Revista Forum Estudante | novembro 2016 | Edição n.º 290 | Disponível apenas por assinatura com o custo mensal de 1€
OBRIGADO! Descobre o teu TALENTO!
Porque é que lemos?
3 | Forum Estudante | Nov’16
/Sumário
PASSATEMPOS
CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO: Estes passatempos decorrem até 30 de novembro. Apenas serão atribuídos prémios a residentes em Portugal e somente um prémio por pessoa e morada em cada passatempo. Só será aceite, de cada concorrente, uma participação por dia. O não preenchimento correto do formulário de participação em www.forum.pt/passatempos, leva à desclassificação do participante. Os vencedores residentes na área da grande Lisboa terão que levantar o prémio na nossa sede em Lisboa. Aos restantes, os prémios são enviados via CTT. Após notificação, os vencedores têm um prazo de 15 dias para reclamar o prémio. Os prémios devolvidos não serão reenviados. A idade máxima de participação é de 25 anos, inclusive, a confirmar por documento de identificação. OS PREMIADOS SÃO ANUNCIADOS EM FORUM.PT. NOTA: as cores e modelos apresentados podem não corresponder às imagens apresentadas.
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AURICULARES. SIM, OUVISTE BEM
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Comunicação José Maria Archer (Tel.: 218 854 780) Distribuição Vitor Silva (Tel.: 218 854 755) vitor.silva@forum.pt Produção Lisgráfica Tiragem: 40 mil exemplares
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FORUM ESTUDANTE Revista de Cursos, Escolas e Profissões Propriedade e Edição de: PRESS FORUM, Comunicação Social, S.A. Capital Social: 60.000,00¤ NIF: 502 981 512 Periodicidade Mensal Depósito Legal n.º 510787/91 Registo ICS n.º 114179 Sede Tv. das Pedras Negras, nº 1 - 4.º 1100-404 Lisboa Tel.: 218 854 730 | Fax: 218 877 666
Administração Roberto Carneiro (Presidente) Rui Marques Francisca Assis Teixeira
SUMÁRIO
5 Escolas Por que razão melhoraram as notas? 16 PNL Afinal, por que lemos? 18 Pancadas Cinco colegas de carteira que vais encontrar 20 Nutrição Descobre os mitos e as verdades da alimentação 21 PsiNove Porque a violência não é amor 24 Fama Os GNR fazem 35 anos e não vão ficar por aqui. 34 ANQEP Descobre o teu talento! 38 Voluntariado A aventura da Marta e da Madalena na Grécia 42 Música Fomos ao Red Bull Culture Clash para te contar tudo 44 Cinema Antes de Harry Potter, havia Newt 45 Tech A Nintendo vai trazer a mudança
#TEMA DE CAPA 25 anos Forum Estudante Desde 1991 que a Forum marca presença nas escolas portuguesas. São duas décadas e meia de vida e milhares de artigos, entrevistas e crónicas - sempre trazendo-te a informação mais relevante para o teu presente e o teu futuro. Para festejar o nosso aniversário, incluímos oito páginas que relatam o ontem, o hoje e o amanhã da Forum Estudante. Sempre a teu lado.
Revista Forum Estudante #290 // Novembro 2016 // e-mail: geral@forum.pt // www.forum.pt
4 | Forum Estudante | Nov’16
/Passatempos
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5 | Forum Estudante | Nov’16
/Escolas
O MELHOR ANO DA MINHA VIDA
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Está começar agora o melhor ano da minha vida! Ainda só estou cá há 2 semanas, mas já fiz e vivi tanta coisa que parece que já estou cá há 1 mês. Aqui é tudo completamente diferente, por mais que tente explicar vocês nunca vão conseguir perceber.. As pessoas são todas muito simpáticas e acessíveis, os professores ajudam imenso, mas claro, não vou mentir, a primeira semana não é fácil, conseguir apanhar as matérias e a velocidade com que as pessoas falam. Tenho uma família excelente, que tem tornado estes dias mais fáceis do que já são. :) Vou amanhã ao meu primeiro jogo de futebol americano e estou ansiosa para ver e viver! Estou a adorar viver este ano da minha vida! Está a ser INCRÍVEL! Aqui fica o meu testemunho de 2 semanas no Texas, daqui a 1 mês dou mais sinais de vida! See you Beatriz (ou Bea como eles me chamam aqui)
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6 | Forum Estudante | Nov’16
/Escolas
AFINAL, PORQUE MELHORARAM OS RESULTADOS DOS ALUNOS PORTUGUESES?
Entre 2000 e 2012, Portugal obteve melhorias substanciais nos resultados alcançados pelos alunos. Em 2000, um em cada três alunos obteve uma classificação inferior a 1. Em 2012, esse número passou para um em cada cinco. Por outro lado, a percentagem de alunos “excelentes” (nota superior a 5) passou de 1% para 7%. Para descobrir a razão do sucesso dos alunos portugueses, as investigadoras Ana Sousa Ferreira e Isabel Flores analisaram os dados,
centrando-se nos anos 2000 e 2012 e, especificamente, nos resultados obtidos pelos alunos em matemática. O cruzamento de dados trouxe algumas surpresas a ambas as investigadoras. Ana Sousa Ferreira confessou que a influência positiva da frequência do pré-escolar foi o dado que mais a surpreendeu. Como
sublinhou Ana Sousa Ferreira, “é impressionante que 10 anos depois, a “influência do pré-escolar ainda se note nos resultados”. Já Isabel Flores realçou a “grande surpresa” de verificar que, tendencialmente, “a diferença está na escola e não nos pais”. A investigadora salientou um número em específico: as escolas de ambiente socioeconómico desfavorecido que obtém bons resultados passou de 19 param 34%. Para Ana Sousa Ferreira, um trabalho relevante será, agora, “compreender que práticas têm estas escolas para obter estes resultados” de forma a maximizar os bons resultados. O efeito da escola foi, de resto, “dos mais determinantes na variação positiva dos resultados”. Uma conclusão relacionada é que a família, embora importante, não é determinante para o sucesso escolar. E falando dos “atores principais - os alunos”, as investigadoras salientaram que os dados mostram que a maioria se sente “feliz e apoiada na escola”. “Os alunos sentem que o sucesso depende do seu próprio esforço e são agradecidos ao esforço dos professores”, concluiram.
POLITÉCNICO DE LEIRIA E CERN ASSINAM PROTOCOLO A parceria constrói-se no trabalho já realizado, avança o Politécnico de Leiria. O novo protocolo surge na sequência “dos estágios realizados no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) por estudantes de mestrado que foram posteriormente acolhidos como colaboradores”. Segundo revela o Politécnico de Leiria, este acordo “formaliza ainda a colaboração científica e tecnológica já existente entre as duas instituições” e que se traduz na “realização de trabalhos de final de curso orientados em conjunto”, que permitem resolver problemas técnicos identificados pelo CERN. Esta será também uma oportunidade para docentes e estudantes do Politécnico de Leiria, salienta o docente do IPL, Telmo Fernandes. «Esta oportunidade única permite complementar as aprendizagens adquiridas durante os respetivos cursos nos diversos níveis ministrados – TeSP, licenciaturas e mestrados», acrescentou.
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Portugal foi dos países que obteve uma maior subida nos rankings do PISA (Programa Internacional Avaliação dos Alunos), no período entre 2000 e 2012. O Conselho Nacional de Educação e a Fundação Manuel dos Santos investigaram os dados, procurando as razões para esta melhoria. Os resultados foram apresentados, no dia 27 de outubro, na última sessão da iniciativa “Mês da Educação”.
7 | Forum Estudante | Nov’16
/Escolas
NOVA REITORA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA TOMA POSSE No seu discurso, Isabel Capeloa Gil começou por agradecer a confiança lhe é depositada. Depois, a nova dirigente explicou a sua visão para o futuro da instituição. “Sem a desculpa das circunstâncias”, revelou, o seu mandato pretende apostar em três vertentes: “ensino, investigação e empreendedorismo”. A reitora sucede a Maria da Glória Garcia, sendo a 2.ª mulher a ocupar este cargo máximo. Uma prova, considerou Capeloa Gil, de que “se estilhaça o tecto de vidro da escolha das mulheres para lugares de gestão”. A universidade, continuou, não deve ser apenas instrumental. O objetivo passa por “melhorar a condição humana”. Para tal, o seu programa - que classificou de “transformador” terá o objetivo de continuar a formar diplomados científica, ética e culturalmente aptos. Sempre promovendo “o diálogo entre saberes” que combata, nas palavras Virgina Woolf, que citou, “a ignorância dos especialistas”. A equipa reitoral de Capeloa Gil é composta por Teresa Vasconcelos, José Tolentino Mendonça, Miguel Athayde Marques, Luís Marques Martins, Fernando Ferreira Pinto e ainda Maria Martins Almeida. FEIRA STUDY ABROAD PORTUGAL
INFORMAÇÃO EM DOSE TRIPLA Três dias, três cidades. Lisboa, Porto e Funchal foram palco da terceira edição da feira Study Abroad – por onde passaram centenas de estudantes que encontraram tudo sobre estudar no estrangeiro, destaca a organização. Durantes os três dias, a Study Abroad Portugal recebeu 955 visitantes e conseguiu cumprir o seu objetivo, adianta a mesma fonte: “responder a todas as questões colocadas pelos indivíduos que ambicionam ter uma experiência internacional de educação”. Para Angela Pereira, Managing Director da Study Abroad Portugal, a meta destes encontros passam por fomentar uma nova visão nos estudantes. “Queremos que os indivíduos encontrem
nesta iniciativa toda a informação importante para uma decisão de vida – mais do que uma experiência inesquecível, estudar no estrangeiro é aprender uma nova forma de pensar e viver!”, salientou. Os eventos Study Abroad contemplaram um espaço de exposição, onde foi feito o contacto direto com as instituições de ensino estrangeiras. A iniciativa inclui ainda um programa de seminários, com partilha de experiências, e uma sessão de networking.
8 | Forum Estudante | Nov’16
/Escolas
COMO AJUDAR OS JOVENS A AJUDAREM-SE A SI PRÓPRIOS Depois de apresentar os convidados, a moderadora Joana Gomes explicou os objetivos da ação de sensibilização: “que tenhamos, no final, um pouco mais de informação, para saber como podemos atuar”, explicou a docente da EPGE. A primeira intervenção ficou a cargo de dois agentes do Programa da PSP Escola Segura. Vítor Jesus recordou o grande objetivo deste programa: “promover uma cultura de segurança nas escolas”. Relativamente à questão da droga nas escolas, Vítor Jesus revelou que ela está presente na maioria das escolas patrulhadas pela sua divisão. O agente da PSP explicou ainda que os jovens identificados passam sempre pela esquadra onde, inclusive, “são feitos alguns jogos”, para mostrar “que a esquadra não é um bicho papão”.
Centrada nas práticas de combate ao consumo de droga nas escolas, a ação “Intervenção com Jovens em Meio Escolar” foi promovida pela Escola Profissional Gustave Eiffel – Polo do Lumiar.
A mudança que chegou em 2000 De seguida, tomou o palco a representante da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência, Carla Carvalho, que começou por lembrar a importante mudança que foi estabelecida com a Lei 30/2000 – legislação que descriminalizou o consumo de drogas e que tem sido reconhecida internacionalmente como um “caso de sucesso”. Embora o consumo, posse ou adquirição de drogas continue a ser proibida, dependendo da quantidade, poderá ser considerado um crime ou uma contraordenação. Quanto ao processo de acolhimento de um jovem, Carla Carvalho destacou que, numa primeira fase, a preocupação passa por “compreender a realidade do indivíduo, informar sobre as consequências do consumo e sobre as consequências da ilegalidade”.
Mais tarde, o processo poderá resultar em diferentes tipos de sanções: coima, trabalho comunitário ou apresentação periódica (que pode passar pelo encaminhamento para formação).
Uma conversa para desmontar conceitos Fechando os trabalhos, o sociólogo Carlos Cleto, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) sublinhou que, relativamente às drogas em contexto de escola, estas resultam no “desperdício da atenção e menor rendimento” dos alunos. O consumo de canábis, por exemplo, resulta numa diminuição de motivação. Em idade escolar, este efeito é mesmo agravado. “Os miúdos não reconhecem estes impactos como efeito colateral do consumo”, sublinhou.
