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Caro(a) leitor(a),
A edição número 41 do Conexão Fiotec-Fiocruz traz em sua reportagem de capa o compromisso assumido pela Fiotec com a segurança da informação em todos os seus processos. Você vai conhecer as iniciativas e tecnologias utilizadas hoje na instituição, além de entender como a integração entre equipes é peça-chave nesse trabalho.
A coluna Diálogo com apresenta a você o projeto Cozinhas Solidárias, coordenado por Hermano Albuquerque, pesquisador da Ensp/Fiocruz.
A maturidade organizacional é o tema central do Relatório de Atividades 2025 da Fiotec. Já está publicado no portal da instituição o instrumento que consolida um modelo mais estratégico e alinhado ao propósito da própria Fiotec e da Fiocruz.
Ainda tem Giro de Notícias reunindo tudo que aconteceu nos últimos meses.
Aproveite a leitura! Gerência de Comunicação Institucional
SUMÁ RIO
Diálogo com: Hermano Albuquerque 6
Giro de Notícias 14
Confira o Relatório de Atividades 2025 5
Reportagem de capa: compromisso com a segurança da informação 10
RELATÓRIO DE ATIVIDADES
O Relatório de Atividades 2025 da Fiotec já está disponível e apresenta, de forma transparente e integrada, os principais resultados, avanços e desafios da instituição ao longo do último ano.
retrata a maturidade organizacional da Instituição
Após o processo de reformulação iniciado em 2024, o documento consolida um modelo mais estratégico e alinhado ao propósito da Fundação, conectando governança, gestão, pessoas, projetos e desempenho institucional em uma narrativa que evidencia a geração de valor para a Fiocruz e para a sociedade.
A palavra que marca esta edição é maturidade organizacional. Ao longo de 2025, a Fiotec fortaleceu a integração entre planejamento estratégico e gestão de pessoas, ampliou o diálogo com as unidades da Fiocruz por meio do Fiotec Escuta, avançou em iniciativas de transformação digital, aperfeiçoou processos de governança e consolidou ações voltadas à sustentabilidade, à inclusão e à inovação.
O relatório também apresenta conquistas importantes, como a certificação ISO 9001 na área de compras, a implementação da Política de Câmbio, a criação do Núcleo de Obras e Serviços de Engenharia (Nose), o lançamento da assistente virtual Fiteca e o reconhecimento da instituição em iniciativas de ética, compliance e responsabilidade social.
Além de prestar contas de suas atividades, o documento reforça o compromisso da Fiotec com a transparência, a integridade e a melhoria contínua, oferecendo uma visão abrangente sobre como a Fundação apoia a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação em saúde no âmbito da Fiocruz.
Convidamos toda a comunidade Fiocruz, parceiros e demais públicos de interesse a conhecerem o Relatório de Atividades 2025 e acompanharem os resultados que refletem o trabalho coletivo realizado ao longo do ano.
Acesse o relatório completo no site da Fiotec
Hermano Castro é pesquisador
titular do Cesteh/ENSP/Fiocruz, médico pneumologista e doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. por Rosa Andrade
Coordenador do projeto “Cozinhas Solidárias: educação popular no acesso a direitos de Soberania Alimentar e Justiça Climática”, tema do 7º episódio da série Fiotec Apoia, ele conversou com a Fiotec sobre os impactos da iniciativa nos territórios, a importância da gestão de projetos para ampliar o alcance das ações e o papel da parceria com a Fundação no fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades. Confira:
Como o apoio da Fiotec contribui para a viabilização e execução dos projetos que você coordena na Fiocruz?
O apoio da Fiotec é fundamental porque dá ao projeto a estrutura de gestão que ele precisa para sair do papel e chegar de fato aos territórios. Na prática, temos agilidade na contratação de equipe, na compra de insumos e de equipamentos e na execução orçamentária.
