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Conexão Fiotec - Fiocruz | Edição 42

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Rio de Janeiro | Setembro 2026

Diálogo com Cíntia Nunes: uma conversa sobre o futuro da ciência Página 7 Gestão de eventos em projetos apoiados: como funciona? Página 17


CONSELHO CURADOR Fábio Rodrigues Lamin Presidente do Conselho Curador Aldemir Lima Maquiné Ana Cláudia Leão Antônio Fernando de Souza Queiroz Camile Giaretta Sachetti Flávia Silva Nercilene Santos da Silva Monteiro CONSELHO FISCAL Sonáli da Silva Mota Presidente do Conselho Fiscal Claudia Domingues da Silva Deyves Mendes Paraguassu DIRETORIA EXECUTIVA Cristiane Sendim Diretora executiva Mansur Ferreira Campos Diretor financeiro Marcelo do Amaral Wendeling Diretor administrativo Vanessa Costa e Silva Diretora técnica

CONEXÃO FIOTEC-FIOCRUZ Informativo institucional da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). Todo o conteúdo pode ser reproduzido, desde que citada a fonte. EDIÇÃO Janaina Campos REVISÃO Gustavo Amaral e Rosa Andrade REDAÇÃO Clara Tavares, Gustavo Amaral e Rosa Andrade DIAGRAMAÇÃO E PROJETO GRÁFICO Francisco Tebet FOTOS Fiocruz Imagens, Adobe Stock, Acervo Fiotec, Magnific.

DÚVIDAS OU SUGESTÕES? ENTRE EM CONTATO CONOSCO comunicacao@fiotec.fiocruz.br www.fiotec.fiocruz.br

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Caro(a) leitor(a), A edição número 42 do Conexão Fiotec-Fiocruz traz em sua reportagem de capa o esforço institucional da Fiotec para desenvolver iniciativas de sustentabilidade e diversidade de forma estratégica. Você vai conhecer os programas que estruturam uma nova forma de atuar da fundação, em que a valorização das pessoas e o cuidado com o meio ambiente são ativos essenciais para uma gestão compartilhada mais eficiente. Nesta edição você também entende melhor a gestão de eventos em projetos apoiados, feita pela Fiotec. Desde 2024 a instituição utiliza um edital de credenciamento para garantir a contratação de empresas comprovadamente qualificadas. A coluna Diálogo com apresenta a você as perspectivas para o futuro da ciência em uma conversa com Cíntia Nunes, vicediretora de Gestão e Desenvolvimento Institucional de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Ainda tem Giro de Notícias reunindo tudo que aconteceu nos últimos meses.

Aproveite a leitura! Gerência de Comunicação Institucional


SU MÁ RIO 7

Diálogo com: Cíntia Nunes

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Reportagem: eventos de projetos apoiados

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Novos episódios da série Fiotec Apoia

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Reportagem de capa: sustentabilidade e diversidade estratégicas

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Giro de Notícias


Da promoção da soberania alimentar ao uso da inteligência artificial para antecipar surtos: os novos episódios da série mostram diferentes caminhos pelos quais ciência, inovação e compromisso com a saúde pública podem transformar realidades. Episódio 7 | Cozinhas Solidárias: territórios que alimentam e transformam Nascidas da mobilização popular durante a pandemia de Covid-19, as Cozinhas Solidárias se tornaram muito mais do que espaços de combate à fome. Em territórios periféricos, elas também são pontos de acolhimento, formação, promoção da saúde e acesso a direitos. O episódio acompanha o projeto “Cozinhas Solidárias: educação popular no acesso a direitos de Soberania Alimentar e Justiça Climática”, desenvolvido em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Fiocruz e com apoio da Fiotec. A produção mostra experiências em territórios como o Morro do Céu, em Niterói (RJ), e comunidades de Santo André (SP), revelando como a união entre conhecimento científico e saberes populares pode fortalecer comunidades e contribuir para uma alimentação mais saudável, para a promoção de direitos e para o debate sobre justiça climática. Assista ao episódio e conheça as histórias por trás das Cozinhas Solidárias >> Retornar ao menu <<