9 | Forum Estudante | Nov’16
/PNL
POR QUE É QUE LEMOS? Num dos seus estudos sobre os hábitos de leitura da população, o Centro de Investigação Pew fez uma pergunta simples: “o que é que gostaram mais na vossa última leitura?”. As respostas são variadas e vão do cheiro das páginas ao enriquecimento espiritual. Revês-te em alguma delas? Variedade
6%
sublinharam a variedade de tópicos que podemos aceder através da leitura
Espiritual
4%
descreveram a leitura como um “enriquecimento espiritual” que “expande a visão do mundo”
Aprendizagem
26%
afirmaram que o mais gostaram foi “aprender, adquirir conhecimentos e descobrir informação”
Escape
15%
defenderam que o melhor da sua experiência passou por “escapar a realidade”, “entrar num outro mundo” e “utilizar a imaginação”
Relaxamento
12% Emoção
12% Aqui ficam algumas das respostas
preferem ler para “relaxar enquanto leem” e terem “um momento de descanso”
disseram gostar do entretenimento do drama, do suspense da sucessão de acontecimentos
“Leio porque não é trabalho” “Gosto de ter a possibilidade de experimentar tantos tempos, lugares e eventos” “Prefiro imaginar as coisas na minha cabeça do que vê-las na televisão” “Adoro poder sair de mim mesmo” “Ler leva-te para outro lugar, é como um filme na tua cabeça”
espaço “O LIVRO QUE TRAGO NA MOCHILA” Partilha connosco as tuas leituras: conta-nos o que andas a ler, o porquê da tua escolha e revela qual será a tua próxima leitura. Envia o teu testemunho para geral@forum.pt
Estou a ler o “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago. Queria voltar a ler uma obra deste escritor mas num contexto à parte da escola. É um livro que dá que pensar. Agarra-nos pelo pescoço e só nos deixa respirar se lermos mais e mais. É uma história intensa e altamente viciante. Inês Melo, Aveiro
O último livro que li foi “O terceiro gémeo”, de Ken Follet. Sendo um policial viciante, não consegui deixar o livro de parte. Tem um final inacreditável! A minha leitura do momento são “Os Maias”, de Eça de Queirós. Até agora, não estou a adorar, mas espero mudar de opinião brevemente! Carolina Monteiro, Lisboa
Desafio
3%
disseram que gostavam de ser mentalmente desafiados por um livro
Físico
2%
enalteceram a propriedade de um livro – “o seu toque e cheiro” – como prazer principal.
O último livro que li foi “Um Encontro em Jerusalém” de Tiago Rebelo. Foi um livro que me foi oferecido e como eu gosto de romances, não exitei em lê-lo. Gostei muito do livro, faz um mix entre a fantasia e factos reais/historicos muito bem conseguido. Maria Borges, Porto
WWW.PLANONACIONALDELEITURA.GOV.PT
10 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
O TEMPO, ESSE GRANDE ESCULTOR Quando se olha para trás e se vislumbra um quarto de século na vida de um projeto como a Forum Estudante, não podemos deixar de ficar perplexos. Num tempo em que tudo muda, em que os ciclos são curtos e turbulentos, durar tantos anos não é comum. Pela ordem natural das coisas, até já devíamos ter desaparecido. Nascemos antes da internet, do telemóvel, da televisão por cabo, do wi-fi… ou mesmo dos que nos leem hoje. Vimos o mundo a mudar dia após dia, com grandes e pequenas transformações, numa escultura que se foi fazendo. Também nesta casa muitos foram esculpindo, aqui e ali, para que fosse possível fazer surgir esta obra coletiva, da qual nos orgulhamos. Hoje é tempo de os lembrar a todos e de lhes agradecer. Por isso, “Gratidão” é a palavra do dia. Porém, tudo o que já aconteceu à/na Fórum é já passado. As epopeias do Lusitânia Expresso, os tempos épicos do nosso pioneirismo na internet e no digital ou as criações de mil projetos estão nesse álbum de recordações, ao qual gostamos de regressar, de tempos a tempos. Mas recordar só valerá a pena, se servir para abrir as portas ao que aí vem e olhar para a frente, como sempre gostámos. Por isso, cá continuaremos, entusiasmados com o que o futuro nos reserva e, a par com as novas gerações, prontos para ser parte dessa nova jornada. Vinte e cinco anos. Foi só tempo de começar. Amanhã é um outro dia que espera por nós.
1992
PAZ EM TIMOR
Rui Marques Co-fundador da Forum Estudante
11 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
A FORUM NO FUTURO Celebrar um aniversário não é desculpa para ignorar o futuro. A Forum tem planeadas diversas novidades que te vamos dar a conhecer ao longo do ano. Para já, fica a saber mais algumas delas.
Incubadora 25 anos Forum Estudante Porque queremos apoiar jovens a criar e fundar empresas que alcancem aniversários como os da Forum, inauguramos este ano letivo a Incubadora 25 anos Forum Estudante. No âmbito desta iniciativa, a Forum vai ceder a projetos inovadores um espaço para trabalhar, bem como o acesso a comunicações e à sua rede de clientes, parceiros e escolas. Se tens um projeto empreendedor, também tu poderás candidatar-te a este apoio. Diz-nos qual o teu conceito e plano, enviando uma descrição do projeto para o email geral@forum.pt. O primeiro projeto incubado já foi escolhido. Tratase da iniciativa “Para Onde?” e está relacionada com voluntariado. Vais ficar a saber mais sobre este projeto, ao longo das próximas edições.
Bolsa Forum Estudante O acesso à educação e à formação é, desde sempre, uma das principais missões da Forum Estudante. É por isso que será criada em breve a Bolsa de Estudo Forum Estudante, para alunos do Ensino Superior. As regras de candidatura serão lançadas durante os próximos meses para que este apoio seja uma realidade já no próximo ano letivo. Por isso, podes esperar mais novidades em breve.
12 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
UMA REVISTA DE CAUSAS
A Forum Estudante nasceu como “uma revista que decide fazer algo contra a falta de informação de cursos, escolas e profissões”, conta o seu CEO, Rui Marques. Rapidamente, passa a envolver-se “nas grandes causas da defesa dos direitos humanos”. A Paz em Timor-Leste, o acolhimento de refugiados bósnios ou a missão de ajuda a Moçambique são alguns dos exemplos. Tudo isto está inscrito no ADN da Forum: “ser porta-voz de uma geração de jovens que arregaça as mangas e ajuda a resolver problemas ou a vencer desafios”. Março de 1991
MISSÃO PAZ EM TIMOR
A aventura mais longínqua da Forum Estudante Navegar mais de 17.000 quilómetros até Timor, num velho ferry-boat, com estudantes de 23 países a bordo. E ser intercetado por três fragatas de guerra, ameaçado, obrigado a recuar. No final, cumprir a missão, alertando o Mundo para a situação dramática vivida pelo povo timorense. “Parece mentira” mas não o é. Foi uma das primeiras missões da FORUM ESTUDANTE, corria o ano de 1992. Esta é a história do Lusitânia Expresso. “Só levamos flores contra canhões”, escreveu 20 anos depois, Rui Cardoso Martins. Num artigo publicado no jornal Público – intitulado “Parece mentira” – o jornalista relata a história da viagem até à costa de Timor e conta um desabafo que ouviu no convés: “é preciso o mundo estar muito louco para ser preciso fazer uma coisa destas”. E que coisa faziam afinal 120
estudantes de 23 países num velho barco junto à costa de Timor? A iniciativa partira, uns meses antes, da então recém-fundada revista Forum Estudante. Depois do massacre no Cemitério de Santa Cruz, em que as forças militares indonésias mataram 400 pessoas, a Forum organizou uma viagem de barco até Timor para homenagear as vítimas e chamar à atenção da comunidade internacional para a situação vivida pelos timorenses. Anos mais tarde, o então Diretor da Forum Estudante, hoje seu CEO, Rui Marques, contou à RTP os objetivos da iniciativa: “reunir jovens estudantes de todo mundo, numa atuação pacífica, para que fossem colocar uma coroa de flores no cemitério de Santa Cruz”. Acima de tudo, porém, o objetivo era “que Timor Leste nunca mais fosse esquecido até ao dia em que pudesse conhecer a liberdade”. Prestes chegar à costa timorense, milhares de quilómetros depois, as forças militares indonésias intercetaram o Lusitânia Expresso. No dia 11 de março de 1992, três fragatas de guerra bloquearam o acesso à costa e deram uma ordem: “abandonem
imediatamente esta área e prossigam para o mar alto. Over”. Perante a resistência do Lusitânia, os canhões foram mesmo levantados para a posição de ataque. As flores seriam atiradas ao mar. “Para o mar que as levará até ao mar de Timor”, disse então Rui Marques aos restantes tripulantes. “Não chegámos a Timor mas cumprimos a nossa missão”, continuou o Diretor da Forum Estudante: “colocar Timor na Agenda Internacional”. “Hoje é o primeiro dia da nova missão”, concluiu. A liberdade do povo timorense chegou oficialmente dez anos depois, a 20 de maio de 2002. Mas a missão daquele grupo de estudantes e jornalistas nunca mais seria esquecida. Sobretudo, por quem esperava, em Timor, pelo apoio que chegava de Portugal. Como relembra Rui Cardoso Martins, recordando palavras de um sobrevivente do massacre: “quando soubemos que vinha aí o navio Lusitânia Expresso, percebemos que não estávamos sozinhos. Deu-nos força. E estávamos prontos a morrer outra vez. Obrigado pelo que fizeram por nós”.
13 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
Novembro de 1992
MISSÃO CRESCER EM ESPERANÇA Portugal de braços abertos
Entre abril de 1992 e dezembro de 1995, a Bósnia esteve em guerra, num conflito que vitimou 200 000 pessoas e causou mais de 2 milhões de refugiados. Os números mais recentes apontam que 30% das vítimas eram mulheres e crianças. Tendo em conta o sofrimento causado pelo conflito bósnio, a FORUM ESTUDANTE promoveu o acolhimento de mães e crianças refugiadas da guerra em Portugal, mobilizando a sociedade civil. Famílias, empresas e instituições estatais juntaram-se para ajudar a trazer esperança e um futuro a centenas de pessoas. Tatjiana Imbraimovic foi uma das crianças acolhidas em Portugal. Anos mais tarde, escreveria a Rui Marques, destacando a importância da missão na sua vida: “Nunca esqueci e nunca esquecerei a mão generosa que nos deu durante os tempos difíceis da guerra”, garantiu a hoje investigadora científica. Para o final, deixou um desejo: “espero encontrar-vos num mundo de paz para todos”.
Maio de 1993
MISSÃO BOA ESPERANÇA Quando a Rota da Esperança nos levou a Moçambique
A Missão Boa Esperança arrancou a 26 de abril de 1993. Em cooperação com a TVI e outros parceiros, a FORUM ESTUDANTE levou a cabo uma recolha junto dos alunos. Cada aluno deveria oferecer, pelo menos, um saco de arroz e um livro. O objetivo passava por fazer com que, de forma simbólica, cada estudante contribuísse para a ajuda alimentar de emergência e, mais do que isso, para o desenvolvimento de Moçambique. “Os estudantes portugueses também têm uma palavra a dizer”, afirmava então a Forum, em 1993.
14 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
OLHA QUEM FALA… COM A FORUM
Rui Unas
Junho de 2000
“Nunca pensei ser apresentador de televisão, se bem que, quando andava na escola, já tinha uma vocação para ser… o bobo da corte (…) Fundei o núcleo de Filomena Cautela rádio e televisão e foi lá que percebi que Setembro de 2004 “Isto é o que me custa na minha era isso que queria seguir” profissão: olhar para o lado e ver esta realidade tão triste de pessoas tão válidas. Como já disse algumas vezes: somos um país de génios no sótão e de lixo na ribalta”
Nuno Markl
Ricardo Araújo Pereira
“Sou bastante pacato e recatado. Mas uma vantagem do humor é, de facto, permitir que os tipos mais pacatos e recatados consigam explodir, sem deixar de o ser”
“Sinto-me um privilegiado por trabalhar em Portugal, porque parece que, todos os dias, a classe política e as pessoas do futebol fazem de propósito para nos arranjar material para trabalhar”
Dezembro de 2002
Janeiro de 2004
15 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
São 25 anos de entrevistas, com muitos rostos a passarem pelas páginas das quase 300 edições. As escolhas são muitas, das mais variadas áreas, mas aqui ficam alguns exemplos.
