturais no Brasil, de acordo com a Lei Nº 12.343, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2010.
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Capítulo III – Do acesso: Universalizar o acesso dos brasileiros à arte e à cultura, qualificar ambientes e equipamentos culturais para a formação e fruição do público, permitir aos criadores o acesso às condições e meios de produção cultural. 3.1.19 Estimular a criação de centros de referência e comunitários voltados às culturas populares, ao artesanato, às técnicas e aos saberes tradicionais com a finalidade de registro e transmissão da memória, desenvolvimento de pesquisas e valorização das tradições locais. (Lei nº 12.343, de 2 de dezembro de 2010).
De acordo com Waal e Waterman (2012, p.114): As sociedades são unidas pela cultura. A cultura é uma estrutura comum de referência que permite às pessoas que a ela pertencem se comunicar com facilidade e se comportarem bem. Ela compreende conhecimentos, valores e crenças coletivos e determina a maneira pela qual cada pessoa se move e planeja seus deslocamentos no dia a dia. A Cultura é nosso manual de operação para a esfera pública.
Portanto, não podemos considerar a questão cultural como apenas entretenimento, ela é um guia de extensão social de cidadania, de experiências de vida e de saberes, capaz de proporcionar uma dinâmica sociocultural e a participação na comunidade. Um Centro Cultural tem como função se relacionar com a comunidade e os acontecimentos locais. Tendo sempre em vista beneficiar e favorecer os indivíduos e os grupos locais. Ela é uma extensão social da cidadania, junção de saberes e experiências de vida. Ela é capaz de renovar um grupo social através da música, poesia, literatura, artes plásticas, entre outras várias manifestações culturais.
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CULTURA E LAZER A Constituição de 1988 define o lazer como direito social, ao lado da educação, da saúde, da alimentação, da moradia, da segurança, da previdência social, entre outros. Sendo assim, é considerado uma necessidade básica do ser humano, sendo visto como prioridade na formação de crianças, jovens e adolescentes. E é de responsabilidade do poder público garantir o acesso a todos. Artigo 227 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
O lazer é essencial para os seres humanos, ele proporciona uma qualidade de vida melhor, satisfação, prazer, felicidade, criatividade e liberdade de escolha. A cultura e o entretenimento estão diretamente relacionados ao bem-estar. Encontrar amigos, ir ao cinema, assistir a uma peça de teatro, participar de oficinas são atividades que aumentam o nível de serotonina e ocitocina, hormônios associados ao prazer e bem-estar psíquico, consequentemente melhora a saúde física. Como afirma a psiquiatra Mireia Fortes Vianna Sulzbach. De acordo com a psiquiatra Mireia Fortes Vianna Sulzbach. `` A arte nos ajuda a não nos sentirmos sozinhos, pois você percebe que existem outras pessoas que compartilham os mesmos sentimentos que você. Ela tem o poder de ser comum, de conectar as pessoas no movimento de sentir algo.``
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Mireia reforça, que o bem-estar psicológico ganha quando estamos em contato com a arte, pois ela tem a função de nos identificar como indivíduos, conhecer cultural e nos situar no mundo. Logo, se a arte é comum, ela deve estar acessível a todos. Segundo Silva, Lopes e Xavier (2009), o Brasil é apontado como um país com grandes desigualdades sociais e isso gera preocupação e curiosidade para saber como o lazer está sendo planejado pelo poder público. Porém, as cidades brasileiras não oferecem espaços de lazer suficientes para que haja contato e troca entre os diferentes conteúdos culturais, desta forma, nota-se que os espaços de lazer estão longes de se tornar um local que possibilita as pessoas a terem um livre acesso a atividades integradoras, socializadoras, democráticas e de bem estar.
