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Flash VIP #77

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ANO 14 • Nº 77 • NOV/DEZ/JAN/FEV • R$ 15,00

Respeita ESPECIAL

as Mina

# VA M O C H A P E

A C U LT U R A D O S I L Ê N C IO / S UA F OTO A I N DA E STÁ N A PA R E D E


editorial

S

abe quando algo que você está fazendo supera

vergonha. Outra superação de expectativas porque a matéria

todas as expectativas e o resultado te surpreen-

ficou esclarecedora e chegou a causar arrepios ao ler os depoi-

de de forma incrivelmente positiva?! Assim foi

mentos. A jornalista Carol Bonamigo conseguiu, em suas linhas,

o editorial de moda desta edição. Puro deleite

captar a maledicência e a repulsa causada pelos assédios.

compartilhar um dia inteirinho com a equipe. Já

Em 2017, completamos 14 aninhos de vida, motivo de comemo-

tínhamos realizado algumas reuniões prévias, mas a sinergia que

ração na redação, pois chegamos em nossa “adolescência” com

rolou entre todos no dia das fotos foi total.

uma maturidade editorial que muito nos orgulha. A pauta é rele-

As oito da manhã, as modelos Carolina, Daiane, Ivana e Talía

vância e informação com temas criteriosamente escolhidos pela

chegaram, seguidas pelas produtoras de moda Crys e Jaque, o

equipe. Então, a abordagem se faz necessária, mesmo que doída

artista plástico Digo, o hair stylist Gabriel, a jornalista Carol, o

e as chagas acesas como a matéria da Chape. Um ano se passou

publicitário Nando, a designer Duana e o fotógrafo Fernando.

daquele trágico dia no qual perdemos colegas, país, filhos, espo-

Time completo e mãos à obra. A ideia era o Digo ilustrar o cená-

sos, amigos, conhecidos, ídolos e um sonho…

rio com as referências selecionadas. Nossa intenção foi de aliar

E vivemos esse ano incrivelmente rápido, já estamos decorando

moda, arte e o empoderamento feminino, não somente usando

a casa para o Natal, encomendando o peru, elaborando a listas

critérios de beleza, mas sim de personalidades fortes e que, em

de promessas e os planos para 2018.

suas épocas, fizeram a diferença conquistando fãs pelo mundo afora. Foram 15 horas incessantes de trabalho. Não é que deu certo, e não é que deu certo!

Meus sinceros votos de um Feliz Natal, de um ano promissor, de mais amor, paz, solidariedade, tolerância e saúde!

Não gostaria aqui de personalizar os elogios, até porque o que

Superbeijo e ótima leitura!

mais curti neste dia é que cada um fez a roda girar de acordo com sua função. Não tem como dar errado quando os colegas respeitam o trabalho mutuamente. Porém, particularmente, tenho que parabenizar e agradecer em especial o talento do artista Digo Cardoso, que nos deu o privilégio de imergir junto a ele em sua arte. E aí, quando juntamos o côncavo e o convexo, a união é perfeita. Mas como nem tudo são rosas, às vezes precisamos falar de

CARLA HIRSCH

CARLA@REVISTAFLASHVIP.COM.BR @CARLAHIRSCH

assuntos espinhosos, e nessa edição o leitor poderá conferir uma matéria sobre assédio sexual. Em tempos de homens ejacularem dentro dos ônibus e mulheres serem julgadas apenas por suas roupas, o tema deve ser exaustivamente esclarecido e encorajado para romper a barreira do silêncio causada pelo medo ou pela

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FLASH VIP

/revistaflashvip

@flashvip


índice

10 FICA A DICA TÁ SOBRANDO MÊS NO FIM DO DINHEIRO? 12 FALANDO DE WIZARD IDIOMAS • ITALIANO 14 CULTURA A ARTE DE DIGO CARDOSO 16 #VAMOCHAPE SEU RETRATO AINDA ESTÁ NA PAREDE 20 #VAMOCHAPE ODE AO ESPORTE 28 ARQUITETURA E DECORAÇÃO WE CAN DO IT! 34 MEIO AMBIENTE CAMINHO DE IDA E VOLTA 38 REGISTRO EMPRESÁRIO DO ANO 2017 40 REGISTRO MASTERCHEFS EM CHAPECÓ 38 DIÁRIO DE BORDO EVEREST, O TELHADO DO MUNDO 54 ESPECIAL A CULTURA DO SILÊNCIO 64 EDITORIAL DE MODA RESPEITA AS MINA 76 COLUNA/SAÚDE 78 COLUNA/NEGÓCIOS 80 COLUNA/TURISMO 82 COLUNA/TECNOLOGIA 84 COMPORTAMENTO FASHION 86 TRANSATLÂNTIDA 88 GUIA CULTURAL MEIA ENTRADA/TRILHA SONORA/GAMES/LITERATURA 96-101 COLUNA SOCIAL 106 EVENTO SAMARGA FRAN • 25 ANOS 104 BADALANDO NAS ANTIGAS 106 FALOU E DISSE 64

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34 16

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editorial

/revistaflashvip

@flashvip

A EQUIPE QUE FEZ O EDITORIAL DE MODA DA EDIÇÃO De cima para baixo >> Fernando Navarro, Tania Peserico e Carla, Carol, Jaque Oliveira, Crys Orlandin e Gabi Cerutti Nando, Duana, Daiane Krzjzamiack e Ivana Duarte Talía Leite e Carolina Teston Também teve o Digo Cardoso, que não quis largar o spray, mas aparece na matéria que antecede nosso editorial de moda.

EXPEDIENTE EDITORA-CHEFE

CARLA GRACE MEDEIROS HIRSCH M.TB: SC 0002596-JP CARLA@REVISTAFLASHVIP.COM.BR DIRETORA DE JORNALISMO

CAROL BONAMIGO - M.TB: 3768 SC REPÓRTER

TAULAN CESCO ATENDIMENTO/COMERCIAL

FERNANDO SBRUZZI DESIGN EDITORIAL - PUBLICIDADE/CRIAÇÃO

DUANA SCUSSIATO PROJETO GRÁFICO

DENIS CARDOSO PRODUÇÃO/FOTOS E CRIAÇÃO DE ANÚNCIOS

CIDADE COMUNICAÇÃO LTDA CNPJ 05.888.333/0001-12

QUEM FEZ ESTA EDIÇÃO

CAROL BONAMIGO

Jornalista, especialista em Cinema e Realização Audiovisual. Também é nossa Diretora de Jornalismo

CONTATO/MARKETING E SUGESTÕES

FERNANDO SBRUZZI

Publicitário. Também realiza o atendimento e comercial da Flash VIP

JORNALISMO@REVISTAFLASHVIP.COM.BR FONE: (49) 3322.0033 REVISTAFLASHVIP.COM.BR INSTAGRAM @FLASHVIP TWITTER /REVISTAFLASHVIP FACEBOOK REVISTAFLASHVIP CONTATO/REDAÇÃO

RUA URUGUAI, 844D BAIRRO JARDIM ITÁLIA 89802-501 / CHAPECÓ/SC FONE: (49) 3322.0033 IMPRESSÃO

GRÁFICA ARCUS / CHAPECÓ,SC

DUANA SCUSSIATO

Designer de moda, mas atua como designer visual. Também é a diagramadora da edição

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FLASH VIP

TAULAN CESCO

Jornalista e Produtor de Conteúdo

A REVISTA FLASH VIP NÃO SE RESPONSABILIZA POR ARTIGOS ASSINADOS E OPINIÕES DE ENTREVISTADOS.


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fica a dica

TÁ SOBRANDO MÊS NO FIM DO DINHEIRO? SIM

CLARO

Quantas vezes já sobrou mês no fim do dinheiro neste último ano? Se a sua resposta for: todos os meses, está na hora de começar sua educação financeira, afinal, “se você não consegue viver com 60% do que você ganha, certamente você tem um padrão de vida acima do seu” (ARCURI, Nathalia). PS: se depois de assistir alguns desses vídeos você não começar a economizar, recomendo nascer de novo. Duana Scussiato

Me Poupe! - o maior canal de finanças do Brasil Certo dia minha colega da pós indicou o canal da Nath (#gratidão), dei uma olhada lá e vi um vídeo sobre renda fixa, então pensei “tenho dinheiro na renda fixa e nem sei o que é”. Foi a partir desse minuto que minha cabeça explodiu e comecei meu plano de “desfudência” (o objetivo da Nath é “desfuder” o Brasil). Em duas semanas assisti quase todos os vídeos, aprendi finalmente o que é renda fixa, fundo DI, LCI, LCA, CDI, Tesouro Direto, taxa Selic, IPCA e até debêntures! Entendeu nada? Para o que estiver fazendo e começa a ver os vídeos, JÁ! + 1 MILHÃO DE INSCRITOS

Modalmais Home Broker A Modalmais é uma corretora de investimentos, está na ativa há mais de 20 anos, mas sua ferramenta Home Broker começou os trabalhos em 2015 (não é jabá, mas se essa indicação chegar até eles, sempre aceito consultorias). Todos os dias tem um breve resumo sobre a economia no mundo, especialmente no Brasil. Para quem é mais ousado e já entende um pouco sobre renda variável (aplicações na bolsa, ações, multimercados, FIIs…), o canal conta com um time de traders para entender o que diabos é o home brocker (um dia eu chego lá #fé). + 20 MIL DE INSCRITOS

O Primo Rico Thiago Nigro percebeu que nós, brasileiros, não sabemos nada sobre finanças, então, com a missão de nos ajudar a investir com segurança e nos aposentarmos de forma planejada (não espere pelo FGTS #dica), ele criou o “Primo Rico”. Com uma linguagem simples e descontraída (gente como a gente), dá dicas não só sobre investimentos, mas também finanças pessoais, trader ou hábitos que empobrecem/enriquecem.

+ 420 MIL DE INSCRITOS

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FLASH VIP


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falando de

NEL BLU DIPINTO DI BLU

Da música Volare, temos uma ideia do quanto a língua italiana é amada, estudada é falada por muitos. Marli Zaminan

D

esde 2003, quando fui convidada para ensinar italiano na Wizard, tive o privilégio de ter na sala de aula pessoas com idade entre nove e 81 anos aprendendo italiano. E quando pergunto aos alunos “por que você quer aprender italiano?”, o que mais ouço são essas frases:

• Eu quero aprender italiano, porque sempre tive esse sonho; • Quero conhecer a Itália e ver de onde vieram os meus bisavós (conhecer minhas origens); • Quero fazer minha dupla cidadania; • Vou fazer um intercâmbio; • Já sei inglês e quero continuar a estudar; • Escolhi italiano porque acho uma língua muito linda. Nesses 15 anos que ensino na Wizard Chapecó, vi alunos se emocionarem e encherem seus olhos de lágrimas ao reconhecerem uma palavra ou expressão que seus avós falavam. Vi também grandes amizades nascerem. Pois italianos, descendentes de italianos são pessoas calorosas, apaixonadas e sabem cultivar amigos e isso fizemos muito bem nas nossas turmas. Além de levar os estudos a sério. O italiano é uma língua sonora e com uma expressão corporal ímpar. Além de ser referência cultural e gastronômica para o mundo. Quando ouvimos gelato, il caffè , la pizza la pasta e etc. É mesmo maravilhoso contribuir com os sonhos e os objetivos de tantas pessoas incríveis que estudaram e estudam italiano comigo. Isso foi possível devido a uma grande equipe Wizard, que inclusive esse ano é Top 10 no Brasil e é a melhor escola de Santa Catarina. Aproveito a oportunidade desse artigo para dizer obrigada a todos os meus queridos alunos. Sou muito feliz trabalhando na Wizard, sou apaixonada pelo método, amo estar na alunos a cada lição. E o que mais me motiva é o desafio de ensinar e aprender com quem ensino. Se

você

também

deseja

reali-

zar o sonho de aprender italiano il migliore giorno per cominciare è oggi. Arrivederci! FV

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FLASH VIP

Marli Zaminan É professora de Italiano na Wizard Idiomas de Chapecó.

sala de aula e vejo o progresso dos

FOTO: JOHN JASON ON UNSPLASH

a palavra Itália pensamos em coisas como, l’arte, l’opera, l’architettura, il


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cultura

A ARTE DE DIGO CARDOSO Histórias contadas pelos muros da cidade texto e fotos Carol Bonamigo

a

s chamadas intervenções urbanas são comumente encontradas em grandes centros, e há algum tempo vêm colorindo também as ruas de Chapecó. Uma das assinaturas costumeiras nas paredes chapecoenses é do Rodrigo “Digo” Cardoso. O artista

estuda graffiti desde 2001 e há cerca de oito anos trabalha com esses elementos. “Para ser mesmo considerado graffiti, ele deve ser subversivo. A partir do momento que eu peço autorização, ele passa a ser um mural feito com a estética e as técnicas do graffiti”, explica Digo. Com uma estética própria e cores brilhantes, é fácil identificar seus desenhos pelas ruas. O artista elenca três pilares básicos para nortear o seu trabalho: o surreal – através do lúdico –, estampas e seus filhos. “Eles movimentam as minhas criações”. E é através dessas criações que ele tece uma rede de conexões com várias pessoas, mesmo sem conhecê-las. “Trabalhando na rua você tem mais liberdade e também o feedbacak dos outros. Já teve gente que passou e falou mal, mas até isso é legal. Provocou uma reação”, conta o artista. Ao longo dos anos, oportunidades surgiram para trabalhar com agências de propaganda, empresas e participar de festivais internacionais. Cada vez mais reconhecido e requisitado, foi chamado diversas vezes por escolas, universidades e prefeituras para ministrar oficinas de grafitagem para jovens e adultos. “Quero que surjam novos talentos. A minha esperança é que pelo menos um de cada local se interesse um pouco mais e vá atrás de desenvolver as habilidades”. FV

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FLASH VIP

As obras de Digo colorem a cidade, imprimindo personalidade aos muros e paredes.


PARA

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#vamochape

Sua foto ainda

está na parede O mundo parou no dia 29 de novembro de 2016. Primeiro, o silêncio, depois, as lágrimas e, então, o adeus. Um ano se passou desde o acidente aéreo, com destino a Colômbia, que vitimou 71 pessoas. Jogadores, jornalistas, dirigentes e equipe técnica da Chapecoense. A causa da queda: falta de combustível no avião fretado da Cia Aérea Lamia. Seria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana e o Atlético Nacional, time de Medellín, o adversário – fato inédito para a Chape. Perdas irreparáveis para famílias, amigos, colegas e toda uma cidade apaixonada pelo time do coração. Hoje convivem com a ausência, a saudade e a lembrança, daqueles que viveram seus sonhos e conquistas até seus últimos instantes de vida. ... reportagem Taulan Cesco

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FLASH VIP


“Nós já estávamos terminando

o Campeonato Catarinense com o time atual, mas as fotos deles ainda estavam no vestiário” - Nivaldo, dirigente da Chapecoense

a

saudade ainda está presente na rotina, na

Serginho, como era conhecido, havia assinado seu primeiro contrato

hora de dormir, na hora de comer e escovar

com a Chape em 1989, passou por outros times, mas não resistiu à

os dentes. Mas algo maior persiste: o amor

paixão e voltou para Chapecó. Nesse meio tempo, acompanhou as

por quem se foi. “Parece que aconteceu on-

muitas vitórias do clube do coração, que hoje coleciona seis Campe-

tem. Por outro lado, nós passamos e vivemos

onatos Catarinenses. Sua esposa, Dicléia Johann de Jesus, ainda não

tantas coisas durante esse ano, dando a impressão de muito mais

consegue entrar no estádio e talvez demore um pouco. “Nós temos

tempo. Mas o tempo é algo relativo, não é?”, questiona a jornalista

um carinho muito especial pelo time, porque também fazemos parte

Sirliane Freitas, a Sirli.

da história, uma partezinha dela, mas fazemos”, conta emocionada.

Hoje atua na Assessoria de Imprensa da Chape – cargo ocupado pelo seu marido, Cleberson Silva, uma das vítimas. O novo trabalho se

O 12º JOGADOR

tornou um refúgio. “Foi uma das formas para superar aquela dor

Antonio Lorenzi, o Seu Chiquinho, é a típica pessoa que ri de tudo.

mais pesada do início. E de fugir um pouco também, porque en-

Simpático, o jardineiro da Chapecoense é quem cuida, especialmen-

quanto eu estava trabalhando aqui, no automático, passava mais

te, do gramado do estádio. Sem ele, pode até haver jogo, mas suas

rápido”, revela a jornalista que estava casada com Cleber há 15 anos.

mãos são essenciais quando a bola rola em campo. Depois do aci-

Hoje as coisas estão mais tranquilas para ela, a vida está mais equi-

dente, sua vida também mudou. Os amigos e colegas que via com

librada. “ Consigo analisar com calma o que aconteceu e está acon-

frequência permanecem somente na lembrança.

tecendo. Passamos agora por uma fase ‘menos pior’. Principalmente sado” desabafa Sirli. Mas “continuar” é difícil para algumas pessoas e o verbo no infinitivo se torna um mantra diário, repetido incessantemente. Va-

CHIQUINHO, jardineiro do gramado, diz que o trabalho lhe ajuda a manter a grama como os antigos jogadores queriam

FOTO TAULAN CESCO

com os filhos, porque conseguimos olhar para trás e visualizar o pas-

nessa de Jesus conta que após a morte do pai, Sérgio Luis Ferreira de Jesus, então massagista da Chapecoense, sua vida mudou da “água para o vinho”. A jovem, que cresceu dentro da Arena, teve de dividir as responsabilidades da casa com a mãe e a tarefa não foi fácil. A busca de emprego as fez passar por constrangimentos. “As pessoas perguntavam por que eu estava procurando emprego, pois achavam que tínhamos ficado ricas com os supostos ‘seguros milionários’”, relata. “É um julgamento diário. Muitos acham que estamos felizes, se não choramos: ou não amávamos meu pai ou não sofremos pela morte dele. E se choramos é porque estamos dramatizando, pois queremos ficar como ‘coitados’”.

