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A Banqueta 603

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Ornamentação no Trevo da Máquina

Consciência Negra

“Nova Lima é dos pretos”

Págs. 12 e 13

Moradores se unem para asfaltar rua

N. Sra. de Fátima

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Negócios recebem investimento

Vale em Macacos

Então é Natal

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Criança autista é destaque

Movimento Escotista

Prefeitura de Nova Lima investe na decoração e iluminação natalina, em todas as regionais da cidade, para celebrar a esperança e potencializar Pág. 16 o comércio local

Obra da biblioteca pública é paralisada

Pág.14

Em foco

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Deus é amor

Jacque Chanel, uma transexual de 56 anos, criou a Séforas, no Centro de São Paulo, a primeira igreja que reafirma, protege e se posiciona em favor das pessoas transexuais e travestis, além de acolher outros grupos que sofrem exclusão da sociedade preconceituosa, como as pessoas em situação de rua, conforme publicado pelo Estado de Minas. A pastora foi ordenada em maio deste ano pela Igreja Evangélica, mas tem rodado nas redes sociais vídeos a respeito do tema que estão evocando opiniões e comentários diversos, tanto em apoio a iniciativa pioneira no Brasil, quanto de rejeição, principalmente por parte de conservadores. Mas qual a necessidade da criação desse espaço trans, sendo que essa parcela da sociedade não é proibida de frequentar igrejas? A proibição pode ocorrer de forma tácita, sem que necessariamente haja regras explícitas de restrição a esses corpos e identidades dentro de igrejas, o que fica evidenciado num depoimento da frequentadora Vanessa. “Quando a gente vai à Igreja Católica, aparece uma legião de pessoas que olham para gente, ainda mais quando a vamos receber a hóstia. Eu me sentia muito mal. Quando venho aqui, é diferente. Não ficam reparando em mim, nas minhas roupas. Ninguém diz ‘é travesti’. Eu me sinto em casa”.

Empregos

Eletricista (Nova Lima). Necessário: técnico em Eletrotécnica, indispensável CNH de moto (A) e carro (B), imprescindível curso técnico em Eletrotécnica e experiência mínima de 6 meses em CTPS. Remuneração: R$ 1800. Benefícios: vale transporte, vale alimentação e seguro de vida em grupo. Cadastro: www.softwarerh.com.br/v2/prefeitura novalima.

Pedreiro (Nova Lima). Necessário: ensino fundamental. Benefícios: vale transporte ou auxílio combustível, vale alimentação e seguro de vida. Turno: manhã. Horário de trabalho: de segunda a quinta-feira, de 7h às 17h, e sexta-feira, de 7h às 16h. Realizar cadastro no site: www.softwarerh.com.br/v2/prefeitura novalima.

Diarista (Nova Lima). Necessário: experiência anterior na função. Remuneração: a combinar. Benefícios: vale transporte e refeição na residência. Horário de trabalho: a combinar. Realizar cadastro no site:www.softwarerh.com.br/v2/prefe ituranovalima.

Debochar, cochichar, apontar, rir, olhar com nojo ou menosprezo, reparar na roupa, cabelo, questionar o nome social são ações que impedem as pessoas trans de ficarem à vontade nos locais e de se sentirem seguras. “Para nós é muito importante ter essa igreja pensada para o público transsexual e travesti, porque isso significa um novo espaço de acolhimento. Eu sou trans e quero que meu povo se sinta acolhido, respeitado e amado. Mas qualquer um é bem-vindo”, afirma a líder.

Frente fria chega a MG, no final de semana, e deve trazer chuvas e queda da temperatura. Sol entre nuvens

Quinta

Mín: 18º Máx: 28º

Pancadas de chuva

Sexta Mín: 18º Máx: 29º

Nublado com chuvas

Sábado Mín: 18º Máx: 24º

Nublado com chuvas

Domingo Mín: 17º Máx:21º

Fonte: Climatempo

Jornal A Banqueta de Notícias - 603ª Edição

Nova Lima - Raposos - Rio Acima - 18 a 24 de novembro de 2021

Direto da Comunidade

Cadê os pontos de ônibus?

“A situação dos usuários de ônibus do bairro Santa Rita é um absurdo. Não basta os horários reduzidos, ainda não tem como se abrigar, já que os pontos estão quebrados. O que fica em frente à Escola Municipal Dulce Santos Jones, não tem como proteger da chuva. Na Rodovia MG-030, sentido Rio Acima, o ponto está caindo e pode causar um acidente. Já entrei em contato com a prefeitura, mas não obtive resposta.” Natália Barbosa – Santa Rita

Resposta - O Governo Municipal informa que foi iniciado processo licitatório para contratação de empresa para manutenção nos abrigos de ônibus. Tão logo seja concluído, entrará na programação dos serviços a serem executados. No trecho da rodovia, que

BEX Edições Ltda. CNPJ: 11.160.970/0001-70 Fale conosco: 31 3541-5701 / 98569-2926 ou abanqueta@gmail.com Diretor: Frederico Sarti Mendes - Jornal associado ao SINDIJORI Jornalista responsável: Júnia Rodrigues Redação: Júnia Rodrigues, Mariana Lacerda Estagiária Jornalismo: Maria Caroline de Freitas Diagramadoras: Sonia Souza, Tatiana Dias Comercial: Clauzy Barbosa: 99847-9631-Efigênia Veloso: 98848-4388 O Tempo Serviços Gráficos. Tel.: (31) 2101-3544 | 16.000 exemplares

Contato: 31 3541-5701

O jornal A Banqueta de Notícias se exime de qualquer responsabilidade sobre opiniões e pontos de vistas expressos em artigos, anúncios e publicações assinadas que exprimam conotações políticas, religiosas ou sociais, por não refletirem as convicções desta diretoria. Reservamo-nos o direito de erro gráfico.

não é municipalizado, a responsabilidade é do DER-MG. A prefeitura comunica que já procurou o órgão duas vezes e realizará mais uma solicitação para que o reparo seja providenciado.

“Fiquei muito feliz com a matéria de capa da última edição do A Banqueta, sobre o Dia Mundial da Gentileza. Já apresentei um projeto que propicia concretamente a participação das pessoas com esses gestos gentis. Quero dedicar meu mandato às questões humanas da nossa cidade, conectar as diferentes realidades do município e diminuir a distância entre os moradores da sede e dos condomínios com ações concretas que vão propiciar esse grande objetivo, por meio da gentileza e do olhar mais humano.”

Alô Banqueta

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Álvaro Azevedo - Vereador


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Foto: Banco de imagens

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Reforço para todos Covid-19

Dose adicional da vacina contra a Covid-19 será oferecida para todos os brasileiros maiores de 18 anos. Prefeitura de Nova Lima aguarda Nota Técnica do governo e vacinas para avançar na imunização do grupo À medida que o tempo passava, pairava a dúvida sobre a necessidade e a possibilidade de toda a população adulta brasileira receber a dose de reforço contra a Covid-19. Os idosos com mais de 60 anos foram os primeiros a ter o direito garantido, e o tempo de espera para eles serem imunizados novamente que era de seis meses após a 2ª dose - passou para cinco, a partir de terça-feira (16). Profissionais de saúde e imunossuprimidos também já podiam receber a 3ª dose da vacina. Já nesta semana, em 16/11, o Ministério da Saúde deu nova notícia que alegrou o público com mais de 18 anos. Agora, todos os adultos vão poder tomar a dose adicional da vacina contra a Covid-19, independente do grupo etário e da profissão. O tempo de espera após a segunda dose também será de cinco meses.