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Episódio 8 | ÆSOP: inteligência artificial a serviço da vigilância em saúde E se fosse possível identificar sinais de um surto antes que ele se espalhasse? É esse um dos desafios enfrentados pelo ÆSOP (Alert-Early System of Outbreaks with Pandemic Potential), iniciativa desenvolvida pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs/Fiocruz) que utiliza inteligência artificial, aprendizado de máquina e grandes volumes de dados para antecipar possíveis surtos de doenças infecciosas. O novo episódio mostra como a tecnologia pode transformar dados de diferentes fontes em informações estratégicas para a vigilância em saúde e para a tomada de decisões. A iniciativa também avança na vigilância genômica e na identificação de patógenos, fortalecendo a capacidade de resposta do sistema de saúde. Com apoio da Fiotec, o projeto evidencia como ciência, tecnologia e gestão podem atuar de forma integrada para fortalecer o SUS e contribuir para a proteção da população. Assista ao episódio e descubra como a inteligência artificial pode ajudar a antecipar surtos e salvar vidas.

Ciência que ganha vida em cada episódio Com oito episódios já disponíveis, o Fiotec Apoia continua revelando histórias de projetos da Fiocruz que conectam pesquisa, inovação, gestão e transformação social. De tecnologias para o enfrentamento de doenças infecciosas a iniciativas construídas diretamente nos territórios, cada capítulo apresenta diferentes formas de fazer a ciência chegar mais perto das pessoas e gerar impacto. Acesse o canal da Fiotec no YouTube, assista aos novos episódios e acompanhe essa jornada. FIOTEC APOIA – Projetos Fiocruz que impactam vidas

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Cintia Nunes é vice-diretora de Gestão e Desenvolvimento Institucional de Bio-Manguinhos/ Fiocruz, unidade que integra desde 2005, e doutora em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, com atuação nas áreas de gestão pública, estratégica e da inovação. por Rosa Andrade

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À frente de projetos institucionais e estruturantes desenvolvidos com o apoio da Fiotec, ela conversou com a Fundação sobre os desafios de transformar conhecimento científico em soluções para a saúde pública, o avanço da transformação digital e da Indústria 4.0, a importância da transferência de tecnologia e das parcerias estratégicas e o papel da Fiotec na viabilização de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Confira: 1. Bio-Manguinhos vem conduzindo iniciativas voltadas ao fortalecimento da inovação e da pesquisa científica e tecnológica. Na sua avaliação, quais são hoje os principais desafios e oportunidades para transformar conhecimento em soluções concretas para a saúde pública? Transformar conhecimento científico e tecnológico em soluções concretas para a saúde pública é um processo que exige não apenas excelência técnico-científica, mas também capacidade de execução, infraestrutura adequada, disponibilidade de recursos financeiros, articulação e parcerias entre diversos atores. Nesse contexto, um dos principais desafios é conseguir fazer com que os projetos avancem de forma consistente pelas diferentes etapas do desenvolvimento tecnológico, até que seus resultados possam efetivamente se traduzir em produtos, processos ou soluções capazes de atender às necessidades do SUS. Por outro lado, vejo um cenário de grandes oportunidades. Bio-Manguinhos reúne competências científicas, tecnológicas e produtivas e possui um papel estratégico no fortalecimento da capacidade nacional de desenvolvimento e produção de imunobiológicos e soluções para a saúde. Ampliar a articulação com o ecossistema de inovação - outras instituições de ciência e tecnologia (ICTs), parceiros tecnológicos, além de buscar diferentes fontes de financiamento, é fundamental para potencializar essa capacidade. É nesse contexto que a Fiotec, como fundação de apoio à Fiocruz, exerce um papel crucial. Oferecendo suporte à execução administrativa e financeira dos projetos, contribui para viabilizar iniciativas estratégicas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Atualmente, Bio-Manguinhos possui mais de 40 projetos desenvolvidos com o apoio da Fiotec, grande parte relacionada ao desenvolvimento tecnológico, o que demonstra a relevância dessa parceria para a agenda institucional de PD&I. Acredito que a grande oportunidade está em fortalecer cada vez mais esse ecossistema, conectando conhecimento científico, capacidade tecnológica, financiamento e execução, para que os investimentos em inovação se convertam em resultados concretos para Bio-Manguinhos, para a Fiocruz e, sobretudo, para a saúde pública brasileira.

