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Relatório 8 – Consumo alimentar de crianças menores de 5 anos (ENANI-2019)

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ALIMENTAÇÃO INFANTIL II

Consumo alimentar de crianças menores de 5 anos. ENANI-2019

ALIMENTAÇÃO INFANTIL II

Consumo alimentar de crianças menores de 5 anos. ENANI-2019

Ficha Catalográfica

U58e Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Alimentação Infantil II: Consumo alimentar de crianças menores de 5 anos: ENANI – 2019 / coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense e Fundação Oswaldo Cruz; coordenador geral, Gilberto Kac. - Documento eletrônico. - Rio de Janeiro: UFRJ, 2024.

192 p.:il

Disponível em: https://enani.nutricao.ufrj.br/index.php/relatorios/

1. Alimentação infantil. 2. Recordatório Alimentar de 24 horas. 3. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil. I. Universidade Federal do Rio de Janeiro. I. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. II. Universidade Federal Fluminense. III. Fundação Oswaldo Cruz. IV. Kac, Gilberto. V. Título.

CDD: 363.80981

Título para indexação

Em inglês: UFRJ. Federal University of Rio de Janeiro. Food intake of children under 5 years of age. Brazilian National Survey on Child Nutrition (ENANI-2019).

Como citar

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Alimentação Infantil II: Consumo alimentar de crianças menores de 5 anos: ENANI 2019. - Documento eletrônico. - Rio de Janeiro, RJ: UFRJ, 2024. (192 p.). Coordenador geral, Gilberto Kac. Disponível em: https://enani.nutricao. ufrj.br/relatorios/. Acesso em: dd.mm.aaaa

© 2024 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil

Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da coordenação executiva do ENANI-2019.

Tiragem: 1ª edição – 2024 – versão eletrônica

Elaboração, distribuição e informações:

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Av. Carlos Chagas Filho, 373 - Bloco J - 2º andar - sala 29 Rio de Janeiro - RJ - Brasil - 21941-599 Telefone: (21) 3938 6595

Homepage: www.enani.nutricao.ufrj.br

E-mail: enani@nutricao.ufrj.br

Execução

Financiamento

Realização CGAN

Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição

EQUIPE TÉCNICA

Coordenador geral

Gilberto Kac

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Coordenação de aleitamento materno e consumo alimentar

Cristiano Siqueira Boccolini

Fundação Oswaldo Cruz

Elisa Maria de Aquino Lacerda

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Coordenação de antropometria

Luiz Antonio dos Anjos

Universidade Federal Fluminense

Coordenação de micronutrientes

Inês Rugani Ribeiro de Castro

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Líder de projeto

Nadya Helena Alves dos Santos

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Coordenação de análise e controle de qualidade

Dayana Rodrigues Farias

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Assistentes de pesquisa

Maiara Brusco de Freitas

Paula Normando

Letícia Vertulli

Analistas de dados

Natália Oliveira

Neilane Bertoni

Pedro Andrade

Raquel Schincaglia

Talita Berti

Eixo de aleitamento materno e consumo alimentar

Ana Amélia Freitas Vilela

Elsa Giugliani

Maria Beatriz Trindade de Castro

Sandra Patricia Crispim

Teresa Helena Macedo da Costa

Milena Miranda de Moraes

Eixo de antropometria

Haroldo da Silva Ferreira

Virginia Gaissionok Mariz

Bruno Mendes Tavares

Denise Petrucci Gigante

Eixo de micronutrientes

Flávia Fioruci Bezerra

Marta Citelli

Lucia de Fatima Campos Pedrosa

Alceu Afonso Jordão Junior

Pedro Israel Cabral de Lira

Coordenação técnica e planejamento amostral (Science)

Mauricio Teixeira Leite de Vasconcellos (Coordenação)

Pedro Luis do Nascimento Silva

Desenvolvimento dos sistemas (Science)

Ari do Nascimento Silva

Carlos José Lessa de Vasconcellos

Jaime Urtado Alves

Luiz Alberto Matzenbacher

Coordenação geral de operações de coleta (Science)

José Roberto Scorza

Coordenação de operações de coleta de sangue e análises laboratoriais

DB – Diagnósticos do Brasil

Gestores da coleta de sangue e análises laboratoriais (Diagnósticos do Brasil)

Fábio Augusto Kurscheidt (DB)

Paulo Ricardo Portella da Silva (DB)

Assessoria de comunicação

In Media Comunicação Integrada

Projeto gráfico

MECONTA Conteúdo e Design

Fonte de financiamento

Ministério da Saúde (Departamento de Ciência e Tecnologia e Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição)

Conselho Nacional de Desenvolvimento

Científico e Tecnológico - CNPq

RESUMO EXECUTIVO

Objetivo: Descrever o consumo alimentar de crianças brasileiras menores de 5 anos de idade.

Métodos: O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) é um inquérito populacional de base domiciliar realizado entre fevereiro de 2019 e março de 2020 em uma amostra probabilística de crianças menores de 5 anos de idade de 123 municípios brasileiros e no Distrito Federal. A avaliação do consumo alimentar foi realizada por meio de um aplicativo para o preenchimento de um Recordatório Alimentar de 24 horas (R24h), com aplicação da técnica de múltiplos passos. As seguintes medidas foram calculadas para todo Brasil e estratificadas segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do Indicador Econômico Nacional (IEN) e cor ou raça: frequências de realização de refeições (%) e seus intervalos de confiança de 95% (IC 95%); frequências de consumo (%) e o consumo alimentar médio (g/dia) dos grupos de alimentos definidos pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)/Organização Mundial da Saúde (OMS) e seus IC 95%, por faixas etárias de 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses; participação relativa do total de energia (participação de energiaem %) dos grupos de alimentos da classificação NOVA, do leite materno e das fórmulas infantis por faixa etária; participação de energia segundo os tipos de refeições; e a participação de energia dos subgrupos que compõem os grupos da NOVA, incluindo análise por faixas etárias. Medidas de tendência central e de dispersão – média, desvio padrão e percentis e seus respectivos IC 95% – foram calculadas para apresentar o consumo diário de macro e micronutrientes considerando as faixas etárias de 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses. As análises foram realizadas utilizando-se a linguagem de programação R, considerando a estrutura do plano amostral, os pesos e a calibração dos dados. Resultados: Foram estudadas 14.558 crianças e avaliados 14.505 R24h. Os principais resultados, delineados pelos objetivos do estudo, são apresentados. Apenas as discrepâncias estatisticamente significativas são destacadas para as frequências de consumo e consumo médio de grupos de alimentos, segundo a classificação da FAO, e para a participação relativa de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA, segundo os estratificadores.

Frequência de realização de refeições

• 6 a 23 meses: o desjejum foi realizado por 76,5% das crianças e o almoço, lanche, jantar e refeições intermediárias por 94,8%, 92,4%, 91,9% e 91,4% das crianças, respectivamente.

• 24 a 59 meses: o desjejum foi realizado por 91,4% das crianças e o almoço, lanche, jantar e refeições intermediárias por 97,0%, 97,4%, 98,3%, 96,7% das crianças, respectivamente.

Frequência de consumo e consumo médio de grupos de alimentos segundo classificação da FAO

• 0 a 5 meses:

- A frequência de consumo de leites e derivados foi de 93,3%, com consumo médio de 750,1 g/dia.

- A frequência de consumo de alimentos para usos nutricionais específicos foi de 16,9%, com consumo médio de 249,0 g/dia, sendo maior na região Sudeste (346,8 g/dia) do que na Norte (101,5 g/dia), e maior na área urbana (256,1 g/dia) do que na rural (49,7 g/dia).

• 6 a 23 meses:

- A frequência de consumo de cereais e seus produtos foi de 78,1% e o consumo médio foi de 118,7 g/dia. Crianças de cor ou raça parda (126,2 g/dia) e preta (150,2 g/dia) apresentaram maior consumo do que as de cor ou raça branca (105,3 g/dia).

- A frequência de consumo de raízes, tubérculos e seus produtos foi de 22,5% e o consumo médio foi de 104,5 g/dia.

- A frequência de consumo de leguminosas, sementes, nozes e seus produtos foi de 50,5% e o consumo médio foi de 104,9 g/dia. Crianças da região Nordeste (78,2 g/dia) tiveram menor consumo do que as do Sudeste (119,2 g/dia).

- O consumo de leites e derivados foi observado em 94,2% das crianças e a média de consumo foi de 688,7 g/dia.

- A frequência de consumo de carnes e derivados foi de 44,5% e o consumo médio foi de 67,9 g/ dia, sendo maior na área urbana (69,1 g/dia) do que na rural (46,8 g/dia), e entre crianças de cor ou raça branca (72,2 g/dia) comparadas com as de cor ou raça preta (51,3 g/dia).

- Um total de 23,0% das crianças consumiu hortaliças e o consumo médio foi de 84,2 g/dia, sendo menor em crianças na região Nordeste (52,9 g/dia) do que o das residentes nas regiões Sudeste (101,9 g/dia) e Sul (83,1 g/dia).

- O consumo de frutas e seus produtos foi observado em 56,9% das crianças e o consumo médio foi de 156,4 g/dia, sendo maior na região Norte (205,4 g/dia) do que no Nordeste (134,8 g/dia).

- O consumo de doces e açúcares foi observado em 60,6% das crianças, com uma media de 50,3 g/dia. Quanto às bebidas, a frequência de consumo foi de 57,5% e o consumo médio, de 380,2 g/dia.

• 24 a 59 meses:

- O consumo de cereais e seus produtos foi observado em 92,2% das crianças de 24 a 59 meses e o consumo médio foi de 160,5 g/dia. Crianças residentes na região Norte (168,0 g/dia) apresentaram consumo médio maior do que o das residentes na região Centro-Oeste (144,4 g).

- Um total de 20,1% das crianças consumiu raízes, tubérculos e o consumo médio pelas crianças residentes nas regiões Norte (62,6 g/dia), Nordeste (68,9 g/dia) e Sudeste (68,0 g/dia) foi menor do que o de crianças das regiões Sul (157,0 g/dia) e Centro-Oeste (124,7 g/dia).

- A frequência de consumo de leguminosas, sementes, nozes e seus produtos foi de 64,3%, com consumo médio de 133,7 g/dia, sendo menor nas crianças das regiões Nordeste (107,3 g/dia) e Centro-Oeste (117,7 g/dia) do que em crianças do Sudeste (150,1 g/dia).

- O consumo de leites e derivados foi observado em 90,2% das crianças de 24 a 59 meses, com consumo médio de 509,5 g/dia. O consumo entre crianças do Sul do Brasil (630,9 g/dia) foi maior do que entre as residentes no Norte (497,4 g/dia), no Sudeste (501,4 g/dia) e Centro-Oeste (467,1 g/dia).

- Um total de 17% das crianças de 24 a 59 meses consumiu ovos, sendo o consumo médio de 60,8 g/dia e maior na região Sudeste (68,9 g/dia) do que nas regiões Nordeste (53,5 g/dia) e Sul (53,9 g/dia).

- Um total de 67,2% das crianças de 24 a 59 meses consumiu carnes e derivados, com consumo médio de 86,6 g/dia.

- Um total de 27,5% consumiu hortaliças e o consumo médio foi de 78,0 g/dia, sendo menor entre crianças do 2º quinto (60,3 g/dia) do que entre as do 1º (77,5 g/dia) e último quintos do IEN (99,3 g/dia).

- A frequência de consumo de frutas e seus produtos foi de 48,9%. O consumo médio desse grupo foi de 189,7 g/dia. O consumo médio em crianças residentes nas regiões Sudeste (171,0 g/dia), Nordeste (191,2 g/dia) e Sul (170,5 g/dia) foi menor que o consumo entre as residentes no Norte (272,2 g/dia).

- A frequência de consumo de doces e açúcares foi de 80,4% e o consumo médio foi de 82,5 g/dia. O consumo por crianças residentes no Sul (104,6 g/dia) foi maior do que o de residentes no Norte (76,9 g/dia), Sudeste (79,4 g/dia) e Centro-Oeste (78,5 g/dia).

- A frequência de consumo de bebidas foi de 73,0% e o consumo médio foi de 422,4 g/dia, sendo maior entre as crianças residentes no Nordeste (479,3 g/dia) do o observado entre as residentes no Sul (397,0 g/dia).

Consumo de leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos segundo classificação NOVA

• 0 a 5 meses: A participação de energia oriunda de leite materno foi de 77,5%, 10,5%, de fórmulas infantis, 8,3%, de alimentos in natura ou minimamente processados, 3,3%, de AUP e 0,4%, de ingredientes culinários. Não houve consumo de alimentos processados (0,0%). A participação de energia de AUP foi mais alta no Nordeste (6,3%) e Norte (5,7%) em comparação com

o Sudeste (1,4%), Sul (1,5%) e Centro-Oeste (1,8%). A participação de energia de alimentos in natura ou minimamente processados foi de 10,0% no 1º, 10,7% no 2º e 2,0% no último quinto do IEN (diferença estatisticamente significativa entre os dois primeiros em relação ao último quinto). A participação de energia de AUP foi 4,6% entre crianças do 1º quinto e 0,9% entre as do último quinto do IEN.

• 6 a 23 meses: No Brasil, 48,0% da participação de energia foram provenientes de alimentos in natura ou minimamente processados, 21,5%, de leite materno, 20,5%, de AUP, 5,0%, de ingredientes culinários, 3,2%, de fórmulas infantis e 1,8%, de alimentos processados. A participação de energia dos AUP foi maior na região Nordeste (23,3%) em comparação com a observada nas regiões Norte (19,3%) e Centro-Oeste (18,6%). A participação de energia dos ingredientes culinários foi maior nas regiões Sudeste (5,8%) e Centro-Oeste (5,7%) do que as observadas nas regiões Sul (4,3%) e Nordeste (4,0%). A região Sul apresentou maior participação de energia de fórmulas infantis (5,7%) do que as regiões Nordeste (2,2%), Centro-Oeste (2,2%) e Norte (1,7%). Crianças residentes da área urbana (3,3%) apresentaram participação de energia de fórmulas infantis maior do que as da área rural (0,8%). A participação de energia das fórmulas infantis foi maior no último quinto do IEN (5,7%) em comparação com o 1º quinto (2,0%).

• 24 a 59 meses: No Brasil, 55,3% da participação de energia foi de alimentos in natura ou minimamente processados, 30,4%, de AUP, 8,0%, de ingredientes culinários, 4,4%, de alimentos processados, 1,9%, de leite materno e 0,1%, de fórmulas infantis. A participação de energia dos AUP nas regiões Nordeste (32,8%) e Sul (32,0%) foi maior que a observada para a região Norte (25,5%). A região Norte apresentou maior participação de energia de ingredientes culinários (9,1%) do que a observada nas regiões Sul (7,5%) e Nordeste (7,1%). Crianças residentes na área urbana apresentaram participação de energia de alimentos processados (4,5%) maior do que a observada entre as residentes na área rural (2,9%). A participação de energia do leite materno foi estatisticamente maior entre as crianças do 1º quinto do IEN (2,2%) do que entre as do 3º quinto (1,2%).

Conclusões: Os achados sobre o consumo alimentar segundo os diferentes estratificadores apontam para vulnerabilidade de alguns segmentos populacionais e exigem análises mais específicas. As evidências científicas a serem produzidas a partir destes dados poderão contribuir para superar lacunas do conhecimento e subsidiar decisões estratégicas para a implementação de políticas públicas no campo da alimentação e nutrição.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Etapas de coleta de dados no Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas do ENANI-2019. Brasil, 2019.

Figura 2. Exemplos de páginas do Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil. Brasil, 2019.

Figura 3. Fluxograma de decisões das exclusões dos Recordatórios Alimentares de 24 horas do ENANI-2019.

Figura 4. Frequência da aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas segundo estação do ano. Brasil, 2019.

Figura 5. Frequência da aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas segundo dia da semana. Brasil, 2019.

Figura 6. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Figura 7. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Figura 8. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo o Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Figura 9. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Figura 10. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Figura 11. Frequência de realização dos tipos de refeições para Brasil entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Figura 12. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Figura 13. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Figura 14. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Figura 15. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Figura 16. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Figura 17. Frequência de realização dos tipos de refeições para Brasil entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Figura 18. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Figura 19. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Figura 20. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Figura 21. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Figura 22. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Figura 23. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Figura 24. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Figura 25. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Figura 26. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Figura 27. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Figura 28. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Figura 29. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Figura 30. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Figura 31. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Figura 32. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Figura 33. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Valores médios e desvio-padrão de energia, em quilocalorias, considerados como limites inferiores e superiores para avaliação da qualidade dos dados do Recordatório Alimentar de 24 horas para geração dos resultados. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019). Brasil, 2019.

Tabela 2. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Tabela 3. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Tabela 4. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo o Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Tabela 5. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela 6. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Tabela 7. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Tabela 8. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo o Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Tabela 9. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela 10. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Tabela 11. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Tabela 12. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo o Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Tabela 13. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela 14. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Tabela 15. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Tabela 16. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo o Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Tabela 17. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela 18. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Tabela 19. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo faixa etária. Brasil, 2019.

Tabela 20. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Tabela 21. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo o Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Tabela 22. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela 23. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos e de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 59 meses de idade por tipo de refeição. Brasil, 2019.

Tabela 24. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos e de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade por tipo de refeição. Brasil, 2019. Brasil, 2019.

Tabela 25. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos e de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade por tipo de refeição. Brasil, 2019. Brasil, 2019.

Tabela 26. Média e distribuição do consumo de energia e nutrientes por dia entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil. Brasil, 2019.

Tabela 27. Média, mediana e distribuição do consumo de energia e nutrientes por dia entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil. Brasil, 2019.

Tabela 28. Média, mediana e distribuição do consumo de energia e nutrientes por dia entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil. Brasil, 2019.

LISTA DE QUADROS

Quadro 1. Itens que compuseram a base de dados do Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas do ENANI-2019. Brasil, 2019.

Quadro 2. Distribuição das unidades de medida utilizadas no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019), segundo as fontes para estimativa de massa e volume dos alimentos. Brasil, 2019.

Quadro 3. Estimativa de consumo de leite materno segundo a idade da criança em meses usada no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019). Brasil, 2019.

Quadro 4. Distribuição das fontes de composição centesimal dos alimentos consumidos por crianças do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019). Brasil, 2019.

Quadro 5. Grupos e subgrupos da FAO/WHO/GIFT identificados no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Quadro 6. Grupos e subgrupos da Classificação NOVA e grupos adicionais encontrados no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

Alim alimento

ALM almoço

AppR24h Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas

AUP Alimentos ultraprocessados

BR Brasil

CE Coordenação executiva do ENANI-2019

CO Centro-Oeste

CSPro Survey Software Census Survey Processing System

DB Laboratório Diagnósticos do Brasil

DF Distrito Federal

DES desjejum

DMC Dispositivo móvel de coleta

ENANI-2019 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil

Fiocruz Fundação Oswaldo Cruz

FAO Food and Agriculture Organization

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IC 95% Intervalo de confiança de 95%

IEN Indicador Econômico Nacional

INA/POF Inquérito Nacional de Alimentação/Pesquisa de Orçamentos Familiares

INT refeições intermediárias

JAN jantar

LAN lanche da tarde

N Norte

NE Nordeste

OMS Organização Mundial da Saúde

PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Quant quantidade

R24h Recordatório Alimentar de 24 horas

S Sul

Science Sociedade para o Desenvolvimento da Pesquisa Científica

SE Sudeste

TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro

UFF Universidade Federal Fluminense

UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro

Und Unidade

USDA United States Department of Agriculture

WHO World Health Organization

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO

2. OBJETIVOS

3. MÉTODOS

3.1 Estabelecimento do grupo de especialistas do Eixo de Aleitamento Materno e Consumo Alimentar

3.2 Amostragem e população de estudo

3.3 Aspectos metodológicos gerais da coleta de dados do ENANI-2019

3.4 O Recordatório Alimentar de 24 horas

3.4.1 Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas

3.4.2 O Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil

3.5 Treinamento dos entrevistadores para a aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas

3.6 Aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas nos domicílios

3.7 Controle de qualidade durante o trabalho de campo

3.8 Procedimentos de limpeza e crítica do banco de dados

3.9 Procedimentos de imputação dos dados

3.10 Conversão do banco de dados de medidas caseiras para unidades de massa e volume

3.11 Definição das quantidades relativas às adições

3.12 Estimativa do leite materno

3.13 Base de dados de composição dos alimentos para análise centesimal

3.14 Classificação dos alimentos em grupos

3.14.1 Classificação segundo grupos dietéticos da FAO

3.14.2 Classificação segundo a NOVA

3.15 Análise dos dados

3.15.1 Análise do consumo segundo grupos alimentares

3.15.2 Análise do teor de macro e micronutrientes

3.16 Aspectos éticos

4. RESULTADOS

4.1 Descrição geral

4.1.2 Frequência de Recordatórios Alimentares de 24 horas por estação do ano e dia da semana

4.1.3 Frequência dos tipos de refeições consumidas para Brasil e segundo estratificadores, por faixas etárias

4.2 Consumo de alimentos

4.2.1 Descrição do consumo alimentar por grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT segundo estratificadores

4.2.2 Descrição do consumo de leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da classificação NOVA

4.2.3 Participação relativa (%) do total de energia dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA para crianças de 0 a 59 meses de idade

4.2.4 Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA por tipo de refeição

4.3 Consumo de macronutrientes e micronutrientes

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

7. APÊNDICES

Apêndice A – Análise crítica e modificações realizadas no banco de dados do Recordatório

Alimentar de 24 horas

Apêndice B – Tabelas utilizadas para a construção dos gráficos

APRESENTAÇÃO

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) foi financiado pelo Ministério da Saúde e teve como objetivos avaliar as práticas de aleitamento materno e de alimentação, o estado nutricional antropométrico e as deficiências de micronutrientes entre crianças brasileiras menores de 5 anos.

