ALEX AGOSTINI
BRASIL 2027-2030
Os desafios para o próximo governo P.14
GASTRONOMIA
Time Out Market chega a São Paulo com 19 operações P.28
Acesso que ‘afundou’ deve ficar pronto em novembro P.8
A INFORMAÇÃO QUE IMPORTA
DIRETOR: CÉSAR FOFFÁ
VIA PARQUE
Construção da nova ciclovia em Alphaville está na fase final P.10
ANO XXIII • ED 1133 - SEXTA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2026
FOTO: RICARDO STUCKERT/ SHUTTERSTOCK
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CASTELLO
| DISCURSO. Aos 81 anos, Luiz Inácio Lula da Silva fala em “nova forma de governar” e garante que vai melhorar a situação financeira dos brasileiros
Com Lula reeleito, ações de bancos despencam e Trump questiona eleição
Em virada histórica no segundo turno, o petista, que é o presidente eleito mais velho da história do Brasil, vai governar o país pela quarta vez. Entre os principais desafios: fazer a economia crescer A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou forte reação no mercado financeiro, com ações da XP, do BTG Pactual e do Banco do Brasil registrando perdas expressivas. A queda do Ibovespa superou 16% na abertura, levando a B3 a acionar o circuit breaker e interromper as negociações. No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que gosta de Lula, mas questionou a legitimidade da eleição brasileira e sugeriu fraude, sem apresentar provas. A declaração adiciona tensão às relações entre Brasília e Washington, em um momento de incertezas políticas e econômicas. Para 2027, o próximo governo terá de lidar com o avanço da dívida pública, juros elevados, desaceleração do crescimento e endividamento das famílias, buscando equilibrar as contas públicas, estimular investimentos e preservar o poder de compra da população. P12
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Lula
Presidente venceu nas cidades em vermelho
Flávio
Itu Pirapora do Bom Jesus
Araçariguama
Cajamar
Santana de Parnaíba
Barueri
Itapevi
São Roque
Vargem Grande Paulista
Cotia
Ibiúna
Osasco Carapicuíba Jandira
Candidato ganhou nas cidades em azul
• OESTE GRANDE SP
• RESÍDUOS
Usina de lixo de Barueri prevê testes no fim deste ano P7
Flávio venceu • PROJETO na maioria das cidades da região, mas Lula somou Inclusão de parada em mais votos Barueri no Trem De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral Intercidades (TSE), Flávio Bolsonaro vendepende de ceu em 8 das 14 cidades do Consórcio Intermunicipal da definição do Região Oeste Metropolitana de SP (Cioeste). Mas, Lula obteve Estado P6 o maior número de votos somados, com destaque para virada no município de Osasco, onde perdeu no 1º turno. P14
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SEXTA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2026
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Parem as roletas!!!
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Opinião Discussões infrutíferas
HERÓDOTO BARBEIRO
RICARDO VIVEIROS
Heródoto Barbeiro, professor e jornalista, é âncora do Jornal Novabrasil, colunista do R7, do Podcast. Apresentou o Roda Viva na TV Cultura, Jornal da CBN e Podcast NEH. Tem livros nas áreas de Jornalismo, História, Midia Training e Budismo. Grande prêmio Ayrton Senna, Líbero Badaró, Unesco, APCA, Comunique-se. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB. Palestras e midia training. Canal no Youtube “Por Dentro da Máquina”. www.herodoto.com.br.
Ricardo Viveiros é jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite. Apresenta pela TV Cultura, aos domingos, às 10h30, o programa “Brasil, mostra a tua cara!”
O presidente da República proíbe os jogos de azar no Brasil. Mais uma vez surge um tema que coloca o presidente de um lado e parte do empresariado de outro. Estes alegam que investem muito dinheiro nos jogos, que não há segurança jurídica e que as pessoas vão passar a jogar em cassinos ilegais. Citam com frequência o velho jogo de bicho, forma que resistiu por muitas décadas, apesar da repressão policial. Alimenta o crime organizado, times de futebol e escolas de samba. As casas de apostas clandestinas todos sabem onde se encontram, mas a policia não tem o mapa da cidade e não consegue prender os bicheiros. A não ser quando há um escândalo ou o tema passa a fazer parte da campanha para a presidência da República. Os “marqueteiros” do governo avaliam que tipo de impacto uma proibição dos jogos de azar pode provocar tanto na campanha política como na imagem do Executivo frente à população. O s defensores do banimento dos jogos não se lembram que loterias, como a
Loteria Federal, também são jogos de azar. Ah, mas aí é para uma boa causa – destinar parte dos recursos para obras sociais que ninguém vê! Só que a própria Caixa Econômica Federal não se sente confortável para divulgar quanto arrecada e quanto o ganhador leva se tiver o bilhete premiado. O presidente do Brasil é pressionado pelos que entendem que o jogo é uma questão social, uma vez que quem mais desvia dinheiro do orçamento doméstico para as apostas é a classe social dos pobres. Estes costumam dormir e sonhar que no dia seguinte acordarão milionários. Monta-se no Brasil um verdadeiro ralo que absorve a renda dos mais pobres e é responsável por uma parte da miséria que assola o país. Tem que parar, custe o que custar, dependa ou não de apoio do Congresso Nacional. Em tempo: o lobby lá é intenso, rico, e suas excelências são fotografadas em festas regadas a champagne, whisky, charutos cubanos e… hã… modelos. A religião está contra os jogos no Brasil. A Igreja Católica faz pressão pela supres-
são dos cassinos instalados em instâncias turísticas. Os mais famosos estão na capital da República. O vencedor da eleição presidencial não se posicionou sobre o assunto. Ficou na moita. Isso é pauta da oposição. Para surpresa geral, depois de três meses no cargo, o presidente Eurico Gaspar Dutra assina um decreto que proíbe os cassinos e jogos de azar. O ano de 1946 é o marco do fim dos jogos no Brasil. A gritaria é geral de empresários, governadores e prefeitos. Alguns alegam que sempre cumpriram a lei, recolhem impostos, atraem turistas estrangeiros no Brasil, verdadeiros mecenas das artes e de espetáculos com artistas tupiniquins e internacionais. Políticos gritam que seus estados e suas prefeituras perderão arrecadação e, por isso, vai piorar ainda mais a precária prestação de serviços à população. Nos bastidores, dizem os jornalistas, a influência decisiva para acabar com a jogatina foi da primeira-dama, Dona Santinha. Resta apenas ouvir o tango cantado por Nelson Gonçalves: Vermelho 27!!!
Quando eu era menino, meus pais nunca brigavam comigo e meu irmão. Eles preferiam conversar, evitando discussões vazias e dando exemplos que nos faziam refletir. Uma vez, diante da discussão com um coleguinha de escola, muito teimoso, depois que o garoto se foi, minha mãe contou uma fábula passada no reino da floresta. O burro disse ao tigre: – A grama é azul. O tigre respondeu: – Não, a grama é verde. O debate aqueceu, e os dois decidiram submetê-lo ao juízo do rei, o leão. O burro se adiantou e disse: – Sua Alteza, não é verdade que a grama é azul? O leão respondeu: – Certo, a grama é azul. O burro, já animado pelo veredicto real, continuou: – O tigre discorda e me contradiz, me irrita, sendo assim Vossa Majestade deve castigá-lo! O rei então sentenciou: – O tigre será punido com seis meses de silêncio. O burro deu um salto e seguiu seu caminho, todo contente e repetindo: – A grama é azul! A grama é azul! A grama é azul! O tigre respeitosamente aceitou a punição, mas tomou a liberdade de questionar o leão:
– Vossa Majestade, por que me castigou? Afinal, sabemos que a grama é verde. O leão respondeu: – Sim, a grama é verde. O tigre insistiu: – Então, por que Vossa Majestade me pune injustamente? O leão respondeu: – Isso não tem nada a ver com o debate se a grama é azul ou verde. O castigo acontece porque não é possível que uma criatura corajosa e inteligente como você perca tempo discutindo com um burro; e ainda por cima venha me incomodar com uma questão idiota! Minha mãe tinha razão, e deixou claro que eu nunca deveria perder tempo com discussões que não fazem sentido. Jamais voltei a debater sobre qualquer assunto com quem não tem a menor ideia do que está dizendo. Melhor deixá-lo em seu próprio mundo irreal. A moral da fábula traz a verdade: é perda de tempo discutir com o tolo ou fanático, que está distante da verdade e teima na falsa vitória de suas crenças e ilusões. Há pessoas ao seu redor que precisam apenas de mais informações, da sua ajuda. Procure orientar essas pessoas sempre que possível, mas fuja das teimosas que não sabem o que dizem. Lute apenas pelas causas boas e inteligentes.
Após as urnas, os desafios do Brasil Encerrado o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o Brasil inicia uma nova etapa de sua trajetória política. O resultado das urnas representa a escolha democrática da população e traz consigo expectativas, responsabilidades e desafios que vão muito além da disputa eleitoral. Cabe ao presidente eleito governar para todos os brasileiros, respeitando as instituições, a Constituição e a diversidade de opiniões que caracteriza a sociedade. Independentemente das preferências políticas, o país precisa avançar em questões essenciais, como economia, saúde, educação, segurança, emprego e redução das desigualdades sociais, entre outros desafios. O fim da campanha deve abrir espaço para o diálogo, a responsabilidade e o compromisso com o interesse público. À oposição cabe fiscalizar e apresentar alternativas; ao governo, transformar promessas em ações concretas; e à sociedade, acompanhar e cobrar os resultados. A vitória nas urnas não encerra os desafios nacionais, assim como a derrota não elimina o direito de participar da vida democrática. O Brasil precisa superar divisões e concentrar esforços na construção de soluções que beneficiem a população. As urnas escolheram o presidente. Agora, cabe ao novo governo demonstrar, por meio de suas ações, compromisso com o país e com todos os brasileiros. Afinal, a democracia não termina com o voto: é a partir dele que começa a responsabilidade de governar. Boa leitura! Gláucia Arboleya Editora
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Cidades PROJETO BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Trem Intercidades: inclusão de parada em Barueri depende de definição do Estado Deputado federal eleito Igor Soares disse que estação Antônio João será considerada na modelagem do projeto; ligação com Alphaville por VLT ainda depende de estudos ses encaminhamentos e cobrar clareza sobre as próximas etapas”, completou. VLT até Alphaville ainda depende de estudos Uma das alternativas discutidas para conectar Alphaville à Estação Antônio João é a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A proposta
O projeto fará a ligação, por linha férrea, entre a capital, Região Metropolitana de São Paulo e o município de Sorocaba
interferências urbanas, os custos de implantação e operação e a integração com os demais transportes. Defendo que essa avaliação avance com seriedade e transparência. Nosso objetivo é buscar uma solução que seja viável e melhore efetivamente o deslocamento da população”, disse. O deputado eleito também defendeu que a importância econômica de Barueri e o fluxo diário de trabalhadores da região sejam considerados na avaliação do projeto. Questionado sobre os motivos pelos quais a parada não fazia parte da configuração original, Igor afirmou que a justificativa deve ser apresentada pela equipe responsável pela modelagem estadual. “A justificativa específica precisa ser apresentada pela equipe responsável pela modelagem do Estado. Um serviço intercidades envolve escolhas sobre localização das estações, tempo de viagem, demanda e integração com a rede existente”, declarou.
