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Vozdaigreja mar2015

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Arcebispo de Curitiba No dia 19 de março de 2015, Dom José Antônio Peruzzo, eleito Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba no dia 7 de janeiro, toma posse como Arcebispo, e inicia o pastoreio com o espírito indicado no seu lema: “Fazei discípulos... Ensinai.” Primeiramente podemos, como Arquidiocese de Curitiba, dirigir a Deus a gratidão pelo Pastor que Deus nos enviou. Agradecemos todo o trabalho da Nunciatura em Brasília, que conduziu todo o processo, para que o Papa Francisco pudesse nomear o Pastor, que indica o amor de Deus por todo o povo desta Arquidiocese. Depois, a gratidão se dirige a Dom José Antônio Peruzzo, que aceitou generosamente a missão de servir a porção do Povo de Deus na Arquidiocese de Curitiba. Mais uma vez, também queremos agradecer a Dom Moacyr José Vitti, CSS, pelo pastoreio como Arcebispo e o legado deixado, sobretudo, ao colocar a Arquidiocese no caminho da missão permanente, “A Alegria da Missão”. No tempo de Sede Vacante, do dia 26 de junho de 2014 até o momento, pudemos sentir que Deus nos conduziu de modo sereno, e progressivamente nos fez caminhar no Seu Reino. O Colégio de Consultores, com Dom José Mario Scalon Angonese e o Administrador Arquidiocesano, em várias reuniões, colocaram-se a serviço do administrativo e da continuidade pastoral. Nos quase nove meses de Sede Vacante, constata-se que Deus foi realizando o projeto de Salvação em nossas vidas, em cada Paróquia, Paroquiano, Seminários, Religiosos(as), Consagrados(as), leigos(as), com a dedicação de todos nas diversas responsabilidades e empenhos. Cada Arquidiocesano é chamado a acolher com toda a adesão o Pastor que Deus amorosamente está nos enviando. Deus preparou o coração do enviado e ele disse sim. Que Deus prepare o coração de cada um desta Arquidiocese para uma adesão de plena comunhão que será a expressão de nossa fé e testemunho. A partir do falecimento de Dom Moacyr José Vitti, CSS, todos foram convocados a fazer fervorosas preces pela nomeação do novo arcebispo e pelas necessidades da nossa Arquidiocese. Fomos atendidos. Deus nos enviou o Pastor, por isso o nosso coração se alegre e se rejubile. O tempo vacante também foi confiado aos cuidados maternais de nossa Padroeira Nossa Senhora da Luz. Confiamos agora, aos seus cuidados e de São José, esposo de Maria e onomástico do Arcebispo eleito, a celebração de posse e todo o pastoreio que se inicia.

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DOM RAFAEL BIERNASKI - Administrador Arquidiocesano

Mensagem do Administrador

“FAZEI DISCÍPULOS... ENSINAI”

Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba 19 20 21 21 22 24 a 26 28 29

A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Administrador Arquidiocesano: Dom Rafael Biernaski | Bispo da Arquidiocese de Curitiba: Dom José Mário Angonese. Chanceler: Élio José Dall'Agnol | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto. | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Marcos Honório da Silva | Assessora de Comunicação: Stephany Bravos | Jornalista responsável: Stephany Bravos | Revisão: Stephany Bravos - Ana Paula Mira |Colaboração voluntária: 12 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral Projeto gráfico e diagramação: Editora Exceuni - Aldemir Batista - exceuni@uol.com.br - (41) 3657-2864. Impressão: Monalisa - Tiragem: 10 mil exemplares.

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Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

- Missa e Posse como Arcebispo Metropolitano, na Catedral - Abertura do Seminário de Bioética – 20 Anos Da Evangelium Vitae, na PUCPR - Missa na PUCPR - Missa no Congresso Arquidiocesano da RCC - Missa na Paróquia São José das Famílias - Missa da Festa de 23 anos da Emancipação da Cidade de Pinhais - Assembleia do Regional Sul II, em Apucarana/ PR - Missa de Profissão Perpétua, no Carmelo - Celebração dos Mártires (CEBs) - Missa de Ramos, na Catedral

Dom Rafael Biernaski Administrador Arquidiocesano Região Episcopal Centro-Oeste 01

- Missa para a Comunidade Neocatecumenal, na Casa de Retiros São Francisco - Missa de Encerramento do Encontro dos Religiosos da Arquidiocese de Curitiba - Centro de Evangelização da Canção Nova 04 - Expediente na Cúria 08 - Missa da Festa de São Sebastião, na Paróquia Senhor Bom Jesus (Ferraria) 11 - Expediente na Cúria 12 - Reunião dos 15 Setores 14 - Missa e Palestra no Retiro para as lideranças da Paróquia Sto. Antonio, em Orleans - Missa de Abertura do Encontro de Oração das Novas Comunidades 15 - Crisma na Paróquia Nossa Senhora da Piedade 17 - Missa na Comunidade Fonte de Encontro 19 - Missa da Festa no Seminário São José - Missa e Posse do Arcebispo Metropolitano, na Catedral 21 - Missa de Abertura da Escola de Coordenadores de Catequese 22 - Missa no Santuário Santa Rita - Missa da Festa de 23 anos da Emancipação da Cidade de Pinhais 24 a 26 - Assembleia do Regional Sul II, em Apucarana/ PR 27/03 a 12/04 - Atividades fora da Arquidiocese

Dom José Mário Angonese Bispo da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Norte 01

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Expediente

Agenda Mensal dos Bispos

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- Palestra para os Religiosos da Arquidiocese de Curitiba, no Centro de Evangelização da Canção Nova - Encontro com os Agentes de Catequese de Crianças de Adolescentes, no Colégio Santa Maria - Reunião da Pastoral Presbiteral, na Casa do Clero - Reunião com a Equipe Missionária, na Casa do Clero - Reunião com o Conselho dos Diáconos Permanentes, no Seminário Bom Pastor - Reunião da Pastoral Familiar, na Cúria - Missa no Santuário Cristo Rei - Posse do Administrador e Vigário Paroquial - Missa e Benção do Novo Altar da Comunidade N. Sra. Aparecida (Ouro verde) - Missa na Paróquia Santa Terezinha de Lisieux, em Colombo - Reunião da Pascom - Expediente na Cúria - Reunião dos 15 Setores, na Cúria - Reunião do Setor Pinhais, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Palestra no Retiro para as Lideranças da Paróquia Santo Antonio, em Orleans - Abertura dos Cursos do IAFFE, na Faculdade Vicentina - Missa na Paróquia São José das Famílias - Reunião do Setor Cabral, na Paróquia Senhor Bom Jesus - Reunião do Setor Cajuru, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém - Missa da Festa no Seminário São José - Missa de Posse do Arcebispo Metropolitano, na Catedral - Abertura da Escola da Família, em Campo Largo - Formação Missionária na Região Sul - Missa de Posse do Novo Pároco, Santuário São Judas Tadeu, no Hauer - Missa da Festa de 23 anos da Emancipação da Cidade de Pinhais - Assembleia do Regional Sul II, em Apucarana/ PR - Crisma na Paróquia Santa Madalena Sofia - Missa de Encerramento do Cursilho de Jovens, na Casa de Cursilhos - Mutirão de Confissões na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Itaperuçu


Semana Santa Meu caro leitor, no dia 29 de março, a Liturgia abre a Semana Santa com o Domingo de Ramos.

INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA Na Quinta-feira Santa, Jesus demonstrou seu amor por nós, instituindo a Eucaristia, que é o sacrifício de seu corpo crucificado e de seu sangue derramado na cruz para a salvação eterna de todos. Cristo, no fim da instituição da Eucaristia, deu a ordem a seus apóstolos transmitida a todos seus sucessores, os Bispos, e por extensão aos padres: “Fazei isto em memória de mim” (Lc. 22, 19 -20; I Cor. 11, 23-24). A Eucaristia não é um sinal, um símbolo, uma figura ou representação de Cristo, mas é o mesmo sacrifício de Jesus, celebrado pelos Apóstolos e sacerdotes até hoje por mais de 400.000 padres e mais de 4.000 bispos, no mundo inteiro. Meu caro leitor, agradeçamos continuamente o dom da Eucaristia e participemos com fé e amor desse mistério acessível a nós. LAVA-PÉS O evangelista São João descreve a cerimônia do Lava-Pés, hoje realizado em todas as paróquias do mundo. O LavaPés é o gesto de humildade de Cristo, que, encarnando-se, se tornou igual a qualquer homem, menos no pecado. Aprendamos de Cristo o gesto de Cris-

PAIXÃO E MORTE DE CRISTO Na Sexta-feira, a Igreja comemora a Paixão e Morte de Cristo na cruz, numa oblação perfeita ao Pai para que todos sejam salvos. Cristo foi traído por Judas, preso, julgado sumariamente, condenado sem ouvir quem o defendesse. Os próprios Apóstolos se dispersaram, abandonando-o, fugiram (Mt. 26, 56; Mc. 14, 56). Nenhum dos Apóstolos o defendeu, nem Pedro que, pouco antes, disse: “Mesmo que tivesse de morrer contigo, não te negarei. O mesmo disseram todos os outros”. (Mt. 26, 35). Nenhum Apóstolo se ofereceu para ajudar Cristo a carregar a cruz ao Calvário. Foi requisitado Simão, pai de Rufo, este eleito do Senhor, na carta de S. Paulo aos Romanos, 16, 13, que carregou a cruz até o Calvário. Maria acompanhou seu Filho ao Calvário no maior silêncio. Ouviu então as palavras de Jesus: “Mulher, eis aí teu filho”. (Jo. 19, 26).