O estudo foi concebido por pesquisadores de um consórcio de instituições de ensino e pesquisa baseado no estado do Rio de Janeiro liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com participação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Pesquisadores desse consórcio constituíram a coordenação executiva (CE) do estudo. Além da CE, o estudo contou com a participação ativa de pesquisadores de diversas instituições de ensino superior brasileiras.

O plano amostral, a pesquisa de campo e a organização do banco de dados foram coordenados pela Sociedade para o Desenvolvimento da Pesquisa Científica (Science). A coleta, o processamento e as análises laboratoriais das amostras de sangue foram coordenados pelo laboratório Diagnósticos do Brasil (DB).

O presente relatório trata dos resultados referentes à análise do Recordatório Alimentar de 24 horas (R24h) aplicado a crianças participantes do estudo. São apresentados dados referentes ao consumo de refeições, alimentos e grupos de alimentos segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do Indicador Econômico Nacional (IEN), faixa etária e cor ou raça, bem como a ingestão de energia, macro e micronutrientes.

No sítio eletrônico do ENANI-2019 (www.enani.nutricao.ufrj.br) é possível consultar os procedimentos do estudo e os municípios visitados, baixar os materiais usados no treinamento, o manual de procedimentos para a realização da coleta de sangue e das análises laboratoriais, o arquivo para instalação do Aplicativo do R24h, o Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil utilizado na coleta dos dados, e os relatórios com os resultados do estudo, além de conhecer a sua divulgação em diferentes veículos de comunicação.

O banco de dados do ENANI-2019 foi disponibilizado em um repositório de dados, permitindo o acesso a toda a comunidade científica interessada. A ideia é que os princípios da ciência aberta sejam praticados, aumentando o potencial impacto do estudo na contribuição de evidências e produção de ciência na área de alimentação e nutrição infantil.

Boa leitura.

1. INTRODUÇÃO

Os primeiros anos de vida da criança se caracterizam por crescimento e desenvolvimento intensos e elevados requerimentos nutricionais. Nesse período, a alimentação da criança passa do aleitamento materno exclusivo para a alimentação da família, que nem sempre é adequada e saudável. Os alimentos e a forma como estes são oferecidos para crianças menores de 2 anos de idade determinam seu crescimento, desenvolvimento e hábitos alimentares, que podem perdurar na vida adulta1

Dietas nutricionalmente inadequadas em quantidade e qualidade podem aumentar a chance de todas as formas de má nutrição, incluindo baixo peso, deficiências de micronutrientes, sobrepeso e obesidade, e são um dos maiores obstáculos para a sobrevivência, o crescimento, o desenvolvimento e a aprendizagem na infância. Os riscos são maiores nos primeiros dois anos de vida, quando o consumo dietético insuficiente pode prejudicar de forma irreversível o crescimento corporal e cerebral1

A oferta de alimentos com altos teores de açúcar, gordura e sal no início da vida pode direcionar a criança para preferências alimentares não saudáveis, e levar ao excesso de peso e a doenças associadas1. O consumo de açúcares adicionados aumenta a probabilidade de sobrepeso/obesidade em jovens, independentemente do consumo de macronutrientes e outros componentes da dieta2. Por esses motivos, esses alimentos não são recomendados nos dois primeiros anos de vida3

É preocupante o consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) por crianças menores de 5 anos, pois esses produtos passam por diversos processos industriais e contêm aditivos, além de serem altamente palatáveis e convenientes. Esses alimentos estão associados a efeitos prejudiciais à saúde infantil, como ganho excessivo de peso, aumento do risco de obesidade, Diabetes Mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e cárie. O consumo frequente de AUP pode criar uma preferência por sabores artificiais e intensamente palatáveis, o que dificulta a aceitação de alimentos saudáveis, como os in natura ou minimamente processados. É recomendado que as crianças não sejam expostas a esses alimentos antes dos 2 anos e, após essa idade, que sua oferta seja limitada3

Pobreza, outras vulnerabilidades sociais, regiões de difícil acesso ou locais onde ocorrem conflitos ou mudanças climáticas limitam a disponibilidade de frutas e hortaliças e facilitam a presença de AUP de baixo custo. Esses fatores compreendem alguns obstáculos que estão entre os principais desafios que as famílias enfrentam para garantir à criança uma alimentação saudável e adequada1.

No Brasil, até a realização do ENANI-2019, não havia dados representativos nacionais sobre o consumo alimentar de crianças menores de 5 anos. Este estudo obteve também dados sobre a ingestão de macro e micronutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento da criança, permitindo caracterizar o consumo de refeições e alimentos, bem como examinar associações com desfechos em saúde.

Os resultados deste relatório e de outras análises dos dados produzidos no ENANI-2019 poderão subsidiar o desenvolvimento de intervenções direcionadas à promoção de hábitos alimentares saudáveis e à prevenção de doenças relacionadas à alimentação e nutrição inadequadas. Além disso, permitirão monitorar e avaliar o impacto de medidas implementadas, contribuindo para melhorar a adequação e a efetividade das políticas públicas no contexto brasileiro.

2. OBJETIVOS

O objetivo deste relatório é descrever o consumo alimentar de crianças menores de 5 anos do ENANI-2019 em relação aos seguintes aspectos:

• Frequência relativa dos tipos de refeições;

• Frequência relativa de consumo e quantidade consumida de grupos de alimentos segundo a Food and Agriculture Organization (FAO);

• Participação relativa do total de energia do leite materno, de fórmulas infantis e dos grupos e subgrupos da Classificação NOVA de Alimentos;

• Ingestão de energia, macronutrientes e micronutrientes.

Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

3. MÉTODOS

3.1 Estabelecimento do grupo de especialistas do Eixo de Aleitamento Materno e Consumo Alimentar

No decorrer da elaboração, desenho e planejamento do ENANI-2019, um grupo de especialistas em aleitamento materno e alimentação infantil, composto por docentes e pesquisadores de instituições e universidades públicas de todas as macrorregiões brasileiras, definiu e desenvolveu os instrumentos de coleta de dados4. Esse grupo teve como objetivo garantir e controlar a qualidade dos dados de consumo alimentar, definir e desenvolver os instrumentos, realizar treinamentos, acompanhar a coleta de dados e orientar a limpeza e organização do banco de dados. A este grupo se somaram alunos de iniciação científica e pós-graduação e assistentes de pesquisa.

3.2

Amostragem e população de estudo

O ENANI-2019 é um inquérito populacional de base domiciliar que avaliou as práticas alimentares e o estado nutricional antropométrico e bioquímico de crianças com idade inferior a 5 anos. A população de pesquisa foi definida pelo conjunto de domicílios particulares permanentes onde residisse pelo menos uma criança com menos de 5 anos de idade, localizados em todo o território nacional, como na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)5. Não fizeram parte da população de pesquisa domicílios com crianças: (1) indígenas que viviam em aldeias; (2) estrangeiras residentes em domicílios sem domínio da língua portuguesa; e (3) moradoras em domicílios coletivos como hotéis, pensões e similares, orfanatos e hospitais6

O plano amostral do ENANI-2019 utilizou estratificação e conglomeração, e incorporou dois ou três estágios de seleção. As unidades primárias de amostragem foram os municípios ou setores censitários, e as unidades elementares de amostragem foram sempre os domicílios. Em cada domicílio selecionado foram arrolados todos os moradores e pesquisadas as informações de interesse do estudo para todas as crianças menores de 5 anos ali residentes. O detalhamento do desenho amostral está disponível no Relatório 1 do ENANI-2019 (www.enani.nutricao.ufrj. br/index.php/relatorios/) e em Vasconcellos et al.7

A amostra total obtida no ENANI-2019 foi de 14.558 crianças em 12.524 domicílios distribuídos em 123 municípios dos 26 estados da Federação e no Distrito Federal4

3.3 Aspectos metodológicos gerais da coleta de dados do ENANI-2019

O plano amostral, os sistemas computacionais de entrevista, a criptografia e transmissão para a nuvem e a apuração dos dados coletados foram realizados pela Science, uma sociedade civil sem fins lucrativos com experiência em coleta de dados de pesquisas nacionais (http://www. science.org.br). A seleção dos domicílios e as entrevistas foram realizadas por entrevistadores recrutados pela Science e treinados pela CE do estudo em conjunto com a Science4

A coleta de dados foi realizada em duas visitas ao domicílio. Na primeira, eram realizados a apresentação do estudo à família, a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), a aplicação do questionário geral e do R24h, a avaliação antropométrica das mães biológicas e das crianças com idade ≥ 2 anos e o agendamento da coleta de sangue de crianças com idade ≥ 6 meses. Na segunda visita eram realizados a avaliação antropométrica das crianças com idade inferior a 2 anos, a coleta de sangue das crianças agendadas e o registro dos procedimentos envolvidos na coleta de sangue.

Todas as informações do questionário geral, do R24h, da avaliação antropométrica e da coleta de sangue eram registrados em um Dispositivo Móvel de Coleta (DMC), um tablet no qual estava instalado o aplicativo da entrevista geral, desenvolvido para o estudo utilizando o software Census Survey Processing System (CSPro)4,6 O detalhamento dos aspectos metodológicos da coleta de dados do ENANI-2019 está disponível no Relatório 1 (https://enani.nutricao.ufrj.br/ relatorios/)4 e em Alves-Santos et al.6

3.4 O Recordatório Alimentar de 24 horas

Foi aplicado um R24h para todas as crianças residentes no domicílio, método esse que permite avaliar o consumo alimentar usual da população (FAO, 2018). O R24h consiste em uma entrevista na qual os respondentes relatam o consumo de alimentos no dia anterior à entrevista8. Não foi possível realizar o segundo R24h das crianças no ENANI-2019 devido às dificuldades logísticas e ao custo relacionado ao retorno do entrevistador ao domicílio.

O R24h foi coletado por meio do Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas (AppR24h) e de um instrumento de quantificação de porções, o Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil9,10

3.4.1 Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas

O AppR24h foi desenvolvido sob encomenda e supervisão da CE e do grupo de especialistas do Eixo de Aleitamento Materno e Consumo Alimentar. Programado para a plataforma Android Studio na linguagem Java, o aplicativo é compatível com dispositivos móveis que utilizam o sistema Android versão 5.0 ou superior. O AppR24h funciona off-line, mas o acesso à internet permite instalar e atualizar as bases de dados e enviar ao servidor os dados coletados11

O AppR24h foi desenvolvido como um aplicativo independente do questionário geral do ENANI-2019 e, para a pesquisa, foi feita uma integração entre ambos. Elaborou-se um manual específico para o uso do AppR24h, cuja versão eletrônica foi instalada no DMC para acesso imediato durante a coleta de dados. Ao final da pesquisa foi desenvolvida e disponibilizada uma versão do AppR24h para uso gratuito, cujos arquivo de instalação e manual estão disponíveis para download gratuito em www.enani.nutricao.ufrj.br.

O AppR24h contém uma base de dados na qual interagem seis listas: alimentos, tipo de refeição, preparação, adição, local de realização das refeições e unidade (Quadro 1).

Quadro 1. Itens que compuseram a base de dados do Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas do ENANI-2019. Brasil, 2019.

Itens

Descrição

Alimentos 2.960 alimentos e preparações consumidos pela população brasileira e que fazem parte do hábito alimentar de crianças brasileiras.

• café da manhã

• lanche da manhã

Tipo de refeição

• almoço

• lanche da tarde

• jantar

• cru

• cozido com gordura

• cozido sem gordura

• grelhado/brasa/churrasco

Preparação

• assado

• frito

• gratinado

• empanado/milanesa frito

• empanado/milanesa assado

• azeite

• manteiga ou margarina

• adoçante não especificado

Adição

Local de realização da refeição

Unidades

• maionese molho

• molho shoyu

• queijo ralado

• requeijão cremoso

• casa/casa parentes/casa amigos

• creche/escola

• ceia ou lanche da noite

• belisco ou lanchinho

• lanche da madrugada

• lanche

• refogado

• ensopado

• no vapor

• no microondas

• molho vermelho/tomate

• molho branco

• alho e óleo

• com manteiga ou óleo

• creme de leite/chantilly

• leite condensado

• granola

• calda de qualquer sabor

• geleia de fruta

• manteiga

• margarina

• restaurantes/lanchonete

• na rua (praça, parque, consultório etc.)

804 opções de unidades para descrição das quantidades relatadas (utensílios, indicação de fotos do Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil, medidas caseiras, porções e unidades de medida padrão de alimentos).

A lista de alimentos foi elaborada a partir da compilação da base de dados utilizada no Inquérito Nacional de Alimentação/Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 (INA/POF 2008-2009)12, de alimentos advindos das etapas de desenvolvimento do Manual Fotográfico de Quantificação de Consumo Alimentar Infantil9, e de outros itens referidos em inquérito realizado com crianças de 6 a 59 meses no município do Rio de Janeiro, no ano de 201413. Especialistas da área de nutrição das cinco macrorregiões do Brasil foram consultados para a inclusão de alimentos típicos regionais comumente consumidos. Na ocasião dos treinamentos dos entrevistadores, foram identificados e incluídos outros alimentos.

O AppR24h foi elaborado de forma a serem atendidas as recomendações de preenchimento pela "técnica de passagens múltiplas" recomendado pelo United States Department of Agriculture (USDA)14 (Figura 1).

No Passo 1, o entrevistador solicitava ao entrevistado que relatasse os alimentos consumidos pela criança, não sendo necessário registrar horários, detalhes da descrição e quantidades. Se

fosse relatado o consumo de uma preparação, o entrevistador deveria registrar cada alimento/ ingrediente dessa preparação. Havia a possibilidade de incluir alimentos novos, caso o entrevistador não encontrasse o alimento relatado pelo entrevistado.

O Passo 2 consistiu de seis perguntas sobre alimentos frequentemente esquecidos no relato de um R24h: café, chá, refrigerante, suco, leite materno, bala, chiclete, sobremesa, biscoito, fruta, pão, açúcar, mel, outro produto para adoçar, outro alimento, bebida ou complemento alimentar. As opções de resposta foram "sim" ou "não" e caso fosse respondido "sim" para alguma pergunta desse passo, o AppR24h retornava para o Passo 1, para que fosse feita sua inclusão.

O Passo 3 exigia o preenchimento do horário e o tipo da refeição fornecidos pelo respondente para cada alimento incluído no Passo 1.

No Passo 4, era feito o detalhamento do alimento: tipo de preparação, adição de alimentos, local de realização da refeição e quantidade/unidade consumida. No caso do leite materno, a única informação registrada era a duração da mamada em minutos. Ainda nesse passo, havia o campo "Observações", no qual o entrevistador podia escrever livremente comentários sobre o alimento que estava sendo detalhado.

O Passo 5 consistia na conferência das informações e da completude dos dados. O AppR24h apresentava um sistema de alerta que informava sobre a completude do preenchimento das informações dos alimentos.

Figura 1. Etapas de coleta de dados no Aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas do ENANI-2019. Brasil, 2019.

Passo 1

Listagem rápida

Entrevistado descreve espontaneamente os alimentos consumidos no dia anterior, sendo produzida uma lista de alimentos.

Passo 4 Detalhamento

Entrevistado informa o tipo de preparação, adição, local de consumo e quantidade de cada alimento.

Entrevistado confirma ou corrige as informações referidas. Passo 5 Revisão final

30 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Passo 2

Listagem de alimentos comumente esquecidos

Entrevistado responde a seis perguntas sobre o consumo de alimentos comumente esquecidos ou omitidos.

Passo 3

Definição de horário e refeição

Entrevistado informa o horário e o tipo de refeição para cada alimento incluído.

3.4.2 O Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil

O Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil apresenta fotos de 101 alimentos, 81 medidas caseiras e 27 formas de alimentos9. Para seu desenvolvimento, inicialmente foi criada uma lista com alimentos consumidos por crianças menores de 5 anos baseada em estudos realizados nas macrorregiões brasileiras. Também foram incluídos alimentos consumidos por adultos com base em dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/200912, considerando que estes também poderiam ser consumidos por crianças. Em seguida, foram definidos os alimentos a serem fotografados para sua quantificação, adotando-se diretrizes internacionais para a produção das fotos15

As listas de alimentos, medidas caseiras e formas tiveram sua validade de face avaliada por especialistas. A validade de face consiste no julgamento subjetivo sobre o quanto os itens de uma medida são relevantes e representativos de um determinado constructo16. Sugestões de inclusão/exclusão de alimentos, medidas e formatos foram incorporadas, e aprimorada a descrição dos alimentos que apresentassem sinonímia e homonímia nas macrorregiões. Alimentos com formatos similares e do mesmo grupo alimentar (exemplo: batata inglesa e batata-doce) tiveram apenas uma foto para estimar seu volume, pois sua massa poderia ser estimada com base no volume e densidade do alimento.

No Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil, cada alimento possui entre quatro e seis fotos que representam o consumo alimentar de crianças de até 5 anos de idade. Para os alimentos com formato mais definido, como pães, a quantificação do consumo foi obtida com o auxílio de imagens de formas de alimentos, algumas delas baseadas nas ilustrações dos manuais de quantificação alimentar do GloboDiet da Suíça17 e da França18. As páginas com fotos de medidas caseiras e formas de alimentos têm uma régua em tamanho real para que os entrevistados pudessem dimensionar porções e tamanhos apresentados no manual (Figura 2). As quantidades das medidas e porções em unidades de massa ou volume estão descritas no final do manual, onde também está presente a imagem de um prato de 27 cm, em folha A3, acoplada à contracapa.

Figura 2. Exemplos de páginas do Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil. Brasil, 2019.

No banco de dados de consumo alimentar do ENANI-2019, dentre todas as ocorrências de alimentos relatadas pelos entrevistados, 31,25% (n=58.460) tiveram suas unidades reportadas como uma das fotos do Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil9, mostrando a importância desse material para quantificação do consumo da criança.

3.5 Treinamento dos entrevistadores para a aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas

Os treinamentos dos entrevistadores para a aplicação dos R24h foram realizados presencialmente durante os treinamentos centrais do ENANI-2019, que ocorreram em sete capitais brasileiras. Foram treinados 27 coordenadores de unidades da federação, 30 supervisores de campo e 323 entrevistadores. Mais detalhes sobre o treinamento central estão disponíveis em Alves-Santos, 20216

O módulo referente ao treinamento do R24h teve carga horária de 16 horas (dois dias) e foi ministrado por um dos coordenadores do Eixo de Aleitamento Materno e de Consumo Alimentar, com colaboração da CE. O conteúdo foi ministrado por meio de exposição dialogada, exibição de vídeos e realização de exercícios e simulações, e incluiu os propósitos de um R24h, a descrição do método, as orientações sobre atitudes do entrevistador, o uso do AppR24h, os procedimentos para busca e inclusão de alimentos no AppR24h, o uso do Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil e os procedimentos para resolver situações específicas,

Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

como a alimentação com leite materno e o desconhecimento das quantidades consumidas pela criança. A avaliação do treinamento foi realizada por observação direta do desempenho dos entrevistadores.

Também estavam disponíveis aos entrevistadores um manual de uso do AppR24h no formato pdf, que foi disponibilizado no DMC, e um guia rápido de uso do aplicativo no formato de duas páginas impressas. O manual está disponível no sítio eletrônico do ENANI (www.enani.nutricao.ufrj.br).

3.6 Aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas nos domicílios

A entrevista geral era iniciada com os blocos de identificação dos moradores do domicílio e características sociodemográficas, após os quais o AppR24h era aberto automaticamente. O módulo do R24h necessariamente deveria ser feito com a mãe da criança ou com um cuidador que soubesse sobre sua alimentação. A primeira pergunta do R24h era se o dia anterior refletia a alimentação habitual da criança e, independentemente da resposta, o R24h era realizado. Nos casos de necessidade de interrupção do R24h, o que estava em curso era descartado e um novo R24h era iniciado em uma visita subsequente ao domicílio.

3.7 Controle de qualidade durante o trabalho de campo

Semanalmente, durante o trabalho de campo, era realizado controle de qualidade dos dados dos R24h preenchidos pelos entrevistadores. Relatórios semanais eram apresentados à CE para que soluções fossem discutidas e implementadas ainda durante o trabalho de campo.

Duas estratégias foram utilizadas para o monitoramento da qualidade do preenchimento do R24h. A primeira era a listagem das frequências das variáveis “alimento”, “preparação”, “adição”, “quantidade” e “unidade". A listagem da frequência dos “alimentos” permitia identificar alimentos novos incluídos e avaliar se eram realmente novos ou se haviam sido incluídos desnecessariamente. Inclusões desnecessárias refletiam dificuldade de o entrevistador fazer a inclusão dos alimentos no Passo 1 do AppR24h.

A avaliação da frequência de “preparação”, “adição”, “local de refeição” buscava localizar se campos não estavam sendo preenchidos, uma vez que o aplicativo poderia ser encerrado mesmo sem o detalhamento completo de um alimento. A avaliação da frequência de "quantidade" segundo determinadas "unidades" possibilitou avaliar a consistência do preenchimento e identificar inliers e outliers (valores extremos dentro ou fora do intervalo de valores esperados, respectivamente).

A segunda estratégia foi a leitura de cada R24h por um dos membros do eixo de consumo alimentar. Como os R24h continham o número do CPF do entrevistador, era possível identificar o entrevistador que o tinha aplicado.

Após a aplicação dessas estratégias, eram tomadas medidas visando ao reforço dos procedimentos de coleta junto aos entrevistadores. Semanalmente, após as reuniões de monitoramento, eram enviados e-mails aos coordenadores estaduais, indicando os erros cometidos pelos entrevistadores, para que providências fossem tomadas. Foi criado um grupo de WhatsApp® com os coordenadores e supervisores estaduais, nos quais eram postadas mensagens ilustradas ou vídeos rápidos contendo orientações para superar os erros mais frequentes ocorridos na semana anterior.