Ricardo Quaresma Setembro de 2007
“Tímido, simples, humilde, não gosto de regras ou imposições… Não gosto que me imponham as coisas”
Marcelo Rebelo de Sousa Fevereiro de 2009
“Ser político, acabei por sê-lo acidentalmente, por razões normalmente fortuitas, sucedeu. Embora me considere um político no sentido amplo do termo, porque estou desde sempre metido nas intervenções cívicas mais variadas”.
Luís Franco Bastos
Áurea
“Costumo dizer que o mundo tem 1 bilião de pessoas e eu só imito cerca de 40, portanto todas as outras são as que ainda não consigo imitar e queria. Eu por mim imitava toda a gente”
“O meu maior sonho para o futuro é ser feliz, fazer os que estão à minha volta felizes e ser feliz a cantar. Quero cantar para sempre. Vou trabalhar para fazer da música a minha vida”
Agosto de 2010
Fernando Alvim Março de 2008 “Gosto que olhem para mim e digam: o que é que aquele atrasado mental estará agora a pensar?”
Janeiro de 2011
16 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
DUAS DÉCADAS E MEIA
DE TEMAS
Ao longo de 25 anos, a Forum trouxe em primeira mão as principais novidades e alterações à vida dos estudantes. Do Processo de Bolonha ao Computador Magalhães, são milhares de artigos que te ajudam a tomar as melhores opções. Aqui ficam alguns exemplos recentes.
2009 Outubro de 2006
PROGRAMA NOVAS OPORTUNIDADES Quando as Novas Oportunidades surgiram, em 2006, rapidamente a Forum esclareceu os seus leitores quanto às possibilidades de requalificação integradas neste programa. Modalidades, documentação e guias de acesso são algumas das informações em destaque.
Julho de 2009
DECLARAÇÃO DE BOLONHA Quando a declaração de Bolonha mudou a face do Ensino Superior em Portugal e na Europa, a Forum promoveu um debate discutindo as vantagens e desvantagens. A mobilidade internacional e a vantagem competitiva foram destacadas como pontos positivos, contrastando com a maior carga de trabalho fora das aulas.
2006
17 | Forum Estudante | Nov’16
/25 anos Forum
2010 Abril de 2010
SOS EXAMES Melhorar o “estudo e as notas” era o grande objetivo do artigo SOS Exames de abril de 2010. Bons apontamentos, dicas para sublinhar e métodos para dar boas respostas nos exames foram alguns dos conselhos.
2010
2011
Outubro de 2010
COMPUTADOR MAGALHÃES No final de 2010, o programa “Magalhães” surgiu em todas as escolas do País, atribuindo um computador a cada aluno. A Forum fazia então um artigo sobre este recurso, revelando os detalhes tecnológicos, falando com alunos e com o próprio primeiro-ministro.
Outubro de 2011
VOCAÇÃO VS EMPREGO Em 2011, a Forum lançava as perguntas: ainda vivemos na era das vocações? Ou devemos colocar a empregabilidade em primeiro lugar? A aposta na formação, o ajuste à mudança e o conhecimento do mercado de trabalho eram algumas das realidades realçadas.
18 | Forum Estudante | Nov’16
/Pancadas
OS 5 COLEGAS DE CARTEIRA QUE VAIS TER ESTE ANO Os colegas de carteira são como as casas de banho: nem sempre dá para escolher. Às vezes, a escolha é por número, ao estilo Euromilhões. Outras vezes, decisão do professor. À primeira não parece, mas é coisa importante: afinal de contas, vais partilhar um espaço com essa pessoa durante todo o ano. Por essa razão, compilámos os cinco tipos de colegas (meninos e meninas) que podes apanhar. Boa sorte.
19 | Forum Estudante | Nov’16
#1
/Pancadas
O Cravas Começamos esta lista pelo clássico dos clássicos: o Cravas. Como o nome pode indicar,
ter um Cravas como colega é um desafio exigente. Vais irritar-te quando emprestares a segunda
caneta numa semana. Vais perder a cabeça quando ouvires, pela quarta vez, “perdi a tua borracha”. E vais ter vontade de lhe enfiar o estojo pela garganta abaixo quando, depois de emprestares a décima caneta do ano, ouvires: “ah, não tens daquelas de gel?”. Respira fundo. É só uma caneta. Mas, no teu lugar, começava a arriscar menos, caro Cravas. Há estojos com um aspeto muito indigesto.
#2
O “bilhetes”
Os bilhetinhos são um caso de estudo. Dobrados em quatro e (desejavelmente) pequenos, encontram maneira de sobreviver às evoluções da tecnologia. Pouco importa se tens um iPhone 18s ou um Samsung Galaxy 35: vai chegar a altura em que é mais fácil rabiscar uma pergunta num pedaço de papel.
O bilhetinho não vibra, não brilha e não gasta bateria. Até aqui tudo bem. O
problema é quando estás sentado/a entre dois namorados ou amigos inseparáveis. Prepara-te para uma aula recheada de toques discretos no ombro e de olhares mudos que apontam o destino da missiva, como quem diz, “passa-me só isto ao Rafael” ou “devolve só isto à Patrícia”. Sê bem-vindo à tua nova condição, Pombo Correio.
#3
O Monstro das Bolachas É o problema filosófico que a humanidade tenta responder há anos. Quantos
pacotes de bolachas cabem numa mochila? Não sabemos. Mas há um bom sítio para
começar as investigações: a mochila do Monstro das Bolachas. Quando pensamos “não, impossível, este foi o último pacote de Tuck de Bacon”, é aí que o nosso colega de carteira saca discretamente de uma caixa de Oreo, meio pacote de Argolinhas (variante chocolate branco) e, para diversificar a refeição, uma lata de Pringles de Natas e Cebola. Segue-se uma sessão de crunch-crunch da mastigação e de hálito a cebola e chocolate. Um sonho gastronómico. Provavelmente gourmet.
#4
O Soneca
O Soneca está longe de ser das piores opções. Normalmente, chega à sala, sentase e, a partir daí, concentra todas as energias em tentar ocultar o facto de estar a dormir. Isto faz com que
o Soneca não seja propriamente um colega muito interativo. Ocasionalmente, pede
emprestado um lenço para limpar a baba que lhe escorre pelo queixo, na pior das hipóteses, quer um casaco para fazer de almofada. E nós emprestamos, Soneca. Não te preocupes. Depois não venhas é pedir apontamentos. Já nos basta o Cravas.
#5
O Cinco-Estrelas
Incluído na categoria das entidades místicas – qual Abominável Homem das Neves ou Monstro do Loch Ness – o CincoEstrelas não tem nada de abominável ou monstruoso. Simplesmente, como um cometa perfeito e brilhante, ele só cruza a nossa vida de longe a longe. O cinco-estrelas tem defeitos, não se enganem. Pode ser algo Cravas, Sonecas, o que for… O mais
importante no Cinco-Estrelas, independentemente das falhas, é que está atento. E, quando der conta que
estás em baixo, vai meter-se contigo no intervalo. Se te vir com um olhar triste, vai-te pagar um pastel de nata ao fim de almoço. E tudo será mais fácil. O Cinco-Estrelas não é perfeito, é certo. Mas, sem ele ou ela, a nossa vida teria bem mais imperfeições.
20 | Forum Estudante | Nov’16
/Nutrição
VERDADE OU MITO
BEBER ÁGUA ÀS REFEIÇÕES ENGORDA? Sem água, não podemos viver, pois esta é importante para manter a temperatura corporal, facilita a absorção e melhora o funcionamento dos nossos intestinos. Ajuda ainda no transporte de resíduos dos nossos pulmões, principalmente quando estamos com gripe. Basicamente a água é essencial para manter um bom estado de saúde. Portanto, uma boa hidratação pode ajudar-te a prevenir várias doenças, entre as quais do coração e rins. Muitas vezes surge a questão: “se acompanhar a minha refeição com água, engordo?”. O conceito “engordar” significa aumento da massa gorda. Assim, respondendo à questão, seja da rede pública ou engarrafada, a água não é uma fonte de calorias. Por isso, não faz engordar. Um estudo verificou que as pessoas que comem devagar e que bebem mais água durante as refeições, têm um aporte energético inferior comparativamente aquelas que comem rápido e que acabam por não beber nada durante a refeição. Isto acontece, possivelmente, devido à sensação de saciedade criada pela água quando esta enche o estomago, o que resulta num menor consumo alimentar. Já beber outros líquidos com alguma percentagem de água, como os sumos, os refrigerantes ou outras bebidas açucaradas, pode provocar o aumento do peso. Estas bebidas contêm açúcar, e portanto quando consumidas em excesso podem contribuir para o excesso de peso, obesidade, cáries dentárias, diabetes, entre outros problemas. Ainda assim, se gostas de beber sumos ao almoço ou ao jantar, opta pelos naturais: contêm apenas o açúcar da fruta, logo, são mais saudáveis, e podem ser feitos facilmente em casa. É de realçar que as bebidas açucaradas por serem líquidas têm um menor efeito saciante comparativamente aos alimentos sólidos açucarados, isto porque o açúcar na sua forma líquida é mais rapidamente digerido e absorvido em relação ao açúcar presente nos alimentos sólidos. Portanto, come calmamente e faz as escolhas mais saudáveis no que diz respeito ao que vais beber durante as refeições. Quando ouvires que beber água às refeições engorda, já sabes que não passa de mais um mito popular. Alison Karina de Jesus - Nutricionista alisonkjesus@gmail.com
SABIAS QUE… Se não gostas de beber água ou simplesmente não te apetece nos dias mais frios podes aproveitar as cascas de fruta como maçã, pera, laranja, tangerina ou limão e juntar água acabada de ferver. Assim bebes água com sabor, sem açúcar e quentinha.
/Psinove /Psinove
VIOLÊNCIA NO NAMORO
21 | Forum Estudante | Nov’16 Set+Out’16
Se é AMOR não pode transformar-se em terror. Amar é ser livre e o outro aceitar-te como és. Se sofres com violência não tenhas vergonha e pede ajuda, quem deve ter vergonha não és tu.
A violência no namoro prevê muitas vezes atos violentos nas relações conjugais. Se vives uma relação com o/a teu/tua namorado/a em que frequentemente és vitima de experiências desagradáveis físicas, psicológicas ou sexuais, é muito provável que este/a companheiro/a no futuro mantenha o mesmo tipo de ações. O casamento ou uma relação de maior maturidade, responsabilidade e/ou compromisso na idade adulta pode não ser impeditivo de continuidade de violência. Se calhar vais pensar: “depois vai mudar!”. Mas isso provavelmente não vai acontecer e convém que tenhas atenção e cuidado com esses comportamentos. Também podes questionar-te sobre o que é a violência no namoro, quando é que se considera violência? O que é sentir-me bem a namorar? Um bom exercício mental é pensares naquilo que para ti significa namorar: estar com alguém de quem se gosta de modo tão diferente das restantes pessoas na tua vida. Como é que tu imaginas uma relação a dois? Talvez imagines companheirismo, afeto, atenção, apoio, preocupação, carinho, respeito, entre tantos outros ingredientes. Nunca imaginaste querer ou estar a namorar com uma pessoa que, por exemplo, te dê uma estalada durante uma discussão ou te proíba de vestir uma determinada peça de roupa, ou até que faça uma cena de ciúmes impedindo-te de trocares mensagens com os/as teus/tuas amigos/ as, transmitindo-te que apenas tem este comportamento porque gosta muito de ti e te quer só para ele/a. Uma relação deve ser repleta de bons momentos e tranquilidade. Claro que, por vezes, pode haver divergências entre os/ as namorados/as, algo que é saudável e permite que ambos expressem as suas opiniões, vontades, necessidades, pensamentos e/ou emoções. A questão é que essas diferenças não devem ser motivo de violência, nem a podem/devem justificar ou desculpar.
Existem formas de violência “aparentemente” menos graves: › Insultar (chamar nomes); › Difamar; › Humilhar; › Desvalorizar; › Proibir (de contactar amigos/as ou vestir uma peça de vestuário, por exemplo); › Invadir a privacidade (ver o telemóvel, o e-mail, as redes sociais).
