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VII Encontro Regional de Iniciação Científica 13 a 17 de agosto de 2018, Jaguariaíva, PR ISSN 2318-0706
AVALIAÇÃO POSTURAL DA ATIVIDADE DE PLANTIO DE MUDAS DE PINUS 1 LIMA, Antonio Luciano2; OLIVEIRA, Felipe Martins de3 1Dados parciais do trabalho de conclusão de curso do acadêmico; 2Acadêmico do curso de Engenharia Florestal da União Latino-americana de Tecnologia (ULT-Fajar), Jaguariaíva, Paraná, antonioluciano_lima@hotmail.com; 3Professor do curso de Engenharia Florestal da União Latino-americana de tecnologia (ULT-Fajar), Jaguariaíva, Paraná, eng.oliveirafm@gmail.com. RESUMO O plantio de povoamentos florestais no Brasil é realizado, em sua maioria, por métodos manuais com o uso de diferentes tipos de plantadeiras. O objetivo deste trabalho foi avaliar a postura adotada pelos trabalhadores nesta atividade, visando à melhoria das condições de trabalho. O plantio foi realizado com três diferentes ferramentas, sendo dois chachos, caracterizados por as covas, e outra ferramenta adaptada proposta para este estudo. O estudo foi realizado na região de Arapoti, PR, e consistiu na observação visual da atividade com as três as ferramentas de trabalho. Após identificadas as posturas típicas adotadas pelos trabalhadores, estas foram analisadas pelo método OWAS (Ovako Working Posture. Analysing System) de avaliação postural, um dos mais utilizados no mundo e de fácil aplicação. Os resultados evidenciaram que a melhor postura foi com a ferramenta A enquanto a ferramenta C não ofereceu uma boa postura. PALAVRAS-CHAVE: Ergonomia; Implantação florestal; Chacho. INTRODUÇÃO Apesar da mecanização florestal ser uma realidade principalmente na área de colheita de florestas plantadas, as operações silviculturais de implantação e manutenção dependem em grande parte de métodos manuais e semimecanizados, principalmente para o plantio de mudas no campo. Ademais, não há uma ferramenta ou equipamento completamente adaptado às características biológicas dos trabalhadores, principalmente em termos de antropometria, esforço físico e posturas adequadas. Em sua maioria, estas são ajustadas a partir de outros projetos ou outras atividades. A ergonomia como ciência estuda as relações entre o ser humano (trabalhador) e os demais componentes do sistema produtivo (máquinas, ferramentas, ambiente de trabalho, dentre outros), com o objetivo de melhorar o sistema como um todo (IEA, 2000; IIDA e GUIMARÃES, 2016). Como as empresas optam por atividades com menos custo e maior produtividade, torna-se necessária a realização de estudos que avaliem as suas condições ergonômicas, de forma que o trabalho sempre esteja adaptado ao trabalhador, principalmente quando há a implantação de novas ferramentas ou tecnologias. O objetivo deste trabalho foi avaliar as posturas adotadas pelos trabalhadores do plantio manual de mudas de Pinus sp. por meio de três diferentes ferramentas, com vistas à melhoria das condições de trabalho. METODOLOGIA Este trabalho foi realizado em áreas operacionais de implantação de povoamentos florestais em reforma de talhão no estado do Paraná, no município de Curiúva, com as coordenadas geográficas latitude/longitude -24° 05' 07.5 " -50° 27'43.0", nas quais predominavam terreno plano a ondulado e clima subtropical (Figura 1). O povoamento florestal deste estudo foi composto por mudas da espécie Pinus Taeda L. (Pinaceae), com o espaçamento de 3 m entre linhas e 2 m entre plantas, densidade de plantio 1.667 árvores por hectare (ha), do qual sua madeira era destinada para produção de papel, fibra de média densidade (MDF), madeira serrada e processos em geral.
