Barão de Mauá Revista do Centro Universitário
Curso de Jornalismo
Centro Universitário Barão de Mauá - Revista do Curso de Jornalismo - Ano 1 - nº 1 - 2014
Salvem as Abelhas
Responsáveis por 80% da polinização nas plantas, esses insetos podem desaparecer do planeta. A consequência será a diminuição de alimentos e da flora
Doação de Sangue
Falta de conscientização é a causa do baixo estoque de sangue em hemocentro, diz especialista
Justiça
Cerca de 90 milhões de processos esperam por decisão nas prateleiras da Justiça
Poder Municipal
Entenda como é o funcionamento de uma Câmara Municipal
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Editorial É
com um prazer enorme que escrevo este editorial da primeira edição da revista Barão de Mauá. Ela nasce no ano que abracei o desafio de coordenar o curso de jornalismo desta instituição tradicional, com o objetivo de formar os melhores jornalistas para o mercado de trabalho. Juntamente com professores e profissionais renomados na área, espero garantir ao aluno não apenas um diploma, mas a educação certeira para que a ética e a competência sejam suas grandes companheiras. Nessa primeira edição da revista, você acompanha as matérias realizadas pelos discentes do último ano do curso, supervisionados pelo professor Marcos de Assis. As reportagens dividem-se em editorias de economia, ciências, segurança e serviço públicos, saúde, política e, claro, agronegócio, tão importante para a nossa região. Em reportagem especial, você vai entender melhor a importância das abelhas, as maiores responsáveis pela polinização de plantas. A consequência é a produção de alimentos diversos, além da revitalização da flora, fun-
damental para a geração de oxigênio. Um desaparecimento em massa de abelhas tem preocupado ambientalistas e agricultores. Desde 2007, nota-se uma crescente dizimação desse inseto por todo o planeta. A aplicação desenfreada de agroquímicos é a causa maior apontada por pesquisadores pelo fenômeno conhecido como Colony Collapse Disorder ( CCD), ou seja, Síndrome do Colapso das Colônias. No Brasil, os estados mais afetados são os de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já no estado de São Paulo, as regiões de Brotas e Ribeirão Preto são as que mais sofrem com essa Síndrome. Conheça também como funciona uma Câmara Municipal, as novidades nas tecnologias da ciência, a solidariedade dos doadores de sangue, a função do Procon, a lentidão da Justiça e o aumento da violência no Brasil nos últimos dez anos. Ótima leitura!
Expediente Revista Ação
É uma publicação produzida pelo curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá. Chanceler Prof. Dr. Nicolau Dinamarco Spinelli (in memorian) Reitora Profª. Drª. Dulce Maria Pamplona Guimarães Vice-Reitor Prof. João Alberto de Andrade Velloso Pró-Reitoria de Ensino Profª. Ms. Valéria Tomás de Aquino Pró-Reitora de Pós-Graduação, Extensão e Iniciação Científica Profª. Drª. Joyce Maria Worschech Gabrielli Pró-Reitor Administrativo Antonio Augusto Abbari Dinamarco Coordenadora do curso de Jornalismo Profª. Ms. Renata Canales Reportagem e Fotojornalismo Comunicação Social Orientação de Textos Prof. Marcos de Assis Revisão de Textos Prof. Dra. Marilda Franco Tratamento de Imagens Prof. Erick Dallalana Diagramação Prof. Erick Dallalana Tiragem: 500 exemplares
Renata Canales Coordenadora do curso de Jornalismo
Nossa Capa: Abelhas estão ameaçadas com o fenômeno conhecido como CCD
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Poder
Prefeitura: Centro administrativo de uma cidade
A Laís Lubrani
Eliel Almeida
Saiba como funciona uma Câmara Municipal, sede do poder legislativo Toda cidade tem uma, mas nem todos os cidadãos sabem como é o funcionamento de um órgão tão importante para a sociedade A Câmara Municipal é o órgão Legislativo responsável pela elaboração de leis municipais, visando o bem-estar e a organização social de uma cidade. Todos os vereadores são eleitos pelo voto direto dos cidadãos maiores de 16 anos e exercem os seus mandatos por um período de quatro anos, podendo, ou não, ser reeleitos. Uma das funções do vereador é a de representar os interesses da sociedade, elaborando projetos de leis que sejam de interesse de todos. Além disso, eles discutem,
