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“ As histórias viajam no tempo e no espaço em busca de leitores que, com sua imaginação, lhes dêem vida nova.”

BRAULIO TAVARES

Vampiros, Lobisomens, Bruxas, Feiticeiros e outros seres, o que você acha sobre tudo isso? Para você todos esses seres são só personagens inventados para assustar crianças. Mas toda história tem seu pingo de verdade. E realmente, só um pingo. Para você que acha que sabe tudo sobre isso, lhe digo, você não sabe nada! Ser é o nome dado a todos que não sejam humanos ou animais, para os seres sobrenaturais. Vampiros: São seres que possuem dons fantásticos como: velocidade e força. Os vampiros são seres capazes de hipnotizar outros seres, seu olhar encanta e seu beijo enlouquece qualquer ser, fazendo com que se ajoelhe pedindo por mais. Mas como se sabe, todos temos fraquezas, e nisso eles são iguais a nós, com fraquezas diferentes. Suas fraquezas eram prata, luz do sol, água benta, estacas de madeira e cruzes. Mas após varias gerações de misturas, os vampiros perderam sua pureza e assim tornando-se menos poderosos, mas também menos vulneráveis. A luz do sol já não faz mais efeito como antes, os vampiros podem sair à luz do dia, mas não podem se transformar; água benta, estacas, prata e cruzes não funcionam. Lobisomens: Eram seres humanos como nos que adquiriram uma maldição através do sangue de um lobo. As primeiras gerações eram seres irracionais, se transformavam a luz da lua cheia e só obedeciam a aos seus instintos por carne e sangue. Porem, após varias gerações de misturas, os lobisomens também perderam sua pureza, mas ao contrario dos vampiros ficaram mais fortes. A lua não tem mais efeito. Eles são capazes de transformar-se a qualquer hora do dia ou da noite. Feiticeiros: São seres que tem o don de manipular os elementos da natureza. Em alguns lugares do mundo conhecidos como curandeiros, por usarem seus dons com ervas para curar. Mas por outros, confundidos com Bruxos. Bruxos: Os bruxos eram seres humanos como qualquer outro, só mais ambiciosos. Um grupo de jovens há centenas de anos encontraram um livro misterioso e muito poderoso, que nenhum ser ousava tocá-lo. Não se sabe a origem de seus poderes, mas eles eram tantos que alguns humanos enlouqueceram e perderam sua humanidade. Os que permaneceram lúcidos, ou quase, começaram a ensinar a magia contida no livro para outros. Mas, não se satisfizeram só com a magia. Começaram a saquear e matar por mais poder e terras. Em meados do século XVI. Os humanos iniciaram uma perseguição a esses seres, conhecida como A Caça as Bruxas.


Quando a noticia se espalhou pelo mundo, as famílias mais poderosas entre os Bruxos fizeram um pacto, O Pacto de Silencio, e durante 410 anos esse pacto foi cumprido. Ate agora. Após a Caça as Bruxas, os que conseguiram escapar foram juntar-se aos outros seres. Juntos descobriram um lugar, um mundo onde todos podiam se mostrar do jeito que são. Lá formaram um governo, elaboram regras e leis, e se auto intitulando-se “O Conselho”, que seguem ate hoje. Porém eu não sou um vampiro, lobisomem e ou Bruxo. Sou uma espécie diferente, sou fruto das três. Eu sou... O Mestiço.


Capitulo 01 Alexssander, O Mestiço.

