Dom José Antônio Peruzzo é natural de Cascavel (PR). Foi nomeado Bispo de Palmas-Francisco Beltrão pelo Papa Bento XVI, em 24 de agosto de 2005. Tem como lema episcopal “Fazei discípulos… Ensinai”. Possui mestrado em Ciências Bíblicas pela Pontifícia Instituto Bíblico/Roma e doutorado pela Universidade de Santo Tomás de Aquino/Roma. Atualmente, dom José Peruzzo exerce a função de Bispo referencial da Pastoral da Pessoa Idosa da CNBB e é o Bispo referencial da Catequese no Regional Sul 2 do Paraná. Foi nomeado arcebispo metropolitano de Curitiba no dia 07 de janeiro de 2015, pelo Papa Francisco. Sua posse ocorreu no dia 19 de março.
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Arquidiocese de Curitiba | Edição Especial - Março.2015
Entrevista O novo arcebispo da Arquidiocese de Curitiba, Dom Peruzzo, fala sobre a realidade da Arquidiocese de Curitiba e ressalta que não irá trazer inovação, mas renovação. num contexto de tantos pluralismos é Foi uma surpresa receber o convisempre inquietante e as melhores exte do Papa Francisco para ser o novo periências ainda deixam uma larga arcebispo de Curitiba? margem de incerteza. Também como Eu ouvi vez por outra alguma especulação de que talvez eu fosse nomeaum todo no âmbito da catequese, pado para Curitiba, então falar em surrece-me, Curitiba é uma cidade grande presa, se surpresa significar ter ou não com um numeroso clero. Eu não consiciência de que isso poderia acontecer, dero desafio no sentido negativo do termo, mas um centro unificador em meio então foi apenas uma surpresa relatia um clero tão *plúrimo com tantas conva. Mas quando eu soube que já fora gregações, tantas diferenças, isso não nomeado, foi assim que me apresentaé um defeito, mas para que seja uma ram desde a nunciatura, o Papa já o novirtude é preciso que tenhamos todos meou, desta vez é oficial. Precisamos algumas opções assumidas, não apenas da sua resposta! Aí a surpresa não se entendidas intelectualmentratava mais de conhecer te, mas internalizadas, e ou não a possibilidade, hoje, num pequeno grupo a mas de deparar-me com unidade é sempre muito emuma situação para qual eu ... mas como penhativa. Imaginemos a senti algum temor. Curiti- uma realidade magnitude do que significa ba é uma das grandes meque exige buscar um caminho de unitrópoles do país, o mais nodade num grupo de gente esbre e o mais pobre da nos- energias e sa cultura pode ser encon- criatividades e clarecida e com experiência e vivência em ambientes e trado numa grande mevitalidades contextos urbanos e metrotrópole. As mais belas expolitanos. É também um deperiências de evangeliza- muito safio, gostaria de que fosse ção, elas existem aqui, vigorosas. entendido não como um mas aqueles desafios mais ponto negativo, mas como exigentes, também fazem uma realidade que exige parte quase que do cotienergias e criatividades e vitalidades diano da vida da Igreja, e isso me inquimuito vigorosas. etou. Então a surpresa. Daí eu senti melhor, senti de maneira mais vivenciQue características suas o seada o quanto está agora, não mais posnhor acredita poder contrisibilidade, mas esta nova situação debuir na sua nova missencadeou em mim no começo, um são? grande temor, eu não escondo. Não sei. Sempre que alguém Quais os desafios que o senhor fala de si mesacredita “enfrentar” no pastoreio da mo, ninArquidiocese de Curitiba? guém coOs desafios... eu prefiro falar só danhece a si queles que eu de alguma maneira temesmo quannho a título de informação mas os muito o próprio tos, isto é como casamento, todos sasujeito, mas bem quais são os desafios mas o conheninguém é cimento real do que vamos enfrentar é tão parcial ao só quando experimentamos. Mas a pasfalar de si quantoral urbana é sempre uma questão to o próprio sujeimuito complexa e difícil, evangelizar
