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JOGOS EUROS 2013

JUNHO 2013

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em Portugal

Na Seguranรงa Social hรก solidariedade europeia


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[editorial] BUSÍLIS EM EDIÇÃO ELECTRÓNICA Há quase duas décadas que a revista Busílis, importante meio de comunicação com os associados, é editada com regularidade. A redução da cooperação do Estado aos CCDs e o atraso significativo com que este apoio é concretizado, obrigam – nos a atrasar a publicação em papel da revista. Como alternativa complementar, vamos concretizar de imediato, um projecto que estava a ser construído há algum tempo - O Busílis Electrónico -  A necessidade de informar e divulgar as actividades associativas, de dar voz ao nosso pensamento e de manter o espaço informativo, acelerou a saída do número Zero da edição informatizada, que será editada mensalmente. Logo que o apoio e o quadro de cooperação com os CCDs sejam regularizados, retomaremos a edição do Busílis no formato de revista em papel. A edição electrónica terá conteúdos mais informativos, a edição em papel cumprirá subsidiariamente esta função, articulada com espaços de opinião, analise e perspectiva associativas. Ficaremos condicionados pelo facto de não termos os contactos de correio electrónico de todos os associados ou de nem todos termos ainda aderido e esta nova via de comunicação. Não obstante, vamos tentar que este passo seja o mais abrangente possível. Vítor Duarte

“O que eles dizem” pág. 4 Desporto e fraternidade CCd’s da Segurança Social refutam acusações da AHRESP Cooperação do Estado com os CCD’s atrasada Festas de Santo António Livros do mês IR&VER Farpas

pág. 6 pág.9 pág. 12 pág. 13 pág. 14 pág. 16 pág. 20

Viagens verão 2013 pág. 22 Colónia de férias da Praia Azul pág. 24

eJunho 2013 | Centro de Cultura e Desporto da Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo | 1ª edição | propriedade CCD de Lisboa e Vale do Tejo, Alameda D. Afonso Henriques nº 42, 1900-181 Lisboa, T. 218 409 010 | director: Vítor Duarte | conselho editorial: Direcção da Associação Nacional de CCD´s da Segurança Social | redacção, layout e paginação: Formiga Amarela, Oficina de Textos e Ideias Lda.

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o que eles dizem... Perto de 228 mil pessoas beneficiaram, em abril, do Complemento Solidário para Idosos, a grande maioria mulheres, segundo dados do Instituto da Segurança Social. Comparando com o período homólogo de 2012, verificou-se em abril deste ano menos 8808 a receberem esta prestação social. O maior número de beneficiários encontra-se no distrito do Porto (34882), seguindo-se Lisboa (32430), Braga (18281), Setúbal (15575) e Aveiro (14918). A 1 de fevereiro entrou em vigor o decreto-lei que definiu o valor de referência do CSI em 4909 euros por ano. O diploma refere que a “esmagadora maioria dos beneficiários viu a sua pensão ser aumentada, em média, 4%”.

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Jornal de Notícias

“Está a crescer a divida à Segurança Social. Só nos primeiros cinco meses do ano foram detetados mais 680 milhões de euros em falta. A divida resulta de fraudes mas também da dimensão da crise.” Telejornal RTP, 11 de junho 2013

“Em 2012, e tendo em conta os 500 médicos que prescreveram mais baixas, foram inseridos 11.713 atestados sem indicação do código da unidade de saúde. Em causa estão mais de 233 mil dias de baixa. Deste conjunto de baixas, 4873 também não indicavam o médico prescritor, correspondendo a quase 53 mil dias de baixa. Marco António Costa garante total “intransigência” com estes casos”. Diário económico, 11 de junho 2013


“O valor da nova dívida detectada de janeiro a maio supera os objectivos de cobrança coerciva para todo o ano. Nos primeiros cinco meses do ano, a Segurança Social detectou mais 680 milhões de euros em dívida. Este valor representa um acréscimo de 4,5% face a período homólogo, revelou aos jornalistas o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa. Desta forma, a dívida total que a Segurança Social ambiciona vir a cobrar ascende agora a 2.943 milhões de euros. Estes valores excluem a dívida considerada incobrável”. Jornal de Negócios

