Issuu on Google+

8 JANEIRO 2009 Quinta-feira Edição nº 8 | Quinzenal Agenda Cultural Faialense DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

FAZENDO Boletim do que por cá se faz.

!! ! l uu

S

no , im

u u z A


#2

COISAS... compostas FICHA TÉCNICA

A cronicazinha... Guardar o dinheiro debaixo do colchão Subitamente, estávamos nós a regressar calmamente de merecidas férias de Verão e eis que o Mundo todo se sobressalta e desaba sobre as nossas ingénuas e inocentes cabeças. O poderoso sistema financeiro, boi sagrado da nossa civilização, adorado nas mais luxuosas catedrais do dinheiro, entra em colapso, arrastando em cascata milhares de empresas, provocando desemprego por todo o lado e originando uma crise devastadora cujos contornos e efeitos ainda não se conhecem na totalidade e que, certamente, levará anos a superar. De então para cá não se fala de outra coisa com os jornais, rádios e televisões a desdobrarem-se diariamente em terríveis noticias como se o Mundo fosse acabar. Todos os dias surgem novas falências, mais dificuldades sempre para os mesmos, mais desemprego, caem as metas e os pactos de estabilidade que, com sacrifício, nos obrigavam a cumprir e os Países entram em recessão. Os paladinos do neo-liberalismo interrogam-se

e “deitam as culpas” às entidades reguladoras do sistema que teriam negligenciado a sua acção. Os economistas de serviço, apanhados de surpresa tal como nós, afirmam agora que já estavam à espera desta desgraça e multiplicam-se em explicações que não convencem ninguém. É um verdadeiro pandemónio! Nos EUA, dezenas de bancos entram em falência a começar pelo Lehman Brothers, o quarto maior do ranking, que perde 2,7 milhões de euros. O mesmo acontece com as seguradoras de referência, sendo necessário, em alguns casos a intervenção do Estado para evitar falências em cadeia. Quem poderia imaginar “ nacionalizações” na terra do Tio Sam! Alan Greenspan, o insuspeito ex-director da Reserva Federal Americana, surge então a dizer que se tinha enganado todos estes anos e que afinal o mercado era incapaz de se auto-regular. Por onde andará a “mão invisível” de Adam Smith? Terá sido amputada? O “respeitável” Bernard Madoff, ex-presidente da NASDAQ, é detido em 11 de Dezembro, acusado de uma gigantesca fraude que atinge 50 mil milhões de dólares, envolvendo bancos, investidores particulares, universidades e até instituições de caridade, um pouco por todo o planeta.

O mercado bolsista cai a pique em Nova York, em Tóquio, em Londres, em Paris e por aí fora. Portugal não escapa e depois do que vinha a ser investigado relativamente ao BCP e do que se andava a dizer sobre a “Operação Furacão”, eis que o Estado deita a mão ao BPN e detém o impoluto cidadão José Oliveira e Costa, gestor do banco e antigo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, acusado de abuso de confiança e fraude fiscal. Sim, o mesmo que tratava dos nossos impostos! Depois é o BPP a ser socorrido e milhões de euros disponibilizados pelo estado aos bancos, para salvar o sistema. Gente séria, esses gestores, com belas vidas, chorudos salários, bónus, prémios de gestão e toda a sorte de prebendas. Afinal, acreditar em quem? Afinal onde guardar, com segurança, o nosso dinheirinho, produto a maior parte das vezes, de anos e anos de poupança? Por mim e por via das dúvidas, vou guardar o pouco que tenho debaixo do colchão, como se fazia antigamente!

Fernando Menezes

Gatafunhos e Mata Borrões

FAZENDO Isento de registo na ERC ao abrigo da lei de imprensa 2/99 de 13 de Janeiro, art. 9º, nº2. DIRECÇÃO GERAL Jácome Armas DIRECÇÃO EDITORIAL Pedro Lucas COORDENADORES TEMÁTICOS Catarina Azevedo Luís Menezes Luís Pereira Pedro Gaspar Ricardo Serrão Rosa Dart COLABORADORES Ana Correia Aurora Ribeiro Fausto André Fernando Meneses Filipe Porteiro Pedro Afonso Tomás Silva GRAFISMO E PAGINAÇÃO Vera Goulart veragoulart.design@gmail.com ILUSTRAÇÃO CAPA Fábio Ribeiro PROPRIEDADE Jácome Armas Pedro Lucas SEDE Rua Rogério Gonçalves, nº18, 9900-Horta

Tomás Silva http://ilhascook.no.sapo.pt

IMPRESSÃO Gráfica O Telegrafo, De Maria M.C. Rosa

Chegadas, Arrivals, Arrivées... Porque veio?

Eu sou de Évora, mas estava a trabalhar em Lisboa num atelier bastante grande, bastante famoso, bastante trabalhoso e impessoal. Eu já não aguentava mais, fartei-me de Lisboa e de tanta oferta e tanta “qualidade de vida”. É confusão a mais. Quando se vai ter um filho, uma pessoa pensa mais em si próprio. Vemos as coisas com os olhos lavados. Percebi que Lisboa não era um bom sítio. Queria continuar a viver em Portugal e como não queria voltar para o Alentejo, o melhor que encontrei foram os Açores. Apesar de nunca cá ter estado antes. Ter calhado na ilha do Faial foi sorte a mais.