3.8 Procedimentos de limpeza e crítica do banco de dados

Das 14.558 crianças avaliadas no ENANI-2019, 21 não tiveram avaliação do R24h. Após a obtenção do banco de dados completo do R24h, foi feita análise de consistência das variáveis, limpeza do banco de dados, leitura do campo "observações" para identificar dados relevantes para o detalhamento da informação de consumo relatada, identificação de dados faltantes e determinação dos casos a serem corrigidos. O Apêndice A apresenta detalhadamente todos os procedimentos descritos nesta seção.

Foram identificados 148 alimentos listados como “novos”, ou seja, que não faziam parte do banco de dados original do AppR24h, mas, após sua análise, constatou-se que o número de alimentos efetivamente novos foi de 20. Apesar de o treinamento ter orientado sobre diferentes formas de buscar um alimento, alguns entrevistadores incluiram alimentos como novos, quando não encontraram o alimento digitado.

A análise da variável "observações" permitiu dirimir dúvidas e resolver dados faltantes no detalhamento dos alimentos. Alimentos e seus detalhamentos foram inseridos e excluídos conforme informações obtidas nesse campo. Foram excluídos do banco alimentos registrados no mesmo horário e com detalhamento idêntico. Também foi excluída a "água", quando não havia nenhum alimento que utilizasse a água em seu preparo (por exemplo, o leite em pó), pois provavelmente se referia à “água de beber”. Dois R24h foram excluídos da análise por conterem apenas o alimento "água", resultando em 14.535 R24h de crianças menores de 5 anos.

Como não estão estabelecidos na literatura pontos de corte de avaliação de baixa ou elevada ingestão de energia para crianças menores de 5 anos, e como o ENANI-2019 aplicou apenas um R24h, o que não permite corrigir a variabilidade intrapessoal para estabelecer o que é consumo plausível ou não, foram revisados os R24h de crianças cuja ingestão energética foi < -2 e > +5 desvios padrão (DP) da média amostral, por faixa etária (Tabela 1).

Tabela 1. Valores médios e desvio-padrão de energia, em quilocalorias (kcal), considerados como limites inferiores e superiores para avaliação da qualidade dos dados do Recordatório Alimentar de 24 horas para geração dos resultados. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019). Brasil, 2019.

Nota: Valores obtidos sem expansão da amostra e com arredondamento.

Os R24h com valor energético excessivo (n=30) foram avaliados um a um pela equipe. Concluiuse que apresentavam inconsistências decorrentes de erros de preenchimento e, por isso, foram excluídos das análises. Por outro lado, os R24h com valores energéticos abaixo do limite inferior foram considerados plausíveis. Análises de sensibilidade apontaram que a exclusão destes R24h não impactou na estimativa média de energia, macro e micronutrientes. Após consultas com especialistas, concluiu-se que as exclusões se distribuíram de forma homogênea nas macrorregiões e entre faixas etárias, não impactando nos pesos usados para as estimativas com expansão populacional do ENANI-2019. Portanto, foram utilizados 14.505 R24h para as estimativas deste relatório (Figura 3).

Figura 3. Fluxograma de decisões das exclusões dos Recordatórios Alimentares de 24h do ENANI-2019.

14.558 crianças avaliadas pelo ENANI-2019 21 crianças sem R24h

2 crianças excluídas por consumirem apenas água

30 crianças com consumo excessivo de energia

14.505 crianças com R24h analisados

3.9 Procedimentos de imputação dos dados

Dentre todas as variáveis relacionadas ao R24h, apenas "preparo", "unidade" e "quantidade" foram imputadas. Nenhuma informação referente ao consumo de leite materno foi imputada.

Para informações ausentes em "preparo", foi realizada a imputação determinística considerando o preparo mais frequente do mesmo alimento, dentro da mesma faixa etária (0 a 5 meses; 6 a 11 meses; 12 a 23 meses; e 24 a 59 meses). Os dados imputados representaram 0,7% dos dados relatados.

Para informações ausentes simultaneamente nas variáveis "unidade" e "quantidade", foi utilizada a imputação hot deck em três etapas:

36 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

(a) buscaram-se informações referentes ao mesmo alimento em outra refeição da mesma criança para substituir os dados faltantes (por exemplo, se não havia a quantidade do leite em pó no desjejum, utilizou-se a mesma quantidade do leite em pó relatado no lanche ou ceia);

(b) buscaram-se informações sobre alimentos do mesmo grupo do alimento com informações ausentes em outra refeição similar da mesma criança (por exemplo, se não havia a quantidade do inhame consumido no almoço, utilizou-se a quantidade de aipim relatada no jantar);

(c) buscaram-se informações do mesmo alimento ou grupo de alimento em outra criança do mesmo domicílio ou setor censitário e da mesma faixa etária (0 a 5 meses; 6 a 11 meses; 12 a 23 meses; 24 a 59 meses).

Se a informação faltante ocorreu apenas na "quantidade" ou "unidade", imputou-se somente a informação faltante, seguindo as mesmas etapas definidas anteriormente. Para informações faltantes na “unidade”, adicionalmente considerou-se a informação contida em “quantidade” no procedimento de imputação, e, para informações faltantes em “quantidade”, considerou-se a “unidade”. As mesmas etapas de imputação foram seguidas para os casos em que a quantidade consumida não foi informada ou era inconsistente. Os dados de "unidade" e "quantidade" imputados representaram 2,3% e 2,2% dos dados relatados, respectivamente.

Mais informações sobre o processo de imputação usado no ENANI-2019 estão disponíveis em “Nota técnica sobre imputação” (https://enani.nutricao.ufrj.br/).

3.10 Conversão do banco de dados de medidas caseiras para unidades de massa e volume

A conversão das unidades das medidas relatadas (fotos e medidas caseiras) para unidades de massa (gramas) e volume (mililitros) foi realizada a partir dos seguintes procedimentos:

(a) conversão a partir da Tabela de Medidas Referidas para o Consumo de Alimentos no Brasil19, com a compatibilização de códigos para alimentos, modo de preparo e medida caseira;

(b) se a Tabela de Medidas Referidas para o Consumo de Alimentos no Brasil19 não continha o modo de preparo ou o alimento correspondente ao consumido pela criança, foram feitos ajustes utilizando-se preparos e alimentos similares (por exemplo: se não havia informação sobre o alimento refogado, utilizou-se a do alimento cozido; se não havia informação para a abobrinha, utilizou-se a do chuchu);

(c) algumas medidas caseiras foram assumidas como equivalentes e puderam ser usadas em substituição umas das outras (a saber: cumbuca e tigela, pires e escumadeira). Ademais, algumas medidas foram calculadas em derivação de outras (a saber: cumbuca/ tigela foi o dobro da concha; prato fundo uma vez e meia o prato raso; prato raso dobro do de sobremesa, prato de sobremesa o dobro do pires; colher de servir o dobro da colher de sopa; colher de sopa o dobro da colher de sobremesa; colher de sobremesa o dobro da colher de chá; colher de chá o dobro da colher de café);

(d) conversão das unidades referentes às fotos do Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil9. No manual estão disponíveis especificações de volume e gramatura dos alimentos fotografados. Alimentos que foram referidos em medidas caseiras presentes no manual e que não tinham a quantidade especificada foram pesados pela equipe (por exemplo, arroz em prato infantil ou em colher infantil). A partir do manual fotográfico foram estimadas quantidades de alimentos diferentes dos fotografados, mas que apresentavam semelhança (por exemplo, se a criança consumiu abóbora, mas a mãe informou a foto 1 da cenoura, a quantidade especificada para a cenoura também foi usada para a abóbora);

(e) conversão a partir da Tabela para Avaliação de Consumo Alimentar em Medidas Caseiras - TMC20;

(f) pesagem de alimentos referidos pelos entrevistados em recipientes de volume conhecido. Foram pesados diversos alimentos até a borda de um recipiente de volume conhecido. Assim, foi possível estimar uma proxy da densidade do alimento e deduzir quantidade de outras medidas caseiras de volume conhecido (por exemplo, se, em um recipiente com capacidade de 200 mL, cabem 130 g de carne picada, estima-se uma densidade aproximada de 0,65 g/mL para essa preparação);

(g) a densidade de alimentos de forma linear (por exemplo, bolo, pão de forma) foi definida a partir da medição, com o uso de um paquímetro, da largura, do comprimento e da espessura, seguida de pesagem em balança de precisão de 1 g. Posteriormente, calculou-se a densidade dos alimentos relatados, permitindo calcular a quantidade de alimentos de diversos tamanhos (por exemplo: se uma fatia de bolo de 2 x 3 x 2 cm pesa 50 g, então 12 cm³ = 50 g, o que equivale a 4,17 g/cm³. Outra fatia de bolo de 5 x 2 x 4 cm = 40 cm³ = 166,8 g).

As proporções das unidades de medidas utilizadas no ENANI-2019, segundo as fontes para estimativa de massa e volume, estão apresentadas no Quadro 2

Quadro 2. Distribuição das unidades de medida utilizadas no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019), segundo as fontes para estimativa de massa e volume dos alimentos. Brasil, 2019.

Fonte da estimativa de peso/volume Frequência (%)

Tabela de Medidas Referidas para o Consumo de Alimentos no Brasil 51,43

Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil 29,34

Adaptação da Tabela de Medidas Referidas para o Consumo de Alimentos no Brasil 10,07

Tabela para Avaliação de Consumo Alimentar em Medidas Caseiras e medidas caseiras calculadas a partir de outras medidas 9,16

3.11 Definição das quantidades relativas às adições

A quantidade referente à variável "adição" dos alimentos foi estabelecida como a metade da quantidade adotada pela POF 2017–201821, uma vez que essa pesquisa foi realizada com adolescentes, adultos e idosos. Para adições do tipo azeite, manteiga/margarina, maionese, creme de leite/chantilly, requeijão cremoso, queijo ralado e geleia de qualquer sabor foi adotado um percentual de 10% da massa do alimento que recebeu a adição. Para adições do tipo leite condensado, calda de qualquer sabor, ketchup, mostarda, molho shoyu e granola, o percentual estabelecido foi de 5%. Para adoçantes (edulcorantes artificiais), não foi inserida nenhuma informação nutricional no banco de dados.

3.12 Estimativa do leite materno

A estimativa da quantidade de leite materno ingerido foi realizada considerando a informação de consumo de leite materno segundo faixas etárias, determinado pelo método de isótopos estáveis22. A quantidade de leite materno estimada em gramas foi transformada para mililitros, adotando-se a densidade igual a 1,0 g/mL (Quadro 3).

Quadro 3. Estimativa de consumo de leite materno segundo a idade da criança em meses usada no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019). Brasil, 2019.

Fonte: Costa et al., 201022

Nota: * média entre os valores de 9 e 11 meses.

Posteriormente, foi calculada a quantidade de líquidos ingeridos pela criança, a partir dos seguintes alimentos: chá, água de coco, água para o preparo de leites, leites, fórmulas infantis, vitaminas, cafés, sucos, refrescos, néctares, refrigerantes, bebidas energéticas, xaropes, repositores hidroeletrolíticos, suplementos alimentares, compostos lácteos, iogurtes, bebidas à base de soja, bebidas lácteas achocolatadas ou de outros sabores, shakes e combinações desses. Em seguida, subtraiu-se da quantidade de leite materno estimado (Quadro 3) o equivalente a 45% da quantidade de líquidos ingeridos pela criança22. Sopas e mingaus não foram considerados para o cálculo da quantidade de líquidos consumida, por serem considerados alimentos semipastosos. Da mesma forma, os ingredientes água e leite para preparo de mingaus (isto é, relatados no mesmo horário de alguma farinha ou engrossante) não foram considerados no cálculo.

Por exemplo: Lactente de 6 meses tem estimativa inicial de consumo de leite materno igual a 790 mL/dia (Quadro 3). O consumo de líquidos ingeridos pela criança foi de 700 mL/dia. Quarenta e cinco por cento de 700 mL equivale a 315 mL/dia. O consumo de leite materno final estimado foi de 790 mL – 315 mL = 465 mL/dia.

Em 27 casos, a proporção de 45% da quantidade de líquidos ingeridos pela criança foi maior do que o valor estimado do leite materno (Quadro 3), o que gerou valores negativos. Nessas situações, após consulta com especialistas, o valor negativo foi corrigido para um valor mínimo de ingestão de leite materno de 50 mL/dia, para crianças de até 6 meses, e 70 mL/dia, para crianças acima de 6 meses. Por exemplo: Lactente de 6 meses tem estimativa inicial de consumo de leite materno igual a 790 mL/dia (Quadro 3). O consumo de líquidos ingeridos pela criança foi de 1.800 mL/dia. Quarenta e cinco por cento de 1.800 mL equivale a 810 mL/dia. O consumo de leite materno final estimado foi de 790 mL - 810 mL = - 20 mL/dia. Neste caso, foi feita a correção para 50 mL/dia.

3.13 Base de dados de composição dos alimentos para análise centesimal

A tabela de composição centesimal de alimentos utilizada foi a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), versão 7.223, que contém informações de 34 componentes nutricionais de mais de 4.600 alimentos, incluindo alimentos in natura, ingredientes culinários, preparações simples, receitas mistas e produtos alimentares industrializados. A TBCA também foi utilizada para determinar a ingestão nutricional obtida no INA/POF 2017–201821 e na reanálise dos dados de 2008–200912, para fins de comparabilidade com os dados do INA/POF mais atual21 .

A confiabilidade dos dados da TBCA é assegurada pela sua conformidade às normas da Rede Internacional de Sistema de Dados de Alimentos (International Network of Food Data Systems - Infoods), da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que determina diretrizes e critérios a serem usados na geração, compilação e utilização de dados de composição de alimentos24. A TBCA está disponível gratuitamente on-line em: http://www.fcf. usp.br/tbca.

A estimativa de quantidade de nutrientes dos alimentos relatados no ENANI-2019 foi realizada por meio da correspondência de todos os itens por análise de equivalência dos seus nomes/ sinonímias, descritores e classificadores, orientada por critérios de avaliação do nível de complementaridade das suas classificações botânica/taxonômica, seus modos de preparo, graus de processamento, métodos de conservação, estágios de maturação e presença de fortificação/enriquecimento de nutrientes, conforme metodologia proposta pelo Infoods24. As preparações culinárias compostas por diferentes ingredientes foram desmembradas para estimar a quantidade de nutrientes no nível do ingrediente, considerando uma receita padrão.

A composição centesimal dos 2.736 alimentos reportados e seus diferentes métodos de preparação culinária relatados no ENANI-2019 foi obtida a partir de diferentes fontes (Quadro 4).

Quadro 4. Distribuição das fontes de composição centesimal dos alimentos consumidos por crianças do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição (ENANI-2019). Brasil, 2019.

Obtidas diretamente da TBCA para o INA/POF de 2017–2018

Obtidas pela equipe do ENANI-2019 a partir de dados do fabricante de alimentos destinados ao público infantil e de análise de preparações culinárias comuns para crianças

Obtidas a partir da composição de ingredientes de receitas de preparações culinárias, cujo desmembramento foi realizado pela equipe da TBCA a pedido do ENANI-2019 3,65

Obtidas a partir da composição centesimal da TBCA dos ingredientes de receitas de preparações culinárias, cujo desmembramento foi realizado pela equipe ENANI-2019 2,12

Obtidas diretamente da TBCA para o INA/POF de 2008–2009 1,46

Pouco mais de 6% dos alimentos e preparações culinárias corresponderam àqueles frequentemente consumidos pelo público infantil, como: leites enriquecidos, fórmulas infantis, farinhas infantis etc. Nesses casos, foi considerada a composição centesimal do produto informada pelo fabricante em seu sítio eletrônico no ano de 2020 e sua digitação foi realizada por duas pesquisadoras do ENANI-2019, de forma independente, com posterior validação e correção de inconsistências.

3.14 Classificação dos alimentos em grupos

3.14.1 Classificação segundo grupos dietéticos da FAO

A classificação dos alimentos segundo suas características dietéticas foi realizada segundo grupos e subgrupos de alimentos definidos pela FAO/WHO Global Individual Food consumption data Tool (GIFT), plataforma elaborada pela FAO e OMS (ou WHO, do inglês World Health Organization)25

A classificação FAO/WHO GIFT foi criada com o intuito de garantir comparabilidade global entre os dados de consumo alimentar individual, preservando informações detalhadas sobre o que foi consumido. Foi inicialmente desenvolvida para uso na Europa pelo European Food Safety Authority (EFSA) com base na classificação FoodEx2. Posteriormente foi ampliada para nível global, com colaboração da FAO e da OMS, para permitir a descrição e a classificação de outros itens alimentares – como insetos, flores e alimentos silvestres – consumidos no mundo. O desenvolvimento da classificação FAO/WHO GIFT baseou-se nos grupos de alimentos utilizados para os indicadores de diversidade alimentar, bem como naqueles utilizados em diretrizes dietéticas baseadas em alimentos. Foram definidos 84 subgrupos distribuídos entre 19 grupos de alimentos25

A classificação dos alimentos do ENANI-2019 foi feita por duas pesquisadoras de forma independente e as discordâncias foram discutidas no Eixo de Aleitamento Materno e Consumo Alimentar. Os itens alimentares que eram preparações culinárias não tiveram sua receita desmembrada, porque havia o grupo "pratos compostos". Ao final, foram identificados 66 subgrupos distribuídos em 17 grupos de alimentos (Quadro 5).

Quadro 5. Grupos e subgrupos da FAO/WHO GIFT identificados no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019). (continua)

Grupos de alimentos

Cereais e seus produtos

Raízes, tubérculos e seus produtos

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

Leite e derivados

Ovos e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

Carne e derivados

Hortaliças e seus produtos

Frutas e seus produtos

Subgrupos de alimentos

Arroz e produtos à base de arroz

Milho e produtos à base de milho

Trigo e produtos à base de trigo

Outros cereais, cereais mistos ou cereais não especificados e seus produtos

Batata, batata doce e seus produtos

Mandioca e raízes semelhantes (exceto inhame) e seus produtos

Inhame e produtos à base de inhame

Leguminosas (excluindo soja) e seus produtos

Soja e produtos à base de soja

Nozes, sementes e seus produtos

Leite: fresco e processado (exceto produtos lácteos fermentados, creme, soro de leite, queijo e outros produtos lácteos)

Produtos lácteos fermentados

Nata, soro de leite e quaisquer outros produtos lácteos

(excluindo produtos lácteos fermentados e queijo)

Queijo

Ovos: frescos e processados

Peixes de água doce (excluindo vísceras): frescos e transformados (excluindo secos)

Peixes marinhos (excluindo vísceras): frescos e transformados (excluindo secos)

Mariscos (exceto vísceras) todos os tipos: frescos e processados (exceto secos)

Peixes e mariscos misturados ou não especificados: frescos e transformados (exceto secos)

Vísceras de todos os tipos: frescas e processadas (exceto secas)

Mamíferos, répteis e anfíbios (exceto vísceras): frescos e transformados (exceto secos)

Aves (exceto vísceras): frescas e processadas (exceto secas)

Carnes misturadas ou não especificadas: frescas e processadas (exceto secas)

Todos os tipos de carne: seca

Vegetais folhosos: frescos

Legumes amarelos e alaranjados: frescos

Legumes (excluindo vegetais folhosos e incluindo leguminosas frescas): frescos

Legumes de todos os tipos, misturados e não especificados: processados (exceto secos)

Legumes misturados e não especificados: frescos

Frutas amarelas e alaranjadas: frescas

Frutas: frescas

Frutas: secas

Frutas: processadas (exceto secas e cristalizadas)

Quadro 5. Grupos e subgrupos da FAO/WHO GIFT identificados no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019). (continuação)

Grupos de alimentos

Gorduras e óleos

Doces e açúcares

Especiarias e condimentos

Bebidas

Alimentos para usos nutricionais específicos

Suplementos alimentares e similares

Aditivos alimentares

Pratos compostos

Lanches salgados (salgadinhos)

Subgrupos de alimentos

Gorduras e óleos vegetais (exceto óleo de palma vermelho)

Gorduras e óleos animais

Doces à base de massa

Doces à base de chocolate

Doces à base de frutas e nozes

Outros doces

Açúcares

Ervas e especiarias

Condimentos

Água potável

Chá, chá de ervas, café e cacau

Caldos claros

Refrigerantes

Bebidas de frutas e vegetais

Sucos 100% frutas e vegetais

Fórmulas infantis e refeições prontas para lactentes e crianças pequenas

Alimentos para emagrecer

Alimentos para esportes e fitness

Alimentos para fins medicinais

Suplementos alimentares e similares

Adoçantes e aromatizantes

Pratos à base de carne

Pratos à base de peixe e marisco

Pratos à base de ovo

Pratos à base de batata

Pratos à base de leguminosa

Pratos à base de vegetal

Pratos à base de pão e salgadinhos

Pratos à base de macarrão e macarrão

Pratos à base de arroz

Tortas e tortas salgadas

Sopas

Batatas fritas (chips)

Nota: livre tradução do original (FAO/WHO Global Individual Food consumption data Tool)25

3.14.2 Classificação segundo a NOVA

Os alimentos e ingredientes das preparações culinárias foram classificados de acordo com a NOVA26,27, que categoriza os alimentos em quatro grupos, segundo a extensão e o propósito do processamento industrial a que os alimentos são submetidos: 1) alimentos in natura ou minimamente processados; 2) ingredientes culinários; 3) alimentos processados e 4) alimentos ultraprocessados (AUP). A NOVA é utilizada como base para as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira28 e do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos3

A classificação dos alimentos consumidos no ENANI-2019 foi feita segundo grupos e subgrupos da NOVA, seguindo critérios conservadores, ou seja, somente eram considerados AUP se houvesse certeza sobre isso. Alimentos como hambúrguer e batata chips, usualmente consumidos na sua versão ultraprocessada, foram assim classificados, conforme procedimento adotado pelo INA/POF 2017–2018.

Entretanto, para alguns alimentos, foram tomadas decisões diferentes das tomadas pelo INA/ POF 2017–2018: (a) polvilho e amido de milho foram considerados "alimentos in natura ou minimamente processados" (grupo das farinhas) e não "ingredientes culinários"; (b) castanha e amendoim com sal foram considerados "alimentos processados" e não "alimentos in natura ou minimamente processados"; e (c) leite achocolatado foi desmembrado em leite de vaca e achocolatado e o primeiro foi considerado grupo 1 e o segundo, grupo 4.

