Skip to main content

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Page 1

A magia do Natal já chegou à cidade O mesmo Natal... diferentes formas de o celebrar O Natal aos olhos de duas gerações distintas Natal com cheiro a infância Negócios que a pandemia abriu


2

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021


3

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Editorial

Ficha Técnica

Natal ainda em tempo de pandemia

PROPRIEDADE:

A cidade já está engalanada e, ainda que a passo de pandemia, vai-se preparando para a chegada de uma das festas mais importantes do ano.

REDAÇÃO:

A

Ao comboio de Natal, a grande novidade deste ano, somam-se a pista de gelo natural, os carrosséis, a casa do Pai Natal, os espetáculos, as iluminações, os adornos e as músicas com melodias felizes e de fazer sonhar, que nos despertam para a magia do Natal. As montras, mais bonitas do que nunca, convidamnos a entrar, na esperança de ali encontrar aquele presente especial que faça alguém sorrir. A televisão investe nos melhores anúncios, de tocar até nos corações mais frios. Está oficialmente aberta a época natalícia e, com ela, o aproximar de mais um ano que chega também ao fim... Desafiante para todos nós, pois, não obstante os avanços da vacinação, cujos efeitos (ainda que não tão rápidos quanto gostaríamos) já são bem visíveis no número de internamentos e óbitos, o Covid-19 continua a não nos dar tréguas. Muitos sonhos voltaram a ser desfeitos, muitos planos adiados, várias vidas perdidas e tantos abraços que ficaram novamente por dar! Este ainda não vai ser o Natal que desejávamos, nem tão pouco o Natal que merecíamos, e que, até há bem pouco tempo, acreditávamos ser viável, após tantos meses de confinamento e de privações sociais, em que fomos coagidos a estar distantes de quem mais gostaríamos de ter por perto. Mas é o Natal possível, que nos convida, uma vez mais, a sermos zelosos uns dos outros e a protegermo-nos mutuamente, em nome de um bem maior. Porque conter os abraços ou ter menos uma pessoa à mesa este Natal

pode significar tê-la por perto e com saúde o resto da vida. Por isso, e apesar de todos os pesares e restrições a que voltamos a estar sujeitos, é tempo de agradecer, quanto mais não seja pela bênção de estarmos vivos (e que bênção!), de estar mais perto de quem amamos, ainda que fisicamente separados, e de acreditar em dias melhores e em finais felizes! Tão felizes, como os das várias histórias que contamos nesta nova e especial edição do ‘Pombal ComVida’. Toda ela dedicada ao Natal. Histórias de quem encontrou na dificuldade da crise pandémica uma oportunidade de reinvenção e realização profissional. De quem continua a viver a magia do Natal, mesmo a quilómetros de distância da família, que ficou do outro lado do Atlântico. Ou de quem “faz das tripas coração” nesta altura do ano para que nada falte na mesa das famílias.

B7 Agência de Publicidade & Factos Studio

Patrícia Ribeiro

PUBLICIDADE: B7 Agência de Publicidade

PAGINAÇÃO & GRAFISMO: Factos Studio

IMPRESSÃO: LUSOIBÉRIA – Av. da República, n.º 6, 1.º Esq. 1050-191 Lisboa Telf.: +351 914 605 117 Distribuição Gratuita Edição pontual isenta de registo na ERC, ao abrigo da Lei de Imprensa 2/99, 13 de Janeiro, artº 9º, nº 22 3.500 exemplares

CONTACTOS:

É, por isso, de otimismo e esperança renovada, a mensagem de Natal que aqui deixamos.

B7 Agência de Publicidade: +351 932 026 754 b7agenciapublicidade@gmail.com

Que o espírito natalício faça de cada lágrima um sorriso, da amargura a sabedoria e de cada coração uma casa aberta para todos receber.

Factos Studio: +351 913 003 475 www.factos-studio.com fabio@factos-studio.com

Um feliz e santo Natal para todos! Patrícia Ribeiro


4 Pedro Pimpão

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

imenso jeito. Capricha sempre nas sobremesas, faz sempre muitas”, enalteceu Pedro Pimpão. Mas há duas que, por tradição familiar, nunca podem faltar na mesa: o salame de chocolate, que o faz lembrar a falecida avó paterna, já que era uma das suas especialidades; e as rabanadas ou fatias douradas, a que não consegue resistir nesta altura do ano. “É o meu doce de Natal preferido”, revelou-nos, acrescentando: “Se não houver rabanadas, não é Natal”.

Depois de, em 2020, termos passado o Natal os quatro confinados, infetados com Covid-19, este ano quero tirar o máximo proveito da companhia dos meus familiares" Pedro Pimpão com a esposa, Catarina, e os seus filhos, Aurora e Santiago

S

e já tinha um ritmo de vida frenético enquanto presidente da Junta de Freguesia, pior ficou desde que, em outubro passado, assumiu a presidência da Câmara Municipal de Pombal, com solicitações de toda a parte, que lhe deixaram ainda menos tempo livre para se dedicar a si e aos seus. Em especial, aos filhos, Aurora e Santiago, de 6 e 8 anos, respetivamente, que são, reconhece, “quem mais tem saído prejudicado” com os seus imensos afazeres profissionais. Por isso, neste Natal, Pedro Pimpão apenas deseja um presente muito especial no sapatinho: passar mais tempo de qualidade com a família, de forma a poder compensá-la das suas ausências, durante estes últimos dois meses de liderança autáquica. “Tenho passado pouco tempo em casa e sinto que os meus filhos sentem a falta do pai e a minha mulher também e, por isso, vou aproveitar estes dias para tirar férias e desfrutar um pouco mais da família, dando-lhe a atenção que merece”, disse-nos o recém empossado jovem autarca que,

com tantas responsabilidades, espera conseguir “desligar-se”, pelo menos durante uns dias, das suas funções profissionais e, desta forma, também tirar maior proveito da quadra natalícia. Uma época que lhe é “muito querida e especial” e que o remete, precisamente, para os valores da “família”, da “partilha” e da “solidariedade”. “Eu adoro o Natal, por tudo o que envolve, desde a comida, os doces, a música, a decoração, as tradições, a reunião familiar...” Reunião essa, que, no caso da sua família, não acontece sempre no mesmo sítio, alternando, de ano para ano, entre a casa da mãe, dos irmãos, sogros e sogros do irmão. No entanto, onde quer se realize, a mãe, Alice Faustino, é uma presença obrigatória, ou não fosse ela “o pilar fundamental” da família Pimpão e quem, por norma, também assume a liderança nas lides da cozinha, competindo ao mais novo dos irmãos as tarefas de “tratar das bebidas” e “contribuir para o bom ambiente familiar”. “A minha mãe adora cozinhar e tem

As escolhas de Pimpão: - Um Livro: 'Equador', de Miguel Sousa Tavares - Prato favorito: Caril de Gambas da Maria Alice - Um doce de Natal: Rabanadas - Um presente especial: a família reunida - O presente de Natal mais caricato: o típico par de meias com as raquetes - Um desejo de Natal: Que os valores de fraternidade e solidariedade desta época permaneçam todos os dias do ano nas nossas comunidades

Outra das coisas que não pode faltar na mesa, na Consoada, é o bacalhau cozido com couves, que sempre foi tradição na sua família, assim como também o é, embora mais recentemente, o Jogo do Amigo Secreto, através do qual trocam pequenas lembranças uns com os outros, deixando, no entanto, a distribuição dos presentes das crianças à responsabilidade do Pai Natal. Papel quase sempre desempenhado pelo irmão Nando. “Pode ser que este Natal apareça um Pai Natal diferente”, afirmounos, em jeito de brincadeira. A pouco mais de uma semana do dia 25, Pedro Pimpão ainda não sabe muito bem onde e com quem vai ser passado este Natal, já que, na sua família, e devido ao ritmo de vida intenso de cada um, essas decisões são sempre deixadas mais para a última da hora. No entanto, de uma coisa tem a certeza: “Depois de, em 2020, termos passado o Natal os quatro confinados, infetados com Covid-19, este ano quero tirar o máximo proveito da companhia dos meus familiares”.

- A melhor recordação de Natal: a Consoada com os meus avós - Umas férias de sonho: Fazer um safari no Parque Serengeti, na Tanzânia - Uma canção de Natal: Adeste Fideles (interpretada por Luciano Pavarotti) - O pior defeito: Persistência -A melhor qualidade: Ser genuíno - Objeto de que não abdica: A mochila com o computador (dá para estar sempre a trabalhar) - Uma referência na sua vida: a minha mãe, por tudo o que significa de luta e generosidade, um exemplo a seguir e o meu porto de abrigo! - Um herói infantil: o Superhomem, como qualquer criança - O maior sonho: Fazer a volta ao mundo

Isto, claro, se o Covid-19 assim lho permitir!

DESEJAMOS

BOAS FESTAS!

A TODOS OS NOSSOS CLIENTES DECORAÇÃO

Rodape_Pombal_Natal_252x50.indd 1

BRICOLAGE

CONSTRUÇÃO

JARDIM

PET-SHOP

POMBAL SIGA-NOS www.bricomarche.pt

/bricomarche.portugal

/bricomarche.portugal

13/12/2021 17:24


5

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Celebrações de Natal adaptadas a contexto de pandemia

Pombal transporta crianças e famílias para um mundo de magia e de sonhos

O

Natal é o momento festivo mais aguardado pelas famílias e por todas as crianças. Ano após ano, revive-se todo o imaginário que existe em torno desta época recheada de amor, luz, partilha e esperança e que nos transporta para um mundo de magia e de sonhos.

o Natal 2021, designadamente “criar diversas dinâmicas natalícias que permitissem à comunidade transportar-se par ao mundo encantado do Natal e, por outro lado, ter atrações que fossem cativantes e atrativas para se deslocarem à cidade e por aqui passearem”.

Apesar de todos os constrangimentos provocados pela pandemia Covid-19, o Município de Pombal, em parceria com a Associação de Desenvolvimento de Iniciativas Locais (Adilpom) e a empresa municipal PMUGest, preparou um programa de animação que contribuíram para uma dinâmica comunitária, dando garantias de assinalar a época natalícia com dignidade e com um renovado sentimento de alegria e esperança, que se sente no seio das famílias que estão a aderir, de forma entusiasta, às propostas à sua disposição.

Sob o lema “Natal em Pombal”, foram criadas diversas zonas pela cidade, nomeadamente Natal Encantado (no Jardim das Tílias, transportando as crianças e jovens para um mundo encantado e dos sonhos através de cenografia alusiva a um bosque encantado em torno da casa do Pai Natal); o Mercado de Natal (no Largo do Cardal e dinamizado em parceria com a Associação de Artesãos de Pombal); o Natal Divertido (junto à Biblioteca Municipal com Pista de Gelo e alguns equipamentos de diversão); e o Comboio de Natal (viagem de comboio pela cidade e em cada uma das 13 freguesias do concelho).

Foi esse um dos principais objetivos da Câmara Municipal presidida por Pedro Pimpão para

Por outro lado, na Avenida Heróis do Ultramar estão expostos

62 trenós de Natal, decorados por jardins-de-infância, escolas, lares e instituições de solidariedade social do concelho, enquanto durante cinco dias a Magia do Natal percorreu, através de um palco móvel, todas as escolas do concelho, levando um espetáculo de animação e magia, protagonizado pelo Mágico Vergas. Decorrente da declaração de Estado de Calamidade, a Câmara Municipal de Pombal teve de repensar e adequar a programação à atual evolução do vírus SARSCoV-2, levando à suspensão e/ ou cancelamento de algumas atividades inicialmente previstas, como é o caso da realização de uma festa de passagem de ano comunitária. No entanto, foram mantidos alguns espetáculos musicais, tendo sido reforçadas as medidas de segurança e de prevenção, cumprindo todas as determinações das autoridades de saúde pública, cumprindo também o respetivo Plano de Contingência elaborado

pela autarquia. Para os próximos dias, destaque para o concerto com Bárbara Bandeira, o Concerto de Natal pelo Coro Municipal Marquês de Pombal, o espetáculo musical Christmas Songs, concerto com o Padre João Paulo Vaz e um outro com a Filarmónica da Guia. Todos eles a realizar numa tenda instalada em pleno Jardim do Cardal, no centro da cidade. De referir ainda a parceria entre o município e a Associação Comercial e de Serviços de Pombal, com vista à dinamização, desenvolvimento e criação de atividades de promoção e sustentabilidade do setor comercial e dos serviços do concelho. Assim, de entre outras iniciativas, o município atribuiu um apoio financeiro no valor de seis mil euros para a realização de um Sorteio de Natal, bem como o fornecimento de alcatifa, de cor vermelha, para colocação à entrada dos estabelecimentos comerciais que o pretendam.


