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02/03/2021

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Ano 22 | Nº 5178 | 2 de março de 2021

Terça-feira

Diário de Circulação Nacional


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PUBLICAÇÕES LEGAIS / NACIONAL

|. Terça-feira, 2 de Março de 2021 |

Equipes de fiscalização orientam fechamento de estabelecimentos que não cumprem medidas de novo decreto As determinações valem por 10 dias e, entre outras coisas, proíbe a circulação de pessoas nas ruas, das 20h às 5h Tiveram início no último sábado (27), as ações de fiscalização para o cumprimento das medidas estabelecidas para frear a propagação da Covid-19, previstas no decreto do Governo do Estado acatado pela Prefeitura de Pinhais. Além disso, foram estabelecidas outras decisões, como o fechamento de parques e bosques. As equipes de fiscalização, acompanhadas da Guarda Municipal, percorrem a cidade com o intuito de verificar se os estabelecimentos estão seguindo as deter-

minações do decreto. Inicialmente ocorreu a orientação de fechamento e, caso haja reincidência, serão autuados, visto que até o próximo dia 8 de março está proibido o funcionamento de serviços considerados não essenciais; a circulação nas ruas das 20h às 5h; entre outros pontos (o decreto completo está disponível no portal da Prefeitura). Festa clandestina Na madrugada do dia 27, as equipes também localizaram uma festa clandestina com cerca de 100 pessoas. Diante

do flagrante, a confraternização ilegal foi encerrada e o responsável pelo evento encaminhado à Delegacia de Pinhais para as providências cabíveis. Cabe ressaltar que o Paraná vive o pior momento da pandemia, desde o seu início, portanto, se faz necessária a adoção de medidas como estas. Ainda, cada um precisa fazer sua parte e preservar os cuidados, como uso de máscara e ficar em casa, sempre que possível. Caso constate irregularidades pode denunciar à GM pelo 153.

Metró ole CURITIBA CÂMARA MUNICIPAL

Centro de Hematologia A Volkswagen do Brasil e o Governo do Paraná inauguram na última quarta-feira, 24, o Centro de Hematologia e Transplante de Medula Óssea (CHTMO) do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. O projeto, que teve mais de R$ 5,5 milhões investidos pela VW ao longo de 2020, contou com ampliação do espaço – mantendo o ambiente aconchegante e acolhedor evitando características de ambiente hospitalar – e demandas estruturais no ambulatório, hospital-dia e internamento. Além disso, melhorou a operação, capacitação e segurança dos tratamentos, com uso intensivo de tecnologia no tratamento de câncer. O investimento é fruto das contrapartidas firmadas entre a Volkswagen do Brasil e o governo do Estado do Paraná em 2013, que possibilitou investimentos de R$ 2 bilhões destinados ao desenvolvimento e produção do SUV TCross na fábrica de São José dos Pinhais. Títulos BRDE Dentro do processo de diversificação de suas fontes de captação de recursos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) realizou esta semana sua primeira operação no mercado de capitais desde a década de 1980. Ao efetivar a venda de R$ 10 milhões em Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), o BRDE faz sua estreia na emissão e oferta de títulos dentro de um projeto-piloto que prevê captação global de R$ 30 milhões. A operação foi fechada pela Agência de Curitiba e teve como comprador um cliente já com um longo histórico de relacionamento com o banco no Paraná. A ida ao mercado através da emissão de RDBs fez parte de uma estratégia do BRDE definida no início de 2020 e autorizada ainda no mês de dezembro. Invest Paraná São José dos Pinhais será mais uma cidade-polo da Invest Paraná – agência do Governo do Estado de promoção e prospecção de novos negócios e investimentos. O termo de cooperação foi assinado na última quarta-feira, 24. O objetivo da regionalização é atender de forma ágil os investidores, obtendo e repassando dados dos municípios e auxiliando a emissão de licenças necessárias para implantação de empresas. A Invest Paraná já formalizou parcerias com as prefeituras de Ponta Grossa, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu e busca cidades estratégicas para otimizar o atendimento a potenciais empresários por meio de ações integradas na captação de investimentos. Copacol na Gulfood Considerada um horizonte pós-pandemia, a edição de 2021 da Gulfood em Dubai (Emirados Árabes Unidos) tem entre as grandes empresas expositoras a Copacol, que tradicionalmente participa da feira em busca de oportunidades de negócios no Oriente Médio, terceiro maior destino de produtos da cooperativa. A marca já vende seus produtos para mais de 70 países. O volume de exportações no último ano chegou a 408,1 milhões de dólares. A Gulfood é considerada a maior feira do setor alimentício do Oriente Médio e representa o retorno do Brasil em grandes eventos presenciais. O evento começou domingo (21/02) e segue até esta quinta-feira (25/02). A comitiva é liderada pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Soja do Paraná O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou, em seu relatório mensal, que a produção da safra de soja em 2020/21 deve chegar a 20,341 milhões de toneladas, contra 20,782 milhões de toneladas da safra anterior, com uma queda de 2%. Em janeiro a safra havia sido apontada em 20,393 milhões de toneladas. A área plantada com soja na safra 2020/21 deve ficar em 5,577 milhões de hectares, contra 5,477 milhões na safra 2019/20, com incremento de 2%. A produtividade média foi estimada em 3.647 quilos por hectare, abaixo dos 3.794 quilos registrados na última safra. Venda de máquinas As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizaram no mês de janeiro R$ 12,5 bilhões, resultado 38,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2020, e o melhor para um mês de janeiro desde 2015, quando o setor havia faturado R$ 13,2 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Da receita total de R$ 12,5 bilhões, R$ 9,6 bilhões foram de vendas para o mercado interno brasileiro, resultado 50,8% superior a janeiro de 2020. O setor vendeu ao exterior, no mês de janeiro, R$ 545,8 milhões em equipamentos, montante 1,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2020. Em relação a dezembro, as exportações foram 28,1% menores. Renda domiciliar A renda domiciliar per capita nominal mensal ficou em R$ 1.380 no País em 2020, segundo cálculos com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano de 2019, a renda domiciliar per capita nominal mensal tinha sido mais elevada, de R$ 1.439. As informações são enviadas pelo instituto ao Tribunal de Contas da União (TCU), como forma de atender à Lei Complementar 143/ 2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). No ano de 2020, a renda domiciliar per capita mais alta foi registrada no Distrito Federal, de R$ 2.475, enquanto a mais baixa era a do Maranhão, R$ 676. Carteira assinada O número de trabalhadores com carteira assinada caiu em 2020 para o menor contingente já registrado pela série histórica da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, iniciada em 2012. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a média anual ficou em 30,6 milhões de pessoas, uma queda de 7,8% (menos 2,6 milhões) em relação a 2019, quando o número de empregados formais somou 33,2 milhões. Em 2014, chegou a 36,4 milhões. No 4º trimestre, o número de pessoas com carteira de trabalho assinada no setor privado foi estimado em 29,9 milhões de pessoas, o que corresponde a uma alta de 1,8% (mais de 519 mil) frente ao trimestre anterior, mas tombo de 11,2% (menos 3,8 milhões de pessoas) na comparação com o mesmo período de 2019. Clima econômico O Indicador de Clima Econômico do Brasil subiu 5,1 pontos do último trimestre de 2020 para o primeiro trimestre deste ano e chegou a 72,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. O dado, que reflete a opinião de especialistas em economia do país, foi divulgado hoje (26) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No primeiro trimestre deste ano, o clima econômico chegou ao maior patamar desde o primeiro trimestre de 2020 (98 pontos), mas ainda está abaixo da média dos últimos dez anos (77,8 pontos). A alta foi puxada pelo Indicador da Situação Atual, que subiu 11,7 pontos do último trimestre de 2020 para o primeiro trimestre deste ano. Apesar disso, a avaliação sobre o momento presente continua em patamar baixo, de 25 pontos. Marca Brasil O Brasil perdeu seis posições no ranking do Índice Global de Soft Power (GSPI), que mede a percepção da marca país de mais de 100 nações por meio de indicadores como reputação, reconhecimento e governança. De acordo com o relatório da consultoria inglesa Brand Finance, divulgado na última quinta-feira, 25, fatores como a gestão da crise de covid-19 e a fuga de investidores estrangeiros fizeram o País cair da 29.ª posição geral – alcançada em 2020, primeiro ano da listagem – para o 35.º lugar. Por outro lado, países vistos como modelos no combate ao novo coronavírus registraram o movimento contrário. A Nova Zelândia, considerada o principal exemplo de gestão da crise, ganhou seis posições. Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