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#vamochape

Ele ainda olha para o campo com a expectativa de rever os jogadores.

“Enquanto eu

“Hoje eu me concentro no trabalho para superar a dor. Quando o time entra em campo, ainda tenho a sensação de ver os jogadores de antes. E é isso que de me dá força para deixar o gramado tal qual eles queriam. Isso me inspira de alguma forma, é como se eles estivessem

estiver trabalhando no estádio todo o dia é luto”

entrando para jogar”, afirma Chiquinho, que chegou ao clube há

- Chiquinho, jardineiro da Arena

sete anos, depois de ter trabalhado em lavouras de soja e milho no Mato Grosso por quase uma década. Não é muito diferente para José Nivaldo Martins Constante, mais

falta dele”. O “cara extraordinário”, como ela o descreve, demons-

conhecido como Nivaldo, ex-goleiro e atual dirigente da Chapeco-

trava nos gestos sua bondade e carinho. “Meu pai fez um quarto em

ense. Ele demorou para se dar conta e até hoje pensa no acidente.

nossa casa para receber os meninos (jovens jogadores da categorias

“Quando estou em casa ou vendo um jogo, muitos deles com times

de base), pois não gostava de vê-los sozinhos”, relembra.

adversários da equipe anterior, eu me pergunto por que isso tudo

O apoio familiar foi essencial para Sirli, em especial seu casal de fi-

aconteceu? Por que teria de ser conosco?”. Nivaldo estava escalado

lhos, “porque se eu não os tivesse, talvez eu não teria a preocupação

para a viagem até poucos dias antes do voo. “Mas no fundo, eu per-

em continuar. Meus filhos me dão forças. Desde o início, eu precisa-

maneço sem conseguir entender e acredito que jamais vou compre-

va estar forte por eles”.

ender tudo isso”, diz Nivaldo.

Cleberson e Sirli por serem jornalistas costumavam discutir sobre a

Não somente as pessoas próximas das vítimas, mas também toda

profissão, além dos planos para a família – característica do marido,

a população de Chapecó ainda tentam assimilar a tragédia. Aquilo

como lembra. “Eu fico imaginando se ele estivesse observando tudo

não poderia ser real, não fazia sentido. A comoção rapidamente che-

hoje… Muitas vezes procuro acreditar que ele está vendo. Costuma-

gou a todos lugares do mundo. Veículos estampavam o time como

va dar ‘pitacos’ em tudo, então eu tento pensar nas reações que ele

manchete, os olhos miravam a cidade e por dias falava-se somente

teria. É como se de alguma forma ele continuasse me ajudando”.

na Chapecoense. Infelizmente da maneira que nunca gostaríamos Chiquinho conta que nos primeiros meses após o acidente tudo parecia vazio, como se não houvesse pessoas na Arena. O jardineiro os via como familiares, pois passava mais tempo no estádio do que em casa. “Quando estávamos em campo, eles me viam e chamavam meu nome, perguntando como eu estava. Havia muita brincadeira entre nós, eles sempre ‘reclamavam’ da grama. Não tem como falar mal, eles faziam a gente se sentir bem no trabalho”, lembra Chiquinho que por muitas vezes dormiu no estádio para regar o gramado e deixá-lo pronto para os jogos.

AMOR E HUMANIDADE Vanessa e Dicléia lidam com a perda através do afeto familiar. O filho mais novo, com 3 anos de idade, ainda é incapaz de entender a dimensão do acidente, mas a irmã guarda memórias que jamais se perderão, se depender dela. “Eu tive meu pai por 21 anos na minha vida e sofro muito porque sinto

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FLASH VIP

Para SIRLI, passar aos filhos o sentido de justiça do marido será o grande aprendizado deixado pelo pai FOTO TAULAN CESCO

de ser relembrados.


VANESSA, irmão, SERGINHO (In memoriam) e DICLÉIA no dia da classificação para a Sul-Americana, em novembro de 2016

tampadas em muitos lugares, as conversas revivem FOTO ARQUIVO PESSOAL

nomes e histórias a todo instante. “É impossível ser diferente. E para mim isso faz bem, falar, lembrar… De certa forma, quando vim para cá, eu me aproximei mais do Cleber, pois seus colegas contavam suas lembranças com ele”, diz Sirli.

GESTOS DE SENSIBILIDADE

Criada em abril de 2017, por iniciativa o jogador Túlio de Melo e amigos interessados, a Associação Brasileira das Vítimas do Acidente com a Chapecoense (Abravic) tem a finalidade amparar os familiares das vítimas. As ações se concentram na filantropia, necessidades básicas, auxílio médico, psicológico e educacional. Entre elas, estão os projetos Amparo (atendimento psicológico e psiquiátrico), Pais Heróis (voltado aos pais que perderam seus filhos) e Guerreirinhos na Escola (auxílio escolar para os filhos e familiares). “Nascemos do altruísmo e solidariedade, sem imaginar que chegaríamos onde estamos. Mesmo sem afirmar se a Abravic será uma ação permanente, esperamos que ela cumpra seu papel enquanto meio de assistência às famílias pelo tempo necessário para se reestruturarem”, revela o presidente Gabriel Andrade.

Mesmo depois do acidente, as fotografias dos jogadores ficaram no vestiário por quatro meses. “Nós já estávamos terminando o Campeonato Catarinense com o time atual, mas as fotos deles ainda estavam no vestiário. E, sabe, ninguém tinha coragem de tirá-las”, em respeito à memória, relata Nivaldo, que veio para o time com a intenção de ficar somente quarenta dias, mas completará 12 anos em 2018. “Resolvi que não queria mais morrer, por ter a obrigação de viver pelos meus filhos e família, e faço o seguinte: agradeço a Deus pela noite e peço para dar sabedoria para recomeçar o dia”, comenta Dicléia, que ainda busca formas de superar a ausência do marido. “Para mim ele está trabalhando, e eu preciso levantar e fazer o dia andar… Eu vivo como se meu marido fosse chegar amanhã”, Aquele pequeno time da cidade do interior, fundado em 1973, aos poucos conquistou seu méritos. Trouxe orgulho aos torcedores em uma trajetória ascendente de vitórias e sucesso até chegar a elite do

TEMPOS VÊM E VÃO

futebol brasileiro, competindo entre os 20 melhores times do país na Série A do Campeonato Brasileiro..

São muitas as lembranças e aos poucos a dor dá espaço às ressig-

A Arena Condá é palco de grandes jogos. Os torcedores da Chape

nificações. Ninguém quer esquecer, mas recordar não uma tarefa

respiram, torcem, vibram apaixonados pelo Verdão do Oeste. Time

fácil. “Sei que ele não voltará mais para casa, mas quando alguém

que proporciona momentos de glória e alegrias. Dizer adeus sem ao

abre o portão, nós olhamos para ver se é ele quem está entrando”,

menos abraçar pela última vez, rir com a piada sem graça ou desejar

confessa Vanessa.

a mais sincera boa viagem não é maneira de se despedir de alguém.

Para Chiquinho, a tristeza continua. “Enquanto eu estiver trabalhan-

Mas talvez seja este o caminho, se apoiar nos “amanhãs”, para cele-

do no estádio todo o dia é luto, pois eu vivo de domingo a domingo

brarmos outras tantas vitórias, com a certeza de que os recomeços

aqui”, lamenta o jardineiro.

trazem consigo a gratidão por ter compartilhado a vida com as pes-

Uma visita rápida na Arena nos faz viver as recordações que estão es-

soas que para sempre serão amadas e nunca esquecidas. FV

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#vamochape

Completando um ano da tragédia que assolou Chapecó, artistas se reúnem em torno da Arena Condá para eternizar uma homenagem ao time que ganhou o coração de todo o Brasil. Carol Bonamigo

n

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o dia 29 de novembro

esporte, o artista plástico Paulo Consen-

de

Chapecó

tino veio com sua equipe a Chapecó para

amanheceu de luto.

presentear a cidade com uma linda home-

A aeronave que trans-

nagem. Em uma das laterais da Arena Condá

portava a delegação

é possível ver um enorme mural tomando

da Associação Chapecoense de Futebol à

forma, onde está sendo pintado os rostos

Colômbia sofreu um acidente e, das 77 pes-

dos jogadores que disputariam a partida que

soas a bordo, apenas seis foram resgatadas

nunca aconteceu. “O contato foi bilateral. A

com vida. Equipe técnica, empresários, con-

Chapecoense me procurou e eu os procurei.

selheiros convidados e imprensa local via-

Quando houve o acidente, como torcedor

javam juntos para o jogo contra o Atlético

e amante do futebol, aquilo me afetou de-

Nacional de Medellín, pela final da Copa

mais. Acredito que todas as pessoas que têm

Sul-Americana.

envolvimento com o esporte se sentiram da

A cidade, a nação e o mundo inteiro cho-

mesma maneira”, emociona-se Paulo.

raram a tragédia, e agora, um ano depois, o

O artista viaja o mundo inteiro “pintando o

sentimento é de saudade.

futebol”. Um de seus trabalhos foi o mural

Tomado pelo emoção e a ligação com o

para o centenário do Santos Futebol Clube.

FLASH VIP

2016,


VAMOS PINTAR AQUELE GOL QUE NUNCA ACONTECEU PELO TÍTULO, MAS ESTARÁ PLASMADO AQUI, JUNTO DA TORCIDA, EM DIREÇÃO AO CAMPO, TUDO VOLTADO PARA A ARENA. TEM TODO UM CONCEITO DE COMO REPRESENTAR ISSO” No entender de Consentino, a trajetória da Chapecoense já merece REPORTAGEM E FOTOS CAROL BONAMIGO • ASSESSORIA DE IMPRENSA HOLIDAY & BUSINESS HOTEL

um destaque. Por isso, o conceito do mural não é falar de uma tragédia, mas de uma vitória. Expressar a esperança, o renascimento, a sobrevivência do time e a acolhida da cidade, bem como a torcida do Brasil inteiro. “A gente sempre busca uma história que tenha uma distinção. E a Chapecoense tem tudo: grandes personagens, um grande clube, um grande momento, uma grande torcida e uma grande história”, afirma o artista. Por isso, a arte vem representar o que não pode ser proferido em palavras. Intitulado “Um Gol para a Eternidade”, a obra retrata os rostos dos atletas relacionados para o jogo que ocorreria no dia 30 de novembro de 2016. “Vamos pintar aquele gol que nunca aconteceu pelo título, mas estará plasmado aqui, junto da torcida, em direção ao campo, tudo voltado para a Arena. Tem todo um conceito de como representar isso”. Ciente da responsabilidade que carrega, Consentino busca a preservação da memória do esporte através da arte. “Uso o street art para reverenciar o esporte que eu amo, para perpetuar a recordação

O grupo de artistas Luma Assis, Simone Anjos, Ricardo Chiaradia e Paulo Consentino

de grandes feitos do futebol. E o futebol, como a arte, une as pessoas. E esse é um trabalho de união. Estou honrado em estar aqui, neste momento, e emocionado com a recepção das pessoas”, relata. Sentimento compartilhado pela sua equipe. As mãos dos artistas Simone Anjos, Ricardo “Rim” Chiaradia e Luma Assis também ajudam a dar vida ao grande muro da Arena Condá. “Acompanho o Paulo há seis anos e este mural tem uma carga emocional ainda maior. Temos muito cuidado e respeito por isso. É um desafio, não só pela emoção, mas pelo tamanho. É um trabalho grande, complexo e delicado”, explica Simone. A trupe de artistas está hospedada no Holiday & Business Hotel, localizado próximo da Arena Condá, e destaca o acolhimento dos chapecoenses. “Estamos impressionados com todo o carinho e respeito que recebemos por onde passamos. No hotel, nas ruas, na cidade inteira”, encanta-se o grupo.

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#vamochape Prefeito Luciano Buligon com os artistas Paulo Consentino e Digo Cardoso, responsáveis pelos murais em homenagem à Chapecoense

A SAUDADE ETERNIZADA NA MEMÓRIA No dia 11 de novembro, em um evento fechado, cada família dos falecidos no acidente recebeu um quadro como parte de uma homenagem. O artista chapecoense Digo Cardoso desenvolveu as obras, que agora serão replicadas por todo o muro do estacionamento do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, ao lado da Arena Condá. Uma honra e uma responsabilidade enormes, salienta o artista. “Poder fazer parte dessa história, presenteando as famílias e tentar, de uma forma, levar uma cor a eles, é uma verdadeira honra. É uma pena que pre-

ESTÁVAMOS EM PROFUNDA TRISTEZA, UM VAZIO MUITO GRANDE. E

cise existir sacrifícios para que os exemplos

HOJE ELE ACABOU ‘CAMBIANDO’, COMO DIZEM OS COLOMBIANOS,

surjam, mas Medellín e o mundo inteiro nos

PARA UM SENTIMENTO DE RECUPERAÇÃO, CELEBRAÇÃO DA VIDA E A

deram exemplos de solidariedade como

VERDADEIRA DEFINIÇÃO DA PALAVRA ‘RESILIÊNCIA”

herança desta fatalidade”, ressalta Digo. Para o Prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, neste momento, em que se comple-

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Atualmente residindo em Barcelona, Es-

um muro dele, em Barcelona. Isso acabou

ta um ano, é feita uma retrospectiva. “Está-

panha, não deixou de sentir o pesar pela

recebendo uma divulgação e chegou até a

vamos em profunda tristeza, um vazio mui-

Chapecoense, mesmo de longe. “Quando

Chapecoense, onde iniciamos um diálogo

to grande. E hoje ele acabou ‘cambiando’,

entrei em contato com meu amigo Vitor

para fazer um trabalho aqui”, conta.

como dizem os colombianos, para um senti-

Hugo (chefe do departamento de desem-

A partir de então, uma mobilização de

mento de recuperação, celebração da vida e a

penho da Chapecoense, que não havia via-

agenda e patrocínio se iniciou para que

verdadeira definição da palavra ‘resiliência’”,

jado naquele dia), ele comentou que, antes

a obra acontecesse. “Este projeto é uma

diz Buligon, com a voz embargada.

do acidente, a Chape queria fazer comigo

parceria com a Prefeitura de Chapecó, a

Muito mais que a reconstrução de um

o que tinha feito para o Santos. E por

Chapecoense e conta com o patrocínio

time, são as reconstruções das vidas dos

todo o meu envolvimento com o Santos,

das Tintas Coral, portanto não terá custo

que ficaram. Da dor à saudade e, assim como

quando descobri que o Neto era um dos

algum ao município ou o Clube. É o nosso

Chapecó chorou junta, agora se abraça mu-

sobreviventes do acidente (o zagueiro Neto

presente para os chapecoenses”, salienta

tuamente para garantir que nossos heróis ja-

passou pelo Santos entre 2013 e 2014), fiz

Consentino.

mais serão esquecidos. FV

FLASH VIP


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espaço vip

RINOPLASTIA COM CARTILAGEM DE COSTELA Dr. Rafael Tirapelle, Cirurgião Plástico

Você sabia que, algumas vezes, é necessário realizar a rinoplastia com o uso da cartilagem de costela? “Em situações específicas é necessário o uso de cartilagem de costela para que se obtenha a reestruturação nasal do paciente. O enxerto de cartilagem costal é indicado, principalmente, quando não há cartilagem septal suficiente para realizar a projeção e estruturação do dorso e da ponta do nariz”, explica o cirurgião plástico Rafael Tirapelle. Geralmente são situações nas quais o paciente já realizou uma rinoplastia prévia ou correção de desvio de septo e, portanto, não existe mais septo nasal disponível para “estruturar” e reconstruir o nariz. “Outras situações onde o uso de cartilagem de costela pode ser indicado é nos ‘narizes étnicos’ (narizes de pessoas orientais ou de afrodescendente), ou em pessoas que apresentem o nariz com dorso baixo ou achatado”, afirma o médico.

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Após aplicação de Botox, sempre é bom

melhor resultado entre 15 e 21 dias;

diltiazem), antibióticos do grupo dos

seguir com cuidado as recomendações dos

• Retorne ao consultório 15 dias após a

aminoglicosídios (gentamicina, amica-

especialistas para obter os melhores resul-

aplicação para verificação do efeito e/ou

cina), ciclosporina, hidroxicloroquina,

tados. O dermatologista Juliano Grock, da

possível correção de algum efeito adverso.

