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A Banqueta 462

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Foto: Ricardo Panela

Saudades de um tempo bom

Aniversário de Nova Lima

Mina Engenho Pág. 12

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Situação das barragens no bairro Galo

Complexo do Queiroz

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Sobrevivente relembra rompimento de barragem

Distrito de Macacos

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Obras da UBS Cristais são retomadas

Saúde

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Há limites para o humor?

Editorial

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A Banqueta

Há limites para o humor?

Na última segunda-feira (4), o meia do Cruzeiro, Thiago Neves, foi alvo de críticas dos internautas e até mesmo do próprio time, depois de postar em suas redes sociais uma imagem que fazia relação ao rebaixamento do Atlético Mineiro, em 2005, com o rompimento da barragem de Brumadinho, que matou mais de 150 pessoas e deixou, aproximadamente, 182 desaparecidos. “Barragem que já caiu uma vez, assusta moradores de Vespasiano e região. Atenção aí, pessoal”, postou o jogador.

Todo mundo tem uma opinião e a rede social é um meio de comunicação que pode ser utilizado para a sua propagação. Diante de discussões sobre os limites do humor, a liberdade de expressão é a primeira a ser evocada. Mas a linha é tênue entre esse direito individual e a ofensa. Algumas pessoas podem considerar intolerância quando uma piada não é bem recebida. Afinal de contas, é só uma brincadeira - não é assim que dizem?

Oportunidades de emprego

Nova Lima - Raposos - Rio Acima - 8 a 14 de fevereiro de 2019

Pizzaria Jambreiro contrata copeiro (Nova Lima). Sexo masculino e acima de 22 anos. Interessados devem ligar no número 3581-7047. Contrata-se jornalista (Nova Lima). Superior completo. Necessário experiência em redação. Interessados devem enviar currículo para: abanqueta@gmail.com. Aux. de produção temporário (J. Canadá). Ensino médio completo. Cursos e experiência nas áreas de elétrica, eletrônica e mecânica serão diferenciais. Salário: R$ 1.200 + benefícios. Horário: 8h às 17h48 (seg. a sex.). Currículo com assunto “Produção 3D” para o e-mail: vagasgestaorh1@gmail.com.

Diante da repercussão negativa, o jogador publicou um pedido de desculpas. “(...) Na intenção de brincar com o rival, não percebi naquele momento que estava excedendo os limites e que isso poderia chatear tanta gente. Quando tudo aconteceu, nos sensibilizamos imensamente com a tragédia e buscamos todas as formas de ajudar para minimizar os danos irreparáveis causados em Brumadinho. Hoje errei, e fica aqui o meu pedido de perdão pela postagem de mau gosto”, escreveu. A falta de empatia pela dor do outro fica cada vez mais evidente nos dias atuais, visto que, as redes sociais instrumentalizam as pessoas para que suas vozes sejam ouvidas. Talvez por se tratar de um acontecimento que gera tanta dor em inúmeras pessoas, o público, em sua maioria, foi crítico à publicação. Há tempos, movimentos sociais denunciam a falta de limites do humor ao se tratar da homofobia e do machismo dentro dos campos, mas parece que essas esferas não tocam tanto a população. Será que nos comovemos somente com aquilo que nos afeta diretamente?

Possibilidade de Sexta pancadas de chuva Mín: 18º Máx: 26º Sábado Possibilidade de pancadas de chuva Mín: 18ºMáx: 28º

Domingo Possibilidade de pancadas de chuva Mín: 19º Máx: 29º

Jornal A Banqueta de Notícias - 462ª Edição

“Fomos à Secretaria de Meio Ambiente e na Zoonoses para pedirmos a limpeza e cercamento do terreno baldio, localizado na rua Luiz de Freitas, no bairro Quintas II. Eles iniciaram a limpeza, mas não terminaram. Depois disso, a situação ficou pior porque para limpar, eles retiraram parte da cerca. Agora, o terreno está mais aberto e propício para as pessoas jogarem entulho. A prefeitura faz a campanha contra a dengue, mas não nos ajuda a resolver esse problema. O lixo jogado aqui colabora para a proliferação da doença, além de ratos, baratas e escorpião.” Eleonora Sousa - Quintas II

Resposta - A Prefeitura de Nova Lima informou que equipes de fiscais farão vistoria no local. Salientou que os proprietários devem colaborar para manter os lotes limpos e que a comunidade pode denunciar terrenos

BEX Edições Ltda. CNPJ: 11.160.970/0001-70 Fale conosco: 31 3541-5701 / 98569-2926 ou abanqueta@gmail.com Diretor: Frederico Sarti Mendes Jornalista responsável: Júnia Rodrigues Redação: Júnia Rodrigues, Hully Monteiro e Mariana Lacerda Diagramadora: Sônia Souza Diagramadores aux.: Jordana Matos e Tatiana Dias Comercial: Clauzy Barbosa: 99847-9631-Efigênia Veloso: 98848-4388 Gráfica Editora Sempre - 16.000 exemplares

Contato: 31 3541-5701

Alô Banqueta

Uma frente fria entra em dissipação, no final de semana, no litoral da região Sudeste.

