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Conexão Fiotec - Fiocruz | Edição 41

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Relatório de Atividades 2025 da Fiotec

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Conheça o projeto Cozinhas Solidárias

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CONSELHO CURADOR

Fábio Rodrigues Lamin

Presidente do Conselho Curador

Aldemir Lima Maquiné

Ana Cláudia Leão

Antonio Fernando de Souza Queiroz

Camile Giaretta Sachetti

Flávia Silva

Nercilene Santos da Silva Monteiro

CONSELHO FISCAL

Sonáli da Silva Mota

Presidente do Conselho Fiscal

Claudia Domingues da Silva

Deyves Mendes Paraguassu

DIRETORIA EXECUTIVA

Cristiane Sendim

Diretora executiva

Mansur Ferreira Campos

Diretor financeiro

Marcelo do Amaral Wendeling

Diretor administrativo

Vanessa Costa e Silva

Diretora técnica

CONEXÃO FIOTEC-FIOCRUZ

Informativo institucional da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec).

Todo o conteúdo pode ser reproduzido, desde que citada a fonte.

EDIÇÃO

Janaina Campos

REVISÃO

Gustavo Amaral e Rosa Andrade

REDAÇÃO

Clara Tavares, Gustavo Amaral e Rosa Andrade

DIAGRAMAÇÃO

Francisco Tebet e Melissa Souza

FOTOS

Fiocruz Imagens, Adobe Stock, Acervo Fiotec, Magnific.

DÚVIDAS OU SUGESTÕES? ENTRE EM CONTATO CONOSCO comunicacao@fiotec.fiocruz.br www.fiotec.fiocruz.br / fiotecfiocruz Acompanhe nossas redes sociais!

Caro(a) leitor(a),

A edição número 41 do Conexão Fiotec-Fiocruz traz em sua reportagem de capa o compromisso assumido pela Fiotec com a segurança da informação em todos os seus processos. Você vai conhecer as iniciativas e tecnologias utilizadas hoje na instituição, além de entender como a integração entre equipes é peça-chave nesse trabalho.

A coluna Diálogo com apresenta a você o projeto Cozinhas Solidárias, coordenado por Hermano Albuquerque, pesquisador da Ensp/Fiocruz.

A maturidade organizacional é o tema central do Relatório de Atividades 2025 da Fiotec. Já está publicado no portal da instituição o instrumento que consolida um modelo mais estratégico e alinhado ao propósito da própria Fiotec e da Fiocruz.

Ainda tem Giro de Notícias reunindo tudo que aconteceu nos últimos meses.

Aproveite a leitura! Gerência de Comunicação Institucional

SUMÁ RIO

Diálogo com: Hermano Albuquerque 6

Giro de Notícias 14

Confira o Relatório de Atividades 2025 5

Reportagem de capa: compromisso com a segurança da informação 10

RELATÓRIO DE ATIVIDADES

O Relatório de Atividades 2025 da Fiotec já está disponível e apresenta, de forma transparente e integrada, os principais resultados, avanços e desafios da instituição ao longo do último ano.

retrata a maturidade organizacional da Instituição

Após o processo de reformulação iniciado em 2024, o documento consolida um modelo mais estratégico e alinhado ao propósito da Fundação, conectando governança, gestão, pessoas, projetos e desempenho institucional em uma narrativa que evidencia a geração de valor para a Fiocruz e para a sociedade.

A palavra que marca esta edição é maturidade organizacional. Ao longo de 2025, a Fiotec fortaleceu a integração entre planejamento estratégico e gestão de pessoas, ampliou o diálogo com as unidades da Fiocruz por meio do Fiotec Escuta, avançou em iniciativas de transformação digital, aperfeiçoou processos de governança e consolidou ações voltadas à sustentabilidade, à inclusão e à inovação.

O relatório também apresenta conquistas importantes, como a certificação ISO 9001 na área de compras, a implementação da Política de Câmbio, a criação do Núcleo de Obras e Serviços de Engenharia (Nose), o lançamento da assistente virtual Fiteca e o reconhecimento da instituição em iniciativas de ética, compliance e responsabilidade social.

Além de prestar contas de suas atividades, o documento reforça o compromisso da Fiotec com a transparência, a integridade e a melhoria contínua, oferecendo uma visão abrangente sobre como a Fundação apoia a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação em saúde no âmbito da Fiocruz.