E outras consideradas mais graves: › Atos sexuais não consentidos; ›A gressão física (murros, pontapés, estaladas, empurrões…). As consequências nas vítimas de violência no namoro, são tanto mais graves quanto maior a for a duração da relação e a intensidade dessa violência. Estas podem traduzir-se no corpo em nódoas negras, cortes, lesões, traumatismos, fraturas ou até em casos mais graves, em morte. A nível psicológico as vítimas sofrem com medo, ansiedade, tristeza, choro frequente, baixa autoestima, depressão, isolamento social e pensamentos suicidas. Se identificas alguns destes sinais na tua relação de namoro, pensa bem se é isso que queres para ti. Provavelmente não. Deixamos-te mais uma mensagem: Sandra Helena - Psicóloga Infantil e Juvenil Psinove – Inovamos a Psicologia
www.psinove.pt
22 | Forum Estudante | Nov’16
/BP Segurança ao Segundo
NA ESTRADA, TODO OS O BP Segurança ao Segundo dá-te a oportunidade de fazer a diferença: cria um vídeo de sensibilização, com a ajuda de uma equipa profissional, que passe uma mensagem de sensibilização para os principais perigos nas estradas.
Fadiga, álcool e drogas, excesso de velocidade, cinto de segurança e uso do telemóvel. São estas as principais causas de acidentes rodoviários e é para estas que tentarás chamar a atenção, através de cartazes e spots de vídeo de sensibilização.
2017 Parceiros
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23 | Forum Estudante | Nov’16
/BP Segurança ao Segundo
OS SEGUNDOS CONTAM Para começar, deverás formar uma equipa e elaborar um poster sobre segurança rodoviária. Depois de um processo de votação online, são apuradas 24 equipas semifinalistas.
Nas semifinais, será atribuído por sorteio um dos cinco temas referidos, para que a tua equipa possa, com a ajuda de um Diretor Criativo, elaborar o storyboard do teu anúncio publicitário. Nesta fase, apenas os cinco melhores irão avançar até à final.
A grande final terá lugar no Porto, nos dias 4 e 5 de maio, onde as cinco equipas vão gravar e editar o seu spot de vídeo.
Visita www.bpsegurancaaosegundo.pt e fica a saber tudo sobre este concurso. Há prémios como passes para festivais de verão, tablets e headphones.
24 | Forum Estudante | Nov’16
/Fama
GNR
“NÃO PODEMOS FICAR POR AQUI”
Numa celebração “em várias frentes”, os GNR assinalam 35 anos de carreira com o lançamento de uma biografia oficial, a gravação de um CD/DVD ao vivo e dois concertos (5 e 12 de novembro, em Guimarães e em Lisboa). As três décadas e meia não são uma barreira, garantem. Antes, são o “balanço” de um grupo que acompanhou a transformação da indústria musical e a quem “falta fazer muita coisa”. O que é que mudou, no meio musical, ao longo destes 35 anos? Tóli César Machado (TCM): Mudou muita coisa: coisas para melhor e coisas para pior. Para melhor, a facilidade em gravar. Qualquer miúdo, hoje em dia, pode gravar em casa com condições fantásticas. Também há facilidade na comunicação através das redes sociais – podes chegar a todo o lado e contactar com produtores internacionais, por exemplo. Por outro lado, há uma grande crise na indústria musical. Gravas um disco – mesmo uma banda de primeira divisão, como nós – e se ele pagar as despesas é ótimo. Isso foi uma coisa que nos foi retirada e que faz muita falta. E quais as mudanças no vosso dia-a-dia, na forma como produzem? TCM: Nesse aspeto as coisas melhoraram. Temos outros meios: temos um estúdio, uma sala de ensaio com todas as condições… Temos uma editora em que gravamos o que é nosso – e escolhemos como e com quem – temos essa liberdade. Rui Reininho (RR): Mas há uma contradição entre o que é o mundo real e o mundo efémero. Pelo menos, eu vejo muita gente a dizer “eu faço discos e
projetos…” mas que depois tem pouca consequência. É irrealista. Os likes não são nada. São uma vida fictícia. É bom ter consciência disso. E é comprada, existe um comércio de likes. TCM: O que tens hoje é o ao vivo: estares em cima de um palco. Nós somos solicitados para tocar ao vivo. Mas imagino que não seja fácil para uma banda que está a começar. Nesse contexto, para uma banda que esteja a começar, o que é pode ser um bom conselho? TCM: É importante não ter pressa em lançar um trabalho. A oferta é tão grande, há tanta coisa a sair que o que é novidade hoje, amanhã já não é. Antes não era assim. Tinhas um disco e, durante dois anos, estava fresquinho. Agora não. Um gajo grava um disco e, passado uns dias, ouve “para quando um novo disco?” (risos) Jorge Romão (JM): Um bom conselho é: não queiram parecer ou soar igual às bandas que ouvem. Por outro lado, para as bandas novas, é incomportável marcar datas sem receber cachets. Só a fazer a bilheteira, é impossível. O contexto é mais fácil para gravar e editar mas, por outro lado, há outras dificuldades.
25 | Forum Estudante | Nov’16
/Fama RR: A originalidade é importante. Eu acredito que qualquer coisa que seja verdadeiramente boa vem ao de cima. TCM: E há talentos! Há aí gente nova com coisas muito boas. Nós somos das bandas que aposta mais em ajudar essa gente. Costumamos recrutar músicos novos para tocar connosco ao vivo que é algo que nos dá imenso prazer. RR: Nestes espetáculos com maior visibilidade também temos levado novas bandas para fazer primeiras partes: os Salto, os Capitães da Areia… Em 1999, realizaram um concerto transmitido pela internet – na altura, foi pioneiro. Esta alteração do contexto também mudou a vossa relação com o público? É mais exigente, por exemplo? TCM: É tudo muito mais rápido. Com as páginas de fãs no Facebook, por exemplo, sentimo-nos muito mais próximos dos nossos fãs. RR: Também é muito mais implacável porque uma má prestação dá cabo de ti (risos) As más notícias correm. Por outro lado, também descobrimos que há um interesse por músicas que nos pedem para tocar. JR: Passámos de uma fase, no passado, em que andámos a colar cartazes do nosso espetáculo, ao presente, em que colocamos nas redes sociais e, em meia hora, está feito. E, nessa ligação com o público, como descrevem a vossa relação com os mais jovens? RR: Por exemplo, ultimamente temos feito poucas festas estudantis. Até devido ao horário. Não acho muito adequado fazer espetáculos às 3 da manhã. Não gosto. Notamos que a atenção é diferente. Estarmos nós ou outros é mais ou menos a mesma coisa. Deixou de ser interessante. JR: É uma festa sobretudo de álcool e com alguma música. Há menos gente atenta à música que num concerto normal. TCM: Mas nós também fazemos quando somos solicitados e achamos interessante. Fazemos sobretudo as receções ao caloiro
A foto à direita é do arquivo da Forum Estudante e foi tirada pelo fotógrafo de então, Ricardo Bento, quando os GNR foram entrevistados há 14 anos. A reportagem saiu na edição de janeiro de 2003
fora das grandes cidades. Nesse contacto com os jovens, quais pensam que são as músicas de que gostam mais: os novos, os clássicos… TCM: É um pouco de tudo. Este disco correu muito bem. Reparamos que temos tido pessoas mais novas nestes espetáculos. Depois, há os pais que levam os filhos para ver os clássicos e os miúdos gostam. RR: Nós também já temos noção que não podemos competir com nomes como o Agir (risos). As comemorações dos 35 anos incluem uma biografia oficial. Qual a razão para o título “Onde nem a beladona cresce”? TCM: É uma passagem de uma letra do Rui – “o Soldado Desconfiado”. É para as pessoas perceberem um bocadinho que isto foi levantado a ferros. Estamos a falar do início da década de oitenta, numa cidade como o Porto… A todos os níveis não é fácil… A sociedade em geral, a indústria musical e a própria família. Ao dizeres em casa que vais ser músico, há 35 anos, ouvias: “vais fazer o quê? Vais é estudar”. Esse arranque foi complicado. Até seres mesmo profissional é uma luta para ter aquela estabilidade. Olhando os vossos primeiros trabalhos, quais são as principais diferenças que sentem? RR: Talvez um pouco mais de à-vontade musical para fazer canções. Surgem de uma maneira mais espontânea e mais conseguida. Acho que este último disco [Caixa Negra, 2015] é um disco conseguido. Agora, cheguei à conclusão que, hoje em dia, as pessoas não ouvem um disco inteiro: ouvem uma música aqui e uma ali. Antes, dava-se mais atenção. Até as próprias rádios, vendo bem… TCM: O Rock in Rio Douro [1992], por exemplo, teve quatro ou cinco singles: Sangue Oculto, Sub-16, Pronúncia do Norte, Ana Lee... E as rádios passavam todos, era outro formato de rádio. É como eu estava a dizer, há coisas melhores e coisas piores. Nesse aspeto, estão piores. RR: Para quem aparece agora, é dificílimo entrar nessas rádios que andam aí “a bombar”. Até para nós. Há um jogo, muitas pressões, há coisas que sabemos do backstage. Se calhar depois da biografia, fazemos um manual (risos). A pergunta inevitável: e para os próximos 35 anos? TCM: Falta fazer muita coisa. Espetáculos diferentes, alguns discos… RR: Os 35 anos… Eu não gosto de lhes chamar barreira porque pressupõe dificuldade. São um balanço. Não podemos ficar por aqui, nem ficar escravos das salas. Os objetivos vão ser sempre outros, caso contrário, vai tornarse elíptico: íamos andar às voltas.
26 | Forum Estudante | Nov’16
/Capital Jovem da Segurança Rodoviária
CRIANÇAS DE LEIRIA PUSERAM UM “PÉ NA RUA” Cerca de 200 crianças do ensino pré-escolar e básico participaram no “Pé na Rua” – iniciativa inserida no Leiria Capital Jovem da Segurança Rodoviária e que procurou, no dia 13 de outubro, sensibilizar para os cuidados a ter enquanto peão. Junto à passadeira, o professor perguntou: “onde é que nós estamos?”. “Na Rua”, responderam, em coro as crianças do Colégio Nossa Senhora de Fátima. “Então o que é que nós somos?”, continuou o responsável. Depois de uma breve hesitação, a resposta chegou em uníssono: “peões!” A segurança enquanto peões foi, precisamente, o objetivo da iniciativa “Pé na Rua”, ao mostrar a cerca de 200 crianças os comportamentos corretos a seguir na estrada. Olhar para a esquerda, para a direita, novamente para a esquerda e atravessar sem correr, enquanto se verifica o trânsito dos dois lados foram as regras transmitidas pelo
LEIRIA CAPITAL JOVEM da SEGURANÇA RODOVIÁR IA
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agente da PSP (Escola Segura) presente no local. A iniciativa é da responsabilidade da Câmara Municipal de Leiria e, segundo a vereadora da Educação da autarquia, Anabela Graça, pretende utilizar a prática como forma eficaz de sensibilização. “Colocar os meninos na rua permite-lhes interiorizar a mensagem de forma diferente”, frisou.
Cinco escolas, uma missão Durante o dia, foram cinco as escolas que aderiram ao desafio: Colégio de Nossa Senhora de Fátima, Escola Básica do 1.º Ciclo de Arrabalde, Jardim-Escola João de Deus, Escola Básica do 1-º Ciclo
da Cruz da Areia e Escola Básica do 1.º Ciclo Amarela. A ação incluiu ainda a distribuição de material do projeto ACP Kids, do Automóvel Club de Portugal, e portachaves da iniciativa Stay Bright que procura aumentar a visibilidade das crianças nas estradas. Como têm demonstrado projetos na área da Educação Ambiental, por exemplo, relembrou Anabela Graça, a idade ideal para a aprendizagem é a infância. Para a responsável da autarquia, estas crianças serão também embaixadoras da mensagem de segurança rodoviária, uma vez que “este é o ponto de partida para uma
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27 | Forum Estudante | Nov’16
/Capital Jovem da Segurança Rodoviária
conversa com os pais”. A vereadora deixou ainda a garantir de que esta não será uma ação pontual. O desafio foi lançado a todas os Agrupamentos de Escolas do concelho e, até ao final de dezembro, todas as escolas do concelho de Leiria realizarão esta atividade, levando as crianças do préescolar e do primeiro ciclo a colocar o “Pé na Rua”. “Há uma coisa muito interessante em que reparei”, recorda Anabela Graça, ao terminar a conversa. A vereadora revela que, para a maioria destas crianças, é a primeira vez que atravessam sozinhos uma passadeira, recorda. “Estão a celebrar esta aprendizagem”, concluiu.