Com subida do nível de alerta, CMC fará sessões remotas e teletrabalho Em apoio às medidas mais restritivas de combate à pandemia de Covid-19, anunciadas nesta semana pela prefeitura e o governo estadual, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) decidiu, nesta sexta-feira (26), priorizar o trabalho remoto dos parlamentares e demais servidores e colaboradores nos próximos oito dias. As sessões da próxima semana serão realizadas em ambiente virtual. Em reunião realizada na quinta-feira (25), o Colégio de Líderes da CMC já havia resolvido que as sessões plenárias serão realizadas de maneira híbrida (presencial e on-line) até o final do primeiro semestre de 2021. Neste formato, no máximo 22 dos 38 vereadores poderiam estar presencialmente no plenário, garantindo as regras de distanciamento. No entanto, considerando o cenário de agravamento da pandemia, a Mesa Diretora da CMC recomendou que todos os vereadores trabalhem, nesta fase mais

aguda, de maneira remota. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (26), em reunião na sala de reuniões da Presidência. “Passamos por um momento muito difícil. Respeitando os protocolos do governo do Estado e da Prefeitura e considerando a importância do papel do parlamentar, vamos permitir que os vereadores continuem trazendo para o debate temas relevantes, como aqueles relacionados à covid.-19”, disse o presidente do Legislativo, Tico Kuzma. A primeira-secretária da CMC, Flavia Francischini (PSL), lembrou que o funcionamento da Câmara seguirá o procedimento que vem sendo adotado durante toda a pandemia. “Estão mantidas as sessões plenárias e as reuniões das comissões permanentes, que serão realizadas por videoconferência e transmitidas na internet, garantindo a participação popular e a transparência”, destacou.

Já a segunda-secretária, Professora Josete (PT), apontou que o número de servidores nas dependências da Câmara será reduzido. “Precisamos preservar a saúde de todos os servidores, tanto do administrativo como do legislativo. Orientamos que tenhamos no máximo dois assessores nos gabinetes parlamentares. São medidas de responsabilidade para garantir que a Câmara cumpra seu papel no sentido de preservar vidas. Não podemos banalizar a morte das vítimas da covid-19”, disse. Além de Tico Kuzma, Flavia e Josete, integram a Mesa Diretora da CMC o primeiro vice-presidente da Casa, Alexandre Leprevost (SD); o segundo vice-presidente Tito Zeglin (PDT); e os terceiro e quarto-secretários, Professor Euler (PSD) e Mauro Ignácio (DEM). Também participaram da reunião a diretora-geral, Jussana Marques, e a chefe de gabinete da Presidência, Waleria de Oliveira Maida. Por Marcio Silva e Filipi Oliveira - CMC