E isso, somado à transparência, governança, rastreabilidade institucional e controle social sobre o uso do recurso público, o que nos dá muita tranquilidade na coordenação, sem abrir mão da dinâmica compatível com a urgência das realidades que atendemos. Sem esse suporte, muitas ações de relevância no dia a dia dos territórios simplesmente não aconteceriam no tempo certo.
Na sua experiência, quais são os principais diferenciais da parceria com a Fiotec no dia a dia da gestão dos projetos?
Eu destacaria três coisas: a agilidade nos processos, a segurança jurídica e administrativa e a proximidade da equipe da Fiotec com quem está executando o projeto na ponta. É um diálogo constante, em que a Fiotec entende as especificidades de um projeto social, com suas urgências e particularidades, e ajuda a encontrar soluções. Isso faz toda a diferença quando se trabalha com populações em situação de vulnerabilidade, em que o tempo de resposta importa.
O projeto Cozinhas Solidárias tem gerado impactos importantes. Quais resultados mais te marcaram até agora?
O que mais me marca é ver como uma ação que nasceu para enfrentar a fome se transformou em algo muito maior: um espaço de cuidado, de vínculo comunitário e de promoção de saúde nos territórios. Cada refeição servida representa segurança alimentar, mas também dignidade, acolhimento e, muitas vezes, a porta de entrada para outros direitos, como acesso à saúde, à informação, à organização comunitária. Ver as cozinhas se tornarem referência para as famílias, e não apenas um ponto de distribuição de comida, é o resultado que mais importa, pois trazemos a cidadania tão necessária para esses territórios.
De que forma iniciativas como o Cozinhas Solidárias dialogam com a missão da Fiocruz de promover saúde e reduzir desigualdades?
A Fiocruz entende saúde de forma ampliada, não restrita à ausência de doença, mas como resultado das condições de vida, de moradia, da alimentação, do trabalho e de um ambiente saudável. As Cozinhas Solidárias materializam exatamente esse conceito: ao garantir alimentação adequada e saudável para quem vive em vulnerabilidade, estamos atuando diretamente sobre a determinação socioambiental mais importante da saúde. É a Fiocruz cumprindo seu papel de instituição pública de ciência e saúde comprometida com a redução das desigualdades, presente onde a vida pede resposta.
Quais são os próximos passos ou perspectivas para os projetos que você coordena, e como a Fiotec segue contribuindo nesse caminho?
Os próximos passos passam por ampliar o alcance dos projetos, fortalecer a formação das pessoas que atuam na ponta e um ponto que considero de suma importância, consolidar essas iniciativas como política pública duradoura, e não apenas como resposta emergencial. Para isso, a continuidade do apoio da Fiotec é essencial, na gestão dos recursos, na sustentação da equipe e na flexibilidade para acompanhar o projeto à medida que ele cresce e se adapta às novas demandas dos territórios. É uma parceria que segue evoluindo junto com o próprio projeto.
Segurança da Informação: uma construção coletiva para proteger a
Fiotec
por Clara Tavares
Em um cenário em que as ameaças cibernéticas se tornam cada vez mais frequentes e sofisticadas, proteger informações, sistemas e processos deixou de ser apenas uma preocupação da área de Tecnologia. Hoje, a Segurança da Informação é um tema estratégico para as organizações e depende do compromisso de todas as pessoas que fazem parte delas.
Ao longo dos últimos anos, a Fiotec vem fortalecendo sua atuação nessa frente por meio de uma série de iniciativas que ampliaram a proteção institucional e consolidaram uma cultura de segurança cada vez mais presente no dia a dia dos colaboradores.
Esse processo de evolução acontece de forma alinhada às melhores práticas internacionais, especialmente às diretrizes da ISO/IEC 27001, norma que orienta a criação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) baseado em gestão de riscos, governança e melhoria contínua.
