ano 9 nĂşmero 32 jan-mar 2013
primeira palavra 5 capa 6 cartão postal 10 novos negócios 13 prêmios 15 no grupo 17 D. A na Copa 20 coleções 23 coluna da Dad 24 pérolas do Chatô 26
EXPEDIENTE Diários Associados Brasil é o veículo de informação corporativa dos Diários Associados, sob a coordenação da Fundação Assis Chateaubriand (FAC). Endereço: SIG, Quadra 2, Lote 340, Brasília - DF, CEP: 70.610-901. E-mail: ascom@facbrasil.org.br Telefone: (61) 3214 1507. Fax: (61) 3214 1381. FUNDAÇÃO ASSIS CHATEAUBRIAND (FAC) Presidente – Edison Zenóbio Vice-Presidente Executivo – Evaristo de Oliveira Diretor Cultural – Márcio Cotrim Diretor de Relações Institucionais – Paulo César Marques Conselho de Curadores Jarbas Passarinho, José de Arimathéa Gomes Cunha, Affonso Heliodoro dos Santos, Álvaro Augusto Teixeira da Costa, Evaristo de Oliveira, Francisco Queiroz Caputo Neto, Joezil dos Anjos Barros, Maurício de Castilho Dinepi, Pedro Batista Freire e José Adirson de Vasconcelos Conselho Fiscal José Francisco Viana de Sousa, Possidônio do Espírito Santo Meireles e Leonardo Guilherme Lourenço Moisés
REVISTA DIÁRIOS ASSOCIADOS BRASIL Diretor de Redação Márcio Cotrim Conselho Editorial NO DISTRITO FEDERAL Carmela Marques: Superintendente de RH Cleisson Nunes Barbosa: Superintendente de Gestão Maria Celeste A. Antunes: Assistente Administrativa NOS ESTADOS Isabela Teixeira da Costa: Minas Gerais Mônica Pereira: Pernambuco Cátia Melo: Rio de Janeiro Rosaura Maria: Paraíba Logomarca - Capa Rafael Ohana - Diários Associados em Brasília Edição Adriana Mendes e Patrícia Cunegundes Coordenação Editorial Adriana Mendes Reportagem Iara Balduíno e Jalila Arabi Projeto Gráfico Liberdade de Expressão Diagramação Fabrício Martins Capa Alessandro Santanna Revisão Lara Latvin Produção Editorial
Diretor: Ronaldo de Moura (61) 3349-2561 Impressão Gráfica Ipiranga
primeira palavra
Ano de investimentos para diversificar o grupo
d
iversificação dos negócios: essa é a ordem
dos
Diários
Associados
para
2013. impossibilitado de realizar grandes
investimentos nos anos anteriores em razão da incerteza financeira que cercou o mundo, o grupo espera que este ano seja diferente. Para isso, conta um cenário econômico nacional bem melhor do que o dos últimos dois anos. É do conhecimento de todos que os Diários Associados possuem publicações em meios físicos de comunicação que são líderes de mercado em grande parte do país, e isso não vai ser esquecido em 2013. O grupo quer consolidar e manter esses bons números, mas vai direcionar uma maior carga de investimento na transição desses produtos de geração de conteúdo
Estamos no caminho de retorno à estabilidade,
para o meio digital.
à normalidade na atividade econômica. E, a partir
Criação e reestruturação de portais, acessibilidade, design, redes sociais... A tecnologia será o foco dos
daí, queremos criar uma atmosfera mercadológica propícia às empresas.
trabalhos. Além disso, rádio, televisão, publicidade e
As nuvens negras se dissiparam, abrindo terreno
outros setores também vão receber incentivos para
para a possibilidade de se enxergar um horizonte
que se tornem superavitários e tragam lucratividade
estabilizado e propício ao crescimento econômico
para o grupo.
e ao investimento no mercado. O resultado será a
A diretoria acredita em um ano de equilíbrio, com condição de resultado no médio prazo, ou seja, em
manutenção da liderança, da credibilidade e retorno financeiro em médio e longo prazos.
seis meses. Um ano que permita o retorno financeiro no próprio período é bom, e as expectativas
Paulo César oliveira marques Membro do Condomínio Acionário dos Diários Associados e
dos Diários Associados para 2013 são positivas.
Diretor de Comercialização e Marketing dos Diários Associados
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
5
capa
“A Tupi é o povo, e o povo é a Tupi” Cedoc/Rádio Tupi
"Você, pequena caixa que trouxe comigo Cuidando para que suas válvulas não quebrassem Ao correr do barco ao trem, do trem ao abrigo Para ouvir o que meus inimigos falassem Junto ao meu leito, para minha dor atroz No fim da noite, de manhã bem cedo Lembrando as suas vitórias e o meu medo: Prometa jamais perder a voz!" Bertold Brecht
e na Baixada Fluminense. Há ainda música e humor. O programa, transmitido de segunda a sábado pela Super Rádio Tupi, é líder absoluto de audiência na cidade. Essa liderança não é isolada. A rádio é a mais ouvida pelos cariocas durante 19 das 24 horas diárias, posição conquistada devido ao sucesso de programas como
q
6
a Patrulha da cidade e os shows de Francisco Barbosa, uando o Show do Apolinho entra no ar, o
Pedro Augusto, Heleno Rotay, Cláudio Monteiro, entre
Rio de Janeiro escuta. Da ponte Rio-Niterói,
outros. Nas transmissões dos jogos de futebol ao vivo, a
das barcas, das supervias de trem e metrô,
Super Rádio Tupi, sozinha, tem mais ouvintes que todas
do porto e dos aeroportos, os repórteres entram,
as outras 12 emissoras de rádio que transmitem esporte.
atualizando o carioca sobre o trânsito na cidade. Com o
Para o diretor de programação da rádio, Ricardo
slogan "A Tupi é o povo, e o povo é a Tupi", os jornalistas
Henrique de Souza Raymundo, a razão de tanta
trazem notícias também sobre os maiores times de
popularidade é “a autenticidade da programação e a
futebol do Rio de Janeiro, os acontecimentos em Brasília
identidade que ela tem com a população do Rio de
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
capa
Janeiro”. “É uma rádio que está constantemente atenta
aprimorando e tentando ficar cada vez mais próxima do
a tudo que possa de alguma forma influenciar a vida do
nosso público”, observa.
carioca, seja algo bom ou ruim”, explica.
Em setembro, a Tupi vai se transformar ainda mais.
Outra característica da Super Rádio Tupi é a empatia
Com a mudança física da rádio, que deve deixar o prédio
entre os comunicadores e o público. A Tupi é uma rádio
da antiga revista O Cruzeiro e instalar-se no bairro de
falada, característica das emissoras de frequência AM.
São Cristóvão, o ouvinte poderá perceber as novidades.
“O público tem que gostar da gente tanto quanto a
“Nossa intenção é equipar a rádio com nova tecnologia,
gente gosta dele”, resume o apresentador Washington
inclusive com estúdios cenográficos, que atendam essa
Rodrigues, o Apolinho, radialista há 50 anos, 17 deles na
demanda de vídeo muito forte que a gente tem hoje”, diz
Tupi. Entretanto, por causa dos problemas de ruído das
Ricardo Henrique.
rádios AM, a Tupi, há quatro anos, transmite a mesma programação também na frequência FM, estratégia que contribuiu de maneira significativa para que a rádio assumisse a liderança de audiência no Rio de Janeiro.