Fundador: Ary Leonel da Cruz

CURITIBA / PR EDITAL CENTER LTDA

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Metró ole GERAL PANDEMIA Combater a covid é dever de todos nós e de cada um O Paraná fechou 2020 com 7.912 óbitos. Em apenas dois meses de 2021, chegou a 11.581 mortes Conter a súbita evolução do contágio pelas variantes do vírus SARS-CoV-2, da ocupação de leitos hospitalares à beira do caos e do crescente número de óbitos decorrentes da infecção viral não são responsabilidade apenas das autoridades públicas municipais, estaduais, federais e mundiais. São, sim, de todos eles e de cada um nós. Para comprovar como a transmissão da doença ganhou velocidade basta ver que no dia 31 de dezembro de 2020, o Paraná somava 413.412 casos confirmados. Dois meses depois, o boletim da Secretaria de Estado da Saúde do último dia de fevereiro indicou 642.425 casos. Em dois meses, foram 229.013 novas ocorrências de covid19, mais da metade do acumulado nos primeiros dez meses da pandemia. A curva de mortes segue a mesma toada de verticalização. O Paraná fechou o ano de 2020 com 7.912 óbitos. No domingo (28) passado, chegou a 11.581. Da mesma forma como a transmissibilidade foi acentuada, a letalidade também foi: 3.669 óbitos em janeiro e fevereiro representam 46,3% do acumulado de maio a dezembro de 2020. As autoridades sanitárias afirmam que o Brasil e o Paraná chegaram no pior momento da pandemia. O fenômeno não se restringe ao Paraná. No Brasil, passou de 7,563 milhões para 10,517 milhões de casos e de 192,6 mil óbitos para 254,2 mil. No mundo, os números foram de 81.159.096 casos e 1.791.246 mortes para 113.315.218 confirmações e 2.517.964 óbitos. O primeiro passo para conter a transmissão da doença é respeitar as regras básicas. Não bastam decretos, por mais assertivos que sejam, se não houver respeito ao que estabelecem. As regras para desacelerar o contágio são simples, conhecidas e começam por evitar aglomerações. As normas também passam pelo uso de máscaras de forma adequada e a constante higienização das mãos, seja com água e sabão ou com álcool emgel. Sair de casa apenas quando for inevitável é outra importante decisão. Nem todos concordam com as restrições, que impactam na economia. A opção pelo endurecimento das medidas se deu por absoluta necessidade, pois não interessa a ninguém com responsabilidade provocar causar prejuízos e impedir que a roda da economia deixe de girar. Uma forte razão foi a alta ocupação dos leitos hospitalares. A taxa de ocupação das UTIs no Paraná, no último dia de fevereiro, foi de 96%. Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, aumentou o tempo de permanência dos pacientes hospitalizados. Outro detalhe informado pelo secretário foi o aumento de jovens hospitalizados.

Ocupação dos leitos de UTI chega a 96% no PR

leitos, agora são 221.

HOSPITAIS - O índice de ocupação de UTIs adultas para pacientes do SUS cresce rápido e é o maior de toda pandemia

CRESCIMENTO ACELERADO O crescimento do número de pacientes com necessidade de internamento em UTIs foi repentino e acelerado. No dia 31 de janeiro deste ano, a média de ocupação no Paraná era de 81% e a quantidade de leitos disponíveis era menor, 1.221. Na região Noroeste, de Maringá, a média no final do primeiro mês do ano era de 82%. No último final de semana foi de 94%. Atualmente são 164 UTIs na macrorregião. Há um mês eram dez a menos.

O Paraná fechou fevereiro com o índice de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes covid-19 adultos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais alto de toda a pandemia. A média estadual chegou a 96% no último final de semana. Em agosto de 2020, até então o auge da crise sanitária no estado, a ocupação média no dia 31 era de 71%. Na época, o número de UTIs era menor, 1.101. Agora são 1.301.

A macrorregião Leste, de Ponta Grossa e Curitiba, encerrou janeiro com 82% dos 671 leitos de UTIs ocupados. No último dia de fevereiro, 97% dos 688 leitos estavam com pacientes. No dia 31 de agosto do ano passado, a taxa de ocupação dos 601 leitos era de 81%. A iminência de saturação completa dos leitos de UTI no Paraná foi derradeira para o fechamento do comércio, a suspensão das aulas e a restrição à circulação de pessoas.

Na macrorregião Oeste, de Foz do Iguaçu e Cascavel, no domingo passado a ocupação bateu em 98%. No último dia de agosto do ano passado era 62%. Das atuais 229 UTIs, 225 estavam ocupadas no último dia de fevereiro. O menor índice foi registrado na macrorregião Norte, de Londrina, com 93%. Das 221 vagas, 15 estavam disponíveis. No último dia de agosto de 2020, a ocupação era 58%. Tinha 206

O diretor de Gestão da Saúde do Paraná, Vinícius Filipak, afirmou que a previsão mais pessimista para a ocupação de leitos hospitalares, de 92,8%, foi superada, embora tenham sido implantados 1.285 leitos de UTIs e 1.865 clínicos exclusivos para covid-19. Segundo ele, a letalidade da doença é de40% para pacientes de UTI e 23% dos hospitalizados, "podendo chegar a 30% se a taxa de transmissão não baixar".

Mais de 31% dos óbitos ocorreram em dois meses Apenas nos dois primeiros meses de 2021, o Paraná registrou 3.699 óbitos decorrentes de complicações causadas pela infecção do novo coronavírus. O número equivale a 46,7% do total de mortes (7.912) informadas nos dez meses da pandemia em 2020. O Paraná fechou fevereiro com 11.581 vidas perdidas para a doença em praticamente um ano. Dos 399 municípios do Paraná, foram registrados óbitos em 383. A doença ceifou a vida de 229 profissionais de saúde, sendo 45 médicos e 63 enfermeiros. Por regional de Saúde, a Metropolitana de Curitiba tem a maior quantidade de baixas. São 4.627, cerca de um terço do total do estado. A 17ª Regional de Londrina, saltou de 657 óbitos em 2020 para 1.006 em fevereiro deste ano. Por Walter Téle Menechino - Infografia - Tusa Vozivoda Matéria publicada em 23 jornais e portais associados. www.adipr.com.br ADI-PR - Associação dos Jornais Diários do Interior do Paraná


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PUBLICAÇÕES LEGAIS / NACIONAL

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Metró ole CURITIBA

Couto Pereira não fez o jogo de Coritiba x Cascavel CR - Foto: Divulgação/Coritiba

Prefeitura de Curitiba atende MP e veta jogos em meio ao decreto estadual de restrição

Transporte Coletivo: considerando o Decreto Municipal 4.219, operação seguirá as tabelas vigentes

