PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES MARLON ROZA Coordenação da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Curitiba
A missão é servir! No mês missionário, a Arquidiocese de Curitiba, através da revista Voz da Igreja, traz novamente como destaque a peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e a “Urgência e Exigência do Ato de Evangelizar hoje”! A peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida em nossas terras, é uma excelente oportunidade para intensificarmos nossas atividades missionárias, colocarmos nossas forças vivas “nas ruas”, em diálogo, serviço e encontro com as pessoas que não nos procuram mais, de modo especial os mais sofredores. A exemplo do que estamos falando, a Pastoral do Imigrante traz um texto relevante a respeito dos “Refugiados e Haitianos”. Nos revela de forma profunda as dificuldades dos sofredores oriundos de países que estão em guerra ou com poucas expectativas de dignidade humana. Além do tema acima comentado, a revista do mês de outubro traz diversos outros trabalhos e projetos missionários da Arquidiocese, tais como: Dimensão Missionária do Dízimo (matéria da Pastoral do Dízimo), Coleta Missionária e IAM (matéria do COMIDI), Missões dos seminaristas, entre outros. Os atos missionários transformam vidas! A exemplo disso, a PASCOM nos presenteia nesta edição com uma matéria especial a respeito da Pastoral Hospitalar de Campo Largo que completa 13 anos de evangelização. E quem completa também aniversário este mês, é o projeto “Evangelizar é Preciso”; Dom Pedro conta os 10 anos de evangelização deste maravilhoso projeto. Já o Setor Juventude traz para nós os frutos do DNJ – Dia Nacional da Juventude. Foram dias de intensos trabalhos, os quais até nossos bispos participaram. Éh! Isso mesmo, nossos bispos, juntamente com os jovens, saíram as ruas visitar as casas do bairro Cajuru. Vidas foram transformadas! E quem também tem transformado vidas é a equipe do Terço dos Homens que conta nesta edição seus projetos e sonhos. Missão é Servir! Pe. Reginaldo Manzotti, nesta edição nos convida a refletir sobre o ato de colocarmos a serviço da evangelização e da Igreja nos diversos meios e pastorais o que corrobora com o texto trazido pela Pastoral da Saúde a respeito da “prevenção e orientações quanto ao câncer”. Temos também dois importantíssimos temas para você compreender melhor: Sínodo da Família e a reforma no processo de nulidade matrimonial. E, por fim, merecem destaque: a Festa da Padroeira, Mutirão Ecumênico Sulão III, Formação no Orleans e o “Lançamento do Álbum” trazido pela Comissão de Catequese. Evangelizar é servir!
Out Out.. 15
Ação Evangelizadora
Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR) Responsável: Stephany Bravos - DRT 10607/PR Fones / Fax: (41) 2105-6343 ou (41) 8700-4752 E-mail: vozdaigreja@arquidiocesecwb.org.br Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br Apoio e Colaboração: Fone: (41) 2105-6342 Responsável: Aline Tozo E-mail: aline@arquidiocesecwb.org.br
Expediente A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Bispo da Arquidiocese de Curitiba: Dom José Mário Angonese . Chanceler: Élio José Dall'Agnol | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto. | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Marcos Honório da Silva | Assessora de Comunicação: Stephany Bravos | Jornalista responsável: Stephany Bravos | Revisão: Stephany Bravos - Ana Paula Mira |Colaboração voluntária: 12 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral Projeto gráfico e diagramação: Editora Exceuni - Aldemir Batista - exceuni@uol.com.br - (41) 3657-2864. Impressão: ATP Gráfica & Editora - Tiragem: 10 mil exemplares.
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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba
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- Reunião do Setor Cabral, na Paróquia São João Batista 02 - Inauguração da Capela no Prédio da Unopar 03 - Crisma na Paróquia Nossa Senhora da Anunciação - Missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Campo Largo 04 - Missa na Paróquia Menino Deus 06 - Expediente na Cúria - Missa no Seminário Rainha dos Apóstolos 07 - Missa na Catedral, 70 anos do Movimento das Capelinhas - Missa de Jubileu da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém 08 - Reunião do Conselho Diretor da Pastoral da Pessoa Idosa - Reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP), na Cúria - Missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Uberaba 09 - Missa de Imposição do Pálio, na Catedral 13 - Reunião da APAC 14 - Expediente na Cúria - Visita no Seminário Propedêutico 15 - Missa no Carmelo - Reunião do Setor Mercês, na Paróquia Santa Luzia - Investidura dos MESCES do Setor Portão, na Paróquia Senhor Bom Jesus, no Portão 16 - Reunião da CAD, no Seminário Bom Pastor 16 - Reunião do Setor Rebouças, na Paróquia Imaculada Conceição 17 - Formação Permanente para as Irmãs da Sagrada Família - Crisma na Paróquia Nossa Senhora da Anunciação 18 - Missa do Padroeiro da Paróquia São Lucas - Ordenação Diaconal do Seminarista Tiago, na Capela São José, em Campo Magro - Missa na Paróquia Santa Bertila 19 - Formação Bíblica para a RCC 20 - Visita no Seminário Bom Pastor 21 - Palestra para as Lideranças, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora 22 - Mesa Redonda sobre a “Laudato Si”, na Faculdade Bagozzi 24 - Crisma no Santuário São José - Crisma na Paróquia Nossa Senhora da Anunciação 25 - Crisma na Capela da Polícia Militar - Missa de Jubileu da Paróquia São Vicente de Paulo - Crisma na Paróquia Nossa Senhora do Rocio 26 a 29 - Reunião do Conselho Permanente em Brasília- DF 30 - Reunião dos Formadores, no Seminário Propedêutico 31 - Missa na Comunidade São Francisco, da Paróquia Santo Antonio, em Orleans
Dom José Mário Angonese Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Norte 01 02 03 04 06 07 08 09 10 11
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Agenda Mensal dos Bispos
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- Reunião do Setor Cabral, na Paróquia São João Batista - Expediente na Cúria - Missa de Despedida da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida do Setor Pinhais, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida - III Seminário Arquidiocesano da Vida, na PUCPR - Missa do Padroeiro, na Paróquia São Benedito - Missa na Paróquia São Jorge - Dia do Bombeiro no Estado do Paraná - Atividade na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Colombo - Expediente na Cúria - Missa de Imposição do Pálio de Dom Peruzzo, na Catedral - Reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP), na Cúria - Missa de Abertura do Congresso de Espiritualidade do Centro Âncora - Missa na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, no Tanguá - Missa na Paróquia Menino Jesus, em Porto Amazonas - Abertura do Mês Missionário, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - Missa na Capela Nossa Senhora Aparecida, em Pinhais - Reunião da APAC - Expediente na Cúria - Reunião do Setor Mercês, na Paróquia Santa Luzia - Reunião do Setor Almirante Tamandaré, na Paróquia São Pedro Apóstolo - Reunião da CAD, no Seminário Bom Pastor - Reunião do Setor Rebouças, na Paróquia Imaculada Conceição - Crisma no Colégio Santa Maria - Missa da Padroeira da Paróquia Santa Edwiges - Ordenação Diaconal do Seminarista Tiago, na Capela São José, em Campo Magro - Expediente na Cúria - Reunião do Setor Pinhais, local a definir - Missa para a Comunidade Santa Cruz, no Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio - Crisma no Santuário Nossa Senhora do Carmo - Missa de Encerramento da Escola da Família, em Campo Largo - Missa do Padroeiro no Santuário São Judas Tadeu - Crismas na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Pinhais - Expediente na Cúria - Missa no Santuário Cristo Rei e São Judas Tadeu - Investidura dos MESCES do Setor Boqueirão, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Reunião do Setor Boqueirão, na Paróquia Nossa Senhora da Paz - Reunião dos Formadores, no Seminário Propedêutico
Procura dos por Procurad
Deus ? Arcebispo de Curitiba
DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO
Voz do Pastor
Deus e o homem figuram entre os personagens mais recorrentes na história da literatura. Deles ainda não se disse tudo. Não se estudou tudo. A cada nova percepção, multiplicam-se as interrogações. Como é o homem a pensar sobre ambos, até se poderia prever que o primeiro, antes ou depois, já não figuraria nas reflexões do segundo. Deus seria esquecido e a religião, superada. Os séculos passaram e parece que o homem continua em busca de Deus. E também em busca de si mesmo. Para compreender Deus, parece que precisaríamos de muita ciência. Mas, do que se conhece de Deus, para encontrá-lo, os sinais apontam para a fé. E quem aceita que Deus se deixa encontrar pelas vias da fé poderá observar algumas indicações no evangelho deste domingo (Mc 7, 31-37): “Jesus saiu da região de Tiro... continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole”. São apenas algumas citações geográficas, parecendo quase indiferentes ao conteúdo narrado. Mas, como mencionado, quem opta por crer é chamado a perceber naqueles deslocamentos uma espécie de busca, por parte do Filho de Deus, por aqueles que querem ser encontrados. É Deus que está a procurar. A mesma palavra do evangelho narra: “Trouxeram, então, um homem surdo, que falava com dificuldade, e suplicaram que Jesus lhe impusesse a mão”. Os detalhes narrativos afiguram-se pequenos, mas muito significativos. Não é o surdo que se aproxima de Jesus por conta própria. Tampouco pede a cura. São pessoas anônimas que o levam. Ele, o surdo e mudo, nem percebia o quanto necessitava daquele encontro. Ora, na tradição bíblica, a surdez e a cegueira são figuras da resistência à mensagem de Deus. Os que dela padecem não são conscientes de suas próprias insuficiências. Mantendo a atenção desperta, o leitor atinará que os que levam o surdo até Jesus não pedem que Ele cure o deficiente. Sua súplica, muito mais do que um pedido, aponta para a “imposição da mão”. Esse gesto simbolizava a transmissão da força vital. Isso seria suficiente para mudar a situação. Para os quadros culturais da época, a dúplice limitação, não falar nem ouvir, para além de uma situação física, retratava simbolicamente a condição de quem não é capaz nem de acolher e de se confiar às pessoas. Faltavam todas as disposições à comunhão. Era o emblema da pessoa solitária, sem condições de querer bem e de se deixar amar. Aquele surdo e mudo, Jesus levou à parte. Responde sem tardar. Este é outro sinal de quem está em busca de quem d’Ele quer precisar. Relata o evangelho que o Senhor lhe tocou com os dedos no ouvido e, com sua saliva, tocou-lhe a língua. Para a linguagem do tempo do evangelista, as mãos eram o símbolo da força atuante de uma pessoa. Ademais, na cultura judaica, pensava-se que a saliva era uma espécie de alento condensado. Dizendo de outro modo, a saliva era portadora do espírito da pessoa. A aplicação da saliva significava a transmissão do espírito de Jesus. Provavelmente, não é a surdez nem a mudez física a nos golpear. Com tantas informações e tantos acessos diários a quase tudo o que a imaginação nos sugere, facilmente seríamos levados a pensar que vivemos em uma sociedade e em uma cultura bastante feliz, pois são imensas as possibilidades técnicas de encontros e convivências. As distâncias físicas quase não existem. O que falta, então, que, apesar de tantos avanços, parece que somos hoje um povo mais “surdo e mudo” que outrora? Que resposta poderíamos dar a nós mesmos?
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10 anos de
Evangelizar é preciso
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saudosa memória, entendeu bem esta necessidade. A 5 de fevereiro de 2005, nomeou-o pároco da Imaculada Conceição, em Guabirotuba, onde podia melhor desenvolver seus dons de comunicador. Graças à generosidade do Pe. Paulo Iubel, propondo-lhe a permuta de sua paróquia, Dom Moacyr José Vitti o nomeou pároco de Nossa Senhora de Guadalupe, a 8 de janeiro de 2006. Foi aí que desenvolveu toda sua capacidade, usando os meios de comunicação. Com muita coragem e confiança na Divina Providência, assumiu a rádio Paraná, hoje “Evangelizar é Preciso”. Hoje, a rádio “Evangelizar é Preciso” está ligada a mil e duzentas emissoras irmãs, que retransmitem as suas mensagens. Fundou a TV Evangelizar, conectadas a outras trezentas TVS. Abriu também o “Jornal do Evangelizador”. Sinto-me à vontade para dizer que foi uma graça de Deus acolher o Pe. Reginaldo Manzotti na Arquidiocese de Curitiba. Que o Espírito Santo sempre o ilumine, conserve-lhe a saúde para que possa ser o Evangelizador de que a Igreja precisa hoje. Para comemorar o décimo aniversário dessa maravilhosa rede de comunicação, quero felicitar o Pe. Reginaldo Manzotti, com toda a alegria e sinceros agradecimentos.
