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Em evidência 37 web

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EM EVIDร NCIA | Ano 4 - Nยบ 37 - 2014


EDITORIAL

As mulheres (sempre) em evidência Março é o mês das mulheres. No Brasil, elas contribuem para o presente e constroem o futuro: entre as 20 maiores economias mundiais, nosso país lidera no número de empreendedoras, com 51% dos empreendimentos brasileiros gerenciados por mulheres, de acordo com pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor. Esta feminilização da economia é uma tendência consistente e que se expandirá nos próximos anos em todas as atividades produtivas e nos postos de decisões de grandes, médias e pequenas empresas. Muitos avanços legais garantiram, nos últimos anos, o respeito, a segurança e a dignidade das mulheres brasileiras,

MTHMÍDIA SUPERVISÃO GERAL: Lucio Vaz - revistaemevidencia@gmail.com EDITOR: Antonio Silvio Hendges - as.hendges@gmail.com SUCURSAL LITORAL NORTE: Carlos Menezes e Denise Coelho

facilitando o ingresso destas em melhores condições nos diversos segmentos econômicos e nas lutas políticas de interesse do nosso povo. A revista Em Evidência sempre destacou o trabalho das mulheres na política, na economia, na cultura e no desenvolvimento do RS. Neste número de março/2014, traz importantes lideranças femininas que, nos últimos anos, demonstraram compromisso e capacidade de fazerem mais e melhor por todos os riograndenses: A vice-prefeita de Canoas Beth Colombo (PP); a deputada estadual, Marisa Formolo Dalla Vecchia (PT); a deputada estadu-

al Juliana Brizola (PDT) e a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Ariane Leitão (PT), são destaques das nossas páginas em homenagem às mulheres e nos solidarizamos com todas as suas reivindicações. Certamente, nosso futuro comum será muito mais feliz se as mulheres liderarem o caminho com a sensibilidade, a competência e o cuidado que sempre possuem em suas ações. Por isto, estarão sempre Em Evidência. Antonio Silvio Hendges Editor as.hendges@gmail.com

SUCURSAL BOTUCARAÍ: Silvio Hendges - as.hendges@gmail.com

REVISÃO: Maria Becchi

SUCURSAL FRONTEIRA OESTE: Cláudia Razera - claudiarazera@yahoo.com.br

FOTO DA CAPA: Fernando Gluszczak

DESIGN: Neo WS

SITE: Bryan Meller - bryanstar@pop.com.br Maria Becchi - revistaemevidencia@gmail.com

JORNALISTA RESPONSÁVEL: Paulo Batimanza - MTB 15085 REPORTAGEM: Sandro Carvalho e Paulo Batimanza

AGRADECIMENTOS: Fernando Gluszczak, Nilza Maria da Silva e Renan Arais

ANUNCIE: 51 3395 1371 / 51 8525 2715 • www.revistaemevidencia.com.br


Ano 4 - Nº 37 - 2014

Beth Colombo Entrevista com

Vice-prefeita de Canoas

39 ESPAÇO DO LEITOR.............................................................8 Via Correios EM EVIDÊNCIA.....................................................................9 Gilmar Sossela é o novo colunista da revista Em Evidência PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA........................................ 10 Copa 2014 OPINIÃO - Gilmar Sossella............................................... 12 A renegociação da dívida e o futuro do Rio Grande do Sul SEGURANÇA NO TRABALHO............................................. 14 Evento alerta para necessidade de mudança cultural na prevenção de acidentes de trabalho GENTE.............................................................................. 18 Ana Affonso OPINIÃO - Miki Breier...................................................... 20 Vencer o racismo é tarefa cotidiana de responsabilidade coletiva PARTIDOS........................................................................ 21 PRB debate plano de governo do RS OPINIÃO - Silomar Garcia Silveira................................... 25 Brasil: aposta do passado, esperança do futuro! INDÚSTRIA....................................................................... 29 FIMEC confirma resultados positivos em vendas e público AMASBI............................................................................ 32 Soledade à frente da Amasbi AMVAT.............................................................................. 34 Secretário garante acesso asfáltico SOLEDADE....................................................................... 36 Sindicato Rural discute principais pautas da região OPINIÃO - Humberto Schimitt Vieira.............................. 37 Impunidade OPINIÃO - Ariane Leitão................................................... 46 Mulheres em rede INFRAESTRUTURA........................................................... 47 CPI da energia elétrica segue em frente

MANDATO

Um mandato voltado ao desenvolvimento regional, inclusão social e cultura

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PRIMEIRA PESSOA

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Lasier Martins

EDUCAÇÃO

1º Seminário Internacional sobre Escolas de Tempo Integral

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NEGÓCIOS........................................................................ 48 Dakota volta a ser atendida pela DEZ Comunicação OPINIÃO - Luís Antônio Covatti....................................... 49 Educação e Oportunidades de Desenvolvimento MATÉRIA ESPECIAL.......................................................... 50 50 anos depois: golpe ou revolução? FLASH.............................................................................. 53 Gilmar Sossella, presidente da Assembleia no ano da Copa OPINIÃO - Sanchotene Felice.......................................... 57 Justa indignação da Imprensa PARTIDO PROGRESSISTA................................................. 58 A nova política em tempos de redes sociais FLASH.............................................................................. 62 Assembleia Geral Extraordinária de Verão ENTREVISTA..................................................................... 66 Marisa Formolo faz história na Assembleia Legislativa OPINIÃO - José Sperotto................................................. 74 Presidente Dilma: promessa quase cumprida LEGISLATIVO MUNICIPAL................................................. 75 Uvergs em Canoas ASSEMBLEIA.................................................................... 76 Mais de 400 mil gaúchos conectados em defesa das pessoas desaparecidas ASSEMBLEIA.................................................................... 77 RS 010 ASSEMBLEIA.................................................................... 78 A realidade do trigo ASSEMBLEIA.................................................................... 79 Assembleia de Deus homenageada FLASH.............................................................................. 80 Homenagem aos 90 anos da Assembleia de Deus ÚLTIMA PALAVRA - Juliana Brizola.................................. 82 A mulher e o poder no Brasil


OPINIÃO

Que venham os netos Velho. Assim os meus filhos e a minha mulher me chamam. Ser adulto é gastar tempo Acredite, é muito bom ser buscando a opção adequada. chamado desta forma. Ainda É a necessidade de acumunão fiz sessenta anos, ainda lar bens materiais, crescer e não me aposentei, mas sou amadurecer como ser humaum velho. Características esno. É brigar, disputar espatéticas e metabólicas me enços, dar voltas, competir, coquadram neste grupo. Mas o meter equívocos, se enredar que mais faz eu me sentir um no próprio orgulho. velho – um velho feliz – é a Beto Grill minha condição emocional. Agora, ser velho é avançar em Vice-governador do Estado do RS Penso como um velho. Logo, tolerância. Desenvolver a caajo como tal. O fato de ter os pacidade de ouvir e trabalhar meus sete filhos criados, bem encaminhados, tam- o contraditório. Aprender com as experiências vivibém contribui para isso. das. Errar menos. Eliminar o que não está funcionando, substituir pelo que se deseja. Amar mais. Ter Ah! Se soubesse como é bom, gostaria de ter enve- a capacidade de ser tudo no próprio filme: escritor, lhecido antes. Mas só se pode ser velho quando nos diretor e ator principal e, também, permitir que os tornamos velhos, nem antes, nem depois, cada um outros atores tenham o seu protagonismo, desemdentro do seu próprio padrão. Este período é finito e penhem os seus papéis. tende a não ser muito longo. No tempo, com certeza, a enorme e sublime conViver e morrer é um processo único, misterioso e tradição da vida. O jovem, ansioso, não o valoriza. belo, não só do nosso mundo físico, sólido, palpável, O velho, com a plena capacidade de contemplá-lo e mas de um mundo que é completamente pessoal e saboreá-lo, mas com tão pouco para usar. individual, criado com base nas nossas escolhas e decisões, pensamentos e sentimentos, atitudes e Do ponto de vista prático, convivo cada vez mais crenças. com a necessidade de fortalecer e ampliar as condições para ser um velho devidamente protegido Viver é aproveitar o tempo nem tão devagar que pa- por um aparato legal. O Estatuto do Idoso precisa reça desperdício, nem tão rápido que pareça abuso. ser respeitado em sua integridade. A questão da vioLogo, tenho que desfrutá-lo da melhor forma. Uma lência é preocupante, principalmente a violência dovantagem de ter quase sessenta anos é saber que o méstica, praticada por parentes e cuidadores. mundo é o que você faz dele e que será tanto melhor quanto mais capaz você for de fazer as devidas es- O Estatuto representa um avanço considerável. Mas colhas. outros direitos precisam ser obtidos, como o fim do Fator Previdenciário e a recuperação das perdas salariais. Ser jovem significa, embora sem ter claro o porquê e para onde, querer e tentar mudar o mundo, sem sa- Compreendendo e assimilando o processo de enveber bem como fazê-lo. Indignado, impetuoso, mes- lhecimento, resta apenas um aspecto para que eu mo tendo toda a vida pela frente, quer transformar seja apaixonadamente velho: ser avô. Que venham tudo, agora. os netos!

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ESPAÇO DO LEITOR

Via Correios Carta recebida pela edição da revista Em Evidência, por Vossa Excelência João Augusto Nardes, ministro presidente do Tribunal de Contas da União

Livro de autoria do ministro

Tribunal de Contas da União Prezado Senhor Lucio Vaz Com meus cordiais cumprimentos, dirijo-me a Vossa Senhoria para parabenizar esse abalizado Editor e sua equipe pela altíssima qualidade da matéria veiculada na edição nº 31 da revista Em Evidência, na qual foram apresentadas as principais linhas de atuação do Tribunal de Contas da União em benefício da sociedade brasileira. Ao tempo em que agradeço a Vossa Senhoria pela oportunidade de divulgar, especialmente aos conterrâneos do Rio Grande do Sul, tão relevantes serviços prestados pelo TCU ao País, encaminho-lhe um exemplar do recém lançado livro de minha autoria, “Ribeiro Nardes, Uma Família do Brasil”. Aproveito o ensejo para renovar a Vossa Senhoria minha manifestação de alto apreço. Atenciosamente João Augusto Ribeiro Nardes Presidente 8

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Revista em que as ações do TCU fizeram parte da pauta da edição


EM EVIDÊNCIA

Gilmar Sossela é o novo colunista da revista Em Evidência Presidente da ALRS assinará a página 12 do periódico Sandro Carvalho

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presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Gilmar Sossella (PDT), em reunião com o diretor executivo da revista Em Evidência, Lucio Vaz, no último dia 18 de março, confirmou que será colunista do periódico, já nesta edição. Gilmar Sossella junta-se a Beto Grill, tornando-se o segundo colunista fixo da revista Em Evidência. Deste modo, estarão representados os poderes exe-

cutivos e legislativos do governo estadual. O presidente optou por assinar, pontualmente, a página 12 de cada edição, uma referência ao número do partido em que é filiado: PDT. Sossela afirmou que sentiu-se honrado com o convite da equipe da revista e que pretende usar o espaço para defender os interesses dos municípios de todo o estado, além de prestar contas sobre as ações do parlamento gaúcho. Já o diretor da Em Evidência, Lucio Vaz, fez

questão de reafirmar a admiração pelo deputado, que já foi capa da edição 17 da revista: “Gilmar Sossela é um exemplo de político. Sua luta é incansável e democrática, uma vez que batalha por todos os municípios, independente de sigla partidária. Sua postura como presidente continua a mesma de sempre: acessível e servil. Sinto-me emocionado de contar com o presidente do Parlamento gaúcho como um dos meus colaboradores”. Concluiu Vaz. Foto: Diego Chamorro/Revista Em Evidência

Diretor executivo da revista Em Evidência, Lucio Vaz e o presidente da ALRS Gilmar Sossella (PDT) EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA

Copa 2014 Mesa Diretora da ALRS recebe comitiva para tratar de estruturas temporárias para Copa do Mundo Sandro Carvalho

N Foto: Vinicius Reis

a manhã do último dia 18 de fevereiro, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gilmar Sossella (PDT), e os membros da Mesa Diretora, receberam, em audiência no Palácio Farroupilha, o vice-governador do Estado, Beto Grill, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT) e lideranças ligadas à organização da Copa do Mundo. Na oportunidade, a comitiva apresentou a intenção de encaminhar para apreciação da Assembleia um projeto de lei que viabilize a instalação de estruturas temporárias na Capital, necessárias

para a realização da Copa. “O objetivo é fazer com que se busque uma solução para o impasse que se apresenta. Pedimos o apoio dos deputados neste sentido, pois a Copa vai projetar Porto Alegre para o mundo, e isso é muito bom. Hoje a capital gaúcha é a que tem maior procura de ingressos para os jogos mundiais e é a terceira cidade do país em busca de ingressos por europeus”, disse Fortunati. Da mesma forma, o vice-governador, Beto Grill, também ressaltou que a Copa trará inúmeros benefícios.

vem ser alugadas, compreendem estrutura de mídia na área externa do estádio, centros de tecnologia da informação, espaços de credenciamento e áreas comerciais para parceiros da Fifa. O presidente da ALRS afirmou que dará conhecimento aos líderes de bancadas e, quando do recebimento do referido projeto de lei, o encaminhará, dentro dos trâmites regimentais, com a maior brevidade possível.

Participaram do encontro os deputaAs estruturas temporárias, que de- dos Álvaro Boessio (PMDB); Marisa Formolo (PT); José Sperotto (PTB); Dr. Basegio (PDT); Raul Carrion (PCdoB); secretário estadual do Planejamento, João Motta; adjunta da Casa Civil, Mari Perusso; Esporte e Lazer, Ricardo Petersen; secretário municipal da Copa em POA, João Bosco Vaz; presidente da Fundação de Economia e Estatística do RS, Adalmir Antônio Marquetti; gerente do Comitê Organizador local em Porto Alegre, Paulo Jukoski, e o coordenador-executivo do Comitê Gestor da Da esquerda: José Sperotto (PTB); 1ª Secretária da ALRS, Marisa Formolo (PT); vice-governador do Estado, Beto Copa RS, Maurício Grill; presidente da ALRS, Gilmar Sossella; prefeito de Porto Alegre, José Fortunati; secretário municipal da Copa Nunes Santos. em POA, João Bosco Vaz; deputado Dr. Basegio (PDT) e deputado Álvaro Boessio (PMDB) 10

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OPINIÃO

A renegociação da dívida e o futuro do Rio Grande do Sul Ao tomarmos posse na Presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, no dia 31 de janeiro deste ano, assumimos alguns compromissos perante todos os gaúchos. Um dos principais deles é lutar pela renegociação da dívida dos Estados e Municípios para com a União, mudando o indexador, com retroatividade à origem da dívida. Trata-se de uma questão vital para o futuro do Rio Grande.

Gilmar Sossella Presidente da Assembleia Legislativa do RS

A situação é dramática, pois o Estado vem perdendo, ano após ano, o seu poder de geração de desenvolvimento, o que afeta a todos, pois acarretam na diminuição expressiva de recursos para áreas prioritárias como a educação, a infraestrutura, a segurança, a atração de investimentos e a geração de emprego e renda. O serviço da dívida contraída pelo Estado junto à União é cobrado com taxas escorchantes. A dívida do Rio Grande do Sul com a União representa 91% da dívida geral do nosso Estado. Em nenhuma outra unidade da Federação existe um endividamento tão grande. É como se cada gaúcho estivesse devendo, neste momento, R$ 4,4 mil para o governo federal. Em 2012, os Estados brasileiros apresentaram dívida consolidada líquida de R$ 461,6 bilhões, tendo arrecadado receita corrente líquida de R$ 439,5 bilhões no mesmo ano. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Gran-

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de do Sul possuem as maiores dívidas entre as unidades da Federação, representando R$ 366,8 bilhões em 2012 ou o equivalente a 79,5% da dívida de todos os Estados. A receita desses Estados, no montante de R$ 220,1 bilhões, representou 50,1% das receitas do conjunto dos Estados. A relação dívida/receita é um indicador do risco de endividamento. Quanto maior a relação, maior tende a ser o risco fiscal representado pela dívida ao longo do tempo.

O Rio Grande do Sul teve uma dívida refinanciada em 1998. Era de R$ 9,5 bilhões. De lá até 2012, já pagou R$ 23,7 bilhões. Mesmo assim, conforme dados da Secretaria da Fazenda, hoje a dívida com a União ultrapassa os R$ 47 bilhões. Enquanto o governo federal, através do BNDES, financia a iniciativa privada com encargos que não ultrapassam os 3,5% ao ano, cobrou do Rio Grande do Sul, ano passado, juros de R$ 13%. Ou seja: o Estado trabalha apenas para pagar juros da dívida que, mesmo assim, não para de crescer e se torna impagável. Como presidente do Parlamento gaúcho e como gaúcho, exigimos um tratamento justo e que permita ao Estado pôr fim à sangria de recursos, bem como retomar seu protagonismo na geração de desenvolvimento e crescimento. Iremos até o fim com essa luta, pois é o futuro do nosso Rio Grande e da nossa gente que está em debate.