CULTURA E OS CENTROS CULTURAIS Como podemos compreender, o termo cultura tem um significado histórico, e ele foi se tornando cada vez mais popular e de acesso a todos, possuindo um sentido muito amplo, abrangendo uma diversidade de usos. Os primeiros países a incentivar a implantação de centro culturais foram a França e a Inglaterra, ele era chamado de centro de artes, e a partir deles a cultura passou a ter um sentido informacional, ganhando forças. No Brasil, o surgimento de centros culturais se deu na década de 80, na cidade de São Paulo- SP, e a partir dele foi se dissipando e outros centros culturais foram construídos em várias cidades do país. Quando pensamos em espaços que promovam e incentivem a cultura, existem diversos termos, e com isso há uma confusão entre casa de cultura, espaço cultural e centros culturais, e podemos defini-los como: Casa de Cultura - um centro cultural pequeno. Podem ser apoiadas pelo governo ou por iniciativa privada, possui um número de funções e acervo reduzido, normalmente são instituições voltadas para a divulgação de uma modalidade cultural específica, como; poesia, teatro, ou também para a representação de culturas estrangeiras, com uma programação especializada. 16
Espaço Cultural - voltado para reflexão e ações culturais. Espaços culturais não precisam de um local específico definido, ele pode ser entendido como qualquer espaço, formal ou informal que se dedica a promover uma ou outra atividade cultural, não um conjunto delas. Eles não precisam ser constantes nem possuir um acervo de materiais. Centro Cultural - possui um porte maior e equipamentos permanentes. Instituições mantidas pelo poder público, podendo ou não ter apoio de iniciativas privadas. São espaços que orientam, e desenvolvem um conjunto de atividades culturais variadas de modo organizado, como; aulas de dança, música, teatro, cinema, etc. No Brasil, existem os mais variados tipos de modelos de centros culturais, não há um modelo definido específico de centro cultural, o espaço físico de cada um, é determinado a partir da quantidade e da variedade de atividades oferecidas. Portanto, o centro cultural é um espaço privilegiado que impulsiona ações culturais, facilitando o acesso e produção de cultura, voltadas para o desenvolvimento do ser humano e da cidadania. Eles são espaços criados para a comunidade, sendo convidativos e inspiradores, capazes de estimular seus freqüentadores, permitindo o encontro criativo entre pessoas e o trabalho cultural, se tornando uma extensão social de de cidadania, da popularização de saberes e das experiências de vida , que busca e incentiva a troca de experiências culturais. Como podemos concluir, a cultura é importante para toda a sociedade, sendo fundamental para o desenvolvimento de crianças e jovens, ela é uma expressão da construção humana. Ela é é um elemento de transformação, que também pode criar e ampliar as possibilidades para a vida profissional de jovens e adolescentes.Os Centros Culturais são exemplos de participação social e integração, eles estabelecem importantes papéis na construção da imagem das cidades, na formação da cidadania e na produção de conhecimento.
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No segundo semestre de 2021 , foi feito um levantamento analisando a malha urbana na cidade de São Carlos-SP. A partir disso, foi notado a necessidade de desenvolver um equipamento voltado para a área cultural, pois é visível a maior concentração de equipamentos culturais localizados na região central, deixando outras áreas que atualmente estão bem consolidadas sem distribuição adequada desses equipamentos, fazendo com que o público tenha que se deslocar até a área central para desfrutar de cultura e lazer, e isso, por inúmeros motivos muitas vezes não é possível. Sendo assim, foram levadas em consideração vários fatores que serão explicados mais a fundo no próximo capítulo, como: a disposição dos equipamentos culturais existentes na cidade, as necessidades da comunidade, a faixa etária, público alvo e a mobilidade. A partir dessa análise da região, foi possível visualizar os melhores pontos para a inserção de um novo equipamento voltado para a população. Sendo assim, conclui-se que a melhor área para inserção de um edifício cultural é no bairro São Carlos III, na Avenida João Dagnone, entre as Ruas Mário Pisani e a Francisco Possa. O projeto proposto de um Centro Cultural visa à criação de espaços projetados para a realização de aulas de música, dança, teatro e oficinas culturais, uma área de eventos e exposições, uma área de convivência para jovens adolescentes e adultos com faixa etária entre 16 a 29 anos. O projeto tem como objetivo requalificar a área que vai ser implantado, promover a integração e o convívio social dos usuários e criar espaços que gerem oportunidades para a prática de atividades culturais e integração social. Proporcionando experiências culturais e de interatividade, expressões corporais, valorização do convívio em sociedade e oportunidade de crescimento pessoal e intelectual.
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Fonte da imagem: Escola FORMA 19
OBJETIVOS OBJETIVOS GERAIS Desenvolver um projeto arquitetônico de um Centro Cultural para a cidade de São Carlos-SP, com o objetivo promover integração e desenvolvimento pessoal e social, através de espaços projetados para incentivar a busca por novos conhecimentos, e impulsionar diferentes modalidades de cultura.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS ● ● ● ●
Requalificar a área onde será implantado; Promover integração e convívio social aos usuários; Criar espaços que promova e incentive crescimento pessoal, em sociedade e profissional; Gerar oportunidades para a prática de atividades culturais e artísticas.