Arcebispo Emérito de Curitiba
DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO
Palavra de Dom Pedro
Se Cristo e São Paulo vivessem hoje aqui na terra, certamente usariam os modernos meios de comunicação. Hoje, os modernos meios de comunicação chegam a todos os lugares, por isso a Igreja tem a obrigação de usá-los para a evangelização do povo. É o que está fazendo em toda a parte a Igreja Católica, onde o governo lhe dá liberdade. Em Curitiba, o Pe. Reginaldo Aparecido Manzotti é um desses comunicadores modernos, completando 10 anos de Evangelizar é Preciso. Antes, porém, de enaltecer toda sua comunicação, permita-me recordar, Pe. Reginaldo, o que foi feito no passado. O primeiro Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, de 1894 a 1904, fundou o jornal “A Estrella”, a 10 e abril de 1898, dizendo: “Nos tempos atuais, a imprensa católica é utilíssima e grandemente necessária, quando o jornal é a arma de que a impiedade se serve nos tempos atuais para descristianizar a sociedade moderna, roubando-lhe a fé e as virtudes morais”. Não é o que acontece hoje? Dom Manuel da Silveira D’Elboux, 3º Arcebispo de Curitiba, de 1950 a 1970, empenhou-se muito para usar os meios de comunicação. Em 1956, fundou o jornal “Voz do Paraná”, que é hoje a moderna revista “Voz da Igreja”, com artigos profundos e a concessão de diversas rádios: a Legendária, Lapa, a Ipiranga, Palmeira, a Iguaçu, Araucária, Paranaguá, Antonina e Santa Felicidade, depois Paraná e hoje ‘Evangelizar é Preciso, com o Padre Reginaldo Manzotti. O Pe. Reginaldo foi ordenado presbítero Carmelita, a 14 de janeiro de 1995. Em 1999, pediu-me que o recebesse na Arquidiocese de Curitiba. No primeiro momento resisti, não porque não reconhecesse seus dons dignos de louvor, mas para não prejudicar a Ordem Carmelitana, onde tanto bem fazia. Os Superiores Carmelitas concordaram em cedê-lo sentindo sua ausência, mas reconhecendo que seria o notável comunicador em Curitiba. Na Arquidiocese de Curitiba, eu o nomeei pároco de S. José, na Vila Antonieta, Pinhais, a 3 de janeiro de 1999, necessitada de um pastor dinâmico, zeloso. Em pouco tempo, renovou a paróquia, tornando-a modelo na Arquidiocese. Sou testemunha, nas crismas que fiz, diversas vezes. Passados os três anos de experiência, exigidos pelo Código de Direito Canônico, após o parecer bem positivo do Conselho Presbiteral, incardinei-o na Arquidiocese, a 19 de março de 2002, continuando na mesma paróquia. Para desenvolver seu carisma de comunicador, precisava de uma paróquia no centro de Curitiba. Dom Moacyr José Vitti, de
Pascom
GLACI T. MACIONKI GALLI Pastoral Hospitalar
Pastoral Hospitalar A Pastoral Hospitalar foi criada em Campo Largo, em agosto de 2002, vinculada à Paróquia N.Sra.vda Piedade e, mais tarde, também ao Santuário do Sr. Bom Jesus, sempre em consonância com as orientações dos Párocos (Cônegos) responsáveis. Tem como objetivo maior representar a Igreja junto ao doente hospitalizado, tornando-se, para ele, uma presença cristã. Constituída, portanto, por voluntários católicos inicialmente, acolhe todas as denominações religiosas ecumenicamente, sem distinção nem julgamentos, com respeito e compaixão. Para tanto, é indispensável que todos os voluntários passem por Cursos de Formação, incluindo teoria e prática, com duração de quatro meses. Outros cursos, em seguida, também lhes são oferecidos, e reuniões mensais e recreativas, retiros espirituais, tardes de formação, palestras bimestrais e Congressos Nacionais (a cada dois anos), pela Associação Cristã de Assistentes Hospitalares do Brasil (ACAEHB), da qual participamos. A Pastoral Hospitalar conta com a preciosa colaboração dos freis franciscanos, da Aldeia Franciscana, bem próxima, que também visitam aos sábados. A Pastoral Hospitalar conta com a credibilidade dos hospitais que visita e é muito grata pela abertura dada por seus diretores por que possa exercer esse serviço de acolhimento. Há uma escala para visitas nos três hospitais da cidade, com identificação por meio de
Fotos: Pastoral Hospitalar
de Campo Largo: 13 anos capacitando os escolhidos
crachá e jaleco próprio. Conta também com material específico para o trabalho, incluindo pequena biblioteca e materiais de secretaria. Para que esse atendimento de escuta amorosa, e doa-
ção de nosso tempo, e sobretudo, de nós mesmos, se torne verdadeiramente eficiente e toque a alma do paciente e da equipe hospitalar, quando possível, nada é mais importante do que estar em
constante sintonia com Deus Pai! Recebendo a inspiração divina através do Espírito Santo e de nossa poderosa intercessora, Maria, percebemos o que falar, como e quando, e também quando calar, quando o apenas "ficar junto" diz mais do que as palavras, por isso a necessidade de muita oração e cultivo da fé. "Tudo posso n'Aaquele que me fortalece." Em agosto próximo, a Pastoral Hospitalar completará 13 anos de existência, inclusive no Hospital do Rocio, antes N. Senhora do Rocio. Realiza um trabalho muitas vezes no anonimato, ao lado da cama do paciente, mas assistido por Deus, que capacita os escolhidos com Sua Graça! Seus membros procuram viver o Evangelho fazendo de seu serviço sua missão, para que Deus seja glorificado! Sua recompensa é reconhecer no rosto do doente a face de Cristo, e amá-lo, e sentir-se amado. É gratificante contribuir para que uma tristeza seja substituída pela esperança e confiança em Deus, pela compreensão do infinito amor de Deus, despertando o interesse e o sentido cristão do sofrimento. Também é gratificante acolhermos os testemunhos dos doentes, frágeis em seus sofrimentos, mas tão fortes na fé, e aprendermos com eles. Enfim, damos graças a Deus pelo chamado recebido por Ele e a quem servimos primeiramente e alegremente. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre! Amém.
PASTORAL DA COMUNICAÇÃO: pascom@arquidiocesecwb.org.br (41) 9999 - 0121 / Coordenador: Antonio Kayser. Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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Animação Bíblico-Catequética
PE. LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Pastoral Catequética
Famílias Evangelizadas e Evangelizadoras "Encontros catequéticos e celebrativos com as famílias"
A iniciação à vida cristã tem origem no ventre familiar. Descobrem-se as primeiras raízes da fé no ambiente familiar, desenvolve-se na vida de comunidade e solidifica-se no encontro íntimo com Jesus Cristo. É pela família que a pessoa é educada para o amor. O Diretório Nacional de Catequese salienta que "os pais são os primeiros e principais responsáveis pela vida e pela educação de seus filhos" (297). A família é a primeira educadora da fé. É o lugar propício para o crescimento da fé dos filhos e do testemunho dos pais. O Documento de Aparecida proclama que "a família é patrimônio da humanidade, escola da fé, espaço de valores humanos e cívicos, lar em que a vida nasce e se acolhe generosa e responsavelmente. A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação de seus filhos" (114). Ou seja, famílias evangelizadas tornam-se famílias evangelizadoras, portanto, famílias missionárias. O mundo moderno oferece uma multiplicidade de manifestações pelas quais passam tradições religiosas, sede de Deus, busca de sentido de vida, experiências humanitárias, símbolos e criatividades culturais. No entanto, são os pais, enquanto mestres da fé, os que propõem a verdadeira experiência de Deus, o gosto pela oração e pelos sacramentos e o encanto pela Sagrada Escritura. A família cristã vive diante do olhar amoroso do Senhor e, na relação com Ele, cresce como verdadeira comunidade de vida e de amor. O Papa Francisco chama atenção aos "muitos que se sentem desiludidos e deixam de se identificar com a tradição
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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
católica, que cresceu o número de pais que não batizam os seus filhos nem os ensinam a rezar, e que há certo êxodo para outras comunidades de fé" (EG 70). Urge a necessidade de novos olhares e novos mecanismos para a evangelização das famílias. Por isso haverá a segunda etapa do Sínodo dos Bispos ainda neste mês: a XIV Assembleia Geral Ordinária terá como tema A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo, e acontecerá de 04 a 25 de outubro. É preciso acolher, ir ao encontro, cuidar e evangelizar as famílias, por isso a Comissão da Animação Bíblico-Catequética de nossa arquidiocese vem insistindo no trabalho missionário de ir em busca das famílias dos catequizandos. É urgência pastoral planejar e oferecer nas paróquias encontros catequéticos e celebrativos a essas famílias; uma catequese familiar que deve acontecer para ser um tempo diferenciado de formação na fé. A Catequese Familiar deve inspirarse no estilo catecumenal: mais celebrativa, mais orante e mais bíblica. Os en-
contros catequéticos da catequese familiar não podem se resumir às explanações de conteúdos da fé. Não basta planejar esporadicamente reuniões com os pais, é preciso oferecer um itinerário catequético-celebrativo sistemático para essas famílias. Serão momentos de profunda vivência e partilha de vida, além da experiência com a Palavra de Deus. Além dessa proposta de uma catequese sistemática, com oito encontros anuais para cada etapa, outra atividade que auxilia muito e educa para a participação das famílias nas missas é o subsídio Álbum Catequético Litúrgico. Desejam-se famílias evangelizadas e unidas pelo mistério litúrgico. Criar um rito familiar em torno do Evangelho dominical é frutuoso para a autêntica conversão e evangelização dessas famílias. Na sua ternura, misericórdia e sensibilidade maternal, Maria pode saciar a fome de humanidade das famílias e por esse motivo é invocada como Mãe e Catequista das famílias. Ó Santa Mãe de Deus, rogai pela iniciação à vida cristã nesta Igreja Particular.
CONHEÇA O ÁLBUM CA TEQUÉTICO -LITÚRGICO CATEQUÉTICO TEQUÉTICO-LITÚRGICO 2015/2016 - ANO C Descubra, celebre e viva o Mistério Pascal com o novo Álbum Catequético-Litúrgico! Esse subsídio ajudará a promover a interação entre a família, a catequese e a liturgia, porque possibilita que pais ou responsáveis, junto com seus filhos, reflitam, meditem e partilhem o Evangelho dominical, criando, assim, um rito familiar.
Em cada página do Álbum, a família reflete sobre o Evangelho dominical. Além disso, também deve resolver inúmeros desafios e atividades propostas.
Figurinhas adesivadas vão marcando a caminhada pelo Ano Litúrgico. Conheça um jogo desafiador que fará você caminhar pelo conhecimento de vários elementos da Santa Missa! E ainda vem com uma caixinha para guardar todas as cartas!
Você também encontrará um Calendário Litúrgico para acompanhar a caminhada, a cada Missa que participar. Contando os pezinhos colados, será possível avaliar as celebrações que participou. Antecipe seu pedido pelo email album@arquidiocesecwb.org.br. O Álbum estará à disposição a partir de 19 de outubro de 2015.
Você também terá um encarte com sugestões para homenagens.
COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@arquidiocesecwb.org.br – fones: 2105-6318./ Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon. Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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Dimensão Social
PE. AGLER CHÉRIZIER, Coordenador da Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Curitiba
O Centro de Acolhida aos Migrantes, situado na Paróquia São José e Santa Felicidade da Arquidiocese de Curitiba, é uma entidade da Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos) que se dedica desde 2000 a um trabalho mais intenso com os latinoamericanos de Língua Hispânica e, a partir de 2007, com o atendimento e acompanhamento de vários imigrantes do Continente Africano. Essa imigração de latino-americanos e africanos ainda continua. Na atualidade, registramos a chegada de imigrantes asiáticos e um forte fluxo migratório dos imigrantes haitianos, que começaram a chegar ao Brasil em 2010 e hoje estão em cerca de 50 mil no país. Na Região Metropolitana de Curitiba, há aproximadamente 12 mil imigrantes. Ao perguntar aos imigrantes sobre o motivo da sua chegada ao Brasil e, sobretudo, em Curitiba, as repostas são as seguintes: a maioria para trabalhar; outros para estudar; e outros ainda para se salvar dos problemas sociopolíticos de seus países. Ora, com o aumento do fenômeno de imigração e a falta de estrutura na dimensão de acolhida, nós registramos muitas dificuldades materiais ou concretas que atrapalham a integração dos imigrantes estrangeiros na sociedade. Com frequência, muitos chegam ao centro de atendimento em busca de moradia, de trabalho (que é um fator importante para eles sobrevirem, pagarem
aluguel e manterem a família); referente a imigrantes haitianos, muitos deles chegam até nós pedindo uma ajuda financeira para voltar para o Haiti (imigrantes frustrados e com grandes problemas depressivos). A opção preferencial do Centro de Acolhida é acompanhar ou estar ao lado de todos os imigrantes e refugiados, sem distinção de religião ou de raça, respeitando em cada um e cada uma a dignidade inalienável da pessoa humana, criada à imagem de Deus. Nessa perspectiva, toda a Equipe da Pastoral do Migrante se dedica a uma campanha de promoção e de defesa dos direitos fundamentais inalienáveis do “Migrante-Pessoa-Humana”. Esses direitos devem ser respeitados por todos e em todas circunstâncias.
Eis por que o centro no serviço de atendimento desenvolve essas seguintes atividades a favor dos migrantes: dimensão da acolhida; ajuda para a regularização e encaminhamento de documentação; encaminhamento para o mercado de trabalho; assessoria jurídica; visitas domiciliares; atendimentos individuais e grupais; assistência para necessidades imediatas (passagens, alimentação, vestuário, medicamentos etc.); incentivar a preservação e promoção dos valores culturais e integração à comunidade que os acolhe (eventos e celebrações litúrgicas); promover o cultivo da fé visando à redescoberta dos sacramentos e inserção na comunidade; proporcionar ensinamento da língua portuguesa e dos usos e costumes do Brasil.
políticas públicas a favor dos migrantes
Diariamente pela imprensa e na realidade local e nacional, apresenta-se a deficiência que o Brasil, nosso país, tem em termos de políticas públicas em torno do tema da recepção, acolhida e integração dos imigrantes e dos refugiados. Faltam também políticas Os de integração. Os migrantes não são apenas “braços para migrantes o trabalho”, como se fossem não são máquinas. Têm necessida- apenas des, ansiedades, sonhos, expectativas. Políticas de aten- "braços ção fazem parte de uma aco- para o lhida marcada pelos valores trabalho" do evangelho1. Por consequência, é preciso optar também por uma lei que garanta a promoção da dignidade do Migrante e do Refugiado como Pessoa Humana de deveres e de direitos sociais e políticos. 1
Festa Haitiana 2015 realizada no Bosque São Cristóvão
Foto: Stephany Bravos
Opção por
Foto: Pastoral do Migrante
PASTORAL DO MIGRANTE: Centro de Acolhida aos Migrantes (CEAMIG)
Haitianos têm aulas de português através do Projeto O Haiti é Logo Aqui, da Paróquia São José Trabalhador
cfr. Pe. Alfredo Gonçalves e Ir. Rosita Milesi, Algumas orientações para a Ação pastoral junto aos Migrantes.
COMISSÃO DIMENSÃO SOCIAL: dimensaosocial@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6326./ Coordenadores: Pe. Antônio Fabris, Diácono Gilberto Félix e Diácono Antônio Carlos Bez.
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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
Testemunho
Terço dos Homens: Você sabia que nem todos os homens que rezam o terço sabem da existência do movimento do Terço dos Homens e que este é um movimento a nível nacional e que todos os anos acontece a "Romaria Nacional do Terço dos Homens em Aparecida"? Em fevereiro deste ano, aconteceu a VII Romaria Nacional do Terço dos Homens em Aparecida com a presença de mais de 43 mil homens e, segundo o Irmão João Batista de Viveiros, do Santuário Nacional de Aparecida, no estado de Minas Gerais, o movimento é forte e muito bem estruturado. Nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, há um forte crescimento, no Norte e Nordeste do Brasil, o movimento é grande e muito bem organizado. No estado do Paraná, não é muito
T ransformando Vidas Transformando
conhecido, mas vem apresentando fortíssimo crescimento. Muitas paróquias e comunidades estão organizando o Terço dos Homens. Há grupos que começam com um número pequeno de homens e em pouco tempo cresce surpreendentemente. É nesse sentido que propomos esse encontro, para termos uma tarde de oração e formação, com pa-
lestras, testemunhos, confraternização, consagração e missa de encerramento. Você, caro coordenador, e todos os participantes do Terço dos Homens de sua paróquia são nossos convidados para esta concentração. Organize seu grupo e venha participar. Será uma grande honra e motivo de grande alegria recebê-los.
Vem aí, o “2º. Encontro do terço dos homens” de Curitiba e região metropolitana Os planos da Providência são insondáveis. São casos evidentes Lurdes e Fátima. Aqui, foram escolhidas crianças, de 7, 9 e 12 anos, que transformaram esse local desconhecido e pedregoso num lugar famoso pelas peregrinações, hoje reconhecido como o Altar do Mundo. Esses meninos eram analfabetos e sem qualquer preparo espiritual. No entanto, foi por seu intermédio que a igreja recebeu uma das maiores correntes de vida e de graça. Devido a isso, atrai multidões e é onde acontecem os maiores milagres. E qual o pedido que Nossa Senhora fez? Que rezassem frequentemente o terço e fizessem penitência. Assim ajudariam a salvar muitas almas e também a terminar a 1ª grande guerra mundial (1914 a 1918), fato que na realidade sucedeu-se meses depois. E assim foram muitas outras aparições de Nossa Senhora. Iniciando pelo Nor-
ao irmão necessitado etc. Participam dele homens de todas as idades e ali se cria um clima de amor verdadeiro cujos frutos são cada vez mais presentes. Com o Terço dos Homens, esperamos gerar grandes graças religiosas e pessoais e transformações de vidas. Assim, para congregarmos homens unidos pela fé, estamos programando o 2º Encontro do Terço dos Homens de Curitiba e Região Metropolitana, previsto para o dia 17 de outubro de 2015, que se realizará na Paróquia Santo Antonio Maria Claret, bairro Boqueirão. A programação desse evento inclui pregação, lanche, partilha, testemunhos, sorteios e santo terço, finalizando com a Santa Missa às 19h. Todos os homens de boa vontade são convocados e convidados. Venha participar conosco e respirar o doce perfume de Nossa Senhora. Tudo por Jesus, nada sem Maria. Salve Maria!
deste brasileiro, caso semelhante vai acontecer com a origem do Terço dos Homens, o qual se expandiu no Brasil e no mundo, levando sempre a mensagem de conversão, com o objetivo de despertar entre o corpo masculino da Igreja o comprometimento com a oração, com a fé, com a evangelização, com a mudança de vida, com o amor
Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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Saúde
IREONILDA M. DE CONTO Coordenadora da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Curitiba
Portador de câncer: V ocê Você conhece Todos os anos são lembradas as datas comemorativas de prevenção e combate a doenças e, de maneira muito especial, os cuidados que devemos ter em relação à neoplasia (câncer), sendo: Em 8 de abril, dia mundial da luta contra o câncer, também foram escolhidos e destacados dois meses do ano de promoção e prevenção à saúde: Agosto Azul, para a saúde dos homens, e o Outubro Rosa, para a saúde das mulheres. Ambos são muito importantes. Mas não podemos esquecer-nos de como muitas pessoas já com câncer sofrem por são saberem que rumo tomar ou por desconhecerem seus direitos, o que acaba levando-as a perecer por falta de informações. A legislação brasileira assegura alguns direitos especiais aos portadores de câncer/ neoplasia maligna, como: 1. Auxílio-doença. 2. Aposentadoria por invalidez ou amparo assistencial; 3. Saque do FGTS e saque do PIS; 4. Isenção do imposto de renda na aposentadoria e pensão; 5. Prioridade em processos em andamentos judiciais; 6. Quitação do financiamento da casa própria; 7. Transporte coletivo gratuito – comprovar renda familiar de até três salários mínimos e estar em tratamento de quimioterapia e radioterapia. Mais informações na cartilha do paciente oncológico: Lei Federal nº 9.797 de 06/05/ 1999 • Cirurgia reparadora dos seios pelo SUS em caso de câncer Lei Federal nº 9656/98, alterada pela Lei nº 10.223 de 15/05/2001 • Cirurgia reparadora dos seios pelos planos
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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
seus direitos? de saúde em caso de câncer Portaria MS nº 55 de 24/02/99 • Tratamento fora do domicílio - SUS Lei Federal nº 10.424, de 15/04/2002 • Atendimento e Internação Domiciliar SUS Lei Federal nº 10.516, de 11/07/ 2002 • Saúde da Mulher Lei Federal nº 8.069 de 13/07/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) • Artigos 11, 12 - Acompanhante na internação
Lei Federal nº 10.741, de 01/10/03 (Estatuto do Idoso) • Artigo 16 Acompanhante na internação Lei Federal nº 11.108, de 07/04/2005 SUS Acesso a Dados Médicos Constituição Federal • Artigo 5º, inciso XXXIV e LXIX - Para hospitais públicos CAPÍTULO VI Normas Legais por Tema da Cartilha 62 CÂNCER • Cartilha dos Direitos do Paciente.
LEI Nº 12.732, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2012. Art. 1º O paciente com neoplasia maligna receberá, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), todos os tratamentos necessários, na forma desta Lei. Parágrafo único. A padronização de terapias do câncer, cirúrgicas e clínicas, deverá ser revista e republicada, e atualizada sempre que se fizer necessário, para se adequar ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos comprovados. Art. 2º O paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único. § 1º Para efeito do cumprimento do prazo estipulado no caput, considerar-se-á efetivamente iniciado o primeiro tratamento da neoplasia maligna, com a realização de terapia cirúrgica ou com o início de radioterapia ou de quimioterapia, conforme a necessidade terapêutica do caso. § 2º Os pacientes acometidos por manifestações dolorosas consequentes de neoplasia maligna terão tratamento privilegiado e gratuito, quanto ao acesso às prescrições e dispensação de analgésicos opiáceos ou correlatos. Art. 3º O descumprimento desta Lei sujeitará os gestores direta e indiretamente responsáveis às penalidades administrativas. Art. 4ºOs Estados que apresentarem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais de instalação deles, para superar essa situação.
ANTONIO JOSÉ C. ALMEIDA Seminarista do 1º ano de Teologia
Arquidiocese em Missão
Foto: Ademir Muraro
Seminário No dia 22 de agosto, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora Rainha, e, na Arquidiocese de Curitiba, o Seminário de Teologia tem como padroeira a Virgem Maria invocada com o título de Rainha dos Apóstolos. Como todos os anos, a festa foi celebrada com a Santa Missa e uma confraternização junto dos demais formadores e seminaristas. Porém, neste ano de 2015, decidimos fazer algo diferente: algo que não englobasse somente os demais seminaristas, mas também as pessoas que moram perto de nós, nossos vizinhos. Surgiu, então, a ideia, apoiada e incentivada por nosso Reitor, Cônego André Biernaski, de uma divulgação missionária nas ruas ao redor do seminário. Evidente que, como foi uma ideia rápida, não fizemos uma missão um pouco mais delongada como estamos acostumados. Mas o intuito primeiro era levar uma conscientização de que estamos no Ano Missionário e em estado permanente de missão. Em segundo lugar, tínhamos como intenção divulgar
em Missão
e rezar pelas vocações, visto que agosto é o mês vocacional. Por fim, as breves visitas às casas vizinhas se destinavam a convidar as pessoas para participarem da oração do Santo Terço em nosso seminário, um dia antes da festa da padroeira. O resultado foi positivo! Quase todos os moradores nos receberam e conversaram conosco. Como lembrança de nossa visita, deixamos a oração do Ano Missionário nos lares e também
nos carros estacionados nas ruas próximas ao Seminário. No dia da oração do Terço, um número expressivo de vizinhos compareceu. E isso somente foi possível porque fomos uma Igreja em Saída, como pede o Papa Francisco, e chegamos aos lares mais próximos de nós e que às vezes estão mais afastados de Deus. Que Deus nos ajude a termos esse espírito missionário desde o tempo de Seminário.