Sobre o início da vacinação desse público em Nova Lima, a prefeitura informa que ainda não recebeu a Nota Técnica que oficializa a informação. Nesse processo, o município também aguarda o recebimento escalonado das doses de reforço para contemplar a todos.

Janssen

Ainda segundo o Ministério da Saúde, a Janssen, que

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era de dose única, passa a contar com uma segunda dose, com dois meses de intervalo entre elas. Cinco meses depois, é possível tomar a dose de reforço do imunizante (a 3ª). A previsão é de que a distribuição das doses da Janssen aos estados e municípios ocorra a partir da próxima sexta-feira (19). O Governo Municipal aguarda o recebimento da Nota Técnica para dar prosseguimento a imunização desse público.

Chegada de vacinas

A prefeitura informa que o último lote de vacinas contra a Covid-19 chegou a Nova Lima, na segundafeira, 8 de novembro. Foram recebidas 1.800 doses da Pfizer, destinadas à aplicação de reforço em idosos e profissionais de saúde, além de segundas doses para adolescentes e demais pessoas que receberam a primeira dose de Pfizer. Novo lote está previsto para chegar nesta quinta-feira (18), porém sem informações sobre quantitativo ou laboratório. Ainda segundo a prefeitura, não há falta de nenhum dos imunizantes na cidade.

Cronograma de vacinação

Nesta quinta-feira (18), ocorre na cidade o seguinte esquema de vacinação: repescagem com a primeira dose para adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades; a segunda dose da Pfizer para pessoas que receberam a primeira a partir de 56 dias e a segunda dose da Astrazeneca para quem recebeu a primeira há 56 dias. Recebem a terceira dose: idosos acima de 60 anos que tomaram a segunda faz cinco meses; imunossuprimidos que receberam a segunda faz 28 dias e profissionais da saúde que foram imunizados com a segunda dose há cinco meses.

Locais e documentação

A vacinação acontece, de 9h às 15, nas UBSs: Bela Fama, Cabeceiras, Cascalho, CAIC, Cristais, Cruzeiro, Honório Bicalho, Jardim Canadá (Complexo de Saúde), José de Almeida, Nossa Senhora de Fátima, Nova Suiça, Retiro, Santa Rita e Policlínica. A imunização com a segunda dose da Astrazeneca acontece em todas as UBSs, exceto Macacos. É importante ainda levar documento de identificação com foto, cartão de vacina (2ª ou 3ª dose), CPF e comprovante de endereço. Os adolescentes podem levar o dos pais ou responsáveis. Imunossuprimidos precisam apresentar o laudo médico. Já os profissionais da saúde devem levar declaração do estabelecimento ou contra-cheque (setembro/2021) que comprove vínculo trabalhista no município.

Eventos em Nova Lima

Enquanto a vacinação avança no país, a flexibilização em bares e eventos aumenta em diversas localidades, como na capital mineira. No momento, não há previsão de novas flexibilizações em relação a eventos e bares em Nova Lima. Segundo o Governo Municipal permanecem as medidas do Decreto nº 11.613 de 23/8/2021, em consonância com o Plano Minas Consciente do governo de Minas Gerais. As máscaras também continuam obrigatórias na cidade, segundo o mesmo decreto e os dizeres do Plano do Governo do Estado. O decreto pode ser consultado no site: novalima.mg.gov.br.

Carnaval e Ano Novo

Há ainda a expectativa para a realização do Réveillon e da festa momesca em Nova Lima. A prefeitura reitera que não tem previsão para a realização do Ano Novo no município. Quanto ao Carnaval, o órgão público está avaliando a possibilidade junto aos grupos organizadores da cidade, considerando as medidas sanitárias de prevenção à Covid-19 vigentes até o momento.

Taxa de ocupação

Nessa quarta-feira (17), dos 11 leitos clínicos do Ceacor, três estão ocupados, o que equivale a uma taxa de ocupação de 27,27%, como aponta a prefeitura. Uma redução em relação à semana passada, já que eram quatro leitos clínicos ocupados, na mesma data (taxa de ocupação de 36,36%). O boletim epidemiológico da prefeitura, dessa quartafeira (17), apresenta ainda 7 pacientes em internação: 6 em clínica, 1 em pediatria e nenhum em CTI.

Números da doença

Uma nova morte por Covid-19 foi divulgada em Nova Lima, no dia 03/11, a de um homem de 55 anos, morador do bairro Capela Velha, em Macacos. Desde esse dia não foram divulgadas novas mortes. No total, a cidade soma 254 óbitos e 1 está em investigação. Até o momento, não foram registrados casos de variantes em Nova Lima. Segundo o boletim epidemiológico dessa quarta-feira (17), a cidade apresenta 18.804 casos confirmados de coronavírus e 18.513 recuperados, com isso, 37 pessoas estão infectadas na cidade. Rio Acima soma 34 óbitos e 1 está em investigação (dados 16/11). Já Raposos não divulgou a atualização dos casos.


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2017, para que agora, em outubro, recebesse o asfaltamento. Além disso, outras soluções, como a construção da escadaria para amenizar a dificuldade de trânsito de pessoas no local também foi construída por eles. Para isso, as lideranças do bairro realizam rifas e diversas vaquinhas para tentarem atenuar a ausência do poder público no espaço. Cerca de 30 metros de rua foi asfaltada, mas ainda restam aproximadamente 200 metros para a conclusão e a comunidade ainda espera que a Prefeitura de Nova Lima se responsabilize com ações concretas para a via.

Transtornos

União

Ação comunitária

Moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima se unem para asfaltar rua inacabada há mais de duas décadas

Imagine você morar em uma rua que está inacabada há mais de duas décadas. Em época de chuva, lama; em período de seca, poeira. Além da dificuldade do deslocamento a pé, os veículos não transitam, impossibilitando até mesmo a chegada de socorro das ambulâncias, ou de materiais pesados, como de construção, tendo os moradores que se solidarizarem para carregar tudo “no braço”. Essa é a realidade descrita por aqueles que moram no bairro Nossa Senhora de Fátima, principalmente os que residem na Rio Solimões, a tal rua inacabada. De acordo com eles, inúmeras queixas e protocolos foram abertos na Prefeitura de Nova Lima, em diversos governos, mas conforme contam, nada foi feito.

Assim, os moradores resolveram arregaçar as mangas e colocar a mão na massa: prepararam a rua desde

Hudson Carlo, liderança do bairro, conta que mora na localidade há 23 anos e desde então lida com os transtornos ocasionados pela rua inacabada. “Dificuldade de acesso a serviços públicos básicos, iluminação pública, esgoto, rede pluvial, além disso, não tem extensão da rede de água da Copasa. Lama na chuva, poeira na seca, e outros riscos porque o local ficou ermo e perigoso. Tivemos ocasiões de morador passando mal e não ter veículo para descer para socorrer. A ambulância para na rua Rio das Velhas e os profissionais descem com a maca para buscar o paciente. É preciso fazer várias viagens para descer com compras em grande quantidade ou muito pesadas, como material de construção. É tudo no braço. Sempre foi muito difícil para quem mora aqui”, desabafa.

Sem solução, várias gestões

A liderança conta que desde 2004 acompanha e realiza os pedidos para a Prefeitura de Nova Lima, tendo a queixa passado por diversas gestões e por inúmeros vereadores. “Todos que você possa imaginar já acionamos para auxiliar nisso, mas nunca foi resolvido. Além dos prefeitos Carlinhos Rodrigues, Cassinho, Vitor Penido e também João Marcelo. Nesta gestão, falaram que fariam um estudo e na segunda vez que procuramos disseram que quando pensaram em fazer, concluíram que não daria. Bom, a gente já fez um pedaço, inclusive temos carro e moto transitando no local, então já mostramos que dá sim para fazer”, ressalta.

outras coisas”, explica.