com Alphaville. Entretanto, entendemos que seu potencial de benefício para os moradores e trabalhadores da região seria consideravelmente ampliado com uma ligação eficiente de transporte coletivo”, afirmou Paulo Cunha, presidente da entidade. Para a associação, a integração deve considerar fatores como frequência, capacidade de atendimento, acessibilidade e facilidade de utilização. A ARAT também vê com interesse a possibilidade de implantação de um VLT, desde que a proposta seja submetida a estudos de viabilidade técnica, demanda, custos e impactos urbanos. Cunha avalia que a conexão ferroviária pode contribuir para reduzir a dependência do automóvel nos deslocamentos diários, mas ressalta que o resultado dependerá das características do sistema e da qualidade da integração com outros meios de transporte. “Para Alphaville, os benefícios podem ir além da redução dos tempos de deslocamento, incluindo maior previsibilidade nas viagens, novas alterna-
lização formal sobre a análise da parada em Antônio João e os encaminhamentos para a ligação com Alphaville. “Também pretendo acompanhar os documentos da modelagem e do futuro edital, cobrar uma avaliação específica para essa conexão e manter a população informada sobre os avanços e as pendências”, disse. O deputado eleito também demonstrou preocupação com os adiamentos do cronograma do TIC, cujo edital foi postergado para 2027. Segundo ele, é necessário que o Estado apresente informações claras sobre as próximas etapas. A reportagem procurou o Governo do Estado para comentar a possível inclusão da Estação Antônio João no projeto e a proposta de ligação com Alphaville, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
SOROCABA BARUERI
OSASCO
ALUMÍNIO ITAPEVI MAIRINQUE
CARAPICUÍBA JANDIRA
SÃO ROQUE
SÃO PAULO TABOÃO DA SERRA
busca facilitar o acesso de moradores e trabalhadores da região ao Trem Intercidades, ampliando a integração entre os diferentes modais de transporte. Para Igor, a conexão precisa ser pensada a partir do deslocamento completo do passageiro. “Para quem trabalha ou precisa chegar a Alphaville, é fundamental ter uma conexão eficiente a partir da estação”, afirmou. Ele explicou que a proposta de VLT ainda está em fase de discussão e depende de estudos sobre traçado, demanda, custos e modelo de implantação. “A ligação ainda depende de avaliações técnicas e econômicas. É preciso dimensionar a demanda, analisar o trajeto, as
EMBU
ARAT defende integração eficiente com Alphaville A Associação dos Residenciais de Alphaville e Tamboré (ARAT) avalia positivamente a possibilidade de ampliação das alternativas de transporte regional, mas considera que o acesso à futura estação precisa ser planejado para atender às necessidades de moradores e trabalhadores de Alphaville. “A estação em Barueri já seria um avanço para a mobilidade regional, independentemente de uma conexão direta
tivas ao tr ansporte individual e melhor integração com outras cidades. É um projeto que merece atenção e acompanhamento por parte de toda a sociedade”, destacou. Próximos passos Igor Soares afirmou que pretende solicitar uma nova agenda com a Secretaria de Parcerias em Investimentos para obter uma atua-
Fonte: Secretaria de Parcerias em Investimentos do Governo de SP
A inclusão de uma parada do Trem Intercidades (TIC) Eixo Oeste em Barueri ainda depende de uma definição formal do Governo do Estado. Em setembro, lideranças da região se reuniram com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, para reivindicar a inclusão da cidade no projeto, que fará a ligação ferroviária entre a capital paulista, a Região Metropolitana de São Paulo e Sorocaba. A proposta é utilizar a Estação Antônio João como ponto de integração com a Linha 8-Diamante e os ônibus metropolitanos, além de viabilizar uma futura conexão com Alphaville. Apesar da sinalização para que a parada seja considerada na modelagem do empreendimento, a inclusão ainda não foi oficialmente confirmada. A reivindicação foi apresentada pelo ex-prefeito de Itapevi e deputado federal eleito Igor Soares, ao lado do prefeito de Barueri, Beto Piteri, e do ex-prefeito Rubens Furlan. A configuração apresentada anteriormente não previa uma parada do serviço em Barueri. “A motivação para este pedido foi defender uma necessidade de toda a nossa região. Barueri e Alphaville concentram empregos, empresas e serviços que atraem diariamente trabalhadores de diversas cidades. Precisamos aproveitar um investimento dessa dimensão para melhorar também a mobilidade dessas pessoas”, afirmou Igor à Folha de Alphaville. Segundo ele, houve uma sinalização para que a parada em Barueri seja considerada na modelagem do projeto. No entanto, ainda é necessário transformar esse encaminhamento em uma definição formal. “O principal avanço foi colocar essa demanda diretamente na discussão com o Governo do Estado e obter a sinalização de que Antônio João será considerada na modelagem do projeto. Foi um passo importante. Agora, precisamos transformar essa sinalização em uma definição formal nos documentos do empreendimento. A ligação com Alphaville também foi apresentada, mas depende de avaliação técnica e de viabilidade. Nosso trabalho será acompanhar es-
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Cidades RESÍDUOS SÓLIDOS
ANIVERSÁRIO
BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Santana de Parnaíba celebra 446 anos com show gratuito e queima de fogos
Usina de lixo de Barueri chega a 88% das obras e prevê testes no fim deste ano
No dia 13 de novembro, Santana de Parnaíba promove um evento para comemorar seus 446 anos com uma programação na Barragem Edgard de Souza (Estrada dos Romeiros, km 40,5). A celebração terá show gratuito do cantor Alexandre Pires, com abertura dos portões a partir das 18h. O cantor ficou nacionalmente conhecido como vocalista do grupo Só Pra Contrariar (SPC), um dos maiores fenômenos do pagode dos anos 90.
Controlado pela Orizon, operação comercial deve começar no primeiro semestre de 2027 ainda sistemas de tratamento dos gases resultantes do processo e controle das emissões atmosféricas. Resíduos da região A URE faz parte de uma parceria público-privada firmada com o município de Barueri para o manejo de resíduos sólidos por um período de 30 anos. A estrutura financeira do projeto prevê remuneração pelo tratamento dos resíduos e receitas provenientes da venda da eletricidade produzida. Atualmente, os resíduos sólidos urbanos de Barueri são destinados a um aterro localizado em Santana de Parnaíba. Com a entrada da URE em funcionamento, o material previsto para recuperação energética passará a ser processado na nova planta. Segundo informações do projeto, a recuperação energética será feita após a separação de materiais recicláveis. De acordo com a documentação da Orizon, a previsão é que a coleta seletiva e a triagem realizada pela cooperativa de Barueri continuem integrando o fluxo de tratamento antes da destinação final dos resíduos.
CRÉDITO: FELIPE BARROS
A Unidade de Recuperação meira usina Waste-to-Energy Energética (URE) de Barueri, da América Latina e represenque transformará resíduos só- ta um marco para a gestão de lidos urbanos em energia elé- resíduos e para a recuperação trica, atingiu 88% de avanço energética no Brasil. A tecnonas obras civis e na instalação logia, amplamente utilizada dos equipamentos. Segundo internacionalmente, permite informações fornecidas pela transformar a fração não reassessoria de comunicação, ciclável dos resíduos sólidos os testes estão previstos para urbanos em energia renováo fim deste ano, enquanto o vel”, informou a assessoria de início da operação comercial comunicação da Orizon. é esperado para o primeiro semestre de 2027. Como funciona Controlado pela Orizon, o A tecnologia utiliza o trataempreendimento está sendo mento térmico da parcela não implantado em Barueri, no reciclável dos resíduos para bairro Aldeia, e terá capacidade para receber até 870 toneladas A unidade terá capacidade de resíduos sólidos por dia, para processar 870 toneladas aproximadade resíduos por dia e gerar mente 300 mil energia suficiente para toneladas por abastecer mais de 75 mil ano, com potência instalada de residências 20 megawatts (MW). Além de Barueri, a unidade deverá receber resíduos gerar eletricidade. Na prática, de outras cidades, como San- o material é submetido à comtana de Parnaíba e Carapicuí- bustão em alta temperatura. ba. A geração de energia pre- O calor aquece uma caldeira e vista equivale ao consumo de produz vapor, que movimenta mais de 75 mil residências. uma turbina ligada ao gerador “A URE Barueri será a pri- de energia. O projeto prevê
De acordo com vídeo publicado pelo prefeito da cidade, Elvis Cezar, a programação também prevê uma queima de fogos à meia-noite, marcando a chegada do aniversário oficial do município, no dia 14. A festa deve reunir moradores e visitantes para celebrar a história e as tradições da cidade. A entrada é gratuita, e a organização convida o público a contribuir com a doação de 1 kg de alimento não perecível, destinado a quem mais precisa.
| ANIVERSÁRIO. Cidade celebra 446 anos no dia 14
SANEAMENTO
FOTO: DIVULGAÇÃO
Alphaville será beneficiada por novas obras de coleta e tratamento de esgoto em Santana de Parnaíba
| PROJETO. URE Barueri é a primeira Unidade de Recuperação Energética (Waste-to-Energy) da América Latina
Alphaville está entre as áreas de Santana de Parnaíba que serão beneficiadas por novas obras de coleta e tratamento de esgoto. O prefeito Elvis Cezar anunciou a assinatura do contrato para a execução das intervenções nas redes sociais recentemente, que também contemplarão bairros da região central até o Jardim Isaura. Segundo o prefeito, as obras fazem parte de um conjunto de investimentos voltados à ampliação do saneamento básico no município. “Com
essas obras, em breve chegaremos a 90% do esgoto coletado e tratado em nossa cidade”, afirmou Elvis Cezar em publicação nas redes sociais. De acordo com o anúncio, a iniciativa busca ampliar a cobertura da rede de esgotamento sanitário, contribuindo para a saúde pública, a qualidade de vida dos moradores e a preservação ambiental. Até o momento, não foram detalhados o cronograma de execução nem a previsão de conclusão dos trabalhos.
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Cidades CASTELLO BRANCO BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Obra no trevo de Alphaville chega a 82%, com conclusão prevista para novembro
Obras no acesso à Rua Bahia foram prolongadas após o colapso de uma rede de drenagem subterrânea no km 23 da Castello Branco dade da ocorrência e da profundidade da área afetada, foi necessária a adoção de soluções específicas de engenharia, incluindo a execução de estruturas de contenção para garantir a estabilidade do terreno e a segurança dos colaboradores e motoristas durante os trabalhos”, informou.
trutura e a segurança viária no local”, acrescentou a concessionária. Entenda o caso A interdição da alça de
acesso do km 23 da Rodovia Castello Branco, no sentido capital, aconteceu em dezembro de 2025, após o afundamento do pavimento provocado pelas fortes chu-
vas que atingiram a região de Alphaville. O problema levou à abertura de uma cratera na pista leste e ao bloqueio total do trecho por questões de segurança.