“A erA de ouro É AgorA” Enquanto alguns lembram com saudade a época em que o rádio reinava absoluto, há comunicadores
Essa sintonia com o público se dá também entre
que aprovam as mudanças no velho rádio. “O rádio é
os funcionários. Na Tupi há 18 anos, o sonoplasta José
minha paixão, e a era de ouro do rádio é agora”, garante
Maria de Almeida da Silva conhece bem o ouvinte da
Apolinho. “Hoje o rádio é ouvido no mundo todo,
Tupi. Ele cria vinhetas para os programas e os edita, mas
recebo correspondências por e-mail de Portugal, dos
gosta mesmo é de fazer programas ao vivo. “Tem mais
Estados Unidos, da Austrália; é uma coisa fantástica”,
adrenalina, mas é preciso ficar sempre conectado com o
diz, animado.
apresentador para colocar uma música que tenha a ver com o assunto, por exemplo”, diz.
Fazer com que todos os comunicadores entrem na era tecnológica é uma preocupação dos dirigentes da Tupi. Cedoc/Rádio Tupi
JoVem SeNhorA Aos 77 anos e com uma história riquíssima, a Tupi não ficou no passado. Pelo contrário: chegou totalmente preparada para a nova era do rádio. A página na internet oferece opções de áudio e vídeo, além da programação ao vivo. Pelo canal Tupi+, é possível ouvir o programa preferido na hora e local que quiser, via iPhone, Android, Windows Mobile. “E só estamos aguardando a definição do governo com relação à rádio digital para a gente entregar o nosso conteúdo também dessa forma”, adianta o diretor de programação da Tupi, Ricardo Henrique. A Tupi, aliás, saiu na frente no processo de modernização do rádio. Ricardo lembra que “em 1996, a Rádio Tupi foi a assinatura 001 da Embratel para serviço multimídia, ou seja, foi a primeira empresa a assinar com a Embratel um contrato para distribuição de áudio e vídeo da sua programação.“De lá pra cá, a gente só vem
Ricardo Henrique, diretor de programação da Tupi
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
7
capa
“A tarefa deixa de ser simplesmente falar ao microfone,
as peças publicitárias convidam o ouvinte, de forma
escrever para o microfone, produzir para o microfone.Tudo
engraçada e irreverente, a conectar a rádio para mais um
isso tem que ser feito e também aproveitado e amplificado
jogo de futebol. “Meter o pé no porco e botar a mão na
para a internet, sob todas as ferramentas que nos temos
taça”, diz o anúncio do jogo entre Palmeiras e o campeão
hoje à disposição”, explica Ricardo Henrique.
Fluminense pelo Campeonato Brasileiro de 2012. Em se tratando de Tupi, tudo vira sucesso. No ano
mÍdiA
passado, a rádio veiculou um filme de 30 segundos em dispensa
horário nobre da televisão chamado Tupi, eu ouço aqui
apresentações, a Tupi investe na área de marketing,
(http://www.youtube.com/watch?v=i4R7v_Kh3Vw). Em
firmando ainda mais a marca Super Rádio Tupi. Os
poucos dias, o vídeo, que retrata situações e personagens
anúncios estão estampados em outdoors, ônibus, táxis
cotidianos do Rio de Janeiro, fez sucesso no YouTube,
e nos prédios do Rio de Janeiro. Nos jornais esportivos,
mostrando o poder da marca no imaginário carioca.
Apesar
de
uma
programação
que
Cedoc/Rádio Tupi
RADIOTEATRO Sucesso no passado, as radionovelas ganharam a imaginação de milhares de ouvintes e descobriram talentos – atores que migraram posteriormente para a televisão – e encantaram o Brasil. Atualmente, a Tupi é a única emissora do país que ainda possui radioteatro, com o programa de humor A patrulha da cidade, no ar há 52 anos. Cordélia Santos (foto) é uma das atrizes do Patrulha. Está na Tupi desde 1951. “Vim para aqui garota, estou aqui vovó”, brinca. Já fez locução, dublagem e várias novelas, inclusive na TV Tupi, mas prefere o rádio. No Patrulha, faz o papel que aparece, inclusive os masculinos. “Se tiver escrito lá: "Cordélia – garoto", aí eu faço”, explica, engrossando a voz, como na interpretação. Simpática, Cordélia diz que adora o que faz, mas sente saudades da época em que o rádio tinha muitos programas de radioteatro. “Gostava mais do teatro sério. Eu fazia muitas vozes infantis, voz de ingênua (o que seria hoje a atriz principal de uma novela) e de dama galã (que seria a atriz coadjuvante)”, conta. Cordélia acredita que se houvesse radionovelas atualmente, elas teriam uma boa audiência. A julgar pelo "Patrulha da Cidade", é provável que sim. “Esse programa é uma sátira radioteatralizada dos problemas da segurança do Rio de Janeiro e é líder de audiência há 50 anos. É um fenômeno esse programa”, conta Ricardo Henrique.
8
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
capa
O CACIQUE DO AR A Tupi, em seus 77 anos, é parte importante da história, não apenas da comunicação, mas da cultura brasileira. inaugurada em 25 de setembro de 1935, contou, na ocasião, com a presença do inventor do rádio, Guglielmo Marconi. Dez dias antes do grande evento, porém, havia irradiado para o Brasil o primeiro programa musical do país: uma orquestra de 120 vozes, regida pelo maestro Heitor Villa-Lobos, cantou o Hino Nacional. Anos depois, após construir um império de comunicação, Assis Chateaubriand apelidou a Tupi de O cacique do ar. O diretor da Tupi e condômino dos Diários Associados, Alfredo Raymundo (foto), relata que o nome era uma referência à liderança da rádio no grupo, já que Chateaubriand era fascinado pela Amazônia e costumava dar nomes indígenas às suas rádios, como é o caso da Guarani, de Belo Horizonte; a Poti, de Natal; a Tamoio, do Rio; a Marajoara, de Belém; e a Piratini, de Porto Alegre. O Cacique do ar honrou a liderança. A rádio faz parte da vida do brasileiro. Foi a casa de inúmeros artistas como Ary Barroso, Carmen Miranda, Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, João Saldanha, Almirante – “a maior patente do rádio – , Chacrinha, Collid Filho, Paulo Gracindo, Aracy de Almeida, Dircinha Batista, Nena Martinez e Doalcei Camargo. Criou o mais famoso programa de calouros do rádio brasileiro, o Calouros em desfile. “A Tupi pode ser considerada ainda a mãe da TV no Brasil, já que foi com os funcionários da rádio Tupi do Rio e de São Paulo que foi composta a primeira televisão brasileira, a TV Tupi”, analisa o diretor da rádio, Alfredo Raymundo. E se hoje todos cantamos a musiquinha Parabéns para você, nas festas de aniversário é graças à rádio Tupi. Até 1942, as festas eram comemoradas em inglês, com o famoso Happy birthday to you. Foi quando a Tupi, em um programa comandando por Almirante, promoveu um concurso de letras em português para a música. A ouvinte Berta Celeste foi a autora da letra vencedora, que é cantada hoje em todos o lares do Brasil.
Cedoc/Rádio Tupi
iNFormAção Apesar de ter diversos programas culturais de sucesso, a informação sempre foi o carro-chefe da Tupi. A rádio deu voz a políticos e ao povo, característica que não se perdeu em 77 anos. Em 1945, foi a primeira rádio brasileira a anunciar para o país o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje, divulga todos os dias os problemas da cidade. Ricardo Henrique, diretor de programação, lembra que em 2005, em uma homenagem feita pelo Senado aos 70 anos da Tupi, o então senador e atual governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral discursou na tribuna e disse que, quando aparece um problema, a população do Rio de Janeiro não procura as autoridades, mas a rádio Tupi. “Essa credibilidade é um dos fatores de sua grande audiência”, completa Ricardo Henrique.
