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Revista Voz do Campus - 16ª Edição

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Capa

Como planejar e organizar seu dinheiro

Me. Ricardo Coimbra Me. Francisco Alves

Entrevista

ISSN 2237-4620

Setor de Educação Física movimenta US$2 bi no Brasil

VOZ DO CAMPUS | 1


/unigrande_ EDITORIAL

editorial

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Fone: +55 (85) 3299-9900 E-mail: dpcomunicacao@unigrande.edu. br

Educação Financeira: Como controlar seu dinheiro As transformações sociais, econômicas e tecnológicas que ocorreram na última década têm sido responsáveis por diversas mudanças no comportamento da população. As pessoas passaram a lidar com informações que influenciaram suas relações sociais e escolhas, mudanças que evidenciaram uma inclinação maior do consumo. No entanto, com a chegada da crise econômica, muitos acabaram percebendo que não tinham renda suficiente para pagar todas as contas, o que gerou a necessidade de reavaliar as finanças e a realização de planos e metas. Para um melhor planejamento sobre finanças e as ações a serem executadas é importante, e necessário, algum conhecimento sobre planejamento financeiro, pois a partir da compreensão de como planejar seus investimentos e recursos os indivíduos podem tomar decisões mais racionais e com melhor gerenciamento dos recursos disponíveis. Com formação e orientações claras, os indivíduos adquirem as competências necessárias para se tornarem informados dos cenários e

dos riscos associados a cada forma de planejar suas ações. O domínio sobre como melhor organizar as finanças é extremamente importante na tomada de decisões e no planejamento para que as ações possam ser tomadas com segurança. Educação financeira é um tema pouco familiar, no entanto de grande importância e fundamental para o fortalecimento da cidadania. É um processo que tem como objetivo definir metas. Lidar com dinheiro e tomadas de decisões que possam apresentar prejuízos exige conhecimento, disciplina e comprometimento de modo consistente. A matéria de Capa da 16ª edição da revista Voz do Campus apresenta uma temática importante para a cultura de organização pessoal, familiar e empresarial: a Organização Financeira. O objetivo é contribuir para que as pessoas não sejam impulsivas no uso de seus recursos financeiros e, ao mesmo tempo, despertar uma consciência crítica em relação ao consumismo exagerado e ao imediatismo.

EXPEDIENTE: SISTEMA DE ENSINO GRANDE FORTALEZA | MANTENEDORA: CEUDESP EDUCACIONAL LTDA. | Diretor Administrativo-Financeiro: Me. José Liberato Barrozo Filho | Diretor de Infraestrutura: Eng. Júlio Pinto Neto | MANTIDA: CENTRO UNIVERSITÁRIO DA GRANDE FORTALEZA | Diretor Geral: Me. José Liberato Barrozo Filho | Reitora: Profª. Me. Cristiane M. Oliveira Mendonça | Conselho Editorial: José Liberato Barrozo Filho, Henrelly Raony, Cristiane Mendonça, Franzé de Sousa, Coeli Rodrigues | NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DO UNIGRANDE: Av. Porto Velho, 401 - João XXIII - Fortaleza/CE CEP: 60.525-571. Tel. (85) 3299-9900 E-mail: dpcomunicacao@unigrande.edu.br | Site: www.unigrande.edu.br | Jornalista: Franzé de Sousa - MTB/JP 3066 | Revisão: Coeli Rodrigues | Projeto Gráfico e Diagramação: Pablo Freitas | Fotografia: Franzé de Sousa | Anúncios Informativos: Síntese Comunicação | Tiragem: 10.000 A Revista Voz do Campus é uma publicação semestral com o objetivo de valorização das atividades acadêmicas do UNIGRANDE e de veiculação de conteúdo relevante para a sociedade. As ideias e opiniões emitidas nos artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores, não refletindo, necessariamente, as opiniões do editor e/ou, do Centro Universitário UNIGRANDE.

2 | VOZ DO CAMPUS


16ª EDIÇÃO DA REVISTA VOZ DO CAMPUS

Uma história bem contada: a educação e o bem comum.

As edições da revista Voz do Campus acompanham o papel da educação na transformação social. E não é pouca coisa. Pare e pense. A educação faz você crescer como cidadão. Com educação, você percebe o seu papel na sociedade e contribui com sua atividade profissional. Quer ser um gerador de riquezas para seu país? A educação abre as portas para você, apresenta o mundo criticamente e coloca em suas mãos a arma mais poderosa para mudá-lo. Essa foi a história que contamos na Voz do Campus nas últimas 15 edições. Leia e Acompanhe.

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(85) 3299-9900 VOZ DO CAMPUS | 3


sumário PERFIL Márcio Benício Coordenador do Curso de Direito do Unigrande................................ 6

ACONTECE AQUI Colação de Grau 2020.2.................8 Click pelo Campus.......................12 Eventos.........................................14

CAPA Como planejar e organizar seu dinheiro.................................18

ARTIGO

[6]

Prof. Me. Márcio Benício

Coord. do curso de Direito

A amazonização em tempos de COVID-19...................................20 Logística Empresarial em foco ..21 Novos investimentos e a defesa do consumidor.............................22

ENTREVISTA Setor de Educação Física movimenta US$2 bi no Brasil........................................... 24

OPINIÃO

[18]

[18]

Me. Ricardo Coimbra

Me. Francisco Alves

Aulas remotas no Ensino Superior ....................................... 27

CULTURA MÚSICA > Tempo Perdido........28 FILME > Blade Runner................28 NA REDE...................................29 LIVRO DE CABECEIRA..........29

GRANDES ALUNOS

[24]

Rebeca Castelo.......................30 Alberto Ponciano...........................30

ex-Aluno do Unigrande

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Paulo Felipe

[29]

Livro de cabeceira


QUEM FAZ

EQUIPE UNIGRANDE

DIRETOR GERAL Me. José Liberato Barrozo Filho

DIRETOR DE TECNOLOGIA E PLANEJAMENTO Me. Marcos Vinícius de M. Araújo

EDUCAÇÃO FÍSICA (BACHARELADO E LICENCIATURA) Coord. Prof. Dr. Edson Marcos de Godoy Palomares

DIRETOR DE INFRAESTRUTURA Eng. Júlio Pinto Neto

REITORA Profª. Me. Cristiane M. O. Mendonça

PRÓ-REITORA DE ADMINISTRAÇÃO Me. Juliana Abifadel Barrozo

COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO Prof. Me. Henrelly Raony da Silva Viana

DIREITO (BACHARELADO) Coord. Prof. Me. Márcio J. L. Benício

ENFERMAGEM (BACHARELADO) Coord. Profª. Me. Francisca Andréa Marques

ADMINISTRAÇÃO (BACHARELADO) Coord. Prof. Me. Francisco Paulo Barbosa de Sousa

LETRAS (LICENCIATURA) Coord. Prof. Me. Damião Carlos Nobre Jucá

NUTRIÇÃO (BACHARELADO)

FISIOTERAPIA (BACHARELADO)

Coord. Prof. Me. Francisco Nataniel Macêdo Uchôa

Coord. Profª. Me. Natália Macêdo Uchôa

BIOLOGIA E QUÍMICA (LICENCIATURA)

COORDENADORA DO EAD

COORDENADORA DA ETGF

COORDENADORA DA EGF

Profª. Me. Greycianne Passos dos Santos

Profª. Esp. M. Izabelly L. de Sousa

Profª. Esp. Adriana Lucas L. Matos

Coord. Profª. Drª. Déborah M. Rebouças

VOZ DO CAMPUS | 5


PERFIL

6 | VOZ DO CAMPUS

Márcio Benício


“A Justiça é a finalidade existencial do Direito. Não há que se falar em Direito se não for pelo ideal da Justiça”

L

ogo que se formou em Direito, em 2006, Márcio Benício decidiu trilhar a carreira de advogado. Em 2014, após concluir o mestrado em Direito Constitucional, resolveu dedicar-se à docência. Antes de trabalhar como professor do ensino superior lecionou em várias instituições acadêmicas, mas foi no Unigrande que, a partir de 2016, “teve a oportunidade de desenvolver o potencial como professor do Curso de Direito”. Atualmente é coordenador do curso de Direito do Centro Universitário da Grande Fortaleza – Unigrande.

