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Escola Secundária de Albufeira

Portfólio de Português

"Bucólica"

"A vida é feita de nadas: De grandes serras paradas À espera de movimento; De searas onduladas Pelo vento" Excerto de Miguel Torga

Marta Cristina Marques Dias

Ano/Turma: 11ºC Nº:23 Ano lectivo: 2012/2013


Índice • Introdução; • Recolhas e Pesquisas;

• Produções (textos escritos /imagens/desenhos/pinturas elaborados); • Avaliação do trabalho na disciplina; - Testes e trabalhos com valor de teste;

- Outros trabalhos (fichas de leitura contratual, trabalhos de grupo, grelhas de auto/coavaliação,…); - Reflexões sobre a avaliação;

• Outros materiais relevantes.


Introdução Este e-portfólio foi elaborado no âmbito da disciplina de Português com o objetivo de preparar os alunos para um futuro próximo e desenvolver diversas capacidades como a autonomia. Sendo mais um parâmetro de avaliação é uma mais valia para o aluno. Relativamente às expetativas para o e-portfólio, espero que mostre a minha melhor imagem, que tenha o seu toque de originalidade bem como de pesosal. Espero também que, não só a apresentação do mesmo seja agradável como também que o seu conteúdo esteja de acordo com o nível exigente. Em relação à disciplina de Português as minhas expetativas baseiam-se na melhoria do conhecimento do Português e em obter bons resultados.


Recolhas e Pesquisas Sequência 1:  Comunicado;  Reclamação;  Protesto;

 Artigo Científico.

Sequência 2:  Discurso político escrito e audiovisual;  Apreciação crítica de um filme.

Sequência 3:  Duas pinturas famosas do século XIX.

Sol da meia-noite


Comunicado – A Cruz Vermelha Portuguesa A Cruz Vermelha Portuguesa desenvolve a sua actividade em obediência a sete Princípios Fundamentais, sendo um destes a Neutralidade. Segundo este Princípio, “a Cruz Vermelha abstém-se de tomar parte em hostilidades ou em controvérsias de ordem política, racial, filosófica ou religiosa”. Desta forma, a Cruz Vermelha Portuguesa é alheia a quaisquer controvérsias ou reivindicações, designadamente no que respeita à actual problemática do funcionamento do Centro de Saúde de Valença. Assim, estas intervenções só poderão ser interpretadas a nível estritamente pessoal, e nunca utilizando o nome ou os distintivos da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

16/2/13


Reclamação IMTT Pedido de Levantamento da apreensão por falta de seguro do veículo Exmo. (s). Senhor (es), No passado dia 2 de Janeiro de 2013, dirigi-me ao Centro de Inspeção Automóvel São Marcos, para inspecionar a viatura 58-15-OT. Perante tal facto, foi-me dito que a viatura não poderia ser inspecionada, pois encontrava-se para apreensão por falta de seguro que interveio em acidente e para me dirigir ao IMTT para obter

informações. Desloquei-me as vossas instalações, sita na Rua Elias Garcia, para obter informações onde me comunicaram que os documentos se encontram retidos, pelo facto de a viatura ter sido envolvida num acidente em 2010 e nada mais me foi dito ou esclarecido por falta de vontade do funcionário que me atendeu. No ano de 2010, no qual a viatura este envolvida no acidente, não era proprietário da mesma, pois adquiri a viatura no dia 9 de Março de 2011 às 09:10:57, ao particular Vítor Emanuel Matias Alves, portador do bilhete de identidade 12632805 e número fiscal 242118429, no Cartório

Notarial – Maria João dos Santos Pereira, aonde me foi passado o registo de propriedade da viatura acima identificada, sem qualquer obstrução. Mais informo, que a viatura nesse mesmo ano foi inspecionada e no ano de 2012 igualmente, sem qualquer tipo de impedimento da mesma, tendo em minha posse os documentos que comprovam toda a legalidade da viatura da minha parte. Agradecia a resolução desta questão, pois necessito de inspecionar a viatura até ao dia 7 de Janeiro de 2013, perante este facto se a situação não se resolver, não poderei inspecionar a viatura até a data legal. Desde já agradeço a atenção dispensada e aguardo vossa resposta com a máxima brevidade possível, tendo em conta que sou alheio a tal situação acima descrita. Com os meus cumprimentos, José Laurido

16/2/13


Protesto Público "Acordo Ortográfico", nunca!

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é um tratado assinado pelos países lusófonos, cujo objectivo é a criação de uma ortografia unificada a ser usada por todos os países de língua oficial portuguesa, pretendendo pôr fim à existência de duas normas ortográficas divergentes, uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa. Para o PNR o “Acordo Ortográfico” não faz qualquer sentido e apenas configura um atentado contra a nossa Identidade. Além da norma ortográfica existente no Brasil não ser correcta, quer nos acentos, quer na construção das frases, a origem da Língua Portuguesa está localizada na Europa, em Portugal e não no Brasil! Não aceitamos o Acordo Ortográfico nem a destruição das nossas palavras, a língua é um dos pilares fundamentais da nossa Identidade. A Língua é nossa e por isso dizemos NÃO! ao Acordo Ortográfico. Lutaremos pela preservação da nossa própria Língua nacional! No dia 26 de Março, às 16.00 horas, faremos um protesto público contra este “acordo”, no Largo de Camões, em Lisboa.

