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Revista Voz do Campus 5ª Edição

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Ano 3 | no 5 |2013.2

06 | Academia FGF 09 | PRONATEC Acessibilidade à Educação DO CAMPUS U M A R E V I STA D O S I S T E M A D E E N S I N O G R A N D E F O RTA L E Z A

Grande, igual a você! Graduação+Pós-graduação+Apec+Pronatec+Projeto Primeiro Passo


Sumário

Uma grande marca no seu currículo.

perfil

06 | Educação: família, escola, igreja, mídia e sociedade como pilares da cidadania.

esporte

08 | Academia FGF 09 | Caminhada na Praia do Futuro

Colação de grau 10 | Sonho realizado!

Educação

11 | 26º Encontro Pedagógico 12 | Saúde e Qualidade de Vida 14 | FGF se destaca na 6ª Feira de Emprego e Estágio do Ceará 15 | Calouradas da FGF 16 | Os Arigós: O grande projeto da FGF TV em 2014

PRONATEC

18 | Acessibilidade à educação

NEAD

20 | NEAD avança na expansão do ensino

Faça sua pós-graduação na FGF 55 cursos de pós-graduação on-line para sua qualificação em Educação, Negócios e na área Jurídica

Tutor e vídeos on-line Material Didático para todos os módulos Mensalidade: R$ 267,50

APEC

21 | APEC e FGF: Uma História de Sucesso

GRANDES ALUNOS 22 | Francisco Washington e Paulo Roberto Rodrigues

Tudo acontece aqui: em uma GRANDE faculdade.

ARTIGOS

08

10

09

15

Inscrições Abertas 0800.600.8700

23 | Enfermagem: Uma reflexão em busca de um cuidado humanizado para profissionais e clientes 24 | Flipped Classroom: será que estamos preparados para esse novo método de educação? 25 | Abrindo os olhos e aguçando os ouvidos 26 | A Fgf Inovando para o futuro: tablet na sala de aula 28 | A nova sala de aula da fgf na era do telecosmo. 30 |Um pouco mais de valores humanos

www.fgf.edu.br | 2014.1 | 3


editorial

FGF QUEM FAZ

Uma GRANDE FACULDADE conta com uma GRANDE EQUIPE Colaboradores da FGF

EXPEDIENTE

Sistema de Ensino Grande Fortaleza Mantenedora: CEUDESP Diretor Administrativo-Financeiro Eng. José Liberato Barrozo Filho Diretor de Infra-estrutura Eng. Julio Pinto Diretor de Expansão Eng. Adolfo Marinho Mantida: Faculdade Integrada de Grande Fortaleza – FGF Diretor Geral Eng. José Liberato Barrozo Filho Diretor Acadêmico Prof. Ms. Paulo Roberto de C. Nogueira Núcleo de Comunicação e Marketing da FGF Av. Porto Velho, 401 - João XXIII- Fortaleza/CE CEP: 60.525-571. Tel. +55 (85) 3299-9900 Fax. +55 (85) 3496-4384 Email: fgf@fgf.edu.br | Site: www.fgf.edu.br Diretora de Marketing Marina Abifadel Assistente de Marketing Marlon Silveira jornalistas responsáveis Arnaldo Mota (JP 2263/CE) e Raquel Barroso Projeto gráfico/Edição de Arte/ Diagramação Art2 Design Fotografia Arnaldo Mota e Marlon Silveira colaboração Edson Palomares e Gabriela de Araújo Impressão Gráfica Minerva Tiragem 15 mil A Revista Voz do Campus é uma publicação semestral com objetivo de valorização e promoção das atividades acadêmicas e institucionais ocorridas na FGF. As opiniões expostas nos artigos assinados não necessariamente expressam a opinião da instituição.

4 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

Eng. Julio Pinto Neto - Diretor de Infra-estrutura e Eng. José Liberato Barrozo Filho - Diretor Administrativo-Financeiro

O ensino como agente de transformação social A

educação tem sido apontada como um dos pilares mais sólidos para o crescimento e fortalecimento de uma nação. Através dela, mudam-se pensamentos, organiza-se melhor a vida em sociedade, capacita-se profissionais para o desenvolvimento da economia, conscientiza-se o indivíduo para o exercício da cidadania. Ciente da importância do ensino para o progresso da democracia brasileira, o Governo Federal tem adotado medidas eficazes para tornar cada vez mais facilitado o processo de aprendizagem entre jovens e adultos. Desta forma, percebendo que havia um grande déficit em relação aos serviços técnicos no Brasil, criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) com o objetivo de ampliar a oferta desses cursos para suprir a necessidade de trabalho, emprego e renda de milhares de pessoas. Desenvolveu também o Programa Universidade para Todos (Prouni), que garante a concessão de bolsas de estudos em insti-

tuições privadas de ensino superior. Outra forma de incentivo para o ingresso nessas entidades é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que permite o custeio de diversas graduações. Assim, acompanhando esse processo de mudanças, a Faculdade Grande Fortaleza tem se colocado como facilitadora dessas iniciativas. Hoje, só nas áreas de Informação e Saúde, já oferta mais de dez cursos técnicos. Em entrevista à Voz do Campus, durante a 6ª Feira de Emprego e Estágio do Ceará, o Ministro do Trabalho, Manoel Dias, ressaltou a importância de se investir o capital limitado do pré-sal em um capital ilimitado como o do conhecimento. Isto é motivo de comemoração para todos nós brasileiros, que acreditamos na capacitação profissional como forma de transformação social. Nesse contexto, convidamos você, caro leitor, para se debruçar um pouco mais sobre o universo do saber, conhecendo alguns projetos, ações e iniciativas promovidas pelos docentes e discentes da FGF no âmbito acadêmico. Boa leitura!

Dir. Acadêmico e Comunicação Social Jornalismo (bacharelado) Prof. Ms. Paulo Roberto Melo de Castro Nogueira

Direito (bacharelado) Coord. Prof. Dr. Carlos César Rocha Mazza

Curso Letras (licenciatura) Coordenador. Prof. Ms. Damião Carlos Nobre Jucá

Administração de Empresas (bacharelado) Coord. Profa. Ms. Cora Franklina Do Carmo Furtado

Direito (bacharelado) Coord. Adj. Prof. Esp. Ivonaldo de Albuquerque Porto

NEAD - Biologia e Química (licenciatura) Coord. Profª. Ms. Célia Maria Diógenes Nogueira

Administração de Empresas (bacharelado) Coord. Adj. - Profa. Esp. Andrea Veruska Nery Vaz

Curso Educação Física (licenciatura) Coord. Prof. Ms. Edson Marcos de Godoy Palomares

NEAD - Português e suas Literaturas (licenciatura) Coord. Profa. Dra. Cibele Gadelha Bernardino

Ciências Contábeis (bacharelado) Coord. Prof. Ms. Francisco Roberio Vidal do Nascimento

Curso Enfermagem (bacharelado) Coord. Profª. Drª. Viviane Mamede Vasconcelos

Ciência da Computação (bacharelado) Coord. Prof. Ms. José Maria dos Santos

Curso Enfermagem (bacharelado) Coord. Adj. - Profª Drª Cristina Tonin Beneli Fontanezi

NEAD - Física e Matemática (licenciatura) Coord. Prof. Dr. João Cláudio Nunes de Carvalho e coord. de pós-graduação da FGF

PRONATEC – Eixo Informação e Comunicação Coord. Profª. Esp. Elidiane Martins Freitas

Editando conteúdo, publicando conhecimento.

www.fgf.edu.br/editora


fgf perfil | Prof. Paulo Nogueira - diretor acadêmico da FGF

Educação: família, escola, mídia e sociedade como pilares da cidadania. Saiba mais sobre o Diretor Acadêmico da FGF

P

ulo Roberto Melo de Castro Nogueira é graduado em Comunicação com habilitação em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx). Mestre em Ciência do Movimento Humano pela Universidade Federal de Santa Maria/RS (UFSM) e doutorando em Ciências da Saúde pela Universidade de Aveiro/Portugal (UA). Em 1987 começou sua carreira na área de comunicação, passando por várias emissoras de rádio e TV. Dentre elas, destacou-se na Rádio Gazeta de Porto Alegre como repórter, tendo posteriormente se enveredado para a televisão, integrando equipes de filiadas à Rede Globo (RBS) e ao SBT, como âncora, produtor, editor, repórter, coordenador e diretor executivo de emissora. No ano de 2000, já mestre, passou a se dedicar exclusivamente à área acadêmica na Universidade Anhanguera - Uniderp (MS) e em 2001 ingressou na Faculdade Grande Fortaleza, instituição em que atua até hoje. Voz do Campus: Quais são os maiores desafios que você enfrenta como Diretor Acadêmico da FGF? Paulo Nogueira: Um dos grandes desafios do segmento particular de ensino é o de lidar com um mercado competitivo, principalmente com as grandes instituições, que têm mais recursos financeiros. Outro ponto relevante é o processo avaliativo em vigor, que ignora as diferenças entre grandes e pequenos estabelecimentos educacionais, exigindo as mesmas condições para todos. O que penso é que as instituições deveriam receber uma avaliação de qualidade de acordo com suas e specificidades. É preciso que os órgãos avaliadores respeitem as diferenças regionais e percebam o importante papel social que as instituições pequenas e médias desempenham, levando a lugares mais carentes a oportunidade do conhecimento. 6 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