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Juventude
PATRYCK A. MADEIRA
Fé em Cristo, Fé na Juventude! DNJ 2015, Curitiba em Missão!
Fotos: Patryck A. Madeira
Durante quatro dias, cerca de 200 jovens participaram da 30ª edição do Dia Nacional da Juventude (DNJ), cujo tema este ano foi “Juventude construindo uma nova sociedade” e o lema “Estou no meio de vós como aquele que serve” Lc. 22, 27. O evento aconteceu na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém, no bairro Cajuru, em Curitiba. Todos foram acolhidos pelos moradores das comunidades: Vila São Domingos, Acrópole, Conjunto Mercúrio, Vila Camargo e Solitude. No primeiro dia, acompanhados pelos padres, diáconos e por Dom José Mário Angonese, bispo auxiliar de Curitiba, os missionários fizeram visitas às casas dos moradores. O dia foi encerrado com a celebração presidida por Dom José Mário na Capela São Sebastião.
Nesses quatro dias de DNJ, rimos, choramos, fizemos novos amigos, reforçamos amizades que já tínhamos e outras coisas que somente quem foi saberá. Pena que nem todos inscritos compareceram e por consequência disso algumas famílias ficaram sem acolher jovens em suas casas. Porém, como o Pe. Waldir Junior disse: “Nós que fomos somos os privilegiados”. E isso é verdade, pois foi muito bom estar junto com a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém. Creio que o foco do encontro foi a missão e as ações sociais que fizemos, e demos o nosso melhor! De porta em porta, pessoa em pessoa, levando a PalaAlisson B.F.M., vra, a Boa Nova de Jesus Cristo. A Leitura Orante (Lectio Divina), feita durante 20 anos, todos os dias, foi a forma de nos despertar e esquecer outras coisas mundaParóquia nas para nos concentrarmos naquilo que realmente interessava. Santa Cândida Mas e agora? Chega de Missão? Não! Esses dias devem servir como base e formação para fazermos em nossas casas, ruas, comunidades e paróquias. Espero que os dias que virão sejam o nosso 5º dia de Missão, que nunca pode parar. E que nós, jovens missionários, continuemos a construir essa nova sociedade.
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Fotos: Stephany Bravos
No segundo dia, os jovens tiveram formação sobre a leitura orante da Bíblia, logo à tarde os jovens missionários reformaram uma creche e uma sala de catequese, mostrando o verdadeiro significado de uma Igreja em Saída. No terceiro dia, jovens em missão e a comunidade se reuniram pra a 21ª edição do Grito dos (as) Excluídos (as), com o tema “Que país é este, que me mata gente, que a mídia mente e nos consome?”
Padre Waldir Junior, assessor eclesiástico do setor juventude de Curitiba.
“Porque meus olhos viram a tua salvação” Lc 2,30 Neste feriado, pude sentir a alegria da missão que vem da juventude que participou do DNJ 2015! Jovens que optaram por estar neste feriado vivendo a formação, a espiritualidade, a missão e a solidariedade! Gostaria de agradecer a cada um de vocês que doou seu tempo e sua juventude para juntos construir uma sociedade melhor! Que a experiência e o entusiasmo de vocês sejam um testemunho para todos os outros jovens da nossa arquidiocese! A Igreja necessita de jovens discípulos e missionários como vocês! Nos vemos na próxima missão! #estadopermanente #alegriadamissao
Andressa Trindade, 20 anos, Paróquia São Pedro Apóstolo.
O que mais me chamou atenção foi um grande choque de realidade que vivi com meus amigos do grupo de jovens, pois nesse ano já estávamos realizando missões em nossa comunidade, porém, as missões em nossa comunidade e a da Nossa Senhora do Rosário de Belém são situações em que as necessidades são contrárias. No DNJ na região da comunidade ao redor, vi pessoas realmente necessitadas de coisas básicas, e ver jovens levando ajuda, amor e escuta a quem o mundo tenta calar e esconder, pessoas nas “periferias existenciais”, é sem palavras, é Espírito Santo guiando mesmo. Eu aprendi que nós escrevemos nossa história de verdade e que eu posso dentro disso mostrar para outras pessoas que elas conseguem também porque não estamos sozinhos, temos Deus.
No quarto e último dia do evento, os jovens participaram do momento de oração pela manhã. Logo após o almoço, às 14h, aconteceu a missa de encerramento, presidida por Dom José Antônio Peruzzo. Ele concluiu pedindo aos jovens que levem a missão adiante, que mais DNJ’s sejam realizados e que mais comunidades sejam visitadas e transformadas. Depois da santa celebração, aconteceu o Festelê – Festival de Foto: Patryck A. Madeira música católica, realizado pelo TLC Curitiba. Neste ano, houve uma edição especial no evento, em que bandas vencedoras e participadoras de outros Festelê’s fizeram seu show, o evento foi encerrado às 22h. Durante o evento Espiritualidade, formação, celebração e ações sociais foram trabalhados.
Nós, jovens, somos capazes de evangelizar e fazer a diferença na Igreja. Como Papa Francisco diz: “Cristo abre espaço para eles (jovens), pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração do jovens, quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo ‘bota fé’ nos jovens (...). Também os jovens ‘botam fé’ em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos”. Nós somos os futuros da igreja, nós somos a esperança de um mundo melhor. Jovens com valores, responsáveis e, acima de tudo, voltados para Deus e ao próximo. Jovens: não deixem que os outros sejam protagonistas de mudanças. Nós somos os protagonistas do futuro. Deus enviou por Maria seu filho amado, Jesus Cristo, que, mesmo em pouco tempo de vida, teve uma longa caminhada de amor por seus irmãos. Tenhamos ele como um grande exemplo sempre. Nunca desanimem, nem percam a confiança. Vamos fazer a diferença, pois “um sonho sonhado sozinho é apenas um sonho, mas um sonho sonhado junto é realidade.” Jovens missionários, sempre solidários !!! SETOR JUVENTUDE: juventude@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6364 / 2105-6368 / Assessor Eclesiástico: Pe. Waldir Zanon Junior. Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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Especial
PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES
Neste mês de Outubro a Igreja do Brasil celebra sua padroeira – Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Também celebramos o mês das missões. A coincidência é providencial. Maria aparece a pobres pescadores em meio ao seu trabalho no rio. Não apareceu no Templo, mas do lado de fora, onde faltava presença de Deus, onde o amparo e a solidariedade necessitavam “aparecer”. É ali que a Mãe desejava estar em 1717. Uma “Mãe em Saída”.
Programação Missas dia 12 de Outubro na Catedral
ça, em Portugal: “Se uma pessoa tem em sua casa uma divisão, um quarto, fechado durante muito tempo, surge a umidade, o mofo e o mau cheiro. Se uma igreja, uma paróquia, uma diocese, um instituto, vive fechada em si mesmo, adoece (…) e ficamos com uma Igreja raquítica, com normas rígidas, sem criatividade”. Missão implica sair... Não se pode ser missionário no templo... Porque nas igrejas o anúncio é feito para alimen-
Foto: Rafael Longhini
Setor Centro/ Colombo – 07:00 – Setor Orleans/ Portão – 09:00 – Setor Mercês/ Cabral – 11:00 – Setor Santa Felicidade/ Pinhais – 13:00 – Setor Almirante Tamandaré – 15:00 – Setor Pinheirinho/ Campo Largo – 17:00 – Setor Capão Raso/ Rebouças/ Boqueirão – 19:00 – Setor Cajuru – 21:00 –
Quase 300 anos depois, sua Imagem volta a surgir em locais inusitados! Nossas comunidades paroquiais, recebendo a visita da Imagem Peregrina, tem se perguntado: “onde Maria gostaria de aparecer hoje?” E tem se colocado em saída. A Imagem não fica muito tempo parada nos templos... Nossas paróquias levam a pequena Imagem a delegacias, escolas, periferias empobrecidas, condomínios, hospitais, casas de família, órgãos públicos e até de ônibus ela andou! São tantas as experiências que seria impossível enumerar todas nestas poucas linhas. E as experiências tem sido muito positivas. E pela sua positividade fazem-nos questionar nosso jeito de ser Igreja. Não somos proprietários do Evangelho, nem os templos são a gaiola da Graça de Deus. Ela não foi feita para ser privatizada por um grupo de eleitos... Comunidades que não se põe em saída deveriam realmente se perguntar sobre sua real fidelidade ao Evangelho. Assim nos disse o Papa Francisco, em entrevista à Rádio Renascen-
Foto: Jéssica Schramme (Associação Evangelizar é Preciso)
Nossa Senhora Aparecida e Missionária
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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
tar os que já estão. Quando os fiéis se põe em marcha pelas ruas, adentrando casas, comércios, edifícios, locais públicos, estão sendo verdadeiros com sua vocação cristã. Estão sendo “Mãe Igreja em Saída”! Maria, a que gerou Jesus, se faz ícone de uma Igreja que se ocupa em gerar o Evangelho no mundo, em especial àqueles que estão mais afastados da graça! Ir ao encontro destes e com eles celebrar a vida, com eles rezar, com eles solidarizar-se! Eis o que neste mês das missões e de Nossa Senhora Aparecida estamos aprendendo!
Sobre o tema missão, sobre ser missionário... Analisando a importância deste assunto e sua relevância para a evangelização nos tempos atuais, poderia se discutir sobre formas mais adequadas de efetivar a missão ou como pastorais e movimentos podem realizá-la. No entanto, é válida a reflexão sobre como pensamos e propomos a missão na prática. Assim como temos momentos de animação, momentos de leitura e escuta da palavra, de oração, de confraternização dentro das pastorais, dos movimentos, dos grupos, realizar missão também pode ser um destes elementos, que realizamos frequentemente e já incorporados à nossa forma de evangelizar, ou seja, ser missionário não precisa ser “algo a mais” um fator isolado, mas, uma prática natural e parte integrante do trabalho evangelizador. Sendo assim, mais pessoas serão incentivadas a participar e a realizar missão, pois, quando esta ação fizer parte do nosso “servir” seremos chamados a ser leigos missionários, ministros missionários, catequistas missionários e enfim, uma igreja missionária. Vanderléia Luciani de Souza Belitzki - Leiga da Paróquia N. Sra. do Rosário de Belém
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Especial
PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES
Neste mês de Outubro a Igreja do Brasil celebra sua padroeira – Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Também celebramos o mês das missões. A coincidência é providencial. Maria aparece a pobres pescadores em meio ao seu trabalho no rio. Não apareceu no Templo, mas do lado de fora, onde faltava presença de Deus, onde o amparo e a solidariedade necessitavam “aparecer”. É ali que a Mãe desejava estar em 1717. Uma “Mãe em Saída”.