“A despesa com subsídios de desemprego até abril chegou aos 972 milhões de euros, mais 13,9% que o registado nos primeiros quatro meses do ano passado, indicou hoje a Direção-Geral do Orçamento. Na síntese de execução orçamental com os dados em contabilidade pública (em fluxos de caixa) até abril, o Ministério das Finanças dá conta de um aumento de 118,7 milhões de euros face aos primeiros quatro meses de 2012”.

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TSF, 23 maio 2013

O Ministério da Solidariedade e Segurança Social estima conseguir criar 400 postos de trabalho com os novos Contratos Locais de Desenvolvimento Social, para os quais existe uma verba de cerca de 20 milhões de euros. A verba será atribuída ao abrigo da assinatura de 80 novos contratos, directamente vocacionados para o combate ao desemprego, numa parceria com autarquias e instituições sociais. Actualmente, estão em curso 79 projectos inseridos nos CLDS, abrangendo 18 concelhos. Jornal de Notícias


Capa

Desporto e fraternidade

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Na semana de 26 de Maio a 1 de Junho realizaram-se em Ofir, concelho de Esposende, os Jogos Europeus de trabalhadores da Segurança Social do ano de 2013. Este evento cultural e desportivo juntou 250 participantes, em representação de 18 delegações de Portugal, Alemanha, Áustria e Bélgica.


A

s atividades culturais dos Jogos EUROS 2013 decorreram em Guimarães, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Porto e Esposende. As várias actividades desportivas tiveram lugar no concelho de Esposende. Este evento foi organizdo pela Associação Nacional dos Centros de Cultura e Desporto da Segurança Social e contou com o apoio, nomeadamente, dos Municípios de Esposende, Ponte de Lima e Guimarães.

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Vítor Duarte, presidente da ANCCD, na intervenção de boas vindas, salientou que “hoje, Portugal tem cerca de cinco milhões de emigrantes, em 140 dos 191 países reconhecidos pela ONU”, numa alusão à pretensa pequenez de Portugal. “Hoje como ontem, através dos séculos, o nosso povo mantém o gosto pela descoberta, e a atracão pelo que esta para além das fronteiras. Talvez pela


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Capa nossa história, aprendemos a valorizar os laços de solidariedade e amizade, estabelecidos em todo o mundo, em particular na União Europeia, mas também nos países de expressão portuguesa onde o nosso relacionamento é exemplo do espirito e do caracter fraterno, solidário e amigo, deste povo português”, salientou. Vitor Duarte não esqueceu a situaão que atravessamos, referindo que “hoje, factores externos e erros internos, condicionam a nossa vida económica e a nossa dinâmica associativa. Vivemos em crise económica e financeira. Vivemos tempos

de limitações, que nos criam dificuldades, mas que não nos impedem de prosseguir o nosso projecto associativo, que passa necessariamente pela valorização e pelo bemestar cultural, intelectual e físico dos trabalhadores da segurança social”. “Não aceitamos crises culturais nem queremos viver crises de valores”, defendeu. Para finalizar, Vítor Duarte afirmou que “não somos grandes, somos pequenos, mas somos nós, que apesar das nossas

dificuldades, estamos aqui para partilhar o que temos, em solidariedade, com amizade, alegria e simpatia”. “Desfrutem e sejam felizes”, concluiu. Do que se viu, o que se pode concluir é que, de facto, foi isso que aconteceu. Houve desporto, houve convívio, houve festa, houve fraternidade e... houve felicidade.