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2. Projetos como a “Fábrica do Futuro” e o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs) incorporam conceitos de Indústria 4.0 e transformação digital. Como essas iniciativas podem contribuir para tornar a produção de vacinas e outros insumos estratégicos mais eficiente e preparada para as demandas do futuro? Esses dois projetos representam uma oportunidade de incorporar, desde a concepção dos processos e das instalações, tecnologias e modelos de produção mais modernos, automatizados, integrados, flexíveis e orientados por dados. São projetos estruturantes para preparar Bio-Manguinhos para os desafios futuros. Na prática, a aplicação dos conceitos de Indústria 4.0 e transformação digital permite ampliar a eficiência operacional, a rastreabilidade e o controle dos processos, além de possibilitar decisões mais rápidas e baseadas em informações em tempo real. A digitalização e a automação também contribuem para maior previsibilidade, redução de desvios e melhor utilização dos recursos, aspectos especialmente relevantes em processos complexos e altamente regulados, como a produção de vacinas e biofármacos. Outro ganho fundamental é a flexibilidade. A capacidade de adaptar instalações e processos a novas plataformas tecnológicas e a diferentes produtos torna-se cada vez mais importante diante de novas demandas e possíveis emergências sanitárias. Portanto, estamos falando não apenas de aumentar a capacidade produtiva ou de ganhar eficiência nos processos, mas de construir uma capacidade de resposta mais ágil e preparada para o futuro. 3. A transferência de tecnologia e as parcerias estratégicas têm papel central em diversos projetos sob sua coordenação. Como essa atuação fortalece a capacidade nacional de produzir tecnologias e insumos essenciais para o Sistema Único de Saúde? Primeiramente, é importante que a transferência de tecnologia seja compreendida como parte do processo de PD&I. Mais do que incorporar um produto ou processo desenvolvido externamente, ela representa uma oportunidade de absorção de conhecimento, desenvolvimento de competências e fortalecimento da capacitação tecnológica da instituição. Esse é um tema que abordei na minha trajetória acadêmica. Tanto no mestrado quanto no doutorado, tive como objeto de pesquisa a avaliação do processo e dos ganhos decorrentes dos projetos de transferência de tecnologia para a capacitação tecnológica institucional. Essa experiência reforçou minha percepção de que o valor de uma transferência não está apenas na tecnologia incorporada, no produto final, mas também no conhecimento absorvido, nas competências desenvolvidas e na capacidade que permanece na instituição para sustentar novos ciclos de desenvolvimento e inovação. >> Retornar ao menu <<

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Atualmente, diante da crescente complexidade das tecnologias em saúde, considero igualmente fundamental a complementaridade de competências e conhecimentos entre os diferentes atores envolvidos na PD&I. Nenhuma instituição reúne, isoladamente, todo o conhecimento e todas as capacidades necessárias para responder aos desafios tecnológicos no tempo requerido. A articulação com parceiros tecnológicos, instituições científicas, universidades, empresas e agências de fomento permite combinar competências, compartilhar conhecimentos e acelerar a obtenção de resultados. Para Bio-Manguinhos, essa atuação fortalece a capacidade de internalizar e dominar tecnologias estratégicas, ao mesmo tempo em que amplia sua própria competência para desenvolver, adaptar e incorporar novas soluções. Isso contribui para reduzir vulnerabilidades e dependências externas e para aumentar a capacidade nacional de responder às necessidades do SUS. 4. Os projetos apoiados pela Fiotec abrangem desde o desenvolvimento tecnológico até a modernização da infraestrutura e dos processos de gestão. De que forma essa integração entre diferentes áreas contribui para ampliar o impacto de Bio-Manguinhos na saúde pública brasileira e internacional? O desenvolvimento tecnológico não acontece de forma isolada. Para que o conhecimento se transforme efetivamente em produtos e soluções disponíveis para a população, é necessário que exista uma estrutura institucional capaz de sustentar todo esse processo. Isso envolve infraestrutura adequada, processos de gestão eficientes, pessoas qualificadas, capacidade produtiva e mecanismos que viabilizem a execução dos projetos. Por isso, considero essa integração entre diferentes áreas um dos fatores essenciais para ampliar o impacto de Bio-Manguinhos. Os projetos de desenvolvimento tecnológico geram novas soluções e incorporam novos conhecimentos e competências, enquanto os projetos estruturantes e de modernização criam as condições necessárias para que essas tecnologias possam avançar, ganhar escala e ser incorporadas à capacidade produtiva da instituição. Da mesma forma, a evolução dos processos de gestão contribui para que recursos, prazos e diferentes competências sejam articulados de maneira mais eficiente. Essa visão integrada está muito presente nos projetos que coordeno com o apoio da Fiotec. São projetos institucionais e estruturantes que se complementam e contribuem para fortalecer competências que permanecerão na instituição para além de cada projeto individual. O impacto, portanto, não deve ser medido apenas pelas entregas específicas de cada um desses projetos, mas também pela capacidade institucional construída a partir delas. No âmbito nacional, esse fortalecimento amplia a capacidade de Bio-Manguinhos de responder às demandas do SUS e contribui para fortalecer a autonomia e a soberania nacional na oferta de produtos estratégicos para a saúde. No cenário internacional, amplia as possibilidades de cooperação, intercâmbio de conhecimento e parti10