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SEGURANÇA NO TRABALHO

Evento alerta para necessidade de mudança cultural na prevenção de acidentes de trabalho Encontro Estadual de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) reuniu mais de mil pessoas em Porto Alegre

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Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), realizado na Fiergs, em Porto Alegre. O auditório do Teatro do Sesi esteve lotado, com a presença estimada de quase duas mil pesso-

Fotos: Marcelo Matusiak

necessidade do Brasil abrir os olhos com a cultura da prevenção em acidentes de trabalho predominou os debates no Encontro Estadual de Serviços

Marcelo Matusiak

Superintendente Flávio Zacher conversa com ministro Manoel Dias

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as, entre profissionais que atuam no SESMT, como engenheiros e técnicos de segurança, médicos do trabalho e enfermeiros, entre outros. A palavra do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, na cerimônia de aber-


Evento alerta para necessidade de mudança cultural na prevenção de acidentes

tura, foi de empolgação com a criação de um cenário de pleno emprego no Brasil, mas ao mesmo tempo de preocupação. “Somos um país que precisa avançar culturalmente nessa questão. Há poucos anos, ninguém usava equipamento de proteção e nem tinha noção do que isso representava para sua qualidade de vida. O governo está priorizando com ações publicitárias e pensando nisso. Agora que atingimos a situação de pleno emprego no Brasil, temos que cuidar da segurança e saúde do trabalhador”,

afirmou Manoel Dias. A necessidade de investimentos nessa área foi assegurada pelo ministro do trabalho, Manoel Dias, já que ações preventivas representam na verdade uma economia para os cofres públicos. “Através de vários ministérios, temos recursos para isso. Vai se proporcionar uma economia, investindo em segurança nas atividades profissionais. Basta pensar em quanto se gasta no Ministério da Saúde com trabalhadores envolvidos em aciden-

tes ou na Previdência com aqueles que deixam de contribuir e passam a receber. Chegamos a 700 mil acidentes no ano passado. São pessoas que ficaram inabilitadas para o trabalho. Isso tudo sem falar naqueles que foram vítimas fatais”, completou. O titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul (SRTE), Flávio Zacher destacou que o diferencial gaúcho na preocupação com o tema e chamou a atenção da importância da união entre empresários e trabalhadores. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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SEGURANÇA NO TRABALHO

Superintendente Flávio Zacher esteve presente no evento

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“É importante dialogarmos à exaustão, porque quanto mais conversarmos, mais perto chegaremos de nossos objetivos. É fundamental aproximarmos técnicos do Ministério do Trabalho dos técnicos das empresas, aproximar trabalhadores dos líderes de sindicatos patronais. Esse é o caminho e por isso o evento aqui no Rio Grande do Sul só pode ser comemorado” afirmou Zacher. Os dados de geração de emprego de fevereiro trazem otimismo para economia do país. O relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de Fevereiro (CAGED), que foi divulgado oficialmente no dia 17 de março trouxe números positivos para o sul do Brasil. Santa Catarina teve o maior número de geração de empregos até hoje na história e Rio Grande do Sul continua indo bem com 27 mil novos postos de trabalho, sendo a maioria na indústria de transformação.

SESMT reuniu mais de mil pessoas em Porto Alegre

Sobre Flávio Zacher Flávio Zacher ocupa, atualmente, o cargo de titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). O órgão é ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego e tem como missão promover a garantia do direito ao trabalho por meio da fiscalização e orientação; do apoio à organização de novas formas de trabalho; da mediação das relações do trabalho; da assistência ao trabalhador; assegurando o acesso à cidadania e consolidando o Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda.

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GENTE

Ana Affonso Uma vida em defesa das Mulheres e da Educação Gilmar Eitelvein

O enfrentamento a violência contra a mulher resultou em uma rede de atendimento e prestação de serviços, fruto da prioridade que o Governo Tarso Genro deu à causa a partir de 2011 e que a Presidenta Dilma Rousseff aprofundou, nacionalmente. Neste sentido, Ana Affonso teve duas proposições aprovadas na Assembleia Legislativa, hoje Leis: a Lei nº 14.352 dispõe sobre a Política Estadual de Atendimento Integrado às Mulheres Vítimas de Violência; a Lei nº 14.353 institui a Política Estadual para o Sistema Integrado de Informações de Violência contra a Mulher no Estado – Observa Mulher-RS. Ainda tramitam no Legislativo Estadual mais três Projetos de Lei de autoria da deputada: o PL 181/2012, que cria a Política Pública de Apoio à Mulher Vítima de Violência; o PL 320/2012, que dispõe sobre a inibição de atos de violência praticados contra mulheres seguradas pelo regime de previdência e assistência à saúde e o PL 321/2012, que institui mecanismos de inibição da violência contra a mulher através de multa contra 18

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o agressor em caso de utilização de serviços públicos.

Fotos: Fernanda Affonso

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m 2014, a deputada Ana Affonso (PT) completa dez anos de entrada na vida pública. Não que sua experiência como Diretora da Escola Dilza Flores e Presidenta de Ceprol Sindicato, em São Leopoldo, tenham sido menores. Mas, foi a partir de 2004, quando disputou sua primeira eleição como vereadora , que ela assumiu a luta de representar mulheres e homens na busca de uma sociedade justa, igualitária, sem violência e preconceito, de forma mais ampla e efetiva.

Priorizar a Educação Infantil O debate e a mobilização frente à ampliação do investimento na Educação Infantil, com mais creches e escolas, vai ao encontro da necessidade das mulheres trabalhadoras e o crescimento das crianças. A movimentação que coordenou, no âmbito do RS, para garantir 100% dos royalties do Pré-Sal para a educação, com o objetivo de garantir recursos para o financiamento junto às prefeituras, busca justamente assegurar a criação de vagas em creches e escolas de Educação Infantil e a valorização dos professores, com melhores salários.

O nascimento da segunda filha, Sophia Affonso Dal Berto, em 27 de Fevereiro, veio para fortalecer a luta de Ana Affonso

A defesa intransigente dos avanços que o Governo do Estado garantiu na Educação, com a recuperação das progressões e promoções e o reajuste de 77%, na busca de um piso efetivo e merecido pelos professores, assim como nas obras de reformas e construção de novas escolas, estão na base de atuação de seu mandato.

Instrumento de luta dos trabalhadores O nascimento da segunda filha, Sophia Affonso Dal Berto, em 27 de Fevereiro, veio para fortalecer a luta de Ana Affonso. “Ao longo de minha tra-

jetória política, como educadora, dirigente sindical, dirigente partidária, vereadora e hoje deputada, pude conciliar meu compromisso político com a classe trabalhadora, com a construção do PT e a atuação parlamentar sendo chefe de família” conta, ao lembrar da primogênita Bruna, hoje com 17 anos. Diante do machismo reacionário e preconceituoso, que considera a mulher grávida doente ou fragilizada, ela reafirma seus princípios políticos, que lhe dão uma certeza: na condição de mulher e mãe, nada a impede de seguir servindo de instrumento das lutas sociais.


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OPINIÃO

Vencer o racismo é tarefa cotidiana de responsabilidade coletiva “Negronas, pretas sujas e macacas”. Estas ofensas, usadas contra duas vizinhas, resultaram na condenação de um morador da Capital. E se pedíssemos para vários negros e negras manifestarem-se sobre as expressões e atos racistas que ouvem e sofrem em seu dia a dia?

os quilombolas e povos indígenas lutam desgraçadamente para auferirem à legitimação de suas terras tomadas, desavergonhadamente, pelo poder instituído. Sabendo de tudo isso, quem poderia se espantar com o que ocorreu com Márcio Chagas?

Seria simplório responsabiliDevemos perdão a um homem, zar a paixão clubística. Foram Deputado estadual (PSB) Márcio Chagas, mas, também, atos premeditados. Quem vai enquanto sociedade, aos vários ao estádio com bananas? Fonegros e negras, indígenas que, ram atos consensualizados por sistematicamente, são agredidos, verbal e fisicamente, quem tinham poder em nível de clube. E, por fim, são no Rio Grande do Sul, estado que se vê, errônea e inge- atos que expressam uma forma de ver o mundo que nuamente, como não racista. O que aconteceu não foi não se restringe aos que praticaram a infâmia. Mas ao acaso nem uma manifestação isolada de um grupo que, por omissão, comodismo ou crença na impunidairrelevante de racistas. Mas, se repete, diariamente, de são compactuados por muitos. com o povo negro. Vocês, que surpresos ficaram com as manifestações racistas, viviam num planeta no qual O Racismo, no Brasil, é cultural e institucional. Mesmo supunham que esta chaga já havia sido curada? Pen- sabendo dos limites de toda a generalização, afirmo, semos: quem a teria curado se nossa cultura seja pela didaticamente, que a família, a escola, alguns livros eseducação, religião, mídia, humor, linguagem, pelo colares, programas de humor, a linguagem, por exemmedo do politicamente correto continua, diariamente, plo, reproduzem formas racistas e preconceituosas de a criar e reproduzir modos de pensar e ver a realidade tratar com o humano. Isto não inocenta os atos deste eivados de machismos e racismos? ou daquele, mas coloca um espectro maior e gerador de preconceito. Quem poderia se espantar com a existência explícita de racismo? Alguém estaria tão fora do dia a dia de negros A omissão e a autoimagem enganosa e superpositie negras que não saberia que estes são discriminados, va no que tange a pensarmos sobre nós mesmos - eu inclusive, em nível institucional? Será que o número não sou racista, o racismo é problema dos outros, ele pífio nas estatísticas referentes ao poder aquisitivo e à é racista e eu não – é o primeiro mal a extirparmos. O dignidade em nível de saúde; o número de assassina- restante, repaginando convicções, agindo semelhante tos, um verdadeiro extermínio de jovens e de mulheres às manifestações que temos visto, com uma nova posnegras, nunca lhes causou suspeita sobre o que poderia tura em relação à chaga do racismo, vamos, com a dor estar por detrás? Se, em nível de emprego, de ocupa- necessária a todo ressurgimento, mudando práticas. ção dos espaços nos bancos estudantis e de poder se Mas, apenas a mudança dos corações não alterará a mantém velada obstrução à ascensão de negros; se, realidade do racismo se esta não se fazer ecoar nas insideologicamente, as religiões de matriz africana ainda tituições e na divisão efetiva do poder entre os povos, sofrem restrições e impedimentos aos seus cultos; se os gêneros, as etnias.

Miki Breier

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PARTIDOS

PRB debate plano de governo do RS Partido reuniu lideranças para discutir diretrizes e propostas que serão apresentadas às chapas para eleições deste ano

O Foto: Marcos Eifler

PRB reuniu vereadores e integrantes de movimentos sociais da sigla, no último dia 22 de março, para discutir propostas que serão apresentadas às chapas que disputam o Palácio Piratini na corrida eleitoral deste ano. A legenda conta com dez coordenadorias temáticas no Rio Grande do

Jorge Fuentes

Sul e a intenção é oficializar um documento com as sugestões do PRB até o início de maio. De acordo com o presidente do PRB gaúcho, deputado estadual Carlos Gomes, as proposições foram construídas levando em conta as demandas consideradas prioritárias para a população gaúcha. “Nosso projeto para o Rio Grande está acima de qualquer interesse eleitoral. Só apoiaremos a candidatura que estiver em consonância com a nossa proposta. Queremos continuar ajudando a administrar o Estado, contribuindo

com as ações de desenvolvimento humano e crescimento social que caracterizam a atuação do partido nos governos estadual e nacional”, sustentou. Os assuntos abordados no plano de governo do PRB envolvem as coordenadorias estaduais de Esportes; Alimentação e Agricultura; Sustentabilidade; Cultura; Segurança Humana e Desenvolvimento Social; Igualdade Racial; Mulher; Idoso; Trabalho e Juventude. A inauguração dos braços sociais acompanha uma mobilização nacional da militância pela elaboração de projetos em áreas diversas de atuação. Gradativamente, os municípios gaúchos onde o partido já está instalado também estão criando suas coordenadorias temáticas.

Eleições 2014

Deputado Carlos Gomes (PRB), promotor do debate

O partido quer ampliar a bancada na Assembleia e também aposta no nome do deputado estadual Carlos Gomes para a Câmara Federal. A sigla terá, este ano, sua mais forte nominata de candidatos a deputado estadual, que deverá ser integrada por nomes como o ex-atleta do Grêmio, Dinho; dos ex-deputados estaduais Sergio Peres e Marquinho Lang; da vereadora de Porto Alegre, Séfora Mota; do presidente do CREF/ RS Eduardo Merino; do vereador caxiense, Daniel Guerra; do representante da comunidade surda, Professor Cristian Strack além do ex-secretário de Segurança Pública do RS, delegado de Polícia Federal José Francisco Mallmann.

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MANDATO

Um mandato voltado ao desenvolvimento regional, inclusão social e cultura Paulo Ferreira passa a limpo suas ações no congresso Marcelo Antunes

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que pude dar retorno às expectativas daqueles que acreditaram em nossas propostas”, sintetiza Ferreira, que no período, integrou as comissões de Desenvolvimento Urbano e de Cultura, foi vice-líder do PT e indicado como “Parlamentar em Ascensão” em relatório do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). “O nosso mandato foi construído de

Fotos: Divulgação

om a reforma ministerial feita pela presidenta Dilma Rousseff em março, que resultou no retorno do ministro do Desenvolvimento Agrário Pepe Vargas (PT) à Câmara Federal, o deputado Paulo Ferreira (PT), eleito suplente em 2010, encerrou dois anos de mandato. “Foram 24 meses de intenso trabalho, uma experiência gratificante em

Com a presidente Dilma Rousseff, durante evento em Brasília

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forma coletiva e buscou priorizar a defesa e a ampliação do projeto político iniciado em 2002 com Lula e levado adiante pela presidenta Dilma. Atuamos em defesa do nosso partido quando grande parte da mídia e da oposição buscava interditar o nosso projeto de desenvolvimento econômico aliado à inclusão social, à distribuição de renda e à politicas voltadas prioritariamente àqueles setores da população que nunca tiveram a atenção do estado”, destaca o parlamentar, que também presidiu os trabalhos da Comissão Mista da MP 601, que buscou a desoneração tributária a segmentos do setor produtivo nacional. Levantamento realizado por sua assessoria mostra que no período, entre emendas parlamentares e recursos extraordinários do orçamento federal, Paulo Ferreira concretizou para o RS mais de R$ 45 milhões em projetos nas mais variadas áreas, desde o estímulo ao crescimento econômico como também as da saúde, agricultura, educação e cultura, em


“Foram 24 meses de intenso trabalho, uma experiência gratificante em que pude dar retorno às expectativas daqueles que acreditaram em nossas propostas”

especial a cultura popular. É de Ferreira o projeto que destinou às escolas de samba gaúchas R$ 3,34 milhões para o carnaval deste ano e garantiu outros R$ 6 milhões, ainda para 2014, para que as agremiações invistam em sua cadeia produtiva e na formação e qualificação da sua mão de obra. Além do segmento do carnaval, foram viabilizadas, com emendas parlamentares, a reforma do Teatro de Arena, em Porto Alegre, a recuperação do estúdio César Passarinho (do IGTF), a realização do encontro nacional dos Clubes Negros (para esse ano), o Museu do Doce, de Pelotas, e as atividades da Semana Farroupilha que, para as comemorações do 20 de Setembro de 2014, receberão R$ 1 milhão. “Temos consciência de que o Brasil in-

veste pouco em políticas de cultura e sabemos que as ações de manutenção e de promoção do nosso patrimônio cultural e da nossa diversidade são estranguladas por conta dessa restrição, que precisamos superar”, diz Ferreira. A área da Saúde, “sempre carente de recursos devido à demanda crescente”, diz, foi outro segmento apoiado com importante aporte de recursos. Os hospitais de Alegrete, Pelotas, Porto Alegre, Torres, Guaíba, Gravataí, Uruguaiana, São Gabriel e Viamão receberam, somados, valores na ordem de R$ 8,8 milhões. “Este é o sentido da política: responder à população, em ações concretas, àquilo que ela espera como atendimento às suas legítimas reivindicações”, acredita.

Ferreira também é o autor duas importantes PECs na área dos direitos humanos: a apresentada conjuntamente com o deputado Amauri Teixeira (PT/BA) e que prevê a federalização de ocorrências de grave violação de direitos humanos e fortalece institucionalmente a Defensoria Pública da União perante o STF; e a chamada PEC dos recém-nascidos, que propõe, no caso de falecimento da mãe ou no caso de adoção, que a licença gestante seja transferida para a pessoa responsável pela guarda do recém-nascido. “A partir de agora, inauguramos uma nova etapa, em busca da reeleição do governador Tarso Genro e da presidenta Dilma”, sintetiza Ferreira. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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OPINIÃO

Brasil: aposta do passado, Esperança do futuro! Vivemos tempos de euforia, onde vários seguimentos festejam a aproximação da Copa do Mundo com as galas e pompas que a mesma requer, muitíssimo mais por sua tradição em ser um instrumento de congraçamento mundial entre os povos de todas as estirpes, sejam por forma de governo, etnias ou credos, do que propriamente pelo gerenciamento da FIFA.

Silomar Garcia Silveira

Presidente da UVERGS, Advogado, Especialista em Direito Público e Advocacia Municipal

Esqueçamos as pretéritas, para nos cingirmos apenas na questão Brasil, onde as opiniões estão se dividindo, inclusive, com manifestações populares até então jamais vistas, após a era da luta pelas diretas. Muito mais do que o êxtase, pelo momento é preciso que reflitamos sob o ponto de vista da análise quanto ao legado que ela nos deixará. Queremos o bom legado, não este dos arranjos e da desconfiança quanto a lisura de seu gerenciamento, e quando falo em gerenciamento, deixo de lado quaisquer posicionamento se a mesma deveria ou não acontecer em nosso País. O “social” que muitos defendem é de instrumentalização duvidosa, pois as transações de mercado envolvendo os atletas do futebol em nada nos leva a defender o enfoque social, pois as altas somas em torno dos passes e direitos federativos, estes acrescidos dos direitos de imagem, contrapõem-se às condições de acesso aos estádios, pois o furor das torcidas, dotados de passionalismos e idolatrias arredam do controle da cartolagem, pondo em dúvida os verdadeiros fins da manifestação massificada, que muitas vezes ultrapassam os limites da razão.

No passado o mundo apostou no Brasil e as nações assistiram o “AME-O, OU DEIXE-O”, mas foi neste marco que se sedimentaram as apostas e passamos a crer que teríamos um futuro promissor, tanto que hoje a esperança se torna cada vez mais iminente, com a inarredável certeza de que seremos o celeiro do planeta.