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
9
cartão postal
Rio de Janeiro de braços A cidade maravilhosa continua linda. E oferece opções bem diferentes ao visitante que quiser conhecer um pouco mais da verdade narrada por Gilberto Gil em Aquele abraço
A
o se pensar no Rio de Janeiro, logo vem à cabeça um dos mais famosos cartões-postais cariocas: a imagem do Cristo Redentor, monumento de quase 40 metros de altura que retrata Jesus Cristo. O complexo do Pão de Açúcar – composto pelo morro que dá nome ao outro cartão-postal do Rio, pelo morro da Urca e pelo morro da Babilônia – é, também, um passeio indispensável para quem visita a cidade. No passeio do bondinho, o turista tem uma visão panorâmica do Rio e de Niterói. Mas há um Rio de Janeiro bem diferente, que poucos turistas – e poucos moradores do estado – conhecem. Para fugir do tradicional Cristo Redentor/Pão de Açúcar, funcionários dos Diários Associados prepararam um roteiro especial e bem variado, com sugestões para todos os gostos e idades.
10
Diários ASSOCIADOS BRASIL
O superintendente industrial do jornal O Imparcial (MA), Célio Sérgio, visita a cidade há mais de 15 anos. Ele garante que há sugestões para toda a família. “Uma boa opção é o passeio de balsa na Baía de Guanabara, que é bem interessante. O turista conhece a história do Rio de Janeiro, contada durante a rota, e, se tiver sorte, ainda consegue ver peixes e tartarugas”, diz. O valor pode variar com a idade, podendo chegar a R$ 45 por pessoa. Estudantes com carteirinha pagam metade do valor. Outro passeio imperdível, na opinião de Célio, é o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, em época de carnaval. “Como flamenguista, sou mangueirense”, brinca o superintendente. Ele descreve o momento como imperdível; “É um grande espetáculo; sempre que posso, eu vou.” Para os boêmios, a dica é conhecer Santa Teresa, bairro nobre do Rio. Com localização exclusiva, no alto de
Justim Vidamo
abertos
uma serra entre as Zonas Sul e Central da cidade, oferece uma visão privilegiada da área. Além disso, o bairro é conhecido pelas construções históricas do século 19 e é um dos últimos que fez uso de bondes em suas ruas. Os bares e o samba do local são bastante apreciados. “É o meu predileto. Quando estou no Rio, corro para esse passeio”, empolga-se Renata Maia, gerente de comunicação interna e relacionamento do Estado de Minas. Para ela, uma opção é conhecer as lojas de artesanato e almoçar em um famoso restaurante nordestino do bairro. Não há nada igual Tim Maia imortalizou duas famosas praias do Rio de Janeiro na música Do Leme ao Pontal, cantada há décadas por brasileiros de todas as partes do Brasil. O que pouca gente sabe é que, para ir de uma ponta à outra,
cartão postal
é preciso atravessar uma distância de pouco mais de 38 quilômetros. No trajeto, que pode ser feito de carro (e, para os mais corajosos, a pé), é possível ver parques, praças (uma, inclusive, leva o nome do cantor) e, claro, belas praias. Para quem curte parques, a menos de dois quilômetros da praia do Leme, fica o Parque Ecológico Chico Mendes. O local é uma unidade de conservação municipal, onde ainda se podem ver inúmeras espécies da fauna e flora, muitas em extinção. O visitante ainda tem a opção de um passeio guiado, com trilhas, bibliotecas e salas de exposições – e o melhor, tudo de graça. E para quem gosta de belas paisagens, o Pontal é uma praia que fica no Recreio dos Bandeirantes. A principal característica dela é a localização entre duas pedras, a do Pontal e a de Itapuã. Outra praia bonita por seu visual é a do Arpoador, na opinião de Célio Sérgio. A praia fica entre o Forte de Copacabana e o início da praia de Ipanema e é ponto de encontro de surfistas, por suas enormes ondas. Na região do Arpoador, está localizado o parque Garota de Ipanema, que leva o nome da famosa canção de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Além disso, o local é conhecido por ser palco de apresentações de artistas conhecidos. Um brinde à natureza Os amantes da natureza podem fazer um roteiro que foge bem do tradicional e que contempla animais e florestas da cidade. O Jardim Zoológico, em São Cristóvão, bairro da Zona Norte da cidade, é boa pedida. São 138 mil m2 que abrigam mais de 2 mil espécies de animais. O local funciona de terça a domingo, e a entrada custa somente R$ 6 (idosos e deficientes não pagam para entrar, e estudantes com carteirinha pagam meia entrada). Para Naira Sales, da área de Cultura do Jornal do Commercio (RJ), o passeio ao Jardim Botânico é imperdível. “Para quem gosta de natureza, flores e história, não tem lugar melhor. É lindo e revigorante”, derrete-se Naira. A entrada custa apenas R$ 6.
Diários ASSOCIADOS BRASIL
11
leandrociuffo
yonolatengo/Flickr
cartão postal
A Floresta da Tijuca é outra opção para quem decide subir pelo lado contrário ao do Cristo Redentor. Já no Leblon, a visão de cima do Morro Dois Irmãos é bem interessante, para quem quer ter outra dimensão da cidade. Arquitetura Outra ideia para quem visita o Rio e gosta de apreciar as atrações da cidade é conhecer o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). “O local já vale pela arquitetura. As instalações foram bem aproveitadas para se tornar um
espaço cultural, vale a pena conhecer”, afirma Naira Sales. O CCBB fica no Centro, na Rua Primeiro de Março, nº 66. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é um marco da arquitetura, traçado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy e com projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. Funciona de terça a sexta, das 12h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h. A Biblioteca Nacional e o Theatro Municipal também são sugestões de bela arquitetura e oferecem visitas guiadas em horários agendados.
Tem mais? Mais opções para quem quer ver o Rio de Janeiro com outros olhos.
diferente, que impressiona pelo colorido. O local é
- Parque Lage: tombado pelo Instituto
aberto ao público.
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
- Forte de Copacabana: ponto turístico localizado
(Iphan) em 1957, o parque público é uma boa
no Posto 6, conta com um grande acervo histórico
opção para um passeio em família. O casarão
e uma bela vista. No local, há uma filial da famosa
abriga a Escola de Artes Visuais. É localizado aos
Confeitaria Colombo.
pés do Corcovado. -
12
Janeiro, reproduziu em cada azulejo uma história
Escadaria
conhecida
Baía de Guanabara, a ilha é considerada uma zona
como escadas da Lapa, o local fica no bairro de
turística da cidade e abriga pequenas praias. Os
Santa Teresa e é coberto por obras do pintor e
visitantes podem chegar à ilha numa das barcas que
ceramista Jorge Selarón, que morreu em janeiro
partem da Praça 15, no Centro. O trajeto dura cerca
passado. O artista chileno, radicado no Rio de
de uma hora, e a travessia custa menos de R$ 5.
