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BRASA nº 03 (Julho/Agosto 2016)

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M I N I S T É R I O D A C U L T U R A E T R I B A N C O apresentam

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projeto “Concertos Tribanco Uberlândia” iniciou sua primeira temporada em junho de 2004. Nesses 13 anos mais de 120 artistas de renome nacional e internacional se apresentaram em Uberlândia em diversas formações musicais, contribuindo para o enriquecimento cultural de nossa cidade. Esses artistas, além de se apresentarem nas temporadas de concertos, também participam das ações que o projeto desenvolve nas áreas social e educacional, seja por meio dos concertos sociais que realizam em asilos, escolas e orfanatos de Uberlândia, ou das oficinas, palestras, workshops e master classes oferecidas gratuitamente à comunidade. Outra característica do projeto é que todos os concertos são beneficentes e os alimentos arrecadados são doados para instituições filantrópicas e carentes de nossa cidade. Desde o inicio, nossa meta foi aliar os objetivos artístico-musicais e culturais do projeto às ações sociais e educacionais, visando oportunizar a profissionalização de jovens músicos, descobrir novos talentos, contribuir para o aprimoramento de alunos e professores de música da cidade e região, com o objetivo de levar a música dos grandes mestres para segmentos de nossa sociedade que não têm oportunidade de ir ao teatro para assistir a um concerto. Em 2016, com o projeto Concertos Tribanco completando 13 anos, queremos externar nossa felicidade e dizer que vamos continuar cumprindo com nosso papel de cidadão, educador, músico, artista, esperando continuar nesse caminho contando com o apoio e incentivo das pessoas que direta ou indiretamente nos ajudaram a chegar até aqui. Muito obrigado a todos que conjuntamente continuam colaborando com esse ideal.

V i v i a n e B o dac z n y Ta li b e rti Proponente e Diretora Artística do “Concertos Tribanco Uberlândia”

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Agenda pa r a s e te mb ro

Duo de Violino e Violão no Teatro Municipal de Uberlândia

Eduardo Meirinhos – violão

O violonista Eduardo Meirinhos é professor na Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, onde ensina Violão, Literatura Violonística, e Música de Câmara. Atua também na Pós-Graduação, ministrando disciplinas e orientando alunos no mestrado. Sua educação musical iniciou-se muito cedo com aulas particulares com Adhemar R. Andrade e a seguir com David de Giorgi. A premiação em significantes concursos de música fez-se presente em sua carreira. Citamos aqui o Concurso de Violão de Araçatuba (São Paulo) onde conquistou o 1o lugar.

C OB E RTU R A F OTOG R Á F ICA #feitobrasa: Moviola Mídia Livre

concertostribanco.com.br

fb.com/ConcertosTribanco

Apoio:

Nascido em Roma, formou-se com o título de Mestre em 1992, na Universidade de Música Mozarteum, de Salzburg, na classe do violinista Ruggiero Ricci. Continuou seus estudos com renomados violinistas como Boris Belkin, Salvatore Accardo e Rodolfo Bonucci. Vive em Goiânia desde 1999, onde é professor de violino na Universidade Federal de Goiás (UFG). De 2003 a 2007 foi o regente titular da Orquestra de Câmara Goyazes, desde 2012 está à frente da Orquestra Filarmônica de Goiás. Recebeu em 2006 o título de Comendador da Ordem do Mérito Anhanguera, outorgado pelo Governo do Estado.

Patrocínio:

Alessandro Borgomanero – violino


Editorial

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Curiosamente, certa vez li que na época do Império Romano os textos eram transportados a pé ou a cavalo. Nessa ânsia de sobreviver ao jornal velho, seguimos com o papel divertido: o diálogo – do jornal, possui um caráter de testemunho, quando seu registro pode ser facilmente resgatado em qualquer tempo. Tempos em que é bem-vinda a lembrança de ensinamentos marcantes e de boas prosas. Agora, um ano depois de iniciar o BRASA, o jornal acumulou cinco edições impressas e novos leitores latentes de cultura. Despertamos uma brasa adormecida nas pessoas com uma nova experiência de leitura. Isto não é planejado: é algo que acontece naturalmente. Abrimos novos olhares, novos caminhos, em hábitos de vida e de consumo consciente. Acreditamos na importância de apoiar a formação de cidadãos críticos, capazes de interagir positivamente entre si e com o ambiente em que vivem. Apostamos em uma educação que reafirme que o homem e a natureza são indissociáveis, criativos, cuidadosos, conscientes da responsabilidade com todas as formas de vida, pois são as pequenas ações individuais que levam a grandes mudanças sociais. Sempre teremos a ambição de fazer do BRASA, vida. Nesta edição, mantemos o hino ao fogo baixo para falar sobre arte. Mag Magrela estampa duas de nossas capas e conta a sua história. Ela, artista de rua e paulista, em suas descobertas e navegações, recentemente expôs as suas peças em Nova York, sob o título de “Meu Muro”. Na música, o Underdose, QRtunes e o Festival Timbre contribuem para fortificar a cena independente. No diário de bordo, o reluzente Liniker, com seu talento intuitivo e exuberante em terras mineiras, narrado por nosso editor. O projeto Concertos Tribanco traz músicos renomados que tocam piano e distribuem vida há 13 anos, com ações para um mundo melhor e transformador de pessoas e lugares. Ainda falamos de Betha, Bethania - lembro dos olhares de quem estava ao redor, em um dos seus shows que tive o prazer de apreciar: sorrisos, lágrimas e silêncio. Depois de fortes emoções, uma parada para apreciar a culinária e a kale - há uma história e você tem que pensar sobre ela. Entre panelas, a gastronomia se movimenta para uma alimentação saudável, de qualidade e responsável, com o uso de ingredientes orgânicos, de produtos de fornecedores locais e utilização integral de alimentos para evitar o desperdício. À moda mineira, a nossa personal chef da Terra dos Papagaios conta a sua história e inaugura uma seção no jornal, “Di Orsini”, com receitas, dicas e experiencies que vão acender muitos fogões. Mais uma tentação virtual para sucumbir. Verde é pouco para a nossa Cinderela do Cerrado! Em tempos de encantamento, o Cachoeiro traz outro roteiro de cachoeira da região: tem natureza exuberante e plácida, que descansa o olhar. Simplificando a vida, além das belezas naturais, a HORTA existe para praticar e disseminar o cultivo afetivo, a vontade de cuidar de si, do nosso espaço e de quem a gente ama, com o charme e a graça de cada muda improvável. O quintal é o abrigo e a essência de tudo o que observamos. Tudo a mão, nesse belo caminho feito brasa. Me leia enquanto estou quente, sem pressa.


Sumário

Religiosidade p. 6 Mag Magrela p. 8 Underdose p. 10 QR Tunes p. 11 Festival Timbre p. 12 Crônica p. 14 Guias p. 15+18 Soul Kitchens Project p. 19 Gastronomia Di Orsini p. 20 Cachoeiro p. 22 Mens Sana In Corpore Sano p. 24 Saúde p. 25 BRASA Entrevista p. 26 Diário de Bordo p. 28 Natureza p. 30 Oliva p. 32

Expediente:

Diretora & Idealizadora: Lívia Vilela Jornalista responsável & Direção Criativa: Carlos Gabriel Ferreira (0019607/MG) Revisora: Elisa Nakaguma Diretor Audiovisual: Eddie Shumway Fotografia + Audiovisual: Ana Moraes, Elisa Nakaguma, Henrique Vieira e Olivia Franco Produtora Audiovisual: IMAGINARE Filmes Consultor Jurídico: Auguto Costa – CRR Advogados Consultor Contabilidade: Thiago Rafael Dias de Faria – Exato Contábil Colaboradores: Ana Moraes, Antônio J. M.