“

É preciso valorizarmos a família, os valores éticos e morais da cidadania, bem como refletirmos sobre o que recebemos dos meios de comunicação de massa, para que possamos ter uma educação acadêmica séria, comprometida e alinhada com os objetivos da sociedade atual” VC: A FGF já colocou no mercado de trabalho quase quatro mil profissionais. Qual seu sentimento em relação a isto? Paulo: Ajudar pessoas a ascenderem pessoal e profissionalmente, dirigindo uma grande equipe acadêmica que orienta a aprendizagem de conteúdos diversos e motiva a reflexão sobre valores éticos e morais, é motivo de grande satisfação. Olho para a expressão fisionômica de todos os nossos alunos e seus familiares nos momentos da solenidade de colação de grau e percebo o papel importante que estamos desempenhando na vida dessas pessoas. Ao me encontrar com ex-alunos atuando de maneira brilhante em diferentes áreas e exercendo suas atividades com êxito, sinto a sensação de dever cumprido e isso serve como um “carregador de bateria” para prosseguir nessa atividade de facilitar o acesso ao conhecimento em prol de nossos estudantes. VC: De que forma a educação pode transformar uma sociedade? Paulo: A Educação reproduz a sociedade, uma vez que essa sociedade se serve da Educação. Na verdade, quando falamos em Educação,

precisamos lembrar que a família, a igreja e a mídia também têm papel importante para a formação educacional do cidadão, a medida que compartilham seus valores e princípios. A família é responsável por transmitir a cada pessoa características e valores que essa carregará até o final de seus dias. O mesmo ocorre com a igreja, que educa o espírito, e também com a mídia, através de suas propagandas, notícias ou agendamentos. Tudo faz parte da educação do ser humano. Entretanto, segundo Emily Durkein, a escola é que molda o indivíduo para servir a sociedade e é da escola que se cobram ações quando o assunto é Educação. Assim, entendo que é preciso valorizarmos a família, os valores éticos e morais da cidadania, bem como refletirmos sobre o que recebemos dos meios de comunicação de massa, para que possamos ter uma educação escolar séria, comprometida e alinhada com os objetivos da sociedade atual. VC: Qual sua perspectiva em relação ao futuro? Paulo: Acredito que não existe nenhum país no mundo com a perspectiva de futuro que o Brasil tem. Ainda temos problemas, mas muitos deles são decorrentes do crescimento. Há um provérbio que diz que “o futuro a Deus pertence”. Nenhuma pessoa pode determinar com precisão como será seu futuro, mas podemos planejá-lo de maneira a alcançar nossos ideais. A vida só tem sentido se tiver propósitos definidos, conforme ensinam as Escrituras Bíblicas em Eclesiastes, capítulo 11, do versículo 4 ao 9. Meu propósito para os próximos anos é ampliar a atuação no interior do Estado, levando à Morada Nova e outros muncípios cearenses, a mesma educação de qualidade que oferecemos aqui em Fortaleza, permitindo assim que as pessoas possam permanecer em suas cidades, tendo as mesmas oportunidades de quem vive na capital. www.fgf.edu.br | 2014.1 | 7


fgf esporte

fgf esporte

Caminhada na Praia do Futuro

Curiosidade

Alunos e professores percorreram quase 10 km pelo litoral de Fortaleza em comemoração ao Dia do Educador Físico

Academia FGF “Se você cuidar da sua saúde desde sempre, certamente terá uma velhice tranquila.”

E

stamos vivenciando hoje a Era do Bem-estar. A cada dia que passa as pessoas estão mais cuidadosas consigo mesmas, procurando ter hábitos alimentares saudáveis e fazer exercícios físicos com regularidade para obter uma maior disposição no seu dia a dia. Conforme pesquisa divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em julho de 2013, o aumento da longevidade e o avanço dos índices de educação elevaram em 47% a qualidade de vida dos brasileiros nos últimos 20 anos. Nessas duas décadas, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano do nosso país, a classificação do Brasil foi de muito baixo (0,493) para alto (0,727), considerando que o índice utilizado varia de zero a um. Antenada nessa tendência do século XXI, a Faculdade Grande Fortaleza disponibiliza em seu campus uma Academia de Ginástica para alunos, funcionários, professores e a comunidade em geral. O local está equipado com aparelhos de excelente qualidade

“

“Aqui recebemos pessoas de todas as idades. Uns nos procuram para melhorar seu rendimento físico, outros para realizar um treinamento específico de atleta. Primeiro fazemos uma avaliação, depois um estudo acerca do histórico de vida e saúde do aluno, em seguida elaboramos sua ficha e, por fim, fazemos seu acompanhamento.

Gabriela de Araújo, responsável pela academia.

8 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

para a prática de musculação e conta com uma equipe de profissionais qualificados para atender os mais diferentes públicos. Além do condicionamento fitness, o estabelecimento oferece ainda aulas de Jiujítsu, ministradas pelo professor Wendel Paz da equipe Gracie Barra e chancelada pela tradicional família Gracie, que é referência mundial nessa modalidade esportiva. “O jiu-jitsu é uma arte que não tem violência e ensina você a respeitar o outro”, declarou Rubens, atleta graduado na faixa preta. Independente das preferências de cada um, praticar exercícios faz bem para a saúde do corpo e da mente, pois ajuda a enrijecer a musculatura, trabalha a resistência, fortalece o sistema imunológico, ajuda a descarregar o stress e melhora o sono. “Se você cuidar da sua saúde desde sempre, certamente terá uma velhice tranquila e poderá aproveitar tudo que a vida lhe proporcionou”, frisou Gabriela de Araújo, coordenadora da Academia FGF.

D

entre as várias formas de se exercitar, a caminhada é a atividade física mais recomendada pelos médicos. Ela é fácil, não exige técnica, pode ser feita por pessoas de todas as idades em qualquer hora do dia e ainda traz uma série de benefícios aos seus praticantes. Segundo pesquisas, caminhar melhora a saúde corpórea e mental do indivíduo, pois facilita a circulação sanguínea, ajuda o pulmão a funcionar com mais eficiência, combate a osteoporose, diminui a sonolência, previne diabetes e doenças cardiovasculares, auxilia na perda ou manutenção de peso, controla a vontade de comer, além de afastar a depressão e aumentar a sensação de bem-estar, deixando o cérebro mais saudável. Por isso a importância do Educador Físico. Para homenagear esses profissionais e incentivar a prática da atividade física, o Governo instituiu no calendário nacional o dia do Educador Físico em 1o de setembro, data que foi celebrada com um grande encontro entre professores, alunos e seus respectivos amigos e familiares para uma caminhada de cerca de 10km na orla da Praia do Futuro. Na ocasião, faixas foram erguidas pelos acadêmicos para homenagear todos os educadores físicos e lembrar a população acerca da importância do trabalho

desses profissionais para toda sociedade, afinal compete a eles o desempenho de tarefas ligadas às áreas de atividades físicas e desportivas, como coordenar, planejar, supervisionar, dirigir, avaliar e executar projetos; prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria; realizar treinamentos especializados; participar de equipes multidisciplinares; elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, entre outras. Hoje, muitos estão sendo procurados como “personal trainers”, a fim de desenvolver programas de emagrecimento para crianças e adultos, organizar trabalhos de acréscimo muscular, bem como para acompanhar gestantes na adequada prática de exercícios. Além de atuarem em escolas, faculdades, academias de ginástica, empresas e agremiações esportivas, sempre unindo a parte técnica com elementos lúdicos no intuito de ajudar as pessoas a liberarem suas tensões e a se tornarem mais felizes. Além da caminhada, os estudantes organizaram jogos de vôlei e “carimba” na praia, onde todos brincaram, torceram, aprenderam e se divertiram. Um coquetel de frutas com sucos naturais foi servido aos participantes, que tiveram uma manhã de domingo diferente, educativa e muito agradável.

Quatrocentos e cinquenta anos antes de Cristo, o grego Miron criou o símbolo das práticas esportivas, o Discóbolo, um arremessador de disco; o que comprova que os esportes existiam desde os tempos mais antigos. No Brasil, historicamente falando, considera-se que desde o período da colonização a educação física era praticada em nossas terras. Os índios corriam atrás de suas caças, nadavam, atiravam arco e flecha e dançavam, jogavam peteca, lutavam entre si e brincavam de corrida dos troncos. Já os negros africanos, que vieram como escravos para o Brasil, dançavam a capoeira e faziam as lutas corporais, aprendidas por meio da observação dos animais em seu país de origem. Mas somente em 1851, com a lei nº 630, a ginástica foi incluída nos currículos das escolas primárias e secundárias, onde eram praticadas quatro vezes por semana. Na década de oitenta, após o período da ditadura militar, a prática de esportes passou a ser vista de forma mais ampla, formando-se os primeiros grupos profissionais. Para isso, eram necessárias empresas que patrocinassem os atletas e a manutenção dos times e equipes. Foram os primeiros passos para iniciar as formações esportivas de qualidade no país, de onde colhemos os frutos plantados por longos anos, obtendo grandes conquistas para o país em campeonatos mundiais. Fonte: Site Brasil Escola

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fgf Colação de grau

fgf Educação

26º Encontro Pedagógico Corpo diretivo e professores planejam as ações do próximo período letivo

T

sonho realizado!