Diários ASSOCIADOS BRASIL
Selarón:
- Ilha de Paquetá: localizada no coração da também
novos negócios
A capa é Brasília Nova publicação dos Diários Associados chega à capital federal com pautas voltadas especialmente para o leitor brasiliense
B
temas são tratados é um dos grandes diferenciais da revista. “Praticamos um jornalismo profissional, pois acreditamos que a credibilidade é o mais importante. E o leitor percebe isso”, destaca. Além da publicação impressa, a Encontro possui uma versão para tablet, que traz conteúdos extras, fotos, vídeos e, claro, maior interatividade. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na AppStore. Leitores De acordo com a gerente de comercial e marketing da revista, Nicole Fischer, a aceitação da publicação entre os brasilienses tem sido muito positiva. “Temos retorno através da seção Carta do Leitor, do Fale Conosco e do contato com os clientes no dia a dia. Sentimos que muitas instituições estão interessadas no sucesso
Luis Tajes/CB/D.A Press
rasília não é sinônimo apenas de política. Ao contrário do que parece ao resto do país, a cidade oferece aos brasilienses vida noturna animada, bons restaurantes, concertos, shows, produtos e serviços de qualidade, além de exportar músicos, designers, estilistas e artistas em geral para o Brasil e o mundo. É com esse olhar que a revista Encontro chega à capital – como uma publicação de variedades voltada para o que acontece em Brasília. “Falamos sobre arte, moda, gastronomia, negócios, cultura, saúde, economia e até mesmo política, sempre com enfoque local”, diz a editora da revista, Cristine Gentil. “Há um apelo atual, mas não factual. São matérias mais elaboradas e analíticas.” Para o diretor e editor da revista, André Lamounier, essa profundidade com que os
Equipe da Revista Encontro
Diários DiáriosASSOCIADOS ASSOCIADOSBRASIL BRASIL
13
novos negócios
do projeto, porque é mais um veículo que fortalece a comunicação do Distrito Federal.” A editora Cristine Gentil também diz estar recebendo bom retorno. “As pessoas estão conhecendo, comentando, sugerindo pautas”, afirma. “Recebemos elogios dos profissionais que participam da revista: arquitetos, donos de restaurantes, assessorias de eventos culturais. Muitos personagens entrevistados também ligam, elogiando as matérias”, conta. boAS PerSPeCtiVAS Em 2013, a revista deverá trazer para Brasília um portfólio de eventos ligados à marca Encontro. Ainda no primeiro semestre, será realizada a Corrida Encontro Delas, uma competição feminina com estrutura de alto padrão para 1.500 atletas. A corrida, que já acontece em Belo Horizonte (MG), oferecerá kits com design exclusivo, criado pelo estilista Rogério Lima, camisetas estilizadas, além de uma arena com salão de beleza, Spa e espaços de alimentação saudável e voltados para crianças. “É um evento ao mesmo tempo esportivo e social” explica Nicole Fischer. Outro evento, que deverá ocorrer no segundo semestre, é o Encontro Gastrô, uma premiação dos melhores profissionais e estabelecimentos gastronômicos da cidade. A votação é feita via internet por jurados escolhidos e pelo público, que poderá votar em diversas categorias. No dia do evento, haverá o lançamento da revista com um guia gastronômico de Brasília. Além dos eventos, a revista também deverá lançar suplementos temáticos ao longo do ano, que serão distribuídos juntamente com a publicação. “Queremos consolidar a presença e a liderança da Encontro em Brasília e continuar crescendo”, ressalta André Lamounier.
14
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
dNA mineiro A Encontro nasceu em Belo Horizonte (MG) em 2001. Em 2012, incorporou-se ao portfólio dos Diários Associados, agregando mais um produto de qualidade ao grupo. Em outubro do mesmo ano, o grupo D.A lançou a Encontro brasiliense. “Achamos que seria interessante trazer a Encontro para Brasília pela importância da cidade como metrópole e capital do país”, explica o editor da revista, André Lamounier. E a publicação já chegou como líder de mercado. Tem a maior tiragem entre as revistas de Brasília: 57 mil exemplares, número auditado pelo Instituto de Verificação de Circulação (IVC). Tem ainda a vantagem de estar associada ao maior jornal da cidade, o Correio Braziliense. A Encontro é entregue gratuitamente aos assinantes do jornal, além de autoridades, políticos e estabelecimentos comerciais, com o intuito de atingir um público diverso e formador de opinião. É também vendida nas bancas de revistas. Com uma equipe fixa de quatro repórteres, além dos editores e da subeditora, dos três fotógrafos e do editor de fotografia, a revista conta ainda com a colaboração de jornalistas do Correio Braziliense, profissionais freelancer e as equipes de marketing e logística, que se dividem entre a Encontro brasiliense e a mineira.
prêmios
Velho Chico rendeu prêmio novo
O fotógrafo Gladyston Rodrigues, do Estado de Minas, conta como foi viajar a trabalho pela extensão do Rio São Francisco e como isso lhe rendeu um prêmio
C
inco mil quilômetros foi a distância percorrida pelo fotógrafo do Estado de Minas Gladyston Rodrigues em busca da foto perfeita. A reportagem "Velho Chico, novos rumos", publicada entre maio e junho de 2011 no jornal Estado de Minas, do grupo Diários Associados, mostra as novidades econômicas e a desigualdade social de municípios cortados pelo Rio São Francisco, que tem sua nascente na Serra da Canastra, em Medeiros, município mineiro. Todo o empenho pela série especial rendeu a ele e ao repórter Paulo Henrique Lobato indicações e prêmios. O Rio São Francisco é um dos mais importantes cursos de água do Brasil e de toda a América do Sul. Além de Minas Gerais, o Velho Chico, como é conhecido, atravessa os estados de Pernambuco, Bahia, Sergipe, Alagoas e deságua no Oceano Atlântico. O rio tem mais de 2,8 mil quilômetros de comprimento a partir da nascente.
Por todo esse trabalho e dedicação, Gladyston Rodrigues recebeu, em 2011, o Prêmio Banco do Nordeste do Brasil (BNB) pela fotografia que ilustrou uma das matérias da série especial. A foto campeã demorou um dia inteiro para ficar pronta. “Quando chegamos ao local, pretendíamos fazer uma foto com pescadores da região e de manhã não tinha nenhum. No final da tarde, apareceu um rapaz com rede, em um barco, e consegui fazê-la”, lembra. “Mas o esforço valeu muito a pena.” A trajetória do fotógrafo no jornal começou em 1989, quando trabalhava como contínuo. Depois, foi auxiliar de redação e operador de telecomunicações. Fez faculdade de comunicação social e conseguiu chegar à Editoria de Fotografia, sua grande paixão. “Sempre privilegiei a fotografia, gosto demais dessa área”, revela.
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
15
O trabalho de fotógrafo, segundo Gladyston, é desafiador. “Quando saímos da Redação, já pensamos em fazer um trabalho bacana”, diz. Mas essa série especial de reportagens teve um gostinho a mais para ele. “Nessas pautas especiais, como a do Velho Chico, tenho que garimpar bastante para conseguir boas imagens. Acompanho o trabalho do repórter e temos um roteiro, que é por onde eu me norteio”, conta. Lançado na década de 1980 (e reeditado após esse período, sendo relançado em 2003), o Prêmio BNB contempla apenas reportagens para mídia impressa – e a categoria de fotografia está incluída. “Esse foi o meu primeiro prêmio e a minha primeira grande reportagem. Foi uma experiência única. E é muito prazeroso ter o reconhecimento pelo seu trabalho”, afirma Gladyston. O prêmio foi para melhor fotografia nacional. Ele ainda ficou entre os três finalistas do Prêmio Massey Ferguson, no ano passado, com a mesma fotografia.