AFINAL, COMO CIRCULAR NAS ROTUNDAS? No âmbito da Leiria Capital Jovem da Segurança Rodoviária, o Politécnico de Leiria organizou uma mesa redonda para esclarecer a melhor forma de circular nestas vias: “Às voltas com as rotundas”. Em comunicado, o diretor da Escola de Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS/IPLeiria) sublinha que “continuamos a deparar-nos com muitos condutores que cometem infrações a circular numa rotunda, ou porque desconhecem as alterações à lei ou porque não a querem cumprir pelos mais variados motivos”. O debate decorreu no auditório 1 da ESCECS, no dia 19 de outubro, e contou com as intervenções da PSP, da GNR, da ANSR, de escolas de condução locais e ainda com o contributo da especialista em transportes e vias de comunicação Ana Maria Silva.
28 | Forum Estudante | Nov’16
/Brisa Student Drive Camp studentdrivecamp.forum.pt
PREPARA-TE PARA AS CURVAS DA TUA VIDA O Brisa Student Drive Camp está de volta e vai levar cinquenta estudantes do ensino secundário e profissional até ao Porto – Capital Jovem da Segurança Rodoviária 2017 – para cinco dias ligados ao mundo automóvel e à segurança rodoviária.
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29 | Forum Estudante | Nov’16
/Brisa Student Drive Camp
Aulas de condução, condução de karts e experiência em simuladores são apenas algumas das atividades que poderás realizar, entre os dias 9 e 13 de abril.
A alimentação e alojamento estão incluídos, para que só tenhas de te preocupar com as novas aprendizagens.
Para tal, apenas tens de fazer a tua inscrição, preenchendo o formulário no site studentdrivecamp. forum.pt e esperar pelo nosso contacto.
As inscrições já estão abertas. Mas despacha-te: só há cinquenta lugares para esta viagem.
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Brisa Student Drive Camp é uma iniciativa inserida em EDUCAÇÃO
30 | Forum Estudante | Nov’16
/Semana Tanto Mar www.tantomar.forum.pt
TANTO MAR, TANTA RIQUEZA
De 1 a 8 de setembro, 50 jovens de todo o país juntaram-se em Peniche. O objetivo: conhecer todas as riquezas que o mar tem para oferecer. Fica tu também a saber tudo. A fachada da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Politécnico de Leiria (ESTM/IPL) está virada para o Atlântico, enfrentando as falésias da península de Peniche, bem perto do Cabo Carvoeiro. Durante uma semana, 50 jovens de todo o País fizeram destas instalações a sua casa, no âmbito da Academia Tanto Mar. É esta proximidade ao mar que se tentou transpor ao longo dos sete dias de atividades. Conforme salientou o CEO da Forum Estudante, Rui Marques, durante a receção aos participantes, esta semana constitui “uma grande oportunidade para conhecer o mar, sob as suas várias perspetivas”. Já Sérgio Leandro, Vice-Presidente da ESTM/IPL recordou que a Academia Tanto Mar se reveste de especial importância para esta instituição de ensino. “O que fazemos aqui só faz sentido se houver interesse pelo mar”, salientou. E falando diretamente aos participantes, o Presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, recordou o momento da criação desta academia. “Na altura, fazia um programa chamado ‘Tanto
Mar, Tanta Riqueza’ – ficou ‘Tanto Mar’”, contou, acrescentando: “a riqueza são vocês”. O primeiro dia de atividades começou com uma travessia até às Berlengas. Chegados à ilha, os participantes exploraram o fundo do mar. Depois do passeio subaquático, Fábio Remoaldo descreveu o mais marcante da sua experiência. “É incrível ver a beleza da natureza – parece que o tempo para e não existe mais ninguém”, salientou. Por volta da hora do almoço, as Berlengas receberam a visita do Primeiro-Ministro português, António Costa. Logo após o desembarque, o primeiro-ministro contactou com os participantes, deixando votos de “uma boa semana”. Mais tarde, receberia também uma mochila Tanto Mar de oferta, das mãos do Presidente da Câmara de Peniche. Logo pela manhã do segundo dia, chegou um convite pouco habitual. “Vamos fazer uma viagem no tempo até ao século XVIII”, desafiou Rui Venâncio. O roteiro do dia passou depois pelo local do naufrágio do navio de guerra San Pedro de Alcântara, em 1786.
uma iniciativa
Depois de um peddy-paper no forte de Peniche, o final da tarde trouxe um desafio adicional, promovido pela Marinha Portuguesas: o #22pushupchallenge. Desta forma – e em direto para a RTP – os participantes realizaram 22 flexões na Praia do Baleal.
Da Marinha ao Porto Foi em 1936 que a maior base naval portuguesa se mudou do Terreiro do Paço para o outro lado do Rio Tejo. Estabelecida no Alfeite, junto à cidade de Almada, a Base Naval de Lisboa inclui unidades como a Escola Naval, a Escola de Tecnologias Navais ou a Base dos Fuzileiros. Mostrar “um pouco de tudo o que acontece nesta base naval” foi, precisamente, o objetivo da apresentação conduzida pelo Tenente Barbosa, apresentando a oferta formativa deste ramo das Forças Armadas. Depois do contacto com alguns simuladores de navegação, a segunda parte do dia foi dedicada ao conhecimento de algumas das embarcações da Marinha,
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/Semana Tanto Mar
nomeadamente os submarinos Tridente e Arpão, bem como a Fragata Bartolomeu Dias. O dia seguinte começou junto ao mar, onde o Diretor do Porto de Peniche, Ricardo Esteves, vai apontando em seu redor. “As características da península proporcionam abrigos contra temporais”, explica. As especificidades da região ajudam a explicar a importância deste porto para o País: “este é um dos maiores portos a nível do valor pescado”. Depois de uma visita à empresa Omnifish, os participantes da Academia Tanto Mar fizeram uma passagem pelo centro FOR-MAR e pelas instalações
financiamento
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO MAR
da DocaPesca. O dia de atividades terminou com uma sessão sobre turismo do mar.
Do areal à falésia O sexto dia começou na Praia do Baleal, onde os jovens puderam aprender mais sobre os planos de salvamento e as suas responsabilidades enquanto utentes da praia. A tarde terminou com um momento desportivo: uma sessão de Stand Up Paddle (SUP). Segundo o Presidente do Peniche Surfing Club, Paulo Ferreira, ao ser uma península, “Peniche tem condições únicas” para a prática do SUP. Isto porque inclui os diversos ambientes em que este desporto é praticado. O dia seguinte arrancou no centro de investigação CETEMARES, onde o seu diretor, Marco Lemos, manifestou o desejo de poder, durante o dia, mostrar aos participantes o trabalho que está no base do lema do CETEMARES – “do mar para a sociedade”. Nesse sentido,
apoios
os visitantes foram divididos em quatro grupos que, rotativamente, realizaram atividades ligadas ao mundo da investigação. Após o jantar, tempo para a VII Gala Tanto Mar que reuniu os participantes no auditório da ESTM. À vez, as quatro equipas apresentaram as performances que foram preparando ao longo dos últimos dias e que retrataram a sua experiência nesta academia. Depois da entrega das habituais “Cagarras de Ouro”, o Presidente do Politécnico de Leiria, Nuno Mangas, salientou a oportunidade que a participação nesta academia significa. “Espero que se tornem embaixadores da região do Oeste, de Peniche e do Politécnico de Leiria”, realçou. No dia seguinte, chegaria a hora da despedida e, entre beijos e abraços, terminou a sétima edição da Semana Tanto Mar. Em 2017, serão outros os cinquenta jovens de todo o país que poderão passar por esta experiência.
Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar
ESTALEIROS NAVAIS DE PENICHE SA
United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization
Man and the Biosphere Programme
32 | Forum Estudante | Nov’16
/Portugal Social on the Road http://portugalsocialontheroad.forum.pt
PELAS ESTRADAS DA ECONOMIA SOCIAL Cinco localidades diferentes, cinco instituições de cariz social. E um autocarro para cruzar o País. Confuso? A Forum conta-te tudo o que se passou na Academia de Verão que te dá a conhecer o trabalho de quem faz a diferença na vida de quem mais precisa.
O ponto de partida foi em Lisboa, onde os participantes tiveram oportunidade de se reunir no Padrão dos Descobrimentos. Aí, o Presidente da Direção da CASES, Eduardo Graça, esclareceu os presentes sobre a importância da economia social, um setor em Portugal inclui “mais de 61 mil entidades”. A primeira paragem foi o Centro Luís da Silva, em Borba, onde os jovens puderam visitar as instalações e ficar a conhecer
as atividades promovidas: atelier de culinária, jogos de mesa, uma ludoteca, um atelier de beleza e uma sala de snoezelen. Para além de visitarem o espaço, os participantes tiveram a oportunidade de ver como é estar do outro lado através da prática de algumas atividades, como por exemplo andar de cadeira de rodas ou experimentar uma piscina de bolas. Foi ainda possível interagir com alguns
dos utentes do centro, através de um jogo de Boccia. Foi já perto do final da visita que a Diretora Técnica do Centro, Nádia Marques, apelou à “defesa da inclusão social”, visto que “a deficiência só paralisa quem a desconhece”.
Novo dia, nova paragem O segundo ponto da rota foi Peniche, com a visita à CERCIPENICHE –
33 | Forum Estudante | Nov’16
/Portugal Social on the Road
Cooperativa de Reabilitação. Numa primeira instância partiu-se à descoberta do Moinho da Fialha, recuperado em 2008 e que hoje se encontra em pleno funcionamento. Depois de moído centeio e trigo, os cereais seguem até à sala onde é produzido o pão. Os participantes da semana Portugal Social on the Road tiveram então a possibilidade de ajudar e assistir a todo o processo do amassar do pão à cozedura no forno. Em simultâneo decorreram atividades como jardinagem, onde os jovens puderam aprender aquele que é o trabalho diário no Enclave BeijaFlor. E, ainda, um atelier de azulejo, onde em conjunto com os utentes da CERCI foi possível criar obras de arte personalizadas. No final da visita e atividades os jovens tiveram direito a uma sessão de relaxamento, levada a cabo através do método de taças tibetanas. O som produzido por estes instrumentos deixou um ambiente de acalmia na sala. O dia terminou com a viagem até à Pousada da Juventude na praia da Areia Branca, antes da partida, na manhã seguinte, para a terceira localidade da semana: Miranda do Corvo. A próxima visita foi à Fundação Assistência, Desenvolvimento e
Formação Profissional (ADFP), onde o dia teve como objetivo dar a conhecer aos jovens participantes da academia algumas das áreas de atuação dentro deste espaço. “Investimos em Pessoas” é o mote da ADFP, que acolhe as mais diferentes faixas etárias dentro de portas, ainda que em edifícios separados. Cada uma das residências, segundo Marise Oliveira, técnica de serviço social, tem uma nomeação de “acordo com valores humanistas”. Por exemplo, o Lar Residencial Coragem, que se destina a jovens e adultos com deficiência ou doença mental, com quem os participantes da semana puderam interagir através de atividades como a pintura ou o convívio.
Próxima Paragem: Coimbra A Cidade do Conhecimento foi o destino de mais um dia na academia Portugal Social on the Road, com uma visita a algumas das valências de A Previdência Portuguesa, bem como momentos de reflexão sobre valores mutualistas. Os participantes da semana aproveitaram a visita para conhecer o projeto Horta Pedagógica, que venceu o prémio Inovar para Melhorar 2016. Tiveram ainda oportunidade de contactar com os pequenitos que frequentam o JIPP, através de algumas dinâmicas que possibilitaram momentos de diversão entre crianças e jovens. Depois, os jovens dirigiram-se até à Liga dos Combatentes para almoçar, sendo que logo depois seguiu-se um passeio pela baixa da cidade, pelo Parque Verde do Mondego e pelo Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Assim, na margem esquerda do Mondego, foi possível apreciar a beleza desta construção monástica bem como as exposições patentes. No regresso visitou-se ainda uma das
mais conhecidas igrejas da cidade dos estudantes – o Mosteiro de Santa Cruzedificado ao estilo românico e manuelino. Ao quinto dia, a 15 de julho, a viagem seguiu até Oliveira do Bairro para uma visita às instalações da Calcob – Cooperativa Agrícola. A Calcob integra cerca de 5000 associados, 100 colaboradores e lojas em vários pontos, como em Porto Clérigo, Oliveira do Bairro, Oiã, Aveiro, Cacia e Vagos. Fernando Silva, gestor desta cooperativa agrícola de Oliveira do Bairro e Vagos, explicou durante a sessão de esclarecimento a base que define uma organização deste género - “uma cooperativa baseia-se numa economia mais ligada às pessoas”, sendo que “liga a justiça social à economia para que haja progresso”. E como o Portugal Social está em constante movimento, durante o período da tarde rumou-se até Penacova. A primeira paragem deu-se no centro da vila, sob a Pérgola Raúl Lino, onde a vista se perdia sobre o rio Mondego. A fim de aproveitar a beleza natural do concelho e de desfrutar alguns minutos de descanso, os jovens foram conhecer a praia fluvial de Vimeiro, por onde passa o rio Alva. Entre uma pequena ponte de madeira e um moinho de água a paisagem natural exibia traços inconfundíveis. No final da tarde subiu-se até ao cume da serra da Atalhada, na freguesia de Friúmes, para observar os 23 moinhos de vento alinhados entre o Caramulo, a Estrela e a Lousã. O fim do dia levou os participantes até às festas de Penacova, onde assistiram a um espetáculo musical. A manhã de sábado, para fechar a semana em grande foi passada no rio com uma atividade lúdica – canoagem. Entre movimentos de remo e alguns mergulhos, por vezes inusitados, o Portugal Social on the Road chegou ao fim.