D-penicilamina. Evite também o uso de

Clínica da Pele, dá algumas dicas:

Antes desta data, não é indicada qualquer

anti-inflamatorios não-esteróides;

• Evite massagear ou manipular com

correção;

• A reaplicação do Botox não deve ser

firmeza a área tratada, pois isso pode

• Tenha clareza de que, para continuida-

feita em um período igual ou menos

facilitar a disseminação do produto para

de do efeito, a aplicação deve ser realizada

que três meses para prevenir a possi-

outro músculo;

duas ou até três vezes por ano se a muscu-

bilidade de formação de anticorpos

• Não deite na posição horizontal por um

latura tratada for muito hipercinética;

neutralizantes.

período de duas a quatro horas;

• Não é aconselhável viagem

• Compressas de gelo no local devem ser

aérea no mesmo dia da

evitadas, pois elas podem interferir na

aplicação, pois a flutuação na

migração da toxina;

pressão dentro da aeronave

• Exercício físico e atividades estressantes

pode promover a difusão da

não devem ser realizados pelo menos até

toxina;

o final do dia. Já a corrida ou o exercício

• Evite fazer uso de medi-

em academia, apenas depois de 24 horas;

camentos que interfiram

• Após a aplicação do Botox nas axilas,

na junção neuromuscular

deve-se evitar sauna, ambientes muito

pelos diferentes mecanismos

quentes ou exercício físicos intensos por

e que possam interagir com

um período de 24 a 48 horas;

o Botox, como bloqueadores

• Os efeitos só começarão a aparecer com

do canal de cálcio (nifedipi-

três a sete dias após a aplicação, com um

na, amlodipina, verapamil,

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Juliano Grock, Dermatologista

FOTO: ANDRIGO GUGEL

OBTENHA MELHORES RESULTADOS COM O BOTOX


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CONCHA PORTUGUESA A Manjericão Massas e Molhos Especiais não para de surpreender com deliciosas opções para uma boa e farta mesa. A sugestão é a concha de bacalhau com azeitonas pretas e pimentão vermelho. As conchas são pré cozidas e deve-se acrescentar o molho sugo misturado com bechamel (molho rosé). Dispor em camadas, recheando com o molho para, após a montagem, levar ao forno por 20 minutos. A sugestão de acompanhamento são batatas ao murro, como opção de um prato típico português. Em uma harmonização perfeita a sugestão são os vinhos da Villa francioni e finalizar esse manjar dos deuses com doces portugueses da Portugaria. Todos esses produtos são encontrados na Manjericão Massas e Molhos especiais.

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É NATAL..! Chegou a época do ano que as ruas,

a decoração da mesa para a ceia

casas e o comércio recebem o brilho e

de natal, com antecedência. Após

o colorido do Natal.

o período das festas, a equipe da

A decoração nos ambientes desempe-

Estação das Artes se responsabiliza

nha um papel fundamental para en-

pela desmontagem da decoração,

volver as pessoas e resgatar o espírito

oferecendo mais tranquilidade aos

natalino.

clientes que não dispõem de tempo

Especializada neste ramo, a Estação

para realizar tais atividades.

das Artes trouxe para Chapecó um

“Quando realizamos a montagem da

serviço diferenciado de aluguel,

decoração nas casas, é gratificante per-

montagem e decoração natalina para

ceber no olhar das crianças a felicidade

residências e espaços comerciais.

de ter uma árvore de Natal repleta de

O projeto é pensado para cada

significados. Elas percebem que a deco-

cliente, levando em conta o ambien-

ração, as luzes e cada detalhe anun-

te a ser decorado e também o gosto

ciam a chegada de uma data impor-

pessoal. Os clientes podem contratar

tante, que representa festa, celebração

desde o serviço de montagem de

em família e alegria”, diz Leonice,

árvores e arranjos, como também

proprietária da Estação das Artes.

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arquitetura e decoração

WE CAN DO IT!

Durante a 1ª Mostra Casa Chapecó - que aconteceu entre agosto e outubro na Central de Decorados da Imobiliária Santa Maria- , o arquiteto Michel Hüning e o designer de interiores Jean Lorenzett, apresentaram ao público o ambiente Suíte Rosie Parker, projeto que teve como inspiração a personagem “Rosie, the riveter”. Fotos Grasi Mohr

E

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m 1941, durante a Segunda Guerra Mundial,

dessa mulher”, cita Jean.

era criado nos Estados Unidos um movi-

A participação na Mostra Casa Chapecó possibilitou uma experiên-

mento feminista através de uma campanha

cia singular. “Aprendemos a solucionar contratempos de obra com

intitulada “Rosie, the riveter”, para conven-

agilidade e cooperativismo. A visibilidade e oportunidade de mostrar

cer as mulheres a darem sua contribuição à

nossa trabalho e qualidade de serviço foi muito positiva”. E para con-

guerra, substituindo seus maridos em fábricas, estaleiros e indústrias,

templar esse projeto, o ambiente foi o mais votado e ganhou o pri-

onde somente homens poderiam trabalhar. Com essa inspiração, os

meiro lugar na preferência do público que visitou a mostra. “Ficamos

profissionais Michel Hüning e Jean Lorenzett criaram o ambiente

muito felizes e honrados de ter recebido esse reconhecimento. Não

Suíte Rosie Parker, para a Mostra Casa Chapecó, que aconteceu entre

esperávamos ganhar como ambiente preferido, mas temos como cre-

os meses de agosto e outubro na Central de Decorados da Imobiliária

do que as pessoas que passaram pela suíte, se identificaram com o

Santa Maria. Nesse projeto foi representado o feminino da mulher

seu íntimo, com as cores claras e harmonia de tons”, ressalta Michel.

com cores suaves, cobreadas, juntamente com o rústico de vários

Para a concretização desse ambiente, os profissionais contaram com

materiais como pedra, a madeira, a lã no seu estado cru, represen-

a parceria da Aquário Ambientes e Sierra Chapecó. Segundo eles, “ter

tando toda a bravura e representatividade delas. “A inspiração para o

escolhido essas empresas foi decisivo para imprimirmos uma arqui-

desenvolvimento do projeto surgiu através de um ícone cultural dos

tetura forte e, ao mesmo tempo, com um design delicado e sofistica-

Estados Unidos que representa a mulher na Segunda Guerra Mun-

do. E a atenção dada ao projeto por parte de toda a equipe da loja,

dial e todos os materiais que utilizamos era para representar a força

foram os norteadores para o sucesso que foi o espaço”. FV

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AMÊ FOTOGRAFIAS

O AMBIENTE GANHOU O PRIMEIRO LUGAR NA PREFERÊNCIA DO PÚBLICO: “FICAMOS MUITO FELIZES E HONRADOS DE TER RECEBIDO ESSE RECONHECIMENTO. (...) TEMOS COMO CREDO QUE AS PESSOAS QUE PASSARAM PELA SUÍTE, SE IDENTIFICARAM COM O SEU ÍNTIMO, COM AS CORES CLARAS E HARMONIA DE TONS”

Michel Hüning e Jean Lorenzett

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GATOS E A FELV

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O vírus da Leucemia felina (FELV)

diça, febre, perda de apetite,

acomete felinos que tiveram

diarreia, aumento dos gânglios

contato com saliva, urina, secre-

linfáticos, gengivas pálidas ou

ções respiratórias, fezes e sangue

inflamadas”, explica.

de animais portadores do vírus. Os

A profissional orienta que um

filhotes podem nascer já contamina-

simples exame de sangue pode

dos ou se contaminarem durante a

detectar a doença e deve ser

amamentação.

feito mesmo em gatos que não

Conforme a veterinária Liandra

tenham sintomas clínicos, todos

Dall Orsoletta, assim que o vírus

os filhotes, gatos novos na casa,

entra na corrente sanguínea percorre

gatos que vão para a rua ou que

vários caminhos ou é barrado pelo

brigam com outros gatos.

sistema imunológico se estiver ativo.

“FELV é uma doença que não

“Os sintomas da doença são inespe-

tem cura. Vamos isolar os posi-

cíficos e podem demorar até anos

tivos e vacinar os negativos para

para aparecerem. Geralmente são:

controlarmos essa doença”, alerta

perda de peso, pelagem quebra-

Liandra.

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HARMONIZAÇÃO FACIAL NA ODONTOLOGIA A odontologia atende as expectativas das pessoas que buscam um sorriso natural. Com os dentes mais belos, a face necessita ser harmonizada para que em conjunto alcancem a função e estética desejada. “Muitas vezes os dentes estão alinhados, mas os lábios estão irregulares ou a função muscular está em desequilíbrio, necessitando de um planejamento mais amplo envolvendo dentes, lábios e músculos da face para que o objetivo final seja atingido”, afirma a cirurgiã dentista Renata Daros. A odontologia, dentro desta perspectiva, vem inovando com novos produtos, recursos e procedimentos. A Resolução nº 176, de 6 de setembro de 2016, deu o aval para que o cirurgião-dentista possa intervir na pele (epiderme e derme), que é parte constituinte da face, com o uso da toxina botulínica e dos preenchedores faciais, desta forma, esculpir sorrisos e faces saudáveis competem a odontologia.

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BELA MESA E BELA COZINHA Os apaixonados por gastronomia, sejam eles amadores ou profissionais, estão cada vez mais tendo auxílio na arte de cozinhar com os produtos ofertados pelo mercado. Uma infinidade de utensílios para facilitar o dia a dia. Em Chapecó, a Homey Store disponibiliza não somente instrumentos para fazer uma deliciosa comida, mas também peças lindas e decorativas para levar a mesa. Juntando funcionalidade, praticidade, qualidade e beleza na hora do preparo e do servir. Uma mesa bem posta, com saborosos pratos, torna os momentos com familiares e amigos mais prazerosos e emocionantes!

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BEM-VINDO AO CLÁSSICO Enquanto as tendências

se perder em conjecturas por

apontam para um estilo clean

um bom tempo. Inspirou-se em

e simplificado, com detalhes

recuperar a nostalgia clássica?

rápidos que somente ajudam

Então que tal dar uma nova

a conduzir uma visão atenta à

chance aos móveis clássicos

peça decorativa seguinte, a mo-

na decoração? Eles combinam

delagem clássica de ambientes

em qualquer ambiente do lar e

vai na contramão da contem-

agregam mais conteúdo, quali-

poraneidade.

dade visual, funcional e, claro,

O estilo decorativo clássico

mais estilo.

prima pelos detalhes com

A Triarte Móveis oferece o

exuberância e um forte e

requinte e a sofisticaçao do

demorado apelo estético, para

clássico para a sua casa.

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meio ambiente

CAMINHO DE IDA E VOLTA Os trajetos da logística reversa

m

Carol Bonamigo

uitas vezes não nos preocupamos com nossos hábitos de consumo. Trabalhamos para melhorar nossa qualidade de vida e o consumismo nos pega através do desejo.

NÃO ME DEIXE AQUI NO CHÃO, NO FRIO DA SOLIDÃO... – CHITÃOZINHO & XORORÓ

O desejo de ter e ser mais. A última moda,

o modelo mais avançado, a novidade de mercado. Em um espaço cada vez mais curto de tempo, os objetos se tornam obsoletos e defasados e, sem ao menos perceber, estamos gerando uma quantidade progressiva de resíduos. No que tange os equipamentos eletrônicos, poucas pessoas sabem como proceder quando é necessário descarta-los. Não se pode jogar no lixo comum nem destina-los à coleta seletiva. Então, o que fazer? De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei Federal n.12.305/10, é de responsabilidade das empresas fabricantes de bens de consumo o investimento na cadeia de logística reversa. O PNRS define a logística reversa como um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”. Torna-se, portanto, de responsabilidade da loja ou fabricante receber este material, quando descartado pelo consumidor, para que possa dar a destinação adequada. Mas, se as pessoas nem sequer separam corretamente o lixo orgânico do reciclá-

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Um levantamento feito pela Secretaria mostra que 40% destes materiais recebidos são provenientes de poda e capina. Na sequência vêm os eletroeletrônicos que correspondem por 35% e por último os eletrodomésticos, com 19%. No espaço estão dispostos quatro containers para o recebimento dos seguintes resíduos: Poda e capina (grama, galhos, poda, capina, roçada); Eletroeletrônicos (computadores, notebook, celular, monitor, televisor, pilhas e baterias. Deverão estar inteiros); Eletrodomésticos, metais e ferros (geladeira, fogão, máquina de lavar, micro-ondas, cadeiras de metal, estantes de metal, latas de tintas); Móveis (sofá, guarda-roupas, mesa, cadeiras de madeira, colchão, tábuas. Os móveis devem estar desmontados).

vel, será que estão preocupadas na hora de se desfazer de seus eletrônicos? “Infelizmente, se você não está constantemente

cobrado nada. E quando não tem condições de trazer, vamos buscar, desde comprovado baixa renda. Ou seja, temos possibilidades para que seja feito corretamente”, orienta Vanusa. Entre março e dezembro de 2016, 790 itens foram coletados no Ecoponto de Chapecó. Além disso, outro espaço funciona especificamente para a coleta de pneus, iniciativa que tem ajudado também no controle dos focos do mosquito Aedes aegypti. Opções existem, basta ir atrás e querer fazer o correto. FV

Alguns dos pneus arrecadados no Ecoponto são limpos e pintados para serem reutilizados na confecção de jardins pelos canteiros da cidade, especialmente em áreas antes usadas para descarte indevido de resíduos.

lembrando as pessoas do que eles devem fazer, elas não fazem. Forçados pela legislação, algumas administrações têm iniciativas de divulgar informações acerca deste assunto. Onde descartar pilhas, baterias e lâmpadas, por exemplo. E quando essas ações são divulgadas em forma de campanha, há um engajamento. A partir do momento que ela deixa de rodar, as coisas voltam à estaca zero”, afirma a engenheira ambiental Caroline Beutler. Para a profissional, além da pouca divulgação, falta interesse da população em se questionar sobre seus hábitos. “Se não sou afetado direta e imediatamente, não me importa. Vai passar o caminhão do lixo e isso deixa de ser problema meu. Na nossa cidade mesmo existem pontos de coleta para esses materiais, mas as lojas que vendem são obrigados, por lei, na teoria, a fazer a logística reversa desses produtos”, informa. Infraestrutura Urbana de Chapecó, Vanusa Maggioni, caso o consumidor possua o cupom fiscal e a empresa se recuse a receber o material para descarte, ele pode procurar a prefeitura, que fará a notificação ao fornecedor, sendo este orientado a não vender mais o produto. Mas no caso de não possuir o comprovante para solicitar a devolução ao fornecedor, o poder municipal dá outra solução. “Criamos um Ecoponto, que fica aberto diariamente, onde recebemos eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e podas de árvores. Basta trazer até aqui e não é

O Ecoponto dos pneus está localizado na Rua Israel, 240, Bairro Presidente Médici. Atende nas segundas e quartas-feiras, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Já o Ecoponto, para recebimento de resíduos volumosos, está localizado na Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura, Rua Sete de Setembro, nº 2063-E, também no Presidente Médici, próximo a UPA 24horas, e funciona das 7h às 13h.

FOTO CAROL BONAMIGO

De acordo com a Gerente de Resíduos Sólidos da Secretaria de

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espaço vip

OFFICINA PORTOBELLO SISTEMA DE PERSONALIZAÇÃO A Officina Portobello eleva de

superfícies e se recompõem a

forma exponencial as possi-

novas formas.

bilidades de personalização e

Objetos de design, mobiliário

exclusividade. Todo portifólio de

e bancadas, à medida que traz

materiais essenciais da arquitetu-

a combinação da maestria

ra está disponível para inúmeras

artesanal com equipamento e

combinações.

tecnologia de ponta, garantindo

A Portobello Shop Chapecó

precisão técnica e atenção minu-

oferece soluções únicas na arte

ciosa aos detalhes.

de porcelanataria, com cortes

Uma proposta de alta costura

especiais que ressignificam as

em porcelanato.

DE VERONA A CHAPECÓ • 2ª EDIÇÃO Escrita por Maria Adelaide Pasquali Hirsch, a obra “Ernesto Bertaso: de Verona a Chapecó” aborda fatos históricos das primeiras colonizações ocorridas no oeste catarinense, narrando a vida de Ernesto Bertaso, colonizador da atual Chapecó, que vindo da Itália desbravou as terras que até sua chegada eram apenas florestas. O livro narra todos os acontecimentos, em ordem cronológica, que se passaram nessas terras e com o principal personagem, Ernesto Bertaso, durante os anos de 1885 a 1960, trazendo diálogos que revelam as reais dificuldades dos primeiros imigrantes para organizar uma cidade, trazer colégios, hospitais, professores, projetar ruas, entre outras. A obra era sonho da autora, que desde a adolescência pensava em escrever sobre quem foi e a importância de seu avô, com a motivação inicial vinda da família, que sempre gostou de ouvir as histórias que ela contava sobre o homem que tinha desbravado a cidade onde moravam. Para embasar as histórias que a dona Maria contava, houve um trabalho árduo para procurar documentos, fotos, mapas e cartas, comprovando a veracidade das histórias. Então, em 2005, foi lançada a primeira edição do livro. Porém, com a obra esgotada, em 2017, “Ernesto Bertaso: de Verona a Chapecó” ganhou uma segunda edição, contendo mais detalhes e fotos que foram encontradas nesse meio tempo. O livro encontra-se a venda no Bangalô Boutique de Flores na rua Mal Borman 284. Na própria casa do protagonista do livro!