16
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
Gladyston Rodrigues
prêmios
O estilo do profissional mineiro no trabalho é totalmente street, como ele define. Para fazer as fotos, ele não usa qualquer artifício que não seja o flash acoplado à máquina, quando necessário. A luz natural é a sua maior aliada. “Mas tenho que me prevenir. Quando a reportagem é maior, levo dois equipamentos, caso um deles dê problema", explica. Gladyston também participa de exposições no estado. Uma delas é foi O melhor do fotojornalismo mineiro 2012, em que mostra fotos de seus trabalhos dentro e fora da redação. “É um trabalho muito gratificante. Estou sempre fazendo bem o meu trabalho, sem pensar em premiação. Mas se isso render prêmio, ótimo”, pontua Gladyston.
no grupo
Palavras, apenas... Funcionários dos Diários Associados se aventuram na arte da literatura, eternizando a paixão pela escrita, pela leitura e pelas palavras
Obras de Adirson Vasconcelos, Dad Squarisi e Márcio Cotrim
e
les são apaixonados pelas palavras – que preenchem os jornais, todos os dias, e que contam histórias. Não importa se a linguagem é mais rebuscada ou mais simples, o importante é botar no papel toda essa paixão. Entre aqueles que redigem matérias e colunas dos jornais dos Diários Associados, é possível descobrir que há, também, autores de obras literárias. Alguns são consagrados, outros escrevem simplesmente pelo prazer de eternizar as palavras. Os Diários Associados têm uma seleta lista de autores que trabalharam ou ainda atuam nas redações. Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, mais conhecido como Assis Chateaubriand – ou, simplesmente, Chatô
– foi um dos homens mais influentes no país nas décadas de 1940 a 1960. Criador do grupo de comunicação, Chatô era apaixonado pelo jornalismo e, desde sua juventude, dedicou-se à profissão, apesar de sua formação em Direito. Nascido na Paraíba ainda no século 19, trouxe ao Brasil a primeira emissora de TV, a extinta TV Tupi, em 1950. Fundou o Correio Braziliense e a TV Brasília em 1960, ambos inaugurados no próprio dia da inauguração da nova capital. Mesmo como diretor do conglomerado de emissoras de TVs, rádios, agências e jornais impressos – eram cerca de 90 –, Chatô encontrou tempo para escrever suas obras. Autor de mais de 12 mil artigos publicados em jornais,
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
17
no grupo
hoje catalogados na coleção O pensamento de Assis O berço da palavra Chateaubriand, deixou para a posteridade obras como Para Márcio Cotrim, diretor cultural da Fundação Assis Em defesa de Oliveira Lima, Terra desumana, Um professor Chateaubriand, autores como esses enriquecem a literatura de energia - Pedro Lessa, e Alemanha. e o trabalho de jornalistas de várias gerações. “Sem dúvida, Chateaubriand ocupou a cadeira 37 deixaram um rastro de competência da Academia Brasileira de Letras, que literária”, diz. Cotrim cita, ainda, assumiu em 1954. Já foi chamado outros autores consagrados que Além de Chatô, outros de Cidadão Kane brasileiro pela passaram pelos Diários Associados, autores consagrados comparação de sua história à do como Mauro Mota, recifense nascido passaram pelos Diários menino pobre que acaba se tornando em 1911 e profissional renomado magnata no jornalismo, personagem de diversos jornais nordestinos – Associados, a exemplo do filme norte-americano homônimo entre eles, o Diario de Pernambuco de Mauro Mota, do de 1941. Em virtude de uma trombose –; e o maranhense José Sarney, exDiario de Pernambuco que o atingiu em 1960, Chatô morreu presidente da República, jornalista oito anos depois, deixando vasta e autor de romances, crônicas e José Sarney, que foi herança literária. semanais, publicadas desde 1994 e cronista do Imparcial que já viraram sete edições de livros. do Maranhão Vida e obra de Cardim Hoje, integra a Academia Brasileira de Outro grande jornalista dos Letras (ABL). Diários Associados, Elmano Gomes Márcio Cotrim é, além de Cardim, natural de Valença (RJ), jornalista, um aficionado pelas dedicou-se à carreira jornalistica sem deixar de lado a letras. Autor de 19 livros, alguns vontade de publicar seus livros. Nascido em 1891, o premiados pela ABL, Márcio prepara, para o primeiro jornalista, também formado em direito, iniciou seus semestre de 2013, o quinto volume da coleção O trabalhos desde cedo em jornais da época, tornando-se, pulo do gato, livro que explica a origem de palavras até, dono de um deles, o Jornal do Commercio. e de expressões populares brasileiras. “Gosto de Em 1935, presidiu a delegação de jornalistas que escarafunchá-las, o que faço com muito gosto”, revela. acompanhou o então presidente da República Getúlio Desde 2002, Cotrim trata, com bastante humor, dessas Vargas na visita aos países do Rio da Prata. curiosidades em uma coluna na revista semanal do Cardim ganhou, em 1951, o prêmio Maria Moors Cabot Correio Braziliense intitulada "O berço da palavra", de Jornalismo, uma das láureas mais antigas concedidas também publicada nos veículos dos Diários Associados. a profissionais que, com seu trabalho, contribuem O que fez Cotrim se apaixonar pelas crônicas foi a para melhorar as relações no continente americano e experiência com marketing, em sua carreira no Banco do fomentar maior entendimento entre esses países. Alguns Brasil. Lá, idealizou e coordenou diversas iniciativas na área trabalhos do jornalista e escritor merecem destaque, da comunicação, entre programas, festivais e eventos. como Justiniano José da Rocha; A vida jornalística de Rui “Quem lida com a área de marketing tem que buscar o Barbosa; Joaquim Nabuco, homem de imprensa; Na minha alcance das palavras, da língua portuguesa. Foi isso que Seara; Jornalistas da Independência; Discursos; Rocha me motivou", explica. Apesar de sua formação em direito, Pombo; Vidas gloriosas; Graça Aranha e o modernismo assim como Chatô e Cardim, nunca exerceu a profissão. “O Brasil e Na pauta da história. curso dá visão universal da vida, mas gosto mesmo é de Cardim foi o quinto imortal a ocupar a cadeira de comunicação”, conclui. Sua inspiração para escrever seus número 39 da Academia Brasileira de Letras, em 1950. textos são Eça de Queirós e Nelson Rodrigues.
18
Diários ASSOCIADOS BRASIL
no grupo
PAixão PelAS letrAS e Por brASÍliA No final da década de 1950, o jornalista cearense Adirson Vasconcelos viajou como correspondente para cobrir a construção da capital do Brasil. Nessas idas e vindas, acabou se apaixonando por Brasília e não saiu mais. No ano da inauguração da cidade, Adirson lançou seu primeiro livro, em que analisava o comportamento do homem diante dessa imensa construção. Hoje, são mais de 30 obras sobre a capital. E foi o gosto pelas letras que impulsionou Adirson a ser um dos fundadores do jornal Correio Braziliense, em 1960, onde ficou por 45 anos. De lá para cá, não parou mais de escrever obras sobre a cidade e sobre Chatô:
foram 45 volumes com discursos e histórias do magnata da comunicação. “Tenho gosto por escrever, exercito isso diariamente com os livros e artigos na internet”, conta. Ele tem uma página em uma rede social, em que publica textos diários sobre Brasília, cultura e literatura, dentre outros. Adirson tem formação em direito e história, mas é para o jornalismo e para a escrita que dedica maior parte do seu tempo. “Antes de tudo, sou repórter. As outras profissões, somadas, me ajudam a ser um bom escritor e jornalista”, admite. Adirson foi um dos fundadores da Fundação Assis Chateaubriand, e é membro do Conselho de Curadores da entidade.
Jornalista especial Na redação do Diario de Pernambuco, Vandeck Santiago (foto) é conhecido por suas diversas reportagens especiais. Pelas andanças, o jornalista já ganhou diversos prêmios – 15, no total. Dentre eles, o reconhecimento no ranking do portal Jornalista & Cia, que o considera um dos mais premiados de todos os tempos nessa categoria, no Nordeste. “Isso é muito importante, tanto para o profissional, pelo reconhecimento, quanto para a empresa, pois significa que ela deu condições para que esse trabalho fosse feito”, comemora. Vandeck é, também, autor de quatro obras literárias, todas ganhadoras de prêmios. A primeira foi lançada em 2001, por uma demanda da Assembleia Legislativa do estado, Francisco Julião – luta, paixão e morte de um agitador. Os outros três livros foram fruto de reportagens especiais, com a intenção de se aprofundar mais nos temas. “O jornal é material efêmero. Para garantir um pouco de perenidade, coloquei as reportagens em livros”, justifica. Para ele, essa é uma oportunidade de fazer outra leitura do texto. “Quando se publica um livro, há a chance de fazer uma segunda revisão na matéria, publicar dados novos e retirar algum possível
deslize da reportagem. Além disso, essa é uma forma de tornar o momento mais forte para a história.” O jornalista e autor lançará até o final de 2013 seu quinto livro, que trata da presença norte-americana no Nordeste brasileiro, fruto de outra reportagem especial, feita em 2006. “Poucos jornais investem tanto em reportagens especiais quanto o Diario de Pernambuco. Nessa matéria, por exemplo, fiquei seis meses trabalhando só nela”, lembra.