Vou contar-lhes a minha historia, alguns podem achar que sou louco ou mentiroso, mas para os que me conhecem sabem que não sou. Meu nome é Alexssander Pietro, e desde criança fui diferente. Via e fazia coisas que nenhuma outra criança fazia. Tinha sonhos estranhos, como se já os tivesse vivido. E quanto mais eu crescia mais reais se tornavam. Na noite do meu 13° aniversario estávamos uma amiga e eu sentados na calçada da casa da minha avó, onde eu morava desde a morte dos meus pais, conversando e vendo a lua, quando comecei a me sentir diferente, como se algo estivesse me controlando, mudando dentro de mim. — O que você tem Alexssander? Esta passando mal? — Não, ao contrario, me sinto ótimo. Olhei no fundo de seus olhos e como se ativesse a hipnotizado ela me beija e naquela hora senti um cheiro diferente nela, que parecia cheiro de sangue, meus olhos escureceram e as minhas presas de alguma forma cresceram, em um ato irracional segurei-a e a mordi. O sangue que saia daquela pobre garota parecia me deixar mais forte e com mais sede, até beber a última gota de sangue de seu corpo. Quando voltei ao normal percebi o que havia feito. Segurei-a em meus braços e começo a chorar, pois ela era mais do que uma amiga, era minha primeira paixão. De repente minha avó Mary aparece e me leva para dentro, me manda fazer as malas e saímos com muita pressa. No meio do caminho, ainda chocado, não parava de perguntar o que eu havia feito, mas minha avó não dizia nada, só estralou os dedos e eu como uma criança cansada adormeci. Quando acordei estava na casa da minha avó paterna, Celeste. E as duas estavam conversando na sala ao lado. Não consegui entender muita coisa, só ouvi vó Mary dizendo: — Ele tem que saber a verdade. Já esta na hora. E vó Celeste: — Com o tempo ele esquecerá tudo. Ao encostar-me na porta as duas se calam e vó Mary aparece atrás de mim e diz: — Precisamos falar com você. Eu já estava assustado e quando vi aquilo fiquei ainda mais. Vó Celeste abre a porta a diz: — Mary você sabe como eu odeio quando você faz isso. Entrei e sentei, vó Celeste pega um livro grande no cofre e elas começaram a me contar uma história. No começo parecia uma loucura, mas depois vi que tudo se encaixava. No livro estava escrito toda história da nossa família da primeira geração ate os últimos acontecimentos. E o que


me surpreendeu foi saber que a minha família eram quase todos de seres. Vó Mary uma Bruxa; meu avô materno um Vampiro; meu avô paterno um Lobisomem; minha mãe uma Vampira e meu pai um Lobisomem. Ao ler aquilo comecei a rir, mas logo parei quando vi minhas avós “de cara fechada” olhando para mim, aos poucos entendi que aquilo não era uma brincadeira. Vó Mary disse a vó Celeste: — Meu trabalho está feito, preciso ir, agora é com você. E desapareceu, me deixando lá, com vó Celeste. Durante meses vó Celeste me tratava como se eu fosse um monstro, uma aberração, deixando-me trancado em casa, sem se quer ir ao colégio. Até que vó Mary veio me fazer uma visita sem avisar e eu contei tudo a ela. Quando vó Celeste chegou, encontrou vó Mary irada. As duas foram conversar na sala. Quando acabaram só vó Celeste volta, pois Vó Mary havia desaparecido, novamente. Após aquela conversa as coisas mudaram muito. Na outra semana vó Celeste meu matriculou em uma escola próxima de lá. No meu primeiro dia de aula fiz vários amigos, bons e ruins. E dois que me chamaram mais a atenção, Lilian e Magnus, exnamorados que se odiavam. Depois de alguns dias voltei a me sentir estranho como no dia do meu aniversario. E cometi o mesmo erro. Mordi uma menina do colégio. E fui flagrado por Lilian, na hora tentei me explicar, mas não foi preciso. Ele pegou em meu braço e me arrastou ate o porão. Lá estava Magnus e uma menina que eu conhecia ate aquele momento, Samanta. Perguntei o porquê de ela ter me arrastado e ela respondeu: — Você acha que eu iria deixar você lá para um humano vê-lo? Eu ainda com sangue da menina nos lábios perguntei: — Com assim humano? E o que vocês sabem sobre mim? — Sabemos o suficiente para ensinar-lhe? Respondeu Magnus. Olhei para eles, me afastei e disse: — Como assim? Lilian se aproximou dizendo: — Acho que você não nos conhece direito. Eu sou a Vampira Lilian e essa é Samanta, também uma Vampira. Perguntei para Lilian: — E Magnus é o que? E ela respondeu: — Sei lá dessa coisa. Então com um tom de arrogância disse: — Eu sou o Bruxo Magnus, guardião do portal entre esse e o outro mundo! E Samanta disse a mim:


