MARLON ROZA E PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES Coordenação da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Curitiba
Casa comum, nossa responsabiliade! Caro leitor, Este ano iniciamos as edições de 2016 da revista Voz da Igreja da Arquidiocese de Curitiba apontando como tema central a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016: “Casa comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,2) nos indica que é nosso Deus o primeiro a desejar a pureza de nosso planeta (nossa casa). Ganham destaque as questões do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos. O Brasil é apenas o 112º no ranking de saneamento básico mundial e é um dos países com o índice mais alto de pessoas que não possuem banheiro. A falta de sistemas de esgotamento sanitário atinge quase metade (44,8%) dos municípios brasileiros, trazendo diversas doenças à população. Com a intenção de superar a mera discussão de ideias sobre o tema da CFE, transformando-as em ações sociais e políticas, nossa igreja local lança neste mês o edital do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS). A página da Dimensão Social apresenta motivação para a coleta no Domingo de Ramos e alguns passos para quem deseja ter acesso aos recursos financeiros provindos da CFE. A Comissão Família e Vida deseja aprofundar a reflexão sobre a falta de cuidado com as políticas públicas de saúde e alerta-nos sobre o risco de se justificar o aborto no caso de fetos acometidos pelo Zika Vírus. Será este realmente o caminho? Cremos que a morte nunca é solução. Somos uma Igreja em saída: a missão assume lugar central em nossos trabalhos de evangelização. O Setor Juventude relembra a presença dos jovens curitibanos em Guiné Bissau e, também, a missão “Jesus no Litoral”. Com o mesmo propósito de reforçar a nossa missionariedade, a Pastoral Rodoviária, que neste ano completa 40 anos, apresenta um belo artigo sobre sua longa história. A Páscoa está chegando, Jesus ressuscitado se mostra presente em nosso meio. A mistagogia pascal é referenciada pela Comissão Litúrgica em seu artigo, que explica os significados dos símbolos pascais. Estamos em pleno Jubileu da Misericórdia. A Comissão Econômica e Dízimo traz uma reflexão sobre o tema Dízimo e Misericórdia. Ao partilharmos o que temos, ajudamos nossos irmãos com um pouco daquilo que Deus nos deu. Este é o primeiro passo, que nos convoca a ir além e colocarmo-nos a serviço do irmão. Nesta edição de março não poderia ficar de fora menções às transferências e posses de novos párocos em nossa Arquidiocese. Também trazemos uma novidade: a criação da Pastoral do Empreendedor, que em uma de suas primeiras atividades trouxe o Pe. Joãozinho, Dehoniano, um dos grandes responsáveis pelas ações e surgimento desta pastoral. Por fim, vale destacar o texto reflexivo trazido pelo Pe. Fabiano sobre o Celibato como valor. Que Deus abençoe largamente nossos trabalhos neste ano de 2016!
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR) Responsável: - Teodoro Travagin – 5531 (DRT-PR) Fones / Fax: (41) 2105-6343 E-mail: vozdaigreja@arquidiocesecwb.org.br Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br Apoio e Colaboração: Fone: (41) 2105-6342 Responsável: Aline Tozo E-mail: aline@arquidiocesecwb.org.br
Expediente A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Bispo da Arquidiocese de Curitiba: Dom José Mário Angonese | Chanceler: Élio José Dall'Agnol | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto. | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Rivael de Jesus Nacimento| Jornalista responsável: Teodoro Travagin | Assessoria de Comunicação: Sintática Comunicação | Revisão: Cláudia Mara Ribas dos Santos e Aline Tozo | Foto da capa: Patryck Madeira |Colaboração voluntária: 12 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral Projeto gráfico e diagramação: Editora Exceuni - Aldemir Batista - exceuni@uol.com.br - (41) 3657-2864. Impressão: Gráfica ATP - Tiragem: 10 mil exemplares.
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Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
M a r.1 6
Ação Evangelizadora
Agenda Mensal dos Bispos Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba
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- Reunião do Setor Cabral, na Paróquia Nossa Senhora da Salete - Expediente do Clero na Cúria - Visita no Seminário Bom Pastor 02 - Encontro da CRB com o Cardeal Dom João Brás de Aviz, no Santuário da Divina Misericórdia - Expediente de Leigos na Cúria - Visita no Seminário Propedêutico 03 - Reunião do Setor Boqueirão, na Paróquia Santa Rita de Cássia - Reunião do Setor Mercês - Visita no Seminário São José 04 - Reunião do Setor Centro - Reunião dos Formadores, no Seminário Rainha dos Apóstolos - Visita no Seminário Rainha dos Apóstolos 05 - Formação Bíblica para os Catequistas do Setor Campo Largo 06 - Missa de Inauguração da Nova Capela do Santuário de Schoenstatt 07 a 10 - Reunião do Conselho Permanente em Brasília – DF 14 a 16 - Assembleia do Regional Sul II da CNBB, em Guarapuava 17 - Reunião do Setor Cajuru - Reunião do Setor Pinheirinho, na Paróquia São Francisco (Xaxim) - Evento na PUC 18 - Reunião do Setor Pinhais 19 - Missa da Festa no Seminário São José - Missa de Jubileu de Ouro da Paróquia São José, na Vila Oficinas 20 - Missa de Ramos na Catedral 22 - Missa na Comunidade Fonte de Misericórdia 24 - Missa do Crisma, na Catedral - Celebração do Lava-pés, na Catedral 25 - Liturgia da Paixão, na Catedral 26 - Vigília Pascal, na Catedral 27 - Missa de Páscoa, na Catedral 29 - Expediente do Clero, na Cúria 30 - Expediente de Leigos, na Cúria 31 - Reunião do Setor Capão Raso - Missa de Votos Perpétuos, na Comunidade Shalom Dom José Mário Angonese Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Norte 01 04
- Expediente na Cúria - Reunião dos Formadores no Seminário Rainha dos Apóstolos 05 - Missa na Comunidade Canção Nova 06 - Ordenação Diaconal do Seminarista Eder, na Capela Nossa Senhora de Fátima 08 - Expediente na Cúria 12 - Posse na Paróquia Santa Edwiges 13 - Abertura dos Cursos do IAFFE, na Faculdade Vicentina - Inauguração da Capela São Lucas, da Paróquia São Lucas 14 a 16 - Assembleia do Regional Sul II da CNBB, em Guarapuava 18 - Reunião do Setor Almirante Tamandaré, na Paroquia São João Batista 19 - Missa de Abertura da Escola Discípulo Amado, na Casa de Retiros do Mossunguê - Missa da Festa no Seminário São José - Crisma na Paróquia Santo Antônio Maria Claret 20 - Missa de Ramos 22 - Expediente na Cúria 24 - Missa do Crisma, na Catedral 25 - Liturgia da Paixão 26 - Vigília Pascal 27 - Missa de Páscoa 30 - Crisma na Paróquia Nossa Senhora das Graças 31 - Crisma na Paróquia Nossa Senhora das Graças
Voz do Pastor
DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba
ARESMA TEMPO DE QU QUARESMA ARESMA,, TERNID ADE TEMPO DE FRA FRATERNID TERNIDADE Todos os anos, por ocasião da Quaresma, nós católicos somos interpelados à reflexão acerca de temas e problemas que tocam no cotidiano das nossas comunidades, do nosso povo. É já um fato regular do calendário litúrgico da Igreja no Brasil. Neste ano as atenções se voltam para a temática “Casa comum, nossa responsabilidade”. Como nos anos recentes, também desta vez os olhos se voltam para situações existenciais da nossa gente e do nosso ambiente. Não se pode esquecer também que já pela quarta vez, ao falar de fraternidade, participam nossos irmãos de algumas outras confissões evangélicas. Afinal, com eles temos muito mais igualdades
do que diferenças. E somos discípulos do mesmo Senhor; vivemos da mesma Palavra. Por que um tema sobre saneamento básico foi associado à quaresma (tempo de conversão) e ao ecumenismo? Parecem questões tão distintas, tão distantes até! Água potável, esgoto sanitário, limpeza urbana e preservação do meio ambiente afiguram-se muito mais a abordagens sobre administração de políticas públicas do que sobre espiritualidade. Sim, o questionamento é válido, mas somente até certo ponto. A Bíblia é farta de situações e citações nas quais a fidelidade a Deus desdobra-se em muitos temas ante o irmão e sua dor. Um sábio ucraniano se manifestava assim: “Se estou com fome, o meu problema é material. Mas se meu irmão está com fome, então o meu problema é espiritual”. Se a falta de saneamento e de cuidado com o meio ambiente é motivo de contradições com a vida dos outros, então o silêncio se pareceria com indiferença à dor, equivaleria a frieza ante a necessidade do outro, negaria o sentido de fraternidade. Afinal, se cremos na ressurreição do Senhor, isso é incompatível com realidades que provocam a dor e a morte. Claro, é evidente que as motivações fundantes para isso não devem ser as de ordem política, ou filosófica, ou ideológica. O grande fundamento, a grande causa, é Jesus Cristo. É em fidelidade a ele que a Igreja se inquieta ante as negações da vida e da fraternidade. Exercitemo-nos na arte de imaginar. Suponhamos que somos um daqueles discípulos que caminhavam com Jesus no tempo em que ele per-
corria os caminhos da Palestina. “Em casa”, como escreve Marcos (9,33), os discípulos estariam a falar com Jesus sobre os dramas das crianças que nascem com microcefalia, por causa do vírus Zika. Acaso não seriam eles, discípulos, ensinados a evitar quaisquer formas de água parada nos quintais? No Brasil, mais de 4.000 crianças morrem por ano por falta de água potável e de saneamento. Como olhar para estes números tendo diante dos olhos o que se lê em Mc 10,14: “Deixai as crianças virem a mim”? Por onde começar? É preciso reconhecer que a temática é complexa e requer muitos estudos e imensos recursos. No entanto, muito se pode fazer desde casa, desde os ambientes familiares. São providências que não dependem de nenhum poder exterior, de nenhuma lei ou providência vinda do poder público. Em tempos de Campanha da Fraternidade, cada cristão, por aceitar ser “irmão” dos outros, pode assumir atitudes que a vida e o bom ambiente para todos. Tudo pode começar por cuidados em não desperdiçar água, nem alimentos, bem como apagar luzes nos cômodos vazios, separar o lixo, ser cuidadoso no descarte de pilhas, evitar que se acumule água parada... A lista se alongaria. É urgente que se comece! As atitudes se multiplicarão a partir de dentro da nossa casa. Mas há também a parte da espiritualidade. Esta também pede comportamentos e decisões. Somos chamados a cuidar da casa comum que Deus nos deu. É nossa responsabilidade fazer dela um lugar saudável. E isso passa também pela nossa interioridade, ou seja, pelo coração de cada um. Como Quaresma, não apenas “Campanha”, é muito importante que reaprendamos o valor do jejum. Tratase de uma forma admirável de alguém testemunhar que se coloca nas mãos de Deus e vive somente da intimidade com Ele. E se os mais pobres receberem o que não for consumido no jejum, então sim a fraternidade seria uma nobre experiência. Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Palavra de Dom Pedro
A SEMANA A Igreja Católica comemora na Semana Santa os Mistérios da Paixão – Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Semana Santa só é compreendida por um profundo ato da fé. A Igreja, durante a Quaresma (iniciada no dia de Cinzas), preparou os fiéis para as celebrações da Semana Santa. Há mais de cinquenta anos, no período da Quaresma, a igreja realiza a Campanha da Fraternidade. Todo ano, a Campanha da Fraternidade escolhe um tema e um lema para reflexão, oração, penitência e uma coleta para a solidariedade das obras sociais das Dioceses e da CNBB. O tema da Campanha da Fraternidade neste Ano Santo é Casa Comum, nossa responsabilidade e seu lema: “Quero ver o direito brotar, como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós, 5, 24). Qual é o sentido do tema e do lema? Cada pessoa deve responsabilizar-se pela própria vida e pela de seus irmãos. A primeira necessidade da Casa Comum é a saúde. Como anda a saúde? A experiência mostra-nos que há tantos enfermos.
DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO Arcebispo Emérito de Curitiba
SANTA
Muitos pobres não conseguem ser bem atendidos nos hospitais, por médicos, não encontram lugar para um internamento, e não têm recursos para aquisição dos remédios. Para conservar a saúde, é necessária uma alimentação sadia, uma água potável, uma residência para morar, uma limpeza com a água para evitar o contágio da Dengue, às vezes mortal. Desse modo, é preciso evitar a doença e viver com saúde e a graça de Deus. Mas o que importa isso para a Semana Santa? Importa porque todos devem sentir-se bem para celebrá-la santamente. Os próprios doentes devem conformar-se com a sua enfermidade e oferecê-la a Cristo, acompanhando-o na sua Paixão e Morte na Cruz. Os sadios comprometam-se a viver o preceito de amor a Cristo e a seus irmãos. Para isso, acompanhem com espírito de fé todos os ritos litúrgicos. DOMINGO DE RAMOS Participe das bênçãos dos Ramos, com a mesma fé e alegria, contemplando Jesus entrando em sua casa e coração com palma abençoada, que é a bênção de Cristo. NA QUINTA-FEIRA O Bispo em sua catedral sagra o óleo do Crisma, benze os óleos dos Catecúmenos para o Batismo e dos Enfermos para o sacramento da Unção dos Doentes. Muitos são ungidos no Batismo, na Crisma, na Ordenação Presbiteral e Episcopal, bem como na doença grave e idade avançada. Nessa mesma missa, os presbíteros renovam diante de seu Bispo os compromissos assumidos no dia da ordenação: ser sacerdote como Cristo.
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Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
À noite é celebrada a missa da instituição da Eucaristia, que é o sacrifício da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. A Eucaristia é a fonte, o ápice da vida espiritual. Também há a cerimônia dos Lavapés. Lavar os pés é colocar-se a serviço dos irmãos na evangelização, caridade e doença. SEXTA-FEIRA SANTA A Paixão e Morte de Cristo na cruz é o maior ato de amor para a salvação de todos os homens e mulheres. Esse ato de amor gratuito de Cristo deve ser retribuído com uma doação total, aceitando plenamente as cruzes de nossa vida. SÁBADO SANTO E PÁSCOA A Ressurreição de Cristo, celebrada no Sábado Santo e Domingo de Páscoa, é a maior festa litúrgica do ano. São Paulo nos ensina que, se Cristo não tivesse ressuscitado, seria vã nossa fé, vazia nossa pregação (1 Cor. 15,4). Cada um de nós quer viver mais tempo. Entretanto, um dia, esperada pela doença ou repentina, acontece a morte. Crer que a morte não é extermínio da vida, não é o aniquilamento, desaparecimento, castigo imposto ao ser humano (Sab. 3, 1 e seguintes). A morte deve ser preparada, porque ninguém sabe o dia, a hora, a circunstância. Esteja sempre preparado. Que todos os leitores deste artigo celebrem bem a Semana Santa, onde quer que se encontrem. No Ano da Misericórdia, seja a Semana da esperança, da alegria e da gratidão a Cristo que se encarnou e morreu, pela salvação de cada um de nós. Que seja a festa da paz. Foi com esta palavra que Cristo Ressuscitado saudou os Apóstolos. Que Ele nos saúde assim nesta Páscoa. E nós também saudemos a todos com o abraço da paz.
Juventude
MURILO MARTINHAK Setor Juventude
PROJETO
ROTA 300
O Projeto é inspirado pelo dinamismo da JMJ Rio 2013 e pelas conclusões do Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil de 2013. Ele se desenvolve a partir da peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas dioceses brasileiras, no período de 2015 a 2017. Sua elaboração e execução acontecem em clima missionário da juventude local e está em sintonia com a organização da Comissão do Projeto Jubilar do Tricentenário do Encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida. O Projeto desenvolvido com os jovens vai destacar três eixos pastorais: 1. Missão: postura e experiência missionária, defesa da vida; 2. Assessoria: quantidade e qualidade de assessores; 3. Estruturas de acompanhamento: espaços próprios juvenis, Setor da Juventude. O projeto se concluirá com as atividades do dia 30 de ju-
lho de 2017 e também com o II Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil, a ser realizado em agosto de 2017, na cidade de Aparecida. ROMARIA DA JUVENTUDE A Romaria da Juventude no Santuário Nacional de Aparecida nasceu de um pedido da Igreja do Brasil, que brota do Documento 85 da CNBB e este ano está incluída no Projeto Rota 300. É um evento que reunirá a juventude das dioceses do Brasil e acontecerá entre os dias 9 e 10 de abril, no Santuário Nacional de Aparecida. O evento, contará com formações, espiritualidade, shows, atrações culturais, vigília, romaria e um momento especial que será a celebração da missa com a presença de 400 bispos de todo o Brasil que estarão na Assembleia Nacional dos Bispos da CNBB. http://jovensconectados.org.br/rota300
SETOR JUVENTUDE: juventude@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6364 / 2105-6368 / Assessor Eclesiástico: Pe. Waldir Zanon Junior Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Animação Bíblico-Catequética
PE. LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Comissão Bíblico-Catequética
NO VOS OLHARES NA INICIAÇÃO À VID A NOVOS VIDA CRISTÃ DA ARQUIDIOCESE DE CURITIBA O início das atividades pastorais da Comissão Bíblico-Catequética sempre marca a possibilidade da novidade. Novos planejamentos, cronogramas, encontros e formações; novas coordenações, catequistas, famílias e até alguns párocos. Somos ungidos para construir novos dias na eterna esperança de um mundo mais humano. Somos evangelizadores que se inspiram para abrir portas, mudar atitudes, acender luzes, promover liberdade, mergulhar nas nossas complexidades e, sobretudo, unir-se mais intimamente a Jesus Cristo. Usemos do simbólico. Observe o mosaico. Nele há a multiplicidade de peças. Somente com a singularidade de cada peça é possível formar o todo. As peças não precisam abrir mão do que eram. Não foram descaracterizadas, desfeitas e não assumem novo personagem, mas passam a compor o todo que jamais conseguiriam sozinhas. As singularidades, neste caso, compõem o todo. Percorrer o caminho de fé com nossas singularidades é virtuoso, ontológico e simbológico. Olhar em outra direção é sentir-se parte da
multiplicidade dos afazeres da vida. Sendo assim, o ministério que recebemos de Deus não acontece singularmente ou ocasionalmente; somos membros da comunidade de Jesus Cristo. O ministério de agentes da iniciação à vida cristã é, portanto, paradigmático, ou seja, nos esvaziamos de nossas superficialidades para nos unirmos ao corpo evangelizador de Cristo. A iniciação à vida cristã em estilo catecumenal não é singularmente o desvendar pastoral da atual Igreja no Brasil, mas é proposta de fé em Cristo que põe a Igreja em movimento. A comunidade primitiva viase encantada pelo Cristo porque se alimentava de experiências com o Ressuscitado. Ela é uma Igreja comunhão, em saída, destemida, querigmática e orante. De fato, a Igreja deve ser, nos dias atuais, Povo de Deus a caminho da maturidade de fé. Neste ano, a Comissão BíblicoCatequética quer intensificar o estudo, as visitas e a partilha de práticas efetivas (ou ainda em construção) dos projetos da iniciação a vida cristã de nossa arquidiocese. Passados dez anos de frutíferos esforços
na consolidação dos projetos da iniciação à vida cristã, parece perigoso cair no pastoralismo idealizado, ou seja, dar como suficiente o que fizemos até então. Porém, a cada ano, é preciso estudar, refletir, cuidar, reprogramar e experimentar a iniciação à vida cristã na comunidade paroquial. É encantada e encantadora a comunidade paroquial que implantou uma nova mentalidade da iniciação à vida cristã. Em 2016, a coordenação arquidiocesana se propôs a cuidar com mais esmero das comunidades paroquiais com dificuldades, com ausência de lideranças ou com necessidades materiais. Somos elo de colaboração e de comunhão com as comunidades paroquiais. Sendo assim, a Comissão BíblicoCatequética, na sua função reflexiva e orientativa, continuará a promover encontros que ajudam no entendimento de uma nova mentalidade. É o protagonismo dos catequistas, coordenadores, agentes do batismo, famílias e párocos que torna presente uma Igreja mais profética, acolhedora e mistagógica.
REFLETINDO COM AS COORDENAÇÕES... O Encontro com as Coordenações é habitualmente realizado no início do ano. O principal objetivo é reunir todas as coordenações da arquidiocese para ler, estudar, celebrar, conviver e partilhar, criando caminhos para a implantação do itinerário catequético. Unidos somos uma Igreja mais autêntica e profética.
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Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
CONSOLIDANDO O CA TECUMENA TO ... TO... CATECUMENA TECUMENATO Passaram-se os anos, estudos e angústias, partilhas e desafios; e algumas comunidades paroquiais conseguiram dar passos na consolidação do itinerário da iniciação à vida cristã de adultos – o catecumenato. Em 2016 a coordenação arquidiocesana realizará novas visitas aos setores pastorais desejando reforçar o projeto do catecumenato, formando agentes e promovendo a troca de experiências frutuosas. Uma paróquia em movimento catecumenal é uma comunidade cuidadora de adultos - catequizandos e catecúmenos.
FORMANDO NOVOS COORDENADORES DE CA TEQUESE ... CATEQUESE TEQUESE... A Escola de Coordenadores de Catequese já está consolidada em nossa arquidiocese e vem preparando e formando lideranças para assumirem a coordenação em suas paróquias. Não podemos nos contentar apenas com a boa vontade e a disponibilidade de inúmeros catequistas que assumem com ardor esse ministério tão importante – a coordenação da catequese. É essencial que eles sejam preparados adequadamente.
UMA P ASTORAL DO BA TISMO RENO VAD A ... PASTORAL BATISMO RENOV ADA Neste ano de 2016 acontecerá a segunda Escola de Agentes da Pastoral do Batismo, com o objetivo de formar, com inspiração catecumenal, as lideranças para o ministério da preparação de pais e padrinhos para o batismo de crianças. Temos visto em nossa arquidiocese a adesão crescente de paróquias à preparação personalizada de pais e padrinhos. Essa Escola tem o importante objetivo de preparar os agentes para encontros celebrativos, bíblicos e orantes com seus interlocutores. A iniciação à vida cristã deve ser um caminho que conduz ao encontro pessoal com Jesus Cristo e que gera desejo de vida em comunidade. É as-
sim que, gradualmente, formamos novos discípulos missionários de Jesus Cristo. Os encontros, as formações, as reuniões e as escolas serão espaços de convívio e partilha de fé. Que este ano seja um tempo de vínculos humanos, avanços pastorais e crescimento espiritual para todos os agentes da iniciação à vida cristã! Que Maria, Mãe de Misericórdia, rogue por nós junto a seu Filho Jesus! ESCOLA DE AGENTES DO BATISMO 2016 1ª etapa: 09 de abril de 2016 2ª etapa: 06 de agosto de 2016 Abertura das inscrições: 07 mar
COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@arquidiocesecwb.org.br Fones: 2105-6318./ Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon. Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Posses
CÔN. ÉLIO DALL´AGNOL Chanceler e Vigário Geral da Arquidiocese de Curitiba
A pedido do Jornal a Voz da Igreja, estou respondendo o motivo de uma posse de pároco. Neste ano, o Sr. Arcebispo nomeou 26 novos párocos para a Arquidiocese de Curitiba, entre religiosos e diocesanos. Para entender o motivo das nomeações, precisamos nos reportar às nomeações de Bispos feitas pelo Vaticano. O Santo Padre é o responsável por toda a Igreja Católica Apostólica Romana, espalhada pelo mundo afora. A Igreja compreende milhares de Dioceses no mundo inteiro. O Papa é responsável por todas elas. Seria humanamente impossível ao Papa administrá-las sozinho. Assim, nomeia Bispos que são seus colaboradores, “delegados” que auxiliam o Papa na adminis-
tração da Igreja. Cada Bispo tem autonomia na sua Diocese, porém, está em sintonia com o Santo Padre. A cada cinco anos o Bispo tem a obrigação de fazer sua visita ad limina, (Cân. 400 do CDC), isto é, ir até Roma reverenciar os túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo, bem como prestar contas nas várias secretarias do Vaticano e, ao final, ter uma audiência com o Papa. Assim acontece também nas Dioceses com a nomeação de párocos. O Bispo é responsável por todas as paróquias da Diocese. Seria impossível ele administrar a todas. Assim, ele delega padres para auxiliá-lo na administração dos sacramentos e na parte financeira. O pároco também está sujeito ao Bispo. No dia da posse, o Bispo entrega ao
pároco as chaves da paróquia (sentido simbólico). O pároco faz, publicamente, a Profissão de Fé, prometendo que conservará e professará todas as verdades contidas no Creio, faz também um Juramento de Fidelidade: será fiel à Igreja, ao Papa, ao Bispo e à comunidade. Desse modo ele se torna responsável por aquele pequeno rebanho que foi a ele confiado (Cân. 519 do CDC) O Pároco tem obrigação de prestar contas ao seu Bispo sobre a administração da paróquia, tanto na parte sacramental quanto econômico-financeira, através de relatórios mensais. Sendo a Igreja uma instituição divina e humana, ela é regida pelo Espírito Santo e administrada por seres humanos.