6

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Natal brasileiro é ao ar livre, com churrasco e cerveja diferencia o Natal de Portugal do Natal brasileiro!”, disse-nos Juliana, de 32 anos, acrescentando: “Faz muito frio aqui! O primeiro Natal que passámos em Portugal foi à lareira e gelámos a cerveja na sacada. Nem precisou de frigorífico!”, gracejou. Frio a que não estavam, de facto, habituados. Muito menos, nesta época do ano, em que, no Brasil, está a começar o verão e, por isso, o Natal sempre foi sinónimo de “calor”, “cerveja” e “churrasco ao ar livre”. “Se falta churrasco e cerveja, falta tudo ao povo brasileiro! É sagrado!”, reiterou o marido.

Juliana Pádua e o filho, Yuri, no natal de 2020, já em Portugal

É

o terceiro Natal que Juliana Pádua e Edijunior Alves vão passar em Portugal. Naturais da Rondônia, uma das 27 unidades federativas do Brasil, que fica situada entre o Amazonas e a Bolívia, vieram para Portugal em setembro de 2019, em busca de melhores condições de vida e de trabalho, deixando, do outro lado do Atlântico, a família e amigos. Inicialmente, fixaram-se na zona de Lisboa, mas, desde junho de 2020 e por influência de uns amigos, também brasileiros, que já aqui viviam, que se encontram

a residir, juntamente com o filho, Yuri Pádua Alves, de 8 anos, no lugar do Paço, uma aldeia situada na freguesia de Almagreira (Pombal). E é por cá, na companhia dos amigos “que viraram família”, que tencionam passar mais um Natal. Longe do aconchego familiar e das altas temperaturas que se fazem sentir, por esta altura, no seu país de origem, a contrastar com o clima frio e chuvoso de Portugal. “Só agora, devido ao meu trabalho, é que estou a ter mais contacto com a cultura portuguesa, mas o clima é, sem dúvida, o que mais

Faz muito frio aqui! O primeiro Natal que passámos em Portugal foi à lareira e gelámos a cerveja na sacada. Nem precisou de frigorífico " Mas nem só de churrasco é feito o Natal brasileiro, que tem uma caraterística muito peculiar. “A ceia da Consoada é servida mesmo à meia-noite. A família começa a juntar-se por volta das 21h, vamos conversando e petiscando, mas só à meia-noite é que é servida a refeição”, dissenos. De cuja ementa consta o tradicional peru, pernil de porco ou o chester (frango selecionado) assado no forno, acompanhado de arroz com milho e passas, e a farofa. No que toca a sobremesas, estas variam entre o pudim de leite, bolo na taça e o pavé.

E, se os doces são presença habitual na mesa de Natal, os salgados não podem mesmo faltar! “O brasileiro é mais de salgados do que de doces e não dispensa o famoso salpicão, feito com batata palha e peito de frango desfiado, e o arroz colorido”, contou-nos. Tradicionalmente, após a ceia de Natal, familiares e amigos reúnem-se na sala, onde é realizada a troca de presentes e o jogo do Amigo Secreto, enquanto as crianças aguardam, impacientemente, pela chegada do ‘Papai Noel’. Tradições do seu país natal, que Juliana Pádua e a família procuram seguir ‘à risca’ em Portugal, mas que, do lado de cá do Atlântico, acabam por não ter o mesmo sabor, nem o mesmo encanto, porque lhes falta o ‘tempero’ principal. “Por mais amigos que juntemos à mesa, e ainda que façamos os mesmos pratos do Brasil, não é a mesma coisa! Falta-nos o aconchego da família e essa não tem como substituir”, lamentou-se a jovem, não escondendo as saudades que sente dos seus familiares. Os quais viu, a última vez, este verão, quando foi passar uns dias de férias ao Brasil, com o filho. “Custa muito estar longe deles, mas a nossa vida agora é aqui!”, afirmou-nos, conformada.

A família reunida à mesa de natal, no Brasil


Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

7

No Natal, o Bolo é Rei na pastelaria Pombaldoce preferências dos seus clientes, o escangalhado de chocolate. “Tem sido um sucesso, sobretudo entre os mais jovens, que adoram!”, contou-nos.

O dia 24 supostamente não se deveria trabalhar, mas, na verdade, é quando trabalhamos mais"

O pasteleiro João Brás com um bolo-rei acabado de sair do forno

O

Natal costuma ser sinónimo de muito trabalho para as pastelarias, de fabrico próprio, que, nesta altura do ano, não têm mãos que cheguem para tantas encomendas. E foi, literalmente, “com as mãos na massa”, que fomos encontrar, assoberbado de trabalho, João Brás, o gerente e pasteleiro de serviço da padaria e pastelaria ‘Pombaldoce’. “Isto, hoje, está caótico”, dizia-nos, enquanto preparava um dos muitos bolos de aniversário da extensa lista de encomendas para o fimde-semana. “Temos sempre muitas encomendas de bolos de aniversário. As pessoas fazem anos todos os dias!”, afirmounos.

E, se os bolos de aniversário lhe dão que fazer o ano inteiro, o fim do ano é, especialmente, marcado pela procura dos tão deliciosos doces de Natal. Uns mais tradicionais do que outros, mas todos muito apreciados pelos seus clientes. Porém, entre a enorme variedade de doces natalícios que confeciona, há um que se destaca e é presença obrigatória em praticamente todos os lares: o bolo-rei. Com chocolate ou com recheio de chila, com frutas cristalizadas ou apenas frutos secos, há-os para todos os gostos na pastelaria de João Brás, que, nos dois ou três dias que antecedem o Natal, diz confecionar entre 600 a 800 bolos-rei, destacando-se, entre as

Para fazer face a tantas encomendas, João Brás conta com uma equipa de oito colaboradores (entre os quais se encontra também a esposa, Odete Brás). Os mesmos que asseguram o funcionamento da ‘Pombaldoce’ o resto do ano e aos quais, nesta altura, é pedido “um esforço adicional” para que nada falte na mesa de Natal dos pombalenses. “Mesmo confinados, o Natal de 2020 foi excelente em termos de vendas e estou em crer que este ano vai pelo mesmo caminho”, augurou, já mentalizado para as horas extraordinárias e, eventualmente, também algumas noites sem ir à cama, que terá pela frente, nas vésperas do dia 25. “O dia 24 supostamente não se deveria trabalhar, mas, na verdade, é quando trabalhamos mais, pelo menos até às 18h! Só depois é que vamos para casa preparar a Consoada”. Uma festa que costuma passar em família, mas, quase sempre, “meio a dormir”, tal é o cansaço acumulado dos últimos dias. “São muitas horas de sono perdidas, sempre a trabalhar, e, quando finalmente abrandamos o ritmo,

o corpo começa a fraquejar”, justificou-se. Aos 60 anos de idade, João Brás já leva mais de metade da sua vida (38 anos) ao serviço da pastelaria. Inicialmente, por conta de outrem e, há 28 anos a esta parte, por conta própria, quando decidiu abrir a ‘Pombaldoce’, na Rua Almirante Reis, em plena zona histórica da cidade “É uma área de escravos, onde o trabalho nunca acaba e não há horários para nada! Não é uma vida fácil! É, por isso, que muita gente acaba por não singrar nesta área e desistir a meio caminho!”, lamentou-se.

Já ninguém quer enveredar por esta área! É preciso gostar-se mesmo muito do que se faz! Tanto assim é que, na sua família, não há quem lhe queira seguir as pisadas e dar continuidade à profissão de pasteleiro, que acredita “estar em vias de extinção”. “Cozinheiros ainda vai havendo, agora pasteleiros já poucos se encontram. Todos os anos, costumávamos ter aqui pessoas a fazer estágio de pasteleiro e isso acabou. Já ninguém quer enveredar por esta área! É preciso gostar-se mesmo muito do que se faz!”, concluiu. E João gosta, gosta tanto que não se imagina a fazer outra coisa, depositando muito amor e dedicação em tudo o que confeciona, sejam doces, salgados ou o pão fresco de cada dia.


8

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Clarissas do Convento do Louriçal em preparação espiritual para o Natal

Na(tal) clausura da vida

O cortejo dos Reis Magos é uma das tradições das Clarissas, no Dia de Reis

O

Natal é, por excelência, a época do ano em que as famílias mais se juntam para conviver e partilhar agradáveis momentos de confraternização. No caso das Clarissas do Louriçal, a família que se reune no Natal é exatamente a mesma que está junta o ano inteiro, dentro das quatro paredes do Convento. “O Natal é vivido apenas entre nós. Não costumamos ir a casa nesta altura do ano. Aliás, por nossa opção de vida em clausura, só vamos a casa em caso de extrema necessidade, por doença grave ou falecimento de um ente querido”, começou por nos contar a irmã Fátima Miranda, natural de Barcelos. A realidade da clausura passa despercebida aos olhos de muita gente e, por isso, existe sempre alguma curiosidade em saber como é que as clarissas vivem o seu diaa-dia e de que forma celebram os momentos festivos do ano, em particular o Natal. Efeméride que começam a celebrar apenas no primeiro domingo do Advento (último domingo de Novembro), com uma preparação espiritual que lhes é muito caraterística. “No

primeiro domingo do Advento, é feito um sorteio em que, a cada irmã, é atribuída uma virtude. É aquilo a que chamamos o Enxoval do Menino Jesus, porque cada virtude simboliza, no fundo, uma peça do enxoval. Assim, por exemplo, se me calhar a virtude da caridade, terei que a praticar, com mais empenho, durante as quatro semanas do Advento, através das mais variadas ações. Para além disso, a imagem do Menino Jesus vai rodando alternadamente por todas as irmãs, durante o tempo do Advento, de forma a que todas a possamos venerar individualmente”, dissenos a religiosa, para quem a alegria e o espírito do Natal só fazem sentido com esta preparação espiritual, em que “nos assemelhamos mais a Jesus, que vem ter connosco”, argumentou. Mas as tradições natalícias no Convento do Louriçal não se ficam por aqui e, tal como acontece na maioria das famílias, também as clarissas fazem a habitual troca de presentes, mas de uma forma muito simbólica e despojada do consumismo exacerbado que habita em tantos lares. “O presente que oferecemos umas às outras é, tão só, dizer a cada

irmã o que mais apreciamos na sua personalidade. É algo que fazemos de forma muito pessoal, através de um bilhete ou carta, sempre fechado, endereçado e colocado junto ao presépio ou na árvore de Natal. Depois cada irmã recolhe as mensagens que têm o seu nome. No fundo, é uma forma de dizermos à outra pessoa o quanto gostamos dela e de valorizar gestos, por vezes, tão simples, mas tão importantes para uma vida fraterna”, considerou, realçando que os valores humanos são “bem mais importantes” que os valores materiais. “Não são precisas coisas supérfluas ou luxuosas. Acho que temos tudo o que é essencial, basta-nos o conforto necessário. Somos felizes com a simplicidade em que vivemos”, acrescentou.

em demasia, apenas o essencial”, respondeu-nos.

O presente que oferecemos umas às outras é, tão só, dizer a cada irmã o que mais apreciamos na sua personalidade."

Apesar de toda esta azáfama, envolta em atividades tão diversificadas, a família de sangue também não é esquecida nesta quadra festiva e, ainda que não possa estar fisicamente presente, há outras formas de se comunicarem e de matar saudades. “Antigamente, escrevíamos sempre as boas festas, mas, com a evolução das novas tecnologias, passámos a comunicar mais por telefone ou telemóvel. Apenas em casos execionais, quando um familiar está muito tempo sem se poder deslocar ao Convento, é que usamos a videochamada, mas não estamos muito habituadas a esta tecnologia”, confessou-nos a religiosa, de 54 anos, 35 dos quais vividos em clausura. “Tinha 18 anos quando troquei Barcelos pelo Convento do Louriçal”, disse-nos, sem mencionar as razões que ditaram essa tomada de decisão, em pleno auge da sua adolescência.