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to. Todavia, não sei se é uma contribuição mas é uma característica, eu sou expansivo e todos sabem sem qualquer vacilação o que eu penso sobre determinado pensamento, determinado problema, determinado comportamento, todos saberão. O fato de expansividade ser parte de mim, também vai a franqueza e às vezes isso exige um pouco mais da minha parte do que meus interlocutores. Mas também aprendi, não era tanto assim, a ouvir mais, antes eu tinha certezas demais e trabalhando com os padres eu percebi que precisava a aprender a ouvir e esforcei-me para tanto e talvez tenha conseguido alguns passos auspiciosos. Deus foi bom comigo e me agraciou nisso. Eu falei de franqueza. Para mim é mais difícil querer buscar afirmações *circunlóquias, eu prefiro a linguagem direta e a explicitude em tudo aquilo que se fala; transparência é muito importante. Não se trata de acertar sempre, com ninguém
acontece isso, mas trata-se de assumir as próprias insuficiências, não como uma espécie de virtude ensaiada mas como quem reconhece que precisa muito dos outros para ajudar a crescer os outros. Dizem que a cara é feia mas eu acho que o bicho é manso, então é um caminho a ser construído e vão me descobrir com o tempo, não demorará muito porque até quando eu quiser esconder eu não consigo, pelo menos a expansividade todos vão ver até no modo de caminhar se estou bem disposto, se estou preocupado ou se estou indignado. Não consigo fugir disso. O senhor pretende implementar na Arquidiocese de Curitiba algum projeto que já realizou no passado? Mais do que um projeto, uma característica de evangelização, qual difundirei muito a leitura orante da palavra. Qualquer projeto que se faça, quando se trata de pastoral, qualquer projeto que se fizer, dependerá sempre do
grau de espiritualidade que se cultiva andamento, não se trata de recomeem tornar o projeto. Então não é projeçar, trata-se de aperfeiçoar e tudo isso tos que eu pretendo traé um caminho que o tempo zer, estes construímos, vai mostrar. Agora a leitura mas características de orante da palavra, isso não evangelização, qualquer Evangelização se trata de um projeto, deevangelização se não houpende de um modo de quever espiritualidade ela fra- é como a rer ser discípulo, qualquer cassa. Evangelização é paternidade, discipulado que não contemcomo a paternidade, ninple a palavra é estéril. Enninguém guém funciona como pai, tão vamos cuidar da espirifunciona não é o modo de fazer, é o tualidade dos nossos agenmodo de ser. Também nin- como pai, não tes, sacerdotes, catequistas, guém funciona como bom coordenadores de grupos, é o modo de evangelizador, é o modo de pastorais, de movimende ser. E a leitura orante fazer, é o tos, o restante, isso é algo da palavra toca nestas modo de ser. como um projeto de casaquestões centrais do discimento, se projetar tudo pulado; o discípulo servo mas faltar o amor tudo vai do seu Senhor e Servo do dar errado até as verdades povo do Senhor. Já tem o Ano Missionámais sublimes. Eu não vou trazer novirio, há metas bem explícitas para missidades; todos nós precisamos nos renoonariedade não vamos trazer projetos var. Em tecnologia e em economia traoutros, nós vamos fazer os nossos, e eu ta-se de inovação, em espiritualidade vou participar daquilo que já está em trata-se de renovação.