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cipação em iniciativas de saúde global, fortalecendo a contribuição de Bio-Manguinhos para a saúde pública brasileira e internacional. 5. Olhando para os próximos anos, quais avanços ou resultados você considera mais promissores para Bio-Manguinhos e que podem representar um legado importante para a ciência, a inovação e a autonomia do país na área da saúde? Olhando para os próximos anos, vejo como avanços e resultados promissores para Bio-Manguinhos, justamente a combinação de todos esses fatores mencionados anteriormente: a consolidação de uma infraestrutura produtiva moderna, digitalizada e alinhada aos conceitos de Indústria 4.0; a competência tecnológica acumulada por Bio-Manguinhos, inclusive por meio dos processos de transferência de tecnologia; o avanço no desenvolvimento de tecnologias próprias; e o fortalecimento da integração com os diferentes atores da PD&I. A convergência desses fatores amplia nossa capacidade de transformar conhecimento em soluções estratégicas para a saúde e de avançar em direção a uma maior autonomia tecnológica e produtiva do país.

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Nesse cenário, considero fundamental o papel da Fiotec como fundação de apoio. Uma gestão flexível, ágil e eficiente dos recursos disponíveis, inclusive recursos financeiros provenientes de diferentes fontes de financiamento, é essencial para que projetos complexos avancem no ritmo exigido pela inovação.

Esse apoio à execução permite conectar os recursos às necessidades dos projetos e aos resultados institucionais que buscamos alcançar. Vejo, portanto, como principal legado a construção de uma instituição cada vez mais preparada para inovar, desenvolver e produzir tecnologias estratégicas no país, fortalecendo Bio-Manguinhos, a Fiocruz e o SUS e contribuindo para ampliar a autonomia e reduzir as vulnerabilidades do Brasil na área da saúde.

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Sustentabilidade e diversidade ganham espaço estratégico na Fiotec

Com 283 ações estruturadas em 2026, Fundação avança na construção de uma cultura mais sustentável, inclusiva e conectada aos desafios da sociedade por Gustavo Amaral

Sustentabilidade, diversidade e qualidade de vida vêm ganhando espaço cada vez mais estratégico na Fiotec. Em 2026, a Fundação avançou na consolidação de uma agenda integrada, organizada em três frentes: Programa de Sustentabilidade Ambiental e Social (SAS); Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI); e Programa de Qualidade de Vida (PQV). Juntos, os três programas estruturam ações voltadas à redução de impactos ambientais, à responsabilidade social, à promoção da diversidade e da inclusão e ao cuidado com a saúde e o bem-estar das pessoas. Até agosto, foram 283 12

ações estruturadas, das quais 167 já haviam sido concluídas, representando um avanço real de 59% dos planos de ação definidos. O resultado traduz uma mudança importante na forma de trabalhar esses temas. Criados em 2025 a partir do mapeamento de desafios e prioridades, os programas passaram, em 2026, a contar com metas, indicadores, responsáveis, cronogramas e mecanismos de acompanhamento. A sustentabilidade deixa, assim, de ser um conjunto de iniciativas isoladas para se tornar parte da gestão e da tomada de decisão institucional.