20/2/13


Artigo Científico A doença de Alzheimer e o Envelhecimento em Portugal. Um desafio coletivo. Portugal, à semelhança de outros países da Europa, está a envelhecer. Este fenómeno é acompanhado pelo aumento do número de pessoas com a doença de Alzheimer (DA), 90.000 segundo as estimativas mais recentes [1]. A DA, considerada a forma mais comum de demência, é uma doença neuro-degenerativa que induz uma perda progressiva e irreversível das funções cognitivas até à dependência total. De uma maneira geral, a DA evolui ao longo de um período de oito a nove anos. Apesar de toda a investigação científica em curso, não há atualmente cura para a DA. Existem apenas medicamentos que no início da doença permitem retardar a sua evolução. Consequentemente, os cuidados psicossociais administrados fora do hospital são vitais para maximizar a qualidade de vida do doente. Até agora, o único fator de risco conhecido é a idade em si mesma, pelo que é expetável que, com o avançar do envelhecimento, aumente a sua prevalência na população. A DA é um dos principais motivos de dependência nos idosos, sendo fortemente desgastante para as famílias dos doentes, que geralmente protagonizam os cuidados. De facto, a DA modifica profundamente as relações do doente com o mundo e as suas interações sociais, assim como desafia as solidariedades familiares. Em suma, tal como a Organização Mundial da Saúde salientou no título da sua última publicação sobre doenças mentais, a DA é crescentemente uma questão de saúde pública. Central a este desafio incontornável para as sociedades e para as políticas de saúde é a questão de quem é que vai cuidar dessas pessoas. No que se refere a cuidados aos idosos dependentes, Portugal caracteriza-se, tal com os outros países do sul da Europa, por algum familialismo. Contudo, distingue-se neste contexto (i) pelas políticas sociais e pelos serviços de apoio às pessoas idosas, que embora tenham tido nas últimas décadas uma evolução muito positiva ao nível da qualidade e da diversificação da oferta, ainda se revelam insuficientes para responder às necessidades e ii) pela elevada taxa de trabalho feminino (61.1% em 2010, Eurostat), em geral a tempo inteiro. Assim, e sabendo que são principalmente as mulheres a cuidar de um familiar idoso dependente, a conciliação entre trabalhar e cuidar torna-se uma equação extremamente complicada de resolver. Importa, contudo, referir que quem cuida de um familiar com Alzheimer não costuma fazer face ao problema deixando a atividade profissional, pois o trabalho é muito valorizado, por motivos económicos mas também para a realização pessoal, como rede social e fonte de apoio. Em suma, as necessidades das famílias são inúmeras e variam consoante o estágio de desenvolvimento da doença: quer seja ao nível do défice de informação disponível sobre a doença, os cuidados que esta implica e os serviços de apoio existentes; quer seja ao nível do insuficiente número de serviços de apoio aos doentes e às suas famílias ou do impacto financeiro que a DA acarreta (tratamentos e cuidados), há uma série de fatores que condicionam a busca da melhor articulação entre as necessidades dos doentes e as da família na relação com a doença. Ganha particular importância refletir sobre os fatores acima listados logo desde o diagnóstico da doença. De facto, neste momento, o doente e os seus familiares têm que enfrentar uma notícia com consequências dramáticas. O apoio correto nessa altura fará toda a diferença permitindo às pessoas escolher dentro do possível os cuidados e apoios que melhor se adaptem aos desejos do familiar doente e à situação da família [2]. Face a esta realidade, existem em Portugal sinais de mudança. Embora a família seja ainda o pilar central nos cuidados às pessoas idosas dependentes, já não é a única solução. Se os lares ainda são vistos como uma solução negativa, o apoio domiciliário (sujeito a pagamento) para ajudar a cuidar de um familiar dependente em casa parece ser bem-vindo. De facto, a solução mais valorizada hoje em dia parece ser um padrão misto de cuidados familiares e formais, profissionais ou não [3]. Todavia, a oferta de serviços é ainda desequilibrada: insuficiente no sector público e com custos elevados no sector privado, tornando o acesso aos mesmos socialmente desigual. Como contrariar este cenário? Por um lado, é urgente reforçar as atividades da Associação Portuguesa dos Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA) cujo papel é muito importante não só a disponibilizar serviços e apoios às famílias, mas também a dar mais visibilidade pública à DA e ao desafio que representa para a sociedade. Por outro lado o Estado tem que ser mais atuante. Considerando que Portugal ocupa, segundo estimativas recentes, a sétima posição nos países com a população mais envelhecida no mundo, o Estado não pode ignorar este desafio e a responsabilidade central que tem na definição de políticas e ações dirigidas às pessoas já com a DA e seus familiares, assim como à população em geral. Urge desenvolver em Portugal um Programa Nacional para as Demências respondendo, assim, ao pedido que a União Europeia lançou aos países membros (2008), de definir uma estratégia e um plano de ação dirigido à DA. À imagem de Programas já existentes (França, Alemanha, etc.), deveria ter pelo menos quatro eixos: i) deteção, diagnóstico e cuidados; ii) apoio aos cuidadores familiares; iii) formação de médicos e outros profissionais da saúde; investigação médica e em ciências sociais; e iv) informação e sensibilização à população em geral. Embora o contexto económico atual seja pouco favorável ao desenvolvimento de novas políticas públicas, a DA e as demências em geral têm que ser reconhecidas como uma prioridade nacional tendo em conta os níveis de envelhecimento da população portuguesa. Mas também tendo em atenção o aumento potencial das tensões e da precarização em torno da conciliação entre trabalhar e cuidar, que tem recaído em grande parte sobre as famílias. Notas: [1]European collaboration on Dementia (2009), (http://www.alzheimer-europe.org/index.php/Research/European-Collaboration-onDementia/Prevalence-of-dementia)