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Mensagem Parece-me que qualquer mensagem para quem chega está bom, mas eu não gostaria por causa disso, de tornar as coisas facilitadas, o que eu gostaria é que mais do que deixar uma mensagem aos outros eu gostaria de dizer a mim, de maneira pública, que eu quero ouvir bastante, não estabelecendo tempos, 6 meses para ouvir e depois vamos fazer, não isso. Eu quero ouvir muito. Mas ao mesmo tempo, ouvir não significa apenas uma atitude do acadêmico que quer analisar o que encontra, não isso. Ouvir como quem quer partilhar, vamos falar assim: conhecer e deixar me conhecer, não estabelecendo prazos mas de novo, não atos, atitudes, qual é a diferença? O ato é aquilo que eu faço agora, a atitude é aquela predisposição interior que me inspira a atos, é desde dentro que a gente começa a olhar para fora e não o inverso, então vamos deixar a parte interior bem sensibilizada como
aquilo que é verdade evangelizadora e que se faz ver. Aí é necessário contato, ir às paróquias, ouvir os padres, deixá-los falar e perceber lá onde há belas experiências evangelizadoras que sejam também inspiradoras. *Plurimo Quando se quer fazer menção a uma pluralidade ou multiplicidade de situações ou coisas, tem-se usado o termo latino PLÚRIMO em vez de múltiplo, ou seja, aquilo que comporta mais de um elemento. *Circunlóquio Explanação em que se dão voltas num assunto, sem tratar dele diretamente. “Fazei discípulos... Ensinai” (cf. Mt 28, 19)
Bendito o que vem em nome do Senhor! (Mt 21, 9) É com esta saudação de fé, de ação de graças, de amor e alegria, Dom José Antônio Peruzzo, que todos da Arquidiocese de Curitiba o acolhem. Benditos sejam seus queridos pais, Ângelo e Lourdes Maria, que com amor lhe deram a vida. Bendito Dom Armando Círio, Bispo de Toledo, de saudosa memória, que o enviou ao Seminário S. José de Curitiba. Bendito sou eu que lá o encontrei e agora o recebo com muita alegria e esperança. Bendito os reitores, formadores, professores, contemporâneos no seminário S. José, Rainha dos Apóstolos, na PUC e Studium Theologicum de Curitiba que o
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conheceram, admiraram e se tornaram seus amigos. Benditos os habitantes de Cascavel que o viram nascer e conhecê-lo como criança na igreja, escola e infância e depois como adulto presbítero, cheio de zelo pastoral. Benditos os diocesanos de Palmas e Francisco Beltrão que tantas lições de fé e amor receberam de seu Bispo Diocesano. Benditos vão ser todos os arquidiocesanos e Arquidiocese de Curitiba que se enriquecerão com seus profundos ensinamentos da Bíblia. Seja bendito em nome do Senhor e da Senhora da Luz. Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto Arcebispo Emérito de Curitiba
Arcebispo de Curitiba No dia 19 de março de 2015, Dom José Antônio Peruzzo, eleito Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba no dia 7 de janeiro, toma posse como Arcebispo, e inicia o pastoreio com o espírito indicado no seu lema: “Fazei discípulos... Ensinai. Primeiramente podemos, como Arquidiocese de Curitiba, dirigir a Deus a gratidão pelo Pastor que Deus nos enviou. Agradecemos todo o trabalho da Nunciatura em Brasília, que conduziu todo o processo, para que o Papa Francisco pudesse nomear o Pastor, que indica o amor de Deus por todo o povo desta Arquidiocese. Depois, a gratidão se dirige a Dom José Antônio Peruzzo, que aceitou generosamente a missão de servir a porção do Povo de Deus na Arquidiocese de Curitiba. Mais uma vez, também queremos agradecer a Dom Moacyr José Vitti, CSS, pelo pastoreio como Arcebispo e o legado deixado, sobretudo, ao colocar a Arquidiocese no caminho da missão permanente, “A Alegria da Missão”.