Terreno baldio

Direto da Comunidade

O jornal A Banqueta de Notícias se exime de qualquer responsabilidade sobre opiniões e pontos de vistas expressos em artigos, anúncios e publicações assinadas que exprimam conotações políticas, religiosas ou sociais, por não refletirem as convicções desta diretoria. Reservamo-nos o direito de erro gráfico.

sujos e abandonados na Divisão de Fiscalizações de Atividades Urbanas (Dfau) pelo telefone 3541-4390, na Ouvidoria Municipal pelo número 3542-5980 ou pelo email: fiscalizacaourbana@pnl.mg.gov.br.

“Parabéns à equipe da TV Banqueta pela matéria sobre a Umbanda, divulgada nessa semana. É muito importante que a mídia conceda espaço para as religiões afro-brasileiras para que as pessoas possam conhecê-las e desconstruir o preconceito que têm sobre elas.” Cida Lírio Vila São José


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A Banqueta Avanço

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Agora vai

O prefeito de Nova Lima, Vitor Penido (DEM) assinou, no último final de semana, ao lado do vereador José Guedes (DEM) e do presidente do Nacional Futebol Clube, Cléver Dalmo, a ordem de serviço para a retomada da construção da Unidade Básica de Saúde (UBS), do bairro Cristais. O prazo para entrega das obras é de um ano. Após pronta, a UBS será a maior da cidade. O prédio fica localizado em um terreno cedido pelo Nacional Futebol Clube, que celebrou seu 65º aniversário no evento de assinatura do documento.

Espera de 14 anos

De acordo com o vereador José Guedes, a UBS, que funcionava na Rua Cuiabá, teve suas funções interrompidas, em 2005, no governo do ex-prefeito Carlinhos Rodrigues (PT), devido à demanda de uma reforma no local. “Durante sete anos de seu mandato, a obra ficou parada e, logo após, em 2012, quando o órgão municipal ficou na responsabilidade do ex-prefeito Cássio Magnani (PMDB), a UBS continuou alojada em casas de aluguel e a sua construção permaneceu interrompida. Após 14 anos de espera, o meu amigo, o prefeito Vitor Penido, retoma as obras da UBS”, comemora Guedes.

História da UBS

No dia 20 de novembro de 1989, o então vereador

José Guedes, fez o requerimento para a construção do Posto de Saúde e da sede do Nacional Futebol Clube. “Na época, fizemos uma permuta com a prefeitura: o clube cederia o espaço para o posto de saúde e, em troca, a prefeitura construiria a sede do time. Isso tudo foi feito. Mas, há 14 anos, o exprefeito Carlinhos acabou com isso tudo, infelizmente”.

Dinheiro retido

De acordo com José Guedes, ainda no mandato de Cassinho, o parlamentar procurou a promotora de Justiça, Dra. Ivana Andrade, e conseguiu a verba de R$ 3,2 milhões, do Ministério Público (MP), oriundos de Termos de Ajuste de Conduta (TACs). “Utilizaram uma pequena parte dessa verba, pois logo em seguida, o governador da época, Fernando Pimentel (PT), reteve o dinheiro do TAC, não só de Nova Lima, mas de todas contas judiciais do estado, o que impossibilitou, mais uma vez, as obras”, explica.

Educação e saúde

O prefeito Vitor Penido questiona o que foi feito com o dinheiro arrecadado durante os três últimos governos, que estiveram no poder do PT e do PMDB. “A população tem que participar mais, fiscalizar e cobrar dos vereadores. O único vereador que sempre foi oposição a esses governos foi José Guedes, que me acompanha há 40 anos. Inclusive,

é ele o grande responsável pela retomada dessa obra e cobra, incansavelmente, melhorias para a região dos Cristais. O que fizeram com Nova Lima tanto na saúde, como na educação, foi uma covardia”, ressalta. Segundo ele, a prioridade do seu governo são, exatamente, estas duas esferas. “Por lei é exigido a aplicação de 15% dos recursos da prefeitura na saúde, mas, no ano passado, nós investimos aproximadamente 20% e, mesmo assim, ainda faltam algumas melhorias a serem feitas”, afirma.

A maior de Nova Lima

A nova UBS Cristais irá atender, aproximadamente, 20 mil pessoas dos bairros Cristais, Chácara dos Cristais, Alvorada, BNH e Bom Jardim. A unidade contará com 4 consultórios médicos, 2 consultórios ginecológicos, 1 consultório odontológico, escovário, além de salas para coleta de exames, atendimentos do NASF, reuniões, para agentes de saúde e agentes de endemias. A unidade contará também com atividades como: acolhimento, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, de hipertensos e diabéticos, prevenção do câncer de colo de útero, planejamento familiar, visitas domiciliares, pré-natal, realização de curativos, vacinação e atividades de educação em saúde. A UBS ainda irá abrigar duas equipes de Saúde da Famíla.


