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Vale

R$ 30

Barragens sem declaração de estabilidade Pág.18

Renovação da frota, arcondicionado e wi-fi Via Ouro

MILHÕES

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Simulado de evacuação nas escolas

Honório Bicalho

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Nova-limenses disputarão competições internacionais

Ballet

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A fatalidade é ser mulher

Editorial

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A fatalidade é ser mulher

Os principais questionamentos que envolvem tatuagem são em relação à dor, ao desenho e ao trabalho do profissional. Mas, o que os noticiários indicam é que para mulheres - estar acompanhada também deve ser uma preocupação. No domingo (31), o tatuador da Reggae Tattoo, em Belo Horizonte, foi preso, preventivamente, após 15 denúncias de abusos sexuais realizados durante as sessões. Os relatos ganharam força ao caírem nas redes sociais e a precisão das mulheres serem acompanhadas ao tatuar foi a proposta mais defendida, pelos internautas, como forma de cuidado e proteção.

Em 2016, duas mochileiras foram mortas, durante uma viagem, após reagirem a uma tentativa de abuso sexual. Novamente, a discussão que veio à tona, foi o fato delas viajarem “sozinhas”, apesar de estarem juntas. Em 2017, o Rio de Janeiro inaugurou um vagão de metrô reservado ao gênero feminino, como forma de segurança. Parece que a proteção das mulheres consiste em seus corpos serem retirados do campo de visão masculino. Em 2018, foi a vez do médium João de Deus, denunciado por estupro. A segurança delas fica em cheque, até mesmo na companhia de homens que possuem o divino em seus corações.

Oportunidades de emprego

Técnico enfermagem do trabalho (Belo Horizonte). Ter experiência comprovada. Horário: seg. a sex. de 09h às 19h. Salário: R$ 1.743 + benefícios. Enviar currículos para: oportunidades@acaocontactcenter.com.br

Motorista Particular (Santo Agostinho - BH). Ter experiência. Horário: comercial. Salário: R$ 2.780 + benefícios. Enviar currículos para: eliane@solucoesrh.com.br.

Recepcionista (Pampulha). Vaga para PCD. Ensino médio completo + pacote Office básico. Salário: R$ 1.700 + benefícios. Horário: seg. a sex., de 8h às 17h. Currículos: 03790426@vaga.empregosmg.com.br.

Assistente administrativo (Vila da Serra). Ensino superior em curso. Horário: seg. a sex., de 8h às 18h. Salário: R$ 1.800. Currículos: josiane@nortearh.com.br.

Frentista (Belo Horizonte). Ensino fundamental. Horário: seg. a dom., de 13h40 às 22h, com uma folga semanal. Salário: R$1.391 + benefícios + comissão. Currículos: procurasetalentos@gmail.com.

Durante anos, o feminino foi submetido apenas aos ambientes domésticos, ocupar o espaço público foi – e ainda é – visto como desvio de conduta do papel social. Tanto é que não discutimos a socialização violenta e letal do homem, bem como a responsabilização dos seus atos. Até quando optaremos por cercear a liberdade feminina de transitar sozinha, por onde, quando e com que roupa quiser? Ignoramos o fato de que não existem lugares seguros para as mulheres. Estar acompanhada não elimina o assédio. Para sanar isto, é preciso ir à raiz e os dados informam: a violência contra a mulher tem origem no masculino. Inclusive, 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados e amigos da vítima, de acordo com Dossiê da Mulher, de 2015.

Aumento de nebulosidade no período da tarde com pancadas de chuvas isoladas no final de semana. Pancadas de chuvas isoladas

Sexta Mín: 17º Máx: 28º

Pancadas de chuvas isoladas

Sábado Mín: 18º Máx: 29º

Pancadas de chuvas isoladas

Domingo Mín: 18º Máx: 30º

Jornal A Banqueta de Notícias - 469ª Edição

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Buraco na rua

Direto da Comunidade

“Na esquina da Rua Vitória, com a rua E, no bairro Alvorada, tem um buraco que já está se tornando uma cratera. Há um mês, ligamos e pedimos ajuda para a prefeitura, mas eles falam que vão arrumar, mas nada acontece. Ficamos preocupados com os moradores que têm que transitar pelo local, principalmente, em épocas de chuva.”