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Fonte da imagem: Google Earth 21
LOCALIZAÇÃO A partir de análises do terreno de São Carlos, este capítulo tem como propósito abordar a definição da área escolhida.
SÃO CARLOS - SP Localização: Região Centro-Leste do estado de São Paulo. População: 256.915 habitantes (IBGE, 2021)
O município é formado pela sede e pelos distritos de Água Vermelha, Bela Vista São-carlense, Santa Eudóxia e Vila Nery. Com a economia fundamentada em atividades industriais e na agropecuária (neste setor, destaca-se a produção de cana-de-açúcar, laranja, leite e frango). A cidade se torna um importante centro regional industrial. Servida por sistemas rodoviário e ferroviário, São Carlos conta com grandes comerciantes multinacionais, como; Leica Geosystems, Volkswagen e a Faber-Castell. Atualmente, a cidade destaca-se pela presença de instituições de pesquisa voltadas à alta tecnologia. Possui grande número de empresas e centros tecnológicos, desenvolvidos em torno de duas das mais destacadas universidades do país: a Universidade de São Paulo (USP), e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Além destas duas universidades, São Carlos possui outras instituições de ensino superior ou profissional, como; Senai, Senac, o Centro Universitário Central Paulista (UNICEP), Atheneu, o Instituto de Educação e Tecnologia de São Carlos (IETECH), e um polo da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).
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ÁREA DE INTERVENÇÃO - Zoneamento. Fonte: Plano Diretor de São Carlos - 2016
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Zona 1 - Ocupação Consolidada Zona 2 - Ocupação Induzida Zona 3 - Ocupação Condicionada Zona 4 - Qualificação e Ocupação Controlada Fonte: Prefeitura de São Carlos. Mapa sem escala.
Zona 5 Controlada
Proteção
e
O terreno está localizado em uma área de Ocupação Induzida com os coeficientes: CO= 70% 23
CP= 15%
CAM= 3,5
CAB= 2
CA= 1,4 resd. unifamiliar
Ocupação
ÁREA DE INTERVENÇÃO - Localização.
N
No segundo semestre de 2021 foi delimitado um eixo orientador para que os alunos pudessem escolher uma área para desenvolver o projeto de acordo com as potencialidades relacionadas ao tema do trabalho. O eixo orientador corta a cidade de São Carlos-SP, começando na Rua Miguel Petroni, passa pelo centro seguindo pela Rua Visconde de Inhaúma, e termina na Avenida Morumbi.
Área de estudo.
Eixo orientador
Fonte: Mapa urbano de São Carlos. Mapa sem escala.
Dentro desse limite, a área indicada no mapa, é a área que melhor favorece o desenvolvimento desse projeto por conta de suas características e potencialidade como proximidade a equipamentos que dão apoio a um centro cultural, a faixa etária do bairro, e por ser umas das rotas de acesso à cidade, potencializando sua localização. 24
ÁREA DE INTERVENÇÃO - Em relação ao tema apresentado. A cidade conta com alguns pontos de cultura, porém a maioria dos equipamentos públicos e privados, relacionados ao tema, se encontra na região central. Entretanto, nos últimos anos a cidade passou por alguns reveses na área, e houve a descontinuidade de alguns pontos de cultura.
N
Área de estudo.
Fonte: Mapa urbano de São Carlos. Mapa sem escala. 25
Para a escolha do local de inserção do Centro Cultural, alguns fatores foram determinantes. O primeiro deles foi pelo fato do terreno estar localizado em um bairro bem consolidado da cidade, e com carência de equipamentos culturais.
LEGENDA - EQUIPAMENTOS CULTURAIS CENTRO CULTURAL 1- Katahiri Centro Tradicional Indígrna (fechado temporariamente) 2- Centro Cultural - USP São Carlos (fechado temporariamente) 3- Contribuinte da Cultura (fechado temporariamente) 4- Centro de Intercâmbio Cultural Brasil Estados Unidos Cicbeu (fechado temporariamente) 5- Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira “Odette dos Santos” 6- Estação Cultura 7- CDMS Conselho Municipal de Diversidade Sexual de São Carlos 8- Centro de Formação Artística Anna Poncio Marques 9- Associção Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de SÃo Carlos (ACENB) 10- Casa e Sede Cultural Lacrê 11- Centro Cultural - USP São Carlos (fechado temporariamente)
EQUIPAMENTOS PRIVADOS Escolas de Dança
Escolas de Música
Teatros e Anfiteatros
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ÁREA DE INTERVENÇÃO - Uso do Solo.