Arcebispo Emérito de Curitiba

DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO

Palavra de Dom Pedro

ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM O Domingo de Ramos recorda-nos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Cristo fez questão de entrar triunfalmente em Jerusalém para que o povo reconhecesse que Ele é o Filho de Deus, o Messias esperado pelos Profetas, o Salvador de todos os homens e mulheres. Foi Ele reconhecido como Filho de Deus, sendo acolhido, saudado por uma numerosa multidão, estendendo tapetes no caminho, cortando ramos de oliveiras, louvando a Cristo, cantando com alegria: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus”. (Mt. 21, 6-9; Mc. 11, 8-10; Lc. 19, 36-38; Jo 12, 12-13). É preciso que Jesus entre triunfalmente em nossas cidades, vilas, comunidades paroquiais e dentro de nós mesmos.

to, lavando com humildade os pés de nossos irmãos quaisquer que sejam.

COMO SOMOS NÓS HOJE? Ajudamos a carregar a cruz de tantos irmãos nossos condenados à morte pelas injustiças humanas, sem a coragem de ajudá-los. Não basta a emoção sentida nas encenações comoventes na Sexta-feira Santa. A Paixão e Morte de Cristo nos ensinam tantas lições de condenação de morte de tantos irmãos nossos que morrem à míngua pelas injustiças sociais todos os dias. É só acompanhar os meios de comunicação para ver a frieza de quem deve implantar a justiça em nossa sociedade, não vivendo a Paixão de Cristo em nossos irmãos. É necessário ter coragem de denunciar tantas injustiças, corrupções em nossos dias e não ficarmos indiferentes diante de tantas mortes diárias de quem não tem um alimento sadio e suficiente, uma casa para morar, um emprego ou um salário justo e no fim da vida uma aposentadoria que não dá nem para os remédios. Meditemos seriamente na Paixão e Morte de Cristo hoje. No próximo número escreverei sobre a Ressurreição de Cristo. Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Animação Bíblico-Catequética

PE. LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Comissão Bíblico-Catequética E-mail: catequese@arquidiocesecwb.org.br

“UM ANO COM MOTIVOS P ARA PARA

CELEBRAR E EV ANGELIZAR...” EVANGELIZAR Todo início de ano, há um misto de expectativa, sonhos e esperança em nossos sentimentos. Almejamos tecer a história, sempre marcada por alegrias e desafios, construindo novos dias na eterna esperança de um mundo melhor, mais justo e solidário, e uma Igreja sempre mais missionária e profética. Cada início marca uma nova possibilidade de transformar. É uma empreitada que exige mudança de mentalidade nas ações, exige uma organização no planejar, motivação dos catequistas e demais agentes para a formação e, sobretudo, profundas reflexões e partilhas, em todas as comunidades paroquiais e demais estruturas pastorais, de cada elemento do itinerário da iniciação à vida cristã proposto por nossa arquidiocese. É o tempo favorável de recomeçar criando com audácia. Livremo-nos do comodismo pastoral, do tradicionalismo catequético e do moralismo na transmissão da fé. Saiamos com espíri-

Veja no quadro ao lado a síntese de todos os projetos para a Iniciação à Vida Cristã, a serem implantados e consolidados em nossas paróquias. Estamos no momento favorável para o estudo, a reflexão e o planejamento de ações concretas para essa renovação.

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Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

to renovador e evangélico! Que novas formas de apresentar Jesus Cristo sejam constantes na educação da fé, que haja investimentos planejados nos projetos da iniciação à vida cristã, que a inserção das famílias e responsáveis no processo catequético seja uma realidade presente e que a inspiração catecume-

nal permeie todo o itinerário catequético paroquial. A iniciação à vida cristã deve ser o ponto de referência de toda ação pastoral paroquial. É a Alegria da Missão que nos impulsionará à participação efetiva nos encontros, formações e estudos que realizaremos neste novo ano. Contamos com a presença comprometida de todos os agentes da iniciação à vida cristã

desta arquidiocese. Todos se sintam envolvidos e missionários no anúncio de Jesus Cristo. Que a beleza do anúncio da Boa-Nova esteja presente no olhar de cada missionário. Os projetos para a iniciação à vida cristã em nossa arquidiocese possuem elementos essenciais para a renovação paroquial e conversão pastoral. Mas é preciso que haja ardor missionário em todos os agentes da iniciação à vida cristã. É o protagonismo dos catequistas, coordenadores, agentes do batismo e famílias que torna presente a transformação para uma Igreja mais profética, acolhedora e simples. Sejamos eloquentes, empolgados, corajosos, criativos, dinâmicos e místicos. Sejamos instrumentos vivos do Espírito de Deus. Que em nossos lábios habite a voz de Deus; que por nossos atos revele-se a bondade de Deus e com nossas mãos ofertemos o amor eterno de Deus. Um santo e abençoado recomeço de atividades.


ÁLBUM CA TEQUÉTICO CATEQUÉTICO TEQUÉTICO-LITÚRGICO 2014/2015

VOCÊ SABIA QUE...

- A finalidade do Álbum é promover a interação entre a família, a liturgia, a catequese e quaisquer outras pastorais cujos interlocutores sejam as crianças? - Com as atividades propostas pela obra, tem-se a possibilidade de pais ou responsáveis estarem com seus filhos refletindo, meditando e partilhando o Evangelho dominical, além de criar um rito familiar semanal? - Suas características permitem que seja utilizado por crianças dos 7 aos 13 anos e seus familiares; para que se desperte o interesse de conhecer o evangelho dominical e o significado da Sagrada Liturgia, pela participação mais consciente e frutuosa da Santa Missa?

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A Escola de Coordenadores de Catequese já está consolidada em nossa arquidiocese, e vem preparando e formando lideranças para assumirem a coordenação em suas paróquias desde 2008. Neste ano de 2015, implantaremos também a Escola de agentes da Pastoral do Batismo, com a missão de formar, com mistagogia, lideranças para o ministério de preparar pais e padrinhos para o batismo de crianças, tendo a inspiração catecumenal como eixo norteador. Divulgaremos, em breve, a abertura das inscrições.

COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉExpediente TICA: Pastoral Catequética, Pastoral do Batismo e Instituto Arquidiocesano de Formação na Fé (IAFFE) - catequese@arquidiocesecwb.org.br – fones: 2105-6318 / 2105-6356. Bispo referencial: D. José Mário Angonese / Coordenação: Pe. Luciano Tokarski / Assessoria: Regina Fátima Menon.

VOCÊ

Reunir a família, antes de cada doSABE mingo, para ler e refletir sobre o Evangelho indicado; UTILIZAR Iniciar a reunião com todos em pé, A OBRA? fazer o sinal da cruz e rezar a oração ao Espírito Santo; VEJA... Ouvir atentamente o Evangelho, que alguém deve proclamar; Fazer uma partilha com a ajuda dos comentários que estão no Álbum Catequético-Litúrgico e com as experiências pessoais de fé; Realizar as tarefas propostas pelo Álbum e, após a participação na Santa Missa dominical, colar a figurinha da vez e o pezinho no calendário do dia respectivo. Caso não tenha participado da Santa Missa, cole a figurinha correspondente com uma ponta dobrada e não cole o pezinho.

Esta atividade semanal, realizada com amor e perseverança, promove o crescimento na fé e ajuda a estar mais próximo do ideal cristão. Além de participar da Santa Missa, utilizar o Álbum cria um rito familiar em torno do Evangelho!

(...) Álbum Catequético-Litúrgico, que passei a conhecer através da catequese da Paróquia Santo Antônio, em Lídice, na qual acompanho com meu filho o segundo ano de catequese, o álbum deste ano particularmente está lindo, meu filho mesmo disse: “Nossa mãe, o livrinho desse ano tá tão bonito”. (trecho do email de 04/02/15, de Cristina Monteiro, de Lídice (RJ), contando sobre o comentário de seu filho Miguel).

IAFFE 2015 Fo rm an do lid er an ça s pa ra a aç ão pa st or al e m is si on ár ia !

No dia 15 de março serão acolhidos os inscritos em cada uma das Escolas e Cursos do IAFFE- Instituto Arquidioc esano de Formação na Fé! Serão aproximadamente 500 lideranças motivadas e comprometidas com a sua forma ção, que estarão conosc o, num domingo por mês, participando de disciplinas assessoradas por mestres e doutores altamente qu alificados. A cada ano, consolidamo s a alegre missão de est ruturar esse ambiente de formação, partilha e encontro, com o uma autêntica comunidade missionári a! ATENÇÃO! Várias Escola s já estão com as vagas esgotadas. Informe-se através do tel efone: (41) 2105-6318. Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Juventude

LEONCIO SANTIAGO Membro da equipe de coordenação da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Curitiba

Juventude e a Campanha da

Fraternidade 2015 Celebrando os 50 anos do Concílio Vaticano II, a Campanha da Fraternidade deste ano, 2015, traz o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, tendo por iluminação bíblica “Eu vim para Servir” (cf. Mc 10,45). Com o objetivo de aprofundar a relação da Igreja Católica com a Sociedade, à luz do Evangelho, proposta pelo Concílio Vaticano II como serviço ao povo brasileiro, para construção do Reino de Deus. A Igreja nos convida a agir na sociedade iluminados pelo Evangelho e pelo exemplo do jovem de Nazaré, Jesus Cristo, a fim de construirmos uma sociedade mais justa e mais fraterna. A Juventude Católica, organizada em Pastorais e Movimentos, sempre teve papel importante nas principais conquistas de direitos no Brasil, principalmente na luta pelo fim da Ditadura Militar. Ser Igreja na Sociedade é não ser indiferente com toda e qualquer situação de morte presente na sociedade. Os jovens dos grupos de jovens, das pastorais e dos movimentos, devemos denunciar a Violência e o Extermínio de Jovens, saindo em defesa da vida da Juventude, denunciando a ausência de Políticas Públicas de Juventude. Nas Palavras do Papa Francisco “é pela Juventude que entra o futuro do mundo”. Francisco também nos pede: “Que vocês sejam os protagonistas desta mudança”. Que a Campanha da Fraternidade deste ano nos impulsione para um agir, enquanto jovens cristãs e cristãos, construindo um sociedade mais humana, mais solidária, a Civilização do Amor.