Muito trabalho pela frente

Além do dinheiro, a mão de obra também é da força da união. “As mulheres e os idosos da comunidade são muito atuantes. São cerca de 20 pessoas que estão sempre ajudando. Temos o José Isidoro, de 83 anos, que é pedreiro e auxilia nas construções. Minha mãe já tem 65 anos e ajuda a fazer concreto e pega no pesado. Para asfaltar, com a mão na massa mesmo, foram cerca de cinco pessoas nessa etapa. Concluímos 30 metros, mas ainda temos muita coisa para fazer, ainda faltam aproximadamente 200 metros de rua. Sempre quisemos e ainda queremos que a prefeitura viesse, estamos constantemente procurando por eles”, encerra.

Governo municipal responde

A Prefeitura de Nova Lima afirma que houve, no passado, a intenção de interligar a rua Rio Solimões, implantada parcialmente à rua Rio das Velhas. Para tal, foi elaborado levantamento planialtimétrico da área. De acordo com a Administração Municipal, os estudos demonstraram a inviabilidade de tal ligação, tendo em vista o grande desnível entre as vias, que causaria insegurança ao trânsito de veículos. Portanto, a topografia do local restringe a implantação de infraestrutura viária. O Governo Municipal reitera que estuda as ações que poderão ser implementadas e continua aberto ao diálogo para ouvir os novalimenses em prol de construir melhorias para todos. Por fim, sobre o asfalto aplicado, a prefeitura comunica que enviará uma equipe de fiscalização para analisar a situação e tomar as providências necessárias.

União

A comunidade já tem o hábito de atuar em conjunto. Por volta de 2014, iniciaram o processo de construção da escadaria, para amenizar os transtornos da falta de asfalto da rua Rio Solimões. “Tivemos que pausar a construção e depois retornamos em 2017, daí no ano seguinte a terminamos”. Hudson conta que a ideia do asfaltamento foi construída em conjunto há muitos anos, mas que faltavam recursos. “Fizemos vaquinha, rifa, várias ações de arrecadação para comprar os materiais durante um longo período, depois inclusive fizemos a prestação de contas. O asfalto foi a última etapa. Tem cerca de três meses que estamos batalhando com esse dinheiro, especificamente, mas desde 2017 preparamos a rua para o asfaltamento, como muro de contenção, compactação, escoamento de água de chuva, entre

Registro antes da obra


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Foto: Arquivo Vale

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Nova Lima, se viu diante da necessidade de receber mais investimentos, em diversos setores, principalmente após o acionamento da sirene, em fevereiro de 2019, que informava a mudança de nível da Barragem B3/B4, da Mina de Mar Azul, localizada na região. A Vale, responsável pela estrutura, conta que realiza, desde então, ações em benefício do distrito e das demais comunidades dos territórios evacuados devido às barragens, e entre as atividades, está o Projeto Horizonte.

A iniciativa da mineradora, em parceria com a empresa de educação empreendedora Semente Negócios, busca fomentar o desenvolvimento de negócios focados em criar soluções inovadoras para os problemas enfrentados pelos moradores dessas localidades. Somente em Macacos, dez empresas foram selecionadas para a etapa atual do Projeto Horizonte, a Aceleração. A Vale destaca que nessa fase o investimento será de até R$ 50 mil por negócio, e as capacitações e consultorias também contribuirão para impulsionar os pequenos empreendedores a movimentarem a economia da sua região.

Etapas

Projeto Horizonte Economia

Dez novos negócios, localizados em Macacos, recebem capacitação, consultoria e investimento de até R$ 50 mil por meio da iniciativa da Vale

São Sebastião das Águas Claras (Macacos), distrito de

Por meio do Projeto Horizonte, dez novos negócios, nas áreas de turismo, agroecologia, gastronomia, reciclagem e lazer estão prestes ter uma guinada, contribuindo para a economia criativa em Macacos, como aponta a mineradora. Mas, antes eles passaram por seleção. A Maratona Empreendedora foi a primeira etapa da iniciativa, realizada em abril, em Nova Lima e em outras cidades contempladas. Estruturada como uma gincana empreendedora, a Maratona reuniu 437 projetos e capacitou mais de 1.200 pessoas, direta e indiretamente - sendo o total das localidades envolvidas - com negócios em áreas distintas: Soluções para Cidades Sustentáveis e Economia Circular, Desenvolvimento rural e turismo ecológico, Inclusão digital, educação e infraestrutura e Saúde comunitária e tecnologias para o bem-estar. Foram realizadas oficinas, bate papos com empreendedores, webinários, sessões para esclarecimento de dúvidas e outras atividades voltadas ao empreendedorismo e à inovação. Já na fase Pré-aceleração, ocorrida de junho a setembro, foi a vez dos participantes testarem e validarem seus negócios.

Aceleração

Agora, os 39 projetos selecionados, sendo dez de Nova Lima, seguem para a etapa Aceleração, com início em novembro e previsão de término até outubro de 2022. Nela, segundo a Vale, eles terão acesso a consultorias especializadas em suas áreas de atuação, mentorias, rede de parceiros e um aporte de até R$ 50 mil em capital semente - financiamento para empresas que começam a dar os primeiros passos. “Os que demonstrarem aptos como negócios sociais e negócios de impacto serão selecionados para a graduação, quando serão apresentados a parceiros e stakeholders”, informa a Vale. A mineradora completa que “o Projeto Horizonte é uma das ações que incentivam o desenvolvimento econômico de Macacos, gerando mais emprego e renda à população. A iniciativa é realizada pela Vale nos territórios evacuados com o objetivo de contribuir para que as comunidades retomem, dentro do possível, suas condições de vida anteriores”.

Modelo de negócio

Agroecológicos Zé Miúdo, MTB E-BIKE TRAIL Aluguel de Bike elétrica, Bordô, Curumim Orgânico, Guia Sou Gerais, Instituto Bacia Viva, Núcleo Esporte Terapia, Macacos Recicla, Projeto Mendja e Ressignificando o Resíduo Verde foram as empresas selecionadas dentro de Macacos nessa fase. A Curumim Orgânico, por exemplo, com 12 meses de existência no distrito, é especializada em compostagem e venda de adubo orgânico. Seu sóciofundador, Thomas Duarte, conta que a empresa aguarda agora receber o recurso proveniente da iniciativa, além disso, terá mais um ano de consultoria com o projeto. “A iniciativa veio para abrir nossos olhos em pontos cruciais da nossa empresa, sendo que a gente começou com um projeto e hoje seguimos num modelo de negócio que nos dá muito mais segurança e confiança de que estamos no caminho certo”.

Aumento nas vendas

Segundo Thomas, por meio dos aprendizados do projeto, de maio até agosto, foi possível aumentar as vendas em 300%, ademais, clientes de outros estados estão sendo atendidos pela Curumim Orgânico. “Essas iniciativas são muito importantes para os empreendedores locais, pois muito não têm como investir ou conhecimento técnico. O projeto veio para dar um gás nessas empresas, nos empreendedores, tanto no conhecimento como financeiramente”, conclui.


