┆┆┆ SEXTA-FEIR A, 30 DE DEZEMBRO DE 2011
EF
política nacional novas caras, por ricardo
AS IV CT PE RS PE
Fotógrafo da Folha registra o momento em que bomba da Força Aérea da Líbia explode perto de rebelde no deserto do país durante o conflito que derrubou o ditador Muammar Gaddafi
2011
Joel Silva - 1º.mar.11/Folhapress
Págs. 2 a 5
RE TR OS PE CT IV A
poder ministros em queda mundo a morte do terrorista europa em crise dominó de ditaduras mercado o fracasso da fusão morre o inventor cotidiano a tragédia das chuvas ciência um acordo para o clima mais perto da partícula esporte o craque fica ilustrada a cantora se vai
balthazar política internacional reeleições à vista, por fábio zanini esporte de olho no brasil, por josé henrique mariante cultura era dos extremos, por fernanda mena economia um ano mais duro, por
OS FATOS MAIS IMPORTANTES DO ANO QUE PASSOU E AS ANÁLISES DO QUE ESTÁ POR VIR
vinicius torres freire Págs. 6 a 8
2012
O mundo não acabou ANTONIO PRATA COLUNISTA DA FOLHA
Eis que a Terra completa sua duo milésima décima segunda volta em torno do Sol (desde que pegaram Jesus pra Cristo), e, mais uma vez, olhamos para trás, tentando entender se neste balaio de gatos que chamamos “um ano” há alguma lógica, alguma tendência, alguma chance de matarmos nossa imorredoura sede de sentido. A tarefa não é simples, pois nos 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos que du-
ram o giro pelo rodoanel cósmico acontece de tudo um pouco –e vice-versa. 2011, afinal, será o ano em que o Corinthians foi chutado da Libertadores pelo Tolima ou aquele em que conquistou seu pentacampeonato brasileiro? Devemos nos orgulhar da posse de nossa primeira presidenta e da razoável calmaria em meio às intempéries globais ou lamentar a queda de sete ministros, quase todos por indícios de corrupção? A polícia carioca subiu a Rocinha sem dar um tiro; da
PM paulistana vazou o vídeo em que o soldado gritava “estrebucha!” para um homem baleado. E aí? Não bastasse a infinidade de acontecimentos, um único fato ainda pode abrir-se a diferentes leituras. A morte do Bin Laden foi um momento de alívio para todas as suas vítimas passadas e futuras ou o instante em que Obama, o arauto da concórdia –e, vale lembrar, Nobel da Paz– meteu o Iluminismo e o colar havaiano no saco e adotou as mesmas práticas dos caubóis que tanto condenava?
Há, também, aqueles eventos simplesmente incompreensíveis para a maioria dos mortais, como a notícia de que cientistas teriam encontrado a “partícula de Deus”. Seria uma lasca da unha de Javé? A foto de um raio da aura do Espírito Santo? Mistérios da física (ou da metafísica), que, como tantas outras questões, só serão elucidadas com o passar do tempo; a Primavera Árabe vai dar frutos ou as folhas amarelarão, num frustrante outono? O movimento “Ocupe” ajudará a diminuir a distân-
cia entre os 1% e os 99% ou virará só mais um bóton numa mochila, no Espaço Unibanco de Cinema? No fim das contas, a única afirmação que se pode fazer sobre 2011 é que, contrariando os temores trazidos pelas águas de março e janeiro, nos tsunamis do Japão e deslizamentos do Rio, o mundo não acabou –pelo menos, até o fechamento desta edição. Apesar das tragédias, e, mesmo sabendo o quão arriscadas são as previsões, ouso apostar que no futuro lembraremos deste ano com um sor-
riso no rosto. Não pelo declínio de ditadores, pela autorização do STJ ao primeiro casamento gay ou por Neymar continuar no Brasil, mas por ser o ano em que as fotos do celular de Scarlett Johansson caíram na internet, recordando-nos que a natureza pode gerar o caos, a destruição e nos condenar a girar em torno do Sol, vez após outra, repetindo as mesmas perguntas sem respostas, mas, quando quer, é nota dez nos quesitos harmonia, alegoria e evolução. Que venha 2012!