Todavia, isto não somente pressupõe responsabilidade mais azeitada, mas que teremos de ser mais diligentes no acompanhamento de condutas probas, em especial de nossos gestores públicos. Assim, cada cidadão deve ser um agente delegado ao natural, por ordem da consciência cívica, a fim de não deixarmos que as emergências ou urgências sirvam para usurpação da norma positivada, e que contratações para estas efemérides sejam utilizadas como motivação para o afastamento da economicidade.

Mister, pois, que nos comportemos com presteza e denodo pelo bem comum, para que já nos exercitemos no mais próximo ente federado que são os nossos municípios, e passemos a ser um cidadão fiscalizador dos atos de gestão pública, e que passemos a manusear, navegando os portais de transparência, que são inexoráveis, em todos os poderes, para o fim de acompanhar, principalmente, a execução orçamentária dos entes federados e dos atos de gestão, para que tenhamos entes os mais escorreitos possíveis, margeando o princípio da eficiência na administração pública, para a sua maior efetividade, para que façamos o Brasil cada vez mais do presente.

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PRIMEIRA PESSOA

Lasier Martins Para quem não acompanha os bastidores da política, a filiação de Lasier Martins ao PDT foi, sem dúvida alguma, uma surpresa. Visto que, para muitos, o jornalista tinha uma postura mais à direita daquela em que o seu partido costuma posicionar-se. De certa forma, isto demonstra quanto o ex-jornalista renomado da RBS soube separar sua postura pessoal da profissional. Muito gentilmente, Lasier Martins recebeu, em sua residência, a equipe da revista Em Evidência, quando concedeu a entrevista a seguir Antonio Silvio Hendges

Em Evidência - O Senhor é um jornalista muito bem sucedido, respeitado e com uma história profissional exemplar. Qual a sua motivação para ingressar na política e concorrer ao Senado pelo RS? Lasier Martins - Concluí, diante do cenário político dos últimos anos, que eu estava sendo repetitivo nas críticas na TV, mudando apenas nomes e circunstâncias, mas focando sempre temas similares sobre escândalos, desvios, esbanjamentos, falta de ética, desvirtuamento da política, abusos do dinheiro público, generalização dos maus serviços públicos, etc.. Isto chegava a me cansar, além de me indignar. Ao mesmo tempo, ouvia a todo instante, sugestões para ingressar na política e combater “por dentro” as mazelas da vida política atual.

analista político pode contribuir para qualificar o seu mandato como Senador? Lasier Martins Não posso falar como candidato, porque dependo de indicação na convenção do partido em junho e devo respeito à lei eleitoral, mas, se porventura, entrar na

Acresceu uma vontade antiga de entrar na política, sentimento que alimentava desde os bancos da Faculdade de Direito. Consequência destes fatores, aceitei filiar-me a um partido e deixar meu nome à disposição para concorrer a um cargo nas eleições de outubro. Em Evidência - De que forma sua experiência como jornalista e 26

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Fotos: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência


vida pública, quero ser um político de vida tão transparente e coerente com as ideias que sempre externei durante décadas na Comunicação Social, defendendo reformas e verberando contra desvios e malversações do dinheiro público. A plataforma é longa e será exposta na hipótese da candidatura. Em Evidência - A sua opção partidária é o PDT, partido com uma trajetória histórica fundamental para o Brasil e o RS. Quais motivos influenciaram na sua escolha? Lasier Martins - Optei pelo PDT para filiar-me por identificação com seu programa partidário, onde consta prioridade à escolarização das crianças e jovens, hoje, maior carência nacional, carência de educação qualificada. Uma prioridade real que tem sido atendida desde o Governo Brizola com os Cieps e as “brizoletas”, milhares de escolas construídas pelo estado. Outro fator diz respeito à história do partido, marcada pela criação e passagem de grandes vultos da política, como Alberto Pasqualini, Salgado Filho, Getulio, Jango, Brizola, todos gaúchos. Aliás, o PDT é um partido genuinamente gaúcho, com a cara e caráter da nossa gente.

“Optei pelo PDT para filiar-me por identificação com seu programa partidário, onde consta prioridade à escolarização das crianças e jovens, hoje maior carência nacional, carência de educação qualificada”

Influiu também a memória de meu pai, um trabalhista dedicado e que acompanhei em muitos comícios em meu tempo de criança. Em Evidência - Qual a política de alianças do PDT para esta eleição, já que também terá candidato próprio ao Governo do Estado com o Deputado Federal Vieira da Cunha? Lasier Martins - A direção do partido e o deputado Vieira da Cunha estão empenhados em conquistar adesões de partidos que comunguem os mesmos anseios do PDT. Estas alianças serão muito importantes para o governo do partido e, antes, para ocu-

pação de espaços na propaganda eleitoral no rádio e televisão. Em Evidência - Qual a sua avaliação dos atuais governos do RS e Federal? Lasier Martins - O governo estadual vive a braços com crescentes dívidas, que não consegue reduzir e nem pagar

por não haver recursos, apesar de ter lançado mão de depósitos judiciais, verba da CEEE, que o PDT cobrava há anos, empréstimos, aumento das taxas do Detran, etc.. É um governo que fêz pouco e que vai entregar a gestão ao próximo governador ainda mais encalacrada do que recebeu. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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PRIMEIRA PESSOA

Chances reais: dentro do PDT, Lasier é o nome mais cotado para concorrer ao Senado da República

Já o governo federal melhorou a situação de parcela pobre da população com o Bolsa Família e o Minha Casa, mas tem problemas fiscais, não consegue segurar a inflação, negligenciou a educação, pouco ou nada ajudou o RS e não avançou no índice da qualidade de vida dos brasileiros em geral. Conforme o IDH, apurado pelo Pnud, órgão da ONU, se hoje somos a 7ª economia do mundo, estamos no lugar 82 no IDH, um abismo que mostra as brutais desigualdades sociais da população. 28

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Em Evidência - Caso eleito, quais serão suas principais prioridades como senador do RS? Lasier Martins - Não devo falar ainda nesta hipótese, porque não sou candidato. Dependo de aprovação do partido e na data permitida. Entendo, no entanto, que o Estado precisa encontrar recursos para solucionar seus graves problemas estruturais e de infraestrutura, como melhorar a educação das crianças, pagar melhor os professores, qualificar a saúde pública, etc.. Tudo isto dependerá de políticas cria-

tivas envolvendo todos os detentores de cargos púbicos pelo Estado. E, finalizando e em tempo quero dizer de meu desejo de ver o partido mais altivo e reafirmado na sua grandeza, independente de candidatura. Quero lutar pela qualificação do PDT para que seja maior, mais atuante, transparente, harmônico internamente e modelo de ética na política. Que no PDT não se admita a pecha de que hoje todos os partidos são iguais. Quero lutar por um PDT diferente e respeitado.


INDÚSTRIA

FIMEC confirma resultados positivos em vendas e público Expositores e entidades comemoram os negócios encaminhados durante a feira De Zotti

N

e Curtumes, realizada de 18 a 21 de março nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo. Durante quatro dias o evento consolidou, mais uma vez, a posição de segunda mostra mais importante do mundo no setor coureiro-calçadista, recebendo lançamentos e novidades expostas por mais de 600 expositores, que repre-

sentaram aproximadamente 1.200 marcas. Cerca de 40 mil pessoas de 41 países passaram pela feira, que justificou o seu slogan de “a única que tem tudo”, reunindo desde um pequeno acessório até a demonstração de equipamentos, componentes e produto final por meio da Fábrica Conceito e do Estúdio Fimec.

Fotos: Fábio Winter/Lu Freitas

egócios em alta e uma visitação altamente qualificada foram as duas principais características ressaltadas durante o encerramento da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados

Estúdio da Fimec EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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INDÚSTRIA “Os cartazes de equipamentos vendidos e as afirmações de muitos empresários informando suas projeções de vendas durante a feira indicam um crescimento de no mínimo 10% com relação ao ano passado. Fizemos um trabalho muito focado nos principais polos calçadistas brasileiros e também em outros países, o que se refletiu em visitantes muito qualificados, com poder de decisão. Tudo isto colaborou para que tivéssemos um grande evento. O desafio agora é fazer uma Fimec ainda maior e melhor no próximo ano”, afirmou o diretor-presidente da Fenac, Elivir Desiam. Ele voltou a conclamar as entidades representativas do setor para que trabalhem em união e estabeleçam metas conjuntas. Uma delas é alcançar 1 bilhão de pares vendidos no mercado interno e no exterior até

o final de 2015. No ano que vem, a feira acontece de 17 a 20 de março.

Entidades Durante a coletiva de imprensa de avaliação, as entidades parceiras na realização da Fimec foram unânimes em destacar os bons resultados. O presidente da Associação Brasileira de Estilo e Cultura Calçadista (Abecca), Valdemar da Silva, lembrou que a feira vem crescendo em tamanho e qualidade a cada ano. “A Fimec é um momento de encontro entre profissionais e empresas. Ela está completa em todos os sentidos, e neste ano foi enriquecida com o Estúdio Fimec. Vejo, para o próximo ano, que há espaço para crescer, o que também é positivo. Foi uma feira muito importante e estamos muito satisfeitos”.

Em nome da Associação Brasileira de Químicos e Técnicos da Indústria do Couro (Abqtic), o diretor-executivo, Etevaldo Zilli, ressaltou que a feira representa muito para o setor. “Na nossa avaliação, a feira foi um sucesso e nós tivemos uma participação interessante. Estamos muito satisfeitos com a edição 2014 da Fimec e nos colocamos à disposição para sempre ajudar”. Já o presidente da ACI-NH/CB/EV (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha), Marcelo Clark Alves, reafirmou a consolidação do evento. “Temos um longo histórico com a Fimec desde o início e ela vem se consolidando cada vez mais. Acredito que a qualidade das visitas que tivemos é o ponto prin-

Prefeito de Novo Hamburgo, Luis Lauermann (PT); Marcelo Lopes, presidente do Badesul e Elivir Desiam , presidente da Fenac

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momento importante foi trabalhar para facilitar a vida dos curtumes nacionais, reforçando, e acima de tudo, mostrando a força do couro brasileiro”.

Elivir Desiam , presidente da Fenac, durante a abertura do evento

cipal a ser destacado. Em uma feira como esta, a quantidade é o que menos importa. O que realmente vale é a qualidade, e isto foi muito bom. Ouvimos as empresas e elas estão satisfeitas com os resultados. Isso nos dá uma perspectiva muito boa, especialmente em um ano atípico, com Copa do Mundo e eleições. Saio feliz da feira porque ela atendeu às expectativas e, em alguns casos, superou o esperado”, disse o presidente da ACI. Para o presidente da Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (AICSul), Moacir Berger, a Fimec é uma feira que tem tudo. “Esta é uma feira intimamente ligada ao nosso setor do couro, e a cada edição ela tem se aprimorado. Nossos expositores trouxeram suas inovações para apresentar na Fimec e saem satisfeitos por participar da feira”. O presidente do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), Paulo Griebeler, também ressaltou a grande movimentação durante o evento. “Tivemos agenda lotada nos quatro dias de feira, pessoas do Brasil e do

exterior em busca de novidades em tecnologia e inovação. Estamos num momento muito positivo e temos de vivê-lo ao máximo, sem lamentar muito. Podemos ver o setor se articulando e algo que nos deixa muito contentes é ver empresas voltando para o instituto. A Fábrica Conceito foi um sucesso, deu visibilidade ao processo que vivenciamos todos os dias. Temos aqui a inteligência do calçado, o maior cluster deste país, precisamos festejar este momento positivo e cada vez mais intensificar nosso trabalho”. Na avaliação do presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Fernando Bello, a Fimec tem uma importância fundamental para o setor. “Tivemos aqui dois momentos de grande importância. Primeiro, nossa presença no lounge na entrada da feira, onde podemos apresentar a Lei do Couro, que nada mais é do que explicar: couro é couro e sintético é sintético, não existe couro sintético. Esta foi uma grande oportunidade de poder explicar isso. O outro grande

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), “a cada ano que passa, a Fimec se mostra mais forte. Podemos dizer, tranquilamente, que a Fenac tem plenas condições de suportar e fazer evoluir esta feira. No sentido de valorizar e estimular os fabricantes de máquinas, digo que nossas ações foram um sucesso. Quando entidades se unem para ações coletivas, o resultado é positivo. Destaco também a forte qualificação dos visitantes. O volume não é o diferencial, mas sim a qualificação de quem chega para conhecer os produtos do expositor. Isso é resultado do trabalho intenso de visitas aos polos calçadistas de todo o País realizado pela Fenac”, afirmou o presidente da entidade Marlos Schmidt. Para a Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos), a feira é sempre um ponto de encontro do setor. “Estamos satisfeitos em, mais uma vez, poder mostrar nossos produtos, lançamentos, novidades, aquilo que nossos associados apresentam aqui. O Projeto Comprador teve a presença de empresários de toda a América Latina, o que demonstra que estamos sendo cobiçados pelo mercado externo e, nesse sentido, temos também de fazer um trabalho de proteção de nosso mercado. É importante observar este crescimento, com toda a certeza, mas precisamos estar atentos à valorização do produto nacional, que emprega tanta gente e também tem grande participação nos números de exportação”, avaliou o representante da entidade, Fernando Nicory. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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AMASBI

Soledade à frente da Amasbi Prefeito Cattaneo assume a presidência da entidade Mariana Teixeira

P

Alto da Serra do Botucaraí (AMASBI), onde o ponto principal foi a eleição da nova Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal. O prefeito de Soledade, Paulo Cat-

taneo (PMDB) é o presidente da AMASBI de 2014. O prefeito de Mormaço, Luis Carlos Machado (PP) é o 1º vice e o prefeito de Itapuca, Airton Scorsatto (PTB) , o 2º vice-presidente.

Fotos: Mariana Teixeira

refeitos e vice-prefeitos estiveram reunidos em Itapuca, no final da tarde do último dia 14 de março, em assembleia geral da Associação dos Municípios do

Novo presidente da Amasbi e prefeito de Soledade, Paulo Cattaneo (PMDB) com o ex-presidente e prefeito de Tio Hugo, Verno Aldair Müller (PDT)

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Novo presidente da Amasbi e prefeito de Soledade, Paulo Cattaneo (PMDB) com a esposa Gizeli Bordignon

O Conselho Fiscal será integrado por Tiago Zanotelli (PSB), prefeito de Fontoura Xavier; Ademar Antônio Zanella (PMDB), prefeito de São José do Herval e Hélio Dalberto (PDT), prefeito de Alto Alegre. Os suplentes são: Verno Aldair Müller (PDT), prefeito de Tio Hugo; Airton Berte (PT), prefeito de Gramado Xavier e Sandra Regina Soares (PMDB), prefeita de Campos Borges. Ainda foi abordado o relatório geral de atividades do exercício findo, a apreciação e aprovação das contas, a admissão, exclusão e demissão de Municípios associados, onde foi aprovado o pedido do município de

Jacuizinho para integrar a AMASBI e a definição dos valores das contribuições mensais (definido que será de 6%), entre outros assuntos gerais. A próxima reunião da associação deverá ocorrer durante a III EXPOCAMP, que acontecerá nos dias 10 a 13 de abril de 2014, na cidade de Campos Borges. Enquanto ocorria a reunião da Associação, as primeiras-damas foram recepcionadas no CRAS da cidade e, após isso, os prefeitos e as primeiras-damas representaram seus municípios no Jantar Desfile das Soberanas de Itapuca.

Sobre a Amasbi A Associação dos Municípios do Alto da Serra do Botucaraí foi fundada no dia 02 de abril de 2004, por decisão de prefeitos dos municípios da região, em reunião realizada na Prefeitura Municipal de Soledade. A AMASBI congrega e representa, atualmente, municípios localizados no Norte do Estado do Rio Grande do Sul, somando uma população de aproximadamente 130 mil habitantes, distribuídos em uma área de 5.047,70 km².