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Créditos: Nova Lima Nostálgica - Fotos, Fatos e Pessoas, do adm.: Rogério Nascimento e livro Nova Lima ontem e hoje, de Ciro de Melo e Lúcia Pimentel

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Contar e negritar a história dos povos negros é uma forma de resgatar a memória e fortalecer a identidade negra, além de combater o racismo que embranquece as narrativas brasileiras e nova-limenses

O Dia da Consciência Negra acontece no próximo sábado (20) e resgata histórias de personalidades negras importantes, como Zumbi. Desenvolver uma consciência negra num país racista é um trabalho árduo e não só de um dia ou mês. Parte da população, ao sugerir transformar a data para o “Dia da Consciência Humana”, traz indícios. Uma delas é de que o racismo tem operado de forma vitoriosa em embranquecer e popularizar a ideia de que “somos todos iguais”. A frase camufla a realidade da violência racial no país. Por exemplo, 78% das pessoas que morrem pela mão da polícia são negras e os brancos com nível superior completo ganharam, por hora, 45% a mais do que os pretos ou pardos com o mesmo nível de instrução. Onde está a igualdade?

“Nova Lima é dos pretos’’ Dia da Consciência Negra

O embranquecimento é uma forma de ação do racismo, que deseduca o povo sobre sua própria origem. “Por que Nova Lima tem muitos negros?”, uma das entrevistadas questiona. Resgatar e negritar a história, ainda que de dor em alguns momentos, é importante para a retomada de uma consciência negra. A escravidão perdurou legalmente por 300 anos e não aconteceu apenas nos livros didáticos e num Brasil longínquo. Aconteceu aqui, em Nova Lima, e com gerações passadas não tão distantes. Evidenciar esses povos, responsáveis pela construção da cidade, na cultura, identidade, linguagem, gastronomia, dentre tantas outras áreas, se faz essencial na luta ao combate ao racismo, principalmente em um município que insiste em sustentar a “Casa Grande” e reverenciar colonizadores.

Os saberes de Timbuktu

Mapas antigos indicam a localidade Timbuctoo, na banqueta do Bananal, no bairro Boa Vista, construída, possivelmente, no século XIX. Era uma comunidade de negros que viveram em função da mina da Morro Velho, mas atualmente não é encontrado mais vestígio dos casebres. O nome do local dá algumas pistas importantes. Timbuktu foi uma cidade africana, localizada próximo ao rio Níger, atual Cidade do Mali. Ela foi um dos centros de referência da sociedade africana. A Unesco resgatou cerca de 378 mil manuscritos da cidade, que datam o século XIII, com poemas, conhecimentos de guerra, farmácia, teologia, gramática, matemática, dentre outros. Além do saber, a cidade também foi um importante centro comercial.

Colonização

O Brasil foi o país que recebeu o maior número de pessoas pretas, na América Latina, vindas da África nos navios negreiros e um dos últimos a aderir a abolição. Foram mais de 4,8 milhões de africanos

sequestrados que chegaram ao litoral brasileiro. A colonização é o ato de outros povos invadirem territórios para habitar ou explorar. Dessa forma, retiram dos nativos sua cultura, religião, identidade e impõe seu modo de viver e ver a vida. Quando os povos pretos chegaram ao Brasil, tiveram arrancados seus nomes, línguas, cultura e foram catequizados pela Igreja Católica, que foi um importante instrumento de controle e dominação. Em Nova Lima, a Saint John del Rey Mining Company Limited, a Morro Velho, e atual AngloGold Ashanti, tinha uma enorme dependência de mão obra escrava.

Escravidão em Nova Lima

Entre 1839 e 1847 a mineradora tinha um contingente de 85% de escravizados, de acordo com o artigo “Governo dos escravos na mina de Morro Velho 18351888”, de Alisson Eugênio, que analisou relatório das condições dos escravizados produzido por Thomas Walker. As crianças aprendiam a religião e um ofício, como carpinteiro, pedreiro, ferreiro e mineiro. Em 1840, o índice de óbitos chegou a atingir o marco de 7,9% na população adulta escravizada. “O número de mortes dos adultos prevaleceu em quase todos os anos sobre os nascimentos”. Incentivavam o casamento, já que a importância de “manter a população cativa”, inclusive com atendimento médico aos enfermos, era porque a mineradora, de origem inglesa, não podia adquirir mais pessoas escravizadas já que a política internacional britânica defendia o fim da escravidão e do tráfico negreiro.

Importância das terras

Os motivos da mineradora em não contratar trabalhadores livres, pobres e nativos trazem reflexões a respeito da importância da autonomia em ter pequenas porções de terras. “A superintendência da mina reclamava recorrentemente das faltas dos seus operários livres, que ocorriam normalmente nas épocas de plantio e colheita”. No relatório, Thomas conclui: “os trabalhadores livres de Morro Velho ainda não são operários em termos modernos, pois não são totalmente destituídos dos seus meios de produção, em particular a terra”. Esses operários complementavam a renda com o trabalho da mineradora, mas não eram dependentes dela, é o que afirma o historiador Alisson.

Joaquina, Augusta, Bráz, Cesarina e Gesmina

Augusta Carolina, Cesarina Augusta, Joaquina Antônia, Gesmina de Jesus e Bráz Coqueiro são alguns nomes encontrados em registros e que representam aqueles que vieram antes, em terras nova-limenses, e contribuíram não apenas na mineração, mas também na formação cultural do município. Bráz Coqueiro atuou na mina a partir de 1830, primeiro ano de atividades da mineradora inglesa, continuando em Morro Velho até 1893, segundo Walter Taveira. De acordo com o artigo “Saúde, demografia e escravidão na mina de Morro Velho: 1835-1886”, de Alisson Eugênio, Bráz foi promovido a maquinista em 1847. Faleceu entre 90 e 100 anos.

Novas formas de escravidão

Pouca coisa havia mudado nos meados do século XIX


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até os anos de 1930, pós-abolição, conforme conta o artigo “Outro inferno de Dante numa mina de ouro na época de Vargas: Nova Lima, Minas Gerais”, de Andréa Casa Nova Maia. Relatos de ex-operários revelam a forte repressão no interior das minas e expõe o ranço escravocrata. O ex-mineiro, senhor Waldir dos Santos, conta sobre um capitão inglês que andava com uma tala - espécie de cassetete de couro cru - que batia em operários que estivessem descansando. “Era uma verdadeira escravidão. O camarada que reagisse, mandavam embora direto, quando não mandavam os capangas”. Até o início do século XX, a tala, no lugar do chicote que era usado para os escravizados, era um instrumento de castigo que acabava por possuir um fim pedagógico de reafirmação constante do poder do inglês, é o que afirma a historiadora.

Sindicato dos Mineiros

Diversas doenças atacavam os operários, como a silicose, popularmente conhecida como “poeira”, doença que atinge os pulmões, e adquirida como consequência do trabalho nas minas, e que inclusive marcam as histórias dos avós, bisavós e antepassados destas últimas gerações de novalimenses. As atividades da mineradora no bairro Galo, por exemplo, envenenavam muitos trabalhadores com o arsênio, mas os operários, destituídos de terra, precisavam trabalhar a qualquer custo. Sem contar os perigos dos acidentes. “Tínhamos que recolher pedaços de operários no saco. Era terrível”, lembra seu Waldir. A fundação do Sindicato dos Mineiros, foi um marco numa nova fase de relações trabalhistas na Morro Velho e uma personalidade negra que se destaca nesse período é a de Dazinho.