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RETRO SPECTI VA2011 OS SETE VARRIDOS PARA FORA DO GOVERNO DILMA
SEXTA-FEIR A, 30 DE DEZEMBRO DE 2011
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7.jun
6.jul
4.ago
17.ago
14.set
26.out
4.dez
Antonio Palocci PT, Casa Civil > Enriquecimento como consultor enquanto era deputado
Alfredo Nascimento PR, Transportes > Órgãos ligados à pasta cobrariam propina
Nelson Jobim PMDB, Defesa > Fez críticas ao governo e disse que votou no tucano José Serra
Wagner Rossi PMDB, Agricultura > PF abriu inquérito para apurar atuação de lobista no ministério
Pedro Novais PMDB, Turismo > Usou dinheiro público para pagar governanta e chofer
Orlando Silva PC DO B, Esporte > Suspeito de participar de fraude de desvios no ministério
Carlos Lupi PDT, Trabalho > Irregularidades como o acúmulo de dois empregos públicos
1º.jan
A presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer sobem a rampa do Planalto
Ela entrou; eles saíram A primeira mulher a presidir o Brasil assumiu o Palácio do Planalto em 1º de janeiro e teve seu primeiro ano marcado pela “faxina” nos gabinetes ministeriais. Ao todo, sete ministros deixaram seus cargos após polêmicas e graves acusações de corrupção trazidas à tona por denúncias e reportagens. A “varredura” começou em junho, com Antonio Palocci (Casa Civil). O caso mais recente foi o de Carlos Lupi (Trabalho), em dezembro. O governo petista de Dilma Rousseff encerra o ano com avaliação positiva de 56%, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada neste mês. O índice é o maior já registrado na estreia de um presidente desde o início desse levantamento, em 1995.
FEV
MAR ↘ 11.fev
O ditador egípcio Hosni Mubarak é o segundo déspota árabe a ser derrubado
Marlene Bergamo - 14.jan.11/Folhapress
JAN 11.jan Chuva e mortes no Rio Massas de terra deslizaram com fúria na região serrana do Rio, em janeiro. O desastre, efeito de fortes chuvas, deixou mais de 900 mortos. O resgate dos sobreviventes das avalanches durou dias, enquanto famílias permaneciam ilhadas, sem ter eletricidade ou mantimentos. Os relatórios do Serviço Geológico do Estado do Rio, elaborados um mês depois, apontaram que os deslizamentos atingiram velocidade de 180 km/h, com camadas de terra percorrendo um quilômetro em 20 segundos. As autoridades apontaram como causas do desastre fatores como a geologia da região, a ocupação irregular do solo e as chuvas intensas.
Daniel Marenco - 1º.jan.11/Folhapress
OS SETE VARRIDOS PARA FORA NA FAXINA DO GOVERNO DILMA
27.fev
“O Discurso do Rei” ganha o Oscar em quatro categorias: filme, direção, roteiro e ator
17.mar
Cine Belas Artes encerra suas atividades após décadas Victor R. Caivano - 20.mar.11/Associated Press
Estrada de Nova Friburgo a Petrópolis, alagada pelas chuvas Mainichi Shimbun - 11.mar.11/Reuters
14.jan
O ditador tunisiano Zine el Abidine ben Ali foge da Tunísia após a onda de revoltas que deflagra a Primavera Árabe
19.mar
Barack Obama, presidente dos EUA, faz sua primeira visita ao Brasil; encontra Dilma em Brasília e discursa no Teatro Municipal do Rio (foto)
Daniel Marenco - 31.jan.11/Folhapress
Gabriel Bouys/France Presse
23.mar
Morre aos 79 anos a atriz Elizabeth Taylor, de “Cleópatra” (1963)
↘ 11.mar 31.jan BTG Pactual compra o banco PanAmericano de Silvio Santos por R$ 450 milhões; quebra do banco vira caso de polícia
24.mar
Tsunami atinge o Japão, deixando mais de 15 mil mortos; a usina nuclear de Fukushima é danificada e causa desastre radioativo
Espermatozoides são criados em laboratório no Japão
Ondas gigantes invadem a cidade japonesa de Miyako
29.mar
Morre José Alencar, 79, vice-presidente nos dois governos Lula
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3 RETRO SPECTI VA2011
SEXTA-FEIR A, 30 DE DEZEMBRO DE 2011 Daniel Marenco - 8.abr.11/Folhapress
EF
Divulgação/Secretaria de Segurança Pública do RJ
Oliveira, em foto encontrada em seu PC
18.mai
O chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn, renuncia após denúncia de abuso sexual
20.mai
Murilo Ferreira substitui Roger Agnelli na presidência da Vale
55%
foi a diminuição do desmatamento na mata atlântica, divulgada em 27 de maio
4.jun
7.abr
439 bombeiros são presos no Rio, após ocuparem Quartel Central do Corpo de Bombeiros
Ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira entra em colégio, saca armas, dispara contra estudantes, mata 12 e se suicida em Realengo, no Rio
7.jun Homenagem às vítimas do massacre de Realengo
12.abr
Manifesto de FHC sobre papel da oposição, encolhida após derrota na eleição presidencial