Notícias CCDs da Segurança Social refutam acusações da AHRESP AHRESP acusa pretensas solidariedades de concorrência desleal mas dá exemplos gratuitos e falsos

O

s Centros de Cultura e Desporto da Segurança Social (CCDs) tomaram conhecimento de uma nota pública da AHRESP – Associação da Hotelaria Restauração e Similares de Portugal - em que acusa, nomeadamente, estas associações sem fins lucrativos de “ Pretensa Solidariedade Esconde Concorrência Desleal” quando praticam, nos serviços de restauração prestados, “preços políticos (...) sem custos de pessoal” conseguidos à custa de “as empresas que pagam uma enormidade de impostos e taxas e contribuem para o orçamento dessas mesmas estruturas”. Esta acusação é gratuita, não tem qualquer fundamento, nem rigor, falta ao respeito a dezenas de associações que, em solidariedade e no rigoroso respeito pelos seus deveres e

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Notícias obrigações legais, diariamente dão o melhor do seu trabalho para o bem–estar de milhares de utentes. A AHRESP, na defesa dos seus pontos de vista e das suas posições políticas, deveria ter estudado melhor os exemplos concretos em que estriba as suas posições, em vez de lançar acusações sem qualquer fundamento e fatualmente erradas.  

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Argumentação sem fundamento

  Em primeiro lugar, os serviços prestados nos bares e refeitórios geridos pelos CCDs é exclusivo para trabalhadores da Administração Pública e seus familiares, quando estes estão incluídos nos protocolos celebrados com os Serviços Sociais da Administração Pública e, para além destes, não há, ao contrário do que sugere a AHRESP, qualquer apoio financeiro do Estado para a gestão desses bares e refeitórios. A AHRESP sabe que é o Estado que fixa o preço de venda de refeições a trabalhadores da Administração Pública e também sabe que esse preço

foi atualizado recentemente, eventualmente para compensar o aumento do IVA. Acontece que aos CCDs continua a ser atribuído o valor anterior, o que tem colocado sérias dificuldades de gestão e manutenção de serviços e postos de trabalho. Os CCDs em causa são associações de trabalhadores do sistema público de Segurança Social que se uniram para a prossecução de atividades a eles exclusivamente destinadas, num espírito de união e solidariedade. Não é de estranhar que tenhamos, no plano nacional, pelo menos cerca de 105 trabalhadores com graves problemas sociais que beneficiam da solidariedade de programas alimentares específicos, a custos reduzidos, variáveis em função do rendimento familiar, mas não cremos que seja a isto que a AHRESP se refere.


A opinião e a posição política da AHRESP é respeitável, como outras o serão, mas não quando sustentadas por exemplos falsos e sem qualquer fundamento. A gestão é feita autonomamente do Estado e os CCDs não recebem dele qualquer apoio financeiro específico destinado à gestão de bares e refeitórios, para além de, citando a nota da AHRESP, “pagarem, (...) impostos e taxas,(...)” e respeitarem todas as normas legais previstas para o exercício da atividade. Os exemplos concretos referidos pela AHRESP carecem de concretização e de maior rigor. Não serve falar em refeições a menos de 3,00 €, em serviço no refeitório e take away, preços praticados com ponto de interrogação à frente, pela simples razão de ninguém ficar a saber do que é que se está a falar e de que realidade se trata e, assim, nada poder ser esclarecido.

 Erros grosseiros   Os CCDs consideram oportuno clarificar que, ao contrário do que refere a AHRESP, o refeitório da Amadora está encerrado há um ano, o da Francisco Manuel de Melo está encerrado desde janeiro de 2012 e o da Miguel Bombarda, onde a AHRESP afirma “ser servida toda a gente que apareça”, não existe há mais de 3 (três) anos, para além de desconhecemos a existência do refeitório Saldanha IGT. Mas, a Associação de Hotelaria vai mais longe no erro. Por exemplo, o refeitório do Rato, desde 2004 que é gerido pelo CCD de Lisboa, ao contrário do que sugere a AHRESP, e o acesso ao refeitório do Tagus Park- IIES, como outros, por razões de segurança, é exclusivo a trabalhadores do serviço. Fica claro que a AHRESP escolheu mal os exemplos para sustentar a ideia de que existem “pretensas solidariedades que escondem concorrência desleal”. Toda a argumentação da AHRESP assenta em 4 pontos, todos eles falsos. 1 - Os CCDs, para a gestão dos bares e refeitórios, não recebem qualquer apoio financeiro específico do Estado; 2 - Os preços praticados, onde existem acordos, são os recomendados pelos Serviços Sociais da Administração Pública ou, em situações muito específicas, superiores; 3 - Os serviços destes bares e refeitórios são destinados e limitados a trabalhadores do sistema público de Segurança Social; 4 - A generalidade destes equipamentos existe em locais onde funcionam Serviços Públicos de acesso controlado e onde não podem entrar pessoas estranhas aos serviços. 