Interdição da alça de acesso do km 23 da Castello Branco, no sentido capital, aconteceu em dezembro de 2025 Ainda segundo a empresa, as condições encontradas no local exigiram investigações complementares e medidas preventivas de segurança, além da reconstrução da área comprometida, fatores que contribuíram para o prolongamento do cronograma. “A previsão de conclusão das obras e de liberação integral do acesso é novembro de 2026. A ViaOeste reforça que os serviços seguem como prioridade, respeitando os critérios técnicos e de segurança necessários para garantir a recuperação definitiva da es-
FOTO: DIVULGAÇÃO/VIAOESTE
A conclusão do Trevo de Alphaville, em Barueri, está prevista para novembro de 2026. Segundo atualização da ViaOeste, concessionária responsável pelas intervenções, as obras no acesso de saída do km 23 da Rodovia Castello Branco, que liga à Rua Bahia, em direção à Aldeinha e Alphaville, estão com 82% de execução. Anteriormente, a previsão era que a obra fosse concluída em agosto deste ano. A intervenção começou após o afundamento do pavimento em dezembro de 2025. De acordo com a concessionária, neste momento, as equipes estão concentradas na recomposição da estrutura de contenção do trecho afetado. Após essa etapa, serão realizados os serviços de reconstrução do pavimento, implantação da sinalização, adequações na iluminação e instalação dos dispositivos de segurança viária necessários para a liberação definitiva do acesso. Em nota à reportagem, a ViaOeste explicou que a complexidade dos trabalhos exigiu soluções específicas de engenharia. “Durante as avaliações técnicas, foi identificado o colapso de uma rede de drenagem subterrânea existente no local, possivelmente implantada desde a construção original da rodovia. Diante da complexi-
| STATUS. Segundo a ViaOeste, equipes estão concentradas na recomposição da estrutura de contenção
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m plena revolução tação de pilotos de aeronaves cia situacional não deve ficar POLÍCIA 720º: o programa de digital, também não tripuladas, formados pelo restrita às esferas gerenciais. denominada por CAvPM, possibilitando uma O drone pode transformar um policiamento com drones e seu Eric Hobsbawm análise de cenário em 720º e ponto de estacionamento em a “Era das uma avaliação de terreno mais um ponto de ação, permitinimpacto na segurança pública Incertezas”,como o uso da tecnolo- completa antes da intervenção do que o patrulheiro observe gia é essencial à prestação de policial. A gestão das imagens ruas e arredores, identifique contemporânea serviços públicos e privados. pelo comandante de batalhão condutas suspeitas e, diante
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“O desafio é ampliar a formação de pilotos e a aquisição de equipamentos”
EDUARDO MOSNA XAVIER Tenente Coronel da PMESP, doutor em Ciências Policiais pelo CAES e em Educação pela USP
Softwares e hardwares ampliam a eficácia, a eficiência, o planejamento e o controle institucional, permitindo que as evidências sejam acessadas, organizadas e armazenadas. Nas atividades policiais, câmeras corporais, terminais portáteis de dados e o Muralha Paulista aumentam a efetividade do serviço, a legitimidade das ações e a consciência situacional. Nesse contexto, emerge o Programa de Policiamento com Drones, iniciativa da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), implementada a partir de 2025. O programa prevê a habili-
também favorece a preservação da cadeia de custódia e a utilização das evidências tanto para fins probatórios quanto para divulgações midiáticas. São inúmeras as vantagens do drone policial: reduzir a exposição dos policiais em perímetros críticos, monitorar locais de difícil acesso, antecipar riscos, ampliar a leitura territorial e otimizar o emprego do efetivo e das viaturas. Seu uso potencializa o planejamento operacional e a segurança das equipes. O próximo passo é incorporar essa tecnologia até o nível da unidade de serviço. A consciên-
de fundadas razões, avalie a necessidade de intervenção policial imediata. O desafio é ampliar a formação de pilotos e a aquisição de equipamentos para alcançar as mais de 5 mil unidades de serviço que protegem 45 milhões de paulistas nos 645 municípios. EAD, descentralização dos centros de formação e equipamentos com custo-benefício adequado constituem o tripé para essa expansão. O futuro exige inovação, planejamento e capacidade de adaptação. É hora de avançarmos rumo a um verdadeiro policiamento 720º!
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Cidades MOBILIDADE
notas rápidas
BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Ciclovia em Alphaville deve ser finalizada no próximo mês Trecho de aproximadamente seis quilômetros está na fase final, com serviços de pintura e demarcação pendentes Conexão com outros bairros A nova ligação deverá facilitar o deslocamento de ciclistas entre diferentes regiões de Barueri. Com a integração aos trechos existentes, será possível circular de bicicleta desde o Jardim Paulista, passando pela Estação Antônio João, na Aldeia, até o Parque da Juventude Rubens Furlan Júnior, conhecido como Rubinho, no bairro Chácaras Marco.
também informou que estuda a implantação de novas ligações cicloviárias na cidade. Entre elas estão um trecho entre a Estação Antônio João, na Aldeia, e a região central, pela Rua José Maria Balieiro, com aproximadamente 2,3 quilômetros. Há ainda estudos para conectar a região do Complexo
Esportivo do Jardim Silveira à Estação Barueri, no Centro, e para criar uma ligação entre a Ponte Akira Hashimoto e a avenida Piracema, no limite com Carapicuíba. Até o momento, a administração municipal não informou um cronograma de execução para esses projetos.
Barueri soma atualmente 25,5 quilômetros de extensão em rotas cicláveis Segundo dados fornecidos pela prefeitura à reportagem, Barueri soma atualmente 25,5 quilômetros de extensão em rotas cicláveis, cálculo feito com base em trajetos de bicicleta disponíveis no Google Maps. Novos trechos em estudo A administração municipal
FOTO: FOLHA DE ALPHAVILLE
A construção de uma nova ciclovia na Via Parque, em Alphaville, está na fase final e tem previsão de conclusão para novembro de 2026. Foi o que informou a Prefeitura de Barueri à reportagem. A estrutura terá cerca de seis quilômetros de extensão e ligará a região da Aldeia de Barueri ao Parque Ecológico Tietê-Barueri, em Alphaville, na divisa com Santana de Parnaíba. De acordo com a gestão, ainda faltam ser realizados os serviços de pintura e a demarcação do percurso. O cronograma inicial previa a entrega em outubro, mas a conclusão foi postergada para novembro. A obra, que começou em maio, tem como objetivo ampliar as opções de deslocamento por bicicleta e conectar trechos já existentes da malha cicloviária do município. O trajeto parte das proximidades da Ponte Akira Hashimoto, na Aldeia, e segue pela Via Parque até a região do Parque Ecológico. De acordo com a Prefeitura, a maior parte do percurso contará com pistas bidirecionais e faixas individuais, sinalizadas com pintura vermelha.
Fieb Alphaville passa por reforma geral com previsão de entrega em junho de 2027, afirma Prefeitura de Barueri
FOTO: FELIPE BARROS
Barueri ocupa a 7ª posição entre os municípios mais seguros do Brasil com população entre 200 mil e 500 mil habitantes, segundo Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil, elaborado pela MySide e divulgado recentemente. A cidade, que atingiu uma nota de 5,8, ficou atrás de locais, como Indaiatuba e Americana. Blumenau, em Santa Catarina, angariou o primeiro lugar no levantamento. O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil considera indicadores de violência letal para comparar municípios de diferentes regiões do país. A metodologia utiliza dados oficiais do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes. O resultado também coloca Barueri em destaque entre os municípios da Região Metropolitana de São Paulo com população nessa mesma faixa.
OBJETIVO. Obra vai ampliar as opções de deslocamento por bicicleta
EM OBRAS
| FIEB. Edifício tem 15.791 m2 de área construída
Barueri aparece entre as cidades mais seguras do Brasil
A Prefeitura de Barueri realiza uma reforma geral no prédio da FiebTech Prof.ª Maria Theodora Pedreira de Freitas, em Alphaville (Avenida Andrômeda, 500). Conforme informado pela gestão, as intervenções abrangem os cinco pavimentos do imóvel, e a previsão de conclusão dos trabalhos é junho de 2027. De acordo com a administração municipal, a obra é conduzida pela Secretaria de Obras e integra o programa de padronização e modernização das unidades educacionais da cidade. O edifício possui 15.791 metros quadrados de área construída, em um terreno de 12.105 metros quadrados. “A iniciativa tem como objetivo proporcionar melhores condições de ensino e mais segurança para alunos, funcionários, educadores e toda a comunidade escolar”, informou a prefeitura em nota.”
Reforma A reforma realizada pela gestão contempla serviços de estabilização do terreno, drenagem, impermeabilização e correção de erosões, além de intervenções na cobertura e na escada hidráulica existente. Também estão previstos reparos na pavimentação do estacionamento, revisão das estruturas metálicas, adequações em pisos, revestimentos, portas e caixilhos, além da atualização das instalações elétricas e hidráulicas. O projeto inclui, ainda, a pintura das áreas internas e externas. Durante o período das obras, a unidade continuará funcionando normalmente. Segundo a prefeitura, a reforma faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da infraestrutura educacional de Barueri, que inclui intervenções em outras unidades da rede municipal de ensino.
Santana de Parnaíba prepara plano de contingência para período de chuvas A Coordenadoria de Defesa Civil de Santana de Parnaíba reuniu representantes das secretarias para organizar um plano de contingência voltado à prevenção de riscos durante o período de chuvas de verão e à adaptação às mudanças climáticas. Segundo informações divulgadas pela administração municial, entre as medidas discutidas estão o mapeamento de áreas de risco, orientações aos gestores escolares, monitoramento da umidade relativa do ar e acompanhamento de árvores.
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Política CENÁRIO GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Ações de bancos “derretem” após reeleição de Lula; Trump questiona eleição e economia enfrenta desafios em 2027 Declaração de Trump, que disse gostar de Lula, mas levantou suspeitas sem apresentar provas sobre a votação, amplia as incertezas políticas; mercado financeiro também acompanha os desafios fiscais e a projeção da desaceleração econômica As ações de instituições financeiras brasileiras registraram fortes quedas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo dados coletados pela reportagem, os papéis da XP chegaram a cair mais de 47%, enquanto os do BTG Pactual recuaram mais de 37% e os do Banco do Brasil perderam mais de 31%. O movimento levou a B3 a acionar o mecanismo de circuit breaker, após o Ibovespa recuar mais de 16% na abertura. A interrupção temporária das negociações ocorreu em meio às incertezas dos investidores sobre a política econômica e o cenário de risco no país. A repercussão eleitoral também ganhou dimensão internacional em 26 de outubro, um dia após a votação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que gosta de Lula, mas questionou a legitimidade do pleito brasileiro. “Eu gosto do Lula, me dou bem com ele, mas as eleições parecem ter sido fraudadas”, declarou Trump. Ele não apresentou evidências para sustentar a suspeita. De acordo com publicações, o governo norte-americano havia preparado um comunicado de felicitação pela eleição brasileira, mas adiou sua divulgação após o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), questionar o resultado e pedir a anulação do pleito. Trump A declaração de Trump acrescenta tensão às relações entre Brasília e Washington, já marcadas por disputas comerciais, tarifas sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades do país. O cenário internacional se soma às preocupações com a política fiscal e as perspectivas econômicas para o próximo mandato. Contas públicas e juros A partir de 2027, o Brasil deverá enfrentar crescimento mais lento, endividamento público elevado e pressão sobre o orçamento das famílias. O próximo governo terá de equilibrar as contas públicas sem comprometer os investimentos e o consumo.
A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Banco Central. O indicador inclui as dívidas dos governos federal, estaduais e municipais, além da Previdência. O aumento do endividamento pode elevar a percepção de risco fiscal e dificultar a redução dos juros. Com crédito mais caro, empresas tendem a adiar investimentos e consumidores enfrentam mais dificuldades para financiar compras. A definição de um plano fiscal para estabilizar a dívida será uma das prioridades do próximo governo. Entre as medidas em debate estão a revisão de despesas obrigatórias e de benefícios tributários, iniciativas que enfrentam obstáculos políticos e sociais.
endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do percentual elevado, o indicador registrou a primeira queda do ano. A renegociação de débitos pode aliviar a situação no curto prazo, mas a redução sustentável do endividamento depende de juros menores, inflação controlada e melhora da renda. Para os bancos, a dificuldade dos clientes em pagar empréstimos pode elevar a inadimplência e as provisões para perdas com crédito.