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aprovam ou reprovam projetos por votação em plenário, e, sendo aprovados, são transformados em Leis Municipais. Outra função é a fiscalização do poder Executivo. Cabe à Câmara fiscalizar se as leis aprovadas e o trabalho do prefeito estão sendo cumpridos. Em Sertãozinho, a Câmara é composta por 17 vereadores. O chefe de gabinete do Legislativo, Vanderlei Moscardini, explica como é o funcionamento das sessões de votação. “As sessões são realizadas em cumprimento ao
Regimento Interno da Câmara. São nelas que as atividades do vereador tomam formas oficiais. Elas podem ser ordinárias, extraordinárias e solenes. Todas as regras estão dispostas no Regimento”. Durante as sessões, os vereadores definem seus projetos de lei e seus requerimentos (pedido formal de informações ao prefeito). “Projetos, requerimentos e indicações são as proposituras que um vereador pode apresentar em uma sessão da Câmara Municipal. Qualquer propositura tem seu início
Thiago Forato
a Câmara de Ribeirão Preto, existem 16 tipos de Comissões entre permanentes e temporárias. Comissão é o nome técnico usado no Regimento Interno da Casa, que visa estudar, discutir, votar ou negar projetos de leis que são apresentados à Câmara. É neste universo que se apresentam e se estudam todos os
aumento do salário dos servidores e toda a verba da representação do prefeito, vice e membros da Câmara. Existem outras Comissões, dentre elas, a de Educação, Meio Ambiente, Direitos Humano, da Mulher, da Igualdade Social e da Justiça. Todas são encontradas no site da Câmara: http://www.camararibeiraopreto.sp.gov.br/
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concessão de títulos ou honrarias, de concessão de área pública para alguma entidade privada, denominação de nomes na criação de ruas, bem como a alteração delas, caso seja necessário. A segunda tem o dever de opinar em todos os aspectos financeiros da cidade, como as diretrizes orçamentárias, a abertura de créditos da cidade, caso seja preciso, o
cide quais obras devem ser executadas e quais programas devem ser implantados. O orçamento de uma prefeitura varia de cidade para cidade. Ele é uma previsão de receita e despesa anual que o prefeito realiza junto a sua equipe e envia para Câmara para ser analisada e aprovada pelos vereadores no ano anterior de sua execução. Os servidores podem ser contratados por regime celetista, ou seja, seguem as regras da Consolidação das Leis do Trabalho, ou podem ser estatuários, seguindo as normas do Estatuto do Servidor. Há também funcionários comissionados que ocupam cargos de confiança nomeados pelo prefeito sem necessidade de concurso público. No caso de Ribeirão Preto, são quase nove mil funcionários em dezenas de secretarias, departamentos e empresas mistas como, por exemplo, Cohab, Transerp e Coderp.
quando um problema é apresentado ao vereador e ele tenta solucioná-lo”, esclarece Moscardini. Além dos vereadores e do próprio prefeito, a população também pode apresentar propostas que serão analisadas pela Câmara e podem virar lei. “A população pode auxiliar a Câmara em todas as suas funções, inclusive apresentando proposituras de iniciativa popular. Para isso, basta contar com o número mínimo de assinaturas que, no nosso caso, são 5% dos eleitores do município”, finaliza.
Câmara de Ribeirão Preto tem 16 comissões: dados de um projeto de lei. A Comissão é um órgão fiscalizador e um mecanismo de controle dos projetos em andamento. Dentre todas as Comissões, as principais são: Comissão de Legislação, Orçamento e Redação e Comissão de Finanças, Orçamento e Controle. A primeira é responsável por analisar o pedido de licença do prefeito ou vereador, de
prefeitura é a sede do poder Executivo de um município e é comandada por um prefeito ou prefeita. No Estado de São Paulo, são cerca de 600 municípios e, no Brasil, existem perto de 5.500 cidades. A administração municipal é dividida em duas áreas: administração direta e indireta. A administração direta são as secretarias, os departamentos e órgãos ligados ao prefeito que nomeia secretários, diretores, chefes e outras funções. A administração indireta é formada por autarquias e empresas de economia mista. Nesses casos, os cargos também podem ser indicados pelo prefeito, no entanto, esses dirigentes são os responsáveis por tudo que ocorre na empresa. O prefeito existe para dirigir o município e implementar as políticas públicas autorizadas por lei municipal e pelas Constituições Estadual e Federal. Além disso, é ele quem de-
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Justiça