Ainda assim, e mesmo bastandolhes tão pouco para serem felizes, há sempre quem, no seio da sociedade, goste de as presentear com pequenas lembranças nesta altura do ano, ou, mesmo, durante o ano inteiro. Ofertas que a Madre vai juntando para, depois, na noite de Natal, distribuir por todas. “Habitualmente, são sempre artigos necessários ao nosso dia-a-dia, como roupas ou produtos de higiene pessoal, que são colocados à disposição de todas, para que cada uma possa levar, consoante as suas necessidades”, disse-nos a irmã Fátima, que fala com grande entusiasmo de tudo o que envolve o Natal. Sem esquecer, a decoração natalícia e a elaboração dos presépios... sempre mais do que um! “Fazemos sempre um na Igreja, que é aquele a que damos mais atenção, outro na sala de convívio, também no refeitório e na zona do atendimento ao público. O Convento é tão grande que sentimos necessidade de fazer vários”, disse-nos. E a ceia de Natal, que antecede a tão esperada Missa do Galo? “É muito simples e sem excessos. Há sempre os benfeitores que nos oferecem doces e outras iguarias de Natal. Por isso, não costumamos confecionar muita comida, para que não haja

E, se o Natal é de grande importância para esta agregação de clausura, não menos o são o Dia de Ano Novo e o Dia de Reis, também vividos em ambiente de grande alegria, simplicidade e fraternidade, e com tradições muito peculiares. São disso exemplos o Sorteio dos Protetores, realizado na noite da Passagem de Ano, em que é sorteado o protetor espiritual de cada irmã para o novo ano que se inicia; a entoação de cânticos ao Menino Jesus, também nessa noite; o cortejo dos Reis Magos, no Dia de Reis; e a renovação dos votos religiosos das clarissas, durante a Oração de Vésperas, também realizada por altura dos Reis.

Com ela, no Convento, vivem mais

10 irmãs, a mais nova com 44 anos e a mais velha com 84, encontrando-se duas delas, atualmente, em processo de formação. “Já há muito tempo que não tínhamos ninguém novo por aqui e bem que faz falta, porque já somos muito poucas! Quando aqui cheguei éramos 23!”, fez saber. Com contacto muito restrito com o mundo exterior, o dia-a-dia destas mulheres, que abriram mão da família e de uma carreira profissional numa empresa, para se entregarem à vida religiosa, é dividido entre momentos de oração; trabalho, seja nas lides da casa ou nos afazeres do quintal; formações, quase sempre online; convívio; e descanso. “Juntando tudo, trabalho e oração, há sempre que fazer na casa de Nosso Senhor”, disse-nos, asseverando tratar-se de uma vida que “é tudo menos monótona!”


9

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Natal cigano dura quase uma semana "É a festa mais bonita do ano!" feijão (o Rei da culinária no Natal cigano), com bacalhau frito. Não se serve carne!”, frisou. Esta, em abundância, só mesmo no Dia de Natal, em que termina o jejum de carnes e a mesa se enche de cabrito assado, carne guisada, galinha, grão cozido, fruta, pudins, arroz-doce... Já o dia 26 é aquilo a que o povo cigano chama o ‘Rapa’. “Não se cozinha neste dia. O que houver é o que se come. Rapamos tudo, porque a vida está cara e não se pode desperdiçar”, contou-nos o filho, Moisés Garcia Emídio, que, entretanto, também se juntou à conversa.

A família Garcia Emídio reunida num dos últimos natais

É

considerado um dos momentos festivos mais importantes do ano, cujas comemorações quase se assemelham aos casamentos. Pelo menos, em termos de duração, prolongando-se durante quatro dias a fio! E é para ser vivido ao rubro, com muita alegria, mesa farta e música non stop. É assim o Natal da comunidade cigana, a festa por que todos anseiam o ano inteiro. “É a festa mais bonita do ano! Comemos, bebemos, cantamos, dançamos… É uma alegria!”, disse-nos Orlanda Salzar, a matriarca da família Garcia Emídio, que, amavelmente, abriu-nos a porta de sua casa, situada em Barros da Paz, na freguesia de Almagreira (Pombal), para nos falar um pouco das tradições e do espírito natalício que habita no seio da comunidade cigana, em particular na sua família, muito assente nos valores da Religião Evangélica e na “adoração ao Menino Jesus”. “A comunidade cigana acredita muito em Jesus. É também por isso que damos tanto valor ao Natal”, revelou-nos. Uma quadra que, para si, é também sinónimo de “afeto”, “união” e “família”. “A família é tudo!”, afirmou-nos, orgulhosa da que construiu com o marido, Manuel Garcia Emídio, de 67 anos. “Temos 4 filhos, todos

casados, 12 netos, alguns deles também já casados, e um bisneto, estando o segundo a caminho (está previsto nascer em janeiro). Quando nos juntamos todos, é uma casa cheia”, congratulou-se a mulher, de 62 anos, que casou com 15 e teve o primeiro filho aos 17. E é na companhia dos filhos, noras, netos e bisneto, que Orlanda Salzar e Manuel Garcia Emídio costumam passar o Natal, sempre em sua casa, a comer e a beber, desde que o dia amanhece, a 23 de dezembro, até que o sol se põe, no 26.

Os ciganos juntavam-se todos numa grande tenda ao ar livre, com uma fogueira. E também andávamos de casa em casa, a comer e a beber. Era uma porta aberta. Entrava tudo!" Mas, e de que é feita a ementa estes dias todos? “No dia 23 amassamos a massa e fazemos as filhós. No 24, são servidas as travessas de

Em todos estes dias, canta-se, dança-se e, por vezes, até se tocam uns instrumentos musicais, ou não fossem os ciganos um povo tão alegre e dado à música. “É sempre uma alegria!”, reiterou o jovem, que, apesar de adorar o Natal da atualidade, confessa ter saudades dos tempos em que vivia, com a família, no ‘Bairro dos Ciganos’, em Pombal, de onde saíram, há cerca de 13 anos, e onde a festa era ainda mais rija e grandiosa. “Se tenho saudades?! Então não tenho! Esses tempos é que eram bons! Era diferente”, afirmou-nos, justificando: “Os ciganos juntavam-se todos numa grande tenda ao ar livre, com uma fogueira. E também andávamos de casa em casa, a comer e a beber. Era uma porta aberta. Entrava tudo!” Desses tempos, Orlanda Salzar, a mãe, recorda também o trabalho árduo nas feiras, que percorria na região, e de onde saía, sempre a correr, nas vésperas de Natal, para ir preparar o almoço para a família. “Era uma época de alegria, mas também de muito trabalho”, ressalvou. Hoje, já não faz feiras. O marido teve alguns problemas de saúde, em janeiro de 2020, e foram obrigados a parar e o filho, Moisés, que os ajudava, também teve que arranjar um emprego, numa fábrica da zona, para sobreviver. “Acho que estou melhor agora. É outra vida, pois as feiras também já não são como eram antigamente”, rematou Moisés Garcia.

Rogério Santos Presidente da Junta Freguesia de Vila Cã

de

Na qualidade de presidente recém-eleito e depois de ter tomado conhecimento das várias necessidades dos vilacanenses, gostaria de ter como presente no sapatinho da Junta de Freguesia, a satisfação de uma das suas principais necessidades, que também é um direito: a colocação de um médico de família no nosso posto médico.

Manuel Nogueira Matos Presidente da União de Freguesias de Santiago e S. Simão de Litém e Albergaria dos Doze São vários os presentes que gostaria de receber este Natal para a freguesia a que presido. Nomeadamente: a confirmação do pagamento dos apoios solicitados à Câmara Municipal de Pombal; a adjudicação da 2.ª fase da Variante a trânsito pesado em Albergaria dos Doze; a possibilidade de construir, com o apoio da CM, o Mercado de Santiago; o lançamento das obras de ampliação do Cemitério de S. Simão de Litém; o lançamento da obra de remodelação do R/C do edifício da Junta de S. Simão de Litém para adaptação aos serviços gerais e administrativos; e o lançamento da obra do passadiço e pista em terra ciclável entre Albergaria e Vermoil, à beira do Rio Arunca.


10

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Sem espetáculos por causa do Covid, artistas circenses passam Natal tradicional em família

João Pimpão Presidente da Junta Freguesia das Meirinhas

arrumávamos tudo e montávamos as mesas com a comida e os doces, e ali ficávamos todos juntos, dentro da tenda, e sempre com muita música à mistura, a celebrar o Natal, da forma como nos era possível e na vila ou cidade onde nos encontrássemos. Mas era uma alegria!”, contou-nos Sarah Noronha, que confessa ter “muitas saudades” desses Natais. “Muita gente nos pergunta se não se torna cansativo ou aborrecido andar sempre de um lado para o outro e não ter uma residência fixa para viver o ano inteiro. Mas, para nós que já nascemos no circo e adoramos esta vida, aborrecido é estar tanto tempo parados no mesmo sítio! Em andamento, não temos tempo para nos aborrecer!”, gracejou.

de

Enquanto presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, o presente que gostaria de receber no sapatinho, este Natal, era, sem dúvida, a execução imediata das obras de requalificação do IC2, entre Meirinhas e Redinha, e a posterior ligação à autoestrada. É uma obra há muito ansiada, que vai permitir a sã convivência entre peões, automobilistas e empresas.

Alguns dos artistas do Circo Safari

Paulo Duarte Presidente da Junta Freguesia da Redinha

de

Enquanto presidente de Junta de Freguesia da Redinha, gostaria que esta quadra natalícia, com a ternura do passado, o valor do presente e a esperança de um futuro melhor, nos possa encorajar para o novo ano que se avizinha, abrindo o caminho para novos projetos e mais sonhos serem alcançados. Desta forma, proporcionar mais e melhores condições de vida aos Redinhenses.

Sandra Barros Presidente da Junta Freguesia de Abiul

de

Enquanto presidente de Junta, existem vários projetos que gostaria de ver realizados, no entanto, o presente que gostaria de ter no sapatinho este Natal seria sinais de que a pandemia está a abrandar, para que pudéssemos voltar à vida normal e, aí sim, teríamos certamente liberdade para poder realizar todos os projetos que ambicionamos para a nossa freguesia.

E

ra no palco, a fazer o que mais prazer lhe dá na vida, que o casal Sarah Noronha e Moisés Costa, costumava passar a Consoada e o Dia de Natal, entretendo miúdos e graúdos com o seu divertido espetáculo de variedades circenses. São ambos artistas do Circo Safari, um circo familiar, contituído por sete elementos, designadamente eles, os respetivos pais e o irmão mais novo de Moisés, que, tal como tantos outros a nível nacional e mundial, encontra-se com a tenda desmontada há mais de ano e meio, por culpa da pandemia do Covid-19. O último espetáculo foi em março de 2020, na zona de Castelo Branco, onde estavam instalados há um ano, em trabalho, e de onde tiveram que sair para assentar arraiais noutro sítio, que não lhes acarretasse despesas extra de parqueamento. A solução recaiu num terreno que o pai de Moisés adquiriu, há cerca de 6 anos, em Reis de Cima, na freguesia de Almagreira (Pombal), onde têm estacionada toda a logística necessária à realização das suas atuações. “Temos um camião, dois semi-trailers, uma camioneta, duas carrinhas e uma caravana. Tudo parado e estacionado neste

terreno que o meu pai comprou para, um dia, quando tiver que largar a vida do circo, aqui se fixar definitivamente. Foi amor à primeira vista! E em boa hora o fez, porque, hoje, tem-nos muita conta, caso contrário, teríamos que nos socorrer dos terrenos de uns familiares, em Aveiro, para ali ficarmos a viver neste período em que estamos parados”, afirmounos Moisés Costa que, nas atuações do Circo Safari, dá vida ao palhaço Gusanito. Habituados a andar de um lado para o outro, e sempre com a casa atrás, nunca Sarah e Moisés estiveram tanto tempo a residir no mesmo sítio, já vai para um ano e dois meses, e tudo indica que este Natal vai voltar a ser vivido ali, em Reis de Cima, na companhia dos restantes cinco elementos do circo, tal como sucedera em 2020. Ano em que, pela primeira vez, vivenciaram o Natal na sua forma mais tradicional, que é como quem diz: sem atuações, e sentados confortavelmente à mesa, em família, a comer e a beber. “Para os artistas circenses, o Natal é sinónimo de muito trabalho. Sempre passámos o Natal a fazer espectáculos, por esse país fora. Em épocas boas, chegámos a fazer três atuações por dia e, no final da última,

Aos 27 e 30 anos de idade, respetivamente, Sarah e Moisés, que, para além de casados, são também primos legítimos, nunca conheceram outra vida para além do circo. Os pais, avós e bisavós já faziam parte deste circo, que conta já com várias gerações, estando a sua continuidade seguramente assegurada pelos fillhos, de 5 e 7 anos, que já demonstram ter gosto e vocação para a arte circense. “Ainda nenhum deles representa um papel, mas a pequena já quer ir para a pista dançar. Já tem o espírito de artista circense”, orgulhou-se a mãe, que se estreou nas lides do circo com apenas 9 anos de idade, como contorcionista. “É uma vida fantástica, mas, mesmo que não a queiram seguir, terão sempre todo o nosso apoio. Serão o que eles quiserem ser. O importante é que sejam felizes!”, concluiu. Uma vida que, por agora, se encontra temporariamente suspensa, até que a Covid os deixe regressar novamente aos palcos, onde são “verdadeiramente felizes”, a fazer feliz quem, do outro lado, assiste aos seus espetáculos. Até lá, e enquanto isso não for possível, vão fazendo o que podem para sobreviver a um período economicamente mais desafiante, em que as ajudas do Estado foram “muito poucas”. Pequenos biscates, aqui e acolá (ou não estivessem eles habituados a fazer de tudo um pouco!), que os ajudam a pagar as contas no fim do mês, mas que não os fazem esquecer a vontade voraz de regressar à pista. Só não sabem quando!


Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

11


12

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Duas gerações com perspetivas diferentes sobre a quadra natalícia

Natal sem idade

U

ma adora o Natal, tanto, que a alegria e o entusiasmo com que fala desta quadra são notórios até à distância de um telefonema. A outra já gostou muito do Natal e já vibrou imenso com esta época, mas, de há uns anos a esta parte, deixou de lhe dar importância e, se dependesse de si, hoje, até omitiria essa data do calendário. 68 anos de idade separam Maria de Lordes Graça, de 90, de Carolina Duro, de 22. Poderiam ser bisavó e neta, mas não são. São apenas duas pombalenses, de gerações distintas, com perspetivas bem diferentes sobre o Natal e diferentes histórias para contar.

É em Munique, na Alemanha, onde está a fazer doutoramento e, ao mesmo tempo, a trabalhar como neurocientista num laboratório, que Carolina Duro se encontra a residir desde outubro deste ano. Mas há muito que tem bilhete de avião comprado para vir a Portugal passar o Natal. Se a pandemia de Covid-19 assim lho permitir. “Não quero, sequer, pensar na hipótese de não poder viajar e tudo farei para o conseguir! Nem que tenha que fazer quarentena quando chegar a Portugal. Se esse for o preço a pagar para poder estar com a minha família, não hesitarei!”, afirmounos a jovem, que tem uma ligação tão forte com os seus familiares que, passar o Natal sem eles, seria “a maior tristeza” e “o maior desgosto” da sua vida. “Natal sem família, não é Natal!”, sublinhou.

Ainda para mais, quando, na sua, existe tanto o espírito de partilha e união, em torno de tradições muito próprias. Desde logo, o facto da Consoada ser passada em casa dos avós maternos, na Batalha, e o Dia de Natal em casa dos avós paternos, no Alto dos Crespos, em Pombal. Todos o anos, sem exceção, mas com dinâmicas bem distintas. “Os meus avós, do lado da minha mãe, são pessoas um pouco mais velhas, não muito dadas ao barulho e gostam de se deitar cedo, então a Consoada limita-se apenas ao jantar e à troca de presentes logo a seguir à refeição. Por vezes, à meia noite já estou a dormir! O 25, em casa dos meus avós paternos, é que é o êxtase e aquele dia mais emblemático, em que começamos, logo pela manhã, na cozinha, a preparar o almoço e os doces, e só regressamos a casa já noite. É sempre um dia de excessos alimentares, porque gostamos todos muito de comer, mas é também um dia de muito convívio entre pais, tios, primos e avós, e de muita alegria e animação, em que os mais novos têm por hábito presentear a família com um espetáculo de varidedades, depois do almoço...umas vezes teatro, outras vezes dança, cânticos... é o que calha!”, contou-nos, divertida.

Carolina e a irmã a montar a árvore

Uma tradição familiar muito peculiar que começou com a Carolina, ainda

Carolina, com os pais e a irmã, no natal de 2020 criança, e que, atualmente, é seguida à risca pelos seus sucessores: a irmã, de 15 anos, e os primos, de 7 e 10 anos. “Até aos 8 anos fui a única criança na família e sentia que tinha que fazer algo diferente para entreter os adultos e fazer valer o seu tempo. Então, esmerava-me mesmo muito nestes espetáculos. Cheguei, inclusive, a fazer guiões para peças de teatro que encenava. Contudo, agora que já entrei na idade adulta, é a minha irmã e os meus primos que assumem essa responsabilidade, mas eu continuo a dar o meu contributo. É muito engraçado, diria que é o momento alto do nosso Dia de Natal”, orgulhou-se.

E, se há família onde reina a ordem e a organização hierárquica natalícia, é na de Carolina Duro, onde as tarefas estão muito bem delineadas e distribuídas, cabendo aos avós paternos a confeção do prato principal, aos pais e tios as entradas e sobremesas, e aos netos a decoração da casa, que varia de ano para ano. “Levamos isto tão a sério que, em 2020, com a Covid, chegámos a fazer reuniões, através do Zoom, para decidir a ementa e a decoração. É muito giro”, disse-nos, não escondendo a alegria e o entusiasmo pela chegada de mais um Natal. “Não há data que me deixe mais feliz! Adoro o Natal!”

Natal sem família, não é Natal!"

A família toda reunida no natal de 2019


Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021 rodeada de muita gente e, todos os anos, fazia questão de reunir a família em sua casa, Natal após Natal... até 2002. Ano em que o marido faleceu e a alegria do Natal se desvaneceu para sempre. “O Natal nunca mais foi o mesmo para mim. Houve Natais em que desejei muito estar sozinha, agarrada às minhas memórias, mas o meu filho e os meus netos nunca me deixaram e vinham sempre jantar comigo na Consoada e, no Dia de Natal, íamos almoçar a um restaurante, em Lisboa. Nunca mais tive coragem, nem alegria, para fazer um Natal em minha casa”, lamentouse, acrescentando: “É uma altura muito difícil para mim e, se pudesse, apagava essa data do calendário! Traz-me muita saudade!”

Maria de Lordes Graça ainda hoje adora estar rodeada de gente Desse estado de espírito não comunga, no entanto, a proprietária do restaurante ‘Manjar do Marquês’, que, à medida que o Natal se vai aproximando, maior é a angústia e a tristeza que diz sentir. Não que o Natal lhe traga más recordações, muito pelo contrário, foi muito feliz nesta data, mas, atualmente, só lhe traz à memória a lembrança dos seus entes queridos que já partiram e com os quais passou muitos e felizes Natais. O que lhe causa imensa saudade. “Vivo muito das lembranças do passado e sofro muito com isso! Tenho muitas saudades dos Natais de antigamente!”, disse-nos, recordando, com nostalgia, os Natais vividos, em criança, em casa dos pais, numa aldeia situada em Figueiró dos Vinhos, em que a casa se tornava pequena para acolher tanta gente; e,

mais tarde, já casada com Evangelista Nunes Graça, na sua casa, em Pombal, onde chegou a juntar perto de 40 pessoas, entre pais, irmãos, tios, sobrinhos...Ninguém ficava de fora! “Era tão feliz nesses Natais, porque tinha junto de mim as pessoas de que mais gostava. Era uma casa cheia! O meu marido muitas vezes ia para me ajudar e eu já tinha quase tudo feito: a mesa posta, as lareiras acesas, a comida, os doces... Nem dormia a pensar nos preparativos. Fartavame de trabalhar, mas nunca estava cansada. E preparava tudo com muito amor e carinho!”, afirmou-nos, comovida. O facto de ter crescido embuída desse espírito de união, partilha e confraternização, promovido pela mãe, fê-la gostar sempre de estar

Era tão feliz nesses Natais, porque tinha junto de mim as pessoas de que mais gostava. Era uma casa cheia!" A mesma saudade com que recorda o longo e, por vezes penoso, caminho que teve que percorrer até conseguir

13 colocar o ‘Manjar do Marquês’ no mapa dos restaurantes mais conceituados da Região Centro. “Por amor ao meu marido, larguei a minha profissão e vim trabalhar com ele. Custou-me muito adaptar-me a esta vida. Foi muito difícil! Apanhei uma depressão e tudo, mas assim que me agarrei a isto, nunca mais ninguém me parou!”

Vivo muito das lembranças do passado e sofro muito com isso! Tenho muitas saudades dos Natais de antigamente!" Tanto assim é que, aos 90 anos de vida, completados por estes dias, ainda continua a ser a alma daquela casa, cuja gestão está atualmente nas mãos do seu único filho, Paulo Graça. E é ali, entre tachos e panelas, e rodeada dos seus cerca de 40 funcionários, que diz sentir-se feliz. Afinal de contas, sempre gostou de estar rodeada de muita gente!


14

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

O Natal aos olhos das crianças linguagem dos adultos, sobretudo dos que praticam a N aReligião Católica (mas não só!), o Natal é uma das datas festivas mais importantes do ano, em que se assinala o nascimento de Jesus Cristo, o Salvador. Sendo, por isso, uma época de renovação, paz, harmonia, união, amor e esperança. Mas, e as crianças? Qual é, para elas, o verdadeiro significado do Natal e de que forma celebram esta quadra? Foi isso que o Pombal ComVida foi tentar saber junto de algumas crianças da nossa praça.

Fátima Cruz Marques, 6 anos, Vermoil

Gustavo Lopes Carvalho, 9 anos, Bonitos 1.O que é para ti o Natal? Para mim o Natal é o Nascimento de Jesus. 2.Será que o Pai Natal existe? Como é que ele é? Para mim o Pai Natal não existe, porque lhe pedi uma Nintendo Switch e ela não apareceu... 3.Que presente gostarias de receber, este ano, no sapatinho? Gostaria de receber um peluche do Naruto e muito amor, carinho e saúde... 4.Que mensagem gostarias de deixar ao Pai Natal? Pai Natal, por favor existe...

1.O que é para ti o Natal? O Natal é quando as pessoas fazem a árvore de Natal e colocam a estrelinha no cimo da árvore. 2.Será que o Pai Natal existe? Como é que ele é? Sim, existe. Tem uma rena, barba branca e presentes para entregar às crianças. 3.Que presente gostarias de receber, este ano, no sapatinho? Hum… não sei… Já tenho vários bonecos, livros, desenhos… acho que já não preciso de mais nada em especial… só se for outro relógio, mas com bonequinhos. 4.Que mensagem gostarias de deixar ao Pai Natal? Ai que pergunta. Para isso teria que lhe escrever uma carta, mas ainda não sei escrever.

Santiago Gaspar Pimpão, 8 anos, Pombal 1.O que é para ti o Natal? É o dia que festejamos em família e que representa o nascimento de Jesus, o filho de Deus. 2.Será que o Pai Natal existe? Como é que ele é? Tem barba branca como o pai, e também tem cabelo branco com caracóis e um chapéu vermelho, com uma bolinha branca. É gordo, tem um cinto preto, calças vermelhas e umas renas como ajudantes. 3.Que presente gostarias de receber, este ano, no sapatinho? Uns videojogos e umas meias quentinhas. 4.Que mensagem gostarias de deixar ao Pai Natal? Que o Pai Natal curasse todas as pessoas do mundo e que fossemos imortais.