Ronaldo, maior goleador das Copas, se despede dos campos; ele se aposenta após jogo pela seleção, no Pacaembu
Danilo Verpa - 7.jun.11/Folhapress
29.abr
Diretório nacional do PT reintegra Delúbio Soares, operador do mensalão
Perdi para o meu corpo. Na quinta, quando finalmente decidi [parar], parece que estava na UTI. Foi minha primeira morte
29.abr
Dois bilhões de pessoas assistem pela TV ao casamento do príncipe William e Kate Middleton, em Londres
MAI
ABR 1º.mai O fim da caçada a Bin Laden
Ronaldo deixa o campo no jogo de despedida
JUN
Obama (2º à esq.) e Hillary (com a mão no rosto) assistem a imagens da operação que matou Bin Laden
Multidões festejaram, nos EUA, o anúncio feito pelo presidente Barack Obama: o terrorista Osama bin Laden havia sido assassinado, aos 54 anos, em 1º de maio. Líder da Al Qaeda, Bin Laden tornou-se inimigo número um da “guerra ao terror” ao perpetrar os ataques terroristas de 11 de Setembro, que há dez anos derrubaram as Torres Gêmeas em NY. Bin Laden foi morto durante uma operação americana em Abbottabad, a aproximados 115 quilômetros de Islamabad, capital do Paquistão. A ação contribuiu para a deterioração da relação entre os Estados Unidos e o Paquistão, conforme surgem suspeitas de que o serviço secreto do país asiático abrigava conscientemente Bin Laden.
10.mai
Microsoft compra Skype por US$ 8,5 bilhões
11.mai
Células-tronco regeneram tecidos do pulmão
Eu amo Hitler JOHN GALLIANO, estilista afastado da Dior em 1º de março após fazer comentários antissemitas em um café de Paris e dizer que ama o ditador em vídeo; ele pediu desculpas
9.jun
Brasil solta o militante italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por quatro homicídios, da prisão; ele recebe visto permanente de residência em 22 de junho
Entendo Hitler, simpatizo um pouco com ele
22.jun
LARS VON TRIER, cineasta dinamarquês, em entrevista no Festival de Cannes, em 18 de maio; ele foi banido do evento e depois se desculpou
François Guillot - 18.mai.11/France Presse
Santos ganha a primeira Libertadores pós-era Pelé
30.jun Jorge Silva - 21.ago.11/Reuters
O presidente venezuelano Hugo Chávez anuncia na televisão que está com câncer
Pete Souza - 1º.mai.11/Casa Branca
Leon Neal - 29.abr.11/France Presse
RONALDO, anunciando que não vai mais jogar, em 14 de fevereiro
RETRO SPECTI VA2011
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SEXTA-FEIR A, 30 DE DEZEMBRO DE 2011
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John Kolesidis - 29.jun.11/Reuters
24.jul
1º.jul
Uruguai vence Copa América em ano de fracassos de Mano
CBDA anuncia doping de Cesar Cielo, que recebe pena branda e confirma ouro em Mundial
25.jul
2.jul
Neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro se “divorciam”
Morre ex-presidente Itamar Franco, aos 81 anos
5.ago
9.jul
Em nova fase da crise financeira, a agência S&P rebaixa pela primeira vez a nota da dívida americana, que vai de AAA para AA+
Dois acidentes comovem SP: neste dia, motorista bate Porsche e mata advogada. No dia 23, Land Rover perde o controle, atropela pedestre e capota
6.ago
Manifestantes tomam ruas de Londres durante “riot”; semana é marcada por depredações, incêndios e saques
11.ago
Manifestante detido durante protesto em Atenas, na Grécia
Reprodução
12.jul
A crise financeira iniciada em 2007 teve novo capítulo neste ano, conforme nações europeias endividadas tornaram-se o grande foco das preocupações de todo o mundo. Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e –principalmente– Grécia puseram mercados em alerta, devido à exposição de grandes bancos a seus títulos. O medo de calote dominou o mundo financeiro. Não por acaso essas nações tiveram seus governos derrubados em pleitos. Os partidos de José Sócrates, em Portugal, e de José Luis Rodríguez Zapatero, na Espanha, foram derrotados em eleições. Nas devedoras Itália e Grécia a situação complicou-se, e os premiês George Papandreou, da Grécia, e Silvio Berlusconi, da Itália, tiveram de renunciar aos seus cargos.
Carrefour + Pão de Açúcar #fail O mercado varejista foi tomado pelas discussões a respeito da possibilidade de fusão entre dois de seus titãs, o Carrefour e o Pão de Açúcar. Com a retirada do apoio de R$ 4,5 bilhões do BNDES em 12 de julho, a empreitada naufragou, encerrando a perspectiva de criar uma rede supervarejista global. Faltava entendimento entre os sócios Casino e Abilio Diniz, do Pão de Açúcar. Em 2012, Diniz terá de ceder o comando ao Casino. Em meio às negociações fracassadas, o Carrefour fechou lojas em SP e demitiu centenas de funcionários.