[2] Samitca, Sanda (2008), « La maladie d’Alzheimer vécue par les proches. Une étude en Suisse romande. » Actualités Psychologiques, 21, pp. 157-171. [3] Samitca, Sanda ; Wall, Karin (2008), Elderly care in Portugal, WOUPS Final Report, Institute of Social Sciences, Lisbon Autora: Sanda Samitca

20/2/13


Discurso político escrito e audiovisual Discurso de Passos Coelho

“ Portugueses, boa noite. Não preciso de vos dizer que vivemos momentos da maior gravidade. Todos os Portugueses estão a sentir nas suas vidas os efeitos de um terrível estrangulamento financeiro da nossa economia. O Estado depende em absoluto da assistência externa para cumprir as suas funções básicas, desde o pagamento de salários a enfermeiros, professores ou polícias, até à realização das mais variadas prestações sociais. Também o sector privado sofre cada vez mais com a escassez de crédito, do crédito de que precisa para financiar a aquisição de matérias-primas e de equipamento, para financiar o pagamento de salários e preservar o emprego. Vivemos um momento de emergência nacional. Quando no ano passado ajudei a viabilizar o orçamento para 2011, fiz questão que nele estivessem contidas reduções significativas da despesa pública. Foi esse o compromisso que estabeleci com o Governo de então, porque sem essas reduções seria impossível resolvermos os nossos problemas. Quando tomei posse sensivelmente a meio do ano, eu esperava que metade desse orçamento tivesse sido devidamente executado. Porém, tal como foi recentemente mostrado pelo INE, nesses primeiros meses que antecederam a minha posse no Governo, 70 por cento do défice permitido para a totalidade do ano fora já esgotado. É preciso que os Portugueses compreendam todos os contornos da situação actual. No passado, habituámo-nos a tolerar as derrapagens orçamentais. Tornou-se num hábito político que é urgente reparar. Mas este ano todos tinham a obrigação de já ter aprendido a lição. As derrapagens orçamentais num País que enfrenta a perda da credibilidade externa e a vê secar as suas fontes de financiamento têm consequências muito mais gravosas do que é habitual. Temos de acrescentar a tudo isto uma contracção económica prevista para 2012 maior do que foi antecipado e uma deterioração severa das circunstâncias externas à economia portuguesa. E é preciso sublinhar que se agravou substancialmente o peso dos prejuízos e do endividamento do Sector Público Empresarial, o que vai obrigar a uma profunda reestruturação do sector. Como sabem, elegemos um número de medidas temporárias que nos permitem compensar a situação negativa que encontrámos. Mas no próximo ano essa compensação já não poderá ser temporária. O ajustamento terá de ser muito profundo. Isso implica um esforço adicional aos objectivos já exigentes a que estávamos comprometidos para 2012. E significa que neste orçamento que será apresentado aos Portugueses nos próximos dias teremos de fazer um esforço redobrado de consolidação. Para atingir o mesmo resultado de contas públicas a que nos obrigámos externamente temos agora de fazer mais do que estava inicialmente previsto. Perante as actuais dificuldades, é compreensível que cresça a tentação de abandonarmos o caminho que foi traçado até agora. Mas por essa razão é imprescindível que estejamos bem conscientes dos terríveis perigos que tal opção necessariamente materializaria. Se nos víssemos privados da assistência externa, e sem a possibilidade de nos financiarmos no exterior, teríamos de enfrentar o imediato encerramento de muitas actividades do Estado, o não pagamento de salários, incumprimentos em cadeia pela economia que conduziriam a falências em massa, o prolongamento indefinido da nossa falta de competitividade, a incapacidade instantânea de importar bens que neste momento são absolutamente necessários para o nosso modo de vida, como os alimentos e os medicamentos. Com a concretização dum cenário deste tipo, as pressões para abandonarmos a zona euro seriam imensas. Nada disto é aceitável e eu nunca permitirei que tal aconteça. Daí que seja, e tenha de ser, inabalável o compromisso deste Governo com o processo de consolidação orçamental associado à agenda de competitividade e transformação estrutural da nossa economia. Temos objectivos para cumprir e iremos cumpri-los. Não tenho dúvidas de que dou voz ao País quando recuso o cenário negro que resultaria das nossas eventuais hesitações.


