Edição
2021 PANORAMA DO MERCADO DE FTTH/B NA AMÉRICA LATINA Mercado latino-americano mantém crescimento e chega a mais de 80 milhões de casas passadas por fibra óptica Pág. 07
O AVANÇO DAS REDES 5G A era das redes 5G já começou na América Latina, mas a operação comercial só começará em 2022 Pág. 16
DIVERSIFICAÇÃO DE USO Aumento na demanda obriga infraestruturas ópticas a suportar múltiplos serviços Pág. 17
CONECTORES TIPO IP68 Novos modelos permitem distribuição mais flexível da rede óptica, reduzindo custos Pág. 25
SUMÁRIO 3
INTRODUÇÃO
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O FUTURO ESTÁ DISPONÍVEL
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FIBER BROADBAND ASSOCIATION CAPÍTULO LATAM
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O MDU NO CENTRO DA ESTRATÉGIA DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS
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MEGACABLE MARCA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA EM REDES DE ÚLTIMA MILHA NO MÉXICO
7 AMÉRICA LATINA ULTRAPASSA 80 MILHÕES DE CASAS PASSADAS POR FIBRA ÓPTICA
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REDES 5G AVANÇAM NA AMÉRICA LATINA
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REDES MULTI-X: MULTISSERVIÇOS E/OU MULTIOPERADORAS
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NOVAS CERTIFICAÇÕES DA FBA
REDES DE CONECTIVIDADE COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO E ACELERADOR DE ECONOMIAS REGIONAIS
PALAVRA DO PRESIDENTE
EXPEDIENTE
A PHOENIX FIBER E SUA REDE NEUTRA
Redação: F2 Conteúdo Conselho Administrativo FBA (Fiber Broadband Association) - Latam Chapter
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Nelson Saito - presidente da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
UFINET LEVA AS REDES NEUTRAS PARA A AMÉRICA LATINA
Liza Poe - diretora de Marketing Luiz Henrique Felchner - membro do Comitê de Marketing Edwar Juarez - membro do Comitê de Marketing Edna Preuss - diretora de Assuntos da Indústria e Serviços aos Membros Eduardo Jedruch - diretor Regulatório Roberto Falconí - chairman do Comitê de Regulações
24 FCGA – FIBER COUNCIL GLOBAL ALLIANCE
Luis Fernando Leon - membro do Comitê de Regulações Nicanor Ruiz - diretor de Tecnologia Anthony Medeiros - membro do Comitê de Tecnologia Xavier Chiron - membro do Comitê de Tecnologia Diagramação, projeto gráfico e revisão: Weber Shandwick Tradução: F2 Conteúdo Banco de imagens: Getty Images, Megacable
INTRODUÇÃO Por: Liza Poe
Diretora de Marketing da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
Chegamos a mais uma edição da revista da Fiber Broadband Association LATAM Chapter, que traz um overview bastante completo sobre a evolução da tecnologia FTTH/B na região, casos de sucesso, estudo técnicos e, também, um panorama sobre a evolução das redes 5G. É certo que o futuro deve ser bastante desafiador, mas todo o contexto que apresentamos aqui nos mostra que os resultados continuarão sendo positivos. Um bom exemplo é a evolução das redes de fibra no mercado latino-americano. O estudo realizado pela FBA LATAM Chapter, em parceria com a IDATE Digiworld, mostra que o volume de residências passadas por fibra chegou a 81,7 milhões, 48% mais que em 2019; e que o número de assinantes chegou a 28,2 milhões, ou 34,5% mais que em nossa última edição. E o ritmo deve se manter, já que identificamos mais de 100 iniciativas FTTH/B na região e algumas singularidades entre elas. Algumas destas iniciativas estão retratadas aqui. Dois destes casos, da Phoenix e da Ufinet, mostram como as redes neutras estão ajudando as operadoras a expandir suas operações com investimentos reduzidos. Em outra frente, mostramos como a Megacable vem trabalhando para se transformar em uma das
“
maiores operadoras de telecomunicações do México e da região. Ainda sobre a tecnologia FTTH/B, os white papers publicados nesta edição trazem aprofundamentos técnicos sobre as redes Multi-X e como a utilização de componentes pré-fabricados vem agilizando e dando mais segurança à implantação de redes FTTH/B. Como não só de redes de fibra vive nosso mercado, apresentamos aqui outro estudo, que mostra que as redes 5G estão saindo do papel, com as primeiras operações comerciais previstas para 2022. A pesquisa constata que a era do 5G já começou na região e que podemos esperar que elas estejam presentes não apenas em projetos de mobilidade, mas também no preenchimento da última milha na oferta de serviços de banda larga fixa, com as chamadas redes 5G FWA (Fixed Wireless Access). Mesmo com todos os desafios apresentados nos últimos dois anos, seguimos crescendo e evoluindo uma tecnologia que tem se mostrado ainda mais necessária nesses tempos de trabalho remoto e aumento de consumo de conteúdo via internet. E continuaremos assim! Boa leitura!
O Capítulo LATAM do conselho FBA é a ponte através da qual o setor de telecomunicações na América Latina pode rapidamente receber e trocar dados da indústria, conectando pessoas, recursos e ideias para um futuro mais brilhante.” Liza Poe Diretora de Marketing da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
Vozes da FBA REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
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FIBER BROADBAND ASSOCIATION – CAPÍTULO LATAM Por: Redação
NOSSA MISSÃO A missão da Fiber Broadband Association é acelerar a implementação de redes de banda larga de fibra para garantir a equidade digital e permitir que cada comunidade aproveite os benefícios econômicos e sociais que apenas a fibra pode oferecer. O Capítulo LATAM da Fiber Broadband Association é uma organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de promover, em toda a América Latina, a adoção de redes de acesso por fibras ópticas de alta qualidade como plataformas universais de banda larga bidirecional; promover o desenvolvimento econômico e aumentar a qualidade de vida proveniente de sua adoção em setores como educação, saúde, defesa e segurança. Nós ajudamos os fornecedores a tomar decisões informadas sobre como, onde e por que construir melhores redes de banda larga de fibra óptica, contando com a participação de seus membros para liderar a organização e colaborar com parceiros da indústria para estimular o desenvolvimento da fibra. Nossa visão é ser a voz do desenvolvimento da banda larga de ultra velocidade em toda a América Latina, representando distribuidores, fabricantes, contratistas, operadores de rede, companhias de engenharia e construção e todos aqueles que contribuem para o desenvolvimento da fibra.
REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
O capítulo LATAM da Fiber Broadband Association dá as boas-vindas aos membros de todas as empresas envolvidas na implementação de redes à prova de futuro e que apoiam a expansão das redes em fibra em toda a América Latina.
NOSSA VISÃO: UM MUNDO ONDE AS COMUNICAÇÕES SÃO ILIMITADAS, MELHORANDO A QUALIDADE DE VIDA E A EQUIDADE DIGITAL EM TODO E QUALQUER LUGAR 4
MEMBROS PREMIER
FORNECEDORES DE SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS
OPERADORAS DE REDE
O Capítulo LATAM da FBA também provê recursos para que operadores de redes – potenciais ou já instalados – promovam a qualidade e os altos padrões da implementação da tecnologia de fibra em toda a região. Nossos recursos incluem oportunidades de networking, participação em trilhas educacionais em conferências, treinamentos e certificações, pesquisas de mercado, publicação de white papers, webinars com estudos de caso e soluções e o suporte a todos os esforços regulatórios para expandir a implantação de banda larga baseada em fibra.
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Drop Universal ProdigyTM
Cabo de Distribuição
Hub OTE2
Terminais TAP
Terminais TAP
Terminais TAP
rounded rectangle tool
Terminais TAP com conectores reforçados, flexibilidade para as redes FTTX A nova linha de conectores reforçados e tecnologia Tap da CommScope, oferece uma opção compacta para uso nas redes de distribuição, onde uma solução totalmente conectorizada é necessária. Usando adaptadores ópticos reforçados, o diferencial Tap fornece uma solução que reduz o tempo de instalação e implantação, mas ainda fornece a segurança de uma conexão associado à conectividade reforçada. A nova linha Tap incorpora um splitter desbalanceado (em várias proporções), um splitter balanceado (Tap conectorizado) e um splitter balanceado com terminação TAP. Adequado para vários ambientes de instalação, como subterrâneo, aéreo e montagem na parede, a família Tap oferece uma solução flexível para redes FTTX.
AMÉRICA LATINA ULTRAPASSA 80 MILHÕES DE CASAS PASSADAS POR FIBRA ÓPTICA Por: Redação
Estudo da Fiber Broadband Association LATAM Chapter realizado pela IDATE Digiworld, mostra que os maiores mercados da região terão suas redes comerciais em operação até 2022 A FBA LATAM Chapter acaba de divulgar o estudo Latin America FTTH/B Market Panorama, realizado pela IDATE Digiworld, que avalia o status de utilização da tecnologia em 18 países da região. A pesquisa aponta que o uso de fibra na América Latina continua em crescimento: o volume de casas passadas por essa tecnologia chegou a 81,7 milhões, um crescimento de 48% em relação a 2019; enquanto o número de assinantes chegou a 28,2 milhões, ou 34,5% mais que na última edição da pesquisa. Encerrado em setembro do ano passado e atualizado em maio desse ano, o estudo identificou mais de 100 iniciativas FTTH/B na região e algumas singularidades entre elas. Um exemplo é a participação dos chamados altnets (provedores alternativos ou simplesmente Provedores de Internet) no mercado, principalmente no Brasil, México e Colômbia. Hoje eles respondem por 71,8% das casas passadas por fibra na região. Outras 26,8% das redes de fibra foram implementadas por operadores tradicionais. Aqui também se verifica crescimento, uma vez que eles respondiam por apenas
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13% das redes em 2018, em um movimento alavancado por extensas implementações de fibra e pela substituição maciça das antigas redes de cobre e cabo. Há ainda 1,3% de redes implementadas pelas empresas de utilities.