Município diz que não recebeu pedido da FPF e que não autorizaria jogos do Paranaense em meio às restrições. MP pediu suspensão de todos os jogos. Londrina e Cascavel já vetaram partidas

A Prefeitura de São José dos Pinhais, por meio da Secretaria de Urbanismo, Transporte e Trânsito (Semutt), considerando o Decreto Municipal 4.219, de 26 de fevereiro de 2021, que determina medidas restritivas de combate a Covid-19, informa que a operação do transporte coletivo seguirá as tabelas de vigentes. A fim de evitar problemas no atendimento do transporte coletivo urbano e rural de São José dos Pinhais, a decisão vale tanto para os dias úteis quanto para os finais de semana. Caso haja necessidade de ajustes em virtude da demanda, estes serão divulgados previamente. Consulte os horários das linhas do transporte coletivo pelo link: http:// www.sjp.pr.gov.br/secretarias/secretaria-transporte-e-transito/transporte-coletivo/

A prefeitura de Curitiba também vetou a realização de jogos durante o decreto estadual de combate à pandemia de coronavírus. O município se pronunciou na tarde de sábado, após ofício de recomendação do Ministério Público (MP) para que os jogos não fossem realizados. O primeiro jogo cancelado na capital é o de Coritiba x Cascavel CR, que estava previsto para este domingo, às 16 horas, no Couto Pereira. Outras partidas como Paraná x Londrina, na Vila Capanema, e Athletico x Operário-PR, na Baixada, ambos pela segunda rodada, também não devem acontecer. O decreto estadual seguido pela prefeitura é válido até o dia 8 de março. Em nota, o município de Curitiba disse que não foi procurado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) para a realização de jogo. Mesmo se fosse, prossegue a nota, não autorizaria a realização dos jogos com a vigência do decreto estadual, em jogos de futebol que não são considerados atividades essenciais. Curitiba é a terceira cidade a vetar jogos a partir de recomendações do Ministério Público. Ainda na sexta-feira, a saúde de Cascavel vetou o jogo de FC Cascavel x Paraná. Neste sábado, a prefeitura de Londrina também proibiu ativida-

des no Estádio do Café, onde iria ocorrer o jogo contra o Maringá. MP recomendou a não realização dos jogos A decisão veio depois que os promotores de Justiça das quatro macrorregiões do Paraná emitiram uma nota, na tarde deste sábado, recomendando a suspensão das partidas de futebol deste fim de semana, pelo Campeonato Paranaense, nas cidades de Londrina, Curitiba e Cascavel. A recomendação foi encaminhada para os prefeitos de Londrina, Curitiba, Maringá e Cascavel e também para a Federação Paranaense de Futebol (FPF). O MP não quer que os jogos sejam realizados em razão do decreto estadual, que determinou medidas mais restritivas em todo Paraná, em razão da pandemia de coronavírus, onde apenas atividades essenciais estão permitidas e há toque de recolher a partir das 20 horas. Os promotores citam a gravidade da situação da pandemia no momento e que vários hospitais pelo estado estão superlotados e com lista de espera. Ainda lembram que descumprimento de medida sanitária para conter a pandemia é crime e que os prefeitos podem ser responsabilizados.

Tabela completa do Campeonato Paranaense - A realização do jogo de futebol citado, nas condições atuais, pode levar à presunção de “prática que configure a aceitação do risco de propagação de germes patogênicos” dolo eventual, o que pode corresponder, em tese, ao tipo penal do artigo 267 do Código Penal, escrevem. Os jogos de Cianorte x Athletico (sábado, 17h15), Toledo x Rio Branco-PR e Operário-PR x Azuriz (ambos no domingo, às 16 horas) não foram citados pelo MP Apesar do decreto estadual de restrição, inclusive com toque de recolher a partir das 20 horas em todo o Paraná, o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, enviou comunicado que está de acordo com a realização do campeonato, incluindo o jogo em Cascavel. Segundo ele, as medidas de controle, com testagem de jogadores, mantêm a segurança das partidas. Regulamento: o Campeonato Paranaense de 2021 tem a mesma fórmula do ano passado, com 12 times se enfrentando em turno único (11 rodadas). Os dois piores caem. E os oito melhores avançam para o mata-mata, que será disputado em jogos de ida e volta. As finais serão nos dias 16 e 23 de maio.

Prefeitura ativa novos leitos de UTI exclusivos para covid-19 A Secretaria Municipal da Saúde ativou neste sábado (27/2) mais 15 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19. Os novos leitos ficam no Hospital Santa Casa. Com isso, a cidade conta com 378 leitos de UTI, o maior número atingido desde o início da pandemia na cidade. Além dos 378 leitos UTIs a rede pública de assistência hospitalar para os pacientes com sintomas respiratórios conta com outros 486 leitos clínicos exclusivos para covid-19: um total de 864 leitos SUS exclusivos para covid-19. Os novos leitos vão além dos 553 inicialmente previstos no plano de contingência de enfrentamento à pandemia do município. Segundo a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak com as novas ativações o município atinge sua capacidade máxima de expansão de leitos de UTIs exclusivos para a covid-19. “O momento é delicado e precisamos de toda a colaboração da população para reduzir a transmissão da doença. Nosso sistema hospitalar

não tem mais para onde expandir. Estamos fazendo o possível e o impossível para não faltar assistência para os curitibanos”, disse. Márcia lembra ainda que abrir novos leitos não depende apenas de espaço físico. “Um leito para pacientes com covid-19 exige muita complexidade, equipamentos adequados e profissionais intensivistas especializados, tudo isso tem um limite”, explicou a secretária. Cerca de 50% dos atendimentos de pacientes de covid-19 em Curitiba são feitos pela rede privada e a outra metade pela pública, mas Curitiba por ser a cidade com maior capacidade hospitalar, também recebe pacientes da região metropolitana. Para a secretária será necessário um

esforço conjunto para passarmos por esse momento. “Nós precisamos que tanto a rede privada quanto os demais municípios do Paraná reforcem suas estr uturas assistenciais”, ressaltou Márcia. Ocupação Mesmo com a ativação dos novos leitos a taxa de ocupação das UTIs segue alta. Neste sábado (27/2) a taxa de ocupação dos 378 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 está em 93%. No momento restam 25 leitos livres. A taxa de ocupação dos clínicos SUS covid-19 também vem aumentando: 87% dos 486 leitos clínicos estão ocupados. A capital que chegou a ter mais de 200 leitos clínicos livres em um dia, tem hoje apenas 64.