34 | Forum Estudante | Nov’16
/ANQEP
DESCOBRE O TEU TALENTO! Estás pronto para descobrires o teu talento? Se já sabes qual é o teu, estás de parabéns! Se ainda não sabes e te encontras no 9.º ano, este artigo é para ti! Para te ajudar a pensar nas opções que terás de fazer para prosseguires para o ensino secundário, a Comissão Europeia promove, entre 5 e 9 de dezembro, a primeira Semana Europeia da Formação Profissional. Esta semana revela-te escolhas inteligentes, estimulantes, que conduzem à excelência na educação, com potencial de empregabilidade e que começam com a opção por um curso profissionalizante de nível secundário. No decorrer da semana, poderás conhecer o que melhor se faz no ensino e formação profissional, através dos vários eventos e atividades organizados por toda a Europa. Para os conheceres, poderás aceder às hashtags #EUVocationalSkills e #DiscoverYourTalent ou acompanhar as contas do Twitter da Comissão referentes a esta matéria, @EU_Social ou @ EuropeanYouthEU, nesta semana. Em Portugal também estaremos presentes nesta iniciativa! A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) não poderia deixar de participar num momento tão importante para ti. Como tal, meteu mãos à obra com o seu amigo e.TEQ e decidiu produzir um magazine que será entregue nas escolas que ministram o 9.º ano. Mas perguntas tu, e com razão, o que é o “Magazine e.TEQ”?
Esta publicação pretende, recorrendo à figura do e.TEQ (a mascote do ensino profissional adotada pela ANQEP no final de 2014), dar-te a conhecer as diferentes modalidades de educação e formação, cada qual correspondente a um leque alargado de cursos que poderás escolher. De facto, para além dos cursos científico-humanísticos que te preparam para o acesso ao ensino superior, conferindo-te o nível 3 de qualificação, existem outras modalidades, como os cursos profissionais e os cursos de aprendizagem, que te habilitam ao exercício de uma profissão, quando terminares o ensino secundário, e, além disso, obterás o nível 4 de qualificação. É sobre estas últimas modalidades, acrescidas dos cursos do ensino artístico especializado, que o e.TEQ te vai falar neste magazine, bem como outras figuras como o ator Tomás Alves, diplomado de um Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação, e os Embaixadores do Ensino Profissional. Está atento e, se depois de receberes e leres a revista ainda tiveres dúvidas sobre os cursos que mais têm a ver contigo, com o teu perfil, gostos, interesses e perspetivas de futuro, pede apoio na tua escola. “Não deixes para amanhã o talento que podes descobrir hoje!”
http://ec.europa.eu/social/ VocationalSkillsWeek
www.anqep.gov.pt
35 | Forum Estudante | Nov’16
/ANQEP
“Não há boa terra sem bom lavrador” Mafalda Caldeira e Cristina Louro, alunas da Escola de Comércio de Lisboa, foram as vencedoras da categoria Agricultura do concurso “Faz a tua Montra!” da responsabilidade da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP). O tema que recriaram envolve um cenário agrícola onde os animais têm um papel de destaque no sucesso do trabalho no campo. Esta imagem visual é complementada com o slogan “Não há boa terra sem bom lavrador”. Este trabalho, realizado pelas alunas do curso profissional de técnico de vitrinismo, está exposto na montra da ANQEP, na Av. 24 de julho, em Lisboa, até ao fim de novembro. Se tiveres oportunidade, não deixes de ver o que se aprende a fazer neste curso. O concurso “Faz a tua Montra” vai já na sua quarta edição e tem como objetivo valorizar o ensino profissionalizante como fator relevante na definição de um percurso escolar e profissional com futuro. Os candidatos, alunos do ensino
profissionalizante, são convidados a participar numa de cinco categorias que, evidencie a relevância deste ensino, relacionando-o com as áreas consideradas estratégicas e prioritárias para o desenvolvimento económico e social de Portugal.
Se gostavas de participar neste ou noutros concursos promovidos por esta agência, acompanha a página do Facebook da ANQEP. Boa sorte!
“Step 1”: a um passo do mercado de trabalho Curriculum Vitae? Entrevistas de emprego? Networking? Marketing pessoal? Por certo, já ouviste falar destes conceitos mas sabes o que são e como aplicá-los? Para os alunos finalistas de cursos profissionais de dez escolas do país, saber procurar emprego é agora “canja de galinha”! O desafio foi lançado no último ano letivo pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) às escolas da Rede Maior Empregabilidade – Ensino Profissional e foram cerca de 400 os alunos que tiveram hipótese de participar neste programa denominado Step 1. Através do mesmo, os
jovens aprenderam a conhecer-se melhor e a identificar os seus pontos fortes, com a ajuda de técnicos especializados na área da orientação. O Step 1 permitiu, através de sessões individuais e em grupo, que cada participante descobrisse quais as melhores ferramentas para procurar emprego e percebesse a importância de continuar a fazer novas aprendizagens ao longo da vida. Se estás no último ano de um curso profissional e achas que este programa seria uma mais-valia para ti, podes sempre falar na tua escola e quem sabe se não serás também um membro Step 1!
Jovem portuguesa premiada em concurso fotográfico internacional Raquel Pereira Sousa Pinto, jovem portuguesa de 22 anos de idade, e Nico Conti, de 24 anos, nacional de Malta, foram os grandes vencedores da segunda fase do concurso #CedefopPhotoAward. “A large heart” foi a fotografia que consagrou a participante lusa que, com esta conquista, vai ter oportunidade de fazer duas viagens pela Europa. A primeira, em novembro, para conhecer o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), bem como para assistir à 57.ª edição do Festival de Cinema de Salónica; e a segunda, agendada para dezembro, em Bruxelas, aquando da realização da primeira Semana Europeia da Formação Profissional. Além disso, a fotógrafa portuguesa terá o seu trabalho exposto nestes dois certames. Subordinado ao tema “os jovens na formação profissional”, o #CedefopPhotoAward teve como principal objetivo retratar a forma como estes se veem, nos dias de hoje, no seu ambiente escolar ou de aprendizagem em contexto de trabalho.
36 | Forum Estudante | Nov’16
/ANQEP
“O ENSINO PROFISSIONAL É UMA OPÇÃO MUITO VÁLIDA” Dora Agostinho ingressou no ensino profissional na Escola de Serviços e Comércio do Oeste (ESCO), em Torres Vedras, no curso profissional de gestão. Mais tarde, decidiu continuar os estudos e completou a licenciatura em Gestão de Empresas no Instituto Superior Politécnico do Oeste (ISPO). Ingressou depois no mundo de trabalho e estagiou num gabinete de contabilidade para se inscrever na Ordem dos Contabilistas Certificados.
Qual a razão pela qual escolheu o curso profissional de Gestão, na ESCO? A minha escolha na ESCO foi pela facto de a mesma oferecer formação em gestão, a área que pretendia seguir. Verifiquei que, no ensino profissional, iria estudar conteúdos da área que gosto e percebi que iria ter disciplinas técnicas e estágio incluído, o que me fascinou.
Quais as principais mais-valias que retirou deste curso? As mais-valias foram o estágio englobado e os conteúdos serem mais direcionados para a área que escolhi. O estágio proporciona um ensinamento e uma abertura em relação ao mercado de trabalho, dando uma grande maturidade para o futuro.
Optou ainda por formação no ensino superior. Sente que a experiência no ensino profissional teve alguma influência no seu rendimento na licenciatura? No ensino superior, tive muitas cadeiras que tinha tido na ESCO, o que fez com que eu fosse mais preparada e com as bases necessária. Senti que vindo do ensino profissional, em comparação com os meus colegas do ensino regular, estava mais integrada nas áreas lecionadas. Por exemplo, na cadeira de contabilidade já ia com uma preparação que os meus colegas não tinham.
Na altura de ingressar o mercado de trabalho, sentiuse preparada para essa transição? Como tive três estágios em empresas diferentes e com realidades distintas, acabei por ficar com uma visão muito clara e preparada para ingressar no mercado de trabalho. Tive logo oportunidade de ficar na empresa onde tinha estado a estagiar, através de um estágio profissional de 6 meses. Optei por efetuar o meu ensino superior em pós laboral para estar sempre integrada no mercado de trabalho, fazendo part-time na empresa onde estou. Depois de terminar o meu curso, efetuei outro estagio profissional de 12 meses, num gabinete de contabilidade para ganhar mais experiência na área.
Hoje em dia, é também formadora. Desse ponto de vista, sente que o ensino profissional é uma opção válida para um jovem estudante? Sinto que é uma opção muito válida pela minha própria experiência. Sinto que, quando os alunos sabem o que querem, conseguem interessar-se mais e tirar muito proveito desta formação que levam para a vida. Para mim, a ESCO foi a escola que me impulsionou e me mostrou que quando queremos conseguimos.
37 | Forum Estudante | Nov’16
/ANQEP
“O CURSO PROFISSIONAL FOI MUITO BOM A VÁRIOS NÍVEIS” Rita Anjos é ex-aluna do Chapitô, do curso de Cenografia, Figurinos e Adereços. Trabalhou com os artistas da Millennium FX, uma das entidades de estágio mais concorridas pelos alunos, ao ser uma instituição inteiramente dedicada aos efeitos especiais para televisão, cinema e palco. Qual a razão pela qual escolheste ingressar no ensino profissional? Na altura, já estava na área das Artes, na Escola Secundária Artística António Arroio e, através de uma amiga, fiquei a saber do Chapitô. Fui fazer uma visita, gostei imenso do ambiente da escola e decidi inscrever-me na área de Ofícios do Espetáculo. Sendo um curso Profissional, era uma maisvalia.
Quais foram essas principais mais-valias? O curso foi muito bom a vários níveis. Tive a sorte de ter ótimos professores mas, basicamente, aprendi muito explorando diversos materiais. O curso de Ofícios e o de Artes estavam muito interligados e, quando existam espetáculos ou exercícios, colaborávamos bastante, criando a cenografia, os figurinos e os adereços e depois víamos o nosso trabalho ganhar vida, o que é sempre uma experiência gratificante. Também fizemos várias viagens de estudo, nacionais e internacionais, para visitar museus. Por
exemplo, participei num intercâmbio onde fomos montar um espetáculo, em Berlim.
Mais tarde, decidiste fazer uma formação superior? Sentiste que o ensino profissional te preparou para o desafio? Sim. Posso dizer que, quando entrei na Escola Superior de Teatro e Cinema, já levava alguns conhecimentos que, sem dúvida, me ajudaram, pois já estava mais familiarizada com o mundo do espetáculo. No entanto, a nível prático, não acho que tenha aprendido muito mais do que já havia aprendido no Chapitô – o que foi uma desilusão.
Sentes que esse conhecimento prático facilitou a passagem para o mercado de trabalho? Sim, sem dúvida! A experiência que tive no Chapitô foi bastante enriquecedora e uma boa base para começar a entrar no mercado de trabalho. O que aconteceu foi que, após ter terminado a licenciatura na Escola Superior de Teatro e Cinema, o mercado de trabalho em Portugal estava péssimo e não consegui encontrar estabilidade de trabalho na área. Foi então que decidi viajar para Inglaterra onde me especializei em caracterização e, desde aí, nunca mais parei de trabalhar. Um dos meus objetivos é trazer para Portugal os conhecimentos e experiência que adquiri lá fora. Infelizmente a situação em Portugal ainda não é boa o suficiente para que isso aconteça. Sinto que não se dá o devido valor às Artes e o ser “Artista” ainda não é visto como uma profissão “real”, como qualquer outra.