“Sempre vi no Unigrande uma estrutura diferenciada das outras instituições, incluindo excelentes professores. Agora, na Coordenação, percebo com mais clareza que não se trata apenas de mudança da vida do aluno, mas da própria sociedade”. Mestre em Direito Constitucional pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Fortaleza, ele tem mais de 11 anos dedicados à carreira acadêmica e já atuou como chefe da Procuradoria Jurídica da Superintendência Estadual do Meio Ambiente SEMACE, advogado da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano SEMAM - do Município de Fortaleza - CE e como responsável pelo licenciamento e controle ambientais

e urbanísticos no Município de Aquiraz-CE. Foi também um dos organizadores de dois volumes intitulados “Comércio, Globalização e Formação de Capital Social: para a realização transnacional dos Direitos Humanos” e “Comércio, Globalização e Formação de Capital Social: Inclusão econômica e sustentabilidade”, da editora Lumen Juris.

“Da mesma forma, acredita que é tarefa do docente preparar os alunos para enfrentar os desafios impostos pelo mercado de trabalho”. Além de defensor da justiça como finalidade existencial do Direito e da importância do debate sobre a legitimidade dos modelos e padrões impostos na formação da sociedade, também advoga a favor da educação como um dos principais fatores contributivos para a construção de uma sociedade mais justa e harmônica. Da mesma forma, acredita que é tarefa do docente preparar os alunos para enfrentar os desafios impostos pelo mercado de trabalho. Em uma época de crescente número de profissionais pouco habilitados, o professor Márcio Benício está sempre discutindo e estimulando alunos e colegas de trabalho sobre o a importância de uma boa graduação e do aprendizado constante. Também alerta a quem deseja trabalhar como

profissional do Direito, pois estará se lançando em uma área bastante competitiva, na qual se destacam aqueles que mais se dedicam e se preparam.

“Para Márcio Benício, a atribuição do professor é o de ajudar os alunos na construção da sua identidade, do caminho pessoal e profissional, de maneira que lhes permitam se destacar e encontrar seus espaços pessoais e sociais. Na sua opinião, estudar em uma instituição bem-conceituada, que possa incentivar a busca por novas possibilidades que incluem a interdisciplinaridade, a criatividade e o empreendedorismo é a melhor forma de se preparar para suprir as expectativas do mercado e o primeiro passo para a formação de um grande profissional. Para Márcio Benício, a atribuição do professor é o de ajudar os alunos na construção da sua identidade, do caminho pessoal e profissional, de maneira que lhes permitam se destacar e encontrar seus espaços pessoais e sociais. Ele explica que é necessário que o futuro profissional do Direito tenha em mente que “A Justiça é a finalidade existencial do Direito. Não há que se falar em Direito se não for pelo ideal da Justiça”. E que seu “compromisso deve ser o objetivo maior (a Justiça), mas sem esquecer da importância do instrumento (o Direito)”. VOZ DO CAMPUS | 7


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Colação de Grau 2020.2

Profª. Me. Cristiane Mendonça Reitora do Centro Universitário Unigrande

Mensagem faz reflexão sobre ressignificar o indivíduo, a educação e a sociedade

A

crise sanitária e humanitária, causada pela pandemia de coronavírus, que parou o mundo no início de 2020 e infectou milhares de pessoas, causou impacto em diversos setores, entre eles o da educação. As aulas, que antes aconteciam de forma presencial, passaram a ser realizadas através da internet. Da mesma forma, VOZCAMPUS DO CAMPUS 88| VOZ DO

diversos eventos sociais foram suspensos ou cancelados. Foi o que aconteceu com as tão sonhadas cerimônias de formatura. Por causarem aglomeração e da necessidade do distanciamento social entre indivíduos, tiveram que se adaptar ao momento e passaram a ser realizadas de forma virtual ou no estilo drive-thru.

O isolamento social evidenciou uma profunda mudança nas relações e formas de conexão entre os indivíduos. Diante de tantas mudanças inesperadas e radicais as pessoas ao redor do mundo passaram a conviver com momentos desafiadores e precisaram aprender a superar os grandes obstáculos impostos pela


Covid-19. Em mensagem direcionada aos graduandos, professora Cristiane Mendonça, reitora do Unigrande, comenta sobre os momentos difíceis impostos pela pandemia, as incertezas do presente e os desafios do futuro.

O sonho em um mundo em desordem Vivemos em tempos líquidos. As mudanças no mundo, ocasionadas pela pandemia do SarsCov-2 (Covid-19), têm adensado as incertezas em todos nós. Diante da necessidade fundamental de respirar, viver e sobreviver, a busca pelo sucesso tem coexistido com o medo. Um medo que se solidifica na liquidez e se fortalece diante de nossas fragilidades. Estamos tendo que nos reinventar, muitas vezes negando o que somos, ou o que sonhamos ser, e, mais que isso, pensarmos sobre a própria existência, em um cenário onde tudo o que é sólido está a se desfazer no ar. Esta questão nos direciona a (re)pensarmos o novovelho normal. No cotidiano da vida, na sociologia das ausências, o surto viral ceifa vidas, pulveriza empregos e incide sobre nossas ações, despertando o melhor e o pior em nossas atitudes e discursos. Que história estamos contando em um mundo em mutação? Estamos mudando a nossa história de vida, estamos nos humanizando? Estamos falando de práticas, de um cotidiano e espaços reinventados, por ações, atitudes que colocam em cena tanto a manutenção de desigualdades, como a criação de formas de existir com sua suspensão. Um primeiro passo para este