São José dos Pinhais seguirá Decreto Estadual para conter a Covid-19 São José dos Pinhais, visando conter a contaminação do novo Coronavírus no município, definiu em reunião na tarde desta sexta-feira (26), no Paço Municipal, que deve seguir o Decreto 6.983/2021 do Governo do Estado do Paraná. Em São José dos Pinhais, o decreto 6.983/2021 entra em vigor à 0h deste domingo (28) e tem validade até às 5h do dia 08 de março. Segundo o Estado, está suspenso o funcionamento dos serviços e atividades não essenciais, bem como a restrição de circulação de pessoas entre às 20h e às 5h. Ações restritivas Para diminuir a circulação e aglomeração de pessoas, no período das 20h às 5h, fica estabelecida a restrição provisória de deslocamento em espaços e vias públicas, com exceção de pessoas e veículos em razão de atividades e serviços considerados essenciais. A medida vale também para a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em espaços de uso público e coletivo. Restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos que comercializam refeições podem funcionar nos sistemas de delivery, drive-thru e take away (retirada no balcão), com respeito às normas para evitar a disseminação da Covid-19. Aulas suspensas O Decreto Estadual estabelece a suspensão das aulas presenciais em escolas públicas e privadas, cursos técnicos e em universidades privadas. Teletrabalho Em mais uma medida de combate ao novo Coronavírus, o decreto estabelece, inclusive na iniciativa privada, a adequação do expediente dos trabalhadores aos horários de restrição provisória de circulação (20h às 5h), e a priorização da substituição do regime de trabalho presencial para o teletrabalho. Fiscalização A fiscalização para integral cumprimento das medidas previstas no Decreto 6.983/2021 iniciam neste sábado, 27 de fevereiro, com intensificação e cooperação necessária para o fim. Parque São José O Parque São José estará fechado a partir das 0h de sábado, 27 de fevereiro. Shopping São José O Shopping São José estará fechado a partir das 0h de domingo, 27 de fevereiro. Serviços e atividades essenciais De acordo com o Decreto Estadual 6.983/2021, são consideradas atividades essenciais: I – captação, tratamento e distribuição de água; II – assistência médica e hospitalar; III – assistência veterinária; IV – produção, distribuição e comercialização de medicamentos para uso humano e veterinário e produtos odonto-médico-hospitalares, inclusive na modalidade de entrega delivery e similares; V – produção, distribuição e comercialização de alimentos para uso humano e animal, lojas de conveniência e similares, ainda que localizados em rodovias; a) veda o consumo nos estabelecimentos previstos no inciso V, ficando permitido o funcionamento apenas por meio das modalidades de entrega ou retirada. VI – agropecuários para manter o abastecimento de insumos e alimentos necessários à manutenção da vida animal; VII – funerários; VIII – transporte coletivo, inclusive serviços de táxi e transporte remunerado privado individual de passageiros; IX – fretamento para transporte de funcionários de empresas e indústrias cuja atividade esteja autorizada

ao funcionamento; X – transporte de profissionais dos serviços essenciais à saúde e à coleta de lixo; XI – captação e tratamento de esgoto e lixo; XII – telecomunicações; XIII – guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares; XIV – processamento de dados ligados a serviços essenciais; XV – imprensa; XVI – segurança privada; XVII – transporte e entrega de cargas em geral; XVIII – serviço postal e o correio aéreo nacional; XIX – controle de tráfego aéreo e navegação aérea; XX – serviços de pagamento, de crédito e de saque e aporte prestados pelas instituições supervisionadas pelo Banco Central do Brasil, inclusive unidades lotéricas; XXI – atividades médico-periciais relacionadas com a seguridade social, compreendidas no art. 194 da Constituição Federal; XXII – atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, para fins de reconhecimento de direitos previstos em lei, em especial na Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência); XXIII – outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico, indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade; XXIV – setores industrial e da construção civil, em geral; XXV – geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, incluído o fornecimento de suprimentos para o funcionamento e a manutenção das centrais geradoras e dos sistemas de transmissão e distribuição de energia, além de produção, transporte e distribuição de gás natural; XXVI – iluminação pública; XXVII – produção de petróleo e produção, distribuição e comercialização de combustíveis, gás liquefeito de petróleo e demais derivados de petróleo; XXVIII – vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias; XXIX – prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais; XXX – inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal; XXXI – vigilância agropecuária; XXXII – produção e distribuição de numerário à população e manutenção da infraestrutura tecnológica do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro; XXXIII – serviços de manutenção, assistência e comercialização de peças de veículo automotor terrestre ou bicicleta; XXXIV – serviços de crédito e renegociação de crédito dos agentes financeiros integrantes do Sistema Paranaense de Fomento de que trata o Decreto nº 2.570, de 08 de outubro de 2015, alterado pelo Decreto nº 2.855, de 24 de setembro de 2019; XXXV – fiscalização do trabalho; XXXVI – atividades de pesquisa, científicas, laboratoriais ou similares relacionadas com a pandemia de que trata este Decreto; XXXVII – atividades religiosas de qualquer natureza, obedecidas as determinações da Secretaria de Estado da Saúde – SESA e do Ministério da Saúde; XXXVIII – produção, distribuição e comercialização de produtos de higiene pessoal e de ambientes; XXXIX – serviços de lavanderia hospitalar e industrial; XL – serviços de fisioterapia e terapia ocupacional


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| Terça-feira, 2 de Março de 2021 |