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milhões de processos estão nas prateleiras da Justiça esperando por decisão
Amanda Sousa
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m levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que o judiciário brasileiro tem cerca de 93 milhões de processos em andamento. Seria como se metade da população brasileira tivesse um problema a resolver na Justiça. Para complicar, em 2013, o número de processos que não foram julgados foi maior do que em 2012. Em 2013, deram entrada na Justiça 28,2 milhões de pessoas e os juízes conseguiram julgar 27,7, ou seja, quase 600 mil processos ficaram nas prateleiras. Em 2012, a produção foi um pouco melhor: entraram 27,3 milhões de processos e foram julgados 27 milhões. Com isso, estima-se que cerca de 300 mil processos tiveram adiadas suas
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decisões. Os números impressionam pela grandeza, mas há muito o que fazer para que a Justiça seja mais acessível. Esse acesso é restrito à parte da população por fatores de ordens econômica, social, cultural, legal, além da falta de conhecimento da sociedade e a lentidão da Justiça. “A fragilidade dos órgãos de defesa se encaixa nesta funcionalidade, dificultando a solução de muitos casos”, afirma o advogado Guilherme Garcia. A Justiça é um sistema que tem por finalidade solucionar litígios e permitir que as pessoas reivindiquem seus direitos. Para Garcia, o sistema judiciário precisa melhorar. “É necessário ter consciência dos poderes para a implantação de mecanismos eficazes que viabilizem o acesso mais amplo ao judiciário, tanto para conhecer os projetos e ações que funcionam, quanto para saber sobre
a inconsistência de outros”, explica. Em geral, os órgãos judiciários brasileiros exercem dois papéis principais, um que atua com a chamada função jurisdicional e o outro com o controle de constitucionalidade. O sistema jurídico é dividido em três instâncias: primeira e segunda instâncias - tribunais regionais - e terceira instância - os tribunais superiores, que ficam em Brasília. Só pode-se afirmar que alguém foi condenado, se todas as instâncias forem percorridas. Neste caso, a expressão comum é de que “a sentença foi transitada e julgada”. Mas existem casos, em que a solução é conseguida antes do processo passar por todas as instâncias por acordo entre as partes. Ou, no caso daqueles que têm foro privilegiado – os políticos que são julgados pelo Supremo Tribunal e Federal.
O ritmo de crescimento de ações reduziu entre 2013 e 2012
Crimes
Andressa Araújo
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criminalidade é um dos problemas que mais assombra o país. O número de assassinatos no Brasil, por ano, supera o de muitas guerras mundiais. Em 2012, 56.337 pessoas perderam a vida assassinadas, 7% a mais do que em 2011. Os números são do Mapa da Violência do Brasil. Entre 2002 e 2012, morreram 556 mil pessoas vítimas de homicídio no país. Comparando com 100 países que fazem esse tipo de registros, o Brasil fica em sétimo lugar no ranking das nações com maior número de assassinatos atrás apenas de El Salvador, Guatemala, Trinidad e Tobago, Colômbia, Venezuela e o departamento ultramarino da França, Guadalupe. Vários fatores podem explicar o aumento da violência. Para muitos especialistas, um deles certamente é a impunidade. Para combater o crime, não basta ter policiais nas ruas, mas leis mais rigorosas e ágeis para punir com rapidez. “Justiça tardia não é justiça”, definiu lá no início do século XX, o jurista Rui Barbosa. Outro fator no combate ao crime é a força policial do Estado. De acordo com dados do Ministério da Justiça de 2012, o Brasil tem cerca de 450 mil policiais. No Estado de São Paulo há cerca de 85mil policiais militares e 34 mil policiais civis, cujas funções são distintas.
Brasil tem 556 mil assassinatos em 10 anos
Cabe à Polícia Militar zelar pelo bem-estar da população com patrulhas pela cidade. A PM, além do policiamento urbano, atua nas rodovias e no Corpo de Bombeiros. Já a Policia
Civil, também chamada de Polícia Judiciária, é responsável pelas investigações dos delitos praticados. Dividida em delegacias especializadas, a Policia Civil tem a obrigação de apurar
todos os fatos e apresentar o resultado da investigação ao juiz e ao promotor público, que podem, se acharem necessário, ampliar as investigações ou dar início ao processo criminal.