NOME: Tomás Silva IDADE: 26 ORIGEM:Évora, Portugal DATA DE CHEGADA: Outubro 2007 PROFISSÃO:Arquitecto CASA: alugada

Porque ficou?

Tive uma verdade aqui. Não está ainda muito conEstá-se bem aqui. De todas as cidades que conheci até hoje esta é a que oferece melhor qualidade de vida. Porque aqui há tudo mas em concentrado. Tudo aquilo que eu preciso para viver... Tem a calma e a

PERIODICIDADE Quinzenal Tiragem_400

envolvência natural de uma cidade do interior, e tem tudo o que uma cidade do litoral tem para oferecer mas em pequeno e em melhor ainda.

CONTACTOS Vai.se.fazendo@gmail.com http://fazendofazendo.blogspot. com

Até quando?

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Até encontrar e conhecer um sítio melhor. Vai ser difícil. Mas nunca fui ao Pacífico Sul.

O que há no Faial que não há em mais lado nenhum?
 O Pico, estar isolado no meio do mar e ser acolhido pelas ilhas que temos em frente, conseguir ir de bicicleta a todo o lado, ao cinema, ao trabalho, ao supermercado, ao aeroporto, à praia, ao campo... Gostava também de ir de bicicleta ao Pico mas o bilhete dela na lancha é estupidamente caro.

Aurora Ribeiro http://ilhascook.no.sapo.pt

Fábio Ribeiro - Sem Título


Cinema e Teatro

DESCULPA PÁ PIPOCA

Entrevista a Manuela Ferreira Durante as férias do Natal decorreu no Teatro Faialense a oficina de teatro “Como nasce uma história?”. Manuela Ferreira desenvolveu esta actividade, que mobilizou cerca de 20 crianças e jovens faialenses. A iniciativa insere-se num programa regular de formação teatral, “O Jogo Dramático”, que está a decorrer no Teatro Faialense. Este projecto da Hortaludus é dirigido por Anabela Morais e financiado pela Direcção Regional da Cultura.

aspectos técnicos e criativos; uma vertente experimental, com exercícios de espontaneidade e criatividade, através da improvisação, dramatização e escrita criativa; e uma vertente de actuação, que resultou numa apresentação pública. Penso que a oportunidade de podermos partilhar com a comunidade as experiências que aconteceram ao longo dos cinco dias de trabalho, ampliou o alcance deste tipo de aprendizagem. O acontecimento teatral é, por natureza, uma forma de comunicação que proporciona o encontro. Qual a importância destas oficinas? A vivência artística é essencial para o crescimento intelectual, social, físico e emocional dos indivíduos. Sendo a expressão dramática fortemente globalizadora, contemplando as dimensões plástica e sonora da palavra e do movimento em acção, torna-se uma área previlegiada na educação artística. A actividade dramática é uma prática de grupo que se desenvolve a partir de conhecimentos, experiências e vivências individuais, propiciando a aquisição e compreensão de novas experiências, pela exploração de conteúdos dramáticos. Os processos dramáticos desenvolvem competências criativas, estéticas, físicas, técnicas, relacionais, culturais e cognitivas, não só ao nível dos seus saberes específicos, mas também ao nível da mobilização e sistematização de saberes oriundos de outras áreas de conhecimento.

Filipe Porteiro

Como surge a vinda à Horta? O Tiago Porteiro, com quem já havia trabalhado, sugeriu-me propor uma oficina de expressão dramática, para integrar o projecto Teatro nas Férias, coordenado pela Anabela Morais. Deste convite surge “Como nasce uma história?”, uma oficina dirigida aos alunos do 1º ciclo. Como correu a oficina? Esta oficina pretendeu explorar os elementos expressivos - corpo, voz, palavra, espaço e tempo – na criação de uma ficção dramática. Seguindo um percurso de construção colectiva, os participantes tiveram oportunidade de criar e definir, pela actividade dramática, o espaço, o tempo, as personagens e a acção que desenham uma narrativa. A oficina envolveu três vertentes específicas: uma vertente técnica, com exercícios práticos de voz, produção sonora, palavra, movimento e expressão, que permitiram desenvolver