Pesquisa e tecnologia colocam Paraná na rota nacional das maçãs Cultivar desenvolvido no Estado tem baixa necessidade de frio, com maturação precoce e ciclo desde a floração estimado em 123 dias, chegando antes ao mercado. O Paraná é o terceiro produtor nacional com 3,6% de participação. Em 2019 foram 28,4 mil toneladas e VBP de R$ 69,2 milhões.

pesquisa e a tecnologia ajudaram o Paraná a marcar presença, mesmo que ainda de maneira sutil, em um seleto mercado dominado pelos vizinhos do Sul. A idealização do cultivar de maçã Eva, no fim da década de 1970, pela antiga Iapar-PR (atual Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná –IDR/PR), possibilitou ao Estado produzir uma especialidade da fruta que tem baixa necessidade de frio, com maturação precoce e ciclo desde a floração estimado em 123 dias. As características fazem com que a colheita da Eva comece em dezembro, antes de outras variedades como Gala e Fuji, que dominam as plantações de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Assim, a espécie “paranaense” chega antes ao consumidor, ganhando uma fatia importante do mercado de maçãs. É essa história que vai abrir o mês de março da série “Paraná que alimenta o mundo”, conjunto de reportagens que pretende ressaltar o poderio do Estado no agronegócio. “Podemos dizer que foi uma maçã desenvolvida no Paraná, que como precisa de poucas horas de frio, pode ser plantada em mais cidades, como na Região Metropolitana de Curitiba”, diz o engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Paulo Camargo. PAULA FREITAS Um dos beneficiários da técnica é o agricultor Rui Afonso Fleith, de Paula Freitas, no Sul do Paraná. Há duas décadas no ramo, ele colhe cerca de 500 toneladas de frutas por ano. Em torno de 80% da produção, ou 400 toneladas, são da maçã Eva – kiwi e ameixa completam as variedades. Ele conta que a produção de maçã

tem destino certo. A maior parte vai para Fraiburgo, em Santa Catarina. De lá, um distribuidor parceiro encaminha para diferentes pontos do País. Outra fatia, menor, fica na própria região, no comércio de cidades como União da Vitória, Porto Vitória e Paulo Frontin. “Já as frutas machucadas são comercializadas com fábricas que fazem vinagre”, conta Fleith. “Como nessa região não faz muito frio, a Eva se adaptou perfeitamente por ser menos exigente. Além disso, por colher antes das grandes áreas produtoras, conseguimos um preço um pouco melhor”, afirma o agricultor. Fleith destaca que a espécie é bastante produtiva, com frutos de excelente aspecto visual, firmes, suculentos, adocicados e com agradável teor de acidez. Há, porém, o que melhorar. Ele explica que a obsessão na fazenda é para que a maçã ganhe mais cor, principal atrativo para clientes de quitandas, supermercados e sacolões. Quanto mais chamativa, mais fregueses. “Buscamos uma mutação para que fique ainda mais colorida”, diz. PRODUÇÃO Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Paraná é o terceiro produtor nacional de maçã com 3,6% de participação no mercado interno. Em 2019 foram 28,4 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 69,2 milhões – Rio Grande do Sul (53,7%) e Santa Catarina (41,7%) dominam o mercado. Quase metade da produção estadual está concentrada na região de Curitiba (49,2%), com destaque para

a Lapa, o segundo município produtor do Paraná, com 22,8% das colheitas. Palmas, no Sudoeste, responde por 27,9% da colheita, liderando a atividade que se espalha por 37 municípios de Paraná. Nas Ceasas do Estado foram comercializadas 46,5 mil toneladas da fruta em 2019, a sétima em volume (8,1%) e a primeira em montante financeiro transacionado, com R$ 194,7 milhões (13%). O preço médio do quilo se estabeleceu em R$ 4,18. Para 2021, a safra no Paraná deve superar 32 mil toneladas, o que representa uma oferta ajustada ao consumo, por isso o preço melhor para o produtor. Desse total, 14 mil toneladas são da variedade Eva. TECNOLOGIA Para conseguir maior faturamento e mais sobras de caixa é necessário elevar a produtividade. Para isso, os produtores estão trabalhando em novas tecnologias como a questão nutricional das plantas, além de não descuidar da poda, prática essencial do cultivo de maçã. Outro ponto é a aplicação de novos produtos para quebra de dormência da planta e pomares mais adensados, com pés mais altos. Na questão nutricional, a preocupação dos produtores é equilibrar a planta com aplicação de adubo, correções de solo. ARMAZENAGEM O Paraná conta também com a rede de frio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, que mantém um armazém com capacidade para 7,5 mil toneladas em Guarapuava, onde também são feitas as classificações e embalagens das frutas. A iniciativa privada, por sua vez, coloca à disposição dos produtores mais câmaras frias que totalizam um adicional de 3 mil toneladas. SÉRIE As maçãs de Paula Freitas fazem parte de uma série de reportagens “Paraná que alimenta o mundo”, desenvolvida pela Agência Estadual de Notícias (AEN) que busca mostrar o potencial do agronegócio paranaense. Os textos serão publicados sempre às segundas e quintas-feiras. A previsão é que o material se estenda durante todo o ano de 2021.

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| Terça-feira, 2 de Março de 2021 |

SERVIÇO DISTRITAL DE UBERABA Av. Sen. Salgado Filho, nº 2.368 - Município e Comarca de Curitiba - Estado do Paraná.

EDITAL DE PROCLAMAS Faz saber que pretendem casar-se: VINICIUS FELIPE VAGETTI e LARISSA MENDES DOS SANTOS. LUCAS HENRIQUE MACHADO DA SILVA e CECÍLIA NAOMI KANEGUSUKU. Se alguém souber de algum impedimento, oponha-o na forma da lei. O referido é verdade e dou fé. Curitiba, Uberaba, 01 de Março de 2021

Eliane Kern Bassi Oficial Designada

SÚMULA DE RECEBIMENTO DE RENOVAÇÃO DA LICENÇA DE OPERAÇÃO Anderjai Industria Metalúrgica Ltda, inscrita no CNPJ 04.078.561/ 0001-64 torna público que recebeu do IAP, a Renovação da Licença de Operação para Fabricação de outros produtos de metal não especificado anteriormente (25.99-3-99), instalada Rua Maria Fontes Machado,90 - Galpão I- Costeira - São José dos Pinhais/PR.