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Destaque Cooperação do Estado com os CCDs atrasada Atraso condiciona e limita atividades e apoios sociais

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A

cooperação e o apoio financeiro atribuído pelo Estado aos CCDs, há mais de trinta e cinco anos, tem como objectivo central, responder a necessidades sociais e intelectuais dos trabalhadores da segurança social, valorizar e desenvolver o bem – estar e a sua cultura profissional. Ao longo dos anos, os Governos foram incentivando estas associações a responderem a estas necessidades básicas, essenciais para a coesão do sistema e para a melhoria dos índices de produtividade. O quadro de cooperação está regulamentado e as bases de apoio estão fixadas. Num curto espaço de tempo, reduziram significativamente o apoio financeiro prestado – em três anos menos 283 %, o numero de traba-

lhadores passou de 15.100 para 9.650 – os CCDs têm menos receitas, mas todos nós temos mais dificuldades e necessidades. No plano nacional, relativamente ao ano do 2012, o ISS,IP deve aos CCDs mais de 102.000 euros. Para o corrente ano, o Orçamento da Segurança Social e o Dec.- Lei da execução orçamental prevêem verbas, apoio e cooperação com os CCDs, mas o respectivo despacho ministerial tarda em ser publicado, criando graves problemas aos CCDs, sem meios para concretizar e manter o seu funcionamento. Num curto espaço de tempo, os CCDs foram obrigados a eliminar cerca de cin-

quenta postos de trabalho, pagando dezenas de milhar de euros de indemnizações aos seus ex. – trabalhadores, a quem a Segurança Social pagará centenas de milhares de euros de subsídios de desemprego. Parte dos apoios sociais atribuídos, a trabalhadores estudantes, a associados em situação socio – económica difícil, e outros, estão suspensos, até que a cooperação seja regularizada. Em tempos difíceis, ninguém tem vida fácil, mas a morte não é a solução para a vida!


Festas de Santo António A animação de sempre Como já é tradição, no passado dia 8 de junho cumpriu-se mais um Convívio de Santo António, com as habituais sardinhas, febras, muita animação e música. A maior festa da segurança social do país decorreu este ano nas instalações da Colónia de Férias da Praia Azul. Estiveram presentes 12 CCD’s, num total de 400 participantes. A crise tem efeitos nefastos sobre uma série de coisas, mas não sobre a esperança, a amizade e a união entre todos os trabalhadores.

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Cultura Livros do mês Maio

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O mês passado tivemos à sua disposição estes 5 bons livros para ter à cabeceira. Os nossos associados usufruem de preços reduzidos num leque variado de publicações todos os meses. Trabalhamos para lhe disponibilizar mais de 30 publicações por ano. Leia connosco.