José Gomes Pimenta “Dazinho”

Com 17 anos, José Gomes Pimenta, o Dazinho, já era mineiro na mina de Morro Velho. Segundo dados do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMG), em 1947 ele entrou para a Juventude Operária Católica (JOC) e alcançou diversos feitos, como a conquista da redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias e a assistência social trabalhista. Em 1962 foi eleito presidente do Sindicato dos Mineiros. No mesmo ano, foi eleito Deputado Estadual e percorreu o interior de Minas Gerais criando sindicatos rurais que atuavam na luta pela reforma agrária. No regime militar, foi perseguido e ficou preso por mais de dois anos, quando teve seu mandato cassado. Dazinho morreu em 2007, com silicose. Até o fim da vida, persistiu na luta sindical e operária e dizia: “eu sou um deles. Eu venho de lá”.

Edna Antônia Jacinto

Saber de onde vem é apropriar-se e ser protagonista da própria história e é em prol disso que trabalha Edna Jacinto, outra força preta importante da cidade, responsável por diversas ações dos movimentos negros no município. Ela foi para o Rio de Janeiro aos 11 anos trabalhar como babá e por volta dos 17 conheceu o movimento negro e esteve ao lado de grandes nomes como Abdias Nascimento, Lélia Gonzalez e Carlos Alberto Caó de Oliveira. Em

1990, retorna a sua cidade natal, com sede de transformação. Diversos foram os frutos dessa conscientização negra, um deles é o grupo Ébano que iniciou na mesma década do seu retorno e que existe até os dias atuais. “Militava em Belo Horizonte também, participava do Movimento Negro Unificado, fui destaque Mulher Negra de Minas Gerais por serviços prestados ao combate ao racismo, do grupo estadual de mulheres negras, dentre várias outras ações e participações”.

“Temos que tomar o que é nosso”

A militante formou-se em Serviço Social aos 55 anos, é educadora social e empreendedora e também já foi coordenadora da Coordenadoria de Igualdade Racial. Edna questiona: “por que Nova Lima tem tanta gente preta? Os negros que vieram para cá não eram escravos, eram médicos, engenheiros, economistas, tinham diversas sabedorias, mas foram escravizados para trabalhar na mina. Foi esse povo que construiu o município, não é justo dizer que somos minoria e nem que Nova Lima é dos ingleses. Nova lima é dos pretos”, afirma. Por causa do racismo e de todo processo de escravização, a história preta foi apagada e agora cabe aos militantes negritarem essas narrativas de novo. “Falta entender que somos maioria e que temos que ditar nossas regras e tomar o que é nosso”.

Fazer o caminho de volta

Para ela, resgatar a história faz parte do processo da Consciência Negra. “As pessoas que estão na ponta precisam saber. O povo que passou por aqui morreu na mina, soterrado, no tronco, foram muitos. Ninguém sabe a quantidade de mulheres que trabalhavam na Morro Velho. Temos que valorizá-los. O povo negro é 70% da população na cidade, que ainda não se reconheceu como tal. Ninguém sabe a própria origem. Temos que começar a contar essas histórias para as nossas crianças nas escolas. Viemos para o Brasil separados de nossas famílias, tivemos nossos nomes arrancados, hoje somos Souza, Silva, Martins. Não sabemos de onde viemos. Precisamos resgatar essas narrativas”, enfatiza.

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Sementes germinadas

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Ao contar sua trajetória, é notória a importância do espaço acadêmico. Ao iniciar a faculdade de Ciência Sociais e ter contato com o movimento estudantil, ela começou a entender melhor sua posição na sociedade e a necessidade de organização enquanto sociedade civil. “Minha luta política era mais direcionada à questão da classe trabalhadora. Foi na pandemia que, lendo Abdias Nascimento, senti a necessidade de me organizar enquanto movimento negro dentro da minha cidade”. Assim nasceu o coletivo Timbuctu, em janeiro de 2021, com o propósito de promover o avanço da conscientização racial, a valorização da cultura afro-brasileira e emancipação do povo negro nova-limense, por meio do resgate da história, da atuação articulada com o setor público e da criação de espaços para acolhimento, trocas de experiência, formação e afeto.

Passado, presente e futuro

Reverenciando a história preta da cidade, o coletivo traz o nome que resgata Timbuctu e toda sua ancestralidade. “Ao trazer o quilombo para nomear nosso coletivo, ressaltamos que a resistência e luta por nossas vidas e comunidade são também um ato político”. Para Edna, o Dia da Consciência Negra é uma data para reflexões, porque a luta não é de hoje. “Eu tenho 62 anos e 45 são de militância. Nessa data, temos que insistir e não deixar morrer a esperança que o povo preto tem em alcançar dias melhores”. Para Marina, é uma rememoração da luta dos que vieram antes. “Mas é importante que estejamos atentos às organizações e instituições que só colocam nossas questões em pauta no mês de novembro. É por esse motivo que nós, do coletivo Timbuctu, decidimos não estar à frente de nenhuma atividade neste mês, reiterando a importância do combate ao racismo e da promoção da igualdade racial não apenas em uma data comemorativa e sim todos os dias”, encerra.

Marina Clara Borges Afonso

Marina Afonso, cientista social, artista, militante do movimento negro e presidenta do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, explica o processo de apagamento da história preta, que tem como consequência a reverência apenas dos ingleses numa cidade constituída por maioria negra. “É importante que as pessoas tenham conhecimento de que o governo brasileiro, no período pós-abolição da escravatura, incentivou a entrada de imigrantes europeus no país para que a mestiçagem acontecesse e a longo prazo o fenótipo, a cultura e o saber negro e indígena fossem excluídos do que é ser brasileiro”. Paralelo a isso, não houve nenhuma medida reparatória governamental para a população que sofreu 300 anos de escravidão. “Crescemos com a falsa sensação de que somos todos iguais, mas o que fica explícito na vivência é que estamos longe de ser um país pautado na equidade e ainda colhemos frutos de um passado não tão distante”, enfatiza.

Braz Coqueiro - 100 anos

Acompanhe o trabalho do coletivo no Instagram: @coletivotimbuctu


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Autista (TEA), conquistou recentemente o distintivo de grau máximo de aprendizado dentro do ramo lobinho: o Cruzeiro do Sul. Com isso, o movimento escotista mostrou seu poder educacional, de socialização e inclusão ao possibilitar à criança, por mérito, essa grande conquista.

Ações na comunidade

Criança conquista Cruzeiro do Sul União

Movimento escotista mostra sua capacidade de ensino, socialização e inclusão ao conceder para nova-limense com autismo, o distintivo de grau máximo de aprendizado dentro da categoria lobinho Promover o desenvolvimento da criança e do jovem, com respeito aos seus limites e ao seu tempo, de forma a torná-los líderes preocupados com a comunidade e o meio ambiente. Essas são características do escotismo, um movimento mundial que aborda atividades educacionais diversas, com vistas a desenvolver pessoas fraternas, justas e que trabalham por um futuro melhor. Segundo o Movimento Escoteiros do Brasil, o escotismo foi fundado em 1907 por Robert Baden-Powell, na Inglaterra, que “aproveitou os elementos positivos de camaradagem, iniciativa, coragem e autodisciplina presentes na sua vida militar, bem como técnicas que seriam úteis no desenvolvimento dos jovens, para criar um novo movimento educacional”.