Programação Missas dia 12 de Outubro na Catedral
ça, em Portugal: “Se uma pessoa tem em sua casa uma divisão, um quarto, fechado durante muito tempo, surge a umidade, o mofo e o mau cheiro. Se uma igreja, uma paróquia, uma diocese, um instituto, vive fechada em si mesmo, adoece (…) e ficamos com uma Igreja raquítica, com normas rígidas, sem criatividade”. Missão implica sair... Não se pode ser missionário no templo... Porque nas igrejas o anúncio é feito para alimen-
Foto: Rafael Longhini
Setor Centro/ Colombo – 07:00 – Setor Orleans/ Portão – 09:00 – Setor Mercês/ Cabral – 11:00 – Setor Santa Felicidade/ Pinhais – 13:00 – Setor Almirante Tamandaré – 15:00 – Setor Pinheirinho/ Campo Largo – 17:00 – Setor Capão Raso/ Rebouças/ Boqueirão – 19:00 – Setor Cajuru – 21:00 –
Quase 300 anos depois, sua Imagem volta a surgir em locais inusitados! Nossas comunidades paroquiais, recebendo a visita da Imagem Peregrina, tem se perguntado: “onde Maria gostaria de aparecer hoje?” E tem se colocado em saída. A Imagem não fica muito tempo parada nos templos... Nossas paróquias levam a pequena Imagem a delegacias, escolas, periferias empobrecidas, condomínios, hospitais, casas de família, órgãos públicos e até de ônibus ela andou! São tantas as experiências que seria impossível enumerar todas nestas poucas linhas. E as experiências tem sido muito positivas. E pela sua positividade fazem-nos questionar nosso jeito de ser Igreja. Não somos proprietários do Evangelho, nem os templos são a gaiola da Graça de Deus. Ela não foi feita para ser privatizada por um grupo de eleitos... Comunidades que não se põe em saída deveriam realmente se perguntar sobre sua real fidelidade ao Evangelho. Assim nos disse o Papa Francisco, em entrevista à Rádio Renascen-
Foto: Jéssica Schramme (Associação Evangelizar é Preciso)
Nossa Senhora Aparecida e Missionária
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tar os que já estão. Quando os fiéis se põe em marcha pelas ruas, adentrando casas, comércios, edifícios, locais públicos, estão sendo verdadeiros com sua vocação cristã. Estão sendo “Mãe Igreja em Saída”! Maria, a que gerou Jesus, se faz ícone de uma Igreja que se ocupa em gerar o Evangelho no mundo, em especial àqueles que estão mais afastados da graça! Ir ao encontro destes e com eles celebrar a vida, com eles rezar, com eles solidarizar-se! Eis o que neste mês das missões e de Nossa Senhora Aparecida estamos aprendendo!
Sobre o tema missão, sobre ser missionário... Analisando a importância deste assunto e sua relevância para a evangelização nos tempos atuais, poderia se discutir sobre formas mais adequadas de efetivar a missão ou como pastorais e movimentos podem realizá-la. No entanto, é válida a reflexão sobre como pensamos e propomos a missão na prática. Assim como temos momentos de animação, momentos de leitura e escuta da palavra, de oração, de confraternização dentro das pastorais, dos movimentos, dos grupos, realizar missão também pode ser um destes elementos, que realizamos frequentemente e já incorporados à nossa forma de evangelizar, ou seja, ser missionário não precisa ser “algo a mais” um fator isolado, mas, uma prática natural e parte integrante do trabalho evangelizador. Sendo assim, mais pessoas serão incentivadas a participar e a realizar missão, pois, quando esta ação fizer parte do nosso “servir” seremos chamados a ser leigos missionários, ministros missionários, catequistas missionários e enfim, uma igreja missionária. Vanderléia Luciani de Souza Belitzki - Leiga da Paróquia N. Sra. do Rosário de Belém
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O assunto é...
Na Igreja, na Bíblia, assim como na vida, as grandes verdades precisam ser repetidas. Muitas vezes corajosa e teimosamente repetidas, para que sejam compreendidas, aceitas e vivenciadas por todos. Assim também parece ser com essa grande verdade trazida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II; a verdade que nos diz ser a Igreja o Povo de Deus na terra e que esta Igreja-Povo tem como missão transformar o mundo. O Evangelho de Marcos tem como finalidade nos dizer que Jesus é o Filho de Deus. Por isso, inicia “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus1”. Por meio de uma afetividade maternal de Jesus, e de uma linguagem simples como a de um bilhete entre uma avó e um/a neto/a, Marcos cumpre com esmero a missão a que se propõe. É assim que o Jesus de Marcos faz: levanta os caídos e excluídos e os traz para o meio2; dá ao toque, ao contato humano, o poder de salvação de cura e de restituição da paz3; dá exemplo de humildade e grandeza de espírito, deixando-se evangelizar (converter?) pelos considerados desprezíveis4; pega pela mão e levanta os caídos5; marca, por fim, com todos/as nós, seus seguidores e suas seguidoras, um encontro nas Galileias do mundo6. É para essa prática que a evangelização deve nos preparar. É para servir7, portanto, que deve nos preparar a evangelização. A pergunta fundamental para esta Igreja-Povo é: como anda a nossa capacidade de escutar os gemidos e os clamores dos que sofrem, de pegar na mão e de levantar os caídos, e como anda a nossa humildade diante das situações de aprendizado e de conversão? Como se dá, afinal, o nosso encontro pessoal com Jesus de Nazaré? A resposta a essa pergunta nos ajudará também a entender como se encontra a nossa afetividade. Uma das urgências para a ação evangelizadora da Igreja é saber deixar espaço para a ação do Espírito Santo. “Não se ponham obstáculos aos caminhos da providência e que não se prejudiquem os futuros impulsos do Espírito Santo8”. Nós precisamos urgentemente de uma evangelização libertadora, que forme uma consciência crítica diante do mundo; que saiba reconhecer o rosto do Jesus de Nazaré, no rosto dos/as discriminados/ as; dos que sofrem os mais absurdos preconceitos; dos que são excluídos por
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vezes até da Igreja, pelas formas de relacionamento amoroso em que vivem, ou pela orientação sexual e até pela posição social. Precisamos superar a doutrina do medo e da frieza afetiva, assim como da obediência cega, armas do intimismo religioso, resgatando a afetividade humanizadora e cativante de Jesus de Nazaré. Como cristãos e cristãs, nós até podemos criticar, por exemplo, qualquer governo que cometa desvios éticos ou que não apresente políticas capazes de transformar a realidade dos pobres. É, inclusive, nosso dever, fazê-lo. Mas nós não podemos, sob pena de cairmos em grave contradição, nos deixar enganar pela hipocrisia dos grupos políticos que produziram a pobreza e a corrupção, que vivem delas, e hoje tentam transferir toda a responsabilidade para os atuais governantes que “herdaram” suas dívidas, sobretudo sociais; esses governos que, muitas vezes, buscam erradicar a miséria e combater o sistema vicioso, em que roubar é quase uma “virtude”. E assim ameaçam os coronéis da política e da mídia, com o simples fato de dizer que a lei é para todos. Espero que esteja compreendido que evangelizar é mais do que simplesmente catequizar. O cristão evangeliza onde estiver, dando testemunho, denunciando tudo o que é contra o Reino e anunciando a justiça e a misericórdia de Deus. E tudo isso deve estar na certeza de que Jesus caminha à nossa frente. Essa Igreja-Povo-de-Deus, conforme diz um canto de caminhada, sabe a quem serve e em quem confia. “O Povo de Deus, no deserto andava, mas à sua frente, alguém caminhava”. É sempre o Jesus de Nazaré quem nos antecede na missão e nos espera de braços abertos. Evangelizar é educar na fé, é humanizar, é libertar, é encontrar-se com Jesus de Nazaré e promover o seu encontro com toda a comunidade humana. E tudo isso começa com a gente. “Transformar o mundo na perspectiva de Paulo Freire, é humanizá-lo. E para Freire, para que o homem-mulher cumpra bem sua tarefa de humanizar o mundo, a primeira exigência decorrente dela é ele próprio humanizar-se9”. Isso significa, entre outras exigências, que a primeira necessidade, por exemplo, de um programa de rádio ou televisão cristão não pode ser vender produtos, tampouco alcançar o primeiro lugar na audiência, mas o com-
Foto: Stephany Bravos
Urgências e Exigências do
promisso com a verdade da mensagem cristã. A relação, portanto, não pode ser clientelista, nem apenas ou predominantemente comercial. Este é um desafio urgente e uma grande exigência para a evangelização de nosso tempo. E é também a não tão sutil diferença entre uma Igreja do mundo e uma Igreja no mundo. A evangelização no mundo de hoje
JOÃO SANTIAGO. TEÓLOGO, POETA E MILITANTE Coordenador da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Curitiba
Ato de Evangelizar Hoje
(Marcos 16,15; Atos 1, 8) bem como em Paulo VI, não oferece resistência para se ver refletida na utopia de Jesus de vida em abundância (Jo 10,10)10”. O/a evangelizador/a precisa dar testemunho e para isso deve estar atualizado/a e comprometido/a com a pedagogia amorosa de Jesus. Evangelizar, portanto, exige não ter vergonha de amar, de dizer que ama e coragem para assumir as consequências do amor. Sobretudo, e de forma especial, neste mundo em que a tristeza se tornou uma doença, geralmente diagnosticada equivocadamente como depressão, para vender remédio, ou outros tipos de cura, a alegria do Evangelho nos diz que “a nossa tristeza infinita só se cura com um amor infinito11”. É preciso evangelizar, mas antes é preciso que nos permitamos ser evangelizados. São estas, ao mesmo tempo, exigências e urgências à evangelização de hoje. Sabemos, por meio do testemunho de Lucas, nos Atos dos Apóstolos, que não cabe a nós saber aquilo que só o Pai sabe, mas o Espírito Santo descerá e nos dará a coragem e a ousadia proféticas necessárias para evangelizar12. Esta é a promessa de Jesus ressuscitado. Esta é a nossa missão como batizados e batizadas. Curitiba, 29 de agosto de 2015.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: -
BÍBLIA Sagrada. Nova Bíblia Pastoral. São Paulo: Paulus, 2013. JUNQUEIRA, Sérgio Azevedo. (Org.). Sociedade, Cultura e Comunidade – Educar para o Diálogo Intercultural. Curitiba: Editora CRV, 2015. PAPA Francisco. EVANGELII GAUDIUM (A alegria do Evangelho) sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. São Paulo: Paulus, 2013.
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(FOOTNOTES) 1 2 3 4 5 6 7
precisa resgatar a centralidade do sentido da vida; a energia transformadora da esperança; o encantamento sedutor da mensagem e da ação profética; a força movedora da utopia; o desejo de ser mais e a consciência de que ninguém pode ser mais, sozinho. Não podemos evangelizar, diante das exigências e das urgências de nosso tempo, apenas de
dentro da Igreja ou para dentro dela. É fundamental bebermos de outras fontes ricas e saudáveis que se encontram, por exemplo, em outras ciências, além da teologia, como a pedagogia, a psicologia, a filosofia e a sociologia. Assim sendo, “é importante ressaltar que a utopia do ser mais, freireano, e que encontra acolhida na teologia do Concílio Vaticano II,
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Evangelho de Marcos 1,1. Ibidem, 3, 3. Ibidem, 5,34. Ibidem, 7,24-30. Ibidem, 9, 27. Ibidem, 16, 7. Ibidem, 10,45. WOLFF, Elias, in BRIGHENTI e ARROYO, 2015, p.219. SANTIAGO, João, in JUNQUEIRA, 2015, p. 14. Ibidem, p. 21. EVANGELII GAUDIUM (A alegria do Evangelho) nº 265. Atos dos Apóstolos, 1, 1-8.
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Leigos
JACYR AUGUSTO MUNHOZ LÚCIO Secretário Geral do Conselho de Leigos de Curitiba. Membro da Comissão de Direito à Liberdade Religiosa da OAB-PR jacyraugusto@hotmail.com
O Direito à Liberdade Religiosa e algumas divergências Prezados leitores, antes de iniciar este breve texto, gostaria de deixar claro que o objetivo é apenas salientar alguns pontos sobre o direito à liberdade religiosa para que possamos refletir sobre o assunto. Como o espaço não permite um aprofundamento adequado, ressaltarei apenas alguns aspectos que considero relevantes sobre direito à liberdade religiosa. Como católico, permaneço fiel ao Magistério da Igreja, acreditando que somente a Santa Igreja Católica é a única e religião verdadeira, na qual Nosso Senhor Jesus Cristo confiou aos apóstolos o dever de levála a todos os homens. Não obstante isso, venho abordar o direito à liberdade religiosa, o qual é possível tratar em razão do Imenso Amor de Nosso Deus por nós, que nos concede o livre arbítrio. O Concílio Vaticano II declara que todo ser humano tem direito à liberdade religiosa, pois Deus não força ninguém a aceitáLo ou segui-Lo. Contudo, todo homem deve estar livre de qualquer coação para adoção de alguma religião, devendo realizar sua opção de forma racional e fundamentada, não devendo estar forçado a agir contra sua própria consciência. Buscando sempre a verdade, para assim chegar ao objetivo principal, que é o próprio Deus. Diante do exposto, observa-se a necessidade de, como católicos, respeitarmos a liberdade que nossos irmãos têm para escolher outras religiões. Essa liberdade não nos impede de dialogarmos e divergirmos de forma cordial e civilizada, mas nos impede a impormos algo a eles. Da mesma forma que também podemos serquestionadossobrenossafé,masdeformaalguma podemos ser obrigados a aceitar algo diverso daquilo que é ensinado pela Igreja. Nisso consiste o princípio do direito à liberdade religiosa, em respeitar o direito dos outros em pensar de forma diversa da nossa e também exigir respeito pelo nosso direito de escolha. Com isso, evitamos atrocidades decorrentes de fanatismos, fazendo com que todos possam exercer livremente seus direitos. E se somarmos a esses direitos os princípios democráticos e o fato de toda a sociedade estar constituída sobre a família, podemos concluir que não há como negar ao homem o livre exercício da religião na sociedade, uma vez salvaguardada a justa ordem pública.
