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Foca Livre 238

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Número de queimadas triplica no segundo semestre de 2024 em Ponta Grossa

Moradores de áreas próximas de incêndios ambientais relatam dificuldade para respirar

De acordo com dados do 2°

Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa do período de 01 de julho a 26 de agosto de 2024, o número de atendimentos em incêndios ambientais no município aumentou 395%

Foram 142 atendimentos a mais em comparação ao mesmo período do ano passado, com 48 incêndios A fumaça causada pelas queimadas compromete a qualidade do ar e afeta a saúde respiratória

Nas vilas Tavares e Coronel Cláudio, no bairro de Olarias, onde as aposentadas Joana dos Santos

Afonso e Rosiliane Ferreira moram, a fumaça afetou a rotina da família Rosiliane, de 58 anos, que é asmática e tem enfisema nos pulmões, relata que está enfrentando dificuldades para respirar e em manter a rotina devido à fumaça “Não tem condições de deixar a casa aberta, não

consigo lavar roupas e incomoda nas minhas atividades do dia­a­dia por causa das minhas doenças respiratórias”, diz Rosiliane Joana, de 66 anos, conta que os incêndios ambientais prejudicam a saúde respiratória de todos os moradores da residência “Está causando sintomas de rinite

Denúncias

Caso a queimada apresente riscos de atingir casas e a população pode ligar para o 193 do Corpo de Bombeiros

alérgica, tosse seca e dificuldades respiratórias, além de que a casa fica constantemente suja devido à fuligem”, destaca Joana O médico pneumologista Helder Vinicius Ribeiro relata que a demanda no seu consultório cresceu devido ao aumento das queimadas no município e que os mais atingidos são pessoas que já tem algum registro de doenças respiratórias e fumantes De acordo com Helder, os principais sintomas da população afetada pela fumaça são falta de ar, dificuldade para respirar, chiado no peito, cansaço e dificuldade para fazer atividades diárias comuns O médico reforça cuidados que a população pode tomar para diminuir o agravamento dos sintomas “Manter­se sempre hidratado, com no mínimo dois litros de água por dia, lavagem nasal com soro fisiológico, lubrificação dos olhos e evitar, se possível, o contato com áreas próximas às queimadas"

Paraná decreta situação de emergência devido a falta de chuva

Por Fabrício Zvir, Gabriela Denkwiski e Rafaela Conrado

O governo do Paraná divulgou estado climático crítico devido à falta de chuvas, conforme parecer da Coordenadoria de Defesa Civil Segundo o boletim climático emitido pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação foi marcada pela baixa quantidade de chuva e tempo seco, que pode afetar a qualidade do ar e impactar diretamente na saúde respiratória

Em Ponta Grossa, de acordo com dados do Simepar, a temperatura média deste ano dos meses de julho, agosto e até 26 de setembro foi de 16,8°C, o que representa um aumento de 1,2ºC quando comparado a média histórica que é calculada desde 1997 A média de chuva acumulada em 2024 foi de 59,1 mm para esse período Isto evidencia queda de 37,4% no volume de percipitações no município Se comparada com média histórica, foram registrado 96 1 mm

para os três meses

O inverno de 2024, no Brasil, foi marcado por temperaturas amenas em relação aos anos anteriores. Segundo o boletim climático emitido pelo Simepar, a estação foi marcada pela baixa quantidade de chuva e o tempo seco, que pode afetar a qualidade do ar e impactar diretamente na saúde respiratória dos paranaenses

Monitoramento

Há 17 anos, o professor de climatologia do Departamento de Geociências da UEPG, Gilson da Cruz, analisa a mudança climática por meio de imagens via satélite que mostram a termografia do ambiente O satélite capta ima­gens no mesmo horário, padronizando os resultados Gilson comenta que existem diversos fatores que podem provocar o aumento da temperatura dos ambientes O professor não exclui o fato de que a interferência humana também contribui com o problema

Com o período de estiagem, a qualidade do ar está comprometida Bruna Perek,

estudante do último ano de Bacharelado em Química Tecnológica, na UEPG, relata os impactos severos das mudanças bruscas de temperatura do final de agosto “Minha imunidade não estava preparada para uma amplitude térmica de 31°C a 0°C em menos de uma semana”, destaca A aluna afirma que esta variação a deixou vulnerável a crises alérgicas e infecções na garganta

Para solucionar a questão do desconforto térmico, uma das soluções é arborizar o município Atualmente, está em

fase de licitação o Plano Municipal de Arborização UrbanaPMAU O plano irá contabilizar e realizar a manutenção das árvores já existentes nas vias da cidade, mapear áreas prioritárias para plantio e as espécies de árvore necessárias para cada região Gilson explica: “Arborizar as ruas e praças é de extrema importância para melhorar as condições térmicas da cidade, além de ajudar a diminuir a poluição, que é outro elemento que condiciona a elevação da temperatura do ar”, destaca