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Foto: Adriano
Consumidor
Procon
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Reclamações frequentes no Procon de Batatais: Serviços de telefonia
O coordenador do PROCON de Batatais, Rafael Coelho, está nesta função há três anos
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primeiro trimestre de 2014 teve alta no número de reclamações no Procon de Batatais em relação ao mesmo período de 2013. Foram 646 neste ano contra 449 no ano passado. Os três principais problemas apresentados foram telefonia, lojas que se recusam a trocar produtos com defeitos, e planos de saúde. O Procon de Batatais existe desde 2000 e segue desenvolvendo o trabalho de elaborar e executar a política estadual de proteção e defesa do consumidor. À frente do Procon, há três anos e meio, Rafael Coelho afirma que a intermediação de situações é para evitar, em um primeiro momento, que o consumidor procure o judiciário. Este trabalho é feito com orientação e esclarecimentos ao consu-
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midor. Se o caso não for solucionado mesmo amigavelmente, o Procon entra em ação formalizando a reclamação contra a empresa e envia notificação pedindo esclarecimento no prazo de 10 dias. Essa notificação é chamada CIP (carta de informação preliminar). Nada é cobrado (valores/ multas) nesta etapa inicial. Essa carta existe apenas com a finalidade de receber justificativa ou esclarecimento por parte da empresa. Multas Todo trabalho de fisca-
lização e multa é feito pelo Procon de São Paulo. Em Batatais, não existe um quadro efetivo de funcionários para fazer esse trabalho, por isso, a cada dois meses, ocorrem autuações ou notificações a estabelecimentos comerciais. Segundo Rafael Coelho, todo o dinheiro arrecadado com as multas fica para o PROCON de São Paulo. Atendimento em Batatais O Procon é voltado à pessoa física da cidade e também a moradores de municípios vizinhos que não tenham o órgão. Os atendimentos são feitos na praça
Cônego Joaquim Alves, S/N (Prédio do Ciac), de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 16h. O endereço do site é: www.procon.sp.gov.br
Os três maiores tipos de reclamações no PROCON de Batatais: 1 - Problemas com telefonia; 2 - Lojas que não trocam produtos com defeito; 3 - Plano de saúde.
Fpnte: Procon
Adriano Freitas
No quadro acima, nota-se que houve um crescimento no número de reclamações no Procon de Batatais comparativo com os três primeiros meses de 2013 e 2014.
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Meio Ambiente Amanda Sousa
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Fonte renovável A empresa “Tetra Pak” anunciou a utilização do polietileno verde em todas as embalagens dos seus produtos produzidos no Brasil. A novidade do plástico, de fonte renovável, vem da cana-de-açúcar e aumenta o percentual de materiais renováveis na embalagem para até 82%. Monitoramento de abelhas “Bee Alert” é o nome do novo site de monitoramento de abelhas, lançado recentemente em Ribeirão Preto por um grupo de professores de biologia. A plataforma on-line pretende reunir, em um só lugar, informações que possam ajudar pesquisadores e apicultores na luta a favor da preservação das abelhas. O novo site faz parte da campanha “Bee or not to be?”, apresentada mundialmente no fim do ano passado. Bosque O Bosque Fábio Barreto recebeu novos moradores. Uma fêmea elefanta indiana, dois jacarés do papo amarelo, quatro veados catingueiros, duas aves carquejas de bico amarelo, uma anta e um mico-leão-da-cara-dourada. Os animais foram trazidos do zoológico da cidade de Leme. Bosque II A nova moradora que mais chama a atenção é a elefanta Bambi que tem 36 anos, pesa quatro toneladas, três metros de altura e faz agora companhia a Maison, elefante da mesma espécie, que chegou ao Bosque em 2011. O zoológico recebe em média, por final de semana, cerca de 30 mil visitantes.
Ciência na Mídia Herena Oliveira Bolhas coloridas e odorizadas Cientistas da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, criaram um equipamento chamado “SensaBubble”que produz bolhas capazes de transmitir mensagens curtas, exibir cores e exalar odores quando são estouradas. O professor Sriram Subramanian, do departamento de Ciência de Computação, afirmou para a BBC Brasil que o principal objetivo, ao desenvolver tal sistema, foi criar superfícies para transmitir informações. A verdade está lá fora A astrofísica Elisa Quintana, pesquisadora da NASA e responsável pela revelação do planeta Kepler-186f, afirma que ainda podem ser descobertos outros planetas no Sistema Solar, o que aumenta as chances de existir vida além da Terra. (Fonte: Veja Ciência)
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Clones produzem insulina Cientistas da Fundação de Células-tronco de Nova York (NYSCF) anunciaram uma nova tecnologia de clonagem utilizada para produzir células-tronco embrionárias que se transformam em células beta produtoras de insulina. Os pesquisadores transplantaram o núcleo das células da pele de uma mulher diabética em óvulos humanos para a produção de células beta. Com o experimento, a equipe validou um recur-
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so importante para uma futura terapia de reposição celular. (Fonte: Zero Hora) Mosquitos transgênicos auxiliam no combate à Dengue OX513A é o nome da linhagem de mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados em laboratório. A criação foi aprovada pela Comissao Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para liberação comercial. A prole da espécie oriunda de macho transgênico e fêmea normal não chega à fase adulta. Os insetos são desenvolvidos pela empresa britânica Oxitec e, no Brasil, o projeto é colocado em prática a partir de uma parceria com a Universidade de São Paulo e a empresa Moscamed. (Fonte: Revista Galileu) Melancia é melhor que viagra Estudos realizados pelas Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, e Universidade de Foggia, na Itália, revelaram que a melancia é um remédio natural contra a disfunção erétil. Isso porque é a fruta com o mais alto teor do aminoácido ‘citrulina’ que, ao ser sintetizado pelo corpo, transforma-se em óxido nítrico, que relaxa e dilata os vasos sanguíneos, fazendo com que a pressão arterial diminua e a vascularização do pênis aumente, facilitando a ereção.
