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Moradores de áreas próximas de incêndios ambientais relatam dificuldade para respirar
Por Fabrício Zvir
De acordo com dados do 2°
Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa do período de 01 de julho a 26 de agosto de 2024, o número de atendimentos em incêndios ambientais no município aumentou 395%
Foram 142 atendimentos a mais em comparação ao mesmo período do ano passado, com 48 incêndios A fumaça causada pelas queimadas compromete a qualidade do ar e afeta a saúde respiratória
Nas vilas Tavares e Coronel Cláudio, no bairro de Olarias, onde as aposentadas Joana dos Santos
Afonso e Rosiliane Ferreira moram, a fumaça afetou a rotina da família Rosiliane, de 58 anos, que é asmática e tem enfisema nos pulmões, relata que está enfrentando dificuldades para respirar e em manter a rotina devido à fumaça “Não tem condições de deixar a casa aberta, não

consigo lavar roupas e incomoda nas minhas atividades do diaadia por causa das minhas doenças respiratórias”, diz Rosiliane Joana, de 66 anos, conta que os incêndios ambientais prejudicam a saúde respiratória de todos os moradores da residência “Está causando sintomas de rinite
Caso a queimada apresente riscos de atingir casas e a população pode ligar para o 193 do Corpo de Bombeiros
alérgica, tosse seca e dificuldades respiratórias, além de que a casa fica constantemente suja devido à fuligem”, destaca Joana O médico pneumologista Helder Vinicius Ribeiro relata que a demanda no seu consultório cresceu devido ao aumento das queimadas no município e que os mais atingidos são pessoas que já tem algum registro de doenças respiratórias e fumantes De acordo com Helder, os principais sintomas da população afetada pela fumaça são falta de ar, dificuldade para respirar, chiado no peito, cansaço e dificuldade para fazer atividades diárias comuns O médico reforça cuidados que a população pode tomar para diminuir o agravamento dos sintomas “Manterse sempre hidratado, com no mínimo dois litros de água por dia, lavagem nasal com soro fisiológico, lubrificação dos olhos e evitar, se possível, o contato com áreas próximas às queimadas"
Por Fabrício Zvir, Gabriela Denkwiski e Rafaela Conrado
O governo do Paraná divulgou estado climático crítico devido à falta de chuvas, conforme parecer da Coordenadoria de Defesa Civil Segundo o boletim climático emitido pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação foi marcada pela baixa quantidade de chuva e tempo seco, que pode afetar a qualidade do ar e impactar diretamente na saúde respiratória
Em Ponta Grossa, de acordo com dados do Simepar, a temperatura média deste ano dos meses de julho, agosto e até 26 de setembro foi de 16,8°C, o que representa um aumento de 1,2ºC quando comparado a média histórica que é calculada desde 1997 A média de chuva acumulada em 2024 foi de 59,1 mm para esse período Isto evidencia queda de 37,4% no volume de percipitações no município Se comparada com média histórica, foram registrado 96 1 mm
para os três meses
O inverno de 2024, no Brasil, foi marcado por temperaturas amenas em relação aos anos anteriores. Segundo o boletim climático emitido pelo Simepar, a estação foi marcada pela baixa quantidade de chuva e o tempo seco, que pode afetar a qualidade do ar e impactar diretamente na saúde respiratória dos paranaenses
Monitoramento
Há 17 anos, o professor de climatologia do Departamento de Geociências da UEPG, Gilson da Cruz, analisa a mudança climática por meio de imagens via satélite que mostram a termografia do ambiente O satélite capta imagens no mesmo horário, padronizando os resultados Gilson comenta que existem diversos fatores que podem provocar o aumento da temperatura dos ambientes O professor não exclui o fato de que a interferência humana também contribui com o problema
Com o período de estiagem, a qualidade do ar está comprometida Bruna Perek,
estudante do último ano de Bacharelado em Química Tecnológica, na UEPG, relata os impactos severos das mudanças bruscas de temperatura do final de agosto “Minha imunidade não estava preparada para uma amplitude térmica de 31°C a 0°C em menos de uma semana”, destaca A aluna afirma que esta variação a deixou vulnerável a crises alérgicas e infecções na garganta
Para solucionar a questão do desconforto térmico, uma das soluções é arborizar o município Atualmente, está em
fase de licitação o Plano Municipal de Arborização UrbanaPMAU O plano irá contabilizar e realizar a manutenção das árvores já existentes nas vias da cidade, mapear áreas prioritárias para plantio e as espécies de árvore necessárias para cada região Gilson explica: “Arborizar as ruas e praças é de extrema importância para melhorar as condições térmicas da cidade, além de ajudar a diminuir a poluição, que é outro elemento que condiciona a elevação da temperatura do ar”, destaca