Ced oc/D iario de P erna mbu co
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
19
D.A na Copa
Divulgação
Bola em jogo A um ano para a Copa do Mundo, o Brasil e os Diários Associados se preparam para a Copa das Confederações da Fifa, que começa no dia 15 de junho, em Brasília
A
Copa do Mundo Fifa 2014 vem movimentando o Brasil: reformas nos estádios, obras de infraestrutura, logística, escolha de mascote, nome da bola e olhos atentos à seleção canarinho, que tem a responsabilidade de jogar o maior torneio do mundo dentro de casa. Ainda falta um ano para a competição, mas em junho os brasileiros terão uma prévia do que vai acontecer no próximo ano. No dia 15, Brasil e Japão farão, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, a abertura da Copa das Confederações. O torneio é realizado pela Fifa desde 1992 e, a partir de 2004, passou a acontecer no país sede da Copa do Mundo no ano anterior à competição. Durante os 15 dias do torneio, jornalistas brasileiros e do mundo estarão atentos às oito seleções participantes e à capacidade do Brasil de sediar uma Copa do Mundo. E os veículos dos Diários Associados darão destaque especial ao evento.
20
Diários ASSOCIADOS BRASIL
Assim como em outras competições esportivas de grande porte, os jornais do grupo deverão atuar em parceria, e o conteúdo será aproveitado em mais de uma praça. O editor de esportes do jornal Correio Braziliense, Alexandre Botão, diz que, mesmo sendo uma competição curta e com poucos jogos, deverá demandar um pouco mais de esforço da equipe. Mas ele acredita que a cobertura será mais divertida que cansativa. E não são apenas os profissionais da área de esportes que vão produzir material sobre o evento. Segundo Botão, várias editorias irão participar da cobertura. “Pela primeira vez em 60 anos, temos um evento desse porte no Brasil, portanto tudo o que acontecer na cidade merece cobertura. Se houver uma festa depois da partida com turistas estrangeiros, se houver violência próximo ao estádio, o jornalista de Cidades poderá cobrir; se houver venda de produtos falsificados relacionados ao evento, a matéria poderá ser feita pelo repórter de Economia ou Política”, explica.
D.A na Copa
Repórter de Esportes desde 2006 e do Diario de Pernambuco desde 2004, Cássio Zirpoli conta que, em outros anos, a Copa das Confederações não teve grande destaque no jornal. “Não foi diferente da cobertura da Copa América, por exemplo. O caderno de Esportes podia ganhar até duas páginas a mais, mas não mudava a logística”, diz. Já este ano, ele acredita que será diferente. “Será uma cobertura maior.Os jogos serão manchete nos jornais, até porque é algo local, com partidas na cidade.” Ele diz também que a equipe da editoria estará toda voltada para o evento. “Um repórter poderá testar a mobilidade urbana, outro pode ir para os consulados das seleções que estão jogando”, palpita. Experiência O jornalista Jaeci Carvalho acompanha a seleção brasileira há 25 anos. Já participou de cinco Copas do Mundo, cinco Olimpíadas e seis Copas das Confederações da Fifa. Repórter especial e colunista do jornal Estado de Minas, ele tem ainda um programa de esportes na TV Alterosa, veículo dos Diários Associados. Para Jaeci, a Copa das Confederações da Fifa tem ainda um apelo muito pequeno junto ao público, por contar com algumas seleções inexpressivas. “Em termos técnicos, de título, ela não vale muito. Eu diria que é um teste para o país sede sentir o que fez de bom, que fez de errado e o que pode melhorar para a Copa do Mundo”, avalia. Jaeci conta que, quando a Copa das Confederações não tinha relação com a Copa do Mundo, a cobertura trazia muitas matérias periféricas, destacando a cultura dos países das seleções participantes ou do país sede. Já na competição da África do Sul, em 2009, o foco, além dos jogos e das seleções, foi a infraestrutura. “Interesseime em saber sobre os estádios. Rodei o país para ver em que estágio estavam as obras, quanto foi gasto, em que iriam se transformar os grandes estádios que viraram elefantes brancos lá na África”, conta.
Para o torneio no Brasil, Jaeci diz que vai seguir a mesma linha da África do Sul. “Eu vou me ater ao fator técnico da seleção brasileira, mas naturalmente vou estar atento a outros aspectos. Acho que a nossa preocupação tem que ser esta: esclarecer ao povo brasileiro o quanto nós gastamos para fazer o evento, se os estádios ficaram realmente prontos e com que recursos. Os repórteres vão mostrar como está o Mineirão, o Castelão, o Maracanã; como está a construção viária, como estão as condições dos aeroportos.” Infraestrutura Seis estádios vão receber os 16 jogos da Copa da Confederações da Fifa. Dois já estão prontos: o Mineirão, em Belo Horizonte e o Castelão, em Fortaleza, ambos entregues em dezembro de 2012. O Mineirão, que tem capacidade para 62 mil torcedores, será sede de três partidas do torneio, sendo uma semifinal. O Castelão, arena com capacidade para 63 mil torcedores, também receberá três jogos. O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, onde será o jogo de abertura, está com as obras quase prontas. Segundo o Ministério do Esporte, a reforma da arena, que terá capacidade para 70 mil torcedores, deverá ser oficialmente concluída até abril. A Arena Pernambuco, em Recife, deverá ter uma partida inaugural no dia 14 de abril. O estádio tem capacidade para 46 mil pessoas e vai sediar três jogos na fase de grupos da competição. Já o estádio Fonte Nova, em Salvador, deverá ter sua primeira partida no dia 29 de março, aniversário de fundação da cidade. O estádio também vai receber três jogos do torneio. Palco da final da competição, o Maracanã, no Rio de Janeiro, também deverá ficar pronto em abril. Maior estádio do torneio, foi todo reformado e terá capacidade para 78 mil torcedores. Segundo o Ministério do Esporte,
Diários ASSOCIADOS BRASIL
21
D.A na Copa a obra do estádio custará mais de R$ 808 milhões. Além da partida de encerramento, o Maracanã sediará outros dois jogos da Copa das Confederações. Histórico A primeira Copa das Confederações ocorreu em 1992, com o nome de Copa Rei Fahd. Realizada na Arábia Saudita, teve a participação de apenas quatro seleções, e a Argentina foi a campeã. Em 1995, também realizada na Arábia Saudita, a Copa contou com seis seleções e foi vencida pela Dinamarca, que derrotou a Argentina na final. Em 1997, ganhou finalmente o nome de Copa das Confederações da Fifa e passou a ter oito seleções participantes. O Brasil saiu vencedor, com um time que contava com Romário, Ronaldo, Dida, Cafu, Roberto Carlos, Dunga e Denílson, que foi eleito o melhor jogador da competição.