Concludentes de vários cursos festejam a vitória da formatura

U

m momento inesquecível! Essa é a frase que sintetiza com clareza o sentimento de pais, alunos, amigos, professores e de todos que fizeram parte da Colação de Grau 2013.1, em que 115 concludentes comemoraram o término de suas graduações preparados para o mercado de trabalho. Esta foi uma cerimônia marcante na vida daqueles que ao longo de vários anos empreenderam esforços na busca de um ideal comum: conquistar o diploma de nível superior. No início tudo era apenas um projeto, porém eles acreditaram, correram atrás de seus objetivos, enfrentaram lutas, obstáculos, dificuldades, mas não desistiram. Por isso, o dia 26 de julho deixou de ser uma data comum no calendário de 2013 e passou a ser um dia especial na vida daqueles que perseveraram. Foi a data em que alunos de Jornalismo, Ciências da Computação, Direito, Enfermagem, Ciências Contábeis e Administração, bem como dos Cursos Sequenciais de Formação Específica, puseram o capelo com 10 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

muito merecimento, vestiram suas becas com estonteante orgulho e usaram seus anéis de formatura com honra e dignidade. “É um sonho meu e da minha família estar aqui. Hoje dei um passo muito importante na minha vida”, relatou Henrique Rodrigues, formando do Curso de Direito. Diante de tanta emoção, a Faculdade Grande Fortaleza se sente realizada por ter contribuído com a preparação desses estudantes, ciente de que os mesmos es-

tão aptos ao exercício das profissões que decidiram abraçar. Durante o evento, o Diretor Geral da FGF, Dr. Liberato Barrozo, ressaltou o valor da honestidade para o êxito em qualquer carreira e desejou aos concludentes sucesso na jornada que iriam empreender, deixando sempre abertas as portas da faculdade para recebê-los. Na ocasião, estiveram presentes a Presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Ceará – COREN/CE, Celiane Maria Lopes Muniz, e o Vereador Carlos Dutra, representando a Câmara Municipal de Fortaleza. “Fui honrosamente convidado para participar desta solenidade, que considero de salutar relevância para toda sociedade, pois daqui sairão profissionais que atuarão em diversos segmentos da nossa economia, aquecendo o mercado e melhorando a qualidade dos serviços prestados à população”, comentou o parlamentar.

odo semestre o corpo docente da Faculdade Grande Fortaleza se reúne com diretores e coordenadores para planejar ações futuras em prol dos discentes e fazer uma avaliação das medidas adotadas no período letivo anterior. Assim, no dia 18 de julho foi realizado o 26º Encontro Pedagógico da FGF com o objetivo de unir, integrar, padronizar e coordenar a atuação dos professores da instituição para o segundo semestre de 2013. Na oportunidade foram discutidos vários assuntos institucionais, analisados dados acerca dos trabalhos científicos publicados pela Editora FGF, mostrado o panorama atualizado da área acadêmica, além de ter sido reforçada a necessidade do empenho de toda equipe para que a entidade possa efetivamente se tornar um Centro Universitário. Também foram organizadas mesas de debates com os seguintes temas: Práticas eficazes em sala de aula, dirigida pelos professores Damião Carlos Nobre e Milena Braz; Extensão e Assuntos Comunitários: proposta de atividades e lançamento de edital, ministrada pelos professores Arifran Vidal e Ivonaldo Porto; bem como XII Semana Acadêmica, organizada pelos professores Edson Palomares e Cristina Fontanezi. Os educadores receberam ainda orientações sobre o uso padronizado de recursos audiovisuais para auxiliar na ministração dos conteúdos de cada disciplina. Durante o intervalo do Encontro, todos tiveram a oportunidade de visitar a exposição Signos, do artista Gerson Ipirajá, exibida no espaço Cultural Aldemir Martins, localizado no campus da faculdade. A apresentação foi exposta sob a curadoria do artista plástico Silvano Thomaz que, de uma forma inspiradora, assim definiu a obra em destaque: “Os trabalhos do Gerson utilizam elementos e expressões com grafismos rupestres, africanos e muitas vezes indígenas. Suas pinturas trazem traços coloridos, marcantes e líricos que apontam para a singularidade e ancestralidade do homem, agente cultural que permanece ligado à contemporaneidade e nos leva a compreender os registros como a exteriorização do pensamento, numa abstração imagética, racional e intencional perpetuada em símbolos e signos. Uma obra

Na oportunidade foram discutidos vários assuntos institucionais, analisados dados acerca dos trabalhos científicos publicados pela Editora FGF e mostrado o panorama atualizado da área acadêmica

Os educadores receberam ainda orientações sobre o uso padronizado de recursos audiovisuais para auxiliar na ministração dos conteúdos de cada disciplina. toda cognitiva, portadora de sentidos etnográficos que seduz os espectadores”. A carreira do desenhista, gravador e pintor Gerson Ipirajá teve início no mundo das Artes Visuais em 1995, na cidade de AracatiCe, onde cursou diversas oficinas promovidas pelo Instituto Dragão do Mar e trabalhou sob a orientação do artista plástico Zé Tarcísio. No período de 1995 a 1999, desenvolveu um trabalho direcionado para o teatro e o carnaval, recebendo premiação no Festival Norte-Nordeste de Teatro Estudantil (1998), pelos cenários e adereços da peça “O testa-

TV Metrópole entrevistando o Artista Plástico Gerson Ipirajá

mento do Cangaceiro” com o grupo Facenas. Voltou para Fortaleza em 2000, dedicando-se ao aprendizado da gravura, participando de diversas oficinas (gravura em metal, colegravura, xilogravura) com importantes gravadores brasileiros: Eduardo Eloy, Ana Letícia Quadros, Evandro Carlos Jardim, Rubem Grillo, Maciel Babinsk, Maria Bonomi. Desde então tem participado, com alguns destaques, de exposições no Brasil e no exterior. www.fgf.edu.br | 2014.1 | 11


fgf EDUCAÇÃO

Saúde e Qualidade de Vida XII Semana Acadêmica mostra que além do êxito na carreira é necessário buscar bem-estar na vida profissional

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ortaleza hoje enfrenta um dos problemas mais sérios do país em relação à obesidade, diabetes e hipertensão, batendo todos os recordes nacionais de proporção e registrando altos índices em relação a esses três males que afetam a sociedade contemporânea. A cidade ainda avança na questão do stress ligado à má alimentação e ao agitado estilo de vida das pessoas, o que provoca a liberação diária de cortisol, elemento altamente prejudicial à saúde, mas bastante frequente na vida do homem moderno. Segundo pesquisas, a capital cearense atualmente ocupa o 8º lugar como uma das cidades mais violentas do mundo, e isso faz com que a qualidade de vida de seus cidadãos diminua consideravelmente. A insegurança e o sedentarismo são apontados como os fatores que mais contribuem para dados tão alarmantes. Diante deste cenário, entre os dias 8 e 10 de outubro, a Faculdade Grande Fortaleza realizou sua XII Semana Acadêmica com o tema “Saúde e Qualidade de Vida”. O coordenador geral do evento, Edson Palomares, frisou que o assunto é de extrema importância, pois afeta todos os profissionais de um modo geral. “Seja como advogado, professor, enfermeiro, contador, programador de informática ou praticante de qualquer outra atividade laboral, todas as pessoas têm suas vidas, mas o que de fato devemos buscar é uma maior qualidade no nosso dia a dia”, declarou. Alunos dos cursos de Ciências Contábeis, Enfermagem, Letras, Ciências da Computação, Direito e Educação Física interagiram na troca de saberes de diferentes áreas de conhecimento. Alguns se inscreveram para apresentar suas pesquisas, outros para assistir às palestras, oficinas, exposições etc. Na ocasião foram abordados diversos assuntos, como a qualidade do sono, a restauração das energias de um dia para o outro, a questão do stress diário que tem afetado muitas pessoas, os prejuízos da alimentação feita de forma inadequada, administração e empreendedorismo na área 12 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

“Nós tivemos a oportunidade de entender como a qualidade de vida e a saúde podem estar presentes na história do cidadão, seja qual for a área de atuação profissional. Por isso, meu objetivo foi justamente tentar passar esta realidade às pessoas, independentemente da função que elas exerçam na sociedade” Edson Palomares, coordenador geral do evento e do curso de Educação Física da FGF

da saúde, intervenções de enfermagem no aleitamento materno, estética e emagrecimento, entre outros. Também houve uma grande integração com o público externo. Só neste último ano o evento bateu todos recordes de participação: em comparação à edição anterior foi registrado um aumento de 142,6% no número total de inscrições e uma elevação de 149,9% só por parte da comunidade. Cristina Fontanezi, coordenadora científica, destacou o sucesso da iniciativa para o corpo acadêmico. “A boa referência das edições anteriores da semana acadêmica incentivou uma maior participação dos alunos e da comunidade em geral no evento, o que enriqueceu a variedade dos trabalhos apresentados e a excelência das produções científicas. Ficamos muito felizes com este resultado”, comemorou.

Só neste último ano o evento bateu todos recordes de participação: em comparação à edição anterior foi registrado um aumento de 142,6% no número total de inscrições e uma elevação de 149,9% só por parte da comunidade.

Semana Acadêmica:

Quantidade de Resumos – Apresentações/Pôsteres Ano

2011

2012

2013

Total de Atividades:

168

149

120

Banner:

47

9

0

Cinema:

5

3

0

Comunicação Oral:

35

4

1

Mesa-Redonda:

1

8

2

Mini Curso:

41

53

0

Oficina:

31

33

12

Palestra:

33

24

105

Workshop:

3

17

0

Total de Inscrições:

2.243

2.361

6.442

Total de Inscrições Alunos:

2.195

2.554

6.243

Total de Inscrições Comunidade:

48

77

199

www.fgf.edu.br | 2014.1 | 13


fgf Educação

fgf Educação

FGF se destaca na 6ª Feira de Emprego e Estágio do Ceará

Marina Abifadel (Diretora de Marketing da FGF), Cristina Oliveira (Idealizadora da FEECE) e Márlon Silveira (Assistente de Marketing da FGF)

ntre os dias 21 e 23 de novembro de 2013 foi realizada a 6ª Feira de Emprego e Estágio do Ceará (Feece) no Centro de Eventos do Estado. A solenidade de abertura contou com a participação do Ministro do Trabalho, Manoel Dias, que prestigiou o evento e divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo tal pesquisa, em novembro foram gerados 47.486 empregos formais celetistas, resultado considerado o melhor dos últimos três anos, representando um crescimento de 0,12% em relação ao mês anterior. Cristina Oliveira, idealizadora da Feira e diretora do Instituto de Desenvolvimento Humano, Empresarial e Ambiental - IDHEA, ressaltou que a iniciativa contribui para ampliar a capacitação do visitante e aumentar as chances de ingresso e permanência deste no mercado de trabalho. “A Feira amplia os seus objetivos para além da simples interme14 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

Novatos foram acolhidos por professores, colaboradores e veteranos com muita animação