O USO DE FIBRA NA AMÉRICA LATINA CONTINUA EM CRESCIMENTO: O VOLUME DE CASAS PASSADAS POR ESSA TECNOLOGIA CHEGOU A 81,7 MILHÕES, UM CRESCIMENTO DE 48% EM RELAÇÃO A 2019
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“Também constatamos que os operadores tradicionais e os provedores de Internet (ISP) estão comprometidos em fornecer fibra para áreas remotas e isoladas, enquanto a maioria das áreas urbanas agora são cobertas por fibra em muitos países”, afirma Luiz Henrique Felchner, membro do Comitê de Marketing da FBA LATAM Chapter, lembrando que, em média, as redes FTTH/B cobrem 48% dos domicílios na região, o que representa um volume 11,5% maior do que em dezembro de 2019. COBERTURA E TECNOLOGIA Dos 18 países pesquisados, apenas sete contam com mais de 50% de cobertura. São eles:
94,7% Trinidad e Tobago
67,8% Jamaica
91,8%
90,9%
Chile
Uruguai
56,4%
54,7%
Brasil
Argentina
88,4% Barbados
5% Paraguai
Além disso, o estudo identificou esforços intensificados em países como Brasil, México e Argentina para atingir áreas menos densas com conectividade full-fiber, muitos deles com forte desempenho de provedores locais e municípios. “Esses percentuais também denotam um potencial de crescimento muito grande em muitos países, como Argentina, Brasil, Chile, Equador e Colômbia, dado o envolvimento de todo o ecossistema de telecomunicações e programas nacionais em fibra”, afirma Luiz Henrique, ressaltando que as estratégias de aquisição em curso no setor de telecomunicações irão conduzir ao crescimento futuro das redes de fibra na América Latina.
“
A TECNOLOGIA FTTH ESTÁ PRESENTE EM 93% DOS PROJETOS NA REGIÃO, COM O RESTANTE UTILIZANDO A FTTB Além das residências atendidas por fibra, o número de assinantes também continua em crescimento. No Brasil, por exemplo, o volume de assinantes cresceu 52%, o que representou a adição de mais 5,3 milhões de usuários de redes de fibra. Não por acaso, metade dos países da região alcançou uma absorção de FTTH/B de mais de 30%, mesmo com o desafio apresentado pelas redes baseadas em cabo que contam com DOCSIS 3.0, como ocorre no México, na Argentina e no Peru. “No entanto, as implementações intensivas de fibra em curso, juntamente com a comercialização de ofertas multi-Gbps para usuários residenciais, farão com que os mercados de fibra cresçam massivamente nos próximos anos, superando as antigas redes DSL”, prevê Luiz Henrique.
É um privilégio fazer parte do time desde a sua fundação, em 2009. Estamos trabalhando como voluntários para ajudar na implementação de redes FTTH e, principalmente, para diminuir a desigualdade digital na América Latina”. Nelson Saito Presidente da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
Vozes da FBA REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
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We build CONNECTIONS Wesobuild CONNECTIONS the world can MAKE THEM so the world can MAKE THEM Desde que inventou a fibra óptica de baixa perda em 1970, dando início à revolução das telecomunicações, a Corning inova continuamente para aumentar a velocidade e a capacidade Desde quede inventou a fibraAo óptica de baixa perda em inovações 1970, dando início à revolução das mais das redes banda larga. mesmo tempo, oferece que tornam a implantação telecomunicações, a Corning inova continuamente para aumentar a velocidade e a capacidade fácil, simples e econômica. das redes de banda larga. Ao mesmo tempo, oferece inovações que tornam a implantação mais Hoje,simples oferecemos soluções de comunicação óptica para segmentos em crescimento, como redes fácil, e econômica. 5G e Data Centers em hiperescala. Hoje, oferecemos soluções de comunicação óptica para segmentos em crescimento, como redes 5G e Dataa Centers em hiperescala. Graças essas tecnologias, mantemos o mundo conectado, as empresas
prosperando e as pessoas próximas umas das outras. Graças a essas tecnologias, mantemos o mundo conectado, as empresas prosperando e as pessoas próximas umas das outras. Acesse www.corning.com/telecom/pt e saiba tudo o que podemos fazer por você e pelo seu negócio. Acesse www.corning.com/telecom/pt e saiba tudo o que podemos fazer por você e© 2021 pelo seuOptical negócio. Corning Communications. Todo os direitos reservados. CRR-1624-PTB / Maio 2021 © 2021 Corning Optical Communications. Todo os direitos reservados. CRR-1624-PTB / Maio 2021
Sobre as tecnologias de fibra mais utilizadas, a FTTH está presente em 93% dos projetos, com o restante utilizando a FTTB. A solução tem sido a preferida para chegar até clientes residenciais em muitos países da região, especialmente onde as redes de cabo e DSL não chegam. As redes PON também dominam 96% dos projetos contra apenas 4% de Ethernet P2P. “Os esforços de implantação e investimento de fibra estão focados na escalabilidade da rede. O GPON está sendo amplamente implantado na região, tornando as soluções P2P Ethernet não tão comuns entre os países da América Latina”, diz o executivo. Ao mesmo tempo, não existe uma tendência dominante entre o uso de MDU e SDU, com o primeiro sendo utilizado em 54% dos projetos. De acordo com a pesquisa, esse equilíbrio entre unidades residenciais múltiplas e únicas é
explicado pelo uso da FTTH em áreas densamente povoadas e também pela preocupação do ecossistema de telecomunicações com o atendimento às áreas rurais e remotas. Outra constatação é que 70% das redes são aéreas, numa clara demonstração da importância do custo nesses projetos. A implantação aérea, mesmo com forte impacto visual em áreas densas, tem realização mais rápida e mais barata. A região também apresenta uma predominância das arquiteturas distribuídas, com divisão de dois níveis. Na ponta do cliente, a entrega de serviço tem sido feita predominantemente com o uso de soluções pré-conectorizadas, que reduzem o tempo, o custo e as falhas no processo de instalação. Além disso, estas soluções têm simplificado o processo de inventário e de atualização da rede.
A SEGUIR, UM RESUMO DO DESEMPENHO DOS PRINCIPAIS PAÍSES DA REGIÃO:
ARGENTINA
BRASIL
O mercado argentino ainda é dominado principalmente por tecnologias baseadas em cabos e cobre. No entanto, desde 2018, muitas iniciativas de provedores locais promovendo a conectividade FTTH começaram a ser lançadas, como a Telefonica e a Claro. A Telecom Argentina também está trabalhando na migração de suas redes de cobre para redes FTTH. Em 2020, a rede Federal Fiber Network (REFEFO) chegou a 33 mil quilômetros (contra uma projeção inicial de 58 mil quilômetros), conectando cerca de 2,6 mil localidades, ou 90% da população total.
A pesquisa da FBA LATAM Chapter aponta que o mercado brasileiro de banda larga continua altamente competitivo. Claro (com sua subsidiária Net), Telefonica (Vivo) e Oi lideram o mercado atualmente, mas outros players, como a TIM Brasil, também estão operando no país. A FTTH/B é hoje a principal tecnologia para prover conectividade banda larga no Brasil, superando as redes xDSL e o país conta hoje com mais de três mil provedores locais trabalhando na expansão das redes FTTH em todo o território.
O país conta hoje com 1,1 milhão de assinantes de serviços em fibra, que cobrem 7,6 milhões de residências. Entre 2019 e 2020, o número de assinantes cresceu 24,34% e o de residências passadas, 20,63%. A arquitetura FTTH é utilizada em 75% dos projetos e 78% das redes de fibra argentinas são PON.
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O Brasil conta hoje com 15,4 milhões de usuários de redes FTTH/B, o que significa um crescimento de 51,9% sobre o volume registrado em dezembro de 2019. Em relação às residências cobertas, as redes de fibra chegam hoje a 38,5 milhões, ou 54,9% mais do que em 2019. O país tem 98% dos projetos baseados em arquitetura FTTH e 100% deles utilizando PON.
10
COSTA RICA
CHILE
A Costa Rica foi o país da região com o segundo maior percentual de crescimento de cobertura residencial com redes FTTH em 2020: 28%, chegando a 366 mil residências. O volume de assinantes chegou a 85,2 mil, ou 12,8% mais que em 2019. Aqui, 100% das redes existentes são FTTH e PON.
Os serviços de banda larga fixa são prestados principalmente via cabo ou tecnologias ADSL. No entanto, a fibra vem crescendo progressivamente sua participação nos últimos anos. Uma das limitações para implantação de fibra no país são as regras adaptadas a esta tecnologia e os obstáculos que os provedores têm que enfrentar para conseguir autorizações ao implantar as redes.
Os números se explicam pelo rápido crescimento do mercado de banda larga fixa, que tem o Grupo ICE e a Tigo Star como os principais players, com muitos novos ISPs entrando no mercado.
Ainda assim, o mercado chileno de fibra chegou ao final de 2020 com 1,3 milhão de assinantes, o que representou um crescimento de 39,74% em relação a 2019. Em relação à cobertura residencial, houve um crescimento de 10,65%, com um volume de 6,3 milhões de residências cobertas. A arquitetura FTTH é dominante em 100% das redes, sendo 85% delas, PON.
COLÔMBIA Assim como no Chile, as redes fixas colombianas são dominadas por serviços baseados em cabo em mais de 50%, seguidos por serviços baseados em cobre que estão migrando para a fibra. A Claro Colombia e a ETB estão avançando fortemente em seus projetos de redes FTTH. A ETB planeja dobrar o volume de residências atendidas em Bogotá nos próximos dois anos, graças a uma parceria com a Ufinet, que está implantando uma rede FTTH neutra na capital do país. O mercado colombiano, de acordo com a mais recente atualização dos números, conta com cerca de 1 milhão de assinantes de serviços baseados em fibra, o que representa um aumento de 36,46% em relação ao ano anterior. O volume de residências cobertas também cresceu 19%, chegando a 3,7 milhões. As redes de fibra do país são 78% baseadas na arquitetura FTTH, sendo 85% delas redes PON.
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EQUADOR No Equador, o mercado de banda larga fixa é dominado por poucos players: CNT, Netlife, TVCable e Claro. As conexões DSL ainda respondem pela maior parte do acesso à banda larga fixa, mas a tecnologia de fibra está se desenvolvendo rapidamente. De acordo com o estudo de mercado, o país conta com 1 milhão de assinantes dos serviços de fibra, ou 57,78% a mais do que em 2019. O volume de residências cobertas chega a 1,8 milhão, o que representou um crescimento de 24,18% em relação a 2019. No Equador, 100% das redes utilizam arquitetura FTTH e 100% delas são PON.