Crescimento econômico As projeções reunidas pelo Boletim Focus, do Banco Central, indicavam crescimento de 1,83% em 2026 e de 1,32% em 2027. Entre os fatores que podem limitar a atividade estão os juros elevados, a redução dos estímulos fiscais e possíveis impactos do El Niño sobre a agropecuária. Uma expansão mais lenta pode reduzir o ritmo de contratações, limitar os ganhos de renda e dificultar a recuperação do consumo. Por outro lado, a melhora das contas públicas poderia abrir espaço para a redução dos juros e estimular investimentos. O desempenho econômico também afeta o setor bancário. A demanda por crédito, a inadimplência e os custos de financiamento influenciam os resultados das instituições e as expectativas dos investidores em relação às ações.
Papéis da XP, do BTG Pactual e do Banco do Brasil registraram fortes perdas após o resultado eleitoral
Endividamento A pressão sobre o orçamento doméstico é outro desafio. Embora o poder de compra tenha melhorado em relação a 2022, levantamento citado pela BBC News Brasil indica que ele ainda não havia recuperado o nível anterior à pandemia. Em setembro, 81,7% das famílias brasileiras estavam
Mercado A reação dos investidores à reeleição de Lula ocorre em meio a dúvidas sobre a política econômica, a trajetória da dívida pública e as relações internacionais.
SITUAÇÃO
ECONÔMICA R$ 11,1 trilhões
dívida bruta do governo geral em agosto.
82,9% do PIB
proporção da dívida pública em relação ao PIB.
1,83% crescimento econômico projetado para 2026.
0,51 ponto percentual redução projetada na taxa de crescimento entre 2026 e 2027.
81,7% percentual de famílias brasileiras endividadas em setembro.
1,32%
crescimento econômico projetado para 2027.
27,9%
queda relativa na taxa de crescimento projetada.
Mais de
8 em cada 10
famílias endividadas.
FONTES: BANCO CENTRAL DO BRASIL, BOLETIM FOCUS E CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO (CNC),CONFORMEO TEXTO-BASE.
PROJEÇÃO A declaração de Trump adiciona um componente diplomático a um cenário que já envolve desafios fiscais e perspectivas de desaceleração. A evolução das ações dependerá das decisões do governo, da condução das políticas fiscal e monetária, das condições internacionais e dos resultados de cada instituição financeira. Equilíbrio fiscal Em 2027, o desafio será combinar equilíbrio fiscal, estímulo ao crescimento e preservação do poder de compra. O avanço dessas medidas deverá influenciar a confiança dos investidores, as condições de crédito e a renda da população.
Economia mundial também desacelera, aponta Unctad Para a economia global, a Unctad projeta expansão de 2,6% em 2026, abaixo dos 2,9% registrados em 2025. Em 2027, o crescimento mundial deve chegar a 2,7%. O relatório destaca que a alta dos preços da energia, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, pressiona a inflação e dificulta a redução dos juros em diferentes países. Como consequência, o financiamento do consumo e dos investimentos permanece mais caro. Os investimentos em inteligência artificial ajudam a sustentar a atividade global, espe-
cialmente nas economias que concentram o desenvolvimento tecnológico. Os benefícios, porém, estão distribuídos de forma desigual entre os países. Apesar dos obstáculos, o comércio mundial de bens e serviços deve avançar cerca de 4% em 2026, em termos reais, segundo a entidade. As projeções indicam que o Brasil continuará crescendo, mas em ritmo menor. O desempenho dos próximos anos dependerá, entre outros fatores, da evolução da inflação, das condições de crédito, dos investimentos e do cenário econômico internacional.
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Política REGIÃO GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Flávio Bolsonaro ganhou em 8 das 14 cidades do CIOESTE, mas Lula teve mais votos Resultado do segundo turno mostra força do candidato do PL na região Oeste da Grande São Paulo, apesar da vitória nacional de Lula, que conseguiu reverter a desvantagem do primeiro turno Flávio Bolsonaro (PL) ganhou em oito das 14 cidades do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último dia 25, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar do desempenho regional, o senador foi derrotado nacionalmente por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conquistou seu quarto mandato como presidente da República após uma virada em relação ao primeiro turno. Lula recebeu 64.256.232 votos em todo o país, o equivalente a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos. Divisão regional O resultado regional evidencia a divisão do eleitorado na região Oeste da Grande São Paulo. Enquanto Flávio manteve a preferência em municípios importantes, Lula obteve maior número de votos, apesar de ter vencido em me-
nos municípios do Consórcio: seis, incluindo Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco e Pirapora do Bom Jesus e reverteu resultados desfavoráveis do primeiro turno. Onde Flávio venceu Entre os municípios em que Flávio Bolsonaro venceu estão Araçariguama, Barueri, Cajamar, Ibiúna, Itu, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Em Barueri, a disputa foi apertada. O candidato do PL recebeu 50,70% dos votos válidos, com 116.085 votos, contra 49,30% de Lula, que obteve 113.763 votos. A diferença foi de pouco mais de 2,3 mil votos. A maior vantagem proporcional de Flávio entre as cidades listadas ocorreu em Ibiúna, onde alcançou 65,01% dos votos, com 30.818 registros. Em Itu, o candidato também teve um desempenho expressivo, com 62,80% e 60.865 votos. Somados, os votos recebidos por Flávio nos oito municípios chegaram a 335.178, conforme os dados levantados para o infográfico. Já Lula teve 540 mil votos, uma diferença de quase 205 mil votos a mais,
ALEX AGOSTINI Alex Agostini é economista-chefe da Austin Rating – Agência de Classificação de Risco de Crédito
O Brasil está prestes a iniciar o governo “Lula 4.0”, que comandará o país no período de 2027 a 2030. Não será um mandato fácil. Além das condições climáticas adversas e ambiente externo um tanto volátil, internamente o desafio passa pela redução do conflito entre Legislativo e Judiciário, bem como colocar as contas fiscais em ordem, equilibrar o diálogo comercial com os EUA e China, e conseguir reduzir os níveis de endividamento das famílias e empresas para evitar que a economia entre em um espiral recessivo, como ocorreu em 2015 e 2016. O governo “Lula 4.0” assumirá com uma economia em desaceleração, taxa de juros e inflação ainda fora do eixo dos níveis civilizados e, principalmente, com uma bomba fiscal
Lula
540.014
6 municípios
Carapicuíba Cotia Itapevi Jandira
55,41% 51,20%
56,64% 52,50%
Osasco
52,36%
Pirapora do B. Jesus
54,38%
Araçariguama
57,09%
Barueri
50,70%
Cajamar
51,57%
Ibiúna
65,01%
Itu
62,80%
S. de Parnaíba
55,32%
São Roque
55,50%
V. G. Paulista
54,40%
Flávio Bolsonaro 8 municípios 335.178
Fonte: TSE
nas cidades citadas em que o petista venceu. Lula vira em Osasco Em Osasco, o presidente reeleito reverteu a vantagem de Flávio no primeiro turno e terminou a disputa com 52,36% dos votos válidos, o equivalente a 234.320 votos. O candidato do PL recebeu 213.100 votos, aproximadamente 47,64%. A diferença entre os dois foi de cerca de 21,2 mil votos. Em Cotia, Lula também virou o resultado e alcançou 51,20% dos votos válidos, com 76.363 votos. Em Jandira, conquistou 52,50%, somando 31.446 votos. Já em Pirapora do Bom Jesus, o petista venceu com 54,38% dos votos, ou 5.826 registros. No primeiro turno, a diferença entre os candidatos havia sido de apenas oito votos, o que tornou o resultado da cidade um dos mais disputados da região. Em Itapevi, Lula obteve 56,64% dos votos, totalizando 71.036. Em Carapicuíba, chegou a 55,41%, com 121.023 votos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia terminado à
frente de Lula, com 56.104.503 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. O petista recebeu 53.879.538 votos, ou 45,16%. Região Metropolitana No segundo turno, porém, Lula conseguiu reverter a desvantagem e venceu a disputa presidencial. Na região metropolitana de São Paulo, o presidente reeleito também conquistou a maioria dos municípios: venceu em 21 das 39 cidades, enquanto Flávio ficou à frente em 18. O resultado do CIOESTE mostra que a preferência eleitoral não foi uniforme na região. Embora Flávio tenha vencido em oito municípios, Lula somou mais votos no conjunto das seis cidades em que foi vitorioso, com destaque para Osasco e Carapicuíba. A diferença entre os resultados municipais e o nacional reforça o peso dos grandes colégios eleitorais e evidencia como a distribuição dos votos pelo território influenciou o desfecho da tão acirrada disputa presidencial.
Brasil 2027-2030: os desafios para o próximo governo
para desarmar: benevolências de mais de R$ 400 bilhões sem contrapartida de recitas, e uma dívida bruta crescente e galopante. É fato que o orçamento público federal está, há tempos, estruturalmente engessado. Por exemplo, para 2027 está previsto R$ 7,45 trilhões de receita, sendo que a distribuição das despesas prevê: 51,3% para pagamento da dívida pública (R$ 3,82 trilhões); 45,9% para as despesas primárias (R$ 3,42 trilhões) que são divididas em dois grupos: despesas obrigatórias e despesas discricionárias, sendo que as obrigatórias respondem por mais de 92% do total e as discricionárias (ex: investimentos) estão sendo “tomadas” pelas emendas parlamentares; além de 2,8% (R$ 210 bilhões) destinados a manutenção das
despesas com as empresas estatais. Ou seja, não sobra quase nada para colocar “a casa em ordem”. O problema fiscal brasileiro possui implicações que vão muito além do orçamento. Uma dívida bruta elevada (82,9% do PIB – ago/26), e sem perspectiva clara de estabilização ou recuo, aumenta o prêmio de risco exigido pelos investidores, pressiona consistentemente os juros e reduz o espaço para investimentos públicos e privados. Esse quadro é extremamente nocivo em virtude de elevar os custos financeiros para as empresas e famílias impactando diretamente na perda de potencial de crescimento econômico. Além disso, como grande parcela da dívida pública é sensível aos juros, uma política monetária restritiva, como atualmente com
juros reais superior a 8,5% ao ano, eleva rapidamente o custo de financiamento do próprio governo e diminui as folgas que ainda há no orçamento. Para o próximo governo, portanto, a questão não será simplesmente gastar menos, mas melhorar a qualidade do gasto público, preservando investimentos capazes de elevar produtividade e o crescimento poteancial. Porém, para tanto, será necessário coesão no Congresso Nacional para atacar as pautas relevantes que poderão ajudar na reversão do endividamento público, com destaque para um amplo e profundo programa de privatizações, revisão dos benefícios fiscais e assistenciais e realizar as reformas estruturantes. Também será importante restabelecer as negociações co-
merciais com os EUA e manter equilibradas as relações com a China, nosso principal parceiro comercial. Avançar em pautas relevantes para a próxima fronteira da tecnologia: exploração das terras raras e minerais críticos, com amplo investimento em tecnologia no território nacional. Em síntese, o período 2027– 2030 poderá ser decisivo para definir se o Brasil conseguirá romper o perverso ciclo: dívida elevada, juros altos e crescimento econômico pífio. Não há dúvidas que o caminho passa por disciplina fiscal, recuperação da credibilidade junto aos agentes econômicos, reformas estruturantes, ampliação dos investimentos em infraestrutura, diplomacia econômica pragmática e, acima de tudo, ter vontade política.