Cada Arquidiocesano é chamado a acolher com toda a adesão o Pastor que Deus amorosamente está nos enviando. Deus preparou o coração do enviado e ele disse sim. Que Deus prepare o coração de cada um desta Arquidiocese para uma adesão de plena comunhão que será a expressão de nossa fé e testemunho. A partir do falecimento de Dom Moacyr José Vitti, CSS, todos foram convocados a fazer fervorosas preces pela nomeação do novo arcebispo e pelas necessidades da nossa Arquidiocese. Fomos atendidos. Deus nos enviou o Pastor, por isso o nosso coração se alegre e se rejubile. O tempo vacante também foi confiado aos cuidados maternais de nossa Padroeira Nossa Senhora da Luz. Confiamos agora, aos seus cuidados e de São José, esposo de Maria e onomástico do Arcebispo eleito, a celebração de posse e todo o pastoreio que se inicia. Dom Rafael Biernaski Administrador Bispo de Curitiba
“Dar -vos-ei pastores segundo o meu coração” “Dar-vos-ei Dom José Antonio Peruzzo, Nós, religiosos e religiosas presentes e atuantes na Arquidiocese de Curitiba, estamos felizes com sua nomeação a arcebispo metropolitano, seja bem-vindo! “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jer 3,15). Vimos a realização desta promessa na sua nomeação como nosso arcebispo. Pois Deus é sempre fiel e nunca nos abandona. Suscita na Igreja e no meio de seu povo, homens e mulheres, dispostos a servi-lo e entregar a vida a Ele. A promessa de Deus é a de assegurar à Igreja pastores “segundo o seu coração”. O “coração” de Deus revelou-se a todos nós plenamente no Coração de Cristo Bom Pastor. E o Coração de Jesus continua hoje a ter compaixão das multidões e a dar-lhes o pão da verdade e o pão do amor e da vida (cf. Mc 6, 30-44) através dos seus escolhidos e enviados. Concretamente, em nossa Arquidiocese, o “coração de Deus” se servirá do senhor para atualizar o coração do Cristo Bom Pastor. Agradecemos o seu sim! Gostaria que soubesse que estamos rezando pelo senhor há muito tempo. Desde que a sede episcopal ficou vacante, juntamente com todo o povo de Deus desta Igreja Particular, nós rezamos a Deus, o Senhor da Messe, que enviasse o operário para ela. E Ele nos atendeu! Dom José, queremos que se sinta bem em nosso meio. Seja nosso pastor segundo o coração de Deus. Que o Bom Pastor, Jesus, continue inspirando o seu ministério episcopal, agora na frente de nossa Arquidiocese. Muitas famílias religiosas, ao longo dos anos, colaboraram na construção
(Jer 3, 15)
dessa igreja particular. Muitos religiosos e religiosas deram a vida neste chão. Continue contando conosco, no estado permanente de missão assumido por esta Arquidiocese. A CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil – Regional Curitiba, celebrando o Ano da Vida Consagrada, em unidade com toda a Igreja, o acolhe e se coloca a disposição e serviço em comunhão e participação nesta arquidiocese. Nós contamos com sua ajuda, para que este Ano da Vida Consagrada seja “uma oportunidade para acolher, cordial e jubilosamente, a vida consagrada como um capital espiritual que contribua para o bem de todo o corpo de Cristo (cf. Lumen gentium, 43) e não só das famílias religiosas”. E ainda, “a uma especial solicitude em promover nas vossas comunidades os diferentes carismas, tanto os históricos como os novos carismas, apoiando, animando, ajudando no discernimento, acompanhando com ternura e amor as situações de sofrimento e fraqueza em que se possam encontrar alguns consagrados, e sobretudo esclarecendo com o vosso ensino o povo de Deus sobre o valor da vida consagrada, de modo a fazer resplandecer a sua beleza e santidade na Igreja”. (Papa Francisco na carta de abertura do ano da vida consagrada). Que São José, patrono universal da Igreja, ao lado da Virgem Maria, sua esposa, pais e educadores de Jesus, o consagrado do Pai, o acompanhe hoje e sempre e o proteja nessa nova missão que inicia no dia de sua solenidade. Pe. Antonio Ramos de Moura Neto, osj – CRB – Regional Curitiba Arquidiocese de Curitiba | Edição Especial - Março.2015
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Abri as portas!... (Is 26,2) Dia 07 de janeiro de 2015 foi uma data de grande alegria para todos nós da Arquidiocese de Curitiba quando a Santa Sé anunciou a nomeação de nosso novo Arcebispo Dom José Antônio Peruzzo. Homem íntegro, inteligente, estudioso, atencioso, responsável, convicto de sua vocação presbiteral e desempenho do episcopado. Dom Peruzzo, nós todos o recebemos com grande alegria. Temos certeza que virá com ânimo para orientar o rebanho que lhe é confiado, com serenidade, amor paternal, sem
ser paternalista, seguro, ouvinte e ao mesmo tempo respondendo às expectativas de cada um, indicando caminhos luminosos para a caminhada. Ame o clero e a Arquidiocese e, assim, a missão será mais frutuosa. A missão é árdua mas conte com a nossa amizade, apoio e serviço. As portas estão abertas! Seja bem-vindo! Côn. Élio José Dall’Agnol Chanceler do Arcebispado
Dom José P eruzzo: O Bispo da Centralidade da P alavra Peruzzo: Palavra No momento em que soube da nomeação de Dom José Antônio Peruzzo como Arcebispo de Curitiba, deixei a mesa do café-da-manhã em minha casa e corri para o sacrário agradecer... Agradeci a Deus por nos dar novamente um pastor. Mas agradeci ainda mais especialmente por nos mandar um pastor realmente segundo o seu coração (Jr 3,15). O Espírito Santo trabalhou direitinho!!! Nossa Igreja Local, a partir deste ano de 2015, quer se colocar em estado permanente de missão. Com o lema "O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos" (1Jo 1,3), o Ano Missionário da Arquidiocese pretende levar a Igreja onde o povo está, renovando nossas paróquias e impulsionando-as a serem "comunidade de comunidades" reunidas ao redor da Palavra de Deus. Com este intuito, temos estimulado desde o início do ano de 2014 a prática da Leitura Orante da Sagrada Escritura, a fim de que seja um método conhecido e praticado por todos.