Salvem as Abelhas De grande importância para a agricul-
tura, abelhas sofrem com fenômeno conhecido como CCD e comprometem produção de mel e outros alimentos Airton da Silva Grupioni Bruno Vogah Leonardo Ruiz Gallan Eliel Silva de Almeida Jéssica Beatriz Barbosa de Jesus
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ticas. Mas um fato agravou o cenário. Trata-se de um grupo de agroquímicos à base de nicotina, chamados de pesticidas neonicotinóides, que, ao serem aplicados nas culturas, atingem o sistema nervoso da abelha no instante em que ela chega à planta para retirar o néctar ou o pólen. Com isso, o inseto tem a memória bloqueada e a navegação prejudicada. Desorientada, não consegue retornar à colônia, morrendo em seguida. Em casos de aplicações aéreas desses agroquímicos, quando o bolsão de ar se afasta da plantação e chega a uma área de colônias, o dano é maximizado, já que uma colmeia inteira pode sucumbir em pouco tempo. Portanto, não é só quando a abelha “sai de casa” que pode ser contaminada. Estudos científicos indicam que o fenômeno é sintomático e epidêmico, causado por um distúrbio que mundialmente passou a ser denominado de Colony Collapse Disorder (CCD), Síndrome do Colapso das Colônias ou, simplesmente, desaparecimento das abelhas. Nos EUA, 50% das colmeias desapareceram em apenas seis anos. Uma perda estimada em 150 milhões de abelhas (cerca de 60 mil insetos por colmeia). Aproximadamente 15% da comida que os norte-ameri-
canos consomem vêm diretamente da polinização das abelhas domésticas e outros 15%, de animais que consomem alimentos polinizados por elas, ou seja, quase um terço do que vai à mesa nos EUA precisa dessa polinização. Para tentar resolver o problema, o Senado americano liberou, no ano passado, US$ 76 milhões para combater o CCD. Mais recentemente, o Governo proibiu o uso do pesticida letal. “Precisamos conscientizar as pessoas sobre a importância das abelhas e o que elas representam para o homem e para a natureza. E cada um pode fazer sua parte” Casos O problema não ficou restrito aos norte-americanos. Sete anos depois dos primeiros casos constatados, o CCD se manifesta em todo o mundo. Europa, África e América Latina são locais que já registraram perdas massivas de colônias. No Brasil, os estados mais afetados até hoje foram Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – neste último, o problema se tornou tão grave que a Federação de Apicultores do Estado realizou um manifesto público. O objetivo foi chamar atenção ao
fato de que a polinização da maçã foi prejudicada em 25%, devido à falta de abelhas. Santa Catarina é o maior produtor nacional dessa fruta e 100 mil colmeias são utilizadas nessa tarefa, sendo que 90% da produção de maçãs dependem da polinização. Segundo Nésio Fernandes de Medeiros, apicultor e presidente da Federação dos Apicultores de Santa Catarina (FAASC), o estado foi, até hoje, o que mais registrou perdas. No período de 15 de junho de 2011 a 15 de novembro do mesmo ano, cerca de 100 mil colmeias foram dizimadas, totalizando 40% do total do território catarinense. “Em 2012, não obtivemos grandes perdas, mas, em 2013, a mortalidade voltou a atacar. Só no ano passado, foram perdidas 25% das nossas colmeias”, diz ele. “Em todo inverno, é comum que 10% a 12% das abelhas morram, já que elas não gostam de frio ou umidade. O problema começa quando esse índice é ultrapassado”. O apicultor não atribui essas perdas somente ao uso de agroquímicos. Segundo ele, o Brasil possui uma enorme carência em pesquisas de sanidade apícola. “Acreditava-se que a abelha africana não ficava doente. Errado. Com isso, não foram desenvolvidas pesquisas necessárias para que essas doenças fossem tra-
Mundo tadas. Além disso, o produtor não tem a assistência técnica necessária e o Governo não apoia da forma que deveria”. O apicultor e presidente da Federação dos Apicultores do Rio Grande do Sul (FARGS), Aldo Machado dos Santos, também preocupa-se com o fato. Ele conta que, há dois anos, enfrentou esse problema em sua propriedade, localizada no município de São Gabriel, RS, com a perda de mais de 400 colmeias. “O prejuízo foi muito grande. Uma colmeia contaminada significa perda de cerca de R$ 250,00, isso apenas com a colmeia em si e a cera. Agora, somando os custos para recuperação, o valor gira em torno de R$ 400,00 cada”. Santos afirma que o problema maior foi causado devido ao uso de certos inseticidas nas sementes das culturas próximas a seu apiário. “Dessa forma, quando a abelha chega à planta, ela se contamina. Caso consiga voltar à colmeia, acaba infectando as abelhas restantes. Quando a colmeia ‘morre’, as outras abelhas, num raio de quatro quilômetros, vão até o local para ‘saquear’, sendo, portanto, con-