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MÉXICO
PERU
Como outros mercados da região, o mexicano também é basicamente dominado por serviços baseados em cabo. No entanto, uma migração para serviços baseados em fibra tem sido observada nos últimos anos. A Telmex ainda é líder em participação no mercado de banda larga, embora o regulador tenha pressionado por uma divisão operacional de seus negócios, e vem liderando também o mercado FTTH juntamente com a TotalPlay.
O país tem seus serviços de banda larga fixa baseados principalmente em ADSL e uma presença crescente de serviços de cabo. Os principais players são a Movistar e a Claro, com o primeiro realizando enormes investimentos na evolução de suas redes FTTH.
É neste cenário que o país chegou ao final de 2020 com 6 milhões de assinantes de serviços de fibra, um aumento de 27,65% em relação a 2019. A cobertura residencial chegou a 17,9 milhões de residências, crescendo 15,48% em relação ao ano anterior. A arquitetura FTTH ocupa 96% dos projetos e 100% deles são PON.
O Peru registrava, no final de 2020, 357 mil assinantes de serviços FTTH, o que representou um crescimento de 9% em relação a 2019. O aumento da cobertura residencial foi o quinto maior entre os países da região: 20%, chegando a 1,8 milhão de residências passadas. Também aqui 100% das redes são FTTH e PON.
CONCLUSÃO A pesquisa da FBA LATAM Chapter identificou uma série de variáveis que tem impactado a adoção de redes FTTH da América Latina. Entre estas, o estudo destaca a possibilidade do uso da tecnologia 5G em bandas de alto espectro, que pode desafiar as redes FTTH no mercado residencial fixo, e o atraso nos investimentos em fibra em várias áreas por causa do uso de tecnologias alternativas como o cabo DOCSIS e o G.Fast. “Além disso, as dúvidas ocasionadas pelas propagandas em torno dessa tecnologia ainda impactam a adoção do assinante FTTH, mas acreditamos que a demanda por aplicativos WFH em residências ajudará a diferenciar ainda mais o FTTH no decorrer de 2021”, diz Luiz Henrique, lembrando que este mercado também está geralmente mais focado no preço do que na qualidade, robustez ou latência. Por outro lado, a demanda de dados e a largura de banda se intensificaram ao longo do último ano, o que colocou mais operadoras focadas em redes full-fiber para sustentar o aumento contínuo do tráfego. Também por causa disso, as autoridades nacionais estão totalmente envolvidas na
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TODO O ECOSSISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES DA REGIÃO TEM INTENSIFICADO ESFORÇOS EM DIREÇÃO À CONECTIVIDADE DE FIBRA COMPLETA. A PANDEMIA TENDE A ACELERAR TANTO AS IMPLANTAÇÕES QUANTO A SUA ADOÇÃO 12
aceleração da implementação de banda larga, colocando em curso agendas digitais e planos nacionais de banda larga projetados para acelerar implementações de rede baseada em fibra.
ficado seus esforços em direção à conectividade de fibra completa, e a pandemia tende a acelerar tanto as implantações quanto a adoção, envolvendo ainda mais as autoridades nacionais na transformação digital, o que significa programas nacionais revistos, subsídios e um quadro político relevante para promover a expansão da fibra.
Do lado da tecnologia, o uso de métodos de implantação menos intrusivos nas cidades e bairros, além do uso de redes neutras e da efetivação de acordos de compartilhamento ajudam a impulsionar o desenvolvimento do FTTH. “E, claro, temos o investimento contínuo de grupos de financiamento privado para operadores de rede novos e existentes”, lembra.
“As maiores operadoras nacionais com presença em diferentes países da região estão expandindo maciçamente sua rede de fibra e os atores locais nas comunidades estão totalmente comprometidos em aumentar a cobertura FTTH, muitas vezes trabalhando em clusters e associações. Está claro que o crescimento deve continuar”, conclui.
Pesados os prós e contras, o estudo conclui que todo o ecossistema de telecomunicações da região tem intensi-
81.7 62.1 44.7
EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE ASSINANTES NA AL*
EVOLUÇÃO DA COBERTURA RESIDENCIAL*
8.6
5
1.4
700 2012
Brasil
2015
5.5 2016
7.8 2017
12.5 2018
28.2
20
2019
2020
17.9
5.3
México
1.3
Argen�na
7.6
Argen�na
386
Chile
6.3
Chile
380
Colômbia
2014
27.6
De dezembro de 2019 a setembro de 2020
38.6
México
3.1
2
2013
18.6
MAIORES ADIÇÕES DE ASSINANTES*
TOP 5 PAÍSES EM RESIDÊNCIAS CONECTADAS* Brasil
14.7
33.3
3.8
Colômbia 280
OS MERCADOS DE MAIOR CRESCIMENTO EM COBERTURA RESIDENCIAL (2020) Em volume*
Em percentual
Brasil
13.7
México Argen�na Chile
2.4 1.3 610
Colômbia 599
Brasil
55%
Costa Rica Equador
28% 24%
Argen�na
21%
Peru
20%
*Em milhões
REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
13
OX1
primeiro multímetro de fibra óptica
Optical Explorer — Teste de fibra 5 estrelas simplificado para técnicos de linha de frente
Avanços da indústria Verificação de link em menos de 3 segundos Avaliação de qualidade do link de 5 estrelas Rastreamento de falhas automatizado Conectores óticos click-out substituíveis em campo
5G
FTTH
Funções dedicadas para a última milha FTTH e implantação de 5G Medições mais rápidas de potência, perda, ORL e comprimento de fibra Validação clara da integridade do link até o divisor Verificação da última milha, incluindo a conectividade e detecção do divisior Compacto e Super Rápido
REDES 5G AVANÇAM NA AMÉRICA LATINA Por: Redação
Estudo da Fiber Broadband Association LATAM Chapter, realizado pela IDATE Digiworld, mostra que maiores mercados da região terão suas redes comerciais em operação até 2022 Uma das principais constatações do estudo 5G Mini Panorama LATAM, encomendado pela FBA LATAM Chapter e realizado pela IDATE Digiworld em abril deste ano, é de que a era do 5G na região já começou. Mas isso não significa uma evolução homogênea. A pesquisa também indica que a região é muito diversa em termos de maturidade no mercado móvel, o que significa que as redes 4G e 5G ainda devem coexistir por algum tempo. Sobre a evolução das redes 5G na região, a pesquisa aponta importantes highlights, tais como:
A ERA DO 5G NA AMÉRICA LATINA JÁ COMEÇOU E DEVE ACONTECER DE FORMA HETEROGÊNEA ENTRE OS MERCADOS NOS PRÓXIMOS ANOS
• A era 5G começou na América Latina em 2019, com
• Novos leilões são esperados nos próximos anos. No
o lançamento dos primeiros serviços no Uruguai, pela Antel. Em seguida vieram os lançamentos registrados em 2020: Claro, Telefonica e TIM, no Brasil; DirecTV, na Colômbia; e AT&T Mobile, em Porto Rico. Este ano, a T.Personal começou a operar na Argentina e a Claro e a Entel, no Peru. • Em março deste ano, a Subtel (Subsecretaria de Telecomunicações) do Chile anunciou a conclusão do primeiro leilão para o espectro 5G na região. As frequências 1800 MHz no 700 MHz, o AWS, o 3.5 GHz e 26 GHz foram adquiridas pela Claro, Entel, Telefonica e WOM.
Brasil, espera-se para o primeiro semestre deste ano o leilão das bandas 700 MHz, 2.3 GHz, 3.5 GHz e 26 GHz. Na Argentina e na Colômbia os reguladores anunciaram a intenção de atribuir espectros 5G ainda este ano. No Peru, a Osiptel concedeu à Entel e à Claro a permissão para o início de suas participações no espectro 3.5 GHz para a oferta de serviços de internet fixa sem fio usando 5G, com a expectativa de que o leilão para os espectros 3.5 GHz e 26 GHz ocorra no primeiro trimestre do ano que vem. Também para 2022 é aguardado o leilão 5G no Equador. • A América Latina é apontada como uma região diversificada em termos de maturidade do mercado móvel. A adoção de
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4G na região era de 55% no final de 2020, o que indica que estas redes continuarão a ser construídas, fornecendo cobertura e capacidade de banda. • A crescente demanda por conectividade, estimulada pela pandemia de COVID-19, vai alavancar a implementação de redes 5G. A tendência é de que redes corporativas, principalmente nos setores de mineração, serviços públicos e manufatura devem impulsionar a construção das redes 5G nos países mais avançados no uso da tecnologia. Ao mesmo tempo, a oferta de serviços para os usuários finais deve continuar crescendo nos próximos anos, mas com cobertura limitada de população e território. De acordo com a GSM Association, até 2025 as redes 5G serão responsáveis por cerca de 1/10 das conexões na região. • Enquanto países como Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador e México devem ter suas redes 5G entrando em operação até 2022, outros não devem fazê-lo antes de 2023. É o caso de Bahamas, Barbados, Guatemala, Jamaica e Panamá. 5G FWA
O USO DAS REDES 5G FWA NA REGIÃO DEVE FUNCIONAR COMO FERRAMENTA COMPLEMENTAR ÀS TECNOLOGIAS FTTH E 5G MÓVEL • Para as operadoras de telefonia móvel, o uso de redes
Outra tendência apontada pelo estudo é o uso da tecnologia 5G para o preenchimento da última milha na oferta de serviços de banda larga fixa. O uso das redes 5G FWA (Fixed Wireless Access) na região deve funcionar como ferramenta complementar às tecnologias FTTH e 5G Móvel e permitirá uma concorrência maior com o FTTx de acesso super-rápido com fio em termos de qualidade do serviço. A 5G FWA torna-se também uma alternativa à FTTH não apenas do ponto de vista do investimento, mas também de redução no prazo de comercialização. Sobre seu uso, o estudo apontou ainda tendências como:
• Para as operadoras fixas, a 5G FWA oferecerá suporte para as implementações FTTx, com o mmWave acelerando as implementações na última milha. No entanto, os serviços 5G utilizando mmWave não devem chegar à região antes de 2025. Além disso, a banda média 5G fornecerá uma alternativa temporária à fibra em áreas pouco povoadas, acelerando a oferta de acesso super-rápido.