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“Agora, sob o guarda-chuvas do Planejamento Estratégico e com a institucionalização destes programas, temos uma estratégia bem clara sobre o que queremos alcançar e de que forma devemos atuar: com planejamento, monitoramento e avaliação”, pontua o diretor administrativo Marcelo Amaral, que acompanha de perto o desenvolvimento desse trabalho na Fiotec.

Sustentabilidade que chega ao cotidiano No Programa SAS, 127 ações foram previstas para 2026, sendo 76 concluídas até agosto. As iniciativas abrangem mudanças climáticas, eficiência energética, uso responsável da água, economia circular, biodiversidade, educação ambiental e responsabilidade social. Entre os avanços está o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que estabeleceu uma linha de base para que a Fundação possa acompanhar e reduzir seus impactos ambientais. A gestão de recursos também ganhou medidas concretas, como a ampliação da iluminação LED, instalação de dispositivos economizadores de água e iniciativas relacionadas ao reuso de água. A economia circular também entrou na rotina. Até agosto, foram registradas mais de 3,2 toneladas de resíduos, com 52,9% encaminhados para reciclagem. A logística reversa de materiais evitou ainda a emissão estimada de 1.417 quilos de gases de efeito estufa e destinou parte dos recursos obtidos a projetos de inclusão sociodigital.

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Diversidade se constrói com participação Se a sustentabilidade ambiental busca transformar a relação da instituição com seus recursos e seu entorno, o Programa DEI olha também para dentro: para as pessoas, suas diferentes trajetórias e a construção de um ambiente em que todos possam se sentir representados e pertencentes. Em 2026, foram previstas 93 ações no programa, com 54 concluídas. A agenda envolve equidade de gênero, diversidade racial, inclusão da população LGBTQIAPN+, acessibilidade, neurodiversidade, diversidade geracional e valorização da diversidade cultural. Um dos principais marcos foi o Censo de Diversidade, respondido por 555 colaboradores, o equivalente a mais de 85% de adesão, superando a meta definida em 80%. Mais do que medir a participação, o levantamento cria uma base para acompanhar a representatividade na organização e orientar futuras ações de inclusão. Mas é nos Grupos de Afinidade que a diversidade ganha uma dimensão especialmente participativa. Em 2026, seis grupos passaram a atuar de maneira articulada: FioCores, dedicado à população LGBTQIAPN+; Pontes Culturais, às diferentes culturas; FioDelas, às questões de gênero; FioBlack, à raça e etnia; Multigerações, à diversidade geracional; e FioDiversidade, às pessoas com deficiência.

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Ao todo, 127 colaboradores participam ativamente dos grupos, reunindo profissionais de diferentes áreas e níveis da instituição. Em 2026, foram realizados mais de 30 encontros e atividades. Essa atuação também se conecta a iniciativas de acessibilidade. O projeto Mãos que Falam envolveu 83 pessoas ouvintes em oito turmas de Língua Brasileira de Sinais (Libras), enquanto 74 atividades institucionais contaram com intérpretes até agosto. A iniciativa busca reduzir barreiras de comunicação e ampliar a convivência entre profissionais surdos e ouvintes.

Da agenda institucional aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ ONU)

As iniciativas dos programas SAS e DEI também estão relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. A matriz de materialidade da Fiotec conecta temas como mudanças climáticas, economia circular, gestão de recursos naturais, responsabilidade social e diversidade a diferentes ODS. No caso da diversidade e inclusão, destacam-se os ODS 5 (Igualdade de Gênero), 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), 10 (Redução das Desigualdades) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). As ações de responsabilidade social também dialogam com muitos dos ODS estabelecidos pela Organização das Nações Unidas. A relação não é apenas conceitual. Metas como a realização do Censo de Diversidade, a criação de indicadores de DEI e o calendário dos Grupos de Afinidade já estão formalmente associados aos ODS 4, 5, 10, 16 e 17. Aqui você consegue conferir todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). >> Retornar ao menu <<

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Um compromisso que acompanha nosso Planejamento Estratégico (Pepar)