15

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Gustavo Oliveira, 6 anos, Pombal 1.O que é para ti o Natal? É bom, divertido, muito engraçado e é o dia do ano que eu mais gosto! 2.Será que o Pai Natal existe? Como é que ele é? Oh! Oh! Oh! Que pergunta, claro que existe! É grande, tem um chapéu na cabeça, uma barba branca, botas pretas, veste-se todo de vermelho e tem muitos, muitos anos! 3.Que presente gostarias de receber, este ano, no sapatinho? Deixa-me cá pensar... Gostava de receber uma ambulância e uns binóculos... quero muito uns binóculos... 4.Que mensagem gostarias de deixar ao Pai Natal? Hum...esta pergunta é a mais difícil de todas...não sei bem..Bem, eu sei que não o vou conseguir ver, mas gostava de lhe pedir para ver as renas. Nunca as consegui ver, porque sei que ele estaciona sempre o trenó no telhado e mais nem sei como é que ele faz isso. Há-de ser mesmo difícil!! E agora que pensei melhor, quero deixar-lhe mais uma mensagem. Há tempos, quando vi um fime de Natal, reparei que, para as renas voarem pelo céu, precisam de um pó mágico, e esse pó existe mesmo que eu sei. Então queria que ele me dissesse que pó é esse para eu o poder usar também!

Érica Silva Santos, 6 anos, Pombal 1.O que é para ti o Natal? O Natal para mim é a família, os presentes e os bolinhos. Francisca Caramonete, 8 anos, Pombal 1.O que é para ti o Natal? O Natal para mim é quando nós colocamos as meias na lareira, fazemos bolos e o Menino Jesus nasce... e quando o meu avô faz anos. 2.Será que o Pai Natal existe? Como é que ele é? O Pai Natal não existe. É disfarçado. É gordo e vermelho e tem muita barba. 3.Que presente gostarias de receber, este ano, no sapatinho? No sapatinho??! Na meia! Gostava de receber uma boneca para brincar. 4.Que mensagem gostarias de deixar ao Pai Natal? Querido Pai Natal eu queria receber muitos presentes e espero que o Natal seja feliz para toda a gente.

2.Será que o Pai Natal existe? Como é que ele é? Ele existe, senão como é que alguém conseguiria entregar os presentes a todas as crianças do mundo, só numa noite?! Como toda a gente sabe, ele tem um capuz com uma bolinha vermelha na ponta, tem uma roupa toda vermelha e está sempre muito aconchegadinho. 3.Que presente gostarias de receber, este ano, no sapatinho? Hum... gostaria de receber um kit de slime, um kit para fazer mini gelados..mais...deixa-me pensar... um microfone, um tablet, o kit de ciências, uma bicicleta... 4.Que mensagem gostarias de deixar ao Pai Natal? Gostaria de lhe dizer que quero todos os brinquedos que disse e, além do mais, dizer-lhe obrigada. Espero que consiga realizar os desejos de todas as crianças, só numa noite.


16

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Negócios que a pandemia despoletou e a Internet impulsionou

L

aura Duarte, Mélanie Pereira, Patrícia Sousa e Vanessa Francisco. Quatro jovens empreendedoras que encontraram na crise pandémica uma oportunidade para abrir ou desenvolver um negócio por conta própria. Algumas já tinham a ideia a marinar há muito tempo, até então apenas consubstanciada em forma de hobbie a que se iam dedicando quando os afazeres profissionais, domésticos e da maternidade assim o permitiam; outras viram a oportunidade à espreita quando a pandemia do Covid-19 rebentou e nem por nada a quiseram deixar escapar. Histórias de negócios, bem sucedidos, de quem encontrou na dificuldade uma oportunidade para se reinventar e dar um novo rumo à sua vida profissional, no meio da incerteza e do desconhecido, e com a Internet como grande aliada.

Um projeto com o cunho do filho Desempregada desde março deste ano, depois da entidade patronal a ter dispensado no regresso da sua licença de maternidade, Laura Duarte acabou por driblar as dificuldades com a criatividade de um projeto pessoal, nascido por mero acaso, com

o nascimento do seu filho, Miguel. “Fui mãe no auge da pandemia, em setembro de 2020, o que acabou por limitar algumas brincadeiras que gostaria de ter proporcionado ao meu filho, como levá-lo a um parque infantil para andar de baloiço”, começou por nos contar.

mãos à obra e criar, ela própria, com recurso a tecidos, cordas e rolos de madeira, o baloiço para o seu bebé, sem nunca antes ter pegado numa máquina de costura ou, sequer, algum dia, em criança, ter feito fatinhos para as bonecas.

tardaram a chegar por parte dos familiares e amigos. “Toda a gente me dizia que tinham ficado muito bonitos e que eu tinha muito jeito, e começaram a incentivar-me para fazer mais e para divulgar as minhas criações nas redes sociais”.

Da ideia à conceção passaram apenas duas ou três semanas, e o baloiço que tanto idealizou ficou pronto, com a ajuda imprescindível da avó São, que se revelou “determinante” na concretização deste projeto. “Eu fazia o molde, cortava os tecidos, ainhavava tudo e ela reforçava a peça na máquina. Um verdadeiro trabalho de equipa”, disse-nos, orgulhosa da sua criação, que, rapidamente, quis testar no seu bebé, e o resultado não poderia ter sido mais feliz. “Aquelas gargalhadazinhas que imaginei foram ainda mais estridentes. Ele adorou e eu também!”, congratulou-se.

Um conselho que, em boa hora, acatou, porque, assim que abriu conta no Facebook e no Instagram, com o nome ‘Sabanico’, pelo qual trata carinhosamente o filho, começou a receber pedidos de encomendas. “Logo na primeira semana, vendi dois baloiços, um para Penacova e o outro para o Porto! Nem queria acreditar!”, confidenciou-nos a jovem empreendedora, que, desde então, não mais parou de confecionar baloiços, todos eles personalizados, com cores e padrões à escolha, e feitos com materiais de alta qualidade. Sendo já extensa a lista de regiões para onde já enviou encomendas, desde Coimbra, Braga, Loulé, Gondomar, Leiria, Lisboa e, até, para os Arquipélagos dos Açores e Madeira. “A aceitação está a ser fantástica. Não há um dia em que não receba pedidos de encomendas. As pessoas mandamme fotos e vídeos das crianças nos baloiços e isso dá-me um gozo tremendo e uma vontade enorme de continuar, porque sinto que estou a fazer alguma coisa boa”, afirmounos, orgulhosa, não descartando a possibilidade de, um dia, dedicarse, a tempo inteiro, a este projeto que a pandemia despoletou, num período particularmente desafiante da sua vida. “Numa altura em que a minha situação laboral está bastante debilitada, este projeto veio revelarse uma lufada de ar fresco”, concluiu.

Laura Duarte com uma das suas criações

Baloiço criado por Laura Duarte Sem o poder fazer, devido ao facto dos parques de diversão para criança se encontrarem fechados por causa do Covid, resolveu comprar um baloiço para colocar no terraço de casa, mas essa procura revelou-se insana. “Os baloiços que encontrava à venda eram todos feitos em plástico e eu queria algo mais amigo do ambiente. Na internet, descobri uns muito giros, que se encaixavam perfeitamente naquilo que pretendia, mas os preços eram incomportáveis, tudo para cima dos três dígitos”, lamentou-se a jovem jornalista, de 36 anos, que, num “piscar de olhos”, decidiu pôr

A satisfação e o entusiasmo eram de tal ordem, que começou a dedicarse, cada vez mais a sério, a esta “brincadeira” e, duas semanas depois, já tinha mais dois baloiços concluídos: um para pendurar no quintal da avó Lisete e o outro para oferecer a uma menina, sua conhecida. Desta vez, porém, sem a ajuda da sogra, assumindo, ela própria, o comando da máquina de costura e fazendo os aperfeiçoamentos necessários, tendo em vista o conforto e a segurança. “Gastei muitos metros de linha, parti algumas agulhas, irritei-me várias vezes, fiz e desfiz, mas não desisti. Queria ser capaz!” E foi! Os baloiços sairam exatamente como idealizou, e os elogios não

A descoberta de um talento desconhecido Do mesmo se pode gabar Melanie Pereira, que nunca levou a sério a ideia de se estabelecer por conta própria, pelo menos na área que abraçou, até ao dia em que, por motivos de saúde, e após uma baixa médica prolongada de mais de um


17

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021 ano, foi obrigada a despedir-se da empresa onde trabalhava, há cerca de seis anos.

Festa personalizada Melanie Pereira

criada

por

Dispondo de mais tempo livre, passou a dedicar-se mais à personalização de artigos para festas e datas especiais, que, até então, apenas fazia, como hobbie, nas poucas horas vagas que ia tendo. “Isto começou tudo por uma brincadeira, no batizado da minha filha, em que decidi ser eu a fazer os convites e as lembranças. Seguiu-se o batizado do meu afilhado, mais umas quantas prendas para a família, até que a coisa começou a tornar-se mais séria e as pessoas foram começando a incentivar-me, porque achavam graça aos meus artigos e diziam-me que eu tinha muito jeito, quando, na verdade, eu sempre achei que não tinha nem jeito, nem paciência, para os trabalhos manuais. Aliás, as minhas notas a EVT nunca foram grande coisa!”, contou-nos a jovem, de 29 anos, que só mudou de opinião quando começou a ver as encomendas a aparecer em maior quantidade e fora do seu núcleo de amigos e familiares. Sobretudo, no Natal de 2019, antes da pandemia, e no Dia do Pai de 2020, já em plena crise pandémica, altura em que as vendas dispararam consideravelmente.

Melanie Pereira na sua loja “Mel Dreams Art”, no Louriçal De tal forma que, em julho de 2021, decidiu abrir, na vila do Louriçal, a Mel Dreams Art, uma loja dedicada à personalização de artigos, decoração de eventos, pintura em tecido e

madeiras e estampagem de camisolas e bordados. “Sempre tive ideia de abrir um negócio meu, mas nunca nesta área, talvez mais relacionado com a pastelaria ou restauração, mas, sinceramente, hoje, não me vejo a fazer outra coisa!”, confidenciounos, não escondendo o entusiasmo pela descoberta de um talento que nem sequer sonhava ter. Apesar do estabelecimento se encontrar em funcionamento há menos de meio ano, o balanço que faz é “muito positivo”, devendo o sucesso do seu negócio à Internet, que se revelou uma forte aliada na divulgação, além fronteiras, da sua arte, sobretudo numa altura em que as pessoas se encontravam fechadas em casa.

O impacto sociais

das

físico ao ar livre, investindo em roupa mais prática e desportiva”, disse-nos, justificando, assim, a elevada procura registada na sua loja durante o confinamento. Período em que as vendas aumentaram consideravelmente, constituindo uma importante fonte de rendimento familiar, sobretudo numa altura em que, com o encerramento das escolas, onde trabalha, também ela teve que vir para casa.

redes

É também às novas tecnologias, designadamente às redes sociais, que Patrícia Sousa, de 37 anos, deve o crescimento da sua loja online de moda infantil e desportiva, a que se dedica, pelo menos para já, apenas em part-time. “Abri o negócio em 2016, quando estava grávida da minha filha. A princípio, vendia só mais para as pessoas que conhecia, nomeadamente familiares, amigos e amigos de amigos, mas, a partir do momento em que criei a página no Facebook, começaram a aparecer clientes de todo o lado, até do estrangeiro. Pessoas que nunca vi na vida, mas que seguem as minhas publicações, gostam e compram”, congratulou-se a mentora da ‘Pipoquinha – Moda Infantil’, que, profissionalmente, é professora de Educação Física. E, se o negócio já lhe corria de feição, melhor ficou com o aparecimento da pandemia, que considera ter sido “muito benéfica” para as lojas de venda online. “Como estava tudo fechado, as pessoas, que passaram a estar mais tempo em casa, começaram também a sentir necessidade de recorrer à Internet para fazer as suas compras, nomeadamente de roupa. Algo que, até então, não faziam com tanta facilidade, por não sentirem segurança nas compras online. Além disso, e por ser das poucas coisas que se podia fazer, passaram também a praticar mais exercício

Patrícia Sousa O negócio evoluiu tão favoravelmente durante a pandemia, que Patrícia Sousa viu-se, entretanto, obrigada a largar outros part-times que tinha em paralelo, como os grupos de dança, para passar a dedicar-se mais à página da ‘Pipoquinha’, que diz absorver-lhe “todo o tempo livre e mais algum”. “A loja ocupa-me o meu tempo livre praticamente todo! Desde o responder aos clientes, falar com os fornecedores, preparar as encomendas, fazer as entregas... É dia e noite a trabalhar na página”, dissenos, não descartando a possibilidade de, um dia, abrir um espaço físico.