Juliete Correia Alvorada

Resposta - A Prefeitura informou que realiza, diariamente, manutenção em vias públicas. O serviço Contato: 31 3541-5701

Alô Banqueta

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O jornal A Banqueta de Notícias se exime de qualquer responsabilidade BEX Edições Ltda. CNPJ: 11.160.970/0001-70 Fale conosco: 31 3541-5701 / 98569-2926 ou abanqueta@gmail.com sobre opiniões e pontos de vistas expressos em artigos, anúncios e Diretor: Frederico Sarti Mendes publicações assinadas que Jornalista responsável: Júnia Rodrigues exprimam conotações políticas, Redação: Júnia Rodrigues, Mariana Lacerda e Camila Madeira religiosas ou sociais, por não Diagramadora: Sônia Souza refletirem as convicções desta Diagramadores aux.: Jordana Matos e Tatiana Dias Comercial: Clauzy Barbosa: 99847-9631-Efigênia Veloso: 98848-4388 diretoria. Reservamo-nos o direito de erro gráfico. Gráfica Editora Sempre - 16.000 exemplares

no referido local está na programação e será executado, mas ainda sem definição de data.

“Gostaria de parabenizar o Jornal A Banqueta pela matéria do simulado, que ocorreu em Honório Bicalho e Raposos, no final de semana passada. A população tem que ter ciência dos riscos que corre e do que as autoridades responsáveis fazem para garantir a nossa segurança.” Sueli Rodrigues Raposos


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Novidades na Via Ouro

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Em busca de oferecer mais conforto e tecnologia para os usuários, a Via Ouro está renovando a sua frota. Desde o início do ano, os ônibus estão sendo trocados por modelos novos, modernos e melhor equipados. Aproximadamente 10% dos veículos já foram trocados e a conclusão do processo de renovação está prevista para o fim deste ano. Arcondicionado e wi-fi são os diferenciais dos novos carros e, além disso, outra novidade anunciada pela empresa, é a criação de um programa de fidelidade, previsto para o segundo semestre.

Processo de renovação

O início da troca se deu em fevereiro, quando os novos veículos chegaram e logo começaram a rodar, como conta o Gerente Geral da Via Ouro, Felipe Chamone. “Já renovamos, aproximadamente, 10% dos veículos que tínhamos e a previsão é de

Conforto

que a gente renove 35% da frota até dezembro de 2019”, diz. Ele também informou que o reajuste das tarifas, que ocorreu no começo desse ano, já contempla as melhorias adotadas nos novos carros.

Qualidade do transporte

A última renovação da empresa aconteceu em 2017. Desde fevereiro, quatro ônibus convencionais e dois micro-ônibus já estão rodando pelas ruas da cidade e a previsão é de que chegue mais um hoje, nesta sexta-feira (05), para completar o sétimo carro. “Esses seis novos veículos que chegaram possuem bancos 100% acolchoados e todos tem ar-condicionado”, reitera Chamone. Além de oferecer conforto e tecnologia aos passageiros, a renovação da frota é uma das regras do contrato de concessão estabelecido pela prefeitura municipal.

Programa de Fidelidade

A empresa que transporta, aproximadamente, 14 mil pessoas por dia, atende todas as regiões de Nova Lima. A partir de junho, ela lançará o seu programa de fidelidade, que consistirá no uso do Cartão Usuário Identificado, já fornecido gratuitamente pela Via Ouro. Depois do lançamento do programa, o passageiro que embarcar e, utilizar o cartão, acumulará pontos. São esses bônus que darão acesso ao wi-fi enquanto estiver dentro do ônibus. O cartão pode ser adquirido e recarregado na Associação Comercial e Empresarial de Nova Lima (ACE), na rodoviária e na Tabacaria Minas Fogos.


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Simulação nas escolas Medidas de Segurança

Alunos de Honório Bicalho passam por treinamentos de fuga, em caso de rompimento de barragem, e tempo de conclusão supera expectativas

Moradores de Honório Bicalho, Santa Rita e Raposos participaram, no último domingo (31), de um simulado de evacuação realizado pela Defesa Civil Estadual e Defesa Civil de Nova Lima, com a participação de demais órgãos de segurança e da Vale. Os treinamentos se deram em decorrência do nível de risco de rompimento da barragem B3/B4, da Mina Mar Azul, em Macacos, ter sido elevado para 3, no dia 27 de março. No simulado, pessoas acamadas de Honório Bicalho - que poderão ser retiradas de suas casas e realocadas em pousadas e hotéis, sob responsabilidade da mineradora foram cadastradas. Já na quarta-feira (03), tiveram início as simulações de evacuação nas escolas do bairro.