— Não liga não Mestiço, ele se acha. — Como assim Mestiço? O que é isso? Perguntei curioso. Lilian me disse que é essa minha espécie e antes que pudesse terminar de falar Magnus a interrompe dizendo: — Que eu saiba sou eu que vou ensiná-lo e não você! Lilian chateada saio, levando Samanta. Nesse dia aprendi muitas coisas sobre mim e sobre o meu mundo. No outro dia me levantei ansioso para ir à escola, mas vó Celeste me lembra que é sábado. Passei a dia todo no quarto pensando em tudo o que aprendi, que nem vejo a hora passar. Só me dou conta quando saio um pouco na rua. Nessa noite eu parecia mais forte, mais habilidoso. As meninas da rua me olhavam da um jeito diferente, como se me quisessem e arrisquei. Cheguei a um grupo da garotas, dei um sorriso e fui logo chamado para uma conversa. Conheci Jaqueline, Amanda e Bianca e Beatriz. Com vinte minutos de conversa Bianca me chamou no canto e pediu para ficar comigo. Na outra noite foi Beatriz que pediu, e é claro, eu fiquei. Mas minha vontade não se satisfez só em beijá-la, mesmo Magnus dizendo que não posso morder humanos, eu fiz. Na mesma noite mordi Bianca e Beatriz. Na segunda-feira ,quando cheguei ao colégio fui procurar Lilian para contar-la sobre meu fim de semana, mas não a encontrei. Depois da segundo aula fui à sala de Samanta saber sobre Lilian, mas nada ela sabia. Fomos ao porão procurá-la. Lá estava Magnus todo feliz e eu o perguntei: — Você viu Lilian? — Não a vi e nem quero a ver. Responde com um sorriso no rosto. Samanta o empurrou e disse: — Ele só fez uma, não é preciso responder assim! Magnus se levantou e saio, nos deixando sois. Quando eu ia atrás dele Samanta mim segurou e disse que não valia à pena. Ficamos sentados lá por horas e nada dela aparecer. Ao longo da semana não vimos mais Lilian. Como eu não tinha com quem conversar, tive que pegar amizade, com outras pessoas. Foi difícil, mas consegui. Conquistei a amizade de Daiene, a menina mais esperta da sala, e por incrível que pareça, ela não me achou estranho, ao contrario, ela me entendeu. E sem querer, desobedeci outra regra, “Os humanos não podem ver, ouvir ou falar de nossa existência.” No começo ela duvidou e até pediu uma provar. Não precisei fazer muito. Enfeiticei a professora para que não desse aula, e Daiene acreditou. No sábado eu contava as horas para anoitecer e sair. Quando saí fui procurar as garotas, mas não às achei, então fui à casa de Amanda. Eu ia bater, mas pensei em dar um susto nela. E lá estavam ela e Jaqueline sentadas no sofá. Me aproximei devagar e disse com voz de monstro: - BOA NOITE! Suas reações não foram exatamente o que eu esperava. Subiram as escadas para o quarto gritando. Depois de dar boas gargalhadas subi para falar com elas, bati na porta várias vezes, mas não abriram, ainda sorrindo disse: — Deixem de ser medrosas, sou eu Alexssander.


E elas gritaram: — SAI DAQUI DEMÔNIO, SAI! Quando ouvi aquilo achei que havia algo em seu quarto, e sem pensar muito, arrombei a porta com um empurrão. Ao entrar só vi as duas as duas gritando e olhando para mim. Então entendi que estavam falando de mim, tentei acalmá-las, mas elas só gritavam, tive que apelar as minhas habilidades para calarem-se. Depois de um tempo, mais calmas, pedi para que me explicassem e Amanda disse: — As gêmeas estavam agindo de modo estranho, diferente do que agiam antes e pareciam vampiras, pois não podiam ver sangue que queriam beber. Disse a elas que não era para se preocupar por que aquilo era temporário. Depois de explicar se acalmaram, de verdade, e conseguiram entender melhor. Mais antes que elas perguntassem alguma coisa saí correndo. No domingo não saí de casa para poder descansar. Mas na segunda saí bem cedo, e fui à procura de Lilian, fiquei sabendo que ela havia saído com um rapaz muito estranho. Durante a semana procurei saber quem era esse rapaz e descobri que era um amigo dela e de Samanta. Samanta e eu íamos todos os dias ao porão, mas nem Magnus aparecia. Conversando com Amanda e Jaqueline, comentei sobre o rapaz e elas o conheciam, ele estudava na mesmo sala que elas, mas ele não tinha amizade com ninguém, nem seu nome elas sabiam, só conheciam como Lucian, mas todos sabiam que não era o seu nome verdadeiro. Fiquei mais curioso ainda. E quando anoiteceu, invadi a escola a procura de documentos que falassem sobre ele. Durante a procura ouvi um som no telhado e me preparei para atacar. Quando Jaqueline e Amanda caem do telhado nos meus pés, e eu perguntei: — O que é que vocês estão fazendo aqui? E Amanda respondeu: — O mesmo que você. Viemos saber mais sobre esse menino. E eu as falei: — Vocês podem se dar muito mau. E Amanda disse: — Deixe disso, viemos lhe ajudar. E não sofremos nenhum arranhão. Quando olhei para Jaqueline o seu braço estava sangrando e eu a disse: — Vocês podem até me ajudar, mas é melhor ficarem bem longe de mim. E voltei a procurar. Depois de algum tempo Jaqueline encontrou os documentos dele. O seu nome verdadeiro é Victor de Brito. Então decidi procurá-lo ao amanhecer. Ao guardar os documentos vi o sangue de Jaqueline, e não aguentei levantei-a pelo braço e a mordi. Amanda tentou me impedir, mas acaba sendo mordida também. Quando dei conta do que havia feito já era tarde, a transformação estava em suas veias, só tirei-as de lá e deixe-ias em seus quartos. No outro dia fui à casa das meninas e por incrível que pareça elas estavam ótimas e cheias de disposição, aproveitei e leve – ias, enquanto o efeito da transformação não passava. Quando estávamos próximos da casa de Victor, passou um garoto e esbarrou em Jaqueline, ela e Amanda ficaram caladas tremendo. Ao perguntá-las o que foi elas gaguejando disseram:


— É ele. Eu sem entender perguntei: — Ele quem? E Amanda respondeu: —É ele, Lucian, ou melhor, Victor. Olhei para ele e gritei: —VICTOR! Ele olhou para trás e continuou andando. Pedi para Amanda e Jaqueline voltarem e o segui atrás dele, depois de muito andar. Ele desapareceu da minha vista, comecei a procurá-lo e de surpresa ele apareceu e me perguntou: — Quem é você, ser? E eu também fiz uma pergunta: — Cadê Lilian, seu vampiro. Ele sorriu e disse: — Você deve ser um lobo, pois não consigo ler sua mente, mas você não parece um. Então você é o quê? — Sou amigo de Lilian e quero saber, onde ela está? Digo já irritado. Ele me olhou dos pés a cabeça e disse: — Você não me respondeu o que é você? E eu o respondi: — Sou mestiço. —Você devia ter dito antes me siga. Disse Victor. Ele me levou para uma casa perto e lá estava Lilian e o meu vizinho Manoel, cuidando dela que estava machucada. Eu disse assustado: — O que aconteceu Lilian? E Manuel respondeu: — Se acalme. Só foi um acidente. Então Lilian falou: — Acidente coisa nenhuma, foi o desgraçado, miserável do Magnus que me fez isso. —Por quê? Eu a perguntei. E Antes que Lilian me respondesse Victor a interrompe dizendo: —Porque nada. Lilian precisa descansar agora. Manuel me chamou de lado e disse: —É melhor você ficar de olho em Samanta, pois ela corre perigo.


E eu perguntei: — Quero que você me diga por que Magnus fez isso com ela? Ele me disse que ela e Magnus estavam disputando o poder, Lilian era a princesa das Vampiras e Magnus o guardião, ele queria tomar o poder e se tornar o príncipe das trevas derrubando Lilian, quando ela descobriu foi tomar satisfação e começaram a brigar, quando Lilian estava ganhando ele a jogou uma maldição, tirando-o do poder. Quando ele me contou eu não acreditei e fui perguntar a Victor que confirmou tudo. Na sexta-feira fui ao colégio para falar com Samanta, quando entrei dei de cara com Magnus na porta da sala dela, entrei na sala e me sentei ao lado dela e disse: — Você está correndo perigo, fique longe de Magnus. E surpreendentemente ela disse: —Vá embora, eu não quero saber de você. — Como assim? Eu vim para lhe avisar que... Ela me interrompeu repetindo: —Vá embora, eu não quero saber de você. Mesmo sem saber o que aconteceu não digo mais nada e sai. Quando passei na porta Magnus deu um sorriso e disse: —Que pena o lobinho saiu com o rabo entre as pernas. Eu não disse nada, apenas saí. No caminho para casa encontrei Jaqueline, Amanda, Bianca e Beatriz, e Bianca me perguntou: — Oi, como você está? E eu a respondi de “cara amarrada”: — Estou péssimo! Por quê? Jaqueline me segurou e disse: —Que bicho te mordeu? 