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AMVAT

Secretário garante acesso asfáltico Amvat discute situação dos acessos aos municípios com secretário Paulo Ricardo Schneider

“O

s atuais prefeitos terminarão os mandatos com os acessos concluídos.” A afirmação é do secretário do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas. Jorge Branco participou, no dia 25 de fevereiro,de reunião com os prefeitos e vice-prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), na sede da entidade, em Estrela, quando deu esta garantia aos presentes. No encontro, coordenado pelo presidente da Amvat, prefeito Sidnei Eckert (PMDB), a execução de obras rodoviárias, principalmente os acessos aos municípios, foi o tema principal. Acompanhado do diretor de Projetos Estratégicos e Relações com Municípios e ex-prefeito de Boqueirão do Leão, João Davi Goergen, o secretário falou sobre a previsão de execução dos acessos às cidades que ainda não foram contempladas. Em três municípios as obras não foram iniciadas. Quanto ao trecho de 17 quilômetros de Capitão a Arroio do Meio, o governo deve fazer nova licitação, pois o antigo contrato está em fase de rescisão. Em relação a Coqueiro Baixo – são 9,6 quilômetros ligando o município a Nova Bréscia - a expectativa é de que os trabalhos possam iniciar na metade deste ano. Conforme Goergen, a intenção do governo é repassar 34

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Secretário do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas, Jorge Branco e Sidnei Eckert (PMDB), presidente da Amvat e prefeito de Arroio do Meio, durante o encontro


O secretário destacou que, dos 104 acessos recebidos pelo atual governo, de 70 a 80 deverão estar concluídos ou em obras até o final da gestão. Segundo ele, o Estado captou recursos para o asfaltamento, mas atribui a demora a uma série de fatores Foto: Paulo Ricardo Schneider

o contrato à segunda colocada no processo licitatório. Outra obra não iniciada é a de Travesseiro a Arroio do Meio. A ordem de serviço para o asfaltamento dos seis quilômetros da estrada deve ser assinada em abril. Em outros municípios os trabalhos começaram, mas como em Boqueirão do Leão, por exemplo, estão paralisados. Faltam asfaltar sete quilômetros até Sério e a informação é de que será necessária uma nova licitação para o término da obra. O acesso a Canudos do Vale tem previsão de estar concluído em julho, sendo aguardada a sinalização definitiva da rodovia. Já o acesso para Relvado deve ser inaugurado até o mês de junho, segundo informaram os representantes do governo. O secretário destacou que, dos 104 acessos recebidos pelo atual governo, de 70 a 80 deverão estar concluídos ou em obras até o final da gestão. Segundo ele, o Estado captou recursos para o asfaltamento, mas atribui a demora a uma série de fatores. Entre eles, o fato de que contratos, assinados ainda em 1998, foram mal quantificados, e que de lá para cá existem ainda novas exigências na área ambiental. “A grande explicação das dificuldades é que os contratos são obsoletos, sem os devidos quantitativos. Mas estão sendo repactuados ou sendo feitas novas licitações”, justificou. Os prefeitos aproveitaram a oportunidade para apresentar outros pleitos ao secretário, principalmente em relação a obras rodoviárias. O presidente Sidnei Eckert pediu apoio do Gabinete dos Prefeitos para que sejam liberados, pela Funai, os dois quilômetros da BR-386, a fim de que possa ser executada a duplicação do trecho. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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SOLEDADE

Sindicato Rural discute principais pautas da região Exposol, RS 332 e BR 386 foram as principais questões

O evento, transmitido ao vivo pela Rádio Soledade AM, tirou como resolução a realização durante a Exposol 2014 de uma audiência pública para pressionar pela reabertura da RS 332, interrompida por uma decisão judicial que tem causado transtornos regionais, a aceleração da duplicação da BR 386, principalmente no trecho entre Lajeado e Tio Hugo e a ampliação das atividades de segurança pública pela Brigada Militar. Também foi estabelecido um grupo de trabalho para encaminhar adequações nas legislações municipais que facilitem o repasse de recursos à segurança pública nas áreas rurais. 36

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Na última parte da programação e com a presença do vice-presidente da Farsul e presidente do Sindicato Rural de Espumoso, Danilo Benedetti e do vice-presidente da Aprosoja/RS, Luis Camargo, foi debatida a questão do acesso dos produtores aos recursos e financiamentos destinados às melhorias e ampliação das atividades rurais. Também houve uma avaliação sobre a necessidade das propriedades adequarem-se para a produção sustentável, inclusive com a evidenciação da contabilidade ambien- Presidente do Sindicato Rural de Soledade, Sr. Samir tal, os investimentos Lamaison, promotor do evento para a melhoria e recuperação das suas áreas produtivas, executivos, legislativos e segurança os ativos e passivos, bem como suas pública regionais, com destaque para potencialidades, visando a adequação o prefeito de Soledade, Paulo Ricardo ao novo Código Florestal. Possivel- Cattaneo (PMDB); vice-prefeito, Romente, no segundo semestre/2014 berto Coletti (PSB); secretária Marilda será realizado um seminário para es- Borges Corbelini; deputado estadual clarecer e ampliar este tema da sus- Ernani Polo (PP); presidente da Câmatentabilidade na produção agropecu- ra de Vereadores de Soledade, Juarez ária. Neste último bloco que contou Knopf (PSB); comandante da Brigada com a presença do deputado estadual Militar; capitão Nelson Ceolan Júnior e Ernani Polo (PP), também foi debati- do delegado de Polícia de Soledade, Mada a legislação trabalhista em relação rino Franceschi, além de muitos produaos empregadores rurais, sendo evi- tores rurais da região. A revista Em Evidenciada a necessidade da sua flexi- dência esteve presente, comprometida bilização. que está com o desenvolvimento do RS e sua produção agropecuária com susParticiparam várias autoridades dos tentabilidade e segurança.

Foto: Divulgação

D

urante o VII Rodeio Internacional de Soledade, o Sindicato Rural, que representa os produtores de cinco municípios, realizou um café da manhã em que autoridades, especialistas e produtores rurais debateram e encaminharam soluções para temas de interesse desta atividade produtiva. O Presidente do Sindicato Rural de Soledade, Sr. Samir Lamaison, destacou que é fundamental as atividades agropecuárias receberem a atenção das autoridades para suas necessidades, seja na garantia do escoamento da produção, na segurança pública através das patrulhas rurais e também no apoio para que as propriedades tornem-se sustentáveis em termos de preservação e recuperação do meio ambiente.

Antonio Silvio Hendges


OPINIÃO

Impunidade “Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal” (Eclesiastes 8.11). Essa máxima, cunhada por Salomão, o sábio rei hebreu, é de uma obviedade estrondosa, e, por isso mesmo, de uma sabedoria proverbial.

Humberto Schimitt Vieira

Os games eletrônicos viciam justamente pela rapidez com que o “prêmio” é alcançado. Mas qual é o prêmio? Meramente o prazer fugaz da “vitória”. Um prêmio pífio, mas imediato. Por outro lado, o “castigo” que a natureza impõe ao tabagista, embora terrível, não é levado em conta por ser remoto.

Advogado, graduado pela UFRGS; No Brasil, sempre que o EsTeólogo e pastor-presidente do Aliás, a humildade em retado quis coibir uma ação ou Ministério Restauração conhecer que as coisas são omissão, buscou aumentar a como são conduz-nos à práintensidade da pena. tica do óbvio, o que, por sua vez, torna um homem sábio. Por outro lado, a soberba leva-nos à insistên- Porém, não é esse o caminho. cia num caminho que pensamos ser o correto, embora os resultados demonstrem, à saciedade, ser O efeito dessa prática, na verdade, é inverso. um beco sem saída. A prática abusiva da pena restritiva de liberdade gera a Voltando à obviedade salomônica, desvendam-se superlotação e consequente degradação do sistema pealguns aspectos da natureza humana. Em primei- nitenciário. Isso, por sua vez, gera a relutância da lei e ro plano, o homem, em sua essência, não é a figu- do juiz em mandar alguém para uma amostra do inferra desenhada pelo mito do “bom selvagem”. O ser no. Essa relutância é traduzida legalmente em recursos humano é, acima de tudo, uma criatura governada sem fim e, pior, numa acepção de classes: como regra, por uma lógica de castigo-recompensa: faz ou deixa manda-se para a cadeia os que praticam os crimes da de fazer de acordo com o castigo ou a recompensa “classe baixa”, e livra-se do “purgatório” a turma de que receber. cima, na qual convivem legisladores e juízes.

É claro que há pessoas que se elevam acima dessa lógica e desenvolvem as virtudes da renúncia e abnegação em favor de outrem, mas, não é a regra.Na sequência, o rei hebreu realça que não basta a sentença sobre a má obra se a reprovação for tardia. Aqui, aponta-se para o imediatismo da natureza humana. A iminência do castigo ou da recompensa tem mais efeito do que a intensidade dos mesmos.

Assim, uma legislação que valoriza a intensidade em desfavor da celeridade, e um sistema judiciário arcaico, e por isso moroso, continua permitindo que, três mil anos depois de Salomão, a sentença sobre a má obra continue sendo tardia e, por isso, ineficaz quanto a sua missão pedagógica. O sentimento de impunidade que daí resulta é um dos fatores preponderantes que está gerando a sociedade que conhecemos: insegura e caótica.

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ww w w.a w.al.r al.rs. rs.go gov. go v..br b

Volta às aulas, um novo passo para uma grande caminhada.

A volta às aulas sempre traz um gosto de recomeço. Neste momento em que alunos, professores e funcionários de todo o Estado retomam suas atividades, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul também está fazendo a sua parte, trabalhando com determinação para criar projetos e buscar recursos que promovam a cultura e a cidadania em todas as escolas da rede pública de ensino. Um dever de casa feito com carinho para formar alunos responsáveis, capazes de transformar a sociedade e fazer a diferença em suas cidades.

Na sua cidade, fazendo a diferença na sua vida.


ENTREVISTA

Lúcia Elisabeth Colombo, vice-prefeita de Canoas Filha de Dionísio Colombo e Alzerina do Amaral Colombo, casada com Francisco Biazus. Mãe de Gabriela, Daniele e André Colombo. A Professora Beth Colombo é aposentada pelo município canoense, tendo prestado concurso para o Magistério em 1973. Cursou Magistério na Escola São Paulo e Pedagogia e Especialização em Deficiência Mental pela Unilasalle; Especialista em Alfabetização pelo Grupo de Pesquisa sobre Educação e Metodologia da Pesquisa (GEEMPA). Foi alfabetizadora do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). Exerceu cargos no magistério como vice-diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santos Dumont e Diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Rio de Janeiro; Diretora do DEPESA (Departamento de Projetos Escolares) Secretária Foto: Fernando Gluszczak

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ENTREVISTA

Municipal de Educação por duas vezes, onde fundou a Escola Especial para Surdos Vitória que possibilitou a inclusão destes alunos na vida social, além disso, neste período, também inaugurou as Escolas Municipais de Ensino Fundamental Max Adolfo Oderich e Odette Yolanda Oliveira Freitas. Ocupou os cargos de Diretora Pedagógica do Instituto Pestalozzi e Diretora da Escola Ulbra São Marcos. Na área social, fez parte do grupo que fundou o Grupo Chimarrão da Amizade, instituição que se dedica trabalhar com pessoas (adultos carentes) portadoras de deficiência múltiplas. Secretariou o MACA (Movimento Assistencial de Canoas). É membro do grupo de Soroptimistas de Canoas no qual recebeu o prêmio Destaque Especial Soroptimistas Internacional. É companheira do Lions Clube Canoas Centro e voluntária da Liga de Combate ao Câncer onde participou efetivamente do processo de construção do Centro de Oncologia, bem como sua habilitação junto ao SUS. No âmbito municipal, recebeu os títulos de Mérito Grandes Líderes do RS, Mulheres Expressão RS, Destaque Mulher Progressista, Profissional Destaque por elevar o nome de Canoas pelo Sindilojas e Fecomércio, Troféu Distinção da Associação dos Servidores Municipais de Canoas em três ocasiões, Distinção Amigos da Polícia Civil das Delegacias da 2ª Região Policial Metropolitana por duas vezes. Participou do Ciclo de Estudos de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG). Também exerceu o cargo de Delegada Estadual da Fundacentro do Ministério do Trabalho por dois anos. Na saúde, desempenhou o cargo de 40

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Coordenadora de Saúde Pública da Prefeitura de Canoas e Secretária de Saúde juntamente com o mandato de vice-prefeita no período de 2009 a 2012, onde desenvolveu as seguintes ações: criação do Teleagendamento; Implantação das UPAs 24h, 16h e UPA do Idoso (Unidade de Pronto Atendimento) e reabertura do Hospital Universitário. Atualmente, exerce o cargo de vice-prefeita reeleita pelo município e, com a impossibilidade de reeleição de Jairo Jorge, é o nome mais cotado para ocupar o executivo canoense nas próximas eleições. Beth concedeu entrevista exclusiva em seu gabinete na PM de Canoas. Confira a seguir Paulo Batimanza

Em Evidência - Muito se fala na amizade e cumplicidade da senhora com o prefeito Jairo Jorge. Prova disto, foi a escolha para ocupar a vice-prefeitura e também uma das pastas mais importantes, a Secretaria da Saúde. Agora, muito provavelmente, estarão em lados opostos na eleição estadual. Como lidar com esta situação? Beth Colombo - O respeito pelo que cada um de nós representa em nossos partidos pautou sempre minha parceria com o Prefeito, sendo assim, passaremos pelo processo eleitoral de 2014 com muita tranquilidade e na certeza que cada um de nós fez o melhor pelo que acredita e defende. Em Evidência - Dentre os executivos municipais, a senhora ocupa um dos cargos mais importantes, sendo vice-prefeita da cidade com o segundo PIB do Estado. Algo ainda mais importante se compararmos às parcas conquistas das mulheres na política gaúcha. O que a senhora acredita que poderia ser feito para as mulheres alcançarem um protagonismo maior no cenário político do Estado? Beth Colombo - É necessário, especialmente, que a mulher acredite na força da transformação que ela possui. É uma lutadora na defesa do direito alheio e muito acanhada quando o assunto lhe diz respeito. Chegará o dia da inversão deste comportamento e assim as conquistas surgirão. Em Evidência - A senhora é, reconhecidamente, uma


Foto: Evandro Kondach

Sendo homenageada na sede do PP, com as amigas: Ana Regina Gorski Rodrigues, presidente do PP Mulher; senadora Ana Amélia Lemos e a deputada estadual, Silvana Covatti (PP) EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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ENTREVISTA to e a parceria com todos. Em Evidência - A senhora tem um trabalho reconhecidamente produtivo na educação e na saúde canoense. De que forma este trabalho contribuiu para a construção de sua figura pública, e como isto influenciou na sua vida pessoal? Beth Colombo - Entrei para o serviço público de Canoas através de concurso público, em 1973. Como professora, fui envolvendo-me com questões sociais da cidade como: Educação Especial, Instituto Pestalozzi, APAE, Chimarrão da Amizade, LBA, MACA e todas as ações que envolviam muitas famílias, tornando-me uma pessoa pública na cidade. Em Evidência - Com a impossibilidade de candidatura do prefei-

to Jairo Jorge, por ser reeleito, a senhora, como vice-prefeita de Canoas, surge como um nome natural às próximas eleições. Caso fosse indicada, a senhora estaria disposta a concorrer? Beth Colombo - O tema sucessão deverá ser cuidado no próximo ano, 2015, pois o ano de 2014 deve ser dedicado às eleições nacional e estadual, o que vai exigir de nós dedicação exclusiva. Vamos combinar, voltaremos a falar sobre eleições 2016 em outro momento. Em Evidência - Como Secretária de Saúde do município, poderia citar algumas ações realizadas em sua gestão? Beth Colombo - Na saúde desenvolvi as seguintes ações: Descentralização da Farmácia Muni-

Foto: Estúdio Sandro Azevedo Fotografias

das figuras públicas mais populares da cidade de Canoas. A que fatos a senhora atribui tal popularidade? Beth Colombo - Desde jovem participei de movimentos estudantis, políticos, partidários e sociais. Minha atuação na Educação foi como alfabetizadora, diretora, chegando ao cargo de Secretária Municipal de Educação. Na SMS, minha participação aproximou-me do cidadão canoense, pois tive o cuidado de atender a todos, respeitando cada situação em particular, procurando ampliar os serviços e trazendo para a cidade o teleagendamento (através da marcação de consultas pelo 0800 6470 156) acabando com o sofrimento da fila para marcar uma consulta pelo SUS. São 42 anos de vida pública na cidade, sempre observando o respei-

Amigos e colegas, da esquerda: Francisco Biazus, marido de Beth Colombo e diretor da Bagergs; vice–prefeita, Beth Colombo (PP); primeira–dama de Canoas, Thaís Pena e prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT)

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Foto: Fernando Gluszczak

Com o amigo e pré-candidato a deputado federal, Mano Changes (PP), durante homenagem

cipal e abertura de mais quatro Farmácias Municipais, criando o Centro de Abastecimento Farmacêutico – CAF; trouxe o serviço de motolância para o município; ampliação das Equipes de Estratégia da Saúde da Família; revitalização e ampliação da rede CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial); criação de leitos de psiquiatria no HU (Hospital Universitário); na ampliação do Hospital Universitário, o mesmo tornou-se referência materno-infantil para a região metropolitana e referência para cirurgia bariátrica para o Estado do RS. Em Evidência - Dentre todas as ações realizadas na Saúde, qual

considera a de maior relevância? Poderias relatar esta experiência? Beth Colombo - Todas as ações realizadas têm um caráter especial, principalmente por serem inovadoras, mas a que posso destacar como a principal ação é o Teleagendamento. Falar sobre o Teleagendamento é como falar de um filho que estava por chegar e que hoje nasceu e está caminhando para um grande futuro.

Descrevo o tele da seguinte forma: O cenário onde a população canoense enfrentava filas durante a madrugada, muitas vezes no frio e na chuva, em busca de uma consulta médica no Sistema Único de Saúde (SUS), passou a ser apenas uma lembran-

ça de um passado difícil a partir da implantação do Teleagendamento de Consultas, projeto idealizado pelo prefeito Jairo Jorge e implantado pela Secretaria Municipal de Saúde de Canoas em minha gestão. Mas, até chegar a esse inovador sistema de atendimento, foi necessária uma grande reestruturação da rede de saúde de Canoas. No segundo semestre de 2011, a Secretaria de Saúde iniciou o cadastramento da população no sistema de Teleagendamento. No cadastro, o usuário recebia um cartão, o Canoas Saúde, com o seu número de identificação. Para melhor atender o usuário do SUS, uma infra-estrutura EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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Foto: Ireno Jardim

ENTREVISTA

Como prefeita em exercício, ao lado do marido Franscico Biazus e do vereador canoense Airton Souza (PP), recebendo o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Rech Pasin (PP)

de call center foi montada e, em março de 2012, quando as operações do Telagendamento se iniciaram, o cidadão passou a fazer a marcação de suas consultas por meio do telefone 0800-6470-156. Em maio do mesmo ano, cerca de 120 mil usuários já estavam cadastrados no Canoas Saúde e habilitados à mar44

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cação de consultas por telefone. O Teleagendamento extinguiu as filas no SUS e hoje praticamente 100% das consultas são marcadas pelo novo serviço. Juntamente com o Telagendamento, existe um complexo regulador, que permite ao município ter mais controle das informações, podendo, assim, adequar suas demandas e oferecer mais serviços. É possível, por

exemplo, ter um mapeamento das marcações de consultas, dos índices de absenteísmo e da distribuição de profissionais de saúde nas UBS. O paciente sai das unidades com seus exames e consultas de especialidades marcadas. Antes da adoção deste sistema, a marcação de uma consulta com especialista poderia demorar até quatro meses. Agora isso acontece na hora.