Louvei e louvo a Deus por nos mandar um bispo que tem como carro-chefe de seu pastoreio o incentivo dos grupos reunidos ao redor da Palavra! Dom José Peruzzo é doutor nestes assuntos! Seu lema episcopal é "Facite discipulos, docete", isto é "Fazei discípulos, ensinai", inspirado em Mt 28,1920. Seu ministério exercido como padre e professor de Sagrada Escritura e, posteriormente como bispo de Palmas-Francisco Beltrão, grande incentivador da animação bíblica da vida e da pastoral da Igreja, nos dão a segurança de que Deus realmente tem conduzido nossos caminhos! Deus abençoe este tempo novo de nossa Arquidiocese! Deus abençoe nosso arcebispo, Dom José Antônio Peruzzo! Em Cristo! Pe. Alexsander Cordeiro Lopes Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Curitiba
“Bendito o que o vem em nome do Senhor!” Conheço Dom Peruzzo desde os tempos em que ele era formador no Seminário Arquidiocesano de Cascavel e participava das assembleias da OSIB PR. Destacava-se como formador e professor no Seminário, principalmente pela sua capacidade intelectual, fraternal e espiritual. Algumas vezes, ainda como seminarista, escutava alguns amigos do oeste do Paraná referindo-se a Dom Peruzzo, com apreço e amizade. Quando tive a oportunidade de ser o presidente da OSIB PR, nos anos de 2007 a 2011, convidei-o para assessorar a XXIX assembleia deste organismo, que teve como tema as Novas Diretrizes para a Formação dos presbíteros no Brasil. Este encontro ocorreu no Seminário Divino Mestre em Jacarezinho PR, nos dias 12 a 15 de julho de 2010. A indicativa de Dom Peruzzo devia-se ao fato de que ele havia participado ativamente na elaboração destas Novas Diretrizes, que contém os elementos fundamentais para que haja uma autêntica formação presbiteral. Dom Peruzzo nos ofereceu uma reflexão aprofundada do processo formativo e com seu jeito característico ajudou-nos
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(Mt 21, 9)
para que esta reflexão levasse os formadores a desenvolverem projetos formativos estreitamente ligados às novas Diretrizes. Para nós, formadores da Arquidiocese de Curitiba, esta assembleia serviu-nos como um impulso para continuarmos a elaboração da Ratio Seminariorum (Diretrizes para a formação dos presbíteros seculares da Arquidiocese de Curitiba), trabalho este iniciado em 2008 e que culminou na aprovação por Dom Moacyr José Vitti, de saudosa memória, no dia 16 de dezembro de 2013. Com esta breve reflexão damos as boas-vindas a Dom Peruzzo e desejamos que o seu pastoreio seja marcado pelo apoio as nossas vocações sacerdotais arquidiocesanas. “A messe é grande e os trabalhadores são poucos, rogai ao Senhor da Messe que envie trabalhadores para a sua messe”. (Lc 10,2) Pe. Maurício Gomes dos Anjos Reitor do Seminário Propedêutico São João Maria Vianney Coordenador da Comissão de Liturgia
MOMENTOS QUE MARCARAM O EPISCOPADO DE DOM JOSÉ A primeira presença na Diocese, enquanto Pe. Peruzzo, ocorreu em julho de 2005, assessorando a 24ª Semana Teológica, abordando o tema “Constituição Dogmática Dei Verbum”.