O leite materno, apesar de ser um alimento in natura ou minimamente processado, não foi inserido nesse grupo pois, considerando a faixa etária estudada pelo ENANI-2019, era de interesse que esse alimento fosse analisado separadamente. Quanto às fórmulas infantis, são consideradas AUP27. Entretanto, o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos3 recomenda seu consumo para crianças não amamentadas nos primeiros 6 meses de vida e, após discussão no Eixo e com especialistas, também optou-se por analisá-las como um grupo em separado. O Quadro 6 apresenta os grupos e subgrupos da NOVA utilizados no ENANI-2019 acrescidos desses dois outros grupos. A classificação dos itens alimentares foi realizada por duas pesquisadoras de forma independente e posterior validação pela equipe do Eixo de Aleitamento Materno e Consumo Alimentar.

Quadro 6. Grupos e subgrupos da Classificação NOVA e grupos adicionais encontrados no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019). (continua)

Grupos de alimentos

Leite materno

Fórmulas infantis

Grupo1 NOVA

Alimentos in natura ou minimamente processados

Subgrupos de alimentos

Leite materno

Fórmulas infantis tradicionais

Fórmulas infantis para fins especiais

Arroz

Cafés e chás

Carne bovina

Carne de aves

Carne suína

Castanhas, nozes e sementes sem sal

Farinha de mandioca

Farinha de trigo

Feijão

Frutas

Leite

Lentilha, grão-de-bico e outras leguminosas

Macarrão

Milho, aveia, trigo e outros cereais

Outras farinhas

Ovos

Peixes

Raízes e tubérculos

Suco de fruta 100% natural

Verduras e legumes

Vísceras em geral

Outros alimentos in natura ou minimamente processadosa

Açúcar

Grupo 2 NOVA

Ingredientes culinários

Grupo 3 NOVA

Alimentos processados

Manteiga

Óleo vegetal

Outros ingredientes culináriosb

Carnes salgadas/secas/defumadas

Cerveja e vinho

Frutas em calda ou cristalizadas

Pães

Queijos

Papas infantis doces ou salgadas

Castanhas, nozes e sementes com sal

Outros alimentos processadosc

Quadro 6. Grupos e subgrupos da Classificação NOVA e grupos adicionais encontrados no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019). (continuação)

Grupos de alimentos

Grupo 4 NOVA

Alimentos ultraprocessados

Nota:

Subgrupos de alimentos

Biscoitos doces

Bebidas lácteas

Biscoito salgado e salgadinho de pacote

Bolos e tortas doces

Cachorro-quente e hambúrgueres e outros

sanduíches

Chocolates, sorvetes, gelatina, flan e outras sobremesas industrializadas

Frios e embutidos

Margarina

Molhos prontos

Refrigerante

Outras bebidas adoçadas

Pães ultraprocessados

Pratos prontos ou semiprontos

Salgados fritos ou assados

Compostos ultraprocessados

Farinhas infantis ultraprocessadas

Suplementos infantis

Outros alimentos ultraprocessadosd

a Exemplos: Frutos do mar, água, carnes de outros animais e especiarias;

b Exemplos: Leite de coco, vinagres e gelatina sem sabor;

c Exemplos: Conservas em geral e oleaginosas com sal (amendoim, amêndoa e castanhas);

d Exemplos: Cereais matinais e cremes de queijo.

Ref: Monteiro et al. 201927

3.15 Análise dos dados

Todas as análises foram realizadas com a linguagem de programação R com uso das funções dos pacotes svyr e survey, para considerar a estrutura do plano amostral, os pesos e a calibração.

Não foi possível medir a duração da aplicação do R24 horas porque o aplicativo não o permitia.

Foram calculadas as frequências absolutas (n) e relativas (%) das estações do ano e dias da semana em que os R24h foram aplicados. Também foram calculadas as frequências relativas de realização dos diferentes tipos de refeições e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%) para o Brasil e segundo macrorregião (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e CentroOeste), situação do domicílio (urbana ou rural), quintos do IEN e cor ou raça (branca, parda e preta), e considerando as faixas etárias de 6 a 59 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses.

Os quintos do IEN expressam um gradiente de nível socioeconômico, indo da população mais pobre (1º quinto) até a mais rica (último quinto). Mais detalhes sobre a construção do IEN

Alimentação Infantil II 47

podem ser obtidos em outra publicação29. A informação sobre cor da pele ou raça da criança foi relatada pela mãe/responsável. Dada a baixa prevalência de crianças classificadas como amarelas ou indígenas, as estimativas para esses subgrupos são imprecisas e devem ser interpretadas com cautela. Assim, as frequências não são mostradas em gráficos, mas estão disponíveis no Apêndice B

As estimativas são apresentadas por meio de gráficos de barras ou tabelas, além de tabelas adicionais no Apêndice B. Foi considerado que as frequências e valores médios apresentavam diferença estatisticamente significativa quando não se observou sobreposição dos IC 95%.

Estabeleceu-se um coeficiente de variação (CV) ≤ 30% como nível de precisão adequado para as tabulações de variáveis e indicadores avaliados no ENANI-2019. Um CV > 30% pode ser indicativo de que a amostra não tem tamanho suficiente para que se faça a estimação em nível populacional com grau de precisão aceitável, devendo ser interpretados com cautela. Os CV estão apresentados no Apêndice B.

Os totais populacionais estimados de crianças menores de 5 anos também são apresentados nas tabelas do Apêndice B. Assim, "Crianças (x1000)" indica que o valor em cada célula da tabela deve ser multiplicado por mil para se obter o total populacional de crianças menores de 5 anos que apresentam aquela característica.

3.15.1 Análise do consumo segundo grupos alimentares

Foram calculadas as frequências relativas de consumo (%) e o consumo alimentar médio (gramas/dia), com seus respectivos IC 95%, para o Brasil e segundo estratificadores, considerando apenas os consumidores dos grupos de alimentos definidos pela FAO/OMS. As análises foram realizadas para as faixas etárias de 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses, sendo apresentadas no formato de tabela. Optou-se por não apresentar os IC 95% nas tabelas, sendo descritos no texto aqueles com significância estatística.

Foi calculada a participação da energia oriunda dos grupos da NOVA (alimentos in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários, alimentos processados e AUP), assim como do leite materno e das fórmulas infantis em relação ao total de energia ingerida (doravante denominada participação de energia), para o Brasil e segundo os estratificadores. As análises foram realizadas considerando as faixas etárias de 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses como domínio e apresentadas no formato de gráfico de barras. As tabelas são apresentadas no Apêndice B

Essa mesma análise foi realizada segundo os tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses para o Brasil. Também foi calculada a participação de energia dos subgrupos que compõem os grupos da NOVA, entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo os estratificadores. As faixas etárias de 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses foram utilizadas como estratificadores, sendo apresentadas no formato de tabela.

3.15.2 Análise do teor de macro e micronutrientes

Foram calculadas medidas de tendência central e de dispersão – média, desvio padrão e percentis e seus respectivos IC 95% – para apresentar o consumo diário de macro e micronutrientes considerando as faixas etárias de 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses. Para o consumo de macronutrientes, as unidades de medida foram gramas/dia e percentual energético de cada macronutriente em relação ao total de energia ingerida. Para os micronutrientes, foram utilizadas suas unidades usuais (miligrama/dia ou micrograma/dia).

Os resultados sobre o consumo de macro e micronutrientes se referem a um único R24h, sendo permitida sua utilização para descrever o consumo alimentar médio de uma população8,30,31 Entretanto, não é adequado fazer interpretação quanto à adequação ou inadequação no consumo de macro ou micronutrientes em relação aos valores de ingestão dietética de referência, devido à ausência de dados sobre a variabilidade intrapessoal de consumo8,32

3.16 Aspectos éticos

O ENANI-2019 foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi registrado sob o número CAAE 89798718.7.0000.5257. O responsável pela criança assinou duas vias do TCLE após ter sido esclarecido sobre todas as questões pertinentes ao estudo e concordado em participar da pesquisa.

O compromisso ético do ENANI-2019 com as famílias também foi expresso por meio do envio de uma devolutiva contendo resultados da avaliação antropométrica da criança e de sua mãe biológica; resultados dos exames laboratoriais da criança com idade entre 6 e 59 meses; um folder sobre os "10 passos para uma alimentação saudável" dirigido a crianças com pelo menos 2 anos de idade e à população em geral, e outro contendo os "12 passos para uma alimentação saudável para crianças menores de 2 anos", adaptados dos guias alimentares brasileiros3,28

4. RESULTADOS

4.1 Descrição geral

Foram avaliados 14.505 R24h, dentre os quais 96,4% foram aplicados em dias em que a alimentação da criança foi relatada como habitual.

4.1.2 Frequência de Recordatórios Alimentares de 24 horas por estação do ano e dia da semana

A maior frequência dos R24h ocorreu no outono (33,0%) e a menor, no verão (21,3%) (diferenças estatisticamente não significativas) (Figura 4). Sem considerar os finais de semana, a maior frequência de R24h ocorreu nas quartas-feiras (20,2%) e a menor, nas sextas-feiras (15,1%). Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as frequências dos R24h realizados aos sábados (8,9%) e domingos (2,0%); entre os dias de semana e o sábado; e entre os dias de semana e o domingo (Figura 5)

Figura 4. Frequência da aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas segundo estação do ano. Brasil, 2019.

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 5. Frequência da aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas segundo dia da semana. Brasil, 2019.

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

4.1.3 Frequência de realização dos tipos de refeições consumidas para o Brasil e segundo estratificadores, por faixas etárias

Crianças de 6 a 59 meses

As Figuras 6 a 9 e a Tabela B1 apresentam as frequências relativas e os IC 95% da realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça.

Alimentação Infantil II 51

As frequências de desjejum, almoço, lanche da tarde e jantar foram de 86,4%, 96,3%, 95,7% e 96,2%, respectivamente. A frequência de desjejum foi menor na região Sul (80,6%) do que na região Norte (89,3%) e Nordeste (88,8%); e a frequência do almoço foi menor na região Sul (93,0%) do que nas regiões Nordeste (97,6%) e Centro-Oeste (97,1%), sendo as diferenças estatisticamente significativas (Figura 6, Tabela B1).

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência de refeições segundo situação do domicílio (Figura 7, Tabela B1). Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas somente ao se comparar a frequência de realização do lanche da tarde entre crianças do 1º (93,5%) com as do 4º quinto (97,7%), e ao se comparar a frequência de realização de refeições intermediárias entre as do 4º (96,6%) e último quintos (97,8%) com as do 1º quinto (91,8%) do IEN (Figura 8, Tabela B1). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência de refeições segundo cor da pele ou raça (Figura 9, Tabela B1).

Figura 6. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

(continua)

Figura 6. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Infantil II 53

Alimentação

Figura 7. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019. (continua)

54 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 7. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Alimentação Infantil II 55

Figura 8. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continua)

56 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 8. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Alimentação Infantil II 57

Figura 9. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019. (continua)

58 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 9. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Crianças de 6 a 23 meses

As Figuras 10 a 13 e a Tabela B2 apresentam as frequências relativas e os IC 95% de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça.

As frequências de desjejum, almoço e jantar foram de 76,5%, 94,8% e 91,9%, respectivamente. A região Nordeste apresentou as maiores frequências de realização de desjejum (80,7%), almoço (96,0%) e refeições intermediárias (93,3%); a região Norte apresentou a maior frequência de lanche da tarde (94,4%) e a Centro-Oeste, a maior frequência de jantar (92,5%), mas não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas em relação às outras regiões (Figura 10, Tabela B2).

Alimentação Infantil II 59

As crianças residentes na área rural apresentaram maior frequência de realização do almoço (99,4%) do que as residentes na área urbana (94,6%), sendo a diferença estatisticamente significativa (Figura 11, Tabela B2).

As frequências de realização de todas as refeições foram maiores em crianças do último quinto do IEN: desjejum (79,5%), almoço (95,8%), lanche da tarde (94,6%), jantar (94,7%) e refeições intermediárias (96,7%). Diferenças estatisticamente significativas foram observadas somente ao se comparar a frequência de refeições intermediárias entre crianças do 1º quinto (87,8%) com a do último quinto do IEN (96,7%) (Figura 12, Tabela B2).

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência de refeições segundo cor da pele ou raça (Figura 13, Tabela B2).

Figura 10. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

(continua)

60 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 10. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Infantil II 61

Alimentação

Figura 11. Frequência de realização dos tipos de refeições para Brasil entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019. (continua)

62 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 11. Frequência de realização dos tipos de refeições para Brasil entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 12. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continua)

64 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 12. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Alimentação Infantil II 65

Figura 13. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019. (continua)

66 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 13. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Crianças de 24 a 59 meses

As Figuras 14 a 17 e a Tabela B3 apresentam as frequências relativas e os IC 95% dos tipos de refeições consumidas entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça.

As frequências do desjejum, almoço e jantar foram de 91,4%, 97,0% e 98,3%, respectivamente. A região Sul apresentou as menores frequência de desjejum, almoço e refeições intermediárias, sendo a frequência de desjejum (84,3%) menor do que a observada nas demais regiões; a do almoço (93,1%), menor que as observadas nas regiões Nordeste (98,4%) e Centro-Oeste (98,2%); e a de refeições intermediárias, menor que as das regiões Nordeste (97,5%) e Centro-Oeste

Alimentação Infantil II 67

(97,1%) - sendo todas essas diferenças estatisticamente significativas. A região Sul também apresentou menor frequência de realização do jantar (96,2%) em comparação com a região Nordeste (99,4%) (diferença estatisticamente significativa) (Figura 14, Tabela B3).

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência de refeições segundo situação do domicílio (Figura 15, Tabela B3).

Crianças do 2º quinto do IEN apresentaram a menor frequência de realização de desjejum (89,0%); as do 1º quinto apresentaram as menores frequências de realização de almoço (95,9%) e refeições intermediárias (94,1%); as do 1º e 3º quintos, as menores frequências do lanche da tarde (95,8% e 95,9%); e as do 1º e último quintos, as menores frequências do jantar (97,4%). Diferenças estatisticamente significativas, ainda que de pequena magnitude, foram encontradas ao se comparar a frequência do desjejum das crianças do 2º quinto (89,0%) com as do 4º (94,0%) e último quintos do IEN (94,7%). Foram observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência de realização do almoço e lanche das crianças do 1º (95,9% e 95,8%) com o 4º (98,3% e 99,3%) e último quintos (98,6% e 98,6%) do IEN, respectivamente. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência do jantar entre crianças do 1º (97,4%) e do 4º (99,7%) quintos do IEN. Foram também observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência de realização das refeições intermediárias das crianças do 1º (94,1%) comparadas com as do 4º (98,9%) e último quintos (98,4%) do IEN; e entre as crianças do 2º (95,3%) comparadas com as do 4º (98,9%) quintos do IEN (Figura 16, Tabela B3).

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na frequência de refeições segundo cor da pele ou raça (Figura 17, Tabela B3).

Figura 14. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

(continua)

Figura 14. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019. (continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

70 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 15. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019. (continua)

Figura 15. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

72 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 16. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continua)

Figura 16. Frequência de realização dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

74 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Figura 17. Frequência de realização dos tipos de refeições para Brasil entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019. (continua)

Alimentação Infantil II 75

Figura 17. Frequência de realização dos tipos de refeições para Brasil entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

(continuação)

ⵊ Intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

76 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

4.2 Consumo de alimentos

4.2.1 Descrição do consumo alimentar por grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT segundo estratificadores

Crianças de 0 a 59 meses

As Tabelas 2 a 5 apresentam as frequências relativas de consumo (%) e o consumo médio per capita (g/dia) dos grupos de alimentos entre as crianças brasileiras de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça. Alimentos consumidos por menos de 15% das crianças foram agrupados na categoria "Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo".

Cereais e seus produtos

O consumo de cereais e seus produtos foi observado em 79,4% das crianças brasileiras, com proporções semelhantes segundo os estratificadores analisados. O consumo médio de cereais e seus produtos no Brasil foi de 147,6 g/dia (IC 95% 141,8; 153,4). O consumo médio por crianças de cor ou raça preta (142,7 g/dia; IC 95% 120,6; 164,9) foi maior do que o de crianças de cor ou raça branca (111,4 g/dia; IC 95% 104,2; 118,6). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo macrorregião, situação do domicílio e quintos do IEN (Tabelas 2 a 5).

Raízes, tubérculos e seus produtos

Um total de 19% das crianças consumiu raízes, tubérculos e seus produtos, variando de 15,7% na região Sul a 28,4% na Norte. Proporções semelhantes foram observadas segundo situação do domicílio, quintos de IEN e cor ou raça das crianças. O consumo médio desses alimentos foi de 90,0 g/dia (IC 95% 78,2; 101,9). O consumo de crianças residentes na região Norte (67,1 g/ dia; IC 95% 50,2; 83,9) e Nordeste (76,7 g/dia; IC 95% 63,0; 90,4) foi menor do que o de crianças residentes no Sul (136,0 g/dia; IC 95% 108,2; 163,7) e Centro-Oeste (116,6 g/dia; IC 95% 97,8; 135,3) do país. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo a situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

A frequência de consumo de leguminosas, sementes, nozes e seus produtos foi de 53,9%, variando de 41,8% na região Norte a 63,2%, na Sudeste. Pequenas variações foram observadas na frequência de consumo desse grupo segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça. O consumo médio desses alimentos foi de 125,5 g/dia (IC 95% 117,5; 133,4). Crianças residentes na região Sudeste tiveram consumo médio maior (140,6 g/dia; IC 95% 128,3; 152,9) do que as residentes na região Nordeste (99,6 g/dia; IC 95% 81,1; 118,1) e Centro-Oeste (111,7 g/dia; IC 95% 100,2; 123,2). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Leites e derivados

Alimentos do grupo de leites e derivados foram consumidos por 91,7% das crianças, com pequena variação nas proporções segundo os estratificadores analisados. O consumo médio

desse grupo de alimentos foi de 588,9 g (IC 95% 563,5; 614,4). O consumo de leites e derivados pelas crianças residentes na região Sul (660,5 g; IC 95% 607,4; 713,6) foi maior do que o de residentes no Centro-Oeste (561,1 g; IC 95% 538,9; 583,4) e Sudeste (576,3 g; IC 95% 548,4; 604,2). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio desses alimentos segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Carnes e derivados

A frequência de consumo de carnes e derivados foi de 53,7%, com pequena variação segundo os estratificadores analisados. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 81,9 g/dia (IC 95% 78,2; 85,5), não sendo observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Hortaliças e seus produtos

O consumo de hortaliças e seus produtos foi observado em 23,5% das crianças brasileiras, com proporções similares segundo cor ou raça. As frequências variaram de 12,7% na região Norte a 31,1% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Maior frequência de consumo foi observada entre crianças residentes na área urbana (24%) comparada à da área rural (12,9%); e entre crianças do último quinto do IEN (32,4%), quando comparada à do 1º quinto (19,4%). O consumo médio de hortaliças e seus produtos foi de 79,7 g/dia (IC 95% 71,7-87,7). O consumo médio de hortaliças por crianças do último quinto do IEN (104,1 g/dia; IC 95% 82,5; 125,7) foi maior do que o de crianças no 2º (64,2 g/dia; IC 95% 56,6; 71,7) e 3º quintos (64,5 g/dia; IC 95% 54,3; 74,7).

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo macrorregião, situação do domicílio e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Frutas e seus produtos

O consumo de frutas e seus produtos foi observado em 47,1% das crianças, variando de 39,4% na região Nordeste a 58,7% na Sul e de 40,2% entre as crianças do 1o quinto do IEN a 58,6% nas do último quinto. A variação na frequência de consumo para os demais estratificadores foi pequena. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 176,0 g/dia (IC 95% 164,9;187,1), sendo maior entre as crianças que moram na região Norte (247,2 g/dia; IC 95% 192,9; 301,5) quando comparado aos das que moram na Nordeste (169 g/dia; IC 95% 155,5; 182,4), Sudeste (166,4 g/dia; IC 95% 146,1; 186,6) e Sul (161,3 g/dia; IC 95% 144,4; 178,1). Não houve diferenças estatisticamente significativas do consumo médio desse grupo de alimentos segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Gorduras e óleos

A frequência de consumo de gorduras e óleos foi de 17,8%, com pequena variação segundo os estratificadores analisados. O consumo médio foi de 11,2 g/dia (IC 95% 10,2; 12,2) e não houve diferenças estatisticamente significativas do consumo médio desse grupo de alimentos segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça das crianças (Tabelas 2 a 5).

Doces e açúcares

O consumo de doces e açúcares foi observado em 66,8% das crianças, variando de 54,7% na área rural a 67,3% na urbana. A variação na frequência de consumo para os demais estratificadores foi pequena. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 73,3 g/dia (IC 95% 69,5;

78 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

77,2), sendo maior entre as crianças que moram na região Sul (90,1 g/dia; IC 95% 76,8; 103,4) quando comparado aos das que moram na Centro-Oeste (70,3 g/dia; IC 95% 64,3; 76,4) e Norte (64,6 g/dia; IC 95% 56,9; 72,3). Não houve diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Bebidas

O consumo de bebidas foi observado em 62,5% das crianças e foi pequena a variação na frequência de consumo para os estratificadores analisados. O consumo médio desses alimentos foi de 410,7 g/dia (IC 95% 384,5; 436,8), sendo menor entre as crianças que moram no Sul (383,6 g/dia; IC 95% 357,1; 410,0) quando comparado ao das que moram no Nordeste (478,5 g/dia; IC 95% 411,7; 545,2). Não houve diferença estatisticamente significativa no consumo médio segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Pratos compostos

O consumo de pratos compostos foi observado em 52,7% das crianças e foi pequena a variação na frequência de consumo para os estratificadores analisados. A quantidade média consumida foi de 194,1 g/dia (IC 95% 181,1;207,1). Não houve diferenças estatisticamente significativas do consumo médio desse grupo segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 2 a 5).

Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo

A frequência de consumo de cada um dos seguintes grupos - ovos e seus produtos; peixes, mariscos e seus produtos; especiarias e condimentos, alimentos para usos nutricionais específicos, suplementos alimentares e similares, aditivos alimentares e lanches salgados - ocorreu em menos de 15% das crianças (Tabelas 2 a 5).

Tabela 2. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019. (continua)

Grupos de alimentos

Raízes, tubérculos e seus produtos

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

e

Ovos e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

Carne e derivados

e seus produtos

Frutas e seus produtos

Gorduras e óleos

(continuação)

Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo macrorregião

Grupos de alimentos

Alimentos para usos nutricionais específicos

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas: a BRBrasil, NNorte, NENordeste, SSul, SESudeste, COCentro-Oeste. b Freq.Frequência. c ��̅ (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia) considerando apenas crianças que consumiram os respectivos grupos de alimentos. d NAnão se aplica. * representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 3. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo situação do domicílio

Grupos de alimentos

Notas: a Freq. - Frequência.

b ��̅ (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

c NA - não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 4. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

(continua)

Grupos de alimentos

tubérculos e seus produtos

sementes, nozes e seus produtos

e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

e seus produtos

e seus produtos

(continuação)

Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo quintos do IEN d

Grupos de alimentos

e açúcares

e

Alimentos para usos nutricionais específicos

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas: a Freq.Frequência. b ��̅ (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

c NAnão se aplica. d IENIndicador Econômico Nacional.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 5. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Grupos de alimentos Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo cor ou raça

sementes, nozes e

Notas: a Freq. - Frequência.

b ��̅ (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores. c NA - Não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Branca Parda Preta

Crianças de 0 a 5 meses

As Tabelas 6 a 9 apresentam as frequências de consumo (%) e o consumo médio per capita (g/dia) dos grupos de alimentos entre as crianças brasileiras de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça da criança. Alimentos consumidos por menos de 15% das crianças foram agrupados na categoria "Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo".

Leites e derivados

A frequência de consumo de leites e derivados foi de 93,3% e houve pequena variação segundo os estratificadores analisados. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 750,1 g/dia (IC 95% 724,6; 775,6) e não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 6 a 9).

Alimentos para usos nutricionais específicos

A frequência de consumo de alimentos para usos nutricionais específicos foi de 16,9%. A variação na frequência de consumo foi de 11,5% na região Norte a 22,1% na Sul; 16,8% na área urbana e 21,8% na rural; de 15,7% no 1o quinto do IEN a 20,8 no último quinto; e de 12,6% em crianças de cor ou raça parda a 21,6% nas de cor ou raça preta. O consumo médio desses alimentos foi de 249,0 g/dia (IC 95% 173,3; 324,8), sendo maior na região Sudeste (346,8 g/dia; IC 95% 191,0; 502,7) do que na Norte (101,5 g/dia; IC 95% 39,6; 163,4), e maior na área urbana (256,1 g/dia; IC 95% 179,0; 333,3) do que na rural (49,7 g/dia; IC 95% 0,2; 99,1). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 6 a 9).

Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo

Para cada um dos demais grupos de alimentos a frequência de consumo foi menor que 15% (Tabelas 6 a 9).

Tabela 6. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

(continua)

por dia segundo macrorregião

Grupos de alimentos Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio

Raízes, tubérculos e seus produtos

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

Hortaliças e seus produtos

e óleos

(continuação)

Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo macrorregião

Grupos de alimentos

Doces e açúcares

e

Alimentos para usos nutricionais específicos

Aditivos alimentares

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas: a BRBrasil, NNorte, NENordeste, SSul, SESudeste, COCentro-Oeste.

b Freq.Frequência. c ��̅ (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

d NAnão se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 7. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo situação do domicílio

Grupos de alimentos

Notas: a Freq. - Frequência.

b ��̅ (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

c NA - Não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 8. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continua)

Grupos de alimentos

sementes, nozes e seus produtos

e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

e derivados

Hortaliças e seus produtos

e seus

Gorduras e óleos

(continuação)

Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo quintos do IEN d

Grupos de alimentos

alimentares

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas: a Freq.Frequência. b ��̅ (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

c NAnão se aplica. d IENIndicador Econômico Nacional. * representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 9. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019. Grupos de alimentos

usos nutricionais

Notas:

a Freq. - Frequência relativa de consumo.

b ��̅ (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

c NA - não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Branca Parda Preta

Crianças de 6 a 23 meses

As Tabelas 10 a 13 apresentam as frequências de consumo (%) e o consumo médio per capita (g/dia) dos grupos alimentares entre crianças brasileiras de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça da criança. Alimentos consumidos por menos de 15% das crianças foram agrupados na categoria "Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo".

Cereais e seus produtos

A frequência de consumo de cereais e seus produtos foi de 78,1% com proporções similares segundo os estratificadores analisados. O consumo médio desses alimentos foi de 118,7 g/ dia (IC 95% 110,3; 127,1). Crianças de cor ou raça parda (126,2 g/dia; IC 95% 112,8; 139,5) e preta (150,2 g/dia; IC 95% 120,3; 180,1) apresentaram maior consumo médio do que as de cor ou raça branca (105,3 g/dia; IC 95% 98,9; 111,8). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo a macrorregião, situação do domicílio e quintos do IEN (Tabelas 10 a 13).

Raízes, tubérculos e seus produtos

Um total de 22,5% das crianças consumiu raízes, tubérculos e seus produtos. Proporções semelhantes foram observadas segundo os estratificadores analisados. O consumo médio desses alimentos foi de 104,5 g/dia (IC 95% 79,3; 129,6), não sendo observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 10 a 13).

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

A frequência de consumo de leguminosas, sementes, nozes e seus produtos foi de 50,5%. A variação na frequência de consumo foi de 36,1% na região Nordeste a 60,8% na Sudeste e, para os demais estratificadores, foi pequena a variação. O consumo médio desses alimentos foi de 104,9 g/dia (IC 95% 95,4; 114,4), e crianças que moravam na região Nordeste (78,2 g; IC 95% 55,6; 100,8) tiveram menor consumo do que as que moravam no Sudeste (119,2 g/dia; IC 95% 103,3; 135,1). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio destes alimentos segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 10 a 13).

Leites e derivados

O consumo de leites e derivados foi observado em 94,2% das crianças, com proporções semelhantes segundo os estratificadores analisados. A média de consumo desses alimentos foi de 688,7 g/dia (IC 95% 654,3; 723,1). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na média de consumo desse grupo de alimentos segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 10 a 13).

Carnes e derivados

Um total de 44,5% das crianças consumiu carnes e derivados, com proporções similares segundo os estratificadores analisados. O consumo médio de carnes foi de 67,9 g/dia (IC 95% 61,9; 74,0) e foi maior na área urbana (69,1 g/dia; IC 95% 63,1; 75,1) do que na rural (46,8 g/dia; IC 95% 31,4; 62,1), e maior entre crianças de cor ou raça branca (72,2 g/dia; IC 95% 63,6; 80,8) quando

comparado ao das de cor ou raça preta (51,3 g/dia; IC 95% 40,8; 61,8). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo macrorregião e quintos do IEN (Tabelas 10 a 13).

Hortaliças e seus produtos

Um total de 23,0% das crianças consumiu hortaliças e a frequência de consumo variou de 11,4% na região Norte a 35% na Centro-Oeste; e de 14,5% na área rural a 23,5% na área urbana. Proporções similares foram observadas segundo quintos do IEN e cor ou raça. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 84,2 g/dia (IC 95% 67,8; 100,5) e foi menor em crianças na região Nordeste (52,9 g/dia; IC 95% 38,3; 67,5) do que o das residentes nas regiões Sudeste (101,9 g/dia; IC 95% 70,3; 133,4) e Sul (83,1 g/dia; IC 95% 69,6; 96,7). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas segundo situação de domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 10 a 13).

Frutas e seus produtos

O consumo de frutas e seus produtos foi observado em 56,9% das crianças. A frequência de consumo variou de 48,3% na região Norte a 72,2% no Sul; de 47,7% na área rural a 57,4% na área urbana; e de 47,9% no 1o quinto do IEN a 73,3% no último quinto. O consumo médio de frutas e seus produtos foi de 156,4 g/dia (IC 95% 141,9; 171,0) e foi maior na região Norte (205,4 g/dia; IC 95% 159,9; 251,0) do que na região Nordeste (134,8 g/dia; IC 95% 119,2; 150,5). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 10 a 13).

Doces e açúcares

O consumo de doces e açúcares foi observado em 60,6% das crianças e a variação nas frequências segundo os indicadores foi pequena. O consumo médio desse grupo de alimentos foi 50,3 g/dia (IC 95% 44,8; 55,7) e não houve diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 10 a 13).

Bebidas

O consumo de bebidas foi observado em 57,5% das crianças e as variações nas frequências de consumo segundo os estratificadores analisados foram pequenas. O consumo médio desses alimentos foi de 380,2 g/dia (IC 95% 336,9; 423,6) e não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça(Tabelas 10 a 13).

Pratos compostos

A frequência de consumo de pratos compostos foi de 56,1% e as variações nas frequências de consumo segundo os estratificadores analisados foram pequenas. O consumo médio desses alimentos foi de 199,6 g/dia (IC 95% 182,3; 216,8), sendo menor na região Centro-Oeste (155,7 g/dia; IC 95% 134,9; 176,6) do que na região Nordeste (210,0 g; IC 95% 182,6; 237,5). Não houve diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 10 a 13).

Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo

A frequência de consumo de cada um dos seguintes grupos - ovos e seus produtos; peixes, mariscos e seus produtos; gorduras e óleos; especiarias e condimentos; alimentos para usos nutricionais específicos; suplementos alimentares e similares; aditivos alimentares; lanches salgados (salgadinhos) - foi menor do que 15% das crianças (Tabelas 10 a 13).

Tabela 10. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

(continua)

Grupos de alimentos

tubérculos e seus produtos

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

e derivados

Hortaliças e seus produtos

e óleos

e

(continuação)

Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita segundo macrorregião

Grupos de alimentos

Alimentos para usos nutricionais específicos

alimentares

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas: a BRBrasil, NNorte, NENordeste, SSul, SESudeste, COCentro-Oeste. b Freq.Frequência. c ��̅ (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

d NAnão se aplica. * representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 11. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia segundo situação do domicílio

Grupos de alimentos

Notas: a Freq. - Frequência.

b ��̅ (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

c NA - não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 12. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

(continua)

(%) e

do IEN a

Grupos de alimentos

tubérculos e seus

sementes, nozes e seus produtos

e seus produtos

mariscos e seus produtos

Carne e derivados

Hortaliças e seus produtos

e seus

Gorduras e óleos

(continuação)

Frequência relativa de consumo (%) e consumo alimentar médio per capita (g/dia) segundo quintos do IEN a

Grupos de alimentos

e açúcares

para usos nutricionais específicos

Aditivos alimentares

compostos

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas: a IENIndicador Econômico Nacional.

b Freq.Frequência. c ��̅ (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

d NAnão se aplica. * representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 13. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Grupos de alimentos

para usos nutricionais específicos

Notas: a Freq. - Frequência.

b ��̅ (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

c NA - não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Parda Preta

Crianças de 24 a 59 meses

As Tabelas 14 a 17 apresentam as frequências de consumo (%) e o consumo médio per capita (g/dia) dos grupos alimentares entre a crianças brasileiras de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça. Alimentos consumidos por menos de 15% das crianças foram agrupados na categoria "Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo".

Cereais e seus produtos

O consumo de cereais e seus produtos foi observado em 92,2% da população, com proporções similares segundo os estratificadores analisados. O consumo médio de cereais e seus produtos foi de 160,5 g/dia (IC 95% 153,1; 167,9). Crianças residentes na região Norte (168,0 g/dia; IC 95% 157,6; 178,4) apresentaram consumo médio maior do que o das residentes na região Centro-Oeste (144,4 g/dia; IC 95% 135,0; 153,9). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Raízes, tubérculos e seus produtos

Um total de 20,1% das crianças consumiu raízes, tubérculos e seus produtos. A frequência de consumo variou de 17,3% na região Nordeste a 36,1% na Norte; e de 13,5% na área rural a 20,4% na urbana. A variação foi pequena para os demais estratificadores analisados. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 82,0 g/dia (IC 95% 72,4; 91,5). O consumo médio desses alimentos pelas crianças residentes nas regiões Norte (62,6 g/dia; IC 95% 48,5; 76,7), Nordeste (68,9 g/dia; IC 95% 49,4; 88,5) e Sudeste (68,0 g/dia; IC 95% 52,9; 83,1) foi menor do que o de crianças das regiões Sul (157,0 g/dia; IC 95% 117,1; 197,0) e Centro-Oeste (124,7 g/dia; IC 95% 96,7; 152,8). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo a situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

A frequência de consumo de leguminosas, sementes, nozes e seus produtos foi de 64,3%, com variação de 50,9% na região Norte a 74,5% na Sudeste; e de 52,7% na área urbana a 64,7% na urbana. O consumo médio dos alimentos desse grupo foi de 133,7 g/dia (IC 95% 124,7; 142,6) e foi menor nas crianças das regiões Nordeste (107,3 g/dia; IC 95% 88,1; 126,5) e Centro-Oeste (117,7 g/dia; IC 95% 105,7; 129,8) do que o de crianças do Sudeste (150,1 g/dia; IC 95% 136,2; 163,7). Não houve diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Leites e derivados

O consumo de leites e derivados foi observado em 90,2% da população, com proporções similares segundo os estratificadores analisados. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 509,1 g/dia (IC 95% 479,9; 538,2). O consumo de leites entre crianças do Sul do Brasil (630,9 g/dia; IC 95% 557,4; 704,4) foi maior do que entre as residentes no Norte (497,4 g/dia; IC 95% 441,7; 553,2), no Sudeste (501,4 g/dia; IC 95% 466,7; 536,1) e Centro-Oeste (467,1 g/dia; IC 95% 434,9; 499,3). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Ovos e seus produtos

Um total de 17% da população consumiu ovos e seus produtos, apresentando variação de 12,6% na região Centro-Oeste a 21,9% na Nordeste. O consumo médio foi de 60,8 g/dia (IC 95% 57,2; 64,4), sendo maior na região Sudeste (68,9 g/dia; IC 95% 62,6; 75,3) quando comparado ao observado nas regiões Nordeste (53,5 g/dia; IC 95% 47,7; 59,3) e Sul (53,9 g/dia; IC 95% 48,2; 59,7). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em relação aos demais estratificadores analisados (Tabelas 14 a 17).

Carnes e derivados

Um total de 67,2% da população consumiu carnes e derivados. As proporções foram similares para todos os estratificadores analisados, variando de 67,5% na área urbana a 56,5% na rural. O consumo médio desse grupo de alimentos foi de 86,6 g/dia (IC 95% 82,5; 90,6) e não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo os estratificadores analisados (Tabelas 14 a 17).

Hortaliças e seus produtos

Um total de 27,5% das crianças consumiu hortaliças e seus produtos, variando de 13,4% no Nordeste a 38,5% no Sudeste; de 13,4% na área rural a 28,0% na área urbana; e de 21,8% no 1º quinto a 39,6% no último quinto do IEN. O consumo médio de hortaliças e seus produtos foi de 78,0 g/dia (IC 95% 68,7; 87,3). O consumo médio de hortaliças por crianças do 2o quinto (60,3 g/dia; IC 95% 51,9; 68,7) foi menor do que o de crianças do 1º (77,5 g/dia; IC 95% 69,2; 85,8) e último quintos do IEN (99,3 g/dia; IC 95% 75,3; 123,4). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo macrorregião, situação de domicílio e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Frutas e seus produtos

A frequência de consumo de frutas e seus produtos foi de 48,9%. O consumo médio desse grupo foi de 189,7 g/dia, (IC 95% 178,1; 201,3). O consumo médio em crianças residentes nas regiões Sudeste (171,0 g/dia; IC 95% 153,4; 188,7), Nordeste (191,2 g/dia; IC 95% 175,5; 206,8) e Sul (170,5 g/dia; IC 95% 150,5; 190,6) foi menor que o das residentes no Norte (272,2 g/dia; IC 95% 211,5; 332,8). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Gorduras e óleos

O consumo de gorduras e óleos foi observado em 23,6% das crianças e o consumo médio foi de 11,5 g/dia (IC 95% 10,4; 12,6). Não houve diferenças estatisticamente significativas no consumo médio segundo os estratificadores analisados (Tabelas 14 a 17).

Doces e açúcares

A frequência de consumo de doces e açúcares foi de 80,4% e o consumo médio foi de 82,5 g/ dia (IC 95% 77,7; 87,3). O consumo por crianças residentes no Sul (104,6 g/dia; IC 95% 87,6; 121,5) foi maior do que o de residentes no Norte (76,9 g/dia; IC 95% 66,1; 87,6), Sudeste (79,4 g/dia; IC 95% 71,5; 87,3) e Centro-Oeste (78,5 g/dia; IC 95% 71,7; 85,2). Não houve diferenças estatisticamente significativas no consumo segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Bebidas

O consumo de bebidas por crianças foi observado em 73,0%. O consumo médio foi de 422,4 g/dia. O consumo médio desse grupo de alimentos foi maior entre as crianças residentes no Nordeste (479,3 g/dia; IC 95% 430,3; 528,3) do que o observado entre as residentes no Sul (397,0 g/dia; IC 95% 368,7; 425,2). Não houve diferenças estatisticamente significativas do consumo segundo situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça (Tabelas 14 a 17).

Pratos compostos

O consumo de pratos compostos foi observado em 58,9% das crianças. O consumo médio foi de 192,2 g/dia. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre o consumo médio desse grupo segundo os estratificadores analisados (Tabelas 14 a 17).

Grupos de alimentos com baixa frequência de consumo

A frequência de consumo de cada um dos seguintes grupos - peixes, mariscos e seus produtos; especiarias e condimentos, alimentos para usos nutricionais específicos, suplementos alimentares e similares, aditivos alimentares e lanches salgados - ocorreu para menos de 15% das crianças (Tabelas 14 a 17).

Tabela 14. Frequência relativa de consumo e o consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019. (continua)

Frequência relativa de consumo (%) e consumo alimentar

Grupos de alimentos

Raízes, tubérculos e seus produtos

Leguminosas, sementes, nozes e seus produtos

Ovos e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

Carne e derivados

e seus produtos

Frutas e seus produtos

Gorduras e óleos

(continuação)

Frequência relativa de consumo (%) e consumo alimentar médio per capita (g/dia) segundo macrorregião

Grupos de alimentos

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas:

a BRBrasil, NNorte, NENordeste, SSul, SESudeste, COCentro-Oeste.

b Freq.Frequência. c ��̅ (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

d NAnão se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 15. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

relativa de consumo (%) e consumo alimentar médio

Grupos de alimentos

Notas: a Freq. - Frequência.

b ��̅ (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores. d NA - não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 16. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continua)

Grupos de alimentos

tubérculos e seus produtos

sementes, nozes e seus produtos

Ovos e seus produtos

Peixes, mariscos e seus produtos

Carne e derivados

e seus produtos

e seus produtos

Gorduras e óleos

(continuação)

Frequência relativa de consumo (%) e consumo alimentar médio per capita (g/dia) segundo quintos do IEN a

Grupos de alimentos

Lanches salgados (salgadinhos)

Notas: a IENIndicador Econômico Nacional.

b Freq.Frequência. c x (g/d)Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores.

d NAnão se aplica. * representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 17. Frequência relativa de consumo e consumo alimentar médio per capita por dia de grupos de alimentos da classificação FAO/WHO GIFT entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019. Grupos de alimentos

Notas: a Freq. - Frequência.

b x (g/d) - Quantidade média consumida (gramas/dia), considerando apenas seus consumidores. d NA - não se aplica.

* representa as frequências cujos CVs foram maiores que 30%.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Branca Parda Preta

4.2.2 Descrição do consumo de leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da classificação NOVA

Crianças de 0 a 59 meses

As Figuras 18 a 21 e a Tabela B4 apresentam a média da participação de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos da NOVA em relação ao total de energia ingerida por crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça da criança.

No Brasil, 48,4% da participação de energia foi de alimentos in natura ou minimamente processados, 24,7%, de AUP, 15,4%, de leite materno, 6,3%, de ingredientes culinários, 3,2%, de alimentos processados e 2,1%, de fórmulas infantis. Foi observada diferença estatisticamente significativa na participação dos AUP na região Nordeste (27,3%) em relação às regiões Norte (21,7%) e Centro-Oeste (23,3%). A participação de energia dos ingredientes culinários foi mais baixa no Nordeste (5,5%) quando comparada com a observada nas regiões Norte (7,1%), Centro-Oeste (7,0%) e Sudeste (6,8%); e mais baixa na região Sul (5,8%) quando comparada com a observada nas regiões Norte e Centro-Oeste (Figura 18, Tabela B4).

A participação de energia de AUP (24,8%) em crianças que residiam em domicílios localizados na área urbana foi maior do que a observada em crianças residentes na área rural (21,0%), sendo essa diferença estatisticamente significativa (Figura 19, Tabela B4).

Considerando os quintos do IEN, a participação de energia do leite materno foi maior entre as crianças do 1º quinto (18,0%) quando comparada com a observada entre aquelas do 2º (15,2%), 4º (14,6%) e último (13,5%) quintos do IEN. A participação de energia dos alimentos in natura ou minimamente processados foi menor no 1º quinto (46,3%) se comparada com o 2º (49,2%) e 3º(49,1%) quintos do IEN (Figura 20, Tabela B4).

Crianças de cor ou raça branca tiveram maior participação de energia de fórmulas infantis (3,0%) do que crianças pardas (1,3%), sendo esta diferença estatisticamente significativa (Figura 21, Tabela B4).