38 | Forum Estudante | Nov’16
/Voluntariado
A FORUM NA GRÉCIA
UM OLHAR DIFERENTE SOBRE O MESMO MUNDO Marta e Madalena foram as “repórteres Forum” na Grécia, durante sete dias, partilhando a sua experiência de voluntariado nos campos de refugiados de Lesbos e Atenas. Todos os dias, em forum.pt, publicaram crónicas. Este é o resumo que elaboraram e que relata os momentos mais marcantes dessa semana.
Por Marta Marques e Madalena Marques
Se estar na Grécia foi difícil e desafiante para nós, o pior mesmo foi ter de voltar. A experiência que a FORUM ESTUDANTE nos proporcionou, de acompanharmos as equipas da Plataforma de Apoio aos Refugiados em Lesbos e Atenas, mudou a vida de cada uma de nós. E mudou porque já não somos capazes de olhar para o mundo da mesma forma. Deixaram de ser, como antecipámos na primeira página do diário, peças de telejornal e passaram a ser histórias de vida concretas, de pessoas concretas, que têm um nome e uma cara e de quem ficámos amigas. E isso, sim, é o mais difícil. Ter de deixar para trás, cheias de incertezas quanto ao futuro, todas aquelas pessoas que nos deram tanto e com quem criámos laços que nunca imaginaríamos ser possível. E, assim, trouxemos uma missão para Portugal: não deixar que aquilo que vivemos na Grécia fique esquecido, apesar de ser mais fácil “arrumar numa caixinha” e não pensar nisso no nosso dia a dia. A vida nos campos de refugiados na Grécia é muito mais difícil do que aquilo que imaginávamos. Há uma permanente desocupação que ocupa o tempo de espera até às entrevistas que são necessárias e essenciais para os refugiados. Muitas das pessoas com quem nos
cruzámos (no fim de Agosto) só tinham entrevista marcada para Janeiro. Até lá, esperavam. E esta espera pode ser – e é – muito dolorosa pela falta de sentido, de horizonte, a frustração gerada pelo simples facto de não terem nada para fazer. Aí é que entram a PAR e todas as outras organizações essenciais para dar vida aos campos. E, de facto, sente-se que têm um papel importante na vida destas pessoas devido à resposta de carinho, afeto e vinculação que estabelecem com cada uma das
organizações. E estas organizações são, com todos os seus voluntários, um oásis no meio daquele desespero todo. Uma das ideias que nos ficou bem presente é que só se fica indiferente a esta realidade se não se for realmente humano. A indiferença do mundo a estas situações, que não são números, são caras, nomes, vidas de pessoas, choca-nos. Talvez seja porque não houve ainda um contacto mais direto com estas pessoas, porque, se assim fosse, aperceber-se-iam
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/Voluntariado
de que é muito mais aquilo o que nos une do que aquilo que nos separa. As decisões que tomaram, procurando uma vida melhor na Europa, deixando tudo para trás, inclusive família, podiam ser as nossas, se estivéssemos nas suas situações. Temos de ser capazes de nos colocar no lugar destas pessoas, sofrer com elas e ajudálas o melhor que soubermos e pudermos. Apesar de, em Portugal, isso ser mais difícil e menos concreto, tem igual relevância, pois qualquer gota de água faz a diferença num oceano. Na Grécia, foi-nos possível assistir a momentos realmente tocantes. Entre muitos outros, as festas de verão em Silver Bay e Kara Tepe, a reunião do grupo de mulheres, a visita ao cemitério dos coletes, a despedida da escola em Eleonas (descritos no nosso diário na FORUM ESTUDANTE)… Tudo momentos que ficarão gravados em nós para sempre. E, mais uma vez, como não podia deixar de ser, todas as pessoas com quem nos cruzámos, com quem falámos, com quem criámos laços e de quem recebemos tanto, fizeram –
e continuam a fazer – parte do nosso crescimento enquanto pessoas. Porque, citando O Principezinho, criámos laços e cativámo-nos, e, por isso, somos inteiramente responsáveis por estes laços que criámos. Não tem sido uma missão fácil, até porque muitos dos nossos amigos eram crianças com quem nos fomos cruzando e não ficámos
«A NOSSA VIDA MUDOU, JUNTAMENTE COM A NOSSA MANEIRA DE VER O MUNDO.» com o seu contacto. Provavelmente, nunca mais os vamos ver nem ouvir falar deles, mas iremos sempre relembrar os seus sorrisos, os seus ensinamentos e todos os momentos passados com eles. A nossa vida mudou, juntamente com a nossa maneira de ver o mundo. Temos a certeza que, hoje em dia,w não somos as mesmas
pessoas que éramos no início do verão. E vamos guardando as saudades destes nossos amigos para a vida, com a incerteza do futuro que se avizinha, mas com a certeza de que trazemos um bocadinho deles e eles levam um bocadinho de nós. Para além disto, convivemos e aprendemos tanto com os voluntários da PAR! Foram inexcedíveis no nosso acolhimento, a quem continuamente agradecemos, porque nos ensinaram e incluíram, de uma maneira extraordinária, naquelas realidades tão difíceis. Temos em comum a sensação de envergar aquele colete azul-escuro, identificado atrás com “Portugal”, e que nos transforma logo num ponto de apoio, porto seguro para os refugiados, devido ao excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido quer em Lesbos, quer em Atenas. Por toda esta experiência, cabe-nos fazer um enorme agradecimento à equipa da FORUM ESTUDANTE, que nos proporcionou esta oportunidade, e também a todos os que foram acompanhando esta nossa aventura.
40 | Forum Estudante | Nov’16
/Redescobrir a Terra
CULTIVA O TEU FUTURO
O CONCURSO QUE COLOCA JOVENS A CULTIVAR O FUTURO Foram revelados os vencedores da quinta edição do “Cultiva o teu Futuro” - concurso criado pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) com o objetivo de estimular a criatividade e inovação dos estudantes universitários. Numa edição centrada no Sector do Leite e Lacticínios, a vitória sorriu a uma equipa vinda da Universidade de Aveiro.
Abrindo a cerimónia, o Presidente da CAP, João Machado, começou por recordar alguns números deste desafio, criado em 2011. No total, são 467 inscrições e 273 projetos apresentados, num total de 1688 alunos participantes. As áreas de formação dos participantes são, salientou João Machado, “muito diversificadas, com muitas áreas a concurso”. Há alunos de Marketing e Comunicação ou de Design, por exemplo. De resto, é este o caso da equipa vencedora da quinta edição. Ana Rosa Azevedo, Leonor Carboila e Margarida Olo chegaram do curso de Design da Universidade de Aveiro para conquistar o prémio de 5000 euros atribuído, anualmente, ao projeto que, no entender do júri, traga maior
criatividade e inovação a um setor específico da Agricultura e Floresta. Para 2015/2016, o tema foi “Leite e Lacticínios”. Um dado que foi fundamental para garantir a participação da equipa vencedora. Conforme conta Margarida Olo, as três alunas receberam, da parte da Universidade, a proposta de participar num de três concursos. Criar uma garrafa para bebidas espirituosas, fazer um projeto de cerâmica ou criar um conceito inovador na área do leite e lacticínios. A escolha foi simples, conta a estudante: “interessou-nos criar algo de inovador neste setor”. O projeto apresentado - o MYT - consiste num iogurte que incorpora uma bolacha que serve,
simultaneamente, de colher. A ideia surgiu de uma dupla necessidade., conta Ana Rosa Azevedo. “Quando levamos um iogurte temos de levar uma colher enrolada num guardanapo”, relembra, acrescentando: “por outro lado, queríamos tornar o iogurte uma refeição mais substancial”. Para o futuro, as alunas esperam que o produto “avance o máximo possível”, sendo que, para isso, irão “estudar as melhores formas de o levar até ao mercado”. Nenhuma das participantes esperava ganhar, contudo, reconhecem que “o valor mais comercial do produto”, bem como o facto de “responder a uma necessidade que é sentida por muitas pessoas”, podem ter pesado positivamente na decisão do júri.
41 | Forum Estudante | Nov’16
/Redescobrir a Terra
Uma abertura e uma homenagem O IPSantarém recebeu, no dia 19 de outubro, na Escola Superior Agrária de Santarém – ESAS – a Sessão Solene que marcou a Abertura do Ano Académico 2016/17 e homenageou o antigo Presidente da República, Jorge Sampaio. Depois da abertura da sessão pelo Presidente do Instituto, Jorge Justino, seguiu-se a intervenção do Diretor da ESAS, José Mira Potes, e da Presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Santarém - AEESAS, Rute Martins
IV Congresso do Lobo Ibérico A quarta edição do Congresso do Lobo Ibérico realizouse, de 27 a 30 de outubro, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, com o objetivo de reunir especialistas envolvidos no estudo e na gestão do lobo ibérico. Segundo revela a ESA do IPCB, em comunicado, pretendeuse ainda dar a “conhecer os resultados e os avanços mais recentes no estudo deste predador, bem como a sua situação populacional, as formas de conservação e medidas de resolução de conflitos”.
A Arte do Vinho em destaque
Juntar pintura e produção vinícola foi o objetivo da Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS) na organização do evento Arte & Vinho.
Organizado em parceria com o Centro Cultural Regional de Santarém, a iniciativa pretendeu “envolver o público em geral, e os jovens em particular, com as realidades da pintura e com o vinho e a vinha nas suas diferentes abordagens”, avançou a ESAS, em comunicado. Para além de uma exposição, o evento contou com provas de uma selecção de vinhos premiados da responsabilidade da CVRTejo e um seminário técnico sobre “A Arte do Vinho”.
uma iniciativa
Parceiros
Escola Profissional Agrícola
Afonso Duarte
42 | Forum Estudante | Nov’16
/Música
A ARENA ONDE O PÚBLICO
DITA A LEI
A primeira edição portuguesa do Red Bull Music Academy Culture Clash encheu, no dia 20 de outubro, o Coliseu de Lisboa. Baseado-se no conceito jamaicano de clash, o evento cumpriu o seu lema: “quatro palcos, quatro crews e um vencedor” – que o público escolheu. O Red Bull Culture Clash promete um confronto e oferece uma arena. Nesta batalha, contudo, foi o público a ocupar o centro do coliseu. Os quatro palcos estão distribuídos ao redor da audiência e acendem-se à vez. Bem no centro, no topo do coliseu, encontra-se a peça que decide o vencedor: o sonómetro. É o sonómetro que mede – como lembraram os hots Alex D’Alva e Gisela João – “o barulho” que cada crew recebe. Por essa razão, “barulho” foi mesmo das palavras mais repetidas durante a noite. Para além do clássico “façam barulho”, o Culture Clash permitiu frases e perguntas menos habituais: “vieste fazer barulho por quem?” foi uma delas. José Miguel Soares, de 19 anos, por exemplo, revela que veio “fazer barulho
[A azul] Club Atlas Branko, Riot, Kalaf, Pongolove, Carlão e Fred Ferreira. Convidados: Nelson Freitas, Richie Campbell
por Matilha”. A seu lado, António Rebocho garante que tem os seus decibéis reservados para os Club Atlas. Independentemente das preferências, os dois amigos deixam a garantia: “quando vamos a um concerto já fazemos barulho – mas hoje vamos fazer especialmente barulho”. Foi o “conceito diferente” e os “artistas de renome” que convenceram os dois amigos a marcar presença. José Miguel destaca DJ Ride nos Matilha. António Rebocho, prefere Carlão e os antigos membros dos Buraka Som Sistema que integram os Club Atlas. Tudo isto, destaca António Rebocho, com um elemento adicional de interesse: “a competitividade”. Para além de Matilha e Club Atlas, as crews Moullinex Live Machine e Batida + Kambas e o
[A vermelho] Moullinex Live Machine – Moullinex, Xinobi, Da Chick, The Lengendary Tiger Man. Convidados: Best Youth, Mike El-Nite
Próprio Kota disputaram o troféu, ao longo de quatro rondas. Durante as mais de quatro horas de espetáculo, as crews foram apresentando os seus argumentos. Do drum and bass ao rock, passando pelo dubstep, boomtrap ou funaná, a coleção de trunfos musicais foi variada e incluiu artistas convidados [ver caixa]. No final de cada ronda, “o barulho” decisivo. Os Batida venceram a primeira, Moullinex Love Machine a segunda e os Club Atlas a última e decisiva ronda. Agora, caberá à equipa capitaneada por Branko defender o título, na próxima edição. Entre os festejos e os aplausos, Alex D’Alva dirigiu-se ainda ao público que começava a abandonar o coliseu, recordando: “foram vocês que decidiram o grande vencedor”.