Durante a hora de filmar ou os cinco que decidiram criar Um mar de gente invade o mar. É o primeiro dia do ano. Na praia, dois rapazes e uma rapariga estão a olhar para o que se passa de forma um pouco mais atenta que os restantes. São o Marcelo, o Paulo e a Cláudia e seguem os acontecimentos através de uma câmara e um microfone. A Orlanda e a Beatriz e também o Paulo já tinham filmado os jogos de dramatização das crianças na oficina de expressão dramática. São imagens bonitas entrecortadas no escuro do teatro faialense. A Cláudia filmou a movimentada tenda dos pequenos traquinas e a Orlanda seguiu meticulosamente o pentatlo familiar. O Marcelo filmou a oficina de sacos ecológicos e a hora do conto no silêncio da biblioteca. Todos filmaram no magnífico chevrolet vermelho que o Sr. Carlos conduziu à volta da cidade. E o César levava as crianças através da palavra. E em todas as actividades deste Dezembro em Festa encontraram crianças e adultos

que deram alegria e força às imagens. E, como pano de fundo, uma cidade que surge com uma beleza que ainda mantém. No meio da inércia característica destes tempos, estes cinco jovens aceitaram o desafio do Cineclube da Horta. E o resultado foi que criaram através da sua vontade e criatividade um documentário de 25 minutos com imagens que superaram as expectativas daqueles que tiverem oportunidade de vê-las ainda em montagem no dia 2 de Janeiro deste ano que agora começou. Em breve será organizada nova projecção de No velho carro vermelho o resultado desta formação em cinema a que se chamou hora de filmar.

Fausto André

Biografia Manuela Ferreira Nasceu no Porto. Em 1997 inicia o Curso de Actores na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto. Em 1998 foi bolseira no Projecto Erasmus na Hogskolen, Bergen, Noruega. Em 2001 integra o Núcleo de Criação Teatral. Desde 2001 exerce funções de formadora na área do Teatro e Expressão Dramática, em várias instituições. Desenvolve com a Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto, integrado no Projecto Urban, a Oficina de Teatro, onde escreve e encena os espectáculos A Caixa, Retratos e Lugar Nenhum. Desde 2003, colabora com o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, onde encenou vários espectáculos. Actualmente é formadora de iniciação teatral do Teatro Oficina de Guimarães.

Já foi visto... “André Rublev”

Um filme de Andrei Tarkovski Na oitava edição do FAZENDO, recomendo o visionamento de um dos grandes filmes da cinematografia russa. “ANDRÉ RUBLEV” de Tarkovski. Rodado em 1966 na então União Soviética, é uma biografia poética do pintor de ícones medieval Andrei Rublev, que viveu durante o turbulento século XV na Rússia, período marcado por lutas sem fim, entre príncipes rivais e por invasões tártaras. Andrei Tarkovski, natural de Ivanov (Rússia), cresceu numa vila de artistas bem próxima de Moscovo. Em 1954, frequentou a Escola de Cinema de Moscovo e realizou a sua primeira longa-metragem, A INFÂNCIA DE IVAN na década de 60. ANDRE RUBLEV, foi considerado um filme anti-nacionalista e fica infelizmente retido durante cinco anos na URSS. De referir que a obra cinematográfica de Tarkovski é caracterizada por planos longos e um ritmo lento, (qual Manoel de Oliveira) como podemos verificar em SALKER (1979), NOSTALGIA (1982) e O SACRIFÍCIO rodado e 1986.

Luís Pereira


#4

COMICHÃO NO OUVIDO

Música

Oficinas de Música A formação é um dos grandes pilares da cultura. E assume maior importância no nosso contexto insular, pois permite quebrar as fronteiras naturais que o mar nos impõe, e enriquecer-nos enquanto massa social. Foi nesta base de pensamento que a empresa municipal Hortaludus decidiu promover para o ano de 2009 um conjunto de oficinas artísticas nas mais diversas áreas (música, pintura, fotografia, teatro, dança, etc...), o qual será agendada muito brevemente. Apesar de ainda se estar a trabalhar nesta iniciativa, e porque falamos de música, podem-se já aqui tocar umas notas prévias do que vai acontecer, começando já por este mês. Para os interessados em música electrónica, estejam atentos á oficina de Ableton Live a acontecer já na segunda quinzena de Janeiro. Ableton Live é um poderoso software de edição, composição e performance ao vivo, sendo uma excelente ferramenta para estúdio, para concerto, ou simples-

mente para fazer umas experiências caseiras. Esta oficina, apesar de tratar um software específico, abre as portas para o áudio digital e para outros softwares semelhantes (como cubase, nuendo, pro tools, etc), pois utilizam todos a mesma lógica de funcionamento. A oficina estará a cargo do formador Pedro Lucas. Na área da música, estão previstas ainda mais duas (ou três) oficinas durante o ano, sendo que a segunda está prevista para Fevereiro. O conhecido músico Carlos Guerreiro dos Gaiteiros de Lisboa, após uma profícua passagem pela Horta no fim do ano passado para a participação na peça de teatro “E nós aqui no meio de não saber nada” levada à cena pelo Teatro de Giz, aceitou sem vacilar o convite para vir orientar uma oficina de invenção e construção de instrumentos com materiais reciclados, que ainda sem data precisa, acontecerá em Fevereiro, antes do Carnaval. Esta oficina terá três vertentes fundamentais: A idealização de um in-