Para ler nas férias “Se Fosse Fácil Era Para Os Outros” é o terceiro romance do autor Rui Cardoso Matos. O narrador parte com quatro amigos, todos eles a atravessarem uma fase menos boa nas suas vidas, para uma viagem através dos Estados Unidos da América. Atravessam um país de profundos contrastes onde vão viver diferentes situações e aventuras. A viagem é, para cada um deles, um encontro sem concessões consigo mesmo e com as memórias de vidas muito diferentes, em que tudo se joga e às

vezes tudo se perde, mesmo a vida. Se fosse fácil era para os outros Do vencedor do prémio Camões este ano, Mia couto presenteia-nos com a obra “A Confissão Da Leoa”, que se vai desenrolando sob o pano de fundo de acontecimentos verídicos – as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique – é pretexto para Mia Couto escrever um surpreendente

romance. Não tanto sobre leões e caçadas, mas sobre homens e mulheres vivendo em condições extremas. “Que importa a fúria do mar” , é a obra de de Ana Margarida Rebelo, finalista do prémio Leya em 2012. Numa madrugada de 1934, segue um comboio marcado pela tristeza e a revolta. Na carruagem, além de Joaquim, viajam os revoltosos do golpe da Marinha Grande, feitos prisioneiros


pela Polícia de Salazar, que cumprem a primeira etapa de uma viagem com destino a Cabo Verde, onde inaugurarão o campo de concentração do Tarrafal. Das suas cartas e da mulher a quem se dirigiam ouvirá falar muitos anos mais tarde Eugénia, a jornalista encarregada de entrevistar um dos últimos sobreviventes desse inferno africano e cuja vida, depois do primeiro encontro com Joaquim, nunca mais será a mesma. São-nos colocadas, frente a frente, duas gerações de um Portugal onde, às vezes, parece que pouco mudou. Brilhante no desenho dos protagonistas e recorrendo a um estilo tão depressa lírico como despojado, é um livro a não perder. “Da Corrupção À Crise: Que Fazer ?” de Paulo de Morais, contraria duas mentiras colossais que contaminam a sociedade portuguesa: a de que os portugueses andaram a gastar acima das suas possibilidades e a de que não há alternativa à austeridade. A principal causa da crise em que Portugal se encontra mergulhado é a corrupção. Alguns gru-

pos económicos, apoiados pelas grandes sociedades de advogados, dominam completamente a actividade política que se transformou, ela própria, numa grande central de negócios. Ainda agora, enquanto o país empobrece, a classe média se extingue e o desemprego alastra, a corrupção continua a aumentar, os mecanismos de corrupção agravam-se e cresce a promiscuidade entre a política e os negócios. Há, no entanto, uma saída, uma alternativa que não é a austeridade - é o combate à causa maior da crise, o combate à corrupção. “Henrique, O Infante” de João P. Oliveira e Costa. Poucas figuras históricas marcaram tão profundamente a existência de Portugal. Um retrato completo deste homem egocêntrico, implacável, obstinado, com muitas falhas e facetas imperscrutáveis no seu carácter, mas que foi também um visionário do seu tempo. Despojado do mito, D. Henrique não é apenas o Navegador, mas é antes um príncipe preocupado com o seu senhorio e com a sua influência política.

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[Ir & Ver] Cultura JULHO

É um projeto de divulgação aos sócios do CCD do que em Lisboa se oferece no âmbito das artes. Estaremos atentos para divulgar as várias exposições que consideramos serem interessantes, diferentes, curiosas e imprescindíveis.

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THE THING XXL | 7 Ago 2013 | 21H30 | Anfiteatro ao Ar Livre|

O trio icónico da remodelação do free jazz atual deve ao irrequieto e criativo saxofonista Mats Gustafsson as suas constantes mutações. A versão XXL em septeto é sem dúvida a mais ambiciosa destas metamorfoses pela qualidade inequívoca dos músicos que intersetam géneros e convergem para a construção de uma autêntica biblioteca de sons. GILBERTO GIL | Fé Na Festa | Coliseu dos Recreios | 6 Ago 22 h | 15€ - 50€

Gilberto Gil, o tropicalista-mor e (ex-) Ministro da Cultura brasileiro, estudioso e garante do que de melhor a Música Popular Brasileira nos deu, di-lo sem papas na língua. “FÉ NA FESTA” é o título do trabalho que Gil dedicou às celebrações juninas brasileiras e sobretudo aos ritmos contagiantes do Baião. ( in site ColiseuLisboa)