Guimarães, Carol Orsini, Cissa Borges, Emílio Vieira, Flávio Catelli, Fred Oliva, Isley Borges, João Eduardo M. Vilela, Gladson Targa, Guilherme Batista, Guilherme Diamantino, Lívia Machado, Manu Henriques, Mariana Araújo, Nayara S. Ferreira, Raissa Dantas e Tânia Melo. Parcerias: Bar Sagrado, Bistrô Casa di Orsini, Clube Belgrano, Concertos Tribanco, Empório da Matriz, Farândola, Feito Brasil, Goró Shot Truck, Groove Pub, Luxe editorial, Mãe Natureza Produtos Naturais, Montanhismo Araguari, Moviola Mídia Livre, Museu de Arte Sacra Diocese de Uberlândia, Museu Universitário de Arte (MUnA), Nosso Trampo, Projeto Cachoeiro, Revista Paralela, Sicoob Aracoop, Soul Kitchens Project, Timbre Cultural, Travesseiro Discos, Underdose TV, Vertical Escalada, Vitrola Ambiente Cultural e Wes Gama. O BRASA é um espaço aberto para novas ideias e tendências artísticas. Para colaborar envie o seu material por correio ou no e-mail info@feitobrasa.com. Rua Bias Fortes, 340, Centro - 38440-008 / Araguari (MG), Brasil

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Um orixá na Sapucaí

Foto: Tata Barreto/ Riotur

Oyá-Bethânia ensinou que o Carnaval também é preto e tem a ver com tolerância

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Isley borges Jornalista e mestrando na área de Geografia Cultural pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), sabe de tudo um pouco.

Religiosidade

Bahia – Estação Primeira do Brasil Ainda jovem, junto a uma turma de amigas, fora consultar os búzios de um compadre da filha mais velha de Dona Canô. Mais por diversão do que por fé, naquele dia Bethânia descobrira que seria mundialmente famosa. Para isso, era preciso que fizesse uma oferta às águas de Iemanjá. Não levara o jogo a sério e não fizera a oferenda – não por própria iniciativa e vontade. Em suas férias de janeiro decidira aproveitar as férias no mar. Não deu outra: o anel de prata desenhado por ela mesma, pelo qual tinha considerável apreço, foi arrancado pelas ondas. Dera assim, mesmo que se sentindo tomada, o seu presente à deusa da consciência. Após o episódio, nos primórdios de 1965, recebera o convite para integrar, no Rio de Janeiro, o espetáculo de resistência Opinião. E quem se esquece da novíssima baiana de coque e camisa cantando “Carcará, pega, mata e come!”?

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Mangueira – Estação Primeira de Bethânia Uma das mais, senão a mais, tradicional escola de samba carioca decide homenagear Bethânia – a ainda menina Berré, dos olhos de Iansã – em seu enredo de 2016. Bethânia revela insegurança, receio, espanto, mas logo rende-se a Jamelão e ao Rio Vermelho. Vê-se, na avenida, uma reverência não apenas à cantora, mas,

sobretudo, ao orixá que lhe guiou até ali. Na comissão de frente quem vem é Iansã, Oyá, rodando sua enorme saia vermelha, seu bustiê carmim, chacoalhando seu florin, forjando a sua espada e dando espaço para que a vida de sua filha seja contada. Em seguida, elementos cênicos estampam Maria e o Menino Jesus, também fundamentais a uma filha de Oyá que respeita a pluralidade da religiosidade brasileira, que tem “Jesus, Maria e José e todos os pajés em sua companhia”.

soa vai se tornando cada dia mais parecida com o orixá que a rege. E isso faz todo o sentido, pois como já afirmara o estudioso das religiões Mircea Eliade, “o homem só se torna verdadeiro homem conformando-se ao ensinamento dos mitos, imitando os deuses”. Oyá-Bethânia, uma amálgama de mitos e ritos que ganhara o carnaval carioca deste ano graças a sua linha de fronteira rompida, graças à sua gloriosa imitação de uma guerreira vermelha como sangue.

O mito de Iansã no rito de Maria Waly Salomão, poeta baiano e amigo de Maria, saberia, talvez, explicar a íntima relação entre um orixá e seu filho. Em poema intitulado Linha de fronteira diz: “Agora, entre o meu ser e o ser alheio, a linha de fronteira se rompeu”. Em outras palavras, agora de Mãe Menininha do Gantois, a pes-

Onde o rio é mais baiano? A vitória carioca de um enredo baiano-brasileiro só comprova o que já escrevera, há anos, Caetano Veloso, irmão de Bethânia: a Bahia, a primeira estação do Brasil, quando vê o esplendor da primeira estação do Rio de Janeiro, a Mangueira, só pode enxergar a sua verdadeira face.


Magrela

Mag Magrela

Magrela ĂŠ natural de SĂŁo Paulo (SP), mas a sua alma ĂŠ das ruas, do mundo.

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busca pelo ganha-pão, “de toda essa vivência, de tudo que está ao meu redor, de tudo que me incomoda, de tudo que filtro”. Acompanhe o trabalho de Mag em: magcrua.blogspot.com.br

fb.com/magrela.mag @magmagrela

“Quando o mar tocou o sertão meu rosto era seu lar”

Foto: Valdecir Rosa

Especial

““ mm ee dd oo”” “ m“emdeod” o ” “ m“ me de od “”o m” “e md oe d” “ “mmeeddoo” ”

“Pode chamar todos os deuses”

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ag Magrela aprendeu a pintar logo cedo, com o seu pai, na pura, bela e quieta arte da observação. O ritual que ele fazia ao mesclar pinceladas na tela e o porquê de fazer aquilo são memórias afetivas na mente da artista que se consome em poesia. É fácil reconhecer um mural de Mag nas ruas do mundo: eles retratam a diversidade do feminino, a linha tênue entre o profano e a sensibilidade de quem quer dizer muito. Mais do que embelezar a cidade em uma espécie de museu a céu aberto, as pinturas métricas de Magrela retratam aquilo que a artista não concorda — o embate de si com o estrangeiro de outrem. Foi preciso um caminho longo para chegar até aqui. Mag fez faculdade de administração, mas não terminou. Procurou outros cursos para se encaixar no mundo, mas não encontrou. Às vezes a gente pensa que precisa de um lugar-comum para dizer que existe no mundo. Nessa série de abandonos e desencontros, Mag se encontrou mesmo foi na rua, no graffiti, na descoberta de sua própria cidade. “A liberdade de fazer o que quiser, o contato com as pessoas de todas as classes sociais; estar em lugares das cidades só porque você está indo pintar; e a comunicação que se faz diretamente com as pessoas é muito apaixonante, isso é o que me impulsiona a pintar”, nos explica. Não seria diferente: o seu olhar artístico é sempre em busca do outro, quase que em uma viagem antropofágica de experimentos. Para conseguir expressar o que realmente sentia, antes foi preciso descobrir quem realmente era. “Permeei por diver-

sas figuras até encontrar a figura dessas mulheres. Hoje sei que faço são autorretratos, deixo meus eus por aí. Me sinto satisfeita desenhando essa figura e dentro desse universo conto histórias da minha família, minhas histórias pessoais, como da sociedade que vivo”, lembra. As diversas mulheres que Magrela pinta representam isto, o leque de diversidade que ela construiu de si no diálogo com personagens de seu cotidiano. Depois que se encaixou, em 2007, nas ruas de São Paulo, a artista autodidata viajou para Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Lisboa e Nova York – para onde retornou recentemente. Crescendo em sua intensa criatividade e intuição nas artes plásticas, Magrela somou-se, também, em telas, performances, esculturas, bordados, azulejos e o que sua veia multidisci-

Nessa série de abandonos e desencontros, Mag se encontrou mesmo foi na rua, no graffiti, na descoberta de sua própria cidade.”

plinar permitiu. Com tantas ideias, o seu caderno de esboços anda embaixo do braço como melhor amigo — e é bom que assim seja: a sua inspiração vem da batalha do dia a dia, da

Nessa série de abando-

“serei eu s e r e i a”


r e Und d ose m a n u “j o k e r ” h e n rique s Arquiteto, vocalista da banda Uganga e apresentador do Underdose TV, programa exibido no Canal da Gente que divulga a cena musical e artística do Triângulo Mineiro.

fb.com/underdosetv youtube.com/UnderdoseTV

Salve a todos! Em nossa segunda participação aqui no BRASA, gostaria de falar sobre algumas bandas locais que trabalham com material autoral e vêm chamando bastante atenção com sua música. Com certeza muito mais é produzido aqui no Triângulo Mineiro, mas vou me ater primeiramente às novidades da cena rock, pois é onde o Underdose se aprofunda mais (se você só sai de casa para ver alguém imitar mal o Chorão ou o Axl Rose... Lamento). Vamos lá!