Figura 18. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

112 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019
Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 19. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 113

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 20. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

114 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 21. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 115

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Crianças de 0 a 5 meses

As Figuras 22 a 25 e a Tabela B5 apresentam a participação de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos da NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça da criança.

No Brasil, 77,5% da participação de energia desta faixa etária foram provenientes de leite materno, 10,5%, de fórmulas infantis, 8,3%, de alimentos in natura ou minimamente processados, 3,3%, de AUP e 0,4%, de ingredientes culinários. Não houve consumo de alimentos processados (0,0%) (Tabela B5).

A participação de energia de AUP foi mais alta nas regiões Nordeste (6,3%) e Norte (5,7%) em comparação com as observadas nas regiões Sudeste (1,4%), Sul (1,5%) e Centro-Oeste (1,8%) (diferenças estatisticamente significativas). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na participação energética do leite materno, fórmulas infantis e demais grupos da NOVA segundo macrorregião (Figura 22 e Tabela B5).

A participação de energia de alimentos in natura ou minimamente processados foi de 10,0% no 1o, 10,7% no 2º e 2,0% no último quinto do IEN, sendo a diferença estatisticamente significativa entre os dois primeiros em relação ao último quinto. A participação de energia de ingredientes culinários foi mais alta no 1o (0,6%) em relação ao 3o quinto do IEN (0,1%), sendo essa diferença estatisticamente significativa. A participação de energia de AUP foi de 4,6% entre crianças do 1o quinto e 0,9% entre as do último quinto do IEN (diferenças estatisticamente significativas) (Figura 24 e Tabela B5).

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na participação de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos da NOVA segundo situação do domicílio e raça ou cor (Figura 23 e 25 e Tabela B5).

Figura 22. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 117

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 23. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

118 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 24. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 119

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 25. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

120 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Crianças de 6 a 23 meses

As Figuras 26 a 29 e a Tabela B6 apresentam a participação de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos da NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça da criança.

No Brasil, 48,0% da participação de energia foram provenientes de alimentos in natura ou minimamente processados, 21,5%, de leite materno, 20,5%, de AUP, 5,0%, de ingredientes culinários, 3,2%, de fórmulas infantis e 1,8%, de alimentos processados (Tabela B6).

A participação de energia dos AUP foi maior na região Nordeste (23,3%) em comparação com a observada nas regiões Norte (19,3%) e Centro-Oeste (18,6%). A participação de energia dos ingredientes culinários foi maior nas regiões Sudeste (5,8%) e Centro-Oeste (5,7%) do que as observadas nas regiões Sul (4,3%) e Nordeste (4,0%). A região Sul apresentou maior participação de energia de fórmulas infantis (5,7%) do que as regiões Nordeste (2,2%), Centro-Oeste (2,2%) e Norte (1,7%). Para esses dois grupos da NOVA e para fórmulas infantis, as diferenças foram estatisticamente significativas (Figura 26 e Tabela B6).

Crianças residentes da área urbana (3,3%) apresentaram participação de energia de fórmulas infantis maior do que a observada entre as residentes na área rural (0,8%) (diferenças estatisticamente significativas). Não foram observadas diferenças nas participações de energia do leite materno e dos grupos de alimentos da Classificação NOVA (Figura 27 e Tabela B6).

A participação de energia das fórmulas infantis foi maior no último quinto do IEN (5,7%) em comparação à observada no 1o quinto (2,0%). A participação de energia dos alimentos processados foi maior no 1o (1,9%), 2o (1,8%) e 3o (2,3%) quintos do IEN, quando comparadas à do último quinto (0,9%). Para ambos os grupos de alimentos, as diferenças foram estatisticamente significativas (Figura 28 e Tabela B6).

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na participação de energia do leite materno, da fórmula infantil e dos grupos da NOVA segundo cor ou raça (Figura 29 e Tabela B6).

Figura 26. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

122 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019
Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 27. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 123

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 28. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

124 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 29. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 125

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Crianças de 24 a 59 meses

As Figuras 30 a 33 e a Tabela B7 apresentam a participação de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos da NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça.

No Brasil, 55,3% da participação de energia foi de alimentos in natura ou minimamente processados, 30,4%, de AUP, 8,0%, de ingredientes culinários, 4,4%, de alimentos processados, 1,9% ,de leite materno e 0,1%, de fórmulas infantis (Tabela B7).

A participação de energia dos AUP nas regiões Nordeste (32,8%) e Sul (32,0%) foi maior que a observada para a região Norte (25,5%). A região Norte apresentou maior participação de energia de ingredientes culinários (9,1%) quando comparada à observada nas regiões Sul (7,5%) e Nordeste (7,1%). Para esses dois grupos da NOVA, as diferenças foram estatisticamente significativas (Figura 30 e Tabela B7).

Crianças residentes na área urbana apresentaram participação de energia de alimentos processados (4,5%) maior do que a observada entre as residentes na área rural (2,9%) (diferença estatisticamente significativa). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas participações de energia em relação ao leite materno, à fórmula infantil e aos outros grupos da NOVA segundo a situação do domicílio ( Figura 31 e Tabela B7).

A participação de energia do leite materno foi estatisticamente maior entre as crianças do 1o quinto do IEN (2,2%) do que entre as do 3o quinto (1,2%). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em relação à fórmula infantil e aos grupos da NOVA (Figura 32 e Tabela B7).

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na participação de energia do leite materno, da fórmula infantil e dos grupos da NOVA segundo cor ou raça (Figura 33 e Tabela B7).

Figura 30. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 127

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 31. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

128 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 32. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019.

Alimentação Infantil II 129

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Figura 33. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019.

130 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

4.2.3 Participação relativa do total de energia dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA para crianças de 0 a 59 meses de idade

As Tabelas 33 a 37 apresentam a participação de energia dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, faixa etária, situação do domicílio, quintos do IEN e cor ou raça da criança, respectivamente.

No grupo das fórmulas infantis, a participação de energia das fórmulas tradicionais (1,9% IC 95% 1,5; 2,2) foi maior do que a das fórmulas para fins especiais (0,2% IC 95% 0,1; 0,3). No grupo de alimentos in natura ou minimamente processados, as maiores participações foram do subgrupo de leites (15,9%), arroz (6,4%) e frutas (5,2%). Os subgrupos de ingredientes culinários com as maiores participações energéticas foram o óleo vegetal (3,7%) e o açúcar (1,7%). Para os alimentos processados, o subgrupo de maior contribuição energética foi o de pães (2,4%). No grupo de AUP, as maiores contribuições foram do subgrupo de biscoitos doces (4,7%), farinhas infantis (4,0%) e chocolates, sorvetes, gelatinas, flan e outras sobremesas industrializadas (3,7%).

Segundo macrorregião

A participação de energia das fórmulas tradicionais foi maior na região Sudeste (2,9% IC 95% 2,2; 3,7) do que na região Nordeste (1,2% IC 95% 0,7; 1,7). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na participação de energia das fórmulas para fins especiais segundo macrorregião (Tabela 18).

A participação de energia do arroz foi maior na região Centro-Oeste (7,4% IC 95% 6,9; 7,9) e Sudeste (7,1% IC 95% 6,5; 7,7) quando comparada à observada no Nordeste (5,4% IC 95% 4,4; 6,4); o subgrupo da carne bovina teve maior participação de energia na região Centro-Oeste (5,2% IC 95% 4,6; 5,8) do que nas regiões Nordeste (3,4% IC 95% 2,6; 4,2) e Sul (3,7% IC 95% 3,3; 4,2); o subgrupo do feijão teve maior participação de energia na região Sudeste (4,7% IC 95% 4,1; 5,3) do que nas regiões Nordeste (2,8% IC 95% 2,3; 3,3) e Norte (2,9% IC 95% 2,2; 3,6) (Tabela 18)

Para o óleo, as maiores participações energéticas foram nas regiões Centro-Oeste (4,7% IC 95% 4,3; 5,0), Sul (4,2% IC 95% 3,8; 4,6) e Sudeste (4,2% IC 95% 3,9; 4,5) e a menor foi na região Nordeste (2,5% IC 95% 2,1; 2,9). Para o açúcar, a participação de energia nas regiões Norte (2,1% IC 95% 1,6; 2,7) e Nordeste (1,9% IC 95% 1,5; 2,3) foi maior do que nas regiões Sul (1,0% IC 95% 0,7; 1,2) e Centro-Oeste (1,3% IC 95% 1,1; 1,4) (Tabela 18).

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na participação energética de pães segundo macrorregião. A participação de energia de biscoitos doces foi menor na região Norte (3,1% IC 95% 2,7; 3,5) do que nas demais regiões (diferenças estatisticamente significativas). A participação de energia de farinhas infantis foi maior no Nordeste (7,3% IC 95% 6,2; 8,3) do que nas demais regiões, e a participação de energia na região Norte (4,8% IC 95% 4,0; 5,7) foi maior do que a observada no Sudeste (2,8% IC 95% 2,3; 3,3), Sul (1,4% IC 95% 0,9; 1,8) e Centro-Oeste (1,9% IC 95% 1,5; 2,2), assim como a participação de energia na região Sudeste foi maior que a do Sul e Centro-Oeste. O subgrupo de chocolates, sorvetes, gelatinas, flan e outras

sobremesas industrializadas teve maior participação de energia na região Sul (5,8% IC 95% 4,7; 6,9) do que nas regiões Centro-Oeste (3,7% IC 95% 3,3; 4,2), Nordeste (1,8% IC 95% 1,5; 2,2) e Norte (2,2% IC 95% 1,3; 3,1); e as participações nas regiões Centro-Oeste e Sudeste (4,8% IC 95% 4,2; 5,4) foram maiores que nas regiões Nordeste e Norte. As bebidas lácteas tiveram maior participação de energia na região Nordeste (3,8% IC 95% 3,0; 4,6) do que nas regiões Norte (1,8% IC 95% 1,6; 1,9) e Sudeste (2,2% IC 95% 1,8; 2,5) (Tabela 18).

Tabela 18. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião. Brasil, 2019. (continua)

Alimentos e grupos de alimentos

Participação de energia (%) segundo macrorregião

(continuação)

Alimentos e grupos de alimentos Participação de energia (%) segundo macrorregião

e vinho

e tortas doces

Cachorro quente e hambúrgueres e outros sanduíches

Alimentos e grupos de alimentos

Chocolates, sorvetes, gelatina, flan e outras sobremesas industrializadas

(continuação)

Participação de energia (%) segundo macrorregião

Notas:

a N - Norte, NE - Nordeste, S - Sul, SE - Sudeste e CO - Centro-Oeste.

b Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

c Frutos do mar, água, carnes de outros animais e especiarias.

d Leite de coco, vinagres e gelatina sem sabor.

e Conservas em geral e oleaginosas (amendoim e castanhas com sal).

f Cereais matinais e cremes de queijo.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Segundo faixa etária

A participação de energia do subgrupo de fórmulas tradicionais foi menor nas faixas etárias mais altas: 9,7% (IC 95% 7,3; 12,1), 2,9% (IC 95% 2,1; 3,7) e 0,1% (IC 95% 0,00; 0,1) para 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses, respectivamente. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na participação de energia das fórmulas para fins especiais segundo faixa etária (Tabela 19).

A participação de energia do subgrupo do leite foi menor na faixa etária de 0 a 5 meses (5,8% IC 95% 4,2; 7,4) do que na 6 a 23 (17,8% IC 95% 16,2; 19,4) e na de 24 a 59 meses (16,7% (C 95% 15,7; 17,7). A participação de energia das frutas foi menor na faixa etária de 0 a 5 meses (0,6% IC 95% 0,4; 0,8) do que nas faixas de 6 a 23 (17,8% IC 95% 16,2; 19,4) e 24 a 59 meses (16,7 IC 95% 15,7; 17,7). Houve um gradiente de participação de energia do arroz segundo faixa etária: 0,1% (IC 95% 0,0; 0,1), 5,0% (IC 95% 4,6; 5,4) e 8,2% (IC 95% 7,7; 8,7), respectivamente para 0 a 5, 6 a 24 e 24 a 59 meses (diferenças estatisticamente significativas) (Tabela 19).

A participação de energia dos ingredientes culinários é maior entre as crianças mais velhas: para o óleo vegetal foi 0,2% (IC 95% 0,1; 0,2), 3,1% (IC 95% 2,9; 3,3) e 4,6% (IC 95% 4,4; 4,9); e para o açúcar foi 0,2% (IC 95% 0,1; 0,4), 1,5% (IC 95% 1,1; 1,8) e 2,0% (IC 95% 1,7; 2,3), para as faixas etárias de 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses, respectivamente (diferenças estatisticamente significativas) (Tabela 19).

No grupo de alimentos processados, a participação de energia do subgrupo de pães foi menor entre 6 a 23 meses (1,3% IC 95% 1,0; 1,5) do que entre 24 a 59 meses (3,4% IC 95% 3,1; 3,7), assim como foi para queijos (0,2% IC 95% 0,1; 0,2 e 0,6% IC 95% 0,5; 0,7, respectivamente) (Tabela 19).

Em relação aos AUP, houve um gradiente de aumento da participação de energia estatisticamente significativo segundo faixas etárias: 3,3%, 20,5% e 30,4%, respectivamente, para 0 a 5 meses, 6 a 23 meses e 24 a 59 meses. As maiores participações energéticas dos subgrupos foram: farinhas infantis (2,3% IC 95% 1,7; 3,0) e bebidas lácteas (0,4% IC 95% 0,1; 0,6), para a faixa etária de 0 a 5 meses; farinhas infantis (6,7% IC 95% 6,0; 7,5) e biscoitos doces (3,4% IC 95% 3,0; 3,8), para 6 a 23 meses; e biscoitos doces (6,0% IC 95% 5,4; 6,7) e chocolates, sorvetes, gelatina, flan e outras sobremesas industrializadas (5,2% IC 95% 4,8; 5,7), para 24 a 59 meses (Tabela 19).

Tabela 19. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo faixa etária. Brasil, 2019. (continua)

Alimentos e grupos de alimentos

Alimentos e grupos de alimentos

e legumes

alimentos in natura ou minimamente processados b

Participação de energia (%) segundo faixa etária (meses) 0 a 5 6 a 23 24 a 59

Bolos e tortas doces

Cachorro quente e hambúrgueres e outros sanduíches

sorvetes, gelatina, flan e outras sobremesas industrializadas

e embutidos

Alimentos e grupos de alimentos

(continuação)

Participação de energia (%) segundo faixa etária (meses)

0 a 5 6 a 23 24 a 59

Notas:

a Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

b Frutos do mar, água, carnes de outros animais e especiarias.

c Leite de coco, vinagre e gelatina sem sabor.

d Conservas em geral e oleaginosas (amendoim e castanhas).

e Cereais matinais e cremes de queijo.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

138 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Segundo situação do domicílio

Não houve diferença estatisticamente significativa na participação de energia, segundo situação do domicílio, para os seguintes subgrupos de alimentos mais consumidos em seus respectivos grupos: fórmulas infantis tradicionais; leite, arroz e frutas; óleo e açúcar (Tabela 20).

Em relação aos AUP, o subgrupo de biscoitos doces teve maior participação de energia na área urbana (4,7% IC 95% 4,2; 5,2) do que na rural (2,7% IC 95% 1,5; 3,9) (diferenças estatisticamente significativas). Não houve diferença estatisticamente significativa na participação de energia das farinhas infantis e chocolates, sorvetes, gelatina, flan e outras sobremesas industrializadas segundo situação do domicílio (Tabela 20).

Tabela 20. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo situação do domicílio. Brasil, 2019.

Alimentos e grupos de alimentos
Participação de energia (%)

(continuação)

Alimentos e grupos de alimentos

Alimentos e grupos de alimentos

salgado e salgadinho de pacote

e tortas doces

Cachorro quente e hambúrgueres e outros sanduíches

Chocolates, sorvetes, gelatina, flan e outras sobremesas industrializadas

Notas:

a Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

b Frutos do mar, água, carnes de outros animais e especiarias.

c Leite de coco, vinagres e gelatina sem sabor.

d Conservas em geral e oleaginosas (amendoim e castanhas).

e Cereais matinais e cremes de queijo.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Segundo quintos do Indicador Econômico Nacional

No grupo das fórmulas infantis, não houve diferença estatisticamente significativa na participação de energia das fórmulas tradicionais e das fórmulas especiais segundo quintos do IEN (Tabela 21).

No grupo de alimentos in natura ou minimamente processados, a participação de energia de leites entre crianças do 1º quinto do IEN (15,1% IC 95% 14,5; 15,8) foi menor do que a participação de energia entre as do 3º quinto (17,5% IC 95% 16,0; 18,9). Crianças do quarto (5,7% IC 95% 5,1; 6,3) e último quintos do IEN (6,4% IC 95% 5,8; 6,9) apresentaram maior participação de energia de frutas quando comparadas às do 1º quinto (4,4% IC 95% 4,2; 4,7) (diferenças estatisticamente significativas). Não houve diferença na participação de energia do arroz, o segundo subgrupo mais consumido, segundo quintos do IEN (Tabela 21).

A participação de energia de pães, principal subgrupo dos alimentos processados, foi menor entre as crianças do 1º (2,6% IC 95% 2,4; 2,9) e 2º quintos (2,7% IC 95% 2,3; 3,2) quando comparada à observada entre crianças do último quinto (1,8% IC 95% 1,5; 2,1) (Tabela 21).

Entre os dois principais subgrupos de AUP, biscoitos doces e farinhas infantis, não houve diferença estatisticamente significativa na participação de energia segundo quintos do IEN. Houve maior participação de energia de chocolates, sorvetes, gelatinas, flan e outras sobremesas industrializadas entre crianças do 4º (4,0% IC 95% 3,5; 4,6) e último quintos do IEN (4,3% IC 95% 3,6; 5,0) comparada com a das crianças do 1º quinto (3,1% IC 95% 2,8; 3,4) (Tabela 21).

Tabela 21. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo quintos do Indicador Econômico Nacional. Brasil, 2019. (continua)

Alimentos e grupos de alimentos

Alimentos e grupos de alimentos

suína

nozes e sementes

de mandioca

de trigo

grão de bico e outras leguminosas

alimentos in natura ou minimamente processados

e vinho

em calda ou cristalizadas

(continuação)

Alimentos e grupos de alimentos

quente e hambúrgueres e outros sanduíches

sorvetes, gelatina, flan e outras

Nota:

a IEN - Indicador Econômico Nacional.

b Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

c Frutos do mar, água, carnes de outros animais e especiarias.

d Leite de coco, vinagres e gelatina sem sabor.

e Conservas em geral e oleaginosas (amendoim e castanhas);

f Cereais matinais e cremes de queijo.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Segundo cor da pele ou raça da criança

No grupo das fórmulas infantis, a participação de energia do subgrupo de fórmulas tradicionais foi menor entre crianças pardas (1,2% IC 95% 0,8; 1,7) do que entre brancas (2,8% IC 95% 2,2; 3,4) e pretas (1,6% IC 95% 0,3; 3,0). Não houve diferença estatisticamente significativa na participação de energia das fórmulas para fins especiais segundo cor ou raça (Tabela 22).

Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas na participação de energia dos subgrupos de alimentos in natura ou minimamente processados segundo cor da pele ou raça. Considerando os ingredientes culinários, crianças de cor ou raça branca apresentaram menor participação de energia do subgrupo do açúcar (1,3% IC 95% 1,1; 1,5), comparada à de pardas (1,9% IC 95% 1,6; 2,3). Não houve diferenças estatisticamente significativas na participação de energia de óleo vegetal segundo cor da pele ou raça (Tabela 22).

Para os subgrupos de AUP, a participação de energia de farinhas infantis foi menor em crianças brancas (3,0% IC 95% 2,6; 3,4) quando comparada à observada nas de cor parda (4,7% IC 95% 4,2; 5,2) e preta (4,7% IC 95% 3,5; 6,0) (Tabela 22). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na participação de energia dos demais subgrupos de AUP (Tabela 22).

Tabela 22. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno e dos subgrupos das fórmulas infantis e dos alimentos da classificação NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo cor ou raça. Brasil, 2019. (continua)

Alimentos e grupos de alimentos

Participação de energia (%) segundo cor ou raça

Alimentos e grupos de alimentos

146 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

(continuação)

Alimentos e grupos de alimentos Participação de energia (%) segundo cor ou raça

Notas:

a Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

b Frutos do mar, água, carnes de outros animais e especiarias.

c Leite de coco, vinagres e gelatina sem sabor.

d Conservas em geral e oleaginosas (amendoim e castanhas).

e Cereais matinais e cremes de queijo.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

4.2.4 Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA por tipo de refeição

As Tabelas 23 a 25 apresentam a participação de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da NOVA por tipo de refeição entre crianças de 6 a 59, 6 a 23 e 24 a 59 meses de idade para o Brasil, respectivamente.

Crianças de 6 a 59 meses

Entre as crianças de 6 a 59 meses de idade, o leite materno representou 8,4% do total de energia ingerida e as fórmulas infantis, 1,1%. Os alimentos in natura ou minimamente processados apresentaram participação de energia de 52,8%, sendo mais alta no almoço (15,8%) e jantar (12,9%) e mais baixa no lanche da tarde (6,8%) e desjejum (8,1%). Os ingredientes culinários representaram 7,0% do total de energia, sendo esta participação de energia mais alta no almoço (2,3%) e no jantar (1,9%). Os alimentos processados tiveram participação de energia igual a 3,5%. Para os AUP, a participação de energia foi de 27,1%, sendo mais alta no lanche da tarde (8,6%) e refeições intermediárias (7,6%) e mais baixa no almoço (1,7%) e jantar (3,2%) (Tabela 23).

Tabela 23. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 59 meses de idade por tipo de refeição. Brasil, 2019.