PADRES E POS SES POSSES PADRES Pe. Francisco Antonio de Lima, C.Ss.R. Pe. Osmair Prestes Pe. Luiz Carlos Persegani Silveira Côn. Élio José Dall’Agnol Pe. Marcelo Pimentel Pe. Ilson Luis Hubner, C.M. Pe. Ângelo Carlesso Primo Pe. Darci Bubniak Pe. Juarez Testoni, S.D.B. Pe. Gilberto M. Bohnmittelstead, S.C.J. Pe. Giovanni Battista Erittu, O.S.J. Pe. Luiz Alberto Kleina Pe. Magnus Antonio Petry Pe. Maurício Gomes dos Anjos Pe. João Batista Chemin Pe. Henryk Bazis, S.Chr. Pe. Danilo Vitor Pena Côn. Genivaldo Ximendes da Silva Pe. André Marmilicz, C.M. Pe. José Mussiol Neto Pe. Antônio Polanczyk, S.Chr. Pe. Kazimierz Przegendza, S.Chr. Pe. Robinson Sérgio dos Santos Pe. Nilton Lopez, S.J.B.P. Pe. Rui Ari Azevedo P. Lima, F.N.
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Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
PARÓQUIA São João Batista – Rebouças Santíssimo Sacramento N. Sra. do Rocio e Sto Antônio – Parolin N. Sra. da Luz – Catedral N. Sra. de Nazaré – Boa Vista N. Sra. da Anunciação – Col. D. Pedro II São Carlos Borromeu São José Operário – Alto Boqueirão São Cristóvão – Vila Guaíra Jesus Mestre – PUC Sr. Bom Jesus – Portão Imaculada Conceição – Guabirotuba Menino Jesus de Praga – V. Lindóia Sagrado Coração de Jesus – Água Verde N. Sra. do Carmo – Boqueirão Senhor Bom Jesus – Balsa Nova São Benedito – Capão da Imbuia N. Sra. do Rosário de Belém Santa Cândida Sagrada Família – Colombo São Sebastião – Bateias São João Batista – Tingui São Miguel Arcanjo – Portão São José Operário – Pinhais Santa Edwiges – CIC
DATA POSSE 24/01/16 06/02/16 06/02/16 07/02/16 07/02/16 07/02/16 10/02/16 13/02/16 13/02/16 14/02/16 14/02/16 14/02/16 14/02/16 14/02/16 19/02/16 20/02/16 21/02/16 21/02/16 21/02/16 27/02/16 28/02/16 28/02/16 06/03/16 06/03/16 12/03/16
Liturgia
PE. MAURÍCIO GOMES DOS ANJOS Reitor e pároco do Santuário Sagrado Coração de Jesus Coordenador da Comissão de Liturgia
Desenvolvimento da Páscoa do Senhor e os símbolos dela A Páscoa é uma festa móvel (celebrada em datas diferentes em cada ano) por sua vinculação ao ciclo lunar. Os judeus celebram a Páscoa no dia da primeira lua cheia da Primavera (no hemisfério norte). Os católicos acertaram ao celebrar a Páscoa no domingo após a primeira lua cheia da Primavera no hemisfério norte. Para nós, no Brasil e no hemisfério sul, a Páscoa acontece na primeira lua cheia do outono. Essa data foi definida no Concílio de Nicéia, celebrado no ano de 325. Essa festa solene da ressurreição do Cristo é celebrada pela Igreja com o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, que resplandece como ponto culminante da caminhada quaresmal e núcleo central do Ano Litúrgico. O Tríduo Pascal começa com a celebração eucarística da última Ceia, na quinta-feira à tardinha, estende-se na sexta-feira da Paixão e Morte de Cristo na Cruz, culmina na Vigília Pascal do sábado à noite e se encerra com a celebração da tarde do domingo da Ressurreição (NALC 19). Como surgiu e organizou-se o TRÍDUO PASCAL ao longo da história? Até o século II a festa dos cristãos era o domingo, vivido e celebrado como dia de alegria, a páscoa semanal. A partir do segundo século firmou-se a prática de uma festa de Páscoa a cada ano. Até o final do século IV era a única festa anual da Igreja do “Cristo crucificado, sepultado e ressuscitado”. Essa festa era a VIGÍLIA PASCAL que durava toda a noite, culminando ao amanhecer com a eucaristia que marcava a entrada no Pentecostes, entendido como cinquenta dias de festa e de alegria. Foi ao redor dessa festa (a Vigília pascal) que estruturou-se o Tríduo Pascal que celebra a paixão de Cristo (sexta-feira santa), sua sepultura (sábado) e sua ressurreição (domingo). O Tríduo Pascal possui uma unidade, na qual cada dia é entendido como momento progressivo da única páscoa da ressurreição: quintafeira – Páscoa da Ceia; sexta- feira – Páscoa da Cruz – o cordeiro imolado; Sábado: Páscoa da Ressurreição. Ao longo dos séculos, o Tríduo Pascal passou por muitas reformas. Basta lembrar que a celebração da vigília pascal era antecipada para as primeiras horas da manhã do sábado santo. Foi o Papa Pio XII que permitiu que a Vigília voltasse a ser celebrada na noite do sábado (comece ao anoitecer e termine antes da aurora do domingo). É momento de meditar: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Cor 15,3-4) Segundo uma antiquíssima tradição, esta noite é “em honra do Senhor”, e a vigília que nela se cele-
bra, comemorando a noite santa em que o Senhor ressuscitou, deve ser considerada como “mãe de todas as santas vigílias” (Sto. Agostinho, Sermo 219, PL 38, 1088). Nessa vigília, de fato, a Igreja permanece à espera da ressurreição do Senhor e celebra-a com os sacramentos da iniciação cristã (Cerimonial dos bispos n. 332). A vigília pascal, na qual os judeus esperaram a passagem do Senhor que os libertaria da escravidão, foi observada como memorial celebrado todos os anos; era a figura da futura e verdadeira Páscoa de Cristo, isto é, da noite da verdadeira libertação, quando Jesus “rompeu o inferno, ao ressurgir da morte vencedor” (Missal Romano, Vigília Pascal, n. 19, Proclamação da Páscoa). A realidade pascal, celebrada na Vigília, assume particular valor com o seu caráter noturno. Celebração que se desenvolve durante a noite, de modo que começa após o início da noite e termina antes do amanhecer de domingo. “Toda a vigília pascal seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora de domingo” (Paschalis Sollemnitatis,n. 78). Desde o início, a Igreja tem celebrado a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com uma vigília noturna. Com efeito, a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé e da nossa esperança, e por meio do Batismo e da Confirmação fomos inseridos no mistério pascal de Cristo: mortos, sepultados e ressuscitados com Ele. Com Ele também havemos de reinar (Cf. SC 6; cf. Rm 6, 3-6). A celebração da Vigília se desenvolve em torno de quatro símbolos que falam da passagem da morte para a vida. Baseia-se nos quatro elementos fundamentais da origem da vida e aos quatro estados físicos da matéria: Terra (pão e vinho) > Sólido > Água > Líquido Palavra > Ar > Gasoso Fogo > Plasma (energia). Assim, a vigília estrutura-se em quatro partes: a. Liturgia da Luz e o Exulte – Fogo b. Liturgia da Palavra – Ar c. Liturgia Batismal – Água d. Liturgia Eucarística – Terra (pão e vinho) Aprofundemos um pouco mais a primeira parte (fogo) neste artigo, e quem sabe futuramente tenhamos a possibilidade de aprofundar as outras. A bênção do FOGO NOVO é de origem da Liturgia Galicana. No começo tinha por objetivo substituir, por um sacramental, as fogueiras pagãs que se acendiam no início da primavera em honra de Votan, a divindade fecundadora da terra em vista de abundantes colheitas. Diz o documento Paschalis Sollemnitatis, n. 82: “Na medida em que for possível, prepare-se fora da
igreja, em lugar conveniente, o braseiro para a bênção do fogo novo, cuja chama deve ser tal que dissipe as trevas e ilumine a noite”. Entre todos os simbolismos que derivam da luz e do fogo, O CÍRIO PASCAL é a expressão mais forte por sua riqueza de significados. Preparese o círio pascal que, no respeito da veracidade do sinal, “deve ser de cera, novo cada ano, único, relativamente grande, nunca artificial, para poder recordar que Cristo é a luz do mundo (Paschalis Sollemnitatis, 82). O Círio Pascal deriva de antigos costumes de se iluminar a noite com muitas velas. Os cristãos viram nessas velas simbolizado o Cristo ressuscitado – Ele venceu as trevas da morte. Ele é nossa Luz. Evoca a lua cheia de Nisan (símbolo da salvação pascal) e o rito da luz (quando, ao fim da tarde, os hebreus acendiam as lâmpadas), que é uma ação pelo dom da luz. Representa Cristo ressuscitado, vencedor das trevas e da morte (os cravos do círio), Senhor da história (os algarismos), princípio e fim de tudo (á e &!), sol que não conhece acaso. É aceso com o fogo novo, produzido em plena escuridão, pois na Páscoa tudo renasce. Foi a Liturgia Galicana quem introduziu as inscrições de Cristo, ontem e hoje, princípio e fim, á e &! (alfa e ômega). Inscreve-se o algarismo do ano corrente, para realçar que Cristo é o centro da História e a Ele compete o tempo, a eternidade, a glória e o poder pelos séculos. São impostos ainda cinco grãos de incenso numa espécie de cravo de cera vermelha, rezando: “por suas santas chagas (estes são os símbolos delas), suas chagas gloriosas, Cristo Senhor nos proteja e nos guarde”. Há uma explícita referência ao sofrimento, à cruz, à dor – mistério da paixão. A tipologia da luz é descrita no Exulte, que forma um todo orgânico com o anúncio da libertação pascal. A aclamação “Eis a luz de Cristo” é um memorial da Páscoa. A procissão com o círio marca a presença de Cristo no meio do seu povo. “O círio pascal, colocado junto do ambão ou perto do altar, permaneça aceso ao menos em todas as celebrações litúrgicas mais solenes deste tempo, tanto na missa como nas laudes e vésperas, até ao domingo de Pentecostes. Depois, o círio é conservado com a devida honra no batistério, para acender nele os círios dos neobatizados. Na celebração das exéquias o círio pascal seja colocado junto do féretro, para indicar que a morte é para o cristão a sua verdadeira Páscoa. Fora do tempo da Páscoa não se acenda o círio pascal, nem seja conservado no presbitério” (Paschalis Sollemnitatis, n. 99). Aproveitemos da riqueza dos nossos símbolos, como meios eficazes da graça proveniente do Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição.
COMISSÃO LITÚRGICA: mauricioanjos@hotmail.com (41) 2105-6363./ Coordenação: Pe. Maurício Gomes dos Anjos. Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Dimensão Social
JOSIANE MARIA MARQUES SOUZA Assistente Social
“A fim de promover a fraternidade cristã criou-se em 1998 um fundo para a sustentabilidade das ações e atividades de promoção humana, através das Campanhas da Fraternidade”
CAMP ANHA D A CAMPANHA DA As Campanhas da Fraternidade são uma proposta de evangelização que nos apresentam um tema para conscientização dos fiéis e que se expressa concretamente através dos recursos arrecadados na Coleta da Solidariedade – destinados ao Fundo Diocesano de Solidariedade - FDS. Estabelecem, ainda, um compromisso para a comunidade cristã por meio de repasses financeiros a projetos de relevância social. FUNDO DIOCESANO DE SOLIDARIEDADE – FDS Instituído pela CNBB, o FDS é uma atitude de partilha de forma organizada, composta por recursos da coleta da Campanha da Fraternidade. Sua finalidade é apoiar projetos de combate à exclusão social. NA ARQUIDIOCESE DE CURITIBA O FDS iniciou suas ações em 2008, recebendo projetos correspondentes ao tema da Campanha da Fraternidade. Atualmente é acompanhado diretamente pela Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba. Desde então, foram contemplados inúmeros projetos com recursos arrecadados para paróquias, pastorais e entidades com atuação na área social. PRINCÍPIOS DO FDS FORTALECER a consciência de cidadania, acesso aos direitos e
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FRA TERNID ADE FRATERNID TERNIDADE
conhecimentos dos deveres. PROMOVER a autonomia coletiva dos grupos, comunidades, pastorais, paróquias e movimentos arquidiocesanos. SOLIDARIEDADE a fim de cumprir o “chamado” e a “promessa” para vida em abundância, como deseja Cristo. TRANSPARÊNCIA na aplicação dos recursos levantados com a finalidade de tornar público o processo, desde a coleta da solidariedade, a aplicação nos projetos contemplados, a prestação de contas e os resultados obtidos.
INSCRIÇÕES DOS PROJETOS Os projetos são encaminhados com roteiro próprio (ver modelo no site www.arquidiocesedecuritiba.org.br), avaliados em conformidade com o tema da Campanha da Fraternidade do ano vigente e aprovados pelo Conselho Gestor do FDS. São considerados os projetos de caráter coletivo, com inspiração eclesial, que compreendam componentes de políticas públicas na área social, priorizando-se as paróquias, pastorais, movimentos e instituições sociais ligadas à arquidiocese de Curitiba.