Teleagendamento? Beth Colombo - A pessoa liga para o número 0800- 6470-156, a partir de qualquer telefone, das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira, e marca um horário com o médico da UBS. Na mesma ligação, o cidadão fica sabendo o dia e o horário da sua consulta. Um dia antes da consulta ou exame, ele recebe por mensagem, em celular previamente cadastrado, um lembrete da consulta, evitando que ocorram faltas às marcações.

Em dois anos, marcamos 785 mil consultas na atenção básica, em abril de 2013 foi implantado o call back, sistema de telefonia onde o paciente liga para o 0800 e após ouvir a mensagem de que foi cadastrado, ele desliga o telefone e o sistema após alguns minutos liga automaticamente para o paciente.

O que Canoas propôs foi à gestão qualificada dos recursos do SUS: saber quem são os pacientes e quais são as demandas, só com esses dados é possível fazer uma gestão qualificada e assim realizar as melhorias para proporcionar à população um serviço qualificado. Em Evidência - Como funciona o

Em Evidência - Como foi sua trajetória política chegando a vice-prefeita de Canoas? Beth Colombo - Desde os meus 16 anos milito no mesmo partido, PP, hoje, pois a sigla mudou algumas vezes, na época era ARENA. Não podia votar, título eleitoral só aos 18 anos naquele tempo. Também minha trajetória deve-se a influência de meu pai que era comerciante, mas muito politizado. Paralelamente, fiz política estudantil, o que me aproximou de outros jovens ligados à política partidária. Ingressei na juventude do partido, passei a membro do Diretório municipal, chegando à presidente do partido em Canoas.

Participei de várias eleições com vitórias e derrotas como candidata ou como cabo eleitoral. Minha maior vitória como cabo eleitoral foi a eleição de Luiz Antônio Possebon a Deputado Estadual em 1982. Como candidata, sofri com a derrota a vice-prefeita de Hugo Simões Lagra-

nha em 2000, mas estava reservada a grande felicidade de minha vida política para o ano de 2008, quando, ao lado de Jairo Jorge, fui eleita vice-prefeita de Canoas e tornei-me a primeira mulher a chegar ao executivo em nossa cidade, atualmente no segundo mandato. Meu partido continua dando-me muitas alegrias. Acabo de ter, pela segunda vez, o privilégio de presidir a Mulher Progressista Estadual, com data marcada para minha posse em 12 de abril do corrente ano. Em Evidência - A senhora já foi candidata a Deputada Estadual em 2002. Não seria a hora de tentar novamente? Beth Colombo - Hoje, meu compromisso é como cabo eleitoral. O PP em Canoas conta com dois vereadores, Celso Jancke e Airton de Souza, este será nosso candidato a Deputado Estadual, estou motivada com a possibilidade de repetir a emoção que senti em 1982, elegendo, neste ano, Airton de Souza como Deputado Estadual Progressista de Canoas.

Também quero muito eleger o Deputado Mano Changes a Deputado Federal, pois ele é meu grande parceiro político e amigo, vai para o desafio nas próximas eleições trocar uma reeleição certa a Estadual pela possibilidade do Federal. Em Evidência - O PP, depois de eleger o Governador Jair Soares, em 1982, tentou chegar ao governo do Estado outras vezes e frustrou-se. Este ano é para voltar ao Piratini? Beth Colombo - Espero ansiosamente que a Senadora Ana Amélia confirme nossas expectativas de ser candidata, acendendo todas as esperanças de ver nossas lutas e convicções coroadas pela vitória. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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OPINIÃO

Mulheres em rede Em diferentes cantos do mundo, as mulheres se Estamos marcando a história. organizam em rede trilhando Pela primeira vez temos um caminho em busca da uma Secretaria de Políticas igualdade e da autonomia. No para as Mulheres- SPM/RS, Brasil, as reivindicações das um espaço público, criado mulheres ainda não figuram para garantir os direitos entre as pautas principais, das das mulheres e meninas quais se exige mudanças. O gaúchas. Um projeto coletivo preconceito que gera violência que inclui todas as mulheres é tema permanente na vida e que desenvolve ações para Ariane Leitão das brasileiras. Portanto, a ingressarmos no mundo Secretária estadual de Políticas realidade de mais da metade da trabalho com dignidade, ter para as Mulheres população do país. O cenário acesso à educação e estarmos exige respostas públicas, de livres da violência. efeito social. Através da mobilização popular ou da atuação dos governos, estamos trabalhando para que Atuando em rede, a SPM/RS trabalha na perspectiva as demandas femininas estejam entre as prioridades emancipatória. O estímulo ao empreendedorismo, à de discussões e de ações do poder público. formação intelectual, à garantia de direitos sexuais e reprodutivos são temas prioritários para a conquista A mobilização social não pode, e não deve, ficar da autonomia, que nos liberta da tutela estatal. condicionada a debates E além disto, identificamos pontuais, precisamos estar “É hora de consolidar prioridades advindas do constantemente em conexão movimento de mulheres, e ampliar direitos. com todos os segmentos afinal, nossas conquistas sociais, colocando em pauta estão para além das esferas Unidas e em rede, as nossas reivindicações. O governamentais. responderemos mês de março será mais um momento para celebrarmos É hora de consolidar e ampliar às demandas da nossa condição feminina, direitos. Unidas e em rede, diversidade das com mulheres livres para responderemos às demandas conquistar sua independência. da diversidade das meninas e meninas e das Desenvolvendo ações das mulheres do Rio Grande. mulheres do Rio transversais e em parceria Colaborando para a mudança Grande” com outras secretarias e cultural e conceitual da poderes, estamos provando sociedade. Ampliando nossa que o trabalho da Rede Lilás contribui não só para capacidade de ação e mobilização. Seguimos mais ampliação do nosso espaço na agenda política fortes, com mais políticas públicas, respeito à gaúcha mas, especialmente, para a transformação diversidade e com prioridade para população da vida das mulheres. feminina.

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INFRAESTRUTURA

CPI da energia elétrica segue em frente Lucas Redecker: CPI da Energia Elétrica busca respostas para o cidadão Magali Beckmann

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stá em andamento, na Assembleia Legislativa gaúcha, a CPI da Energia Elétrica. Presidida pelo deputado estadual Lucas Redecker, autor do requerimento de instalação, a comissão tem um enfoque técnico e busca resultados práticos para a sociedade. “Queremos saber, principalmente, por que a energia elétrica cai com tanta frequência e por que demora para voltar”, afirmou.

Redecker também destaca que a falta de energia é uma situação antiga e que afeta diversos segmentos da economia. “Indústrias que buscam a ampliação de suas atividades esbarram na incapacidade de ampliação da rede. No setor primário é a mesma coisa”, alertou. Ele acredita que a situação não se restringe a uma con-

Foto: Marcelo Bertani

Sobre os motivos que levaram Redecker a pedir a instalação da CPI estão as frequentes reclamações dos gaúchos quanto aos problemas no abastecimento de energia elétrica. Além disso, em pesquisa realizada junto à Assembleia Legislativa, Redecker

constatou que os problemas no abastecimento têm sido tema frequente de comissões, sub-comissões e frentes parlamentares nas últimas legislaturas. “As reclamações chegaram de todas as partes do Estado. Em fevereiro, pararam desde pequenos estabelecimentos comerciais até grandes empresas, que se queixam também de dificuldades na ampliação da carga”.

Da esquerda: Lucas Redecker (PSDB), presidente da CPI e Catarina Paladini (PSB) o relator

cessionária. “Todos estes problemas dão indícios de descumprimento de contratos por parte das concessionárias. E é isto que queremos investigar”, afirmou. A primeira reunião da CPI foi realizada no dia 17 de março, quando foi eleito como vice-presidente o deputado João Ervino Fisher (PP) e como relator o deputado Catarina Paladini (PSB). Na reunião, foram votados ainda 81 requerimentos – 55 de autoria do presidente Lucas Redecker e 26 do deputado Altemir Tortelli, sendo que desse total 64 foram aprovados, 05 ficaram prejudicados e 12 foram retirados. O presidente da CPI também manifestou o desejo de ter um canal com a sociedade para o recebimento de denúncias, reclamações e sugestões, que ficarão concentrados em um site que está em construção e deverá entrar no ar nos próximos dias. Entre os requerimentos aprovados estão a convocação dos presidentes da RGE, CEEE e AES Brasil, além do diretor geral da Aneel e do conselheiro-presidente da Agergs. Há, ainda, pedidos diversos de informações e convites para entidades e órgãos de defesa da sociedade, como Ministério Público, Defensoria Pública, Procon/RS, entre outros. Inicialmente, a CPI deverá ouvir os consumidores de energia elétrica, depois os órgãos do Poder Judiciário e de proteção ao consumidor e, finalmente, as concessionárias e as agências reguladoras. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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NEGÓCIOS

Dakota volta a ser atendida pela DEZ Comunicação Uma das maiores empresas da América Latina retorna à conta da agência Lisiane de Assis

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cas dos nossos clientes”, diz Claudia Gonçalves, vice-presidente de Relações Estratégicas do Grupo DEZ Comunicação. O desenvolvimento de um planejamento consistente, o comprometimento de 100% com o resultado do cliente, o perfil colaborativo da agência e o acompanhamento personalizado dos sócios são alguns dos atributos que levaram a Dakota a retomar a parceria com o Grupo. “Em um momento de grandes desafios mercadológicos no setor, vamos trabalhar em projetos que seduzam o consumidor e busquem espaços em novos canais”, complementa Claudia.

Fotos: Lucas Fogs

pós um ano, a Dakota, uma das maiores empresas calçadistas da América Latina, volta a ser atendida pela DEZ Comunicação. A agência, com sede em Porto Alegre e unidade de negócios em São Paulo, foi a responsável pela conta durante nove anos e agora, a convite da organização com matriz em nova Petrópolis, retoma as estratégias de comunicação da companhia. “Estamos muito felizes, é a reafirmação de que o modelo de comunicação integrada desenvolvido por nossas unidades DEZ, ZOO e ZED está trazendo soluções completas, diferenciadas e valor às mar-

Claudia Gonçalves, vice-presidente de Relações Estratégicas do Grupo DEZ Comunicação

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A Dakota possui 37 anos de atividades, sete unidades fabris distribuídas nos estados do Rio Grande do Sul, Ceará e Sergipe, e responde pela produção de 80 mil pares de calçados por dia.

DEZ projeta crescimento de 30% No último ano, o Grupo DEZ Comunicação comemorou o aumento de 20% em todos os seus indicadores. Em 2014, a empresa completa 21 anos de mercado e projeta um crescimento de 30%. Hoje, é responsável pela comunicação de players como Perdigão, Sadia, Fiat, Angeloni, Massey Ferguson, Dell, Grupo RBS, Barra Shopping Sul e Previsul.


OPINIÃO

Educação e Oportunidades de Desenvolvimento A educação é, seguramente, educacionais de qualidades um dos pontos de maior distintas, e isso diminui as consenso nas discussões sobre condições de igualdade que políticas públicas. Mesmo os cidadãos dispõem para pessoas com opiniões políticas se desenvolver. Em outras completamente diferentes palavras, gera desigualdade concordam com a afirmação social. Por outro lado, há de de que a educação é o principal ser positivo o fato de que um indutor do desenvolvimento dos dois sistemas funciona de uma comunidade ou bem, pois há a possibilidade uma nação. O conceito de de que um aprenda com os Luís Antônio Covatti que o investimento público acertos do outro. Vice-presidente nacional da em educação traz retornos Juventude do PP positivos no médio prazo Nesse cenário, é papel dos está plenamente difundido governos, com o apoio dos no Brasil. Por que, então, nosso resultado em testes legisladores, elaborar políticas públicas capazes de internacionais, como o PISA (Programa Internacional fazer com que os alunos da rede pública de ensino de Avaliação de Alunos) é tão negativo? Na última tenham as mesmas condições de aprendizado dos edição do estudo que compara 65 países, obtivemos alunos da rede privada. Parece impossível, mas não é. o 58º lugar. Afinal de contas, os professores de ambos os sistemas (público e privado) são formados nas mesmas A avaliação realizada no estudo somente confirma as universidades, o que nos leva a crer que a gestão das péssimas condições do ensino público brasileiro, que escolas é fator determinante para o aprendizado. são visíveis a qualquer cidadão. Não conseguimos traduzir o consenso sobre a importância da educação Portanto, os governantes que forem eleitos em 2014 em qualidade de ensino. Mas há, porém, outro dado têm o desafio elevar a educação brasileira a um novo sobre a educação brasileira, digno de reflexão: a nota patamar. E esse novo patamar exige escolas com média dos alunos da rede privada compete com a dos infraestrutura adequada, professores e programas países desenvolvidos, e a nota dos alunos do ensino de ensino atualizados, e turno integral para todos os público é semelhante às notas dos países do terceiro alunos. Há uma janela de oportunidades demográficas mundo! para isso, pois está diminuindo o número de alunos que ingressam nas escolas. Como os recursos são Dessa informação, podemos tirar duas conclusões. limitados, o poder público precisa aproveitar essa A primeira, de que existem, no Brasil, dois sistemas oportunidade para fazer mais, com menos.

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MATÉRIA ESPECIAL

50 anos depois: golpe ou revolução? No ano em que se completam 50 anos de uma ruptura brusca na história do país, a matéria especial da revista Em Evidência não poderia ser outra. É inegável o tratamento desumano aplicado pelos militares à população brasileira durante os 21 anos de poder. Mas, quando se analisa a história, todos os aspectos devem ser levados em conta. Confira o texto que o nosso editor, Antonio Silvio Hendges, preparou exclusivamente para você leitor Antonio Silvio Hendges

Ao lado do governo de João Goulart estavam os que queriam fazer reformas de base, não necessariamente para beneficiar grupos ou interesses estrangeiros, mas de acordo com suas 50

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Foto: Internet

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á 50 anos, em 31 de março de 1964, o Brasil passou por uma ruptura institucional que teve grande influência na História do país neste meio século. O governo eleito do Presidente João Goulart foi derrubado pelos militares que assumiram o poder com o apoio bem consolidado de parte importante da sociedade. Estes apoiadores, assim como os militares, entendiam que o país estava se encaminhando para a generalização dos conflitos sociais e a desorganização econômica e esperavam que a substituição do governo impedisse o avanço de reformas estruturais que consideravam não condizentes com os caminhos que propunham ao desenvolvimento do país. Temiam que as propostas e ações do governo então constituído fortalecessem interesses de países como Cuba, União Soviética e China, alterando a correlação das forças políticas e tornando o país uma “república popular” com amplos poderes aos sindicatos e organizações de esquerda.

Acima de nossos poderes: Para muitos analistas políticos, se não fosse a intervenção do exército nacional, com apoio da CIA, seria a KGB e o Kremlin que iriam orientar as decisões de nossos presidentes. Com o mundo dividido em dois, militarizar não só o Brasil, mas toda a América do Sul, era imprescindível

manifestações para melhorar as condições de vida da população, a renda dos trabalhadores rurais e urbanos e a distribuição da riqueza de uma forma mais justa e que proporcionasse um desenvolvimento mais integrado e democrático. Claro que existiam ligações políticas e interesses além destas propostas, não eram necessariamente do governo, mas de partidos, grupos e organizações que apoiavam as reformas

e entendiam que, após estas, o país poderia avançar para novas relações econômicas e políticas internas e externas. Apesar de organizadas e atuantes, estas organizações não eram majoritárias no governo, porém tinham bastante poder de pressão. Mas se a revolução (para os seus apoiadores) ou golpe/ditadura (para os detratores) trouxe, nos próximos 20


Foi o povo quem pediu: este foi o argumento, que de certo modo era um fato, para que o golpe fosse dado, uma vez que grande parte da população realmente foi às ruas temendo as famosas reformas prometidas por Jango

anos pós 1964, muitas dores e contradições, também proporcionaram um amplo aprendizado para o povo brasileiro e para os próprios militares. Prisões arbitrárias, torturas, assassinatos, sistemas parainstitucionais ou semilegais de monitoramento político como o Doi-Codi, censura, colaboração com regimes semelhantes do cone sul e, outras atitudes autoritárias são inegáveis, assim como o aumento da dívida externa e das contradições sociais. Mas os militares também desenvolveram a infraestrutura do país e aceleraram os índices de crescimento, principalmente nos primeiros 10 anos. O Brasil saltou do 48º lugar no ranking econômico para o 8º e, em alguns,

anos o crescimento chegou a 14% com baixo desemprego e inflação controlada. A criação da Eletrobrás, Embratel, Embraer, desenvolvimento do álcool como combustível - Pró-Álcool, ampliação de portos exportadores como Santos, Vitória, Paranaguá e Rio Grande, estímulo às indústrias aeronáutica, automobilística e naval, além de diversos outros empreendimentos em todo o país também caracterizaram este período. Principalmente a partir de 1974, começaram a aparecer contradições econômicas e políticas que forçaram

os militares a iniciarem uma abertura gradual que procurava evitar o acirramento dos conflitos internos e externos ao governo. Com a crise do petróleo, os empréstimos internacionais tornaram-se mais difíceis, diminuindo os investimentos, e a vitória do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) nas eleições legislativas, iniciou um processo de distensão que durou até 1985. Neste segundo ciclo do governo militar, houve muitas mobilizações de categorias de trabalhadores e estudantes, descontentes com a economia, mas também com o autoritarismo, a censura e a ausência de uma demoEM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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MATÉRIA ESPECIAL

Direitos cerceados: uma das raras manifestações, pública, popular e pacífica. Já no começo da ditadura, a censura dava o tom de como seria pintado o novo quadro político;

cracia representativa. A greve histórica dos metalúrgicos do ABC Paulista, em 1978, que tinha como liderança principal o então operário Luiz Inácio da Silva, o Lula, desencadeou um ciclo de greves e reivindicações dos trabalhadores apoiados pelos estudantes e outros setores sociais. Muitas lideranças políticas atuais têm origem nestas mobilizações e certamente não teriam se consolidado sem o regime de 1964, ou seriam menos evidentes. No início da década de 1980 a conjuntura econômica internacional se agravou e refletiu internamente com a estagnação econômica e a inflação, que diminuíram o crescimento e desgastaram o regime, reforçando as propostas de abertura e ampliando as mobilizações não apenas dos agentes políticos institucionais, mas também de um amplo leque de movimentos sociais e populares que atuavam de forma autônoma. A mobilização pelas Diretas Já, em 1984, apesar de 52

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não ter conseguido as eleições para Presidente, foi decisiva para a aceleração da transição do governo militar à democracia representativa. Com a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, encerrou-se definitivamente o regime militar e iniciou-se uma nova etapa na história brasileira que consolidou muitos avanços democráticos através do processo eleitoral pleno. Uma análise mais ampla dos militares no poder demonstra que, embora usassem a força e a coerção para manterem o regime, também contribuíram com o desenvolvimento do país, principalmente em sua infraestrutura. Também foram hábeis o suficiente para encerrarem sua participação sem grandes conflitos, adotando uma postura de avanços consentidos e abertura gradual. O Brasil pós regime de 1964 tornou-se muito mais consistente no desenvolvimento de sua experiência democrática do

que anteriormente e, certamente, sua história será sempre influenciada por este período que, para muitos, foi uma revolução positiva e necessária. Mas, para outos, foi um período de exceção completa, de desmandos e autoritarismo. Entre os dois lados, é preciso entender que o país precisa ir em frente, desenvolver-se e inserir-se na política e na economia mundial e que o caminho escolhido pelos brasileiros é a democracia. Os militares cometeram muitos erros, mas tiveram também méritos e suas ações precisam ser interpretadas de forma mais ampla que o maniqueísmo entre bons e maus. Foi durante os seus governos que se criaram as condições políticas, as lideranças e as mobilizações que resultaram no Brasil atual, um país em pleno desenvolvimento político e econômico e que está realizando de forma pacífica e ordeira muitas das reformas propostas no período pré 1964.