MARIA JOÃO OGRE | F.C.Gulbenkian | 25 Jul |21h30 | Anfiteatro ao Ar Livre | Entrada Livre

Assinalando o 30º aniversário do CAM - Centro de Arte Moderna, onde o Jazz em Agosto nasceu a 1 de Agosto de 1984, com o concerto inaugural Quinteto Maria João, a cantora regressa à Fundação Calouste Gulbenkian com OGRE, o seu projeto mais recente, de onde se destaca a presença do pianista Júlio Resende. (in site F.C.Gulb)

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GAL COSTA | Recanto | Coliseu dos Recreios | 9 JUL | 22 horas | 30€ - 60€ |

Consigo, a cantora brasileira traz um espetáculo baseado no álbum Recanto, editado em Portugal em 2012 e produzido por Caetano e Moreno Veloso. Gal e Caetano não trabalhavam juntos há quase 40 anos e apostaram numa sonoridade que combina rock, electrónica e experimentação. Caetano Veloso é também responsável pela direção do espectáculo. Drumming GP plays Max Roach M’Boom | 5 Ago | 21h30 | Anfiteatro ao Ar Livre |

Remetendo para a presença de Max Roach na edição do Jazz em Agosto de 1995, o grupo português de percussão Drumming GP assume o desafio de revivificar o legado do lendário Max Roach M’Boom, coletivo de percussão que o baterista dirigiu com êxito em 1980 em busca de novos horizontes extraocidentais. (in site F.C.Gulb. )


[Ir & Ver] Cultura JULHO

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9ª Edição dos Encontros de Fotografia Bamako | até 1 set | F.C.Gulbenkian | 3€ |

“Para um mundo sustentável” é o tema desta edição dos Encontros de Bamako, um tema sensível num continente onde, em muitos países, se está longe de atingir os mínimos exigíveis pelo acordo de Quioto e pelas implicações em termos de política ambiental, decisões económicas, defesa do ambiente, regulamentação agrícola, piscatória e industrial. ( in site Agenda cultural)

Portinari e Cavalcanti | Teatro D. Maria II | até 28 Jul | entrada livre |

Uma mostra de obras de alguns dos expoentes das artes plásticas brasileiras, como Cândido Torquato Portinari e a sua expressão cubista e o expressionismo de Emílio de Cavalcanti. Destacam-se ainda as obras de Nuno Berger Alves de San Payo, Floriano Araújo Teixeira, Thomaz de Mello e Carybé.


A Aventura da Terra - Um Planeta em Evolução | Museu Nacional de História Natural | 3ª - 6ª | 10h-17h | sáb e dom | 11h-18h | A exposição relata a história e evolução da Terra ao longo dos últimos 4 600 milhões de anos. O público consegue compreender a história do planeta e a evolução da vida na sua verdadeira relação temporal. É uma verdadeira aventura interativa sobre a evolução do nosso planeta.

Memórias Da Cidade | Lisboa Story Centre | Exposição permanente | Adulto (7€) | Sénior + Estud (5€) | Criança (3 €) Uma série de inovadores recursos multimédia, dispostos ao longo de 2 200 metros quadrados de área expositiva, colocam à disposição experiências sensoriais únicas que fazem deste um projeto inédito a nível nacional. Desafiador também para quem julgava saber tudo. Porque Lisboa é uma cidade de história, e de estórias, em constante transformação.

Exposição Finalistas Mestrado em Arte Multimédia da FBAUL | Plataforma Revólver | Rua da Boavista 84, 3º |14h-19h30 | A exposição é o resultado prático do Mestrado em Arte Multimédia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, referente ao ano letivo 2010-2013.