COMISSÃO DA DIMENSÃO SOCIAL: dimensaosocial@arquidiocesecwb.org.br / (41) 21056326. / Coordenadores: Pe. Antônio Fabris, Diácono Gilberto Félis e Diácono Antônio Carlos Bez.
Campanha da Fraternidade e Saneamento Básico
REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ Edição fevereiro 2016
Planeta Terra, a nossa casa As Igrejas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), Igreja Católica Apostólica Romana (Icar); Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB); Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB); Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (Isoa) e Igreja Presbiteriana Unida (IPU), assumiram o compromisso da unidade: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21) e empreenderam juntas mais uma vez a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE), 2016. O ecumenismo é uma manifestação de que a paz e a unidade na diversidade são possíveis porque o centro é a fé em Jesus Cristo. Esta é a quarta vez que o Conic promove a campanha e as ações juntas é um apelo para a promoção do diálogo, da justiça, da paz e do cuidado com a criação. Também é uma comprovação de que Igrejas irmãs podem repartir dons e recursos na sua missão, pois o ecumênico é marcado pelo desafio de construir uma Casa Comum (oikoumene) para todos os seres vivos. A CFE 2016 apresenta o tema Casa Comum, nossa responsabilidade e o lema: ”Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). As Igrejas juntas manifestam uma atitude profética por estruturas que fragilizam a dignidade humana. O cuidado com a criação é uma busca pela justiça, sobretudo nos países pobres e em situação de vulnerabilidade social. A campanha sempre propõe uma reflexão a partir de um problema específico da fragilidade humana. Este ano trata da ausência dos serviços de saneamento básico em nosso País. A temática está em sintonia com a encíclica do papa Francisco Laudato Si’:
A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 aborda o tema Casa Comum, propõe um olhar atento à Terra e convida a uma consciência fraterna para com o planeta cuidar da Casa Comum, que tem chamado a atenção para o atual modelo de desenvolvimento que ameaça a vida e destrói a biodiversidade.
Saneamento básico O abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos e o manejo de águas pluviais, os quatro eixos que compõem o saneamento básico, são necessários para que haja saúde e vida digna para a população. A dupla combinação entre água e esgoto é uma condição para erradicar a pobreza e a fome, bem como reduzir a mortalidade infantil e dar sustentabilidade ambiental. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,4 bilhões de pessoas ficaram sem acesso ao saneamento de qualidade em 2015. O Brasil ocupava, em 2011, a 112ª posição mundial no que se refere ao item saneamento básico. O índice de Desenvolvimento do Saneamento no Brasil foi de 0,581, inferior a algumas nações do norte da África, Oriente Médio e América Latina. Mas a responsabilidade pela Casa Comum é de todos, ou seja, dos governantes e da população. Nesse sentido, uma ação prática das Igrejas cristãs, segundo o objetivo da CFE, é mobilizar a população dos municípios para reclamar planos de saneamento básico e exercer o controle social sobre sua execução. “Assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e em-
penharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum” (Texto-Base, nº 26). Hoje, as preocupações no campo do saneamento passam a incorporar não só questões de ordem sanitária, mas também de justiça social e ambiental. E seu conceito passa a ser entendido de duas maneiras: saneamento básico e saneamento ambiental. Saneamento básico, conforme a Lei nº 11.445/07, é o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações físicas, educacionais, legais e institucionais que garantam: a) abastecimento de água potável; b) esgotamento sanitário; c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; d) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas; e) articulação entre o saneamento básico e as políticas de desenvolvimento urbano e regional de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental e de promoção da saúde. Na Resolução nº 64/292, de 28 de julho de 2010, da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), aparece o direito à água e à disposição do esgotamento sanitário, como algo essencial para a concretização de todos os direitos humanos. Milhares de pessoas no mundo se tornam vulneráveis a doenças, como, por exemplo, diarreia, cólera, hepatite e febre tifoide, devido à precária disposição do esgotamento sanitário, água e higiene. Estudos apontam que uma crianArquidiocese de Curitiba | Março 2016
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ça morre a cada 2 a 5 minutos em razão da má qualidade da água potável, falta de esgotos e higiene básicos. Segundo a ONU, o mundo precisa investir ao longo de cinco anos 53 bilhões de dólares anuais para universalizar o acesso à água tratada e a soluções para os esgotos sanitários. O investimento equivale a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2010. Em países em desenvolvimento, o investimento pode trazer um retorno estimado entre 5 e 28 dólares por 1 dólar investido. A OMS estima que, para cada 1 dólar investido em saneamento, seriam economizados 4,3 dólares em saúde.
Urgências - Felizmente, nos últimos anos, a difusão dos serviços públicos de saneamento básico no Brasil apresentou significativos avanços, porém sua implantação ainda é lenta. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 85% das moradias possuem acesso à água encanada. Já o porcentual de domicílios com acesso à rede coletora de esgotos ou fossa séptica é de 76,2% em 2013. Cerca de 10% dos domicílios não são contemplados pelo serviço público de coleta de resíduos sólidos domiciliares, enquanto que apenas 0,4% não conta com o fornecimento de eletricidade. Dados de 2013 mostram que cerca de 154 milhões de pessoas tiveram acesso à água encanada e 93,3 milhões foram servidos por redes coletoras de esgotos sanitários. Mas apenas 39% dos esgotos recebem tratamento. Já a perda de água na distribuição foi de 37%. A média de consumo de água no mesmo ano 12
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era de 166,3 litros por habitante por dia. O menor consumo foi no Nordeste, 125,8 litros; e o maior foi no Sudeste, com 194,0 (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, SNIS, 2013). O padrão básico estimado pela ONU é de 120 litros/dia por habitante. O saneamento básico é essencial para evitar doenças. Em 2015, houve mais de 340 mil internações de crianças por infecções gastroin-
testinais. Cerca de metade delas veio a óbito por falta de atendimento imediato de saúde. Se todos tivessem coleta de esgotos sanitários haveria uma redução de 74,6 mil internações. No mesmo ano, 2.135 pessoas morreram por infecções gastrointestinais. Para a ONU, a cobrança pelo serviço de saneamento não deve ultrapassar de 5% do orçamento familiar, o que não ocorre atualmente. O governo pretende universalizar o saneamento básico no Brasil entre 2014 e 2033, gastando 508,45 bilhões de reais. Não obstante, há a neces-
sidade de investir em média 25 a 26 bilhões de reais/ano, mas atualmente o valor não passa dos 9 bilhões de reais. Outra urgência é o direito à moradia saudável que inclua proteção contra riscos à saúde e à vida das pessoas com redes de água, saneamento básico, gás e energia elétrica, transporte público, limpeza e localização adequada. Pela não contemplação desse direito, no mundo, 1 bilhão de pessoas fazem suas necessidades a céu aberto e mais de 4 mil crianças morrem por ano devido à falta de acesso à água potável e saneamento básico. Segundo informações publicadas no jornal El País, em julho de 2015, cerca de 120 milhões de latino-americanos não têm acesso a banheiros. O Brasil encontra-se entre os dez países do mundo onde há menos acesso a banheiros.
Resíduos - Em 2011, as 100 maiores cidades do País produziram mais de 5,1 bilhões de metros cúbicos de esgoto. Desses, acima de 3,2 bilhões de metros cúbicos não receberam tratamento. Os extremamente pobres são os que gastam mais com o transporte público, apresentam mais problemas de saúde por falta de saneamento e escolas de baixa qualidade de ensino e aprendizagem. Dos domicílios em bairros precários, 76% têm problemas de qualidade da construção e dos serviços básicos. O Brasil gera cerca de 150 mil toneladas diárias de resíduos, e cada indivíduo gera 1 quilo de resíduos sólidos por dia. Só a população de São Paulo (SP) gera entre 12 mil e 14 mil toneladas por dia. As 13 maiores cidades geram 31,9% dos resíduos sólidos no ambiente urbano brasileiro. Ainda existem centenas de li-
xões ou vazadouros a céu aberto, onde é depositado o lixo bruto sem qualquer cuidado. Para solucionar essa dura realidade se faz necessário o aterro controlado, para que neste local se despeje o lixo coletado bruto, com cuidado de cobrir os resíduos com uma camada de terra, de modo a não causar danos ou riscos à saúde pública, à segurança e impactos ambientais. Também a instalação de aterros sanitários para os resíduos sólidos com adequada disposição, sob controle técnico e operacional. Atualmente, dos resíduos sólidos, 50,8% vão para lixões, 21,5% para aterros controlados e 27,7% para aterros sanitários. As sobras de alimentos representam 69% do total descartado no País. São 14 milhões de toneladas que alimentariam 19 milhões de pessoas diariamente. “Quando vamos ao médico o primeiro indicativo se estamos doentes é o sangue. Com essa analogia entendo que a água é o indicador da saúde da terra. A água integraliza e soma todos os efeitos positivos e negativos que estão logo acima, na superfície da terra. Isso entende o ordenamento territorial, a maneira como as pessoas colocam suas casas nos territórios e como o lixo é produzido e coletado, o esgoto ou a falta dele. Tudo fatalmente atinge as cidades e toda a nossa vida”, avalia o professor de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos André Mendes. De acordo com dados do Censo 2010 cerca de 29,9 milhões de pessoas residem em localidades rurais. Apenas 42% das moradias dispõem de água canalizada para uso doméstico. Muitas habitações rurais não dispõem de banheiros e fossas. Dos 16,2 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza no Brasil, metade reside no meio rural, representando 25% da população rural. O Brasil apresenta uma situação de exploração e uso predatório e inadequado da água. As empresas de abastecimento apresentam índices de perda de água tratada de até 60%, um dos maiores do mundo. A formação de uma nova consciência social, política e ecológica compro-
metida com a preservação das gerações futuras é uma urgência da nossa geração, bem como o direito a universalização do acesso à água potável e de uso doméstico.
Legislação - A geração e controle de resíduos são diretamente relacionados à conservação e proteção do meio ambiente e aos serviços de saneamento. Muitos resíduos continuam sendo despejados de maneira incontrolada no meio ambiente, e seus efeitos maléficos podem ocasionar e agravar doenças. A redução do lixo é um dos objetivos específicos da contribuição da Campanha da Fraternidade Ecumênica. Planejar as compras e usar sacolas retornáveis para carregá-las, evitando as embalagens plásticas descartáveis, escolher produtos com menos embalagem e não descartáveis, substituir os copos descartáveis, cozinhar somente o que será consumido evita o desperdício, reduz a geração de resíduos. Outra ação importante que deve ser estimulada é a reciclagem e o reuso. A distribuição do esgotamento sanitário no Brasil é bastante irregular. O sistema de tratamento, geralmente, elimina a matéria orgânica, mas deixa passar os micro-organismos. Essas substâncias tóxicas e bactérias provocam alergias respiratórias, nasais, intestinais e de pele que vão acometer, sobretudo, as crianças por muito tempo. A Constituição Federal de 1988 contempla o saneamento no artigo 21, inciso XX, ao afirmar que: “estabelece como competência da União instituir diretrizes para o saneamento básico” e no artigo 200, inciso IV, “Estabelece como competência do SUS (Sistema Único de Saúde) participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico”. No dia 5 de janeiro de 2007 foi promulgada a Lei Nacional de Saneamento Básico (LNSB) Lei no 11.445, que propõe o controle social em quatro funções de gestão dos servi-
ços públicos de saneamento básico: planejamento, regulação, prestação e fiscalização. Cada município deve elaborar o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de forma participativa, conforme Decreto no 8.211/2014. A Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, esclarece seus princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes e abordar as responsabilidades de quem gera os resíduos e o poder público. “O que preocupa é a situação da prestação dos serviços públicos de saneamento entregue por muitos municípios do país para empresas privadas. É a privatização do saneamento. Particularmente não concordo com isso. Na prática é entregar um bem vital para a lógica do mercado e do lucro. Nenhuma empresa privada prestará caridade, mas desejará obter lucro. O cidadão que não poderá pagar pelo serviço ficará sem acesso a esse bem vital”, denuncia o defensor público Daniel Martini, do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Fonte: Revista Família Cristã ano 82, Fevereiro 2016, número 962 Crédito Judinei Vanzeto, especial para a Revista Família Cristã Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Pastoral Rodoviária
40 ANOS A Pastoral Rodoviária (Serviço da Igreja Católica Apostólica Romana ao povo da estrada), ligada à Congregação da Missão Província do Sul, de Curitiba-PR, está atuando nas estradas do Brasil desde 1976. A Pastoral Rodoviária, nesse estilo como é feita no Brasil, é única no mundo. É reconhecida pela CNBB como uma das pastorais que fazem parte do Setor da Mobilidade Humana. A partir de Curitiba-PR, 3 Padres Missionários Vicentinos percorrem todo o Brasil rezando missas em Postos de Gasolina. No dia 7 de fevereiro, a Pastoral Rodoviária reuniu os Padres (Marian, Germano, Miguel, Arno e Eliéser) e os agentes de pastoral dos leigos para um encontro, comemorando os 40 anos de existência da Pastoral. Compareceram pessoas de NatalRN, Sorriso-MT, Barra Mansa-RJ, Divinolândia-SP, Irati-PR, Lapa-PR, Campo Largo-PR, Campo MagroPR, São Mateus do Sul-PR, Varginha-MG, Carmo da Cachoeira-MG, Santa Rita de Jacutinga-MG, São José dos Pinhais-PR e Curitiba-PR. O Encontro aconteceu no Seminário N. Sra. das Graças, bairro Orleans, em Curitiba-PR. Equipe da Pastoral Rodoviária – Estão envolvidos em tempo pleno na Pastoral Rodoviária três padres da Congregação da Missão (Lazaristas), congregação fundada por São Vicente de Paulo, na França, em 1625. Os padres da Pastoral Rodoviária pertencem à Província de Curitiba-PR: 1. Padre Mário (Marian Litewka), nascido aos 07/08/1937 em Cracóvia, Polônia. Sacerdote desde 18/10/1961. No Brasil, desde 1962. E nas estradas desde 1976.