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Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

Impulsionados pelas palavras do Papa Francisco em ocasião do XI Encontro Nacional da Pastoral da Juventude: “Meus queridos e minhas queridas jovens, tenho muita esperança em vocês que dão testemunho com as suas vidas desse Cristo libertador. (...) Nunca percam a esperança e a utopia, vocês são os profetas da esperança, são o presente da sociedade e da nossa amada Igreja e sobretudo são os que podem construir uma nova Civiliza-

ção do amor. Joguem a vida por grandes ideais. Apostem em grandes ideais, em coisas grandes; não fomos escolhidos pelo Senhor para coisinhas pequenas, mas para coisas grandes!”. Fotos: Stephany Bravos

Jovens saem em missão levando a Palavra de Deus nas casas dos moradores

Expediente

SETOR JUVENTUDE: juventude@arquidiocesecwb.org.br, waldirzanon@gmail.com / (41) 2105-6364 / 2105-6368 / Bispo referencial: Dom José Mário Angonese / Assessor Eclesiástico: Pe. Waldir Zanon Junior / Secretária: Letícia Caroline Santos.


Paróquia em Destaque

COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO DO JUBILEU

50 Anos da P aróquia de Santa Madalena Sofia Barat Paróquia Em julho de 1960, tomou posse o Pe. Agostinho Marochi, do clero secular, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Pe. Agostinho distinguiu-se, entre outras coisas, pelo interesse pelas Capelas, zelando pelas já existentes e criando novas. A capela de Santa Madalena Sofia começou a ser planejada em 1961., considerando o crescimento demográfico do bairro e a difícil locomoção até as Paróquias de Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Salete. As religiosas do Colégio Sagrado Coração de Jesus, que haviam recebido do governador do Estado (Bento Munhoz da Rocha Neto) a doação de um considerável terreno para a construção do Colégio Sacre Coeur, para meninas e moças de Curitiba, como também manter um internato para filhas de fazendeiros Sentindo a necessidade, acharam por bem passar uma parte do terreno (3000m²) para a construção da Capela. O Capelão Padre Santo Rosseto convidou os congregados e candidatos do Núcleo Higienópolis e, dirigindo-se à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, solicitou ao RVMO. Padre Agostinho Marochi, Vigário de Nossa Senhora Fátima, a nomeação de uma comissão para administrar a Capela de Santa Madalena Sofia Barat. A Capela foi inaugurada em 24 de maio de 1964. Estiveram presentes diversas autoridades como o Afonso Camargo, vice-governador do Estado, Nice Braga, esposa do governador, José Barbosa e sua esposa Peggy Fonseca Barbosa, e monsenhor Pedro Fedalto. Em janeiro de 1965, em uma visita pastoral na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, o Senhor Dom Jerônimo Mazzarotto comunicou ao Padre Agostinho Marochi a criação da Paróquia de Santa Madalena Sofia Barat. O Exmo. Senhor Bispo pediu ao padre vigário de Fátima e da Paróquia vizinha de Nossa Senhora da Salete estudarem os limites da nova Paróquia, que ficaram assim: começa na BR2, no ponto dos terrenos da Hípica e Hipódromo, segue a Avenida Vitor Ferreira do Amaral até o Rio Atuba, sobe por este até o Bairro Alto até encontrar as divisas da Paróquia de Santa Cândida. A paróquia ficaria a cargo dos padres Saletinos. Com a proximidade do Centenário da morte de Madalena Sofia, iniciaram-se os preparativos para a elevação da Capela a Paróquia. A festa aconteceu no dia 25/05/ 1965, com um festivo almoço, com dezenas de padres, membros da comissão e convidados de honra.

Padre Augusto Dalcin foi nomeado o primeiro vigário. Padre Augusto Dalcin permaneceu como vigário até o final de 1965. Foi substituído pelo padre Pedro Rosseto, o qual, por sua vez, permaneceu um ano. Em 19/02/1967 tomou posse o Padre Bolivar Fassini Hauck. Durante o tempo que esteve na paróquia, houve muitas melhorias. Foi inaugurado o sino doado pelas religiosas do Sagrado Coração de Jesus, benção da estátua de Santa Madalena Sofia Barat doada pela Sra. Peggy Fonseca Barbosa, benção da pia batismal, foram construídas a casa paroquial e a creche, aterros, entre outras coisas. Em 1971, foi desmembrada da nossa paróquia, a Paróquia de Nossa Senhora Imaculada Conceição do Atuba, em 1973, a Paróquia de São Pedro e São Paulo, em 1975, criação da comunidade Maria Mãe da Igreja, em 1976, a Paróquia de Santa Bertila Boscardim e, em 1982, a Paróquia de São João Bosco. Em 1985, o padre Bolivar foi substituído por Padre Nilto Afonso Gasparetto, que permaneceu pouco tempo. Foi o primeiro padre a residir na casa paroquial. Padre Nilto deixou a paróquia por problemas de saúde. Em Março de 1987, foi substituído pelo padre Anacleto Ortigara por pouco tempo também, pois foi removido para a Paróquia de São José Operário, no Boqueirão. Em 1988, o novo Paróco Frei Cássio Vieira de Lima O.F.M. toma posse, até os dias de hoje. Frei Cássio resolveu fazer várias mudanças, entre elas, desmanchar o salão paroquial e casa do caseiro. Foi construído um novo salão paroquial com 1.000m² que foi inaugurado em 1994. Foi desmanchada a igreja de madeira, pois se tornou pequena para nossa comunidade. Foi realocada para outro espaço e serviu de capela provisória até o término da igreja nova. A igreja atual levou mais ou menos oito anos para ser construída, foi inaugurada em 2004.

Horários de Missas Segunda a sábado: 18h Domingo: 09h e 18h

A Paróquia de Santa Madalena Sofia completa cinquenta anos com uma linda história. O caminho percorrido foi longo, cheio de sacrifícios, mas também de muita alegria e esperança, muita fé e amor ao Deus pleno e vivo no coração de cada paroquiano que contribuiu com o que possuía. Muitos com seu trabalho, pois eram pessoas simples, muitos com sua dedicação, sua doação. Graças a todos que contribuíram chegamos até aqui.

Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Especial

JOÃO SANTIAGO. Teólogo, Poeta e Militante. Mestre em teologia pela PUCPR e Especialista em Assessoria Bíblica pela EST/CEBI. É coordenador da formação de assessores/as da CF-2015 na Arquidiocese de Curitiba e membro do CEBI-PR.

IGREJA E SOCIEDADE, SERVIÇO E PROFECIA A Igreja Católica celebra, neste ano de 2015, os cinquenta anos do término do Concílio Ecumênico Vaticano II. Reconhecido como o novo Pentecostes, o Concílio quis, justamente, deixar a Igreja diante do mundo. Nem contra ele, tampouco a ele adaptada, mas nele inserida para transformá-lo, nas palavras do Papa Paulo VI. Desde 1964, porém, um ano antes de terminar o Concílio, a Igreja no Brasil vive esta ação profética de anúncio e denúncia. A Campanha da Fraternidade, que daqui em diante trataremos de CF, cujo primeiro tema foi Igreja em renovação – Lembre-se, você também é Igreja, já é, portanto, uma missão permanente da Igreja há cinquenta anos. Vivemos hoje um momento de grande importância para a Igreja, na qual a esperança não apenas tem lugar, mas alimenta a nossa fé, como sua “companheira inseparável1”. Este tempo é um tempo de encontros de muitos sonhos, caminhos e vontades. É sobre esses encontros, esses caminhos e essas vontades que falaremos neste artigo. A CF-2015 tem como tema: “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. E como lema: “Eu vim para servir” (Mc 10,45). O tema já nos traz o primeiro encontro, que é, na verdade, um reencontro da Igreja com o Concílio Vaticano II. Depois de certo distanciamento e de um quase esquecimento das principais orientações conciliares, já que a Igreja fechou-se consideravelmente, nos últimos tempos, na sua doutrina e nos seus sacramentos, o Espírito parece dizerlhe, “EFATÁ2!”. Abrir-se nas palavras do Papa Francisco é também sinônimo de sair. “(...) No entanto, há outras portas que também não se devem fechar: todos podem participar, de alguma forma, da vida eclesial, todos podem fazer parte da comunidade, e nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma razão qualquer (...)3”. Esse encontro, além de nos trazer alegria, nos aponta também o caminho da Igreja como o Povo de Deus4, na terra. Povo este que tem a missão de transformar este mundo, “teatro da história da humanidade5”, na casa dos filhos e filhas de Deus. É para esse caminho que aponta a seta do Objetivo Geral da CF-2015, que diz: “Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus6”. É por isso que a primeira exigência da CF-2015 é o estudo bíblico, a partir de uma Leitura Orante da Bíblia, seguida de um estudo dos Documentos Conciliares7, das principais Encíclicas8, Documentos do CELAM9 e Documentos da CNBB 10.