[A verde] Matilha DJ Ride, Jimmy P e MGDRV. Convidados: Valete, Capicua, Dillaz e Conductor.
[A amarelo] Batida + Kambas e o Próprio Kota Batida, DJ Satélite, Karlon, Bonga. Convidados: André Cabral, Gonçalo Cabral e Bernardino Tavares, Konono n.º 1.
44 | Forum Estudante | Nov’16
/Cinema
O LISBON AND ESTORIL FILM FEST ESTÁ DE VOLTA
EM ESTREIA
O MUNDO DE HARRY, ANTES DE HARRY Estreia a 17 de novembro / Género: Aventura, Ficção / Título Original: Fantastic Beasts and Where to Find Them Realizador: David Yates / Duração: 133 minutos
Baseado na obra de J.K. Rowling, Monstros Fantásticos e Onde Encontrálos passa-se na década de 1920 e segue as aventuras de Newt Scamandar – o autor do livro que Harry Potter lerá em Hogwarts, 70 anos depois.
Os verdadeiros fãs da saga de Harry Potter reconhecerão o nome: Newt Scamandar, famoso magizoologista. A sua primeira aparição surge em Harry Potter e a Pedra Filosofal, enquanto autor de um dos livros que entra na lista dos alunos do primeiro ano de Hogwarts. O título da obra é, precisamente, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los. Em 2001, a autora da saga de Harry Potter, J. K. Rowling, publicou o livro, sob o pseudónimo de Newt Scamandar. Agora, é a vez da obra chegar ao cinema, com realização de David Yates (que realizou quatro dos oito filmes da saga). A ação começa em 1926, depois de Newt terminar a sua excursão pelo Mundo para documentar criaturas mágicas. Chegado a Nova Iorque, Scamandar encontra problemas quando um muggle liberta algumas das criaturas fantásticas pela cidade. Nos principais papéis, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los conta com Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo), Ezra Miller (Esquadrão Suicida) e Colin Farrel (Desafio Total, In Bruges).
10.ª edição do festival realiza-se entre 4 e 13 de Novembro, em Lisboa, Estoril e Cascais, com filmes oriundos de todos os continentes. No total, serão mais de 150 os filmes exibidos no âmbito do LEFFEST. Mas não só de Cinema se faz este festival. Teatro, música, fotografia e literatura são algumas das áreas artísticas destacadas pela organização. Classificando a oferta deste festival como “a melhor seleção de filmes do ano”, a mesma fonte sublinha a aposta nos “novos talentos nacionais e estrangeiros cuja qualidade é reconhecida pelos principais festivais internacionais”. Na lista de convidados estão nomes como Emir Kusturica, Jim Jarmusch, Peter Handke, Enrique Villa-Matas ou Willem Dafoe. Consulta o programa e outras informações em www.leffest.com
45 | Forum Estudante | Nov’16
/Tecnologia
NINTENDO SWITCH
CLIQUE PARA A MUDANÇA A nova consola da Nintendo chega em março de 2017 mas já está a movimentar o mercado dos videojogos. Com um conceito inovador, a Switch promete revolucionar a forma como jogamos. O trailer de apresentação da Nintendo Switch mostra uma consola que se adapta e transforma: para além de um dispositivo “caseiro”, pode também funcionar como consola portátil, permitindo ainda jogos multiplayer praticamente em qualquer lugar. O vídeo deixou em frenesim a comunidade de gaming e não só. Um estudo publicado pela ICO Partners concluiu que a apresentação da nova consola gerou um grande interesse nos media. 1311 meios de comunicação dedicaram espaço editorial à Switch, num total de 4283 artigos. Um dos mais interessados na nova máquina da Nintendo foi o Diretor da saga Final Fantasy, Hajime Tabata. Citado pelo portal Nintendo Everything, Tabata confessou-se “muito interessado, não só como jogador
mas também como um criador”, numa consola em “é possível substituir elementos”. Entretanto, várias especificações foram reveladas sobre a Switch. De acordo com a Eurogamer, a consola incorpora um ecrã táctil de 6,2 polegadas e definição de 720p. Por outro lado, garante a Techspot, incluirá 4 GB de RAM – o dobro da Wii U e metade da PS4 e da XBOX One. 2016 tem sido um ano em grande para a Nintendo. Depois de, já este ano, ter sido notícia com o lançamento de Pokemon Go, a gigante japonesa traz agora uma novidade que junta os mundos dos videojogos caseiros e portáteis. A revista Slate destaca ainda um outro dado que é possível retirar do trailer de apresentação. “A Nintendo está a voltar
ao old-school”, escreve Chelsea Hassler. “Se olharmos o vídeo com atenção”, começa por explicar a jornalista, “reparamos que os jogadores não estão a colocar discos na consola – estão a colocar cartuchos no sistema”. Para Chelsea Hassler, esta é uma opção inteligente. A aposta dos CD’s nasceu nos anos 90 e que trouxe diversos problemas: riscos e manchas são alguns exemplos. “O cartucho cria uma experiência muito mais agradável para o utilizador: é mais durável, tem capacidade de armazenamento e não compromete através de uma falha no disco ou no leitor”. As primeiras novidades oficiais serão divulgadas a 13 de janeiro de 2017. Detalhes tecnológicos, preço e data de lançamento serão algumas das informações mais esperadas.
46 | Forum Estudante | Nov’16
/SóRir
VOXPOP
A Forum Estudante andou a perguntar a várias pessoas como estavam a decorrer estes primeiros tempos de aulas. Vê algumas das reações que recolhemos.
Casa de Banho Um miúdo foi à escola pela primeira vez e a professora explicava que, quando tivesse vontade de ir à casa de banho, devia levantar dois dedos da mão. O garoto, intrigado, perguntou: — E isso tira a vontade de lá ir?
Companhia de Burros Irritado com os alunos, o professor lançou um desafio: — Aquele que se julgar burro, faça o favor de ficar de pé! Toda a gente continua sentada. Alguns minutos
depois, o Joãozinho levantase. — Quer dizer que tu te julgas burro? — perguntou o professor, indignado. — Bem, para dizer a verdade, não! Mas fiquei com pena de ver o senhor aí de pé sozinho!
Aula Sobre o Hospital A professora pediu aos alunos que levassem para a aula instrumentos utilizados num hospital. — Cíntia, o que trouxeste? — Um bisturi. — Quem to deu? — A minha mãe.
— E o que disse ela? — Disse que serve para cortar a pele. — Ah, parabéns. Vítor, o que trouxeste? — Uma seringa. — E quem ta deu? — O meu pai. — E que disse ele? — Disse que serve para aplicar injeções. — Parabéns. E tu, Joãozinho, o que é essa bola debaixo do teu braço? — Um balão de oxigénio. — E quem to deu? — Tirei-o à minha avó. — E que disse ela? — Dá cá isso!... Dá cá i... Dá cá... Dá...
O pior aluno O pai chama o filho para uma conversa: – Filho, a tua professora disse que, dos 20 alunos da turma, tu és o pior. – Pai podia ser pior. – Como podia ser pior? – A turma podia ter 40 alunos.
Adivinha Qual é coisa qual é ela que é que começa com “C”, termina com “U” e todo mundo gosta quando ele está bem limpinho? – O Céu.
47 | Forum Estudante | Novt’16
/HorosCÓPOS
O TEU “DOCE NOVEMBRO” VAI SER UM SEMI-FRIO SEM BOLACHA Já deviam saber que não faço previsões meteorológicas. Isso é com o meu colega basco: o Professor Taxuva Tazol. Mas cheira-me que vai estar frio, amigos. Estamos tão habituados ao céu limpo que uma brisa vai parecer um tornado e uma pinga de chuva o dilúvio de Noé. Preparem-se para o impacto em três, dois, um… Sagitário (22/11 a 21/12)
Carneiro (21/03 a 20/04)
Os nativos de Sagitário devem ter cuidado com os encontros marcados em esplanadas. Nem todas têm aquelas mantinhas coloridas super-insuper-fashionz. Aliás, se pedires uma mantinha ao Senhor Júlio do Café Central ele vai-te explicar, com toda a paciência: “Mantinha? Mas já não tenho”.
O teu plano de reestruturação espiritual vai no bom caminho: empréstimo de aura positiva a taxas acessíveis, o mercado astral está estável e há sempre o fundo de estabilização mística. Feitas as contas, Novembro vai ser espiritualmente sustentável que é como quem diz “vai correr tudo bem”. Falamos em dezembro.
Capricórnio (22/12 a 19/01)
Touro (21/04 a 20/05)
Capricórnios, um aviso que devem levar a sério: parem de caminhar na rua a olhar para o telemóvel, como se conseguissem ler metade da internet entre o autocarro e a padaria. Há poças de água no caminho. E também há chapéus de chuva abertos, varetas pontiagudas, olhos sensíveis e acidentes que acontecem. Fica o aviso.
Aquário (20/1 a 18/02)
Com o signo certo para os dilúvios, os nativos de Aquário vão mesmo meter água. Depois de esquecerem o chapéu-de-chuva no autocarro, vão correr inutilmente tentando recuperálo. Esquecendo que o Senhor Horácio do autocarro faz as curvas como o Hamilton. Compra outro.
Peixes (19/02 a 20/03) Esqueçam, Peixes. Estou farto de trocadilhos com água. Os nativos de Peixes vão ter um mês seco, enxuto, ressequido, árido, trinta por uma linha: água é que não. O que pode fazer falta a um peixe. Hmm. Afinal, vai ser um mês encharcado, ensopado, submergido, etc. que tal. Desculpem qualquer coisinha.
Há uma velha teoria que diz que o bater de asas de uma borboleta pode criar um tornado no outro lado do Mundo. Os nativos de Touro regem-se por esta regra e vão continuar a comer croissants de chocolate esperando contribuir para a paz mundial. A tentativa é nobre. Continuem a tentar.
Gémeos (21/05 a 20/06)
Gémeos, aventurem-se na cozinha. As estrelas, as cartas, os dados e o meu primo – Professor Tudotreta – dizemme que é o mês ideal para os Gémeos arriscarem finalmente e procurarem um projeto de vida que lhes trará imensa felicidade no futuro: fazer um empadão de atum.
Escorpião
(23/10 a 21/11) O fumo a castanhas assadas paira na rua, o toque macio no cachecol volta ao pescoço, as tardes à lareira estão já ao virar da esquina. Um paraíso, não é? Excetuando a parte de te engasgares com o fumo, o vento levar-te o cachecol e acabares na cama a beber cariocas de limão por uma tigela de cereais.
Leão (23/07 a 22/08) Os nativos de Leão vão encontrar uma coisa parecida com amor. Como em muitas outras coisas na vida, é daquelas coisas que vemos quase todos os dias e que, por vezes, pode ser doce. Outras vezes de pato. Os leões vão encontrar arroz. Sortudos.
Virgem (23/8 a 22/9)
Para os nativos de Virgem, novembro vai ser um mês comparável a um Bolo de Chocolate a conduzir um Formula Um: vai ser rápido e deixar saudades. Por outro lado, tendo em conta as habilitações de condução de um Bolo de Chocolate, também vai ser um mês propício a acidentes de viação.
Caranguejo (21/06 a 22/07)
Balança (23/9 a 22/10)
Novembro é o mês ideal para entrares nas aulas de trompete. Os teus pais vão adorar o som pacífico e relaxante logo pela manhã, 20 minutos após o almoço e 1 hora depois de jantar. Para melhorares a experiência parental, adiciona um colega na bateria e uma orquestra de gatos.
Para não arriscar um desgosto amoroso, segue estas indicações: bebe dois goles de chá de gengibre e detergente, trinca quatro batatas cruas e come dois pães com aparas de lápis. Depois, avança até uma multidão e vomita. Ninguém te falará durante todo o mês – desgosto evitado. Vitória!