Participação de energia (%) por tipo de refeição

Alimentos e grupos de alimentos

Notas:

a DES - desjejum, ALM - almoço, LAN - lanche da tarde, JAN - jantar, INT - Refeições intermediárias, NS - não sabe

b A informação sobre o tipo de refeição para o alimento leite materno não foi coletada, resultando na ausência desse dado na tabela.

c Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Crianças de 6 a 23 meses

Entre as crianças de 6 a 23 meses de idade, o leite materno representou 21,5% da ingestão energética diária e as fórmulas infantis, 3,2%. Os alimentos in natura ou minimamente processados tiveram participação de energia de 48,0%, sendo mais alta no almoço (13,4%) e jantar (10,8%) e mais baixa no desjejum e lanche (7,0% cada). Os ingredientes culinários tiveram participação de energia de 5,0%, sendo mais alta no almoço (13,4%) e no jantar (10,8%). Os alimentos processados representaram 1,8% do total de energia. Os AUP tiveram participação de energia de 20,5%, sendo mais alta nas refeições intermediárias (6,4%) e no lanche (6,3%) e mais baixa no jantar (2,1%) e no almoço (1,0%) (Tabela 24).

Tabela 24. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade por tipo de refeição. Brasil, 2019. Brasil, 2019.

Participação de energia (%) por tipo de refeição

Alimentos e grupos de alimentos

Notas:

a DES - desjejum, ALM - almoço, LAN - lanche da tarde, JAN - jantar, INT - Refeições intermediárias, NS - não sabe

b A informação sobre o tipo de refeição para o alimento leite materno não foi coletada, resultando na ausência desse dado na tabela.

c Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Crianças de 24 a 59 meses

Entre as crianças de 24 a 59 meses de idade, o leite materno representou 1,9% do total de energia ingerida. Os alimentos in natura ou minimamente processados tiveram participação de energia de 55,3%, sendo 8,7% no desjejum, 17,0% no almoço, 6,7% no lanche da tarde, 14,0% no jantar e 8,1% nas refeições intermediárias. Os ingredientes culinários apresentaram participação de energia de 8,0%, sendo 1,0% no desjejum, 2,5% no almoço, 1,2% no lanche da tarde, 2,1% no jantar e 0,9% nas refeições intermediárias. Os alimentos processados apresentaram participação de energia de 4,4%, sendo 1,8% no desjejum, 0,2% no almoço, 1,1% no lanche da tarde, 0,6% no jantar e 0,6% nas refeições intermediárias. Os AUP representaram 30,4% do consumo energético, sendo 6,2% no desjejum, 2,1% no almoço, 9,8% no lanche da tarde, 3,8% no jantar e 8,2% nas refeições intermediárias (Tabela 25).

Tabela 25. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, das fórmulas infantis e dos grupos de alimentos da classificação NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade por tipo de refeição. Brasil, 2019. Brasil, 2019.

Alimentos e grupos de alimentos

Notas:

a DES - desjejum, ALM - almoço, LAN - lanche da tarde, JAN - jantar, INT - Refeições intermediárias, NS - não sabe

b A informação sobre o tipo de refeição para o alimento leite materno não foi coletada, resultando na ausência desse dado na tabela.

c Fórmulas infantis são conceitualmente classificadas como alimentos ultraprocessados, mas, para este relatório, foram mantidas em categoria própria, visto que, na ausência do aleitamento materno, esses produtos são recomendados para alimentar o lactente.

Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

4.3 Consumo de macronutrientes e micronutrientes

As Tabelas 26 a 28 apresentam a ingestão média diária de macro e micronutrientes, intervalos de confiança de 95% e as medidas de dispersão entre crianças de 0 a 5, 6 a 23 e 24 a 59 meses de idade para o Brasil.

Crianças de 0 a 5 meses

A ingestão média diária foi de 624,1 kcal, 14,3 g de proteínas (8,8% do valor energético total [VET]), 65,6 g de carboidratos (39,8% do VET), 34,0 g de lipídios (51,5% do VET) e 15,7 g de gordura saturada (22,6% do VET [dado não disponível em tabela]). Quanto aos minerais, a ingestão média diária de cálcio foi de 360 mg, 3,5 mg de ferro, 5,5 mg de zinco e 5,7 mg de selênio. Quanto às vitaminas, foi de 403,3 µg RAE de vitamina A, 3,5 µg de vitamina D, 2,6 µg de vitamina E, 0,3 mg de tiamina, 0,2 mg de vitamina B6, 0,9 µg de vitamina B12 e 70,7 µg de folato (Tabela 26).

Crianças de 6 a 23 meses

A ingestão média diária foi de 1.222 kcal, 43,5 g de proteínas (14% do VET), 168,8 g de carboidratos (54,4% do VET), 44,0 g de lipídios (33,4% do VET) e 19,2 g de gordura saturada (14,1% do VET [dado não disponível em tabela]). Quanto aos minerais, a ingestão média diária de cálcio foi de 811,2 mg, 12,5 mg de ferro, 9,4 mg de zinco e 24,7 mg de selênio. Quanto às vitaminas, foi de 555,7 µg RAE de vitamina A, 8,4 µg de vitamina D, 7,2 µg de vitamina E, 0,9 mg de tiamina, 0,5 mg de vitamina B6, 2,9 µg de vitamina B12 e 247,0 µg de folato (Tabela 27).

Crianças de 24 a 59 meses

A ingestão média diária foi de 1.482,6 kcal, 55,5 g de proteínas (15,2% VET), 211,9 g de carboidratos (57,5% do VET), 49,6 g de lipídios (29,6% do VET) e 19,5 g de gordura saturada (11,8% do VET [dado não disponível em tabela]). Quanto aos minerais, a ingestão média diária de cálcio foi de 745,6 mg, 11,6 mg de ferro, 9,4 mg de zinco e 34,8 mg de selênio. Quanto às vitaminas, foi de 546,9 µg RAE de vitamina A, 6,7 µg de vitamina D, 6,6 µg de vitamina E, 1,1 mg de tiamina, 0,7 mg de vitamina B6, 3,8 µg de vitamina B12 e 307,7 µg de folato (Tabela 28).

Tabela 26. Média, mediana e distribuição do consumo de energia e nutrientes por dia entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil. Brasil, 2019. (continua)

(continuação)

Niacina (mg)

Vitamina B6 (mg)

Vitamina B12 (µg)

Vitamina C (mg) 57,8 52,7;

Folato (µg)

Notas: a Intervalo de Confiança de 95%. b RAEEquivalente de Atividade de Retinol. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 27. Média, mediana e distribuição do consumo de energia e nutrientes por dia entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil. Brasil, 2019. (continua)

Energia e nutrientes Média IC 95% a Desvio Padrão

(continuação)

a Desvio Padrão

e nutrientes Média IC

Tiamina (mg)

Niacina (mg) 12,4 11,6; 13,2

Vitamina B6 (mg) 0,5 0,5;

Vitamina B12 (µg) 2,9 2,7; 3,2 4,1 2,0 1,8; 2,2

Vitamina C (mg) 159,1 142,0; 176,2

Folato (µg)

Notas: a Intervalo de Confiança de 95% b RAEEquivalente de Atividade de Retinol Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela 28. Média, mediana e distribuição do consumo de energia e nutrientes por dia entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil. Brasil, 2019. (continua)

Energia e nutrientes Média IC 95% a Desvio Padrão

(kcal) 1482,6 1443,0; 1522,2 635,9

Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

Micronutrientes

(mg)

a Desvio Padrão

(continuação) Energia e nutrientes Média IC

Niacina (mg)

Vitamina B6 (mg)

Vitamina B12 (µg) 3,8 3,6; 4,1

Vitamina C (mg)

Folato (µg)

Notas: a Intervalo de Confiança de 95% b RAEEquivalente de Atividade de Retinol Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos preconiza que a amamentação deve ser praticada até os 2 anos ou mais, sendo exclusiva até os 6 meses, e que, a partir desta idade, a alimentação da criança seja diversificada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, não sendo recomendado o consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados.

O ENANI-2019 traz pela primeira vez informações detalhadas sobre o consumo alimentar de crianças brasileiras menores de 5 anos por meio de um R24h.

Sobre os grupos de alimentos consumidos por todas as crianças segundo a classificação de alimentos da FAO, observou-se frequência ≥ 70% para o consumo de leite (91,7%), cereais (79,4%); frequência de 50 a < 70% para o grupo de leguminosas (53,9%), carne (53,7%); e frequência < 50% para os grupos de frutas (47,1%), hortaliças (23,5%) e raízes e tubérculos (19%). Doces, alimentos que são contraindicados para crianças menores de 2 anos, foram consumidos por 66,8% das crianças dessa faixa etária e por 82,5% daquelas com 2 anos ou mais de idade.

Sobre a participação de energia segundo a classificação NOVA para todas as crianças menores de 5 anos, observou-se que a participação de energia dos alimentos in natura ou minimamente processados foi de 48,4%, dos alimentos ultraprocessados foi de 24,7%, 15,4% de leite materno, 3,2% de alimentos processados e 6,3% de ingredientes culinários.

Para a faixa etária de 6 a 23 meses, a participação de AUP foi de 20,5%, quando o recomendado é zero e os alimentos mais consumidos deste grupo foram os biscoitos doces, as farinhas infantis ultraprocessadas e os chocolates, sorvetes, gelatinas e outras sobremesas ultraprocessadas.

A riqueza das informações obtidas e os diferentes achados sobre o consumo alimentar segundo faixa etária, macrorregião, situação do domicílio, quintos de renda e cor da pele mostram a complexidade do tema. Com relação aos dados referentes ao consumo de macro e micronutrientes, optou-se por descrevê-los apenas para toda a população considerando a limitação de apenas um dia de coleta. Para melhor compreender estas informações, será necessário conduzir análises específicas adicionais. Além disso, considerando que o referido estudo representa o primeiro levantamento nacional abrangente do consumo alimentar de crianças brasileiras, o monitoramento desses dados a partir de futuras coletas de dados possibilitará a identificação de tendências ao longo do tempo.

As evidências científicas a serem produzidas a partir destes dados poderão contribuir para superar lacunas do conhecimento e subsidiar decisões estratégicas para a implementação de políticas públicas no campo da alimentação e nutrição diferenciadas segundo os achados em relação aos estratificadores estudados.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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4. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Aspectos Metodológicos: Descrição geral do estudo 1: ENANI 2019. Documento eletrônico. Rio de Janeiro: UFRJ; 2021. (108 p.). Coordenador geral, Gilberto Kac. [Acesso em: 20.03.2024]. Disponível em: https://enani.nutricao.ufrj.br/relatorios.

5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Notas Metodológicas, versão 1.8. Rio de Janeiro: IBGE; 2020.

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7. Vasconcelos MTL, Silva PLDN, Castro IRR, Boccolini CS, Alves-Santos NH, Kac G. Sampling plan of the Brazilian National Survey on Child Nutrition (ENANI-2019): a population-based household survey. Cad Saude Publica. 2021;37(8):e00037221. doi:10.1590/0102-311X00037221

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9. Crispim SP, Kac G, Lacerda EMA, Castro IRR. Manual Fotográfico de Quantificação Alimentar Infantil. Curitiba: Universidade Federal do Paraná; 2018.

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11. ENANI-2019. Aplicativo do Recordatório de 24 horas. Rio de Janeiro, 2019. [Acesso em: 20.03.2020]. Disponível em: https://enani.nutricao.ufrj.br

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13. Carneiro LBV. Consumo de micronutrientes por crianças de 6 a 59 meses assistidas em unidades básicas de saúde do SUS no município do Rio de Janeiro. 2019. 97 f. Tese (Doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2019.

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17. Camenzind-Frey E & Zuberbühler C. menuCH – Schweizerisches Fotobuch/Livre Photo Suisse/Manuale Fotografico Svizzero. Bern: Bundesamt für Gesundheit BAG und Bundesamt für Lebensmittelsicherheit und Veterinärwesen BLV; 2014.

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20. Pinheiro AB, Lacerda EMA, Benzecry EH, Gomes MCS, Costa VM. Tabela de avaliação de consumo alimentar em medidas caseiras - TMC. 6a Ed. Rio de Janeiro: Atheneu; 2023.

21. Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de orçamentos familiares 2017-2018 : análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.

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24. INTERNATIONAL NETWORK OF FOOD DATA SYSTEMS. Guidelines for food matching. Version 1.2. Rome: Food and Agriculture Organization (FAO); 2012. Disponível em: http:// www.fao.org/infoods/infoods/ standards-guidelines/en/

25. FAO. FAO/WHO Global Individual Food Consumption Data Tool (GIFT): methodological document food groups and subgroups. Food and Agriculture Organization of the United Nations/World Health Organization, 2022. [Acesso em 1/12/2022]. Disponível em: https:// www.fao.org/3/cb8809en/cb8809en.pdf

26. Monteiro CA, Cannon G, Levy R, Moubarac JC, Jaime P, Martins AP et al. NOVA. The star shines bright. World Nutr. 2016;7(1–3):28–40.

27. WHO. World Health Organization child growth standards: length/height-for-age, weight-forage, weight-for-length, weight-for-height and body mass index-for-age: methods and development. Geneva: WHO. 2006. 312p.

28. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Guia Alimentar para a População Brasileira Brasília: MS; 2014.

29. Andrade PG, Schincaglia RM, Farias DR, Castro IRR, Anjos LA, Lacerda EMA, Boccolini CS, Alves-Santos NH, Normando P, Freitas MB, Bertoni N, Kac G, Nutrition BCC. The National Wealth Score in the Brazilian National Survey on Child Nutrition (ENANI-2019). Cadernos de Saúde Pública 2023; 39(14):e00050822 doi: 10.1590/0102-311XEN050822

30. National Cancer Institute. Dietary Assessement Primer. 24-hour Dietary Recall (24HR) At a Glance. Acesso em: 14/08/2022. Disponível em: https://dietassessmentprimer.cancer. gov/profiles/recall/

31. National Cancer Institute. Dietary Assessement Primer. Summary Tables: Recommendations on Potential Approaches to Dietary Assessment for Different Research Objectives Requiring Group-level Estimates. Acesso em: 05/04/2023. Disponível em: https://dietassessmentprimer.cancer.gov/approach/table.html

32. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes: applications in dietary assessment. National Academies Press, 2000. https://doi.org/10.17226/9956

7. APÊNDICES

Apêndice A - Análise crítica e modificações realizadas no banco de dados do Recordatório Alimentar de 24 horas

Este apêndice apresenta a análise crítica e as decisões tomadas pelo Eixo de Aleitamento Materno e Consumo Alimentar do ENANI-2019 no processo de correção do banco de dados referente ao R24h. As decisões tomadas foram discutidas em reuniões de equipe com a presença de, no mínimo, três pesquisadoras que compõem o eixo.

1) Decisões relacionadas aos alimentos novos incluídos pelos entrevistadores no aplicativo do Recordatório Alimentar de 24 horas

O AppR24h permitia a digitação de um novo alimento, caso o entrevistador não encontrasse o alimento consumido pela criança. Entretanto, após analisar esses novos alimentos (n=148), verificou-se que 128 estavam presentes no aplicativo, mas com outra redação, de forma que não foram localizados pelo entrevistador. Por exemplo, o entrevistador adicionou: "cuzcuz de milho", quando no banco existia "cuscuz de milho"; "suco natural de laranja", quando havia "suco de laranja natural". Assim, foram incluídos 20 novos alimentos no banco de dados, sendo que dois deles foram inseridos como ingredientes (Quadro A1).

LISTA DE QUADROS

Quadro A1. Exemplos de alimentos novos inseridos pelo entrevistador que foram substituídos por ingredientes ou por alimentos similares existentes no banco do ENANI-2019. Brasil-2019.

Quadro A2. Correções realizadas no campo “observação” do banco de dados do Recordatório Alimentar de 24 horas no ENANI-2019. Brasil, 2019.

Quadro A3. Correções realizadas no campo “quantidade” do banco de dados do Recordatório Alimentar de 24 horas no ENANI-2019. Brasil, 2019.

Quadro A4. Correção de quantidades excessivas de alimentos no ENANI-2019. Brasil, 2019.

Quadro A5. Correção no campo "unidade" do banco de dados de consumo alimentar. ENANI-2019.

Quadro A6. Padronização de algumas medidas caseiras. ENANI-2019.

Quadro A1. Exemplos de alimentos novos inseridos pelo entrevistador que foram substituídos por ingredientes ou por alimentos similares existentes no banco do ENANI-2019. Brasil-2019.

Alimento novo e outras informações inseridos pelo entrevistador

Alimento novo: algodão doce

alim = algodão doce quant = 1

Observação = unidade média

Alimento novo: bolinho de farinha

alim = bolinho de farinha quant = 2

Observação = frito, salgado, não adicionou, unidade média

Alimentos adicionados ao banco de dados do aplicativo

Foi adicionado o alimento açúcar na quantidade que equivalente a 1 unidade de algodão doce (28,5 g)

alim = açúcar und = grama quant = 28,5

Foi adicionado o alimento bolinho de mandioca

alim = bolinho mandioca (aipim/ macaxeira) frito com sal und = unidade quant = 2

2) Decisões tomadas a partir da leitura do campo “Observação”

Cada linha do banco de dados do R24h contém informações sobre o alimento e seu detalhamento – horário, tipo de refeição, tipo de preparação, adição, unidade, quantidade, local de realização da refeição e observação. O campo “observação” consistia em um campo no formato texto, no qual o entrevistador poderia digitar qualquer informação adicional ou esclarecimento sobre aquele alimento.

A primeira correção implementada no banco de dados foi baseada no campo “observação” (var: rr81_obs). Isso ocorreu porque esse campo poderia conter informações que implicassem incluir ou excluir linhas de alimento ou alterar o detalhamento do alimento.

O Quadro A2 apresenta os tipos de correções feitas a partir do campo "observação" e contém três colunas: a primeira se refere aos alimentos aos quais se aplica a correção; a segunda apresenta a informação contida no campo “observação”; e a terceira apresenta a alteração realizada. Em todas as situações, são incluídos exemplos para melhor compreensão dos procedimentos.

Alimentação Infantil II 165

Quadro A2. Correções realizadas no campo “observação” do banco de dados do Recordatório Alimentar de 24 horas no ENANI-2019. Brasil, 2019.

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação

Todos

Exemplo

alim 2 = açaí und 3 = tigela infantil 6 quant 4 = 1/2

Informação contida no campo "observação"1

Relato de consumo de outro alimento no mesmo horário, com quantidade definida

Criança também comeu 1 e 1/2 de M065 de farinha de água

Todos

Exemplos

alim = suco concentrado de maracujá und = caneca infantil quant = 1

Relato de consumo de outro alimento que faz parte da preparação culinária, sem quantidade definida

Em 2 litros de suco colocou 6 colheres de sopa de açúcar cristal

alim = churrasco und = espeto quant = 1

Espeto misto com 1 pedaço de linguiça calabresa

alim = abobrinha und = colher de sopa quant = 3

Com batata inglesa

Alteração realizada

(continua)

Inclusão de nova linha, no mesmo horário, contendo o alimento, quantidade e unidade informados.

Inclusão de farinha de mandioca.

alim = farinha de mandioca und = colher de sobremesa cheia quant = 1,5

Inclusão de nova linha, no mesmo horário, com o novo alimento. Em alguns casos, modificou-se alguma variável da linha do alimento relacionado com a "observação".

Se 1 colher de sopa de açúcar = 19 g, a proporção de açúcar do suco foi de 7,5%.