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Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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MOLTMANN, Jürgen. Teologia da Esperança. São Paulo: Loyola, 3ª ed. 2005. Marcos 7,34. EFATÁ, significa abra-se, e no Evangelho de São Marcos aparece na cura de um surdo que falava com dificuldade, gago, talvez, e aconteceu na região Decápole, ou região das dez cidades. O fato todo encontrase em (Mc 7, 31-37). Evangelii Gaudium – EG - (A Alegria do Evangelho), nº 47. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática LUMEN GENTIUM – LG - (Luz das Nações) nº 9. Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES - GS - (Alegria e Esperança) nº 2. CNBB. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Texto Base da CF-2015, p. 10. São as quatro colunas da Igreja pós-conciliar, por assim dizer. A DEI VERBUM, sobre a Revelação Divina; a LUMEN GENTIUM, sobre a Igreja; a GAUDIUM ET SPES, sobre a Igreja no mundo de Hoje; o SACROSANCTUM CONCÍLIO, sobre a liturgia. São Documentos atualíssimos e que dizem o que a Igreja espera de si. A POPULORUM PROGRESSIO, sobre o desenvolvimento dos povos; a MATER ET MAGISTRA, sobre a evolução da questão social; a DEUS CARITAS EST, sobre o amor cristão; a EVANGELII GAUDIUM, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, e outras. CELAM: Conselho Episcopal Latino-Americano. Falamos, sobretudo, dos Documentos de Medellín, (1968); Puebla, (1979); e Aparecida, (2007). Apesar de ser um rico caminho de aprendizado, falamos especialmente do Documento 100. Comunidade de Comunidades – Uma nova Paróquia. Arquidiocese de Curitiba. Manual do Missionário, p. 17. Lucas 13,34; Mateus 23,37. CEBI. Centro de Estudos Bíblicos. Por Trás da Palavra. Janeiro/Março 2015. Ano 35, nº 206, p. 8. Neemias 6, 14. Documento 100, nº


VONTADES E ENCONTROS Entre as vontades latentes que impulsionam a Igreja, temos a Missão Permanente, que tem como seu objetivo geral “Animar as forças vivas da Arquidiocese de Curitiba a se colocarem em estado permanente de missão11”. É fundamental trazer presente essa vontade, porque a CF já é uma missão permanente da Igreja há cinquenta anos, e a CF-2015 não pode acontecer isolada, porque é a mesma Igreja que sai para anunciar, testemunhar, dialogar e servir. Um encontro e uma vontade que se manifestam na Igreja neste momento histórico são os simbolismos presentes nas ações propostas. Tanto o Texto Base da CF-2015 como o Manual Missionário e o Documento 100 trazem referências à Igreja nascente. Uma Igreja missionária, fraterna, em permanente estado de conversão e, sobretudo, uma Igreja Doméstica. Durante esses pouco mais de dois mil anos de caminhada, a Igreja nos chamou para dentro de seus templos. Como sugere o Evangelho de São Lucas12, foi como a galinha que chama todos os pintinhos para debaixo de suas asas. Para exercer com zelo o chamado enunciado na CF-2015, assim como na Missão Permanente, a Igreja precisará ressignificar a sua ação, criando, promovendo e efetivamente vivenciando momentos pedagógicos de formação sistemática. Como mãe e educadora na fé, esta é a sua missão. Se a missão é permanente, também o é a formação. ALGUNS DESAFIOS DA RELAÇÃO IGREJA E SOCIEDADE Sendo assim, a Economia Solidária, por exemplo, é uma forma de organizar a sociedade, tendo o serviço como paradigma, mas tem esbarrado frequentemente na vaidade ou no despreparo de governos locais e gestores que, apesar de democráticos, buscam mais o poder. Na Igreja, apesar de já acontecerem muitos encontros, ainda persiste certa indiferença. Esse é um caminho cheio de possibilidades e uma vontade que já fecunda as Comunidades Eclesiais de Base. Na relação urgente e necessária entre a Igreja e a sociedade, as mulheres precisam e devem ser ouvidas e atendidas plenamente na sua dignidade de seres humanos. São elas que, com o carisma feminino, vieram para servir e servem, nas pastorais, nos grupos de orações e reflexões, no serviço às comunidades e, de forma especial, na Igreja Doméstica. Apesar de tudo, são praticamente anônimas, quando não clandestinas ou exiladas na própria Igreja. À exemplo de Noadias 13, as mulheres são missionárias permanentes lutando contra as mais diversas injustiças e violências, contra suas próprias vidas, e não têm sequer registro de suas ações. Ninguém melhor que as mulheres pode testemunhar as palavras do Papa Francisco: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida, enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e comodidade de se agarrar às próprias seguranças (...) 14”. O ano de 2015 promete ser um marco para a Igreja que quer servir e ser missionária. Que Deus nos abençoe. Curitiba, 17 de Março de 2015. Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Educação

CÁSSIA ESTELA KROPZAKE BICHIBICHI Pedagoga da rede estadual do PR Pastoralista da Pastoral da Educação

EDUCAÇÃO AL ORIZAÇÃO EDUCAÇÃO,, V VAL ALORIZAÇÃO ORIZAÇÃO,,

LIBERTAÇÃO DOS HOMENS Paulo Freire nos exorta: “O radical, comprometido com a libertação dos homens, não se deixa prender em círculos de segurança, nos quais aprisione também a realidade. Tão mais radical, quanto mais se inscreve nesta realidade para, conhecendo-a melhor, poder transformá-la. Não teme enfrentar, não teme ouvir, não teme o desvelamento do mundo. Não teme o encontro com o povo. Não teme o diálogo com ele, de que resulta o crescente saber de ambos. Não se sente dono do tempo, nem dono dos homens, nem libertador dos oprimidos. Com eles se compromete, dentro do tempo, para com eles lutar.” Vivemos um tempo de total descomprometimento com a libertação dos homens, porque a esses homens estão negando o direito à educação, ao conhecimento sistematizado, direito de crescer enquanto cidadãos. Nossas escolas permaneceram com as portas fechadas, as salas de aulas vazias, e os professores nas ruas, nas praças, nas barracas, marchando em luta pelos seus ideais, caminhando em centenas e mi-

Painel Paulo Freire no CEFORTEPE - Centro de Formação, Tecnologia e Pesquisa Educacional da Secretaria Municipal de Educação de Campinas-SP

lhares de educadores, em busca do diálogo, de respeito, valorização profissional e melhoria da qualidade do ensino para as escolas do Paraná. Estamos vivendo um novo tempo? Que tempo é esse? Tempo de transição? “Não há transição que não implique um ponto de partida, um processo de chegada. Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e se corporifica no presente. Temos de saber o que fomos e o que somos, para sabermos o que seremos” (Paulo Freire), Esse tempo é o agora, depende do que acontece hoje, o que se decide hoje, por meio do diálogo franco, aberto, respeitoso, sincero e honesto. A transição implica envolvimento,

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comprometimento com a transformação do ser humano, que também transforma o mundo. Parar para sentar e discutir os caminhos dos educadores e da educação junto aos governantes é, portanto, um processo de mudança, de reflexão e de partida, e também um processo de chegada, porque é fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática. Esse é o tempo que vivemos. Transição, lutas, reflexão, ação. Tempo de renovação e de esperança. A equipe da Pastoral da Educação da Arquidiocese de Curitiba, expressa a nossa admiração e reconhece o valor imensurável da missão do ser educador. Tornamo-nos solidários na busca pela valorização profissional e melhoria da qualidade do ensino para as escolas do Paraná. PASTORAL DA EDUCAÇÃO: isabeljulio@ig.com.br / (41) 3029-0973. Bispo referencial: Dom José Mário Angonese/ Coordenador: Isabel Cristina Piccinelli Dissenha.


Comemoração

IRMÃS PA ULINAS - 100 PAULINAS

ANOS DE MIS SÃO NO MUNDO MISSÃO Neste ano de 2015, nós, Irmãs Paulinas, estamos vivendo um tempo de graça e de profundo agradecimento a Deus pelos 100 anos de fundação de nossa Congregação. Tudo começou na noite do dia 31 de dezembro de 1900. Era a passagem do século 19 para o século 20, o jovem seminarista Tiago Alberione, durante uma longa vigília de oração na Catedral de Alba, na Itália, sentiu um forte apelo de preparar-se para fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século com os quais viveria. Concretamente o que seria ele não o sabe, mas sente que Deus o iluminará. Com o passar dos anos, Alberione sensível ao Espírito viu longe, compreendeu que o século XX seria o século do avanço dos meios de comunicação e que havia chegado o momento da Igreja utilizar desses meios para chegar as pessoas a mensagem de Jesus. E, no dia 15 de junho de 1915, na pequena cidade Alba, Itália, o sacerdote Tiago Alberione encontra-se com a jovem Teresa Merlo, e lhe faz um convite: dedicar a vida ao anúncio do Evangelho com os meios de comunicação social. Viu concretizar-se assim o chamado de Deus para realizar seu grande desejo de se consagrar a Deus e se colocar a serviço das pessoas. Aceitou o desafio e dedicou toda a vida à orientação das irmãs e ao serviço do povo de Deus, como apóstola corajo-

sa da comunicação social. Da coragem profética de Alberione e do sim generoso de Teresa, que se chamará Tecla, tendo o apóstolo Paulo como modelo e inspirador da vida e da missão, nasce a Congregação das Irmãs Paulinas, que cresceu e se expandiu, e hoje está presente nos cinco continentes, em mais de 50 países. Pensava o fundador: se as pessoas, hoje, não vêm mais a Igreja, a Igreja deve ir até elas, utilizando-se dos meios que a tecnologia criar e hoje esses meios são a TV, o rá-

Irmã Tecla Merlo e Padre Tiago Alberione

dio, o jornal, a revista, o livro, a música, o filme, o computador, os filmes, a internet, as redes sociais. Essa foi a grande intuição e ação de Padre Alberione e que continua sendo a ação de cada irmã paulina, que herdeira do carisma, sente-se convidada a evangelizar na cultura da comunicação, colocando os meios a serviço do Evangelho.