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Fonte: Argos


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registro

EMPRESÁRIO DO ANO 2017

o

diretor da Distribuidora Nilo Tozzo, Neloir Antônio Tozzo, foi eleito Empresário

Neloir Antônio Tozzo recebe a honraria.

do Ano 2017, no dia 23 de novembro, em solenidade que reuniu a comunidade eco-

va e decisiva para o desenvolvimento econômico, social e cultural

nômica de Chapecó no Clube Recreativo

do município e que, pelo seu exemplo, contribuem para estimular

Chapecoense (CRC). O evento, organizado pela Associação Co-

e elevar a representatividade da classe empresarial de Chapecó.

mercial e Industrial de Chapecó (ACIC), teve apoio institucional

O processo de eleição ocorre em duas etapas. A primeira foi cum-

do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE

prida no período de 30 de outubro a 17 de novembro, com vota-

e das Cooperativas de Crédito Sicredi Região da Produção RS/SC e

ção online. A segunda e última etapa foi a eleição, quando foram

Sicoob MaxiCrédito.

anunciados os três empresários de maior votação na primeira

A lista dos três empresários mais votados foi composta por Tozzo,

etapa e, logo após, os associados presentes votaram e escolheram

pelo diretor da Arcus Indústria Gráfica Cidnei Luiz Barozzi e pelo

quem recebeu o Troféu Nelson Galina e foi proclamado o Empre-

diretor presidente da Transportes Marvel Lodovino Costella.

sário do Ano 2017.

Tozzo agradeceu a família e aos colaboradores da empresa e assi-

Nico Tozzo tem 59 anos de idade, é natural de Chapecó e tem

nalou que irá respeitar com dignidade e lisura a honraria. Durante

formação superior em Administração de Empresas. Casado com

seu pronunciamento, lembrou da história de Chapecó, da qual

Cleusa Aparecida Tozzo e pai de André e Natália. Ocupou cargos

sua família faz parte, e das necessidades para a região continuar

em entidades empresariais e comunitárias. Atualmente, é diretor

crescendo. “Defendemos melhorias para a BR-282, para o abaste-

vice-presidente do Sicom e presidente do Conselho Empresarial

cimento de água, os contornos viários, entre outras. Precisamos

de Chapecó (CEC).

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planejar os próximos cem anos de Chapecó”.

TROFÉU ACIC DE EXCELÊNCIA

A iniciativa da ACIC chegou a 25ª edição. O presidente Josias Mas-

O evento contou também com a entrega do Troféu ACIC de Exce-

carello salientou que a outorga do Troféu Nelson Galina sagrou-

lência às empresas BRF, Cosegur Equipamentos de Segurança, Es-

-se um dos momentos mais importantes do calendário anual de

crita Contabilidade e Assessoria, Fluxo Eletrônica Industrial, Tría-

eventos. “Tornou-se uma homenagem revestida da mais alta cre-

de Inspeção Industrial e Unimed Chapecó. O objetivo da honraria

dibilidade e legitimidade pela forma democrática e transparente

é homenagear, anualmente, empresas ou instituições instaladas

como se elege o homenageado e pelos critérios observados na es-

no município de Chapecó que se destaquem pelos programas de

colha”, frisou.

qualidade que desenvolvem. O Troféu foi entregue pelo presiden-

A honraria foi inspirada no desejo de reconhecer lideranças de to-

te da ACIC Josias Mascarello e pelos vice-presidentes Cidnei Baro-

dos os setores da atividade humana que colaboram de forma efeti-

zzi e Gilson Confortin. FV

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FOTOS: DIVULGAÇÃO | MB COMUNICAÇÃO

unir forças, o setor produtivo e o poder público, para pensar e


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registro Vitor Bourguignon e Ana Luíza Teixeira

EX-INTEGRANTES DO MASTERCHEF BRASIL PARTICIPAM DE FESTIVAL CERVEJEIRO EM CHAPECÓ Vitor Bourguignon e Ana Luíza Teixeira mostram um pouco dos seus dotes culinários durante o 3º Rango Beer

o

empresário e músico Vitor Bourguignon já levava a culinária no sobrenome, muito antes de ser selecionado para a quarta temporada do reality gastronômico MasterChef Brasil, da Band TV. “O Bour-

guignon (famoso prato da culinária francesa) está no RG e no sangue também. Minha mãe tinha restaurante, então a cozinha era presente. Apesar da influência familiar, a paixão veio de maneira espontânea e foi mais aflorada a partir da adolescência, e o programa possibilitou esse atalho para que eu pudesse me dedicar à gastronomia como foco principal”, conta. Hoje, vivencia a sua verdadeira paixão participando de eventos, workshops, aulas show e palestras. E é para a terceira edição do

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Festival Rango Beer que ele veio pela segunda vez a Chapecó, no

Os chapecoenses puderam provar um pouco da culinária do Vitor

final de novembro, acompanhado de sua colega de programa e

e da Ana Luíza durante o Rango Beer – o maior festival de cervejas

agora de profissão, Ana Luíza Teixeira.

artesanais do oeste catarinense –, que aconteceu nos dias 24 e 25

A mineira de nascença, mas chapecoense de coração, também

de novembro, no Parque da Efapi. Foram mais de 150 torneiras

participou da quarta temporada do MasterChef Brasil e tem expe-

de 20 cervejarias diferentes e oito estandes gastronômicos, além

rimentado uma vida nova desde então. “A cozinha sempre foi o

de shows locais. “Nós viajamos tanto e fazemos tantos eventos

coração da casa e vivia lá, na barra da saia da minha avó. Sempre

fora, e é muito gratificante fazer também para a nossa cidade. É

quis fazer e viver da gastronomia, mas parecia um futuro distan-

importante prestigiar o nosso povo”, enfatiza Ana Luíza e Vitor

te. E o programa trouxe esse reconhecimento, uma credibilidade

completa: “Fui muito bem acolhido e estou feliz em estar de volta

para ajudar na carreira”, relata Ana.

a Chapecó”. FV

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diário de bordo

O Telhado do Mundo

Com as mãos ainda machucadas, ressecadas pelo enregelado enredo das montanhas que há alguns dias foram minha morada e minha provação, busco o traçado dos vocábulos para tentar expressar o inenarrável. E se a literatura me faltar neste breve relato, no qual deitarei as sensações que permearam os meus dias pelas montanhas nepalesas, na região do mítico Everest, conhecida como o telhado do mundo, não é por lassidão, tampouco por falta de atrevimento. Texto e fotos Marlon Macarini

h

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á pouco mais de uma semana, após treze

Mesmo habituado com atividades físicas, fui orientado pelo coach

intensos dias de caminhada por diversos

Zé Murillo, do box de Crossfit Tukaha, de Florianópolis, que dis-

cenários e geografias, circundado pelas mon-

pensou especial atenção ao meu preparo físico para enfrentar essa

tanhas mais altas do planeta, sob a atroz

caminhada. À parte disso, o que me preocupava realmente era a

manifestação do frio, com todos os recantos

questão da altitude. Na travessia, haveriam altitudes superiores a

do corpo e alma entregues à caminhada, eis-me aqui, satisfeito, re-

5.000 metros, e a possibilidade de ser vítima do “mal de altura” era

lembrando os dias que compuseram essa sinfonia sem precedentes

bastante considerável.

em minha vida, na qual todos as nuanças confluíram para o clímax

Além disso, minha ideia era empreender a caminhada sem a ajuda de

orquestral, em que meus olhos pousaram pela vez primeira nos ex-

guias, o que é bastante incomum (e não recomendado), e sem o auxí-

travagantes contornos do Everest.

lio de porteadores (pessoas locais que carregam considerável quantia

Em minhas viagens, busco sempre realizar alguma caminhada por

de peso, nesse caso, pesadas mochilas e suprimento).

lugares inóspitos, festejados pelas belezas naturais. Fui atrás de infor-

Alguns cuidados foram necessários, como contratação de seguro de

mações para realizar o circuito de trekking denominado Everest Base

viagem, evacuação por helicóptero (em casos de emergência, é a úni-

Camp entre os meses de outubro e novembro deste ano.

ca saída das montanhas) e checklist do equipamento necessário para

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a realização da caminhada. Saindo de São Paulo, cheguei a Delhi, capital indiana, de onde fui até Kathmandu, no Nepal. Na caótica Kathmandu, comprei roupas que necessitaria para a trilha, ouvi alguns relatos de viajantes que haviam retornado de outros circuitos pela região dos Himalaias e come-

Os lagos, poeticamente azuis, esverdeados, em tons de cinza. Em consonância com a opulência das montanhas, formavam o retrato ideal e idílico da Liberdade.

cei a considerar a possibilidade de estender meu trekking para outro circuito, chamado Três Passos. Trata-se de uma variação do Everest Base Camp com a adição de três grandes passos de montanha, caminhada para a qual recomendam os manuais seja feita com a presença de guia e com o mínimo de 18 dias. Eu contava com 16. E considerei. Embarquei no voo para Lukla, vilarejo de onde começaria o trekking e onde está localizado o aeroporto considerado o mais perigoso do mundo, devido à curta pista de aterrissagem que termina em um abismo.

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diário de bordo

As mais ímpares sensações tomaram o meu corpo durante os 125 quilômetros percorridos nas montanhas nepalesas, sendo que em três oportunidades estive sobre o ápice da geografia. E que imagem meus sentidos aprenderam sobre esses cumes!

Já nos primeiros passos da trilha, meu corpo convulsionou em um cataclismo de gratidão. Eu estava no Nepal, sozinho, levando meu livro preferido e alguns biscoitos

O Lhotse, imponente, muitas vezes encobrindo seu mestre, a maior dentre todas, em tons alaranjados e vermelhos ao pôr do sol sobre as rochas brutas do Gokyo Ri!

para o café da manhã e algumas bolachas para o lanche da tarde, indo em direção ao completo desconhecido. Silenciei na primeira parada, e lembrei-me do porquê de sempre buscar o ato de viajar: Luta. Nunca empreendi uma viagem para encontrar conforto, ou descansar o peso da rotina esmagadora daqueles que precisam lutar para sobreviver em uma sociedade assolada pela falta de sentido, como a nossa, mas, sim, todo movimento empreendido foi visando à desconstrução, à implosão de ideais alheios e de vícios impostos. Buscando me retemperar nas águas frescas do Desconhecido, iniciei essa minha nova batalha, expus-me

O Everest, revestido de um manto dourado no topo do Kala Patthar, a 5.550 metros!

ao risco, à dor e à plena entrega. O primeiro dia de caminhada foi responsável pela minha escolha quanto ao trajeto que percorreria. Tendo caminhado por oito horas quase que ininterruptas - a única parada foi para almoço -, o que era para ter sido feito em dois dias, eu acabava por finalizar em apenas um. Meu corpo havia respondido positivamente a minha curiosidade, e em perfeita simbiose com o meio que se apresentava, entregamo-nos por completo à jornada. Os dias que se sucederam aos primeiros vinte quilômetros desenhados por meus pés já no início da caminhada foram repletos de complexos sentimentos, equiparados à geografia diversa que se apresentava, ora desértica, ora rochosa, ou por meio de bosques frondosos, rios e cachoeiras de água transparente. O sol, embora tímido

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algumas vezes, esteve presente por toda a caminhada, e o céu, monocraticamente azul, foi alento para meus olhos e meu corpo cansado, quando me permitia deitar à relva fresca ou sobre as convidativas pedras do caminho. Enfim, embora não tradicional o relato, pois não me ative aos detalhes técnicos da viagem, posso dizer, com palavras emprestadas, que existe tanta beleza no mundo, que às vezes

O Ama Dablam, minha montanha favorita, em nuances rosados e azuis no crepúsculo!

chega a doer. É necessário apenas ter olhos e coragem para vê-la, sentidos resilientes e persistência para ser palco às maravilhas que o desconhecido pode proporcionar e finalizo, não sem despejar um pouco de nostalgia no verbo, descrevendo a minha chegada em Namche Bazaar, no primeiro dia de trilha, quando minhas preocupações todas foram deitadas por terra e senti plenamente a presença do Divino abençoando minha ousadia: Eram quase cinco horas da tarde, e o céu já anunciava tonalidades escuras. Não havia pôr do sol naquele dia e as nuvens formavam um pesado cobertor invernal. Minhas pernas fraquejavam após oito horas de intensa caminhada e centenas de metros de desnível. Adentrava nas ruas calçadas do vilarejo, e lojinhas de diversidades amontoavam-se uma trás outra. Não mais que cinquenta metros caminhando pelo pavimento, detive-me em uma esquina, e estático inspirei profundamente o ar que já não mais se apresentava em abundância. Fechei os olhos nesse instante e tornei a abri-los quando meus sentidos inclinavam-se todos à audição: de longe eu reconhecia os acordes da música que fora responsável pela composição de minha alma viajante, a voz inigualável de Chris Cornell destilava o poema de meus dias, ali, na chegada, como se esperasse a minha presença, nas montanhas, oriunda de um pequeno estabelecimento onde não havia ninguém, mas ele, e eu, ambos tempestade, ambos o firmamento, a noite e a estrada... FV 45


espaço vip

RECESSÃO GENGIVAL As recessões gengivais são um motivo frequente de consulta. “Elas provocam no paciente o temor da perda de um ou mais dentes e, ao mesmo tempo, causam um aspecto antiestético que torna o dente ‘maior’ em relação aos demais e também podem apresentar hipersensibilidade radicular provocada principalmente por estímulos térmicos,uma vez que a raiz do dente fica exposta ao meio bucal”, explica o cirurgião dentista Lenoir Giachim. Opções de tratamento existem há várias décadas e são constantemente aprimoradas, devido ao fato de esses tratamentos ocuparem um lugar importante em cirurgia plástica periodontal. A avaliação clínica é a melhor conduta para diagnosticar as causas e, ao mesmo tempo, definir qual melhor forma ou técnica de tratamento. “Uma das maneiras de corrigir este defeito é a cirurgia plástica periodontal, através da retirada de tecido gengival do próprio paciente e enxertando no local com defeito. Desta maneira cria-se uma gengiva mais resistente na volta do dente e corrige esta recessão, recobrindo a raiz desnuda, devolvendo a estética natural dos dentes”, indica Giachim.

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FLASH VIP


VERITÀ LINGERIE MARCAS RENOMADAS QUE DITAM TENDÊNCIA EM MODA ÍNTIMA O verão traz muitas novidades para

ditam tendência e estilo nas passarelas

Hope, Capricho, Fruit de La Passion.

dentro da Verità Lingerie, em Chapecó.

do mundo.

Já na linha de lingerie noite, Daniela

São diversas as marcas em moda íntima,

Sutiãs, calcinhas, camisolas, conjuntos

Tombini, Lua Luá, Recco, Sonhart e

praia, cama e banho. Além da varieda-

de lingerie sexy, corselets, robes, meias e

Mensageiro dos Sonhos.

de de estampas, cores e tamanhos que

acessórios para o público feminino. Os

Na linha de cama e banho, peças con-

homens também

fortáveis para combinar perfeitamente

merecem um

com a beleza de uma toalha e roupa de

espaço na Verità,

cama tecida com materiais de qualida-

com uma linha

de e de bom gosto. As marcas Karsten,

completa de pija-

Altenburg e Sonhart trazem uma linha

mas, robes, cuecas

elegante e sofisticada para pessoas

da Calvin Klein e

exigentes.

UPMAN.

Com a chegada da estação mais sensual

No setor de Linge-

do ano, a moda praia vem com as novi-

rie dia, as opções

dades das griffes BlueMan, Cia Maríti-

variam entre

ma, Mar Rio, New Beach e Sol e Energia,

Plié, Valisere, Liz,

para todos os gostos e estilos.

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espaço vip

FISIOTERAPIA A DOMICÍLIO Procedimentos operatórios muitas vezes impossibilitam o paciente na locomoção. Pensando na dificuldade de mobilidade a fisioterapeuta Danielle Almeida iniciou atendimento a domicilio. Com indicações especiais em pré e pós-operatórios de cirurgias pulmonares e cardiológicas, fisioterapia respiratória adulto e pediátrica, apnéia do sono e ventilação mecânica não-invasiva com adaptação de CPAP/ BIPAP. Acessibilidade e tratamento de qualidade para o paciente, além de proporcionar tranqüilidade e conforto aos familiares. Para maiores informações: (49) 99175.6192 // danialmeida_21@yahoo.com

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FLASH VIP


REVISTA EM QUADRINHOS “GUERREIROS DA CHAPE” O Artista Plástico Samicler

que vestem as cores do time.

Gonçalves lançou sua mais

Samicler é conhecido por

nova obra em novembro, a

personagens famosos como

HQ “Guerreiros da Chape”.

o Cometa, a primeira revista

Com o objetivo de comemorar

em quadrinhos de Chapecó,

os 100 anos do município e

lançada em 2007.

fazer uma homenagem aos

Também foi parceiro

jogadores da Chapecoense,

da revista Flash Vip, na

vítimas da tragédia no último

qual criou uma história

ano, produziu uma revista em

exclusiva com personagens

quadrinhos com super- heróis

chapecoenses.

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A linha nada tênue entre o elogio, a inconveniência e o assédio. reportagem Carol Bonamigo

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FLASH VIP

FOTO CLAUDIA SORAYA ON UNSPLASH

A CULTURA DO SILÊNCIO


*OS NOMES DAS ENTREVISTADAS FORAM TROCADOS, PARA PRESERVAR AS SUAS IDENTIDADES.

m um comercial de cosméticos uma

tamentos predatórios de grandes figurões na indústria

mulher se arruma em frente ao espe-

cinematográfica, pelo menos desta vez algumas pessoas

lho. Ao sair de casa, atrai olhares de

não estão saindo impunes. Weinstein, por exemplo, foi

desejo e admiração por onde passa.

expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográ-

Ela se sente linda e quer que sua be-

ficas, do maior sindicato de produtores de Hollywood,

leza seja notada.

da companhia que fundou e está sendo investigado pe-

Existe um senso comum na sociedade que a mulher

las polícias de Los Angeles, Nova York e Londres. O ator

quer provocar. Se usa uma saia curta, se está com os

Kevin Spacey – acusado de ter assediado o ator Anthony

cabelos esvoaçantes, se está maquiada, se a roupa é jus-

Rapp há 30 anos – teve a série que estrelava, House of

ta, tudo foi milimetricamente pensado para um úni-

Cards, suspensa temporariamente pela Netflix e foi

co objetivo: seduzir. E isso é, no mínimo, uma falácia.

substituído por Christopher Plummer na produção do

Queremos, sim, ser percebidas, mas queremos, acima

longa Todo o dinheiro do mundo.

de tudo, sermos respeitadas.