Canábicos (Araguari - MG) Oriundos de outra banda clássica do rock araguarino, a Anil, os Canábicos vem conquistando plateias pelo Brasil afora (acabam de vencer o Fun Music Festival) com seu Rock’n’Roll com pegada setentista. Se você gosta de rock clássico essa é sua nova banda preferida. Mais infos:

UnderdoseTV

fb.com/oscanabicos

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Wolfbreath (Uberlândia - MG) Esses caras estão na ativa desde 2012 fazendo um metal com bastante groove influenciado por Stoner, Funk Music, Grunge, Southern Rock e vocalizações que vão do gutural ao melódico. Eles estão terminando o novo álbum que deve sair em breve, porém é no palco que o bicho pega de verdade! Mais infos: fb.com/breathwolf

Project Black Pantera (Uberaba - MG) O trio de crossover (metal + hardcore) acaba de lançar seu primeiro CD recebido com críticas bastante positivas na mídia especializada. Com um show muito agitado, letras diretas e muita atitude o PBP é mais uma banda para fortalecer ainda mais o rock pesado do cerrado. Mais infos: de verdade! Mais infos: fb.com/ProjectBlackPantera

Pato Junkie (Patos de Minas - MG) Hardcore/punk bruto é o que faz esse grupo de Patos de Minas! Notamos também uma bem-vinda pegada metal , em especial nos riffs, mas no geral o cheiro de coturno prevalece em todo o trabalho. Acabam de lançar o CD “Doido e Violento”, paulada sonora que vale muito uma conferida! Mais infos: fb.com/patojunkie

Chafun Di Formio (Ituiutaba - MG) Talvez a banda mais “antiga” dessa lista, o Chafun Di Formio vem desde 2008 trabalhando pesado no seu crossover com influência do Ratos De Porão e letras críticas. Estão prestes a soltar um novo trabalho, “Abuso Secular”, e enquanto isso podem ser conferidos nos diversos festivais que têm participado. Mais infos: fb.com/ChafunDiFormio


MÚSICA INDEPEND O QRtunes é uma plataforma independente que surgiu da ideia de

divulgar e distribuir a música de artistas independentes nacionais de

uma maneira diferente, antenada com a tecnologia de smartphones e

tablets: baixar música em qualquer lugar, a qualquer hora e de graça

com conteúdo de rápido acesso.

CROMOSSOMO AFRICANO | SOBE O SOM Pangeia é o nome do primeiro álbum dos mineiros do CROMOSSOMO AFRICANO. O novo disco traz funk, soul, rap, algo de samba, algo de jazz, de rock, tudo reunido no trabalho que leva assinatura de Celson Ramos na produção, músico que já colaborou em discos de artistas como Sandra de Sá e Berimbrown. Essa ideia de unidade que deu nome ao álbum – Pangeia é o super continente que se separou após milhares de anos, dando origem aos que conhecemos hoje –, está lá, registrado em forma de som.“O nome é inspirado no conceito de união e a mensagem geral do trabalho é de positividade mostrando toda sua herança africana, alma brasileira, influência do soul, energia mineira”, resume o guitarrista da banda, Ricardo Cunha. E, claro, em tempos de individualismo e conflitos motivados por diferenças ideológicas e religiosas, a mensagem trazida pela banda é muito poderosa, a exemplo do trecho de uma das músicas, a faixa Fortalecendo a Ideia: “unidos como na Pangeia, propagando a boa ideia. O amor é o idioma pra família vida longa”. Reafirmando a ideia defendida pelo músico, o disco reúne um verdadeiro time de colaboradores. Participam os MCs Dokttor Bhu, Shabê, Roger Deff (Julgamento) e Matéria Prima (Zimun) e os músicos Padé Faraco (percussão), Hugo Bizzotto (teclados). Já o Cromossomo Africano é formado por Michelle Oliveira (voz), Ricardo Cunha (Guitarra e voz), Marcelo Kavalin(Sax e vocais), Alexandre Arnoni (bateria) Gláucio de Deus (contrabaixo), Leonardo Brasilino (trombone), Bodô Alcântara (percussão) e DJ Flávio Machado (toca-discos).

QRTunes

No qrcode, o QRtunes traz a contagiante Sobe o Som, para download e streaming gratuito. Baixe e curta esse som que vem de Belô botar brasa no papel.

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SAIBA MAIS EM QRTUNES.COM QRTUNES © COPYRIGHT 2014-2016. TODOS OS DIREITOS DOS PRODUTORES FONOGRÁFICOS E PROPRIETÁRIOS DA OBRA ESTÃO RESERVADOS. *MP3 128KBPS. Para baixar a música em seu smartphone ou tablet, baixe um leitor de qrcodes que você encontra no Google PlayStore (Android) e na AppStore (iOS).

AF_Pagina_Qrtunes+Brasa_CromossomoAfricano.indd 1

06/08/16 22:02


Pra somar: 3º Festival Timbre Pra somar: 3º Festival Timbre e Arte na Praça Naya ra s. fe rreira

Festival Timbre

/ Jornalista, revisora e pau-pra-toda-obra quando acredita na causa.

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Timbre, no estudo das ondas sonoras, significa qualidade do som. Dois instrumentos diferentes com frequências iguais, por exemplo, são distinguidos pelos seus timbres. Nome melhor de batismo para um festival tão plural quanto o Timbre não poderia haver. Uma diversidade de artistas e ações sintonizados na mesma frequência em uma grande celebração que vai rolar em Uberlândia nos dias 9, 10 e 11 de setembro. Já na sua 3o edição, o festival é muito mais do que um evento musical: é também resistência cultural, arte, sustentabilidade e educação; é um alento aos corações ávidos para usufruir o direito à cultura nacional; é cultura, e, por isso, se manifesta e também infesta, no sentido de encher em demasia, de identidade e voz o povo que lhe tem acesso; é convite público também para um domingo, 11, na Praça Sérgio Pacheco, para comemorar 14 anos de Arte na Praça e três de parceria com o Timbre ao som psicodélico da banda pernambucana Tagore e sonoridades do axé e ijexá de Wado. É vivência e partilha de um espaço cultural nosso, o Teatro Municipal de Uberlândia. Nele, vários timbres – dos melhores – ganharão força junto ao coro do público. No dia 9, o público aconchega-se no interior do teatro para uma noite de muita música boa, com o talentoso coletivo 5 a seco, o duo Anavitória com seu pop rural único e o cantor e compositor uberlandense Fred Oliveira com músicas que misturam o pop e o folk. Já no dia 10, uma multidão poderá

ocupar a parte externa do lugar e fazer história ao lado do grande mestre da música brasileira Criolo, reinterpretar canções que amamos com A Banda Mais Bonita da Cidade, se deleitar com os deliciosos sons e harmonia de Mahmundi, sentir ao vivo a autenticidade do rapper Rico Dalasam e a experiência de uma dos nomes mais importantes de thrashcore – Uganga, além do bom e velho rock’n roll com apresentações de Dona Cislene e Multus. Esses são alguns dos artistas que somam com o festival, mas vem muita coisa boa ainda por aí, inclusive bandas autorais da cidade e região. O Festival Timbre e Arte na Praça são fomento à arte independente e valorização da produção musical; são um passo de um caminho longo a ser percorrido para a universalização do acesso à cultura, à música popular diversa e ao conhecimento; são a a realização de um direito que existia apenas papel; são um dos 42 festivais contemplados em um edital da Funarte esperado durante oito anos por mais de 300 festivais inscritos; são consideração e respeito pelos que não foram premiados e pela oportunidade que representa; são a projeção para os artistas e para a arte; são espaço de troca de ideias e berço para transformações;