Abertura do Centenário das Irmãs Paulinas na paróquia Divino Espírito Sant

A vocação paulina, como qualquer vocação religiosa, tem sua fonte motivadora na oração. Ela dá sentido à missão e vamos aprendendo a ser discípulas do Mestre. Por isso, a espiritualidade paulina tem Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida como centro. Ele se faz vivo e presente através da Palavra de Deus e da Eucaristia. Por este motivo, a adoração a Cristo Eucarístico, a meditação da Palavra de Deus e a celebração Eucarística constituem práticas diárias em nossa vida, fortalecendo-nos diante dos desafios e impulsionandonos para a missão. Além do mais, a nossa consagração é vivida em comunidade. Atualmente, somos em 23 irmãs na comunidade de Curitiba - PR. Dizia-nos Ir. Tecla: “A alegria de estarmos juntas é como seiva vital, que produz entusiasmo, serenidade e comunica paz.” Nossa missão apostólica é realizada em diferentes dimensões e de diversas maneiras. Uma delas é na livraria, que é um lugar de irradiação de cultura e lazer, formação e espiritualidade para todas as pessoas. Padre Alberione dizia: “Nossas livrarias são centros dos quais partem raios de luz e de graça que iluminam e aquecem as pessoas.”. Reconhecemos que essa história não foi construída somente por nossas mãos, mas principalmente pela “mão forte e suave” de Deus, da Igreja, das demais Congregações e Institutos da Família Paulina e do povo que, de norte a sul, sempre acolheu a Palavra de Deus, por meio das semanas bíblicas, das visitas às famílias e outras atividades realizadas pelas Irmãs Paulinas. É essa história que desejamos celebrar e convidá-lo (a) a participar de nossa ação de graças pelo dom do carisma paulino na Igreja e no mundo da comunicação, e por ter suscitado o bem-aventurado Tiago Alberione e a Venerável Ir. Tecla Merlo, que por primeiro acolheram e nos transmitiram esse dom do Espírito. Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Comunicação

STEPHANY BRAVOS Assessoria de Comunicação

SE E ACOLHID A SOLENID ADE DE POS SOLENIDADE POSSE ACOLHIDA DO NO VO ARCEBISPO DE CURITIBA NOVO DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO Mais de 10 mil pessoas são aguardadas na celebração No dia 19 de março, a Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, acolherá solenemente seu novo arcebispo Dom José Antônio Peruzzo. A expectativa é que mais de 10 mil pessoas participem da celebração. Dom José Peruzzo foi nomeado arcebispo metropolitano de Curitiba, no dia 07 de janeiro de 2015, pelo Papa Francisco. Natural de Cascavel (PR), foi nomeado bispo de Palmas-Francisco Beltrão pelo papa Bento XVI, em 24 de agosto de 2005. Tem como lema episcopal “Fazei discípulos… Ensinai”. Possui mestrado e doutorado em Ciências

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Bíblicas pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Atualmente, Dom José Peruzzo exerce a função de bispo referencial da Pastoral da Pessoa Idosa da CNBB e é o Bispo referencial da Catequese no Regional Sul 2 do Paraná. Dom José deu especial atenção à formação dos leigos, dando continuidade ao trabalho de Dom Agostinho. Dentre outras atividades, incentivo à catequese, aos ministros auxiliares de comunidade, às equipes litúrgicas, à educação política e fé, à teologia e aos estudos bíblicos.

Serviço: Dia: 19 de março de 2015 Local: Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais – Rua Barão do Serro Azul, 31 - Centro Horário: 19 horas


Dízimo

CLOVIS VENÂNCIO Membro da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo

MENSAGEM DA EQUIPE ARQUIDIOCESANA DA PASTORAL DO DÍZIMO QU ARESMA QUARESMA ARESMA:: Tempo Forte de Conversão e Penitência Liturgicamente, quaresma é o período de 40 dias que começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no sábado que antecede o Domingo de Ramos. Portanto, neste ano, tem início no dia 18 de Março e termina no sábado, dia 28 de março. É um tempo mais propício para rever nossa caminhada de fé à luz do amor de Jesus, pois somente a fé move o coração das pessoas para que deixem seu projeto pessoal e se entreguem à vontade de Deus. De fato, durante a quaresma, mais do que no “Advento”, somos convidados a assumir três atitudes que são os pilares da vida cristã: a Oração, relação do homem com Deus; o Jejum, relação do homem consigo mesmo; e a Caridade, relação do homem com o próximo. É, pois, um tempo rico de reflexão sobre a nossa vida, quando buscamos valorizar o que temos feito de bom e dar um novo rumo ao que temos feito de ruim ou nos omitido em fazer o que deveríamos fazer. É o convite à conversão. Com efeito, embora durante o ano todo e, em todos os anos, devamos estar em permanente proces-

so de conversão pessoal, o período quaresmal se constitui em um tempo muito forte nesse processo, pois é quando, rememorando a paixão, morte e ressurreição de Jesus, mais decisivamente somos chamados a refletir sobre como tem sido nossa vivência dos ensinamentos do Divino Mestre, com vistas a realizarmos a vontade de Deus Pai. Realmente, em Cristo, somos convidados a viver uma nova vida, vencendo todas as tentações, as quais estão sintetizadas no trecho do Evangelho segundo São Mateus, Capítulo 4, Versículos 1-11, que nos fala das tentações sofridas por Jesus. Na quaresma, portanto, é fundamental que deixemos que a Palavra de Deus contida nos textos sagrados transforme nossa vida. Lembremos, também, que muitas injustiças e mortes acontecem por causa da ganância pelo dinheiro e pelas ambições puramente materialistas.

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Nós, cristãos, temos o compromisso de fazer valer a grande verdade que nos disse Jesus: “Vós não podeis servir a Deus e ao Dinheiro”. Confiantes no amor providente do Pai, sejamos, pois, construtores do Reino de Justiça, onde todos possam viver com dignidade. É neste contexto, ainda, que nosso processo de conversão pessoal nos deve levar à conscientização de que nossa contribuição dizimal espontânea e generosa seja, de fato, a expressão de nosso compromisso de partilhar tudo o que somos e tudo o que temos, fraternalmente, em nossas comunidades, correspondendo ao mencionado apelo de Cristo, Jesus. Concluindo, procuremos entender o Dízimo não como simples contribuição financeira, mas como complementação de nossa participação efetiva e fraterna nas atividades de nossa comunidade eclesial e civil.

COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO: Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho; Coordenador da Pastoral do Dízimo: William Michon.

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Liturgia

PE. MAURÍCIO GOMES DOS ANJOS Reitor do Seminário Propedêutico São João Maria Vianney Coordenador da Comissão de Liturgia

Bendito o que vem em No dia 07 de janeiro do corrente ano, o Santo Padre, o Papa Francisco, nos enviou um novo pastor, Dom José Antônio Peruzzo. O que podemos dizer a respeito deste que atende ao chamado de Deus para ser Pastor em nossa Igreja particular de Curitiba? Conheço Dom Peruzzo desde os tempos em que ele era formador no Seminário Arquidiocesano de Cascavel e participava das assembleias da OSIB PR (Organização dos seminários e Institutos presentes no Regional Sul II). Destacava-se como formador e professor no Seminário, principalmente pela sua capacidade intelectual, fraternal e espiritual. Algumas vezes, ainda como seminarista, escutava alguns amigos do oeste do Paraná referindo-se a Dom Peruzzo, com apreço e amizade. Quando tive a oportunidade de ser o presidente da OSIB PR, nos anos de 2007 a 2011, convidei-o para assessorar a nossa XXIX assembleia, que abordou como tema as Novas Diretrizes para a Formação dos presbíteros no Brasil. Essa assembleia ocorreu no Seminário Divino Mestre em Jacarezinho PR, nos dias 12 a 15 de julho de 2010. A indicativa de Dom Peruzzo para assessorar o nosso encontro anual deveu-se ao fato de que ele havia participado ativamente na elaboração das Novas Diretrizes, nas quais encontramos os elementos fundamentais para que haja uma autêntica formação presbiteral. Dom Peruzzo nos ofereceu uma reflexão aprofundada sobre o processo formativo e, com seu jeito característico, ajudou-nos para que a reflexão levasse os formadores a desenvolverem projetos formativos estreitamente ligados às novas Diretrizes. Eis um breve resumo dessas diretrizes apresentadas por Dom Peruzzo: “As novas Diretrizes atualizam as que estavam em vigor desde 1995. Trata-se do quarto documento desta natureza: o primeiro é de 1971, votado pela 11ª Assembleia Geral da CNBB; o segundo é de 1984 (22ª Assembleia); o terceiro de 1994 (32ª Assembleia); e as novas, aprovadas na 47ª Assembleia Geral da CNBB (2009) (n. 2-6). Elaboradas no contexto do Ano Sacerdotal e em sintonia com o pensamento de Bento XVI: ‘O seminário é tempo de caminho, de busca, mas, sobretudo, de descoberta de Cristo. De fato, na medida em que se faz uma experiência pessoal de Cristo, o jovem pode compreender verdadeiramente a sua vontade e em consequência a própria vocação. Quanto mais conheceis Jesus tan-

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nome do Senhor

Dom José Antônio Peruzzo na XXIX Assembleia da OSIB realizada em Jacarezinho PR, nos dias 12 a 15 de julho de 2010

to mais o seu mistério os atrai; quanto mais o encontrais tanto mais estareis impulsionados a procurá-Lo. É um movimento do espírito que dura toda a vida e que encontra no seminário uma estação repleta de promessas, a sua primavera’ (Aos seminaristas, em Colônia, 19.08.2005) (n. 7). Elas são a tradução da Ratio Fundamentalis e devem garantir a orientação, a unidade, a coerência e a gradualidade na formação, quanto aos objetivos, espaços, etapas e dimensões (n. 8). Em virtude de sua aprovação unânime dos membros Assembleia Geral da CNBB e da recognitio da Santa Sé, as Diretrizes têm força obrigatória para todas as instituições de formação presbiteral diocesanas (Cânon 242 § 2) e indicativa para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica (n. 9). O esquema fundamental do documento é tripartido: I – Coordenadas A Comissão Arquidiocesana de Liturgia estará promovendo um Encontro de Formação sobre a Semana Santa e o Tríduo Pascal. O objetivo é ajudar no aprofundamento da importância do Tríduo Pascal no Mistério da Redenção realizado por Cristo. Contamos com a presença de pelo menos um representante da Liturgia, dos MECES, Acólitos/Coroinhas e de Cantos da sua paróquia. Este ano haverá a assessoria do FREI FAUSTINO PALUDO, assessor nacional da CNBB de Liturgia. Data: 14 de março de 2015 – sábado. Local: Asilo São Vicente Rua São Vicente, 100 - Juveve Horário: Início: 8 horas/Término: 16 horas.