A integração entre sustentabilidade, diversidade e estratégia é um dos principais avanços desse trabalho. Os três programas foram construídos considerando as prioridades estratégicas da Fiotec, os desafios socioambientais relacionados à sua atuação e as expectativas de suas partes interessadas. Por isso, iniciativas como o Inventário de Emissões, o Censo de Diversidade e os Grupos de Afinidade cumprem uma função que vai além da realização de ações. Elas geram informações, estimulam a participação e criam bases para decisões futuras. Marcelo conta que a Fiotec sempre teve em sua visão de negócio tornarse uma instituição mais diversa e plural, mas que muitas vezes faltava direcionalidade a esse esforço. “Em 2026, nosso Pepar estabeleceu como objetivos estratégicos a implementação desses programas. Agora temos iniciativas realmente planejadas, estruturadas, e o mais importante: diretamente relacionadas com nossos valores institucionais”. O próximo passo é ampliar a capacidade de acompanhamento de todas essas iniciativas. Os dados do Censo, por exemplo, deverão subsidiar indicadores permanentes de diversidade; na área ambiental, a linha de base das emissões permitirá estabelecer novos objetivos; e os programas continuarão sendo acompanhados por metas e indicadores. O movimento consolida uma visão em que sustentabilidade não se limita ao cuidado com o meio ambiente, assim como diversidade não se resume à representatividade. Ambas passam a fazer parte de uma mesma construção: uma instituição mais responsável em suas escolhas, mais inclusiva em suas relações e mais preparada para gerar impacto positivo na sociedade. 16

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foto: Conferência Aids

Eventos de projetos apoiados pela Fiotec: como funciona a gestão por credenciamento Desde 2024 a Fiotec abriu o edital de credenciamento para contratação de empresas ou agências para atuar no planejamento operacional, organização, coordenação e execução de eventos demandados pelos projetos que apoia, viabilizando infraestrutura e fornecendo apoio logístico em qualquer um dos estados brasileiros e, inclusive, em outros países. Com base no Decreto Federal n° 11.878/2024, o Edital de Credenciamento permanente publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e permite que qualquer empresa de eventos que cumpra os requisitos de habilitação jurídica, fiscal e técnica exigidos possa se cadastrar a qualquer momento. Esse modelo de negócio traz uma série de vantagens competitivas, como a ampla concorrência no mercado; a adesão aos princípios da administração pública; a gestão dos serviços contratados por uma empresa com expertise; mais segurança e garantia da prestação dos serviços contratados e

da prestação de contas; e a celeridade nas contratações que envolvem minuta contratual. Mas, na prática, como isso funciona? Quando um projeto quer solicitar a realização da gestão de um evento, uma requisição é aberta com o Termo de Referência, documento que solicita o preenchimento de campos específicos com informações necessárias para a contratação de serviços. A requisição é recebida pela equipe de reputação (eventos) que realiza uma análise crítica das informações e envia a solicitação dos eventos às empresas credenciadas. As empresas/agências interessadas em participar da concorrência seguem com as cotações com os fornecedores daqueles serviços descritos no TR e enviam, dentro do prazo estabelecido, com os mapas de cotações. Todos os mapas, de todas as empresas, são enviados para a coordenação do projeto na unidade Fiocruz apoiada, que aprova a credenciada escolhida. Os critérios são melhor preço ou melhor forma de pagamento, ou uma justificativa que desqualifique as empresas concorrentes.

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E quais são os benefícios? As empresas credenciadas são responsáveis pela pesquisa por fornecedores, de acordo com as especificações enviadas, negociação de preços e prazos, gestão dos fornecedores no dia do evento, e contratos com fornecedores. Ou seja, uma empresa com expertise, comprovada pelos requisitos de credenciamento, fica responsável por toda a gestão burocrática do evento, garantindo que ele seja executado com todas as entregas previstas, no dia agendado.

Existem proibições? Claro que sim. O edital tem uma série de regramentos que fazem o processo ser idôneo e transparente, além de indicações que tornam o procedimento mais fluído. Algumas delas são: não é permitida a subcontratação de agência ou empresa de eventos por empresas credenciadas; não é possível escolher ou justificar a escolha de uma credenciada, a RCC é enviada para todas; fornecedor sem nota fiscal (exceto em casos de regiões específicas, como indígenas e quilombolas); não é permitido fornecedor indicado cuja finalidade do CNPJ não esteja ligada à atividade contratada; dentre outros. Afinal, uma das vantagens do credenciamento é um processo transparente, seguindo as diretrizes da administração pública.