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1x1

Ela partiu com a bola nos pés enquanto a torcida fervorosa enchia os pulmões gritando seu nome. O concreto do estádio chegava a tremer de tanta euforia. Ela passava por um, por outro e arrancava em direção à meta da goleira. Parecia que só iria parar quando estivesse dentro do gol com bola e tudo. Eis que surge Joana, zagueira de 1,86m, 78kg e um olhar que daria medo até na mais corajosa atacante. Joana joga seu corpo para cima dela e a derruba de forma cruel. Depois de alguns segundos, ela se levanta, pede a bola, a coloca debaixo dos braços e se prepara. 23 metros de distância do gol. Ela tinha apenas mais uma única chance pra conseguir a vitória, uma vez que o cronômetro da partida marcava 44 minutos do segundo tempo. Houve briga, discussões e cartões amarelos foram distribuídos. Era o mínimo, já que se não fosse Joana a rede estaria estufada agora. Ela pega a bola e coloca na marca designada para batida. Nesse instante, ela se dá conta de que ao seu redor existem 45 mil pessoas. 45 mil fãs apaixonados. 45 mil torcedores que querem sentir a alma lavada e poderem gritar “SOMOS CAMPEÕES”. Todos os olhares estavam apreensivos por aquele lance. O tempo parou, suas lembranças de infância vieram como um filme ininterrupto. Ela se lembrou da final de 96, quando ainda criança viu seu pai chorar pela primeira vez, pois seu time do coração havia perdido o campeonato de forma honrosa; todos os “nãos” que recebeu nas seletivas que fez; as distâncias de ônibus que percorria até o estádio para treinar; os gols que já havia marcado; as lágrimas que se misturavam com suor que já tinha derramado. Ela olhava para o lado e gritavam seu nome, as zagueiras na sua frente a xingavam e diziam ironicamente que ela não conseguiria. O técnico estava parado, em silêncio esperando pelo desfecho da jogada, o banco de reservas todo a olhava. Ela não treme com a pressão. Ela olha para a bola que parece olhar de volta. Ela vai para a batida, foram sete passos até a cobrança. Foi um belo chute. A bola sobe e passa pela barreira. Agora nada pode ser feito além de torcer. Tudo está entre a goleira e a trajetória da bola. O silêncio que estava presente deu conta a um grito ensurdecedor. Uma das torcidas estava comemorando — resta a você decidir qual.

FLÁVIO CA T ELLI

Crônica

Graduando do curso de Teatro da UFU, além de ator e diretor teatral. Também atua em projetos relacionados ao teatro, dança e fotografia. Acredita em um mundo em que a arte possa fazer toda a diferença.

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Gu ia s

HA N D MA D E

Blat + BRASA A blat é um projeto de design que visa recriar alguns objetos de uso comum utilizando materiais sustentáveis, versáteis e de custo baixo. O projeto tem dois produtos desenvolvidos, a original e a blat de bolso, “cases” de papel versáteis que combinam a possibilidade de inserção materiais impressos diversos, inclusive documentos. Por utilizar papelão como suporte a tanto a original como a blat de bolso são um convite à intervenção do usuário. #blatmize é uma junção das palavras blat com customizar, uma brincadeira e um convite para que cada um se aproprie do objeto modificando-o através de pinturas, colagens, adesivos. No caso da original até mesmo o uso é uma customização dada a sua flexibilidade no desenho dos compartimentos. @get.blat

34 9 8829 2293

Boutique 050 Recém-criada em 2015, a Boutique 050 é mais que uma marca, é um estilo. Com uma pegada básica boho, suas coleções vêm conquistando estilos muito além de Araguari e Uberlândia. Desde a escolha de modelos, bem como o desenvolvimento da coleção, são feitos dedicadamente por suas idealizadoras, assim como todo o atendimento aos clientes, processos de produção e controle de qualidade de suas peças. “Nós fazemos as roupas que gostaríamos de ter!” As vendas são realizadas pelas redes sociais ou pelo WhatsApp. fb.com/Boutique050 @boutique050 34 9 9260-8493

BRASA Indica: Literatura Longe de um modelo tradicional de economia, o seu Cleofas e a esposa Anita Bezerra fundaram a Vila Barroló, próximo a Uberaba, no interior de Minas Gerais. Por lá, criaram 15 filhos, sete netos e uma comunidade sustentável. Este é o ponta-pé para o registro fotográfico e literário de “No Princípio Era o Barro”, de Débora Bezerra com fotos de Ester Braga Bezerra. Em breve disponível em feitobrasa.com! fb.com/vilabarrolo barrolo.com

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Gu ia s

HA N D MA D E

Cogumelos Uberlândia São cogumelos de floresta, ricos em proteína superior (a das proteínas animais e vegetais), vitaminas, minerais, ácido fólico e fibras alimentares. Cultivado pela primeira vez em Uberlândia (MG) sem utilizar nenhum tipo de defensivo agrícola. Nome científico: Pleurotus ostreatum, popularmente conhecido como shimeji branco ou cogumelo ostra. fb.com/cogumelosuberlandia 34 3215 6880

P de Pimentas P de Pimentas nasceu da harmonia entre a curiosidade e o medo. Unindo as Pimentas com frutas e ervas, em experimentações artesanais e caseiras, Pedro Reis conta hoje com mais de 10 receitas desde 2014, sendo o molho de Pimenta Fidalga com Manga o mais consumido e elogiado de suas criações. Ainda não conhece? Tire a prova! @pdepimentas

fb.com/pdepimentas 11 9 4984 1201

R. Doutor Cesário Mota Jr., 37, ap. 01. São Paulo (SP).

VGtariano Marmitex Comida para acalentar a alma! Marmitinhas vegetarianas saudáveis, funcionais e fresquinhas, em Araguari (MG). Refeições diárias (Almoço – Lanche – Jantar). fb.com/vgtariana.com.br 34 9 8824 0175 (Oi) 34 3246 4975

Primeira Folha Incensos artesanais em pó completamente naturais, feitos de folhas, raízes e madeiras preparadas à mão, seguindo preceitos de pureza ritual. Criada pelo mineiro João Diel, filho de santo, bom de papo e hospitaleiro. Ele recebe seus clientes em seu ateliê no Ipiranga (SP), onde faz diagnósticos precisos e incensos personalizados.

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fb.com/1folha

@1folha

11 9 4501 7227

R. Xavier de Almeida, 538. São Paulo (SP).

@vgtariano 34 9 9140 6148 (Tim)


Os bastidores do marketing de alimentos c i s s a b o r ge s Mineira de Uberlândia, escritora e comunicóloga radicada no Rio de Janeiro há dez anos. Assina a websérie Soul Kitchens Project e outros projetos relacionados à comida e comportamento. Na serra carioca, cozinha e bebe vinho diariamente e está aprendendo a plantar.