strumento e a sua concepção, a exploração sonora dos instrumentos concebidos com composição de temas, e uma mostra final (uma espécie de jam) do trabalho realizado. Inventor do Cabeçadecompressorofone, do Orgaz e do Serpentalho, Carlos Guerreiro partilhará connosco parte do seu universo criativo, tendo apenas posto uma condição: que o trabalho continue depois da oficina, nomeadamente, quem sabe, materializando-se num novo projecto musical. Ao longo do ano, e ainda a flutuar no calendário, haverá uma oficina de escrita de letras para canções. Esta oficina estará a cargo do conhecido “Gimba”, músico que formou os Afonsinhos do Condado em mil novecentos e trocó passo, e tocou nos Irmãos Catita e nos Ena Pá 2000 mais recentemente. Após anos de investigação do cancioneiro português e das várias influências da escrita de letras em português, decidiu criar esta oficina, que teve

tanto êxito em Lisboa que teve de ser repetida, dando inclusivamente lugar a um nível 2. E porque se estão ainda a fechar oficinas, é arriscado garantir, mas existe ainda a possibilidade de se vir a concretizar uma oficina de composição. Se não for este ano, certamente ficará para 2010. Por agora fica apenas esta leve impressão do que se pretende fazer no campo da música em termos de formação em 2009, esperando-se que dentro de breve saia para a rua o programa completo com datas e toda a informação complementar. O período de duração e os preços de inscrição são variáveis, e os horários serão ajustados ao pós laboral para que ninguém fique de fora. Penso que o ano de 2009 dará continuidade a todo o vapor ao desenvolvimento cultural que se tem sentido nos últimos tempos. Haja saúde e vontade de fazer coisas!

Fausto

Já foi ouvido... Brazil Classics vol.4: The Best Of Tom Zé Tom Zé 1991 Não será muito usual caracterizar uma compilação como um clássico mas “Brazil Classics vol.4: The Best Of Tom Zé” não poderá ser menos isso. Este foi o disco escolhido por David Byrne para estrear a sua editora – Luaka Bop – em 1991, e o que deu a conhecer ao mundo o génio do artista brasil-

eiro. Nascido na Baía em1936, o multi-instrumentista, cantor e compositor Tom Zé surge no movimento tropicalista dos anos 60, ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa ou Os Mutantes, com quem tocou e co-assinou o disco manifesto “Tropicália ou Panis et Circenses”. Após um maior controlo, por parte da polícia da ditadura militar brasileira, aos elementos associadas ao movimento, o músico deu início a uma fase de maior experimentação que lhe valeu uma relativa obscuridade até ao final da década de 80 aquando da sua descoberta pelo ex-vocalista dos Talking Heads. Para quem nunca ouviu poder-se-à definir Tom Zé como uma espécie de sósia latino do americano Tom Waits: na abordagem à música popular, com o mesmo sentido experimental e desconstrutivo; no trabalho com teatro e cinema, que muito se reflecte na música; nos exímios jogos de palavras, tanto com o sentido como com a fonética; na utilização de intrumentos incomuns; na recorrência às dissonâncias: e, querendo, na preferência pelo mesmo nome próprio. O brasileiro poderá, naturalmente, ser um pouco mais agradável. P.L.

À DESCOBERTA The Rise of Jamaican Dancehall Culture Dancehall 2008

Da londrina Soul Jazz Records poder-se-ia dizer que faz serviço público. Nos seus lançamentos podem-se encontrar compilações de reggae (como a redescoberta do catálogo do mítico Studio One na Jamaica ou as séries Dynamite), de música brasileira (seja bossa, batucada, tropicalia ou punk), funk de Nova Orleãs, soul de Filadélfia, jazz de Detroit, noise nova-iorquino, percurssões cubanas, dubstep londrino e muito mais. Pelo meio surgem reedições de bandas antigas como ESG ou A Certain Ratio, discos de artistas recentes e documentários em DVD. Ainda, para delícia de aficionados, todas as edições vêm acompanhadas de um booklet repleto de informação e uma grande parte pode ser adquirida em vinyl. Isto tudo para falar do último lançamento da editora - “The Rise of Jamaican Dancehall Culture” - que se afirma como um guia essencial para o subgénero do Dancehall, desde o seu surgimento na Jamaica na década de 80 à sua dispersão pelo resto do mundo. De entre as 33 músicas que compõem os dois discos desta edição podem-se destacar as excelentes versões do tema “Bam Bam” por Yellow Man e Reggie Stepper e o tema “Only Woman DJ With Degree” de Sister Nancy. Pedro Lucas

Teach Us Lord How To Wait Bunnyranch 2008

Diz-se do Mondego ser o Mississipi português e os Bunnyranch podem, sem dúvida, reclamar uma parte da fama granjeada ao rio. Comandados por Kaló, baterista dos extintos Tédio Boys (banda que pariu alguns dos melhores projectos de rock’n’roll-soul-blues-punk-gospel da actual música portuguesa), os coimbrenses lançaram em 2008 dois EP’s – “Teach Us Lord” e “How To Wait” – que também podem ser encarados como um só disco. Ambas as partes são compostas por cinco temas, sendo que a primeira foi gravada em Nova Iorque por Ivan Julian (ex-The Clash) e a segunda do lado de cá do Atlântico pelo guitarrista e director musical de Morissey: Boz Boorer. Duas perpectivas diferentes que não deixam fugir a energia que sempre caracterizou os Bunnyranch e ainda lhe conferem um novo paladar, mais rico e amadurecido – ouçam-se os temas “Stand By” ou “Under the Bed”. No seu sítio do myspace pode-se ler ainda que a actual tournée do grupo passará na Horta a 23 de Fevereiro do ano agora estreado. Esperemos que sim…

P.L.