taminadas também, virando uma bola de neve”. O apicultor relata que vem fazendo um trabalho de conscientização junto aos produtores, mostrando os benefícios das abelhas e os problemas que certos inseticidas podem causar. “Temos estudos apontando que, na soja, a polinização chega a aumentar a produção de 4% a 6%, um valor significativo para qualquer produtor. Infelizmente, as abelhas são vistas com maus olhos, mas seus benefícios se estendem a todas as pessoas, e não somente aos apicultores”. O estado de São Paulo não fica para trás. Segundo o professor da Universidade Estadual Paulista - Rio Claro Osmar Malaspina, os maiores casos foram registrados nas regiões de Brotas e Ribeirão Preto. “Comprovadamente, mil colmeias foram perdidas nos últimos anos. Estimativas de apicultores, porém, apontam que esse número chega, facilmente, a 30 mil colmeias, somente no estado de São Paulo”. No final do ano passado, o município de Araras teve 130 colmeias dizimadas. Em Alti-
nópolis, dezenas de colmeias também já desapareceram nos últimos tempos. Porém, o caso mais grave foi o registrado em Gavião Peixoto, na região central do estado de São Paulo, onde mais de quatro milhões de abelhas morreram. Os laudos dos exames feitos em laboratório a pedido do departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município foram divulgados no final de fevereiro. Agroquímicos Com o problema tornando-se cada vez mais recorrente no Brasil, os apicultores pressionaram o Governo. Iniciou-se, então, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária a Abastecimento (MAPA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), um processo de reavaliação ambiental dos agroquímicos à base de Imidacloprido, Tiametoxam e Clotianidina, todos da família dos neonicotinoides, além do Fipronil, que também atuaria na memória dos insetos. Segundo o coordenador geral de Agrotóxicos e Afins do MAPA, Júlio Sergio de
Britto, se, após a reavaliação desses ingredientes ativos, for constatado algum tipo de problema relacionado aos insetos polinizadores, medidas de controle serão tomadas imediatamente. “Temos uma preocupação muito grande em relação a esse problema, porém, nada pode ser feito até que nossos estudos estejam mais aprofundados”. Por enquanto, e até o fim dos estudos, existe apenas a restrição das aplicações desses agroquímicos durante a floração das culturas, independente da tecnologia empregada. Ficou autorizada somente a aplicação terrestre conforme os usos indicados nos rótulos e bulas dos produtos, exceto para as lavouras de algodão, soja, cana-de-açúcar, arroz e trigo, que podem utilizar as aplicações aéreas, desde que os registros indiquem esse modo de aplicação, e apenas quando alternativas não sejam viáveis. Paralelamente a estas atitudes, o MAPA e o IBAMA também divulgaram os cuidados que devem ser adotados na utilização desses produtos, como: técnicas que visem reduzir a deriva e o ajuste cor-
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s abelhas são importantes para o meio ambiente, polinizando quase 80% das plantas cultivadas no planeta, processo importante na formação de frutos. Além desta contribuição, elas são fundamentais para a revitalização da flora e, consequentemente, à geração de oxigênio. Se as abelhas desaparecerem, haverá diminuição na quantidade e na qualidade de frutos e sementes, impactando na produção mundial de alimentos. Pesquisadores afirmam que, sem abelhas, o planeta não sobreviveria por muito tempo. Já é notado um desaparecimento em massa de abelhas, denominado de Colony Collapse Disorder (CCD), que dizimou cerca de 90% desses insetos em algumas regiões do mundo. A crise teve início em meados de 2007, nos EUA, mais especificamente no estado da Califórnia, responsável por 80% da produção mundial de amêndoas, cultura que depende 100% das abelhas para ser polinizada. Na ocasião, os produtores observar um sumiço em larga escala dos insetos. Estudos iniciais apontaram diversos problemas, como desmatamento, fungos, falta de pólen, bactérias, ácaros e mudanças climá-
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reto do equipamento para que não sejam produzidas, em percentual elevado, gotas muito finas. Outro cuidado é não realizar aplicação com ventos fortes. Formalizou-se também que o produtor rural deve notificar, com antecedência mínima de 48 horas, os apicultores localizados num raio de seis quilômetros quando realizar uma aplicação aérea.