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Fotos: Pe. Máikol
2. Padre Germano (Germano Nalepa), nascido aos 05/07/1956 em Campo Magro-PR. Sacerdote desde 23/12/1979. Na Pastoral Rodoviária a partir de 1996. 3. Padre Miguel (Miguel Staron), nascido aos 13/07/1955 em Contenda-PR. Sacerdote desde 23/03/1980 e nesta Pastoral desde 1993. A Pastoral Rodoviária tornouse viável, porque muita gente tem ajudado a Equipe ao longo dos anos. Nossa Senhora da Estrada – Os padres divulgam a devoção à Nossa Senhora da Estrada, distribuindo, ao final das celebrações, decalques, posters e selinhos adesivos com a imagem d’Ela, bem como rosários. O quadro original de Nossa Senhora da Estrada encontra-se na igreja “Del Gesú” em Roma, na Itália. Foi pintado por um artista desconhecido, talvez há uns 800 anos. Alguém colocou esse quadro numa capelinha à beira da estrada, no início do caminho que saía de Roma para o interior. Já naqueles tempos, viajar pelas
estradas era uma tarefa difícil (mato fechado, rios sem pontes) e perigosa (feras e bandidos). Os viajantes costumavam parar na frente da capelinha à beira da estrada e oravam a Deus pedindo a sua proteção por intercessão da Virgem Maria. Com o decorrer do tempo, o pessoal começou a chamar a imagem da Mãe de Jesus Cristo, que estava dentro daquela capelinha, de imagem de Nossa Senhora da Estrada. Serviço religioso – Os padres da Pastoral Rodoviária viajam pelas rodovias de todos os Estados do Brasi. Nos trajetos visitam, ao menos uma vez por ano, aproximadamente 7.000 postos de combustíveis. O número de postos, onde se celebram as Missas dos Motoristas, ultrapassa atualmente a quantia de 1.600. Para o serviço pastoral, a Equipe dispõe de três caminhões-capela (as capelas estão montadas dentro de furgões). Abrindo a porta traseira do furgão, surge o altar, as caixas de som, o
microfone, os folhetos da celebração, as folhas de cânticos e os demais assessórios preparados para fins religiosos. Os serviços prestados pelos padres da Pastoral Rodoviária são gratuitos, compreenden-
do missas e outros atendimentos pastorais. O Roteiro com a programação das Missas dos Motoristas é organizada a partir de convites (pedidos) feitos pelos proprietários ou gerentes dos estabelecimentos ro-
doviários. Se alguém quiser, faça o seu convite a qualquer um dos padres da Equipe, quando os encontrar em uma das muitas viagens pastorais pelo Brasil afora. Ou, pelo endereço:
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PASTORAL RODOVIÁRIA Avenida Jaime Reis, 531 80510-010 Curitiba-PR Por telefone: (41) 3223-0561 Por e-mail: Pe. Germano: germanonalepa@uol.com.br Pe. Mário: m-litewka@uol.com.br Pe. Máikol: lmaikol@uol.com.br O roteiro de Missas Rodoviárias dos Padres Mário, Miguel e Germano está sendo apresentado também nos programas dirigidos aos caminhoneiros através de: Rádio GLOBO de São Paulo-SP Rádio APARECIDA de Aparecida do Norte-SP Rádio CANÇÃO NOVA de Cachoeira Paulista-SP Rádio LONDRINA de Londrina-PR Rádio SANT’ANA de Ponta Grossa-PR Visite www.pastrodo.com.br Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Vida e Família
Zika vírus: peça providencial O aborto é uma ação tão antinatural e prejudicial que, para ser aceito na sociedade, precisa de toda uma estratégia de ação, visando o convencimento das pessoas, que são levadas propositalmente ao erro. Quando surgiu o alarde a respeito do zika vírus e sua ligação com a microcefalia as pessoas atentas às estratégias antivida logo perceberam que uma nova fase desta trama estava sendo colocada em prática. Não demorou para a confirmação. Em poucas semanas, figuras do governo, da mídia, de movimentos feministas e até mesmo da ONU se apressaram em cobrar a liberação do aborto em casos de microcefalia. ESTRATÉGIA Estamos diante de uma tática conhecida do movimento abortista: explorar casos de comoção social,
primeiramente alardeando-os e, depois, no auge da ebulição das dúvidas angustiantes do momento, propõe-se a legalização o aborto. A estratégia visa dois fins: 1) abrir um precedente para o aborto em um caso específico e, com isso, 2) ampliar as legalizações já existentes, de forma que, em determinado momento, dadas tantas legalizações pontuais, tendo a sociedade aceito várias exceções para a lei que proíbe o aborto, não haja mais por que não legalizá-lo definitiva e totalmente. Esta estratégia fora usada nos EUA, até a legalização do aborto naquele país. Em 1973, uma gestante entrou com um pedido de permissão para abortar, por estar grávida devido ao suposto estupro. A disputa jurídica, conhecida como Roe vs. Wade, foi favorável ao aborto, gerando uma ação em cascata que,
como dissemos, legalizou totalmente o aborto naquele país. Acontece que o caso foi premeditado, pois a mulher, Jane ROE, não havia sido estuprada! Ela admitiu que mentiu como estratégia para legalizar o aborto! No Brasil, acompanhamos recentes exemplos claros dessa estratégia: a pressão para o aborto no caso de pré-adolescentes gestantes, de anencefalia e de células-tronco embrionárias (com a promessa de retirar as pessoas das cadeiras de roda, o que já se comprovou infundada). O imediatismo é outra característica desta ação premeditada. Após explorar um fato, com toda sorte da alarmismo na mídia, algum grupo logo se propõe a levar ao STF o pedido de legalização do aborto. Também isto é parte da estratégia. Propositalmente não se leva a questão ao legislativo, pois se sabe que ali, onde há representantes eleitos pelo povo, a questão do aborto não passa, uma vez que a ampla maioria dos brasileiros é contrária ao assassinato de bebês. Leva-se, então, a questão aos Ministros, cuja colegialidade atual foi quase toda apontada pelo governo que há anos está no poder e que já se manifestou favorável ao aborto[2]. OS INTERESSADOS Aqueles que estão ávidos em legalizar o aborto, usando das circunstâncias que se apresentam no momento, não são pessoas ignorantes. São grupos financiados por grandes fundações, geralmente estadunidenses, que derramam rios de dinheiro nos países pobres, a fim de promover o controle populacional, no qual o aborto tem uma função
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PE. SILVIO ROBERTO, MIC Diretor da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada
para a estratégia do aborto eminente. O argumento utilizado, entre outros, é que abortar crianças com deficiência é um “direito humano”.[1] Une-se ao conluio das ONGs, fundações e da mídia o próprio governo brasileiro, que deveria ser o primeiro a defender a Constituição, rechaçando o aborto. Sempre é bom lembrar que estes grupos não representam os brasileiros, em sua maioria contrários ao aborto. O que estamos assistindo, como já denunciado em outros textos próvida, é a legalização da eugenia, ou seja, de limpeza racial. Definimos quem pode ou não nascer, segundo nossas conveniências financeiras e padrões estéticos. Ontem o direito de nascer foi negado às crianças com anencefalia, hoje aos com microcefalia e amanhã aos que não tem olhos verdes… Estamos regredindo como sociedade ao plano moral das tribos mais subdesenvolvidas, como de certos índios que matam seus filhos deficientes recém-nascidos. Diante disso, cabe a nós brasileiros não nos deixarmos influenciar pelo alarmismo reinante, opondo-nos à ideia de ver no aborto a solução dos nossos problemas. MAS E A REALIDADE DA MICROCEFALIA? Ao denunciarmos a orquestrada tática de manipulação social que os defensores do aborto fazem, usando desta tragédia que é a microcefalia, não estamos de forma alguma relativizando-a. A microcefalia é algo muito sério, uma questão de saúde pública. No entanto, jamais o aborto – ou seja, o assassinato de um ser humano indefeso – deve ser o meio para sanar um problema; isso
pelo simples fato que uma vida é digna, independentemente de suas condições. Além do mais, há outros fatores a ponderar: · Admitir o aborto nesses casos é, como já dito, aceitar a tática da indústria do aborto para legalizá-lo totalmente no país. · Muitas crianças com microcefalia terão uma vida muito saudável, como o caso da jovem que tornou-se jornalista[3]. Vamos abortar “preventivamente” todas essas crianças? · Até o momento não está devidamente confirmado que o vírus zika é o causador da microcefalia. · Não podemos nos nivelar por baixo na luta contra enfermidades. Somos um povo altamente capaz, que deve usar de seus recursos financeiros e tecnológicos
para vencer esta praga. Usando uma comparação, não se descriminaliza o assassinato como forma de combater as altas taxas de homicídio no país. “Reivindicar o direito ao aborto e reconhecê-lo legalmente, equivale a atribuir à liberdade humana um significado perverso e iníquo: o significado de um poder absoluto sobre os outros e contra os outros. Mas isto é a morte da verdadeira liberdade” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 20). Fontes: [1] http://acordaterradesantacruz.com.br/ w p - c o n t e n t / u p l o a d s / 2 0 1 3 /0 3 / Funda%C3%A7%C3%A3o-MacArthur-e-oaborto-no-Brasil-English.pdf (pp 33-34) [2] http://acordaterradesantacruz.com.br/ w p - c o n t e n t / u p l o a d s / 2 0 1 3 /0 3 / defesavidabrasil.pdf (p. 18 e ss.). [3] http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/ noticia/2015/12/jovem-com-microcefaliaescreve-livro-e-tira-diploma-de-universidade-em-ms.html Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Reflexão
Escândalo?