O Fazendo tem muitas ideias que gostaria de concretizar. Apoie este projecto através de anúncios e/ou contribuições. Contacte-nos:

vai.se.fazendo@gmail.com


Artes Plásticas

PVC

Exposição Temporária de Escultura O avolumar do Habitat Numa organização do Museu da Horta, a partir de 8 de Janeiro e até 28 de Fevereiro na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, estará patente ao público uma exposição temporária de escultura intitulada O avolumar do habitat, de Volker Schnuttgen. Nesta mostra, o autor apresenta-nos um conjunto de esculturas feitas em madeira, choupo negro e castanho, e uma dezena e meia de quadros a tinta da china e monotopias sobre papel de algodão. Em complemento desta exposição, serão expostas na Praça do Infante D. Henrique quatro esculturas de arte pública de grande porte, em granito, de 8 de Janeiro a 31 de Março. NOTA BIOGRÀFICA •Volker Schnuttgen nasceu em Attendon, Alemanha, em 1961.Em 1989 licenciou-se em Artes Plásticas na Universidade das Artes, em Bremen. Em 2000 tirou um curso em Mode-lagem Virtual na Faculdade de Arquitectura da Universidadse de Lisboa. Em 2004, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, formou-se como Screen-Designer na Cimda-ta.de, Berlim. Em 2008 diplomou-se no mestrado em Arte Multimédia na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. •Em 1989 instalou em Bremen o seu primeiro atelier. Em 1989/90 representou o seu país na “Germinations V – Bienal Europeia de Arte Jovem, Lyon, Bona e Breda. A partir de 1993 instalou um segundo atelier em Sintra. •Do seu currículo constam a partir de 1992 mais de vinte exposições individuais, entre diver-sas colectivas, realizadas na Alemanha, França, Espanha, Holanda, Noruega e Portugal. (Escultura de Volker Schnuttgen)

Luís Menezes

Já foi exposto...

José Nuno da Câmara Pereira Nascido na ilha de Santa Maria em 1937, este artista plástico integrou-se perfeitamente no circuito da arte contemporânea portuguesa, estendendo também a sua obra a outras paragens estrangeiras. Estudou em Lisboa, na Faculdade de Belas Artes e foi mais tarde bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso Americana em Cambridge, USA. Com grande mestria soube aliar a arte a outros conceitos como a ciência, a investigação e a tecnologia, produzindo obras que frequentemente deixam transparecer o espírito experimental, não só pela composição, mas principalmente pela plasticidade dos diversos materiais que emprega. Para além da pintura, o artista fez-se notar em áreas tão diversas como a escultura, instalação, projectos de arte pública, decoração de igrejas, cartões para tapeçaria ou colaborações teatrais, afirmando assim o seu carácter multifacetado. Em 1994 voltou a fixar-se nos Açores e fundou a Oficina d’Angra, uma associação que muito fez desde aí pela produção e divulgação das artes na Região. Actualmente vive e trabalha em Angra do Heroísmo. Ana Correia

O Fazendo encontra-se agora a zeros e uns e com milhões de cores em: http://fazendofazendo.blogspot.com

Ideias, Sugestões, Comentários e outras Coisas para:

vai.se.fazendo@gmail.com (José Nuno da Câmara Pereira - “Elas” - instalação)


#6

- ENDOS, - ANDOS, - INDOS Literatura

Harold Pinter e Alçada Baptista, uma associação improvável O mês de Dezembro viu desaparecer mais dois escritores de vulto: Harold Pinter e Alçada Baptista, dois autores que têm em comum as temáticas, já que ambos se debruçaram sobre os afectos e os efeitos, por vezes perniciosos, que estes têm na vida das personagens a quem deram alento, e a ironia subjacente ao que escrevem. Apesar de quase só ser conhecido entre nós pela sua faceta de dramaturgo, Harold Pinter (prémio Nobel da Literatura em 2005 e Companion of Honour por serviços prestados à litHarold eratura) foi também poeta, roteirista, actor, encenador e um activista político que muitos consideravam incómodo pelas suas posições anti-belicistas, que exprimia com uma certa virulência. Habitualmente, as suas peças punham em cena personagens banais que se viam confrontadas, como qualquer um de nós o poderia ser, com o inesperado. É também isto que acontece no único romance que escreveu, Os Anões, onde descreve a vida de quatro jovens londrinos durante o pós-guerra (o livro foi escrito na década de 50, com a memória viva da guerra, dado que Londres foi uma cidade particularmente afectada por esta, e revisto na época de 90, ganhando um novo fôlego). Partindo da análise da amizade que os liga e da evolução desta, Pinter traça um re-