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Descobrir

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as sopas de beldroegas

Eu queria agradecer publicamente ao Dr. Portas, ao Dr. Coelho, ao Professor Cavaco, a uns senhores do FMI, do BCE, da Comissão Europeia, do Dr. Barroso, da sra. Merkel e outros o facto de me obrigarem a regressar às coisas simples da vida. Para que é que eu queria comer bifes de 15 em 15 dias? Só se fosse para aumentar o colesterol. Agora, como uma sopinha de beldroegas, apanhadas no terreno baldio lá ao pé de casa, onde o cão do vizinho, magro que nem um esqueleto, faz as suas necessidades. São bem boas. As sopas, claro. E tenho seguido o conselho do professor do Cavaco.

Tenho-me dedicado às hortas. Não às que eu cultivo. Que isso dá trabalho. Mas, às outras, as que estão por aí sem protecção e é uma cenoura aqui, um tomate ali, uma alface acolá, etc. Só não encontro nabos.

Parece que são exclusivos de S.Bento. Do mesmo modo, os melões, este ano só lá para os lados do estádio da Luz. Mas, isso é outra conversa.


Governar

é difícil

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Governar é difícil. Se exceptuarmos todas as outras atividades. Pelo menos a avaliar por Passos Coelho. Por exemplo, requisito fundamental é não acertar uma única previsão. Gaspar, sempre à direita de Passos, encarrega-se da missão com um à vontade que chega a ser circense, na aparente facilidade com que o faz. Outro requisito é dizer uma coisa hoje e outra amanhã. Nenhum problema para Passos. Estive aqui dias a tentar descobrir uma promessa feita em campanha eleitoral que tenha sido cumprida. Tarefa vã. Nada. É preciso também escolher uma ou várias profissões, actividades ou sectores para desenvolver a arte de escárnio e maldizer. O Executivo de Passos passou com distinção e mérito. Os funcionários públicos ficaram na lama. Os professores ficaram com uma fama pior do que ladrões de cavalos no séc.XIX e o próprio cidadão

comum ainda anda a tentar recuperar da imagem que lhe colaram à testa de irresponsável gastador, viciado na roleta do casino. Excepto tudo o resto, governar é difícil. Imaginem o que é sacar dinheiro a quem não o tem. Hein? Já imaginaram? Não é para qualquer um. Passos e Gaspar, com o aplauso do inquilino de Belém, fazem-no com facilidade de mágicos que tiram coelhos da cartola. Depois é só entregar a massa a uns amigos banqueiros que, grão a grão, juntam um milhão aqui outro ali e por aí adiante. Só uma língua afiada e viperina pode dizer que isto é fácil. Não é. É preciso imaginação, lata e muita pouca vergonha.


VIAGENS 2013 MÓNACO, NICE, GRASSE, AVIGNON, BARCELONA, TARRAGONA, MADRID

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| 29 Nov - 07 Dez |

Venha conhecer as maravilhosas praias, os monumentos e o melhor da cultura em Espanha, sul Lisboa de França e Mónaco !

Av

BARCELONA TARRAGONA

MADRID

*Para mais informações consulte o programa ou informe-se junto dos CCD’S


CCD

Centro Cultura e Desporto da Segurança Social de Lisboa eVale do Tejo 2º Trimestre´08 » nº36 » 5ª Série

PRAGA POLÓNIA | 06 - 14 Set |

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SAD _ SERVIÇO DE APOIO DO-

MICILIÁRIO 7 DIAS POR SEMANA | Confeção e distribuição de refeições ao domícilio | Cuidados de higiene e conforto pessoal | Manutenção e limpeza da habitação tratamento e lavagem de roupas | Passeios temáticos e convívios |

COLÓNIA DE FÉRIAS _

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• contato com a natureza • ateliers de pintura • cerâmica • dança • • lavandaria • atividade física de vida diária • teatro • trabalhos manuais • jardinagem • cozinha •

Funciona 365 dias por ano ao serviço da Comunidade para Ocupação de Tempos Livres em regime de colónia aberta, colónia fechada e acampamento.

COLÓNIA FÉRIAS DA PRAIA AZUL Centro Comunitário de Desenvolvimento Social de Lisboa

Esperamos por si colonia@ccd-coop.pt | cfpzaul@ccd-coop.pt | 261930050 | 917219774


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E busilis