Uma evolução
construída em diferentes frentes
Os avanços da Fiotec em Segurança da Informação podem ser observados em quatro grandes pilares:
1. Governança mais estruturada e integrada
Nos últimos anos, a instituição consolidou mecanismos formais de governança, fortalecendo a gestão da Segurança da Informação por meio da revisão da Política de Segurança da Informação (PSI), da criação do Programa de Segurança da Informação e Privacidade, além da elaboração de normas complementares e procedimentos operacionais.
A área também passou a atuar de forma mais integrada com outros se-
tores da fundação, participando de decisões estratégicas e contratuais e contribuindo para o alinhamento da instituição às boas práticas de mercado e aos requisitos regulatórios.
Essa evolução reforça um dos princípios centrais da ISO 27001: a segurança deve fazer parte do contexto do negócio e contar com o comprometimento da liderança para gerar resultados efetivos.
2. Gestão baseada em riscos
Outro avanço importante foi a adoção de uma abordagem baseada em riscos. Na prática, isso significa que a segurança deixou de ser tratada apenas de forma reativa, passando a ser gerida de maneira contínua e estruturada.
A identificação, avaliação e tratamento de riscos permitem que os controles sejam priorizados de acordo com sua criticidade, reduzindo a exposição da instituição a ameaças e vulnerabilidades.
3. Proteção em múltiplas camadas
A Fiotec também ampliou a implementação de controles de segurança em diferentes dimensões da organização. Entre eles estão os controles organizacionais, relacionados a políticas, processos e gestão de fornecedores; os controles voltados às pessoas, que incluem treinamentos, conscientização e definição de responsabilidades; os controles tec-
nológicos, focados na proteção de sistemas, monitoramento e gestão de vulnerabilidades; e os controles físicos, destinados à proteção dos ambientes e da infraestrutura.
Juntas, essas medidas formam uma camada integrada de proteção, capaz de fortalecer a segurança institucional de forma sistêmica.
4. Melhoria contínua como prática permanente
O monitoramento periódico dos controles, a criação de indicadores e métricas e a revisão constante das práticas adotadas permitem que a instituição acompanhe as mudanças no cenário de ameaças e mantenha seus mecanismos de proteção atualizados.
Essa abordagem segue o modelo PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir), um dos fundamentos da ISO 27001, que promove a melhoria contínua e a adaptação constante às necessidades do negócio.
Nesse contexto, a Segurança da Informação deixa de atuar apenas na resposta a incidentes e passa a exercer um papel preventivo, estratégico e voltado à resiliência organizacional.
E qual o papel dos
colaboradores?
Embora a tecnologia seja uma aliada indispensável, a proteção das informações depende, sobretudo, das pessoas. A promoção de comportamentos seguros no dia a dia é um dos fatores mais importantes para reduzir riscos. Afinal, muitas ameaças exploram justamente o fator humano, por meio de tentativas de phishing, engenharia social e outras formas de fraude.
Por isso, o engajamento dos colaboradores é considerado uma peça-chave na estratégia de Segurança da Informação da Fiotec. A participação em treinamentos, campanhas de conscientização e iniciativas educativas fortalece a capacidade de prevenção e resposta da instituição, além de contribuir para a construção de uma cultura organizacional mais segura.
Quando cada pessoa compreende seu papel na proteção das informações, os controles implementados tornam-se mais eficazes e os riscos operacionais são significativamente reduzidos.
Essas ações também ajudam a garantir conformidade com requisitos legais e regulatórios, além de fortalecer a credibilidade institucional junto a parceiros, financiadores e demais públicos de relacionamento.
Olhando para o futuro
Entre os próximos passos estão a evolução da gestão de riscos e da resiliência cibernética, a ampliação das iniciativas de conscientização, o fortalecimento do monitoramento proativo de ameaças e o avanço na maturidade da governança por meio da implementação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI), que fará parte do escopo da futura certificação ISO 27001.
A Segurança da Informação na Fiotec é uma responsabilidade compartilhada. E é justamente essa construção coletiva que nos torna mais preparada para enfrentar desafios.
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