Q

Instituição mostra que a capacitação profissional por meio do conhecimento acadêmico é o principal caminho para se ingressar com êxito no mercado de trabalho

E

Calouradas da FGF

A Faculdade Grande Fortaleza também esteve presente no evento mostrando que a capacitação profissional por meio do conhecimento acadêmico é o principal caminho para se ingressar com êxito no mercado de trabalho diação para o emprego ou estágio, se consolidando definitivamente como um espaço de expansão de conhecimentos e de atualização, promovendo o desenvolvimento profissional”, destacou. Várias empresas fizeram parte da exposição, apresentando seus produtos e serviços em estandes com o objetivo de possibilitar o encontro de candidatos às vagas ofertadas, estimular o aumento da empregabilidade por meio da educação profissional e incentivar o empreendedorismo como forma de

ampliar as oportunidades de geração de renda, o que aproximou o público das entidades de apoio e formação. A Faculdade Grande Fortaleza também esteve presente no evento mostrando que a capacitação profissional por meio do conhecimento acadêmico é o principal caminho para se ingressar com êxito no mercado de trabalho. A coordenadora do Curso de Administração, Cora Franklina, ministrou palestra no dia 22/11 com o tema “Profissão e o Mundo do Trabalho”.

uando decidimos entrar em uma graduação, logo imaginamos o centro acadêmico apenas como um local de aulas e muito estudo. Mas, na prática, percebemos que aquele meio vai muito além do universo dos livros. Para muitos, ele será como uma segunda casa, pois durante anos, alunos, funcionários e professo-

res terão um convívio quase diário, trocarão ideias, pensamentos, opiniões, emoções, experiências de vida, enfim, construirão uma história juntos, que ficará para sempre nas memórias de cada um. Pensando nisto, a FGF criou novas maneiras de acolher os calouros que depositaram nela suas expectativas de futuro:

Calourada Cultural

Calourada Esportiva

No dia 22 de agosto de 2013 foi realizada uma apresentação do projeto Tocando a Vida, da ONG Estação da Luz, formado por crianças e adolescentes que moram nas imediações do Eusébio e encontraram na música um caminho diferente a seguir. O repertório contou com clássicos da MPB em flauta e violão, proporcionando aos presentes um momento de lazer e descontração. A exibição chamou a atenção de todos que assistiram ao espetáculo, enriquecendo o currículo dos pequenos músicos e estimulando-os a continuar lutando por seus sonhos. Segundo a coordenadora do projeto, Suyane Castro, além das aulas instrumentais, os alunos aprendem conceitos de disciplina, postura, responsabilidade e compromisso por meio de oficinas sócio-pedagógicas numa perspectiva de formação cidadã. Durante o ano, o grupo se apresenta em festividades culturais e sociais visando encantar o público sua musicalidade.

No dia 24 daquele mesmo mês, a instituição promoveu ainda uma manhã de esportes e diversas atividades físicas em seu campus, organizada por professores e veteranos do Curso de Educação Física. Esta foi uma maneira saudável, bem como diferente, de receber os estudantes, pois a prática esportiva traz uma série de benefícios à saúde do indivíduo, além de facilitar o convívio entre as pessoas, pois reduz o estresse, fortalece o organismo e renova a mente. Os jogos criaram uma excelente oportunidade de integração entre os alunos, que se dividiram em grupos para disputar as partidas. Frutas, sucos e lanches leves foram servidos para embalar o pique dos atletas. A premiação, com a entrega das medalhas às equipes vencedoras de cada modalidade esportiva, não somente congratulou os estudantes, mas significou a conquista da Faculdade em contribuir para a aproximação de todos.

“Achei muito bonita a apresentação. Fiquei emocionada, não só pela beleza das músicas, mas pela simplicidade e empenho das crianças. Foi um momento tranquilo, que pude vivenciar na companhia de novos colegas”, Gennyfer Chaves, aluna do Curso de Direito.

“A cada semestre a FGF surpreende os calouros com essa receptividade. Em um só momento eles se descontraem e se integram com toda equipe. Isso é muito positivo”, Jousy Gomes, professora de Introdução à Informática da faculdade. www.fgf.edu.br | 2014.1 | 15


fgf TV

+ serviço

O grande projeto da FGF TV em 2014 Minissérie baseada em fatos reais irá reverenciar cearenses que ajudaram a construir a história do Brasil

A

trajetória do povo nordestino narrada em um seriado emocionante. Com roteiro de jonasluis DA SILVA, de Icapuí, e direção de Daniel Abreu, a FGF TV produzirá a minissérie “Os Arigós”. Exibida em quatro episódios de 90 minutos cada, a saga é baseada em fatos reais e conta a história vivenciada por milhares de cearenses durante o século XIX. Por diversas vezes, ante as dificuldades climáticas, econômicas e políticas da região, os cearenses se viram obrigados a migrar para outros lugares do país, às vezes, em busca de melhores condições de vida, mas, outras vezes, de forma involuntária em regime de escravidão. “História de sonhos perdidos...”, comenta o roteirista do projeto ao descrever a luta dos Arigós na busca pela sobrevivência.

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Guerra do Paraguai

O primeiro capítulo vai enfocar “Os Arigós na Guerra do Paraguai”, um dos conflitos mais sangrentos da América Latina. No início do século XIX, algumas décadas depois de declarada a independência do Brasil, a relação entre ele e seus vizinhos, Uruguai, Paraguai e Argentina era bastante complicada. Disputas por fronteiras, pelo controle da navegação na Bacia do Rio da Prata, bem como a existência de divergências políticas criaram um clima muito tenso naquela localidade. O combate teve início em novembro de 1864, quando um navio brasileiro foi aprisionado pelos paraguaios no rio Paraguai. Em dezembro daquele mesmo ano, o Paraguai invadiu o Mato Grosso. No começo de 1865, as tropas paraguaias invadiram Corrientes (Argentina) e logo em seguida o Rio Grande do Sul. Assim, em maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai selaram a Tríplice Aliança, um acordo para enfrentar o Paraguai com a ajuda da Inglaterra, tendo saído vitoriosos em 1870. Centenas de brasileiros foram enviados à guerra, dentre eles os cearenses, que eram caçados como animais e amarrados como escravos para serem mandados ao front. As perdas foram inevitáveis, mas os nordestinos tiveram uma importante participação nas batalhas.

A minissérie “Os Arigós” será produzida em 2014 pela FGF TV.

A Seca

O segundo capítulo irá retratar “Os Arigós nas Grandes Secas”. A inclemência do clima semiárido durante o flagelo da seca, acompanhada do desespero, da incúria governamental e da corrupção, trouxe morte e sofrimento para muitos moradores da região. Em 1877 ocorreu a mais devastadora de todas as secas no Ceará. Metade da população de Fortaleza pereceu, a economia ficou arrasada, as doenças e a escassez de alimentos dizimaram multidões. Ao tomar conhecimento da tragédia, o Imperador D. Pedro II chorou e prometeu vender até a última joia da coroa para que nenhum nordestino morresse mais de fome. Ao longo do tempo a falta de chuvas, o cangaço, o messianismo e as lutas entre famílias fundaram a própria ideia de Nordeste. Mas, apesar deste cenário hostil, a resistência, a fé e a solidariedade sempre foram características natas dos nordestinos. Assim, os Arigós Cearenses, depois de terem sido acossados por grandes secas, passaram a se valer da liberdade de emigrar, pondo-se a correr o mundo à procura de um “fantástico paraíso”.

Ciclo da borracha

O terceiro capítulo visa mostrar “Os Arigós na busca da Árvore de Ouro”. Durante o Ciclo da Borracha (1879-1912), a Amazônia passou a ser o destino mais procurado pelos imigrantes, pois era responsável por quase metade das exportações do país. Manaus foi considerada a capital mundial da moda: os homens da alta sociedade usavam terno, gravata borboleta e coletes, imitando os ingleses, e as mulheres se vestiam com modelos parisienses, mesmo sob o calor de 40 graus. Diante de toda essa riqueza, milhares de cearenses mudaram para a região Norte em busca da realização de seus sonhos, mas muitos se perderam no caminho... O jornal New Chronicle, de Londres, publicou uma reportagem na época denunciando a morte de 31 mil imigrantes. Apenas uma parte, menos de dez mil, conseguiu voltar para casa. A maioria, cerca de 30 mil dos 56 mil, era do Ceará. Esse acontecimento chocou o mundo e, apesar do elevado crescimento econômico ocorrido no país, marcou uma fase de muita tristeza para inúmeros brasileiros.

A emergência do Café

O quarto e último capítulo da minissérie conta a fábula dos “Arigós que construíram a riqueza do Brasil”. Com a emergência do café no cenário internacional a partir da segunda metade do século XIX, houve uma transferência do poder político e econômico do interior do Nordeste para regiões da Zona da Mata e Vale do Paraíba. Nesse ínterim, ao mesmo tempo em que o interior nordestino sofria com a seca e a própria economia local declinava, os pés de café se multiplicavam nas terras paulistas, passando a enriquecer muitos proprietários do sudeste. Assim, entre 1872 e 1890, mais de 350.000 pessoas saíram do Norte-Nordeste para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Dentre estes brasileiros, muitos vieram do interior do Ceará, levando mão de obra às lavouras e ajudando a desenvolver a economia brasileira. O enredo está cheio de tramas e mistérios. Os personagens serão interpretados por atores renomados do teatro cearense, que vivenciarão as emoções de cada episódio em cenários de altíssima qualidade. Através desse audacioso projeto, a FGF TV busca apresentar a bravura da cultura alencarina, valorizar a história do povo cearense e reconhecer a contribuição dos nordestinos na construção do Brasil.