Simulação nas escolas

A ação nas escolas de Honório Bicalho foi realizada pela Defesa Civil de Nova Lima em conjunto com a Defesa Civil Estadual e a participação das escolas. Cada procedimento teve início com o acionamento da sirene escolar. Funcionários ajudaram os professores a levarem seus alunos para fora da escola e averiguaram salas e banheiros para atestar a completa evacuação. Somente profissionais de órgãos de segurança podem entrar nas escolas para ajudar na retirada e fazer a última conferência no

local.

Êxito

De acordo com a diretora da Municipal Dalva Escola Cifuentes Gonçalves, Eliana Costa, o objetivo foi assegurar a saída das crianças, no menor tempo possível. Considerando o tempo em que a lama demoraria para chegar a Honório Bicalho, após o rompimento, de aproximadamente 1h03min, o resultado superou expectativas. No turno da manhã, crianças e funcionários foram retirados em cinco minutos e à tarde, em seis minutos. “É uma forma de tranquilizar os pais, porque nós conseguiremos retirar as crianças, caso aconteça alguma situação”, avalia.

Continuidade dos treinamentos

Os treinamentos na Escola Estadual Josefina Wanderley Azeredo foram realizados nessa quintafeira (04). A medida se estende ao Centro de Educação Infantil Nize Conceição Silva Ribeiro. Segundo o Coordenador da Defesa Civil Municipal,

Marcelo Santana, será feito um treinamento especial com profissionais do Centro de Educação e da Vale, para retirarem as crianças e levá-las ao ponto de encontro, com o auxílio de dois ônibus, já solicitados à empresa. “Diversos simulados serão feitos até que se ateste o nível de segurança da barragem”, afirma.

Remoção de moradores

De acordo com o vice-prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez (PSDB), as pessoas acamadas, residentes em Honório Bicalho, poderão ser retiradas de suas casas e realocadas em hotéis e pousadas, sob responsabilidade da Vale. A remoção é opcional. A prefeitura enviou à empresa uma lista de pessoas, nessas condições, para que sejam assistidas pela empresa. “Nós orientamos as pessoas a procurarem os pontos de encontro, que terão profissionais durante 24 horas, para realizar esse cadastro e tomar o melhor direcionamento”, informa.


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De Nova Lima para o mundo

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Em Nova Lima existem duas artistas que, apesar de ainda serem crianças, já possuem um ritmo de rotina bem parecida com a vida dos adultos. Selecionadas entre as 18 melhores bailarinas brasileiras da categoria pré-competitiva, elas terão a oportunidade de ingressar em duas grandes importantes disputas internacionais, nos Estados Unidos, e serão as únicas representantes mineiras. No momento, o maior desafio para a dupla novalimense é angariar fundos para que este sonho seja possível.

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Seguindo os passos

A mãe das meninas, Leonora Lima, que também exerce a função de professora das bailarinas, conta que iniciou no mundo da dança muito nova, quando tinha apenas três anos. Ao completar nove, participou pela primeira vez do tradicional Festival de Dança Joinville, em Santa Catarina, que teve sua primeira edição em 1983. A filha mais nova, Leona Bimbato (9), iniciou os estudos na arte na mesma idade em que sua mãe. Já a mais velha, Eloá Bimbato (11), começou aos quatro anos. Aos 10, ela pisou pela primeira vez nos tablados de Joinville e foi considerada a melhor bailarina, na categoria Meia

Ponta.

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Irmãs e competidoras

Leonora conta que, apesar de ser um desafio separar as obrigações de mãe e professora, consegue segurar as emoções. “Quando elas ganham ou perdem em competições, eu ajo da mesma forma, como agiria com minhas outras alunas. Entretanto, quando Eloá foi indicada como melhor bailarina, em Joinville, foi a primeira vez que o ser mãe veio à tona e fiquei muito empolgada mesmo”, conta. Para as meninas, competir entre elas também não é um problema. “A gente ajuda uma a outra, às vezes ficamos nervosas juntas, mas também passamos emoções boas para cada uma”, afirma Eloá.