FLASH

Gilmar Sossella, presidente da Assembleia no ano da Copa O novo presidente da ALRS é Gilmar Sossella (PDT), figura carismática e muito popular entre os colegas e prefeitos. Um dos principais responsáveis pela reivindicação do asfalto para os municípios, afirmou que, dentre outras, o incentivo da energia do carvão mineral será uma de suas principais bandeiras. Confira algumas imagens da posse

Foto: Marcos Eifler

Sandro Carvalho

Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

Gilmar Sossella ovacionado, já como presidente da ALRS 2014

Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT); Gilmar Sossella (PDT), presidente da ALRS 2014 e presidente do PDT/RS, Romildo Bolzan Junior

Prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho (PDT) e deputado estadual, Miki Breier (PSB)

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Foto: Juremir Versetti

FLASH

Foto: Vinicius Reis

Roberto Facchinetto, vice-prefeito de Arvorezinha (PP); Gilmar Sossella (PDT), novo presidente da ALRS e prefeito de Arvorezinha, Luiz Paulo Fontana (PSDB)

1ª Secretária da Mesa Diretora, Marisa Formolo (PT); presidente da ALRS, Gilmar Sossella (PDT); 1° vice-presidente da Mesa Diretora, Catarina Paladini (PSB) e Superintendente Geral e braço direito do presidente, Artur Alexandre Souto

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Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

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Chef da Casa Civil, Carlos Pestana (PT)

Presidente da União dos Vereadores do Brasil, Gilson Conzatti (PMDB)

Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

Paulo Ziulkoski, presidente da CNM e o amigo Alceu Barbosa Velho (PDT), prefeito de Caxias do Sul

Presidente do Partido Progressista do RS, Celso Bernardi EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

FLASH

Lasier Martins (PDT), pré-candidato ao senado, prestigiou o evento

Secretário Municipal do Trabalho e Emprego , pré candidato à deputado federal, Pompeo de Mattos (PDT) Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

Foto: Chico Pinheiro/Revista Em Evidência

Ten. Cel Riccardi, presidente da ASOFBM

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Deputado federal e pré-candidato ao governo do estado pelo PDT, Vieira da Cunha


OPINIÃO

Justa indignação da Imprensa Agora fica claro: tem gente graúda por trás dos acontecimentos. Confirma-se que criminosos de penacho contratam, induzem, amparam e recompensam baderneiros, estes que, diluídos na multidão, agridem e matam inocentes, quebram o que encontram pela frente, ofendem a nação sem a menor cerimônia ou crise de consciência.

de alguém. A culpa é de todos. Fica indefinida. Dilui-se na pluralidade anárquica de indivíduos. Ignora a personalidade em particular.

Neste momento, a imprensa sofre corte profundo em sua própria carne. Um de seus profissionais bem quisto, exemplar cinegrafista, unanimidade entre seus colegas - é morto pela agressão explosiva, pela covarde ação da multidão Institui-se o absolutismo dos envenenada. Vetores diabólicos Sanchotene Felice marginais. Em síntese, instaura-se mantidos a soldo geram deplorável Ex-prefeito de Uruguaiana e a anarquia no País, em proveito dos atrativo. Desta vez a população deputado constituinte maus, acomodados no anonimato, brasileira está sendo levada a pensar sob expectativa de impunidade. sem paixão, longe dos fanatismos Fazem o que querem, humilham e debocham da nação ideológicos ou partidários, sem direita e sem esquerda. Além brasileira. Quando flagrados dizem que querem melhorar a disto, os marginais não contavam com a tecnologia, que agora educação, a saúde, reduzir tarifas, eliminar injustiças. os identifica, e com os peritos que não sonegam seus delitos. De agora em diante o horror aparece. E seus autores também. Se a evidência os acusa, as imagens os denunciam e testemunhas confirmam, praticam o escape da moda: não Um profissional da notícia foi assassinado em seu posto sabem nada, não declaram nada, negam tudo. E não lhes de trabalho. Escalado para mostrar aos brasileiros a dura faltam causídicos de oportunidade, que os defendam, tudo verdade dos tumultos. A gravidade e as circunstâncias da em nome da “lei”, da “democracia”, do “Estado de Direito”, que morte de Santiago Andrade, formam desafio com fisionomia eles próprios não respeitam. Salta aos olhos, até do analista de convocatória. A violência produzida deve enfrentar resistência mediana aquidade, que esses movimentos de falsos protestos fulminante. O povo aplaudirá. Caio Silva de Souza, Fábio e de real vandalismo são levados às ruas com clara motivação Raposo, a original Sininho e asseclas associados devem estar político-partidária, a gosto de mercenários-mascarados, com seus dias de liberdade contados. sem coragem para mostrar o rosto. Black Blocs em cena, estrangeirismo insuportável. É de registrar, em tom compensatório irresignado, que o triste episódio da morte do qualificado câmera opera o Também se destinam a promover confrontos com autoridades. condão de revoltar e unir todos os órgãos de comunicação São figuras esquálidas, com fisionomia de anjos, que despertam do Brasil, num brado enérgico de repúdio e condenação. Há, comiseração. Valem-se do fato de que os brasileiros guardam ao mesmo tempo, pelo que se vê, compromisso solidário da em sua personalidade básica a primazia do sentimento sobre mídia para formalizar a acusação aos culpados e leva-los à a razão. A maioria se apieda dos bandidos. Mais ainda, se lhes Justiça. parecem desnutridos, com maças do rosto proeminentes, magros, tenra idade, curvados e olhar indefinido. São robôs Vai mais longe: ela responsabiliza, sugere estratégias, mostra escolhidos a dedo. Vulneráveis pela carência física e emocional. caminhos e dispõe-se a exercer enérgica fiscalização, no Na interação coloquial são tímidos e humildes. Na turbamulta sentido de vê-los julgados e contidos exemplarmente. A família são feras furiosas a solta, muitas vezes usuários de drogas. de Santiago afirma que sua morte não será em vão. Tenho certeza disso. Ela será um divisor de águas rumo a coerência Mas, quando agridem, quebram e conspiram contra a e racionalidade nos processos de prevenção e repressão contra vida alheia, apostam no perdão coletivo. Afinal, são jovens marginais que se transvestem de patriotas e não passam de inexperientes, “frágeis”, “bem intencionados”. É fácil para seres abjetos, escolhidos por chefes que, a meu ver, devem ser os patrões desses moços defendê-los com engenhosas descobertos e levados à cadeia, mediante ação exemplar. O artimanhas, até porque a multidão, diferente do indivíduo, do povo aplaudirá. E a revolta da imprensa e de todos nós entrará grupo e do público, dificulta, quase impede a responsabilização para a História.

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PARTIDO PROGRESSISTA

A nova política em tempos de redes sociais A presidente da FMC, senadora Ana Amélia, participou do encontro e ressaltou a importância das redes sociais na política Fernanda Camargo

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suprapartidário. Estamos prestando um serviço a nós do partido e à sociedade brasileira, ao permitir um debate na questão das redes sociais”, frisou. Em referencia às manifestações de junho de 2013, o presidente estadual do PP em Santa Catarina, o deputado federal João Pizzolatti, afirmou que as pessoas que foram para ruas mandaram um recado bem claro para os políticos: que é preciso renovar a forma de fazer política e as redes sociais contribuem neste trabalho. Já

o presidente estadual da Assembleia de Santa Catarina, o deputado estadual Joares Ponticelli, afirmou que é preciso investir nessa nova forma de comunicação que fará diferença em 2014. O mediador do evento, o cientista político da FMC, Luciano Dias, reiterou que o seminário tem como objetivo não apenas discutir os aspectos teóricos, mas sim unir a teoria com a prática. Um questionamento para reflexão foi lançado ao público. “Que transformação social estamos preFotos: Júlio Cancellier

m Florianópolis, capital de Santa Catarina, foi realizado no último dia 21 de março, o seminário “A Nova Política em Tempos de Redes Sociais”, promovido pela Fundação Milton Campos (FMC) com apoio do diretório do partido Progressista Catarinense. O encontro, que está percorrendo as capitais do Brasil, tem como objetivo discutir a importância das redes sociais no cenário político. Gratuito e aberto ao público é também transmitido ao vivo pela Internet. Palestrantes renomados do mercado digital explicaram o poder e a influência das redes sociais. No seminário também foi mostrado como operar as mídias sociais, qual a melhor forma de interagir e monitorar . A presidente da Fundação Milton Campos, senadora Ana Amélia (PP/ RS), ressaltou a importância de debater sobre as redes sociais. “Eu quero que nossos líderes políticos saibam bem a força que tem a rede social. Mas, ela só tem força e eficácia se for bem usada. A rede social, se for mal usada, pode ferir, não fisicamente, mas moralmente e eticamente. Por isso, é preciso seriedade, transparência e responsabilidade”, ressaltou. O vice-presidente da FMC, o deputado federal de Santa Catarina, Esperidião Amin, evidenciou a importância do seminário. “Este é um evento 58

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A presidente da Fundação Milton Campos, senadora Ana Amélia (PP/RS), ressaltou a importância de debater sobre as redes sociais


Evento contou com a presença das principais lideranças do PP de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul

senciando hoje com as redes sociais?”. A primeira palestra foi do consultor de marketing, André Torretta. Ele conceituou a nova classe média e a colocou como fator relevante para a efervescência das redes sociais. E disse ainda que os valores mudaram e o que faz a diferença na atualidade é o conteúdo, o engajamento, as pessoas. “Não estamos falando de ferramentas, mas de gente”, completou. O professor Paulo Teixeira, representando o professor Nino Carvalho, explicou sobre o novo e-cidadão que está mais exigente e inclinado a reclamar. “O novo e-cidadão está muito mais experiente ao interagir com veículos de comunicação, empresas e campanhas publicitárias. Ele critica e busca credibilidade na marca”, afirmou. O chefe de gabinete da senadora Ana

Amélia, Marco Aurélio Ferreira, colaborou no seminário e explicou de que forma eles administram toda a estrutura de redes sociais no gabinete. Ele afirmou que o sucesso da senadora nas redes sociais é o resultado da interatividade e do trabalho colaborativo com o cidadão. “Não adianta ter só as redes e não ter o trabalho do parlamentar. Não adianta o parlamentar trabalhar um monte e não falar para ninguém o que está fazendo. Você tem que unir essas pontas e fazer essa coletividade com cidadão. Quando isso acontece, a gente tem grandes resultados”, destacou.

Ao final do encontro, os palestrantes responderam perguntas do público e também orientaram como administrar melhor as redes sociais. A senadora Ana Amélia também participou e deu dicas importantes à respeito de responder. “É preciso dar retorno às pessoas. No jornalismo eu dava voz, visibilizava o problema. Isso é empoderamento. Trazer ao conhecimento”, disse. A senadora que opera pessoalmente o twitter dela afirmou, entretanto, que dar relevância à quem está fazendo críticas destrutivas, que não condizem com sua conduta, não é uma boa.

O seminário também contou com a colaboração do CEO do AirStrip, Rodrigo Soriano, que apresentou um aplicativo que monitora, em tempo real, por meio de uma busca semântica, mostrando tudo que está sendo falado, quem fala e onde se fala sobre um determinado assunto ou pessoa.

Além do público catarinense e jornalistas, participaram do encontro lideranças do partido progressistas, deputados federais e estaduais, prefeitas, vice-prefeitas, vereadores, secretários e representantes dos diretórios progressistas de várias capitais do Brasil. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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PARTIDO PROGRESSISTA

Seminário Nacional da Mulher Progressista, debate a participação da mulher na política

Encontro aconteceu em Florianópolis e reuniu presidentes estaduais da mulher progressista de várias capitais do Brasil Fernanda Camargo

O Seminário Nacional da Mulher Progressista realizado nos últimos dias 21 e 22 de março, em Florianópolis, foi marcado por diversos relatos de norte a sul, de leste à oeste do Brasil. A presidente da Fundação Milton Campos, senadora Ana Amélia, no encontro lançou um desafio às mulheres progressistas: trabalharem intensamente na busca de líderes. E reforçou o uso das redes sociais. “É muito barato e muito eficiente”, ressaltou. A presidente nacional da Mulher,

Beth Tiscoski, afirmou no grito de guerra junto as líderes estaduais que agora é agora. “É a hora, é a vez, é a força da mulher, vamos juntas ocupar nosso espaço”.

que tem como objetivo contribuir na formação política. No encontro também foram definidos projetos que serão colocados em prática no Brasil inteiro.

No evento também foi mostrado os meios de comunicação que a FMC disponibiliza para os progressistas ocuparem espaço, a TV Web FMC e a revista “Gestão Progressita”. Além disso, tem os cursos à distância, EAD,

Presidente da Fundação Milton Campos, senadora Ana Amélia e a presidente nacional da Mulher do Partido Progressista no seminário que aconteceu em Florianópolis

Seminário Nacional da Mulheres Progressistas reuniu líderes de todas as capitais Brasileiras

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FLASH

Assembleia Geral Extraordinária de Verão Confira as principais imagens do evento da Famurs realizado em Tramandaí, nos dias 06 e 07 de fevereiro

Fotos: Diego Chamorro/Revista Em Evidência

Sandro Carvalho

Primeira-dama de Charqueadas, Silva Mara Barbosa; prefeito de Charqueadas, Davi Gilmar (PDT) e secretário de obras, Claudionor Silveira Borba

Fioravante Batista Ballin (PDT), prefeito de Ijuí

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Sergio Munhoz (PSB), prefeito de Eldorado do Sul e Tesoureiro da FAMURS

Vice-prefeito de Tramandaí, Clayton Pioner Ramos (PT) e prefeito de Imbé, Pierre Emerim da Rosa (PT) EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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Prefeito de Caraá e presidente a Amlinorte, Silvio Miguel Fofonka (PP)

Engenheiro Luiz Alcides Capoani, presidente do CREA-RS

Prefeito de Parobé, Claudio Roberto Ramos da Silva (PT)

Airton Luiz Artus (PDT), prefeito de Venâncio Aires

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FLASH

Mauro Poeta (PMDB), prefeito de Triunfo

Prefeito de Rio Grande, Alexandre Duarte Lindenmeyer (PT) e prefeito de Esteio, Gilmar Antonio Rinaldi (PT)

Prefeito de Ibirapuitã, Clodoir Luciano Lago (PDT) e prefeito de Mormaço, Luis Carlos Machado (PP)

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Prefeito de Tramandaí, Edegar Munari Rapach (PMDB)

Prefeito de Santo Ângelo e presidente da FAMURS, Valdir Andres e secretário de Turismo e Desporto de Tramandaí, Rojoel Amaral

Jorge Branco, secretário estadual do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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ENTREVISTA

Marisa Formolo faz história na Assembleia Legislativa Marisa Formolo (PT) está no segundo mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e é a primeira deputada, na história do parlamento gaúcho, a ocupar o cargo de primeira secretária da Mesa Diretora. Foi também a primeira mulher a assumir como vice-prefeita de Caxias do Sul e como prefeita em exercício, no segundo semestre de 2000. É professora aposentada na rede estadual e na Universidade de Caxias do Sul, onde foi pró-reitora de Pesquisa e Extensão. Desde jovem, foi militante estudantil e nas pastorais sociais. Foi também presidente de Diretório Acadêmico de Filosofia e lutou pela anistia, pela democracia e contra a ditadura militar. Na Assembleia, foi presidente da Comissão de Educação em 2007 e 2008 e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos em 2009 e 2010. Atuou na Frente Parlamentar Contra a Prorrogação dos Pedágios, foi relatora da Comissão Especial dos Parques Tecnológicos, integrante da Comissão de Agricultura e do grupo parlamentar de Luta Contra o Câncer de Mama. Coordenou, também, a Subcomissão em defesa da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e foi presidente da Comissão Especial do Ensino Profissionalizante. É militante pelos direitos e pela igualdade de gêneros, priorizando a luta pelo 66