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da Formação Presbiteral; II – Formação Inicial; III – Formação Permanente”. (Dom José Antônio Peruzzo na XXIX assembleia da OSIB PR) Para nós, formadores da Arquidiocese de Curitiba, a assembleia serviunos como um impulso para continuarmos a elaboração da Ratio Seminariorum (Diretrizes para a formação dos presbíteros seculares da Arquidiocese de Curitiba), trabalho este iniciado em 2008 e que obteve aprovação de Dom Moacyr José Vitti, de saudosa memória, no dia 16 de dezembro de 2013. Com esta breve apresentação sobre a formação, damos as boas vindas a Dom Peruzzo e desejamos que o seu pastoreio seja marcado pelo apoio às nossas vocações sacerdotais arquidiocesanas. “A messe é grande e os trabalhadores são poucos, rogai ao Senhor da Messe que envie trabalhadores para a sua messe” (Lc 10,2). Foto: http://www.vopus.org/pt/gnose/mistica-religiao/osimbolismo-da-semana-santa.htm

Informações e Inscrições: Centro de Pastoral da Arquidiocese de Curitiba – Av. Jaime Reis, 369 – Alto de São Francisco. Email: centropastoral@arquidiocesecwb.org.br

COMISSÃO LITÚRGICA: mauricioanjos@hotmail.com / (41) 2105-6363. Bispo referencial: Dom Rafael Biernaski / Coordenação: Pe. Maurício Gomes dos Anjos.


O assunto é...

PROF. MÁRIO ANTÔNIO SANCHES Equipe de coordenação do evento

SÃO DE BIOÉTICA SEMINÁRIO D A COMIS DA COMISSÃO DA CNBB AB ORD A A ENCÍCLICA ABORD ORDA EV ANGELIUM VIT AE DE JOÃO P AUL O II EVANGELIUM VITAE PA ULO Estamos comemorando 20 anos da Carta Encíclica Evangelium Vitae. Marcando esse momento, a Comissão de Bioética da CNBB e a Pós-graduação em Bioética da PUC-PR nos presenteiam com um Seminário rico e aberto à nossa participação. O Seminário ocorrerá em Curitiba, na PUCPR, de 20 a 22 de março de 2015, e contará com a presença de palestrantes renomados, dentre eles Cardeal William Eijck - atual membro da Pontifícia Academia para a Vida e o Prof. Dr. Livio Melina - Presidente do Pont. Inst. JPII para Estudos sobre Matrimônio e Família. Os objetivos do evento são promover uma análise do contexto, atualização e perspectivas da Encíclica Evangelium Vitae por ocasião da celebração de seus 20 anos; identificar o contexto de surgimento da Encíclica Evangelium Vitae; analisar o impacto e relevância da Encíclica para o debate relacionado com os temas de Bioética nas últimas duas décadas; diagnosticar perspectivas de desenvolvimento dos temas de Bioética a partir da influência da Encíclica.

A Encíclica Evangelium Vitae foi publicada por João Paulo II em 25 de março de 1995, e versa sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. Assim, esta Encíclica completa 20 anos e se faz necessária uma avaliação do contexto da época da sua edição, identificar sua atualidade e impactos e perspectivas futuras. Nesta encíclica, João Paulo II considera a bioética um dos sinais positivos dos nossos tempos: “Particularmente significativo é o despertar da reflexão ética acerca da vida: a aparição e o desenvolvimento da bioética favoreceram a reflexão e o diálogo – entre crentes e não crentes, como também entre crentes de diversas religiões – sobre problemas éticos, mesmo fundamentais, que dizem respeito à vida do homem”. ( EV, 27) A encíclica pretende ser uma reafirmação clara do valor e inviolabilidade da vida humana e um veemente apelo a todos e a cada um para que respeitem, defendam, amem e sirvam cada vida humana, alertando que só dessa maneira se encontrará justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade. O Padre Rafael Fornasier, da assessoria da CNBB, pede a todos que possam que ajudem a divulgar. Conheça detalhes no site http://seminariobioetica. cnbb.org.br/ e inscreva-se. As vagas são limitadas.

Comissão Vida e Família da Arquidiocese de Curitiba apoia evento da CNBB Nossa Arquidiocese de Curitiba está acolhendo, em março, o Seminário 20 anos da Evengelium Vitae, promovido pela CNBB e pela PUC-PR. O diálogo que se promoverá no evento em torno do valor e inviolabilidade da vida humana também tem sido promovido pela Comissão Família e Vida da nossa Arquidiocese. Reforçamos a todos os agentes de pastoral, especialmente os agentes da Pastoral Familiar, e membros de movimentos familiares nosso convite para que participem das conferências e painéis do evento. O Núcleo de Bioética da nossa Arquidiocese também está apoiando o evento.

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Ecumenismo

PE. VOLNEI CARLOS DE CAMPOS Coordenador do Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso volneiccampos@hotmail.com

SOUC 2015: IGREJAS DO BRASIL PROMO VEM UNID ADE COM DIVERSID ADE PROMOVEM UNIDADE DIVERSIDADE Uma visão de unidade cristã acompanhada por respeito pela diversidade inspirou o processo de elaboração dos materiais deste ano da Semana Nacional de Oração pela Unidade dos Cristãos e Cristãs (SOUC). O grupo responsável pelo material, formado por representantes de igrejas e organismos ecumênicos, ressaltou o valor da unidade cristã numa época em que a intolerância religiosa cresce ao redor do mundo. O material é publicado em parceria do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) com o Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Tradicionalmente celebrada entre 18 e 25 de janeiro (no hemisfério Norte) ou em Pentecostes (no hemisfério Sul), a edição deste ano, que será comemorada entre 17 e 24 de maio, enfoca um tema inspirado no evangelho de João: “Dá-nos um pouco da tua água”. Enviado em 2012 pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o convite para preparar o material foi, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio para o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Liderado pelo presidente, Dom Manoel João Francisco, e pela secretária-geral, pastora Romi Bencke, o CONIC reuniu um grupo de representantes de suas igrejas-membro e membros fraternos, como o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) e o Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI). O grupo de trabalho reuniu-se em Março e março de

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2013 e concluiu a proposta em julho. O Comitê Internacional designado pelo CMI e pelo Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos reuniu-se em setembro de 2013, em São Paulo, Brasil, para finalizar o material. “O grupo brasileiro e o grupo internacional conviveram e trabalharam juntos durante cinco dias na periferia de São Paulo em setembro de 2013. O grupo internacional teve uma rica experiência de descoberta da realidade brasileira e dos desafios à unidade cristã, inseparáveis na luta contra a intolerância cultural e religiosa que cresce no Brasil”, lembrou Odair Pedroso Mateus, um dos coordenadores da Comissão de Fé e Ordem do CMI. O tema de 2015 foi inspirado pelo Evangelho de João, que fala do encontro de Jesus com a mulher samaritana, um símbolo de amor que tem o poder de diminuir as barreiras baseadas na religião, etnia ou cultura. A proposta de material foi elaborada pelo grupo e trabalho do CONIC. O gesto bíblico de oferecer água a quem chega, como forma de boas-vindas e partilha, é algo presente em todas as religiões no Brasil. Espera-se que o estudo e a meditação propostos sobre a história de Jesus encontrando a mulher samaritana perto do poço possam ajudar as pessoas e as comunidades a perceber a dimensão dialógica do projeto de Jesus, que chamamos de Reino de Deus. Fonte: http://www.conic.org.br/

COMISSÃO DO ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO: Pe. Volnei Carlos de Campos/ Animação Ecumênica e MOVEC – (41) 3045-0432/ Bispo referencial – Dom Rafael Biernaski.


Evangelização

PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES Coordenador da Ação Evangelizadora

Ano Missionário e Estamos em plena quaresma! Um tempo favorável! Não são dias de tristeza, nem de amargura ou nem mesmo de medo de Deus, por causa de nossos pecados e da dureza com a qual poderíamos ser julgados. Celebramos, sim, nossa pequenez diante de um Pai de amor, que nos dá um tempo para crescermos como gente, na imitação de seu Filho. Mas essa quaresma acontece num momento realmente especial de nossa Igreja Particular de Curitiba! Vivenciamos o Ano Misssionário! Mas o que o tempo da Quaresma tem a ver com Missão? Na Igreja Antiga, para a celebração do batismo, na noite santa da Vigília Pascal, os catecúmenos passavam por um longo período de preparação, chamado catecumenato. Nos últimos dias deste período, intensificava-se a prática das virtudes, da penitência e da vigilância cristã, ao mesmo tempo em que os responsáveis verificavam a idoneidade do candidato ao batismo. Esse período era chamado de “Tempo da Purificação e Iluminação” e durava cerca de quarenta dias. Com o passar dos séculos, criou-

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Quaresma

se o costume de renovar os compromissos batismais também durante a noite pascal, enquanto os novos cristãos nasciam da fonte do Batismo. Daí decorre que os quarenta dias antecedentes à Páscoa serviam também de preparação para essa renovação: surge assim a Quaresma como a conhecemos hoje. Para renovarmos o nosso compromisso batismal, dentre as três práticas propostas pela Igreja, destaca-se a caridade! O amor-serviço não é uma opção para o Cristão. É um mandamento de Jesus! E é nesse ponto que Quaresma e Missão se encontram! Igreja que sai para servir: eis a primeira linha de ação de nosso Ano Missionário! O serviço é também tema da Campanha da Fraternidade deste ano de 2015, que nos pede sermos Igreja em saída, promotora da vida em nossa sociedade! “Não podemos realizar este Ano Missionário pensando apenas em engrossar as nossas fileiras. Sair em missão significa desejar tornar evangélicas as realida-

des que ainda são marcadas pela injustiça, de modo especial, as periferias empobrecidas e as periferias existenciais. Aqueles que estão marcados por situações de morte precisam ser os primeiros para os quais somos enviados.” (Diretrizes Gerais para o Ano Missionário, 30) Ao renovarmos nosso compromisso batismal, aproveitemos esse tempo favorável para nos empenharmos mais ativamente no serviço aos irmãos, não em teoria, mas na prática, saindo de nós mesmos e sendo verdadeiramente uma Igreja que sai de si mesma para fazer com que todos tenham vida, e a tenham em abundância (cf Jo, 10,10).