momento é estarmos cientes de que “O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; [pois] não há nada novo debaixo do sol.” (Eclesiastes 1:9), com isso não existe um novo normal, mas um velho-novo. Compreendendo isso, podemos aprender a lidar com as ilusões do sucesso perene e do novo normal ou aderir a outras formas de fazer as coisas, em um mundo do trabalho repleto de desafios. Pelo lado negativo, como um déjà–vu, a nova “peste” abate-se sobre a humanidade disseminando estigmas, xenofobia e pânico nos domínios interpessoal, social e político. As metáforas beligerantes retratam a mentalidade reacionária de uma época cuja sede de dominação e conflito é anterior à própria “guerra” contra a Covid-19. As metáforas atribuídas à Covid-19 – “vírus chinês” conforme dito por Donald Trump, quando presidente dos EUA – “vírus xiita”, com foi definido por grupos sunitas paquistaneses, ou até mesmo “chamado de Deus” por pastor da comunidade Paradise of Calvary Chapel of Filadélfia em Somerton/EUA, são reflexos de uma sociedade concorrencial e cindida. Mas, nestas metáforas algo é ocultado. Na sociedade concorrencial, neodarwinista apregoa-se que os mais resistentes devem sobreviver, enquanto os mais vulneráveis ou inadaptados são encarados como perdas colaterais do progresso. Somos desafiados a enfrentar a lógica desumanizadora, ressignificando o trabalho remoto (home office), educação a distância e ensino remoto, mentoria, sustentabilidade, minimalismo, solidariedade, empatia e o lifelong

learning, com sua premissa de que o aprendizado não tem data para acabar. De positivo, partindo das noções de “estratégia” e “tática”, temos processos que envolvem adaptação e reinvenção do cotidiano, uma capacidade de criação e imprevisibilidade, contingência e inventividade. Acreditamos que os diálogos, empatia, resistência, estabelecidos evocam reflexões necessárias com a “vida que se vive”. Vemos na conquista que se materializa na conclusão de um curso, não uma meta utilitarista alcançada. Mas uma vitória que nos lança na seara do compartilhar o que aprendemos, ajudando o mundo a se humanizar em plena pandemia. Devemos recordar que a palavra pandemia, derivada do grego – “de todo o povo” –, e esta, paradoxalmente, tem o poder de testemunhar atitudes de solidariedade, tornar visíveis os invisíveis, aqueles que vivem às margens da sociedade. Assim, como nos ensina Martin Luther King, “Eu tenho um sonho que um dia ‘os lugares mais acidentados se tornarão planícies e os lugares tortuosos se tornarão retos’. Essa é a nossa esperança.” E contando com a ajuda de cada um dos formandos do Unigrande, pelo que vocês são, pelo que vocês aprenderam nesta instituição, tornando-se não apenas profissionais, mas pessoas mais humanas, “[...] poderemos transformar as dissonantes discórdias do nosso país em uma linda sinfonia de fraternidade”. Parabéns ao Unigrande, a todo o seu corpo gestor, docentes, funcionários e a todos os formandos. VOZVOZ DO CAMPUS DO CAMPUS 9 |9


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Colação de Grau 2020.2 Andressa Tavares Licenciatura em Letras Português-Inglês pelo Unigrande

Discurso relata os desafios da graduação durante a pandemia e deixa mensagem de encorajamento

A

mados familiares, colegas do Curso de Letras PortuguêsInglês, queridos professores, amigos e funcionários. Quando éramos mais novos, sempre ouvíamos a famigerada pergunta “O que você vai ser quando crescer?”. Muitos de nós respondíamos: astronauta, detetive, artista, policial, professora, médico, advogado, juiz, delegado, engenheiro etc. Escolhemos durante o PréUniversitário um curso, estudamos, batalhamos, alguns começaram a trabalhar, outros dedicaram-se exclusivamente aos estudos. E hoje, depois de alguns anos, as palavras parecem poucas para definir esse momento tão significativo nas nossas vidas. Se estivéssemos em um filme, 10 | VOZVOZ CAMPUS 10 DODO CAMPUS

com certeza o fundo musical seria uma canção de Milton Nascimento que diz: “tudo que cala, fala mais alto ao coração”. E nesse momento aconteceria um pequeno flashback, o primeiro dia de aula na faculdade, os momentos que tivemos com os amigos, as apresentações em grupo, as dificuldades que passamos, os momentos que tivemos vontade de desistir, o dia a dia, a rotina de estudo, o nervosismo em fazer as provas e claro, os inúmeros acontecimentos que nos fizeram capazes de superar todas as dificuldades. Estamos aqui! Estamos realizando nossos sonhos de infância e alguns realizando o sonho da juventude ou da vida adulta! Nós crescemos! Percebo o quanto é real a frase

de Milton Nascimento e no meu silêncio contemplo a palavra do outro e sobretudo o silêncio, que me fala pelos olhos, pelo sorriso, pelo abraço apertado que agora está contido, pela vibração, pelo choro emocionado e assim nos arrepiamos juntos, como se, nesse momento, nosso corpo se transformasse em local pequeno demais para comportar tamanha emoção e precisássemos extravasar. Então nos compreendemos sem dizer uma única palavra, sentimos a sensação do outro sem fazer qualquer esforço e alcançamos o único e real sentido da vida: compreender e tocar o coração do outro. Apesar do momento que nos foi imposto pela crise sanitária provocada pela pandemia de coronavírus, e


o distanciamento social, lembro de pessoas que foram de suma importância para essa conquista, professores que se dedicaram para que nós aprendêssemos da melhor forma possível, coordenadores que se empenharam em ensinar, ouvir, ajudar, resolver situações, colegas que da sala de aula ocuparam espaço no nosso coração e se tornaram grandes amigos. Recordo de funcionários que com tanta dedicação e simpatia nos acolheram em momentos difíceis e sorriram conosco em momento de comemoração. Sabíamos que o caminho a ser trilhado seria longo, que exigiria sacrifícios, mas trazíamos a esperança no peito e a certeza de que o nosso sonho seria o bastante para suportarmos todas as dificuldades. Mas havia algo que não sabíamos: éramos todos absolutamente ingênuos. Ingênuos, porque nenhum de nós tinha a real noção da transformação que estava por vir. Quantas e quantas foram as noites de sono trocadas pelas noites de estudos, e quantos foram os momentos de renúncia à convivência com a família e os amigos. Quantas vezes nos sentimos divididos em vivermos as comemorações da juventude ou assumirmos o compromisso com o nosso curso? E muitas foram os momentos em que as renúncias pareciam não ser recompensadas. E muitas foram as ocasiões em que nos sentindo desamparados, angustiados, limitados, passávamos a questionar a certeza do nosso sonho. E como sofremos com isso... Hoje, porém, quando recordamos todas essas dificuldades, sentimos o gosto da vitória ainda mais acentuado e percebemos um sentido que não conseguíamos enxergar naquele momento: tudo fazia parte do processo de transformação a que seríamos submetidos. Era preciso ter a certeza do nosso sonho questionada para que pudéssemos reconstruir na realidade aquilo que apenas tínhamos no imaginário.