Berlusconi, da Itália Merkel, da Alemanha
24.ago
Folha.com torna público vídeo em que policial diz “estrebucha, filho da puta” a um homem ferido, caído no chão; PM diz que vai investigar incidente
‘Los indignados’ na Espanha
DÍVIDA NA ZONA DO EURO, EM % DO PIB
165
GRÉCIA
121
109
106
ITÁLIA
IRLANDA
PORTUGAL
67
ESPANHA
Fonte: “World Economic Outlook Database” de setembro de 2011, elaborado pelo FMI
AGO
SET Emmanuel Dunand - 12.out.11/France Presse
JUL
Papandreou, da Grécia
Alessandro Di Meo - 20.jul.11/Efe
A crise abala a Europa
Thierry Roge - 13.out.11/Reuters
Vincent West - 19.mai.11/Reuters
Fabrizio Bensch - 28.mar.11/Reuters
Jornal “News of the World”, um dos gigantes do Reino Unido, fecha após escândalo de reportagens feitas com escutas telefônicas ilegais
13.jul
Cade aprova fusão entre Sadia e Perdigão; no mesmo ano, órgão aprova também as fusões TAM-Lan e Citrovita-Citrosuco
15.jul
Estreia último filme da franquia “Harry Potter”
31.ago
Copom anuncia redução de meio ponto na taxa básica de juros, que vai a 12%, colocando inflação de lado para combater a crise Reprodução
10.jul
Patrícia Acioli, juíza que puniu policiais, é morta com 21 tiros no Rio
21.jul
Atlantis é o último ônibus espacial a voar
22.jul
14.set
23.jul
16.set
O norueguês Anders Behring Breivik dispara contra civis em Oslo, matando 77 pessoas
Fotografias na internet mostram a atriz Scarlett Johansson pelada. O FBI investiga como as imagens, feitas com o celular dela, vazaram
Amy Winehouse (1983 - 2011)
Manifestante anticapitalista protesta em Nova York
17.set Danilo Verpa - 1º.out.11/Folhapress
Manifestantes tomam praça no centro financeiro nova-iorquino de Wall Street; movimentos “ocupe” se espalham pelo mundo
21.set
Banda R.E.M. anuncia separação após 31 anos na ativa
23.set
Cientistas afirmam ter feito experimento em que neutrinos viajam mais rápido do que a luz Toby Melville - 23.jul.09/Reuters
Quatro pessoas acertaram o bolão que, havia anos, recolhia na internet apostas a respeito da data de morte da cantora britânica Amy Winehouse –conhecida pela voz potente e pelos escândalos ligados ao abuso de drogas. Ela foi encontrada morta em sua casa em 23 de julho. Após o anúncio da morte, fãs fizeram vigília na porta da casa da diva, que ficou tomada por fotografias, flores e velas, mas também por garrafas de bebida e cigarros. Segundo a polícia do Reino Unido, Amy morreu por excesso de álcool no corpo. As investigações apontaram que a cantora tinha no sangue mais de cinco vezes o limite permitido para dirigir.
Governo aumenta o IPI para carros importados de montadoras sem fábricas no Brasil; medida entra em vigor em 16 de dezembro
↘ 23.set
Começa o festival Rock in Rio, com 700 mil ingressos vendidos
A cantora britânica Amy Winehouse
Festival Rock in Rio, que reuniu multidões
27.set
Tribunal Superior Eleitoral aprova criação do PSD, partido de Gilberto Kassab Marcelo Camargo - 28.set.11/Folhapress
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Neymar com amigas em iate no Guarujá, um dia antes de anunciar que ficaria no Santos
5.out Steve Jobs (1955-2011)
Fátima Bernardes deixa a bancada do Jornal Nacional após 13 anos de “boa noite”
5.dez
Nasa confirma primeiro planeta habitável em torno de estrela como o Sol, o Kepler-22b
20.out
Fifa confirma Itaquerão na abertura e Maracanã na final da Copa
4.dez
Craque Sócrates morre no dia em que o Corinthians é pentacampeão brasileiro
.dez
.11/
Folh a
pres
s
Xavi comemora seu gol contra o Santos
Corintiano celebra no Pacaembu
NOV
23.out
Cristina Kirchner se reelege como presidente da Argentina
25.out
Supremo Tribunal de Justiça autoriza, pela primeira vez, casamento gay
12.dez Mais perto da partícula divina
27.out
Ricardo Stuckert - 16.nov.11 /Instituto Lula
Flagrante de uso de maconha vira confronto na USP e debate sobre presença da PM no local
29.out
Médicos anunciam descoberta de tumor na laringe do ex-presidente Lula, que raspa a barba e o cabelo –suas marcas registradas desde o sindicalismo
nov
Fifa rompe com Ricardo Texeira e isola dirigente brasileiro, que apela a Ronaldo no comitê da Copa
O ditador líbio Muammar Gaddafi, exposto em frigorífico e fotografado
Chevron anuncia uma mancha de óleo, estimada pela ANP em até 3.000 barris, na bacia de Campos
Presidência da Tunísia - 28.dez.11/France Presse
Primavera Árabe derruba ditadores A morte de Muammar Gaddafi, em 20 de outubro, após 42 anos no poder, foi o exemplo mais violento da Primavera Árabe, a onda de revoltas contra ditaduras. A faísca para esses levantes veio da Tunísia, quando, ainda em 2010, o ambulante Mohamed Bouazizi se imolou e morreu em protesto contra o regime de Zine el Abidine ben Ali. A queda do ditador, em 14 de janeiro, deu início a um processo que resultou em eleições em 23 de outubro.