Não, uma Reflexão! Sim? Sim! Não? Não! O mundo globalizado é conectado: imagem e informação influem mais do que reflexão. Entre e-mails e telefonemas, mensagens “in box” e “prosas de WhatsApp”, recentemente andaram constantes os questionamentos diante de um burbúrio súbito, gerado com divulgação maliciosa na Imprensa, da amizade entre São João Paulo II e uma filósofa. Um mal juízo simplesmente porque ambos trocavam cartas com frequência. A partir daí, parece oportuna uma conexão com um assunto neste mês de março, no qual São José recordado é. Do sonho e do encanto, justo e portanto santo, sua continência e castidade causam reflexão na humanidade. Aproveitando o ensejo, parece oportuno meditar sobre um tema correlato: o celibato. Uma entrega “Pelo Reino dos Céus” feita por quem “vive na Terra”. José sonhou o “Sonho de Deus” (Mt 1,20), o fez realidade, e assim, até Jesus Cristo lhe foi “submisso” (Lc 2,51). É justo afirmar que o próprio Filho de Deus Encarnado na realidade humana aprendeu a ser casto também com o Esposo da Virgem Maria. Falar em Celibato com honestidade implica perceber uma mística, compreender que é um Dom, uma graça, uma entrega. Ele não existe sem o “componente espiritual”, aquilo que a tradição católica chama de “sobrenatural”. Urge abandonar o chavão: “ser celibatário é não casar”. Até porque existem pessoas não casadas que não são celibatárias. E não só. A questão é mais ampla e não pode ser reduzida à mera “contraposição ao casamento” e nem mesmo abordada apenas sob aspectos reducentes muitas vezes à dimensão genital e erótica, que embora sejam natu-
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rais ao ser humano, não são as únicas que o compõem. Tampouco é aceitável permanecer no linguajar do “pode e não pode” ou para piorar: “o Papa é que não quer!” Aparentemente a vocação natural é aquela de continuar a Obra da Criação: “Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne” (Gn 2,24). Muito bem! Mas, o mesmo Deus que deu uma companheira a Adão “porque ele estava só” (Gn 2,18) , também suscita “vocações solitárias”. Vocações Solitárias? É necessário compreender o termo solitário como positivo e não como negativo. Uma “solidão consagrada” pode não ter nada de individualismo e egoísmo. Por isso, um bom exemplo é São João Batista, que alimentando-se de gafanhotos e mel silvestre era um verdadeiro eremita que vivia sozinho e para a vinda ministerial de Jesus preparou caminho (cf. Evangelho de Mateus cap.3). “Uma voz clamava no deserto” (Is 40,3). No deserto, a “solidão” é vista como um importante componente da vida de quem tem um contato com o Deus que fala no Silêncio e chama a uma existência voltada para a dedicação total em prol de seu Reino. Enquanto o celibatário deve preocupar-se com o apostolado, “O homem casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar a sua esposa” (I Cor 7,33) . E assim o deserto e o silêncio, a solidão em si, tem seu grande valor. A tradição judaico-cristã, já desde a sabedoria (por vezes esquecida) dos padres e mães do deserto, apresenta uma “solidão”, que alguns autores cristãos denominam “solidão povoada”: pela oração, pela dedicação ao próximo,
pela mística, pelas amizades... Aí, a “ausência de um ser exclusivo” (como exigem a unidade e fidelidade conjugal) dá lugar à presença de um Deus que “inclui” mais estreitamente ao Projeto de seu Reino quem a Ele se dedica integralmente. E aí reside a dificuldade de grande parte das pessoas em compreender a vocação celibatária. Geralmente porque falta mística e espiritualidade, estudo e experiência de comunidade. Voltar aos primeiros séculos lembra o surgimento da vida comunitária religiosa, onde os votos de obediência, pobreza e castidade passaram a fazer parte do cenário cristão. Alguém pode optar por uma vida esponsal e familiar ou até por uma simples vida de solteiro. Porém, quem escolhe algo para dedicarse a Deus e ao próximo não optando pela linda possibilidade de constituir uma família, não é um “miserável ser infeliz”, “mal amado” ou “pobre coitado” como alguns tablóides da moda midiática tentam enfatizar. Viver exclusivamente para Deus não significa um afastamento do próximo. Até mesmo os eremitas e os monges católicos que se recolhem em oração para adquirir uma íntima amizade com Deus, o fazem também para “interceder pelos irmãos”. Aí se vê que a amizade em suas diversas formas é uma dimensão importante para a vida consagrada e mesmo para os celibatários. Neste sentido é bastante esclarecedora a resposta dada pelo Papa Francisco aos que “se escandalizaram” com o fato do Papa João Paulo II trocar tantas cartas com uma de suas amigas, que nesta história era a filósofa Anna Tymieniecka: “Desta relação de amizade se sabia... os livros dela são conhecidos, ele era um homem inquieto... Para um homem que não tem uma boa relação de amizade com uma mulher, falta qualquer coisa. Uma relação amorosa com uma mulher que não seja esposa é pecado. Uma amizade com uma mulher não é pecado. O Papa é um homem e precisa também das ideias das mulheres. Até mesmo o Papa tem um coração que pode ter uma amizade sadia e santa com uma mulher. Existem santos amigos, como Francisco e Clara... Mas as mulheres não são bem consideradas, não entendemos o bem que uma mulher pode fazer à vida de um padre e da Igreja, no sentido de aconselhar, de ajudar, de ter uma amizade sadia” (cf.: Entrevista com o Papa Francisco no vôo de regresso à Roma depois da recente visita ao México).
E o
Celibato
O celibato não é dogma de fé. É uma norma disciplinar da tradição da Igreja. E não abrange todos os graus do Sacramento da Ordem e nem todos os Ritos Católicos. Já o Concílio de Elvira (por volta do ano 326) tornou o Celibato obrigatório no Ocidente cristão, sendo que posteriormente outros Concílios e Decretais dos sucessores dos apóstolos, bem como o famoso Concílio de Trento (1545-1563), reforçaram tal Disciplina, acolhida pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) e sustentada até hoje. O Magistério da Igreja produziu a Encíclica Sacerdotalis Celibatus, que em 1974 abordou mais especificamente o Celibato requerido aos sacerdotes, especialmente os de Rito Latino. O grande Papa (agora Beato Paulo VI) enumerou três grandes motivos pelos quais aquele que deseja exercer o ministério sacerdotal precisa também acolher o dom do celibato em sua vida: 1. Motivo Cristológico (Jesus Cristo não casou, era célibe, totalmente entregue ao Pai); 2. Motivo Escatológico (“no céu ninguém se casa e nem se dá em casamento” (Mt 22,30). O sacerdote, que nesta terra prepara o Reino dos Céus, vive esta realidade de desprendimento como sinal da vida futura que ele mesmo anuncia, todo entregue a “fazer o céu na terra”. 3. Motivo Eclesiológico (a Igreja precisa de pessoas livres e fiéis em Cristo que estejam prontas e disponíveis, com dedicação exclusiva a serviço do Evangelho, seja para a Evangelização, seja por exemplo para dar Unção dos Enfermos pela madrugada). Fixar-se apenas na ótica do negativo, centrando-se nos problemas, sem um realce espiritual, sem uma observação mística mais aprofundada, torna impossível ver o celibato como DOM DE DEUS. Problemas existem sim. Enumerá-los ocuparia páginas, pois são específicos, concretos, dolorosos. Relacionam-se a pequenas quedas humanas ou até a fracassos horrorosos. Porém, quem se dispõe a servir recebe a graça de Deus para ser firme nas resoluções e fiel aos propósitos com resultados honrosos. “Quando me sinto fraco então é que sou forte” (II Cor 12,10). Então hoje é mais difícil do que antes? Se Sim ou Não, fato histórico comprovado é que os santos e os pecadores precedentes nesta humanidade de história cíclica tiveram lá suas dificuldades. Mas, houve quem soube ter boa vontade, com abertura a Deus que no ser humano manifesta “o querer e o fazer” (Filipenses 2.13). O cristão fala imperativamente “seja feita a vossa vontade” (Mt 6,10) ao rezar o Pai Nosso. Porém, equilibrar a mente e o coração, a razão e a emoção é uma questão de espiritualidade e formação, pois “o coração tem razões que a própria razão desconhece” (Blaise Pascal). O coração humano pode ser inclinado para o mal ou para Jesus que disse: “porque é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19). Há quem diga que os padres devem ca-
Foto: www.bbc.com/news/world-europe-35542708
PADRE FABIANO DIAS PINTO Presbítero da Arquidiocese de Curitiba Mestrando em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz – Roma
Sacerdotal? sar: tendo esposa alguns problemas da Igreja desaparecerão! Será que o matrimônio também não tem lá seus desafios? Que o digam mesmo, e por exemplo, as boas famílias cristãs. Casar não é “o remédio para todos os males”. A própria Igreja Católica nos seus Ritos Orientais unidos ao Papa de Roma, bem como a Igreja Ortodoxa e os protestantes evangélicos tem pastores casados. Todavia, eles tem, entre outras situações, também desafios e problemas como existem no Rito Latino Católico. Não é por terem líderes casados que resolvidas estão todas as questões afetivas e familiares. “Na Igreja há diversidade de dons e carismas...” (ICor 12,4). Só não entende quem não quer! Na Exortação Apostólica Familiares Consortio, o Santo Papa João Paulo II dizia: “a Revelação Cristã conhece dois modos específicos de realizar a vocação da pessoa humana, na sua plenitude ao amor: o Matrimônio e a Virgindade (vida consagrada). Seja um ou seja outro, na sua forma própria são uma concretização da verdade mais profunda do ser humano, do seu ‘ser imagem de Deus’”(n.11). E porque no mundo tem tanta gente com dificuldade de entender? O que fazer? Por um lado a sociedade realça a liberdade, por outro, cerceia com a desconfiança quem “ousa ser diferente”. Em uma pós-modernidade líquida (como acena o filósofo Zygmunt Baumann) vêse o mundo do fast food, descartável, rápido e pragmático, onde ocorre a “coisificação” do humano, permitindo o reinado do utilitarismo e até do niilismo (como apontava Bento XVI). Uma consequência de tal realidade é a influência na tomada de decisões diante do primado do temporário. É a valorização do efêmero com o encanto pelo passageiro: “que seja eterno enquanto dure” disse o poeta Fernando Pessoa. Entretanto, para os cristãos, definitivas e não meramente permanentes são as opções humanas de estado de vida. No contexto atual é claro que não se tem muita solidez ao redor, resultando em escolhas prejudicadas. Para algumas pessoas o simples fato de optar e eleger, ou com algo ou com alguém se comprometer é uma via “somente para quem não tem mais para onde correr”. E em um mundo assim, ter que se assumir ou assumir é pesado. Rareia o compromisso e a responsabilidade é jogada para os outros. Por vezes, esquecidos os direitos e abandonados os deveres, a falta de responsabilidade leva até mesmo à violência. E a terra acaba sorvendo sangue inocente, como na história de Caim e Abel, onde sentimentos desordenados criaram um juiz que se tornou algoz em vez de “ser guardião”. Ao abandonar o cuidado e querendo fugir da responsabilidade ainda disse a Deus: “Por acaso sou
guarda de meu irmão?” (Gn 4, 9). Como aponta o Papa Francisco na recente Encíclica Laudato Si, o cuidado com o mundo e com o próximo são necessários. Mas, quem não é capaz de comprometer-se, também não é capaz de cuidar de algo ou alguém. Lutar por uma causa exige compromisso, mesmo que seja a renúncia ao desfrute de algo bom e justo, como é a vida conjugal, em vista de um bem inspirado para viver inteiramente com Deus que é o Sumo Bem. No fim das contas, o que mais importa é lançar-se nas mãos de Deus “com as mãos limpas e o coração puro, abandonando as vaidades” (Sl 23,4) e sendo capaz de fazer escolhas duradouras. Urge que na atualidade cada pessoa possa ser um “anjo da guarda” ao invés de ser um “Caim” para o seu próximo. Isso se consegue com um aprofundamento que permita “pensar de forma mais elevada”, deixando-se modelar pelos ensinamentos de Cristo na vida, dando atenção não apenas aos aspectos fisiológicos ou biológicos, sociais e intelectuais. É preciso orientar a afetividade junto de uma espiritualidade autenticamente cristã, capaz de sustentar uma opção, em conformidade com o mandato de Jesus. “Dizei somente: ‘Sim’, se é sim; ‘não’, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno” (Mt 5,37). Em um mundo plural em que se afirma tanto a necessidade de “respeitar opções”, convém perceber que o celibato precisa ser visto como uma escolha pessoal de uma pessoa vocacionada que tem o direito de eleger seu próprio estado de vida, em uma direção definitiva aberta à ação do Espírito Santo, que dá a sua graça e proporciona fidelidade. Uma opção livre e consciente de dedicação exclusiva a Jesus Cristo à luz da fé, enche o mundo de esperança, reforça a prática da caridade e gera perseverança nos valores propostos pelo Evangelho: “e quem perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13). Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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CLOVIS VENÂNCIO Membro da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo
Dízimo
Mensagem da Equipe Arquidiocesana da P astoral do Dízimo Pastoral
COMIS SÃO 10: DIMENSÃO COMISSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO Estamos vivendo o tempo quaresmal, que teve início no dia 10 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, e se estende até o Domingo de Ramos, dia 20 de março. Este sempre é um tempo forte de conversão e penitência, mas especialmente neste ano, em que celebramos também o Ano da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco, é uma oportunidade ímpar de sermos tocados no coração pela graça divina e encontrarmos o caminho da conversão e amor ao próximo, através da verdadeira caridade fraternal em nossas comunidades. Conversão é mudança de atitudes, de mentalidade. É reconhecer a força da graça de Deus. Realmente, embora a todo o tempo o cristão deva estar em permanente processo de conversão pessoal, é durante a Quaresma que o católico é convidado, de modo especial, a assumir (as) três atitudes que são os pilares da vida cristã: o Jejum, relação do homem consigo mesmo; a Oração, relação do homem com Deus e, a Caridade, relação do homem com o próximo. É, pois, um tempo rico para reflexão sobre a nossa vida, quando devemos buscar valorizar o que temos realizado de bom e dar um novo rumo ao que temos feito e que nos afasta de Deus. É o convite expresso à conversão. Assim, especialmente nesse tempo, compete aos integrantes da Pastoral do Dízimo conscientizaremse sempre mais e, sobretudo, pro-
curar conscientizar a todos os fiéis sobre como se deve entender a prática da caridade cristã, tendo por foco, a DIMENSÃO SOCIAL OU SOLIDÁRIA DO DÍZIMO, como expressão concreta de partilha. Neste contexto e, ainda dentro dos princípios pastorais de evangelização, os membros das equipes do Dízimo devem procurar orientar suas ações, inclusive no sentido de exigir das demais lideranças da comunidade eclesial em que atuam a destinarem, de forma sistemática, uma parte significativa da arrecadação dizimal às atividades das pastorais sociais de sua Paróquia. Com efeito, esta é também uma forma coerente de nossa Igreja Ca-
tólica colocar em prática a sua opção preferencial pelos pobres e oprimidos, expressa nos documentos recentes do seu Magistério.