Convidamos toda a comunidade Fiocruz, parceiros e demais públicos de interesse a conhecerem o Relatório de Atividades 2025 e acompanharem os resultados que refletem o trabalho coletivo realizado ao longo do ano.

Acesse o relatório completo no site da Fiotec

Hermano Castro é pesquisador

titular do Cesteh/ENSP/Fiocruz, médico pneumologista e doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. por Rosa Andrade

Coordenador do projeto “Cozinhas Solidárias: educação popular no acesso a direitos de Soberania Alimentar e Justiça Climática”, tema do 7º episódio da série Fiotec Apoia, ele conversou com a Fiotec sobre os impactos da iniciativa nos territórios, a importância da gestão de projetos para ampliar o alcance das ações e o papel da parceria com a Fundação no fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades. Confira:

Como o apoio da Fiotec contribui para a viabilização e execução dos projetos que você coordena na Fiocruz?

O apoio da Fiotec é fundamental porque dá ao projeto a estrutura de gestão que ele precisa para sair do papel e chegar de fato aos territórios. Na prática, temos agilidade na contratação de equipe, na compra de insumos e de equipamentos e na execução orçamentária.

E isso, somado à transparência, governança, rastreabilidade institucional e controle social sobre o uso do recurso público, o que nos dá muita tranquilidade na coordenação, sem abrir mão da dinâmica compatível com a urgência das realidades que atendemos. Sem esse suporte, muitas ações de relevância no dia a dia dos territórios simplesmente não aconteceriam no tempo certo.

Na sua experiência, quais são os principais diferenciais da parceria com a Fiotec no dia a dia da gestão dos projetos?

Eu destacaria três coisas: a agilidade nos processos, a segurança jurídica e administrativa e a proximidade da equipe da Fiotec com quem está executando o projeto na ponta. É um diálogo constante, em que a Fiotec entende as especificidades de um projeto social, com suas urgências e particularidades, e ajuda a encontrar soluções. Isso faz toda a diferença quando se trabalha com populações em situação de vulnerabilidade, em que o tempo de resposta importa.

O projeto Cozinhas Solidárias tem gerado impactos importantes. Quais resultados mais te marcaram até agora?

O que mais me marca é ver como uma ação que nasceu para enfrentar a fome se transformou em algo muito maior: um espaço de cuidado, de vínculo comunitário e de promoção de saúde nos territórios. Cada refeição servida representa segurança alimentar, mas também dignidade, acolhimento e, muitas vezes, a porta de entrada para outros direitos, como acesso à saúde, à informação, à organização comunitária. Ver as cozinhas se tornarem referência para as famílias, e não apenas um ponto de distribuição de comida, é o resultado que mais importa, pois trazemos a cidadania tão necessária para esses territórios.

De que forma iniciativas como o Cozinhas Solidárias dialogam com a missão da Fiocruz de promover saúde e reduzir desigualdades?

A Fiocruz entende saúde de forma ampliada, não restrita à ausência de doença, mas como resultado das condições de vida, de moradia, da alimentação, do trabalho e de um ambiente saudável. As Cozinhas Solidárias materializam exatamente esse conceito: ao garantir alimentação adequada e saudável para quem vive em vulnerabilidade, estamos atuando diretamente sobre a determinação socioambiental mais importante da saúde. É a Fiocruz cumprindo seu papel de instituição pública de ciência e saúde comprometida com a redução das desigualdades, presente onde a vida pede resposta.

Quais são os próximos passos ou perspectivas para os projetos que você coordena, e como a Fiotec segue contribuindo nesse caminho?

Os próximos passos passam por ampliar o alcance dos projetos, fortalecer a formação das pessoas que atuam na ponta e um ponto que considero de suma importância, consolidar essas iniciativas como política pública duradoura, e não apenas como resposta emergencial. Para isso, a continuidade do apoio da Fiotec é essencial, na gestão dos recursos, na sustentação da equipe e na flexibilidade para acompanhar o projeto à medida que ele cresce e se adapta às novas demandas dos territórios. É uma parceria que segue evoluindo junto com o próprio projeto.

Segurança da Informação: uma construção coletiva para proteger a

Fiotec

Em um cenário em que as ameaças cibernéticas se tornam cada vez mais frequentes e sofisticadas, proteger informações, sistemas e processos deixou de ser apenas uma preocupação da área de Tecnologia. Hoje, a Segurança da Informação é um tema estratégico para as organizações e depende do compromisso de todas as pessoas que fazem parte delas.