Por tudo isto, o orçamento para 2012 é absolutamente decisivo e coincide com o momento em que muito duramente enfrentamos a realidade. Em tempos de emergência, o tempo é ainda mais precioso, o rigor ainda mais indispensável, a coesão interna ainda mais necessária. Mas não há emergência que dispense o dever de procurar as soluções mais equilibradas, que não coloquem em causa os compromissos do Estado, nem sacrifiquem os nossos objectivos de médio e longo prazo. As medidas que constam do orçamento que vamos apresentar são as respostas mais prudentes e eficazes às ameaças reais de uma espiral económica descendente e da paralisia de algumas das funções centrais do Estado. Permitam-me que vos explique agora com mais algum detalhe a nossa rejeição de ambos os riscos. Para contrariar o risco da deterioração económica, incluindo uma contracção profunda e prolongada do nosso produto e do nosso tecido empresarial, o Governo decidiu permitir a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia durante os próximos dois anos, e ajustar o calendário dos feriados. Estas medidas respondem directamente à necessidade de recuperar a competitividade da nossa economia e evitam o desemprego exponencial que a degradação da situação das nossas empresas produziria. Este é o modo mais eficaz e mais seguro de operar um efeito de competitividade. Substitui a descida da TSU, que requer condições orçamentais particulares que neste momento o País não reúne. Estou confiante que esta decisão terá um efeito sensível no abrandamento da recessão económica prevista para o próximo ano e contribuirá significativamente para relançar o crescimento em 2013. Quero dizer aos Portugueses que conto sobretudo com a sua capacidade e ambição. Este Governo não se limita a pedir sacrifícios e a impor limites. Queremos resolver os nossos problemas com mais trabalho, mais ideias, mais espírito de entreajuda e cooperação entre todos. Este é o meio mais adequado para, no meio de tantas restrições, ampliarmos a nossa capacidade económica de criação de riqueza. Já no sector público as consequências de um incumprimento, ou de uma vacilação na realização dos objectivos para o défice que pusesse em causa a assistência externa, seriam fáceis de prever. Se nos víssemos privados dessa assistência, e sem a possibilidade de nos financiarmos no exterior, o Estado seria forçado, em desespero, a proceder a medidas intoleráveis como os despedimentos indiscriminados de funcionários públicos ou medidas comparáveis, o que de resto já sucedeu noutros países da zona euro. Ora, o Estado tem compromissos a que não deve renunciar, nem mesmo numa situação de emergência. Não nos devemos permitir decisões de último recurso. Temos de salvaguardar o emprego. É a pensar na conjugação das necessidades financeiras com a prioridade do emprego que o orçamento para 2012 prevê a eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os vencimentos dos funcionários da Administração Pública e das Empresas Públicas acima de 1000 euros por mês. Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1000 euros serão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios. Como explicaremos em breve aos partidos políticos, aos sindicatos e aos parceiros sociais, esta medida é temporária e vigorará apenas durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira. Mas estes não são os únicos compromissos inquebráveis do Estado. É preciso evitar também o colapso da estrutura básica do Estado social. Para este efeito estavam já previstas algumas medidas no Memorando de Entendimento assinado com a União Europeia e o FMI. Contudo, foi necessário reforçá-las. Foi necessário porque os desvios na execução orçamental de 2011 relativamente ao que estava previsto no Programa de Assistência são superiores a 3000 milhões de euros. No orçamento para 2012 haverá cortes muito substanciais nos sectores da Saúde e da Educação. Neste aspecto, fomos até onde pudemos ir – no combate ao desperdício, nos ganhos de eficiência. Não podemos ir mais longe nestes cortes sem pôr em causa a qualidade dos serviços públicos, sem pôr em causa o acesso dos cidadãos a estes serviços. E isso não faremos. Uma vez mais de acordo com o Memorando de Entendimento, serão eliminadas as deduções fiscais em sede de IRS para os dois escalões mais elevados, e os restantes verão reduzidos os limites existentes. Mas serão salvaguardadas majorações por cada filho do agregado familiar. E. ao contrário do que estava previsto no Programa de Assistência, acautelaremos a fiscalidade das Instituições Públicas de Solidariedade Social e isentaremos de tributação em sede de IRS a maioria das prestações sociais, como, por exemplo, o subsídio de desemprego, de doença ou de maternidade. No caso do IVA, teremos de obter mais receitas do que o que estava desenhado no Memorando de Entendimento. Para este efeito, o orçamento para 2012 reduz consideravelmente o âmbito de bens da taxa intermédia do IVA, embora assegure a sua manutenção para um conjunto limitado de bens cruciais para sectores de produção nacional, como a vinicultura, a agricultura e as pescas. Como garantia aos Portugueses, não haverá alterações na taxa normal do IVA e mantemos os bens essenciais na taxa reduzida, com a preocupação de proteger os mais vulneráveis. Como sabem, a redução das pensões de reforma era uma medida prevista no Memorando de Entendimento. Tal como para os salários da Administração Pública e das Empresas Públicas, teremos de eliminar os subsídios de férias e de Natal para quem tem pensões superiores a 1000 euros por mês. As pensões abaixo deste valor e acima do salário mínimo sofrerão em média a eliminação de um só destes subsídios. Esta redução é também ela evidentemente temporária e vigorará durante a vigência do Programa de Assistência. Mas não prescindimos do nosso compromisso de descongelar as pensões mínimas e actualizá-las. Nunca nos deveríamos ter permitido chegar a este ponto. Quando fui eleito Primeiro-Ministro nunca pensei que tivesse de anunciar ao País medidas tão severas e tão difíceis de aceitar. Sei muito bem que a obediência ao meu dever e a necessidade da tomada destas decisões não as tornam menos custosas, nem aligeiram os sacrifícios. Compreendo muito bem a frustração de todos os Portugueses que olham para trás, para estes últimos anos, e se perguntam como foi possível acumular tantos erros e somar tantos excessos. Tivemos tantas oportunidades para inverter o rumo e limitámo-nos a encolher os ombros. Uma coisa é certa: não sairemos deste vale de dificuldades com fugas à realidade, nem com excessos retóricos, mas apenas com decisões tomadas com determinação, responsabilidade e método. Um orçamento do Estado é muito mais do que um simples exercício de contabilidade. Nele estão vertidas escolhas políticas fundamentais. Escolhas para o nosso presente e para o nosso futuro. Num momento como aquele que estamos a viver é ainda mais importante que façamos escolhas consequentes e resolutas: para reparar as escolhas do passado de muitos anos que nos conduziram até ao difícil estado actual de coisas; para enfrentar os graves problemas do presente; e para preparar um futuro mais livre, com mais escolhas e com novos horizontes. Nas rubricas deste orçamento não estão inscritos apenas números. Está inscrita a rejeição do colapso do País. Estão inscritos os laços europeus de um País que quer honrar os seus compromissos, a sua história e a sua democracia. Está inscrito um novo rigor no respeito pela lei e pelo Estado de Direito, pelo princípio da responsabilidade social, o que significa que seremos implacáveis com a evasão fiscal e agravaremos a tributação das transferências para off-shores e paraísos fiscais.