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Foto: Daniel Reis

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Complexo do Queiroz A BanquetaA Banqueta

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Medo

O medo de uma tragédia, semelhante à de Brumadinho, acontecer em Nova Lima e região tem assombrado a população local. Até mesmo as medidas de segurança, exigidas por lei e adotadas pelas mineradoras, têm provocado a desconfiança de comunidades que moram próximas as barragens localizadas na cidade. É o exemplo dos moradores do bairro Galo que, após a implantação de sirenes próximas ao Complexo do Queiroz - de propriedade da AngloGold Ashanti - e a apresentação por parte da mineradora, de um Plano de Ações Emergenciais, temem que o risco de rompimento das estruturas esteja cada vez mais próximo.

Três barragens

Em Nova Lima, a AngloGold Ashanti possui três barragens de rejeitos de minério de ferro, sendo elas Cocuruto, Rapaunha e Calcinado, ambas localizadas na Planta Industrial do Queiroz. De acordo com a empresa, a primeira possui 4,24 milhões m³ de resíduos, a segunda 13,7 milhões m³ e a terceira 4,24 milhões m³. Todas elas foram construídas com método a montante, ou seja, um dique que se eleva na forma de degraus sobre os próprios rejeitos, conforme o seu volume aumenta. Porém, conforme a mineradora, somente a Calcinado está em atividade, já as estruturas Rapaunha e Cocuruto não recebem mais rejeitos.

Denúncia anônima

Segundo a ambientalista Maria Teresa Corujo, o Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc) apresentou em uma reunião da Câmara de Atividades Minerárias (CMI), realizada no dia 11 de dezembro do ano passado, um documento informando que teria recebido uma denúncia anônima sobre possíveis riscos de rompimento da barragem de rejeitos Rapaunha. De acordo com o informe, a barragem “alteada em três metros, em maio de 2018, e altamente contaminada está condenada com risco iminente de rompimento que vem sendo controlado”. Além disso, conforme o documento, “existe a pretensão da mineradora construir uma terceira barragem de rejeitos maior, envolvendo as barragens Rapaunha e Calcinado”.

Fiscalização é fundamental

De acordo com a ambientalista, a denúncia pode não ser verdadeira, no entanto, cabe às entidades ambientais solicitar à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) e demais órgãos públicos a fiscalização da área e garantia de que as barragens do Complexo Queiroz, realmente, estejam estáveis e seguras. Maria Teresa também informou que os moradores do bairro Galo estão “em pânico”, já que, desde o ano passado, a AngloGold teria instalado sirenes na região e realizado uma reunião com a comunidade para apresentar um Plano de Ações Emergenciais (PAEBM) em caso de um possível rompimento das estruturas. “As pessoas não sabem se essas medidas foram adotadas só por precaução ou porque as barragens apresentam risco de romper a qualquer momento, então, a SEMAD precisa averiguar a denúncia e tomar as devidas providências”, analisa.

Danos ambientais

Ainda segundo Maria Teresa, que esteve presente na reunião com a AngloGold Ashanti, os técnicos que apresentaram o Plano de Ações Emergenciais não souberam informar qual a distância entre as barragens e as casas mais próximas delas. Ela ainda alertou sobre os impactos ambientais e sociais que um possível rompimento no Complexo do Queiroz provocaria na região de Nova Lima, Raposos e Sabará. “A lama atingiria a vegetação e os solos da região, pegaria a comunidade do bairro Galo, atravessaria a estrada que liga Nova Lima a Raposos (AMG-150) e seguiria para o Rio das Velhas contaminando o abastecimento de água de toda a Região Metropolitana de BH”, afirma.

Plano de Ações Emergenciais

A AngloGold informou que as sirenes implantadas nas regiões do Galo e Raposos, assim como todo o Sistema de Comunicação em Massa, estão previstos na legislação de Segurança de Barragens e seguem as exigências da Portaria nº 70.389/2017, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Dos sete equipamentos instalados, apenas um está em fase de conclusão, que terminará nas próximas semanas. A mineradora ressaltou que já

possuía um Plano de Ações Emergenciais para todas as suas barragens, protocolado na Defesa Civil e na Prefeitura de Nova Lima, e que as sirenes são apenas uma das ações previstas no processo que inclui também reuniões de repasse de informações com a comunidade, encontros com autoridades, visitas guiadas às barragens, treinamentos e simulados.

Medidas de segurança

A mineradora salientou que adota todas as normas de segurança e que a situação do Complexo do Queiroz está acima do índice recomendado pelos órgãos reguladores. A auditoria externa mais recente foi realizada, em setembro de 2018, onde teria sido constatado que as três barragens estão estáveis e seguras e que qualquer anormalidade em uma delas pode ser detectada com antecedência. No entanto, na hipótese de um possível rompimento, o PAEBM elaborado pela empresa prevê os primeiros comunicados de emergência com a comunidade por meio de avisos sonoros, comandos de voz e sinais luminosos. Caso seja necessário, as pessoas serão retiradas de suas casas pela Defesa Civil com o apoio da mineradora. Além disso, por meio de um comitê e do plano de gerenciamento de crise, a AngloGold orienta e aciona as equipes multidisciplinares para iniciar o processo de contingenciamento.