Existem grupos de escoteiros espalhados por todo mundo. Nova Lima segue a tradição do escotismo por meio do 13º Grupo Escoteiro Expedicionário Assumpção, que já soma 54 anos. Por meio dele, e de seus voluntários, muitas crianças e jovens viram a suas vidas e a de suas famílias transformadas, assim como Felipe Correa (11). O morador do bairro Centro, diagnosticado com o Transtorno do Espectro

O 13º Grupo Escoteiro Expedicionário Assumpção Nova Lima realiza, dentro e fora da cidade, ações ecológicas, comunitárias e sociais. “No município temos parceiros onde a gente desenvolve pequenos projetos, por exemplo, arrecadamos lacres, tampinhas de garrafa plástica, óleo de cozinha e livros e entregamos no Centro de Educação Ambiental (CEA). Socialmente, este ano, fizemos, pela primeira vez, arrecadação de cobertores que foram levados para moradores em situação de rua de Nova Lima e Belo Horizonte”, explica a chefe de lobinhos, Maria Célia Soares. O escotismo vai muito além do que as técnicas de sobrevivência dentro da mata. Segundo ela, por meio de atuações diversas, brincadeiras e atividades trabalham-se nos integrantes do grupo: o físico, o intelectual, o caráter, o afetivo, o social e o espiritual.

Divisões por idade

Todos os adultos que trabalham no grupo de escoteiros são voluntários, do presidente aos que atuam diretamente com crianças e jovens. Já os integrantes que chegam ao movimento são divididos por idades, como explica Maria Célia: “de 6 anos e meio até 11, eles são chamados de lobinho; de 11 até 15, escoteiro; de 15 a 18 são da categoria sênior para homem ou guia para a mulher. Já de 18 a 21 anos, o ramo é chamado de pioneiro, quando o grupo de jovens já desenvolve projetos técnicos voltados à comunidade”.

Início no escotismo

Segundo Maria Célia, cinco fases são trabalhadas com os pequenos na categoria lobinho. A primeira é o período introdutório, para a criança conhecer o que é o movimento escoteiro. Mais quatro fases dividem-se em tarefas pequenas, brincadeiras, com intuito de ofertar à criança as oportunidades que o mundo tem. “Existem coisas muito simples, como conhecer a prática de cuidados básicos de higiene. Na semana da pátria, participação em desfile cívico e ensinamentos sobre a bandeira e o hino nacional. Ainda demonstramos à criança que ela é capaz de manter bom humor em momentos de dificuldade, ela aprende a descrever o dia a dia da escola, praticar esportes, realizar acampamentos, entre outras atividades. O convívio social é sempre muito trabalhado”, pontua.

Crescimento do lobo

Nesse processo, o desenvolvimento da criança lobinho também é classificado por tipos de lobo. Quando ela entra no movimento, é um “lobo pata tenra”, porque representa o animal com a pata bem macia que precisa de muitos cuidados para caminhar. O “lobo saltador” representa aquela criança que começa a fazer algumas tarefas sozinha. Na próxima fase, passa a ser nomeada de “lobo rastreador”, ao passo que, começa ir atrás do que lhe interessa e a questionar o motivo dos acontecimentos. “Por volta de nove anos e meio, ela já se torna o ‘lobo caçador’, pois já consegue ir atrás do que quer. Geralmente, nessa fase, o menino fala que quer chegar ao Cruzeiro do Sul”, completa.

Cruzeiro do Sul

O Cruzeiro do Sul representa o grau máximo de

aprendizado dentro do ramo lobinho. É simbolizado por um distintivo redondo, de fundo azul e beirada dourada, que possui o símbolo do Cruzeiro do Sul. “Eles aprendem a se orientar por meio do Cruzeiro do Sul no céu, por isso a escolha desse símbolo”, reitera Maria Célia. Ainda de acordo com a chefe dos lobinhos, para conquistar esse grau, dentro do Grupo Expedicionário Assumpção, é preciso cumprir o período introdutório e as fases de desenvolvimento do lobo, ter uma insígnia de interesse (tarefas do escotismo no segmento Boa Ação ou do Aprender), e escolher cinco especialidades dentro de cinco ramos diferentes (habilidades escoteiras, desportos, cultura, serviços e ciência e tecnologia).

Valores

Felipe Correa, de 11 anos, conquistou o Cruzeiro do Sul neste ano, no dia 13 setembro. “Estou muito feliz! Gosto do grupo escoteiro. Ser lobinho para mim é uma alegria. Gosto das atividades e das reuniões. Sempre tem coisa nova”, afirma. Seu pai, o reverendo da Igreja Anglicana e professor universitário, Robert Correa, relembra que o pequeno ingressou no movimento escotista em 2016, com 6 anos e meio, na cidade de Lavras, no Sul de Minas, onde moravam na época. Ele passou por três grupos desde o seu ingresso: 22º Grupo Acauã de Lavras; 68º Grupo Rui Barbosa, de Contagem, e 13º Grupo Escoteiro Expedicionário Assunção em Nova Lima, onde está agora. Segundo Robert, com dois filhos no movimento, fazer parte do grupo desperta nos pequenos o senso de pertencimento. “O aprendizado dos valores de amor a Deus e à pátria, bem como o cuidado com a criação e respeito ao próximo marcam a vida da criança e jovem. Esses valores são essenciais para a vida em sociedade. Na família, notamos a diferença por participar do grupo. A criança é levada a viver os valores aprendidos. Como pais, enfatizamos que os valores devem ser vividos diariamente e isso faz diferença na vida da criança”.

Inclusão

Felipe iniciou o tratamento fonoaudiológico aos três anos de idade, com seis, começou a falar. Outras especialidades foram incluídas no tratamento da criança, diagnosticada com autismo. Mas, para Robert, inserir o filho no grupo escoteiro, no período em que ele começou a falar, foi muito positivo para Felipe, que foi despertado a desenvolver trabalhos em equipe. “Ele tinha que interagir, mesmo nos momentos de muita vergonha e dificuldades de fala. O acolhimento da liderança do grupo contribuiu muito também. Era um caso de inclusão. Sentiu-se amado e bem acolhido. Ao cumprir as etapas de progressão, Felipe precisava de apoio em casa. Algumas vezes, não entendia facilmente o que estava proposto nas atividades e a mãe dele, Izabel Correa, teve uma brilhante participação nesse processo”, pontua.

Maria Célia lembra que Felipe chegou ao grupo novalimense bem no início da pandemia e representou um grande presente e aprendizado a todos. “Fiquei surpreendida porque ele era um lobinho tão tímido, não conseguia ouvir a voz dele. Com três reuniões, conseguimos saber da sua história. Parece que ele se sentiu acolhido. Mesmo com a pandemia, ele disse que queria ser um lobinho Cruzeiro do Sul. Adequamos a nova realidade para não tirarmos dele esse sonho”, relata. Entre as tarefas, Felipe visitou presencialmente o serviço social da prefeitura, além de outras visitas on-line. Aprendeu a localizar em um guia as ruas da cidade e a manter seu ambiente organizado sem atrapalhar a rotina de casa. “Por vontade própria, ele buscava sempre mais”. A conquista de Felipe coroou uma fase de grandes desafios para ele, como seu pai Robert faz questão de frisar.


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quarto. Também poltronas, lareira com fogo artificial, estantes, caixas de presente, tapete, fogão a lenha, pia, cama, roupas, tudo buscando o cenário mais real da vida do Papai Noel. Além disso, é claro, estará presente, dentro da casa, o bom velhinho com as vestimenta característica e barba, acompanhado por duas Noelitas, receberão os visitantes para registrarem muitas fotos. A Casa do Papai Noel funcionará de 15 a 25 de dezembro, de segunda à sexta, das 19h às 21h; e aos sábados e domingos, das 14h às 20h.