Queimadas e poluição colaboram para o aumento da sensação térmica
Mata carbonizada na região da PR-151 próximo ao Clube Verde Campestre
Foto: Kailani Czornei
Foto: Gabriela Denkwiski

Falta de estrutura na cidade compromete preparação de atleta da seleção

RAlex da Silva, atleta de patinação - Inline Downhill enfrenta dificuldades para treinar

icardo Alex da Silva, atleta de Ponta Gros­

sa e integrante da Seleção Brasileira de Patinação, sofre com a falta de apoio, tanto da cidade quanto da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP), entidade responsável por esportes com skate, patins e patinetes Apesar de suas conquistas, incluindo várias medalhas em competições nacionais e internacionais, Ricardo não recebe o devido reconhecimento A falta de planejamento para 2024 em modalidades como Roller Derby e Inline Downhill, que são sua especialidade e caracterizadas por descidas em alta velocidade atrapalha o desenvolvimento da modalidade.

O atleta treina no Lago de Olarias por falta de lugar adequado para a prática “Várias vezes precisei me jogar para fora da pista para desviar das pessoas, pois elas não respeitam a pista vermelha”, relata Ele explica que não existem treinadores formados na cidade e que, até o final do ano, pretende se qualificar para dar aulas de patinação Ricardo ainda expõe

que a falta de patrocínio dificulta nas competições, pois os custos de viagem e equipamento ficam por conta dos atletas. “Quando chegamos nas competições vemos os atletas das seleções de outros

O Festival de Natação, promovido pelo projeto de Esportes de Aventura da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), acontece no dia nove de novembro em parceria com o clube de natação e hidroginástica Rocco Fitness, na piscina da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) De acordo com Danilla Corazza, professora de educação física na UEPG e uma das organizadoras do evento, a proposta é criar um ambiente acessível e descontraído, com o intuito de

incentivar a prática da natação e promover tanto o aprendizado quanto a confraternização entre iniciantes e nadadores Ela destaca que o festival visa estimular o interesse pela natação e descobrir novos talentos.

O evento será realizado em um único dia e é aberto ao público. As inscrições, limitadas a 50 vagas, devem ser realizadas por meio de um formulário online, que será disponibilizado nos perfis do Instagram (@aventurauepg) e (@Roccofitnessclub)

países com vários patins de reserva e comissão de apoio para os atletas, é desmotivante”, lamenta

Adesão

Os atletas amadores cria­

ram um grupo, chamado Patins Ponta Grossa, para pessoas interessadas em patinação e que desejam aprender Os integrantes comentam que patinam nas ruas nos dias de menor movimento “Muitos dizem que somos arruaceiros porque gostamos de andar à noite no meio dos carros, mas não temos um lugar específico para praticar”, afirma a patinadora Graziele Azevedo

Segurança

Outra integrante do grupo, Emília Lindamar, cita os cuidados para particar o esporte nas ruas "A proteção é o mais importante e o uso de roupas claras para os motoristas conseguirem enxergar também”, explica

A patinadora Gilmara de Cássio também faz parte do grupo e fala sobre os benefícios de patinar por períodos prolongados "Melhora tanto a saúde física quanto a saúde mental, trabalha o sistema cardiovascular e aumenta a resistência física", explica

O grupo se reúne à noite em ruas e locais improvisados para os treinos Para participar basta entrar em contato através do instagram @PatinsPontaGrossa

Time feminino de vôlei conquista vaga na final

Na 66ª edição dos Jogos Abertos do Paraná (JAPS), Ponta Grossa conquistou vaga na categoria ouro com o vôlei de praia feminino Ao todo, mais de 12 mil participantes passaram pela competição desde junho de 2024 A segunda fase, a macrorregional, foi disputada por aproximadamente cinco mil atletas de diferentes municípios do estado Os times selecionados para a final concorrem na categoria ouro, e os segundos e terceiros colocados a categoria prata ­ um novo formato

dentro da competição O técnico João Aplewicz, que acompanha o time pontagrossense desde março, reconhece o esforço do trio. “Estamos na chave ouro, jogaremos contra duplas experientes e fortes”, analisa.

Ingrid Pedroso, 28 anos atleta da Liga de voleibol de Ponta Grossa, contou sobre o processo e está esperançosa com as finais “Treinamos muito e vamos lutar por um lugar no pódio”, enfatiza

Além de Ingrid, a na cidade de Apucarana, no Vale do Ivaí, entre os dias 21 e 24 e 28 e 30 de novembro

Foto: Ester Roloff
Atletas são obrigados a improvisar os locais dos treinos

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