A decisão certa momento oportuno

no

Membro independente da Herbalife Nutrition desde 2012, part-time que sempre conseguiu conciliar com a sua atividade profissional numa empresa do ramo de nutrição animal e veterinário, Vanessa Francisco, de 33 anos, nunca alimentou a ideia de fazer da Herbalife o seu projeto de vida. No entanto, com a pandemia, as suas prioridades alteraram-se e a vontade de proteger e dedicar mais tempo à família, melhorando também a sua qualidade de vida, fizeram-na perceber que o seu Plano B podia, afinal de contas, resultar muito bem como um Plano A, pelo que, em junho

deste ano, decidiu rescindir contrato com a empresa onde trabalhava, para dedicar-se a 100% à Herbalife (e aos seus!). “A pandemia foi um mal que veio por bem! Se não tivesse acontecido, iria continuar acomodada à minha qualidade de assalariada e dificilmente teria tomado a decisão de me tornar dona do meu próprio negócio e do meu tempo”, alegou, plenamente convicta de que tomou a decisão certa no momento oportuno. Na medida em que, não só as pessoas passaram a ter mais tempo para fazer exercício físico e cuidar do seu bemestar e da sua alimentação, como a própria Herbalife também passou a apostar mais no potencial do sistema online, o que permitiu aos membros independentes trabalhar com os seus clientes à distância, a partir de qualquer parte do mundo. “Isso foi espectacular, porque aquilo que antes só se fazia presencialmente, passou a fazer-se online, nomeadamente o acompanhamento ao cliente, a gestão de equipas, as formações, o recrutamento de novos membros... tudo isso veio facilitar-nos a vida, porque nos permite, hoje, trabalhar em qualquer lado e em qualquer dia da semana, o que é fantástico do ponto de vista da gestão do tempo”, congratulou-se, afirmando que, desde que passou a dedicar mais tempo a este projeto, os rendimentos “duplicaram”. “Posso dizer que estou a ganhar mais do que ganhava no meu emprego, das 9h às 18h, não faço tantos quilómetros e tenho muito mais tempo livre”, dissenos, rematando: “Não há dinheiro que pague o podermos ser donos do nosso próprio tempo e termos disponibilidade para as pessoas que realmente nos são importantes. Ganhei muito mais qualidade de vida e sou, hoje, muito mais feliz”.

Vanessa Francisco


18 Confeitaria Vale

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Um negócio familiar que tem passado de geração em geração

Helena Vale a exibir um dos deliciosos bolos-rei confecionados na Confeitaria do Vale

S

e, para muitos, o Natal é sinónimo de férias e de descanso, para quem trabalha na área da restauração e similares, esta é, sem dúvida, uma das épocas mais altas do ano em termos de vendas. O mesmo é dizer: “uma época de muito trabalho e sacrifício, stress e alguma pressão à mistura, porque os clientes fazem as encomendas hoje, mas querem-nas para ontem!” É assim que Helena Vale, uma das sócias-gerentes da Confeitaria Vale, descreve o ambiente de grande azáfama laboral vivido, por estes dias, nesta unidade de produção de doces regionais, situada na Ladeira das Leais, em Pombal. De cujos fornos saem,

entre outras iguarias, cerca de 2.600 bolos-rei por dia, com destino ao mercado nacional e internacional. Mas nem sempre assim foi! Aliás, o Natal sempre foi considerada uma época “muito baixa” para a Confeitaria Vale, que normalmente até aproveitava esta altura do ano para encerrar para férias, já que as encomendas eram praticamente inexistentes. Até ao dia em que, no já longínquo ano de 2008, fruto de um desafio que lhe fora colocado por uma grande superfície nacional (o qual não chegou a avançar), e, posteriormente, também a pedido de um cliente, na Suiça, que, anualmente, insistia para que produzissem essa iguaria, a

gerência, atualmente assumida por Helena Vale, a mãe Maria Helena Vale, e a irmã Rute Vale, decidiu passar a confecionar também o tradicional bolo-rei, tão apreciado nesta quadra. Produto que acabaria por revolucionar para sempre a época natalícia desta unidade de produção. “De uma época morta passou a ser a nossa melhor época do ano”, asseverou-nos, sustentando a sua afirmação nos sete camiões TIR que, por norma, saem da fábrica nesta altura do ano. Carregados não só do tradicional bolo-rei, mas também de outros produtos, igualmente apreciados, que ali são confecionados, como, por exemplo, os biscoitos de Natal, uma produção relativamente recente (2018), exclusiva da quadra natalícia. Sem esquecer, os dois produtos-âncora, que deram nome e fama à Confeitaria Vale, desde que esta iniciou produção, há mais de 70 anos: as cavacas e os beijinhos, estes últimos uma consequência dos primeiros.

As cavacas são todas pintadas à mão, uma a uma, e não existem duas iguais" “Quando se faziam as cavacas, havia sempre aquele espaço livre entre elas, nos tabuleiros de ir ao forno, e o meu avô achava que aquele espaço vazio era mal empregado e que se devia preencher com alguma coisa. E assim nasceram os beijinhos, que caíram tanto em graça que, pouco tempo depois, já tinham que ser

feitos de propósito, porque os dos espaços livres já não chegavam para as encomendas”, contounos Helena Vale, explicando o que diferencia uma especialidade da outra, já que a massa é a mesma. “As cavacas são todas pintadas à mão, uma a uma, e não existem duas iguais, ao passo que os beijinhos são envoltos numa espécie de pasta, em que têm que ser separados um a um, por três vezes. Quer um, quer outro, dão imenso trabalho a fazer, é por isso que temos 17 colaboradores a trabalhar connosco!”, disse-nos. Confecionados segundo uma receita tradicional, sem corantes, nem conservantes, as cavacas e os beijinhos de Pombal são, de longe, os dois produtos mais procurados e apreciados, o ano inteiro, pelos clientes da Confeitaria Vale. Uma empresa de cariz familiar, cujo negócio tem vindo a passar de geração em geração, e que, hoje, é sobejamente conhecida em todo o mercado nacional, encontrando-se em crescente expansão também no mercado internacional, nomeadamente em França, Luxemburgo, Irlanda, Suiça, Alemanha, Bélgica, Canadá, Holanda, Inglaterra e EUA. Sendo uma das poucas unidades de produção de Pombal que leva o nome do concelho por esse mundo fora.

As sócias da Confeitaria do Vale ladeadas dos seus funcionários


19

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Tradições de Natal insólitas as vassouras para voarem nelas. Na típica região dos fiordes, este utensílio doméstico é guardado a sete chaves, só saindo do armário quando alguém deixa cair algo para o chão para o limpar.

Pickles na árvore de Natal

Ir à missa de patins Sabia que na Venezuela, na semana que antecede o Natal, é costume ir à missa de patins? Entre os dias 16 e 24 de dezembro, muitos venezuelanos têm o hábito de ir à primeira missa do dia, tradicionalmente apelidada de Missa de Agrinalda. Principalmente em Caracas, é comum as crianças e adolescentes deslocarem-se de patins, pelo que as ruas costumam estar fechadas ao trânsito até às oito

horas da manhã, para facilitar os acessos às igrejas. Para manter a tradição, há muitos pais que não têm dúvidas num dos presentes que hão de oferecer aos filhos… um par de patins!

Natal sem vassouras Sabia que na Noruega escondemse as vassouras na noite de Natal? Os noruegueses acreditam que, durante a noite de Consoada, as bruxas e os espíritos endiabrados andas nas ruas a festejar e que, em jeito de brincadeira, roubariam

Sabia que na Alemanha colocam um pickle na decoração da árvore de Natal? No país da cerveja e das salsichas é costume os pais acabarem de decorar a árvore na véspera da grande noite e o último elemento decorativo a ser colocado é um pickle, que deve ser de vidro, segundo a tradição. A parte engraçada é que este deve ficar disfarçado no meio das outras decorações. No dia seguinte, a criança que encontrar o pickle é a primeira a abrir as prendas e tem direito a mais um presente.

Batatas Podres Também chamados de Jólasveinar, os Yule são baderneiros que aproveitam o espírito natalício para praticar o terror. A tradição islandesa é bem antiga, mas

(felizmente!) ela está a ficar cada vez mais tranquila, adaptandose ao mundo moderno. Ao invés de sair pelas cidades roubando e vandalizando, os Yule só fazem confusão e “presenteiam” as crianças que não se portaram bem com batatas podres.

Peixes na banheira A carpa de Natal é um componente importante para a ceia de Natal da Eslováquia. Muitas famílias mantêm a carpa viva na banheira até que esteja pronta para ser cozinhada. As carpas alimentam-se do fundo dos rios, portanto, passar alguns dias em água limpa faz com que o peixe fique mais fresco. No entanto, a maioria das pessoas não pensa nessa logística quando joga os seus peixes na banheira fazem-no para manter as velhas tradições. As crianças divertem-se a brincar com os peixes e a expectativa pelo Natal aumenta enquanto os peixes nadam em círculos. Se as famílias precisarem usar a banheira, elas simplesmente colocam a carpa num balde, tomam banho e colocam os peixes de volta na banheira!


20

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Simbologia do Natal

Para cada enfeite um significado À medida que o Natal se vai aproximando, é muito comum decorar-se a casa com vários enfeites, adereços, luzes e objetos característicos da época. O que muita gente não sabe é que, associado a esses enfeites, há um significado especial. Ou não fosse o Natal a época festiva mais rica em termos de simbolismo sagrado e profano.

Gonçalo Ramos Presidente da União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca Na fase do ano onde, provavelmente, a componente familiar e solidária é mais significativa, que possamos estar juntos e que, juntos, ajudemos quem mais precisa. Termos essa “liberdade” comunitária e associativa será, com certeza, uma boa prenda, uma vez que saberemos o que fazer com ela. Feliz Natal a todos!

José Manuel Marques Presidente da Junta Freguesia do Louriçal

de

Este Natal, não peço presentes, nem obra feita. Só queria mesmo que a pandemia do Covid-19 se fosse embora para voltarmos a viver livremente e em convívio uns com os outros, sem medos, sem pressões, nem preocupações. Que as famílias pudessem voltar a ter um Natal em paz e em união e que, a pouco e pouco, pudéssemos ir retomando as nossas vidas, na sua plenitude.

Vamos conhecer a simbologia por detrás dos objetos mais significativos da festa mais esperada do ano.

PRESÉPIO

BOLAS

O presépio representa o cenário do nascimento de Jesus. O primeiro presépio data de 1223 e foi montado na Itália, por São Francisco de Assis, que queria mostrar aos fiéis como teria nascido Jesus.

As bolas que decoram a árvore de Natal representam o fruto das árvores, símbolo da abundância.

Inicialmente, era feito apenas nas igrejas, até a sua montagem nas casas se tornar tradição. Trata-se de uma representação do cenário em que o Menino Jesus nasceu, nele figurando, para além de Jesus e de seus pais, Maria e José, também os animais do estábulo, que aqueceram Jesus; o anjo, que anuncia ao mundo o seu nascimento; a Estrela de Belém, que indicou o caminho aos três reis magos; e os três reis: Baltazar, Gaspar e Melchior.

Segundo reza a lenda, inicialmente, as frutas serviam de decoração e eram comidas pelas crianças, mas houve um ano em que, à falta de fruta, um artesão fez bolas de vidro para as imitar e a sua obra de arte foi tão aplaudida que as bolas acabaram por se tornar uma tradição e um elemento decorativo, que não pode faltar no Natal.

GRINALDA

Habitualmente é desmontado a 6 de janeiro, dia em que os reis magos localizaram o menino.

Carla Longo Presidente da Junta Freguesia de Pombal

de

Perguntam-me o que gostaria de receber neste Natal, enquanto presidente de Junta de Freguesia. Esta é uma resposta bem difícil! Gostaria de tanta coisa, mas, acima de tudo, quero “não coisas”, coisas imateriais! Quero que em cada um de nós, Pombalenses, cresça e fique cada vez mais forte, o sentido de Comunidade, Identidade e sentimento de Pertença.

VELAS

As velas de Natal simbolizam a fé e a luz de Cristo que ilumina os caminhos da Humanidade, porque Ele veio para dissipar as trevas e a escuridão.

Remontando à antiguidade, a grinalda é um símbolo de boasvindas para quem nos visita nesta época festiva. Daí a tradição de pendurá-las na porta principal das casas. Inicialmente um símbolo pagão, a grinalda passou a ser utilizada pela Igreja com a adaptação de velas, donde surgiu a coroa do Advento.