Contudo, mesmo diante dos direitos e princípios ressaltados, tem-se percebido uma leitura equivocada do direito à liberdade religiosa nos dias atuais. Alguns têm utilizado esse direito para tentar justificar uma separação total do Estado das religiões sob a justificativa de que o Estado seria laico, sem religião, tentando promover um estado ateu, o que se apresenta como um completo absurdo. O homem é um ser essencialmente voltado à vida espiritual. Prova disso, por exemplo, é o fato de que hoje teríamos algo em torno de 700 mil ateus no Brasil. Um número pequeno se levarmos em consideração os 205 milhões de brasileiros. Fica claro que é da natureza humana a busca por Deus, assim como também fica claro que o Estado não pode ser ateu, já que é um ente criado pelos humanos para organizar o convívio social. Sendo o Estado um reflexo da sociedade, sendo a sociedade formada por indivíduos e sendo estes indivíduos em sua mai-
oria crentes em uma divindade, logo o Estado é laico por não favorecer uma religião específica, mas valoriza e respeita o credo de seus cidadãos. Sendo assim, é natural que tenhamos a materialização dessa busca espiritual em alguns aspectos do nosso dia a dia, tais como nomes de ruas, símbolos, nomes de cidades etc. Tudo em razão da vontade do Estado, o qual realiza as vontades das pessoas que representa. No entanto, nessa intenção equivocada de tentar fazer o Estado ter um aspecto ateu, observamos alguns tentando agir de forma contrária à vontade da maioria, ignorando aspectos históricos e ignorando a própria essência humana. Cito, por exemplo, as tentativas de algumas autoridades retirarem os crucifixos de ambientes públicos, fato que tem se apresentado no mínimo incoerente.
Tentam retirar os crucifixos, mas nada mencionam sobre retirar as imagens da deusa Themis dos fóruns e até da frente do Superior Tribunal de Federal, por exemplo. Na visão dessas autoridades públicas, a imagem do crucificado, que também tem o objetivo de lembrar ao juiz o dever que tem de agir com o máximo de prudência para que um inocente não seja condenado, não poderia estar em um ambiente público. Contudo, a imagem da deusa Themis, filha de seu pai/irmão Urano, da qual não se tem qualquer registro histórico de um ato de justiça, poderia estar em qualquer ambiente público. Uma demonstração de que estamos diante de abusos ao nosso direito à liberdade religiosa é que não há só a Constituição Federal em seu artigo 5º, incisos VI, VII; também temos tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que defendem o direito à liberdade religiosa. Inclusive, a Constituição Federal reconhece o caráter benéfico da existência das religiões para a sociedade, seja em razão do fortalecimento da família, seja na promoção de princípios éticos e morais, seja no estímulo à caridade e obras sociais entre vários outros aspectos. Também vale lembrar que não há impedimentos para a participação de membros religiosos no governo, desde que não haja uma relação de dependência. Um exemplo disso são as relações diplomáticas com o Vaticano. Assim fica claro que temos o direito à liberdade religiosa, e o Estado precisa respeitar nossas manifestações de fé, bem como nossa história e nossa essência humana. Por fim, é importante reforçar que, no uso de qualquer liberdade, deve respeitarse o princípio moral da responsabilidade pessoal e social, devendo cada um levar em consideração os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros, sempre buscando o bem comum. Ou seja, todos devem agir com justiça e bondade, conforme nos orienta a Declaração Dignitaris Humanae do Papa Paulo VI. Portanto, quero lhes deixar essa pequena colaboração para introdução a esse importante tema. O direito à liberdade religiosa é algo a que nós, católicos, não damos a devida atenção, mas precisamos passar a defender e promover, para que também nós possamos usufruir dessa liberdade.
CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL (CNLB) de Curitiba: Coordenadora: Marcia Regina Cordoni Savi./ cnlbcuritiba@gmail.com / (41) 3206-0982 (41) 8421-0028.
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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
Dízimo
CLOVIS VENÂNCIO Membro da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo
Mensagem da equipe arquidiocesana da P astoral do Dízimo Pastoral
Outubro: Mês Missionário
I – INTRODUÇÃO Mês missionário, para nós Católicos, significa um tempo especial em que devemos procurar conscientizarmo-nos mais sobre nossos compromissos permanentes do ano todo. De fato, todo cristão batizado deve ser um discípulo missionário de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por isso, tem a obrigação de saber no que consiste efetivamente a sua missão na Igreja Católica, que, por sua vez, tem por primeira e principal missão, realizar a Evangelização, ou seja, ensinar quem é Jesus Cristo e, principalmente, quais os Seus ensinamentos. Assim, objetivando contribuir para com esse processo de conscientização de todos e, especialmente, dos integrantes da PASTORAL DO DÍZIMO, apresentamos a seguir algumas conclusões e recomendações extraídas do Documento de Aparecida – DA e da Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium EG” do Papa Francisco, a título de: II – SUBSÍDIOS DOUTRINÁRIOS “Entre as comunidades eclesiais, nas quais vivem e se formam os discípulos missionários de Jesus Cristo, sobressaem as Paróquias. São células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial”. (DA 170). “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária”. (DA 370). “Espero que todas as comunidades se esforcem por atuar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma ‘simples administração’. Constituamo-
nos em ‘estado permanente de missão’, em todas as regiões da terra”.(EG 25). III – REFLEXÕES E PROPOSIÇÕES PRÁTICAS Na prática, o exercício da missionariedade da Igreja se dá, principalmente, através das diversas entidades, movimentos e equipes de Pastoral, sob a coordenação de bispos, presbíteros, diáconos, etc., seja a nível diocesano ou paroquial. Evidentemente que todos os integrantes leigos das diversas pastorais devem procurar conhecer adequadamente todos os Documentos da Igreja que oferecem os conhecimentos essenciais ao bom desempenho de sua Missão evangelizadora. Portanto, os três itens que apresentamos acima a título de subsídios doutrinários visam, sobretudo, chamar a atenção do leitor para a necessidade premente de fazer a leitura plena dos referidos “Documentos” de nossa Igreja que, certamente irão contribuir muito para seu crescimento como discípulo missionário de Cristo. Dentro deste contexto, na paróquia, cada membro da equipe do Dízimo deve manter permanente atenção aos aspectos que envolvem esta verdadeira Pastoral da Partilha, visando com sua atuação, alcançar sua meta de santidade e, com a força da graça de Deus, vislumbrar horizontes auspiciosos para seu próprio crescimento espiritual. Também para o crescimento espiritual da comunidade e, de modo especial, o crescimento espiritual de cada dizimista que experimenta as bênçãos de Deus por sua partilha consciente na comunidade. Isso implica na busca constante do aprofundamento de seus conhecimentos sobre o assunto, através da participação em cursos, seminários, palestras etc. além da leitura frequente dos textos bíblicos e das inúmeras publicações
(livros, revistas etc.) existentes sobre o tema, as quais são facilmente encontradas nas principais livrarias católicas, bem como, no próprio Centro Pastoral Arquidiocesano. Portanto, é, inclusive, para ajudar neste processo formativo que a Equipe Arquidiocesana da Pastoral do Dízimo se empenha em organizar Seminários especiais voltados ao treinamento e conscientização dos membros desta pastoral, mas, dos quais podem e devem participar, também, integrantes dos CAEPs, CAECs, secretárias paroquiais, Párocos, etc. Assim sendo, já neste mês de Outubro estamos realizando o: XV SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DO DÍZIMO Tema: “O Dízimo e a Conversão Paroquial” Data: 18 de Outubro de 2015 – Domingo. Horário: Das 8:00 às 17:00 horas Local: Casa de Retiros Nossa Senhora do Mossunguê – Rua Francisco Juglair, 171 - Bairro Mossunguê – Curitiba-PR. Assessor (Palestrante): Padre Cristovam Iubel – membro do clero diocesanodeGuarapuava-PR. Observações: - O Pe. Cristovam Iubel é grande conhecedor e divulgador do assunto, tendo publicado diversas obras e grande quantidade de “folders” sobre o Dízimo. - Foi o assessor do 3º e do 6º Seminários do Dízimo de nossa Arquidiocese, com muito sucesso, ocorridos no 1º semestre de 2009 e 2º semestre de 2010.
COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO. Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho./ Coordenador da Pastoral do Dízimo: William Michon. Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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JEFERSON ADRIANO CALDAS
Dimensão Missionária
Coleta Mundial pelas Missões Caridade e partilha, gestos que potencializam o ardor missionário Nos tempos atuais, é ainda mais necessária a presença da Igreja como Mãe que acolhe, ama e devolve aos mais sofridos a dignidade de filhos de Deus. A Igreja Católica está presente nos cinco continentes e é responsável pela criação e manutenção de diversas frentes de missão: hospitais, orfanatos, centros de reeducação social, formação de futuros sacerdotes, catequese, promoção humana, dentre muitos outros.
Mas como a Igreja consegue estar nos cinco continentes? Porque lá existe um católico, eu sou Igreja! A ordem de Jesus – “Ide pelo mundo” – está sendo cumprida até hoje, e o anúncio chega a todos os povos. Porém, a fé sem obras é morta (Tiago 2;20), e as obras são uma expressão concreta da presença de Jesus Ressuscitado, bem como da nossa adesão pelos mais pobres. Sendo assim, a Igreja do mundo todo
realiza em outubro a coleta do Dia Mundial das Missões! O que é a coleta do Dia Mundial das Missões? A data foi instituída pelo papa Pio XI, em 1926, como um dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos, e sempre acontece no penúltimo domingo de outubro. Neste ano de 2015, os dias reservados para esta coleta são 17 e 18 de outubro.
PARA ONDE VAI MINHA OFERTA?
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1.
Durante o ano, em especial no mês de outubro, no Dia Mundial das Missões, as comunidades e paróquias recebem ofertas para as missões.
2.
Essas ofertas são enviadas para as dioceses que recolhem toda a arrecadação de suas comunidades e paróquias.
3.
Até o fim do ano ou no máximo até o mês de fevereiro, as dioceses repassam o valor total das ofertas para a direção nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília (DF).
4.
No mês de março, a direção nacional das POM comunica à Congregação para a Propagação da Fé em Roma o valor arrecadado. Reserva uma pequena parte para a animação missionária e para a administração nacional.
Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
5.
A direção nacional das POM repassa os valores a Roma e, na Assembleia Geral, no mês de maio, avalia, aprova e destina os recursos para projetos nos cinco continentes.
6.
Os destinatários prestam contas do uso do dinheiro recebido, justificando com documentos e testemunhos de gratidão.