Rotina

Apesar das meninas terem 11 e 9 anos de idade, a rotina das bailarinas é digna de uma maratona. “Elas acordam 5h15 e vão à escola, em Belo Horizonte. Chegamos por volta de 12h30 e almoçamos. Depois disso, descansam por, mais ou menos, uma hora e iniciamos os treinos, que vão até às 19h30”, conta a mãe. Ao retornarem para casa, jantam e fazem os afazeres da escola. As garotas dizem gostar da rotina e não consideram nenhuma etapa enfadonha.

As competições

As crianças foram selecionadas para participarem das duas maiores competições de ballet do mundo. A Youth America Grand Prix (YAGP) iniciará na

Orgulho

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sexta-feira (12), em Nova Iorque; o concurso concede bolsas de estudos, cursos, entre outros prêmios. Já a World Ballet Competition (WBC) acontecerá também em abril, entre os dias 22 e 27, em Orlando. “Para fazermos uma analogia da importância desses concursos, é como se fosse a Copa do Mundo e as Olimpíadas”, explica Leonora.

“A dança me completa”

Para Leonora, o mais benéfico da dança é o desenvolvimento da disciplina e a socialização das crianças. “Elas aprendem a dividir, a ver o outro e ajudar o próximo”, conta. Para a mais nova, Leona Bimbato, a dança é amor e alegria. “Eu fico mais feliz, me completa”, diz. A mais velha, Eloá, tem a expectativa em conhecer novas didáticas ao adentrar nas competições internacionais. “Depois, compartilharei com as minhas amigas tudo que aprendi por lá”, comenta. Porém, apesar de todo esforço e desejo das meninas, elas ainda precisam de ajuda. “Falta cerca de 20% do valor: R$ 4 mil de hospedagem e R$ 1 mil só de inscrição da mais nova”, finaliza.

Ajude as meninas com qualquer quantia

Banco Itaú - Agência: 3832 Conta Corrente: 06486-3 Nome: Leonora Martins Duarte de Lima CPF: 000.800.776-41


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Capa

R$ 30 milhões

O prefeito de Nova Lima, também presidente da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (AMIG), Vitor Penido (DEM), viabilizou um termo de compromisso entre a Vale, a associação e o Governo de Minas, em função da suspensão das operações em barragens da mineradora, após o desastre ambiental ocorrido em Brumadinho. O documento, que irá beneficiar 10 cidades, foi celebrado, na última quarta-feira (3), na Cidade Administrativa, com a presença do governador, Romeu Zema, do Diretor Executivo da Vale, Luiz Eduardo Osório, do Presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, e demais autoridades. Nova Lima irá receber R$ 30 milhões, o equivalente a três meses de recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) que a Vale pagava ao município.

Preocupação

Em janeiro deste ano, a cidade de Brumadinho foi palco de um desastre ambiental que culminou em centenas de mortos, desaparecidos, além da perda da biodiversidade das regiões por onde a lama atingiu. Em seguida, o risco de rompimento da barragem B3/B4 em Macacos acendeu o alerta na cidade de Nova Lima. Desde então, o prefeito Vitor Penido afirma que vem se reunindo com a diretoria da Vale, a fim de garantir a segurança dos moradores e a garantia dos recursos oriundos da atividade da empresa. “O mais importante são as vidas, a segurança da nossa comunidade e do meio ambiente, mas os recursos provenientes da atividade minerária são muito importantes para a manutenção dos serviços que oferecemos à população”, diz.

Queda na receita

A suspensão das atividades da Vale, que poderia gerar um sentimento de alívio, principalmente, para os moradores das áreas de risco, pode também ser motivo de preocupação. Em média, a arrecadação do CFEM preenche R$ 10 milhões mensais da receita nova-limense. Além disso, outras taxas oriundas da extração mineral também são recolhidas para o município por meio de outros tipos de tributos, como o Imposto Sobre Serviços (ISS), pagos por empresas prestadoras de serviço da Vale, que também foram afetadas com o resultado das interrupções.

Cobrança por informações

Uma das reclamações mais recorrentes dos atingidos pelas barragens da mineradora Vale é a

falta de comunicação. Informações mais precisas também foram motivo de reivindicações do prefeito Vitor Penido em reunião realizada, na última semana, em Brasília, entre a AMIG, a Vale e a Agência Nacional de Mineração (ANM). “Nós prefeitos, que dependemos do imposto do CFEM para gerir a cidade, não tínhamos informações concretas de nada, tão pouco a população”, disse. O prefeito cobrou ainda maior aproximação da mineradora junto às comunidades e evidenciou o risco que as administrações dos municípios correm sem a precisão dos valores da receita. “Precisamos saber sobre o futuro da Vale e qual a estratégia da mineradora para seguir com suas atividades de forma segura, para evitar tragédias como as ocorridas em nosso estado”.