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desenvolvimento com inclusão social. Acredita que participação é condição essencial para as conquistas de cada um e de todos. Luta com os movimentos sociais pela infraestrutura urbana, pela manutenção da Uergs e pela democratização da sua gestão e pelo fortalecimento da educação profissional no Pronatec para que jovens e adultos garantam capacitação profissional, pois é uma condição para o acesso ao mundo do trabalho e a superação da pobreza. Avalia que os governos Lula e Dilma deram ao Brasil um novo rumo com inclusão social e distribuição de renda. No Rio Grande do Sul, entende que o governador Tarso Genro está fazendo avanços, tanto que o Produto Interno Bruto de 2013 cresceu três vezes mais que a média nacional. Na saúde, defende o atendimento público e gratuito pelo SUS, e a integração e descentralização da média e alta complexidade. Por fim, a luta pelo direito à alimentação saudável, com a identificação dos produtos produzidos com agrotóxicos e o fortalecimento da agroecologia também são bandeiras defendidas pela deputada que tem nas “lutas do povo” o alicerce para o mandato parlamentar. A deputada recebeu a equipe da revista Em Evidência em seu gabinete, quando concedeu a entrevista a seguir Sandro Carvalho


Em Evidência - Pela primeira vez, na história do parlamento, uma mulher assume a primeira secretaria da mesa diretora, no caso, a senhora. O que isto representa para sua carreira, por que seu nome foi indicado e por que a senhora acredita que demorou tanto para tal conquista ocorrer? Marisa Formolo - O PT sempre lutou pelos direitos das mulheres. Por isso é um partido que tem a paridade de gênero na diretoria executiva. Havia uma vaga na mesa diretora e a bancada aceitou a minha indicação para o cargo. Está claro que nunca uma deputada foi eleita presidenta, mas não sabíamos na ocasião, não sabíamos que

nos mais de 170 anos da Assembleia, nenhuma mulher havia ocupado este cargo. Este cargo tem o poder de controle e liberação de recursos econômicos e financeiros da Assembleia, cuidando, principalmente, das despesas dos deputados. A vida privilegiou o PT e a mim, para contribuir com a história das mulheres no poder Legislativo do Rio Grande do Sul. Fico contente por poder dar essa contribuição à história da atuação das mulheres nos

espaços de poder da Assembleia. Sei também do grau de responsabilidade com que deverei cumprir este papel. Acredito que vários foram os fatores que levaram à demora da chegada da mulher a cargos de poder. Por exemplo, as mulheres só tiveram o direito ao voto em 1932. Esse cargo, de primeira secretária, é tradicionalmente ocupado por homens. As mulheres e seus partidos que passaram pelo parlamento gaúcho não tiveram como objetivo estar neste espaço de poder. Penso que o número reduzido de vereadoras e deputadas – nos cargos políticos como um todo – também influenciou. Outro fator são as diferentes condições econômicas entre homens e mulheres e a visão da hierarquia patriarcal dos partidos e da sociedade. Mas acredito que haverá avanços na próxima legislatura.

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Fotos: Divulgação

ENTREVISTA

Com o então presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva

Em Evidência - A senhora é uma deputada com atuação destacada em muitos temas. Em sua opinião, quais foram as principais conquistas nesse mandato? Marisa Formolo - Nos dois mandatos me dediquei a muitas lutas. Todas pelos direitos dos que mais precisam. Seja pelos direitos básicos à comida, à habitação, ao emprego e ao direito de ir e vir. Essa luta se deu tanto junto às bases e os movimentos sociais quanto no plenário e junto a entidades de classe, no intuito de costurar alianças que garantissem a aprovação de leis que beneficiassem os mais pobres. Entre elas a Lei da Alimentação Saudável e leis que fortalecem a agricultura familiar, como os coletivos de trabalho e compras coletivas – leis do Executivo, mas que pude dialogar com o governo para que os projetos fossem encaminhados para a Assembleia -, mais investimentos em equipamentos para qualificar a agricultura familiar. Sou, ainda, autora de projeto em tramitação na Assembleia que determina a identificação dos alimentos produzidos com agrotóxicos. Também me dediquei à luta pelo encerramento do modelo de polos de pedágios, por 68

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entender que era um modelo injusto, assim como pelo fechamento da praça de pedágio de Farroupilha, que cerceou durante muito tempo o direito do cidadão ir e vir, e para a melhoria na infraestrutura do Estado. A Educação Profissional foi outra área em que me dediquei, pois entendo que é ela que garante a entrada no mundo do trabalho e, consequentemente, emprego e renda. Realizamos, na Co-

missão do Ensino Profissionalizante, o diagnóstico e encaminhamento de sugestões para a qualificação do ensino no Estado, com a certificação binacional entre Brasil e Uruguai. Ajudamos a qualificar a Uergs, aprovando investimentos; conquistamos a democratização da universidade com a realização da primeira eleição para reitor; conseguimos a implantação do Instituto Federal de Farroupilha e a construção de um campus para o Instituto Federal de Caxias do Sul, fortalecendo assim a educação profissionalizante. Da mesma forma, na Saúde, busquei mais investimentos nos hospitais públicos e filantrópicos como o Geral (HG) e o Pompéia, de Caxias do Sul. Para as mulheres, busquei apoio para a implantação da Patrulha Maria da Penha na Serra gaúcha, uma garantia de proteção às vítimas de violência, pois as medidas protetivas, por si só, não garantiam que o agressor não voltasse a violentar suas vítimas. Nessa questão de gênero, sigo lutando por direitos iguais, inclusive dentro do parlamento gaúcho, uma estrutura conservadora. Ainda nos dias de hoje

Discursando no levantamento de cancela de praça do pedágio, ao lado do governador Tarso Genro e do então ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas


as deputadas que ganham bebê sofrem perda temporária do mandato, pois para dar à luz e cuidar do recém nascido no período de licença maternidade, de 120 dias, precisam dar lugar a um deputado suplente. Em Evidência - A senhora é um dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores no RS. Em sua opinião, quais as principais semelhanças e diferenças entre o governo Tarso e Dilma ? Marisa Formolo - Acredito que a política de desenvolvimento com inclusão social é a principal característica dos dois governos. Com uma matriz industrial, o Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros Em Brasília, deputada é recebida pela presidente Dilma Rousseff e pelo então ministro do Desenvolvimento que mais cresceu nos Agrário, Pepe Vargas últimos anos. Em 2013, a indústria gaúcha cresceu 2,9% en- cretaria do Desenvolvimento Rural, mulher. Se a gente considerar as muquanto o Produto Interno Bruto (PIB) Pesca e Cooperativismo, investe em lheres chefes de família, a participada indústria nacional cresceu 1,3%. equipamentos e tecnologias, abertura ção delas na posse das terras passou Já o PIB geral do RS cresceu 5,8%, de poços e açudes para a irrigação e a de 13% em 2003 para 23% em 2013. quase três vezes mais do que os 2,3% capacitação profissional. Ambos têm No Estado, o governo criou a Secretaque o Brasil cresceu no mesmo ano. E o mesmo objetivo: qualificar a produ- ria de Políticas para as Mulheres, que isso se deve às políticas de indução do ção e incentivar a permanência do jo- instituiu a Patrulha Maria da Penha crescimento, à economia moderna e vem no campo. A implantação da saú- e criou linhas de crédito específicas diversificada do Estado, com um setor de básica no país e no estado ampliou para as mulheres. Assim, entendo que agrícola tanto de agricultura familiar, o acesso ao atendimento médico. Em os dois governos, estadual e federal, empresarial e de agronegócio. A in- ambos os governos também podemos têm características comuns, por isso dústria que vem sendo enriquecida verificar o crescimento da inclusão estão alinhados desenvolvendo pocom investimentos que vêm de fora e das mulheres no mundo formal do líticas públicas. A importância dessa com financiamento do Estado. Tanto trabalho. Nos últimos três anos foram integração está na soberania que coloo governo federal quanto o estadual 2,4 milhões de mulheres que tiveram cou o Brasil e o RS em uma conjuntura não deixam de investir em políticas suas carteiras assinadas. E isso é fan- nacional. O desenvolvimento do estaque valorizam a produção primária. tástico, mostra a força das mulheres do é parte do plano nacional, que coNo Federal, o Ministério do Desenvol- brasileiras. As mulheres também fo- locou o Brasil com um exemplo no cevimento Agrário investe na produção, ram beneficiadas no acesso à terra, nário internacional e uma referência distribui recursos e equipamentos e com 72% das propriedades da refor- de desenvolvimento com distribuição no Pronaf Jovem. No Estado, a Se- ma agrária registradas no nome da de renda e inclusão social. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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EDUCAÇÃO

1º Seminário Internacional sobre Escolas de Tempo Integral Assembleia debate experiências da escola de tempo integral Texto: Luiz Osellame, Francis Maia, Janaína Marques Edição: Marinella Peruzzo, Scheylla Scardoelli e Letícia Rodrigues

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o debate das experiências com esse modelo inclusivo de educação no Rio Grande do Sul, o Modelo Republicano de Escolas de tempo Integral no mundo e as concepções de Escolas de Tempo Integral e Educação Integral. Juliana Brizola saudou a presença de autoridades, painelistas, debatedores, secretários municipais da educação, prefeitos, vereadores e professores que lotaram o Teatro Dante

Barone. Juliana sublinhou que a Escola de Tempo Integral é um processo que rompe com a antiga forma de ofertar conhecimento ao povo brasileiro e que este projeto não está dissociado da forma de gerir o Estado. “A proposta educacional do governo de Leonel Brizola foi uma clara visão republicana de administrar o Estado. Quando ele defendia políticas de rompimento com os interesses internacionais estava a nos dizer que

Fotos: Alex Meirelles

m solenidade realizada no Teatro Dante Barone, no último dia 24 de março, o Seminário Internacional sobre Escolas de Tempo Integral reuniu autoridades nacionais e internacionais da educação. O evento, realizado pelo Parlamento gaúcho e pela Comissão Especial para Tratar das Escolas de Tempo Integral, presidida pela deputada Juliana Brizola do PDT, oportunizou

Deputada estadual Juliana Brizola (PDT), presidente da Comissão Especial para Tratar das Escolas de Tempo Integral

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à educação para todos os gaúchos. Ele sublinhou que, ao propor a implantação da Escola de Tempo Integral, Brizola apostou num projeto para além do seu tempo e, talvez por isso, foi tão criticado e incompreendido.

CIEPs e cidadania O primeiro painel do Seminário Internacional de Escolas de Tempo Integral discutiu a questão do ensino no Rio Grande do Sul. 1º Seminário Internacional Escolas de Tempo Integral

a soberania do Brasil está acima de tudo e que somente conseguiremos a nossa independência e a verdadeira soberania com pesados investimentos na educação, cultura e no fortalecimento do indivíduo”, afirmou. Ela reiterou a concepção de Darcy Ribeiro de que “o CIEP é a escola do mundo civilizado”. Juliana Brizola destacou o que considera especial para o processo educacional, sobre o magistério. “Como defensora do Trabalhismo, não acredito em carreira sem salário condizente. Não creio ser possível manter ou atrair profissionais qualificados sem a oferta de remuneração, carga horária e condições de trabalho e materiais à altura”. Destacou, ainda, que “na escola que pregamos, esta inserida a ideia do professor integral, com salários e carreira projetados, com garantia de crescimento vertical. Para termos professores comprometidos com a democratização do saber, do seu próprio conhecimento, com seu alunato e sua comunidade, devemos abraçar a tese de que gastos com educação não é despesa pública. É investimento público. Não teremos este professor comprometido integralmente, se não tivermos

gestores à frente do Estado com esta visão. Ofertar condições de trabalho e salários dignos para o magistério é um obrigação de qualquer agente político comprometido com a forma republicana de governar”, finalizou a deputada. O secretário de Estado da Educação, José Clovis de Azevedo, representando o governador, destacou que o Estado está ampliando o número de Escolas de Turno Integral e relembrou episódio da sua infância, quando o governador Leonel Brizola construiu milhares de escolas por todo o Estado, possibilitando acesso

Neuza Canabarro, que participou da implantação dos CIEPs, defendeu a importância do ensino integral principalmente na periferia, onde a demanda é maior e o número de vagas mais escasso. Comentou o processo de formação dos CIEPs durante o governo de Alceu Collares (1991-1995). “Nossa proposta pedagógica era atender a parte formal e a complementar com arte, esporte, música”, falou. A painelista lembrou que, quando secretária, foi criticada por ter investido 33, 9% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) na educação enquanto o previsto por lei era 35%. Os outros governos, porém, tiveram um desempenho inferior nessa questão. De acordo com Neuza, a gestão Yeda Crusius (2007-2011) investiu

Prof. Lia Faria, ex-Diretora da Faculdade de Educação da UERJ EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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EDUCAÇÃO cou Lia ao convocar os professores e educadores a assumirem o compromisso histórico com a educação.

Prof. Neusa Canabarro, Ex-Secretária de Educação do RS

16% e a atual, de Tarso Genro, direcionou em torno de 23% à educação. Rosa Mosna lamentou que o Brasil seja um dos poucos países onde o ensino em turno integral não esteja em vigor. Ela argumentou que um período maior, com atividades que contribuam para a formação da criança, é essencial. “A escola precisa ter a intencionalidade de formar cidadãos”, afirmou. A reestruturação do modelo de ensino foi a defesa de Rita Gattiboni. Ela criticou o modelo “Fordista” de educar, no qual a escola tem uma duração curta e não permite a transformação do estudante. O debate com os palestrantes se estabeleceu através dos questionamentos dos mais de mil participantes do seminário.

professora Lia Faria sublinhou que os CIEPs de Leonel Brizola procuravam recuperar o direito do cidadão à escola pública de qualidade. Para ela, não basta dar acesso à educação pública, mas é fundamental que esta educação seja de qualidade. Lia reafirmou que o CIEP nada mais é que uma escola pública republicana de qualidade que o Estado pode oferecer, principalmente às camadas menos favorecidas da sociedade. “Não se faz uma escola nova e de tempo integral sem investir nos professores, pois eles precisam acreditar e se apaixonar pelo projeto”, desta-

A coordenadora nacional de Tempo Integral (CEIP), do Uruguai, Virginea Tort, saudou a existência de legislação que ampara a implantação de Escolas de tempo Integral no Brasil, como havia pensado Brizola e Darcy Ribeiro. Ela salientou que, no Uruguai, 85% dos estudantes frequentam escolas públicas, dentre as quais 200 são de Tempo Integral, e que são os estabelecimentos de ensino com os menores índices de repetência e evasão do país. Virginea salientou que as Escolas de Tempo Integral são uma experiência pedagógica singular, pois trabalham com a experiência histórica, são um cenário organizado, são essenciais para a experiência de vida dos alunos e são locais propícios onde se pode encontrar tempo para pensar a experiência. “A Escola de tempo Integral no Uruguai significa ter mais tempo para todos: alunos, professores, diretores, familiares e comunidade”, sublinhou. Para o educador português Victor Manuell Caio Roque, é necessário defen-

Painelistas debatem modelo republicano de Escolas de Tempo Integral no mundo O Modelo Republicano de Escolas de Tempo Integral no Brasil e no Mundo foi tema do segundo painel no Seminário Internacional, com a apresentação de experiências do Uruguai e Portugal. Ao tratar do Modelo republicano, a 72

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Prof. Rita Gattiboni, Doutora em desenvolvimento Regional pela UNISC


der direitos iguais para todos, como forma de acesso ao desenvolvimento econômico, político e social do país.

Concepções de Escola de tempo Integral Na última atividade do Seminário Internacional, foram debatidas as Concepções de Escolas de Tempo Integral e Educação Integral. A professora Jaqueline Moll destacou que temos, no Brasil, um sistema educacional tardio, desigual e profundamente incompleto e questionou qual é o projeto de sociedade que queremos. “Só existirá uma democracia no Brasil no dia em que se se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a escola pública”, destacou Jaqueline ao citar Anísio Teixeira. A professora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Rita Gatiboni, sublinhou que a implantação dos CIEPs no Rio de Janeiro representam um momento raro na história brasileira, pois foi uma política pública voltada à educação eleita como prioritária na gestão estatal. Segundo a painelista, para Brizola e Darcy Ribeiro a Escola de Tempo Integral está intimamente ligada à ideia de soberania nacional.

Prof. Mtr. Virgínea Tort, Inspectora Coordinadora de Tiempo Completo, CEIP - Uruguay

Para Victor Manuell Caio Roque, os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, emanados da Revolução Francesa, estão na base do desenvolvimento da uma escola pública na Europa. Ele destacou que, em Portugal, as Escolas de tempo Integral também foram implementadas, mas que agora sofrem com a crise econômica e com os interesses liberais de enfraquecer a escola pública.

Alertas à educação A educadora Virgínea Tort, do Uruguai, revelou no encerramento que as Escuelas de Tiempo Completo

ganharam o consenso de todas as forças partidárias como prioridade. Víctor Roque deixou o exemplo português do desmantelamento da escola pública e o temor do avanço do facismo na Europa, citando o caso da Hungria, onde o governo autorizou a redução da escolaridade dos nove anos de ensino para seis. Com 50 anos como educadora e apoiada na convivência com Darcy Ribeiro, Lia Faria projetou a experiência de Brizola com a ousadia dos CIEPs como insuperável na América Latina. A deputada Juliana Brizola espera que as diferenças partidárias sejam superadas em favor da escola pública de qualidade para as próximas gerações.

Participaram do evento

Prof. Victor Manuell Caio Roque, educador português, ex-membro do Parlamento Português

• Representantes de 172 cidades gaúchas presentes no Evento; • Representantes de 8 Estados; • 42 Secretárias de Educação do Interior; • Alunos e professores de 8 Universidades/Faculdades; • Foram 1.438 inscritos; • Compareceram 1.326.