No nosso País existe como sabemos um coro de vozes sempre pronto a dizer que não seremos capazes, que os obstáculos são demasiado grandes, que a resignação é o melhor caminho, ou que outros devem ser chamados a resolver os nossos problemas. Muitas vezes no passado foram estas vozes que impediram qualquer esforço sério de renovação das nossas capacidades. Ora, é precisamente porque este esforço de renovação nunca foi feito que podemos acreditar que desta vez seremos capazes. Seremos capazes de pôr um fim definitivo aos nossos problemas e dificuldades. É aqui que começamos a reconquistar a nossa credibilidade, e em breve conheceremos os efeitos benéficos dos nossos sacrifícios. Temos de olhar para os exemplos recentes de países que, optando por fazer os seus processos de ajustamento com inteligência e responsabilidade, souberam ultrapassar as suas dificuldades bem mais rapidamente do que diziam as previsões e abriram um período de prosperidade que seria impossível de outro modo. Não adiar o mais difícil e inevitável pode custar muito, mas custa seguramente menos do que se teria de fazer mais à frente no futuro. Assim que o Governo assumiu funções tratou de inverter as perigosas tendências que vinham de trás. Agimos preventivamente com medidas que hoje, depois de serem revelados problemas adicionais nas nossas contas públicas, todos reconhecem que foram absolutamente necessárias para nos manter em linha com os nossos compromissos. Foram igualmente decisivas para retomar o caminho da credibilidade e confiança externas. As últimas semanas foram pródigas em sinais do exterior que credibilizam a estratégia e as decisões do Governo. Da parte dos nossos parceiros europeus e das instituições internacionais recebemos numerosas manifestações públicas e privadas de apoio e de confiança na nossa estratégia de estabilização da economia. Precisamos de ver este apoio como um bem precioso, que é difícil e demorado de adquirir, que tem de ser reconquistado todos os dias, mas que as hesitações e o laxismo podem rapidamente desbaratar. Mais do que isso, nós já sabemos que podemos contar com os nossos parceiros internacionais para além do actual Programa de Ajustamento, desde que o cumpramos, o que nos deve dar um estímulo e uma segurança adicionais para os nossos esforços. Quis nesta ocasião falar a todos os Portugueses porque mais do que nunca o cumprimento dos objectivos nacionais, a cabal execução do orçamento para 2012, a superação da emergência nacional depende em absoluto do contributo de todos. Depende da competência e liderança do Governo, da diligência e dedicação das Administrações Públicas, da inovação e criatividade dos empresários, da confiança e serenidade dos investidores, do profissionalismo e energia dos trabalhadores. Depende da cooperação dos parceiros sociais, do dinamismo das instituições da sociedade civil, do diálogo construtivo com os partidos da oposição, em particular com o maior partido da oposição que tem nesta matéria uma oportunidade de evidenciar um elevado sentido de responsabilidade e de serviço ao País. A eficácia deste orçamento dependerá de todos. A gravidade da situação assim o exige. Mas também o exige a grandeza do propósito. Perante um mundo cheio de riscos e de incertezas, nós temos um programa que responde a todos os riscos e a certeza de que seremos bemsucedidos.” http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/discurso-de-passos-coelho-na-integra

Discurso audiovisual de Cavaco Silva

“Discurso do 5 de Outubro de Cavaco Silva foi dedicado aos jovens O discurso do Presidente da República foi dedicado aos jovens e falou de um Portugal que não pode ser aprisionado pelo "imediatismo" de um presente "muito difícil".” http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=592788&tm=9&layout=122&visual=61

Este link diz respeito ao discurso audiovisual referido.

