ESPECIAL
O Batalhão Sagrado de Tebas por Filipe Chagas
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or causa dos quadrinhos e do filme homônimo, os 300 de Esparta ficaram famosos e alimentaram os sonhos de homens E mulheres com o grupo de guerreiros ultra musculosos em sintonia. Talvez o que poucos saibam é que não só a ideia de um pequeno grupo de guerreiros bem treinados se espalhou pela Grécia, mas também que, menos de um século depois, o mais impressionante batalhão era formado por casais, ou seja, por pares de homens, que derrotou mais de uma vez os poderosos espartanos.
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Antes de continuar a falar sobre isso, vamos entender que, na Grécia Antiga, era comum um homem mais velho (erastes) se relacionar com um jovem adolescente (eromenos) em uma espécie de rito de passagem para a vida adulta (paiderastia). O mais velho deveria educar, proteger e ser exemplo para o jovem em troca de sua beleza, juventude e serviência, mantendo a estrutura da civilização grega em funcionamento numa importante dinâmica de poder. A relação findava quando o mais jovem fosse capaz de crescer uma barba cheia (ou até cerca dos 30 anos). É importante dizer que nem todos os relacionamentos pederásticos eram sexuais: muitos eram simplesmente formas de amizade e orientação.