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OPINIÃO

Presidente Dilma: promessa quase cumprida Em outubro de 2011, a preambulância ou automóvel sidente Dilma Rousseff, duparticular, “deram à luz” ali rante sua estada em Porto mesmo, na rodovia que esAlegre, prometeu que constava parada em função de o truiria a segunda ponte sovão móvel ter subido para a bre o Rio Guaíba, promessa passagem de algum navio. que já havia feito durante a campanha eleitoral de 2010. Várias situações ocorreram Passados dois anos, o Dena ponte. Lembro de um partamento Nacional de Infato que aconteceu em 2010, fraestrutura de Transportes quando a Polícia Rodoviária José Sperotto (Dnit) apresentou à sociedaFederal (PRF) precisou usar Deputado estadual (PTB) de gaúcha o projeto da nova um helicóptero para transponte do Guaíba. Uma ponte portar uma gestante e outros moderna e que, por muitos anos, dará condições doentes para hospitais de Porto Alegre, por exemde trafegabilidade com segurança e rapidez, numa plo. travessia com mais de 30 metros de altura, e que não precisará de vão móvel, Como líder da Frente Parlaconsiderado entrave para o dementar Pró-Construção da “Como líder da senvolvimento e fator de risco Segunda Ponte do Guaíba, da para usuários, já que, por muiAssembleia Legislativa gaúcha, Frente Parlamentar tas vezes, sofre pane, isolando venho trabalhando desde 2005 Pró-Construção da o Estado em duas partes. para que a segunda travessia seja construída. Com a concluSegunda Ponte do O Rio Grande do Sul não pode da licitação e a confirmação Guaíba, da Assembleia são mais continuar refém da ponda empresa construtora já esLegislativa gaúcha, te, dividindo regiões economitamos mais próximos de ver a camente importantes, muito promessa da Dilma cumprida. venho trabalhando menos colocando vidas em Pois a empresa vencedora terá desde 2005 para que a seis meses para concluir o prorisco. Atualmente, mais de seis mil ambulâncias passam pelo segunda travessia seja jeto e mais 36 meses para realocal todo mês e 40 mil veículizar a obra do século. E quem construída” los trafegam diariamente. É sabe, no dia 20 de setembro bom lembrar ainda que, por de 2017, data magna para os várias vezes, mulheres grávidas que vinham de El- gaúchos, possamos estar inaugurando a segunda e dorado do Sul, Guaíba, Barra do Ribeiro e de outras moderna ponte sobre o Rio Guaíba com a presença cidades próximas para os hospitais da Capital, de da presidente Dilma.

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LEGISLATIVO MUNICIPAL

Uvergs em Canoas Presidente recebe representantes da União dos Vereadores do Estado

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presidente da Câmara Municipal de Canoas, Ivo Lech (PMDB), recebeu a visita, no último dia 26 de fevereiro, do presidente da União dos Vereadores do RS (UVERGS), Silomar Garcia, e do assessor administrativo, Homero Car-

Carina Jung

valho. Na reunião, Garcia ressaltou o desejo de que o Legislativo canoense volte integral o rol de filiados. “A UVERGS tem que agir cada vez mais de forma corporativa pelo municipalismo”, afirmou. A proposta de filiação, segundo Lech, será levada à apreciação da Mesa Diretora. Fundada em

1975, a entidade conta, atualmente, com 173 câmaras filiadas e congrega cerca 4,6 mil parlamentares. Com sede em Porto Alegre, realiza treinamentos mensais e cursos voltados à capacitação dos agentes públicos municipais. Presta também atendimento jurídico e assessoramento técnico. Foto: Diego Chamorro/revista Em Evidência

Foto: Carina Jung

Na foto, da esquerda: Vereador Juarez Hoy (PDT), presidente da Câmara municipal em 2013; assessor administrativo da Uvergs, Homero Carvalho; Dario Francisco da Silveira (PDT), presidente da Câmara Municipal em 2012; presidente da União dos Vereadores do RS (UVERGS), Silomar Garcia(PP) e o atual presidente da Câmara de Vereadores e deputado constituinte, Ivo Lech (PMDB), recebendo convite para integrar a UVERGS

Os vereadores César Augusto (PRB) – à esquerda – e Francisco da Mensagem (PSB) – à direita –, também prestigiaram a visita do presidente Silomar Garcia EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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ASSEMBLEIA

Mais de 400 mil gaúchos conectados em defesa das pessoas desaparecidas Frente Parlamentar coordenada pelo deputado Oliboni faz convênio com operadora de telefonia móvel para envio de SMS social Ana Júlia Tiellet

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Foto: Ana Júlia Tiellet

maioria dos desaparecimentos implica em mobilidade - as pessoas, geralmente, são localizadas em outros bairros, cidades, estados e até países. Pensando nisso, a Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo deputado Aldacir Oliboni (PT), firmou convênio com a operadora de telefonia móvel Vivo. O objetivo é chamar a atenção para o tema e direcionar os usuários de celular para o site da Frente, que reúne os cadastros de desaparecidos do Rio Grande do Sul.

“Formar uma rede é fundamental. As tecnologias de comunicação e informação devem ser usadas a favor desta causa. Atualmente, a maioria das pessoas já possui celular com acesso à Internet. Recebendo um torpedo, basta clicar no link para ter acesso a uma importante gama de informações de prevenção, orientação e auxílio à localização de desaparecidos”, justifica Oliboni. O convênio com a Vivo foi firmado no último dia 26 de fevereiro, durante reunião da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. A diretora da Regional Sul da Telefônica Vivo, Clenir Wangenowicz, destacou a importância do projeto no rol de ações da operadora.

A diretora da Regional Sul da Telefônica Vivo, Clenir Wangenowicz, e o deputado estadual, Aldacir Oliboni (PT)

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“Sobre este tema, estamos certos da importância da parceria do poder público com a iniciativa privada. Esta ação vem ao encontro da missão da empresa e também faz parte de nossa estratégia no que

diz respeito à responsabilidade social e participação da vida dos cidadãos”.

Fronteira e metropolitana A parceria já viabilizou o disparo de 400 mil torpedos, no mês de fevereiro, com a seguinte mensagem: “Pessoas desaparecidas: não deixe esse vazio. Acesse www.frentepessoasdesaparecidas.com.br. Vivo e Parlamento Gaúcho abraçam essa causa!”. Foram enviados 200 mil SMS para telefones do código de área 51, nas cidades de Viamão, São Leopoldo e Canoas e outros 200 mil para usuários da Fronteira Oeste, código de área 55, nos municípios de Uruguaiana, Santana do Livramento e Quaraí. Até abril deverão ser disparados mais 200 mil, para outra região. A Frente Parlamentar também articula a participação de outras operadoras na defesa das pessoas desaparecidas.

Pessoas desaparecidas, acesse aqui! Legislação, cadastro, links para instituições governamentais e não governamentais, calendário de eventos e notícias - tudo sobre o desaparecimento de pessoas e reunido no site da Frente Parlamentar. Acesse: www. frentepessoasdesaparecidas.com.br.


RS 010 Deputado mobiliza Prefeituras, Câmaras e instituições para manter vivo projeto da RS 010 Sandro Carvalho

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contato com prefeituras, câmaras de vereadores e associações comerciais e industriais do Vale do Sinos e Região Metropolitana, para que se mobilizem no sentido de impedir que o governo do Estado sepulte a proposta.

Foto: Divulgação

residente da Frente Parlamentar em Favor da Construção da RS 010, a Rodovia do Progresso, o deputado João Fischer – Fixinha (PP), vem intensificando o

“Não vamos desistir e vamos lutar até o fim para impedir o sepultamento desse projeto. É preciso colocar os interesses da população acima de ranços ideológicos ultrapassados” João Fischer (PP)

“Apesar da inauguração da BR 448, a BR 116 segue congestionada em boa parte de seu trajeto, entre Novo Hamburgo e Porto Alegre. A única solução definitiva é a construção da RS 010”, enfatiza.

Fischer acredita que a forma como o projeto vem sendo empurrado com a barriga deve-se, especialmente, a contrariedade de alguns setores do atual governo com regime de Parceria Público Privada

Fischer acredita que a forma como o projeto vem sendo empurrado com a barriga deve-se, especialmente, a contrariedade de alguns setores do atual governo com regime de Parceria Público Privada – PPP, forma prevista inicialmente para construção da nova estrada entre Porto Alegre e Sapiranga. Segundo o deputado, se tivesse sido executado o cronograma original, mais de 50 por cento da obra já estaria concluída e o asfaltamento já estaria pronto entre Porto Alegre e São Lepoldo. “Não vamos desistir e vamos lutar até o fim para impedir o sepultamento desse projeto. É preciso colocar os interesses da população acima de ranços ideológicos ultrapassados”, conclui. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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ASSEMBLEIA

A realidade do trigo Assembleia terá Frente Parlamentar em Defesa do Trigo

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Luiz Osellame

O deputado Pedro Westphalen (PP), proponente do debate ocorrido no Plenarinho da Casa, destacou a importância da discussão, que, segundo ele, consolidou a importância do trigo para o Rio Grande do Sul e para o Brasil. “Vou deixar encaminhada a criação de uma Frente Parlamentar em defesa do Trigo, pela importância que ele possui para a economia gaúcha. Este será um fórum permanente para que façamos politicamente as pressões que tecnicamente foram aqui expostas”, declarou. Westphalen sublinhou que, das manifestações ocorridas durante a audiência, ficaram evidentes as preocupações com financiamento, preço mínimo, comercialização e novos

Foto: Gabriela Dias

Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, presidida pela deputada Maria Helena Sartori (PMDB), debateu em audiência pública na manhã do último dia 20 de março, a atual situação da cultura do trigo no Rio Grande do Sul, em virtude da defasagem do preço pago aos produtores.

O deputado Pedro Westphalen (PP), proponente do debate ocorrido no Plenarinho da Casa, destacou a importância da discussão

mercados para o trigo produzido no Rio Grande do Sul. O deputado Aloísio Classmann (PTB) defendeu que o Estado abra mão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o trigo. Frederico Antunes (PP) disse que a questão tributária (ICMS) é um dos

“Vou deixar encaminhada a criação de uma Frente Parlamentar em defesa do Trigo, pela importância que ele possui para a economia gaúcha. Este será um fórum permanente para que façamos politicamente as pressões que tecnicamente foram aqui expostas” Pedro Westphalen (PP)

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problemas recorrentes para a comercialização do trigo e defendeu que o Parlamento gaúcho interfira e baixe a alíquota através de projeto de autoria do próprio Legislativo, como autoriza súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF). Gerson Burmann (PDT) defendeu maior sintonia entre produtores de trigo com a indústria, além do estabelecimento de um a política pública permanente para o setor. O deputado Ernani Polo (PP) destacou que os produtores de trigo vivem uma permanente insegurança, principalmente quanto à comercialização do produto. Ele alertou para o fato de que os produtores buscam no cultivo do trigo uma alternativa de renda para o período do inverno e defendeu o estabelecimento de políticas públicas permanentes para o setor.


Assembleia de Deus homenageada Deputado Jurandir Maciel homenageia 90 anos de obras sociais da Assembleia de Deus no RS

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Daniela Cenci e Vanessa Mallet

A primeira atividade da IEAD aconteceu no dia 15 de abril de 1924, com um culto no bairro Mont’Serrat, em Porto Alegre. O Evangelho de Jesus Cristo foi trazido e disseminado pelos missionários suecos Gustav Nordlund, sua esposa Elisabeth e seu filho Herbert. Em 1941, em meio a enchente ocorrida em Porto Alegre, a Igreja abrigou 1.085 desabrigados. Nordlund permaneceu na presidência da IEAD até 1955, quando foi substituído pelo missionário sueco Nils Taranger. Entre as realizações de Taranger, estão a criação do orfanato Lar Esperança, do Instituto Bíblico Esperança (IBE), da Escola Primária Esperança e da revista evangélica Boas Novas, ambos da IEAD de Porto Alegre. O Pr. Nils e sua esposa Mary Taranger também construíram 30 postos de distribuição de alimentos na Capital. Na época, alimentavam cerca de 2 mil crianças carentes por dia. As instituições permanecem até hoje,

Foto: Chico Pinheiro /Revista Em Evidência

esde a sua fundação no Rio Grande do Sul, em 1924, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus (IEAD) desenvolve um trabalho solidário junto às comunidades desassistidas, com serviço de atendimento socioeducativo, acolhimento e, principalmente, de evangelização. Os 90 anos da Igreja no Estado foram homenageados pelo deputado estadual Jurandir Maciel (PTB), no último dia 20 de março, durante o Grande Expediente Especial no Plenário e na solene no Teatro Dante Barone, da ALRS. Proponente da homenagem, Jurandir Maciel (PTB), discursa no plenário

o Lar Esperança, por exemplo, atende a 120 crianças. “Chegamos aos 90 anos com uma Igreja forte e saudável, uma instituição que preserva a doutrina pentecostal e continua expandindo-a por todo o Estado. No Rio Grande do Sul, a Assembleia de Deus está organizada em 191 campos, com um total de 500 mil fiéis”, destacou Jurandir Maciel. Na ocasião, os responsáveis por cada campo ministerial receberam um certificado em alusão aos 90 anos. O deputado federal Ronaldo Nogueira (PTB), que também é pastor da Assembleia de Deus, ressaltou o papel da denominação do Estado. “Nossa Igreja foi além de sua missão principal, que é a de pregar o evangelho, ensinar todas as coisas que Jesus mandou e batizar no nome do Pai, do Filho e do Espírito

Santo. A Assembleia realiza um excelente trabalho social atendendo pessoas que não seriam alcançadas pelas políticas públicas de governo.” A solenidade contou com homenagens ao presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), Pr. José Wellington Bezerra da Costa, e o presidente da Convenção das Igrejas Evangélicas e Pastores da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Sul (Ciepadergs), Pr. Ubiratan Batista Job. O presidente do campo ministerial de Canoas, Pr. Edegar de Souza Machado, recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha, pela sua trajetória no ministério. Além do corpo eclesiástico da IEAD, participaram da cerimônia autoridades municipais, estaduais e federais. EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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FLASH

Homenagem aos 90 anos da Assembleia de Deus Proposta pelo deputado Jurandir Maciel, o evento começou na presidência da ALRS, passou pelo plenário e culminou no Teatro Dante Barone, com a diplomação de 191 pastores ministeriais da igreja. Confira as imagens Foto: Chico Pinheiro /Revista Em Evidência

Paulo Batimanza

Sala da Presidência Entrega da medalha do Mérito Farroupilha ao Pastor Edegar de Souza Machado, presidente do campos de Canoas, um dos pioneiros da Igreja Foto: Marcelo Bertani/ALRS

Plenário Entrega de placa ao pastor Ubiratan Batista Job, presidente da CIEPADERGS

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Foto: Marcelo Bertani/ALRS

Foto: Chico Pinheiro /Revista Em Evidência

Teatro Dante Barone Na entrega ao diploma alusivo aos 90 anos da Assembleia de Deus, 191 pastores recebem a congratulação. Na foto, Jurandir Maciel oficializa homenagem através de discurso

Entrega de placa ao pastor José Wellington Bezerra da Costa Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB)

Proponente

Deputado Jurandir Maciel, proponente da homenagem, discursa durante o evento EM EVIDÊNCIA | Ano 4 - Nº 37 - 2014

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Juliana Brizola

Deputada Estadual (PDT)

A mulher e o poder no Brasil Somos de um sexo que durante anos foi negado os mais elementares dos direitos civis, a cidadania plena, como votar e serem votadas.

dadãs dotadas de direitos se deu com a Constituição de 1988, equiparando homens e mulheres em direitos e obrigações.

Exemplo clássico e que beira ao ridículo foi a Constituição Republicana, de 1891, art. 171, que estipulava todos os cidadãos como eleitores. Mas, segundo estudiosos, havia uma má interpretação, o termo “cidadãos” referia-se aos “homens” e não de forma genérica, o que incluiria as mulheres.

Temos a lei das cotas, de 1995, que assegura a participação nas eleições de 30% de cada um dos sexos. A lei eleitoral obriga os partidos a destinarem 5% do fundo partidário à formação política, reservando 10% da propaganda partidária, para promover a participação da mulher na política.

Em 1827, surge a primeira lei: é permitindo as mulheres frequentarem as escolas e, somente, em 1879, cursarem o ensino superior.

Em que pese a legislação voltada à participação da mulher na política, não só como parte passiva, mas como agente político ativo, nos deparamos com um quadro estarrecedor: a grande maioria trabalha com salários, carga horária e condições inferiores aos homens. Sem falarmos na questão da violência doméstica: a cada 15 segundos, uma mulher é vítima de maus tratos no Brasil.

No governo Vargas, em 1932, finalmente foi garantido o voto feminino. Mas limitado às casadas, com autorização do marido, às solteiras, com renda própria e às viúvas. Neste período, o Estado Brasileiro começa a ver a mulher como cidadão e quando Getúlio lança a CLT faz constar a defesa e a proteção do trabalho feminino. Com João Goulart, em 1962, foi sancionado o Estatuto da Mulher Casada, com algumas liberdades, como o direito de viajar sem a autorização do marido e o de gerenciar seus bens. Ainda sob a égide da visão trabalhista, quando Leonel Brizola governou o Estado do Rio, nos projetos habitacionais, registrava o lote ou a casa popular em nome da mulher. Mas o grande fato político de reconhecimento como ci-

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Diante desse retrato, não é difícil compreender os motivos da mulher não buscar um espaço na política. Somos a maioria da população brasileira, representamos 40% da força de trabalho, mas continuamos invisíveis na área pública. Não conquistaremos a emancipação feminina se não houver o compromisso de todas, independente de classe social. Enquanto for vítima de violência doméstica, sofrer discriminação no trabalho ou abusos sexuais. Se não mudarmos o processo educacional e permanecermos com uma concepção social diferente, restritiva, segregadora e sem liberdades na transmissão do conhecimento, não teremos direitos igualitários.


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