Cozinha com Alma

Quando você e a rúcula se conheceram? Depois de anos de alface e tomate, tenho certeza. O boom desta folha só rolou nos anos 1990 depois de um forte trabalho de marketing junto aos chefs norte-americanos e após ser citada por Obama em um dos seus discursos para os agricultores de Iowa quando concorria à presidência. Depois disso, a rúcula virou moda em vários países. Fazer relações públicas de alimentos não é uma jogada recente. Na década de 70 a Gisele Bündchen da alimentação foi a Spirulina, uma alga de água doce que teve a divulgação bancada pelos produtores como inibidora de apetite. As pessoas caíram de boca no milagre. Colocando esta alga no mercado sem informações de consumo, acabaram provocando graves quadros de intoxicação. Com moderação, ela é muito rica em proteína e ferro. A agência de publicidade Lord & Thomas criou um suco para ajudar os produtores a dar vazão à su-

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Kevin Bacon: “É a era da couve... Um dia sem couve é como um dia sem nascer do sol”.

perprodução de laranjas em 1907. “Beba uma laranja” virou lema de café da manhã. A relações-públicas Lynda Resnick é a gênia das campanhas virais promovendo romãs, que fez com que na Califórnia a produção se multiplicasse de 2.000 para 30.000 acres. Mas sabem qual é a boa nos sacolões americanos agora? Luz na passarela que lá vem ela: a couve. Chamada de “it” vegetable, uma referência às it girls (Thássia Naves, por exemplo), a couve virou bordado na camisola da Beyoncé. Recentemente a revista Us Weekly fez uma lista com as celebridades que amam essa planta da tradicional família mineira: Quais são os efeitos da elitização da couve? A produção nos Estados Unidos aumentou em quase 60% nos últimos anos e até mesmo o McDonalds está entrando na onda incluindo couve nas tigelas de café da manhã da Califórnia. Mas o que deixou a jornalista Eve Turow curiosa (e eu também) é: quem está bancando isso? E por quê? E ela foi atrás das respostas: descobriu que a agência Young Auntie, de Nova York, foi contratada pela American Kale Association (AKA) para dar uma repaginada no consumo da couve. Diferente dos famosos da agência, como Hermès e Vivienne Westwood, este cliente tem mais de 2 mil anos (risos). Para isso, a relações-públicas Oberon Sinclair contratou celebridades, menus de bistrôs bacaninhas, fez camisetas cool, criou o “Dia da Couve” e, depois de muita pesquisa, descobriram que, na verdade, ela criou a própria AKA para que a campanha tivesse mais credibilidade. E até agora não se sabe a pedido de quem, já que os agricultores estão sofrendo com a alta demanda e os processadores de couve também. Segundo Sinclair, ela fez todo esse movimento porque é “punk at heart” e queria fazer algo diferente. Ah tá, sei. Esses casos servem para que a promoção adoidada de alimentos passe a chamar nossa atenção. Não acho que essa publicidade seja necessariamente enganosa ou desastrosa, mas é bom investigar. A nova economia (economia criativa, ou

como queiram chamar) não irá abraçar os velhos caôs se a gente se mantém atento e forte. Como consumidores, vale resgatar aquela inquietação infantil: “... massss por quê?”. Por que a moringa é chamada de árvore da vida? Quem vende mudas de moringa? Quem já experimentou moringa? Não rola engolir nada de garganta seca, é isso que eu quero dizer. A divulgação dos alimentos precisa estar em sintonia com a sua cadeia de produção, principalmente com os produtores. A parte menos afetada nessa folia da couve é a Gwyneth Paltrow, certo? Li que alguns produtores que sequer se interessavam por couve mudaram o planejamento de plantio, outros já estão estrangulados com os pedidos e ninguém sabe onde isso vai dar. Essa maratona pode significar o uso abundante de agrotóxicos e modificações genéticas, porque o cultivo orgânico com certeza não dá conta do ritmo da publicidade agressiva. Aí daqui a pouco, couve não terá mais gosto de couve, como já tem acontecido com outros legumes e frutas. Atualmente no Chile um grupo de agricultores, em parceria com o Ministério da Agricultura, tem tentado resgatar o tomate com o sabor natural. Não tá tranquilo e nem favorável. O Brasil, como grande exportador, acaba sambando de acordo com a publicidade dos alimentos feita lá fora, além de sofrer com as nossas políticas internas envenenadas. E se na passarela da couve já rolam essas artimanhas todas, imaginem os bastidores da comida processada. Esse papo fica para a próxima.

Gwyneth Paltrow: “Couve tem muito cálcio e antioxidantes e tudo mais – é uma das melhores coisas que você pode colocar no organismo”.


Um dos pilares do equilíbrio saudável entre

Corpo, mente e espírito

está naquilo que comemos. Saber comer com informação faz toda diferença em nossa vida. Tudo o que ingerimos que o nosso organismo não reconhece como alimento saudável, ele defende-se em forma de inflamação e doença. Os alimentos são veículos de comunicação, eles dizem às células como devem comportar-se. Se a pessoa tem consciência da informação que transmite ao corpo por meio da alimentação, ela terá muito mais capacidade para o modelar de forma saudável e harmônica. Seguem abaixo algumas dicas de investimentos conscientes em saúde e bem estar: Quinoa É rica em proteínas e ajuda no emagrecimento. Possui mais ferro que o feijão. Além de fazer bem para os músculos, protege os ossos, estimula o cérebro, reforça a imunidade e é indicado para pessoas com intolerância ao glúten. Chia É rica em ômega 3, fibras, cálcio, proteínas e é fonte natural de antioxidantes. Ajuda a emagrecer, controlar a glicemia e a diabetes, além de fortalecer o sistema imunológico, melhorar as funções cognitivas, regular o colesterol e prevenir doenças cardiovasculares.

Gastronomia Di Orsini

Ginkgo Biloba Foi a primeira planta a brotar após a destruição provocada pela bomba atômica em Hiroshima no Japão. Reduz tonturas, ajuda a memória, alivia dores nas pernas, nos braços e zumbidos nos ouvidos. Também previne tumores e combate radicais livres por ser um poderoso antioxidante.

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Tâ n i a m e l o Proprietária do Empórito da Matriz, localizado na R. Cel. José Ferreira Alves, no 31, em Araguari (MG). Entre os produtos de qualidade, estão doces, queijos, vinhos, o BRASA e boa receptividade.

Fotos: Henrique Vieira


(...) em uma época em que se fazia tudo em casa. Na véspera das festas as tias juntavam-se para fazer as massas e enrolar doces e salgados. Lembro-me do aroma que ficava na casa... Tudo girando ao redor de comida, risadas, casos e mais risadas em meio de um, de vez em quando, “menina tira a mão daí!”. Meu pai, oitavo filho de nove, sempre gostou de casa cheia. Descendente de italianos, falação em voz alta não era sinônimo de briga - era festa! Eu sempre gostei de observar a minha mãe cozinhando e ensinando as funcionarias como fazer. Houve um aniversário em que ganhei um miniliquidificador, tão incrível que funcionava de verdade! Ali começaram os meus experimentos na cozinha. Tínhamos uma funcionária que era a minha principal cobaia. Coitada! Aliás, hoje ela estaria orgulhosa de mim. Na época do vestibular não existia a opção do curso de Gastronomia e, para falar a verdade, eu ainda não tinha descoberto que era esse o caminho que queria seguir. Acabei por fazer Administração com habilitação em Marketing. Durante o curso, sempre que a turma se reunia era a Carol que iria para a cozinha. Fiquei famosa por causa de uma moqueca que fazia com frequência. Quando o curso terminou, fiquei com uma aula na cabeça, na qual o professor dizia que tínhamos que nos perguntar: o que faço de melhor? E o que as pessoas acham que faço de melhor? E então no momento que consegui responder a essas perguntas percebi que era Gastronomia que eu deveria me especializar. Belo Horizonte, na época, contava apenas com uma faculdade que oferecia o curso. Fui parar em Brasília, capital federal, para estudar. Curso concluído, trabalhei bastante, fiz especialização em cozinha internacional na Argentina e fui ao sul do país

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buscar meu amor. Voltamos do sul para morar no interior de Minas, onde minha irmã morava com os meus pais. A vida aqui é mais tranquila, teria mais qualidade. Logo a família aumentou com a chegada de Marcos. A necessidade de voltar a trabalhar, aliada a maternidade e ao amor pela cozinha, fizeram-me pensar em um projeto no qual eu pudesse trabalhar em casa. Ocasionalmente naquela época começaram a exibir na televisão uma série de reportagens sobre os chefes que recebiam os clientes em suas próprias casas. Uma onda mundial chamada de “home bistrôs”. Pronto, era o meu momento. Eu tinha a faca e o queijo na mão. Conversei com minha irmã, fizemos algumas reformas na fachada da residência, adquirimos alguns móveis, restauramos outros e adaptamos o salão do bistrô na sala da frente da casa. Formulei alguns cardápios, contratei fotografia e convidei algumas pessoas para degustação. Depois de mais de um ano, finalmente conseguimos marcar a inauguração. Nasceu a Casa Di Orsini, bistrô de cozinha internacional contemporânea. Funcionamos somente com reserva antecipada, a princípio às sextas-feiras, com menu pré-definido - composto por uma entrada, primeiro prato, segundo prato e sobremesa. Caso o cliente deseje, podemos abrir exclusivamente no dia que lhe for conveniente para um numero mínimo de dez e máximo de 20 pessoas. A Casa Di Orsini é um projeto inovador e contemporâneo, o primeiro da cidade de Araguari. Usamos insumos de primeira linha, muitas vezes em sua maioria importados, louças especiais e cristais. É um espaço gastronômico para entreterimento, lazer e reuniões executivas. Oferecemos um serviço exclusivo e intimista num ambiente sofisticado e acolhedor.