Com os estágios, aprendemos a colocar em prática toda a teoria aprendida em sala de aula. Quantas situações que nos mostraram que além professores, íamos exercer diversas outras funções. Gostaria de compartilhar uma em especial. No final do letivo, recebi uma cartinha de uma aluna do 6º ano que dizia: “Tia, muito obrigada pela sua paciência! Obrigada por ser legal com a gente. Queria muito que a senhora fosse minha mãe, mas já que Papai do Céu te colocou na minha vida como professora, eu sou muito grata e para mim, a senhora é como uma mãe! Um beijo no seu coração”. Eu não fazia ideia que leria isso! Na verdade, eu não sabia como agir, a forma como ela usou as palavras tocou a minha alma. Levarei essa frase para a minha vida e hoje, quando quero que alguém saiba da veracidade do meu sentimento falo: “Um beijo no seu coração!” Senti carinho com essas palavras. Nesse momento, quero deixar registrado o carinho no coração aos meus amados mestres: Damião que sempre me ensinou a pensar, que me apoiou em muitos momentos e que sempre esteve disposto a ouvir. Professora Adriana que sempre estava disposta a ajudar, a dar o melhor de si e se hoje sou professora de Literatura, é por sua causa. Antenor que sempre transmitia seu conhecimento com segurança (conhecimento esse que nunca tem fim, tenho certeza!). Ao professor Tarcísio, que sempre relacionava os conteúdos com as suas histórias bem-humoradas fazendo com que os alunos aprendessem com mais facilidade. Mestre Ari Sidou por toda sua paciência, seriedade e força de vontade. Coeli sempre nos transmitiu calma e aprendizados internos. Alana, professora de Libras, sempre transformava a sala de aula em um lugar melhor, pelo seu compromisso, didática, força de vontade e carinho com os alunos. Muito obrigada por

fazerem parte da minha vida! Um beijo no coração de cada um! Agradecer... expressão singular de reconhecimento a atitudes, emoções ou atos. Se hoje é dia de recordar e comemorar, é também um momento para agradecer aos que amamos. Posso dizer que hoje temos três tipos de pais: aqueles que vibram sem medo de serem ridículos, aqueles que falam pouco, tentam segurar a emoção e disfarçadamente limpam uma ou outra lágrima que insiste em cair de sua face, e ainda temos aqueles mais durões, que tentam convencer a si próprios e aos outros que vão tirar de letra toda a emoção. Não importa qual deles seja o senhor ou a senhora, sabemos que neste momento as lágrimas mais verdadeiras cairão de suas faces. E por mais que estivéssemos tão envolvidos com o nosso próprio caminho, reconhecemos hoje que sem vocês não teríamos chegado aqui e esse é momento de receber, como reconhecimento da nossa mais sincera gratidão, o aplauso mais intenso e caloroso dos seus filhos! Ainda somos expectativas, sonhos, emoção e mais uma mistura de vários sentimentos, dos quais se destaca a SAUDADE. Agora já não é mais possível olhar para o outro sem sorrir ou sem termos o brilho do olhar marejado pela emoção. Sabíamos que chegaria esse dia, em que o riso e o choro estariam na nossa face ao mesmo tempo e que as palavras seriam silenciadas pela emoção. Meu coração aperta e então me recordo de uma frase de Cora Coralina que me alivia um pouco o peito. Ela diz: “Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves da alma”. Obrigada por terem me dado esse momento de beleza, superação e amor. Andressa Tavares VOZ DO CAMPUS 11 | 11 VOZ DO CAMPUS


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CAMPUS UNIGRANDE #CLICKSPELOCAMPUSUNIGRANDE

A

hashtag “clickspelocampusunigrande” é utilizada em registros de momentos especiais que acontecem na nossa instituição, pois, além dos momentos de aprendizado e da construção de um GRANDE futuro, também vivemos momentos de muita descontração e de muito lazer. É aluno ou calaborador e fez uma foto bacana em nosso campus? Use a #clickspelocampusunigrande e veja sua foto postada em nossas redes sociais. Os melhores cliques sairão na próxima edição da revista Voz do Campus.

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CAMPUS UNIGRANDE XIX Semana Acadêmica

Feira das Profissões (Semana Acadêmica)

Palestra Capes - PIBID

Palestra Desvendando Investimentosbro/2020

Colação de Grau 2020.2

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Outubro/2020

Outubro/2020

Novembro/2020

Novembro/2020

Novembro/2020

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CAPA

Como planejar e organiz

Me. Ricardo Coimbra Presidente Corecon/CE

A organização financeira é o grande desafio da maior parte das pessoas ao longo de sua vida. E esse processo deve ocorrer já na infância, com o entendimento do valor das coisas ainda na educação infantil. Contudo, esse aprendizado é ainda muito distante para a maioria das pessoas. Para que a transformação ocorra é necessária uma mudança de hábitos e ter dedicação diária no cumprimento das metas estabelecidas. Sendo, portanto, preponderante o conhecimento das necessidades e capacidades financeiras de cada pessoa. Ou seja, o primeiro passo é a identificação e a classificação dos gastos. E nesse momento, tudo deve ser anotado e separado por categorias, como: alimentação, transporte, moradia, 18 | VOZ DO CAMPUS

saúde, educação, gastos pessoais, lazer, gastos financeiros. Em seguida, ao compreender os gastos, o principal direcionamento deve ser gastar menos do que ganha. E para que isso ocorra deve-se buscar uma adequação das prioridades e planejar metas e objetivos. É necessária a construção de objetivos claros e metas a serem alcançadas de forma periódica, tentando elencar o que deseja conquistar ao longo dos próximos anos, seja no curto, médio e longo prazo, como: graduação, pós-graduação, imóvel, viagem, veículo, casamento, etc. E, a partir daí, o que pode ou deve fazer para elevar a renda? E essa é uma das principais perguntas que se deve buscar responder. Que pode estar relacionada a novas

oportunidades no mercado de trabalho ou no empreendedorismo. Precisa de capacitação? De busca e acompanhamento de novas oportunidades? Mesmo que não consiga, no curto prazo, elevar a renda devese sempre criar a disciplina da poupança. Um passo inicial seria pensar a princípio em uma reserva de emergência e, posteriormente, diversificar em ativos financeiros. E essa diversificação deverá ocorrer na direção dos objetivos e metas estabelecidas, buscando, primeiramente, identificar o perfil do investidor e através dele pode-se montar uma carteira com: títulos públicos, fundos de títulos públicos, fundos de crédito privado, fundos multimercado, fundos de ações, ações, moedas, derivativos, opções, entre outros. As rentabilidades dos investimentos são diversas. Contudo, onde colocar o dinheiro vai depender muito dos riscos que cada investidor deseja assumir.

“Os pequenos investidores ou os investidores iniciais, devem procurar profissionais da área que os auxiliem a encontrar os melhores portfólios de investimentos.” Deve-se ponderar que, pela falta de educação financeira democratizada para a população em geral, a cultura de investimentos no Brasil, em um passado não distante, ainda era restrita a um pequeno grupo de privilegiados, sendo considerada pela grande maioria da população como algo


nizar seu dinheiro

Me. Francisco Alves Professor do Unigrande

difícil e complicado, gerando muitas vezes desconfiança daqueles que se aventuravam a fazê-los. No entanto, com o advento das mídias sociais, os bancos virtuais, a massificação das informações sobre finanças, índices de rentabilidades e a mudança da matriz curricular das instituições de ensino superior - IES nos cursos de Contábeis, Administração e Gestão, essa realidade começou a ser mudada. Quando essas instituições passaram a inserir disciplinas como Gestão Financeira, Mercado Financeiro e outras disciplinas correlatas ao assunto, com uma abordagem teórico/prática, provocou uma mudança na percepção dos alunos, estimulando muitos deles a iniciarem como pequenos investidores no competitivo, mas