“
5G FWA dará uma porta de entrada para o mercado de internet fixa. Com isso, será possível ampliar a fidelidade de clientes com a oferta de um portfólio maior de produtos. A tecnologia também permitirá a estas operadoras se tornarem uma alternativa para o xDSL, usando banda média 5G FWA; e ao FTTH, com o uso do mmWave 5G FWA. Também nesse caso os serviços 5G baseados em mmWave não devem estar disponíveis antes de 2025. • O desenvolvimento das redes 5G FWA deve começar pela América do Norte e Europa, mesmo que as operadoras estejam se concentrando em projetos FTTH em longo prazo. De todo modo, o desenvolvimento nesses países deve criar um mercado de massa para fabricantes de hardware a partir de 2025, reduzindo preços e tornando estes equipamentos mais acessíveis. • Esse movimento permitirá que outros mercados, como a América Latina, acelerem seus lançamentos 5G FWA, que em médio prazo seriam prejudicados pelo baixo ARPU e alto custo dos equipamentos.
A pandemia da COVID-19 sacudiu o mundo. Estamos realmente vivendo tempos desafiadores, nos quais manter-se conectado fez toda a diferença. No entanto, ainda há muitos pendurados em tecnologias de redes herdadas que não conseguiram prover os meios de banda larga para a total inclusão digital e garantia da presença virtual. A FBA LATAM continua ampliando as fronteiras em fibra para aqueles que ainda estão de fora.” Federico Lang Diretor de Relações Públicas da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
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REDES MULTI-X: MULTISSERVIÇOS E/OU MULTIOPERADORAS Por: Eduardo Jedruch - Commscope / Xavier Chiron - Furukawa
Densificação das redes estimula adoção de um modelo que suporte múltiplos serviços, viabilizando investimentos em infraestrutura e instalação Alavancada pela demanda atual de serviço FTTH, a opticalização das redes precisa evoluir a um outro patamar. Novos serviços, como os de telemedicina, demandam mais banda, menos latência e maior disponibilidade de fibras. O impacto previsto é a rápida saturação das redes existentes das operadoras. Se tomarmos como referência a evolução do FTTH, veremos que no final de 2019 a região contava com cerca de 19,4 milhões de assinantes FTTH, o que representa um crescimento no ano de mais de 56%; e quase 55 milhões de Home Passed, com crescimento de aproximadamente 36%. Com os efeitos da pandemia de COVID-19, esse
ritmo de construção de Home Passed e Home Connected continua elevado. Essa densificação óptica massiva tem um custo elevado de CAPEX e, como os espaços também são limitados, as redes devem ser mais flexíveis, podendo atender aplicações de ponto a ponto ou ponto multiponto. Isso significa que a infraestrutura óptica deverá suportar múltiplos serviços, de IoT a 5G, contemplando pontos de flexibilização para cada serviço a partir da densificação do backbone, seguindo um modelo de arquitetura como este:
REDE MULTI-OPERADORA
REDE MULTI-SERVIÇOS
REDE MULTI-ARQUITETURA
• Compartilhamento • Microtecnologia
• Densificação • A prova de futuro
• Flexibilidade • Rapidez de construção e manutenção
Multioperadoras
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Móvel
Principal
Residencial
Secundária / Alternativa
Corporativo
Principal
PmP (Point-to-Multipoint) Opções de topologia P2P (Point-to-Point)
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Neste sentido, os provedores de serviços estão considerando novos modelos de negócios nos quais a alavancagem financeira e operacional das redes é provida em parte, por sócios estratégicos. Na nossa região, esse entendimento está se consolidando em operadoras neutras que estão se posicionado como uma alternativa para que os provedores de serviço possam otimizar o time to market e melhorar as eficiências operacionais de partes da rede e do perfil de clientes. É assim que a definição das arquiteturas, a normatização e a qualidade dos componentes da rede, assim como as práticas construtivas e de operação, serão fundamentais para garantir a sustentabilidade deste modelo em médio e longo prazo. A convergência de múltiplos serviços numa mesma rede física viabilizará os investimentos iniciais em infraestrutura e instalação, além de aumentar sua vida útil tecnológica. Estudos mostram que o CAPEX de redes convergentes (preparadas para FTTH e 5G) será impactado em até 15% a mais em comparação a uma rede exclusiva para atendimento FTTH. A construção de redes segregadas por serviço será mais cara e mais demorada que a de redes convergentes. Assim, a densificação óptica das partes troncais de distribuição é essencial para reduzir os investimentos. Frente a essas novas necessidades, o papel das operadoras e de suas infraestruturas será centralizado na oferta e suporte de aplicações muito mais sensíveis aos níveis requeridos de confiabilidade, latência, simetria e banda larga. Conteúdos de ultra alta definição, realidade imersiva, Cloud Gaming, Indústria 4.0, Smart Grid, cirurgia remota e veículos autônomos são somente alguns exemplos de uso que serão suportados por plataformas de conectividade URLL. Nossa visão é que o processo de transformação das redes irá acontecer por fases alinhadas com a demanda de mercado. Com o desenvolvimento de cabos ópticos de alta contagem de fibra, as infraestruturas subterrâneas serão otimizadas com o uso potencial de tubulações sub microdutadas. Isso permitirá soprar sob demanda cabos com dimensional extremamente compacto, otimizando o tempo de instalação e deixando a rede física mais flexível por suportar diferentes arquiteturas. A construção de redes ópticas para múltiplos serviços já é uma realidade em algumas operadoras do mercado latino-americano através de redes pré-conectorizadas com pontos de conexão em caixas de distribuição e terminação segmentados por serviço. Os objetivos de utilizar soluções pré-montadas de fábrica são permitir maior velocidade de instalação em campo e otimizar os ganhos logísticos com produtos menores e mais leves.
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CADA VEZ MAIS A INFRAESTRUTURA ÓPTICA DEVERÁ SUPORTAR MÚLTIPLOS SERVIÇOS DE IOT A 5G COMPLEXIDADE E CUSTO – EQUILIBRANDO A EQUAÇÃO Ponderando as complexidades e custos, modelos alternativos que não envolvem investimento próprio das operadoras surgem visando reduzir o risco de investimento e acelerar a oferta aos mercados. Neste caso, uma operadora dita neutra investe, constrói a rede e disponibiliza fibras para seus clientes para um determinado serviço negociado. Como ela precisa gerenciar vários potenciais clientes numa mesma infraestrutura, isso pode requerer tecnologias de compartilhamento físico ou lógico. No primeiro caso, considera-se fibras segregadas por cliente e, no segundo, o compartilhamento a partir de uma mesma fibra com comprimento de onda reservados. Um dos desafios adicionais acaba sendo justamente o desenho de uma rede flexível que permita suportar múltiplas arquiteturas, considerando pontos de atendimento estrategicamente localizados. Redes neutras multioperadoras são mais críticas e necessitam de sistemas de monitoramento de qualidade mais sofisticados para atender as exigências dos clientes (SLA). Com isso, a adição de elementos de inteligência que facilitam a operação e manutenção das redes ópticas além da velocidade de intervenção em caso de incidente será essencial. O futuro aponta para a popularização de redes neutras ou multi-X que sejam redes multisserviços e/ou multioperadoras. Densificação óptica, flexibilização e qualidade da rede serão alguns elementos-chave na definição das soluções tecnológicas a serem adotadas.
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INFORME PUBLICITÁRIO
Furukawa desenvolve sistema IOT INFORME PUBLICITÁRIO
para monitoramento de redes ópticas As redes de fibra óptica estão cada vez mais complexas, densas e convergentes, suportando
processos de manutenção e reparo, ao possibilitar a visualização dos ativos da rede e da região afetada pelo problema.
Furukawa desenvolve sistema IOT
uma série de serviços que demandam alta
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A PHOENIX FIBER E SUA REDE NEUTRA Por: Redação
Companhia aposta no modelo de aluguel de infraestrutura e chega a mais de 1,5 mil quilômetros de rede FTTH instalada com menos de um ano de operação A Phoenix Fiber completa um ano de operação em agosto de 2021. Até lá, a companhia espera consolidar ainda mais um modelo de negócio idealizado em 2017 quando seu CEO, Maurício Giusti, teve a ideia de oferecer redes de fibra no mesmo modelo que outras empresas faziam com torres: alugando a infraestrutura. O diretor executivo de operações da Phoenix Fiber, Marcos Faria, explica que a ideia era seguir o mesmo conceito. “Nós construímos a rede de fibra a partir da solicitação de um cliente e depois alugamos para ele”, explica. De acordo com Faria, o contrato não tem limite geográfico ou de tamanho de cidade, mas ele ressalta que, quanto menor a rede, menor a possibilidade de diluir os custos. Com a estrutura pronta, o valor do aluguel é uma combinação entre o volume de HPs (Home Passed) cobertas e o volume de usuários efetivamente conquistados. “Nosso contrato prevê que, por um período de dez anos, tanto o aluguel dos postes como a manutenção da rede são responsabilidade da Phoenix. O nosso cliente fica com a instalação e o relacionamento com os usuários finais e tem um ano de exclusividade sobre aquela estrutura. Depois desse período, podemos alugá-la a outras empresas”, diz.
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COM 1,5 MIL KM DE REDES FTTH INSTALADAS, PHOENIX PREVÊ LEVAR A TECNOLOGIA PARA MAIS 37 CIDADES
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Com foco em redes FTTH, embora não descarte a construção de backbones, a Phoenix conta hoje com mais de 1,5 mil quilômetros de redes. O primeiro piloto foi realizado em Varginha (MG), onde a companhia construiu uma rede de 300 quilômetros que hoje atende cerca de 30 mil HPs.
RESULTADOS O sucesso desse projeto levou a uma segunda fase com a cobertura de mais 11 cidades em diversas regiões do Brasil. “Estes 1,5 mil quilômetros de rede foram concluídos em 2020. Hoje estamos trabalhando em um projeto com mais 37 cidades, dividido em duas etapas: 18 cidades agora e outras 19 mais para o final do ano”, revela. Faria explica que na maioria das cidades a Phoenix utilizou solução 100% Furukawa – cabos, caixas, acessórios e outros materiais de rede externa. “Em termos de controle logístico, ter um único fornecedor facilitou muito. Outra vantagem é que tudo chegou no prazo acertado, o que permitiu concluir o projeto em apenas 11 meses”, acrescenta. O executivo ressalta que, mesmo atendendo hoje somente um cliente, a rede da Phoenix está pronta para atender um segundo cliente e ainda contar com fibras dedicadas para atendimento ponto-a-ponto. “O modelo é bastante novo e algumas operadoras e ISP ainda têm dificuldade para entendê-lo”, revela, ressaltando que a Phoenix não tem a intenção de fazer investimentos onde não houver interesse do cliente. Ao contrário, ele acredita que o modelo deve atrair outras empresas, o que deve fazer surgir outras redes compartilhadas em pouco tempo. “Acho que há espaço para todo mundo, como ocorreu com o mercado de torres e aqui é fundamental o trabalho de entidades como a FBA LATAM Chapter, que tem a missão de mostrar para as operadoras daqui e as de fora que temos que nos preparar. Falar do modelo é essencial e a FBA é importante nesse sentido”, afirma.