Gastronomia Di Orsini

Nasci em Belo Horizonte

Carol orsini, em breve no nosso site falando sobre o sal rosa do himalaia

fb.com/casadiorsini @casadiorsini Rua Paulo Nogueira Cruvinel, 1591. Araguari (MG)

(34) 9 9256 1826 casadiorsini@gmail.com


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Como chegar na Cachoeira das Irmãs:

c ach o e i r o Equipe de cinco integrantes que rodeiam o Triângulo Mineiro em busca de cachoeiras.

Natureza

projetocachoeiro.com.br

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Nada como se banhar na queda de uma cachoeira para renovar as energias. Era um domingo ensolarado, vibrante, perfeito para mais um dia de aventuras. Com camadas de protetor solar no rosto, tênis nos pés e muita disposição, nos encontramos no mesmo bat-local e partimos felizes rumo à cachoeira Das Irmãs, em Araguari (MG). O caminho não tem muito segredo: saindo de Uberlândia (MG), basta pegar a BR-050 e seguir sentido Araguari (saída 622A). Depois que avistar a placa azul com os dizeres “Araguari PERÍMETRO URBANO”, fique atento: você vai passar sobre um viaduto e, logo após a placa verde “RETORNO Araguari”, pegue a primeira saída à direita e siga reto. Continue seguindo atéééé... avistar uma placa verdinha à sua direita, numa esquina, com o escrito em branco “AUTOPOSTO VITÓRIA ABASTECIMENTO E RESTAURANTE”. Vire à direita. Agora você está na BR-365. Continue nela até avistar uma estrada de terra com um outdoor e um milharal à esquerda. Prepare-se para engolir (muita) poeira. No caminho avermelhado, mantenha-se sempre na estrada principal (não vire nas bifurcações). Como em toda estrada de terra, você avistará – e precisará buzinar – para algumas vacas no caminho. Quando chegar na primeira vendinha, você terá passado por quatro mata-burros e um quebra-mola. No quinto mata-burro, mantenha à esquerda que logo você atravessará uma ponte pequenina e chegará à segunda vendinha, onde estacionamos o carro. UFA! De toda forma, assista ao nosso vídeo (disponível em vimeo.com/projetocachoeiro), didático e explicativo, pois não queremos ninguém perdido por aí. A vendinha onde se estaciona o

carro é comandada por uma senhora muito simpática, Maria Elisabete. Segundo ela, aquela espécie de bar/ armazém existe desde 1959 (55 anos), onde encontramos duas mesas de sinuca, filosofia de boteco, um balanço, (muita) cachaça, itens de higiene pessoal, sorvete, cerveja, laricas e vários troféus de truco – aquele jogo de cartas. Tia Bete, que é proprietária também da fazenda, disse que ali é frequentado por turistas e vizinhos. Entre as atividades da Fazenda Bom Jardim, estão o comércio, o gado leiteiro e a agricultura. Mas e a cachoeira? Pra chegar lá inteiro é necessário disposição, água potável, repelente de insetos e sapatos confortáveis. A travessia pela propriedade é um tanto longa, porém sem muitas dificuldades. No caminho, passamos por formigas cortadoras de grama, muitos cupinzeiros, alguns cavalos selvagens e cachorros fazendeiros. Quando avistar a margem do rio, siga que não tem erro. Ao chegar na parte de cima da cachoeira, um misto de vertigem e labirintite manda lembranças. Como natos desbravadores, suados e ofegantes, finalmente chegamos. E aí virou conto de fadas. Um pote de ouro nos aguardava no fim do arco-íris e eu me senti num filme hippie da Disney: imersa na natureza, com meus amigos da floresta e meu Tarzan encantado. Talvez fosse culpa da Mary Jane. De toda forma, tratei logo de tirar a blusa e me aventurar pela água gelada. Depois do mergulho rejuvenescedor e uma pausa pra larica, decidimos encerrar a aventura. Por uma estranha razão, os pernilongos daquele lugar amavam nossos cotovelos. Sim, CO-TO-VE-LOS. Partimos pra trilha antes que não sobrasse nenhuma pele seca pra contar a história. Só faltou meu cavalo alado pra me levar “ de volta depois, quando eu subia mentalizando o Pegasus na Como natos desbravadores, esperança que ele aparecesse. Não apareceu. Na verdade, a suados e ofegantes, finalmensola do meu sapato descolou e eu terminei o trajeto assim te chegamos. E aí virou conto mesmo, como uma Cinderella de fadas. Um pote de ouro nos do Cerrado. Mas meu conto de fadas hippie teve um final feliz: aguardava no fim do arco-íris contemplamos um pôr do sol majestoso ao chegar a Ubere eu me senti num filme hippie lândia, fechando aquele fim de com paz, amor e gratida Disney: imersa na natureza, semana dão no coração.

fb.com/projetocachoeiro

com meus amigos da floresta e

@projetocachoeiro

meu Tarzan encantado.


Comer, jejum,

EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS ERCÍCIOS EXERCÍCIOS XERCÍCIOS ERCÍCIOS EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS

EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS A bulimia nervosa e seus efeitos João E d u a r d o m . Vile la

Mens Sana In Corpore Sano

Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro fundador da Associação Brasileira de Psiquiatria Biológica.

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Como visto na última edição e para completarmos nossa fala sobre os principais quadros de transtornos da alimentação trataremos da Bulimia Nervosa. Conhecida há menos tempo que a Anorexia, a Bulimia Nervosa foi descrita pelo psiquiatra inglês, Gerald Russel, no final na década de 1970. Ele observou que alguns pacientes com transtorno alimentar apresentavam um quadro parecido com a Anorexia, mas com algumas características distintas: não reduziam necessariamente sua ingestão de alimentos, pelo contrário, tinham como característica episódios de ingestão abusiva de alimentos. A frequência e a importância destes episódios fizeram Russel pensar em um novo transtorno, o qual chamou de Bulimia Nervosa. Etimologicamente, bulimia vem do grego bous, “boi”, e limus, “fome”, ou seja, uma fome de boi! Os episódios bulímicos caracterizam-se por um comportamento impulsivo no qual se come uma grande quantidade de comida,

normalmente hipercalórica (nunca ouvi um relato de episódio bulímico com alface!). Nem toda orgia alimentar caracteriza um quadro de Bulimia Nervosa, pois há situações em que a ingestão exagerada de comida está ligada a fatores estressantes ou simplesmente a um prazer. Comer é uma das atividades mais prazerosas que o ser humano tem em seu dia a dia. Portanto, você não será rotulada de bulímica só por, de vez em quando, exagerar em sua pizza, churrasco, feijoada ou algo que lhe dê muita satisfação. Além disso, há doenças que se caracterizam por uma ingestão exagerada de alimentos, como diabetes, hipertireoidismo e algumas doenças hipotalâmicas. Vale lembrar também que alguns jovens, especialmente do sexo masculino, durante seu desenvolvimento puberal, costumam mandar goela abaixo montanhas de comida, sem que isto signifique um transtorno da alimentação. O que é, então, Bulimia Nervosa? É um quadro clínico caracterizado por ingestão de grande quantidade de alimentos alternada por longos períodos de jejum. Estes alimentos são ingeridos de forma rápida, com pouco ou nenhum prazer, acompanhado por sentimentos de culpa, angústia