trato da intimidade e da moralidade, definindo as fronteiras que balizam as vidas comuns. Num estilo marcado pelo diálogo rápido, uma sequela da sua vertente de dramaturgo e de roteirista, e pela ironia, Pinter põe a nu as fraquezas e o sofrimento inerente às relações interpessoais. Quanto a Alçada Baptista muitos são os que o conhecem mais pela sua faceta de jornalista do Alçada Baptista que como escritor. Contudo, desde os anos 70, com a publicação de Peregrinação Interior, afirma-se como um escritor dos afectos, como ele próprio se definia, sem deixar de lado a lucidez e a ironia que caracterizaram toda a sua obra que levaram ao reconhecimento tanto pelo público como pela crítica. Espectador atento do que rodeava, o autor de Os Nós e os Laços ou O Riso de Deus soube também, como cronista, em Um Olhar à Nossa Volta, dar um testemunho vívido do que foram as décadas de 70 e 80, revelando as inquietações políticosociais que marcaram uma geração e uma admiração evidente pelas mulheres e pela sua capacidade de transformar o mundo.

Catarina Azevedo

Já foi lido...

À CONQUISTA

“Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco

Aquele que é um dos mais famosos romances do autor tornou-se um marco do Romantismo português, relembrando não só a própria vida do escritor, pródiga em aventuras e desventuras amorosas que lhe valeram muitos dissabores, mas também o

Mãe, não tenho nada para ler...

“Escrito no Mar, Livro dos Açores” de Manuel Alegre

Associando fotografias e textos, os autores remetem-nos para a noção de açorianidade sem nos limitarem, mostrando a ilha para além da ilha e, sobretudo, o mar, a imensidão de sal e espuma que, associada ao negro da lava, constrói o sentimento de dispersão e unicidade. Visão fragmentária, pois constituída por poemas escritos em épocas e momentos diferentes, esta pequena antologia é também uma forma do poeta reencontrar um sentido novo em parte da sua obra, reconstruindo-a com o intuito de formar uma nova unidade, condicionando a existência do Homem à existência do mar, tanto mar. “Tanto Mar Atlântico até onde chegar o olhar. E o resto é lava e flores. Não há palavra com tanto mar como a palavra Açores.”

C.A.

“Mistério no Museu de Arte Antiga” Para ti um museu é só um lugar poeirento, cheio de tralha que ninguém sabe para que serve, onde nunca se passa nada? Uma coisa que vamos visitar quando nos obrigam? Isso é porque ainda não conheces o Micas e o seu grupo de amigos nem leste Mistério no Museu de Arte Antiga de Patrícia Reis. Lê e descobre de quem é o fantasma que se esconde no museu, o que procuram os ladrões que não levam nada e onde estão escondidos os diamantes do Holandês. Aproveita e descobre as obras mais importantes do museu e os seus autores enquanto segues o Micas pelas entranhas do Museu.

C.A.

Pub

inesquecível Romeu e Julieta de Shakespeare. O facto é que, mesmo que por vezes nos pareçam exageradas as proibições e reacções da época, ainda nos deixamos fascinar pelas figuras de Simão Botelho e de Teresa Albuquerque que representam o amor absoluto, vivido até às últimas consequências, para além da própria morte. C.A.


Ciência e Ambiente APAGA

A LUZ

Pequena mas (potencialmente) eficaz

Alterações Climáticas: molde o futuro agora! As alterações climáticas constituirão, provavelmente, o maior problema ambiental que a humanidade enfretará neste século. Apesar das dúvidas quanto à sua magnitude, a ocorrência das mudanças climáticas e a sua origem na actividade humana, principalmente resultante da queima de combustíveis fósseis é confirmada de forma praticamente unânime pela comunidade científica. O aquecimento global é a prova de que estamos a sobrecarregar a capacidade da atmosfera terrestre. Os gases com efeito de estufa (GEE) estão acumular-se a um nível sem precedentes, a sua concentração é hoje a mais elevada dos últimos 650000 anos, o que provocou um aumento da temperatura média global de aproximadamente 0,6 ºC, desde a revolução Industrial. De acordo com dados recolhidos pela Organização Metereológica Mundial, a década de 1998-2007 foi a mais quente de que há registo, a área coberta por gelo árctico no Pólo Norte diminuiu 10% nas últimas décadas e as plataformas de gelo do continente antárctico tornaram-se instáveis. O 4º relatório de Avaliação das Alterações Climáticas do Painel Intergovernamental revelou que a temperatura global média poderá aumentar entre 1,8 e 4°C até 2100, se nada for feito para limitar as emissões de GEE para a atmosfera. Tendo como preocupação o clima e a necessidade de definir uma estratégia global para o proteger em 1992 foi assinado por 175 países, a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas no Rio de Janeiro. Em 1997, no âmbito do Protocolo de Quioto (Japão) 39 países comprometeram-se a reduzir em 5,2 % as suas emissões de GEE até ao período compreendido entre 2008 e 2012, tendo como referência as emissões ocorridas em 1990. Portugal desenvolveu o primeiro programa nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) com o objectivo de controlar e reduzir as emissões de GEE, de modo a respeitar os compromissos do Protocolo de Quioto, bem como, antecipar os impactes das alterações climáticas e propor as medidas que visem reduzir os aspectos negativos desses impactes. Para além do Governo ter um papel fundamental no combate às Alterações Climáticas importa relembrar que cada cidadão tem a obrigação de fazer um esforço para alterar hábitos já enraízados, sem isso signifique necessáriamente uma perda de qualidade de vida. O clima está também nas nossas mãos, se soubermos gerir correctamente os recursos que temos ao nosso dispor, concerteza que deixaremos aos nossos filhos, netos e gerações vindouras um futuro ecologicamente sutentável.