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(...) O MODELO DEVE ATRAIR OUTRAS EMPRESAS, O QUE DEVE FAZER SURGIR OUTRAS REDES COMPARTILHADAS EM POUCO TEMPO
Nos últimos 30 anos, a fibra óptica evoluiu para suportar nossa nova era de hiperconectividade, conectando continentes, países, cidades, antenas e residências, fornecendo o maior potencial para as redes de telecomunicações.” Gustavo Candolo Diretor de Operações da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
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UFINET LEVA AS REDES NEUTRAS PARA A AMÉRICA LATINA Por: Redação
Com operações em 17 países, companhia chega a 75 mil quilômetros de redes de fibra óptica implementadas. Expectativa para 2021 é manter o ritmo de crescimento Com mais de 23 anos de atuação no mercado latino-americano, a UFINET se consolida hoje como um dos maiores provedores de conectividade da região. Como tal, já há alguns anos a companhia vem se destacando na implementação de redes FTTH nos 17 países em que atua. Até aqui, são mais de 75 mil quilômetros de redes de fibra óptica implementadas. Esse movimento se intensificou nos últimos anos, com a implantação de redes em grandes cidades como Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina) e São Paulo (Brasil) e outras menores no Paraguai, Colômbia e Panamá. De acordo com a diretora de marketing da UFINET, Andrea Saravia, somente no ano passado foram cerca de 200 mil HPs (Homes Passed) atendidas. “Anunciamos recentemente que vamos implantar em Bogotá mais de 1,2 milhão de residências que, combinadas com outras 1,2 milhão já cobertas, farão de Bogotá a primeira cidade da América Latina a ter uma rede de atacado neutra com 100% de penetração”, diz. Ao mesmo tempo, a UFINET mantém projetos em outras cidades, o que deve expandir ainda mais sua cobertura.
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A PROLIFERAÇÃO DAS REDES FTTH NA AMÉRICA LATINA SERÁ FORTEMENTE IMPULSIONADA COM A CHEGADA DA PRÓXIMA GERAÇÃO DE REDES 5G
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Andrea destaca que em todos estes projetos a companhia está implantando uma rede aberta a partir da qual serão oferecidos serviços de fibra de capacidade GPON (Gigabit Passive Optical Network) para operadoras de telecomunicações interessadas em expandir sua cobertura e conseguir vender para seus clientes B2C. “Nos próximos anos, a UFINET deve continuar crescendo no mercado de FTTH e investindo cada vez mais neste setor”, diz.
APOSTA A executiva acredita que esta expansão se dará sobre tecnologias como a dos equipamentos GPON, que já oferecem cinco vezes mais largura de banda do que os atuais. “Vemos também que dentro da mesma OLT (Optical Line Terminal) outros tipos de serviços já podem ser prestados compartilhando o mesmo meio. O avanço tecnológico é definitivamente muito mais rápido do que o desenvolvimento ou crescimento de redes na América Latina”, defende. Por causa disso, Andrea afirma que a fibra óptica continuará sendo o melhor meio de telecomunicações por excelência ainda por um bom tempo. “Os desafios são as condições dos nossos países, que estamos superando para fazer crescer nossa rede e nossa oferta de serviços”, diz. Um fator que deve ajudar a proliferação das redes FTTH é a chegada da próxima geração de redes 5G, que vai exigir larguras de banda enormes entre dezenas de células por quilômetro quadrado. Essas redes farão crescer o consumo de jogos e vídeos online, e o número de dispositivos conectados, tornando neces-sárias as redes de fibra óptica de alta capacidade para tornar essas topologias uma realidade. “Com o desenvolvimento de redes FTTH que aumentam a nossa significativa presença e capilaridade existente, bem como a cobertura entre cidades em quase todos os países onde estamos presentes, estamos em boa posição para oferecer este tipo de ligações aos clientes dos nossos operadores”, conclui.
“
ESSAS REDES FARÃO CRESCER O CONSUMO DE JOGOS E VÍDEOS ONLINE, E O NÚMERO DE DISPOSITIVOS CONECTADOS
No Capítulo LATAM da FBA, temos a missão de promover as melhores práticas da indústria e apoiar nossos membros na tomada de decisões que garantam a sustentabilidade dos negócios respaldados por infraestruturas de próxima geração.” Eduardo Jedruch Diretor Regulatório da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
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FCGA – FIBER COUNCIL GLOBAL ALLIANCE Por: Redação
Objetivo das organizações FTTH é acelerar a implantação da fibra A Aliança Global dos Conselhos FTTH (FCGA) é uma plataforma formada por seis entidades globais:
Desde 2001, elas trabalham conjuntamente para garantir que os compromissos regionais estejam sempre em linha com o poder que a cooperação global pode oferecer. ORGANIZAÇÕES FTTH COMPARTILHAM UM MESMO OBJETIVO Embora atuem de maneira independente em seus respectivos mercados, todas as organizações FTTH compartilham uma mesma meta: acelerar a implantação da fibra. Os focos regionais dão a elas autonomia para adequarem suas atividades às demandas e situações peculiares dos mercados em que atuam.
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Como parte de seus esforços para alcançar o objetivo central, os membros da FCGA trabalham continuamente para disseminar as vantagens da tecnologia de fibra e aprimorar a documentação FTTH.
AS ENTIDADES GLOBAIS QUE FORMAM A FCGA TRABALHAM PARA GARANTIR QUE OS COMPROMISSOS REGIONAIS ESTEJAM EM LINHA COM O PODER QUE A COOPERAÇÃO GLOBAL PODE OFERECER 24
ENTRE AS ATIVIDADES LIDERADAS PELOS CONSELHOS ESTÃO: RANKING GLOBAL FTTH A entidade consolida o ranking mundial de implementação de redes FTTH.
DEFINIÇÃO DE TERMOS Atualização de um dicionário de termos, palavras, significados e conectividades úteis aos players do mercado e usuários finais.
BIBLIOTECA DE INFORMAÇÕES FCGA Informações sobre tecnologia FTTH global viajam pelos conselhos regionais, que trocam experiências e as mais recentes tecnologias e lições aprendidas entre eles.
INTERCÂMBIO DE TECNOLOGIA O Comitê de Tecnologia Global se reúne regularmente para discutir as novidades e tendências em FTTH e fibra óptica.
PESQUISA WORK FROM HOME (TRABALHO DE CASA/HOME OFFICE) O objetivo da pesquisa WFH é entender a experiência das empresas com a mudança para uma força de trabalho remota em um mundo pós-pandemia e quais as suas diferenças em níveis regionais. Os resultados dessa análise permitirão à FCGA oferecer aos atuais e futuros membros insights e recomendações, incluindo melhores práticas e orientações sobre como desenhar estratégias e navegar no sentido de implementar e manter uma força de trabalho remota verdadeiramente eficiente. MEMBROS DO CONSELHO – FCGA 2021
DIGITAL COUNCIL ÁFRICA
FIBER BROADBAND ASSOCIATION AMÉRICA DO NORTE
FTTH COUNCIL EUROPA
Juanita Clark
Gary Bolton
Vincent Garnier
CEO e Presidente da FCGA 2021 juanita@digitalcouncil.africa
Presidente e CEO gbolton@fiberbroadband.org
Diretor geral vincent.garnier@ftthcouncil.eu
FIBER CONNECT COUNCIL MENA
FTTH COUNCIL ÁSIA-PACÍFICO
FIBER BROADBAND ASSOCIATION CAPÍTULO LATAM
Kholoud Al-Dorgham
Rusafie Alam
Nelson Saito
Diretor geral Kholoud@fiberconnectmena.org
Gerente associado rusafie@ftthcouncilap.org
Presidente nelson.saito@furukawaelectric.com
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O Capítulo LATAM da FBA oferece um espaço para discutir, conhecer e participar do futuro da conectividade óptica para redes: Telecom, Celulares, Datacom, Serviços. Todas precisam otimizar a conectividade em redes de fibra óptica mais eficientes, rápidas e seguras, além de conhecer seu custo para realizar bons investimentos e planejamentos.” Nicanor Ruiz Diretor de Tecnologia da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
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Vozes da FBA 25
PREPARADOS PARA O FUTURO FYCO é uma organização global preparada para trazer soluções flexíveis enfrentando os novos desafios da indústria, um canal de transformação digital das redes na América Latina e no Caribe. Promovemos o bem-estar social das áreas rurais do continente, cooperando em projetos especiais a fim de conectar mais pessoas a globalidade. Todos nossos processos são certificados sob a norma ISO 9001. Através de nosso projeto Fibra Express, temos um estoque em nossos armazéns com mais de 5.000 km de diferentes tipos da fibra óptica disponíveis para entrega imediata.
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Na FYCO desenvolvemos plataformas que vão de encontro com as necessidades de nossos clientes em nível digital: FYCO Store, projetada para fazer compras on-line e oferecer suporte abrangente a nossos clientes durante todo o processo das vendas. FYCO Learning, uma plataforma educacional projetada para o treinos e certificação de pessoal técnico, estudantes e empresários ligados ao setor de telecomunicações. E finalmente o FYCO Auction, nosso site de leilões por lotes de produtos para o setor de telecomunicações.
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O FUTURO ESTÁ DISPONÍVEL Por: Nicanor Ruiz - SENKO Advanced Components / Xavier Chiron - Furukawa / Anthony Madeiros - STL
Desenvolvimento de componentes pré-fabricados agiliza e dá mais segurança à construção de redes FTTH O termo FTTH nasceu da evolução da conectividade do par de cobre para prestação de serviços de telefonia e banda estreita. O aumento da demanda por multisserviços levou à construção de redes ópticas utilizadas para conectar clientes finais. Hoje a fibra óptica é a tecnologia de alta velocidade e banda larga mais rápida e confiável, e por isso continua em crescimento. Em 2021, os serviços de banda larga baseados na conectividade óptica aumentaram por conta do trabalho remoto impulsionado pela pandemia. Segundo um estudo da Broadband Trends, até o final de 2022 teremos no mundo 859 milhões de assinantes de banda larga de alta velocidade, quase metade deles ligados via FTTH. ASSINANTES GLOBAIS DE BANDA LARGA FIXA POR VELOCIDADE
859 milhões
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Até o final de 2022, haverá cerca de 859 milhões de assinantes de banda larga de alta velocidade.