Acordo inclui dez cidades

O Termo de Compromisso, firmado na última quarta-feira (3), contemplará outras nove cidades mineiras. Além de Nova Lima, estão Barão de Cocais, Belo Vale, Congonhas, Itabirito, Mariana, Ouro Preto, Rio Acima, São Gonçalo do Rio Abaixo e Sarzedo. A Vale se comprometeu a pagar o equivalente a três meses de recolhimento da CFEM aos municípios onde atua, para ressarcir a queda da receita que as cidades poderão sofrer. “Caso não acontecesse o acordo, não conseguiríamos manter, por exemplo, os serviços da educação e saúde que oferecemos aqui e são exemplos de qualidade para todo o país”, afirma Vitor.

Após 90 dias

O prefeito ainda salienta que, apesar do Termo de Compromisso compreender os três meses em que a cidade poderia ficar sem o recolhimento do imposto, as negociações não serão encerradas. Caso a empresa não volte a produzir nos próximos 30 dias, a AMIG já planeja novas reuniões com a diretoria da Vale. “Buscaremos novas negociações para mostrar a Vale a dívida que ela tem com Minas Gerais. Continuaremos firmes na defesa das cidades mineradoras e, principalmente, da nossa Nova Lima”, salienta Vitor.

Turismo prejudicado

São Sebastião das Águas Claras (Macacos) sofreu, em 2001, com uma ruptura de barragem e, novamente, é afetada pelo risco de rompimento da B3/B4, também da mineradora Vale. Como consequência, o turismo, ponto forte do distrito, está apático. “A receita dos moradores da região, dependentes quase que 100% do turismo, está

praticamente paralisada”, conta. Por isso, a prefeitura conta que está viabilizando, junto à Vale, o pagamento da quantia de R$ 1,5 milhão para serem investidos em Honório Bicalho, Rio de Peixe e, principalmente, Macacos.

Diversificação da economia

A dependência de Nova Lima em relação à atividade minerária gera questionamentos sobre a diversidade da economia na região. O prefeito salienta que a busca por essa diversificação da atividade econômica da cidade sempre foi seu objetivo. “Transformamos a região do Vila da Serra em prestadora de serviços, atraindo empresas de saúde, além de escolas e rede hoteleira”, conta. Segundo ele, quase todas as empresas que estão instaladas na região, como Fundação Torino, Faculdade Milton Campos, Hospital de Olhos, Biocor, Vila da Serra, hotéis Mercure e Piemonte, foram inseridas em sua gestão.

“Nova Lima parou no tempo”

De acordo com o prefeito, a região do Jardim Canadá é outro exemplo. “Hoje, existem diversas empresas de comércio e serviços instaladas ali, depois de benfeitorias que fizemos em nosso terceiro e quarto mandato”, afirma. Para ele, o problema consiste nos 12 anos em que esteve fora da prefeitura. “A cidade parou no tempo. Perdemos grandes oportunidades, como por exemplo, a instalação da fábrica da Coca-Cola, que acabou indo para o município vizinho de Itabirito”, salienta.

Zona Limpa de Desenvolvimento

Para diversificar a economia da cidade, a prefeitura lançará, no mês de maio, a Zona Limpa de Desenvolvimento, que traça novos rumos para a cidade. “Vamos alavancar as regiões como pólos potenciais de inovação e tecnologia da informação, economia criativa, esporte de aventura e biotecnologia”, diz. Em 2018, o órgão municipal realizou um estudo aprofundado das vocações naturais das diversas regiões do município e identificou o perfil da mão de obra de cada lugarejo da cidade. O objetivo é atrair para o município, empresas de alto valor e com destaque para os negócios de inovação e tecnologia, que não gerem poluição, criem empregos e contribuam na garantia do bem-estar, preservação e qualidade de vida. “Nos próximos dias iremos apresentar esse projeto à população”, finaliza Vitor.