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fgf ESPECIAL

Acessibilidade à educação Cursos de educação profissional e tecnológica nas áreas da saúde e informação

Turma - Técnico em Enfermagem

Turma - Técnico em Informática para Internet

A

descoberta do pré-sal, a realização de jogos mundiais, a criação de portos, o aumento de indústrias com investimento de capital estrangeiro no país e a preservação de empresas nacionais de grande porte mostram que o Brasil está em pleno crescimento econômico, demográfico e social. Porém, na contramão desse desenvolvimento, observa-se uma grande carência de pessoas qualificadas, sendo, muitas vezes, necessário importar profissionais de outros países para o desempenho de tarefas específicas em entidades públicas e privadas. De acordo com um estudo realizado em 2011 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI foi constatado que mais de 6 milhões de brasileiros não possuem formação especializada para atuar no mercado de trabalho, o que gera aumento no índice de desemprego e demonstra a necessidade de mão de obra técnica em todo Brasil. Diante desta realidade, visando dar maiores oportunidades aos jovens e àqueles que ainda não conseguiram trabalho por falta de uma capacitação profissional diferenciada, o Governo Federal criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego 18 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

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Nosso foco é profissionalizar agentes capazes de desenvolver sistemas e trabalhar com segurança da informação, já que estas são áreas críticas que fazem toda diferença atualmente em qualquer empresa e com certeza irão contribuir para o desenvolvimento do país” Elidiane Martins, coordenadora do PRONATEC

(Pronatec), com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. Ciente da importância da Educação para o desenvolvimento de uma nação, a Faculdade Grande Fortaleza buscou se credenciar junto ao Pronatec para disseminar o ensino por diferentes regiões do país. A instituição conseguiu liberação para ofertar oito mil vagas distribuídas pelo Ceará e por outras localidades, como Belém, Goiânia e Brasília. Só em Fortaleza já estudam dois mil alunos, divididos nos eixos tecnológicos de Ambiente e Saúde, bem como de Informação e Comunicação. Na área da Saúde, a entidade oferta os seguintes cursos: Técnico em Reabilitação de dependentes químicos, Cuidado de idosos, Registros e informações, Enfermagem, Gerência, Agente comunitário e Radiologia. Segundo Thalita Sales, coordenadora do eixo tecnológico da saúde, e Helem Lima, coordenadora do eixo tecnológico de informação e comunicação, a matriz curricular desses cursos foi elaborada para atender as carências de cada região, estando em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde e com as novas tecnologias, a fim de formar profissionais com iniciativa, criativida-

Turma - Técnico em Informática

de, bem como sociabilidade, capazes de atuar nas ciências da vida com ética e responsabilidade. Elas explicam que a expectativa inicial visava apenas receber estudantes que haviam concluído o Ensino Médio, mas, com o tempo, percebeu que havia uma grande procura por pessoas de outro perfil: alunos que estavam cursando uma graduação ou que já tinham outro curso técnico. “Para nossa surpresa isso foi um fator muito positivo. Abre uma nova perspectiva. Esses cursos foram criados em virtude de uma demanda econômica, existe uma necessidade no mercado real de que haja o investimento de cursos técnicos e profissionalizantes, principalmente na região nordeste que está em franca ascensão”, revela. Satisfeita com a iniciativa, a aluna do curso técnico em radiologia, Thaynara Bezerra de Almeida, declara: “Eu resolvi fazer um curso do Pronatec porque quero o mais rápido possível ter a minha independência financeira e começar a trabalhar com isso. Vai me proporcionar estabilidade e um bom dinheiro até eu terminar minha faculdade. Quero entrar no mercado de trabalho para depois cursar oceanografia”. No campo da Comunicação e In-

Turma - Técnico em Radiologia

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Para nossa surpresa isso foi um fator muito positivo. Abre uma nova perspectiva. Esses cursos foram criados em virtude de uma demanda econômica, existe uma necessidade no mercado real de que haja o investimento de cursos técnicos e profissionalizantes, principalmente na região nordeste que está em franca ascensão” Thalita Sales e Helem Lima

formação, a instituição oferece três cursos: Técnico em Redes de Computadores, Informática e Informática para internet. Esta esfera abrange ações de concepção, desenvolvimento, implantação, operação, avaliação, bem como manutenção de sistemas e tecnologias relacionadas à informática e telecomunicações. A organização curricular desses cursos contempla estudos sobre ética, raciocínio lógico, empreendedorismo, normas técnicas e de segurança, redação de documentos técnicos, além de educação ambiental, o que se afigura como um verdadeiro diferencial entre os profissionais da área. Elidiane Martins, coordenadora deste outro eixo na FGF, afirma que o Brasil precisa crescer bastante nessa vertente, pois considera que estamos atrasados em relação a outros países, citando o exemplo da Índia, que se tornou um polo em desenvolvimento de software. “Nosso foco é profissionalizar agentes capazes de desenvolver sistemas e trabalhar com segurança da informação, já que estas são áreas críticas que fazem toda diferença atualmente em qualquer empresa e com certeza irão contribuir para o desenvolvimento do país”, ressalta. www.fgf.edu.br | 2014.1 | 19


fgf NEAD

fgf APEC

NEAD avança na expansão do ensino

APEC e FGF: Uma História de Sucesso

Ministério da Educação autoriza FGF a ofertar cursos de graduação na modalidade à distância

Conheça as ações, projetos e cursos gratuitos promovidos por essa GRANDE parceria

A

nova geração da sociedade contemporânea parece ter se desenvolvido a partir da segunda metade do século XX. A fabricação das fraudas descartáveis na década de 50 marcou seu nascimento. Nos anos 60, como para um adolescente, foi criado o “fast-food”. Na década de 70 houve a ascensão do mercado imobiliário, apontando sua fase adulta. Nos anos 80, para dar mais agilidade às tarefas domésticas, surgiram os eletrodomésticos. A partir da década de 90 a internet começou a se difundir pelo mundo. O desenvolvimento tecnológico tem sido tema de debates em escolas, faculdades, congressos empresariais e políticas governamentais. O fato é que a dinâmica da tecnologia está tão rápida que a sociedade precisa acelerar sua conectividade, a fim de se adequar aos mecanismos de inovação para a inclusão digital. Pensando nisto, a Faculdade Grande Fortaleza tem buscado facilitar o acesso ao conhecimento ofertando cursos superiores na modalidade a distância para pessoas que querem se qualificar para o mercado de trabalho, mas não dispõem de tempo para frequentar uma graduação presencial. Através da Portaria n° 322, de 23 de julho de 2013, a instituição está credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) a ofertar os seguintes cursos: Bacharelado em Administração e Ciências Contábeis, Tecnologia em Gestão Pública e Construção de Edifícios, bem como Licenciatura em Pedagogia. A FGF disponibiliza também nesta modalidade cursos de pós-graduação lato sensu que objetivam suprir, de forma eficiente, a demanda da sociedade no que se refere à especialização e ao aperfeiçoamento profissional nas áreas de Educação, Direito e Negócios. Contando com corpo docente de alto nível – doutores e mestres – e em sintonia com os constantes avanços tecnológicos, todos esses cursos são voltados para a formação de profissionais competentes e de conhecimento inovador, pois, no mundo globalizado em que vivemos, o portador de 20 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

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Profª. Ms. Luisiane Frota, Prof. Dr. João Cláudio Nunes, Profª. Ms. Célia Maria Diógenes e Profª. Dra. Cibele Gadelha – Coordenadores do NEAD/FGF.

A Faculdade Grande Fortaleza tem buscado facilitar o acesso ao conhecimento ofertando cursos superiores na modalidade à distância para pessoas que querem se qualificar para o mercado de trabalho, mas não dispõem de tempo para freqüentar uma graduação presencial.

um diploma de graduação ou especialização certamente terá uma vantagem profissional indiscutível. Mas, apesar do constante progresso no campo de Educação a Distância (EAD), ainda existem muitos obstáculos para que haja uma efetiva democratização do ensino no Brasil. Isto porque uma das maiores barreiras apontadas pelos estudantes para ingressar no nível superior é a parte econômica. Muitos se sentem atraídos pela oferta dos cursos de EAD, mas não possuem condições financeiras para custeá-los em sua integralidade, nem podem contar com os programas de financiamento criados pelo

Governo Federal para esta finalidade, como o FIES, por exemplo, já que este beneficia apenas graduações presenciais. Tal situação gera um impasse para aqueles que desejam crescer profissionalmente, pois por um lado eles visualizam essa possibilidade em virtude da crescente abertura de vagas, mas por outro não encontram apoio do governo brasileiro, através do MEC, para financiar seus estudos. Por conta desta realidade, muitos têm se unido em campanhas para buscar a extensão dos programas de incentivo governamentais aos cursos de EAD, o que tem ocasionado grande expectativa em toda população.

a área de responsabilidade social, a Faculdade Grande Fortaleza tem realizado serviços de natureza socioeducacional para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. A instituição já beneficiou mais de 4.400 jovens e adultos, os quais foram capacitados por meio de cursos gratuitos, ministrados por voluntários, como Inglês Básico, Informática, Matemática Básica, Cuidador de Crianças e Idosos, Neurolinguística, além de outros que procuram trabalhar a formação cidadã dos participantes. Desde 2009 a entidade disponibiliza infraestrutura de laboratórios, salas de aula e lazer para a Associação de Estudos e Pesquisas Técnico-Científica - APEC, que tem convênio com a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Governo Estadual do Ceará, para ofertar o curso de formação inicial de Agente Administrativo com Informática do Projeto Primeiro Passo, com carga horária de 200 h/a. Até 2013 foram realizadas cinco edições do programa, formando mais de 1.100 jovens para se inserir no mercado de trabalho através de parcerias com empresas públicas e privadas. Periodicamente, a FGF também organiza ações, juntamente com os estudantes dos cursos de graduação, visando recolher donativos para entidades filantrópicas. É o caso do Lar Amigos de Jesus, que somente este ano recebeu uma tonelada de leite em pó no primeiro semestre e 800 quilos de sabão no último dia 30 de novembro, o que ajudou na manutenção da instituição e trouxe alimento a centenas de crianças. Outra entidade que recebeu apoio foi o Abrigo Tia Júlia, que no dia 23 deste mesmo mês arrecadou R$ 1.100 para a compra de sapatos escolares, após colaboração voluntária dos alunos. Segundo Arifran Barbosa Vidal, coordenador de responsabilidade social, o sucesso para desenvolver essas iniciativas com êxito é resultado de um grande esforço conjunto. “Se não tiver um ator que