19/3/13


Apreciação crítica – “Charlie e a Fábrica de Chocolate” Na antecipação de "Alice no País das Maravilhas", que promete ser mais um devaneio bombástico do sempre desajustado (mas não obstante consagrado) Tim Burton, vale a pena recordar a também fábula "Charlie e a Fábrica de Chocolate". Conta a história de Charlie, um rapazinho extremamente pobre e de bom coração, que vive com a família num casebre ofuscado pela monumental fábrica de chocolate de Willy Wonka. Um dia, este excêntrico e misterioso homem dá oportunidade a cinco crianças de visitar a fábrica. Charlie é uma delas, juntamente com quatro das mais mimadas e arrogantes crianças do planeta, e é aqui que começa a mirabolante e onírica viagem por um mundo originalmente imaginado por Roald Dahl, mas pintado à imagem de um realizador conhecido pela sua extraordinária capacidade de expressão visual e perspectiva muito própria do mundo que o rodeia. O peculiar universo de Burton é povoado por estranhas mas adoráveis criaturas, atormentadas e incompreendidas, que tentam em vão adaptar-se ao cruel "mundo normal". Outrora algo obscuro e mórbido, a fábula melodramática de "O Grande Peixe" trouxe-lhe luz e cor, e uma qualidade de esperança e redenção. Charlie e a Fábrica de Chocolate segue esse trilho e o realizador oferece-nos mais uma visita a esse mundo, sempre de um modo profundamente genuíno, pois, em trinta anos, "à sua maneira" é a única forma como sabe veicular as suas histórias e as suas personagens. À primeira vista, trata-se apenas de uma história com moral para crianças, onde, através da sátira, se criticam os vícios e os excessos que os pais, por indulgência ou negligência, permitem aos filhos e se enfatizam os valores familiares, a honestidade e a pureza de coração, sem paternalismos ou condescendências de nenhum tipo. Para o olho atento, porém, há uma imensidão de maravilhas com que deleitar os olhos e o coração. Willy Wonka é o herói desajustado deste filme. É tudo aquilo que podíamos NÃO esperar da personagem original. Numa pitoresca representação de Johnny Depp, de roupas extravagantes e maneiras de desenho animado, descobrimos uma criança em ponto grande, cuja franqueza e inocência são desarmantes. A diferença é que, desta vez, são as "pessoas normais" a entrar no mundo da "aberração" e a cingir-se às suas regras. E é curioso verificar que os sentimentos que habitualmente levam à condenação e expulsão da segunda (hipocrisia, mesquinhez, ganância) são precisamente o que dita o falhanço das primeiras. Depois, no meio da fanfarra de cor e música, há os sempre presentes pormenores deliciosos, como o horrendo aparelho dentário do jovem Wonka, a adorável casa torta de Charlie que se opõe à perfeita simetria das restantes, os bonecos amorosos de boas-vindas incendiados até à disformidade, os umpa-lumpas com tanto de amável como de aterrador e Depp como o derradeiro marginal de Burton, através de quem este exorciza os seus demónios e ganha vida nos seus próprios filmes. Todo o filme de Tim Burton não está completo sem a música de Danny Elfman (não desdenhando Ed Wood). Depois da partitura emotiva mas sóbria de O Grande Peixe, é empolgante vê-lo aqui dar largas à imaginação e criar uma partitura extravagante e selvagem, extremamente inventiva e, ao mesmo tempo, íntima e sentimental, repleta dos seus bemóis característicos. Para os temas individuais, Elfman revisita a sua faceta anos 80 de Oingo Boingo e reveste as letras de Dahl de pura diversão, inesperada doçura e contagioso frenesim, ao mesmo tempo que dá ênfase ao escárnio nelas presente. Em suma, um delírio auditivo em perfeita sintonia com o delírio visual que é Charlie e a Fábrica de Chocolate. http://portalcinema.blogspot.pt/2009/06/critica-charlie-and-chocolate-factory.html


Pinturas famosas do século XIX “A noite estrelada” de Van Gogh

A escolha desta pintura, criada em 1889, baseou-se no facto de as cores me terem prendido a atenção. São utilizados por um lado tons escuros e fortes, como o azul e o preto, são cores caracterizadoras da noite, que apontam para a melancolia e para a tristeza, contrastando com a cor viva e explosiva do amarelo, que representa a luminosidade e a esperança; sendo que após uma pequena pesquisa e ao aperceber-me da situação vivida pelo pintor na altura em que elaborou esta pintura, consegui entender que a globalidade das cores utilizadas remete para uma constante luta interior de Van Gogh, o que tornou a pintura ainda mais bela e mais profunda após a compreensão das emoções sentidas pelo pintor. Alcançando deste modo a mensagem que pretendia transmitir.

“Mulheres no jardim” de Monet Selecionei esta pintura, de 1866, por dois motivos. Primeiramente pelas técnicas utilizadas e pelos pormenores salientados; e por último pelos sentimentos que desperta. Claude Monet ao retratar o quotidiano burguês de quatro senhoras, utiliza fabulosas técnicas como o óleo sobre tela e os jogos de sombra, tendo que salientar os meticulosos pormenores apresentados nos trajes das mulheres. Esta bela pintura desperta emoções como a alegria, a paz, o conforto e a vivacidade num cenário de primavera, onde a natureza representada por belas flores e por uma vegetação exuberante estão em sintonia com o estado de espírito das mulheres retratadas.