CENTRO DE PASTORAL: centropastoral@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6323 / Bispo referencial: Dom José Mário Angonese / Coordenador: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes / Secretária: Irmã Maria de Lourdes Soares Gomes.

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Leigos

2015,

ano missionário

Tema: A alegria da Missão. Lema: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (1 Jo 1,3). A importância da participação dos LEIGOS como construtores do Reino de Deus (cf. Tg 2,14). QUEM SÃO OS LEIGOS? “Sob o nome de leigos entendem-se aqui todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso reconhecido na Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, em seu âmbito, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo.” (CIC 897). Uma vez que, como todos os fiéis, através do batismo e da confirmação, são destinados por Deus ao apostolado, os leigos, individualmente ou reunidos em associações, têm obrigação geral e gozam do direito de trabalhar para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens, em todo o mundo; essa obrigação é tanto mais premente naquelas circunstâncias em que somente através deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer o Cristo. (CDC 225 § 1). OBJETIVO Despertar no coração de todo leigo a belíssima vocação missionária, levando-o a refletir, com sabedoria, sua importante representatividade, e o devido reconhecimento íntimo e pessoal de seu ministério dentro do contexto comunitário eclesial, que deve ser enaltecido com o imenso Amor de Jesus Cristo

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Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

Dom José Mário Angonese na Abertura do Ano Missionário na Região Episcopal Norte

em todas as ações pastorais desenvolvidas pela igreja. Conforme os desígnios de Deus (...), neste momento, em plena comunhão com a Santíssima Trindade, com a nossa Igreja, e o Papa Francisco, necessitamos de um novo clamor (pentecostes), dentro do coração de cada um, para que possamos vislumbrar e retribuir com muita alegria e esplendor todas as graças recebidas do alto, compartilhandoas fraternalmente com o próximo em grandes atos de caridade diante das missões pastorais, as quais muito representam a imagem do Nosso Salvador Jesus Cristo, a Pedra Angular que sustenta fielmente a construção do projeto de Deus para todo seu povo amado (cf.1 Pd 2,6-8). A VOCAÇÃO DOS LEIGOS Todos os leigos são vocacionados e estão envolvidos em todas as dimensões de trabalhos voluntários em nossas comunidades eclesiais: ministros da Eucaristia e da palavra, equipe litúrgica, catequese, como também em todas as

pastorais e movimentos, desempenhando funções fundamentais para a comunhão missionária, que deve ser reconhecida e elevada com muitos louvores em todas as ações pastorais que atingem a vida do próximo (cf. Jo 13,12-17). Mas a participação dos leigos não está somente nas missões desenvolvidas dentro das comunidades eclesiais, pois muitos se lançam às Bem-Aventuranças fora da igreja, e voluntariamente dedicam boa parte de suas vidas em ações de misericórdia e solidariedade em muitas instituições de saúde, casas de assistência aos idosos e crianças, casas de recuperação de usuários de entorpecentes e de álcool, e tantas outras belíssimas obras de promoção humana (cf. Mt 5,7). Focado mais precisamente em ações pastorais nas igrejas particulares, imaginemos a quantidade de fiéis engajados em todas as comunidades do universo Cristão. São milhares de leigos envolvidos na estrutura eclesial, que, juntamente com o clero (bispos, presbíteros e diáconos), ajudam na missão


ORLANDO POLIDORO JUNIOR Bacharelando em Teologia PUCPR orlando@phdcomunicacao.com.br

na Arquidiocese de Curitiba Fotos: Pascom

ritualidade, ou seja, estão mais enraizados e fortalecidos de conhecimentos do plano de Deus, e com isso conseguem ser bons anunciadores do Seu reino. Com esse tipo de envolvimento, as oportunidades de formações (“fides quaerens intellectum” - fé em busca de entendimento, Santo Anselmo), como cursos, palestras, estudos bíblicos, teologia, grupos de orações e muitas outras providências divinas, começam a surgir em nossas vidas, e assim, com sabedoria, entendimento e discernimento, começamos a viver mais plenamente o Verdadeiro Amor da Santíssima Trindade. Um Amor tão envolvente e esplendoroso que é capaz de iluminar nosso Caminho em todas as “coisas” de Deus, fazendo com que recebamos muitas revelações do Espírito Santo, sobre grandes verdades de fé e de caridade = AMOR PLENO AO PRÓXIMO (cf. Rm 13,10), (cf.Dap.212).

evangelizadora como membros integrantes, muito ativos, e anunciadores do Corpo de Jesus Cristo, o qual, divina e misticamente é a cabeça da nossa Igreja. (cf. CIC 669). Hoje, seria impossível mantermos as estruturas de atuação das nossas comunidades sem o apostolado dos leigos (cf.CIC 900). O MINISTÉRIO DOS LEIGOS Quero lembrar e confirmar que as portas sempre estiveram e continuam abertas para todo fiel que, como povo de Deus, queira participar e evoluir no contexto do tríplice múnus de Cristo (cf. CDC 204), desenvolvendo a missão evangelizadora e caritativa que Jesus Cristo deixou para nossa Igreja através dos frutos do Espírito Santo (cf. CIC 1832). Pelo chamado a um enobrecedor projeto de vida pessoal, sendo instrumento para a construção do reino de Deus, todo discípulo missionário deve engajar-se ativamente em algum ministério eclesial, ou em obras de ações sociais. Estando incorporado mais ativamente às obras divinas, pode consagrar-se ainda

mais a Deus, servindo-O através do próximo em benevolentes ações de fraternidade, realizadas e reconhecidas em todas as obras elevadas ao próximo (cf. CIC 901). Para o leigo que ainda não conseguiu ‘reconhecer o chamado’, vamos nos colocar em oração para que este artigo seja uma ponte com o Espírito Santo, iluminando seu coração e sua alma com o amor que Jesus Cristo tanto tem nos ensinado, e assim possa sentir a glória de viver mais incorporado a Ele, em plena comunhão com O Seu corpo que está vivo em nossa igreja, o qual revela, em unidade, o sentido universal da salvação em comunidade. (cf. Apostolicam Actuositatem, cap.3,10). Este deve ser nosso maior testemunho de fé, o qual nos habilita e nos capacita para enviarmos muitos irmãos a um encontro renovador e santificador com os Três Divinos (cf.CIC 2044). Com nossos dons e carismas, quando participamos diretamente dentro da estrutura eclesial, começamos a nos envolver com irmãos que já têm ou estão procurando um grau maior de espi-

LEIGOS - DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS Para os que já estão na obra e sentem-se verdadeiros discípulos missionários, é sempre bom lembrar a perseverança necessária, a dedicação, a humildade e o amor que o plano de Deus exige de cada um, pois sem essas virtudes e carismas facilmente podemos ser afastados da obra (cf Dap. 311). CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o resplandecer da nova primavera que foi exaltada com grande riqueza pastoral no Concílio Vaticano II, fecho este artigo destacando o parágrafo 33 do capítulo IV da Lumem Gentiun que, claramente nos apresenta a importância e o valor dos leigos na igreja. Mas não somente pelo reconhecimento pessoal em seus atos exercidos em trabalhos comunitários, mas principalmente por toda ação redentora que esses atos representam na construção gloriosa do plano de Deus dentro de cada um de nós, e na vida do próximo. Referências: Bíblia Sagrada, Catecismo da Igreja Católica, Código de Direito Canônico, Lumem Gentium, Apostolicam Actuositatem, e Documento de Aparecida. POR CRISTO, COM CRISTO, E EM CRISTO. Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Comidi

Quebo:

ODARIL JOSÉ DA ROSA; PEDRO AVELINO LANG E METÓDIO RETEXIN Primeiros missionários do Paraná em Quebo

Missão Católica Beato PPaulo aulo VI

Nossa Arquidiocese está vivendo um momento forte que é o Ano Missionário. O Documento de Aparecida nos lembra: “Cada Diocese necessita fortalecer sua consciência missionária, saindo ao encontro dos que ainda não creem em Cristo no espaço de seu próprio território e responder adequadamente aos grandes problemas da sociedade na qual está inserida. Mas, também, com espírito materno, é chamada a sair em busca de todos os batizados que não participam na vida das comunidades cristãs”. (DAp 168). Atendendo o convite de Dom Pedro Zilli, Bispo da Diocese de Bafatá na Guine Bissau, África, com o apoio dos bispos da CNBB Regional Sul II, estivemos durante 62 dias na Cidade de Quebo, para dar início à Missão Católica Beato Paulo VI naquela cidade. O nome se deu em função da Missa de Inauguração ter sido realizada no dia da beatificação do Papa Paulo VI em Roma e também dia Mundial das Missões.

gum tempo. Dom José Antonio Peruzzo já esteve lá e colaborou na formação de seminaristas. Consagrados e Consagradas vivem e trabalham naquela diocese, sacerdotes e leigos já visitaram a Igreja da Guiné Bissau. No período de 14 de outubro a 15 de dezembro, moramos na Cidade de Quebo e demos início à limpeza do terreno para a construção da casa onde os missionários irão morar. O terreno de 18.500 metros2 foi comprado por uma paróquia da Itália e doado para a Diocese de Bafatá, e o Regional Sul II com ajuda das dioceses e paróquias do Paraná irá construir a casa-moradia dos missionários, e posteriormente escola, posto de saúde e a Igreja.