Voluntários da APEC fazendo doação para o Abrigo Tia Júlia

mobilize, nada acontece, por isso nós estimulamos a participação de professores, funcionários e alunos. Essa articulação faz com que a FGF tenha participação ativa nas campanhas de doação e o interessante é que ao longo dos semestres são os próprios estudantes que nos procuram para fazer suas contribuições”. Arifran conta ainda que muitos bene-

Arifran Barbosa Vidal coordenador da APEC, Ir. Maria da Conceição Dias de Albuquerque e Ivonaldo Porto, coord. adj. do curso de Direto da FGF

ficiados pelos projetos sociais de qualificação profissional acabam recebendo outras oportunidades de crescimento, citando o exemplo de uma aluna que apesar das dificuldades financeiras de sua mãe, que trabalha como empregada doméstica, hoje está cursando Direito, tendo ingressado no Ensino Superior através do PROUNI. “Ela concluiu o Ensino Médio e Fundamental em escolas públicas, entrou no Projeto Primeiro Passo, fez o curso de Agente Administrativo pela APEC e hoje estuda Direito na FGF”. E finaliza: “Nos sentimos realizados ao acompanhar a história dessa estudante e temos visto vários outros casos como este, o que nos deixa muito felizes”.

+ serviço Para obter maiores informações sobre os projetos apoiados pela FGF, acesse: www.apec.org.br. www.fgf.edu.br | 2014.1 | 21


fgf GRANDES ALUNOS

fgf ARTIGO

Francisco Washington

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Passei 16 anos longe dos estudos e de uma maneira curiosa conheci a FGF. Hoje é de extrema importância ter uma qualificação profissional, o mercado de trabalho exige isso.” Francisco Washington, aluno de educação física

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o corre-corre da nossa vida precisamos fazer escolhas, estabelecer prioridades, mas, muitas vezes, vamos deixando o tempo passar e permitindo que nossos sonhos fiquem adormecidos, guardados nas prateleiras do nosso coração, até que algo os desperte: uma oportunidade, um caminho, uma direção. Foi isso que aconteceu com Francisco Washington Lopes Pereira. Ele havia deixado de estudar após concluir o Ensino Médio, passou mais de dez anos longe do universo acadêmico, até que um dia recebeu o panfleto da Faculdade Grande Fortaleza, resolveu visitar a instituição, se identificou com seus valores e decidiu cursar uma graduação. “Passei 16 anos longe dos estudos e de uma maneira curiosa conheci a FGF. Hoje é

de extrema importância ter uma qualificação profissional, o mercado de trabalho exige isso. Espero construir um futuro de sucesso e acredito que a faculdade pode contribuir bastante para esta conquista. Esse é o grande sonho da minha vida”, declarou. Washington é um exemplo de superação. Ele mostrou que nunca é tarde para recomeçar e que são nossas escolhas que determinam nossas realizações. Atualmente está cursando o terceiro semestre em Educação Física e deixou um recado aos leitores da Revista Voz do Campus: “O segredo para os estudantes não ficarem em dúvida quanto ao que querem da vida é refletir. Reflitam. Façam o que gostam”.

Paulo Roberto Rodrigues Paulo Roberto Rodrigues de Menezes é aluno do sétimo semestre de Educação Física da FGF e se dedica a um projeto social na área desportiva. Ele dá aulas de capoeira em uma escola pública do Conjunto Ceará para crianças e adolescentes de baixa renda que moram nos bairros de Genibaú, Conjunto Ceará e Granja Portugal. “Galego”, como é carinhosamente chamado por seus alunos, conta que a iniciativa teve início em março de 2011, com a ajuda do mestre “Maninho”, da Fundação Arte Brasil Capoeira, e a supervisão do mestre Pedro. O instrutor explica que o exercício dessa modalidade esportiva é uma forma de traba22 | FGF 2014.1 | www.fgf.edu.br

lhar a parte técnica, física, social e educacional de meninos e meninas que antes não tinham perspectiva de crescimento na sociedade, além de ser uma oportunidade para lhes ensinar a ter uma boa convivência em grupo e a cultura de valores familiares, o que auxilia no processo de amadurecimento de cada jovem. “Eu consigo mostrar para eles que a arte marcial pode fazer a diferença em suas vidas. O mundo está de portas abertas para recebê-los e a capoeira é o passaporte para isso”, afirma. Paulo Roberto está procurando fazer sua parte na construção de um mundo melhor. É um exemplo de dedicação à juventude brasileira e amor ao esporte.

LIVRO DE CABECEIRA

Jamara Magdalena Vieira Lopes Enfermeira e Professora de Microbiologia e Parasitologia dos Cursos Pronatec/FGF - Eixo Ambiente e Saúde.

Marília Alves Ferreira,

Enfermagem:

Coordenadora Adjunta da Direção Acadêmica

A leitura nos proporciona momentos mágicos, desenvolve o imaginário, nos ajuda a conhecer lugares e costumes diversos, expande nossos horizontes e nos faz perceber o quanto ainda temos que aprender. “A doçura do mundo” me encantou por fazer uma abordagem sutil e profunda acerca das dificuldades, do medo, bem como dos momentos cruciais das decisões que enfrentamos ao longo da vida e, ao mesmo tempo, mostrar a riqueza das oportunidades decorrentes dessas escolhas. Tehmina, a personagem principal, a princípio se mostra uma mulher pequena e aparentemente frágil após a perda do marido. Os conflitos íntimos ao se mudar para outro país para estar na companhia do único filho, os problemas de convivência com a nora, a paixão pelo neto e toda uma nova família que ela assume a partir de um determinado momento da vida mostram que os questionamentos da personagem são duros, inquietantes, até o momento em que ela finalmente se vê forçada a fazer uma escolha. Esse foi o viés que me fascinou na obra de Thrity Umrigar. Teve uma frase que me marcou, pois ela resume a essência da vida: “o melhor lugar do mundo é um só: perto daqueles que amamos”. O livro nos leva a uma reflexão sobre o valor da família biológica, da família do coração (amigos escolhidos) e da família espiritual. Vale a pena conferir! “A doçura do mundo” Autor: Umrigar, Thrity N. Editora: Nova Fronteira Nº de Páginas: 304

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Uma reflexão em busca de um cuidado humanizado para profissionais e clientes O profissional está cada vez mais sobrecarregado, assume várias ocupações e se esquece de oferecer maior qualidade na maneira de tratar as pessoas, observa-se uma preocupação centrada somente na doença e não no sujeito” Muito se fala em “humanização da assistência” no âmbito da saúde. Humanização consiste num processo multidimensional, que busca melhorias no atendimento ao cliente, bem como na atenção dada ao profissional da área, levando em consideração principalmente os aspectos emocionais. A enfermagem se faz mais presente nesse contexto, uma vez que é uma profissão que, na sua essência, resume-se no cuidado ao outro. Esse cuidado transcende às teorias e tecnologias que, a cada dia, estão sendo mais aprimoradas. Programas que abordam esta prática são constantemente instituídos, mas será que são suficientemente eficazes para estabelecer uma forma de abordagem totalmente humanizada? São constantes as queixas dos usuários em relação aos aspectos negativos do atendimento oferecido. O desenvolvimento organizacional da assistência de enfermagem, ou seja, nas atividades relacionadas ao papel administrativo, oferece benefícios para que se desenvolvam os métodos, contudo, a enfermagem tem assumido um papel mais gerencial e burocrático do que assistencial. O profissional está cada vez mais sobrecarregado,

assume várias ocupações e se esquece de oferecer maior qualidade na maneira de tratar as pessoas, observa-se uma preocupação centrada somente na doença e não no sujeito. Percebe-se também que o profissional tem uma visão um tanto quanto distorcida sobre o cuidado humanizado, onde se vê somente o trabalho que será dedicado e a energia utilizada, mas sem proporcionar um retorno, a priori. É preciso que se faça uma adequação dessa relação entre profissional e cliente, ambos devem estar disponíveis a oferecer e receber esse cuidado, pois, o cliente estando satisfeito, certamente irá retribuir o afeto recebido, o que refletirá diretamente em benefícios aos profissionais. É uma “via de mão dupla”. Dessa forma, é necessária a constante reflexão desses aspectos que envolvem a humanização para que ela seja efetivada. Não basta criar novos programas, aperfeiçoar tecnologias, se o profissional, a partir da sua perspectiva, não tem em vista a importância dessa abertura para o cuidado em sua plenitude, enquanto que o cliente anseia por atenção e, sobretudo, por compreensão às suas necessidades.


fgf ARTIGO

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Adriana Regina Dantas Martins

Irapuan Diniz de Aguiar

Professora Mestre do Curso de Letras e do Núcleo de Educação a Distância da FGF.

Ouvidor da FGF Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Ouvidores, Secção Ceará – ABO/CE.