Comissão formada pela prefeitura

A Prefeitura de Nova Lima informou que acompanha, constantemente, a situação das barragens no município e criou, após a tragédia em Brumadinho, uma comissão formada pelas secretarias municipais de Meio Ambiente e de Obras, além da Defesa Civil, para intensificar o acompanhamento das estruturas localizadas na cidade. Segundo o órgão, no dia 11 de outubro de 2018, foram apresentados em reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema), junto com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM) e Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), documentos, informações e relatórios que atestaram a estabilidade de todas as barragens de rejeitos do município.


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Foto:Guilherme Weimann

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O pesadelo da lama A Banqueta

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Angústia

Os crimes ambientais que aconteceram em Mariana e Brumadinho, com o rompimento das barragens, não foram os primeiros. Após a reincidência, com esses últimos acontecimentos, memórias de quem já sofreu todo aquele pânico veem à tona e o medo de que isso possa acontecer novamente é inevitável. Em 2001, a barragem da mineradora Rio Verde, localizada em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), rompeu. Devastou cerca de 80 hectares de Mata Atlântica, cinco funcionários foram mortos, o Rio Taquara foi soterrado e a lama deixou um rastro de 5 km. O Jornal A Banqueta de Notícias conversou com Jayme Santos, morador do distrito, e um dos sobreviventes da tragédia, para não só resgatar, mas também registrar as memórias que, em alguns, jamais serão esquecidas.

Quando o dia vira noite

A tarde descia e deixava aqueles tons alaranjados no céu. Alguns funcionários da Itacolomi, empresa que prestava serviços à Rio Verde, terminavam seu expediente. Um dos operários era Jayme Santos que, para retornar ao lar, era costumeiro aguardar o seu amigo, que passava por aquelas estradas, em seu caminhão. Sentado no banco do carona, retornavam às suas residências, após um dia exaustivo de trabalho. Era 22 de junho, uma sextafeira - aparentemente normal - do ano de 2001. De repente, sem aviso prévio, o caminhão foi engolido por um mar de lama de rejeitos de minério da mineradora e então, a tarde, que estava colorida, perdeu sua cor. “Tudo foi muito difícil. Naquele momento, o dia virou noite. E depois do acidente em Brumadinho, parece que eu revivi tudo novamente”, se emociona.

“Não sei por que Deus me poupou”

No momento exato em que os olhos do mestre de obras encontraram a lama, não foi como em filmes de Hollywood. Nenhuma cena das vivências que aquele homem experimentou foi repassada em sua memória. Tudo foi rápido. “Não sei se fiquei 40 minutos ou 40 segundos soterrado, eu respirava o ar do meu amigo e o meu amigo respirava o meu ar”, relembra, exemplificando com o corpo, o desespero que a ausência do oxigênio pode causar. Sua vontade de viver foi o que lhe devolveu a vida. “Quando a lama começou a descer um pouco, eu vi uma fresta de luz, forcei até conseguir quebrar o vidro da porta do caminhão. Não sei como consegui

sair e também não sei por que Deus me poupou naquele dia”, reflete. Saíram sozinhos, ele e o seu companheiro, daquela lama que insistia encobrir e pesar os seus corpos.

Insônia

Após voltarem à superfície, foram resgatados por uma viatura da Polícia Militar. Seus sentidos ainda estavam em alerta, mesmo em ambiente já seguro. Para acalmar, tomou um copo d’água e, logo em seguida, desmaiou. Ficou desacordado por poucos minutos, retomou a consciência quando os policiais o encaminhavam para o hospital. Teimoso, se negou: tinha sede em ver a esposa e seus filhos. “Meu corpo estava praticamente intacto, mas a minha cabeça nunca mais foi a mesma”, conta, com os olhos marejados e distantes. Após o trauma, sua rotina mudou. O sono que antes chegava rápido, agora já não vinha mais. Caminhava, à noite, pela casa, sem conseguir dormir. “Cinco pessoas morreram, mas duas nem foram encontradas, estão desaparecidas até hoje”, desabafa.

Da lama, ao caos

Aos 55 anos sua vida tomou um rumo que jamais imaginara. “Nunca mais voltei ao meu emprego, a empresa foi muito boa comigo e enviaram funcionários até aqui em casa para fazerem todo o processo de rescisão”, recorda. O choque foi tamanho, que o próprio Jayme buscou ajuda e começou a se consultar com um psicólogo. Advogados o procuraram para entrar com ações contra a mineradora, mas ele recusou. Após dois anos do rompimento da barragem, outro marco acontecia em sua vida. Sua esposa sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e veio a óbito. Depois disso, sua fé foi abalada e encontrou conforto no álcool. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), após o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Vale, em 2015, a ocorrência de depressão nos atingidos é cinco vezes maior do que a média da população brasileira. O transtorno de estresse pós-traumático é 12 vezes maior do que a média da América Latina.