necessidades ou projetos de vida. Nesse mercado existe gente que se contenta com a poupança (conservador), outros que buscam ganhar um pouco mais (moderado) e também os que arriscam para ganhar mais (arrojados). Necessário lembrar que todos os negócios representam riscos, e no mercado financeiro não é diferente. Existem riscos, mas esses riscos são e devem ser calculados. Diante do exposto, o objetivo desse artigo é despertar no leitor o interesse pelo mercado de capitais, mostrando-lhes a necessidade de se construir um patrimônio de forma segura e sustentável para atender suas necessidades materias, buscando sempre a ajuda de experts do setor como forma de diminuir os riscos das também rentável, mundo dos operações. Importante lembrar sempre da máxima do bilionário investimentos. e megainvestidor Warren Buffett: “Regra nº1: nunca perca dinheiro. “Necessário lembrar Regra nº2: não se esqueça da regra que todos os negócios nº1. ” representam riscos, e no mercado financeiro não é diferente. Existem riscos, mas Ricardo Coimbra esses riscos são e devem ser Presidente Corecon/CE calculados.” Conselheiro Apimec/Br Mestre em Economia UFC/Caen Independentemente de ser arroProfessor Universitário jado, moderado ou conservador, os

pequenos investidores ou os investidores iniciais ou neófitos, como são conhecidos, devem procurar profissionais da área que os auxiliem a encontrar os melhores portfólios de investimentos, reduzindo com isso, seus riscos nas operações, e principalmente, que estes investimentos sejam adequados às suas

Francisco Alves Doutorando em Administração Mestre em Administração Consultor de Empresas Palestrante e Escritor Professor do Unigrande VOZ DO CAMPUS | 19


Hermeson Cláudio

artigo

Doutorando em Educação pela UFC (PPGE/UFC)

A AMAZONIZAÇÃO EM TEMPOS DE COVID-19

O

historiador inglês Eric Hobsbawm (2011), ao discorrer sobre o curto século XX, atribuiulhe a metáfora era dos extremos, pois nenhum outro século conheceu tamanha assimetria entre os pólos, sejam eles de quais áreas forem com suas suspeitas, dúvidas e esgarçamentos, da sociabilidade às condições do conhecimento. A partir dessa assimetria, pode-se ponderar que no primeiro quinto do século XXI assiste-se o exacerbamento dos tempos fraturados, resgatando outra metáfora hobsbawniana, pois no prelúdio deste velho novo século a sociedade global submerge “ao golpe triplo da revolução da ciência e da tecnologia [iniciada ainda] no século XX, que transformou antigas maneiras de ganhar a vida antes de destruí-las, da sociedade de consumo de massas e da decisiva entrada das massas na cena política como consumidores. No admirável mundo novo a informação, a transparência e o consumo são espectros entrelaçados entre o visível e o invisível de uma humanidade que se precipitou no submundo do ciberespaço, com sua implacável teologia algorítmica. Novas gerações se erguem em uma aldeia global quantofrênica sob a junção do Estado-Mercado projetando o paradoxal crepúsculo da educação e do conhecimento, cujo destino epocal subjaz na Inteligência Artificial. No mundo pontocom da era digital emerge um novo arcana imperii:

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o GAFA (acrônimo de “Google, Amazon, Facebook e Apple”) cuja economia virtual tem empreendido uma revolução em múltiplos campos, da tecnologia às finanças, da educação à saúde, resultando em novos processos de estranhamento e reificação do indivíduo, conceituado na era digital como ser on-line (conectado) ou offline (desconectado – anátemas de uma era digital). Com a internet das coisas (IoT – Internet of Things) o indivíduo se conecta a dispositivos eletrônicos que compartilham informações com ele, com aplicativos baseados em nuvem e entre si. Dispositivos portáteis para aplicações vestíveis (wearables) coletam dados sobre seus usuários – requisitos de condicionamento físico, saúde e entretenimento, por exemplo.

“Às organizações da era digital é atribuída o impulso da humanidade em direção a novas fronteiras, até então inimagináveis.” A Amazon, empresa multinacional de tecnologia (considerada uma das cinco grandes empresas de tecnologia, juntamente com Google, Apple, Microsoft e Facebook), seguindo os parâmetros estabelecidos nos aplicativos vestíveis, tem microgerenciado o desempenho de seus “colaboradores” – funcionários e contratados – ao ponto de lançar severas dúvidas sobre “quem controla quem”, na relação dispositivos e “colaboradores”.

O desenvolvimento das forças produtivas, por seu turno, sob a batuta da amazonização tem resultado em novas formas de negócios até então inimagináveis. No ano de 2018, como parte de sua estratégia de ampliação do uso de drones, a Amazon anunciou seu programa de incentivo de entregas de mercadorias aos vizinhos de seus clientes, cujas agendas dificultam o recebimento das encomendas. A ideia é remunerar os vizinhos de seus clientes por este serviço de assistência, ou seja, o que seria uma ação de solidariedade entre vizinhos passa a ser uma extensão do mercado de distribuição – ação semelhante aos primeiros passos do Uber, quando remunerava o sistema de carona. Nesse sentido, as metáforas atribuídas ao COVID-19 são convidativas à tensão e ao caos da “pandemia digital” que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Às organizações da era digital é atribuída o impulso da humanidade em direção a novas fronteiras, até então inimagináveis - na afirmação desse imaginário, que poderia ter sido retirado da obra ficcional de Júlio Verne. A lógica operacional da Amazon é expressa pela ênfase na personalização – no comércio e processo de descoberta online. Assim, no fluxo de informações do ciberespaço a Amazon se espalha como um vírus.


artigo

Eduardo Bellaguarda Economista

LOGÍSTICA EMPRESARIAL EM FOCO

O

tema Logística empresarial permeia todas as cadeias produtivas nos segmentos de serviço, comércio e indústria com ênfase nas redes tecnológicas e sistemas avançados de gestão de transportes para acesso a consumidores em escalas regional e global. É decisivo, para as empresas que operam em mercados competitivos regionais ou globais, um sistema de gerenciamento logístico eficaz para todas as suas operações de aquisição de insumos, produção de serviços e mercadorias e entrega dos mesmos a consumidores intermediários e finais.

“O inverso acontece, o produto vai até o consumidor no seu destino final. Isso implica um enorme esforço logístico inteligente que integre informação digital em toda a cadeia” O planejamento logístico está alinhado e projetado para atender métricas de atendimento a prazos acordados com clientes, os modais de transportes disponíveis, os custos de gestão das operações nos pontos de embarque e desembarque e os índices de satisfação dos integrantes de toda a cadeia de suprimento considerando a gestão de estoques (fornecedorprodutor-consumidor). A inteligência competitiva atuante para processos logísticos assume um papel crucial para manutenção de rentabilidade e desenvolvimento

de novos negócios. Inovações em corredores e rotas logísticas, modais de transportes integrados estão cada vez mais na vitrine. Pensar o negócio através de como acessar mais rápido os mercados e entregar suas demandas com custos mais baixos é tarefa prioritária para os profissionais de logística. Os objetivos de atendimento a metas de vendas, fidelização de clientes, metas de Market Share e desenvolvimento de novos mercados necessitam de organização e envolvimento para garantia de competitividade e sustentabilidade. Um fato que salta aos olhos nos últimos anos é o avanço exponencial do e-commerce, trazendo consigo enormes desafios para as empresas de logística. O consumidor, nesses casos, não se dirige até o ponto de venda para aquisição de seu produto. O inverso acontece, o produto vai até o consumidor no seu destino final. Isso implica um enorme esforço logístico inteligente que integre informação digital em toda a cadeia.