tas. “Nesse sentido, podemos comparar a polinização com os processos reprodutivos dos animais, considerando-a como o ato sexual das plantas espermatófitas, já que é através deste processo que o gameta masculino pode alcançar o feminino e fecundá-lo”. No caso da polinização feita por animais, em que o grupo dos insetos tem efetiva participação, sendo as abelhas responsáveis por mais de 80% desse processo, existe, ainda, a co-evolução, que ocorre quando a relação inseto-planta é tão específica que, caso o polinizador desapareça, a espécie vegetal também não consegue se perpetuar e vice-versa. Muitas vezes, é notado um incremento substancial na melhoria dos índices de produtividade em virtude da presença desses polinizadores. Maçã, pera, laranja, melão, melancia, café, castanha, abacate, morango, pepino, algodão, pêssego, abóbora, cebola, entre várias outras culturas, são algumas das que dependem diretamente da presença das abelhas.
Bee or not to be Esse é o slogan de uma campanha criada com o objetivo de alertar a sociedade e as lideranças para a necessidade de proteger as abelhas, diagnosticando e combatendo as possíveis causas do CCD. A inspiração veio de uma célebre frase de Shakespeare: “Ser ou não ser” (To be or not to be). Outro intuito é o de realizar, em todo o Brasil, um levantamento para mapear os casos de CCD ocorridos, bem como as perdas em valores e em quantidade de abelhas. A campanha lançada, internacionalmente, foi idealizada pelo professor Lionel Segui Gonçalves, atuante na Ufersa (Universidade Federal Rural do Semiárido), em Mossoró, RN, presidente do Centro Tecnológico de Apicultura e Meliponicultura (Cetapis) e um dos grandes especialistas da área no país. A iniciativa conta com o apoio da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel), Federación Ibero Latinoamerica-
na de Apicultura (FILAPI) e da Apimondia, uma federação internacional de organizações e associações apícolas. “Precisamos conscientizar as pessoas da importância das abelhas e o que elas representam para o homem e para a natureza. E cada um pode fazer sua parte”, afirma Gonçalves. No site oficial da campanha (www.semabelhasemalimento.com.br), os interessados podem assinar uma petição que sintetiza a causa e que será entregue às autoridades nacionais e internacionais relacionadas ao meio ambiente e à agricultura. “Queremos chamar a atenção dessas autoridades para que algo seja feito para preservar a natureza. Precisamos que certos componentes sejam proibidos e o uso de controle biológico incentivado”, completa o professor. No site é possível encontrar, dicas de como ajudar a diminuir o problema, como plantar árvores e flores, consumir produtos orgânicos e manter uma colmeia de abelhas sem ferrão em casa.