“O rio não é mais o mesmo”

Hoje, Jayme tem 73 anos. Nascido na Bahia, veio a Minas Gerais ainda uma criança. Entrou para o Exército Brasileiro na mesma época em que o Brasil

sofria um Golpe Militar, em 1964. Quando novo, o baiano gostava de pescar e se refrescar no rio de Macacos. Após 18 anos do acidente, os moradores ainda sentem os impactos ambientais. “A vegetação que tem hoje, por onde a lama passou, é completamente diferente. Depois disso, plantaram alguns capins à margem, mas o rio não é mais o mesmo, até a quantidade de água que corre por lá é menor”, afirma. A barragem ficava localizada ao lado da estrada que liga a BR-040 ao distrito de Macacos, ela ficou interditada por 10 meses e a economia local, que depende do turismo, também ficou abalada.

Ausência de informações

O conhecimento do motivo, que causou tanto estrago e desespero, veio depois. “Eu não tinha noção do que estava acontecendo, depois que eu fui entender”, conta. Ainda hoje, a população sofre pela ausência de informações a respeito das situações das barragens da região, dos danos que elas podem causar à população e ao meio ambiente, bem como orientações e treinamentos para saber como agir em caso de rompimentos. “Se forem lá na barragem que tem aqui, você consegue ver as rachaduras. O local é monstruoso. Aquilo ali, se arrebentar, vai levar embora parte de Macacos e descer para outras áreas de Nova Lima”, finaliza.

Rio Verde

Em 2006, a mineradora Rio Verde foi vendida para a empresa Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), controlada pelo grupo Caemi Minerações e Metalurgia, que pertence a Vale. Na ocasião, a MBR esclareceu que as obrigações legais continuavam sendo da mineradora Rio Verde. O Jornal A Banqueta entrou em contato com a Vale, para mais esclarecimentos a respeito das situações das barragens, mas até o fechamento desta edição, ela não havia se pronunciado. Já a Associação Comunitária de Macacos informou que, no final do ano passado, houve uma reunião com representantes da Vale e, na ocasião, eles afirmaram que as barragens estavam seguras. “Após a reunião, outras duas foram marcadas para este ano, mas elas não aconteceram devido à tragédia em Brumadinho. Não temos informações concretas sobre as situações das barragens daqui e essa desinformação está alimentando o pânico nos moradores”, finalizaram.


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Foto: Ricardo Panela

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Mina Engenho

Capa

Na última semana, a situação das barragens Mina Engenho I e II, da empresa Mundo Mineração, localizadas na Zona Rural de Rio Acima, ganhou destaque nos jornais brasileiros. Elas foram consideradas as mais perigosas do país depois de serem classificadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) na categoria A, ou seja, com alto risco de rompimento e potencial de dano elevado. Além disso, nem a primeira - com 20 m de altura e capacidade de armazenamento de 119 mil m³ de rejeitos - nem a segunda - com 25 m de altura e armazenamento de até 280 mil m³ - tiveram a estabilidade garantida pelo auditor fiscal. O motivo seria que a mineradora, pertencente ao grupo australiano Mundo Minerals, teria encerrado suas atividades na região, em 2012, sem a implantação correta de um programa de desativação das estruturas. Desde então, o complexo minerário traz medo e insegurança aos moradores locais.

“Deixadas para trás”

De acordo com a Prefeitura de Rio Acima, em 2012, foi constatado que as atividades nas barragens Mina Engenho I e II estavam paralisadas, no entanto, somente em 2014, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) teria detectado o abandono da área. As medidas e os procedimentos necessários para fechamento e recuperação do espaço, item obrigatório no processo de licenciamento para interrupção segura das atividades, não foram implementados de forma adequada. Segundo informações do Ministério Público Federal, os acionistas majoritários da Mundo Mineração teriam desaparecido do território nacional, deixando para trás os resíduos contidos nas barragens, o maquinário e demais estruturas.

Responsabilidade compartilhada

Dessa forma, os órgãos de fiscalização e controle não conseguiram atribuir a responsabilidade aos empreendedores, inclusive em cenário internacional, para puni-los na esfera criminal. Por isso, o Ministério Público de Minas Gerais (MP), por meio de uma ação civil, teria solicitado que o governo estadual fosse responsabilizado a cessar os riscos ambientais provenientes do local e iniciar medidas emergenciais e de planejamento para garantir a segurança das estruturas. Um Termo de Cooperação Técnica (TCT) ainda foi assinado, em novembro de 2017, entre a SEMAD, Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Prefeitura de Rio Acima, Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e Copasa para que a responsabilidade da gestão das barragens fosse distribuída entre os órgãos envolvidos e estudos, projetos e ações fossem elaborados para cumprimento das medidas

solicitadas pelo MP.

“Altamente tóxicas”

No entanto, moradores e ativistas ambientais afirmam que os resíduos deixados nas barragens são altamente tóxicos e qualquer pessoa pode acessar a área abandonada, já que, ela não foi isolada e nem tem sido monitorada. Segundo a ambientalista Maria Teresa Corujo, a mineradora atuava com minério de ouro primário, por isso, substâncias como cianeto e arsênico podem estar presentes nos rejeitos. “No caso de um possível rompimento, além dos impactos provocados pela onda de lama, que atingiria a vegetação e às comunidades rurais próximas do complexo, esse material contaminaria os solos, mananciais e o Rio das Velhas, que está a 2 km das estruturas e é responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, explica.