“O profissional de logística deverá se conectar com atividades de inteligência competitiva identificando novos players e corredores logísticos para os mercados diversos” As mercadorias estão atravessando fronteiras por rodovias, ferrovias, espaço aéreo e principalmente por oceanos. Quando nos referimos a

mercados globais envolvendo grandes quantidades de mercadorias no modal marítimo, o eixo equatoriano das Américas, Europa e Ásia, passando pelo Canal do Panamá, Canal de Suez e Estreito de Malaca, respectivamente, prevalece em relação a outros eixos. Imaginamos que estes crescentes mercados regionais e globais estarão conectados às redes tecnológicas digitais, impulsionando e dando maior velocidade e eficiência às transações comerciais em todo o planeta. O profissional de logística deverá se conectar com atividades de inteligência competitiva identificando novos players e corredores logísticos para os mercados diversos com alternativas de custos de transportes mais baixos, bem como, com a geopolítica envolvida nos mercados globais e suas implicações nos interesses estratégicos das empresas, países e blocos econômicos.

Pós-graduado em gestão financeira e controladoria FGV & University OHIO – USA. Pós-graduado em Competências Gerenciais FDC EX-Gestor de Comercialização e Logística (Petróleo Brasileiro S/A) – PETROBRAS. (N/NE). Membro do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Fortaleza.

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artigo

Thayná dos Santos

Aluna do curso de Direito do Unigrande

NOVOS INVESTIMENTOS E A DEFESA DO CONSUMIDOR

O

mundo globalizado e virtual trouxe consigo grandes diferenciais. Entre tais está a maneira de investir. O desejo por uma moeda global, que permitisse pagamentos e aquisição de produtos em qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de operadoras de cartão de crédito e bancos intermediando tais operações, deu força ao mercado das moedas virtuais. O investimento do momento são as chamadas criptomoedas, por exemplo o Bitcoin. O autor Fernando Ulrich (2014) traz em seu livro, “Bitcoin – A moeda na era digital”, a seguinte explanação: “o Bitcoin é uma forma de dinheiro, assim como o real, o dólar ou o euro, com a diferença de ser puramente digital e não ser emitido por nenhum governo”.

“A operação com criptomoedas é realizada por meio de softwares e aplicativos instalados em computadores e smartphones. A negociação de criptomoedas é feita de pessoa para pessoa, sem intermediação de instituições financeiras.” As criptomoedas têm se mostrado uma moeda emergente internacionalmente. Além das características de uma moeda comercial, traz em si uma característica extremamente avançada para o mercado mundial, ela é incorpórea. Possibilitando assim a transferência 22 | VOZ DO CAMPUS

de propriedade, independente de localização, a um custo praticamente zero, por ser tudo realizado de maneira virtual. A operação com criptomoedas é realizada por meio de softwares e aplicativos instalados em computadores e smartphones A negociação das criptomoedas é feita de pessoa para pessoa, sem intermediação de instituições financeiras. Todavia, há empresas, chamadas exchanges, que intermediam a venda e a compra das criptomoedas, do mesmo modo que, através de pagamentos por cartão de crédito e depósitos bancários, tornam possível a custódia de valores, em suas plataformas ou sites. A estas empresas são pagos valores referentes às operações realizadas pelo cliente na plataforma, semelhante às cobranças realizadas pelos bancos. As exchanges não são classificadas como instituição financeira, pois não são reguladas, autorizadas ou sequer supervisionadas pelo Banco Central.

“Ainda que as exchanges não sejam definidas como instituições financeiras, elas são consideradas fornecedoras de serviço, com base nas atividades desempenhadas, conforme o disposto no caput e no §2º do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor. ” Destarte, a falta de regulamentação e fiscalização de tais empresas levam os seus consumidores a um caminho de maior insegurança e falta de

proteção jurídicas. Com isto surge o aumento de queixas quanto às fraudes, dificuldade no atendimento, falhas na segurança e outros. Entretanto, ainda que as exchanges não sejam definidas como instituições financeiras, elas são consideradas fornecedoras de serviço, com base nas atividades desempenhadas, conforme o disposto no caput e no §2º do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor. Trata-se consumidor aquele que contrata e busca o serviço ofertado por uma empresa, conforme disposto no artigo 2º do CDC: “consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final”. Logo, caracteriza-se, desta forma, uma legítima relação de consumo, entre o consumidor (particular) e fornecedor de serviços (Exchange). O reconhecimento da hipossuficiência do consumidor perante a exchange, por sua evidente desproporcionalidade entre as partes, tanto no viés técnico, quanto no econômico, são formas eficazes de adequar os serviços prestados, enquanto tais não forem regulamentados. Apesar da falta de regulamentação, os consumidores das exchanges no Brasil são tutelados pelo CDC. Assegurando, dessa forma, que o consumidor esteja protegido quanto à vulnerabilidade e asseverando o dever de que as empresas têm de atuar com probidade, zelo e cautela em suas relações consumeristas.


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ENTREVISTA

Paulo Felipe

Setor de Educação Física movimenta US$2 bi no Brasil Para muitos, empreender não é uma tarefa fácil. Afinal, diante das constantes mudanças nas políticas econômicas brasileiras, da grande concorrência e a crise sanitária causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), manter-se firme tem sido bastante desafiador. Se antes da pandemia era difícil manter um empreendimento, com a chegada da Covid-19 ao Brasil as dificuldades se intensificaram. Porém, é consensual que o crescimento de uma região está relacionado à atividade empreendedora. É o empreendedorismo que produz riqueza, geração de trabalho e renda, além de promover o desenvolvimento por meio da inovação. Apesar de todos os obstáculos, os empreendimentos ligados à área da atividade física têm mostrado que investir nesse tipo de serviço é uma maneira de garantir estabilidade no futuro. Nesse sentido, tornar-se um profissional de Educação Física é um ótimo caminho para uma profissão extremamente promissora 24 | VOZ DO CAMPUS

e que possibilita lançar-se no mundo dos negócios, pois o mercado tem demonstrado que o empreendimento fitness é uma atividade que tem apresentado bons resultados e está em plena expansão. De acordo com o relatório da IHRSA Global Report 2019 (International Health, Racquet & Sportsclub Association) - associação internacional de fomento ao universo de saúde e exercícios - o Brasil é o segundo maior mercado do mundo no seguimento fitness, além de ocupar a terceira posição no ranking de faturamento, com movimentação de mais de U$2 bilhões de dólares, atrás de Estados Unidos e Canadá. Vivemos um período em que os indivíduos estão em busca de bem-estar, qualidade de vida e longevidade. As pessoas procuram estabelecimentos propícios ao exercício físico, motivadas por vários fatores como a estética e a melhora da saúde. Certamente você já percebeu que em todo bairro existe uma

academia – ou mais. Não é de hoje que esse tipo de estabelecimento ganhou lugar de destaque no mercado, oferecendo diferentes modalidades de treino para um público formado pelas mais variadas faixas etárias, poder econômico e com diferentes rotinas e modalidades de treinos. Mesmo tendo ficado em média três meses sem atividades em 2020, o setor foi um dos menos atingidos pela pandemia, o que pode ser observado na pesquisa “O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae no primeiro semestre de 2020. O estudo aponta que, apesar do agravamento da crise sanitária e o isolamento social, cerca de 62% dos empreendedores mudaram a forma de funcionamento das atividades e quase 88% deles viram seu faturamento cair em média 75%. Os resultados indicam que mesmo diante de uma crise de saúde global o setor continua resistente e em plena expansão.