Reputação e eventos: como se integram? Em fevereiro de 2026, por decisão estratégica da Diretoria Colegiada da Fiotec, foi criado o núcleo de Reputação e Imagem dentro da Gerência de Comunicação Institucional. Reputação é um ativo estratégico que impacta diretamente o valor de marca, a confiança de interlocutores, o relacionamento com públicos de interesse, além de influenciar diretamente decisões e resultados institucionais. Com esse entendimento, o planejamento e acompanhamento de eventos relacionados a projetos apoiados passaram a fazer parte do escopo de trabalho do Núcleo, entendendo que eventos são canais diretos de experiência com a marca, que quando bem gerenciados fortalecem a reputação, garantindo coerência e foco estratégico. Quando reputação e eventos atuam de forma integrada é possível:

- Planejar eventos com foco estratégico na imagem que a instituição quer projetar - Atuar preventivamente na gestão de riscos reputacionais - Garantir que ações táticas (como eventos) estejam alinhadas à narrativa institucional

foto: Encontro equipes de Projetos e Reputação Fiotec 18

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Eventos estratégicos, que precisam de acompanhamento próximo e atenção diferenciada com equipe multidisciplinar, são um exemplo claro dessa atuação integrada. Como foi o caso da 26ª Conferência Internacional da Aids, evento realizado por meio de projeto apoiado pela Fiotec e tema de episódio na série Fiotec Apoia, no YouTube.

Acesse aqui e confira o episódio!

foto: Conferência Aids

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de notícias

Equipe da Fiotec conhece biofábrica do Método Wolbachia em Paraopeba/MG Encontro no início de setembro foi oportunidade para profissionais envolvidos na gestão administrativa do projeto conhecerem sua estrutura produtiva e processos diários.

Veja mais

Parceria fortalecida: Fiotec participa do Fórum Fiocruz Mata Atlântica Representantes da fundação viveram dia dedicado à cooperação e troca de conhecimentos com profissionais da Cogeplan/Fiocruz.

Conheça

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CUIDA Chagas encerra atividades de campo ampliando diagnóstico e prevenção em países da América do Sul Reunião no Rio de Janeiro marcou encerramento de atividades junto às comunidades para enfrentamento da doença de Chagas, que afeta principalmente populações vulneráveis.

Confira os números do projeto

Fiotec e VPPCB/Fiocruz articulam em conjunto captação de recursos em chamada pública da Finep Parceria fortalece a cooperação entre organizações de base tecnológica e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), ampliando a atuação da Fundação em projetos estratégicos para o País.

Entenda esse trabalho

Rio de Janeiro recebeu em julho a maior conferência sobre HIV/Aids do mundo Evento internacional foi realizado por meio de projeto apoiado pela Fiotec, gerido de forma compartilhada com a Fiocruz.

Leia na íntegra >> Retornar ao menu <<

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Fiotec participa de oficina sobre projeto de reestruturação do Hospital Federal da Lagoa (HFL) Encontro promoveu o alinhamento entre equipes e discutiu as demandas mais recorrentes no trabalho de transição do hospital para o IFF/Fiocruz.

Entenda

Encontro com equipe do Programa Rio Doce foi espaço para debater ações dos projetos apoiados O Programa reúne iniciativas voltadas ao processo de reparação dos danos provocados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Veja o que foi discutido

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Ritmo e ancestralidade: Fiotec participa de Festival Nacional de Música de Terreiro Evento aconteceu no início de julho, no Centro Histórico de Salvador, na Bahia

Veja como foi

Em parceria com a União Europeia, Fiotec promove encontro sobre perspectivas de cooperação internacional “Em 2025 alcançamos a marca de mais de 1.500 projetos apoiados em extensão, ensino, pesquisa, desenvolvimento institucional. Mas sabemos que o estímulo à inovação, as pesquisas nesse sentido, ainda precisam de um estímulo maior”, comentou Cristiane Sendim (diretora executiva) na ocasião.

Leia na íntegra

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CO NE XÃO / fiotecfiocruz


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