No Egito, multidões ocuparam a praça Tahrir e derrubaram o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro. A transição, porém, se complica até hoje, com conflitos entre junta militar e população. Na Líbia, a morte de Gaddafi foi antecedida pela guerra civil entre forças de segurança e rebeldes. No Iêmen, Ali Saleh prometeu durante o ano deixar o poder. Ele de fato assinou documento em 23 de novembro comprometendo-se a transferir o poder a seu vice.
O ditador tunisiano Ben Ali (de preto) visita o mártir Bouazizi Amr Abdallah Dalsh - 11.fev.11 /Reuters
14.dez Manifestantes egípcios reunidos na icônica praça Tahrir, no Cairo
DESTRONADOS POR PROTESTOS EM MASSA SÍRIA TUNÍSIA
23.nov Ali Saleh
14.jan Ben Ali
Cientistas do LHC, o maior acelerador de partículas do globo, dizem ter encontrado sinais compatíveis com a chamada “partícula de Deus”. O famoso bóson de Higgs, previsto em teoria, mas ainda carente de comprovação experimental, é a chave para confirmar o chamado “Modelo Padrão”, que explica as partículas e suas interações. O bóson é necessário para a física entender, por exemplo, por que as demais partículas –como elétrons, prótons e nêutrons– têm massa. Caso não seja ratificado o achado, teorias hoje aceitas terão de ser revistas. Cientistas estimam conseguir, até o fim de 2012, confirmar se o sinal observado é o tal bóson.
O artista João Gilberto cancela sua turnê em cima da hora, em meio ao encalhe de ingressos
14.dez
Lei da Palmada é aprovada por unanimidade em comissão da Câmara
9.nov
Prisão de Nem e ocupação da favela da Rocinha, feita rapidamente e sem confrontos
A COP-17, conferência do clima de Durban, na África do Sul, começou em meio à descrença em relação aos possíveis avanços na área. Em 11 de dezembro, o encontro encerrou-se com o compromisso de criar um tratado que obrigue todas as nações a reduzir gases-estufa. Esse é visto como o maior avanço político na luta contra o aquecimento global desde os acordos de Kyoto, em 1997. Mas as ações reais só ocorrerão após 2020, quando devem então entrar em vigor. Kyoto previa que países industrializados cortassem suas emissões em 5,2% de 1990 a 2012. Os EUA não assinaram. O acordo teve pouco impacto. A concentração global de gases-estufa na atmosfera cresceu 7%, de 1997 a 2011.
DEZ
Mahmud Turkia - 20.out.11/France Presse
OUT
11.dez Compromisso para o clima
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Após cinco anos detido, o soldado israelense Gilad Shalit é solto pelo Hamas, em troca de mais de mil prisioneiros palestinos
foi o placar da vitória do Barcelona sobre o Santos na final do Mundial de Clubes, em Tóquio
Vizo n
18.out
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iano
Após meses de especulação em que foi cobiçado por Real Madrid e Barcelona, o jogador Neymar, 19, assinou um acordo para ficar no Santos até a Copa-14. “Eu escolhi o Santos”, anunciou Neymar em entrevista, vestindo camiseta com os dizeres “é bom ser o rei”, grafados em inglês. Um ponto central do negócio foi o acerto para que Neymar repassasse ao clube uma parcela menor de sua receita publicitária. Assim, os ganhos mensais do craque pularam de R$ 1,5 milhão para mais de R$ 2 milhões. A permanência não evitou a derrota do Santos no Mundial de Clubes para o Barcelona (4 a 0), em 18 de dezembro. “O Barcelona ensinou como se joga”, disse Neymar.