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| Terça-feira, 2 de Março de 2021 |

RENAULT ANUNCIA INVESTIMENTO DE R$ 1,1 BILHÃO PARA A RENOVAÇÃO DA GAMA ATUAL DE PRODUTOS NO BRASIL Serão cinco novidades até o primeiro semestre de 2022, incluindo a renovação de veículos da gama atual e um motor turbo A Renault do Brasil anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, voltados para a renovação de veículos da gama atual e um motor turbo. Serão cinco novidades até a metade de 2022. O anúncio foi feito em Curitiba, no Palácio do Governo, com a presença do governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e do presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo. Também serão lançados dois veículos elétricos no mesmo período. “Mesmo num cenário de muitos desafios, fico feliz em poder anunciar que seguimos investindo na atualização dos nossos produtos no Brasil”, destaca Ricardo Gondo. Para a Renault o ano de 2020 foi marcado pelos impactos da pandemia, mas trouxe também algumas boas notícias. Em março, o Duster foi completamente renovado, com importantes evoluções no interior e exterior do veículo. A Renault conquistou 19 reconhecimentos por parte do mercado, como por exemplo, o Fórum Econômico Mundial reconheceu o Complexo Ayrton Senna (CAS) pelas inovações relativas à indústria 4.0. O CAS é a primeira planta industrial da América Latina a receber este reconhecimento. Além disso, a montadora também recebeu diversos prêmios de produto e pós-venda. Outro importante acontecimento foi a aprovação do acordo coletivo com o Sindicato dos Metalúrgicos da grande Curitiba (SMC) e os colaboradores, o que trouxe previsibilidade e flexibilidade, fundamentais para a aprovação deste ciclo de investimentos. O

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acordo tem duração de quatro anos (2020-2024). “O mercado brasileiro continua sendo estratégico para o Grupo Renault. A aprovação de um novo ciclo de investimentos para futuros projetos depende da melhoria da competitividade. Fatores como a complexidade e alta carga tributária, os altos custos logísticos e de fabricação comprometem a competitividade para fabricar no país”, afirma Luiz Fernando Pedrucci, SVP para a América Latina. A Renault do Brasil tem uma gama completa no país. Mantiveram sua liderança nos respectivos segmentos: Kwid, há três anos consecutivos, e Master há sete anos consecutivos. Complementam essa gama de sucesso Sandero, Logan, Stepway, que foram renovados em 2019, Duster completamente renovado em 2020, além do Captur e da Oroch.

Metró

A montadora é líder na venda de veículos 100% elétricos no Brasil. Desde 2013 a Renault comercializa veículos elétricos para empresas e projetos de mobilidade com os modelos: Zoe, Twizy e Kangoo Z.E. São cerca de 20 clientes e parceiros nesses projetos, como Beep Beep, administração da ilha de Fernando de Noronha, Porto Seguro, CPFL e Itaipu, entre outros. Além disso, o Zoe é comercializado ao cliente final desde 2018. Ao todo já são mais de 300 veículos elétricos Renault em circulação no país. A marca segue com a aplicação do plano estratégico mundial Renaulution, que prevê a mudança da estratégia do Grupo Renault de volumes para valor. Renault do Brasil Produzindo no Brasil há mais de 22 anos, a Renault conta com cerca de 6.400 colaboradores diretos e gera aproxi-

madamente 25 mil empregos indiretos. A Renault está localizada em São José dos Pinhais (PR), onde fica o Complexo Ayrton Senna, que reúne as quatro fábricas da marca no Brasil: a de automóveis (CVP), a de comerciais leves (CVU), a de motores (CMO), além da fábrica de injeção de alumínio (CIA). O Complexo Ayrton Senna está localizado em um espaço de 2,5 milhões de m², sendo que 60% dessa área são de mata preservada. O Complexo Ayrton Senna também conta com cerca de 800 engenheiros. Instalado em 2007, o centro de tecnologia Renault Tecnologia Américas (RTA) tem o objetivo de desenvolver produtos voltados às necessidades e ao perfil do consumidor latino-americano. No país, a Renault também conta com o Renault Design Center São Paulo, o único estúdio de design da marca no continente americano.

ole SAÚDE

Vereadores debatem vacina da Covid-19 e orçamento do SUS CMC também aprovou moção de apoio à nova licitação do pedágio, mote de frente parlamentar na Alep A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou três moções de apoio durante a sessão plenária remota desta segunda-feira (1º). Além de destacarem a nova licitação do pedágio, discussão conduzida por frente parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), os vereadores acataram o envio de ofícios ao Congresso Nacional e ao Ministério da Saúde, em prol de estratégias para a imunização de toda a população brasileira contra a Covid-19 e da recomposição do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O primeiro requerimento é assinado por Mauro Ignácio (DEM), enquanto as duas outras duas moções são da bancada PT/PV. “Apelamos para que o Congresso Nacional e o Ministério da Saúde adotem estratégias com o objetivo de diversificar as vacinas disponíveis no país e o aumento imediato da quantidade de vacinas adquiridas para garantir a vacinação para todos os brasileiros”, afirma trecho da moção de apoio aprovada na CMC (416.00004.2021). A ideia é oficiar os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, além do Ministério da Saúde, sobre a decisão. “Essa vacinação em massa é um desafio do tamanho do nosso país”, disse Maria Leticia (PV). Citando que a população brasileira gira em torno de 214 milhões de pessoas e que as mortes por Covid-19 vêm batendo recordes no país, nos últimos dias, ela apontou que “a velocidade de contágio é muitas vezes maior que a velocidade que vacinamos os brasileiros e brasileiras”. Ainda em sua avaliação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deveria desenvolver um trabalho no sentido de quebrar as patentes das vacinas. “À medida que esse país que está em desenvolvimento vacina pouco, ele permite que o número de mutações ocorra de maneira acelerada”, explicou a vereadora. Isso acarretará, acrescentou Maria Leticia, no fechamento de fronteiras e em outras medidas com impactos negativos do ponto de vista econômico. “Essa desigualdade [entre países, no ritmo de vacinação] traz risco para o mundo inteiro. Fala-se em sairmos de um pandemia aguda para uma crônica.” Para Professora Josete (PT), que criticou a postura “negacionista” do presidente, “precisamos exigir do governo federal uma ação concreta” para acelerar a vacinação. “Precisamos ter de 70% a 80% da população vacinada para que realmente possamos começar a pensar a ter uma vida mais próxima do normal, da que vivíamos em março do ano passado”, declarou. Conforme Renato Freitas (PT), o momento é de reflexão sobre “o fracasso das medidas do governo federal”, porque a “estratégia de imunização por reba-