Largue-me agora. Disse com raiva.

Mas ela não quis me ouvir e repetir com mais raiva ainda: — ME LARGUE AGORA! Quando Amanda se levantou começou a gritar comigo e avança em cima de mim “com unhas e dentes”. Antes que ela percebesse desapareço e reapareço segurando o seu pescoço, Bianca, Beatriz e Jaqueline, gritaram e tentaram me impedir. Isso só me deixou com muito mais raiva, segurei Beatriz também e gritei: — ESTOU CHEIO DE VOCÊS, VOU TERMINAR O QUE COMEÇEI, MAS DESSA VEZ NÃO DEIXAREI NENHUMA GOTA DE SANGUE! De repente aparece uma amiga das meninas, que disse: — Você não vai terminar nada, nem agora e nem nunca. — Por quê? O que você vai fazer sua humana? Disse com ironia.


E ela me respondeu sorrindo: — Eu não vou fazer nada, mas minhas amigas vão. Ela tirou duas adagas de bolsa apontou para mim e disse: — Ou você larga elas ou vai sentir o gosto da prata. E aí, o que você preferir? Quando ele se preparou, joguei Beatriz e Amanda sobre ela e sai correndo. Ao chegar em casa procurei minha avó, mas só encontro um bilhete que diz: “Olá mestiço, eu acho que você está sentindo falta de alguém, e não é de Samanta, que por acaso não quer nada com você. É eu estou com sua avó humana e quero que me traga Lilian. Eu sei que ela está viva por isso quero que você a traga às 20:00h. Da noite de lua cheia, isto é, hoje. Na praça ao lado do colégio. Não se atrase.” Magnus. Entrei em desespero e não sabia o que fazer, até vir à idéia de pedi ajuda a vó Mary. Comecei a gritar: —VÓ MARY PRECISO DA SENHORA, VÓ MARY PRECISO DA SENHORA! E como uma poeira escura ela apareceu na minha frente perguntando: — O que foi Alexssander?O que foi? E eu a contei tudo. Ao terminar ela disse: — Não se preocupe que eu vou buscar a sua avó, mas em relação aos outros problemas você deve resolver sozinho. Mas só uma coisa, você deve ser o que você é. Tentei pergunta o que significava isso, mas ela sumiu em meio à poeira. Depois de uma hora minha avó a parece petrificada e com outro bilhete dizendo: “Alexssander, não precisa se preocupar, ela só esta petrificada e com uma simples magia ela volta ao normal, e sem nenhuma lembrança do que aconteceu. Mas a magia é você que vai fazer.” Beijos, vó Mary. Não estava preocupado, mas quando li aquilo comecei a ficar. — Como eu vou fazer uma magia? Ela esqueceu que eu sou mestiço com vampiro e lobo, e não com bruxo. Como eu vou fazer isso? Eu falava sozinho e dava voltas ao redor da sala, até me lembrar que sou mestiço com vampiro e lobo, mas tenho também sangue de bruxo, já que minha avó é uma. Tentei de varias formas tirar o encanto, mas nenhuma deu certo, então já quase desistindo faço uma ultima tentativa, e dessa vez faço de todo o meu coração e algo acontece, eu emito uma luz das minhas mãos e ela aos poucos volta ao normal. No outro dia fui me desculpar com as garotas e contar o que tinha acontecido. Mas quando bato na porta quem abre é Ângela aquela amiga das adagas, quando me viu pegou uma espada que estava atrás da porta e disse: —Você é corajoso, veio para terminar o que começamos, não é?