Risco de rompimento

Ela também afirmou que a superfície de uma das barragens está sedimentada, porém os rejeitos da outra estão em estado líquido, sendo assim, o risco de transbordamento ou rompimento é alto, pois qualquer elevação de seu volume provocada por chuvas contínuas ou tromba d’água acarretaria a ultrapassagem da borda das estruturas. “O rompimento causaria danos irreparáveis, o ideal seria descomissionar as barragens, ou seja, retirar os rejeitos armazenados nelas e reutilizar a área sem oferecer riscos à população e ao meio ambiente”, completa Maria Teresa.

Ações da prefeitura

A Prefeitura de Rio Acima informou que devido às características topográficas do município, a comunidade está fora da zona de risco e pode considerar-se segura. Conforme o TCT firmado, a Secretaria Municipal de Segurança, por meio da Coordenaria de Defesa Civil, ficou responsável por elaborar um Plano de Contingência estabelecendo medidas para adversidades às quais o município poderia estar suscetível. No caso de um possível rompimento, a prefeitura já tem planejadas todas as medidas para agir rapidamente e minimizar os danos sociais, ambientais e patrimoniais. O órgão faria a evacuação do local, mobilizaria as secretarias para prestar socorro médico, organizar abrigos e pontos de apoio, prestar assistência a Coordenaria de Defesa Civil, PM e Bombeiros, além de manter uma comunicação aberta com a população.

Pedido para fiscalizações

Ainda de acordo com a prefeitura, o monitoramento periódico nos piezômetros (equipamentos para medir pressões estáticas ou compressibilidade dos líquidos) é de responsabilidade da Copasa, assim como, o controle e a manutenção de drenagem das barragens. Em caso de rompimento, ela seria encarregada de comunicar o município e as autoridades estaduais sobre a ruptura. Nesta quinta-feira (7), a empresa divulgou que as obras para descomissionamento das duas barragens devem ser licitadas ainda neste mês. Já a Polícia Militar é incumbida de realizar a vigilância das instalações da Mina Engenho I e II por meio de rondas diárias. A prefeitura também afirmou que tem protocolado ofícios no MP, na SEMAD, no Gabinete Militar do Governador, na Defesa Civil e Justiça Federal solicitando que as devidas providências sejam tomadas em relação às inspeções e fiscalizações das barragens.

Manutenção em dia

Conforme dados da Prefeitura de Rio Acima, a última inspeção realizada pelo governo estadual aconteceu, no dia 1º de fevereiro, e a inspeção da Agência Nacional de Mineração, no dia 3 de fevereiro. Já a SEMAD afirmou que, em 2017 e 2018, realizou a conservação e manutenção de gramíneas nos maciços das barragens, desobstrução e limpeza das canaletas de drenagem, remoção das obstruções do sistema extravasor da barragem, além da recuperação e manutenção dos acessos para a barragem e cercamento e sinalização do local. Realizou também, em 2017, por meio do grupo coordenador, a licitação para o projeto de descomissionamento das barragens, com as especificações técnicas adequadas. O referido projeto já foi aprovado e encaminhado à Copasa, que fará a licitação para execução das obras.

Monitoramento

De acordo com a SEMAD, o Governo de Minas não tem medido esforços para que ações como monitoramento e vigilância do local, contratação de empresa para elaboração de projeto executivo para recuperação estrutural e preservação do meio ambiente, cercamento da área das barragens, licitação para contratação de empresa que realizará as obras de recuperação estrutural e preservação do meio ambiente sejam realizadas com urgência. Existe ainda um planejamento de vistorias extraordinárias caso haja algum evento climático anormal ou se as vistorias de rotina apontarem algum fato incomum. O governo estadual oficiou as autoridades federais para também fiscalizarem as estruturas, como prevê a Política Nacional de Segurança de Barragens (lei federal nº 12.334/2010).


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Fotos: Arquivo pessoal / Júlio de Freitas

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Saudades de um tempo bom Aniversário de Nova Lima

Nova Lima, a Terra do Ouro. Os anos de extração do elemento lhe deram esse título, mas tal nomenclatura se enquadra as várias riquezas do município. Dona de grande beleza natural, comprovada por meio das inúmeras cachoeiras e fauna e flora diversificada, a cidade também se destaca em outros setores, sendo considerada, por exemplo, pólo da cerveja artesanal. O rico patrimônio arquitetônico em Arte Decó é mais um elemento que se evidencia. Entretanto, outro grande tesouro de Nova Lima, digno de ser lembrado, na celebração dos 318 anos da cidade, é o seu povo. Gente simples, batalhadora e que luta diariamente para conquistar o sustento. Gente de ouro que se destaca na dança, música, nas artes cênicas e não se envergonha de dizer sua origem. Do futebol a política, a paixão dos nova-limenses pela cidade é marca registrada nesses filhos da terra. E esse tamanho gostar se resulta na saudade dos momentos felizes vividos no município, de lugares que já não existem mais e de pessoas que passaram por esse território. Diante dessas boas recordações, o Jornal A Banqueta de Notícias promove uma volta ao passado para resgatar aquilo que deixou saudades e ficou marcado na memória dos nova-limenses. Uma forma de homenagear o aniversário da cidade - celebrado no último dia 5 de fevereiro - assim como manter viva as belas recordações que alimentam a alma.