8 7 6 5 4 3 2 1 0 2014
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1Gbps+
500-1Gbps
100-500Mbps
25-100Mbps
10-25Mbps
0-10Mbps
Esse crescimento traz desafios como infraestruturas obsoletas, diferentes legislações e regras definidas por região, concorrência dos operadores e mão de obra cara e especializada - fatores críticos para que os fabricantes de soluções ópticas FTTH busquem eficiência e qualidade. CONECTOR EXTERNO TIPO IP68 Os provedores devem considerar estes desafios ao projetar suas redes ópticas para distribuição de sinais. A construção delas deve considerar componentes pré-fabricados que possam ser conectados de forma segura e eficiente e que sejam resistentes às condições ambientais e físicas. Hoje estão surgindo no mercado caixas de terminação óptica com elementos de derivação do tipo plug & play que permitem uma distribuição mais flexível da rede óptica para fazer as conexões com cabos pré-conectorizados e terminando nas instalações do usuário final. Esses conectores do tipo IP68 estão disponíveis para uso com terminação de fibra única (SC/UPC ou SC/APC) ou multifibra (MPO). A classificação IP68 indica proteção total contra poeira e imersão contínua em água, o que faz com que ele possa até ser instalado em um poço subterrâneo.
2022
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O FUTURO AGORA Um cabo óptico externo pode considerar conectores IP68 com terminação tipo MPO em uma rede distribuída multifibra. Usar terminações individuais tipo MPO permitirá uma configuração em estrela para alimentar várias redes downstream e otimizar a distribuição de serviço. Os cabos terão uma queda de fibra com terminações MPO IP68 menores, que podem ser roteados para outros locais onde a fibra é necessária. Algumas delas, por exemplo, podem ser encaminhadas para um MDU como a conexão de backhaul FTTB. Outras podem ser roteadas para um
gabinete FTTH onde o conector IP68 MPO é conectado a um divisor MPO-SC para acessar fibras individuais a serem terminadas em divisores ópticos, expandindo as capacidades de conexão de rede, sua flexibilidade e ampliação. Ou seja, permite a expansão da rede via OPEX, reduzindo o CAPEX do projeto. Com a utilização do conector IP68, toda a rede pode ser projetada com cabos pré-conectados de fábrica, aumentando a velocidade de implantação, simplificando o processo de operação e instalação e reduzindo os custos fixos de operação.
Créditos: Cortesia da Senko Advanced Components, Inc.
A partir da introdução do conector externo IP68, novas opções de design de rede óptica são derivadas, cada uma delas oferecendo a possibilidade de construir e contribuir em áreas como nova geração GPON, smart cities, construção de redes 5G, redes para serviços financeiros, entre outras. A combinação da evolução tecnológica de transmissão/recepção óptica permite que a fibra abra novos campos de ação. Isso, somado ao ganho logístico de produtos mais simples de transportar, amplia as vantagens dessa solução. Novos designs de caixas de terminação óptica para rede primária surgirão como resultado desta evolução, bem como a utilização de conectores externos IP68 de alta resistência para fibra ou multifibras, acopladores ópticos, cortadores e seladores de asfalto, dutos de fibra óptica multifiliar, caixas de contêineres e derivados de fibra óptica. Todos esses produtos projetados e preparados para a multiplicidade de locais onde a infraestrutura varia de acordo com a região e a demanda. Bem-vindo à era da transformação, passamos do uso do cobre ao uso do silício em fios de fibra.
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O MDU NO CENTRO DA ESTRATÉGIA DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS Por: Eduardo Jedruch - Commscope
Uma característica demográfica da América Latina é a concentração populacional nos grandes centros urbanos, que tem estimulado o crescimento das chamadas unidades multifamiliares A alta densidade populacional nas grandes cidades da América Latina tem favorecido o desenvolvimento das chamadas unidades multifamiliares (da sigla em inglês, MDU – Multi-Dwelling Units). Do ponto de vista da infraestrutura de conectividade, isso apresenta às operadoras desafios diferentes dos existentes em ambientes residenciais unifamiliares (SFU). A elevada densidade de pontos de ligação, os sistemas de canalização, o espaço disponível, os requisitos de vedação e ambientais são completamente diferentes, exigindo uma abordagem diferenciada em termos de desenho, soluções, construção e funcionamento da rede. A tendência é um aumento da construção de redes em áreas brownfield e com MSOs (Multiple-system operators) acelerando a evolução para FTTH nas infraestruturas legadas que não suportam mais a evolução para padrões mais elevados. Isso tem feito com que as operadoras da região busquem definir soluções FTTH para ambientes MDU com o melhor custo total de propriedade, confiabilidade, escalabilidade e que garantam o suporte de serviços convergentes.
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ARQUITETURAS DE REDE - Nesse contexto é possível destacar três topologias principais: Divisão Ótica Centralizada: arquitetura baseada na centralização de divisórias ópticas, comumente na base do edifício, na caixa de entrada do edifício (BET). Este elemento, além de alojar os splitters, é o ponto de transição entre os cabos de fibra do segmento de potência que entram nas instalações e os cabos de fibra de distribuição no interior do edifício (riser multifibras). A partir desta caixa de entrada, cabos de riser multifibras são projetados através das colunas do edifício. Esses cabos são interpostos em diferentes níveis com terminais de piso para derivar essa capilaridade. Das portas nessas caixas é que os assinantes são alimentados por cabos de queda internos. A vantagem é a flexibilidade proporcionada pela capacidade de crossconnection no BET, além da capilaridade do riser distribuído para as caixas de piso, possibilitando provisionar qualquer porta de caixas de piso com qualquer tipo de serviço de qualquer rede de alimentação (P2P, P2MP). Essa topologia geralmente se aplica a cenários de alta densidade, onde há várias operadoras ou onde diferentes tipos de serviço devem ser fornecidos (FTTH, DAS, links dedicados etc.).
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Divisão Ótica Distribuída: arquitetura baseada na distribuição de divisores ópticos, comumente localizados nas BETs ou em hubs fora do edifício (1º nível) e nas caixas de piso (2º nível). Como no caso anterior, os cabos riser multifibras vão do BET aos splitters de segundo nível nas caixas de piso, de onde os assinantes são alimentados. A vantagem é contar com uma caixa de entrada de edifícios mais barata e cabos riser de seção menor, o que facilita o assentamento em vigas com meia ocupação. A granularidade física dessa topologia é o nível de caixa de piso e geralmente se aplica a cenários de densidade média e baixa, onde predomina um perfil de serviço e operador.
TAP desequilibrado: arquitetura baseada na distribuição de divisores ópticos não balanceados, comumente localizados em caixas de piso, juntamente com um divisor balanceado. A partir da BET, um cabo riser de baixo atrito de fio único é projetado, geralmente pré-conectado, em direção às caixas de piso de onde os assinantes são atendidos. A vantagem é que ela é plug & play e com um cabo riser de pequenas dimensões e seções curtas que facilita o assentamento em ambientes de alta ocupação. A granularidade física desta topologia está ao nível do ramal TAP e é aplicada a cenários de média, alta e baixa densidade, onde predomina um perfil de serviço e operador.
UMA ABORDAGEM PARA CAPEX DE REDE A abordagem correta de uma análise para definir a melhor opção em termos de solução é a de TCO. Entretanto, propomos uma revisão simplificada e referencial da estrutura de custos dessas três alternativas de solução MDU, como uma parte CAPEX de uma análise de TCO. Para categorizar o ambiente onde as arquiteturas serão implantadas, propomos os seguintes cenários de densidade: Alto> 128 HHP por MDU; médio <128 HHP por MDU; baixo <64 HHP por MDU. Vamos então assumir alguns valores de referência a título de exemplo, realizando um exercício de quantificação e avaliação das soluções do ponto de vista dos materiais, onde:
Tempo para o mercado =
Skill Tech =
Flexibilidade / Escalabilidade =
Modularidade =
O tempo necessário para implantar a infraestrutura
O nível de serviços necessários para a implantação
A capacidade da rede de suportar várias topologias e adicionar serviços sob demanda
A desagregação dos elementos que compõem a solução
Com base nos resultados desses exemplos, podemos concluir que, dependendo de fatores como densidade de assinantes; tempo de comercialização para implantar a rede e fornecer os serviços; simplicidade da implantação; custo e oferta de serviços profissionais de construção; e flexibilidade para convergir em múltiplas aplicações, há alternativas mais eficientes que outras e as tecnologias disponíveis contribuem para a tomada de decisões acertadas para construir nossa rede com o melhor TCO.