— Não, não, eu só vim me desculpar com elas, se acalme! Gritei. Amanda ouviu meus gritos, correu para a porta e viu Ângela tentando me corta com uma adaga em uma mão e a espata em outra. Sai gritando: — Pare! Você é louca, socorro! E por coincidência vinha Bianca e Jaqueline e começam a sorrir com cena, até que ela me acerta no braço, Ângela sorriu e disse: —Você agora vai morrer. E as meninas gritam: —Não, pare! —Ele até merece, mas essa coisa é nosso amigo. Ângela sem entender as perguntou: —Como assim, amigo? E Jaqueline lhe respondeu: —É, ele é nosso amigo sim. —E por que ele queria matar vocês noite passada? Mesmo depois de esclarecer tudo Ângela disse: —Vocês não devem confiar em um vampiro e nem em um lobo, quanto mais em um que é os dois. Eu prefiro vê-lo morto. —Então, você terá que nos matar também, nos somos vampiras, temporariamente, mas somos. Diz Amanda, e Ângela: —Eu já sei que ele as transformou temporariamente. Mesmo por isso ele merece morrer. —Para matá-lo você terá que nos matar também. Disse Bianca com uma expressão séria. Ângela se cala e fica pensando. Depois de um tempo ela se virou para Amanda e disse: — Ele pode até ser um vampiro, mas se vocês confiam nele eu também confio. Mesmo depois de ele ter me ameaçado, Corrido atrás de mim e tentado me matar eu o perdôo. —Fico muito feliz por isso, pois terei certeza que irei dormir e me acordar sem uma adaga de prata no meu coração. Respondi. Depois disso entendi o que minha avó quis dizer com: — Você deve ser quem você é. Após ter me recuperar fui ao colégio falar com Magnus e Samanta para saber o que tinha acontecido com eles, mas Daiene me disse que ele veio mais cedo e levou Samanta. Então eu a perguntei: —Você sabe para onde ele a levou? E ela me responde: —Sei sim. —E você pode me dizer? Perguntei e ela me respondeu: —Não! —Por que não?


—Por que não vou dizer aonde é, eu vou lhe levar. —Não, é melhor não. Disse-a e ela me respondeu: —Então eu não lhe direi nada. Virei-me e a disse: —Não é preciso me dizer sua mente, já me disse tudo. Fui à casa de Amanda, de novo. Dessa vez para levá-la a uma missão junto com Jaqueline e Ângela. Mas eu disse a Amanda e Jaqueline: - Para essa missão vocês terão de se transformar por inteiro. O que dizem? Sentaram para pensar e disseram sim. Mesmo Ângela não querendo deixar, eles disserem: - Já que estamos na chuva, vamos nos molhar! E Ângela com muita raiva disse: —Essa vai ser a pior burrice que vocês iram fazer nas suas vidas, traçar sangue com ele. Mas eu não vou... Sem alguns brinquedinhos. Enquanto ele pegava seus “brinquedinhos” eu transformei definitivamente as duas e fomos. Leveias a casa de Victor. Entramos devagar pela porta de trás e nos separamos. Eu e Amanda ficamos em baixo, Jaqueline e Ângela foram para cima. Em silêncio começamos a procurar por alguém, procurar entre aspas, pois eu já sabia quem estava lá. De repente ouvi um grito e subi correndo com Amanda para ver o que havia acontecido, e vi Lilian deitada em uma cama de mármore, Manuel e Victor presos na parede, literalmente, Samanta deitada em uma cama repleta de pétalas de rosas, só com suas peças intimas e Magnus sem camisa, sentado em uma grande poltrona. Ângela ficou tão nervosa que não sabia o que iria fazer, Magnus aproveita o seu nervosismo e a encanta. Jaqueline tenta descer, mas o tapete escorrega e ela desce rolando escada a baixo Amanda desce para ajudá-la. E Magnus nos cumprimenta: —Bem Vindos à casa do meu primo, Alexssander. Que falta de educação, nem me apresenta suas amigas. Eu o disse sério: —Falta de educação e você que invade a casa dos outros, prende o dono e quer matar os convidados. E ainda sou eu que sou mal educado. Ele me olhou e disse: —Pensando bem, é melhor esquecer as nossas desavenças e comandarmos juntos, um mestiço e um bruxo no poder. E aí o que você me diz? Em minha mente passavam muitas idéias, mas fiquei com a razão. —Obrigado pela proposta, mas eu não aceito. Ele levantou-se com raiva e gritou: —ENTÂO VOCÊ VAI MORRER COMO LILIAN E OS OUTROS. E voou para cima de mim. Empurroume contra a parede e assim começamos a luta, Magnus me arremessou no canto com uma força incrível e começou um ritual. Aquilo me fez sentir muita, muita ira, despertando realmente o Mestiço, pulei em cima dele, mas ele me jogou em direção a porta quebrando-a e me veio à idéia de afastá-lo da sala, encerrando, mesmo que temporário, o ritual. Ataquei-o pelas costas e o prendi, levando-o para fora do quarto, enquanto lutamos, Amanda e Jaqueline subiram para tentar libertar os outros, mas são impedidas por Ângela. Jaqueline tenta acordá-la, mas leva um soco e