Ao longo dos últimos anos, a Fiotec vem fortalecendo sua atuação nessa frente por meio de uma série de iniciativas que ampliaram a proteção institucional e consolidaram uma cultura de segurança cada vez mais presente no dia a dia dos colaboradores.

Esse processo de evolução acontece de forma alinhada às melhores práticas internacionais, especialmente às diretrizes da ISO/IEC 27001, norma que orienta a criação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) baseado em gestão de riscos, governança e melhoria contínua.

Uma evolução

construída em diferentes frentes

Os avanços da Fiotec em Segurança da Informação podem ser observados em quatro grandes pilares:

1. Governança mais estruturada e integrada

Nos últimos anos, a instituição consolidou mecanismos formais de governança, fortalecendo a gestão da Segurança da Informação por meio da revisão da Política de Segurança da Informação (PSI), da criação do Programa de Segurança da Informação e Privacidade, além da elaboração de normas complementares e procedimentos operacionais.

A área também passou a atuar de forma mais integrada com outros se-

tores da fundação, participando de decisões estratégicas e contratuais e contribuindo para o alinhamento da instituição às boas práticas de mercado e aos requisitos regulatórios.

Essa evolução reforça um dos princípios centrais da ISO 27001: a segurança deve fazer parte do contexto do negócio e contar com o comprometimento da liderança para gerar resultados efetivos.

2. Gestão baseada em riscos

Outro avanço importante foi a adoção de uma abordagem baseada em riscos. Na prática, isso significa que a segurança deixou de ser tratada apenas de forma reativa, passando a ser gerida de maneira contínua e estruturada.

A identificação, avaliação e tratamento de riscos permitem que os controles sejam priorizados de acordo com sua criticidade, reduzindo a exposição da instituição a ameaças e vulnerabilidades.

3. Proteção em múltiplas camadas

A Fiotec também ampliou a implementação de controles de segurança em diferentes dimensões da organização. Entre eles estão os controles organizacionais, relacionados a políticas, processos e gestão de fornecedores; os controles voltados às pessoas, que incluem treinamentos, conscientização e definição de responsabilidades; os controles tec-

nológicos, focados na proteção de sistemas, monitoramento e gestão de vulnerabilidades; e os controles físicos, destinados à proteção dos ambientes e da infraestrutura.

Juntas, essas medidas formam uma camada integrada de proteção, capaz de fortalecer a segurança institucional de forma sistêmica.

4. Melhoria contínua como prática permanente

O monitoramento periódico dos controles, a criação de indicadores e métricas e a revisão constante das práticas adotadas permitem que a instituição acompanhe as mudanças no cenário de ameaças e mantenha seus mecanismos de proteção atualizados.

Essa abordagem segue o modelo PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir), um dos fundamentos da ISO 27001, que promove a melhoria contínua e a adaptação constante às necessidades do negócio.

Nesse contexto, a Segurança da Informação deixa de atuar apenas na resposta a incidentes e passa a exercer um papel preventivo, estratégico e voltado à resiliência organizacional.

E qual o papel dos

colaboradores?

Embora a tecnologia seja uma aliada indispensável, a proteção das informações depende, sobretudo, das pessoas. A promoção de comportamentos seguros no dia a dia é um dos fatores mais importantes para reduzir riscos. Afinal, muitas ameaças exploram justamente o fator humano, por meio de tentativas de phishing, engenharia social e outras formas de fraude.

Por isso, o engajamento dos colaboradores é considerado uma peça-chave na estratégia de Segurança da Informação da Fiotec. A participação em treinamentos, campanhas de conscientização e iniciativas educativas fortalece a capacidade de prevenção e resposta da instituição, além de contribuir para a construção de uma cultura organizacional mais segura.

Quando cada pessoa compreende seu papel na proteção das informações, os controles implementados tornam-se mais eficazes e os riscos operacionais são significativamente reduzidos.

Essas ações também ajudam a garantir conformidade com requisitos legais e regulatórios, além de fortalecer a credibilidade institucional junto a parceiros, financiadores e demais públicos de relacionamento.

Olhando para o futuro

Entre os próximos passos estão a evolução da gestão de riscos e da resiliência cibernética, a ampliação das iniciativas de conscientização, o fortalecimento do monitoramento proativo de ameaças e o avanço na maturidade da governança por meio da implementação de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI), que fará parte do escopo da futura certificação ISO 27001.

A Segurança da Informação na Fiotec é uma responsabilidade compartilhada. E é justamente essa construção coletiva que nos torna mais preparada para enfrentar desafios.

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