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Barueri publica edital para fazer ponte sobre o Rio Tietê; obra ainda não tem data para começar Concorrência eletrônica prevê investimento de R$ 117,3 milhões para estrutura que será em arco metálico e tabuleiro de concreto armado
A construção de uma nova ligação entre Barueri e Santana de Parnaíba é discutida pelas administrações municipais desde maio de 2025
A Prefeitura de Barueri publicou, recentemente, o edital para a construção de uma ponte sobre o Rio Tietê, que fará a ligação entre a Vila São Luiz e Alphaville. Apesar do avanço no processo de contratação, ainda não foi divulgada uma previsão para o início das obras. A concorrência eletrônica, de número 015/2026, prevê investimento estimado em R$ 117,3 milhões. A abertura da sessão está marcada para 21 de dezembro, às 9h, conforme o edital. A empresa vencedora será responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo, além da execução da obra. De acordo com o memorial descritivo da Secretaria de Obras, a ponte será construída sobre o rio Tietê, conectando a Avenida Antônio Furlan, na Vila São Luiz, à Avenida Doutor Dib Sauaia Neto, em Alphaville. O projeto também contempla intervenções nos acessos viários, incluindo serviços de pavimentação, drenagem e sinalização. A estrutura prevista terá
Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com o prefeito Elvis Cezar, com o objetivo de ampliar as alternativas de deslocamento e distribuir melhor o fluxo de veículos entre as duas cidades. Na ocasião, Piteri afirmou que a estrutura sob responsabilidade de Barueri faria a ligação entre a região de Alphaville e Chácaras Marco, com conexão à Avenida Pirarucu. “Este ano ainda eu quero fazer a licitação da nossa ponte, que vai ligar a região de Alphaville com a Chácaras Marco, que vai ligar diretamente com a Pirarucu, para que a gente tenha também mais esse benefício tanto para Barueri, que é o nosso caso, quanto para Santana de Parnaíba, que é o caso do Elvis. Em vez de ser uma ponte, serão duas, pra que a gente não comece com uma obra que já vai ser deficitária quando estiver pronta. Então cada um vai fazer uma e é assim que nós vamos fazer as nossas cidades cada dia melhor”, explicou o prefeito de Barueri na época.
aproximadamente 125 metros de vão principal e 25 metros de largura. O projeto inclui faixas para circulação de veículos, ciclovia e passeios para pedestres. A ponte terá estrutura em arco metálico e tabuleiro de concreto armado. Projeto foi ampliado para duas pontes A construção de uma nova ligação entre Barueri e Santana de Parnaíba é discutida pelas administrações municipais desde maio de 2025. Naquele momento, a proposta previa uma ponte conectando a Via Parque, em Santana de Parnaíba, à Avenida Antônio Furlan, em Barueri, nas proximidades do Parque da Juventude. Em outubro do mesmo ano, os municípios formalizaram um convênio de cooperação para viabilizar a iniciativa. Em junho deste ano, o prefeito de Barueri, Beto Piteri, anunciou a construção de duas pontes sobre o rio Tietê, em parceria com Santana de Parnaíba.
Frota de veículos em São Paulo ultrapassa 10 milhões A frota de veículos da cidade de São Paulo ultrapassou a marca de 10 milhões de unidades em março de 2026. Os dados foram divulgados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) recentemente. Segundo informações do órgão, em julho, o município contabilizava 10,1 milhões de veículos, mais que o dobro dos 4,3 milhões registrados no mesmo mês de 2006. O crescimento acompanha o aumento dos congestionamentos. Só em agosto, a média de lentidão na capital chegou a 460 quilômetros, o maior índice para o mês desde 2019, de acordo com levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
PESQUISA
Um estudo realizado pela Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) e pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), em parceria com a Fundación Mapfre e com apoio institucional da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), identificou que a pressa e a tensão no trânsito estão entre os fatores que levam motoristas brasileiros a desrespeitar os limites de velocidade. Intitulada “Velocidade em áreas urbanas e segurança viária: evidências sobre comportamentos, percepções e atitudes”, a pesquisa ouviu 1.540 condutores de diferentes regiões do país, pela internet, entre julho e agosto de 2026. Embora cerca de 90% dos entrevistados afirmem ter a intenção de respeitar os limites estabelecidos nas vias, aproximadamente um terço admite que fatores do cotidiano influenciam a decisão de dirigir acima da velocidade permitida. O levantamento buscou compreender como os moto-
ristas interpretam as regras de trânsito e quais aspectos influenciam suas escolhas ao volante. Entre os fatores analisados estão a pressão para acompanhar o fluxo dos veículos, o receio de chegar atrasado e a percepção de que determinados limites são baixos para as condições da via. Os pesquisadores também avaliaram como características do ambiente urbano interferem no comportamento dos condutores. A presença de pedestres, o tipo de via, a sinalização e a disposição dos elementos viários foram considerados na análise. Os resultados indicam que o respeito aos limites não depende apenas da decisão individual, mas também das condições encontradas nas ruas. Imagens de cenários urbanos Para investigar essas percepções, o estudo utilizou imagens de cenários urbanos simulados, com diferentes configurações de vias, sinali-
zação, veículos estacionados e presença de pedestres. Os participantes avaliaram situações hipotéticas, permitindo aos pesquisadores comparar as escolhas de velocidade declaradas em cada contexto. O método, portanto, analisou percepções e comportamentos informados pelos entrevistados, e não o deslocamento real dos motoristas nas ruas. A pesquisa foi apresentada em setembro, na Escola Politécnica da USP, em São Paulo. Segundo as instituições responsáveis, as evidências podem subsidiar políticas públicas, estratégias de comunicação e iniciativas de prevenção de sinistros de trânsito. A pesquisa considerou municípios de dois portes populacionais: aqueles com mais de 1 milhão de habitantes e os que têm entre 150 mil e 300 mil moradores. A amostra foi estratificada por região, sexo, faixa etária e renda, com margem de erro de cinco pontos percentuais.
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Estudo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo mostra que pressão do cotidiano influencia comportamento de motoristas no trânsito
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Coordenação de Vendas
Vendas
IMOBILIÁRIAS CREDENCIADAS
Imagens artísticas virtuais. Cores, texturas, materiais de acabamentos e detalhes construtivos podem variar por exigências legais quando da aprovação ou quando da execução. Os móveis e objetos de decoração não fazem parte integrante do contrato e do Memorial Descritivo. O condomínio será entregue de acordo com o Memorial Descritivo do empreendimento. *Maior detalhamento dos diferenciais é tratado no Memorial Descritivo. Os mobiliários e itens de decoração no geral das áreas comuns e de entrada farão parte do enxoval do empreendimento. O empreendimento somente será comercializado após o registro do memorial de incorporação no Cartório de Imóveis, no termo da lai nº 4.591/64. ®2026 Todos os direitos reservados.
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Regional CADEIRAS ALIZ LAMBIAZZI E GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Região Oeste da Grande São Paulo elege 12 representantes para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Seis deputados estaduais e seis federais ligados a municípios como Osasco, Barueri, Itapevi e Santana de Parnaíba assumem os mandatos em 2027; Rogério Lins lidera a votação regional para a Alesp
| VAGAS. Os parlamentares têm bases políticas em Barueri, Santana de Parnaíba, Osasco, Carapicuíba, Itapevi, Cotia, Cajamar e Embu das Artes
A Região Oeste da Grande São Paulo conquistou 12 representantes nas eleições. O grupo será dividido entre seis deputados estaduais, que ocuparão cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e seis deputados federais, que representarão o estado na Câmara dos Deputados, em Brasília, a partir de 2027. Os parlamentares têm bases políticas em Barueri, Santana de Parnaíba, Osasco, Carapicuíba, Itapevi, Cotia, Cajamar e Embu das Artes.
Assembleia Legislativa Entre os deputados estaduais eleitos, Rogério Lins (Podemos), ex-prefeito de Osasco, obteve a maior votação entre os nomes ligados à região, com 229.928 votos. Em seguida aparece Danilo Joan (PP), ex-prefeito de Cajamar, que recebeu 182.839 votos. Bruna Furlan (Republicanos), de Barueri, foi reeleita com 157.381 votos. A parlamentar seguirá para seu quinto mandato consecutivo, após ter exercido três mandatos como
deputada federal antes de chegar à Alesp. Também conquistaram cadeiras no Legislativo paulista Emidio de Souza (PT), de Osasco, com 108.275 votos; Rogério Franco (PL), de Cotia, com 89.156; e Camila Godoi (União Brasil), de Itapevi, com 74.733 votos. Na disputa para a Câmara dos Deputados, Renata Abreu (Podemos), de Osasco, foi a mais votada entre os representantes da região, com 199.100 votos, garantindo a reeleição. Igor Soares (PSD), ex-prefei-
APOIO
to de Itapevi, recebeu 181.820 votos e voltará ao Legislativo após comandar a prefeitura por dois mandatos. Ney Santos (Republicanos), ex-prefeito de Embu das Artes, foi eleito com 118.566 votos. A lista inclui ainda João Paulo Cunha (PT), de Osasco, com 109.548 votos; Marcos Neves (PSD), ex-prefeito de Carapicuba, com 98.359; e Wesley Cezar Lelinho (PL), de Santana de Parnaíba, eleito com 66.673 votos. Para Lelinho, será o primeiro mandato
na Câmara Federal. Osasco é o município com maior número de representantes no levantamento regional, somando quatro parlamentares: Rogério Lins e Emidio de Souza na Alesp, além de Renata Abreu e João Paulo Cunha na Câmara dos Deputados. Itapevi terá dois representantes, com Camila Godoi no Legislativo paulista e Igor Soares em Brasília. Barueri, Santana de Parnaíba, Carapicuíba, Cotia, Cajamar e Embu das Artes contam com um eleito cada.
VOTAÇÃO
Lideranças regionais se dividiram entre Lula e Flávio no segundo turno
Flávio Bolsonaro não reconhece derrota para A disputa pelo segundo tur- Wesley Cezar Lelinho (PL) de- de apoio presidencial confirma- Lula e anuncia pedido de no das eleições presidenciais clararam apoio a Flávio Bolso- das. de 2026 dividiu lideranças polí- naro. Em Cotia, o prefeito Welin- anulação da eleição ticas da região Oeste da Grande Em Osasco, o prefeito Ger- gton Formiga mantém proxiSão Paulo. Enquanto alguns representantes declararam apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), outros se posicionaram a favor de Flávio Bolsonaro (PL). Também há políticos que não manifestaram publicamente preferência por nenhum dos candidatos. Em Barueri, o ex-prefeito Rubens Furlan (PSB) declarou apoio a Lula em manifestações públicas durante a campanha. Já o prefeito Beto Piteri (Republicanos) e a deputada estadual Bruna Furlan (Republicanos) não tiveram declarações individuais de apoio confirmadas no levantamento da Folha de Alphaville. Em Santana de Parnaíba, o gestor Elvis Cezar (Republicanos) e o deputado federal eleito
son Pessoa (Podemos) manifestou apoio a Flávio durante um ato na Avenida Paulista, em 18 de outubro. A deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, também apoiou o candidato do PL. No campo de Lula ficaram o ex-prefeito de Osasco e deputado estadual Emidio de Souza (PT), além de João Paulo Cunha (PT), eleito deputado federal. O ex-prefeito Rogério Lins (Podemos), por sua vez, não teve posicionamento individual confirmado. Em Itapevi, o prefeito Teco Godoy aparece entre as lideranças alinhadas a Flávio Bolsonaro. O ex-prefeito Igor Soares (PSD) e a deputada estadual Camila Godoi (União Brasil) não tiveram declarações públicas
midade política com Lula e já elogiou uma proposta do petista para ampliar a tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana. Já o ex-prefeito Rogério Franco (PL) integra o campo político ligado ao bolsonarismo. Em Cajamar, o ex-prefeito Danilo Joan (PP) também é apontado entre os apoiadores de Flávio. O prefeito Kauãn Berto mantém aliança política com Joan, mas não teve manifestação individual de apoio presidencial confirmada. Em Carapicuíba, o prefeito José Roberto e o ex-prefeito Marcos Neves (PSD) não tiveram declarações públicas de preferência confirmadas. Em Jandira, o prefeito Dr. Sato também não declarou publicamente apoio específico a um dos candidatos.