Brincadeiras de rua

O artesão Celso Lopes nasceu em Nova Lima, em abril de 1954 e, como faz questão de reforçar, cercado por montanhas verdes-azuladas que traduzem o seu jeito mineiro de ser. Das lembranças dos anos vividos na cidade, ficou nele a saudade das brincadeiras de rua, em um tempo sem medo e neuroses. Além disso, os passeios de bondinho também estão marcados na memória do artesão. “Ele serpenteava entre o verde das árvores e sob as caçambas aéreas, cheias de mistério, da antiga Morro Velho. Aquilo sim era uma aventura sem igual”, conta. Hoje, utilizando a milenar técnica de marchetaria, que remete aos jogos de armar da sua infância, Celso brinca com lâminas de madeira, formando painéis e os mais variados objetos de decoração.

Fé fortalecida

A linha do bonde, da Praça do Mineiro até Raposos, também deixou saudades no diácono Cláudio Geraldo Augusto (59). Outra recordação era o apito da antiga Morro Velho, onde o aviso sonoro indicava o horário de entrada (5h30), almoço (10h30) e saída (16h) dos trabalhadores da mina.

“Era uma forma de nos guiarmos. Tínhamos uma espécie de relógio, em casa, que toda Nova Lima escutava”, diz. Atuante na Igreja Católica, desde a infância, o diácono fala ainda de uma época em que as vias-sacras, no período da quaresma, atraiam muitos fiéis e eram realizadas nas ruas e não nas residências, como hoje. “A falta de amor, fé e carinho fizeram com que esse público diminuísse. O amor, união e a valorização da família são valores que precisam se fortalecer”.

Carnaval memorável

O presidente do Conselho Deliberativo do Retiro Sport Club, Ailton Otinha (57), fala de um tempo onde a tradicional festa do povo, o Carnaval, movimentava Nova Lima. Segundo ele, por volta da década de 80, a cidade contava com um belo desfile de escolas de samba, com cerca de cinco agremiações, entre elas, a Império da Colina, do bairro Retiro, no qual ele era um dos fundadores e presidente. “A disputa era grandiosa e nos conduzia a belas apresentações. Tínhamos um grande valor nessa época que, infelizmente, não existe mais”. Os carnavais nos clubes e as matinês são outra lembrança do nova-limense. “O baile na sede do Retiro era o mais tradicional. As famílias ficavam em festa, durante três dias. Momentos assim não têm como esquecer”, reitera.

Troca de conhecimento

Nascido e criado em Nova Lima, o analista ambiental, geógrafo e professor, Marcelo Barbosa (57), faz de sua saudade, uma homenagem a um homem que viveu no município por mais de 90 anos: Geraldo Gonçalves, conhecido como Geraldo Mingau. Segundo Marcelo, a partir do seu contato com o zelador da antiga Morro Velho - responsável por cuidar das regiões da Mata Samuel de Paula (localizada aos pés do Morro do Elefante) e do Pastinho (onde, hoje, está o condomínio Quintas do Sol) - ele pôde aprender sobre as propriedades medicinais da fauna e flora da região. “Geraldo curou muitas pessoas com seus remédios feitos com as plantas que conhecia. Convivi com ele por cerca de 30 anos. Era um ser humano de extrema sabedoria”, relembra.

Futebol e comércio

O contador José Eustáquio dos Santos (74)

sente saudades do Villa Nova, quando este era considerado por muitos, um dos melhores times de Minas Gerais. Segundo ele, nomes como Vaduca, Anísio Clemente e Arizona faziam a alegria do torcedor, entre as décadas de 50 e 70. “O time foi várias vezes vice-campeão ou conquistava uma boa colocação no campeonato. Agora, a luta é contra o rebaixamento”, lamenta. Além do clube da cidade, o contador destaca a saudade da movimentação do comércio local, com a presença da antiga mineradora. “Existia maior quantidade de lojistas, com financiamentos próprios, e os consumidores lotavam as ruas. A Casa Aristides, por exemplo, tinha de tudo”, recorda.

Tradição das serenatas

Já o músico José Lopes (83) recorda de uma performance repleta de lirismo que, hoje, costuma apresentar-se apenas nos filmes antigos. Segundo ele, as serenatas eram uma forte tradição de Nova Lima. Seja para demonstrar interesse por alguma moça ou agradar os amigos, “Zé Lopes” passou a juventude sendo parte destas reuniões musicais à beira das janelas de diversos novalimenses. “Era uma surpresa maravilhosa. Além das serenatas, também fazíamos aniversários e carnavais”, completa o integrante, desde os 16 anos, da Corporação Musical União Operária. O músico ainda relembra dos bailes em que tocava, mas aproveitava também para dançar. “Os mais famosos eram os bailes de gala realizados nos diversos clubes da cidade. As moças iam de branco e os rapazes de terno escuro. Era um ‘senhor baile’!”, afirma.