N
Residencial. Comercial e Serviço. Institucional. Equipamento Público. Sem uso. Uso Institucional Patrimônio Indisponível Sistema de Recreio Área dest. sistema viário
Área de intervenção. 27
Como podemos observar pelo mapa de uso de solo, a maior parte dos edifícios da área de estudo é de uso residencial, e no entorno imediato, possui áreas destinadas a sistema de recreio.
ÁREA DE INTERVENÇÃO - Ocupação
N
Sem uso. Edifício com 1 pavimento. Edifício com 2 pavimento. Edifício com 3 pavimento. Área de intervenção.
Como podemos observar pelo mapa de ocupação, a maior parte do dos edifícios do entorno são de 1 pavimento. No entanto, parte edificada da quadra escolhida, que faz fundo com a área de intervenção, são construções de 2 pavimentos. 28
ÁREA DE INTERVENÇÃO - Áreas e Equipamentos públicos.
N
Fonte: Prefeitura de São Carlos 29
ÁREA DE INTERVENÇÃO - Áreas e Equipamentos públicos. LEGENDA: 01 - Centro Púb. de Economia Solidária de Produção - “ Rosa Sundermann” - Conj. Hab. S. Carlos III.
Futuros Equipamentos. 18 - USF - Conj. Hab. Arnon Melo. 04 - Ecoponto IV - Lot. Social São Carlos III Centro Comunitário. 02 - Centro Comunitário Astolpho Luiz do Prado / CRAS - Arnon de Mello. Escolas Estaduais 20 - Bento Silva César - São Carlos V. Equipamentos Esportivos Municipais. 26 - Cancha de Malha Joaquim Marcelino de Souza - Santa Felícia. 29 - Complexo Esport. “ José Luiz Rocha Rodrigues” - Pq. Santa Felícia Jardim. 30 - Quadra Coberta “Valdomiro Alves Guimarães” - Santa Felícia. CEMEIs 01 - CEMEI Gildeney Carreri - Arnon de Mello / SC V. 11 - CEMEI Amélia Meirelles Botta - Arnon de Mello / SC V. 23 - EE Atília Prado Margarido – Santa Felícia. 33 - CEMEI Vicente de Paula Rocha Keppe - NR Ivo Morganti. 49 - CEMEI Professor Homero Freire - Pq. Santa Felícia Jardim. Atenção Básica 50 - NIS - Santa Felícia. 55 - USF Romeu Tortorelli. 56 - UBS `` Dr. Benjamim Lopes Ozores - Santa Felícia. 30
ÁREA DE INTERVENÇÃO - Terreno escolhido.
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Sol da Tarde
LEGENDA - Ruas e Avenida Fonte: Prefeitura de São Carlos. Mapa sem escala.
Rua Mário Pisani Rua Francisco Possa
LEGENDA - Áreas Públicas.
Av. João Dagnone
Uso Institucional Patrimônio Indisponível Sistema de Recreio Área dest. sistema viário Área de intervenção. 31
O terreno escolhido fica na Avenida João Dagnone, entre as Ruas Mário Pisani e a Francisco Possa, bairro São Carlos III. Ele é destinado para uso institucional e possui uma área de 3.400,00 m².
Sol da Manhã
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ÁREA DE INTERVENÇÃO - Sistema viário, Mobilidade e Faixa etária.
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Área de intervenção.
USP. Pontos de ônibus. LEGENDA - Faixa etária. Adolescentes de 6 a 15 anos. Jovens de 16 a 29 anos.
Fonte: Mapa urbano de São Carlos. Mapa sem escala.
Idoso de 60 anos ou mais.. LEGENDA - Linhas de ônibus. Linha 27
Linha 47
Como podemos observar pelo mapa acima, a região escolhida para a implantação do centro cultural possui uma boa quantidade de pontos e linhas de ônibus, com um total de 8 linhas, e o horário de funcionamento é das 5:45 am até as 22:20 pm. Portanto podemos concluir que a região possui um bom fluxo e frequência de transporte público, facilitando a acessibilidade e agilizando a movimentação.