Flávio B olsonaro (PL) anunciou que pretendia pedir a anulação das eleições presidenciais, após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O senador afirmou que não reconhece o resultado nas circunstâncias em que a votação ocorreu e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou o horário de votação. A medida estendeu o funcionamento das seções eleitorais até as 19h, diante de relatos de dificuldades no transporte público, especialmente em São Paulo e na Bahia. A decisão foi tomada próximo das 17h, horário previsto para o encerramento da votação, o que gerou difi-
culdades para sua aplicação em locais onde as urnas já haviam sido fechadas. Em pronunciamento em Brasília, Flávio alegou que a mudança comprometeu a igualdade entre os eleitores de diferentes estados. Segundo ele, não seria possível saber quantos votos teria recebido nas localidades em que as urnas não permaneceram abertas por mais duas horas. O candidato afirmou que recorrerá à Justiça para tentar anular o pleito. A contestação ocorre apesar de a própria campanha do PL ter solicitado a ampliação do horário em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando chuvas fortes e dificuldades de acesso aos locais de votação.
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Política
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Saúde SAÚDE PÚBLICA
LEVANTAMENTO GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Dengue recua em Barueri e Santana de Parnaíba, mas alerta nacional reforça prevenção
Estado indica vacinação contra sarampo antes da temporada de cruzeiros
A Secretaria de Estado da Municípios registraram redução superior a 89% nas ocorrências em Saúde de São Paulo orienta 2026; no Brasil, 1.834 cidades estão em alerta ou em situação de risco passageiros e tripulantes a
Com a proximidade do verão, aumento das temperaturas e chuvas pode favorecer a reprodução do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika doença em comparação com o mesmo período de 2025. Em Barueri, foram contabilizados 1.386 registros de dengue até a semana epidemiológica 40 deste ano, contra 12.595 no mesmo intervalo do ano passado, queda de 89%. Em Santana de Parnaíba, a redução chegou a 92,3%: os registros passaram de 4.570 para 353.
Os dois municípios aparecem com alerta verde no sistema InfoDengue, que considera a incidência da doença e condições ambientais associadas à transmissão. A classificação indica um cenário favorável naquele período, mas não elimina a necessidade de vigilância e controle dos criadouros do mosquito. Cenário nacional preocupa Apesar da queda nas duas cidades da região, o quadro nacional exige atenção. Segundo levantamento do Ministério da Saúde realizado entre maio e agosto de 2026, 1.834 municípios brasileiros estão em situação de alerta ou risco de infestação pelo Aedes aegypti. O número corresponde a
49,2% das 3.732 cidades avaliadas. Do total de municípios pesquisados, 1.525 foram classificados em situação de alerta e 309 em situação de risco. Outros 1.898 apresentaram índices considerados satisfatórios. O levantamento utiliza o Índice de Infestação Predial, que mede a proporção de imóveis pesquisados onde foram encontradas larvas do mosquito. É importante diferenciar os indicadores: o InfoDengue acompanha os registros e a incidência das doenças, enquanto o levantamento do Ministério da Saúde mede a presença de larvas nos imóveis. Os dados do InfoDengue podem sofrer revisões e não devem ser interpretados auto-
maticamente como diagnósticos confirmados. Prevenção A chegada do verão aumenta a preocupação das autoridades sanitárias, já que temperaturas elevadas e chuvas podem favorecer a reprodução do mosquito. A recomendação é eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas e ralos e dar destino adequado a pneus, garrafas e entulhos. Vasos de plantas, pratos, baldes e outros objetos expostos também devem ser verificados regularmente. A colaboração dos moradores é fundamental para evitar a formação de criadouros dentro das residências e nos quintais.
FOTO: SHUTTERSTOCK
Barueri e Santana de Parnaíba registraram queda expressiva nos casos de dengue em 2026, mas a proximidade do período mais quente e chuvoso do ano reforça a importância das medidas de prevenção. Dados do InfoDengue, sistema desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram que as duas cidades tiveram redução superior a 89% nos registros da
|COLETA. Teste de sangue auxilia no diagnóstico da doença
atualizar a vacinação contra o sarampo antes de embarcar na temporada de cruzeiros 2026/2027. A previsão é de circulação de cerca de 832 mil pessoas durante o período, que começa em 30 de outubro, no Porto de Santos. A preocupação está relacionada à circulação internacional do vírus e ao grande fluxo de viajantes de diferentes nacionalidades, fatores que podem favorecer a transmissão da doença. A recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para conferir a caderneta e, se necessário, receber a vacina pelo menos 15 dias antes da viagem. A imunização é gratuita na rede pública paulista. Cuidados Pessoas com febre e manchas vermelhas pelo corpo, especialmente quando acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, devem adiar a viagem e procurar atendimento médico. Durante o cruzeiro, a orientação é lavar as mãos frequentemente, evitar compartilhar copos, talheres e alimentos e manter os ambientes limpos e ventilados. Caso os sintomas apareçam a bordo, o passageiro deve informar imediatamente a equipe de saúde do navio. Após o desembarque, é importante observar possíveis sintomas por até 30 dias. Em caso de suspeita, o viajante deve procurar atendimento médico e informar sobre a viagem.
notas rápidas
TECNOLOGIA
Exame de sangue para detectar Alzheimer chega ao Brasil por R$ 3 mil Um novo exame de sangue que auxilia na identificação de alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer começou a ser oferecido no Brasil em 15 de outubro. A tecnologia, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está disponível inicialmente na rede privada do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), com custo estimado de R$ 3 mil. O teste mede a concentração da proteína p-tau217, um biomarcador relacionado às
alterações cerebrais características da doença. A análise pode contribuir para a investigação clínica e reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos, como a punção lombar. A indicação é para pessoas com mais de 50 anos que apresentam alterações cognitivas e suspeita clínica de Alzheimer. O exame exige solicitação médica e não é recomendado como rastreamento para pessoas sem sintomas. Apesar dos avanços, o re-
sultado não confirma isoladamente o diagnóstico. A interpretação deve considerar os sintomas, o histórico do paciente e outras avaliações médicas. Em alguns casos, o resultado pode ser inconclusivo, exigindo exames complementares. Por enquanto, o teste está disponível apenas na rede privada, sem previsão de incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou confirmação de cobertura pelos planos de saúde.
Anvisa aprova novo medicamento para câncer avançado A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Emrelis (telisotuzumabe vedotina), medicamento indicado para adultos com determinados tipos de câncer de pulmão de células não pequenas em estágio avançado ou metastático, após tratamento sistêmico anterior. O remédio é direcionado a pacientes cujos tumores apresentam alta expressão da proteína c-Met.
Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda cautela no uso de brinquedos com inteligência artificial (IA), capazes de conversar e simular emoções. Segundo a entidade, esses produtos podem coletar dados pessoais por meio de câmeras e microfones, além de criar vínculos emocionais com as crianças. Pais e responsáveis devem verificar as políticas de privacidade, os controles parentais e a indicação etária dos produtos.
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Economia
Invista no CCA
Mais que um imóvel, uma escolha estratégica.
LOCALIZAÇÃO PRIVILEGIADA
PÚBLICO QUALIFICADO
DIVERSIDADE DE SEGMENTOS
VALORIZAÇÃO CONSTANTE
SEU NEGÓCIO EM UM DOS MELHORES ENDEREÇOS DA REGIÃO.
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Imóveis VALORIZAÇÃO ALIZ LAMBIAZZI E GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Metro quadrado de imóveis residenciais em Barueri chega a R$ 12.254 e supera São Paulo Município tem o sexto imóvel residencial mais caro do Brasil, com valorização acumulada de 81,7% desde 2018, de acordo com dados do Índice FipeZAP Barueri está entre os mercados imobiliários mais valorizados do Brasil. Em setembro de 2026, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais chegou a R$ 12.254 por metro quadrado, o sexto maior entre as 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP de Venda Residencial. O valor superou o registrado na capital paulista, onde o metro quadrado custava R$ 12.206. A diferença entre os dois mercados é de R$ 48 por metro quadrado. Em comparação com a média nacional das cidades pesquisadas, de R$ 10.015, os imóveis anunciados em Barueri são aproximadamente 22% mais caros. Desde janeiro de 2018, quando o metro quadrado custava R$ 6.743, a valorização nominal acumulada no município chegou a 81,7%, equivalente a um aumento de R$ 5.511. O cálculo não desconta a inflação e considera anúncios de apartamentos prontos, conforme a metodologia da Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe) e do Grupo OLX. Valorização A trajetória dos preços mostra crescimento contínuo, com aceleração a partir de 2021. Em dezembro daquele ano, o metro quadrado custava R$ 8.324. O valor passou para R$ 9.017 no fim de 2022 e R$ 9.840 em dezembro de 2023. A marca dos R$ 10 mil foi superada em fevereiro de 2024. Em dezembro de 2025, o preço médio chegou a R$ 11.655, antes de alcançar R$ 12.254 em setembro de 2026. Entre janeiro e setembro deste ano, os preços em Barueri subiram 5,13%, acima da média nacional, de 4,04%, e da capital paulista, de 2,60%. Na comparação dos últimos 12 meses, porém, a alta local foi de 5,21%, abaixo dos 5,51% registrados no conjunto das cidades monitoradas. No ranking nacional, o município aparece atrás de Vitória (ES), com R$ 15.905 por metro
quadrado; Balneário Camboriú (SC), com R$ 15.369; Itapema (SC), com R$ 15.340; Florianópolis (SC), com R$ 13.607; e Itajaí (SC), com R$ 13.453. Barueri supera capitais Barueri também supera Curitiba, onde o metro quadrado chegou a R$ 11.766, o Rio de Janeiro, com R$ 11.302, e Belo Horizonte, com R$ 10.686. Na região oeste da Grande São Paulo, Osasco registrou preço médio de R$ 8.732 por metro quadrado em setembro, cerca de 29% abaixo do valor de Barueri. Nos últimos 12 meses, entretanto, Osasco teve valorização maior, de 7,30%, contra 5,21% no município vizinho. No acumulado de 2026, os resultados ficaram praticamente empatados: 5,12% e 5,13%, respectivamente. Aluguel chega a R$ 71,90 por metro quadrado Na locação residencial, Barueri também apresenta va-
lores elevados. Em agosto de 2026, último dado disponível na série consultada, o aluguel médio anunciado chegou a R$ 71,90 por metro quadrado, acima dos R$ 65,40 de São Paulo e dos R$ 54,50 da média nacional. Em 12 meses, os aluguéis subiram 2,09% em Barueri. Já o retorno bruto estimado da locação foi de 0,59% ao mês, equivalente a 7,09% ao ano, acima dos índices calculados para São Paulo, de 6,42%, e para o país, de 6,14%. O indicador representa a relação entre os preços anunciados de aluguel e de venda. Não corresponde ao lucro líquido do proprietário, pois não desconta impostos, manutenção, administração ou períodos sem inquilinos. Mercado nacional Em setembro, os preços residenciais subiram em 46 das 56 cidades monitoradas pelo FipeZAP. Em 12 meses, a alta nacional foi de 5,51%, acima
Em 2026, valorização dos imóveis em Barueri supera a média nacional, enquanto Osasco registra avanço maior nos preços residenciais em 12 meses da inflação de referência do relatório, de 4,45%. De janeiro a setembro, o avanço chegou a 4,04%, ante inflação de 3,83%. Os apartamentos de um dormitório lideraram a valorização nacional em 12 meses, com alta de 7,48%, e registraram o maior preço médio por metro quadrado, de R$ 12.260. Já as unidades de dois dormitórios tiveram o menor preço médio, de R$ 8.989. Os dados reforçam a posição de Barueri entre os mercados residenciais mais caros do país, tanto na venda quanto na locação, embora o ritmo de valorização varie conforme o período e a cidade analisada.