IR. PATRÍCIA SOUZA sds
Show
Missionário 2015
A Infância e Adolescência Missionária (IAM) é uma obra pontifícia, espalhada pelo mundo todo, com o lema “Criança evangeliza e ajuda criança”. Foi criada há quase dois séculos e possui hoje cerca de três mil projetos envolvendo crianças e adolescentes em 130 países; são cerca de 30 mil grupos que atingem aproximadamente 400 mil crianças e adolescentes. Na Arquidiocese de Curitiba a Infância e Adolescência Missionária está presente há mais de 20 anos. Hoje temos em torno de 45 grupos que se reúnem semanalmente para rezar e refletir sobre a realidade missionária, a espiritualidade missionária, compromisso missionário e a vida de grupo. O objetivo do Show Missionário é promover e despertar nas crianças e nos adolescentes o entusiasmo e alegria de assumir o compromisso de serem discípulos missionários, além da
integração entre as crianças e adolescentes de toda a Arquidiocese, sendo, que esse é o único encontro que acontece sempre no mês de outubro. O Show Missionário é promovido pela Infância e Adolescência Missionária (IAM) desde 1998. Cada ano é realizado em uma paróquia diferente onde tem um grupo da Infância e Adolescência Missionária. A 18ª edição acontecerá na Paróquia Nossa Senhora da Paz, localizada na Avenida Nossa Senhora da Paz. Este ano, o Show Missionário terá como tema “A diversidade Cultural no continente Asiático”; para que esse dia seja bem vivenciado, cada grupo é convidado a realizar algumas missões que foram encaminhadas aos assessores dos grupos. Se seu grupo não recebeu, não deixe de entrar em contato com Jeferson 21056376 ou Ir. Patricia 21056375. Fotos: Stephany Bravos
Show Missionário 2014
COMISSÃO DIMENSÃO MISSIONÁRIA: comidi@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6375 – Ir. Patrícia / (41) 2105-6376 - Jeferson Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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Família
PE. FABIANO DIAS PINTO(*)
Sínodo da Família: boas Portador de uma mensagem importante é o Sínodo Ordinário sobre a Família, que acontece este mês em Roma, entre 4 e 25 de outubro de 2015. E como acontece? Surgiu um escrito na III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos de outubro de 2014. Tratava dos “Desafios pastorais da família no contexto da evangelização” e agora foi enriquecido com as respostas ao questionário enviado a todas as Conferências Episcopais do Mundo. Este culminou na elaboração do “Instrumentum Laboris” (Instrumento de trabalho), que contém 80 páginas e três partes essenciais divididas em capítulos. Servirão para nortear as reuniões durante quase um mês, constituindo-se em um texto-base de referência para os trabalhos deste Sínodo de 2015. Tal evento será instigante e de proporção mundial, no intuito de tratar “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Propõe-se em uma primeira parte à “Escuta aos desafios sobre a família” (sobre a família e o contexto antropológicocultural, a família e o contexto socioeconômico, família e inclusão, família, afetividade e vida). A segunda parte é denominada “Discernimento sobre a vocação familiar e a Missão” (a família e a pedagogia divina, família e a vida da Igreja, família e caminho à plenitude. E ainda engloba a plenitude sacramental, a indissolubilidade como dom e tarefa, a fecundidade dos cônjuges, o medo dos jovens de se casar). Por último, uma terceira parte chamada de “A missão da família hoje” (família e evangelização, família e formação, família e acompanhamento eclesial; família, reprodução e educação). Inegável é a riqueza da Igreja com opiniões mais “acadêmicas” e outras mais “pastorais”. Tais direcionamentos, com o auxílio do Espírito Santo deverão chegar a um “equilíbrio e complementariedade” sem contrariar a Palavra de Deus e a Tradição Católica expressos no Credo Apostólico. O que será da “Família” nas discussões? Uma certeza é de que continuará sendo defendida como “a célula mãe da sociedade” tal como afirmava São João Paulo II, devoto de Santa Teresa d’Ávila, grande mulher que dizia: “Tudo passa... Só Deus não muda!”
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Longe de ser um atentado contra a família como acusam certos “tradicionalistas”, o Sínodo em nada mudará o que se entende por Indissolubilidade do Matrimônio. A Sagrada Escritura diz: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19, 5-6). Por aí se vê que, ao contrário do que alguns pensam (e outros até pretendem), permanece a valorização do “homem e mulher” como seres que se complementam conforme a criação divina. E isto o Papa Francisco, presidente do Sínodo, já deixou bem claro em suas últimas declarações. Uma serventia Ecclesia semper reformanda: “A Igreja sempre está se atualizando”, pois é constantemente atenta aos “sinais dos tempos”. Um Sínodo de caráter universal pode cooperar para uma renovação. Ao contrário de ser reunião para “inversão de valores”, reforçará a urgência de disponibilidade à escuta, prestando atenção à realidade, para que a Evangelização atinja seus destinatários sem adaptar-se ao bel prazer de um ou de outro ser humano (ou grupo) que queira manipular o que Jesus Cristo disse. Transformações Radicais? A fraqueza dos seres humanos é grande: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura ao invés do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou às paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejo uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza” (Romanos 1, 25-27). Os católicos participantes do Sínodo contrastam com a valorização de ideias vistas como a “última moda”, que a certos setores da sociedade se acomoda, como por exemplo a aprovação do “casamento gay” ou as pressões da ideologia de gênero defendidos por parte da mídia mundial. O Sínodo da Família de 2015 é um sinal de esperança pastoral. Depois do Sínodo de 2014, percebeu-se que algo mudará, como por exemplo na agilidade necessária nos Tribunais Eclesiásticos, realçada com os dois últimos Documentos em forma de “Motu Próprio”
lançados pelo Papa Francisco em 8 de setembro de 2015. Concretamente, o que o Papa propõe no “Mitis Iudex Dominus Iesus” e no “Mitis et Misericors Iesus” vai de encontro ao elevado número de petições de processos para verificar possível Nulidade, mas é fato público e notório a Igreja não dispor de elementos preparados para muitos ser-
novas a partir da Boa Nova
viços. O Bispo de Roma e Pastor Universal, ao valorizar a colegialidade e a responsabilidade de seus irmãos Bispos, quer que a curto prazo a agilidade e a justiça tenham mais vez e consequentemente dêem vez para todos os que esperam e clamam por seus direitos no seio da Igreja, sobretudo os mais pobres.
Urge recordar que nem os Tribunais Eclesiásticos e nem mesmo as Salas Paroquiais de Atendimento ou Cúrias Diocesanas serão transformadas em “bancas ou agências divorcistas”. A Igreja trata com seriedade os sacramentos. Jamais serão distribuídas declarações de nulidade matrimonial a granel de uma maneira simplista. Urgente, justo e necessário é um incentivo e investimento em Pastoral Familiar que atinja também divorciados e casais de segunda união. Entre outros benefícios, evitar-se-ão muitas “Nulidades Matrimoniais” com a realização de uma Pastoral Familiar eficiente e eficaz. Esperança! Augura-se entre os assuntos discutidos, que o Sínodo de 2015 faça perceber entre outros tantos aspectos, a necessária valorização pela preparação de casais que formarão as famílias do amanhã, o atendimento e cooperação nos problemas familiares, bem como o incremento da Instrução e capacitação de clérigos, consagrados e leigos. Católicos bem preparados serão capazes de articular uma boa organização desde as bases das comunidades, gerando mais reflexão, capacitação e vivência do Evangelho. Neste contexto situam-se as mudanças que podem efetivamente ser executadas na ação pastoral para as quais será preciso material humano capacitado. “A Messe é grande, os operários são poucos. Roguemos, pois, ao Senhor da Messe que mande operários para a sua colheita!”(Mt 9, 37-38). O Papa inspira a acolher Francisco, Romano Pontífice, segue Jesus Cristo que “veio para salvar a todos” e mandou “levar o Evangelho a toda Criatura” (Mc 16,15). Sabe-se que tem sido criticado por insistir tanto na acolhida e na misericórdia não como “meras palavras”. Observe-se, porém, que o próprio Papa é um homem de profundo testemunho cristão. Seu antecessor, São Pio X, afirmava: “o verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê em Jesus Cristo e vive conforme seus ensinamentos”. Tais ensinamentos unem quem crê à pessoa de Jesus que passava fazendo o bem e ensinava a acolher. “Jesus não veio salvar os justos, e sim os pecadores” (Mt 9,13). Todavia, acolher alguém não significa aprovar tudo o que a pessoa faz, mas ouví-la, entendê-la e cooperar com a sua libertação. Jesus sentou-se
à beira do poço com a mulher pecadora. Ela é como cada pessoa humana. Pode lembrar toda a humanidade ou ainda a Igreja que precisa “sentar-se com Jesus Cristo”, transformar-se pelo Encontro com Ele e depois “para frente caminhar sem mais pecar, anunciando a Boa Nova” (Jo 4). De um modo simplório pode-se dizer que ao acolher um amigo evangélico em casa, uma pessoa o respeita, manifesta “acolhida”, mas não se torna membro de sua Igreja. Se, por exemplo, eu torço para o Atlético Paranaense, nada me impede de acolher um paranista ou um “coxa branca” em minha casa. Acolher quem não torce para o mesmo time não significa mudar convicções ou aprovar comportamentos. Não é o mesmo que ceder a pressões para “ficar bem na foto” em um mundo que valoriza a imagem e esquece da mensagem. E a mensagem do Evangelho é doce, mas também exige conversão. O Sínodo pretende reforçar a mensagem do Evangelho sem mudar dogmas presentes na tradição da Igreja. Entretanto, percebe-se um anseio por “pistas de ação” para que a Palavra e aquilo que a fé e os bons costumes preservam desde os tempos apostólicos ajudem as pessoas em dificuldade a viverem melhor, construindo o Reino de Deus “até que Ele venha”. Convém recordar que Durante o Sínodo da Família serão declarados santos os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus. A Canonização de Luis Martin e Zelia Guerin no Domingo 18 de outubro de 2015, às portas do Ano da Misericórdia e dentro do Ano da Vida Religiosa quer mostrar ao mundo uma família exemplar. Segundo afirmou o Papa Bento XV já em 1921, era uma família a ser louvada, sobretudo pelo “verdadeiro modelo de pais cristãos, que não escondia a nobre satisfação de consagrar a Deus, na vida Religiosa, toda a sua descendência”. Desde já Rezemos pelo Sínodo da Família. Com fé, esperança e amor aceitemos a “disciplina” da Igreja que ele irá realçar e abramo-nos para acolher as mudanças que poderá provocar em prol de “uma Igreja em Saída”, como pede o Papa Francisco, apresentando boas novas diante da proposta da Boa Nova de Nosso Senhor. Jesus Misericordioso, confiamos e esperamos em Vós! Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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Para refletir sobre a Francisco no processo Conversa com Jorge Ernesto Villa Ávila, de 52 anos, colombiano, advogado do Tribunal da Rota Romana e único latino-americano que advoga no Tribunal Apostólico. Trata-se de um passo importante na reconciliação dos fiéis feridos com Deus e com a Igreja a fim de que participem dos sacramentos. Uma preocupação do passado Sínodo Ordinário e do Papa Francisco. Além do mais, torna a justiça e os tribunais eclesiásticos mais próximos dos mais pobres e necessitados. PRINCIPAIS PONTOS DA REFORMA DO PAPA FRANCISCO 1. O BISPO O bispo é juiz e garante a moral na justiça. O Papa seguiu a linha do Concílio Vaticano II (a sinodalidade), dando um papel central aos bispos. Valorizou também os leigos no colégio, dois leigos como juízes junto com um padre. 2. OS CUSTOS Poderá se pedida a assistência de um “advogado de ofício”, enquanto que quem não tem possibilidades econômicas pode pedir o “patrocínio gratuito”. 3. DUPLA SENTENÇA Foi eliminada a dupla sentença “conforme” a redução dos pronunciamentos diocesanos para reduzir os tempos no procedimento das causas que estavam demorando cerca de cinco anos. 4. PROCESSO “BREVE” Nos casos nos quais os argumentos para a nulidade do matrimônio sejam ‘muito evidentes’, haverá um processo ‘breve’ e que as partes estejam de acordo. O juiz será o bispo que terá um papel fundamental. 5. ACELERAMENTO NAS DECISÕES Haverá uma modalidade acelerada na presença de graves indícios de possível nulidade, como a falta de fé e gravidez pré-matrimonial. 1. No próximo dia 8 de dezembro, a reforma entrará em vigor, mas desde quando as pessoas poderão realmente se beneficiar das novidades, considerando que será necessário um tempo para que as dioceses se organizem? Naturalmente, dada a complexidade da reforma, as Conferências Episcopais e cada Diocese, singularmente, se empenharão com recursos a fim de que o desejo do Santo Padre de que haja processos de declaração de nulidade mais rápidos e eficazes se possa realizar. O texto deve ser estudado com ponderação e sabedoria para dar as melhores soluções de acordo com a lei e as circunstâncias de cada lugar. Lembrem-se de que os tribunais interdiocesanos não foram derrogados. Entrando em vigor a nova lei, os fiéis podem recorrer a eles ou ao Tribunal Diocesano, ou ao tribunal que tenha sido escolhido pelo bispo segundo a proximidade com sua diocese. Vejam que a nova lei, como sinal de COLEGIALIDADE, coloca o acento na condição de juiz natural da causa que pessoalmente tem o Ordinário do lugar (o Bispo). 2. O Papa pediu que seja grátis, mas com uma justa retribuição para os operadores dos tribunais eclesiásticos. Quanto poderia custar um processo no contexto