Nomeação
No dia 24 de agosto de 2005, às 8h30min, em pronunciamento em rede com 24 emissoras de rádio, Dom Agostinho José Sartori dava a notícia: “Pe. José Antonio Peruzzo é o novo pastor desta Igreja, que quer caminhar fiel aos ensinamentos do Senhor. É um bispo jovem, cheio de energia. É uma grande nomeação. A Diocese está recebendo de Deus uma grande dádiva”. Monsenhor José Antonio Peruzzo, em seu primeiro pronunciamento à imprensa sudoestina, disse: “Chegarei em Palmas-Francisco Beltrão com o sentimento de familiaridade com que sempre me acolheram. Estou contente por isso, embora o desafio seja grande”. A ordenação episcopal de Dom José Antonio ocorreu no dia 23 de novembro, na Catedral de Cascavel. A posse na Diocese se deu no dia 9 de dezembro (Concatedral - Francisco Beltrão) e dia 11 de dezembro (Catedral – Palmas). Arquidiocese de Curitiba | Edição Especial - Março.2015
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Os pais Dona Lourdes, mãe de Dom José, disse que é uma graça ter um filho bispo: “É uma graça de Deus, que está agindo em nossa família e em nossa comunidade”. O pai, Ângelo, emocionado, ressaltou: “É gratificante. Quando ele era criança jamais eu imaginava que um dia poderia ser um bispo”.
Primeira reunião do clero Em dezembro de 2005, Dom José participou da primeira reunião do clero, com a presença de todos os padres diocesanos e religiosos. A reunião teve um caráter reservado, para que os padres pudessem falar de suas experiências e promover a aproximação dos presbíteros com o novo bispo: “Foi uma reunião de família. Ver o que temos de beleza, de promissor, de limites e quais caminhos a percorrer”.
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Campanha da Fraternidade Coletiva de Imprensa
Dom José inovou no lançamento da Campanha da Fraternidade, na Diocese. Em 2006, em sua primeira coletiva de imprensa, assim seguiram os demais anos, teve a participação, além do bispo, de lideranças e autoridades que atuam na comunidade com ações afins ao tema da Campanha da Fraternidade, colaborando para a ampliação da reflexão.
Primeira Assembleia Diocesana Em artigo enviado à imprensa, Dom José assim relatou sobre um dos primeiros e importantes eventos na Diocese, após sua posse, a “Assembleia Diocesana”: “Tendo chegado já há alguns meses à Diocese, embora ainda não tenha sido possível a mim visitar todas as comunidades, ainda assim atrevome a olhar para nosso futuro, tentando esboçar alguma projetividade. Tornar Jesus Cristo atraente e, ao mesmo tempo, fonte de sentido e de esperança para muitos, eis nosso grande desafio”. A assembleia diocesana aconteceu em novembro de 2006, quando foi elaborado o XII Plano Diocesano da Ação Evangelizadora.
Crisma em casa
Visita ao Papa Dom José fez sua primeira visita a Roma, após sua ordenação episcopal, de 15 a 30 de setembro de 2006. Participou de Seminário promovido pela Congregação para a Evangelização dos Povos. Teve a participação de 97 bispos recém nomeados de 44 países. Em visita Ad Limina, realizada em outubro de 2010, Dom José esteve com o Papa Bento XVI, no Vaticano. “Foi um encontro que não esquecerei jamais. Parece que a sabedoria se tornou pessoa e é impressionante com que amabilidade ele se referia à juventude em nosso Estado do Paraná. Eu lhe referi sobre o grande número de catequistas. Falei dos programas de educação da fé. Também lhe mencionei sobre a Pastoral Familiar”.