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AMADEU BARBOSA - JORNAL HOJE EM DIA

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Reflexos da Mineração

Declaração de

estabilidade inválida Os problemas referentes à segurança e a quantidade de barragens estão longe de serem solucionados, principalmente, em Minas Gerais, cujo nome do estado já faz jus a sua grande atuação no setor minerário. Nesse contexto, a população do entorno das estruturas de rejeitos é a que mais sofre, pois não há garantias da real condição delas. Mesmo diante de laudos apresentados para atestar a “estabilidade”, como ocorreu no caso da barragem rompida em Brumadinho, tal termo prova ser mutável, afinal, a cada instante, novas notícias do aumento do risco das estruturas surpreendem, gerando medo e tristeza à população. A Vale trouxe, na segunda-feira (1), mais uma informação preocupante, agora, sobre as declarações de estabilidade necessárias para que as barragens sejam utilizadas em suas operações. Apesar das 80 Declarações de Condição de Estabilidade (DCEs) de suas estruturas operacionais - vencidas em 31 de março de 2019 - terem sido renovadas, outras 17 não obtiveram a renovação. Desse total, 7 estruturas (entre barragens e diques) afetam diretamente Nova Lima, sendo que 6 estão no município e 1 em Itabirito. A situação se agrava já que, das 7 estruturas ligadas à cidade, 5 tiveram o nível de emergência elevado para 1. Como a Barragem 5, da Mina de Águas Claras, cuja lama atingiria o Centro de Nova Lima, em cerca de 20 minutos, após o rompimento.

Níveis reavaliados

Em nota, a Vale informou sobre a não renovação das DCEs, de estruturas desativadas, com alteamento a montante, cujos níveis de emergência já tinham sido reavaliados e as Zonas de Auto Salvamento (ZAS) evacuadas de forma preventiva, como manda a legislação. Em Nova Lima, as barragens citadas pela empresa que se enquadram nessa condição são: a B3/B4, da Mina de Mar Azul,

em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), nível 3, e a barragem Vargem Grande, do Complexo de Vargem Grande, nível 2, localizada em Nova Lima. A elevação para o nível 2, automaticamente, exige o acionamento das sirenes e a evacuação das casas na área ZAS, aquela que, em caso de ruptura, seria inundada em 30 minutos ou a uma distância de cerca de 10 km.

Mudança para nível 1

Segundo a Vale, outras estruturas, “com estudos complementares e obras de reforço já em andamento”, também não obtiveram suas DCEs renovadas. Essas estruturas foram interditadas e tiveram os níveis de emergência elevados para 1, o que não requer evacuação da ZAS. Quatro delas estão no município: Dique Auxiliar da Barragem 5, da Mina de Águas Claras; Dique B e barragem Capitão do Mato, da mina de Capitão do Mato e o Dique Taquaras, da Mina de Mar Azul. Soma-se a essas estruturas, a barragem Maravilhas II, em Itabirito, do complexo de Vargem Grande, que pode afetar diretamente Nova Lima em caso de rompimento.

Descomissionamento

Nas edições 467 e 468, o Jornal A Banqueta de Notícias informou sobre o início das obras de preparação para o descomissionamento do dique de rejeitos da Barragem 5 (B5), da Mina de Águas Claras, localizada em região próxima à Mata do Jambreiro. No período, a mineradora Vale informou que a estrutura, agora com o nível de risco 1, não apresentava riscos e a condição dela não seria alterada com as obras.

Justificativa sobre as DCEs

Em relação a não renovação das DCEs de sete estruturas que afetam o município, a Vale informou,

que “os auditores externos reavaliaram todos os dados disponíveis das estruturas e novas interpretações foram consideradas em suas análises para determinação dos fatores de segurança, com a adoção de novos modelos constitutivos e parâmetros de resistência mais conservadores”. Além disso, ela afirmou que trabalha com seus técnicos e especialistas em investigações complementares “para garantir que o modelo utilizado pelos auditores externos está adequado e já está planejando medidas de reforço para o incremento dos fatores de segurança destas estruturas”. A produção dessas localidades somente será retomada quando a segurança das estruturas estiver assegurada, como aponta a mineradora.

PAEBM das barragens

Segundo a Prefeitura de Nova Lima, a Defesa Civil Municipal recebeu comunicado da Vale sobre as barragens que não tiveram as DCEs renovadas e obteve os PAEBM das estruturas. Além disso, a Comissão de Barragens já iniciou visitas com o objetivo de conhecer todas as 26 estruturas de mineração presentes na cidade, antes mesmo da nova informação da Vale. A comissão visitou as obras no Dique Auxiliar da B5, e averiguou que todas as sirenes estão em funcionamento.