Ricardo
Por Ester Rollof
icardo Alex da Silva, atleta de Ponta Gros
sa e integrante da Seleção Brasileira de Patinação, sofre com a falta de apoio, tanto da cidade quanto da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP), entidade responsável por esportes com skate, patins e patinetes Apesar de suas conquistas, incluindo várias medalhas em competições nacionais e internacionais, Ricardo não recebe o devido reconhecimento A falta de planejamento para 2024 em modalidades como Roller Derby e Inline Downhill, que são sua especialidade e caracterizadas por descidas em alta velocidade atrapalha o desenvolvimento da modalidade.
O atleta treina no Lago de Olarias por falta de lugar adequado para a prática “Várias vezes precisei me jogar para fora da pista para desviar das pessoas, pois elas não respeitam a pista vermelha”, relata Ele explica que não existem treinadores formados na cidade e que, até o final do ano, pretende se qualificar para dar aulas de patinação Ricardo ainda expõe

que a falta de patrocínio dificulta nas competições, pois os custos de viagem e equipamento ficam por conta dos atletas. “Quando chegamos nas competições vemos os atletas das seleções de outros
Por Rafaela Conrado
O Festival de Natação, promovido pelo projeto de Esportes de Aventura da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), acontece no dia nove de novembro em parceria com o clube de natação e hidroginástica Rocco Fitness, na piscina da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) De acordo com Danilla Corazza, professora de educação física na UEPG e uma das organizadoras do evento, a proposta é criar um ambiente acessível e descontraído, com o intuito de
incentivar a prática da natação e promover tanto o aprendizado quanto a confraternização entre iniciantes e nadadores Ela destaca que o festival visa estimular o interesse pela natação e descobrir novos talentos.
O evento será realizado em um único dia e é aberto ao público. As inscrições, limitadas a 50 vagas, devem ser realizadas por meio de um formulário online, que será disponibilizado nos perfis do Instagram (@aventurauepg) e (@Roccofitnessclub)
países com vários patins de reserva e comissão de apoio para os atletas, é desmotivante”, lamenta
Adesão
Os atletas amadores cria
ram um grupo, chamado Patins Ponta Grossa, para pessoas interessadas em patinação e que desejam aprender Os integrantes comentam que patinam nas ruas nos dias de menor movimento “Muitos dizem que somos arruaceiros porque gostamos de andar à noite no meio dos carros, mas não temos um lugar específico para praticar”, afirma a patinadora Graziele Azevedo
Segurança
Outra integrante do grupo, Emília Lindamar, cita os cuidados para particar o esporte nas ruas "A proteção é o mais importante e o uso de roupas claras para os motoristas conseguirem enxergar também”, explica
A patinadora Gilmara de Cássio também faz parte do grupo e fala sobre os benefícios de patinar por períodos prolongados "Melhora tanto a saúde física quanto a saúde mental, trabalha o sistema cardiovascular e aumenta a resistência física", explica
O grupo se reúne à noite em ruas e locais improvisados para os treinos Para participar basta entrar em contato através do instagram @PatinsPontaGrossa
Por Sabrina Waselcoski
Na 66ª edição dos Jogos Abertos do Paraná (JAPS), Ponta Grossa conquistou vaga na categoria ouro com o vôlei de praia feminino Ao todo, mais de 12 mil participantes passaram pela competição desde junho de 2024 A segunda fase, a macrorregional, foi disputada por aproximadamente cinco mil atletas de diferentes municípios do estado Os times selecionados para a final concorrem na categoria ouro, e os segundos e terceiros colocados a categoria prata um novo formato
dentro da competição O técnico João Aplewicz, que acompanha o time pontagrossense desde março, reconhece o esforço do trio. “Estamos na chave ouro, jogaremos contra duplas experientes e fortes”, analisa.
Ingrid Pedroso, 28 anos atleta da Liga de voleibol de Ponta Grossa, contou sobre o processo e está esperançosa com as finais “Treinamos muito e vamos lutar por um lugar no pódio”, enfatiza
Além de Ingrid, a na cidade de Apucarana, no Vale do Ivaí, entre os dias 21 e 24 e 28 e 30 de novembro