e remorso. Para aliviar estes sentimentos, a pessoa procura eliminar o excesso de calorias ingerida através de vômitos autoinduzidos e uso abusivo de laxantes e diuréticos, aumentando o risco de problemas cardíacos. Pode-se também controlar o ganho de peso submetendo-se a exercícios exaustivos e jejum. Os episódios bulímicos raramente ocorrem na presença de outras pessoas e sua frequência é variável, podendo ir de duas vezes ao mês até várias vezes ao dia. A quantidade de comida ingerida também pode variar entre 1.000 e 15.000 mil calorias. Come-se normalmente alimentos calóricos, mas há casos de pessoas que comem ração para cachorro, alimentos crus e até comida apanhada no lixo. Outra característica da Bulimia Nervosa é o pavor mórbido de engordar, o que a diferencia da Anorexia Nervosa, em que há uma busca implacável pela magreza. Mais comum e mais difícil de ser identificado, o quadro de Bulimia começa como uma tentativa de controle de peso. As pessoas bulímicas têm uma história de sobrepeso ou peso no seu limite. Apesar de prognóstico melhor que a Anorexia, mais de 80% das pessoas portadoras deste transtorno apresentam recaídas. As maiores complicações da Bulimia Nervosa devem-se aos métodos purgativos utilizados para compensar a quantidade de comida ingerida. O uso abusivo de laxantes, diuréticos, anorexígenos e hormônios tireoidianos pode provocar perda de sais minerais, arritmias cardíacas, desidratação, causar sequelas intestinais e sistêmicas graves. O vômito autoinduzido, encontrado em até 95% dos casos, pode causar lesões, dor da garganta e estômago pela acidez gástrica; inchaço e dor na face pelo aumento das glândulas parótidas (parecendo caxumba); e sangramento proveniente de feridas causadas pelo esforço repetitivo do vômito. Algumas bulímicas adquirem um controle voluntário do reflexo de vômito por meio de uma simples contração abdominal. A Bulimia Nervosa acomete principalmente mulheres jovens, tendo seu começo um pouco mais tarde do que a Anorexia, em torno de 16 a 19 anos. Não é incomum encontrarmos mulheres de 30 a 40 anos que apresentam este transtorno. A prevalência no sexo masculino é de apenas 10% em relação ao feminino.


A mulher, o parto e a doula m a r ia n a a ra újo

Saúde

Doula com conhecimento de sobra no coração, à serviço do parto humanizado em Uberlândia (MG) e região.

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Na antiguidade mulheres eram consideradas Deusas. As antigas civilizações tinham a natureza como a coisa mais sagrada e acreditavam que as mulheres possuiam ímtima relação com esta entidade digna de ser adorada. A natureza era considerada sábia, geradora de vida, de alimento e fonte de verdadeiros milagres. Observaram que as mulheres funcionavam em ciclos, assim como natureza: a mulher menstrua e tem fases, assim como a lua ou as quatro estações; a mulher é capaz de fazer desenvolver o sêmen do homem, assim como a terra é capaz de germinar as sementes. Ao longo da história as concepções foram mudando e atualmente nossa cultura têm negligenciado diversas questões referentes à condição de ser mulher, o que não deixa de fora o parto e a gravidez. Quando uma mulher anuncia uma gravidez, rapidamente surgem preocupações com o sexo da criança, o enxoval ou a época de vida em que a mulher-mãe engravidou e se isso vai ou não atrapalhar seus planos de carreira. Limitar-se a preocupações desse tipo pode ofuscar reflexões mais profundas que a condição de gestar uma vida nos convida a fazer, tais como o modo como as crianças vêm ao mundo, qual o sentido dado à sua chegada ou mesmo qual o significado e o valor que a maternidade tem tido na sociedade. Pensar sobre estes temas é muito importante para questionarmos se o modo como as coisas vêm ocorrendo é mesmo como realmente queremos. Há algumas décadas, o parto se tratava de um evento familiar marcado pela presença de mulheres que acompanhavam, instruíam e apoiavam a parturiente durante todo o trabalho de parto e cuidados iniciais com o bebê. Atualmente, a grande

do parto, essa profissional traz cuidado afetivo para No parto humani- este momento tão íntimo, especial e vulnerável. A doula zado, o primordial oferece apoio informacional, físico e emocional às mulheé o respeito pelo res e casais durante a gestação, o parto e o puerpério, protagonismo da que são períodos de intensas transformações. É papel funmulher, podendo damental da doula oferecer encorajamento, relaxamento, ser com ou sem in- acolhimento, técnicas para da dor, esclarecimentos tervenção médica. alívio de termos médicos e procedimentos hospitalares, bem maioria dos partos no Brasil aconte- como ajudar na tomada de decisões ce no ambiente hospitalar e são ro- em relação ao parto e, a cima de tudo, deados por médicos e enfermeiros, respeitar a vontade da mulher sob em um modelo de assistência tec- seu próprio corpo. nicista que pode assumir uma face Os resultados deste apoio vêm impessoal e, não raro, hierarquizada trazendo surpreendentes benefícios e desrespeitosa com as mulheres como a redução do risco de intervenem um momento tão importante de ções, diminuição do número de cesásuas vidas. reas, diminuição da duração do traDessa forma, é comum que os cui- balho de parto, aumento do sucesso dados emocionais sejam deixados na amamentação, favorecimento de de lado, contribuindo para que me- uma paternidade mais ativa e colados e ansiedades apareçam e aca- borando para o vínculo entre mãe bem gerando complicações obstétri- e bebê. Por estes e outros motivos cas. Quanto mais isso ocorre, mais algumas cidades do Brasil, como se justifica o uso intervenções mé- Uberlândia (MG), já garantem por lei dicas, frequentemente desnecessá- o direito da parturiente ser acomparias, que podem ser invasivas tanto nhada por uma doula, além de outro para a mulher quanto para o bebê. acompanhante de sua escolha. Este fenômeno foi nomeado violênOutro ponto que vale esclarecer cia obstétrica e têm sido altamente é que parto humanizado não é necombatido por entidades respeita- cessariamente o mesmo que parto das, como a própria Organização natural. Este último é um modo de Mundial de Saúde. parir que retoma costumes ancesEnquanto no Reino Unido as mu- trais que favorecem a saúde da mãe lheres estão sendo incentivadas a e do bebê e que preza pela ausência terem seus partos em casa, receben- de qualquer intervenção médica. No do benefícios financeiros do gover- parto humanizado, o primordial é o no britânico, no Brasil a luta à favor respeito pelo protagonismo da mudo parto humanizado enfrenta ain- lher, podendo ser com ou sem interda muitos entraves e movimentos venção médica. Sendo assim, posside oposição. Ainda assim, essa luta bilidades como o parto ser na água tem ganhado força em virtude de es- ou não, domiciliar ou hospitalar, enforços de mulheres e profissionais tre outros esteriótipos que vemos por da saúde que acreditam que o parto aí, são particularidades encontradas deva ser um momento emocionan- por mulheres que estão buscando te, respeitável e mais agradável. As novas e melhores formas de parir. reinvindicações são claras: protaValorizar a gestação e o parto degonismo da mulher e do bebê du- monstra a importâcia dada à chegarante toda gestação e parto; direito da de um novo ser e o surgimento de a acompanhante durante o trabalho uma nova família. Quando se assude parto; acesso à informação de me a responsabilidade de escolher o qualidade; horizontalidade na re- que acredita, opta-se pela qualidade lação com a equipe de assistência; não apenas das mulheres e dos rerespeito às escolhas e ao corpo da cém-nascidos no parto, mas de toda mulher; melhores espaços para o a sociedade, tornando este um munparto natural; etc. do no qual vale a pena nascer. Neste contexto surge um persofb.com/doulamarianaaraujo nagem que se destaca como fonte de apoio: a doula. Para fortalecer 34 9 9240 5965 esse movimento de humanização

“


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D AQ U I, SO

P AR A C I M A Felipe Flores: o fotógrafo que caminha na cena independente registrando shows, lifestyle e a vida noturna de Uberlândia qual eu procuro pessoas que tenham uma relação interessante com algum ambiente que tenha importância para elas. É um projeto no qual tenho mais liberdade para fotografar e também é um jeito de entrevistar e conhecer novas pessoas. Também participo atualmente do coletivo BurnAsh aqui em Uberlânida. Somos um pequeno grupo de fotógrafos focados no que consideramos uma cobertura mais descontraída de eventos culturais, baladas e até mesmo eventos corporativos.