o/Nasa
Adr
Diga ao povo que fico
Di vu lga çã
Issei Kato - 18.dez.11/Reuters
9.nov
Brasil faz boa campanha no Pan de Guadalajara e termina em terceiro lugar
Senadores estendem a lei antifumo para todo o país
29.nov 5.dez
14 a 30.out
23.nov
24.nov
Caso Controlar leva ao bloqueio de bens de Gilberto Kassab (PSD), prefeito de São Paulo
Médico de Michael Jackson é condenado a 4 anos de prisão
A morte do pai dos eletrônicos começados com “i” minúsculo –iPod, iPhone e iPad– foi anunciada em 5 de outubro e levou cultuadores da marca Apple a homenagear seu fundador em vitrines de lojas por todo o mundo. Steve Jobs, que se tratava de um câncer de pâncreas, deixou como legado as apostas nos computadores pessoais e no design inovador que levaram a Apple a tornar-se, segundo a revista “Forbes”, a marca global mais valiosa. De personalidade forte, Jobs inspirou, com a morte, um surto de considerações a seu respeito. Ele vem sendo retratado como desde visionário até ditador da alta tecnologia. A biografia lançada no Brasil pela Companhia das Letras, “Steve Jobs”, teve tiragem atípica de 100 mil exemplares. O usual são 3.000.
10.nov
5 RETRO SPECTI VA2011
SEXTA-FEIR A, 30 DE DEZEMBRO DE 2011 Orlando Oliveira - 8.nov.11/AgNews
EF
19.dez
É anunciada a morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il, 70, que ficou 17 anos no poder
EGITO LÍBIA IÊMEN
Iêmen
Tunísia
11.fev Hosni Mubarak Egito
20.out Muammar Gaddafi Líbia
NA BERLINDA Bashar Assad Síria
QUER MAIS? Retrospectiva on-line relembra, em textos e fotos, cerca de 300 notícias que marcaram o ano; veja também a versão para iPad » f olha.com/retrospectiva2011
PERSP EC TI V AS2012
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SEXTA-FEIR A, 30 DE DEZEMBRO DE 2011
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EF
Ilustrações Danilo Zamboni
novas caras
política nacional
RICARDO BALTHAZAR EDITOR DE “PODER”
Os brasileiros encontrarão uma multidão de rostos desconhecidos brigando pelo seu voto nas eleições de 2012, quando irão às urnas para escolher quem vai administrar os 5,5 mil municípios do país nos quatro anos seguintes. Os prefeitos de algumas das maiores cidades brasileiras não poderão concorrer à reeleição desta vez, e sua au-
sência abre caminho para que os partidos lancem nomes novos como candidatos. É o caso de São Paulo, onde a reprovação à gestão do prefeito Gilberto Kassab atingiu nível recorde. Os candidatos mais bem posicionados para a largada da corrida paulistana nunca disputaram um cargo executivo antes. Testar caras novas será um dos principais objetivos dos políticos no próximo ano, mas não o único. Os maiores
partidos também querem acumular forças para participar da sucessão da presidente Dilma Rousseff em 2014. PT e PMDB, que no ano passado se uniram para eleger Dilma e dar sustentação a seu governo no Congresso, estarão separados em várias capitais. Quem se sair bem agora terá como falar grosso quando chegar a hora de dar as cartas no jogo sucessório. O PSDB, que saiu destroçado da última campanha pre-
política internacional
sidencial mas ainda é a principal sigla da oposição, tentará ao menos preservar os territórios que controla. Mas os tucanos ainda não apresentaram candidato viável em várias cidades importantes, inclusive São Paulo. Na cabeça dos eleitores, haverá outras preocupações. Os brasileiros estão cansados de lidar com as dificuldades impostas pela vida nas maiores cidades do país. Além disso, temem que um
reeleições à vista
FÁBIO ZANINI
EDITOR DE “MUNDO”
Excluindo-se o imponderável (que acontece, e muito, como 2011 mostrou), 2012 deve ser dominado por três eleições. E aqui vai uma previsão de alto risco: em todas, as eleições virarão reeleições. Primeiro, a mais importante delas, a dos EUA. Barack Obama está em apuros. Seu índice de popularidade é de só 49%. Nenhum presidente se reelegeu desde os anos 40 com desemprego acima de 7%. O dos EUA é de 8,6%. Mas na economia o que importa é a curva, às vezes mais do que o número absoluto, e a curva favorece Obama. O desemprego está em queda e, se não deve recuar para os mágicos 7%, certamente cairá abaixo de 8%. A taxa de popularidade do presidente subirá na mesma proporção (já está, na verdade –em agosto, era de 43%). Política é comparação: o Partido Republicano está refém de fundamentalistas conservadores, alérgicos à arte de achar um meio-termo. Eleitores independentes estão assustados. Junte-se a isso a imagem robusta que Obama construiu na política externa –matou Bin Laden, derrubou Gaddafi sem grande prejuízo para suas tropas e encerrou a Guerra do Iraque–, e a eleição ainda é dele para perder. Na França, algo semelhante ocorre. O presidente Nicolas Sarkozy pena nas pesquisas, não apenas pela economia sofrível mas pela imagem arrogante que construiu. Sarkozy, no entanto, é uma raposa, famoso por manipular os sentimentos do eleitorado. Tem o dom de caracte-