Árvore, balão e presépio

Então é Natal Capa

Prefeitura de Nova Lima investe na decoração e iluminação natalina, em todas as regionais da cidade, para celebrar a esperança e potencializar o comércio local Após uma etapa difícil, com a pandemia da Covid-19 trazendo tantas lágrimas e medo, finalizar o ano com a cidade irradiando luz torna tudo mais aconchegante, principalmente que a esperança está renovada, depois do município alcançar o marco importante de vacinar com a primeira dose 100% das pessoas vacináveis. A Prefeitura de Nova Lima, com o objetivo de celebrar a paz, investiu mais de R$ 1,1 milhão na decoração de Natal da cidade, que abrangerá todas as regionais do município. Fazem parte da ornamentação, objetos de decoração como trenós, Papai Noel, Casa do Papai Noel, árvores de Natal, dentre tantos outros inúmeros itens, além da iluminação de diversos locais e prédios públicos, onde serão utilizadas mais de duas mil lâmpadas de led. A abertura da ornamentação do Natal será realizada nesta sexta-feira (19), na Praça Bernardino de Lima.

Regionais

Na sede do município serão contemplados com os

Ornamentação no Trevo da Máquina

objetos de decoração e iluminação, as praças Bernardino de Lima e Bicame, além do Trevo da Máquina, na entrada da cidade, localizado na MG-030. Nas regionais, a ornamentação será feita na Praça Hélio Lodi, na Avenida Oscar Niemeyer, no Vila da Serra; na Capela de São Sebastião, no distrito de Macacos; na Praça Agostinho Rodrigues de Melo, em Honório Bicalho; além da Praça Quatro Elementos, no Jardim Canadá.

Objetivo

De acordo com a diretora de departamento de lazer da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel) de Nova Lima, Aládia Medina, a ornamentação do Natal foi estruturada pensando em atingir os pontos principais das diferentes regiões da cidade. “O objetivo da prefeitura em realizar a decoração e a iluminação de Natal foi de resgatar a alegria da época no coração dos nova-limenses, diante do atual contexto que vivemos, e renovar a esperança em tempos melhores e mais felizes”.

Abertura

A Prefeitura de Nova Lima, por meio da Semel, realizará, nesta sexta-feira (19), a apresentação das decorações e iluminação de Natal, às 19h, na Praça Bernardino de Lima. O público presente, além de conhecer a decoração do local, poderá assistir à exibição do Coral do Jambreiro. Artistas nova-limenses também farão intervenções teatrais no momento.

Casa do Papai Noel

No principal ponto da cidade, na Praça Bernardino de Lima, foi construída uma “Casa do Papai Noel”, com aparência real. Em seu interior contém sala de atendimento, cozinha, sala de jantar e de estar e

Foram instalados na praça principal da cidade, uma árvore moderna, em formato cômico, além de um grande balão de luz tridimensional, com função interativa para fotos. O tradicional presépio estará presente, mas em tamanho real, contendo o Menino Jesus, Maria, José, o trio de Reis Magos, vaca, burro e camelo. Os prédios da prefeitura, teatro municipal, Fórum, Câmara de Vereadores, a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, além das palmeiras, receberão iluminação especial. Por fim, grandes esculturas tridimensionais do Papai Noel, em seu trenó, com as renas, também farão parte da decoração da praça.

Projeção mapeada

Outra novidade que o Governo Municipal traz para o Natal deste ano é a projeção mapeada, que segundo Aládia, é uma tendência no universo de eventos. “É um recurso que une tecnologia e fascínio em uma só técnica, permitindo o desenvolvimento de inúmeras intervenções. O video mapping serve para projetar imagens em superfícies irregulares, como prédios, estandes e palcos, que receberão o conteúdo visual. Vamos fazer a projeção mapeada na fachada da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, contando a história do Natal, nos dias 3, 4 e 5 de dezembro, às 19h, com apresentações de corais e artistas novalimense”, detalha.

Programação

Ao longo dos dias, o Coral do Jambreiro, os corais infantil e adulto da Escola de Música e artistas novalimenses farão intervenções nos locais que receberam a ornamentação. Acompanhe nas redes sociais da TV Banqueta e no site oficial da Prefeitura de Nova Lima, os dias e horários das apresentações e leve sua família para entrar no clima do Natal nova-limense.

Natal Solidário

Até o dia 16 de dezembro, a prefeitura receberá doação de brinquedos, cestas básicas, produtos de higiene pessoal e de limpeza, roupas, calçados e lenço umedecido. As entregas podem ser feitas no Departamento de Turismo, localizado na Rua Dr. Antonino Fonseca Júnior, 8, Centro. As doações serão destinadas para famílias em vulnerabilidade social.


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Regularização fundiária em Santa Rita

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Municipal, devido às chuvas, houve atraso no andamento dos trabalhos de recuperação, a gestão também salienta que ainda não existe previsão de data do término da obra.

Obra paralisada

A prefeitura de Nova Lima deu início ao processo de cadastro para a Regularização Fundiária do bairro Santa Rita. O cadastramento, segundo o Secretário Municipal de Habitação, João Bosco Pessoa, vai até o dia 30 de novembro, e acontece de forma presencial no salão paroquial da Igreja de Santa Rita, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30. “Este cadastro é muito importante, já que somente por ele é possível que os moradores sejam beneficiados pela regularização do imóvel, fundamental para a realização de melhorias no bairro, além da valorização dos seus imóveis e outros benefícios”, salienta João Bosco. Mais informações pelo telefone: 9.9990-7951.

Secretário de Esportes

O prefeito de Nova Lima, João Marcelo, já definiu o novo secretário de Esporte e Lazer da cidade, que deverá ser divulgado nas próximas horas. O nome, que trata-se de um professor de educação física premissa prometida em campanha eleitoral pelo João - tem experiência na gestão pública, além de ser profissional do ramo. O novo secretário, que é nascido e criado em Nova Lima, foi também atleta de futebol e futsal, onde atuou por vários anos como goleiro. O secretário de Administração, Francisco Cançado, que vinha acumulando o comando da Semel de forma interina, desde o dia 04 de outubro, volta a ter seu olhar voltado apenas para a administração do Governo Municipal.

A reforma e restauração da Biblioteca Pública Municipal Anésia de Matos Guimarães, está paralisada. Segundo a Prefeitura de Nova Lima, a atual gestão, ao assumir o governo, constatou problemas referentes ao projeto original e à execução da obra realizada. “Foram encontradas trincas no piso externo. As pinturas de restauro dos pilares e da parede frontal precisaram ser refeitas. Além disso, foi observado também que a biblioteca não poderia receber os acervos de livros, uma vez que não foi previsto reforço estrutural nas obras de reforma no projeto original. Dessa forma, foi orientado a diminuição significativa do layout e da carga”, afirmou o Governo Municipal. Com isso, a prefeitura trabalha na execução de um novo muro de arrimo em substituição ao existente. Hoje, o processo encontra-se em fase final de licitação. Além disso, está em andamento um layout de ocupação adequado para a preservação do imóvel tombado, para os livros e para a segurança dos profissionais e usuários.