Pontos de encontro

O Grupo de Trabalho também esteve em reunião com a empresa, no dia 1º de abril, na Sala de Realidade Virtual da Vale, para deliberar sobre os pontos de encontro e rotas de fugas apresentadas pela empresa no PAEBM. Durante a reunião, agendou-se visita de campo para hoje, 5 de abril, em conjunto com a Defesa Civil, para validar essas rotas de fuga e pontos de encontro. O objetivo da Comissão e do Grupo Técnico de Trabalho é realizar essa rotina para todas as barragens de rejeito presentes no município.


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A agonia não tem fim

Após um Campeonato Mineiro irregular, onde, pelo terceiro ano consecutivo, o Villa Nova brigou, mais uma vez, para não cair, o do torcedor sofrimento villanovense parece não ter fim. O clube de Nova Lima acabou a competição em 9º lugar, com 11 pontos ganhos, na frente da URT, com 10, e dos rebaixados Guarani, também com

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10 pontos, e do Tupi, com 4. O problema é que, nos últimos dias, a Federação Mineira de Futebol (FMF) recebeu uma denúncia do Guarani, acusando o time de Nova Lima de utilizar, de forma irregular, o atacante Pinguim. Isto mesmo. No ano passado, o jovem atleta foi expulso em um jogo válido pelo Campeonato Mineiro Sub-20. Em seguida, o atleta foi punido com quatro jogos de suspensão. Como cumpriu a suspensão automática, ainda no Sub-20, restava ao atleta cumprir, neste ano, mais três jogos no profissional. Mas, infelizmente, a diretoria bobeou e o atleta não cumpriu de forma correta a punição. Resumo da ópera: na noite da próxima

terça-feira (09), o Villa será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva da FMF, e, como punição, pode perder pontos e consequentemente decretar o seu rebaixamento. Entramos em contato com a diretoria do clube, que nos informou que, até o fechamento desta edição, ela não foi informada formalmente pela FMF e, por isso, não iria se pronunciar. Nos bastidores do futebol Mineiro, eu escuto de tudo, até mesmo que o Villa vai se safar, porque o Guarani entrou com recurso fora do prazo. Que o sistema da FMF não acusou a punição do atleta. Mas, infelizmente, também escuto que o Villa não vai escapar do rebaixamento. Tomara que não caia.

No Fundo do Baú

Esta semana, vamos relembrar o time do Esporte Clube Morro Velho, do ano de 1973. A equipe é considerada por muitos torcedores como um dos melhores times já formados pela agremiação do bairro Cristais. Um dos pontos importantes da equipe é que, em sua maioria, era formada por jogadores que moravam na mesma região.

Em pé: Pai João, Miltinho, Ponêz, Geraldo Brecas, Rodox, Zé Antônio, Adalberto, Jair “Forma” e Butina. Agachados: Bicão, Pintinho, Baltazar, Ênio, Maurílio, Tôco e Juca Tomé.

Esporte Clube Morro Velho

Enquete - Quais foram os melhores jogadores do Esporte Clube Morro Velho do ano de 1973? Envie sua resposta para o e-mail: enqueteabanqueta@gmail.com. Participe!

Resposta da enquete anterior - Os melhores jogadores do E. C. Morro Velho, campeão Nova-limense de Futebol Amador 2015, foram: Em 1º lugar, com 60% dos votos, Tubarão. Em 2º, com 40%, Fred de Bicão.


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90 anos em grande estilo Celebrar a vida é algo muito importante e especial. Aparecida Gabrich comemorou seus 90 anos, no dia 30 de março, no melhor estilo. A festa, que reuniu toda a família, aconteceu no Clube das Quintas. O músico, Renato Faria, animou os convidados com músicas dos mais variados estilos. A alegria estava estampada no rosto de Aparecida, que, durante a festa, recebeu uma homenagem por ser a sócia mais antiga e ativa do clube onde foi celebrado seu aniversário. Fotos: João Vitor Moraes


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Nova Lima - Raposos - Rio Acima - 05 a 11 de abril de 2019


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Nova Lima - Raposos - Rio Acima - 05 a 11 de abril de 2019


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A Banqueta 469 by Fred Sarti - Issuu