ATENÇÃO!
Vem aí o 16º Seminário Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo Qu an do : 17 de abril de 2016 (Domingo) Local: Auditório da Igreja da Ordem, em Curitiba. Assessor (Palestrante): André Luiz Moreira dos Santos Nº de Vagas: 160
COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO: Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho / Coordenador da Pastoral do Dízimo: William Michon.
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IR. PATRÍCIA SOUZA COMIDI
Dimensão Missionária
Missionários(as) misericordiosos(as) como o P ai Pai Em nossa Igreja local – Arquidiocese de Curitiba – somos interpelados a viver a Alegria da Missão e a sermos testemunhas daquilo que experimentamos “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (1 Jo, 3). E como Igreja somos convocados pelo Papa Francisco a viver a misericórdia: “Misericordiosos como o Pai”. Por um instante, podemos nos perguntar: Qual a ligação entre esses dois conceitos? Qual se sobrepõe? A partir disso convidamos a refletir que a Misericórdia e Missão, ou vice-versa, andam unidas no mesmo projeto redentor e salvador. Foi assim com os profetas e com os apóstolos, os primeiros e os de todos os tempos. Misericórdia e Missão são duas palavras que se ajudam a explicar, quando se fala da ação evangelizadora da Igreja, sobretudo se considerarmos a missão da Igreja como “reflexo do movimento de Deus em direção a seus filhos e filhas, um movimento que parte da misericórdia do coração do Pai. A palavra misericórdia carrega os vestígios de sua etimologia, pois só pode ter misericórdia alguém que é misericors, ou seja, cujo coração reage diante da miséria do outro (Dicionário Crítico de Teologia – verbete: misericórdia, p. 1150). Não há misericórdia se não houver miséria! O Papa Francisco, em Misericordiae Vultus nº 1, apresenta Jesus Cristo como “rosto da misericórdia do Pai”, afirmando que a “misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré”. De fato, “a missão que Jesus recebeu do Pai, foi a de revelar o mistério do amor divino na sua plenitude. Os sinais que realiza, sobretudo para com os pecadores, as pessoas pobres, marginalizadas, doentes e atribuladas, decorrem sob o signo da misericórdia. Tudo n’Ele fala de misericórdia. N’Ele, nada há que seja desprovido de compaixão” (MV, 8). Em nosso caminho de cada dia, em nossa peregrinação missionária, encontramos sempre algum ferido. Há pessoas que atravessam circunstâncias dolorosas: falta de carinho, abandono, solidão, miséria... Há outras feridas na alma, afastadas de Deus, longe Dele, que não o conhecem, que lhe são indiferentes... Esperam que sejamos bons samaritanos em suas vidas, que cuidemos delas, que sejamos seus amigos! “A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela, deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa” (MV, 12). A comunidade missionária vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai (cf. EG, 24. 31).
Participe de nossas reuniões mensais do COMIDI toda 2ª quarta-feira do mês, às 19:30 horas, na Cúria (Salão Rainha). Você, Assessor(a) da IAM, nossa reunião será dia 05/03, às 14:00, na Cúria (Salão Rainha).
Fonte: http://www.diocesesa.org.br/wp-content/uploads/2015/10/%E2%80%9CMISERIC%C3%93RDIA-E-MISS%C3%83O%E2%80%9D..pdf
COMISSÃO DIMENSÃO MISSIONÁRIA: comidi@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6375 – Ir. Patrícia / (41) 2105-6376 - Patryck Madeira Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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Nomeação
Padre curitibano nomeado para O papa acolheu dia 17, o pedido de renúncia apresentado por dom José Mário Stroeher, em conformidade com o cânon 401 parágrafo 1, do Código de Direito Canônico. Na mesma data, nomeou padre Ricardo Hoepers, bispo da diocese de Rio Grande (RS). Atualmente, padre Hoepers estava como pároco da paróquia Santo Agostinho e diretor comunitário do Studium Theologicum Claretiano em Curitiba (PR). Padre Ricardo Hoepers é natural de Curitiba. Nasceu em 16 de dezembro de 1970. Filho de Francisco Hoepers e Doraci dos Santos Hoepers. Ingressou no Seminário Arquidiocesano São José aos 19 anos. Cursou Filosofia na Universidade Federal do Paraná e Teologia no Studium Theologicum. Recebeu a ordenação presbiteral em 31 de janeiro de 1999. Possui especialização e mestrado Bioética. É doutor em Teologia Moral para Accademia Alfonsiana de Roma. Na trajetória como padre, foi diretor da Faculdade de Filosofia da arquidiocese de Curitiba (20022003), coordenador geral do clero (2005 a 2008), membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultadores, assessor eclesiástico da pastoral da Pessoa Idosa, no regional Sul 2 da CNBB. É autor do livro “Teologia Moral no Brasil: um perfil histórico”.
Depoimento P e. Ricardo Hoepers Pe. Foto : Patryck A. Madeira Estou vivendo um momento ao Senhor e coloquem em prática inédito na minha vida. Uma os seus mandamentos. No capítumistura de emoções perpassa lo 30, versículos 13 e 14, ele diz: o meu coração e todo o meu ser. “E não está além-mar [...] mas a Na minha sacristia, fixo os palavra está muito perto de ti, está olhos para Santo Agostinho e na tua boca e no teu coração, para Santa Mônica e insisto para que que a ponhas em prática”. Daí sureles me deem uma resposta e ge o meu Lema, no versículo 19: acalentem meu coração, pois ELIGE ERGO VITAM (“Escolhe, pois, nossas histórias não são tão a vida”). Só poderemos colocar em diferentes. O fato é que agora prática a vontade do Senhor quanvenho dobrando meus joelhos do optarmos pela Vida, porque e pedindo que o Espírito Santo nosso Deus é um Deus da Vida e conduza este novo momento da não da morte. minha vida. Escolher a vida é acreditar no Não me sinto sozinho, sei ser humano; é defender os vulneque tem uma multidão de amiráveis e excluídos; é cuidar do plagos e amigas, e de pessoas que ainda não neta, nossa casa comum; é discernir moralconheço orando comigo. Os frutos dessa cormente para o bem da pessoa; é agir com resrente já se espalham através da alegria e do ponsabilidade, pensando no futuro do nosso entusiasmo com que o povo da Diocese do planeta; é proteger a vida humana do seu iníRio Grande vem demonstrando ter. cio até o seu entardecer; é cuidar da criação, A acolhida de Dom José Mário Stroeher dom de Deus. foi imediata. Senti que estou entrando em Todos nós podemos optar pela vida, mas uma família muito humana e fraterna, sem precisamos aprender a discernir entre o bem formalidades ou etiquetas que nos distancie o mal e, por isso, minha prioridade será a am, mas que abraça e toca os sinos de aleformação da consciência reta e o resgate dos gria para acolher um novo irmão que chega. valores cristãos, especialmente a solidarieAcolhida essa própria do pontificado do Papa dade, num mundo onde prevalece a globaliFrancisco. A Diocese do Rio Grande já está zação da indiferença. no meu coração e quero amá-la com todo o Que Nossa Senhora da Luz possa nos guimeu ser e dar o meu melhor para esta precioar nessas águas mais profundas e que São sa porção do povo de Deus nos confins do Pedro nos ajude a lançar as redes para uma nosso país. Ali, vou para aprender, mais do pesca abundante de homens e mulheres de que ensinar; vou para fazer comunhão, mais boa vontade que ajudem a testemunhar a miserido que governar; vou para servir e lavar os córdia de Deus nesta Diocese do Rio Grande. pés dos mais vulneráveis e necessitados da Meu agradecimento a todos pelas manimisericórdia de Deus. festações de amizade e carinho. Então escolhi como lema a passagem do À Igreja particular de Curitiba, minha gralivro do Deuteronômio em que Moisés, no seu tidão e à Igreja do Rio Grande meu coração. último discurso, antes de sua morte, convida Elige ergo vitam (Dt 30,19) Pe. Ricardo Hoepers o povo de Israel para que de fato se voltem
http://cnbb.com.br/ index.php?option=com_content &view=article&id=18177:papa-francisconomeia-bispo-para-rio-grande-e-coajutordejuazeiro&catid=114&Itemid=106
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episcopado
Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
Depoimento segundo leiga Querido amigo, hoje Bispo Ricardo Hoepers Nós sabíamos que seu carisma e sua missão o levariam a lançar suas redes em águas mais profundas...Como Pároco da Paróquia de Santo Agostinho e Santa Mônica, revestido de uma aura de amor fraterno, acolhimento e piedade, venceu desafios e nos aprimorou na vida comunitária. Ocupou-se em nos transmitir uma espiritualidade baseada na oração. Fez acontecer o CUORI, movimento onde grupos de
pais rezam por seus filhos. Promoveu belíssimas adorações ao Cristo Eucarístico e à magnífica novena em honra ao padroeiro e também a leitura orante da Palavra. O que dizer de suas breves e profundas homilias... A saudade já está batendo! Vai, querido Bispo Ricardo, vai enriquecer e unir o Povo de Deus em Rio Grande! Conte sempre com nossa gratidão, amor e oração. Osneli Rita Bruzamolin
Data de Ordenação e Ministério Ordenação episcopal dia 14 de maio de 2016, as 9h00 na Catedral Basílica de Curitiba. O início do ministério como Bispo Diocesano de Rio Grande será no dia 03 de junho, na Catedral de São Pedro em Rio Grande/RS.
Pascom
ALINE VONSOVICZ, Jornalista – Pastoral do Empreendedor de Curitiba
Empreendedores leigos são acolhidos por uma nova P astoral na Arquidiocese de Curitiba Pastoral A Pastoral do Empreendedor de Curitiba surgiu para fomentar a Fé como fundamento para as relações de trabalho
Durante muito tempo, a Igreja se voltou para o trabalho com os mais pobres e necessitados, em um verdadeiro pastoreio dessas ovelhas, mas sentia-se a necessidade de atingir novas camadas da sociedade, pois nelas se encontravam “aflitos e exaustos, como ovelhas sem pastor” (Mateus 9:35). Tendo como fundamento as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 20112015 (documento da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que pedem um olhar pastoral voltado a diferentes camadas da sociedade, com a ação do Espírito Santo, nasceu na Arquidiocese de Curitiba a Pastoral do Empreendedor. Esse grupo católico tem a missão de cuidar pastoralmente dos empreendedores e empresários de nossa Arquidiocese, conscientizando-os sobre a visão Cristã nos negócios, a confiança ilimitada em Deus, bem como a ética cristã, tendo Jesus como referência de sucesso. A Pastoral do Empreendedor de Curitiba pretende mostrar aos empresários que suas vitórias são um sinal da grandeza de Deus e fruto do Seu desígnio e, além disso, que eles são instrumentos do Seu projeto. Desde outubro de 2015 o grupo
vem se encontrando mensalmente em Paróquias de Curitiba e em 2016 foi acolhido pela Comissão Conselho de Leigos, que promove a vocação e missão, formação e espiritualidade, organização e atuação do leigo em diferentes campos da sociedade. Sempre solicitados pela Igreja para a doação de recursos, os empresários agora terão um olhar direcionado às suas demandas espirituais. “A Pastoral do Empreendedor quer ser uma ajuda de qualidade para os empresários, principalmente no cuidado das virtudes cristãs. O próprio Papa Francisco disse aos empresários que uma empresa pode ser lugar de santificação, sempre chamados a serem solidários”, afirma o padre Anísio José Schwirkowski, sacerdote referencial da Pastoral do Empreendedor de Curitiba.