Parece que a sujeira se acumulou demais e começou a

Pensamentos como este fazem a pessoa questionar-se

transbordar por debaixo dos tapetes hollywoodianos.

caso acabe por suscitar um comportamento indesejado. “O que eu fiz para dar liberdade de ser tratada assim?”, seguido de “o que eu faço depois disso?”. Os escândalos permeando o mundo do cinema no mês de novembro estão aí para nos mostrar que não é nada

Predador e presa

.

fácil lidar com o assédio sexual. Harvey Weinstein, um

Esses acontecimentos levantaram uma discussão sobre

dos produtores mais poderosos de Hollywood (responsá-

o assédio sexual e o quanto os agressores exercem seu

vel por filmes como Pulp Fiction, Shakespeare Apaixonado

controle sobre quem bem entendem, quando em posi-

e Gangues de Nova York), foi acusado por quatro mulheres

ção de poder. O assédio é qualquer tipo de coerção de

de assédio sexual e contatos físicos indesejados. Bastou

caráter sexual praticada, geralmente, por uma pessoa em

o assunto vir à tona para dezenas de outras vítimas apa-

posição hierárquica superior em relação a um subordina-

recerem. Atrizes, modelos e assistentes relataram terem

do, no trabalho, na escola, na universidade ou até mes-

passado por situações constrangedoras em denúncias

mo em casa. Uma proposta para passar de ano, para ser

que datam há 30 anos. Nomes famosos como Angelina

efetivada no emprego, para subir de cargo. Mas pode

Jolie e Uma Thurman engrossam a lista. E por que de-

começar como algo bem mais sutil.

morou tanto tempo para as denúncias aparecerem? “Não

Foi o que aconteceu com Ana*. Aos 18 anos começou

sabia como proceder sem prejudicar meu futuro profis-

a trabalhar como auxiliar administrativo de um empre-

sional”, disse a atriz Lupita Nyong’o, uma das assediadas

sário e demorou a perceber que os comentários tecidos

por Weinstein, em entrevista ao The New York Times.

pelo chefe eram mais que meros elogios. “Ele sempre di-

E este não foi o único relato. Encorajados pelo “basta”

zia que me achava bonita, elogiava minhas roupas, meu

dado a essa “conspiração do silêncio”, vários outros casos

cabelo, mas nunca me importei. Não achava aquilo er-

vieram a público. Embora não seja de hoje os compor-

rado. Apenas agradecia e continuava a trabalhar”, conta.

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Hoje, aos 27 anos, Ana sente a repercussão do episódio

seu chefe era casado, com um filho adolescente e amigo

na sua vida. Tornou-se mais retraída com colegas de tra-

de seu pai. Ou pelo menos era o que achava. Ao longo

balho e desconfiada com seus chefes. “Agora, quando

de um ano, Ana lidou com as conversas cada vez mais

entro na sala do meu chefe já fecho todos os botões da

invasivas e convites para tomar café fora do escritório.

camisa. Tenho receio de trabalhar de saia, para ninguém

“Sentia algo me incomodando, mas não sabia dizer o

achar que estou me oferecendo. E tento manter a dis-

que era. Parei de me arrumar para trabalhar, só deixava

tância, principalmente com homens mais velhos. Se um

os cabelos presos, usava apenas calça e camiseta fechada

homem mais velho me elogia, travo e sinto vontade de

até o pescoço e vestia casaco em pleno verão. Não queria

chorar. Porque um garoto te falar bobagens e fazer pro-

ser notada por ele”, lembra.

postas, infelizmente é corriqueiro. Mas uma pessoa de

Tímida e sem saber como impor limites, continha-se

meia idade não age na impulsividade, é premeditado. E

apenas a sorrir em agradecimento. Isso foi o suficiente

isso é ainda mais assustador”, lamenta.

para o chefe. Um dia, ele ofereceu carona para Ana, após

Segundo a psicóloga Ieda Dreger, o sentimento de Ana é

o expediente. No caminho, a garota percebeu que estava

muito comum em vítimas de assédio. “Existe uma visão

bem longe de casa. Quando o carro parou em frente a

social preconceituosa de que é a mulher quem provoca o

um motel, ficou estupefata. “Ele disse que iríamos con-

homem. É ela quem joga charme e se insinua. Por outro

versar e eu imediatamente reagi. Disse que aquilo era um

lado, é da nossa natureza humana sempre se perguntar

absurdo e perguntei o que tinha feito para ele pensar que

se eu não tive culpa também do que aconteceu. Então,

poderia tomar aquela atitude. Ele apenas respondeu que

quando ocorre o assédio, a mulher procura um motivo e

eu nunca tinha dito nada sobre os elogios recebidos. Mas

logo se sente culpada, porque teria sido ela a abrir cami-

não havia nada a ser dito. Apenas desci do carro e liguei

nho para isso”, afirma a especialista.

para o meu irmão me buscar”.

Sentir-se responsável, de acordo com Ieda, afeta a auto-

Ana contou ao pai o ocorrido, mas não quis seu envol-

estima e pode ocasionar o surgimento de dificuldades de

vimento. Pediu demissão e fez questão de dizer pesso-

relacionamentos com outras pessoas, inclusive no âmbi-

almente o motivo ao chefe. Entretanto, carregou por

to sexual. “Algumas mulheres escondem o trauma de si

muito tempo a sensação de ter sido responsável pela si-

mesmas. Mas é preciso falar, colocar para fora os senti-

tuação. “Chorava e me culpava. Achava que tinha feito

mentos e reelaborar o acontecimento”, orienta.

algo para dar essa liberdade a ele. Repassava na minha cabeça tudo o que aconteceu. Em vários momentos, durante aquele ano, cheguei a achar que ele estava dando em cima de mim, mas nunca comentei nada, pois não

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FLASH VIP

queria acusa-lo de algo que poderia estar apenas em mi-

Dormindo com o inimigo

.

nha cabeça. Imagino quantas outras meninas passaram

Uma pesquisa divulgada pela organização internacional

pela mesma situação com ele. Eu pude dizer ‘chega’, mas

ActionAid em 2016, revelou que 86% das brasileiras já

quantas devem ter se submetido ao assédio por precisar

sofreram algum tipo de assédio em público. Contudo,

do emprego?”, recorda.

não é preciso dados oficiais para sabermos que isso é

*OS NOMES DAS ENTREVISTADAS FORAM TROCADOS, PARA PRESERVAR AS SUAS IDENTIDADES.

E ela não tinha motivos para se preocupar, uma vez que


O art. 216-A do Código Penal O delegado da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Chapecó (DPCAMI), Rodrigo Silva Moura, orienta para a pessoa que for vítima de assédio sexual a registrar o fato para chegar ao conhecimento da Polícia Civil, mas é preciso manifestar explicitamente a vontade de que a investigação prossiga. “O crime de assédio sexual é um crime contra a dignidade sexual da vítima e, como a maioria desse tipo de delito, é sujeito à ação penal ‘condicionada à representação’, ou seja, a investigação e processamento judicial do delito exigem a manifestação de vontade da ofendida nesse sentido. Essa diferenciação é feita pela lei penal para proteger a intimidade das vítimas, que muitas vezes preferem que o fato, muito embora conhecido da polícia, não seja investigado, a fim de não lhe causar ainda maiores danos, como difamação e represálias”, explica Moura.

Esse é um dos motivos para o número de denúncias ser tão pequeno. Apenas 50 casos foram registrados na DPCAMI entre 2015 e 2017. Mas não é tão simples criminalizar o assédio. “Não se pode confundir o ‘assédio sexual’ em sentido genérico com o ‘assédio sexual’ criminoso previsto no art. 216-A do Código Penal. Nem tudo que é tratado como ‘assédio’ é crime. Para que seja criminoso, não basta que a conduta do autor cause na vítima algum tipo de desconforto ou constrangimento. Primeiramente, é indispensável que o autor seja superior hierárquico ou exerça sobre a vítima algum tipo de ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função, e se valha dessa condição para constrangê-la. Além disso, é necessário que o intuito (o dolo) do autor seja obter da vítima algum tipo de favor ou vantagem sexual”, esclarece.

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Ser vista como um “pedaço de carne” sempre foi algo

de ônibus, um assobio, um elogio ou até um suspiro mais

incômodo para ela em qualquer ambiente. “Os homens

longo pode soar ofensivo, especialmente quando vem

acham que são sutis, mas eles não são. Você tem que

acompanhado de olhares e gestos maliciosos. “O princí-

aturar abraço demorado, beijo molhado no rosto, na

pio da cantada na rua não é o elogio. Não é a proposta,

mão, um excesso de toque que faz você se sentir violada.

o convite. Pelo contrário, é o insulto. É a dominação. É

Costumava achar que era algo de hierarquia, mas isso já

lembrar quem manda aqui. Todos os homens se acham

aconteceu com colegas em posição até abaixo da minha.

no sagrado direito de avaliar o corpo de uma mulher. Só

No trabalho sou vista como grossa, e tenho que ser, por-

porque ele é homem, ela é mulher, e uma sociedade pa-

que se você falar alguma coisa, ainda corre o risco de ser

triarcal totalmente ultrapassada decidiu que ele pode”,

taxada de louca ou pior, ser mandada embora”.

critica Ieda.

Com problemas de autoestima logo cedo, Julia passou

Julia* tem 31 anos e convive com isso desde a adolescên-

a tolerar calada certos tratamentos para ser aceita em

cia, assim como quase toda população feminina. “Fui

amizades e relacionamentos. O fundo do poço, conside-

sexualizada pelos outros muito cedo. No colégio, davam

rado por ela, foi atingido em seu casamento. Foram qua-

apelidos porque tinha curvas, os meninos passavam a

tro anos em uma relação extraindo cada gota de amor

mão na minha bunda sem o meu consentimento. E todo

próprio da sua essência. “Só me preocupava em atingir

mundo agia como se fosse um comportamento normal.

as expectativas dele e não as minhas. Com o passar do

Nós não temos noção de como isso é agressivo quando

tempo, fui me sentindo novamente um objeto, mas des-

somos novas”, desabafa.

sa vez pelo meu marido”, relembra.

“

VOCÊ TEM QUE

ATURAR ABRAÇO

DEMORADO, BEIJO

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FLASH VIP

No início, as críticas vinham disfarçadas de elogios, minando a sua confiança pouco a pouco. Frases como “você vai ficar muito melhor se emagrecer um pouco mais” eram constantes no seu dia a dia. O incentivo não era para melhorar enquanto pessoa, mas melhorar esteticamente para agradar outra pessoa. “Quando saíamos jantar, ficava nervosa uma hora antes, pois eu estava

MOLHADO NO

com fome e não poderia comer o que queria porque ele

ROSTO, NA MÃO, UM

Julia demorou a perceber que estava em um relaciona-

estaria de olho e me repreenderia”.

EXCESSO DE TOQUE

mento abusivo e, quando se deu conta, foi todo um pro-

QUE FAZ VOCÊ SE

em dar um basta. “Meu chão caiu de vez quando, em

SENTIR VIOLADA

Não consegui ter uma reação. Demorei um mês para

cesso de recuperação da autoestima para ter confiança uma briga, ele disse que só dormia comigo por pena. processar que tinha ouvido isso. Esgotei em todos os sentidos. Sofria assédio moral e sexual dentro do meu

*OS NOMES DAS ENTREVISTADAS FORAM TROCADOS, PARA PRESERVAR AS SUAS IDENTIDADES.

real, basta sair de casa. Ao caminhar pelas ruas ou andar


“

QUE TAL, A PARTIR DE AGORA, AO INVÉS DE

CANTARMOS ‘COM QUEM SERÁ QUE A MENINA VAI CASAR’ NAS FESTINHAS DE ANIVERSÁRIO,

COMEÇARMOS A PERGUNTAR ‘QUEM VOCÊ SERÁ QUANDO CRESCER?’”

casamento. Lembro-me de várias vezes ele me pegar com

manidade. “Quanto mais mulheres denunciarem, mais

mais força para fazer sexo e eu ficar imóvel, de olhos fe-

estaremos saindo da ideia da normalidade, que homem

chados, apenas rezando para aquele momento acabar

pode fazer e está tudo bem. Quanto mais silenciosas fi-

e ele sair de cima de mim”, recorda, com lágrimas aos

carmos, mais estaremos contribuindo para sermos vistas

olhos.

com inferioridade”, ressalta. Pensamento este compac-

Mas as lágrimas, que não chegam a cair, não são de tris-

tuado tanto por Ana quanto Julia. Ambas conseguiram

teza ou derrota, mas raiva de consentir a viver assim por

quebrar o ciclo destrutivo em que se encontravam e

tanto tempo. Embora se sinta uma mulher renovada e,

esperam que as suas histórias ajudem mais mulheres a

acima de tudo, apaixonada por si mesma, Julia guarda

fazer o mesmo. “Fala-se muito em empoderamento fe-

com pesar tudo que passou. “É preciso superar, mas é

minino, mas nós devíamos empoderar as meninas de

importante lembrar, para não deixarmos acontecer no-

10 anos, para que elas se amem mais, se sintam fortes

vamente. Na época, tinha vergonha de conversar com

e confiantes, para que elas tenham uma adolescência

minhas melhores amigas, pois não conseguia admitir

e uma fase adulta mais certas do que querem. Nós nos

para mim mesma o que estava acontecendo. Demorei

preocupamos numa fase em que a mulher já sofreu de-

a chegar até aqui (faz quatro anos que me separei), mas

mais. Seria importante tentar evitar ou minimizar esse

hoje não admito ser tratada como um objeto”.

sofrimento, porque ele não será apagado jamais”, afir-

Há um julgamento da sociedade com as mulheres que se

ma Julia e sugere: “Que tal, a partir de agora, ao invés

encontram em situações nas quais são coagidas a aceita-

de cantarmos ‘com quem será que a menina vai casar’

rem certos abusos. E a culpa disso, na visão da psicóloga

nas festinhas de aniversário, começarmos a perguntar

Ieda, é justamente o comportamento machista da hu-

‘quem você será quando crescer?’”. FV

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espaço vip

UNIMED CHAPECÓ ALCANÇA NÍVEL MÁXIMO .NA CERTIFICAÇÃO DA OPERADORA

HOSPITAL

A Unimed Chapecó comemora a Certificação da Operadora nível 1 (máximo) –uma conquista inédita no Estado emitida pela A4 Quality –, entidade acreditadora homologada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O resultado demonstra que a cooperativa médica cumpre com o compromisso de oferecer excelência no atendimento, além de priorizar o aprimoramento contínuo da gestão e eficiência nos processos.

PLANO DE SAÚDE

O diretor de marketing e relacionamento da Unimed Chapecó, Dr. Rovani José Rinaldi Camargo, destaca que a iniciativa é resultado do comprometimento e dedicação de toda equipe, formada por quase mil colaboradores. ‘‘Avaliamos essa conquista como reflexo do trabalho de uma equipe comprometida, focada e determinada. Temos um time de primeira linha que não mede esforços para abraçar uma causa e atingir os objetivos. Com segurança, podemos dizer que somos top 10 dentro do sistema Unimed’’.

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FLASH VIP

Excelência em gestão.


HOSPITAL UNIMED CHAPECÓ CONQUISTA SELO MÁXIMO DA ACREDITAÇÃO HOSPITALAR

Há seis anos em Chapecó, a

Excelência! Esta é a palavra que justifica o selo de Acre-

Avanto Comércio de Vidros atua

ditação Hospitalar nível 3 conferido recentemente ao

na distribuição da linha de vidros

Hospital Unimed Chapecó pela Organização Nacional de

temperados. São portas, janelas, box

Acreditação (ONA). O órgão é responsável por promover a

para banheiros e sacadas.

implantação de um processo permanente de avaliação e de

Neste ano de 2017, iniciou no

certificação da qualidade dos serviços de saúde.

ramo de decoração com produtos

O diretor técnico do hospital e coordenador médico do

diferenciados em móveis e

Núcleo de Segurança Assistencial e Qualidade em Saúde

painéis em espelho, aproximando

(NSA/NQS), Dr. Edson Stakonski, explica que a excelên-

delicadeza e sofisticação, é uma

cia do nível 3 é a garantia de que os resultados das boas

opção a mais na hora de decorar.

práticas assistenciais (processos, linhas de cuidado e dos

Além de projetos por encomenda,

protocolos) estão difundidos na organização desde a lide-

também um showroom com

rança até a operação.

peças a pronta entrega: cristaleiras,

REFLEXO DA BELEZA

cômodas, buffet, aparadores e mesas. Tudo na linha de vidro e espelhos.

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bastidores

“

FAZER O TRABALHO NA

I NS P I RAÇÃO F E M I N I NA O conceito por trás da capa da FV

Texto CAROL BONAMIGO Fotos FERNANDO NAVARRO

A

s musas, na mitologia grega, eram responsáveis por inspirar os seres huma-

nos para criações artísticas e científicas. Até hoje, a palavra é utilizada para referenciar as mulheres que, de alguma forma, influenciam outros em seus

pensamentos e ações.