rizar arrogância como capacidade de decisão. Sua campanha deve ser a do medo: caracterizando o socialista François Hollande como fraco e indeciso num momento de crise. O “erro” que foi a semana de 35 horas, produto do governo anterior socialista, já está sendo alardeado pelo presidente. Sua aposta bemsucedida de apoio à guerra na Líbia é água no moinho de uma campanha baseada num Sarkozy napoleônico. A terceira reeleição provável é a de Hugo Chávez (se o câncer deixar, claro). Sim, a economia está em frangalhos e Caracas é mais perigosa que Gotham City. Mas aí entram a máquina chavista, a onipresença na mídia estatal, a capacidade ímpar de manipular as massas com benesses reais ou percebidas. Autoridades eleitorais amigas devem ajudar. E a oposição pode até se unificar e lançar um candidato carismático, mas dificilmente romperá os 40% da classe média venezuelana. É isso: Obama, Sarkozy e Chávez de novo. Espero não passar vergonha.
POR MAIS QUE PAREÇAM FRÁGEIS AGORA, OBAMA, SARKOZY E CHÁVEZ DEVEM VENCER SUAS DISPUTAS E CONTINUAR NO PODER
AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2012 SERÃO O LABORATÓRIO PARA OS PARTIDOS TESTAREM NOVOS NOMES COMO CANDIDATOS
solavanco na economia mundial ponha em risco o bemestar que alcançaram nos últimos anos. É possível que o pessimismo com a economia contamine o humor do eleitorado e prejudique candidatos apoiados pelo governo. Mas eleições municipais tendem a ser dominadas por questões locais, e a economia teria que se deteriorar muito mais do que o previsto para produzir algum efeito na campanha.
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esporte
de olho no
Brasil
JOSÉ HENRIQUE MARIANTE EDITOR DE “ESPORTE”
Na folhinha, a principal data de 2012 para o Brasil será 13 de agosto, uma segunda-feira, um dia após o encerramento da Olimpíada de Londres. A partir daí, o próximo grande evento enfim será a Copa do Mundo, dali a dois anos, a maior e mais cara aventura jamais tentada pelo esporte nacional. A demonstração clara de que o Brasil está perto de sair da lama, de que consegue fazer algo além de música e Carnaval –sim, o futebol estava nessa lista, mas, desde 18 de dezembro de 2011, outra data fatídica, Messi e o Barcelona deixaram evidente que somos um ex-país do futebol. A partir de 13 de agosto, o mundo vai olhar para o Brasil sem distrações. Isso porque os dois grandes ciclos econômicos do esporte mundial, que fogem a cada dois anos um da sombra do outro, iluminarão por raros quatro anos o mesmo lugar, o Brasil. A partir de 13 de agosto, os novos contratos olímpicos entram em vigor. As empresas já envolvidas com a Olimpíada do Rio poderão escancarar seus patrocínios, portar os anéis olímpicos assim como os patrocinadores da Fifa e da Copa já fazem com aquele ridículo logo do Mundial. Uma disputa por espaço
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que promete ser feroz, mas não muito diferente de outras tantas que o esporte nacional vai assistir dentro e fora das praças esportivas em 2012. Exemplos? Corinthians e Flamengo vão ganhar da TV mais que o dobro que boa partes das equipes médias do futebol nacional, justamente aquelas que odeiam serem chamadas de médias. Corinthians, Palmeiras e São Paulo correrão contra o tempo para aprontarem o quanto antes seus estádios – para abrigar shows, eventos, lutas, coisas bem mais lucrativas que jogos de futebol em determinadas épocas do ano. Nike e Adidas disputarão pescoço a pescoço o direito de vestirem a safra mais dourada de atletas olímpicos brasileiros. E por aí vai. O esporte nacional, tudo indica, crescerá muito em 2012. O quadro de medalhas de Londres, o futebol da Eurocopa e a crise global dirão se esse muito será suficiente.