Linha 55
Faixa etária predominante: 16 - 29 anos (público alvo).
Linha 38 - 41 - 49 e 54 Linha 40
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ÁREA DE INTERVENÇÃO - Levantamento topográfico
N
N
N
O terreno fica de frente para a Avenida João Dagnone, ele possui uma área de 3.400,00 m 2 e um desnível de 5m em aproximadamente 87 metros de comprimento, sendo assim, possui uma inclinação de aproximadamente 5,74%.
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REFERÊNCIAS PROJETUAIS Este capítulo irá analisar e estudar referências arquitetônicas que colaboraram para o desenvolvimento do projeto proposto.
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Centro Cultural de Eventos e Exposições O projeto apresentado é uma proposta para o Concurso Nacional de Projetos para o Centro Cultural de Eventos e Exposições de Paraty-RJ.
Localização: Paraty, Rio de Janeiro. Ano: 2014 Área: 6.500m² Autor: Filipe Doria
Fonte: Filipe Gebrim Doria
Principais materiais: ● Madeira ● Vidro ● Peças metálicas.
Fonte: Filipe Gebrim Doria
O edifício está localizado no limite entre a área loteada e o início da Mata Atlântica, e a integração do mesmo com seu entorno é uma das principais diretrizes do projeto. Filipe criou um edifício que é uma “uma área em meio à natureza, com Mata Atlântica preservada.” Desconstruindo as delimitações entre os espaços edificados e não edificado”. 37
Com uma área de 6.500 m², o edifício é composto por um pavilhão de 100 x 60 metros, com uma malha modular de 5x5 metros. A disposição foi pensada de forma funcional e racional, os espaços fechados que abrigam o programa, possui uma estrutura independente com vigas e pilares metálicos, e sua cobertura em telha dupla com isolamento termo acústico, entretanto, ainda existe uma cobertura que protege a circulação interna entre os blocos, fazendo sua ligação, realizando assim uma transição suave entre área externa e interna.
Fonte: Filipe Gebrim Doria Programa de necessidade: 1 - Praça de acesso 5 - Salas de reunião 2 - Praça interna 6 - Guarda volumes 3 - Café 7 - Bilheteria 4 - Restaurante 8 - Auditório
9 - Espaço multiuso 10 - Depósito 11 - Cozinha eventos 12 - Camarins
13 - Ambulatório 14 - Carga e descarga 15 - Estacionamento 16 - Embarque e desembarque
17 - Administração 18 - Brigada de incêndio 19 - Sala de produção 20 - Sala de imprensa 38
O projeto proposto não é disposto em um único edifício, mas em um conjunto de blocos e elementos não edificados que gera um espaço que atende as necessidades do público com o programa de necessidades e que se insere de maneira clara e precisa no meio urbano que está localizado e na paisagem.
Circulação e permanência Além do programa, podemos perceber a relação entre os acessos e o percurso percorrido pelo usuário seguindo uma hierarquia de privacidade Área externa
Fonte: Filipe Gebrim Doria
A maneira como foi distribuído o programa de necessidades e a circulação desse projeto, foram elementos muito importantes a serem considerados e implantados no trabalho em desenvolvimento.
Menos restrito
Jardins internos
Praça interna
Blocos internos 39
Cobertura para circulação interna que interliga os blocos é composta por 3 camadas; ● tela metálica ● vidro ● pergolado de madeira
Mais restrito
Fonte: Filipe Gebrim Doria
ANÁLISE CONCLUSIVA O projeto, Centro Cultural de Eventos e Exposições de Paraty-RJ, tem como objetivo atender um grande público, ele possui uma demanda de espaços amplos, generosos e flexíveis, que foram dispostos de forma funcional no terreno. Com a proposta de integração, a disposição do programa de necessidades com os espaços de permanência e circulação se dá de maneira gradual. O ponto de maior relevância do projeto como referência é a compartimentação do programa de necessidade em blocos individuais e a relação que isso cria entre os ambientes internos e a circulação interna e externa.