BRASA Entrevista

Do lado de cá do cerrado, conversamos com o cara das mãos ágeis que tem surgido na cena artística do Dão. Além de compor o coletivo BurnAsh, entre os seus trabalhos está o making of de “Open Bar”, da Pabllo Vittar, nossa musa do momento.

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Como começou a trabalhar com fotografia e como surgiu seu interesse pela área? Comecei a trabalhar com fotografia no início de 2014 e a coisa toda se deu por causa da faculdade. Eu estava fotografando para os trabalhos do curso e também fotografava meus amigos. A mãe de um dos meus amigos gostou das minhas fotos e me chamou para fotografar a festa dela e aí o resto foi acontecendo aos poucos. O meu interesse pela área deve ter surgido quando eu tinha uns 15 anos, na época eu gostava de manipular imagens no Photoshop e tive a ideia de começar a fazer minhas próprias fotos para poder ter mais liberdade na hora de manipular e postar na internet. Era tudo bem tosco, mas com o tempo passei a gostar mais de fotografar do que da manipulação. Quais os seus projetos atuais? Atualmente desenvolvo o “Meu retrato, meu lugar” que é um projeto no

Quais pessoas, bandas e artistas têm inspirado a sua forma de trabalhar? Quais as suas inspirações? Essa é uma questão que facilmente tomaria meu dia, respondendo de forma completa, mas atualmente tenho olhado bastante o trabalho de alguns fotógrafos como Amir Zahed, Emmanuel Rosario, Rog Walker, André Josselin, Jordan Voth, Fernando Schlaepfer, Hick Duarte, Flora Próspero, João Guedes, para citar alguns. A galera do I Hate Flash de modo geral também me inspira bastante na questão de cobertura de festas e eventos. Busco muita referência também na galera próxima de mim, filmes, arte de rua e dança. Musicalmente falando sou um cara muito aberto, mas escuto bastante funk, rap, edm e indie e o que mais escuto atualmente é a banda inglesa Daughter que eu achei por acaso no YouTube.

Entre lifestyle, moda e festivais, shows, o que você prefere fotografar? Eu diria que o que mais gosto de fotografar, apesar de ter pouca opor-

tunidade para fotografar, são shows. Fotografar um show é algo que coloca em cheque toda a parte técnica da fotografia, porque tudo tem que ser feito de forma um pouco mais ágil por causa de mudança de luz, movimento e toda aquela energia dos artistas. E é isso que mais me agrada no show, essa energia, a pessoa ali em cima do palco fazendo a arte dela e me dando a oportunidade de capturar aquilo com o meu olhar. É uma energia boa.

O que define o seu estilo fotográfico atualmente? Experimentação. Eu ando experimentando com tudo, do enquadramento ao tratamento das imagens. Vou pegando o que me agrada na galera que tenho como referência e vendo se isso me agrada no meu trabalho e vou incorporando. Mas uma coisa que posso dizer é que meu trabalho é mais puxado para o lado colorido. Tenho muita dó de deixar a imagem preta e branca. Quais os próximos passos na sua carreira? Quais os futuros projetos que já podemos conhecer? Acho que meus próximos passos são mais focados em expandir os projetos atuais, levar o “Meu retrato, meu lugar” a diante com mais organização, pois ainda estou aprendendo a gerenciar o projeto. Expandir a BurnAsh com o resto do grupo. Tenho muita vontade de cobrir as semanas de moda e fotografar mais shows também, então é algo que vocês podem esperar ver mais para frente, espero. + feitobrasa.com/felipe-flores


Diรกrio de Bordo

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FOTOGRAFIAS: MOVIOLA Mร DIA LIVRE


Liniker me tirou do eixo Ou ainda: ode a quem nunca nos deixou.

Liniker me tirou do eixo. Eu bem acho que é porque ela me representa em um leque exuberante de aspectos. “Sou negro, pobre, gay e tenho potência também”, disse em uma entrevista de outrora. Com apenas a bagagem de um EP (“Cru”), lançado em outubro de 2015, Liniker e os Caramelows explodiram no circuito de músicas independentes brasileiras. Com uma voz rouca embalada pela black music, Liniker provoca o empoderamento de quem ainda não se descobriu. De batom nos lábios negros, maquillage nos olhos fechados e de cabelos crespos em tranças descompromissadas, a banda já veio até Uberlândia (MG) em duas oportunidades (maio e julho deste ano). O Groove Pub e o Terrerão do Samba explodiram em um sensação de que era aquilo, era o momento. O seu show, comandado em pé de felicidade e gratidão, é embalado pelas já conhecidas “Zero”, “Louise du

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Brésil” e “Caeu”, além de uma mescla de referências nacionais, internacionais e prévias do que será lançado no CD “Remonta” (inteirinho financiado via crowdfunding nestes últimos meses). Eu só sabia era cantar e ficar arrepiadim. A gente bem sabe que entre os dois shows Bárbara Rosa se foi. Ao lado de Liniker e Renata Éssis, Bárbara era doce, doce, doce que derretia até coração mal-humorado. Coreografava, cantava, fazia-se por inteira. No Terrerão do Samba, sabíamos que faltaria algo. Mas ai de nós que não sabemos de nada: não há como ir sem partir. Bárbara esteve presente, o tempo todo, sem pestanejar, sem fisicamente estar. “Como uma estrela”, Liniker disse. E é assim mesmo, que nem uma estrela. “Bota pra fora tudo que você quer ser, não tem problema algum”, Liniker disse em outra entrevista. Eu boto, boto sim – porque é disso que precisamos.

Doce, doce, doce que era, Bárbara deixa saudades de uma voz que derretia até coração malhumorado.


Natureza - Horta

Entender toda a complexidade da natureza e aliar-se a ela, em seus roteiros, biomas e faunas, em um processo mútuo de respeito e afeição. Já saiu no primeiro jornal: o nosso hino ao fogo baixo está ao lado do cerrado, the brazilian savanna. É daí que vem o nosso nome, em uma junção de siglas de primeiras letras, “BRA-SA”. uma de nossas editorias mais importantes, Natureza, está repleta de cachoeiras, cuidados com a horta e outros assuntos de tirar o fôlego de qualquer aventureiro.

Tempere a sua vida feito brasa. O nosso qui ntal tem mui tas mudas de ervas ar o m áti c as, pl antas frutí feras e ornamentai s – q u e s ão u ti l i zadas em ações do jornal - daqui , só grati dão p el o m u ndão.

sa

+

FEITO C OM OR

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+ FEITO

Apoio

+ feito com

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SA

Para isto ela lançou o projeto no Catarse: catarse.me/naturalmente. Vamos ajudar?

A

A Braga Ana é filha de Cleofas Bezerra e Anita Bezerra, da Vila Barroló. O casal teve 15 filhos em casa, sem o acompanhamento médico. Dois jovens que decidiram por algo considerado completamente louco, sem o apoio da própria família e amigos. É sobre isto que Ana quer falar em seu documentário, “Naturalmente”: partos naturais feitos em casa, partindo de uma experiência próxima - a sua própria família.

AM

feito r + br a

Doe copinhos e potinhos descartáveis. Colhemos com amor!


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BRASA nº 03 (Julho/Agosto 2016) by BRASA - Issuu