Descripción
Splitting Centralizado Densidad Alta
Splitting desbalanceado, TAP - Densidad Media
precio referencial por unidad
Qty
Cost
1.00
Qty
Splitting distribuído Splitting distribuido, Densidad Baja
1:2
Cost
Qty
Net performance 1:8
Splitting TAP desbalanceado 1:8
Splitting centralizado
Time to Market
Cost
Building Entrance Terminals USD -
BET baja densidad
USD 50.00
USD -
24 FO Riser Cable x 30mts
USD 12.00
12 FO Riser Cable x 30mts
USD 8.00
USD -
0.00
USD -
1 FO Riser Cable preconn SC/APC x 3mts
USD 3.00
USD -
8.00
USD 24.00
Conector de campo mecánico
USD 1.00
USD -
8.00
USD 8.00
Terminals 8 SC/APC ports Floor Box
16
Splitters
USD 1.00
8
USD 8.00 USD -
1:8
USD 1:2
USD -
USD 320.00
USD 160.00
USD 4
USD 80.00
$-
USD -
USD -
USD -
USD -
USD USD -
Splitter 1:8 Balanceado Sin conectores
USD 25.00
Splitter 1:32 modular
USD 120.00
4
USD 480.00
USD -
Splitter 1:2 Balanceado
USD 10.00
2
USD 20.00
USD -
Splitter 1:2 desbalanceado
USD 10.00
Splitter 1:8 Balanceado Conectorizado
USD 30.00
USD -
8.00
USD 80.00
8.00
USD 240.00
USD -
1:2
USD 120.00
USD 1,242.00
USD 562.00
USD 258.00
HHP
128
64
32
Cost per HHP
USD 9.70
USD 8.78
USD 8.06
REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
Flexibility / Scalability
USD 4.00
total
1:xx
Skill Tech
USD 50.00 USD --
USD -
USD 72.00
$USD 20.00
1
USD --
$6.00
USD 1:2
USD 50.00
1:8
Riser Cables
1
USD 1:8
USD -
USD -
1:8
USD 350.00
USD 150.00
1:8
USD 350.00
1:8
BET alta densidad BET Densidad Media
1:x
Modularity
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CS CONNECTOR Alcance una mayor densidad con CS® Conector de Nova Geração
NUEVO
Conector doble optimizado para Centro de Datos 400 G de Nueva Generación Conector dúplex otimizado para 400G nos Centros de Dados de nova geração
CONECTOR CS VS. LC DOBLE/DÚPLEX
2 Dobles/ Dúplex en 1 Transceptor
• 40% de reducción de tamaño en comparación con LC Duplex • Diseñado para la aplicación Breakout QSFP/QSFP-DD • Tecnología probada de férula de 1,25 mm • Lengüeta Push/Pull • IEC de apareamiento aleatorio Grado B • Redução dos 40% no tamanho se comparado com o LC Dúplex • Concebido para aplicações de distribuição QSFP/QSFP-DD • Tecnologia Atestada do Ferrolho de 1,25 mm • Lingueta Push/Pull • Acoplamento aleatório de Grau B segundo CEI
America
USA EAST 1-888-32-SENKO USA WEST 1-858-623-3300 TEXAS 1-972-661-9080
Mexico, Caribbean & Central America +52 (55) 2881 6884 +52 (55) 2881 6654
LC Doble/ Dúplex
COMPARACIÓN DE 8 PUERTOS COMPARAÇÃO DAS 8 PORTAS
CARACTERÍSTICAS
www.senko.com/cs
Conector CS
senko.com/patents
South America
BRAZIL +55-21-3736-7065
33mm
Conector Doble CS 4x 4x Conector CS Dúplex
54mm
Conector Doble LC 4x 4x Conector LC Dúplex
MÁXIMO 3336 PUERTOS EN 1U
MEGACABLE MARCA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA EM REDES DE ÚLTIMA MILHA NO MÉXICO Por: Redação
As novas demandas do mercado e a visão de seu Conselho Administrativo contribuíram para que a Megacable Holdings se transformasse em uma das maiores empresas de telecomunicações do México e da América Latina Há mais de 40 anos no mercado, a Megacable oferece serviços de entretenimento e telecomunicações de banda larga em 26 estados do México. Está presente em 360 localidades, às quais leva suas ofertas a mais de 3,9 milhões de assinantes únicos, incluindo assinantes de internet, usuários de vídeo, telefonia fixa e serviços móveis. A companhia atende a mais de 9 milhões de lares através de uma rede de 63,7 mil quilômetros e conta com 1.200 centros de serviços e mais de 23 mil colaboradores que ajudam a garantir a qualidade de seus serviços. Enrique Yamuni Robles, CEO da Megacable, afirma que as prioridades da companhia terão foco na correta execução dos projetos que já estão em andamento, como o de evolução da rede e o de crescimento e consolidação de outros mercados e serviços. Para a Megacable, no médio prazo, as redes de telecomunicações baseadas em cobre serão migradas de maneira massiva para as redes de fibra: “A ativação de
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AS REDES DE TELECOMUNICAÇÕES BASEADAS EM COBRE SERÃO MIGRADAS DE FORMA MASSIVA PARA REDES DE FIBRA EM MÉDIO PRAZO
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redes de distribuição com tecnologia FTTH/GPON pode ser realizada a custos mais competitivos, permitindo menores tempos de retorno sobre o investimento”. TRANSFORMAÇÃO TECNOLÓGICA A Megacable está realizando uma forte transformação em tecnologia e continua sendo uma companhia na qual GPON e HFC coexistem, ambos com excelente desempenho. A empresa iniciou com FTTH em 2014, na cidade de Guanajuato, onde construiu uma rede de 300 km. De lá para cá, ano após ano, foi crescendo em novas áreas (Greenfield), até chegar a 2.000 km e, ao mesmo tempo, reconstruindo com FTTH áreas nas quais possuía HFC (Brownfield), chegando a outros 3.600 km. Assim, somou 5.600 km de rede FTTH, em 2019. A partir de 2020, a Megacable deu início à ativação de 24.000 km de rede FTTH em 11 das principais cidades nas quais opera e ativou Docsis 3.1 em 34.000 km de rede HFC. “Ainda que a tecnologia Docsis ofereça serviços de banda larga com excelente qualidade, a diminuição de custos de implementação (CAPEX) das redes de fibra óptica vem movendo a Megacable no sentido de renovar suas redes com a tecnologia FTTH-GPON”, comenta Enrique Yamuni. MIGRAÇÃO PARA FTTH Este ano, a empresa continuará com a implementação do projeto de evolução de sua rede, que compreende a migração de aproximadamente 1,6 milhão de assinantes - ou 4,2 milhões de casas - para a tecnologia FTTH. O restante terá um incremento de capacidade em seu serviço HFC através da reutilização de tecnologia. Para a Megacable, o capítulo LATAM da FBA representa a oportunidade de não apenas compartilhar com outras operadoras a experiência adquirida com a ativação e operação de redes de fibra, mas também de aprender com elas.
“
Créditos: Megacable
“A DIMINUIÇÃO DOS CUSTOS DE IMPLEMENTAÇÃO (CAPEX) DAS REDES DE FIBRA ÓTICA ESTÁ IMPULSIONANDO A MEGACABLE A RENOVAR SUAS REDES COM ESSA TECNOLOGIA FTTH-GPON”, COMENTA ENRIQUE YAMUNI
O Capítulo LATAM da FBA está comprometido em acompanhar e dar apoio à indústria, atuando como referência na evolução e implementação de fibra como base para as redes 5G e FTTH de próxima geração”. Christian Steube Chairman Financeiro da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
Vozes da FBA REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
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NOVAS CERTIFICAÇÕES DA FBA Por: Redação
De olho na evolução das tecnologias de fibra, a FBA LATAM Chapter anuncia a disponibilidade de novas certificações a partir deste ano
O recém-criado comitê de operações do Capítulo LATAM da Fiber Broadband Association está trabalhando na renovação de seus programas de certificações. Atualmente a FBA LATAM Chapter possui duas certificações vigentes. Uma técnica, a TFHC (Técnico Fiber to the Home Certificado); e outra profissional, a PFHC (Profissional Fiber to the Home Certificado). Desde 2010 estas certificações têm ajudado a centenas de profissionais e técnicos das mais importantes operadoras a desenvolver conhecimentos e habilidades para o desenho, montagem, instalação, operação e ativação de redes FTTH. A FBA LATAM Chapter também acompanhou dezenas de operadoras na região em seus processos de desenho, implantação e ativação de suas primeiras redes FTTH nos grandes centros urbanos. O treinamento destes profissionais permitiu a implantação de redes robustas e escaláveis, que estão resistindo com êxito à passagem do tempo.
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OBJETIVO DESSAS NOVAS CERTIFICAÇÕES É CHEGAR ÀS OPERADORAS DO INTERIOR
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Novas geografias no interior dos países formam hoje o cenário de expansão das redes de fibra óptica. A tecnologia está chegando a residências, empresas, antenas, câmaras e, mais recentemente, ao interior de edifícios, convertendo-se em alternativa para as redes metálicas herdadas e abrindo caminho para a crescente adoção de tecnologias como a POL (Passive Optical LAN). O objetivo desta nova geração de certificações é chegar às operadoras do interior, seus empreiteiros e consultores que ainda trabalham com redes DSL herdadas; e operadoras de cabo HFC, incluindo WISP em áreas rurais e subúrbios. Todos devem investir na atualização de sua infraestrutura de rede e têm pela frente o desafio de tomar as decisões corretas sobre o leque de possibilidades que as diferentes tecnologias PON oferecem, definindo as arquiteturas e as estratégias tecnológicas que melhor se adaptem a cada cenário. Estes desafios colocam a FTTx no centro da infraestrutura como plataforma que hoje é muito mais do que apenas FTTH. É por isso que a FBA LATAM Chapter decidiu dar um passo à frente na reedição, atualização e reestruturação de suas certificações.
NOVIDADE AJUDARÁ OS PROFISSIONAIS QUE ESTÃO ENVOLVIDOS EM PROCESSOS DE MIGRAÇÃO TECNOLÓGICA
ESTARÃO DISPONÍVEIS AO LONGO DO ANO AS SEGUINTES NOVAS CERTIFICAÇÕES:
FCPD FTTx Certified Project Designer
FCPI FTTx Certified Premises Installer
FHEA FTTx Edge Certified Architect
FCBE FTTx Certified Business Expert
FCOE FTTx Certified Field Operations Expert
FCFE FTTx Certified Field Expert
FPOLD FFTx Passive Optical LAN Designer
Com estas novas certificações, a FBA LATAM Chapter espera poder alcançar os profissionais do setor que estão em franco processo de migração tecnológica para a prestação de serviços de ultra banda larga sobre fibra óptica.
“
A demanda por banda larga baseada em fibra é um fenômeno mundial, que cria oportunidades incríveis para operadoras, empresas e consumidores residenciais. O capítulo LATAM da FBA é o parceiro ideal para ajudar a indústria a construir e monetizar serviços de banda larga baseada em fibra e entregar as bases que atenderão as próximas gerações.” Gary Bolton Presidente e CEO da Fiber Broadband Association
Vozes da FBA REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
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TERMINAÇÕES RÁPIDAS, CUSTOMIZADAS, E FÁCEIS EM CAMPO. MAQUINAS DE FUSÃO LINHA QUANTUM E CONECTORES LYNX2 PLUS CUSTOMFIT® Citamos aqui algumas razões pelas quais tantas redes, confiam nas máquinas de fusão da Sumitomo Electric, e conectores de montagem em campo por fusão (SOC) Lynx2 Plus CustomFit®: • • •
• • •
Mais de 40 anos oferecendo maquinas de fusão e pioneiro em soluções de conectividade óptica. Lynx2 Plus SOC é a conectividade usada, comprovada, e recomendada para redes de última geração. Conectores Lynx2 Plus SOC são de fato conectores/pigtails, sem as limitações de cordões préterminados, pois o conector pode ser fusionado em campo diretamente a uma fibra solta com 250 ou 900 mícrons. Não causa reflexão, e têm a menor atenuação de todas as terminações ópticas. NanoTune™ tecnologia impulsada pelo uso de inteligência artificial, melhorando muito a eficiência e a precisão da fusão, independentemente da condição operacional e capacidade do usuário. Centros autorizados e certificados para suporte técnico/reparo local. E muito más! Visite a nossa página web e conheça mais...