ENCERRADOS OS JOGOS DE LONDRES, O MUNDO VOLTARÁ AS ATENÇÕES AOS PREPARATIVOS DA COPA-14 E DO RIO-16
cultura
era dos
extremos
FERNANDA MENA EDITORA DA “ILUSTRADA”
Após um ano de recordes, em que o Brasil foi destino de artistas e eventos refugiados de um Primeiro Mundo em crise, há indícios de que 2012 será um ano de extremos. Na esteira da tecnologia e de projetos de lei do Ministério da Cultura em trâmite no
Congresso, a produção e o consumo estarão em destaque. No financiamento cultural, o debate da reforma da Lei Rouanet (que permite que empresas abatam do imposto parte da verba investida em cultura) deve se intensificar ao mesmo tempo que um modelo alternativo, o “crowdfunding” (financiamento coletivo), deve ganhar espaço. O sistema utiliza a internet para levantar recursos e permite que consumidores invistam, por exemplo, o valor de um ingresso para trazer um
show ao país, sem intermediários convencionais. No campo do consumo, o Vale-Cultura –projeto de benefício a trabalhadores de R$ 50 por mês para a compra de ingressos de cinema, teatro e shows, além de livros e outros produtos culturais– ainda tramita no Congresso e deve injetar novos recursos no setor (R$ 6 bilhões por ano, segundo estimativa do governo) em nome da inclusão. Quanto aos já incluídos na cultura e na era digital, esses terão seu acesso ampliado como nunca, diante do potencial dos e-books e da chegada ao Brasil do iTunes. A loja virtual da Apple vai colocar ao alcance de um clique –legal– a música de ontem e de agora, daqui e de qualquer lugar do mundo. Para os artistas, a loja é uma inserção num novo modelo de comércio de música –motivo de esperança diante da crise da indústria fonográfica e da pirataria desenfreada.
REFORMA DA LEI ROUANET MUDARÁ O FINANCIAMENTO CULTURAL; PAÍS ENTRA NA ERA DO CONSUMO DIGITAL
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EF
economia VINICIUS TORRES FREIRE COLUNISTA DA FOLHA
As economias de China, Europa e Estados Unidos vão crescer menos em 2012. “Menos”, na China, significa passar de um avanço do PIB na casa dos 9% para a casa dos 8%. Nos Estados Unidos, algo um pouco abaixo do crescimento de 2011: 1,5% em 2012. Na União Europeia, algo abaixo de zero, uma recesão suave, a princípio. Esse é o cenário entre economistas mais ponderados e menos pessimistas. Mas há os ponderados pessimistas. O risco maior, para o mundo e para o Brasil, é um desarranjo europeu mais sério. No cenário “ponderado” básico, o Brasil pode até crescer mais que os 3% que economistas de banco e de consultorias privadas preveem para 2012 –ritmo parecido com o de 2001. O crescimento extra dependeria do estímulo do governo à atividade econômica e do tamanho da inflação que se vai tolerar. O empecilho maior estaria na dimensão e da frequência dos desarranjos europeus. Não está no horizonte próximo (2012), nenhuma solução que evite choques ou catástrofes na União Europeia. “Solução” quer dizer: 1) Uma “união fiscal”, que sujeitaria os países aos controles sobre gastos, mas ao mesmo tempo transferiria recursos de nações mais ricas para países
um ano
mais duro
CHINA, EUROPA E EUA VÃO CRESCER MENOS, E O RISCO MAIOR PARA O BRASIL É UM DESARRANJO MAIS SÉRIO NO VELHO MUNDO
em dificuldades; 2) Financiamento sem limite para países e bancos quebrados por parte do Banco Central Europeu e de governos. O primeiro semestre será difícil. Os países europeus precisam refinanciar parte grande de suas dívidas. Por volta de fevereiro, espera-se que a Europa apresente uma saída para si. Como dificilmente haverá saída breve, será um período muito tenso. Assim, tende a durar o temor de que um governo dê um calote e de que bancos quebrem. Apenas tal medo tem consequências graves. O crédito bancário diminui: menos crédito reduz o crescimento europeu e, também, dificulta o comércio mundial. O medo contínuo deve provocar volatilidade recorrente nos mercados financeiros, o que diminui a confiança de consumidores e empresários pelo mundo. No Brasil isso pode ser sentido por meio de quedas nas Bolsas, falta de crédito e variações abruptas do dólar. Empresários temerosos investiriam menos, consumidores assustados comprariam menos: a economia, pois, cresceria menos. No caso de desastre (calote de um país) ou catástrofe (desmonte da zona do euro), haveria uma crise parecida com a de 2008, pelo menos. Nesse caso, é provável que o Brasil não cresça nada. Pelo menos.