Açúcar foi incluído.

alim = açúcar refinado und = grama quant = 26,2

1 espeto tem 5 pedaços de carne (11 g cada). Quantidade de churrasco foi modificada e incluída a linguiça.

alim = churrasco und = espeto quant = 0,8 +

alim = linguiça calabresa und = grama quant = 11

Definiu-se que seriam usadas proporções iguais dos alimentos. A quantidade de abobrinha foi reduzida e a batata foi incluída.

alim = abobrinha und = colher de sopa quant = 1,5 +

alim = batata-inglesa und = colher de sopa quant = 1,5

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação

alim = cuscuz de milho und = pedaço quant = 1

Informação contida no campo "observação"1

Com leite de coco

alim = arroz branco und = colher de sopa quant = 2

alim = cuscuz de milho und = porção quant = 1

Arroz com uva passa

alim = pão de sal und = unidade media quant = 0,5

Misturado com leite liquido foto f046-1

Afundado no leite

alim = caldo de feijão

Foi refogado com pedaços de charque

alim = abacate und = metade quant = 1

Todos

Incluiu açúcar

Relato de consumo de alimento diferente do alimento da linha original

(continuação)

Alteração realizada

Foi preparado e pesado cuscuz de milho com leite de coco e quantidade de leite de coco foi de 10% da preparação. Leite de coco foi incluído.

alim = leite de coco und = mililitro quant = 8,4

Foi definido que passa = 10% da preparação. Quantidade de arroz foi modificada e passa foi incluída.

alim = arroz branco und = colher de sopa quant = 1,8 +

alim = passa und = colher de sopa quant = 0,2

Foi preparado e pesado o cuscuz de milho com leite e quantidade de leite para a porção = 20 mL. Leite foi incluído.

alim = leite de vaca integral UHT und = mililitro quant = 20

Foi preparado e pesado o pão com leite e 1 pão francês reteve 76 mL de leite. Leite foi incluído.

alim = leite de vaca integral und = mililitro quant = 38

Caldo de feijão foi substituído por feijão com carne.

alim = caldo de feijão com toucinho defumado

Açúcar foi incluído com quantidade desconhecida.

alim = açúcar refinado und = não sabe quant = não sabe

Alteração do alimento original pelo novo alimento e, se necessário, da unidade e quantidade

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação

Exemplos

alim = açúcar refinado und = não sabe quant = 1

Informação contida no campo "observação"1

Comeu algodão-doce 1 unidade

alim = chocolate 01 bombom garoto, inteiro

alim = chocolate

alim = caldo de carne

Uma unidade de bis

Criança comeu só o caldo com os legumes, sem carne

alim = churrasquinho Espetinho de linguiça

alim = churrasco und = prato raso quant = 2

Linguiça, frango e porco

alim = bolacha doce

alim = suco não especificado

alim = suco de uva integral

Biscoito feito em casa com farinha de amendoim, castanha e mel

Suco de umbu

Suco de uva integral foi diluído em agua

(continuação)

Alteração realizada

Receitas indicam que 1 kg de açúcar rende 35 algodões doces = 29 g de açúcar/unidade 5. Quantidade de açúcar foi modificada.

alim = açúcar refinado und = gramas quant = 29

Alimento foi modificado.

alim = bombom garoto serenata de amor

Alimento foi modificado.

alim = chocolate bis lacta

Alimento foi modificado por outro semelhante.

alim = caldo de batata cenoura e chuchu

Alimento foi modificado.

alim = linguiça não especificada

3 linhas de alimentos foram incluídas e a quantidade do prato raso foi dividida por 3.

alim = linguiça toscana und = grama quant = 109 +

alim = drumete ou coxa da asa de galinha ou de frango und = grama quant = 109 +

alim = lombo de porco und = grama quant = 109

Alimento foi modificado.

alim = biscoito doce caseiro

A composição do umbu na TBCA é incompleta. O alimento foi substituído por suco de cajá, que apresentou composição centesimal semelhante à do umbu.

alim = suco natural de cajá

Alimento foi modificado.

alim = suco concentrado preparado sem açúcar

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação

Informação contida no campo "observação"1

alim = arroz branco Com cenoura e Knorr

alim = café com leite

Café com composto lácteo Dubom

alim = cuscuz de milho und = porção quant = 1/2

Todos

Exemplos

alim = churrasco und = pedaço

alim = churrasquinho und = espeto quant = 1

“Arepa venezuelana foto f046-1”

Relato de unidade diferente da linha original

A medida era FO62-1

7 pedaços grandes de churrasco de frango

alim = pernil de porco und = pedaço quant = 1 30 g

alim = churrasco und = espeto quant = 1

alim = chocolate und = pedaço quant = 4

alim = água de coco und = não sabe quant = 1

Todos

4 pedaços

Quadradinhos

Unidade um coco

Relato de unidades não disponíveis em tabelas

(continuação)

Alteração realizada

Alimento foi modificado.

alim = arroz com cenoura

Alimento foi modificado.

alim = café com leite com composto lácteo

Foi incluído o alimento "arepa" na quantidade de 50 g (1 unidade 6), que é semelhante à quantidade de cuscuz da foto relatada.

alim = arepa und = gramas quant = 50

Substituição da unidade original pela nova unidade informada e da quantidade, quando disponível ou necessário.

alim = churrasco und = foto de carne bovina, bife

alim = peito de frango ou de galinha und = grama quant = 154

alim = pernil de porco und = grama quant = 30

Se 1 pedaço de churrasco = 11 g6, multiplicou-se a quantidade por 4.

alim = churrasco und = grama quant = 44

Foi pesquisado o rótulo do alimento e 1 quadradinho = 3,75 g.

alim = chocolate und = grama quant = 15

1 coco contém cerca de 340 mL de água de coco 7

alim = água de coco und = mililitro quant = 340

Substituição da unidade original por uma estimativa da nova unidade informada.

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação

Exemplos

alim = leite de vaca UHT integral und = não sabe quant = não sabe

alim = queijo muçarela und = fatia quant = 1/2

Todos

Exemplos

alim = abobora und = pedaço quant = 3

alim = bolo com recheio e cobertura und = fatia quant = 1

Todos

Exemplos

alim = pão francês und = unidade média quant = 1

Informação contida no campo "observação"1

Tomou alguns goles com a mãe

Na verdade foi só uma mordida

Detalhamento de uma unidade padronizada

O pedaço era pequeno

alim = tomate und = unidade média quant = 5

Fatia bem pequena

Detalhamento do alimento, unidade ou quantidade

Comeu só o miolo

Era o tomate cereja

(continuação)

Alteração realizada

Foi pesado 1 gole de criança = 10 mL. O relato de "alguns goles" foi considerado como 20 mL.

und = mililitro quant = 20

Foi pesada 1 mordida de queijo de uma criança de 1 ano = 5 g.

alim = queijo muçarela und = grama quant = 5

Substituição da unidade e/ou quantidade

Foi definido que 1 pedaço pequeno = ½ pedaço. Quantidade foi modificada.

alim = abobora und = pedaço quant = 1,5

Foi definido que 1 pedaço pequeno = ½ pedaço. Quantidade foi modificada.

alim = bolo com recheio e cobertura und = fatia quant = 0,5

Substituição dos dados da linha original pelos dados novos

Foi pesado um pão sem miolo = 30 g. Quantidade foi modificada.

alim = pão francês und = gramas quant = 20

Foram considerados os seguintes tamanhos de tomate cereja: pequeno = 7,5 g, médio = 12,5 g, e grande = 17,5 g 8 Quantidade foi modificada.

alim = tomate und = gramas quant = 62,5

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação1

alim = biscoito recheado und = unidade média quant = 1

Informação contida no campo "observação"1

Criança não comeu o recheio

alim = biscoito recheado und = unidade média quant = 4

alim = pizza de frango com catupiry und = 1 fatia quant = 1

Comeu apenas o recheio

alim = carne bovina und = pedaço quant = 6

Só comeu o recheio

alim = laranja und = unidade media quant = 3

Criança só chupa o sumo da carne

alim = pão de forma não especificado und = fatia quant = 1

alim = banana não especificada und = unidade média quant = 1

Só chupou a laranja

Sem casca

Banana era prata

(continuação)

Alteração realizada

Foi pesado o biscoito recheado e o peso do recheio representou 25% do biscoito. Quantidade foi modificada.

alim = biscoito recheado und = unidade média quant = 0,75

Foi pesado o biscoito recheado e o peso do recheio representou 25% do biscoito. Quantidade foi modificada.

alim = biscoito recheado und = unidade média quant = 1

Estimou-se, por consenso, que 1 fatia de pizza (1/8) tem 40 g de recheio. Recheio considerado foi “fricassê de frango". Alimento foi modificado.

alim = fricassê de frango und = grama quant = 40

Músculo cozido tem 61,7% de umidade. Um pedaço de carne = 20 g. Assumiu-se que criança sugaria cerca de 1/3 da umidade da carne = 4 g/pedaço. Alimento e quantidade foram modificados.

alim = caldo de carne und = mililitro quant = 24

Foi pesada uma laranja antes e depois de ter sido chupada e a quantidade de suco foi estimada em 21 mL. Alimento e quantidade foram modificados.

alim = suco natural de laranja und = mililitro quant = 63

Foi pesada a casca do pão de forma, que representou 30% do pão. Quantidade foi modificada.

alim = pão de forma integral não especificado und = fatia quant = 0,7

Alimento foi modificado. alim = banana prata und = unidade média quant = 1

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação1

Água

Exemplo

alim = água und = mililitro quant = 1.000

Preparações lácteas

Exemplos

alim = composto lácteo und = colher de sopa quant = 1

Para qualquer alimento

Exemplos

alim = pão de forma adição = sem adição

alim = frango com batata adição = sem adição

alim = beiju adição = sem adição

alim = batata doce adição = sem adição

Todos

Exemplo

Hora = 500

Hora = 1930

Preparações lácteas

Informação contida no campo "observação"1

Relato de consumo de água para beber

(continuação)

Alteração realizada

Exclusão da linha “água”

Água que ele consumiu durante o dia todo Água foi excluída.

Relato de uso de água para o preparo da preparação

Inclusão de nova linha para a “água”, no mesmo horário, na unidade e quantidade informadas

Água foi incluída.

Preparado em 200 mL de água

Consumo de alimentos do grupo de “adição”

Colocou requeijão

Colocou creme de leite

Colocou margarina

Colocou manteiga

Modificação de horários

8:30

19h

Relato de frequência de consumo em intervalos

alim = água und = mililitro quant = 200

Alimento incluído na variável “adição”

alim = pão de forma adição = requeijão

alim = frango com batata adição = creme de leite

alim = beiju adição = margarina

alim = batata-doce adição = manteiga

Modificações dos horários

Hora = 830

Hora = 1900

Novas linhas do alimento incluídas em outros horários

Alimentos para os quais se aplica o tipo de informação contida no campo observação1

Exemplo

Informação contida no campo "observação"1

alim = mingau de fubá und = mamadeira tipo 2 quant = 1

Hora = 9:00

Notas:

Bebê mama mingau de fubá de 3 em 3 horas

(continuação)

Alteração realizada

O mingau foi incluído 3 horas após o almoço e 3 horas após o jantar, pois não havia refeição nesses horários.

alim = mingau de fubá und = mamadeira tipo 2 quant = 1 Hora = 16:00 + alim = mingau de fubá und = mamadeira tipo 2 quant = 1 Hora = 21:00

1 Frases em itálico - transcrição direta da informação realizada pelo entrevistador.

2 alim - alimento.

3 und - unidade.

4 quant - quantidade.

5 Sítio eletrônico sobre algodão doce: https://treinamento24.com/library/lecture/read/813077-quantos-algodao-doce-se-faz-com-1-kilo-de-açúcar. Acesso em 12/03/2022.

6 TBCA.

7 Pinheiro et al. Tabela para avaliação de consumo alimentar em medidas caseiras - TMC. Rio de Janeiro: Atheneu, 2023.

8 Fernandes C, Corá JE, Braz LT. Classificação de tomate-cereja em função do tamanho e peso dos frutos. Hortic. Bras. 25 (2), 2007. https://doi.org/10.1590/S0102-05362007000200029

3) Correção do campo “quantidade”

A disposição dos números e sinais no teclado numérico do AppR24h apresentava uma peculiaridade que ocasionou alguns erros de digitação de frações e casas decimais. Muitos erros foram corrigidos considerando o tipo de alimento e os comentários realizados no campo "observação". Antes de serem efetivadas as mudanças no campo quantidade, era avaliada a quantidade do mesmo alimento em outra refeição do mesmo dia da criança. Os erros e correções nesse campo são apresentados no Quadro A3.

Quadro A3. Correções realizadas no campo “quantidade” do banco de dados do Recordatório

Alimentar de 24 horas no ENANI-2019. Brasil, 2019.

Tipos de erros observados Correções efetuadas Exemplos

Números inteiros com barra antes ou depois do número

Números inteiros com vírgula antes ou depois do número

Frações com numerador maior que o denominador ou frações improváveis

Números 9999 e 99999

Números 21/5 e 11/2

Número 0/5

Número com casas decimais pouco prováveis

Transformados para seus respectivos números.

Transformados para seus respectivos números.

Transformados em missing, para posterior imputação.

Transformados em 999 (missing), para posterior imputação.

A partir do campo observação, verificou-se que tratava-se de 2,5 e 1,5, respectivamente.

40/ → 40 300/ → 300

60, → 60 400, → 400

14/5 → missing 15/20 → missing

9999 → 999 999999 → 999

21/5 → 2,5 11/2 → 1,5

A partir do campo “observação”, foram transformados em 0,5. 0/5 → 0,5

Transformado em missing. Se no campo “observação”, havia explicação sobre o valor, o número era mantido.

Frações na unidade "metade" - por exemplo: ½ metade de pão francês

A unidade "metade" foi transformada em "unidade".

Quantidade "3,4" para unidades que tinham a opção de fração ¾ no manual fotográfico

Foram transformadas em ¾ ou 0,75

0,38 → missing 1,45 → missing

alim: pão francês quant: ½ unid: metade → unidade alim: pão francês quant: ¼ unid: metade → unidade

alim: suco unid: copos do manual graduado em frações quant: 3,4 → ¾ = 0,75

4) Correção de quantidades excessivas para uma determinada unidade

Alguns alimentos apresentaram quantidades incompatíveis com o consumo infantil e foram necessários ajustes (Quadro A4)

Quadro A4. Correção de quantidades excessivas de alimentos no ENANI-2019. Brasil, 2019.

Tipos de erros observados relacionados a quantidades incompatíveis com a unidade do alimento

Preparações lácteas (alimento líquido), nas unidades copos, mamadeiras e canecas; em quantidade entre 5 e 50

Correções efetuadas

Quantidade foi transformada em missing. Cada caso era seguido de avaliação de sua consistência em relação ao R24h da criança.

1) Se foi alimento no estado líquido, a quantidade passou para missing;

Exemplos

Foi relatado 5 copos de 300 mL de leite de vaca → após conferir o R24h da criança, verificou-se que não havia outros alimentos no mesmo dia.

1) alim - Nan preparado und - mamadeira quant - 10 → substituído por missing

Alimentos (exceto preparações lácteas); nas unidade copos, mamadeiras, canecas; e em quantidades entre 5 e 50

Alimentos nas unidades copos, mamadeiras e canecas; em quantidade ≥ 50

Farinhas em quantidades excessivas com leite, água, suco e café no mesmo horário

Farinhas em quantidades excessivas sem leite, água, suco e café no mesmo horário

2) Se foi alimento em pó, com quantidade incompatível com a unidade, a quantidade foi transformada em missing;

3) Se foi alimento em pó, com quantidade incompatível com a unidade, unidade e quantidade foram transformadas em missing

A unidade foi trocada para mililitro.

Quantidades foram substituídas por missing.

A farinha era substituída para o seu respectivo mingau.

1) Se alimento e unidade eram compatíveis, quantidade passou para missing;

2) alim - Aveia und - caneca quant - 7 → quantidade missing

3) alim - achocolatado em pó quant - 10 → substituído por missing und - copo → substituído por missing

alim - leite de vaca quant - 50 unid - caneca → substituído por mililitros

água – 200 mL maizena - 100 g → quantidade virou missing

No horário tinha apenas aveia, 200 g → substituído por mingau de aveia, 200 mL

1) alim - leite em pó unid - colher-medida quant - 150 → substituído por missing

Leites em quantidades excessivas

Quantidades altas por deslocamento do campo "hora" para o campo "quantidade"

2) Se quantidade e unidade eram compatíveis, alimento era trocado para preparado (se unidade era mL) ou líquido (se unidade era copo, mamadeira etc)

A quantidade foi corrigida.

2) unid - mililitros quant - 150 alim - leite em pó → substituído por leite de vaca fluido

alim - fórmula infantil em pó unid - colher-medida hora - 18 quant - 518 → substituído por 5

5) Correção do campo “unidade”

Foram feitos alguns ajustes no banco de dados referentes ao campo "unidade" (Quadro A5)

Quadro A5. Correção no campo "unidade" do banco de dados de consumo alimentar. ENANI-2019.

Situações encontradas no campo "unidade"

Chocolate na unidade “colher”

Alimentos isolados, como arroz, carne ou legumes, na unidade “porção”

Dois alimentos agrupados, como carne com legumes, arroz com legumes, na unidade “porção”

Três ou mais alimentos agrupados, na unidade “porção”

Decisões tomadas

Se no horário havia leite, o chocolate foi substituído por "achocolatado em pó".

Se no horário não havia leite, o chocolate foi substituído por brigadeiro caseiro.

Se havia foto do alimento no manual fotográfico, foi considerada a quantidade de alimentos referente à foto 2.

Se havia foto similar à combinação de alimentos no manual fotográfico, foi considerada a quantidade de alimentos referente à foto 3, uma vez que havia dois alimentos.

Se havia foto similar à combinação de alimentos no manual fotográfico, foi considerada a quantidade de alimentos referente à foto 4, uma vez que se tratava de uma refeição completa e a foto 4 era um prato cheio.

6) Padronização de quantidades para algumas medidas caseiras

Algumas medidas caseiras do banco de dados do ENANI-2019 foram padronizadas, conforme apresentado no Quadro A6

Quadro A6. Padronização de algumas medidas caseiras. ENANI-2019.

Tipos de erros observados relacionados a quantidades incompatíveis com a unidade do alimento

Preparações lácteas (alimento líquido), nas unidades copos, mamadeiras e canecas; em quantidade entre 5 e 50

Alimentos (exceto preparações lácteas); nas unidade copos, mamadeiras, canecas; e em quantidades entre 5 e 50

Correções efetuadas

Quantidade foi transformada em missing. Cada caso era seguido de avaliação de sua consistência em relação ao R24h da criança.

1) Se foi alimento no estado líquido, a quantidade passou para missing;

2) Se foi alimento em pó, com quantidade incompatível com a unidade, a quantidade foi transformada em missing;

3) Se foi alimento em pó, com quantidade incompatível com a unidade, unidade e quantidade foram transformadas em missing

Alimentos nas unidades copos, mamadeiras e canecas; em quantidade ≥ 50

7) Padronização de receitas

A unidade foi trocada para mililitro.

Exemplos

Foram relatados 5 copos de 300 mL de leite de vaca - após conferir o R24h da criança, verificou-se que não havia outros alimentos no mesmo dia.

1) alim - Nan preparado und - mamadeira quant - 10 - substituído por missing

2) alim - Aveia und - caneca quant - 7 - quantidade missing

3) alim - achocolatado em pó quant - 10 - substituído por missing und - copo - substituído por missing

alim - leite de vaca quant - 50 unid - caneca - substituído por mililitros

Alguns alimentos do banco de dados do ENANI-2019 eram preparações culinárias para as quais não havia composição centesimal. Duas padronizações foram realizadas: suco de açaí e mingaus. A receita de 100 g de suco de açaí foi composta por 67 mL de água e 33 g de açaí.

No caso de mingaus, a determinação dos ingredientes foi realizada a partir da análise da composição de mingaus relatados no R24h do ENANI-2019. Foram analisadas as proporções dos ingredientes de preparações que continham os ingredientes leite e farinha. Utilizou-se a mediana da concentração de farinha utilizada no preparo de mingaus feitos com farinhas de cozimento (aveia, amido de milho e fubá) e com farinhas instantâneas. Após análise de sensibilidade, não foram identificadas diferenças na concentração de farinha conforme as faixas etárias, sendo definida a concentração de 14% para farinha de cozimento (n = 165) e 7,5% para farinhas instantâneas (n = 1.373).

Nota: Os dados do Vitanemia não estão publicados e foram obtidos com as coordenadoras do projeto.

Apêndice B - Tabelas utilizadas para a construção dos gráficos

LISTA DE TABELAS

Tabela B1. Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela B2. Frequência dos tipos de refeições realizadas entre crianças de 6 a 23 meses de idade para Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela B3. Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela B4. Participação relativa (%) do total energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela B5. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela B6. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela B7. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

Tabela B1. Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses de idade para Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019. (continua) Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses

Situação do domicílio

(continuação)

Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 6 a 59 meses

Parda

Preta

Notas: a Freq.frequência b IC 95%intervalo de confiança de 95%. c Criança (x1000)indica que o valor apresentado em cada célula da tabela deve ser multiplicado por mil para se obter o total populacional de crianças de 6 a 59 meses naquela condição. d IENIndicador Econômico Nacional. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela B2. Frequência dos tipos de refeições realizadas entre crianças de 6 a 23 meses de idade para Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019. (continua) Frequencia dos tipos de refeições realizadas entre crianças de 6 a 23 meses Estratificador

Nordeste

Centro-Oeste

Situação do domicílio

(continuação)

Frequencia dos tipos de refeições realizadas entre crianças de 6 a 23 meses

Estratificador Desjejum

Branca

Preta

Notas: a Freq.Frequência. b IC 95%intervalo de confiança de 95%. c Criança (x1000)indica que o valor apresentado em cada célula da tabela deve ser multiplicado por mil para se obter o total populacional de crianças de 6 a 59 meses naquela condição. d IENIndicador Econômico Nacional. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela B3. Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses de idade para Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

(continua)

Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses

Situação do domicílio

(continuação)

(x1000)

Frequência dos tipos de refeições entre crianças de 24 a 59 meses

(x1000)

(x1000)

(x1000)

(%)

b 95% Crianças c (x1000)

Freq. a (%)

Branca

Preta

Notas: a Freq.Frequência. b IC 95%intervalo de confiança de 95%. c Criança (x1000)indica que o valor apresentado em cada célula da tabela deve ser multiplicado por mil para se obter o total populacional de crianças de 6 a 59 meses naquela condição. d IENIndicador Econômico Nacional. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela B4. Participação relativa (%) do total energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019.

(continua)

Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 59 meses

Situação do domicílio Urbano

(continuação)

Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 59 meses

ou minimamente processados

Estratificador Leite Materno Fórmulas infantis

Cor ou raça Branca

Parda

Preta

Notas: a IC 95%intervalo de confiança de 95%. b IENIndicador Econômico Nacional. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela B5. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 5 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019. (continua)

Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 5 meses

Situação do domicílio

(continuação)

Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 0 a 5 meses

culinários

in natura ou minimamente processados

Estratificador Leite Materno Fórmulas infantis

Notas: a IC 95%intervalo de confiança de 95%. b IENIndicador Econômico Nacional. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela B6. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 6 a 23 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019. (continua)

Participação relativa do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 6 a 23 meses

Situação do domicílio

(continuação)

Participação relativa do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 6 a 23 meses

Alimentos in natura ou minimamente processados Ingredientes culinários

Estratificador Leite Materno Fórmulas infantis

Cor ou raça Branca

Parda

Preta

Amarela

Notas: a IC 95%intervalo de confiança de 95%. b IENIndicador Econômico Nacional. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Tabela B7. Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 24 a 59 meses de idade para o Brasil e segundo macrorregião, situação do domicílio, Indicador Econômico Nacional e cor ou raça. Brasil, 2019. (continua)

Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 24 a 59 meses

Centro-Oeste

Situação do domicílio Urbano

(continuação)

Participação relativa (%) do total de energia do leite materno, fórmulas infantis e grupos de alimentos da NOVA entre crianças de 24 a 59 meses

in

ou minimamente processados

Estratificador Leite Materno Fórmulas infantis

Parda

Preta

Indígena

Notas: a IC 95%intervalo de confiança de 95%. b IENIndicador Econômico Nacional. Fonte: Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019).

Alimentação Infantil II 193

Realização

Execução

194 Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil | ENANI-2019

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