Parte da história política

Como nova-limense nascido e criado na cidade, o prefeito Vitor Penido (76) lembrou com muita saudade de amigos que não estão mais em seu convívio e o incentivaram a ser candidato pela primeira vez, quando ele jamais imaginava ser prefeito. Segundo Vitor, foi a partir deste apoio, que estas pessoas ajudaram a mudar a história de Nova Lima. “Tenho saudades também de obras importantes e, principalmente, da decisão de fazer o convênio com a Copasa, que trouxe uma água de qualidade que contribuiu muito para a saúde e melhoria da qualidade de vida dos nova-limenses”, conclui o prefeito.


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É preciso se reforçar

Pra quem não foi campo, nem assistiu ao jogo pela TV Globo ou nem ouviu a a transmissão da TV Banqueta, e soube apenas do placar da derrota do Villa Nova para o Cruzeiro por 3 a 0, não deve estar espantado do Leão perder de goleada para o time celeste. Isto porque todos nós sabemos da diferença enorme que existe em termos financeiros e estruturais entre as duas equipes. O problema é que pra quem viu a partida, foi assustador ver a postura sem raça, sem vontade e sem reação do time nova-limense. E o pior, ou quem sabe o melhor, ficou comprovado a má qualidade individual dos jogadores da equipe. Tirando o zagueiro Gabriel, o meia improvisado na lateral-esquerda, Iury, o volante Eurico e o arisco

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Pinguim, todo o restante do plantel tem que se explicar. Estão muito mal. Por isso o presidente Dr. Márcio Botelho, sacudiu o time nesta semana. Na segunda-feira o comandante do Leão anunciou a contratação de novos reforços. Além disso, Dr. Márcio confirmou o desligamento de atletas e a efetivação do Luizinho, então auxiliar técnico da equipe, como novo diretor de futebol do Leão do Bonfim, em substituição ao Pedro Cirino. Os novos reforços que já estão em Nova Lima são: Alan Silva, lateral-direito de 27 anos, com passagens pelo URT. Gean Moreno, atacante de 31 anos que estava no Campos-RJ. Jonathan Bryan, atacante de 25 anos, que estava no Santa Cruz-PE. E o goleiro Delone, de 32 anos. Foram desligados da equipe: Alex, goleiro. Danillo, lateral-esquerdo. Leônidas, meia. Cantanhede, atacante. Além de André, atacante, que é jogador do clube e será emprestado. Mas o presidente Márcio, ao lado do Luizinho, estão negociando com mais 3 grandes atletas que estão a um passo de fechar com o time villanovense, e possivelmente poderemos ter boas notícias até o final do dia.

Categorias de base

Foram abertas as inscrições para o Campeonato Mineiro das categorias de base, Sub- 15, 17 e 20. O presidente Dr. Márcio já confirmou que o Villa Nova irá disputar as três competições. Ainda nesta semana o time nova-limense irá fazer a inscrição na Federação Mineira de Futebol (FMF).

Ingressos DUVIDOSOS

Durante o clássico entre Villa e Cruzeiro no último final de semana, os responsáveis pelo quadro móvel e pelos borderôs das partidas do Villa em Nova Lima, o vice-presidente financeiro do clube, Leandro Costa e o contador Augusto Bernardino, descobriram que foram comercializados 235 ingressos da torcida visitante fora das bilheterias do Villa. O clube comercializou 66 ingressos como consta no borderô, mas foram encontrados nas urnas na portaria de entrada do lado do visitante, 301 ingressos. Ou seja, de onde saíram a diferença de 235 ingressos. O Villa fez um BO e o caso será discutido junto à FMF.

No Fundo do Baú

Esta semana, vamos homenagear o time de futsal do Villa Nova, de 1980. A equipe representou Nova Lima no Campeonato Mineiro de Futsal da época. Os jogos, realizados na quadra do Villa Nova, eram acompanhados por milhares de torcedores. A equipe era dirigida por João Bosco 3/4. Em pé: Herchel, Serginho Biú, Balangá, Binha, João Bosco 3/4, Sandor e Tuca. Agachados: Mazzola, Vinícius, Pigmeu, Serginho Petenhas e Eli.

Futsal do Villa Nova

Enquete - Quais foram os melhores jogadores do time de futsal do Villa Nova, do ano de 1980? Envie sua resposta para o email: enqueteabanqueta@gmail.com. Participe!

Resposta da enquete anterior - Os melhores jogadores do Nacional, da década de 50, foram em 1º lugar, com 50% dos votos, Zinho. Em 2º lugar, com 30%, Juca Repolho. E, em 3º lugar, com 20%, Boó.


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