Fonte: Filipe Gebrim Doria 40
Centro de Arte e Cultura
Localização: Talagante, Chile. Ano: 2017 Área: 405 m² Arquitetos: Ariel Furman, Daniela Garcia - Huidobro
Fonte: Nico Saieh
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Principais materiais: Brises de madeira Vidro termo isolante
Fonte: Nico Saieh
O edifício está localizado na região metropolitana chilena, dentro de um estabelecimento educacional em um terreno de 5000 m². O edifício possui uma área verde em seu entorno e fica entre dois polos com funções distintas, na ala sul, estão as atividades recreativas e esportivas do colégio e na direção oeste, a parte teórica e formal. 41
Com uma área total de 1.450 m², o edifício foi separado em três áreas: 400m² para o programa de necessidades no interior do edifício, 200m² para o terraço e 850 m² destinados a construção de uma praça que atua como hall de entrada e é usado para diferentes atividades culturais. Planta Baixa
Planta Baixa
Fonte: Archdaily, 2018
Fonte: Archdaily (Modificado pela autora), 2018
N
N Terraço externo Programa do centro cultural
Vestiários e banheiros de apoio a quadra poliesportiva do setor sul.
Programa de necessidade: ● Salas de estudo ● Sala de artes ● Sala de música
Flexibilidade dos espaços. Podem se adaptar para receber diversas atividades.
● ● ● ●
Vestiários Bar Terraço Praça
O edifício tem como proposta ser um espaço de pausa/ transição entres os dois polos educativos localizados nos recintos adjacentes. Com o intuito de incorporar o edifício ao entorno, através da transparência dos volumes centrais, criando assim, a possibilidade de atravessar o edifício com uma continuidade visual, com o objetivo de admirar e habitar a área verde existente. Ele é uma plataforma de conversa sobre os ensinos dos programas teóricos e recreativos existentes. 42
As principais preocupações dos arquitetos durante a elaboração do projeto, foi com os fatores climáticos, como: a ventilação e iluminação.
Estudo dos Condicionantes Físicos.
Fonte: Archdaily, 2018
Fonte: Archdaily, 2018
A parte do edifício que abriga o programa de necessidades, como as salas e o bar, são espaços fluidos e flexíveis. Possibilitando assim, usos diversos.
Foi utilizado vidro temperado e brises verticais para espaços mais desfavoráveis, para controlar e aproveitar o máximo de luz natural.
Fonte: Nico Saieh 43
Fonte: Nico Saieh
ANÁLISE CONCLUSIVA O projeto Centro de Artes e Cultura na cidade de Talagante, Chile, com seu programa de necessidades, possui assim, a função de ser um edifícios de apoio para os polos educacionais existentes no terreno. Os espaços livres e o terraço transmitem a sensação de liberdade e integração com as áreas externas e a praça. As salas de estudo e de música, assim como o bar tem o fechamento com divisórias de vidro, flexibilizando o ambiente, podendo então, variar e ampliar o uso. Os pontos mais relevantes do projeto como referência, é a materialidade e como ela foi usada para solucionar os problemas climáticos, e a criação de ambientes flexíveis, com o objetivo de receber diversas atividades.
Fonte: Nico Saieh 44
45
ESTRATÉGIAS PROJETUAIS Através das análises das referências foram estabelecidas as diretrizes projetuais que serão apresentadas neste capítulo.
46
PROGRAMA DE NECESSIDADES
O Centro Cultural conta com um programa de necessidades feito para o desenvolvimento de atividades educativas e culturais, ele possui um bloco administrativo, bloco educativo, setor de serviço, e espaços de lazer e estar. Os espaços foram projetados para serem flexíveis e multiusos, ou seja, são espaços que podem exercer mais de uma função, e abrigar mais pessoas, caso seja necessário, para assim ter um melhor aproveitamento do espaço e das atividades que são desenvolvidas no edifício. O Centro Cultural tem a capacidade de comportar uma estimativa de 400 pessoas em suas dependências. E ele se encontra dividido nos seguintes setores:
UN
AMBIENTE Bloco Administrativo
47
ÁREA Total: 142,44 m²
1
Recepção
11,50 m²
1
Bilheteria
14,41 m²
1
Administrativo
19,44 m²
1
Sala Diretoria e Reuniões
19,44 m²
1
Copa / Sala de Funcionários
1
Vestiário dos Funcionários
18,66 m²
1
Almoxarifado
11,31 m²
1
Estoque
13,34 m²
53 m²
UN
AMBIENTE
ÁREA
Área Comuns
Total: 710,16 m²
1
Sala Multiuso 1
115,81 m²
1
Sala Multiuso 2
96,69 m²
1
Cafeteria ( Cozinha e depósito)
33,34 m²
1
Deck
1
Estacionamento
364,32 m²
Bloco Educativo
Total: 203 m²
100 m²
1
Ateliê de Artesanato
51 m²
1
Ateliê de Desenho e Pintura
51 m²
1
Sala de Teatro e Dança
51 m²
1
Sala de Música
35 m²
1
Ilha de Edição
15 m²
Setor de Serviço
Total: 31,01 m²
1
Sanitário Feminino
9,35 m²
1
Sanitário Masculino
9,66 m²
2
Sanitário PNE Feminino
3 m²
2
Sanitário PNE Masculino
3 m² 48
UN
AMBIENTE
ÁREA
Bloco Teatral
Total: 295,94 m²
1
Teatro Multiuso
226,34 m²
2
Camarim 1 e 2
11,68 m²
2
Banho Camarim 1 e 2
4,48 m²
1
Sala Técnica
11,84 m²
1
Depósito 1
9,77 m²
1
Depósito 2
7,80 m²
1
Acesso interno ao Palco
7,87 m²
Áreas Verdes
49
Praça
-
Jardins Interno
-
FLUXOGRAMA
50
51
52
O Centro Cultural está acomodado entre as cotas 861 e 864 do terreno com acesso pela Av. João Dagnone. O programa de necessidades está setorizado em 4 blocos individuais, onde seu acesso principal se dá pela circulação interna, de frente para o jardim central. Os blocos foram dispostos com a intenção de se ter um melhor aproveitamento da topografia natural do terreno. As entradas principais de cada bloco estão dispostas entre as cotas 862 e 863, criando assim, quatro platôs individuais, porém todos acessíveis com a inclinação natural do terreno, que é aproximadamente 5%. Em frente ao Centro Cultural, na Av. João Dagnone está disposto um lote destinado a sistema de recreio, onde no TGI 2 será proposto a criação de uma praça. Por ser um elemento unificador com o entorno, fazendo-se com que não haja um limite definido entre dentro e fora, contribuindo para a relação de fluidez e permeabilidade. Fazendo com que o edifício seja mais convidativo e abrangente, criando também novas possibilidades de adaptação para diversas atividades.
IMPLANTAÇÃO - Relação com o entorno
a oss
oP cisc
ran
R. F
Área de intervenção da futura praça. Área de intervenção do Centro Cultural.
53 Escala Gráfica
Distribuição do Programa de necessidades e Circulação. O Centro Cultural foi pensado para o desenvolvimento de atividades de integração e aprendizagem, como: um teatro multiuso, aulas de dança, música, teatro, ateliê de pintura, desenho e artesanato e salas multiuso. Circulação Interna
Área do Terreno: 3.400,00 m²
Circulação Externa Acesso de Ônibus
Taxa de Ocupação: 40,66 % Estimativa de Pessoas: 400 pessoas.
54 Escala 1: 400
Escala Gráfica
55
56
Distribuição dos ambientes
C D
A
A
40
39
B
D 57
C
Escala 1: 400 Escala Gráfica
B
LEGENDA
1 - Bilheteria 2 - Recepção 3 - Administrativo 4 - Sala da Diretoria e Reunião 5 - Copa/ Sala dos Funcionários 6 - Vestiário Feminino 7 - Vestiário Masculino 8 - Almoxarifado 9 - Estoque 10 - Sala Multiuso 1 11 - Sala Multiuso 2 12 - Banheiro PNE Feminino 13 - Banheiro PNE Masculino 14 - Camarim 1 15 - Banheiro Camarim 1 16 - Camarim 2 17 - Banheiro Camarim 2 18 - Sala Técnica 19 - Acesso interno ao Palco 20 - Depósito 2
21 - Depósito 1 22 - Teatro Multiuso 23 - Ilha de Edição 24 - Sala de Música 25 - Sala de Teatro e Dança 26 - Ateliê de Desenho e Pintura 27 - Ateliê Artesanato 28 - Sanitário Masculino 29 - Banheiro PNE Masculino 30 - Banheiro PNE Feminino 31 - Sanitário Feminino 32 - Depósito 33 - Cozinha 34 - Balcão 35 - Deck 36 - Estacionamento 37 - Espelho d’ água 38 - Ponto de Ônibus 39 - Praça 40 - Jardim Interno Central
58
Corte AA
Corte BB 59 Escala 1: 200
Escala Gráfica
Corte CC
Corte DD 60 Escala 1: 200
Escala Gráfica