O setor se reinventa e se adapta aos novos desafios No entanto, para investir e permanecer firme no mercado é necessário planejamento estratégico, ousadia, dedicação e muito conhecimento técnico. É claro que para isso é necessária uma boa formação, até para orientar melhor na decisão de empreender. Estamos falando de uma atividade que trabalha diretamente a saúde corporal e o bem-estar da população em geral. Por isso, para ter uma carreira de sucesso, é importante uma boa preparação. Estudar em uma instituição de ensino bem-conceituada, reconhecida e bem avaliada pelo Ministério da Educação (MEC), que possa transmitir conhecimentos técnicos e habilidades específicas, é o primeiro passo para o profissional alcançar uma melhor colocação no mercado de trabalho e se destacar na sua área de atuação. Adolfo Marinho, Mestre em educação, afirma que “na nova economia, a produtividade e a competência necessárias dependem de profissionais com novas capacidades e habilidades”. É o caso do profissional de Educação Física Paulo Felipe Menezes da Silva, ex-aluno do Unigrande, que deixou o emprego como promotor de vendas numa empresa de telefonia para integrar o time de administradores de negócios fitness. Logo após a conclusão do curso de Educação Física, em 2012, passou a trabalhar com atividade voltada para condicionamento físico. “Entrei em sociedade com uma colega na época, num espaço voltado para condicionamento físico. Eu dava aula de funcional. Deu muito certo! Minhas turmas cresceram e senti a necessidade de seguir sozinho. Como era praticante

de crossfit, resolvi investir nessa área. Fizemos uma pesquisa na região antes, minha esposa tomou conta dessa parte. Focamos em algo que nenhuma oferecia. Fomos o primeiro box de cross training no bairro João XXIII. Não somos uma academia convencional, somos um BOX de Cross Training”. Com o início da crise sanitária, especialmente com as restrições recomendadas pelo Ministério da Saúde, muitos praticantes de atividades físicas decidiram continuar com às atividades através da internet. Com o isolamento social, houve aumento na procura por treinos em casa, através de

redes sociais. Não deixamos nossa marca ser esquecida, enquanto nossos concorrentes deixaram de aparecer”. Outro elemento fundamental para manter-se firme foi colocar em prática conhecimentos adquiridos dentro e fora da sala de aula. Além de aderir ao formato digital, Paulo também acompanha cada aluno de forma individual, o que possibilitou manter a eficiência e qualidade dos serviços. “Sem um profissional de educação física, o aluno vai fazer o que ele acha que sabe e isso pode gerar muitos prejuízos na saúde dele. No cross, conseguimos identificar a

plataformas de videoconferência e aplicativos fitness. Conforme explica Paulo Felipe, mesmo diante das dificuldades ele não perdeu o contato com os alunos, passou a utilizar as plataformas de videoconferências e oferecer aulas pela internet. “Apesar dos prejuízos que são inevitáveis, a adesão pelas aulas online nos ajudou bastante. Fizemos aluguéis de materiais e continuamos com as aulas. Fazíamos ao vivo, pelo Google Meet. Deu certo! Outra coisa que nos fortaleceu muito e impactou positivamente no nosso retorno foi o trabalho nas

dificuldade de cada aluno e assim trabalhamos para que ele consiga executar os movimentos de forma correta. Sem essa orientação, o risco de lesão é muito grande. ” Para ele, “a educação física não é mais uma área de lazer, ela é saúde. Com isso o próprio mercado seleciona os profissionais. Muitos terão apenas um diploma, se não continuarem estudando, se não se atualizarem, não ficam. As pessoas estão cada vez mais exigentes, e isso é o que está selecionando muito o mercado da educação física”, concluiu. VOZ DO CAMPUS | 25


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OPINIÃO

AULAS REMOTAS NO ENSINO SUPERIOR

Prof. Me. Henrelly Raony da Silva Viana Coordenador do Curso de Ciência da Computação

A chegada da Covid-19 mudou drasticamente a rotina da vida humana em todo o mundo. O avanço assustador de um novo vírus causou crises financeiras, colapsos no sistema de saúde, abalos emocionais e milhares de óbitos em todo o mundo. Em consequência disso, os governadores das unidades federativas brasileiras têm estabelecido decretos normativos de afastamento social, como medida de contenção do avanço da pandemia - apenas as atividades consideradas essenciais têm seu funcionamento liberado. A alternativa para a educação foi ministrar aulas remotas utilizando TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação), uma ideia inovadora para o momento e que trouxe dificuldades às instituições de ensino superior. Trabalhar com a transmissão do conhecimento é uma via complexa, que depende de uma série de variáveis, pois o ambiente de sala de aula é composto de diversas crenças, raças, gêneros etc. Todas essas variáveis impulsionam o docente, direta ou indiretamente, na necessidade de criar experiências que possibilitem a aprendizagem. As aulas remotas exigiram adequações no planejamento e nas práticas de ensino. O

desenvolvimento de estratégias pedagógicas e a formação de docentes para o novo cenário on-line são determinantes no desenvolvimento das aulas. A ação de planejar não se restringe à mera formalidade de gestão administrativa, mas sim uma atividade consciente de previsão da atividade docente, fundamentadas em ações político-pedagógicas, e tendo como referência permanente as situações didáticas concretas. Para obter resultados positivos, com a aplicação das aulas remotas, o fator humano é indispensável, principalmente, na capacidade de aprendizado das ferramentas tecnológicas, com a devida competência para transformar a informação em conhecimento. As ferramentas de videoconferência utilizadas para ministrar as aulas remotas possibilitaram maior interação dos alunos nas aulas. Por outro lado, o abalo emocional causado pela pandemia foi pouco contornado no uso das tecnologias, e certamente implicou na rotina das turmas. A necessidade de uso intenso da internet evidenciou a desigualdade de acesso para o acompanhamento das aulas on-line, realizadas no horário da aula presencial, tendo em vista problemas na conexão de internet ou nos smartphones e computadores. Essa desigualdade já é existente na sociedade, marcada pela divisão de classes no sistema econômico capitalista, porém foi agravada pelo impacto socioeconômico gerado pela pandemia. Para minimizar os efeitos da desigualdade e garantir o acesso dos alunos, a utilização de aulas gravadas demonstrou-se uma boa prática. Sem esgotarmos as possibilidades de reflexão, salientamos que as aulas remotas não retratam uma situação plenamente satisfatória para alguns estudantes e professores, embora possibilitem a continuidade da relação de ensino e aprendizagem, evidentemente, há limitações que necessitam de maior reflexão e adequação, além de cenários onde se pode aplicar ou não. A capacidade de adaptação humana nos provou que foi possível a continuidade do ensino por este formato, no entanto, o desejo por excelência nos leva a refletir criticamente no planejamento, práticas pedagógicas adequadas e perfis humanos favoráveis a este modelo. VOZ DO CAMPUS | 27