18/3/13


Produções Textos escritos, imagens/desenhos/pinturas elaborados

Ficha Bibliográfica de autor

Sequência 2 e 3: ◊ Imagem em movimento;

◊ Expressão escrita. 

Sequência 4: ◊ Apreciação crítica de uma das caricaturas de Eça.

Sequência 5:

◊ Cine - ficha.


23/2/13


Apreciação crítica do filme A Noiva Cadáver A Noiva Cadáver” é um filme de animação produzido no ano de 2005, por Tim Burton. Este filme é uma conjugação perfeita do real e do surreal. Do real porque é centrado num futuro casamento em que prevalecem, nessa união, fatores financeiros e de títulos e não o verdadeiro amor. Do surreal porque a personagem principal ao treinar os seus votos compromete-se com a “noiva cadáver” sendo levado involuntariamente para o mundo dos mortos. O autor faz uma abordagem completamente diferente da conceção que temos dos dois mundos, o dos vivos e o dos mortos. Neste último deparamo-nos com a cor, musicalidade, a alegria e vivacidade ao contrário do mundo “de cima”, que é representado em escala de cinza, denotando a frieza, a arrogância, a ganância e o mau carácter da maioria das personagens que nele vivem. Relativamente às personagens, são muito próprias e com características muito individualizadas, que nos fazem refletir sobre aspetos diferentes. Por um lado temos personagens arrogantes, gananciosas cuja sua vida gira em torno da riqueza, como os pais de Victor e Vitoria, os noivos. Por outro lado temos um aglomerado de características semelhantes entre as personagens que desenvolvem entre si um triângulo amoroso. Victor, Victoria e Emily representam a ingenuidade, a timidez, são personagens que de diferentes formas foram enganadas e forçadas a algo. Concluindo, o filme é cativante e surpreendente por ser original e único, proporcionando-se um momento de entretenimento, sendo que implicitamente pretende que olhemos para o mundo com “outros olhos” visto que existem tantos pontos fracos na sociedade atual que necessitam de ser colmatados.

1/3/13


23/02/13


Apreciação crítica – caricatura de Eça

20/04/13


Cine - ficha – Moulin Rouge


29/03/13


Documentos audiovisuais Registos áudio e vídeo


Avaliação do trabalho na disciplina


Testes e Trabalhos com valor de teste 1ºPeríodo:  Teste de verificação de leitura.

2ºPeríodo: Teste de expressão escrita.


Teste de verificação de leitura da obra Os Maias

Classificação global (I-V cap.) - 17,3 valores

3/3/13


Teste de Expressão Escrita

Classificação obtida - 18 valores

18/3/13


Outros trabalhos Fichas de leitura contratual, trabalhos de grupo, grelhas de auto/coavaliação

1ºPeríodo:  Fórum de Leitores

2ºPeríodo:  Fórum de Leitores


Fórum de Leitores

Classificação obtida: 20 valores

3/3/13


Fórum de Leitores

Classificação obtida: 20 valores

18/3/13


Reflexões sobre a avaliação 1ºPeríodo:  Autoavaliação do trabalho desenvolvido

2ºPeríodo:  Autoavaliação do trabalho desenvolvido


Autoavaliação do trabalho desenvolvido O 1º período caracterizou-se por um período dinâmico em termos de actividades propostas e enriquecedor em termos de aprendizagem. Relativamente aos testes de competência de leitura tenho que referir o facto de a minha análise de editoriais e de anúncios publicitários necessitar de mais treino para não se verificarem as falhas notadas. Em relação à obra Os Mais, é um livro com uma história interessante e profunda, que nos enriquece de tantas maneiras, mas principalmente em termos do Português. Penso que consegui obter uma boa classificação global, no entanto há aspectos a trabalhar para melhorar o meu desempenho. Em relação à gramática e expressão escrita obtive bons resultados, sendo os temas trabalhados, nesta última, relevantes. No que diz respeito às apresentações orais, tenho conseguido alcançar excelentes notas, mas penso que são merecidas visto que me tenho esforçado e trabalhado para tal, tendo conseguido melhorar as minhas exposições orais, em comparação com o ano anterior. Em relação à minha participação, bem como de alguns colegas da turma C, na sessão escolar Parlamento de Jovens, foi uma experiência que me proporcionou vantagens em termos de convivência e discussão de ideias entre diferentes pessoas com perspetivas distintas, contudo existem aspetos que necessitam de ser modificados para não se verificarem as falhas notadas. As actividades propostas pela professora, como o vídeo publicitário, continuam com o seu carácter dinâmico, podendo nós alunos desfrutar do trabalho que realizamos, não deixando de ser uma forma de aprendizagem. Para concluir foi um período longo e trabalhoso que envolveu esforço e dedicação. Espero conseguir melhorar no próximo período, nas sequências a leccionar, pois o meu objectivo é elevar o meu desempenho nas diversas áreas.