INFLAÇÃO
Aluguel comercial sobe 11,18% em um ano, quase cinco vezes mais que a venda
O aluguel de salas e conjuntos comerciais no Brasil acumulou alta de 11,18% nos 12 meses encerrados em setembro de 2026. O avanço ficou acima da inflação oficial do período e reforça a pressão sobre os custos de ocupação de espaços corporativos. Os dados são do Índice FipeZAP Comercial, elaborado
pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX. No acumulado de janeiro a setembro, os preços anunciados para locação comercial subiram 9,31%. Em setembro, a variação mensal foi de 0,75%, abaixo dos 1,01% registrados em agosto. O resultado indica uma desaceleração no ritmo de alta, embora
os valores continuem avançando no mercado nacional. O preço médio anunciado para locação chegou a R$ 54,64 por metro quadrado nas dez cidades acompanhadas pelo levantamento. A capital paulista apresentou o valor mais elevado, com média de R$ 62,87 por metro quadrado, acima do indicador nacional.
A evolução dos preços, no entanto, varia entre os mercados regionais. Entre as cidades monitoradas, Salvador registrou a maior alta dos aluguéis comerciais em 12 meses, com avanço de 20,65%. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com 20,01%, seguido por Brasília, onde os valores subiram 13,51%.
Em Campinas, no interior paulista, a elevação acumulada chegou a 8,88%. Já em São Paulo, os aluguéis comerciais tiveram aumento de 7,95% em 12 meses. Os números mostram que a pressão sobre os valores de locação não ocorre de maneira uniforme, refletindo as particularidades de cada mercado.
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Imóveis RECURSOS GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Crédito imobiliário cresce 37,5% no ano e soma R$ 132,5 bilhões até agosto, revela Abecip Financiamentos com recursos da poupança avançam em 2026, enquanto saques de R$ 9,5 bilhões em agosto mantêm o alerta sobre as fontes de recursos para o setor O crédito imobiliário com recursos da poupança voltou a ganhar força em 2026. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 132,5 bilhões entre janeiro e agosto, alta de 37,5% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em agosto, foram liberados R$ 16,97 bilhões, crescimento de 46,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da queda de 19% em relação a julho, o resultado foi o terceiro melhor para um mês de agosto nos últimos 25 anos. Em quantidade, 384,6 mil imóveis foram financiados com recursos da poupança nos oito primeiros meses do ano, avanço de 35,9% em relação a 2025. Considerando os 12 meses encerrados em
agosto, o volume chegou a R$ 192,4 bilhões, distribuídos em 559,2 mil unidades. Os números indicam recuperação do crédito habitacional, mesmo diante dos juros elevados e das dificuldades de captação de recursos. O cenário, no entanto, apresenta diferenças entre as modalidades de financiamento. Poupança preocupa o setor Apesar do avanço dos empréstimos, a poupança SBPE registrou saída líquida de R$ 9,5 bilhões em agosto, quando os saques superaram os depósitos. No mesmo mês de 2025, a retirada líquida havia sido de R$ 4,7 bilhões. Entre janeiro e agosto deste ano, a saída acumulada chegou a R$ 47 bilhões, ligeiramente abaixo dos R$ 48,3 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O saldo das cadernetas ficou em R$ 757,2 bilhões em agosto, recuo
de 0,62% em relação a julho. A redução dos recursos disponíveis mantém em evidência o debate sobre o financiamento do setor imobiliário e a necessidade de fontes sustentáveis para atender à demanda por crédito. Recursos livres têm retração Enquanto os financiamentos com recursos da poupança avançam, as operações com recursos livres seguem em queda. Em agosto, essa modalidade movimentou R$ 1,31 bilhão, recuo de 63,3% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, o volume foi de R$ 11,15 bilhões, redução de 33,9% na comparação anual. Em número de unidades, foram financiados 62,1 mil imóveis no período, queda de 35,5%. Preços dos imóveis sobem acima da inflação Além da expansão do crédito, os indicadores de preços apontam valorização do mercado imobiliário. Segundo os dados do IGMI-R, da Abecip, os imóveis residenciais acumularam alta de 14,73% em 12 meses até setembro de 2026. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA foi de 4,22%. A diferença representa um ganho real aproximado de
10,09% nos preços dos imóveis, descontada a inflação. Para o setor, a combinação entre valorização imobiliária e crescimento dos financiamentos reforça a importância de acompanhar as condições de acesso ao crédito, o custo dos recursos e a capacidade de compra das famílias. Os resultados mostram um mercado em movimento, mas com desafios importantes. A continuidade da expansão dependerá não apenas da demanda por imóveis, mas também da disponibilidade de recursos para financiar aquisições e construções em um ambiente de juros ainda elevados.
Em 12 meses, os preços dos imóveis residenciais acumulam alta de 14,73%, segundo o IGMI-R da Abecip, enquanto a expansão do crédito imobiliário reforça o aquecimento do mercado.
notas rápidas
Fim da escala 6x1 pode encarecer imóveis em 5,5%, alerta Abrainc A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, pode elevar em 5,5% os preços dos imóveis no Brasil, segundo estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a consultoria Ecconit. A entidade estima ainda que até 2,5 milhões de famílias podem perder acesso ao financiamento habitacional. De acordo com a associação, a mudança pode aumentar os custos da construção civil, setor que enfrenta escassez de mão de obra qualificada e depende de equipes presenciais para executar etapas essenciais das obras. Para manter o ritmo de produção com jornadas menores, as empresas poderiam precisar contratar mais trabalhadores, pressionando os custos e os prazos de entrega. A Abrainc defende uma transição gradual para permitir que as incorporadoras adaptem seus processos produtivos. As estimativas, porém, representam projeções do setor e dependem de como a redução da jornada será implementada.
BRASIL
Locação custa 76% acima do orçamento dos consumidores
Fonte: Abecip — Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
O preço dos imóveis para locação residencial no Brasil está 76% acima do orçamento declarado por quem procura moradia. É o que aponta levantamento da DataLais, plataforma de inteligência de dados da empresa Lastro, que cruzou informações de mais de 905 mil consumidores com anúncios de apartamentos em todo o país. De acordo com o estudo, o orçamento mediano informado pelos interessados é de R$ 1.700 mensais, enquanto o preço mediano dos imóveis anunciados chega a R$ 3 mil,
uma diferença de R$ 1.300. Entre as cidades analisadas, Campinas (SP) apresenta uma distância de 90% entre os valores anunciados e a capacidade de pagamento dos consumidores. Em São Paulo, a diferença chega a 80%. Balneário Camboriú (SC) lidera o levantamento, com 131%. O cenário ocorre em meio à valorização dos aluguéis. Segundo o Índice FipeZAP, os preços anunciados para novas locações residenciais acumularam alta de 9,16% em 12 meses até agosto de 2026, acima da inflação oficial do período, de 4,22%.
Galpões logísticos têm vacância abaixo de 5% no país A demanda por galpões logísticos supera a oferta no Brasil, pressionando os preços de locação e reduzindo a disponibilidade de espaços. No terceiro trimestre de 2026, a taxa de vacância nacional caiu para 4,92%, mesmo com a entrega de mais de 800 mil metros quadrados, segundo levantamento da RealtyCorp Analytics.
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Entrevistas DESTAQUES BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Histórias de conquistas no jornalismo, motociclismo e esgrima
FOTO: DIVULGAÇÃO
De novos desafios profissionais à busca por grandes conquistas no esporte, personagens ligados a Alphaville mostram como dedicação, escolhas e propósito ajudam a construir caminhos de sucesso
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FOTO: MATTEO GEBBIA/EDOPHOTO
| DESAFIO. Michelle pretende ampliar diálogo com o público
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FOTO: DIVULGAÇÃO
| RALLY DO MARROCOS. Fliter competiu na categoria Rally2
3 | ESGRIMA. Anne iniciou os treinos no esporte aos 10 anos
Michelle Trombelli, Richard Fliter e Anne Driesen têm trajetórias distintas, mas compartilham a ligação com Alphaville. Enquanto Michelle assume a gerência de jornalismo da Rádio Eldorado – em uma carreira com passagens pela
Folha de Alphaville e revista efe. - e Fliter se prepara para o Rally Dakar 2027, Anne, de 14 anos, conquistou quatro medalhas no Campeonato Brasileiro Interclubes de Esgrima. Saiba mais a seguir.
1. Michelle Trombelli assume gerência de jornalismo da Rádio Eldorado A jornalista Michelle Trombelli iniciou uma nova etapa profissional ao assumir a gerência de jornalismo da Rádio Eldorado. Com passagens pela Folha de Alphaville e pela revista efe., ela chega à emissora com a missão de contribuir para a continuidade de sua linha editorial e fortalecer a integração com a redação do Grupo Estado. Antes de consolidar sua carreira no rádio, Michelle teve uma experiência importante na reportagem regional. Na Folha de Alphaville, trabalhou com cobertura jornalística e desenvolveu habilidades de apuração, edição e produção de conteúdo. Também passou por assessorias de imprensa de prefeituras da região. A volta à Eldorado representa, segundo ela, a oportunidade de contribuir com um projeto
de tradição na comunicação brasileira. “É uma alegria muito grande para qualquer pessoa que gosta de comunicação, que gosta de cultura e que preza por um veículo de comunicação como o rádio. Fazer parte dessa fase é uma honra absurda e também um entusiasmo de querer fazer com que tudo dê muito certo”, afirmou. À frente da gerência, Michelle pretende preservar as características editoriais da emissora e ampliar o diálogo com o público. “Além de apresentar o Jornal Eldorado, mantendo algumas das características que ele sempre teve, como um caráter analítico, sem muito barulho, tentando trazer diferentes visões a respeito dos assuntos, acho que meu principal papel é ter uma interlocução com a redação do Estadão, para que a gente possa aproveitar cada vez mais um conteúdo que já tem tanta tradição, qualidade e credibilidade”, explicou.