Para o editorial de moda desta edição da Revista Flash Vip foram escolhidas, dentre

uma grande lista, oito personalidades para ilustrarem as páginas seguintes. Oito mulheres que, em suas áreas de atuação, foram importantes para a história. Mulheres que

servem de exemplo para outras mulheres e, por que não, todo o mundo. Mulheres que foram mais que ícones de beleza e estilo, mas lutaram por suas causas.

“Quando começamos a conversar sobre o editorial, entramos em um consenso que precisaríamos falar sobre as mulheres, por tudo que está acontecendo na nossa sociedade – que também acabou pautando a matéria principal desta edição da FV. A ideia foi trazer, principalmente, a força feminina e mexer com os ícones que fizeram história”, explica a produtora de moda e maquiadora Crys Orlandin. Desafio dado, toda a equipe trabalhou em sintonia na releitura das personalidades, elegendo cuidadosamente cada elemento presente. “Escolhemos personagens diferentes para trazer uma maior representatividade. Quisemos trazer para a moda uma forma de expressão dessas personalidades, pois, além dessas mulheres serem e terem sido artistas, elas também inspiram muito”, afirma a produtora de moda Jaqueline Oliveira.

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FLASH VIP

HORA E COM REFERÊNCIAS MUITO FORTES É UMA

IMENSA RESPONSABILIDADE. ISSO MOSTRA COMO A ARTE

E A MODA PODEM CAMINHAR MUITO PRÓXIMAS E ACABA

SENDO MAIS UMA BASE PARA O MEU TRABALHO” - Digo Cardoso


INTERVENÇÃO

Para ilustrar – literalmente – as fotos, o artista Digo Cardoso foi convidado a imprimir sua visão das musas escolhidas, com pinturas exclusivas. “Todo trabalho é um desafio, mas esse foi ainda maior por ser bem diferente do que estou habituado. Fazer o trabalho na hora e com referências muito fortes é uma imensa responsabilida-

ARTÍSTICA

de. Isso me mostra como a arte e a moda podem caminhar muito próximas e acaba sendo mais uma base para o meu trabalho”, conta Digo. “Acrescenta muito no processo, além de trazermos as telas de um artista, estamos fazendo isso no momento, em tempo real, e todos estão podendo sentir essa inspiração ao mesmo tempo. A equipe de produção, as modelos, o fotógrafo”, completa Jaque. E tudo isso foi captado pelas lentes do fotógrafo Fernando Navarro que, desde o início da concepção do tema, esteve presente nas pesquisas e referências para estar afinado com a equipe durante o editorial. “Um desafio captar tudo, a arte do Digo, a beleza das modelos, os looks, e que isso fique à altura da FV. Foi inovador para mim. E a experiência linda”, relata Fernando. E o resultado dessa releitura você confere nas próximas páginas da Flash Vip. Inspire-se também! FV

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Acessรณrios Tania Peserico


Respeita as Mina A moda como ferramenta de empoderamento feminino.

Produção e styling CRYS ORL ANDIN e JAQUELINE OLIVEIRA Fotos FERNANDO NAVARRO

Grafite e ilustração DRIGO CARDOSO Modelos CAROLINA TESTON , DAIANE KRZ JZAMIACK , IVANA DUARTE e TALÍA LEITE Make CRYS ORL ANDIN Cabelo GABRIEL CERUT TI Assistentes de produção CARL A HIRSCH , CAROL BONAMIGO , DUANA SCUSSIATO ,

e FERNANDO SBRUZZI


Lady Di “Faça ações aleatórias de caridade, sem expectativa de recompensa, acreditando que um dia alguém possa fazer o mesmo por você.”

Vestido e bolsa Lez a Lez, anel, colar e brinco Tania Peserico


“A liberdade é viver sem medo.”

Nina Simone

Saia e cropped Loov, brinco e colar Tania Peserico, lenço Samarga Fran e sandália Mr. Cat


“A dor, o prazer e a morte não são mais do que o processo da existência. A luta revolucionária neste processo é uma porta aberta à inteligência.”

Frida Kahlo

Vestido e quimono Samarga Fran, colares, pulseiras e aneis Tania Peserico e leque acervo da produção


“Não me alimento de 'quases', não me contento com a metade! Nunca serei sua meio amiga, ou seu meio amor. É tudo ou nada.”

Marilyn Monroe Robe e lingerie Verità, acessórios Tania Peserico


“Pelo caminho de espinhos avistei um mar de rosas.”

Rita Lee

Calça, camisa, colete e bota Upside Beagle, colar Tania Peserico e óculos acervo da produção


Blusa, cinto e conjunto em jacquard Manias, aneis e colares Tania Peserico, sapatilha Mr. Cat

“As pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas.�

Audrey Hepburn


“Meu choro não é nada além de carnaval. É lágrima de samba na ponta dos pés.”

Vestido e casaco Wanabe, aneis, colares e brincos Tania Peserico

Elza Soares


“Seja você, e seja impecavelmente você. Isso é coisa para campeões.”

Lady Gaga

Estola, saia, blusa e cinto em couro e bolsa Gabardina, colar, pulseiras e aneis Tania Peserico


saúde

SONHANDO COM ANJINHOS Rodrigo Kohler Muito motivado por um momento em particular que estou passando, – mágico, diga-se de passagem - vejo a necessidade de destacar algumas idéias sobre o sono de bebês. A necessidade de conhecer melhor o assunto surge quando os pais se deparam com inúmeras noites mal dormidas. Lógico que não há uma fórmula mágica ou

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Algo muito popularmente comentado é que o bebê “trocou o dia

quanto os pequenos.

pela noite”. É possível, e nos primeiros três meses é frequente que

Para muitos bebês dormir é um desafio. O padrão de sono passa por

seu bebê não perceba bem a diferença entre o dia e a noite. Isso já

uma mudança radical nos primeiros 6 meses, principalmente na

estará melhor resolvido até os seis meses, a rotina mais uma vez vai

concentração e consolidação das horas de sono. Um bebê de 0 a 3

colaborar nesse sentido. Sinalize para o bebê que é hora de reduzir o

meses tem necessidade de 11 a 19 horas de sono, enquanto dos 4 aos

ritmo: escureça o quarto e diminua estímulo sonoro e visual. Alguns

11 meses, se aproxima de 10 a 18 horas. A adaptação desse processo

bebês podem relaxar e dormir melhor com um banho, uma canção

depende do tempo, mas, alguns outros fatores podem ajudar.

ou conversa baixa, entretanto, para outros isto pode despertar ainda

Os pais têm papel importante no sono dos bebês. São poucos os que

mais (observe no seu bebê). A chamada “naninha” (algum objeto

aprendem como adormecer sozinhos (seja chupando o dedo, segu-

macio para segurar até dormir) pode ajudar para alguns como um

rando um paninho ou se embalando), todos os outros são ensinados.

marco que o acalme ao despertar durante a noite por exemplo.

Algo consistentemente, visto na literatura, é a relação entre o envol-

Como já dito, vincular o sono a um hábito dos pais (como o colo,

vimento noturno dos pais e os problemas do sono infantil. Em com-

por exemplo) pode ser prejudicial para ambos. Para facilitar, após

paração com os bebês que adormecem no berço com assistência pa-

mamar, o bebê arrota ainda no colo, em seguida é só esperar uns

rental mínima, os bebês com participação significativa dos pais (isto

minutos para o leite se acomodar no estômago e ajeitá-lo no berço,

é, enquanto no colo, no seio, embalados, etc.) são mais propensos a

ainda acordado. Para diminuir a ansiedade de ambos, dê a mão, con-

ter um número e uma duração aumentados de despertares noturnos.

verse baixo e faça carinho, transmitindo aconchego.

Supõe-se que os bebês que adormecem com maior envolvimento

Algumas informações de segurança são muito bem detalhas por

dos pais não conseguem desenvolver suas próprias habilidades de

colegas pediatras, tais como: manter seu bebê de barriga pra cima

auto-regulação e apaziguamento e, portanto, continuam dependen-

(devido a anatomia do bebê e o reflexo, diminui a chance de se afo-

do de intervenções dos pais repetidas durante a noite. Entretanto,

gar), use uma superfície firme para o bebê dormir, compartilhe seu

para acalmar o coração dos pais participativos, existem estudiosos

quarto com o bebê (recomendado até os 6 meses, reduz em até 50%

que afirmam que bebês com mais dificuldade no sono necessitam de

o risco de morte súbita infantil), evite colocar seu bebê na sua cama

mais envolvimento dos pais.

(somente para alimentá-lo ou confortá-lo por períodos curtos), não

Mas, os pais podem fazer algo? Ter conhecimento sobre o assunto

o acomode em sofá ou poltrona.

ajuda muito. Existem evidências científicas que mostram a relação

Entre todas a dúvidas e inseguranças na criação de uma criança,

forte entre problemas do bebê para dormir e o conhecimento dos

o sono certamente fará parte recorrente da vida dos pais. O papel

pais sobre sono dos bebês.

dos pais é fundamental em

Outro fator muito importante é a rotina. Claro que é um processo

diversos quesitos. Portanto,

árduo devido a adaptação de todos envolvidos, mas, bebês com pais

informe-se, discuta o assun-

de rotinas definidas têm melhor sono. Estabelecer uma regularidade

to, e, procure um médico

no sono do bebê só é possível após o quinto mês habitualmente,

especialista. Afinal, sua noite

então, não se desgaste muito tentando impor um sono de noite toda

tranquila pode depender de

antes disso. Porém, uma rotina de sono dos pais pode aumentar o

que suas crianças “sonhem

tempo total de sono do bebê, e diminuir os números de despertares.

com os anjinhos”. FV

FLASH VIP

Rodrigo Kohler CRM 13278 médico otorrinolaringologista, especialista em medicina do sono.

uma receita única, mas, algumas dicas devem ajudar tanto os pais


77


negócios

EM QUE POSSO AJUDAR?

Jacqueline Ferreira Gomes

O assunto pode parecer manjado e obsoleto para muitos, mas estudos, reflexões, debates e busca de entendimento acerca do cliente tornam-se cada vez mais essenciais e atuais. Tenho reforçado constantemente esse tema, e vou reforçar novamente: cada vez mais a experiência vai ser o principal motor competitivo dos negócios. Segundo uma pre-

78

tecnologia e inovação. Logo, devemos fazer uso disso para pensar

anos serão dedicados à experiência do consumidor.

como podemos criar uma experiência personalizada para nossos

E quem determina esse cenário não são nossas empresas, elas de-

clientes. Isso é o grande diferencial!

vem estar atentas e se esforçar para acompanhar o movimento que

Chegamos ao momento de mercado em que não há mais relações

é determinado pelo próprio consumidor, no qual ele não está mais

de consumo ou transações comerciais do tipo B2B ou B2C, vive-

disposto a ter que se esforçar para ser bem atendido. Então, mais

mos o momento das relações H2H: humano para humano. Vive-

do que nunca, chegou a hora de compreender atendimento como

mos o momento das conexões emocionais, que alimentam o aten-

fator chave para a experiência do cliente e decisivo para a compe-

dimento de excelência de empresas que compreendem os clientes

titividade de nossos negócios.

como centro de suas estratégias, para que elas se posicionem não

Portanto, acabou a era a qual discutir atendimento resumia-se a

mais, ou não só na mente, mas sim, no coração do cliente.

postura corporal, educação e formas de abordagem onde se dedi-

Assim, atendimento ao cliente e experiência do consumidor são

cava a avaliar se era correto ou não perguntar “em que posso aju-

assuntos falados e discutidos amplamente em todos os campos de

dar?”. Não que tais questões não sejam importantes, mas devemos

negócios, e especialmente pelo próprio cliente que está cada vez

ir além. Precisamos nos especializar em proporcionar a melhor ex-

mais empoderado e exigen-

periência de relacionamento e o atendimento é uma via para isso.

te, e ao mesmo tempo cada

Seja pelo meio online (digital) ou pelo meio offline o cliente busca

vez mais disposto a se enga-

relações reais, e nesse cenário enquanto a tecnologia desempenha

jar para contribuir, criar e

o papel do trabalho artificial, as pessoas vão fazer o real através do

melhorar junto com nossas

relacionamento. A tecnologia nos permite acesso a mais informa-

empresas. Então, olhos e

ção para proporcionar interações e atendimentos personalizados,

ouvidos abertos para o feed-

ou seja, atendimento cada vez mais humanizado com auxílio da

back e participação. FV

FLASH VIP

Jacqueline Ferreira Gomes Consultora, Sócia Proprietária da SUA Assessoria e Consultoria Empresarial

visão da Gartner, pelo menos 50% dos investimentos nos próximos


79


turismo cenário, tendo como pano de fundo a imagem original da Virgem de Guadalupe, padroeira do México e de toda a América Latina. Aliás, a fé do povo mexicano é realmente admirável. Seguimos para Guanajuato, uma das mais belas cidades mexicanas, classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial. Centro cultural e universitário, Guanajuato é palco de um festival de teatro anual que presta homenagem a Cervantes e das suas ruas coloridas irradia uma luminosidade irreal e festiva. Fundada no século XVI, quando se encontraram ricas veias de ouro e prata em seu subsolo, logo se tornou uma das mais ricas e produtivas minas do mundo. O centro histórico de Guanajuato possui um

O MÉXICO MUITO ALÉM DE PRAIAS PARADISÍACAS

Clarisse Bressiani

80

característico sabor europeu, com centenas de becos de pedras que sobem e descem a ladeira. As praças arborizadas estão cheias de cafés ao ar livre, museus, teatros, mercados e monumentos históricos. Os edifícios da cidade são um excelente exemplo da arquitetura colonial de estilo neoclássico e barroco. Uma rede de túneis subterrâneos corre debaixo da cidade para ajudar a controlar o fluxo do tráfego. Seguindo nosso itinerário, fomos a Guadalajara, segunda maior cidade do México e o lugar de nascimento dos mariachis e da

coisa que lhe vem à mente é “sombreiro, tequila ou pimenta”. De

tequila. A Catedral, localizada no coração da cidade, rodeada

fato, o México tem tudo isso, mas tem muito mais... e foi exata-

de praças em seus quatro cantos. Praça Guadalajara com fonte

mente isso que descobrimos.

central, o Palácio do Governo, com uma bela fachada barroca,

No dia dois de setembro desse ano, junto com um grupo de 30

o Teatro Degollado e a Praça Tapatía que se estende por 800 me-

pessoas aqui da região oeste catarinense, embarcamos para uma

tros até o Hospício Cabañas, também, declarado Patrimônio da

viagem ao México, para conhecer um pouco mais desse encanta-

Humanidade pela UNESCO. E como não poderia deixar de ser,

dor país. O México oferece aos visitantes uma rica história, culturas

visitamos o Estádio Jalisco, onde o Brasil jogou a Copa de 70.

indígenas ancestrais, parques arqueológicos únicos, uma arquitetu-

Seguimos para Morelia, mais uma cidade mexicana classificada

ra medieval caprichosamente preservada, além claro, de sabores e

pela UNESCO como Património Mundial. É uma relíquia dos

cores, seja na sua gastronomia muito saborosa, nas suas cidades e

tempos coloniais. Caminhamos devagar pelo centro histórico,

centros históricos, ou nas suas pulsantes cidades metrópoles.

redescobrindo a cada instante a infinidade de pormenores que

Iniciamos nossa viagem pela capital do país, a Cidade do México,

definem a arquitetura colonial. Antigos palácios transformados

que tem tanto a oferecer que, independente do tempo que ficar

em hotéis, como a belíssima Posada de la Soledad, onde nos

por lá, você sairá com a sensação de ter deixado muito o que fazer

hospedamos. Visitamos ainda a Feira Artesanal, onde mergu-

para trás. Tivemos a oportunidade de conhecer sobre os Astecas,

lhamos fundo nas cores e sabores daquela região. E para encer-

experimentar sabores exóticos, gastar energia subindo centenas de

rar a jornada, voamos a Cancun, para desfrutar daquelas praias

degraus nas Pirâmides de Teotihuacán. No Palácio Nacional, apre-

paradisíacas. Cancun é um dos principais destinos turísticos

ciamos os magníficos painéis de Diego Rivera. No Centro Históri-

do mundo quando se pensa em praias. Basta andar por alguns

co, conhecemos a Plaza de la Constituición, que abriga também

metros de suas areias finas

a imponente Catedral Metropolitana de La Assunción de María.

em perfeita harmonia com

Visitamos o Museu Nacional de Antropologia, talvez um dos mais

o mar azul-turquesa para ser

importantes do mundo, que guarda um acervo espetacular e único.

conquistado pelo lugar. E

Na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, considerada um dos

como um dia escreveu Pablo

maiores santuários católicos do mundo, que recebe anualmente

Neruda: “O México é o últi-

mais de 20 milhões de visitantes, tivemos a oportunidade de cele-

mo país mágico”. Ele tinha

brar uma missa numa das Capelas, onde o altar central compõe o

razão! FV

FLASH VIP

Clarisse Bressiani Agente de Viagens, diretora da Nova Turismo e Eventos

Quando você ouve a palavra México, é provável que a primeira


81


tecnologia

#ISAFLORIPA2017 Um pouco do que aprendi no maior evento de UX da América Latina, e porque é importante a abordagem de Experiência do Usuário estar presente em todos os momentos. Bóra?