3/3/13


Autoavaliação do trabalho desenvolvido Em relação ao trabalho desenvolvido no 2ºperíodo, foi igualmente produtivo na nossa aprendizagem, em que por um lado mantiveram-se conteúdos e ferramentas de trabalho mas por outro lado surgiram novas experiências e desafios ao contactarmos com uma obra diferente e mais complexa. Partindo dessa obra, Sermão de Santo António aos peixes, foi uma obra completamente nova e diferente ao que nos era habitual estudar, exigindo um nível mais avançado de análise e de

reflexão, visto que existem muitos pormenores e mensagens importantes que o autor pretende passar, que necessitam de ser compreendidos nas entre linhas. Em relação ao meu desempenho, posso mencionar o facto de inicialmente estar extremamente nervosa, ao pensar que não iria conseguir obter uma boa classificação por o meu nível de análise e de reflexão não ser suficientemente elevado. Contudo, através de treino, estudo e apoio por parte da professora, consegui alcançar a meta pretendida na nota do teste de compreensão da leitura. Em relação à obra Os Maias mantive uma óptima classificação global. Nos testes de compreensão oral bem como os de gramática continuo com resultados satisfatórios, havendo

aspetos a aperfeiçoar. Tenho que salientar o facto de ter conseguido melhorar o meu desempenho na expressão escrita, o que me deixou extremamente satisfeita. No que diz respeito às apresentações orais, continuo com excelentes classificações, sendo assim vou-me esforçar para as manter. Para concluir, penso que a cada período que passa, apesar de ligeiros fracassos consigo conquistar cada vez mais vitórias, o que incentiva-me a continuar a esforçar e a trabalhar, tendo em vista o desenvolvimento das minhas capacidades para as utilizar de forma benéfica no futuro.

Sermão de Santo António aos peixes

18/3/13


Outros materiais relevantes


Sombra de um amor morto “Mercedes corria, sem destino consciente, por entre pinheiros bravos que assomavam aos céus como gigantes ambiciosos. Os seus pés, descalços, descobriam a cada passo um novo tato da terra húmida e fria. Um total eclipse solar ditava a escuridão quase palpável que lhe barrava o caminho como um muro invisível. Um desejo desmedido de ver, tocar, sentir algo que nem ela própria sabia o quê, causava-lhe uma angústia que lhe sufocava a alma. O som dos movimentos doces e suaves das águas disseram-lhe que estava perto de uma lagoa, aquela que conhecia tão bem como as palmas das suas mãos. Ao fundo, distinguiu a silhueta de um homem. Quando se aproximou, reconheceu aquele que a fazia ser apenas uma metade de um todo que se assumira naturalmente. Era ele, Lourenço. Os seus ombros largos e fortes denunciavam a sua força física e os seus olhos que riam na noite, a sua força de espírito. O seu sorriso convidativo expressava a juventude que exteriormente era negada pelo seu cabelo grisalho. Mercedes e Lourenço cruzaram o olhar. Todos os seus momentos juntos passaram na mente da mulher e como que um arrepio percorreu-lhe todo o corpo.” Autoras: Marta Dias e Mariana Brazão

O conto "Sombra de um amor morto" ao qual pertence este excerto, foi escrito no âmbito do concurso literário de Sophia de Mello Breyner Andresen, no 10ºano. Foi um a óptima e interessante experiência que me enriqueceu em diversos domínios, nomeadamente na melhoria da capacidade de expressão escrita e no trabalho em parceria. O resultado final não poderia ter sido melhor visto que conseguimos, através do empenho que dedicámos na criação do conto e do apoio proporcionado pelas professoras, obter a terceira classificação. 3/3/13


11ºC O festival de ginástica, do qual nós - a turma 11ºC – fizemos parte, realizou-se no passado dia 15 de Março de 2013. Através da nossa força de vontade, autonomia e incentivo por parte de alguns professores, que sempre acreditaram em nós e no nosso desempenho, elaborámos um simples esquema de 3 minutos, pouco desenvolvido em termos de figuras complexas, mas marcado em certos momentos que necessitavam de ser realçados. Penso que a mensagem que pretendíamos passar alcançou o seu destinatário e não podíamos estar mais felizes com o resultado final.

É motivo de orgulho para o 11ºC. Não somos uma simples turma, somos a turma. Mostrámos que apesar de todas as diferenças e conflitos que por vezes fazem tremer os nossos laços, quando queremos conseguimos por de parte essas divergências e unirmo-nos como se fossemos um só. Penso que crescemos enquanto turma e enquanto pessoas e a prova disso está à vista. Somos de facto uma grande turma, sendo que são estes momentos pelos quais passamos juntos que ficam gravados nas nossas memórias, por serem únicos e especiais.

16/3/13


O meu “eu”

Família, amigos, animais, turma (2011-2013) e dança. Existem um conjunto de fatores que funcionam como um pilar na nossa existência, que nos ajudam a crescer, a tornar melhores pessoas, a aumentar o nosso nível de responsabilidade, a coexistir e a garantir um estilo de vida mais saudável. Posto isto, esta imagem evidencia todos esses aspetos que constituem/constituíram o meu “eu”, que fazem parte do que eu sou e que me marcaram positiva e significativamente.

18/3/13


FIM

Portfólio Português  

Portfólio Português 11º ano

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