ANJO

Os anjos representam a figura de Gabriel, o anjo que anunciou a Maria que ela daria à luz um filho, chamado Jesus, daí a sua importância nas ornamentações de Natal. Tal como Gabriel, os anjos, que exercem o papel de mensageiros de Deus, anunciam ao povo o nascimento de Jesus, sendo considerados um dos maiores portadores da alegria desta época.

CEIA DE NATAL

A ceia de Natal é o símbolo da confraternização, simboliza o banquete eterno e a união das famílias. O costume de reunir os amigos e familiares à volta da mesa para comemorar o nascimento de Jesus vem da Europa, onde as pessoas abriam a porta das suas casas para receber viajantes e oferecerlhes uma refeição, na véspera de Natal.


Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

PERU

O peru é um dos pratos mais requisitados para a ceia de Natal e representa a fartura. A tradição de comer peru vem dos Estados Unidos, onde a ave é um prato típico do Dia de Ação de Graças, também chamado de Turkey Day (Dia do peru, em português).

ARVORE

O costume de enfeitar a árvore de Natal remonta ao século XVI e, originalmente, representava o solstício do inverno. Na tradição cristã, a árvore de Natal simboliza a vida, a paz e a esperança, e suas luzes simbolizam as estrelas, o Sol e a Lua.

ESTRELA

O Dia de Ação de Graças, muito comemorado nos Estados Unidos, surgiu em 1621 para agradecer, sobretudo, a fartura das colheitas.

PRESENTES

PAI NATAL

COROA DO ADVENTO

A figura do Pai Natal surge a partir dos gestos de bondade de um bispo, chamado Nicolau, que, segundo a lenda, lançava moedas de ouro para as chaminés das casas dos mais necessitados, na Turquia, tendo, posteriormente, sido reconhecido pela Igreja como santo.

A coroa do Advento é uma espécie de grinalda, onde se colocam quatro velas, uma para cada semana que antecede o Natal.

Já a representação moderna do Pai Natal terá surgido nos Estados Unidos da Américo. Santa Claus ganhou a aparência de um velhinho gordinho, com barba comprida e roupa vermelha, deslocando-se pelas casas com o seu trenó para entregar presentes aos meninos.

Muito mais do que um bonito objeto de decoração, para os cristãos a coroa do Advento é um anúncio do Natal. O seu formato simboliza a eternidade e as suas folhas verdes, a esperança. Nas igrejas, cada vela da coroa tem uma cor diferente e são acesas por esta ordem: verde, vermelha, roxa e branca.

POSTAL DE NATAL

SINOS Importante símbolo do Natal, a estrela guiou os três reis magos (Belchior, Baltazar e Gaspar e) até ao local do nascimento do menino Jesus, presenteando-o com ouro, incenso e mirra.

Os presentes de Natal simbolizam as ofertas dos Reis Magos ao Menino Jesus, a quem ofereceram ouro, símbolo da realeza de Cristo; incenso, símbolo da divindade; e mirra, que simboliza os aspetos humanos de Jesus.

21

Usada como enfeite, em especial no topo da árvore, simboliza, portanto, não só o objeto norteador dos reis magos, como o próprio filho de Deus, símbolo da verdade e da vida, ou seja, a “estrela guia da humanidade”.

Os sinos de Natal simbolizam o anúncio do nascimento de Jesus. Usados na decoração das árvores e das portas, os sinos também são lembrados nas músicas natalícias. A mais conhecida é “Bate o sino”.

O primeiro postal de Natal foi feito pelo pintor John Callcott Horsley, a pedido de Sir Henry Cole, um funcionário público inglês que, na altura, estava demasiado ocupado para escrever cartas com desejos de boas festas, então pediu ajuda ao referido pintor. Com o passar do tempo, os postais em papel foram sendo substituídos pelas mensagens, enviadas eletronicamente.


22

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Opinião

Os doces não estragam os dentes T

odos nós ouvimos dizer desde os tempos dos nossos avós que os doces “estragam” os dentes. Será verdade ou mentira este saber tão popular? Na realidade é apenas uma meia verdade. O que “estraga os dentes”, ou seja o que provoca a cárie, são ácidos produzidos por bactérias presentes na boca, ao nível da gengivas, por acumulação de açucares, que estão quase sempre presentes na nossa alimentação.

Usar pastas adequadas;

Como prevenir esta doença dos dentes?

Porque a cárie leva a uma perda precoce dos dentes e a falta destes levam a um má saúde oral e a uma má saúde geral, diminuindo assim a qualidade de vida

- Escovar os dentes de forma regular, pelo menos duas vezes ao dia.

Perdas dos dentes molares definitivos aos 6 anos de vida

molares e únicos que irão desempenhar tão árdua tarefa até surgirem os dentes caninos, por volta dos 13 anos.

Nesta idade termina a formação e conformação da articulação do maxilar. Sem os dentes, a articulação não poderá funcionar corretamente, estes tem características únicas que permitem um crescimento harmonioso e funcional da boca da criança e dos seus dentes.

Perda de dentes em adolescentes e jovens adultos.

“pai o meu maxilar estala” uma queixa frequente das crianças.

São a perda dos pré-molares que provocam maiores consequências, tanto para a boca como para o sistema ou sistemas em que a boca está inserida. As queixas aqui são sobretudo os cliques articulares e as “dores nos ouvidos” (ATMs)

Nós dentistas, pensamos logo se tem os dentes íntegros, e se pode mastigar dos dois lados.

Perda de dentes adultos e 3a idade.

Não será depois de uma má formação articular que se irá remediar o problema.

Os dentes podem ser usados para além do alívio do stresse, instrumentos de ganho de força e produtividade, prevenção das dores de cabeça, pescoço e lombares.

Nestas idades surge a necessidade de ranger os dentes, como alívio de tensões a que a criança está sujeita. São estes primeiros

nos

Sem dentes também não teremos

um bom sono reparador. Aos macacos cortaram os dentes, deixaram de subir às árvores, voltaram a por os dentes e eles voltaram a subir às árvores.

A perda de dentes e o desporto. Não existe um bom rendimento ou uma boa performance desportiva sem uma boa saúde oral. A Perda de dentes leva a alterações no equilíbrio tónico postural. Manifestando se por: -Cefaleias -Lombalgias -Pubalgias -Dores musculares generalizadas -Dores articulares -Lesões muscular -Cansaço generalizado.

dentífricas

- Visitas regulares ao dentista; - Prevenir com selantes em idades precoces, abaixo dos 6 anos. Identificar genéticas.

predisposição

Porquê é tão importante prevenir esta doença?

Helder Monteiro & Rita Gaspar. Dizia um meu professor ortopedista, que uma boa escovagem de dentes prevenia uma escoliose. Já la vão decorridos mais de 30 anos. Hoje eu diria que uma boa escovagem, de dentes promove um corpo são e uma mente sã. Segundo António Damasio, pensamos e sentimos com o corpo todo. Sendo assim, a saúde geral promovida pela saúde oral pode-lhe ofercer uma vida mais saúdavel, mais equilibrada e mais harmoniosa.


23

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

RECEITAS Queques de atum

Peru de Natal saudável

Uma sugestão da chef Justa Nobre

Uma sugestão de Andréa Santa Rosa, a nutricionista das celebridades

INGREDIENTES - 2 latas pequenas de atum em azeite - 4 colheres de sopa de azeite - 40 g cebola roxa picada - 80 g curgete em cubos pequenos - 60 g cenoura em cubos pequenos - 250 g farinha com fermento - 1 colher de chá de bicarbonato - 4 colheres de sopa de natas - 1 colher de chá de flor de sal - q.b. pimenta - 2 colheres de sopa de salsa e manjericão picados - 6 ovos PREPARAÇÃO Leve o azeite, a cebola, a curgete e a cenoura ao lume a cozinhar um pouco. Retire para uma taça e, quando estiver morno, acrescente à parte os ovos batidos, o atum, as natas, a flor de sal, a pimenta, a salsa e o manjericão. Junte a farinha aos poucos, envolvendo bem. Distribua o preparado por formas de queques e leve a cozer a 180º graus durante 10 minutos. Sirva quentes ou frios.

INGREDIENTES - 1 peru - Sal a gosto para temperar - ½ xícara de azeite de oliva - 2 cebolas grandes picadas

- 4 cenouras picadas - 4 talos de aipo picados - 2 raminhos de tomilho fresco - 1 folha de louro - ½ xícara de vinagre balsâmico

PREPARAÇÃO Massageie o peru inteiro, por dentro e por fora, com o sal. Coloque-o numa panela e cubra com água fria. Leve à geladeira por 12 horas. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180 C). Retire o peru da geladeira, jogue fora a água salgada e enxague bem o peru em água corrente. Pincele-o com azeite de oliva. Preencha a cavidade da ave com uma cebola, metade das cenouras, metade do aipo, um ramo de tomilho e a folha de louro. Espalhe o restante dos legumes e o tomilho na assadeira em volta do peru e regue com o vinagre balsâmico. Asse descoberto, por quatro horas, em média. Se achar necessário vire de lado.


24

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

AGENDA POMBAL Sábado, dia 18, Bárbara Bandeira atua no Jardim do Cardal pelas 21h30 do dia 18 de dezembro. Domingo, dia 19, destaque para a animação de rua, da Banda às Riscas, que irá começar a percorrer o Largo do Cardal e a Zona Histórica da cidade por volta das 15h00; e o Concerto de Natal, a partir das 17h00, na Igreja do Cardal. Às 18h30, o Jardim do Cardal será palco do “Christmas Songs Show”. Até ao dia 26 de dezembro, o Jardim das Tílias presenteia os visitantes com um “Natal Encantado”, que inclui a “Casa do Pai Natal” e o “Bosque encantado”. O Largo do Cardal acolhe o “Mercado de Natal” com o habitual artesanato e produtos endógenos para decorar a mesa de Natal. Durante o mesmo período, o Largo da Biblioteca Municipal é palco do “Natal Divertido”, com “Pista de Gelo” incluída; e a Praça Marquês de Pombal é um Bosque Natural “Photo Point”. Os interessados encontrarão no Largo do Cardal uma estação com um Comboio Turístico, preparado para percorrer as ruas da cidade de Pombal. Esta sexta-feira, 17 de dezembro, um Wonderland itinerante percorrerá as escolas do concelho para apresentar o espetáculo “ilusões Mágicas” do “Mágico Vegas”, de nacionalidade portuguesa. Estará patente, na Avenida Heróis do Ultramar, a exposição “Pombal Tem Mais Trenós de Natal”, até 6 de janeiro de 2022 À meia noite do dia 31 de dezembro será lançado fogo de artifício a partir do Castelo de Pombal. Estes são apenas alguns destaques do programa cultural do “Natal em Pombal”, que inclui muitos mais festivais, espetáculos, concertos, exposições, workshops e encontros. O Município de Pombal disponibiliza a programação completa e reserva de bilhetes em https://www.natalempombal.pt


Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

25

AGENDA LEIRIA No coração da cidade de Leiria, os principais polos de atração são o Recreio dos Duendes com a inclusão da pista de gelo, no Largo Papa Paulo VI; o Mercado de Sant’Ana que se transforma no palco do evento com uma programação enriquecida com espetáculos de teatro e musicais; a Praça Rodrigues Lobo com a Casa do Pai Natal; o Largo Goa, Damão e Diu com o carrossel e street food; a figura central da iluminação de Natal, o Castelo de Leiria, com animação e divertimentos para os mais pequenos; e o Jardim Luís de Camões com o Jardim Solidário e a novidade do Comboio de Carril. À meia noite do dia 31 de dezembro, o fogo de artifício, lançado a partir do Castelo de Leiria, terá também transmissão ‘online’ na página de Facebook da autarquia. O Município de Leiria disponibiliza a programação completa em https://www. visiteleiria.pt

COIMBRA Um comboio de Natal que irá percorrer a Baixa, um carrossel parisiense no Largo da Portagem, uma tenda com insufláveis, trampolim e “o sítio do Pai Natal”, na Praça do Comércio, são algumas das propostas da autarquia. Para os mais pequenos, haverá sessões de leitura de contos na Casa Municipal da Cultura, mas também na rede anexa de bibliotecas municipais de Almalaguês, Assafarge, Brasfemes, Souselas e Trouxemil, e programação dirigida aos mais novos no Convento São Francisco, como um espetáculo de circo contemporâneo e um concerto para bebés. Destaque ainda para os concertos de Natal e Ano Novo no Convento São Francisco, um concerto oferecido à cidade no Salão Nobre da Câmara e um outro na Igreja de Santa Cruz, recorrendo ao órgão daquele monumento.