Em fevereiro de 2007, um dia especial e significante para a adolescente Daniele Siqueira, 12, que, impossibilitada de se locomover devido a uma cirurgia, não pôde comparecer à Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Sales, em Mariópolis. Sensibilizado com a situação, Dom José, acompanhado do catequista Cirilo Pegnoncelli, foi até a sua casa para ministrar o Sacramento da Crisma. Palavras do catequista: “A atitude do bispo foi de valorização da catequizanda, da catequese e dos fiéis”. Arquidiocese de Curitiba | Edição Especial - Março.2015
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O Bispo e a Imprensa
Foi muito bom o relacionamento de Dom José com a imprensa do Sudoeste paranaense. Como valorização, Dom José proporcionou encontros de formação e convivência com os comunicadores, com apoio da Rede Celinauta de Comunicação, em Pato Branco, em outubro de 2006. O bispo falou à imprensa: “Cultivem sua própria interioridade. Tenham paixão pela causa de seus ouvintes. Busquem, na experiência da fé, energias para que sua profissão se torne serviço à Palavra, que gera vida e promove reconciliação”.
Visitas Pastorais A cada cinco anos o Bispo Diocesano realiza a Visita Pastoral em cada Paróquia. É uma ocasião, em que a comunidade sente a plenitude do ministério apostólico do Bispo como pastor, primeiro anunciador da Palavra, expressão viva do amor de Deus pelo seu Povo. Dom José realizou sua primeira Visita Pastoral em abril de 2007, na Paróquia Cristo Rei, em Renascença, acompanhado pelo pároco, Pe. João. Aos professores pediu Dom José: “Cuidem de sua espiritualidade, de sua vida pessoal de oração. Deus precisa de vocês para amar estes pequenos”.
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Ordenações Dom José foi o bispo ordenante de 46 padres diocesanos e religiosos. O primeiro a ser ordenado foi o Pe. Marcos Tonial (diocesano), no dia 14 de abril de 2007, na Paróquia São João Batista, em São João. Dom José, na homilia, falou ao Pe. Marcos: “Você inteiro é transparência dos carinhos do Senhor”.
Missão na África
Jubileu de Ouro da Diocese No dia 09 de março de 2008, Dom José Antonio Peruzzo presidiu a celebração do Jubileu de Ouro da Diocese, os 50 anos de evangelização. A missa foi concelebrada pelos arcebispos e bispos das 18 Dioceses do Regional Sul 2 da CNBB-Paraná. Ao final da celebração houve o envio dos milhares de missionários leigos para as Santas Missões Populares. A celebração do Jubileu de Ouro também foi destaque na Catedral do Senhor Bom Jesus, de Palmas, no dia 25 de maio, com a presença de diversos bispos do Paraná e Santa Catarina.
Por 35 dias, de janeiro a fevereiro de 2007, Dom José viveu sua missão sacerdotal e missionária na África, na maior parte do tempo em Guiné-Bissau. Justifica Dom José: “Para lá fui, respondendo a um pedido da CNBB, que acolhia a uma situação dos bispos de Guiné-Bissau, pois que aquela igreja necessitava de professores de teologia. Por lá não se fala de depressão. Não conhecem esta doença. Cantam muito, dançam muito e gostam de rezar. Talvez seja por isso que, quando se fala de Deus, seus olhares traduzem sentimentos ternos”. Arquidiocese de Curitiba | Edição Especial - Março.2015
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Ordenação de Dom Geremias e Dom Agenor A Diocese de Palmas-Francisco Beltrão viveu um momento inédito em seus mais de 50 anos de história, com a ordenação episcopal de Dom Geremias Steinmetz e Dom Agenor Girardi. A celebração ocorreu no dia 25 de março de 2011. Dom José Antonio Peruzzo foi bispo ordenante, juntamente com Dadeus Grings (Arcebispo de Porto Alegre) e Dom FerDom José deu especial atenção à formação dos leigos, dando continuidade ao trabalho de Dom Agostinho. Dentre outras atividades, incentivo à catequese, aos ministros auxiliares de comunidade, às equipes litúrgicas, à educação política e fé, à teologia e aos estudos bíblicos. Com a chegada de Dom José, os seminaristas, após a conclusão dos estudos teológicos, passaram a participar do Ano Pastoral, que é um período de estágio e convivência em uma comunidade paroquial, para a posterior ordenação diaconal e sacerdotal.
nando Panico (Bispo de Crato-CE).
Texto e imagens fornecidas por Luiz Carlos Bittencourt, assessor de imprensa da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.
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