SumitomoElectricLightwave.com
REDES DE CONECTIVIDADE COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO E ACELERADOR DE ECONOMIAS REGIONAIS Por: Eduardo Jedruch - Commscope / Roberto Falconi - PuntoNet
A necessidade de estar conectado (entre as pessoas, com os negócios e com as coisas) é a base de nossa sociedade. A conectividade mudou o mundo e a maneira como vivemos e essa mudança é permanente A necessidade conectar pessoas, negócios e coisas é a base da nossa sociedade. A conectividade mudou o mundo e a maneira como vivemos e essa mudança é permanente. Estamos cientes de nossa necessidade de conectividade para nos manter em contato, produzir, educar, informar e nos divertir onde quer que estejamos, com qualquer dispositivo ou tela que estejamos usando. A situação gerada pela pandemia nos expõe como nunca às consequências da exclusão digital em comunidades que não têm bom acesso à conectividade e não possuem planos de desenvolvimento sustentável de acesso aos serviços de Internet e, portanto, são impactadas de uma forma maior em suas economias, seus processos produtivos, seus processos educacionais, seu desenvolvimento etc. Garantir o acesso à conectividade, de qualquer lugar e dispositivo, deve ser um pilar estratégico das agendas dos governos, que devem se comprometer com um plano
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nacional de conectividade que permita apoiar aplicações de comércio, pagamentos e banco eletrônico, segurança e defesa, governo digital, telemedicina, teletrabalho e plataformas educacionais, só para citar alguns casos de uso cuja adoção tem se acelerado nos últimos meses. Uma análise das perspectivas pós-pandêmicas mostra que essa será uma forte demanda dos consumidores, por isso é fundamental a priorização das agendas digitais, não só geradas pelos governos centrais, mas acompanhadas de iniciativas dos municípios locais. Estes, em muitas áreas, limitam a implantação das redes de telecomunicações ao envolver impostos ou taxas, ao invés de promover o desenvolvimento das infraestruturas de conectividade. Também é preciso priorizar a regulação que permite o acesso aos serviços oferecidos nessa infraestrutura, conseguindo assim um impacto positivo nas economias regionais, na descentralização da gestão e, consequentemente, na qualidade de vida dos usuários.
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INFRAESTRUTURA COMO PILAR ESTRATÉGICO Do ponto de vista da infraestrutura de conectividade, existem diferentes formas de gerar esse impacto positivo. Alguns são de grande relevância, tais como: • Potencializar a disponibilidade das redes de transporte e interconexão; • Promover o compartilhamento de infraestrutura de transporte entre diferentes operadoras; • Acelerar a construção de redes de acesso; • Incentivar projetos público-privados que consigam atingir os setores mais negligenciados e vulneráveis com cobertura. As redes de transporte são um instrumento fundamental para acelerar o acesso à conectividade e, nesse sentido, o desenvolvimento de iniciativas público-privadas é essencial para universalizar o acesso à conectividade de ultra banda larga na sociedade. É aqui que o papel do Estado é fundamental para identificar, planejar, promover e execu-
tar investimentos em projetos de backbone que facilitem o uso de redes de acesso. Essas iniciativas têm um duplo impacto, pois além de interligar os pontos nevrálgicos dos centros urbanos e levar a conectividade para a orla de acesso, possibilitam a conectividade de órgãos do governo (prefeituras, hospitais, dispensários etc.) e deles com o governo eletrônico, tão necessário em tempos de pandemia. Em relação às redes de acesso, são os segmentos de infraestrutura onde se distribuem os pontos de acesso que conectam os usuários. Essas redes são construídas em ambientes urbanos/suburbanos e rurais, e é aqui que o papel do Estado também é fundamental, não só promovendo e participando dos investimentos em infraestrutura, mas também legislando a favor do desenvolvimento dessas redes, fixas e sem fio.
O MARCO REGULATÓRIO COMO FACILITADOR DO DESENVOLVIMENTO Embora se observe a implementação de alguns mecanismos que auxiliam no desbloqueio de procedimentos relativos a licenças, colocação, compartilhamento etc., a América Latina, em geral, representa um desafio para as operadoras do ponto de vista regulatório. O fato de lidar com restrições de diversos tipos no momento da execução do projeto resulta na penalização do andamento das obras e gastos de CAPEX de acordo com o que foi planejado (assentamento e enterramento de cabos, montagem de sites móveis, antenas, colocação, tributação etc. ), gerando uma falta de previsibilidade que resulta em fatores condicionantes na decisão de investimentos do setor privado. Neste sentido é necessário atualizar o marco regulatório e trabalhar em novos e melhores mecanismos e regulações eficientes voltadas para a realidade de nossa região (reduzindo inclusive o protecionismo do Estado aos operadores públicos), que facilitem e acelerem a penetração de redes ultra banda larga, não apenas em grandes centros urbanos, mas em todos os grupos demográficos. O mundo mudou para sempre e o acesso à conectividade ultra banda larga é parte fundamental do motor de desenvolvimento de economias sustentáveis no novo cenário global. Como sociedade, temos uma enorme
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oportunidade de atuar do ponto de vista regulatório a partir de uma profunda transformação tecnológica nas plataformas de serviço dos prestadores. Agora é a hora de agir, assumir riscos, pensar fora da caixa e implementar planos e iniciativas que acelerem a penetração dos serviços de última geração construídos sobre uma base regulatória que garanta a sustentabilidade do negócio a longo prazo. Como organização, a Fiber Broadband Association LATAM Chapter tem a missão de promover o desenvolvimento da infraestrutura de rede de fibra óptica como uma plataforma universal para acesso ultra banda larga. Nesse sentido, nosso apelo vai aos órgãos reguladores e governamentais, prestadores de serviços, fornecedores de tecnologia, fundos de investimento e financiamento e players do setor, para se associarem às iniciativas de nossa organização, apostando no desenvolvimento das economias regionais.
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PALAVRA DO PRESIDENTE
“ Volto ao cargo de presidente da FBA Latam com o objetivo de reinventá-la”
Gostaria de iniciar com as minhas saudações. Espero que estejam bem e com saúde nestes tempos difíceis. Conviver e se adaptar às mudanças na maneira de trabalhar e manter o distanciamento social têm sido uma tarefa difícil e esperamos ansiosamente pela vacina para que todos possamos voltar ao novo normal. Aceitei voltar ao cargo de presidente para a gestão de 2021/22 com o objetivo de reinventar a FBA LATAM e, para isso, apresento aqui as principais ações de nosso planejamento: • Engajar os membros com a criação dos comitês de Marketing, Tecnologia, Regulação e Operações. Agora qualquer pessoa ligada a uma empresa membro poderá participar e contribuir; • O Fiber Connect LATAM 2021 será novamente virtual e dividido em dois blocos, um no primeiro e outro no segundo semestre; • Atualizar a pesquisa de mercado de assinantes de FTTH, agora com os números e projetos de 5G na região; • Novo programa de treinamento e certificação, com lançamento previsto para 2021; • Como parte do Fiber Council Global Alliance (FCGA), lançaremos a pesquisa do trabalho em home office, atualizaremos as definições dos termos de redes FTTH e retomaremos o Global Ranking de FTTH.
Nelson Saito, Presidente da Fiber Broadband Association - LATAM Chapter
ALÉM DISSO, TEMOS COMO PRINCIPAIS PROJETOS DOS COMITÊS: • Redes FTTH - Criamos um time para dar suporte às associações de ISP dos vários países da região através de workshops, webinars etc. Esse time vai trabalhar junto aos grandes investidores que estão implantando redes multioperadoras, ajudando-os na escolha da melhor topologia. • 5G - Para ajudar na escolha da melhor alternativa de topologia estamos atualizando o modelo de análise para fazer simulações em diferentes condições. Contaremos com as informações das melhores práticas adotadas pelas organizações do FCGA na Europa, EUA e Ásia. • Ampliação de fibra - Vamos ajudar os governos dos países da região a utilizar a tecnologia de fibra ótica de forma estratégica em projetos de smart cities, backbones nacionais e no atendimento a áreas remotas onde será necessário conjugar tecnologias de acesso sem fio e satélite com fibras óticas.
Realizamos e temos muito a realizar ainda. Por isso, agradeço o trabalho voluntário dos membros do Board - Marketing, Liza Poe (Corning); Operações, Gustavo Candolo (Prysmian); Regulações, Eduardo Jedruch (Commscope); Finanças, Christian Steube (Exfo); Tecnologia, Nicanor Ruiz (Senko); Relações Públicas, Federico Lang (Anixter) - e o suporte de nossas atividades pela Edna Preuss do Latam Chapter - FBA Norte América. Sem este trabalho, e sem o suporte das empresas, não existiríamos como entidade. Meu agradecimento especial à Furukawa Electric Latam, que tem me incentivado e dado o suporte desde a sua fundação. Por último, agradecemos também a todas as empresas membros que são a base da nossa entidade. Muito obrigado!
REVISTA FIBER BROADBAND | EDIÇÃO 2021
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FIBRA PROMOVENDO A CONEXÃO E TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE Esse ano, o Fiber Connect LATAM voltará em formato digital, reunindo especialistas para facilitar e incentivar a troca de experiências e o networking entre a comunidade de banda larga e fibra óptica na América Latina.
FIBER CONNECT LATAM 26 E 27 DE OUTUBRO | 2021
ONLINE
PLATINUM SPONSORS
www.fiberbroadband.org/page/latam2021
Informações:
Raquel Freitas
Business Development Director Conecta LATAM raquel.freitas@conectaevents.com
Organização
CONECTALATAM