“As necessidades do usuário devem vir antes das necessidades do negócio”

Raiana Comiran

82

vivendo e como as soluções são fundamentadas em dados e emo-

marcas, produtos e serviços norteia os próximos passos e nos guia

ções, assuntos como: Machine Learning, Data Science, Design

na tomada de decisão: como, por exemplo, continuar cliente ou

Emocional, Ux em marcas, entre outros. Mas o assunto que mais

não de uma determinada empresa. A Experiência do Usuário (UX,

me chamou atenção tratava “Como a ficção científica pode ajudar

User Experience) nada mais é do que a resposta para a simples per-

no design de novas interações e serviços”. Nesse talk Luana Moura

gunta: Qual sentimento o cliente teve (ou terá) em relação a pri-

Busquets comentou que não exploramos diversos tipos de futuro,

meira interação com minha solução?

apenas aquela que é nos colocado como regra e que pensamos de

UX é uma abordagem multidisciplinar e holística que trabalha di-

forma linear, mas as coisas acontecem de forma exponencial, faz

retamente com a experiência emocional, e envolve diversos con-

sentido, não?!

ceitos para identificar todos os aspectos de interação do usuário

Nos outros dias tivemos os palestrantes principais, nacionais

com a empresa e produto/serviço. Este método (que chamo cari-

e internacionais e pudemos conhecer muita gente que nos in-

nhosamente de cultura) incorpora o usuário em todas as etapas do

fluencia, como Cynthia Savard (Shopify), Andrew Kaufteil (Co-

processo que ele irá passar, utilizando seus feedbacks, características

oper Design), Lucas Radaelli (Google), Belmer Negrillo (Face-

e contextos para desenvolver e melhorar uma solução, reduzindo

book), Janaki Kumar (SAP Labs), Russell Parrish (IBM), Luis Arnal

custos e criando ferramentas que realmente atendem às necessida-

(Insitum), Rob Nero (Spotify) e outros nomes com palestras que

des do usuário, tanto no meio online como no offline.

nos inspiraram e nos motivaram sobre a importância de colo-

Entre os dias nove, 10 e 11 de novembro aconteceu a 9ª edição do

car o usuário no centro de

Interaction South America (ISA) em Florianópolis. Foi meu primeiro

qualquer solução.

ISA. Esses três dias de evento foram divididos em: primeiro dia com

E a pergunta que vale um

talks separadas em ilhas específicas (humanas, tecnologia, comuni-

milhão de reais é: A cultu-

cação e negócios), com duração de 10 a 30 minutos de acordo com

ra da experiência do usu-

o tema, além de workshops adicionais. E nos outros dois dias os

ário está inserida na sua

keynotes, palestras de uma hora.

empresa? Na sua marca?

As talks podemos ouvir e discutir sobre a evolução que estamos

Na sua solução? FV

FLASH VIP

Raiana Comiran CEO, Designer e tia do café da To Rocket Estratégia e Design

Hoje, mais do que nunca, a experiência que temos ao interagir com


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FOTOS: HENRIQUE FURIGO • AGRADECIMENTO: REMAZON E CHILLI BEANS SHOPPING PÁTIO CHAPECÓ

COMPORTAMENTO FASHION

PERMITA-SE

Jaqueline Oliveira

84

A moda acompanha o vestuário e o tempo, com influência de

O estilo é muito mais que roupa. É comportamento, atitude, é

vários aspectos e contextos. É uma forma de expressão, uma arte.

escolha, personalidade, autenticidade. A forma como você vê a

Não existe para que sejamos escravos dela ou do comportamento

vida ou seu estado de espírito influenciam na maneira como você

de consumo que a acompanha atualmente. Não é questão de estar

se veste.

antenada ou de regras, e sim criatividade e sentir-se bem!

A roupa que carregamos, carrega também um pouco de nós, de

O interessante é procurar roupas que caiam bem naturalmente,

nossas experiências... Como um estudo sobre o que está den-

independente das tendências, levando em conta: nosso gosto pes-

tro. O que a gente pensa que é, e como gostaríamos de ser vistos.

soal, o caimento e conforto da peça, as cores, estampas, texturas

Usando a moda como expressão para que fale por nós! Com

e detalhes. Os detalhes são essenciais para que o look fique com o

ideias, inspirações, criatividade e infinitas possibilidades, pode-

seu toque, como acessórios, chapéu, óculos, bolsas, tudo de acor-

mos nos permitir ser livres para viver todo o nosso estilo!

do com seu estilo.

Algumas fotos com Produção minha e meu estilo! FV

FLASH VIP


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transatlântida

Você já percebeu que todo mundo está improvisando? Ninguém sabe exatamente como se deve agir em sociedade, mesmo com todos os passos calculados e uma posição de segurança. Se na infância a gente aprende o básico do mundo, na adolescência experimentamos a convivência social e, quando nos damos conta, estamos fazendo pesquisa de um novo jogo de panelas.

dos momentos mais desafiadores da jornada, porque junto com a completa liberdade de ser e agir vem a responsabilidade do trabalho, das contas vencendo e de servir como exemplo pras novas gerações. Mas

U PAR A VER, O

Perceber que se está na vida adulta é um

VIR E SEGUIR Supercombo // youtube.com/su percomborock

O tal comportamento jovem como ser adulto se sentindo jovem? Apenas seja! Na verdade todo mundo tem o mesmo objetivo, e de uma forma ou de outra, todos enfrentam as próprias batalhas, do seu jeito. Então, relaxa! A sociedade está muito ocupada desamarrando os próprios problemas, para se preocupar de verdade com suas mancadas. Já tem tempo que a Atlântida se coloca não como uma rádio jovem, mas uma geradora de conteúdo para pessoas de comportamento jovem. Não interessa a idade, de oito a 80 anos (ou mais), se o ouvinte do outro lado da caixinha entende que o mundo está aí para ser vivido, é para ele que falamos. Idade nunca foi um limitador, tanto que os 40 são os novos 30, os 60 são os novos 40 e no fim das contas todo mundo quer sossego e ser feliz, de preferência ouvindo boa música cercado dos seus, com as contas pagas e a pia limpa.

86

FLASH VIP

É ROCK! Um dos caras mais legais do mundo é, sem sobra de dúvidas, o Dave Grohl. Amigo dos caras do Led Zeppelin e dos Beatles, ator de comédias e um grande instrumentista, Dave é unanimidade. O que você faria se sua banda terminasse após o suicídio do vocalista? Dave Grohl era o baterista do Nirvana e, depois da morte de Kurt Cobain, resolveu assumir guitarra e voz e montou seu próprio grupo, o Foo Fighters. Com disco novo a trupe liderada por Grohl, parte para mais uma turnê mundial, que passa pelo Brasil e, certamente, vai lançar novos clássicos absolutos, como é o caso de Best Of You, Learn To Fly e Times Like These.

Quem consome música pela internet já deve conhecer essa banda incrível chamada Supercombo. Desde 2007 o grupo utiliza as redes sociais e plataformas musicais para divulgar seu trabalho e, depois de quatro álbuns de estúdio, três EPs virtuais e algumas mudanças de formação, o time capitaneado pelo engenheiro de som Léo Ramos encontrou a fórmula ideal para vender seu peixe na web. Presente em todas as redes sociais (aconselho todas), o destaque vai para o canal de Youtube. Se você acha que por lá vai encontrar apenas músicas e clipes, eu lhe convido a dar o play nos vídeos. No canal você acompanha a rotina dos integrantes da banda através de vários vlogs muito bem editados, semanalmente rolam tutoriais dos próprios músicos ensinando as cifras das músicas e até gameplays insanos com o vocalista da banda fazem parte da programação. O destaque do canal é o projeto Session da Tarde, no qual a cada semana uma das músicas da banda é executada em versão inédita, sempre com algum convidado especial. Vale o follow!


PAREDÃO ATL

A

LEIR I S

A:

Cur um im -

Bo

ca

É POP

No Brasil ninguém é mais pop que Anitta. Quem diria que a menina, que carrega o funk carioca nas veias, iria virar o que virou para o pop? De Show das Poderosas para as playlists internacionais, a moça “Anira” conquistou o que muitos artistas nacionais já tentaram e falharam: o mundo. Desde Carmem Miranda não tínhamos uma popstar com pompa de gringa e agora a tão questionada Anitta comprova seu talento cantando em português, espanhol e inglês, com o gingado tupiniquim e o sexappeal que só ela tem. Voa Anitta, bem na nossa cara!

Um mergulho nas sensações humanas. É isso que explora o quinto disco do multiinstrumentista Curumim. Para inaugurar este espaço no Transatlântida, Boca foi escolhido justamente por levar a brasilidade em todas as letras e tons. Vários fragmentos de criação do músico se juntam no estúdio e dão vida a sambas alegres, como a faixa “Paçoca” e músicas com beat eletrônico, como “Bora Passear”, que abre o trabalho. Das letras, músicas românticas e canções de protesto político e social jogam na nossa cara um recorte do Brasil, terra, segundo o músico, de gente sofrida e feliz. São 35 minutos de canções de graves pesados e voz suave. Em parceria com Curumim outros nomes de destaque na cena nacional dão as caras, como o cantor Russo Papusso e o rapper Rico Daslan. Das levadas tradicionais e cruas até sintetizadores psicodélicos, Curumim canta bonito e protesta gritando. Te ligo bico e ouça Boca!

Desde que Los Del Rio lançaram Macarena, o clássico absoluto de casamentos e festas de formatura, não víamos tantas músicas na língua espanhola dominando as paradas. Claro que os ritmos quentes deram as caras no mainstream, como o rap cubano dos Orishas, o Waka Waka da Shakira e o rock platino do Fito Paez, mas em 2017 as fronteiras foram completamente ignoradas. A batida marcante do reggaeton, junto a elementos da música pop, dão o compasso para que mais artistas latinos dominem as paradas. Des pa cito (eu sei que você leu cantando), de Luis Fonsi e Daddy Yankee, abriu nossa mente para o consumo das músicas facilmente dançantes e, desde então, é uma chuva de batidão nas primeiras posições do Spotify e nas rádios do mundo. J Balvin, Maluma e Enrique Iglesias puxam a frente de um movimento que colocou do britânico ao chinês para dançar. Definitivamente não há muralha de Trump que segure a malemolência e o gingado caliente do terceiro mundo.

Yago Ourique Jornalista e inquieto

R

EL PODER DE MI GENTE

ÀB

O power trio de som visceral mudou. A Carlota Joaquina é uma banda que carrega dez anos de estrada e no último ano passou por um processo de revitalização. A identidade visual mudou, os sons, antes muito mais na pegada rockabilly, ganharam tom contemporâneo e os covers mesclam clássicos com as novas vertentes do rock. Outra banda? Jamais! A essência, o virtuosismo de Eduardo, Ricardo e João e os shows explosivos mantêm o DNA da Carlota. Para o guitarrista e vocalista Eduardo Menezes, a mudança serviu para mostrar a real identidade musical do grupo, até porque muitas coisas mudam em uma década. Note que usei os verbos da mudança no passado nesse texto. A Carlota Joaquina já é a nova Carlota Joaquina. É normal encontrar camisetas da banda desfilando por aí e nos shows o público cantando as músicas autorais. A produção audiovisual é um dos pontos fortes da banda, que lançou a sequência De Volta ao vivo, na qual executam as músicas do EP De Volta Ao Início, e alguns covers. O projeto tem direção do próprio Eduardo e de Luan Zanchet. Tanto no disco, quanto nas apresentações ao vivo, é notável a entrega do time à deusa música. Se não conhece, procure saber! Ouça Carlota Joaquina em todas as plataformas digitais, e claro, na Atlântida.

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guia cultural

82 MEIA ENTRADA 84 TRILHA SONORA 86 GAMES 88 LITERATURA

Carol Bonamigo

MEIA ENTRADA

NA TV Uma das produções mais conhecidas de Ryan Murphy, American Horror Story, traz em cada temporada uma inspiração em

A FICÇÃO IMITA A REALIDADE

histórias, lendas urbanas ou eventos reais norte-americanos.

Quando o “baseado em fatos” é o que mais assusta na tela.

– aborda fanatismo e fobias, através de um culto que pretende

Apresentada em forma de antologia (com um arco fechado e trazendo uma nova trama a cada ano), em sua sétima temporada – a única sem a presença de elementos sobrenaturais dominar pelo medo. AHS Cult mescla vários líderes de cultos que aterrorizaram os EUA na personalidade de seu protagonis-

88

ta, Kai Anderson (Evan Peters), dentre eles Jim Jones, Marshall

verídicos para suas produções. Vários foram os gêneros que passe-

Applewhite e o já citado Charles Manson. Suicídio em massa

aram pela influência da vida real, mas poucos impressionam mais

e assassinatos brutais aleatórios estão no currículo dos ídolos,

que o terror. Saber que aquilo passado na tela realmente aconte-

cujos feitos são contados como “histórias de dormir” para os

ceu, torna tudo ainda mais assustador.

membros do culto de Kai.

Tomadas as devidas licenças fantasiosas, Invocação do Mal (2013)

O fator que desencadeia a trama é a eleição de Trump e o discurso

de James Wan, mostra um caso acompanhado pelos investigado-

extremista de medo, ódio e segregação para fazer a “América grande

res paranormais Ed e Lorraine Warren. O casal realmente existiu e

novamente”. O que parece ser uma forte crítica à direita conservado-

foi responsável pelo treinamento de vários demonólogos. Dentre

ra acaba se tornando uma grande exposição de todo tipo de radica-

suas investigações mais famosas estão a boneca Annabelle e Horror

lismo e intolerância, enquanto Kai recruta seguidores de outras ideo-

em Amityville, ambos também adaptados para os cinemas.

logias políticas, como simpatizantes da feminista Valerie Solanas (na

Um dos longas mais famosos do gênero, O Exorcista (1973), de

série interpretada por Lena Dunham), autora do SCUM Manifesto,

William Friedkin, também teve sua inspiração em uma história

uma crítica ao patriarcado

real, uma possessão de um garoto de 13 anos.

na qual sugere uma socieda-

Mas se preferir filmes sem a presença de entidades sobrenaturais,

de livre, através do extermí-

Os Estranhos (2008) faz prender a respiração. Escrito e dirigido

nio dos homens. Valerie ga-

por Bryan Bertino, teve sua fonte de referências uma recordação

nhou mais repercussão após

da infância do próprio diretor e os crimes cometidos por Charles

a tentativa de assassinato do

Manson. Na trama, um casal é aterrorizado por três pessoas mas-

pintor e cineasta Andy Wa-

caradas durante uma noite que parece não ter fim.

rhol, em 1968. FV

FLASH VIP

Carol Bonamigo Jornalista, especialista em Cinema e Realização Audiovisual

Não é de hoje que filmes e séries se inspiram em acontecimentos


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guia cultural Fil Souza

TRILHA SONORA

O que mais me chamou atenção nesse disco não foram as letras críticas, a velocidade ou melodia de algumas músicas, quanto menos o dinamismo rítmico – que diga-se de passagem, é ótimo. O que realmente me surpreendeu dessa vez foi o encaixe perfeito. Encaixe perfeito, como assim Fil? Calma, eu explico. Se você ouvir atentamente, perceberá que uma faixa se encaixa perfeitamente na outra. Como se o disco fosse uma única música (sem soar chato). É interessante prestar atenção entre a passagem de uma faixa e outra, aparentando o álbum ter sido composto para soar as-

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AMERICAN IDIOT Green Day

sim, e não como acontece na maioria dos casos, onde são compos-

Acredito que o Green Day dispensa maiores apresentações. O trio

tempo para respirar e, no momento oportuno, retornar com mais

veio da Califórnia no fim dos anos 80 e tem Billie Joe como seu

força para a próxima parte. Como se fosse uma peça de teatro (e,

front man. Muitos, assim como eu, têm na banda a porta de entra-

inclusive, se tornou um musical da Broadway). Você se sente real-

da para o punk rock, e foi assim que, em 1999, por meio do CD

mente envolvido pela dinâmica do disco.