Limpeza do terreno para o início da construção da casa dos missionários

Missa de inauguração da Missão Católica Beato Paulo VI Em Quebo

A Guiné-Bissau é um pequeno país situado na costa ocidental da África, entre o Senegal e a República da Guiné (também chamada de Guiné Conacry). A presença da Igreja do Paraná naquela diocese já acontece há al-

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nas áreas de evangelização, saúde e educação. Outra forma de participar desta Missão Católica é mobilizar pessoas de sua paróquia para angariar recursos financeiros para construir a casa dos missionários, posteriormente a escola, o posto de saúde e a Igreja de Quebo. Concluindo esse pequeno texto, lembramos que no dia 07 de dezembro vamos celebrar os 50 anos do Documento Ad Gentes, e no Documento de Aparecida lemos: “O mundo espera de nossa Igreja latino-americana e caribenha um compromisso mais significativo com a missão universal em todos os Continentes. Para não cairmos na armadilha de nos fechar em nós mesmos, devemos formar-nos como discípulos missionários sem fronteiras, dispostos a ir ‘à outra margem‘, àquela onde Cristo ainda não é reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente” (DAp 375). A vocação cristã se expressa no sentir e se comover pela humanidade inteira, e ser capaz de realizar gestos simples, ousados e concretos de solidariedade e de partilha com os outros povos, até o envio de missionários e missionárias além-fronteiras.

A partir de Março de 2015, nossa presença na diocese de Bafatá será permanente com a ida do casal da diocese de Ponta Grossa, Pedro Avelino Lang e sua esposa Salete Teresinha Lang, para um período de três anos na Missão Católica de Quebo. Lembramos que, a partir de julho de 2015, a casa poderá receber leigos e leigas para uma experiênEspaço da futura casa dos missionários do Paraná em Quebo cia de missão ad gentes COMISSÃO DIMENSÃO MISSIONÁRIA: comidi@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6376 – Ir. Partícia / (41) 2105-6375 - Jeferson


Dimensão Social

ROBERTA KISY

Receba apoio do FDS. Participe e Inscreva seus Projetos!

Está aberto o período e inscrição de projetos, que serão destinados ao o FDS – Fundo Diocesano de Solidariedade. O edital está publicado no site: http://arquidioceseemmissão. org.br desde o dia 18 de Março. Participe conosco, a Igreja que sai para servir necessita de seu apoio! Assista o vídeo, e saiba um pouco mais sobre o FDS: http://youtu.be/ yv4DmhITRgM A Campanha da Fraternidade 2015, com o tema: “Igreja e Sociedade” e o lema “Eu vim para servir” (Mc 10,45), é um convite e um envio à missão, e nos propõe uma ação participativa, missionária e correspondente com as demandas de nossa sociedade, por isso, contamos com você. No dia 29 de março (Domingo de Ramos), acontecerá nacionalmente e em sua comunidade, paróquia e em outros espaços, a coleta da solidariedade, denominada ‘Pão e justiça para todos’. Contribua financeiramente por meio do envelope que será distribuído na coleta, com esta atitude será possível financiar mais projetos sociais que atendem anualmente milhares de pessoas.

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Projetos apoiados com recursos do FDS

“A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história, e impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação como protagonista das grandes maiorias”. Papa Francisco no encontro Mundial dos Movimentos Populares que aconteceu de 27 a 29 de outubro 2014.

COMISSÃO DIMENSÃO SOCIAL: dimensaosocial@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6326. Bispo responsável: Dom Rafael Biernaski / Coordenadores: Pe. Antônio Fabris, Diácono Gilberto Félix e Diácono Antônio Carlos Bez. Secretária: Maria Inês da Costa. Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Reflexão

*PADRE REGINALDO MANZOTTI

Entendendo o Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa. Somos convidados a participar deste grande momento da Igreja e a presenciar os últimos acontecimentos da vida de Jesus. A própria liturgia nos coloca nesta atitude, quando na procissão com os ramos deixamos de ser meros expectadores para estarmos inseridos em todo o mistério da Semana Santa. Nós somos a razão, os destinatários, por quem Jesus Cristo morreu na cruz. Começo meu artigo com essa reflexão para que participemos da Semana Santa, do Tríduo Pascal, empenhados nesse sentido, para não participar apenas de ritos da Igreja, e sim de uma Semana Santa com Cristo. Em cada Páscoa somos chamados a permitir que o processo de santificação aconteça em nós. Os pregos nos pulsos, as feridas, o cansaço, a fraqueza. A humilhação, a asfixia, Jesus está no fundo do poço. Abandonado por aqueles que escolheu, traído por um deles, Judas, em quem confiou. Negado por Pedro, teve somente sua mãe Maria, e João na hora derradeira (cf Jo 19,26). Aquele que reviveu o filho da viúva de Naim, que chamou Lázaro de volta à vida, que curou os enfermos, que fez os cegos enxergarem, os surdos ouvirem, o Filho de Deus morreu desacreditado e caluniado. Todas as injúrias lhe foram atribuídas em um júri injusto. Houve falsas testemunhas, torturas, açoites, escárnio até a coroação de espinhos e a crucificação. Jesus foi crucificado às nove horas da manhã e morreu às três da tarde. Apesar do esgotamento, a dor física não foi tanto quanto a psíquica e emocional. Ele passou por toda humilhação sentindo o profundo silêncio de Deus, sentindo-se abandonado como filho, grita: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46; Mc 15,34) Deus nunca abandonou Jesus; silenciou, mas não o desamparou. A dor, o sofrimento, a agonia de Je-

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silêncio

de Deus

sus eram tantos, pois os pecados do mundo pesavam sobre Ele, que se sentiu sozinho. Um único sinal de Deus é descrito pelos Evangelistas Marcos, Lucas e Mateus: “Desde o meio-dia até às três horas da tarde houve escuridão sobre toda a Terra” (Mt 27,45; Mc 13,33; Lc 23,45). Lucas, em seguida narra o restabelecimento da confiança filial de Jesus no Pai. Ele morre chamando Deus de Pai: “Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Muitas vezes, também nós, em meio às tribulações e sofrimentos, por não entender o silêncio de Deus, nos sentimos desamparados e não compreendemos que jamais nossos sofrimentos serão maiores que os de Jesus, portanto, olhemos para Ele e como Ele, mesmo na ilusória ausência e no silêncio de Deus, coloquemos Nele toda nossa confiança e esperança. A ressurreição de Jesus é a resposta de Deus. Jesus, mesmo não querendo a cruz, teve que aprender por Ele mesmo o que significa a palavra obediência e passar pelo esvaziamento e até pelo aniquilamento. E Deus respondeu, o que estava morto voltou à vida. Não existe outro caso. Ele é o único na história ressuscitado por obra do Pai. O que tinha acabado e parecia impossível aconteceu, a pedra rolou e Deus tirou Seu Filho da morte. É a resposta para Jesus e para a humanidade. É isso que celebramos na Páscoa, êxodo, mudança, saída, caminho, libertação, ressurreição! Jesus Ressuscitou! Ele está vivo no meio de nós. Caminhemos à luz do Ressuscitado. Padre Reginaldo Manzotti é coordenador da Associação Evangelizar é Preciso – Obra considerada benfeitora nacional que objetiva a evangelização pelos meios de comunicação – e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são retransmitidos e exibidos em parceria com milhares de emissoras no país e algumas no exterior. Site: www.padrereginaldomanzotti.org.br. Facebook: www.facebook.com/padrereginaldomanzotti. Twitter: @padremanzotti Instagram: @padremanzotti


Painel do Leitor

Por DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO Arcebispo Emérito de Curitiba

Falecimento Monsenhor Monsenhor Osvaldo faleceu, na casa de sua irmã Inês, em Campo Largo, no dia 20 de Março passado. Foi velado na matriz de Nossa Senhora da Piedade, em Campo Largo, onde foi batizado, crismado, recebida a primeira eucaristia e ordenado presbítero, a 07 de dezembro de 1952. Monsenhor Osvaldo deixou para a Arquidiocese de Curitiba o legado de ter sido um cristão autêntico, um seminarista exemplar e um presbítero fiel à vocação sacerdotal por 62 anos. Monsenhor Osvaldo sempre foi reservado, disponível, caridoso, obediente, humilde, durante toda sua vida presbiteral. Realmente vai deixar saudades para quem o conheceu, sobretudo sua irmã Inês, que cuidou dele todo o tempo de pároco na paróquia do Espírito Santo e Nossa Senhora das Graças, junto ao Centro Cívico e nos últimos dez anos de sua

Osvaldo Neumann

vida, sobretudo, nos três últimos anos e três meses, permanecendo na cama imóvel, consciente até a morte.

Meu testemunho - Conheci Mons. Osvaldo desde o dia 02 de Março de 1940, sendo seu contemporâneo, durante treze anos no Seminário. Ajudava-o todos os sábados à tarde e domingo de manhã, na paróquia do Espírito Santo por doze anos, de 1954 a 1966. Depois foi ele que me ajudou por 31 anos como chanceler e 24 anos como Vigário Geral, residindo comigo no Arcebispado. Nos três últimos anos, quando se encontrava imóvel na cama, visitava-o mensalmente, levando-lhe a comunhão eucarística. Na última visita, a 09 de Março deste ano, quando completou 87 anos de vida, tomei a iniciativa de oferecer-lhe o Sacramento da Unção dos Enfermos. Sua morte santa e serena deixou-me profunda emoção e saudade.

Arquidiocese recebe clero recém-chegado A Casa de Retiros do Mossunguê, em Curitiba, recebeu na tarde do dia 10 de Março, o clero recém-chegado. Ao todo foram 25. Juntos, foram acolhidos por Dom Rafael Biernaski, Administrador Arquidiocesano e demais responsáveis pelos setores que compõem a Mitra de Curitiba. Sejam bem-vindos!

raternidade 2015 Lançamento da Campanha da F Fraternidade No último dia 18 (quarta-feira de Cinzas), a Arquidiocese de Curitiba abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2015. Com o tema: Fraternidade: Igreja e Sociedade e lema: “Eu vim para servir”, o objetivo é promover o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade. Houve também a tradicional imposição das Cinzas, iniciando assim, o período da Quaresma. Arquidiocese de Curitiba | Março.2015

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Vozdaigreja mar2015 by aldemir demir batista - Issuu