1º lugar na Maratona do Rio

Obra sem previsão de término

Desde a semana passada, a rua Aristides Martins, que liga o Centro de Nova Lima aos bairros da parte alta da cidade, está interditada, devido a obras de manutenção na rede coletora de esgoto realizada pela prefeitura da cidade. Segundo o Governo

O atleta nova-limense Sander Luis, morador de Honório Bicalho, sagrou-se campeão na categoria 40 a 44 anos, da Maratona Internacional do Rio de Janeiro, realizada na última segunda-feira (15). Participaram da competição de atletismo mais de 20 mil atletas. “Nessa grande conquista, para mim e para a nossa cidade, não posso deixar de agradecer meus apoiadores: Fabrício HiperCarnes, Rodrigo da Propriedade Runners, Amarildo da CNT Fiber, além do André do Realíssimo Eventos”. O Sander é um atleta que, ao longo dos anos, vem conquistando

diversos títulos no atletismo brasileiro, mas falta apoio ao atleta. Com isso, seria legal aos empresários e comerciantes de Nova Lima apoiá-lo. Contato para patrocínio pelo telefone 9.9597-5817 ou e-mail sanderluis.santos@gmail.com.

Benefício para os professores

A vereadora Viviane Matos (DEM), na reunião da Câmara Municipal, dessa terça-feira (16), fez uma indicação ao prefeito de Nova Lima, João Marcelo, para a criação de um Projeto de Lei (PL), em prol dos professores da rede municipal de ensino. O objetivo do PL seria que o rateio do saldo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) fosse dividido aos profissionais da cidade. “A ideia é que o valor que não foi utilizado pela Secretaria de Educação no último ano, e consta em saldo existente no FUNDEB, seja rateado na forma de abono ou outra que não incorpore a remuneração dos professores. Trata-se de fazer justiça ao trabalho que realizaram durante o período de ensino remoto. Para que seja mais rápido e legal, o PL deve vir do Poder Executivo. A forma como o valor será dividido, quem são os profissionais que terão direito e o valor do montante, são informações e critérios que somente a secretaria de educação tem condições de determinar”, explica Viviane.

Figurinhas carimbadas

Os vereadores de Nova Lima, Claudinho Vale (PP) e Zelino (PP), tornaram-se os maiores apoiadores do futebol amador e do futsal nova-limense. Além de ajudar os clubes da cidade, são figuras presentes em quase todos os torneios, campeonatos e peladas que são realizados na região. Bacana, pois o esporte amador precisa de apoio, pois seus dirigentes deixam seus afazeres e se ausentam de suas casas, durante os finais de semana, para levar lazer ao povo nova-limense.


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BASTIDORES

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Villa Nova

A Federação Mineira de Futebol (FMF) definiu as regras para o Campeonato Mineiro do ano que vem, da 1ª Divisão, que começa no dia 26 de janeiro de 2022. São 12 clubes, que se enfrentam entre si, em partidas de ida, sendo que os quatro primeiros colocados avançam para João Vitor Xavier as semifinais (27 e 30 de março), com jogos de ida e volta, e dois são rebaixados para o Módulo II. Além do Villa Nova, as equipes participantes são: América, Athletic, Atlético, Caldense, Cruzeiro, Democrata-GV, Patrocinense, Pouso Alegre, Tombense, Uberlândia e URT. A grande novidade é que a final será disputada em partida única, no dia 3 de abril, no Mineirão, com a renda dividida entre os dois clubes finalistas. A ideia da FMF é transformar a final em

um megaevento como acontece, por exemplo, na Champions League. O árbitro de vídeo será utilizado somente nas semifinais e no jogo final. Outra mudança foi a não realização de jogos no período de Carnaval. Se o campeonato fosse hoje, a presença do público estaria liberada nos estádios com a exigência de apresentação do cartão de vacina e do resultado do teste PCR contra a Covid19. Transmissão: a Rede Globo realmente não tem interesse em adquirir os direitos de transmissão para a TV, como fazia nos anos anteriores. Com isso, os clubes do interior, como no caso do Villa deixam de receber, cada um, Nova, aproximadamente, R$ 1 milhão, que foi a cota paga pela TV Globo no Mineiro deste ano. Paralelo a isso, a FMF vem negociando com a Rede Bandeirantes de Televisão a transmissão em TV aberta e com a SporTV, do grupo Globo, o pay-per-view. Uma coisa é certa, caso essas negociações derem certo, o valor será muito abaixo do que era praticado anteriormente. Prestigiados: A dupla de dirigentes do Leão do Bonfim, Cláudio Horta e Bruno, têm encontro marcado na próxima semana, no Rio de Janeiro, na sede da Confederação Mineira de Futebol (CBF), a convite do vice-presidente da

entidade, o mineiro, Castellar Guimarães Neto. Na pauta, troca de informações a respeito do futuro do clube de Nova Lima. Cruzeiro: restam duas rodadas para o encerramento da temporada cruzeirense. Para fechar o ano, a Raposa ainda enfrenta hoje, quinta-feira (18), às 21h, fora de casa, o Sampaio Correa, e faz a última partida da série B contra o Náutico, em jogo que poderá ser realizado no dia 26 ou 28 deste mês, a ser definido ainda, e provavelmente no Mineirão. Com risco de queda quase improvável, a pauta principal que circula os bastidores cruzeirenses já é a respeito de 2022. O atual técnico do Cruzeiro, Vanderlei Luxemburgo, já tem conversas adiantadas para a renovação de contrato e prosseguimento no cargo para a próxima temporada. Atlético: a vitória contra o Furacão deixou o Atlético ainda mais próximo de sagrar-se o grande campeão do Brasileirão em 2021. A pontuação na tabela faz o Galo ter a possibilidade de ser campeão na próxima semana, caso vença os próximos dois confrontos, contra Juventude e Palmeiras, e caso o Flamengo não saia vitorioso em nenhum de seus dois próximos jogos.

No Fundo do Baú

Esta semana, vamos homenagear o Amigos da Bola, campeão da 4ª edição do Torneio dos 40Tões, na final realizada no último domingo (14), no campo do Montanhês, em cima do Ferrinhos. A conquista veio nos pênaltis, após a partida ficar empatada, em 1 a 1, no tempo normal. O destaque da final foi o goleiro Artur, que pegou dois pênaltis, além do atacante Danilo, artilheiro da competição, com 7 gols. O torneio, organizado por Vágner, dirigente do Montanhês, é disputado apenas por moradores da região do Cabeceiras, acima de 40 anos de idade.

Amigos da Bola

Em pé: Marquinho, Danilo, Arthur, Mumu, Vágner, Marcelo, Juninho, Elias, Léo, Gordiola e Aguinaldo.

Agachados: Nico, Gersinho, Fioto, João Paulo, Anilson, Gleison, Luisinho Arana e Jerry.

Enquete - Quais foram os melhores jogadores do Amigos da Bola, campeão do Torneio dos 40Tões, de 2021? Envie sua resposta para o e-mail: enqueteabanqueta@gmail.com. Participe!

Resposta da enquete anterior - Os melhores jogadores do Retiro, da década de 60, foram: em 1º lugar, empatados com 40% dos votos cada, Henriquinho Vaz e Zé Marques. Em 3º, com 20%, Mário Tico Tico.


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Beer Fest

Nos dias 12, 13 e 14 de novembro, o Espaço Cultural de Nova Lima recebeu seu primeiro evento de grande porte, após a pandemia da Covid-19: a Beer Fest. Cerca de 10 mil pessoas prestigiaram a 4ª edição do evento, organizada pelo empresário Marciano Fernandes, proprietário da Fest Eventos. A Festa foi regada a muito chope artesanal e apresentações de 16 bandas de rock da cidade e região, divididas nos três dias de festa. A avaliação geral do evento não poderia ser melhor, após um longo período sem grandes eventos devido a pandemia. Deu tudo certo! As empresas parceiras da Beer Fest foram Krug Bier, CNT Fiber, Unicesumar e Danúbio Machado Produções. Fotos: Fred Lima


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