cai, enquanto isso Amanda tenta de todas as formas liberta Victor e Manuel, no entanto não consegue então ela procura algo que seja explosivo e encontra um vidrinho em cima da prateleira e o arremessa contra a parede, os libertando. Os dois vieram me ajudar segurando Magnus que estava me dando uma surra. Amanda desceu e pegou uma corrente, prendeu Ângela e esperou que nós o prendêssemos, mas pelo jeito está difícil. Enquanto Jaqueline olhava Ângela, Amanda libertou Lilian que estava adormecida, ela também tenta acorda Samanta que está em um transe profundo, porem não conseguiu. Lilian foi a um dos quartos de Victor e pegou um livro antigo. Quando ela voltou se aproximou de Magnus e gritou: —Reductor Temporio Encantartem! Esperamos acontecer algo, mas nada acontece. Magnus começou a sorri e disse: —Você faz um encantamento como se veste. Ridiculamente! Nós olhamos para ela que começou a ficar com olhos vermelhos e suas unhas e dentes começam a crescer. Ela o pegou pelo pescoço, o bateu três vezes contra a parede, o arremessa na mesa de mármore e o amarrou. Todos nos ficamos impressionados com aquilo. E Amanda a perguntou: —Como você fez isso? Eu a respondi: —Você não viu que foi a magia?! E Victor me corrigi: — Errado, foi à ofensa que a deixou deste jeito, a magia só o deixou o mais fraco. —Mas isso é temporariamente, segure-o com muita força, pois a magia está acabando. Todos nós ajudamos a segurá-lo e Lilian leu umas palavras que estavam escritas na última página do livro. Ela começou a levitar, sendo levada pelo livro. Aproximou-se de Magnus e dele surgiu uma luz que pareceu sugar seus poderes para dentro do livro. A luz era tão forte que nós não agüentamos e a última coisa de que me lembro foi de Lilian largando-o e desmaiando, interrompendo o encantamento. Depois me lembro de ser acordado por Manoel e Ângela. Por último Magnus se levanta tonto e sem saber o que havia acontecido perguntando: — O que eu estou fazendo aqui? E Lilian respondeu: — Até parece que você não se lembra! — Lembrar de quê? Ele perguntou de cabeça baixa. Samanta olhou nos olhos dele e disse: — É verdade. Ele não se lembra de nada do que aconteceu aqui. Chamei Lilian e Victor no canto e os perguntei: — Que magia era aquele, que nos desmaiou e fez ele esquecer de tudo? Lilian se virou, olhou para Magnus voltou e disse: — Na verdade a magia era só para tirar parte dos poderes dele. E não para causar amnésia. Victor pagou o livro, ainda com medo e disse: — Aqui diz que esse feitiço retira parte da maldade que há em seus poderes. Eu o perguntei curioso: — E porque ele perdeu a memória? — A verdade é que ele esqueceu a raiva que estava de Lilian, ou, parte dela.


Ângela se aproximou de nós e perguntou do que estamos conversando. Victor lhe contou. Ela nós olhou com um olhar de maldade e disse: — Então ele não se lembra de nada. De nadinha mesmo! Magnos se levantou e perguntou: — Do que vocês estão falando aí? Ângela se vira e disse: — Estamos falando disso... E em seguida da um soco nele que o desmaia. Enquanto Magnus “dormia” nós ajudamos Victor a arrumar a casa. Já que o idiota do Magnus quase que a destruía. Quando terminamos Victor nos ajudou a levá-lo para casa. E de lá cada um seguiu o seu caminho. Após isso, nossas vidas se tornaram bastante normais, para dizer a verdade, quase normais. Eu morando com minha vó Celeste e estudando como Lilian, Samanta e Magnus. Os dois continuam brigando. As meninas continuam conversando besteiras na rua nos finais de semana. E Ângela faz o que mais gosta. Gastar o dinheiro dos pais e caçar vampiros. Mas agora com a ajuda de Manuel e de Victor. E assim segue a vida; calma. Por enquanto.

Escrito por Jeferson Pedro.

Alexssander, O Mestiço  

Alexssander e um garoto com os mesmos proplemas dos qualquer outro. Ate o seu aniversario de 13. Quando ele descobre quem realmente e.

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