Dois anos depois, em 1999, a seleção mexicana ganhou o torneio em casa, vencendo o Brasil na final. Sediada na Coreia do Sul e no Japão, a Copa das Confederações da Fifa de 2001 serviu como preparação para a Copa do Mundo Fifa 2002, realizada nos mesmos países. O Japão chegou à final da competição, mas a França acabou com a alegria dos donos da casa e saiu campeã. Em 2003, a França venceu novamente, desta vez em casa. A Copa ficou marcada também pela morte do jogador Marc-Vivien Foé, de Camarões, que teve parada cardíaca em campo durante a partida contra a Colômbia. Em 2005, na Alemanha, o Brasil ganhou mais uma vez, vencendo a rival seleção argentina por 4 x 1. Quatro anos depois, em 2009, na África do Sul, o Brasil venceu pela terceira vez o torneio, desta vez sobre os Estados Unidos.
O estádio do Maracanã, recentemente reformado para a Copa das Confederações e Copa do Mundo Fifa 2014, é a arena mais famosa do Brasil e conta com várias curiosidades. Divulgação
• É o segundo ponto turístico mais visitado do Rio de Janeiro, perdendo apenas para o Cristo Redentor. • É o 9º maior estádio do mundo e o 2º maior das Américas • Tem 32 metros de altura, o que corresponde a um prédio de seis andares. • Sua construção levou 7,730 milhões de horas de trabalho.
22
Diários ASSOCIADOS BRASIL
• A primeira partida disputada do Maracanã, em 1950, foi uma pelada entre engenheiros e operários na noite anterior à inauguração. O primeiro gol, da partida oficial, foi do jogador carioca Waldir Pereira, o Didi, em uma partida entre as equipes de Rio e São Paulo. • Depois da reforma, o Maracanã terá capacidade para 78 mil torcedores, mas já recebeu até 205 mil pessoas durante a Copa do Mundo de 1950.
coleções
Eu fui!
q
uem viaja costuma trazer, além de muitas fotos, objetos que lembrem a cidade ou o país visitado. Pode ser a Torre Eiffel em
miniatura, um chaveiro do Mickey, um pequeno berimbau ou boi-bumbá. O gerente de marketing do jornal O Imparcial, de São Luís, Orlando Amorim, encontrou um souvenir diferente: ele coleciona placas, como as dos carros ou de ruas, com a inscrição do nome dos locais por onde passou. Orlando tem placas de Paris, Londres, Amsterdã, Buenos Aires e também de locais específicos que o marcaram de alguma forma. Em Amsterdã, gostou tanto de um dos pubs da cidade, que comprou uma plaquinha com o nome do lugar: The Bulldog. Fã dos Beatles, fez
Orlando Amorim e sua coleção de placas
questão de trazer da inglaterra uma placa da Abbey Road, rua da famosa foto em que John Lennon, Paul
e Beco Catarina Mina, onde fica uma das escadarias
McCartney, George Harrison e Ringo Starr atravessam
mais conhecidas de São Luís, que dá acesso ao centro
uma faixa de pedestres. A foto ilustra a capa do disco
histórico e ao centro comercial da cidade”, comenta.
que leva o nome da rua. Outra placa que faz parte da coleção é a de
AmizAde
Copacabana. “É onde eu fiquei hospedado e é a praia de
As placas são uma lembrança dos locais por onde
que eu mais gosto do Rio. A placa tem o nome e a foto
Orlando passou, mas a preferida – e a primeira da
da praia, é linda, como se fosse pintada”, diz. Tem ainda
coleção – é justamente a placa de um local que ele não
uma placa com o próprio nome, Orlando, que trouxe
conhece: Toronto. “É uma viagem que eu queria muito
da Argentina. “Eles fazem essas placas personalizadas,
ter feito e não fiz por causa de um problema com o visto.
então eu comprei uma com a bandeira da Argentina e
Mas meus amigos que sempre viajam comigo foram e
meu nome gravado”, conta.
mandaram [a placa] para mim. Por isso, ela representa muito. Significa amizade, pois eles pensaram em mim lá
Coleção loCAl
e me mandaram de presente.”
Orlando também coleciona placas da cidade em que
Todas as placas de Orlando ficam expostas na parede
mora. “Aqui, em São Luís, no centro histórico, tem umas
do quarto. “Para mim, elas significam que eu quero
plaquinhas feitas de azulejo, porque todos os nossos
conquistar o mundo, quero viajar”, diz. Por enquanto, ele
casarões históricos são revestidos de azulejo”, explica. “E
tem 23 placas, mas pretende continuar com a coleção.
os nomes das plaquinhas são bem engraçados. São ruas
“A parede é grande. Vou enchê-la, e, quando não tiver
que ficaram conhecidas no tempo da escravidão. Eu
mais espaço, tem outra parede que está branquinha e
tenho Beco da Bosta, Beco do Caga-Osso, Rua da Alegria
dá para colocar muita coisa”, anima-se.
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
23
coluna da Dad
iano Andrade/CB
VALE A PENA ACERTAR
xistem erros e erros. Alguns são primários. Estão
e
Um dos critérios na avaliação do candidato a emprego
na cara como batom vermelho ou óculos de grau.
ou a vaga na universidade é o domínio da norma culta. O
Grafar pesquisa com z ou exceção com ss serve de
examinador espera ler e ouvir uma língua correta. Correta
exemplo. Ambos denunciam pouca familiaridade com a
não significa rebuscada ou exibida. Significa apenas o ele-
língua escrita. Para se safar, conjugue três verbos – ler, ler,
mentar respeito à gramática. Deslizes na pronúncia, nos
ler. E, sempre que a dúvida bater, consulte o dicionário.
plurais, na conjugação verbal não passam despercebidos.
Generoso, ele diz como escrever a palavra.
Ao contrário. Ecoam.
Outros erros são sofisticados. Exigem algo mais do que uma espiadinha no injustamente chamado pai dos bur-
24
Acerca de? há cerca de? A cerca de?
ros. (Ele é pai dos sabidos.) Tropeços em flexões, concor-
Ops! Pronúncias iguais, mas grafias e significados pra
dâncias, pontuação, regências, colocação de pronomes,
lá de diferentes. Safar-se incólume de tão delicadas ques-
coesão etc. e tal pedem estudo de morfologia, sintaxe e
tões exige intimidade com a língua – conhecer classes de
lógica. Se você der nota 10 para a frase “Na rua passava
palavras e empregos. Quer ver?
bicicletas”, abra os olhos. O sujeito arma ciladas. Posposto
Acerca de é locução prepositiva. Locução porque
ao verbo, engana bem. Se ele aparecer na frente do ver-
tem mais de uma palavra. Prepositiva porque funciona
bo, a armadilha fica clara: Na rua, bicicletas passavam.
como preposição. O trio significa sobre, a respeito de:
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
coluna da Dad
Pronunciou-se acerca da oscilação do dólar. No discurso aos prefeitos reunidos em Brasília, Dilma falou acerca do incêndio que matou 231 jovens em Santa Maria.
Aficionado? Aficcionado? Olho vivíssimo, por favor. Aficionado é a forma nota 10. Aficcionado não existe.
* Cerca de quer dizer aproximadamente: Recebeu cerca
Afora? A fora?
de R$ 500. Na Boate Kiss havia cerca de mil pessoas. Vou
Afora quer dizer à exceção de, além de, ao longo de:
esperar cerca de três meses para entrar com pedido de
Afora o pai, veio toda a família. Exerceu alguns cargos, afo-
aposentadoria.
ra o de presidente da República. Viajou Brasil afora. *
A fora se opõe a de dentro: De dentro a fora.
Há cerca de indica contagem de tempo passado (faz aproximadamente): Viajou há cerca de dois meses. A tragédia de Santa Maria ocorreu há menos de uma semana. Moro aqui há cerca de 10 anos. * A cerca de exprime tempo futuro: Viajará daqui a cerca de seis meses. A cerca de dois anos das eleições, Dilma está em plena campanha.