EMPREENDEDOR X EMPRESÁRIO Há uma diferença: os empresários são líderes e proprietários de um negócio, muitas vezes adquirido ou gerenciado pela sucessão familiar. Já os empreendedores são aqueles que possuem ideias e iniciativas inovadoras e entram no mundo dos negócios com objetivo de fomentar o novo e/ou resolver problemas em comum. No entanto, os dois públicos são um dos principais agentes estratégicos para o desenvolvimento de uma nação, pois contribuem para a geração de trabalho e renda, além de produzirem bens e serviços para a sociedade. Apesar desse importante papel, na maioria das vezes, os empresários estão inseridos dentro de uma cultura de valorização do “ter”, em detrimento do “ser” e passam a re-
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produzir esse modelo, de uma cultura imediatista e instrumentalizante, em que o lucro se torna um elemento preponderante nas relações interpessoais e de trabalho. Para inverter esse cenário, em que muitas vezes a pessoa não é valorizada como imagem e semelhança de Deus, e assumir Cristo como modelo de vida para superar os desafios com dignidade, é que a Pastoral do Empreendedor de Curitiba surgiu. A partir dos dons e talentos de seus integrantes, ela atuará na mobilização da ética cristã nos negócios, contribuirá em ações sociais de nossa cidade e desenvolverá a espiritualidade dos membros e grupo como um todo. LANÇAMENTO O Ano da Misericórdia é o momento oportuno para recuperar o olhar àqueles que estavam afastados da fé católica. Cerca de 100 em-
presários e empreendedores católicos foram convidados para o lançamento da Pastoral do Empreendedor de Curitiba na noite do dia 11 de Fevereiro, no Santuário Santa Rita de Cássia. Além da apresentação desta Pastoral, o Encontro para Empreendedores Católicos contou com a presença do padre João Carlos Almeida (SJC), o padre Joãozinho, que dedica aos mais diversos tipos de atividades de liderança, da música à presença midiática. O sacerdote falou aos empresários sobre as sete as virtudes do líder amoroso, tema de seu livro que
continua a intensa epopeia de “O Monge e o Executivo”. A partir do emblemático “Hino ao Amor”, escrito por Paulo de Tarso, o autor desvendou os segredos do sucesso do líder amoroso, que supera mil dificuldades e encontra a maneira correta de atingir suas metas. A iniciativa, que já está presente em outras cidades como Salvador, Brasília, Ribeirão Preto e Maringá, terá apenas uma formação arquidiocesana, mas outras ações estão sendo planejadas para que sejam formados novos grupos nas diversas paróquias da cidade. Fotos PASCOM
PASTORAL DA COMUNICAÇÃO: pascom@arquidiocesecwb.org.br (41) 9999 - 0121 / Coordenador: Antonio Kayser.
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Programe-se
ALINE VONSOVICZ Jornalista - Pastoral do Empreendedor de Curitiba
PUCPR promove diálogo entre ciência, cultura e fé por meio do O Instituto Ciência e Fé, da PUCPR, juntamente com a Arquidiocese de Curitiba e a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), realizam o Átrio dos Gentios, encontro promovido pelo Vaticano que visa promover o diálogo entre a ciência, a cultura e a fé. Evento acontece em abril, na PUCPR. Promovido desde 2009 pelo Pontifício Conselho para a Cultura da Santa Fé e realizado em espaços simbólicos de diferentes cidades do mundo, essa é a primeira vez que o Átrio de Gentios acontecerá no Brasil. O encontro será nos dias 11, 12 e 13 de abril, reunindo intelectuais, artistas, acadêmicos cristãos e não cristãos, para discussões e debates de temas que tocam, antes de tudo, a existência humana e sua relação com o transcendente. De acordo com o Diretor do Instituto Ciência e Fé, Fabiano Incerti, um dos idealizadores do evento no Brasil, o objetivo principal é o diálogo entre crentes e não crentes, numa perspectiva de “fronteira”, ou seja, um encontro de saberes, de experiências e de culturas. “A fé, as ciências, a arte, a política, a ética, a solidariedade e a sustentabilidade, são temas constantes nos debates e favorecem perguntas profundas e inquietantes, sobre as quais todos nós somos chamados a responder”, explica. Além disso, Incerti esclarece que é fundamental colocar o Átrio dos Gentios em perspectiva da Nova Evangelização, atendendo a um dos principais objetivos do Concílio Vaticano II, o aggiornamento. “Isto é, a atualização da mensagem cristã, em constante atenção e diálogo com o mundo contemporâneo e seus desafios”, complementa. Para explorar o tema ”Deus,
Átrio dos Gentios Encontro debaterá temas que tocam, antes de tudo, a existência humana e sua relação com o transcendente
Cosmos, Humanidade: um diálogo de fronteiras”, ponto central do evento, debate entre o cardeal italiano Gianfranco Ravasi – presidente do Pontifício Conselho para a Cultura – e com o astrofísico Marcelo Gleiser. O encontro contará também, com discussões sobre a relação entre espiritualidade e tecnologia, com a presença do escritor Luli Radfahrer. Para o fechamento, no dia 13 de abril, show da Família Lima, que mescla a música clássica com o estilo pop. Mais detalhes da programação serão divulgados em breve. “Acreditamos que este tema nos instiga a perguntar sobre as possibilidades de aproximação dessas três dimensões essenciais para nossa existência; questões que em algum momento da vida temos coragem de fazer para nós mesmos”, esclarece Incerti.
POR QUE ÁTRIO DOS GENTIOS O nome Átrio dos Gentios se refere ao templo de Jerusalém construído depois do exílio, durante os anos 20-19 AC. Além das áreas reservadas aos membros populares de Israel, foi preparado, na parte interna do templo, um espaço reservado aos não judeus e aos “gentios” que queriam chegar próximo do espaço sagrado e questionar os rabinos e mestres da lei em questões de espiritualidade, do mistério, da religião, de Deus. Este foi o “Pátio dos Gentios”, um espaço para que todos pudessem atravessar sem distinção de cultura, língua ou vocação religiosa, no qual era possível se perguntar sobre as grandes questões da vida e da sociedade. A partir disso, o Pontifício Conselho para a Cultura se inspirou para criar lugares de liberdade de expressão e respeito por aqueles que não acreditam e aqueles que fazem perguntas sobre sua fé. Inspirado no discurso do Papa Bento XVI à Curia Romana, no Natal de 2009, o Átrio dos Gentios nasce da possibilidade do encontro transparente e honesto entre as pessoas que creem e aquelas que não creem. Por isso, segundo Incerti, o Átrio dos Gentios é, primeiramente, um espaço de fraternidade e de respeito mútuo, onde há convergências de buscas, de sentimentos, de experiências. Assessoria de Comunicação PUC PR Fonte: www.facebook.com/Pastoral doEmpreendedorCuritiba
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Paróquia em Destaque
Paróquia
PE. TADEU CAMILO Paróquia Senhor Bom Jesus - Colombo
Senhor Bom Jesus em Colombo
História da Paróquia
A comunidade Senhor Bom Jesus localiza-se no bairro São Gabriel que em seu início era conhecido como Ressaca. Teve início com a construção de uma igreja em 1900. Dona Leopoldina de Camargo doou o terreno e posteriormente a esta doação de terra houve outras, tornando-se o que é hoje. A comissão de frente à construção foi Dr. Francisco de Camargo e seu irmão Severo de Camargo. E em 1901 foi concluída a obra. Dr. Francisco, católico praticante, mandou vir da Europa as imagens do Senhor Bom Jesus e de Nossa Senhora das Neves. Estes passaram a ser os padroeiros dessa comunidade. O nome do bairro São Gabriel conta o seguinte: Ressaca foi o seu primeiro nome e o padre Alberto, do Cabral, teria ido até Colombo para fazer uma visita ao Vigário. Ele perguntou ao sacristão: – Onde está o vigário? – Está na Ressaca! – Como? Ele bebe? – Não, é que aqui temos um lugarejo cujo nome é Ressaca. Os dois padres tomaram a decisão de montar uma comissão de habitantes, na qual foi solicitada a mudança do nome, oficializada em 04 de junho de 1931. Nessa época a comunidade pertencia à Paróquia de Santa Cândida, dirigida pela Congregação Vicentina. Passado algum tempo a Congregação e os Padres Passionistas passaram a atender a Capela Senhor Bom Jesus e Nossa Senhora das Neves, hoje Paróquia Senhor Bom Jesus. Fonte da história: http:// paroquiasenhorbomjesus.com.br/paroquia/
Paróquia Senhor Bom Jesus presente na Festa da Uva de Colombo A Festa da Uva é, sem dúvida, o maior evento do Município de Colombo. Com a presença de milhares de pessoas que comparecem à festa, vindas de toda região metropolitana de Curitiba e até de outros Estados, o evento que este ano completou a sua 53ª edição faz questão de manter a tradição dos antigos colonos italianos, que traziam o espírito de fé e religiosidade. Para tanto, a Prefei-
tura de Colombo firmou uma parceria com a Paróquia Senhor Bom Jesus para que a Paróquia ficasse responsável pelo restaurante principal do evento. Essa parceria já dura três anos e os voluntários da Paróquia se preocupam em manter a tradição da culinária italiana, sempre com muita alegria, fé e união, como foi repassado pelos antepassados que colonizaram o Município de Colombo.
Organização antecipada
O CAEP (Conselho de Assuntos Econômicos Paroquial) é responsável por todo planejamento e organização da participação da Paróquia Senhor Bom Jesus nesse evento. Toda logística é pensada de forma responsável e organizada, da elaboração do cardápio à divisão de tarefas, tudo é visto antecipadamente para proporcionar uma melhor
execução dos trabalhos. Segundo o Presidente Executivo do CAEP, Zuudi Sakakihara, a participação da Paróquia Senhor Bom Jesus neste grande evento só é possível graças à organização e ao trabalho dos voluntários que com amor e união dedicam seu tempo e esforços e também fazem do seu trabalho uma maneira de evangelizar.
Palavra do Pároco Para o Pároco Padre Tadeu Camilo, a parceria da Paróquia com a Prefeitura na Festa da Uva vem de encontro com as motivações do Papa Francisco, que pede que a Igreja não fique em seus templos e nem os líderes nas sacristias, mas a Igreja
deve estar onde o povo se encontra. A Igreja esteve presente no meio da massa mostrando a força do voluntariado, o nosso ser comunidade. A união das cinco Comunidades testemunhou uma Paróquia, Igreja Viva. Como Pároco, posso testemunhar que a identidade da fé estavam estampados nos rostos dos voluntários que expressavam a alegria do Evangelho. Fotos e textos: PASCOM
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Painel do Leitor
Coletiva da Campanha da F raternidade Ecumênica 2016 Fraternidade Na manhã do dia 10, a Arquidiocese de Curitiba recebeu a imprensa em uma coletiva. Além de Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo metropolitano e Dom José Mário Angonese, bispo de Curitiba, estiveram presentes João Ferreira Santiago, Coordenador da CFE 2016, Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba e Pastor Sinodal Odair Airton Braun da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogo que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia. Às 12 horas, na Catedral Basílica de Curitiba, Dom Peruzzo presidiu a Missa de Abertura Oficial da Campanha da Fraternidade, com a tradicional Imposição das Cinzas. “Sem Deus, somos como cinzas”, lembrou o arcebispo.
Fotos: Patryck A. Madeira e Stephany Bravos
GABAON 2016 “Vê a Alegria que te vem de Deus” (Baruc 4,36) De 6 a 9 de fevereiro aconteceu em Curitiba o Gabaon, o Carnaval Católico, um grande evento organizado pela Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de Curitiba. Cerca de 20 mil pessoas passaram pelo evento, que aconteceu no ginásio da PUC. Foram quatro dias de muito louvor, animação, oração, pregação, confissões, adoração, shows e celebração da Santa Missa. Há 27 anos o Gabaon tem atraído diversas famílias, jovens e crianças para uma vida de intimidade com Deus, com o intuito de estar ao mesmo tempo renovando a espiritualidade e pulando carnaval de uma forma diferente. O objetivo geral do Gabaon é proporcionar a seus participantes, durante os dias de carnaval, uma opção saudável e alegre, dentro de um contexto cristão, a promoção de valores que gerem o fortalecimento da família e da sociedade. Em uma sociedade ameaçada pela violência,
Fotos: Patryck A. Madeira
pelas drogas e pela desagregação das famílias, o Gabaon oferece uma opção diferenciada de entretenimento carnavalesco, onde valores familiares e cristãos são realçados. Consolidado como um dos maiores eventos de carnaval cristão do Brasil e como o maior evento de carnaval da cidade, bem como superando os tradicionais bailes de clubes e os desfiles de escolas de samba, o Gabaon sempre é mais uma
opção para quem deseja viver um carnaval repleto da alegria verdadeira sem a necessidade de bebidas alcoólicas, drogas e afins. Os pais que foram ao Gabaon não precisaram se preocupar, pois as crianças tiveram o seu momento no espaço Gabaon Kids, feito especialmente para os pequeninos. Além do Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, estavam presentes a Irmã Zélia, da Copiosa Redenção; o Padre Gevanildo Torres, da Canção Nova; o Padre Roger Luis, da Canção Nova; os cantores católicos Gil Monteiro e Tony Allysson e também diversas bandas, ministérios de música, teatro e dança da Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de Curitiba. Arquidiocese de Curitiba | Março 2016
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