Ecoteca do Faial

É o que indicam claramente os estudos que temos vindo a fazer desde hà cinco anos. Claro está, dependendo da espécie-alvo e do indivíduo, pois que a mãe natureza, na sua gloriosa e paradigmática diversidade, alberga democraticamente todas as preferências. Os resultados não enganam: uma reserva marinha muito pequena como a do Monte da Guia pode proteger eficazmente peixes de espécies mais sedentárias dentro das suas fronteiras, ajudando a manter as suas populações e protege-las da pesca excessiva. Se não, vejamos. Todas as vejas que implantamos cirurgicamente com transmissores acústicos permaneceram dentro do perímetro da Paisagem Protegida do Monte da Guia enquanto durou a pilha dos mesmos (2, 3, ou até 5 anos). Mesmo as viagens matinais para se reproduzirem nunca excederam os 500 metros, nem passaram fronteiras da reserva. A garoupa é ainda mais caseira: todas as que marcamos dentro da Zona de Reserva Integral das Caldeirinhas (já que marca-las fora seria um suicídio, tantas as lanchas que ali deitam uma amostra para experimentar) aí se mantiveram noite e dia. No máximo, mudaram-se para territórios mesmo ali ao lado. Os seus primos grandes, os meros, também se mantiveram nos seus territórios mesmo após 3 anos de estudo. Pargos e enxaréus, esses, definitivamente, não se contentam com tão diminutos horizontes, cruzando o canal em busca de novas zonas de alimentação ou de parceiros para acasalar, percorrendo vários kilómetros num só dia. Sendo assim, resta perguntar: Porque não tornar a Paisagem Protegida do Monte da Guia em mais do que uma ‘reserva de papel’? A reserva foi criada há quase 30 anos, tempo mais do que suficiente para se tornar num símbolo de conservação marinha a nível regional e nacional. Em vez disso, tem sido diariamente saqueada (como aliás as outras reservas marinhas da região), muitas vezes por ganância não fiscalizada mas também por desconhecimento não informado, já que nem sequer há limites claros nem bem anunciados para a sua utilização. Porque não começar por aí, antes de investir milhões em conservação/educação-de-betão e assistir anos a fio a sucessivos mapas de parques marinhos que teimam em não passarem de virtuais (como está na moda)? E já que falamos de mapas, da proposta para um parque do canal Faial-Pico apresentada por uma equipa do DOP a pedido do Governo Regional - já lá vão 8 anos - já constava uma Reserva Integral alargada em torno do Monte da Guia e duas reservas parciais de maior dimensão no canal. Essas ‘caixas’ assentam que nem uma luva na escala dos movimentos de peixes sedentários (como vejas, meros e garoupas) e de outros mais móveis (como o pargo), respectivamente. Entretanto, vamos perdendo a oportunidade de ver se reservas marinhas podem ser ferramentas eficazes para uma gestão sustentável dos recursos marinhos nos Açores. Isto é, explorar mantendo saudáveis as populações e habitantes, não só para nós mas - coisa pouco consentânea com o calendário eleitoral - para gerações futuras. Até quando?

Pedro Afonso

AQUELA DICA Tenha um lar confortável poupando energia! Com pequenas acções pode ajudar a combater as alterações climáticas e ao mesmo tempo poupar na sua conta de energia! Deixamos-lhe alguns conselhos para tenha um lar confortável a baixo custo: - Substitua os vidros das suas janelas por vidros duplos e caixilharias adequadas, apesar de um elevado investimento inicial permitirá o isolamento sonoro e impedirá perdas de calor. Os encaixes das portas e janelas podem ser isolados com fita adesiva de espuma, preparada para o efeito, é um material económico e de fácil instalação; - Utilize sempre que possível a luz natural, evitando recorrer à electricidade; - No verão, regule o ar condicionado para uma temperatura razoável, evite temperaturas muito baixas e no inverno reduza a temperatura do aquecimento em 1°C, diminuirá 5 a 10% a conta de electricidade e evitará cerca de 300 kg de emissões de CO2 por família e ano.