nho, nos tratando como gado, levou a essa mutação enorme [do vírus]”. Ele defendeu a compra da vacina pelos Municípios e criticou o debate sobre o retorno das aulas presenciais sem a imunização dos professores, as aglomerações em ônibus e os aportes às concessionárias do sistema. “Mais de 2 mil pessoas estiveram [em culto] no Batel e teve que ir Guarda Municipal, teve que ir Polícia Militar, para desfazer aquilo ali, porque estava atentando contra a vida das pessoas”, completou. “Esperamos que os Municípios possam comprar vacinas”, disse Osias Moraes (Republicanos). “Nós não concordamos também com aquele culto que houve. Jamais concordaríamos. Mas as igrejas não podem ser penalizadas por conta daquele culto. O que nos precisamos mesmo é de vacina, uma testagem em massa”, respondeu o vereador sobre a atividade flagrada, na última quarta-feira (24), em igreja da avenida Batel. Para Alexandre Leprevost e Leônidas Dias, ambos do Solidariedade, o requerimento deveria ser de repúdio à atuação do Ministério da Saúde. “A verdade é que o Ministério da Saúde está sim pecando na agilidade das vacinas. O governo federal, independentemente de lado, direita ou esquerda, está sim pecando”, argumentou Leprevost. O vereador considera que os trabalhadores e o setor produtivo estão sendo prejudicados por essa condução, que tem como reflexo inclusive os decretos mais restritivos em vigor em Curitiba e no Paraná. “É uma questão de interpretação de texto”, justificou Maria Leticia, negando apoiar a gestão do titular da pasta, Eduardo Pazuello. “Devemos somar, de maneira coletiva. Devemos apoiar [o Ministério], para que hajam mudanças.” Na mesma linha, Dalton Borba (PDT) ponderou que “não devemos nos rebelar contra instituições”, e sim contra medidas adotadas por determinados dirigentes, citando as mudanças de comanda no Ministério da Saúde nesse último ano. Decretos restritivos Durante o debate das moções, Denian Couto (Pode) reclamou que, como a pauta havia sido mantida, restaria pouco tempo para o debate os decretos mais restritivos, em função da pandemia, em vigor desde sábado (27). “Os decretos não estão em pauta”, respondeu Maria Leticia. “Nós não estamos, repito, atendendo aquilo que é a prioridade do Município neste momento. Não podemos adiar este tipo de discussão [dos decretos]. São 11h15. Vamos deixar para quando?”, reforçou Denian. Para o vereador, adiar o debate de outras proposições, conforme sugestão feita por ele no início da sessão plenária, era “uma questão de sensibilidade”.

De acordo com o parágrafo 6º do artigo 93 do Regimento Interno, explicou o presidente da Casa, Tico Kuzma (Pros), as proposições da segunda parte da ordem do dia sujeitas à deliberação do plenário, com o protocolo online, poderiam ter sido apresentadas até as 18 horas de domingo (28). Orçamento do SUS “A Câmara de Vereadores de Curitiba vem, por meio deste, cobrar a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde em sua totalidade”, aponta “moção de preocupação e de apoio” aprovada em votação simbólica, com a manifestação contrária de Amália Tortato (Novo). O requerimento também é assinado pela bancada PT/PV (416.00003.2021). “Apelamos para que o Congresso Nacional reestabeleça, na Lei Orçamentária Anual de 2021, o orçamento do Sistema Único de Saúde para valores iguais aos que foram gastos no ano de 2020 com a aprovação do Piso Emergencial da Saúde para o orçamento do Ministério da Saúde, para impedir a retirada de R$ 168,7 bilhões do SUS”, completa a proposição. A ideia é que sejam oficiados os presidentes do Senado, da Câmara Federal e a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Apoiar a recomposição do financiamento do SUS, argumentou Professora Josete, é defender ações concretas de enfrentamento à pandemia da Covid-19 e saúde para todos os brasileiros. “Não é verdade que não existem recursos. O problema é qual é a prioridade dada”, comentou. “Temos que ter muito claro que só poderemos sair desta situação [de crise devido à pandemia] com ações coordenadas entre União, Estados e Municípios.” “O Brasil vive um dos maiores desafios das últimas décadas, com a pandemia”, acrescentou Carol Dartora (PT). O SUS, destacou ela, é o maior sistema público de saúde do mundo, atendendo a população gratuitamente, de forma universal. “A estrutura robusta de acolhimento do SUS é a melhor carta que o Brasil possui nas mãos para o combate ao novo coronavírus.” A vereadora falou, dentre outras questões, do trabalho dos profissionais, da falta de reconhecimento e da execução dos serviços pelos Municípios, “na ponta”. Noemia Rocha (MDB) também participou do debate, em apoio à moção. As sessões plenárias têm transmissão ao vivo pelos canais do Legislativo no YouTube, no Facebook e no Twitter. Reprodução do texto autorizada - Câmara Municipal de Curitiba


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| Terça-feira, 2 de Março de 2021 |

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