Flipped Classroom:

Abrindo os olhos e aguçando os ouvidos

será que estamos preparados para esse novo método de educação? Para adotar Flipped Classroom como metodologia de ensino no Brasil seria necessário uma ‘reforma educacional’ e os objetivos das escolas teriam que ir além de exames nacionais quantitativos, os currículos precisariam ser revistos para que professor e o aluno tivessem tempo de trabalhar os conteúdos de forma mais prática” Flipped é uma palavra de origem inglesa que significa, entre as diversas traduções, “virar, sacudir”. No contexto de sala de aula quer dizer dinamicidade e mudança nas formas de ensinar e aprender (blended learning). Desta forma, a expressão Flipped Classroom denota uma inversão no modelo de ensino, ou seja, por meio desta nova metodologia o aluno precisaria assistir às aulas expositivas em casa através de vídeos gravados pelo tutor da disciplina ou estudar outros materiais e links sugeridos pelo professor. Em sala de aula o tempo seria para discutir e realizar atividades práticas em grupo sobre o que leram. Esse momento, então, seria de aprendizagem colaborativa, pois os estudantes teriam a oportunidade de fazer perguntas, bem como trabalhar a resolução de problemas, com a orientação do educador responsável e o apoio de seus colegas. Os benefícios desse método são muitos: Professores podem dispor de mais tempo para dar atenção individualizada aos alunos; há como ser construída uma relação mais forte entre docentes e discentes; é um caminho mais aberto para que professores possam compartilhar informações acadêmicas com outros colegas de profissão e até com familiares dos educandos; possibilita que os principais tópicos da matéria sejam revistos posteriormente; cria um ambiente de aprendizagem colaborativa em sala de aula. Vale ressaltar que há, em circulação, vários trabalhos, que buscam essa perspectiva de ensino, por

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exemplo: todo o material da biblioteca virtual da IESD - FGF são ebooks com suas respectivas vídeo aulas. Inclusive antes esse material ficava disponível tanto para alunos da modalidade presencial como da modalidade à distância, porém, agora pode ser acessado apenas por pessoas que cursam módulos à distância. Como professora das duas modalidades de ensino é possível pressupor que os alunos de EaD apresentariam menos resistência à esse tipo de metodologia educacional, pois já estão dentro de um contexto mais autônomo. Já em relação àqueles que têm o educador todos os dias ministrando o conteúdo pessoalmente, percebo que não há uma cultura e, em alguns casos, nem mesmo ‘tempo’, para que estejam dispostos a assistir vídeos, a fim de reforçar a aprendizagem, ou até buscar material extra para agregar ao estudo da matéria abordada. Ainda assim, acredito que se o vídeo fosse feito pelo próprio professor da disciplina, os alunos talvez estudassem, mesmo que fosse por curiosidade. De forma geral para adotar Flipped Classroom como metodologia de ensino no Brasil seria necessário uma ‘reforma educacional’ e os objetivos das escolas teriam que ir além de exames nacionais quantitativos, os currículos precisariam ser revistos para que professor e o aluno tivessem tempo de trabalhar os conteúdos de forma mais prática. Sem esquecer que seria necessário suporte adequado e internet de qualidade.

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Utilizando-se de um raciocínio simples, poderíamos comparar a Ouvidoria a um jogador que atua em dois times ao mesmo tempo sem, com isto, se tornar um “vira-casaca”. Apesar dos avanços já ocorridos, a Ouvidoria ainda enfrenta certo grau de dificuldade no relacionamento com os usuários e mantenedores no que diz respeito ao alcance dos objetivos do trabalho por ela realizado no desempenho de suas atividades. Isto decorre por uma dupla incompreensão: de um lado, os usuários que, pouco informados ou com alguma experiência anterior negativa com o Instituto, pensam ser a Ouvidoria apenas um defensor da organização. Do outro, os mantenedores que se mostram desconfortáveis com a unidade por pensarem que a mesma irá desempenhar um papel de ‘xerife’ no âmbito de sua atuação. Ambos estão equivocados. Utilizando-se de um raciocínio simples, poderíamos comparar a Ouvidoria a um jogador que atua em dois times ao mesmo tempo sem, com isto, se tornar um “vira-casaca”. Para que tal seja possível, a Ouvidoria tem que estar focada não nas partes, mas na legitimidade dos fatos que lhe são submetidos à apreciação. Não há que vinculá-la como pertencente a essa ou àquela parte, visto que sua atuação há sempre de ocorrer de forma harmoniosa e imparcial, buscando fazer com que ambas as partes envolvidas na demanda possam obter ganhos nesse jogo. É claro que a mediação de conflitos tem papel relevante em qualquer Ouvidoria, porém essa é apenas uma das funções por ela desempenhadas e não pode, por isso mesmo, ser confundida com a razão maior de sua existência, que é a de intermediar as demandas que lhe chegam junto às instân-

cias de decisão da organização, procurando harmonizar o relacionamento entre os demandantes e os demandados, alavancando a qualidade do serviço e evitando uma pendência judicial. Fundamental para o usuário e para a organização é compreender o valor que a Ouvidoria pode efetivamente agregar a cada um. À primeira vista isso pode parecer algo simples e fácil, mas não é bem assim. Do lado do usuário, por exemplo, a questão parece resumir-se apenas à solução do problema, sendo ainda pouco percebida que a atuação desse usuário pode ser importante no processo de melhoria da governança da organização, bem como na perenidade do negócio. Vista do lado da organização privada, a questão talvez tenda a parecer mais complexa, considerando que o relacionamento com o usuário se insere mais no contexto dos ativos intangíveis. Ressaltese, no entanto, que as manifestações recebidas, via Ouvidoria, são bastante representativas do grau de satisfação dos usuários, em face do que há de ser avaliada como uma consultoria prestada de forma gratuita, relativamente à percepção do serviço prestado pela instituição. À medida que essa visão foi se ampliando no setor público, as empresas privadas começaram a perceber que este era o melhor caminho. A Faculdade Integrada da Grande Fortaleza – FGF aderiu de imediato à idéia, implantando sua Ouvidoria logo no seu nascedouro, constituindo-se como pioneira dentre as IES particulares, consciente da importância de “abrir os olhos e aguçar os ouvidos”.

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fgf ARTIGO

Marcos Araújo Gerente do Departamento de TI

A Fgf Inovando para o futuro: tablet na sala de aula

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Com a intenção de manter todas as ferramentas antes usadas no Portal Universitário, a solução da FGF irá trazer também melhorias na usabilidade, além de otimizar a integração do novo portal com a nova caderneta.

Com uma ampla visão de futuro, a Faculdade Grande Fortaleza sempre partiu na frente no uso de tecnologias de ponta para apoiar o professor e o aluno na sala de aula, bem como em qualquer lugar, por meio da internet.” Falaremos aqui de algumas inovações tecnológicas disponibilizadas para alunos e professores neste primeiro semestre de 2014. Uma delas é o uso do TABLET na sala de aula e, a outra, o Portal Acadêmico, uma ferramenta colaborativa entre professor e aluno. Antes, um breve histórico da evolução de algumas tecnologias na FGF. A Faculdade Grande Fortaleza implantou em 2004 a solução “Caderneta Eletrônica”, que inovava com o uso da biometria do professor para a abertura e o fechamento da aula, e a do aluno para o registro da sua presença. Esta solução criava total transparência na relação aluno-professor, além de garantir a execução das aulas nos horários predeterminados. Ela consistia no uso do software CADERNETA, instalado em computadores em sala de aula, conectados a uma TV, à rede ethernet e a uma leitora biométrica. A necessidade de evoluir com a tecnologia do software da CADERNETA, bem como de melhorar a apresentação visual para o aluno, criando mais possibilidades de interação deste com o professor, fez com que a FGF procurasse uma solução mais arroja-

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da para o avanço da tecnologia usada na sala de aula. Assim surgiu a ideia de substituir o computador e a TV em sala de aula por tablets conectados a projetores multimídia. Para isso acontecer seria necessário encontrar também uma leitora biométrica que funcionasse ligada ao tablet. Três modelos de leitora foram encontrados e apenas uma delas era vendida no Brasil. A necessidade do uso da leitora levaria a decidir pelo ANDROID como sistema operacional, além disso, o modelo do tablet teria que ter uma saída HDMI para conectar o projetor e uma saída USB para conectar a leitora. Foi adquirido um primeiro modelo de tablet de 7 polegadas para dar início ao desenvolvimento do software que faria a leitura biométrica. Após encomendar a leitora, foi iniciado o desenvolvimento da nova caderneta eletrônica. Porém, faltava ainda o modelo definitivo que teria o tamanho ideal de 10 polegadas. A dificuldade maior seria contar com um fornecimento de 80 tablets no período de virada do ano (dezembro), pois as fábricas entram em recesso nesse período e eram muitas as encomendas em andamento. O primeiro modelo provável foi descartado exatamente por isso, pois o fabricante só poderia entregar em fevereiro. Foi encontrado, finalmente, após diversas tentativas, um modelo de tablet adequado tecno-

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Com uma ampla visão de futuro, a Faculdade Grande Fortaleza sempre partiu na frente no uso de tecnologias de ponta para apoiar o professor e o aluno na sala de aula, bem como em qualquer lugar, por meio da internet.”

logicamente e com estoque disponível. Agora faltava definir o projetor e este precisaria suportar a resolução gráfica do tablet. Definidos alguns possíveis modelos de projetor, foi encontradi um que atenderia perfeitamente e seria fornecido pela mesma empresa que venderia o tablet. Por último, mas não menos importante, faltava escolher a rede Wireless. Pelo menos 15 equipamentos do tipo Access Point deveriam ser utilizados para cobrir as 60 salas de aula da instituição. Todos ligados a um concentrador e este à rede interna. A rede deveria permitir também a conexão futura de alunos. Mais uma vez o desafio de fornecimento em tempo hábil. Outros fornecimentos seriam necessários: cabos HDMI, perfis de alumínio para colocar os tablets, suporte para fixação dos projetores, material elétrico, calhas, parafusos. A mudança para tablets foi executada em 60 dias, tudo graças à dedicação e trabalho da equipe de TI, do setor de compras, da equipe de manutenção e do empenho e crédito dos dirigentes em acreditar na inovação da tecnologia. Outra importante mudança realizada foi a de uma ferramenta que foi contratada em 2011, o “Portal Universitário”. Ela vinha para substituir outra já usada na instituição desde 2004, o TELEDUC. Entre suas funcionalidades está a interação

do professor com o aluno através de material digital disponibilizado a partir das disciplinas e aulas postadas no referido portal. Há também a prova colegiada, onde o professor cadastra questões de prova que passam pela aprovação de um validador, além de provas geradas automaticamente pelo sistema e um ambiente com ferramentas de interação entre o aluno e o professor, como fóruns de discussão, quadro de avisos e outras. Esta ferramenta foi desenvolvida pela Positivo Informática, empresa com sede em Curitiba, e foi contratada por um período de 2 anos. Em 2013 ficou resolvido que não utilizaríamos mais o Portal Universitário, pelo fato de algumas funcionalidades desejadas não trabalharem a contento. A solução seria substituída gradativamente por uma solução própria: o portal acadêmico. Com a intenção de manter todas as ferramentas antes usadas no Portal Universitário, a solução da FGF irá trazer também melhorias na usabilidade, além de otimizar a integração do novo portal com a nova caderneta. Novas facilidades já estão disponíveis para o professor, como abrir diretamente da Caderneta (agora no tablet) o material digital de aula postado no portal acadêmico através da internet. É possível garantir que, nesse semestre, estas duas soluções serão ainda mais desenvolvidas.