Ecoteca do Faial


#8

FAZENDUS

Durante a Época Lectiva 08/09

Projecto Teatral Infantil orientado por Anabela Morais Atelier “O Jogo Dramático”. Terças e quintas-feiras das 17 às 18 horas. Para crianças dos 6 aos 12 anos. Atelier “Leitura de Textos Teatrais”. Segundas e quartas – feiras, das 18 às 19 horas. Para jovens dos 10 aos 12 anos. Teatro Faialense

Agenda 13 de Janeiro

8 de Janeiro

Inauguração da Exposição de Escultura/Pintura: “O Avolumar do Habitat” de Volker Schnuttgen Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (até dia 28 de Fevereiro) Inauguração da exposição de arte de pública de Volker Schnuttgen Praça Infante D. Henrique (até dia 31 de Março)

9 de Janeiro

Cinema: “O Sorriso das Estrelas” Teatro Faialense, 21h30 (repete dias 10 e 11) DJ Set: “Motha’ Funky Pim” com Septimus http://www.myspace.com/septimuswsmith

Taberna de Pim, 23h00

10 de Janeiro

Cinema: “Tropa de Elite”

Realizado por Tom Kalin em 2008, é um filme que nos fala sobre a chocante história do assassinato de Barbara Daly Baekeland, que ocorreu num apartamento londrino em Novembro de 1972, criou agitação em ambos os lados do Atlântico e permanece até hoje como uma das grandes tragédias americanas.

Até 25 de Janeiro

Exposição de Pintura: “O Expandir da Cor” de Florival Candeias Assembleia Legislativa Regional dos Açores, 9h00-18h00

27 de Janeiro

Cinema: “Savage Grace”

Teatro Faialense, 21h30

Teatro Faialense, 21h30

28 de Janeiro

Forum: “Equidade, Justiça Social e Paz”

16 de Janeiro

Cinema: “O Corpo da Mentira” Teatro Faialense, 21h30 (repete dias 17 e 18)

20 de Janeiro

É um fascinante trabalho de Laurent Cantet. “Numa escola que está longe de ter o ambiente ideal, François investe num exercício em que provoca os seus alunos a entrarem em estimulantes debates, nos quais o uso da palavra é por si só um desafio. O professor procura desta forma superar um relacionamento nem sempre fácil com Esmeralda, Souleymane, Khoumba entre outros, ensinando-lhes ao mesmo tempo o poder da palavra na defesa dos direitos de cada um. Mas a aprendizagem da democracia por vezes também pode envolver alguns riscos...”

Teatro Faialense, 21h30

Forum: “Equidade, Justiça Social e Paz”

Conferências: .Alterações Climáticas - Equidade e Justiça Social por Viriato Soromenho Marques, Professor Catedrático da Universidade de Lisboa .Gestão dos Oceanos - Paz e Sustentabilidade por Carlos Sousa Reis, Professor Catedrático da Universidade de Lisboa Moderador: Ricardo Serrão Santos, Director do DOP

Centro do Mar, 21h00 Cinema: “High School 3” Teatro Faialense, 21h30 (repete dias 24 e 25)

Conferência: .A Importância do Político - Equidade e Justiça Social por Doutor Álvaro Laborinho Lúcio. Moderadora: Conceição Nascimento, Directora do Hospital da Horta

Biblioteca Pública e A.R. João José da Graça, 21h00

29 de Janeiro

Cinema: “A Turma”

23 de Janeiro Concerto: “Jam Session” com Tobias, Milton André, Zeca Sousa, Nelson Rapouso e Luís Gil Bettencourt Bar do Teatro, 23h00

Visivelmente desgastado pelos anos de serviço ao Batalhão de Operações Policiais de Elite, o cap. Nascimento procura afastar-se da acção directa nas ruas. Para tal, deve escolher o melhor agente para lhe suceder. Um processo difícil que o divide entre dois candidatos: Matias, negro, intelectual, que tenta simultaneamente formar-se em direito; e Neto, destemido, impulsivo e até imprudente. Além do desgaste físico, o uso da consciência, do afecto e da razão vão, à vez, pesando na escolha de Nascimento.

Forum: “Equidade, Justiça Social e Paz”

Conferências: .Pobreza e Inclusão - Perpesctivas de trabalho em rede por Doutor Álvaro Laborinho Lúcio. Moderadora: Fátima Porto, Directora do CPCJ

Biblioteca Pública e A.R. João José da Graça, 21h00

30 de Janeiro

Encontro pela Igualdade de Oportunidade e Justiça Social e Paz Conferências: .Formas de combater a violência de género e a exclusão por Sandra Diogo, Comissária da PSP. .Os desafios à participação da mulher na vida pública. A conciliação entro o trabalho e a família por Dalila Silva, assessora para a imprensa CMH. . Saúde sexual reproductiva - direitos e responsabilidades por Luís Decq Mota, médico. .Igualdade de Género e não descriminação por Zuraida Soares Moderadora: Fátima Porto, Directora do CPCJ, deputada da Assembleia Legislativa Regional dos Açores Moderadora: Drª Sandra Silveira

Polivalente de Pedro Miguel, 20h30 Cinema: “A Dupla Face da Lei”

Turk (Robert de Niro) e Rooster (Al Pacino) são dois veteranos da Polícia de Nova Iorque, agentes há 30 anos, dispostos a tudo. Menos a pedirem a reforma, dia que inevitavelmente chegará. Quando um assassino começa a matar vários criminosos que fugiram à justiça segundo o “modus operandi” em tudo semelhante ao de um “serial killer” que tinham prendido anos antes, Turk e Rooster questionam-se se não se terão enganado e posto o homem errado atrás das grades.

Teatro Faialense, 21h30

Café! Muito Café! Pub


FAZENDO 8