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Importância Para se ter uma ideia da importância das abelhas para a produção mundial de alimentos, um estudo econômico sobre a vulnerabilidade da agricultura, em razão do desaparecimento desses insetos, estimou que o valor econômico global dos serviços de polinização, realizado por insetos polinizadores, principalmente abelhas, foi, em 2005, da ordem de R$ 395 bilhões (€153 bilhões), o que representou, na época, 9,5% do valor total da produção agrícola global. A pesquisa foi realizada por cientistas do Institut Scientifi-
que de Recherche Agronomique (INRA), do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e da Helmholtz Association of German Research Centres (UFZ). Nesse mesmo estudo, avaliou-se que o desaparecimento dos insetos polinizadores poderá gerar perdas agrícolas entre R$ 491,8 bilhões (€190 bi) e R$ 802,7 bilhões (€310 bi), com redução de 39% em culturas como café e cacau, 31% em frutos de casca rija e 23% nos demais frutos. Mas, afinal, o que é a polinização? O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Ricardo Costa Rodrigues de Camargo explica que é um processo fundamental para conservação e preservação da biodiversidade natural. Pode ser definida como a transferência de células reprodutivas masculinas (grãos de pólen), localizadas nas anteras de uma flor, para o receptor feminino (estigma) de outra flor (da mesma espécie) ou para o próprio estigma, no caso de plantas hermafrodi-
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Mundo
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Economia
Fausto Daniel
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Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 6,42% de janeiro a novembro de 2014, acima da taxa de 5,06% no mesmo período do ano passado. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entenda a inflação:
Preço dos alimentos sobe e IPCA-15 registra inflação de 6,62% nos últimos 12 meses
O professor de economia e finanças Matheus Franco explica que a inflação está ligada ao equilíbrio do processo que determina o preço dos produtos e serviços à disposição da população. “Como os preços variam ao longo do tempo e os consumidores consomem ‘cestas de produtos’, o efeito de uma alta no preço do tomate em um período, por exemplo, pode ser compensada por uma baixa no preço do transporte. O que vale observar é o efeito geral, ou seja, se o preço das cestas está aumentando e se os aumentos estão sendo constantes”, esclarece. Porém, Franco alerta que as altas nos preços precisam acompanhar o poder de compra dos consumidores. “Como os preços tendem a se elevar mais rapidamente do que as rendas [salários, aluguéis, lucros, juros] cada vez menos os consumidores são capazes de consumir”, explica. Para Franco, a inflação vivida pelo Brasil atualmente é resultado do aumento da demanda em relação à oferta. “As empresas não estão conseguindo acompanhar o crescimento dos consumidores. Faltam produtos e insumos, fazendo os preços subirem pelos dois lados. Além disso, o mercado [consumidores e empresas] está gerando uma inflação inercial, ou seja, carregando os aumentos de preços passados, tendo por base suas decisões em expectativas de continuidade da alta inflacionária”, ressalta. O economista ainda destaca a importância de conter o consumo. “Na teoria, para minimizar a inflação de demanda, a ideia é tentar segurar o consumo - tanto das famílias quanto do governo. Para isso, uma alternativa é aumentar a taxa de juros, fazendo com que exista o incentivo para guardar dinheiro e não consumir. Para o lado da oferta, é importante que haja investimento, gerando, assim, oferta para essa demanda não atendida - tanto de produtos quanto de insumos. Isso pode ocorrer, por exemplo, com incentivos fiscais e subsídios”.
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Economista ajuda a entender como funciona o processo inflacionário
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Doação “A causa do baixo estoque de sangue é a falta de consciência da população”, diz especialista Bruno Vogah
Mais de cem mil transfusões de sangue e hemoderivados são feitas por ano na rede Hemocentro RP. São milhares de seres humanos que, na imensa maioria dos casos, só estão vivos porque alguém se dispôs a sair de casa, do trabalho ou da escola para doar 450 ml de sangue. Entre esses heróis está
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José Carlos Colla. Ele já doou 44 vezes e continua na ativa. “Sempre que precisam, o pessoal me chama e eu venho. Não custa nada ajudar”, afirma. Gestos como o de Colla ajudam até três pessoas que precisam de sangue do hemocentro para viver. Mas a captação de doadores não é uma tarefa fácil. Em entrevista coletiva a um grupo de estudantes de jornalismo da Barão de Mauá, a gerente de comunicação do Hemocentro de Ribeirão Preto, Miriam Castanheira, disse que a população ribeirão-pretana precisa ter maior conscientização com relação à importância da doação de
sangue. A gerente citou uma pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP em que 61,2% dos entrevistados nunca doaram sangue. Segundo a pesquisa, 19,4% dos ribeirão-pretanos não doam por falta de interesse, enquanto 27,1% afirmam nunca terem pensado no assunto. Os baixos índices de participação refletem nos estoques do Hemocentro. De acordo com Miriam, diariamente, de cerca de 120 convites feitos por telefone, apenas quatro comparecem ao local para fazer a doação
por aferese, um sistema em que só é retirado um componente do sangue do doador,na maioria dos casos, plaquetas. Na doação convencional, é colhido o sangue total e depois separados os componentes para distribuiçõa aos hospitais. Entre os maiores doadores, segundo Miriam, estão os cidadãos de classe baixa. “Eles convivem com a necessidade”, afirmou. Quanto aos de classe com maior poder aquisitivo, a gerente alega que a falta de conscientização e o fato do uso de planos médicos particulares são as causas que os afastam da doação. Para aumentar o incentivo, o Hemocentro RP criou o programa Doador do Futuro. “É a nossa esperança. Conquistar a criança de hoje para, quando tiver seus 18 anos, ter a consciência de doação de sangue”, finalizou Miriam.
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Portal do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá O portal Barão Comunicação é uma produção do curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá. As publicações incluem textos e reportagens feitas pelos alunos, resultantes das disciplinas e produções em rádio, TV, impresso, web e fotografia.
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