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Figura 1. Área de localização do estudo. FONTE: Google Earth® (2018). Data da imagem 25/06/2018. A atividade estudada foi realizada por trabalhadores envolvidos na implantação florestal, os quais efetuavam o coveamento manual seguido do plantio das mudas no solo, com a utilização de três ferramentas (Tabela 1). Tabela 1. Características das ferramentas estudadas. Chachos A (teste) B (teste)
Massa (kg) Altura (m)
4 1,00
3 1,00
C (atual)
2 0,95
Os trabalhadores receberam esclarecimentos sobre os objetivos da pesquisa por meio do diálogo diário de segurança (DDS). Foi realizada a coleta dos dados para a avaliação postural por meio de observações visuais com filmagens e fotografias durante a jornada de trabalho, de modo a identificar as posturas típicas que eram adotadas pelos trabalhadores. Estas foram, então, avaliadas pelo método OWAS, versão gratuita, sob domínio WinOWAS, Copyright 1996 Tampere University of Technology, Occupational Safety Engineering (WIN-OWAS, 1990). De posse das imagens dos trabalhadores nas posturas típicas, foi selecionado o valor da posição dos membros superiores e inferiores, das costas e do peso manuseado pelos trabalhadores, conforme descrito na Tabela 2. Tabela 2. Códigos e posições do método OWAS de avaliação postural. Costas Braços Pernas (1) retas. (1) os dois (1) sentado, com as pernas abaixo do nível (2) curvadas. abaixo do nível das nádegas. (3) torcidas dos ombros. (2) em pé, com ambas as pernas ou com curso (2) somente um esticadas. lateral em dos braços (3) em pé, com o peso em uma perna e a curva. erguido acima do outra perna esticada. (4) curvadas nível dos (4) em pé, ou agachado, com ambos os e torcidas ou ombros. joelhos flexionados. curvadas (3) ambos os (5) em pé, ou agachado com um dos para frente e braços erguidos joelhos dobrados. curso lateral. acima do nível (6) ajoelhado com um ou ambos os dos ombros. joelhos. (7) andando ou se movimentando. Fonte: Adaptado do manual do WinOWAS (1990).
Carga (1) P < 10 kgf (2) 20 kgf (3) kgf
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Foi gerada automaticamente pelo software uma sequência de números que representavam a análise do método OWAS. Ao final das análises, foi possível verificar os pontos críticos e classificar as posturas nas seguintes categorias possíveis de ações: Categoria 1: postura normal, não é necessária a adoção de medidas corretivas; Categoria 2: postura requer a adotadas medidas corretivas em futuro próximo; Categoria 3: postura requer a adoção de medidas corretivas assim que possível; Categoria 4: postura que deve merecer atenção imediata. DISCUSSÃO As posturas típicas adotadas pelos trabalhadores, seguidas dos seus respectivos códigos e diagnósticos do método OWAS estão mostradas na Tabela 3. Tabela 3. Resultados da análise pelo método OWAS. Item da análise Chacho A (teste) Chacho B (teste) Pontuação das 1 1 costas Pontuação dos 1 1 braços Pontuação das 7 7 pernas Carga manuseada < 10 < 10 Categoria 1 1 Não necessita correção Não necessita correção Diagnóstico
Chacho C (atual) 2 1 4 < 10 3 medidas corretivas
Como pode ser observado a ferramenta A e B não necessita de correção e os resultados são semelhantes, a ferramenta C, apresenta necessidades de medidas corretivas em um futuro próximo. CONCLUSÕES De acordo com a análise e discussão dos resultados, chegou-se às seguintes conclusões: A pior postura foi encontrada na atividade com o chacho C no qual a ferramenta exige uma flexibilidade do troco do trabalhador, necessitando de uma intervenção na ferramenta e na postura com pausas para descanso. A atividade realizada com a ferramenta alternativa proposta neste estudo apresentou melhor postura para o trabalhador com menor risco de incidentes e lesões e menor carga laboral. AGRADECIMENTOS À empresa florestal pelo apoio e cessão da área de estudos e aos trabalhadores participantes. REFERÊNCIAS CARMO, Marcos Dias do et al. Avaliação ergonômica da operação de aplicação de gel em duas empresas florestais. Revista Eletrônica Produção & Engenharia, Rio de Janeiro, v. 1, n. 01173, p.1-14, jul. 2010. WIN-OWAS. Manual software for OWAS analysis. Tampere University of Technology, Occupational and Safety Engineering (1990).