26

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

AGENDA FIGUEIRA DA FOZ O Comboio de Natal foi o primeiro a chegar à cidade, no dia 26 de novembro, e só vai parar em 2022. As viagens são gratuitas e realizam-se no período das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. No parque de estacionamento da Avenida de Espanha encontra-se a funcionar, até 9 de janeiro, o Parque de Natal, que incluí carrosséis diversos e uma pista de gelo natural. Da programação faz ainda parte o Mercadinho de Natal, também a funcionar até dia 9 de janeiro, no Jardim Dr. Fernando Traqueia, em Buarcos, onde também ficará instalada a Casa do Pai Natal. O fogo-de-artifício mantém-se, com lançamentos nas quatro freguesias com frente de mar – Buarcos, Quiaios, Leirosa e Costa de Lavos – embora com apelos do Município para que não haja ajuntamento de pessoas. O concerto de Matias Damásio, inicialmente agendado para o ar livre, foi transferido para o Coliseu Figueirense, em que o preço de bilhete terá um custo simbólico de dois euros, já incluindo teste covid-19, cuja receita reverte para uma instituição.

ANSIAO No dia 18, durante a manhã, o mercado municipal e as ruas da vila voltam a ser animadas, desta vez com música da Farra Fanfarra. O Pai Natal abrirá novamente a porta de sua casa às 11h30, e, à noite, pelas 21h30, o Centro Cultural será palco de mais uma edição das Jornadas Teatrais, com a peça “Os Maridos da Viúva”, pelo Tacco de Vila do Conde. Antes do Natal, há ainda a oportunidade de assistir, no Centro Cultural, no dia 19, ao espectáculo de ballet “O Quebra-Nozes” e, na Mata Municipal, ao “Pai Natal na Floresta dos Duendes”. Para dar as boas-vindas ao ano que se aproxima a passos largos, no dia 2 de Janeiro, poderá assistir ao Concerto de Ano Novo pelo Coimbra Gospel Choir.

Programação completa em https://www.cm-ansiao.pt


27

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

Medidas de Pandemia

Controlo

Face à evolução da pandemia em Portugal, o Governo decidiu, após ouvir os especialistas e os partidos, definir um conjunto de medidas preventivas que visam conter o crescimento da pandemia nas próximas semanas. Não obstante o facto de Portugal ser um dos países com maior taxa de vacinação em todo o mundo e de os números de internamentos e óbitos refletirem precisamente o efeito da vacinação, o país tem assistido a uma fase de crescimento da pandemia

da

nestas últimas semanas. A chegada do inverno, a vaga que se propaga com intensidade em vários países da Europa e a aproximação de uma época festiva levaram o Governo a atuar para prevenir que o número de infeções por Covid-19, que tem crescido nas últimas semanas, aumente ainda mais. Assim, desde o passado dia 1 de dezembro que está declarado o Estado de Calamidade para todo o território nacional continental, com a adoção das seguintes medidas.

Recomendações gerais: - Testagem regular; - Teletrabalho, sempre que as funções o permitam; - Uso obrigatório de máscara em todos os espaços fechados e em todos os recintos não excecionados pela DGS; - Apresentação do certificado digital obrigatória no acesso a: restaurantes; estabelecimentos turísticos e

alojamento local; eventos lugares marcados; e ginásios.

com

- Exigência de teste negativo obrigatório (mesmo para as pessoas vacinadas) no acesso a: visitas a lares; visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde; grandes eventos sem lugares marcados (ou em recintos improvisados) e recintos desportivos; discotecas e bares. - Nas fronteiras: Teste negativo

obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal; e sanções fortemente agravadas para as companhias aéreas.

Pedro Silva Presidente da Junta Freguesia do Carriço

de

Enquanto presidente de Junta, gostaria de receber no sapatinho uma maior consciência, solidariedade, compreensão e trabalho de equipa entre todos nós, sociedade. Todos devíamos ter presente na memória que, quando os abraços, beijos e simples apertos de mão são proibição médica é um alerta para a tomada de consciência que o afeto é poderoso entre o ser humano, consequentemente a união e solidariedade são a palavra de ordem no combate à desigualdade social que todos nós, em conjunto, nunca devemos menosprezar.

- Para a semana de 2 a 9 de janeiro, que será de contenção dos contactos existentes na época festiva, serão adotadas regras específicas: Teletrabalho obrigatório, sempre que as funções o permitam; recomeço das aulas a 10 de janeiro; e encerramento de discotecas e bares.

Sofia Gonçalves Presidente da Junta Freguesia de Carnide

de

Enquanto presidente de Junta de Freguesia, desejo que possamos retomar as nossas rotinas de partilha, trabalho e de afetos o quanto antes. Com esperança num mundo melhor, cheio de paz, saúde e amor.

Humberto Lopes Presidente da Junta Freguesia de Almagreira

de

Neste Natal e enquanto presidente da Junta de Freguesia de Almagreira, gostaria de assistir ao nascimento de uma creche em Assanha da Paz. Um presente muito desejado pelas mães e pais da nossa freguesia, que ainda não podem contar com este tipo de apoio efetivo às famílias, em Almagreira. Gostaria, também, de assistir ao regresso efetivo à nossa “vida normal”, com o fim da pandemia causada pelo Covid-19. No fundo, continuo a pedir o mesmo todos os anos: Saúde, Paz e Amor para todos nós... Que o verdadeiro espírito do Natal entre nos nossos corações e nos ajude a conduzir as nossas vidas, nas decisões diárias que temos de tomar.


3ª Edição - Programa 11 - 10 de Janeiro

ARROZ DOCE COM GELADO DE CHOCOLATE

28

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

RECEITAS

INGREDIENTES (4 PESSOAS) 120 g de arroz carolino 2,5 dl de água Sal q.b. 1 l de leite Vidrado de limão q.b.

2 paus de canela 120 g de açúcar 4 gemas de ovo Canela em pó q.b. Gelado de chocolate q.b.

PREPARAÇÃO Num tacho, abra o arroz em 2,5 dl de água a ferver temperada com um pouco de sal. Deixe cozer em lume brando cerca de 12 minutos. À parte aqueça o leite juntamente com os paus de canela e o vidrado de limão (sem a parte branca). Deixe fazer uma infusão e retire os paus de canela e o vidrado de limão. Quando a água do arroz tiver evaporado, junte o leite morno e envolva bem. Numa taça, misture as gemas com o açúcar. Junte à mistura das gemas com o açúcar, 1 ou 2 colheres de leite morno e envolva bem. Retire o arroz do lume e, mexendo sempre, junte, pouco a pouco, as gemas misturadas com o açúcar. Sem parar de mexer, leve o arroz de novo ao lume para que as gemas cozam. Quando o arroz doce engrossar um pouco, passe-o para um prato de servir, deixe arrefecer e guarde-o no frigorífico. Antes de servir, polvilhe com canela e acompanhe com gelado de chocolate.

Sonhos de Natal

Arroz doce com gelado de chocolate

Uma sugestão da jornalista Clara de Sousa

Uma sugestão do chef José Avillez

INGREDIENTES - 250 ml de água e leite (meio por meio) - 50 g de manteiga ou margarina - 1 casca de limão - uma pitada de sal - 150 g de farinha com fermento - 4 ovos (3 se forem muito grandes) - açúcar e canela para polvilhar q.b - óleo para fritar CALDA(opcional) - 100 g de açúcar - 1 casca de limão ou laranja - 1 pau de canela - 50 ml de água INGREDIENTES (4 Pessoas) - 120 g de arroz carolino - 2,5 dl de água - Sal q.b. - 1 l de leite - Vidrado de limão q.b. - 2 paus de canela - 120 g de açúcar - 4 gemas de ovo - Canela em pó q.b. - Gelado de chocolate q.b.

PREPARAÇÃO Num tacho leve ao lume a água e leite, a margarina, a casca de limão e o sal. Deixe levantar fervura. Retire do lume, junte a farinha de uma só vez e bata vigorosamente com colher de pau para envolver sem fazer grumos. Leve de novo ao lume e deixe cozer a massa um pouco até se descolar do fundo do tacho. Coloque a massa noutro recipiente, retire a casca de limão e deixe arrefecer, abrindo a massa com as mãos para ser mais rápido. Quando a massa estiver morna, junte os ovos um a um – se for mais fácil junte o primeiro e misture com a mão, apertando bem a massa entre os dedos até o ovo ser absorvido. Envolva os restantes ovos, batendo muito bem com colher de pau ou vara de arames para evitar fazer grumos. Em alternativa, pode fazer todo este processo na batedeira. A textura ideal da massa é semelhante à de uma boa e consistente maionese feita em casa.

PREPARAÇÃO

Coloque 2 a 3 dedos de óleo numa frigideira alta e larga. Quando o óleo estiver quente (não demasiado quente), deite colheradas de massa, empurrando rapidamente com o dedo e deixe fritar lentamente com o lume baixo para evitar que dourem rapidamente. Eles vão dançar no óleo e abrir e rodar e virar sozinhos – deixe-os nesse “baile” até ficarem 3 ou 4 vezes maiores. No final, se já não se virarem sozinhos, dê-lhes uma ajuda para dourarem por igual. Não frite muitos de cada vez. Deixe bastante espaço para crescerem.

Num tacho, abra o arroz em 2,5 dl de água a ferver, temperada com um pouco de sal. Deixe cozer em lume brando cerca de 12 minutos.

Quando estiverem no ponto, retire-os com uma escumadeira, deixando escorrer o máximo de óleo possível e coloqueos num tabuleiro com açúcar e canela. Rode-os sobre essa mistura e disponha num prato ou taça para servir. Em alternativa pode optar por uma calda de açúcar.

Quando a água do arroz tiver evaporado, junte o leite morno e envolva bem.

À parte, aqueça o leite, juntamente com os paus de canela e o vidrado de limão (sem a parte branca). Deixe fazer uma infusão e retire os paus de canela e o vidrado de limão.

FAZER A CALDA

Numa taça, misture as gemas com o açúcar. Junte à mistura das gemas com o açúcar, 1 ou 2 colheres de leite morno e envolva bem. Retire o arroz do lume e, mexendo sempre, junte, pouco a pouco, as gemas misturadas com o açúcar. Sem parar de mexer, leve o arroz de novo ao lume para que as gemas cozam.

Coloque todos os ingredientes num tachinho e leve ao lume. Deixe ferver durante 5 minutos, coe, deixe arrefecer e sirva numa molheira.

Quando o arroz-doce engrossar um pouco, passe-o para um prato de servir, deixe arrefecer e guarde-o no frigorífico. Antes de servir, polvilhe com canela e acompanhe com gelado de chocolate.


30

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

PASSATEMPOS DESCOBRE AS 10 DIFERENÇAS NAS IMAGENS ABAIXO:

Daniel Ferreira Presidente da Junta Freguesia de Vermoil

de

Considerando toda a envolvência subjacente à pandemia, o principal presente que desejo no meu sapatinho, enquanto presidente da Junta de Freguesia de Vermoil, é que consigamos superar este enorme desafio da pandemia, preservando, acima de tudo, a saúde de todos os Vermoilenses, e que possamos caminhar para uma nova normalidade, que permita desfrutar de todas as valências culturais e desportivas da nossa comunidade.

PALAVRAS CRUZADAS:

Nelson Pereira Presidente da Junta Freguesia da Pelariga

de

Enquanto presidente de Junta, não quero um presente para mim, mas sim para todos os habitantes da minha freguesia. Uma freguesia mais próspera, mais desenvolvida, com emprego e boas condições económicas, dotada de todos os serviços essenciais para a população, de todas as idades. Aproveitando o espírito natalício, também ambicionamos uma freguesia mais solidária e onde todos sintam que pertencem à Pelariga e tenham orgulho em aqui viver!

LABIRINTO:


Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021

31


32

Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Pombal ComVida - Edição Especial de Natal 2021 by Factos Studio - Issuu