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histórica reforma do P apa Papa de nulidade dos matrimônios
dos países da América Latina? O serviço da justiça ao qual todos os fiéis têm direito deve ser preferencialmente gratuito. Contudo, essa gratuidade deve ser adequada de acordo com as necessidades mesmas da administração da justiça que deve, como diz o Evangelho, remunerar justamente seus trabalhadores. O princípio que me parece prevalecer na reforma é de que a ninguém, absolutamente ninguém, por razões econômicas, seja negado o acesso ao serviço da justiça. Deverá haver sempre uma atenção especial aos pobres. 3. Então os pobres podem pedir a nulidade? Como disse sua Excelência D. Pio Vito Pinto, Decano do nosso Tribunal apostólico da Rota Romana, na reforma atual os pobres e os bispos são o centro da atenção. A Igreja da periferia é também essa, onde estão os excluídos do sacramento da Eucaristia, os quais, com a verdade e só com a verdade, e à luz da beleza e à santidade do matrimônio, encontrarão, por meio do Bispo juiz, a misericórdia de Deus. 4. Aonde as pessoas que desejam expor seus casos deverão ir? O primeiro passo é ir conversar com a Pastoral Familiar da própria diocese, onde se encontrará com pessoas capacitadas para escutar preliminarmente o caso e onde se fará uma investigação prévia e informal que possa servir de suporte ao pedido de nulidade o qual poderá ser apresentado ao Tribunal Diocesano ou naquele mais próximo que o Bispo tenha escolhido como tribunal de sua diocese. Dada a sua formação profissional e técnica, a colaboração dos advogados especializados no direito canônico será de vital importância para os fiéis, a fim de poder identificar, desde o começo e economizando tempo, o capítulo de nulidade mais idôneo que poderá ser apresentado com o pedido de nulidade. 5. A dupla sentença conforme foi abolida: o que significa isso no processo de nulidade matrimonial? Depois de três séculos, foi reformada a Dei Miseratione de Bento XIV de 1741, que, com a finalidade de evitar alguns abusos da época, havia imposto a necessidade de que fossem dois juízes colegiados diferentes e estruturados hierarquicamente, os quais pronunciariam sobre a invalidez do vínculo matrimonial. Agora, com as mudanças das circunstâncias históricas e diante das atuais circunstâncias e das urgentes necessidades pastorais e de misericórdia, será suficiente apenas um juiz de primeira instância (colegial ou único, segundo o tipo de caso) para declarar a nulidade do matrimônio, para que essa sentença seja definitiva. Fica sempre salvo o direito das partes de recorrer com apelo ao juiz superior do Tribunal Apostólico da Rota Romana. Desse modo se beneficia o aceleramento do processo e se conserva uma máxima garantia dos direitos dos fiéis. 6. O Papa Francisco, seguindo um pensamento do Papa Emérito Bento XVI, apresenta também o aspecto da FÉ no matrimônio. Não ter fé pode ser um motivo de nulidade? Esse assunto tem sérias implicações teológicas e não é esse o momento ou o lugar para poder enfrentá-las todas. A falta de fé será, sim, um indício grave que poderá ser muito útil (mais que no passado), para a de-
monstração de um determinado capítulo de nulidade. Um exemplo? A simulação parcial por exclusão da indissolubilidade do vínculo ou de sua natureza sacramental, a simulação total ou o erro determinante da vontade. Mas por si mesmo, como fato meramente histórico, não creio que se possa argumentar como causal de nulidade, salvo melhor juízo. 7. A nulidade matrimonial é um direito? Não, não é. A declaração de nulidade do matrimônio não é a anulação do matrimônio. A anulação do matrimônio deixaria sem efeitos um sacramento que realmente nasceu válido e a declaração de nulidade reconhece que desde o início NÃO nasceu um sacramento porque faltava algum elemento essencial. Se tem direito, sim, à verdade, mas se a verdade á a validade do sacramento, não há nulidade, mas sim, verdade. A justiça, por outro lado, é um serviço público essencial a que todos os fiéis têm direito. Tem direito a recorrer ao juiz para que decida a validade ou não do seu matrimônio; o juiz deve aplicar as normas com equidade e sob o pressuposto inderrogável de que todo o ordenamento jurídico da Igreja tem como objetivo a salvação das almas. É muito importante que os fiéis, que não conhecem o direito canônico e que às vezes não têm uma opinião fundada sobre a possível nulidade do seu matrimônio, com confiança, com fé e com verdade, recorram aos advogados canonistas e se aproximem diretamente aos tribunais eclesiásticos para expor seu caso, o qual será julgado, tendo diante dos olhos apenas Deus e sua misericórdia infinita. 8. Existe um risco em dar maior poder ao bispo como juiz? Isso não seria contradizer a linha de uma Igreja menos clerical? Não. Nenhum risco. Ao contrário, é um grande sinal da colegialidade da Igreja Católica e da proximidade da Igreja hierárquica às pessoas que sofrem. A reforma representa também um valiosíssimo avanço na aplicação dos ensinamentos do Concilio Vaticano II, visto que o colégio de juízes poderá ser composto por dois leigos e um só sacerdote. Uma revolução! 9. Então, com a reforma, os processos serão decididos nos tribunais e nas igrejas particulares, só em apelo chegarão a Roma (Rota Romana)? Sim, será assim! Como já foi dito, fica sempre salva a possibilidade de se apelar à Santa Sé contra a sentença afirmativa de primeira instância; se não for apelada no prazo peremptório de 15 dias, torna-se executiva com o consequente direito às segundas núpcias. 10. Quais são as vantagens para as pessoas comuns? Todos os fiéis têm que saber que encontrarão na justiça eclesiástica um meio de manifestação da misericórdia de Deus que quer a salvação de todos. Estarem próximos aos tribunais, o próprio bispo como juiz, os processos rápidos, a executividade das sentenças, as restrições e apelações instrumentais, são todos meios pastorais a serviço da comunidade para que cada fiel cristão possa reconciliar-se com Deus e com a Igreja e possa participar frutiferamente dos sacramentos, para a salvação de suas almas. *Padre Fabiano Dias Pinto – Presbítero do Clero Secular da Arquidiocese de Curitiba - Mestrando em Direito Canônico pela Pontificia Università della Santa Croce-Roma
Reflexão
*PADRE REGINALDO MANZOTTI
A missão é servir! Chegamos ao mês de outubro, em que comemoramos a padroeira do Brasil Nossa Senhora Aparecida. Mas também quando é celebrado em toda a Igreja o Mês Missionário, que neste ano tem como tema “Missão é Servir” e lema “Quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos” (Mc 10,44). A missão é parte constitutiva da identidade da Igreja Católica. Jesus já nos disse “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!” (Mc 16,15), e é isso que somos chamados a realizar neste mês. Renovar-se em Cristo e levar a Sua palavra a todos os que sofrem, todos os que necessitam e aos que ainda não conhecem Jesus. O tema escolhido para a Campanha Missionária de 2015 dá continuidade ao trabalho que começou na Quaresma, durante a Campanha da
Fraternidade, na qual trabalhamos o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade. Eu Vim para Servir ” (Mc 10,45). É em um trabalho missionário que Papa Francisco tem reforçado tanto suas homilias, “uma Igreja em saída”. Trata-se de despertar, em todos nós, cristãos, a alegria e seriedade de sermos discípulos de Jesus Cristo, tentar ser como Ele, amar como Ele mesmo nos ensinou e propagar a Sua Palavra a qualquer pessoa. “Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém”, como nos mandou o Papa. A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal e pastoral, capaz de atrair os que abandonaram a Igreja, os que estão distantes dos problemas, das dúvidas, dos sofrimentos e os que ainda não ex-
perimentaram o dom da fé. Para sermos uma “Igreja em saída”, precisamos ouvir as palavras que o Papa Francisco nos mandou através da mensagem especial para o Dia Mundial das Missões: que a missão é ter paixão pelo Cristo e ao mesmo tempo paixão por todas pessoas. Acreditemos no Amor que restaura e reconstrói e deixemo-nos contagiar por esse amor de Deus, que tudo pode, para que juntos sejamos uma real Igreja em saída e que com firmeza possamos propagar a vontade de nosso Senhor Jesus Cristo. *Padre Reginaldo Manzotti é coordenador da Associação Evangelizar é Preciso – Obra considerada benfeitora nacional que objetiva a evangelização pelos meios de comunicação – e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são retransmitidos e exibidos em parceria com milhares de emissoras no país e algumas no exterior. Site: www.padrereginaldomanzotti.org.br. Facebook: www.facebook.com/padrereginaldomanzotti. Twitter: @padremanzotti | Instagram: @padremanzotti
Missão Católica Beato Paulo VI na Comunidade de Quebo, Diocese de Bafatá, no país Guiné Bissau, na África. Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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Paróquia em destaque
Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Uberaba e o projeto de uma nova Igreja A Paróquia Nossa Senhora Aparecida foi criada no ano de 1993 desmembrada da Paróquia Santo Antônio. Atualmente, possui oito comunidades com uma população de aproximadamente 30 mil pessoas. Temos uma estrutura física aquém das necessidades paroquiais e há três anos a comunidade iniciou um estudo de uma estrutura paroquial capaz de acolher melhor as pessoas, com aprovação do poder público em maio desse ano. Os projetos complementares estão sendo contratados e estão em fase de elaboração. As obras devem iniciar ainda este ano. Com bastante trabalho e dedicação, entramos com vários recursos para poder liberar todos os critérios que eram inconsistentes com o uso para um edifício de culto. Podemos dizer, agora, que teremos um complexo paroquial imponente, diversificado e funcional de 2.226,99m2 de área a ser construída, com uma igreja com capacidade para 450 pessoas sentadas, 08 salas de catequese, salão de encontros e salão paroquial com toda infraestrutura, além de nova secretaria paroquial. Na amizade fraterna, envio as minhas bênçãos a todos!
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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
PE. JOÃO ADEMIR VILELA, RCJ Pároco
Painel do Leitor
Mutirão Ecumênico/Sulão
VIII A Missão da Igreja no Estado Laico Entre os dias 28 e 29 de agosto, em Florianópolis, aconteceu o Mutirão Ecumênico – Sulão VIII, reunindo cerca de 200 pessoas. O Sulão VIII ofereceu nove oficinas que ajudaram a aprofundar a missão da Igreja no Estado Laico. “A Missão da Igreja no Estado Laico”,
tema do Mutirão, instigou o aprofundamento na posição que todo cristão deve assumir como uma par-
tícula neste universo de ideias e ideais e da pluralidade sonhada por Deus.
IV Gincana Arquidiocesana de Acólitos e Coroinhas No dia 15 de agosto, celebramos o dia do Padroeiro dos Acólitos e Coroinhas, São Tarcísio, juntamente com a festa da Assunção de Nossa Senhora, em missa realizada no Seminário São José, presidida pelo seu reitor, Padre Regis Bandil. Contamos com a participação de muitos grupos de Acólitos e Coroinhas de toda a Arquidiocese, que lotaram a Capela principal do Seminário, para a missa realizada às 15h. Tivemos a presença de Paróquias das cidades de Palmeira, Colombo, Campo Largo e das mais diversas partes de Curitiba. Após, demos início à IV Gincana Arquidiocesana dos Acólitos e Coroinhas, com a prova da Corrida Rústica, da qual participaram 11 Paróquias da Arquidiocese. No dia 25 de outubro, faremos o encerramento da gincana, com início às 10h, com a Santa Missa, no Seminário, para o qual todos estão convidados. Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2015
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