2. Richard Fliter intensifica preparação para o Rally Dakar 2027 Empresário de Alphaville e piloto de rally-raid, Richard Fliter conquistou a 44ª colocação no Rally do Marrocos, uma das provas internacionais da modalidade. O resultado integra sua preparação para o Rally Dakar, previsto para janeiro de 2027. A competição marroquina reuniu pilotos de diferentes nacionalidades em um percurso de aproximadamente 2.637 quilômetros. Ao longo da prova, os participantes enfrentaram terrenos desafiadores, mudanças de relevo e condições que exigiram navegação precisa e resistência física. Fliter competiu na categoria Rally2, com uma KTM 450 Rally Replica da equipe BAS World KTM Team. A prova também serviu
como preparação para os desafios do Dakar, considerado um dos principais eventos do rally-raid mundial. A trajetória do piloto no esporte começou há mais de uma década, com participações em competições de motos e UTVs. Em 2014, conquistou o título brasileiro de Rally Cross Country na categoria motos. Três anos depois, disputou o Rally Dakar na América do Sul e terminou na 59ª posição geral, sendo o único brasileiro da categoria a concluir aquela edição. Fora das pistas, Fliter atua como empresário e diretor da RSF Empreendimentos, no setor imobiliário. A conciliação entre os negócios e as competições exige organização e disciplina, enquanto o objetivo esportivo permanece voltado à participação no Dakar de 2027.
3. Anne Driesen, aos 14 anos, esgrimista de Alphaville conquista quatro medalhas em campeonato nacional Aos 14 anos, Anne Driesen conquistou quatro medalhas no Campeonato Brasileiro Interclubes de Esgrima, incluindo dois ouros. Moradora de Alphaville há 13 anos, a atleta foi campeã na espada sub-15 e por equipes na categoria juvenil, sub-20. Também conquistou bronze na espada sub-17 e prata no estafeta cadete. Anne também se tornou campeã no Campeonato Sul-Americano de Esgrima, em Medellín, na Colômbia, na categoria espada sub-15, conquista mais recente. A relação com a modalidade começou no Colégio Mackenzie, onde Anne conheceu a esgrima ao acompanhar a atividade extracurricular praticada pelo irmão mais velho. Aos 10
anos, iniciou os treinos e, há quase dois anos, passou a integrar o Clube Pinheiros. Sua rotina inclui treinos de segunda a sexta-feira, combates com atletas de diferentes categorias, aulas individuais com o técnico Marcos Cardoso, escola de passos da esgrima e preparação física. O acompanhamento também envolve profissionais de áreas como fisioterapia e psicologia esportiva. Segundo a mãe, Raquel Khoury, a dedicação da filha é acompanhada de perto pela família. “O brilho nos olhos da Anne pela esgrima é contagiante e se tornou uma paixão de toda a família. Acompanhamos com muita emoção cada toque e movimento dela em pista. As conquistas são fruto de um grande talento que Deus lhe deu, combinado com muita dedicação e disciplina”, afirmou.
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Caderno A NOVIDADE BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Mercado gastronômico Time Out Market chega a São Paulo com 19 operações gastronômicas e investimento de R$ 100 milhões Mercado será instalado no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e tem inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2027 Não teremos apenas um conjunto de restaurantes, mas uma plataforma gastronômica e cultural FOTOS: LEVISKY ARQUITETURA
Destacou Benjamin Ramalho, responsável pela operação brasileira do Time Out Market.
| PROJETO. O espaço será desenvolvido pelo escritório Levisky Arquitetos Estratégia Urbana e prevê a valorização de elementos originais do Conjunto Nacional
São Paulo ganhará um novo espaço dedicado à gastronomia em 2027. O Time Out Market, mercado gastronômico que reúne restaurantes selecionados por especialistas, será instalado no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, com 19 operações e cerca de 750 lugares. A inauguração está prevista para o primeiro trimestre do próximo ano, com investimento superior a R$ 100 milhões. Com 3.250 m², o empreendimento pretende reunir diferentes referências da culinária paulistana em um único endereço, com opções que vão da cozinha brasileira às tradições
italiana, árabe e japonesa. A proposta é combinar restaurantes, bares e experiências culturais em um ambiente voltado tanto para refeições quanto para encontros e eventos. A seleção dos estabelecimentos será feita por um comitê de especialistas do setor, liderado por Mauricio Schuartz, com participação de representantes da marca e profissionais convidados do mercado brasileiro. O modelo prevê que os restaurantes selecionados tenham acesso à infraestrutura necessária para operar, enquanto os parceiros ficam responsáveis pelas equi-
Com 3.250 m², o empreendimento pretende reunir diferentes referências da culinária paulistana em um único endereço
| PROPOSTA. Time Out Market combina restaurantes, bares e experiências culturais em um único ambiente
pes de cozinha e pelos ingredientes. Além das 19 operações gastronômicas, o espaço terá três bares, uma cozinha-estúdio e uma área multiuso para workshops, feiras, eventos e colaborações entre chefs. Um dos boxes será dedicado à Nomad, parceira do projeto, e receberá periodicamente chefs internacionais, em uma curadoria rotativa que pretende trazer novos sabores ao público brasileiro. Projeto arquitetônico O projeto arquitetônico será desenvolvido pelo escritório Levisky Arquitetos Estratégia
Urbana e prevê a valorização de elementos originais do Conjunto Nacional, como vigas e pilares de concreto. A distribuição dos ambientes também foi planejada para aproveitar a iluminação natural e criar diferentes áreas de convivência, incluindo mesas coletivas e espaços mais reservados. O investimento de mais de R$ 100 milhões integra um acordo de “Experience Rights” com duração de dez anos entre a Nomad e a operação brasileira do Time Out Market. O contrato contempla, além do espaço físico, iniciativas de marca, conteúdo e experiências.
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Caderno A CULTURA POP
CCXP26 terá encontro de astros de ‘O Senhor dos Anéis’ e ingressos a partir de R$ 240 Festival de cultura pop acontece de 3 a 6 de dezembro, no São Paulo Expo, com atrações de cinema, séries, quadrinhos, games e experiências imersivas Entre os dias 3 e 6 de dezembro, o São Paulo Expo, na capital paulista, será palco de mais uma edição da CCXP26, um dos principais eventos dedicados à cultura pop. Neste ano, um dos destaques é a celebração dos 25 anos de lançamento de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”, com a presença dos atores Elijah Wood e Dominic Monaghan, que interpretaram Frodo e Merry na trilogia cinematográfica.
A programação completa ainda será anunciada, mas a proposta da CCXP é reunir atrações de diferentes segmentos do entretenimento
FOTO: DIEGO PADILHA/DIVULGAÇÃO CCXP
Os dois artistas participarão da programação especial
Fellowship Forever, dedicada à saga criada a partir da obra de J.R.R. Tolkien. De acordo com a organização, os atores estarão no Palco Omelete em 3 de dezembro e no Palco Thunder no dia 4, além de participarem de sessões de fotos e autógrafos. A presença de Wood marca sua primeira visita ao Brasil, enquanto Monaghan retorna ao festival após participar da edição de 2025. A edição de 2026 também terá produtos exclusivos relacionados à homenagem a “O Senhor dos Anéis”, entre eles um pin comemorativo e um cordão para credencial com a identidade visual da celebração Fellowship Forever. A programação completa ainda será anunciada, mas a proposta da CCXP é reunir atrações de diferentes segmentos do entretenimento, incluindo cinema, televisão, quadrinhos, games, animação e produções de fantasia. O evento também é conhecido pela participação de artistas nacionais e internacionais, painéis com profissionais da indústria audiovisual, lançamentos e espaços dedicados a experiências interativas.
| CCXP. Evento tem a participação de artistas nacionais e internacionais
Ingressos e experiências A venda de ingressos para o público geral começou em junho, e os valores já estão no terceiro lote. Segundo o site oficial, as entradas diárias partem de R$ 240 para quinta-feira, R$ 260 para sexta-feira, R$ 350 para sábado e R$ 290 para domingo. Os preços incluem a taxa de serviço e estão sujeitos à disponibilidade. Também há opções para quem pretende acompanhar os quatro dias de festival. O ingresso para o período completo custa a partir de R$ 1.120, enquanto o Epic Pass, modalidade que oferece benefícios adicionais, sai por R$ 2.550. Outra opção é o Ingresso Coringa, por R$ 699, que permite escolher a data da visita até 1º de dezembro e inclui acesso à Spoiler Night, realizada na véspera da abertura ao público. O Epic Pass oferece entrada nos quatro dias, acesso antecipado de uma hora, participação na Spoiler Night com direito a um acompanhante, além de outros benefícios. Já as experiências adicionais, como fotos e autógrafos com artistas convidados, podem ter regras e custos específicos, conforme a modalidade adquirida.
FOTO: KAMILLA ISALIEVA/UNSPLASH
BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
ARMANDO BISOGNI Estudioso de vinhos há mais de 30 anos e sommelier desde 2002
O “segundo vinho” de um vinho renomado tem seu potencial
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credita-se que o segundo vinho tenha sido criado nos Châteaux de Bordeaux, provavelmente no século XVII ou XVIII, apresentando ótima qualidade e preços muito inferiores aos dos primeiros. O conceito de “segundo vinho” tem duas vertentes: a primeira é que ele pode ser produzido a partir de vinhas mais jovens, que ainda não alcançaram o potencial necessário para ser engarrafado com o rótulo principal, ou a partir de parcelas cultivadas com a finalidade exclusiva de dar origem a um segundo vinho. A segunda vertente ocorre quando uvas do vinhedo principal são desclassificadas devido ao rigor na seleção e à proteção da marca, mas ainda mantém qualidade suficiente para compor o segundo vinho. Isso pode acontecer quando, em um determinado ano, as condições climáticas não são favoráveis ou excepcionais. Um bom exemplo é o Château Margaux com o seu Pavillon Rouge du Château Margaux, que recebeu seu nome definitivo em 1908, sendo um dos pioneiros na história de Bordeaux a inaugurar o conceito de segundo vinho de um renomado produtor. Trata-se de um vinho produzido a partir de uvas jovens, com idade entre 10 e 15 anos (ou mais), e alta qualidade, cujo nível pode ser comparado ao de um Cinquième Cru (Quinto vinho) da Classificação Oficial de Bordeaux de 1855. O Pavillon Rouge é elaborado a partir de uvas que não foram selecionadas para compor o vinho principal, o Château Margaux. Ele deriva das mesmas técnicas de vinificação, sendo maturado em barricas de carvalho e envelhecido em garrafa de três a quatro meses antes do vinho principal. Sua evolução e seu consumo são mais rápidos. Embora o rótulo mantenha um grande potencial de envelhecimento, seus preços estão muito abaixo do preço do vinho principal, já que sua estrutura mais fina não exige um envelhecimento tão prolongado. As castas utilizadas podem ter uma variação percentual dependendo das condições climáticas, mas, de uma maneira geral, apresentam a seguinte composição: 75% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot e 5% Petit Verdot. Em 1977, com a chegada da terceira geração da família Mentzelopoulos ao comando da propriedade, a vinícola não parou de crescer, com a finalidade de melhorar a qualidade do primeiro vinho. Nos últimos anos, a seleção de um terceiro vinho (Margaux du Château Margaux) vem, por sua vez, fortalecer a qualidade do Pavillon Rouge. O vinho apresenta as seguintes sugestões de harmonização: • Cordeiro: carré assado ou paleta. • Carnes vermelhas: bife de chorizo ou filé-mignon grelhado. • Carnes de caça: javali ou faisão. • Queijos: variedades curadas e de massa dura.
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A experiência única da
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