CULTURA

Mayk de Oliveira

Aluno do curso de Letras Português/Inglês do Unigrande

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MÚSICA > Tempo Perdido

Composta por Renato Russo, no álbum Dois, da banda Legião Urbana, e lançada em 1986, a música “Tempo perdido” marcou a época e ainda marca até hoje, fazendo com que as novas gerações criem gosto por ela. Esse ícone é atemporal e ficará para sempre na história brasileira, principalmente por remeter exatamente como foi e como continua sendo a nossa cultura. Ela remete à nossa vida cotidiana, na qual somos obrigados a cumprir uma série de coisas impostas pela sociedade, fazendonos perder muito tempo da nossa vida, que poderia ser aproveitado com coisas realmente interessantes. Essa música representa não só a mim, mas acredito que a muitos brasileiros. Precisamos exatamente de tempo, de espaço, de liberdade, pois vivemos em uma sociedade bastante complicada, com muitos limites, sem muito tempo, pois, na maior parte do tempo, nós estamos correndo atrás de crescer, de trabalhar, de estudar, sendo que tudo isso toma todo o nosso tempo de vida e só teremos a noção do tempo que perdemos quando estivermos mais velhos, pois iremos olhar para trás e ver tudo aquilo que poderia ter sido feito no momento em que se faziam outras coisas.

Lançamento: 1986 Artista: Renato Russo (Legião Urbana) Álbum: Dois

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Sedna Karla Secretária da EGF

FILME > Blade Runner

Blade Runner, que no Brasil recebeu o subtítulo de O Caçador de Androides, é um filme americano de 1982 estrelado pelo então desconhecido e eterno Indiana Jones ou Han Solo (Harrison Ford), como você preferir. A história se desenrola no ano de 2019, na cidade de Los Angeles, em um futuro distópico, onde androides são utilizados para minerar em planetas distantes, mas são proibidos de “viver” na Terra. Apesar de trabalharem no lugar de humanos, os androides têm uma vida limitada, morrendo ainda jovens. Alguns androides, chamados no filme de replicantes, se rebelam e voltam para a Terra em busca de uma solução para o problema. Existe toda uma discussão filosófica sobre o sentido da vida e o conflito entre a ciência e suas criações, entremeada por boas sequências de ação e efeitos especiais. O filme tem fotografia impactante. Tudo que se vê hoje em dia de representação de futuro bebe na fonte de Blade Runner. Quando foi finalizado, a direção do estúdio achou o final editado por Ridley Scott depressivo e pouco motivador e resolveu trocar o final por algo mais otimista. Vale a pena! Lançamento: Julho de 1982 Direção: Ridley Scott Roteiro: Hampton Fancher / David Peoples Gênero: Ação/Aventura/Ficção Científica


Paulo Matheus Desenvolvimento

NA REDE APP CamScanner O aplicativo muito útil para digitalizar documentos direto do celular, seja Android ou iPhone (iOS). Ele utiliza a câmera do dispositivo e oferece as funções de corte inteligente e melhoria da qualidade do texto e imagem.

SITE O site apresenta um conjunto de dispositivos de criação de conteúdo para cada etapa da jornada de aprendizagem. Além disso, disponibiliza várias ferramentas para realizar criações de mapas mentais. É um site que facilita muito a vida do estudante para organizar os conteúdos e aprender com mais facilidade.

Edgley Maciel Telemarketing

LIVRO DE CABECEIRA Pax é o primeiro livro da autora Sara Pennypacker e trata sobre o olhar de uma criança e uma raposa de como a guerra pode ser destrutiva. É uma história sobre desencontros, sobre os perigos de uma guerra e sobre o descobrimento do que fazemos pelo bem maior. Em um ritmo que intercala as narrativas entre o garoto e o animal, assistimos à construção de ambos sobre o olhar clínico da escritora. Em uma temática que aborda a visão de uma raposa e um garoto, amigos inseparáveis, vimos ambos serem separados pela guerra. Na narrativa a autora mostra que nós humanos somos muitos cruéis com o ecossistema. Em uma metáfora que mostra a terrível realidade, a raposa precisa encontrar forças para viver com os seus iguais enquanto a marcha de destruição prossegue em ritmo contínuo. Acompanhamos a jornada de ambos para se encontrarem neste cenário cruel. PAX Autor: Sara Pennypacker Gênero: Literatura infantil, Romance, Ficção Data da primeira publicação: 02/02/2016

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GRANDES ALUNOS

Rebeca Castelo

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ursando o 8° semestre do curso de Enfermagem, Rebeca Castelo Branco é uma aluna bastante engajada na organização de eventos relacionados à enfermagem, sempre apresentando trabalhos científicos, iniciativas que muito têm contribuído para seu desenvolvimento acadêmico. Além de Coordenadora do GENAC (Grupo de Enfermagem na Ação e Combate), também é bolsista do PROGIC (Programa de Iniciação Científica do Unigrande) e monitora da disciplina de Farmacologia (2019-2020). Em conversa com a revista Voz do Campus, ela diz que sua passagem pelo Unigrande tem sido marcada por grandes desafios e muita dedicação aos estudos. “Como bolsista sempre me cobrei muito para ter um bom desempenho acadêmico estudando assim diversas horas por dia. O corpo docente do meu curso é simplesmente extraordinário, mesmo em meio a tantos desafios a qualidade do ensino continua igual”. Amante de uma boa leitura, Rebeca aprendeu que o trabalho da enfermagem é essencial dentro do sistema de saúde. “Com a pandemia evidenciei ainda mais a resiliência do profissional enfermeiro, este que em algumas situações é tão desvalorizado. Diante desse cenário, tenho a certeza que escolhi a profissão certa para minha vida, a enfermagem salva-vidas e espero que futuramente seja eu a salvar”. Em relação ao futuro, o objetivo é conseguir ser aprovada na residência multiprofissional. “A especialização em obstetrícia é um sonho que carrego desde o início da graduação, espero estudar o suficiente para conseguir realizar”.

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Alberto Ponciano

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raduado em Letras Inglês/Português, Especialista em Ensino de Língua Portuguesa (UECE -2018). Mestre em Linguística Aplicada pelo Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada (UECE- 2021). Atualmente doutorando em Translinguística pelo Círculo Bakhtiniano (UECE), no conceito de Carnavalização proposto por Bakhtin (1981) nas práticas discursivas da agremiação literária cearense A Padaria Espiritual (1984-1986) e bolsista pela Capes-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Esta é apenas uma pequena mostra da trajetória de dedicação e sucesso de José Alberto Ponciano Filho, ex-aluno Unigrande. Ponciano está sempre em busca do conhecimento e ampliando seu potencial intelectual. Em conversa com a revista Voz do Campus, ele diz que os professores do curso de letras foram importantes sua na jornada. “Desde cedo fui incentivado pelos professores do Unigrande a enveredar pelos caminhos da pesquisa. Até hoje, eu mantenho contato com a maioria”. Ponciano também é autor do livro O discurso literário em livro didático de língua portuguesa: análise de atividades de leitura (2020) e um dos organizadores do e-book A Literatura Cearense em Diálogo: Múltiplos olhares, sobre a obra de José Alcides Pinto. Em relação ao futuro, afirma que deseja continuar com as pesquisas, “fazer uma excelente tese de doutorado e ser professor universitário”.


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