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Jonasluis DA SILVA, de icapui Diretor de Comunicação.

A nova sala de aula da fgf na era do telecosmo.

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A alma humana não se sente à vontade no moderno cosmo: ela pode prezar sua poesia e sua música, sua metafísica e sua religião privada, mas estas não encontram base segura no universo empírico. O nó górdio, no entanto é saber como se pretende responder simultaneamente a questões voltadas para a modernidade: Que novos conteúdos precisamos? Como usar a educação em salas de aulas telematizadas? E como orientar a educação quanto a sua reorganização? A educação digital requer novas tecnologias de encontro e compartilhamento de conhecimentos, onde atuam seres concretos. A cultura virtual funciona como uma retroescavadora dos tradicionais campos do conhecimento. Concordo com MAX & JACK em Odisseia Digital, quando afirmam que: “Quanto mais tecnologia e mais informação, levarão sempre a mais problemas, cujas soluções só serão possíveis com mais tecnologia e mais informação” (2001:14). Para o pensador italiano Umberto Eco – autor de O Nome da Rosa – a internet permite o acesso, indiscriminado, ao saber universal. A filtragem, que antes era apanágio da Igreja e da Ciência, agora passa a ser feita pelo próprio indivíduo, sozinho frente à telinha de seu micro. Para ele, o acesso à informação na internet, anos depois da chegada da enciclopédia, possibilita aprender, hoje, em poucos

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dias, um conhecimento que antes levava toda uma vida para ser obtido. Quando PETER DRUCKER completou 92 anos de idade em entrevista à revista EXAME, edição de junho de 2001 já predizia que a atividade tradicional mais afetada pela nova tecnologia nos próximos 20 anos seria a Educação. Portanto, assim como “O homem é um resultado tardio e não programado do processo evolutivo global do cosmo”, na definição de HÉLIO JAGUARIBE em O Estudo Crítico da História (2001:63), “O advento do microcomputador e da sociedade informatizada trouxe consigo vários problemas teóricos, práticos e metodológicos para os quais ainda não temos respostas”. A desburocratização do trabalho administrativo mudou os valores profissionais, exigindo a formação de indivíduos com maior capacidade criativa e com maior maturidade emocional. Neste contexto, a educação tradicional que se baseava fundamentalmente na memorização de conteúdos programáticos não encontra mais respaldo na era presente - seja na alfabetização, no desenvolvimento da capacidade de cálculos matemáticos, no ensino de idiomas, nos cursos de nível superior ou na formação de formadores. No entanto, para DOMENICO DE MASI, em seu Ócio Criativo, “A maioria dos que se deixam conduzir pelo fascínio da revolução tecnológica – em alguns casos a ponto de serem possuídos por ela – têm uma atitude otimista em relação à vida e ao destino do homem” (2000:185). Isto quer dizer que, por mais que o desemprego tecnológico gere malefício decorrente desta súbita revolução, o sentimento de inutilidade e impotência gera mais ameaças

às gerações mais experientes ainda em atividade. No exercício do magistério, em especial, são muitos os professores que se sentem desnecessários e ultrapassados diante de alunos cada vez mais hábeis na utilização das novas tecnologias da informação e da comunicação. PIERRE LÉVI, em A Conexão Planetária, observa que “A verdadeira educação e a verdadeira aprendizagem fundem todas as disciplinas em uma apreensão global para a qual a aprendizagem em si é tão importante quanto o conhecimento do mundo” (2001:89). A sociedade, portanto, está vivenciando um novo modelo no setor educacional. Com a revolução tecnológica e o desenvolvimento da informática, a exigência por novos ambientes de aprendizagem está cada vez maior, pois está ligada aos novos cenários que a sociedade apresenta. As mudanças organizacionais, tecnológicas, econômicas, culturais e sociais sugerem, por conseguinte, que a educação transforme o modo de pensar e de aprender o mundo. Com a chegada da “Era Pós-Computador com a infinita largura de banda que irá revolucionar o mundo”, na visão de GEORGE GILDER (2001:19), a videoconferência se apresenta como o melhor suporte para a formação de docentes para o ensino superior por possuir uma qualidade de imagem correspondente a uma taxa de 90% da gerada pela TVL. Mesmo concordando com Stephen Hawking, autor de “O Universo Numa Casca de Noz”, quando afirma que atualmente, nossos computadores continuam sendo superados em potência computacional pelo cérebro de uma simples minhoca, a humanidade vive num mundo de comunicação generalizada. Pouco mais de cinqüenta anos se passaram e vimos

nascer a televisão - e já quase morrer! (Gilder, 1999:18) -, surgir a televisão interativa, de alta definição. Computadores antes do tamanho de um carro passam a ser colocados nos pulsos. Miniaturarizam-se as tecnologias (Marcondes Filho, 1995:38). Digitaliza-se tudo (Negroponte, 1995:54). Encurtam-se as distâncias e contrai-se o tempo (Cairnocross, 2000:30). Os computadores passam a ocupar praticamente todos os espaços. Seres humanos e máquinas hibridizam-se (Lévy, 1996:92). Homens se maquinizam. Máquinas se “hominizam”. (Lévy, 1999:103). Aumenta o número de pessoas com equipamentos artificiais em seus corpos: os cyborgs surgem com força total (Lemos, 1996:31). Rede passa a ser a palavra básica do mundo contemporâneo. Redes que ligam regiões e culturas vivas, que possibilitam a multiplicação de visões de mundo. As diferenças passam e devem ser o polo gerador de novas articulações. O trabalho passa a ser mais cooperativo e coletivo. A inteligência coletiva (Lévy, 2000:114). O Planeta é impregnado de imagens. Um mundo de imagens e informações. Um mundo onde a imagem é o paradigma (Serpa, 1993:202). As crianças de hoje pensam de forma diferente porque a sociedade atual é diferente. E a escola? Torna-se necessário mudar tudo na escola. Sua arquitetura, sua estrutura. Urge pensar-se em um novo currículo. Um currículo hipertextual. Que leve em conta não o que é comum, mas, principalmente, o que é diferente. Nessa nova perspectiva, professores e estudantes deixam de ser simples consumidores para serem verdadeiramente produtores. Produtores de cultura e de conhecimento. A escola passa a ser mais um polo dessas redes de conexões. Um polo com vida. Um espaço ativo de produção de cultura e conhecimento.

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fgf ARTIGO

Rafael Lima Montenegro Coordenador adjunto da Associação de Estudos e Pesquisa Técnico-Científica da FGF.

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Um pouco mais de valores humanos A receita dessa vivência mais humana está ligada ao olhar clínico individual que percebe os defeitos e os entraves internos. Através dessa constatação podemos lutar para desenvolver uma verdadeira transformação interior e um triunfo sobre nós mesmos” Vivemos em um momento histórico, no qual os homens estão imersos no materialismo. Cada dia que passa na grande marcha da humanidade mergulhamos ainda mais no nosso mundo particular e esquecemos do que se encontra ao nosso redor. Entrincheiramo-nos na famosa desculpa do “não ter tempo” e por isso não nos dedicamos ao outro. Fazemos vista grossa para a corrupção e outros grandes males políticos, mas não os combatemos. De fato estamos em um momento atípico que se faz necessária a participação ativa e consciente de cada um de nós. Mas o que é tudo isso? Será que temos culpa ou responsabilidade nesse processo? Como podemos ajudar a mudar este mundo que tanto nos deu? Partindo do pressuposto que, através do homem encontro todas as respostas, será que as encontro dentro de mim? Será que vale a pena tentar? Através dessas singelas indagações convido a todos a se aventurarem na grande jornada que é o homem. Para isso temos que resgatar pequenos conhecimentos que estão guardados dentro de nós. Deveríamos nos inspirar nos exemplares gregos que observavam a natureza e dela podiam tirar sínteses

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que serviam para fundamentar a arte, a política, a religião, a ciência e principalmente a filosofia. Viver a vida de uma forma compromissada e essencialmente leve e feliz. A receita dessa vivência mais humana está ligada ao olhar clínico individual que percebe os defeitos e os entraves internos. Através dessa constatação podemos lutar para desenvolver uma verdadeira transformação interior e um triunfo sobre nós mesmos. Trazer a tona nossos aspectos mais positivos e serenos para oferecer aos demais, proporcionando um ambiente de trabalho mais acolhedor, uma relação de amizade mais verdadeira e um lar mais familiar. Em resumo a prática é simples e há muito tempo conhecida. A ideia é resgatar os valores humanos que sempre foram preconizados pelas antigas tradições que colocavam em primeiro plano o “Ser” ao invés do “Ter”. Nesse caminhar o mais importante é ver no homem a solução para o problema e não o problema em si. Temos que exercitar cada vez mais o “Ser Humano” e de fato nos tornar mais “Humanos”.


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