Dookie, que um amigo no colegial me emprestou e me “forçou” a

Este foi um álbum diferente, tendo sido anunciado como um “punk

comprá-lo, passei a apreciar este tipo de música.

opera rock”, ou seja, um álbum de conceito contando a história de

Sempre considerei o Green Day uma banda animada, com músicas

personagens como “St. Jimmy”, “Jesus of Suburbia” e “Whatser-

legais, mas ficava bem longe de ser uma banda, a meu ver, genial.

name”, com algumas canções divididas em atos e com durações

Apesar de gostar dos caras, curtia pra valer (entre minhas favoritas)

beirando os 10 minutos (fato nem um pouco habitual para o trio).

uma ou outra música, normalmente aqueles hits que todo mundo

A intenção do disco é de ser similar a outros álbuns como The Wall

gostava, tocados nas rádios ou clipes na MTV.

do Pink Floyd, Close to the edge dos Yes ou Tommy do The Who, mas

Após uma queda na popularidade da banda e de um hiato de qua-

inovando, com o criticismo da sociedade atual.

tro anos sem lançar nada, eles surpreenderam o mundo com o dis-

“Don’t wanna be an American idiot/ Don’t want a nation under the new

co American Idiot, mantendo a pegada, mas conseguindo não soar

midia/ And can you hear the sound of hysteria?/ The subliminal mind, fuck

igual ao que já tinha sido produzido, mesclando melancolia com

America (…) Well maybe I am the faggot America/ I’m not a part of a red-

animação, velocidade e melodia.

neck agenda/ Now everybody do the propaganda!/ And sing along in the age

American Idiot é o seu sétimo álbum de estúdio, lançado em 21 de

of paranoia”.

setembro de 2004 pela Warner Bros. Records., sendo que o disco

Destaque para a faixa inicial homônima ao disco, uma música bem

apoiou uma iniciativa de algumas bandas de rock dos EUA, den-

animada que traz uma forte critica à sociedade norte-americana,

tre elas o NOFX, no ano de 2003 e 2004, quando fizeram diversos

encontrada num colapso consumista e alienada. “Jesus of Subur-

festivais criticando o então presidente George W. Bush quanto à

bia” e “Are we the waiting?” também merecem destaque. “Wake

invasão do Iraque por tropas americanas após o atentado de 11 de

Me Up When September

setembro de 2001. Muitas das canções do álbum tratam da oposi-

Ends” fica como a balada

ção à administração de George W. Bush em particular, e também

do disco, com um clipe

à sociedade americana contemporânea em geral. O Green Day já

bem bacana.

disse em várias ocasiões que eles não acreditavam que a política

Fica aí a minha dica para

da administração de Bush, que não os representava ou ao interesse

essa edição, compre, baixe,

geral dos americanos. Para a banda escrever este álbum foi uma

escute, ouça e depois, se

atitude clássica de patriotismo: protestar e comentar.

for o caso, critique. FV

FLASH VIP

tas algumas músicas, eleitas as melhores e essas entram no disco. Uma hora você tem um punk rock nervoso, muito agitado, e depois

Fil Souza Advogado, músico amador, apreciador de um bom e velho disco.

tem uma música mais ritmada ou então algo calmo, dando um


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guia cultural Hilario Junior

GAMES

parte interativa. Ou seja, não há história obrigatória no game, apenas a condição de jogá-lo online, editar as habilidades de seu personagem e esperar a disponibilidade de uma sala para entrar em ação. No entanto, na sequência dos três jogos, a opção de narrativa ganhou uma ênfase dada inclusive na divulgação. Na sequência deles é possível jogar apenas a narrativa e não necessariamente depender

NARRATIVA, POR FAVOR!

somente da interação online (considerada condição mínima na pri-

Em 2017 três grandes franquias recentes dos games optaram por introduzir a opção de modo história ao lançar sua primeira sequência do sucesso que debutou no mercado há pouco. O fato de a primeira versão destes games não ter a opção e a sequência sim, é um sintoma de que apesar do hype da opção multiplayer online, a narrativa é, de fato, procurada pelos gamers e a indústria não poderá sonegá-la.

sitória. Histórias em games têm roteiros tão complexos quanto

meira versão). Essa necessidade de dar atenção à narrativa não compreende apenas colocar uma funcionalidade nova no jogo de forma tranas melhores séries do momento e o processamento gráfico delas exige até mais do hardware do que apenas o jogo online. Roteiristas acostumados a filmes e séries são contratados para escrever histórias nos games e pagos da mesma maneira. Ou seja, não parece um investimento casual dos grandes estúdios inserir a opção narrativa, mas uma necessidade. Talvez porque os gamers tenham sentido falta de algo dentro da experiência de jogar destes blockbusters ou porque uma fatia do

92

mercado simplesmente ignorou games que não contam uma his-

a lúdica e a narrativa. A lúdica é aquela que engloba as regras, a

tória, não se sabe. Mas que o fenômeno chama a atenção, chama.

experiência, os desafios e o sistema de interpretação do jogador jun-

Houve um tempo que jogos com história não podiam ser apenas

to ao jogo, levando-o a agir segundo seus sistemas e mecânicas. A

uma narrativa interativa, mas ter obrigatoriamente a função mul-

narrativa é aquela que conta uma história, apresenta personagens,

tiplayer, cada vez mais massiva. The Last of Us, por exemplo, que é

seus arquétipos e suas respectivas jornadas.

uma obra prima narrativa, tem a função de jogar multiplayer desde

Para exemplificar de forma simples, a parte lúdica de Super Mario

o primeiro game.

envolve os desafios na forma de plantas carnívoras, de tartarugas

O fato é que as partes lúdica e narrativa são tão necessárias uma

e plataformas que se deve pular, além da flor que permite crescer

para outra quanto forma e conteúdo são entre si, à exemplo de

e o cogumelo que dá um life a mais. A parte narrativa do mesmo

outras artes que antecederam os games. Aqui não dá para dizer

jogo envolve um encanador que caiu num mundo estranho e pre-

exatamente qual parte é forma e qual é conteúdo, o que depende

cisa salvar uma princesa que foi raptada por um vilão e a mantém

do ponto de vista do jo-

escondida no mais profundo deste mundo estranho. Por mais sim-

gador. Do meu particular,

ples que seja uma narrativa, ela sempre está lá, no mínimo, dando

considero conteúdo a nar-

um pano de fundo para um game.

rativa e eu não consigo vi-

O games Destiny, Titanfall e Star Wars Battlefront tiveram suas pri-

ver games sem essa parte,

meiras versões de franquia lançadas dentro dos últimos cinco anos.

mas também não deixo de

Em todos os três, algum tipo de narrativa está lá, bem elementar,

igualar a demanda pela a

mas nada muito digno de se contar para outra pessoa sem ser pela

forma, tanto quanto. FV

FLASH VIP

Hilario Junior Especialista em Cinema, mestre em Comunicação Social.

Jogos são feitos de muitas partes e, dentre as mais essenciais, estão


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guia cultural Silvane Alves Loro

LITERATURA

Mas e porque o empoderamento está em alta se vínhamos (o País) numa crescente de igualdade? Afinal, não somos todos iguais perante a lei? Voltamos aí ao início do texto quando falávamos que estamos mais “radicais”. Afinal, mesmo com a experiência, com os estudos comprovando quais são e quantas são as populações que sofrem de preconceito e injustiça social, ainda assim, o preconceito e o ódio crescem a cada dia. É como se ignorássemos a nossa próTítulo: Na minha pele

pria cultura, como se não tivéssemos história, como se não fôsse-

Autor: Lázaro Ramos

mos o País miscigenado que somos.

Editora: Objetiva Preço sugerido: R$ 27

E a obra de Lázaro Ramos faz justamente o contrário. Nos apresenta a realidade, com números assustadores e tristes de racismo. Revelando sua história ele apresenta a de muitos outros. E nos faz

NA MINHA PELE

um pedido: “desfrute o prazer de estar aberto ao novo e ser curioso pelo que não conhece. Exercite o olhar, sem preconceber nada”.

O país, digo, o nosso País, passa por um processo transformatório gigantesco. Por vezes assustador, tenho de concordar. Estamos

ESSES SOMOS NÓS, REFLEXOS DE

num momento político (e ético) nunca antes vivenciado. Acesso à

UM ESPELHO QUEBRADO QUE,

cultura e a benefícios antes inimagináveis; lutas de (muitos) anos

COMO UM MOSAICO, APRESENTA UM

que trazem conquistas incalculáveis para as minorias; espaço para

PEDACINHO DE NOSSA HISTÓRIA. SE

essas minorias se manifestarem; a busca pela pluralidade e, prin-

VISTO COM CARINHO, CADA PEDAÇO

cipalmente, pela valorização desta pluralidade. Mas não é só isso.

PODE TER SUA BELEZA, VALORES E

Ao mesmo tempo em que ganhamos com esses espaços, há uma

COMPLEXIDADES RECONHECIDAS.

corrente (crescente) de conservadorismo. Talvez há um ou dois

PARA ISSO TÊM SURGIDO NOVAS VOZES,

anos isso parecesse apenas que as pessoas estavam ficando mais

NOVOS PORTADORES DE MICROFONES,

caretas em relação a alguns temas, mas não. As pessoas estão mais

PRONTOS PARA AMPLIAR SUAS FALAS,

radicais com relação a alguns temas. Principalmente os que tratam

EXPERIÊNCIAS E HISTÓRIAS. OUÇAM AS

sobre direitos para a comunidade LGBT, por exemplo; violência e

VOZES DESSE BRASIL PLURAL E NOSSO.”

machismo contra mulheres (ainda esse assunto?!); cotas para negros (isso também?! Tá chovendo no molhado), só para citar os

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Parece simples, mas se fosse os índices de violência contra a

“Começou o Mimimi”, poderão sussurrar alguns que chegaram até

população negra não seriam tão altos; a quantidade de negros

este ponto da leitura. Mas e cadê o livro? O livro (claro, ia chegar

em presídios e manicômios não seria a maioria; mulheres ne-

nele) fala justamente de uma dessas minorias, que bem da verda-

gras assassinadas não somariam 54,8% (de acordo com o último

de é minoria só nos direitos, porque são e sempre foram a grande

mapa da violência feito no Brasil – neste, mulheres brancas so-

maioria neste País, os negros. A obra, “Na minha pele”, de Lázaro

mam 9,8%). A caminhada é

Ramos é uma autobiografia, mas que não é bem biografia, dita pelo

longa, mas cabe a cada um

próprio escritor com uma viagem. Nesta viagem, o autor volta às

de nós dar um passo para

origens para resgatar sua própria história, entender mais o mundo

a igualdade; perceber e ad-

de que veio e a que pertence. Faz também um resumo de como

mitir que existe racismo; e

ingressou no teatro, depois cinema e TV, mas essencialmente, apre-

nunca deixá-lo seguir em

senta como desenvolveu seu empoderamento enquanto negro.

frente, seja em piada, frase

Empoderamento este que está muito em voga nos últimos anos.

pronta ou em atitude. FV

FLASH VIP

Silvane Alves Loro Jornalista e editora do blog Prazer Literário.

mais comuns, os assuntos mais clichês.


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social thais dutra 1. 1. A empresária Josinéia Coradini escolheu Chapecó para investir no ramo de saúde e beleza. A Fisioterapeuta Dermato funcional comemora os resultados obtidos na capital do Oeste 2. Quem aproveitou em Gramado foi Daniela Gallina 3.

3. João Paulo Santos, Daniella Fukumaru

2.

e Luciana Tombini numa pausa para foto em evento de moda 4. A belíssima empresária Helen Strapasson Pin é só sorrisos com o sucesso da nova coleção de roupas que levam a sua marca 5. Representantes do Grupo de Trabalho de Chapecó do Sindicato das Seguradoras de Santa Catarina, Luiz Gustavo Pacheco e Clairton Schein entregando doação para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó às mãos da Presidente Tanis Mara

4. 6. A Personal Trainer Leticia de Carla tem inovado e aposta atualmente nos treinos

5.

funcionais ao ar livre 7. Valdo Padilha e Patrícia Oliveira esbanjaram sintonia e alegria durante o Rock in Rio 8. Destaque para o casal de dentistas Ricardo Noskoski e Samantha Hentschke que investe cada vez mais em tecnologia para atender seus pacientes

Thais Dutra apresentadora do programa Glamour na Gen TV e colunista social.

Fotos 1, 6 e 8: 3L comunicação

96

FLASH VIP

7. 8.

6.


HOSPITAL

PLANO DE SAÚDE

Excelência em gestão.

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social kiko santos

1.

1. O escritor e coronel Flavio Luiz Pansera 2. O Cirurgião Plástico Rafael Tirapelle, um sucesso

2.

profissional 3.

4.

3. A primeira dama Lúcia Buligon, com Mara Dal Vesco em evento no Clube Chapecoense 4 Os proprietários do Restaurante Panela de Ferro, Antonio e keila Muniz 5. Casal de empreendedores Julia e Jeferson, da Padoka’s Panificadora e Restaurante, sempre contribuindo para o desenvolvimento gastronômico da cidade

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FLASH VIP

5.


6.

6. O empresário Ednei Scalvi mostrando muita garra como presidente do Verde Vida 7. O administrador Fabiano André Aroldi

7.

8. Leandro Silva é presença

9.

na coluna da edição 9. Destaque para o empresário Idelmar De Col 10. O casal Celso Curtarelli e Vanessa Damo Curtarelli e Fernanda, junto ao pai delas Ferdinando Damo, no evento de aniversário da OAB 11. O leiloeiro oficial do 8.

estado Rui W. Baldissera

10.

Kiko Santos colunista social do jornal Sul Brasil e da revista Flash Vip.

11.

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social thiago freitas Fotos Roberto Siqueira

Thiago Freitas Jornalista (MTB/SC 3063) e colunista social do Diário do Iguaçu.

O dia 4 de novembro foi a data escolhida pelo casal Jaqueline Hanauer e Lucas Medeiros Mesquita para oficializar a união. A cerimônia religiosa foi celebrada na igreja da Serrinha, em Chapecó, e a recepção no salão de festas do condomínio Bouganville, onde reside o casal.

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O casal Jéssica Chaves e Charles Alba trocaram as alianças em um casamento emocionante. A cerimonia religiosa e a recepção dos convidados aconteceu na Chácara do Cris. Isabeli, fruto do amor do casal, foi a daminha de honra. Desejo os mais sinceros votos de felicidades à família.


O empresário Bruno Marchesan, sócio da Spirito Santo de Chapecó recebeu em sua loja o zagueiro Neto, da Chapecoense. O jogador conferiu a coleção de verão Be Water, que traz uma paleta cristalina com o uso intenso de azuis, verdes e coral, além dos tons pastéis.

A Farmácia Laborsan reuniu médicos dermatologistas para um evento diferenciado no Hotel Bertaso. A médica dermatologista, Gláucia Labinas, de São Paulo, falou sobre as novidades em tratamentos avançados para terapia capilar. Na foto, a anfitriã, Nádia de Marco Sandrin, da Laborsan, e Gláucia Labinas. Foto Andressa Kroth

Pai e filho, Flávio e André Pasquali, são empreendedores do ramo de plástico em Chapecó, mas se aventuraram no varejo, trazendo uma marca renomada em calçados e acessórios – Mr. Cat. Os chapecoenses alçam novos voos e trazem as principais tendências do universo da moda. Foto Elizandro Giacomini

Os sócios, Elimar Klever Favetti, Luiz Henrique Giaretton e Moacir Ricardo Fink, estão à frente da franquia Chapecó e Passo Fundo do Giraffas. O restaurante se destaca por ser uma rede 100% brasileira. Foto Amê Fotografias 101


Cleuza Assink e Claudete Spuldaro

Gabriel, Claudete, Cleuza e Marcus

Equipe Samarga Fran

25 ANOS DE SAMARGA FRAN Fotos Claudia Neckel

Valerio, Claudete e Marcus

Claudete, Marli, Tatiane Ulrich e Cleuza

Claudete, Valeria Zancanaro e Cleuza

Gabriel, Cleuza e Antonio Assink

Rose, Marilene Jordani e Cleuza

Sirlei Pescador, Cleuza e Patricia da Silva

Marli, Claudete, Juliana Dalasen, Seni Sgarbossa e Cleuza

O mês de novembro foi de festa na Samarga Fran. A loja completou 25 anos e recebeu amigos e clientes para a comemoração. Durante o evento houve uma consultoria de moda e todos puderam conferir as novidades da coleção primavera/verão 2018.

Cleuza, Simone Cerutti e Nelcinda Borges e Claudete

Claudete, Alcides, Ana e Cleuza Spuldaros

Claudete, Aline e Silvia Bicigo e Cleuza


Ivam Rebonatto, Lorete Moschetta, Cleuza, Maria de Marco, Claudete e Pablo Machado

Marli, Berenice e Olga Kulba e Viviane

Cleuza, Rosa Kroth e Claudete

Rose, Elis Canal e Cleuza

Fernanda, Neiva Panseira e Cleuza

Cleuza, Gracimari e Sedenir Dos Reis e Viviane

Claudete, Dorli e Anesir Pagnussatti, Joรฃo e Lucimar Viturino e Cleuza

Cleuza, Marli, Isa Karoliny e Rosemeri Franz e Claudete

Fernanda, Sirlene Sbaraini, Cleuza e Marli

CTG Heranรงa Gaucha

Cleuza, Dieny e Maria Borille e Claudete

Marcus, Ana Rafaela, Carla, Ciotta, Preta e Carlos Eduardo

Cleuza, Giovana Avila, Gecy Trentin e Claudete

Lucimar Viturino, Claudete, Rose e Adriane Sonaglio


badalando nas antigas

1

2

1. Josias e Vera Mascarello 2. Elio e Jane Cella 3. Gilberto e Mari Barolla 3

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4 5

6

4. Wolmar e Silvia Zasso 5. Aliatar Silveira Filho, Paulo e Miriam Machado, Fernando e Iara Granzotto 6. Dilso e Janete Cecchin Ruy e Jussara Baldissera 7. Silvana e Waldir Camatti e JoĂŁo Scopel Filho 7

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falou e disse Compartilhe conosco seu talento: jornalismo@revistaflashvip.com.br

Graxaim no interior de Chapecó, Gabriel Spenassatto

FICO Ricardo Kraemer Medeiros - Piu

Tão difícil interpretar Ouvir ecos no infinito Rasgando a surdez do corpo Ter a certeza de um grito. Pelejar junto as estrelas Afastar seus maus espíritos Não cair em negro abismo Voltar a sentir mais um grito. Os dias assim se sucedem Viver resgatado em bico Perceber queimar sua alma Aprendi forte meu grito. Tantos beirando estradas Grandes, fortes, Tico-Ticos Abandonados a sorte Não mais escuto seus gritos. Felicidade eu carrego Pois me sinto despacito Amanhã quando vencer Lembrarei que disse fico.

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Ilustração digital “Devaneios”, de Henrique Mueller


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