Agradecer-lhe? Agradecê-lo? Seja grato. Agradeça. Mas agradeça com classe. O verbo pede objeto direto de coisa e indireto de pessoa: Agradeceu o presente. Agradeceu ao pai. Agradeceu o presente ao pai. Agradeço ao diretor pela promoção. Na substituição do alguém pelo pronome, é a vez do lhe: Agradeço-lhe pela colaboração. Agradeço-lhe a atenção. Agradeci-lhe os cuidados com as crianças.
Acho que? eu, particularmente, acho que? Xô, achismo! Com o tal achar, o enunciado fica fraco, inconvincente. Em vez de “Acho que o Brasil entrará num período de crescimento sustentado”, basta “O
álcoois? álcools? Moçada, bobear é proibido. O plural de álcool é álcoois sim, senhores.
Brasil entrará num período de crescimento sustentado. Mais: o particularmente, que costuma acompanhar
Alto e bom som? em alto e bom som?
o verbo molengão, também sobra: (Eu, particularmen-
A expressão agradece, mas dispensa a preposição
te, acho que) O Brasil entrará num período de cresci-
em. Xô! Assim: A presidente anunciou, alto e bom som, a
mento sustentado.
redução nas contas de energia. Proclamou os vencedores alto e bom som. O delegado disse alto e bom som o que
Acidente? incidente?
pensava do episódio.
Acidente é fato imprevisto, em geral desastroso: acidente de trânsito, acidente aéreo, acidente que matou 10 pessoas.
Ambos os filhos? Ambos filhos? Dupla ou trio? Com o numeral, dois é pouco, três é
Incidente é episódio, atrito, fato de importância me-
bom. Depois de ambos, o substantivo deve ser antece-
nor: incidente diplomático, incidente entre os irmãos,
dido de artigo: ambos os alunos, ambos os países, am-
incidente desnecessário.
bas as provas.
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
25
pérolas do chatô
Um nascimento singular
V
amos falar do Museu de Arte de São Paulo Assis
– Do café, seu Bardi, do café paulista. Por que decidi
Chateaubriand (Masp). Seu advento foi singular,
fazer nosso museu aqui em São Paulo, terra do café e do
além de ter aproveitado uma época favorável: o
dinheiro? Foi aqui que obriguei essa burguesada a doar
pós-guerra, com a Europa arrasada. Chatô partiu para a luta ao lado de Pietro Maria Bardi, que viria a ser o diretor do museu.
quase mil aviões para formar pilotos. O senhor verá o que, juntos, seremos capazes de fazer em nome da arte.
– Temos que passar como dois hunos sobre a Europa
**************** Cheio de confiança, Chatô e Bardi voaram para a
dizimada pela guerra e assim conseguirmos fazer ótimas
Europa depois de conseguir arrancar 3 milhões de cru-
compras de quadros. Se corrermos, vamos comprar o que
zeiros da fazendeira Sinhá Junqueira, de Ribeirão Preto;
há de melhor entre os séculos 13 e 17 a preço de banana!
do cafeicultor Geremia Lunardelli, tido como “o maior
Essa firme convicção sobre tesouros à espera de quem
plantador de café do mundo”; e do industrial Francisco
tivesse dinheiro na mão na Europa foi constatada numa viagem de poucos dias que Chatô fez ao Velho Mundo.
Pignatari, dentre outros abonados. Semanas depois, em fervilhante festa, apresentaram
Quando desceu do trem em Paris, não havia táxis
à sociedade paulista as primeiras doações para o futu-
nas ruas para levá-lo ao elegante Plaza Athénée. Para
ro museu: dois Tintoretto, um Botticelli, um Murillo, um
não carregar as malas, teve que se contentar em atra-
Magnasco. A burguesada que se preparasse, pois aquilo
vessar a cidade a bordo de velha carroça puxada por
não ia ter fim – como reproduziu Fernando Moraes em
um cavalo magro.
Chatô, rei do Brasil.
Dias depois, em sua primeira manhã em Londres, pe-
Nos anos seguintes, a alta sociedade iria se cansar de
diu no restaurante do refinado hotel Claridge um prato
frequentar as requintadas festas de Chateaubriand – mas
de ovos com bacon. O garçom riu:
ira pagar caro para participar delas. Para montar o Masp,
– Ovos nós temos. Bacon, não.
ele adotou método parecido ao aplicado na campanha
Chatô estrilou:
dos aviões intitulada “Asas para o Brasil”, a fim de conseguir
– Como não? Está aqui no cardápio. Está caro,
o dinheiro que pagaria pelas obras de arte adquiridas no
mas eu pago.
exterior. A festa seria realizada na pista de pouso, aos pés
– Bacon há no cardápio, mas não na cozinha. O se-
da escada da aeronave que trouxesse a obra – ou, quando
nhor não lê jornais? A atriz Loretta Young encerrou sua
ela viesse de navio, no próprio cais do porto, em meio aos
viagem de turismo à inglaterra porque não tínhamos
estivadores. O quadro seria desencaixotado ali mesmo, a
ovos com bacon para servi-la. Se não havia para a atriz,
champanhe seria farta, e alguém encerraria a cerimônia
por que haveria para o senhor?
com o discurso de praxe. Depois, festança a rigor; tudo, na-
– Se em Paris não tinha táxis e se na inglaterra não tinha
turalmente, com ampla cobertura dos veículos Associados.
bacon nem para Loretta Young – refletia Chateaubriand
Assim se multiplicaram os eventos festivos, e com eles
em voz alta para Bardi –, quem chegar à Europa com
nascia o Masp, bafejado pela fortuna e pelo prestígio. Ao
dinheiro vivo no bolso poderá devastar as coleções das
fundo, o Velho Capitão. . .
famílias quebradas pela guerra. Mas dizia Bardi: – De onde vamos tirar tanto dinheiro?
26
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
márcio Cotrim Diretor Cultural da Fundação Assis Chateaubriand
O meio Jornal cresce, o Correio Braziliense cresce, e o futuro não tem limites. O jornal não só continua sendo um meio forte no Brasil, como vem crescendo cada vez mais.
Lado a lado dos principais meios de comunicação de grande alcance do país, o meio jornal continuou em destaque no ano de 2012. E nesse cenário, o Correio Braziliense se consolida ainda mais como líder de mercado.
O Correio bateu o seu recorde de circulação paga dos últimos 9 anos.
Em 2012, foram 1.725 jornais vendidos a mais por dia e cerca de 20 milhões de exemplares no ano, com uma circulação média de 57.366*.
Entre os maiores jornais do país, o Correio Braziliense foi também o que mais cresceu em 2012. Um crescimento de 3%, reafirmando a sua importância como um dos principais formadores de opinião da capital da república.
Além de líder, o Correio mantém uma relevância incontestável no mercado do DF.
Com share de 44%, tem uma participação ímpar no mercado. Isso significa uma presença superior à de qualquer um dos principais jornais do país, em suas respectivas regiões.
Os números mostram que o leitor reconhece o trabalho de um jornal sério e confiável.
O Correio Braziliense tem uma equipe altamente comprometida e profissional, com a missão diária de oferecer um conteúdo diferenciado, útil, de qualidade e que, a cada página, expressa o compromisso na defesa dos interesses da capital e dos cidadãos.
O Correio Braziliense acredita no futuro.
O Correio tem orgulho de produzir um dos conteúdos jornalísticos mais relevantes do país e de contribuir para o desenvolvimento de Brasília.
*Fonte IVC.
Seja qual for o futuro, estaremos lá.
DiáRiOS ASSOCiADOS BRASiL
27