61
62
Bloco Administrativo - Malha estrutural e Sistema construtivo O bloco administrativo comporta os seguintes ambientes: - Bilheteria - Recepção - Administrativo - Sala da Diretoria e Reunião - Copa/ Sala dos Funcionários - Vestiário Feminino - Vestiário Masculino - Almoxarifado - Estoque - Sala Multiuso 1 - Sala Multiuso 2
A bilheteria possui um acesso individual. Através da recepção se tem acesso a parte administrativa do edifício. As salas multiuso possuem o fechamento e a divisória interna entre as duas salas de esquadrias de alumínio com vidro temperado, sendo assim, se tem o acesso por todos os lados, e se tem maior flexibilidade de espaço, podendo comportar atividades variadas. Acesso ao administrativo Acesso a bilheteria Acesso às salas multiuso Pilar 63 Escala 1: 180
Escala Gráfica
Bloco Administrativo - Estrutural e Perspectivas
64
Bloco Teatral - Malha estrutural e Sistema construtivo O bloco Teatral comporta seguintes ambientes:
os
- Banheiro PNE Feminino - Banheiro PNE Masculino - Camarim 1 - Banheiro Camarim 1 - Camarim 2 - Banheiro Camarim 2 - Sala Técnica - Acesso interno ao Palco - Depósito 2 - Depósito 1 - Teatro Multiuso
437
Os banheiros possuem acesso individual. O bloco de apoio possui uma entrada e saída exclusiva. O teatro multiuso possui uma única entrada e uma saída de emergência. O bloco é construído em alvenaria tradicional com estrutura metálica. Todas as portas e janelas são de alumínio com vidro temperado. Acesso ao bloco de apoio Acesso aos banheiros pne Acesso ao teatro multiuso Saída de emergência do teatro multiuso Pilar
65 Escala 1: 150
Escala Gráfica
Bloco Teatral - Estrutural e Perspectivas
66
Bloco Educativo - Malha estrutural e Sistema construtivo O bloco educativo ambientes:
comporta
os
seguintes
- Ilha de Edição - Sala de Música - Sala de Teatro e Dança - Ateliê de Desenho e Pintura - Ateliê Artesanato
As salas e ateliês possuem acesso individual. Porém, as divisórias entre a Sala de Teatro/ Dança, o Ateliê de desenho e pintura e o Ateliê de Artesanato é feito de esquadrias de alumínio com vidro temperado, permitindo assim, maior flexibilidade do ambiente, aumentando as possibilidades de uso das salas. O bloco é de estrutura metálica com fechamento em vidro translúcido na parte externa das salas e ateliês, e alvenaria tradicional na sala de música com isolamento acústico. Do lado externo, de frente para a calçada, foram instaladas placas móveis com jardim vertical, para um maior controle da insolação.
10
Acesso às salas/ ateliê Pilar
67 Escala 1: 150
Escala Gráfica
Bloco Educativo - Estrutural e Perspectivas
68
Cafeteria e Setor de Serviço - Malha estrutural e Sistema construtivo A cafeteria comporta os seguintes ambientes: - Sanitário Masculino - Banheiro PNE Masculino - Banheiro PNE Feminino - Sanitário Feminino - Depósito - Cozinha - Balcão - Deck
Os banheiros possuem acesso individual. A cozinha e o depósito possuem acesso externo e uma ligação interna. O deck é aberto, a cobertura é estruturada através de pilares. O bloco é de estrutura metálica com vedação em alvenaria tradicional.
Acesso a cozinha e depósito Acesso aos banheiros Pilar
69 Escala 1: 150
Escala Gráfica
Cafeteria e Setor de Serviço - Estrutural e Perspectivas
70
71
72
Planta de Cobertura
Cobertura Independente: Telha sanduiche i: 8%
● ●
vidro temperado pergolado de madeira
Jardim Interno central
73 Escala 1: 400
Escala Gráfica
O pergolado é utilizado para cobrir a circulação interna entre os blocos. Além de possuir uma estrutura independente, ele é mais alto que os telhados dos blocos que acomodam o programa de necessidades, garantindo assim, maior circulação de ventilação e iluminação.
cobertura de vidro temperado
Pergolado de Madeira com estrutura independente
74
REFERÊNCIAS
75
76
REFERÊNCIAS
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